Abaixo JT, RB e MS!!!

Desperta, Montoya! Acelera, Raikonen!!!

Abraços.

Manuel Carvalho, Santos

E aí Edu?


Porra, o site tá muito legal. Vocês são todos jornalistas veteranos? Tenho lido e capturado todas as fotos dos tempos áureos dos 70 e 80.

Tb comecei com o GP Brasil 72 mas só de arquibancada. Em 78 entrei pra equipe do Peru (Roberto Skortazu, se me lembro certo) e fiz a F-1 de 79 e 91 como comissário de box. No Rio fui em todas, mas só arquibancada e Hotel Intercontinental, legal praca! Testemunhei a estréia vitoriosa da Wolf com o Scheckter na Argentina 77. Que quase foi a 2a. do Pace.

Voces sabem porque o J.P. Jarier voava por aqui? O bicho era... o bicho, lembra?

Uma vez num treino estava no alambrado da reta, embaixo daquela arquibancada dos box que fica num nível bem baixo. Acho que até mais baixo que a pista, aí percebi o Lotus vindo. Dei uma trepada (na grade, é claro) E o bicho pássou zunindo a alguns centimetros dos meus pobres ouvidos.

Mas per aí! Acho que emoção foi tão forte que percebi algo mais. Corri pra cima da arquibancada e numa pontinha que dava vi lá no fim do retão o Shadow do Jarier por dentro do Peterson. Fiquei
tão perto da pista e os dois estavam tão grudados um no outro que os pretos dos dois carros se fundiram.

Foi uma sensação tão incrível que talvez seja a responsálvel por eu nunca mais perder um GP, seja qual for. Até mesmo esse de Mônaco, onde torcia mesmo era pra ver uma bundinha em algum iate, mas nem isso apareceu.

Bom deixa voltar a trabalhar um pouco, obrigado por me permitir ver coisas que hoje não pintam mais.

Abraços

Rui, Santo André

Olá Rui

ver dois ou mais carros correndo separados por milímetros é a coisa mais legal das corridas - qualquer corrida - e, que m..., até isso hoje é difícil.

Esta eu também em Interlagos 75, ano em o velho Jarra despencou na frente. Ajudei muito a secá-lo até a quebra e a vitória sensacional do Moco. Não sei se foi neste ano em que rolou a cena descrita por você; pode ter sido também 74 e 76. Mas eu estava lá igual.

Ah, sim: veterano é a vovozinha... Mas falo só por mim, o Panda que se defenda.

Abraços (EC)

Daí pessoal,

Queimei minha língua nessa corrida...

Que Ferrari que nada, deu Montoya. Se bem que depois dos treinos de 5a feira nunca que eu iria esperar a classificação do jeito que foi. Mas parabéns pro colombiano, correu bem pra caramba. Mas o Raikkonen e o Schumacher correram no mesmo nível. E fizeram a diferença.

Já tá enchendo o saco essa história de ficar comparando o Senna e o Schumacher. Ninguém vai convencer ninguém. Eu também tenho minha opinião a respeito, mas confesso que perco o ânimo de fazer algum comentário, só pela quantidade de besteira que a galera escreve. Chega disso, né? É uma coisa muito infantil.

PS.: Vamos ver se acerto alguma coisa no Canadá, que em Mônaco errei feio.

Abraços

Zé, Florianópolis - SC

Caros Edu e Panda,

Neste período em que se fala do GP de Mônaco, invariavelemente se fala de Senna (nada mais lógico, claro!) e a possiblidade do "alemão" igualar o recorde de vitórias do Senna, bem, como estou escrevendo 01 dia depois do GP, sei que o "Miguel", como diria nosso querido Edgar Filho, ficou chupando dedo e vai ter que esperar mais um ano para igualar este feito.

Bem, vamos ao que interessa, diante de tanta controvérsia entre quem é o melhor de todos os tempos, Senna ou "Miguel", verifico que nada mais, nada menos, fica de fora, Alain Prost, 04 vezes campeão mundial, com 51 vitórias na cachola, piloto de primeira linha, fez inúmeras grandes corridas, bem como o vi ganhar, brilhantamente, na útlima corrida, o campeonato de 86, por muitos, como eu, considerado o mais competitivo da história da fórmula 1, isso simplesmente com um carro nitidamente inferior aos Williams de Piquet e Mannsel, bem como tendo que lutar com um incansável Senna, a bordo de seu Lotus, ou seja, lutou contra os maiores pilotos da época e saiu vencedor, venceu e perdeu de Piquet no seu auge (83 - Piquet e 84 - Prost), venceu e perdeu de Senna em seu auge (88 - Senna e 89 - Prost), ou seja, correu e superou Lauda, Mansell e outros no qual não me lembro.

Fica no ar uma pergunta, porque tanta má vontade da imprensa brasileira, fora vocês é claro, em relação a Prost, não o incluindo como um dos melhores pilotos da história da F1 e jamais comparando-o ao Senna e "Miguel". São por essas e outras que acho Prost, aqui no Brasil, um injustiçado, sei que teve atritos com Senna, mas quem não o teve? é normal na F1, onde somente o vencedor tem o seu nome escrito no Hall da Fama, onde só há espaço para os melhores, pois só de segundos lugares ninguém é campeão.

Por todos esses motivos, sou, confesso, uma grande admirador de Prost, sem nacionalismos, porque também admiro Senna, Piquet e Mansell, porque tive a oportunidade de vê-los nas pistas dando o melhor de si e cada um ganhar em seus melhores momentos.

Chega de revanchismo barato, nacionalismo xenófobo, isso não leva a nada, a não ser a uma cegueira sem motivos, vamos brindar, com jutiça, cada piloto vencedor em sua época e colocá-lo em seu devido lugar no pedestal da glóra da F1.

Sandro Goulart Carpio, Rio de Janeiro

Concordo plenamente com o final da sua carta, Sandro. Acho de uma estreiteza mental enorme achar que Senna (ou qualquer outro) só permanecerá grande se Schumacher não for. Que cada um curta o seu piloto preferido e pronto!

Abraços (LAP)

Imaginem o seguinte cenário: Schumacher resolve se aposentar neste momento da carreira e a Ferrari coloca um piloto qualquer em seu lugar.

Com certeza teríamos a F1 que todos sonhamos, com Williams e McLaren brigando de igual de igual com a Ferrari e etc. Agora, como vou conseguir acreditar que aqueles pilotos são realmente os melhores? Não sei se estou sendo claro, mas pilotos como Senna e Schumacher fazem os outros parecerem meros coadjuvantes do espetáculo, quando Senna faleceu Shumacher já estava em ascensão, melhor para o espetáculo, mas e se Shumacher para AGORA?

Acho que a F1 ia perder a graça, pois todos que estão aí, já estão cansados de levar surra do alemão e somos testemunhas disso.

Márcio Pimenta, Salvador

Olá pessoal do GPTotal

Durante a transmissão do GP de MÔNACO o Galvão dizia que PIZONIA havia sido campeão nas categorias de base; pessoalmente não o acho com capacidade ou velocidade de se tornar campeão - é um bom piloto para o nivel atual da F1 -, assim, pergunto: em qual categoria o PIZONIA conseguir ser campeão?

E, Panda, é apenas para lhe cobrar - conforme vc solicitou dias atrás - cadê a vitória do teu Shumachão? 12 corridas no principado e cinco vitórias e ainda quer dizer que ele é mehor do que quem correu dez vezes e ganhou seis? e olha que o Shumachão estava de carro "obra prima"...

...fui

Jose Airton Soares, Teresina/PI

O que falar de Monacoco ?

Ultrapassagem, nenhuma. Dis puta (só umas em cima dos iates-horrível essa...) nenhuma. Top less nenhuma. Batida uma. Emoção nenhuma. Dá para tirar alguma conclusão em Monaco ?

Tecnicamente: Lavada dos Michelins. Acredito que este ano os pneus estão influenciando mais nos resultados do que as novas regras. O verão está chegando no hemisfério norte... pistas quentes...ihhhhh.

Pilotos: Em princípio todos nota 1, exceto Montoya nota 2 por ter ganhado a prova, Rubinho nota 0,8 por ter perdido a posição e 1,1 para o Cristiano só porque é brasileiro.

[]'s

Olavo, São Paulo

Caros amigos e referências,


Em primeiro lugar quero dizer que sou grande admirador de vocês e leitor assíduo desse site. Mas, hoje, vou fazer uma crítica à imprensa automobilística em geral. Sei que defender Ayrton Senna está fora de moda. E a grande maioria dos jornalistas, até sábado, destacavam em seus textos o fato de Schumacher poder igualar o piloto brasileiro em vitórias no principado e se tornar o novo Mister Mônaco.

Até agora, porém, não li nem ouvi nenhuma menção ao fato de a corrida do alemão ter sido extremamente inócua. Também não foi mencionado o fato de Senna ter obtido o recorde em apenas dez GPs de Mônaco, enquanto Michael já completou sua décima segunda. Tudo bem o fato de Senna já estar morto, portanto, não ser mais notícia.

Mas o fato é que ninguém quer que o alemão não seja o melhor piloto de todos os tempos, e, por isso, deixa-se Ayrton com pouco espaço na mídia. Essa comparação de recordes, que sempre quando noticiada, coloca números a favor de Schumacher, inevitavelmente impõe por mais que se negue, a discussão de qual dos dois pilotos é o melhor.

Portanto, gostaria de que fosse escrito pelo menos uma vez nesta semana que Schumacher não bateu o recorde de Senna e que, pela corrida que fez, nem merecia ter batido. Assim, pelo menos, nós, leitores, veríamos um pouco menos de parcialidade na imprensa automobilística.

Daniel Médici, São Paulo

Não sei se sou um dos poucos, mas detesto este tal de Schumacher, gostaria de ter uma idéia se realmente ha muitos brasileiros que torcem para este sujeito, que só esta onde esta graças a morte de nosso saudoso SENNA, gostaria que me respondessem se possível.

Carlos Roberto, Itaguai - RJ

Certamente o Brasil não é o país onde Schumi tem mais fãs, Carlos Roberto, mas nas vezes em que o vi em Interlagos (inclusive vencendo corridas), não lembro de que tenha sido minimamente hostilizado pelo público. Se algum leitor souber de algo em contrário, que me desminta.

Abraços (EC)

Nós não detestamos Schumacher. Eu, particularmente, acho que muitos brasileiros terão que vê-lo conquistar o sexto título, talvez o sétimo e mais o recorde de pole positions.

Quanto a ele só estar onde está por causa da morte de Senna, também pode valer um raciocínio inverso: talvez a morte de Senna tenha poupado o brasileiro de derrotas fragorosas nas pistas.

Abraços (LAP)

Hoje o que se viu foi um nocaute, em que a Bridgestone beijou a lona sem ter muito o que fazer, pois a Michelin não deu a miníma chance aos japoneses, colocando 7 pilotos entre os 10 primeiros colocados na corrida, depois de ter perdido de 8 a 2 na classificação.


A vitória de Montoya foi justíssima, premiou o piloto mais competente, mais rápido. A Williams, desde a Áustria demonstra uma recuperação e ajudado pela superioridade dos pneus Michelin, venceu uma corrida que até não esperava vencer, pois como o ponto forte da equipe é o forte motor BMW, não seria na travadíssima pista de Monte Carlo que os carros azuis venceriam.

Raikkonen também merecia a vitória, andou sempre perto de Montoya, mas perdeu a corrida na largada, contudo andou sempre muito forte e pressionou bastante Montoya na parte final, fazendo a corrida um pouco dramática no seu final.


Schumacher demonstrou seu encanto, pois com pneus em clara inferioridade, andou muito e passou Trulli e chegou bem perto de Montoya e Raikkonen. Esse alemão faz mesmo a diferença...

Outro destaque para Alonso, que deu o pulo do gato, voltando na frente de Coulthard e Trulli, que vinham brigando faz tempo e perderam suas posições para o espanholzinho que chegou bem à frente deles. E por sinal, talvez o único erro da McLaren foi ter deixado Coulthard parar na mesma volta de Trulli, assim não pode ganhar a posição do italiano, que estava numa tarde bem infeliz.

A imprensa italiana já fala que Barrichello sai da Ferrari no final do ano e, claro, o brasileiro ficou uma fera, mas nesta corrida ele deu todo fundamento para especulações.

Hoje, com certeza, foi a pior corrida de Barrichello na Ferrari. Não atacou, sempre a mercê de abandonos que não aconteceram e sempre foi o último das equipes grandes. Como a Autosprint mesmo falou, parecia que Rubens estava sem motivação, ao contrário do companheiro Michael, que brigou muito lá na frente.

É bom o Rubinho começa a se mexer, por enquanto, essa história de ir para a Sauber é boato, mas daqui alguns meses talvez não seja mais...

Outro que alimentou muitas especulações foi Ralf. Como Damon Hill mesmo disse, "se perder essa corrida é melhor se aposentar", Ralf fez uma corrida apagadíssima, quando vinha na liderança não aproveitou o espaço livre à sua frente para tentar ganhar tempo antes da sua primeira parada e acabou perdendo tempo para Montoya e Raikkonen. Depois ainda perdeu tempo para o seu irmão e errou feio na parte final da corrida. Ficou 28 segundos atrás de Montoya e quer saber? Acho que ele vai ficar até o ano que vem, pois pelo andar da carruagem, se o Nelsinho andar bem nos testes que ele deve fazer pela Williams ainda este ano, Piquetzinho será piloto de testes ano que vem, já se preparando para estrear em 2005 no lugar de Ralf, é isso que acho... Mas também acho que Ralf deveria ter andado mais, pois Fisichella também está de olho no seu lugar de esquentador de lugar para N.A.Piquet.


Cristiano fez uma corrida dentro das suas possibilidades, talvez a posição que ele conseguiu fosse o máximo que ele poderia aspirar, e olha que Panis, que já venceu em Monte Carlo, chegou 3 voltas atrás de Cristiano. Então, Da Matta fez uma corrida regular.


A Jaguar foi a única equipe que não aproveitou a superioridade dos Michelins e então Pizzonia não pôde mostrar muito e ficou pelo caminho logo no começo.

O campeonato está ficando cada vez mais entre Schumacher e Raikkonen. A diferença para o terceiro, Alonso, subiu para 15 pontos e a diferença entre eles também subiu para 4 pontos, coisa que Schummy não esperava acontecer, mas ninguém esperava tanta superioridade da Michelin neste final de semana e talvez essa corrida não seja atípica e vire cada vez mais regra a Michelin levar vantagem e assim equilibrar o campeonato, com Michael, com o melhor carro, contra Raikkonen, com o melhor pneu.

Obrigado pela atenção!

João Carlos B.Viana, Fortaleza-CE

Olá Edu, boa tarde.

Mônaco é Mônaco.

Sabemos que não podemos esperar uma corrida emocionante, eletrizante, cheia de disputas e pegas pelo seu traçado. A não ser por erro ou quebra de quem vai à frente pouca probalidade há de algum piloto melhorar sensivelmente sua posição de chegada em relação à sua posição de largada.

Mas a fórmula 1 não seria a mesma se Mônaco fosse suprimida de seu calendário. A meu modo de ver é em Mônaco onde a F1 mais se aproxima dos espectadores, mais próxima está dos amantes do automobilismo.

Mudou-se demais a fórmula 1, ainda bem que não mudaram Mônaco. Se Mônaco não permite ultrapassagens, ao menos avalia qual dos pilotos consegue chegar o mais perto das proteções sem se estatelar nelas. Nos mostra quão braço é cada um deles.

Um abraço.

Ingo, Joinville

Edu

Não liguei na CBN mas na próxima eu juro que ligo pra conferir seu lero radiofônico.

Sobre Mônaco, fiquei muito contente pela vitória do Montoya porque eu sempre admiro piloto que anda de pé em baixo. Quanto a Ferrari, o negócio foi pro brejo por causa das "gomas" que não funcionaram. Mas também faltou entender melhor o treino porque os dois Ferrari andaram mal justamente no terceiro trecho cronometrado e eu pergunto: é só ali que se perde tempo por falta de aderência?

Outra coisa: desde domingo passado quando teve Indianápolis que o assunto das maiores corridas de automóveis vem à baila. Pra mim, como os mosqueteiros as três maiores, são quatro: Mônaco, Spa, 24 Horas de Le Mans e as 500.

O q vc acha??

Alexandre, São Paulo

Alexandre velho de guerra

quanto ao fato de você não ter me ouvido na Globo/CBN, desta vez passa...

Sobre as quatro mosqueteiras, diria que nenhum GP supera Monza em meu coração mas concordo com Spa, Le Mans e Indy, esta última sendo excepcional para cochilar depois do almoço...

Grande abraço (EC)

Gostaria de saber se possível quando foi a primeira participação do Sr. Galvão Bueno numa transmissão de um GP, não aguento mais ele falar que tem 30 anos de Fórmula 1.

Marcelo, R.J.

Também não sei, Marcelo. Será que algum leitor se lembra?

Abraços (EC)

Olá Panda e Edu.

Dessa vez vou comentar sobre a RIDÍCULA (uso esse termo, para não ter que usar uma palavra de baixíssimo calão) história publicada pela sensacionalista revista italiana, AutoSprint, dessa semana, que especula (eles não tem nada de útil para escrever, né?) uma possível troca entre Rubens Barrichello e Felipe Massa.

Em primeiro lugar, é muuuuuuito mais vantagem para a Scuderia manter o Rubinho. É um piloto experientíssimo, bom-acertador, já venceu GPs, tem qualidades comprovadas (o público impaciente-que-não-entende-nada-de-automobilismo-e-acha-que-sabe é que deveria compreender o quanto bom é o Rubinho) e está super acostumado ao ambiente da Ferrari, por conta dos 3 anos e meio na equipe.

A troca por Felipe Massa seria um absurdo, uma besteira.

Invenção típica de jornalista que quer faturar mai$ com a venda da revista. Em primeiro lugar, pode até ser que Massa tenha algum talento, mas na curta passagem dele pela Sauber ele foi mais lento que o Heidfeld (um mauricinho-robotizado da F-1, sem sal...), fez muita besteira nas pistas (rodou no Brasil, rodou 3 vezes na mesma corrida em Silverstone, fez birra na Sauber quando a equipe mandou o Heidfeld passar na última volta em Hockenheim, foi suspenso do GP dos EUA por ter cometido lambança em Monza, essas coisas infantis típicas que pilotinho-que-anda-feito-um-aloprado-na-pista-só-porque-o-papai-disse-que-ele-tem-talento) e não convenceu nem um leigo de que teria um futuro brilhante na categoria.

Pergunto à vocês: qual a vantagem da Ferrari efetivar como piloto titular uma "coisa" dessas?

Se realmente houver um fundo de verdade nessa reportagem, só me resta uma constatação óbvia, para desespero dos fãs schumaquistas daquele alemão: Ele realmente MANIPULA a equipe, com uma nefasta força política. Prova disso seria a possível troca de um ameaçador Barrichello, por um Felipe Massa que jamais iria ameaçar o falso-penta-campeão, já que iria se auto-derrotar com suas criancices como piloto.

É isso aí, e abraços á todos!

Antonio Pessoa, Ubatuba/SP

Quando Schumacher vai parar de correr ???

Vinicius Guimaraes, Esteio

Amigos do GPTotal.

Acho que vocês não devem se preocupar muito com o GP de Mônaco. Deixem para fazer as contas no próximo GP em Montreal.

Esqueçam os favoritos, os melhores carros, as melhores estratégias, os melhores e piores pneus, os carros mais resistentes, os pilotos mais arrojados, etc.

Nada disso tem importância neste GP. Monte Carlo é um caso à parte no calendário.

O GP de Mônaco é somente uma grandiosa e sofisticada festa como convém ao Principado, e que tem como particularidade em seu desfecho, uma prova de Fórmula 1 no domingo. Um mero detalhe.

Portanto nos resta curtir a maravilhosa paisagem, seu mar azul com seus milionários barcos ancorados, seu charme, seu glamour, suas mulheres bem vestidas e perfumadas, sua esplêndida arquitetura.

As primeiras fotos no GPTotal, já mostram o maravilhoso contraste dos bólidos da F1, com as antigas fachadas de prédios, cassino, restaurantes e hotéis. É tudo uma grande festa. Temos que assitir a tudo com outros olhos. A corrida é o de menos. Sempre foi assim. E sempre será.

O GP tem a sua importância, sua tradição. Seria um crime tirá-lo do calendário. Nem "tio" Bernie ousaria. Mesmo porque, ele tem vário$ intere$$e$ em jogo.

Mas este ano, com o novo regulamento (que é o quê mesmo, Panda?) a corrida será mais imprevisível ainda. E tudo pode acontecer. Até uma vitória da Minardi.

Abraços a todos

Romeu Nardini, São Paulo

Em 1989,após a disputa do GP de Mônaco, ouvi alguma coisa sobre uma possivel irregularidade nos carros da McLaren naquela prova.Na época se dizia que nos dias seguintes,seria efetuada a desclassificação de Senna e Prost do resultado daquela corrida,o que de fato não ocorreu.

Gostaria de saber se vocês sabem algo deste episódio,e se sabem porque os dois não foram desclassificados?

José Mauricio Carvalho, Rio de Janeiro


Não me lembro de nada a respeito, José Maurício.

O que me vem à cabeça é um episódio de 1991, surgido também depois de Mônaco, em que surgiram dúvidas quanto à legalidade do sistema de lubrificação ou refrigeração dos motores Honda.

Mas a coisa deu em nada e, logo depois, o tal sistema foi abandonado.

Abraços. (LAP)

Está chegando o Gp de Monte Carlo, e os fãs de Schumacher permanecem na contagem regressiva para a quebra de dois recordes importantes que ainda pertencem a Ayrton Senna. As seis vitórias em Mônaco e as 65 pole positions.


O primeiro pode ser igualado neste fim de semana, e o segundo deve ser superado em meados do ano que vem. Mas e aí? Qual o verdadeiro significado dessas prováveis conquistas de Michael?


Bem, graças a Deus a F-1 não vive só de números. Um amigo costuma dizer que os números são como o biquíni - mostram tudo, menos o essencial.

Até hoje se conhece Graham Hill como o "Mister Mônaco". E é muito justo que seja assim. Ele merece. Senna superou sua marca e Schumacher a igualou, mas nada apaga a importância do feito de Hill numa época tão diferente da realidade atual.


E quanto a Senna? Bem, o brasileiro alinhou dez vezes no grid de Monte Carlo. Fez a pole em cinco delas. É impossível saber se ia vencer em 84, mas com certeza teria ultrapassado Prost, e só seria alcançado por Bellof se tivesse problemas. Fez a melhor volta e estava dominando a prova.


Em 85, em seu primeiro ano na linda e decadente Lotus, já marca a pole. Dominaria a corrida até abandonar com problemas mecânicos. Aliás, Senna foi o piloto que mais voltas deu na liderança neste ano. Bastaria ter completado as corridas nas quais ficou sem combustível para disputar o título.


Em 86 é terceiro colocado. Em dez participações essa seria a única não dominada pelo brasileiro.
No ano seguinte a primeira vitória. A pole não veio, mas a corrida num ritmo dentro das possibilidades - mais lento que Mansell e mais rápido que Piquet - premia a pessoa no lugar certo na hora certa. A vitória foi herdada - uma dobradinha brasileira, mas só foi dele porque conseguiu se posicionar em segundo. O mesmo se repetiria em 92 e 93.


Em 88 a polêmica corrida. Nos treinos a famosa "pole mística". Cerca de um segundo e meio para Prost e dois para o terceiro. O domínio daquele brasileiro era escandaloso sobre ninguém menos que Prost - então com 3 vitórias no principado. Nunca ninguém havia feito aquilo com o professor. Nem mesmo Lauda. Mas F-1 é F-1, e Prost era um piloto mais consciente àquela altura. Não era páreo na velocidade, mas tinha duas vitórias contra uma no campeonato, era o primeiro piloto, bicampeão e em seu quinto ano de casa. Nos últimos cinco anos o francês havia estado fora da briga pelo título apenas em 87.

Ayrton não. Ele vivia sua prova de fogo. Era a promessa da Lotus que não ganhava títulos por culpa do equipamento. Agora tinha carro e nada justificaria a derrota. Sentia a pressão que ele mesmo se colocava. Mas estava tudo bem, parecia fácil derrotar Prost em Mônaco. Não havia sido no México, mas ali era. Senna então se permite sonhar. A equipe pede que ele reduza o ritmo, e o brasileiro se desconcentra e perde o controle do carro no acidente mais tolo de sua carreira. Ele dominou a corrida. Humilhou Prost. Mas errou, e aprendeu uma dura lição.


Depois daquele dia, nunca mais sairia de Monte Carlo sem jantar com o príncipe.


Em 89 Ayrton chega ao principado vindo da famosa vitória em San Marino, onde teria desrespeitado o "trato" de não atacar na primeira curva. Bem, a primeira curva foi a Tamburello. Se aquilo não fosse curva Senna estaria vivo e seria hepta. Foi nessa corrida também que Prost rodou sozinho e cortou a chicane ao voltar para a pista. Essa Balestre não viu. Mas voltando a Monte Carlo, a corrida foi outra demonstração da superioridade de Senna em circuitos de rua. Uma vitória fácil após ter dominado os treinos.


Em 90 novo domínio. Em 91 Senna já tinha a pole garantida com o primeiro jogo de pneus, quando volta à pista e bate o próprio tempo em alguns milésimos. Sem um rival à altura, Ayrton corria contra seus próprios limites. Seu maior susto foi ver um fiscal atravessando a pista à sua frente em plena reta dos boxes. A corrida foi tão tranqüila que ele teve tempo de acompanhar a bela ultrapassagem de Mansell sobre Prost no final do túnel por um telão.


Em 92 Ayrton sabia que não tinha como brigar. A primeira fila era das Williams. Na largada, um Senna decidido supera Patrese. Por incrível que pareça seu ritmo é melhor que o do italiano e ele se firma em segundo. Àquela altura Nigel passeava rumo à sua sexta vitória em seis corridas quando tem que fazer um pit stop não planejado. Senna, que soube evitar um acidente com um carro parado pouco antes da Lowes, é o único a superar o inglês enquanto este se encontra nos boxes. O que se segue é uma fantástica perseguição em que fica evidente a superioridade da Williams e a habilidade dos dois.


Vocês dirão: Senna só se manteve na frente porque era em Mônaco. Meia verdade. Na Hungria e no Canadá ele faz a mesma coisa, e não se esqueçam do ano anterior - ou seja, para Mansell tudo era possível.


Pouca gente reparou, mas na penúltima volta Mansell entra no túnel embutido na traseira do McLaren. Segue no "vácuo" e tem condições de ultrapassar. Senna toma a linha de dentro e freia de maneira espetacular, atravessando o carro de modo a não permitir que o inglês se posicione nem mesmo por fora. Seu controle sobre aquele carro de lado é algo lindo de se ver. Mansell é obrigado a quase parar a Williams, enquanto Senna contorna lentamente a chicane e pode acelerar antes. Por isso, Senna teve sim seus méritos naquela vitória.


Mais um ano se passa, e Ayrton chega ao principado para sua última corrida já na condição de "Mister Mônaco". Sofre um forte acidente nos treinos, e larga em terceiro. Tendo vencido as últimas quatro corridas sabe muito bem que seria inútil forçar o equipamento numa perseguição suicida a Prost. Schumacher, como Senna em 88, não tem essa visão. O francês logo será punido por ter queimado a largada, e deixará o motor morrer na tentativa de voltar à pista. Com a pista livre à sua frente o alemão perde a corrida quando seu motor o deixa na mão. Michael teria sua vingança em Portugal quando vence após a explosão do motor de Senna. Enfim, Senna aprendia que em Mônaco é preciso ser rápido sim, mas de nada vale se quebrar pelo caminho. Há que se ser veloz, porém sustentável.


De todas, foi a vitória mais fosca do brasileiro. Talvez ele a tenha vencido por força do hábito. Foi a quinta consecutiva, um verdadeiro feito! Se ele venceria em 94 ou mais, só Deus sabe. O fato é que, fosse de Toleman, fosse de Lotus, fosse de McLaren, tivesse 24 ou 33 anos aquele garoto era fantástico quando se tratava de "acelerar a moto no apartamento".


A pista é sem graça, antiquada e tudo o mais. Beleza. Mas há que se ter aquilo roxo para dar uma volta rápida em meio àquelas lâminas e ondulações. E Senna, ao longo de várias fases de sua vida e sua carreira, fez sempre a diferença.


Fosse pela velocidade, fosse pela experiência, dominou 90% dos gps que disputou lá. Fez a pole em 50%, e venceu em 60%. Teria vencido com mais uma volta em 84. Foram 9 shows e uma corrida competente. Schumacher pode igualar o feito. Esta é sua 12º participação. Mas nada apagará a sublime saga daquele brasileiro no Gp mais famoso da F-1, assim como nada apagará os feitos de Hill.


Parabéns Ayrton! Parabéns brasileiros!


Num próximo momento comento sobre as pole positions...


Abraço a todos,


Márcio, Nova Friburgo

Olá Edu, como vai?

O que acha que vai dar em Mônaco? Acho que a Ferrari vai sobrar de novo, mas Mônaco é Mônaco, né? Qualquer coisa pode mudar o resultado.

Ano passado a Ferrari também foi muito superior, mas O Schumacher não tinha como passar o Coulthard. O negócio vai ser decidido na estratégia. Mais do que nunca.

Um grande abraço e até logo.

José Angelo Petit Neto, Florianópolis - SC

Fala gente boa do GPTotal !!!

Agradeço a todos pela respostas a minhas perguntas e aqui vem mais uma:

Qual seria a melhor estratégia para as equipes em Mônaco ? Carro pesado, carro leve ?

Um grande abraço e mais uma vez muito obrigado pela cooperação,

Leonardo Gabriel

Boa pergunta, Leonardo. Em Mônaco, mais do que nunca, largar na frente é um grande passo em direção à vitória mas também não adianta nada você marcar a pole e depois ter de fazer uma parada a mais nos boxes.

Creio que acontecerá nas ruas do principado o mesmo que em outros autódromos: uma parada a mais do que em anos anteriores. Aposto, portanto, numa estratégia de duas paradas, sendo a primeira delas entre as voltas 15 e 20, de forma que os carros possam fazer a classificação com pouco combustível no tanque.

Agora, seja qual for a estratégia, aposto como Schumacher larga na frente!

Me cobre depois da corrida. Abraços (EC)