Pelo que pude observar no GP da Malásia o nosso amigo Reginaldo
Leme mais uma vez viajou na maionese.
Ficar fazendo contas de litros e quilos de combustível quando
até o mais principiante em F1 um pouquinho mais observador e
informado via que a superioridade de McLarens e Renault estava nos pneus
Michelin que renderam uma barbaridade no calor de Sepang. Era visível
como Alonso e Raikonem freavam dentro e Barrichelo não.
Fabio Luiz do Nascimento Rodrigues, Vitoria-ES
Gostaria de saber a opinião de vocês
em relação a situação da Ferrari.
Eu particularmente acredito que foram as circunstâncias e os pneus
em Sepang. Qto a Interlagos aposto no Montoya. Acho que ele vem babando
e espero que o Rubinho pelo menos acabe a corrida entre os três
para podermos comemorar.
Um abraço,
Fernando, São Paulo
Em Interlagos, Fernando, em condições normais de corrida,
tudo dependerá do desempenho dos pneus.
Acho difícil a Ferrari e Schumacher cometerem três erros
seguidos e, no ano passado, eles conseguiram virar o jogo para cima
da Michelin. Tenha a certeza de que estão trabalhando feito loucos
para fazer o mesmo este ano.
Quanto a Montoya, é uma boa aposta. Agora, se chover... tudo,
mas tudo mesmo pode acontecer.
Grande abraço (EC)
Eduardo, vc não acha que a tendência é todos os
pilotos fazerem duas paradas ou três e que dificilmente irão
fazer uma só?
Veja bem. Imagine dois pilotos - um irá fazer uma parada e outro
duas paradas. O que irá fazer uma parada, irá treinar
com tanque cheio O que irá fazer duas paradas, irá treinar
com tanque mais vazio. Com certeza o que irá fazer duas paradas
(tanque mais vazio), irá largar na frente do piloto que irá
fazer uma parada (tanque cheio).
Começando a corrida, o que estiver largando na frente (duas
paradas e tq mais vazio) irá andar mais rápido que o que
estiver largando lá atrás (uma parada e tq cheio). Qdo
o piloto que irá fazer duas paradas entrar no box, ele pode até
voltar atrás do outro piloto (mas não muito). É
muito provável que ele volte logo atrás do piloto que
irá fazer uma parada (pois vai estar muito lento). O melhor seria
ao contrário (o que estiver na frente fazer uma parada e o que
estiver atrás fazer duas) mas com as novas regras é impossível,
pois largar lá na frente e com tq cheio....
Lembre: até o ano passado (com a regra antiga) quem larga lá
atrás, não vale a pena largar com tq cheio e fazer uma
parada, vai andar logo de cara muito lento. Lembra da 1ª vitória
do Barrichello na Alemanha, ele largou em 18º e fez duas paradas
e o resto fez uma.
Lembre-se que o exemplo que dei seria para pilotos da mesma equipe,
ou até
de equipes qualidade idênticas. Repare que poucos pilotos fizeram
uma parada na Malásia - Ralph Firmann, Ralph Schumacher. Veja
só o Fernando Alonso (pole): fez duas paradas, pois treinou com
tanque mais vazio, e o Ralph Schumacher fez uma parada pois treinou
com tanque cheio (18º). Um chegou em terceiro e o Ralph chegou
em quarto bem atrás.
E se a tendência for essa (todos fazendo duas paradas ou o mesmo
número de paradas) o equilibrio vai para o espaço, pois
todos vão treinar com o mesmo peso do combustível.
Um abraço
Nelmo Prates, São Paulo
Eduardo
me desculpe, mas suas opiniões sobre o GP da Malásia foram
péssimas, grosseiras e de um terrível mau humor.
Acompanho a F1, talvez como vc, desde os tempos de Icks, Fittipaldi,
Peterson e cia. sempre gostei do teu site, mas esse ano vc tá
exagerando...
Chamar o Trulli de idiota tentando "preservar" o erro do Michael,
onde ele mesmo admitiu esse erro, dizer que as vitórias da Mclaren
foram somente por motivo dos pneus, algo até lógico, sem
dúvida, tão lógico como o fato de que também
foi um fator decisivo para o sucesso do F2002 ano passado o apoio "exclusivo"
da Bridgestone, dizer que tem saudades das corridas de "autorama"
do ano passado como se elas lembrassem as célebres provas dos
anos 50,60,70 ou 80 entre outras foram demais!
Como possuidor de um site acho que vc deveria pensar um pouco mais
antes de escrever suas opiniões ou pelo menos, o jeito de colocá-las.
Sucesso
Dado Zanin, Santana de Parnaíba - SP
O que aconteceu com Jason Button na Malásia, pois ele estava à
frente de Trulli e Schumacher e na última curva apareceu atrás
dos dois. A TV não mostrou o que houve.
Nelmo Prates da Silva, São Paulo
Não sei lhe dizer, Nelmo, só que todos o citados por
você tomaram uma volta do líder. (EC)
Realmente não sei o que vocês chamam emoções
de mentira... (Carta do Panda de 27/3) Pode se criticar alguma coisa
no GP da Austrália como certa loteria, mas no do Malásia
não vi nada de errado:
- Alonso fez a pole (estava mais leve, mas andou 15 voltas e também
parou 2 vezes e daí???) e depois mostrou ritmo competitivo chegando
ao pódio.
- Kimi veio lá de trás com um ritmo mais forte e mostrou
que a dupla Michelin/McLarem nesta pista era superior a Ferrari.
- Rubinho com os pneus detonados não conseguiu acompanhar seu
ritmo.
- Schumacher muito preocupado em fechar o Couthard erra uma freiada
e bate em Trulli a quem não conseguiu ultrapassar no final..
- Muitas disputas de posições com equipes diferentes.
Francamente não vejo NADA de artificial nesta prova que nem
safety car ou chuva teve. Aliás também dizer que o equilíbrio
que existia nos bons anos da CART/INDY era artificial também
é uma grande bobagem já que os motores e chassis lá
eram bastante equilibrados.
Realmente tenho que concordar que os treinos no formato antigo eram
de velocidade pura. Agora prefiro perder o treino a assistir uma corrida
inteira ou a Ferrari comandar "artificialmente" quem vai ganhar
a corrida.
Sobre pensamento de manter um regulamento que permite que quem simplesmente
investe mais $$ em bobagens aerodinâmicas (que não serviram
nada para os carros de rua...) , não dando chance nenhuma para
outros pilotos eu não concordo pois então este esporte
realmente estaria fadado ao fracasso!!! Quantos anos ficariamos vemos
as marmeladas da Ferrari...
Nao confundir isto com o regulamento mais aberto dos anos 70/80 onde
existia muito maior margem de criatividade para as equipes menores.
Nao sei não, mas algumas vezes temos que dar a mão à
palmatória...
Ricardo Pralon, Florianópolis
Será que esta "estúpida" forma de classificação
não foi uma ideia da REDE GLOBO???
Afinal de contas eles são especialistas em estragar qualquer
tipo de evento com narradores cegos/sem informação/sem
conhecimento.
Reginaldo Leme... me desculpe... o sr. é uma grata excessão
Haroldo Lúcio Pinto, Sabará - MG
Edu e Panda,
Como vimos, ou pelo menos quem estava acordado para ver, o GP da Malásia
foi diferente do da Austrália.
Na Austrália, dois fatores foram fundamentais: a chuva e as duas
entradas do safety-car. Isso fez com que a corrida fosse mais disputada.
Na Malásia, tudo ocorreu quase como antigamente.
A surpresa foi a primeira fila das Renaults e o toque de Schumacher
em Trulli na largada, que o fez fazer uma corrida de recuperação.
No resto, a corrida foi normal: Raikkonen, por quem tenho uma grande
simpatia, apesar da frieza, não teve nenhuma dificuldade na prova.
Rubens Barrichello foi atrapalhado pelo toque de Schumacher e Trulli
na largada, mas se recuperou, fez algumas boas ultrapassagens e apenas
garantiu o segundo lugar no final da prova. Já Schumacher errou
na largada, mas não o condeno por isso. Não sou muito
fã dele, mas reconheço suas virtudes e reconheço
que ele também pode errar. Quem acompanha a F-1 a algum tempo,
verá seus erros em Mônaco/96 e Canadá/99, que não
me deixam mentir.
Mas fico esperançoso por apenas um fato: já imaginaram
daqui um tempo Raikkonen na Mclaren, Massa na Ferrari, Pizzonia na Williams
e Alonso na Renault, desde que ela evolua, o que não é
muito difícil, disputando um título? Estou entusiasmado
para as próximas temporadas.
Para terminar, reforço que a nova classifição e
a proibição do reabastecimento entre o fim do treino e
a corrida não desperta minha atenção. Mas já
ouvi dizer que Bernie Ecclestone está querendo mudar a classificação:
a classificação para o grid seria realizada sexta-feira
e sábado, com duas sessões de meia hora cada. O piloto
obteria seu tempo através de uma média aritmética
dos quatro tempos. Depois, os dez primeiros disputariam a pole entre
si e o vencedor ganharia um ponto. Ele também quer acabar com
o parque fechado e a proibição do reabastecimento entre
o treino e
a corrida.
Quanto à isso, apoio Ecclestone.
Um abraço
William Lopes Machado, Brasília-DF
Ola Edu
td bem... Concordo com quase tudo que vc
disse na carta sobre o GP da Malásia (23/3), mas falar que a
culpa do acidente da primeira curva envolvendo o Trulli e o Schumacher
foi do Trulli é terrível (mas respeito sua opinião).
Essa nem o Sr Rolf, pai do Schumacher nem
o Ralf nem o Willi Webber, seriam
capazes de falar. O Trulli fez o traçado dele, quem tem que estar
esperto é quem esta atrás, a gente tem que admitir o Schumacher
errou como há muito
tempo não errava.
Adoro o site, vc é um dos caras mais
atenciosos da internet, mas
implicância tem limite, o Trulli não teve um fim de semana
feliz
realmente, mas naquele caso foi um erro de piloto de fórmula
Mundial.
Grande abraço, boa semana
William Do Val Domingues Junior
Caro William
confesso integralmente a implicância com Trulli - ele e Flavio
Briatore.
Abraços (EC)
Caro Edu,
lendo suas conclusões sobre o GP da Malasia, fiquei a pensar.
Será tão difícil para o Reginaldo Leme perceber
que foram os pneus? Todos estão com esta de novas regras e estratégias
e tal. O cara simplesmente em toda a transmissão fica falando
este vai parar na volta tal, porque tem tantos quilos de combustível.
Parabéns pela visão e sinceramente o título da
carta coube como uma luva para o comentarista da Globo.
Elizandro Rarvor, Curitiba
Olá, pessoal
Antes demais nada, parabéns pelas
informações e comparações prestadas por
vocês.
Minha pergunta é com relação
ao campeonato de F1 deste ano. Com as novas mudanças no regulamento
e duas etapas já disputadas vemos que a Ferrari não é
mais soberana.
Vocês acham que o Schummy poderá ser campeão novamente?
Com a nova pontuação, a diferença entre Barrichello
e Schummy poderá ficar dentro de um range de 10 pontos, tanto
para cima quanto abaixo?
E para finalizar, alguém sabe me informar
se o Alessandro Nanini, ex-F1, que sofreu acidente de helicóptero
e teve seu braço reimplantado, ainda está na ativa e em
qual categoria? Soube que ele havia voltado a disputar provas de turismo.
Obrigado pelo espaço e um abraço
a todos,
Fernando, São Paulo
Reafirmo minha crença de que Michael Schumacher será campeão
pela sexta vez este ano. Acredito num campeonato embolado até
o seu terço final e também que Rubinho será o vice-campeão
e, não, não acredito em duendes.
Quanto ao Nannini, ele voltou a correr sim, com os Alfa Romeo de DTM,
vencendo muitas corridas, inclusive a única etapa da categoria
disputada em Interlagos, não lembro o ano.
Abraços (EC)
Edú
Acho o seguinte: pega o Bernie, Max e companhia bela,e manda os caras
pra Bagdá, pra organizar um campeonato de Passatinhos made in
Brasil...
Alexandre Zamikhowsky Filho, São Paulo
Cuidado senhores ao analisarem as provas da F1 até o momento.
Ainda não tivemos um duelo direto e sem contratempos entre FERRARI
E MCLAREN, ops... Coultard/Raikonem x Schumacher...
Vamos esperara mais um pouco...
PS: O motor Mercedes já começou o espetáculo pirotécnico
este ano... Aguardem...
Paulo C. Cicarello, Birigui
Olá caros Edu e Panda
Após o GP da Malásia a pergunta é: as novas regras
são, de fato, responsáveis por todas as situações
inusitadas que vimos na corrida em Sepang, ou caso Trulli não
tivesse sido colhido por Michael Schumacher na segunda curva após
a largada, a corrida teria tido o andamento normal, ou seja, com domínio
das Ferrari?
A medida que as corridas forem acontecendo as respostas ficarão
cada vez mais claras mas, a princípio, está cada vez evidente
que o novo formato de das provas de classificação facilitam
em muito o surgimento de algumas eventuais surpresas no grid de largada,
como foi o caso da Renault.
De fato, com o treino desta forma, é até mais fácil
que um imprevisto, eventualmente, tire um carro de uma das grandes equipes
da ponta do grid, da mesma forma que é mais difícil um
carro de alguma equipe média sair nas primeiras filas.
Sobre as equipes, é preciso fazer justiça à McLaren
que se superou no quesito competência ao realizar modificações
no modelo MP 4-17 do ano passado, e realizar o MP4-17D que, perfeitamente
adaptado aos pneus Michelin e dotado de um motor Mercedes infinitamente
melhor que o do ano passado, principalmente no que se refere a consumo,
tem se revelado um carro muito competitivo e confiável. Este
reconhecimento em relação à McLaren não
é simplesmente pelo fato dela ter vencido as duas primeiras etapas
e sim pela forma como as venceu.
Na corrida da Malásia, embora Rubens Barrichello tenha descido
do carro lamentando que o tempo perdido com a confusão causada
pelo seu companheiro de equipe, o fez perder tempo, tirando-lhe a chance
de vencer, exceto uma possível inferioridade em relação
aos pneus Michelin em decorrência da alta temperatura, absolutamente
nada o impediu de fazer um ataque a Kimi Raikkonen no terço final
da corrida.
Daí, a conclusão é que, a McLaren já tem
um carro tão ou mais rápido que a Ferrari F 2002. Com
pleno conhecimento deste fato desde os testes de pré-temporada,
me recordo que Ron Dennis fez algumas declarações meses
atrás que seu time viria forte para a atual temporada. Considerando
que o novo carro (MP4-18) ainda vai estrear, provavelmente em Imola,
e a equipe já conta com dois triunfos em duas corridas, certamente
não se tratava de uma declaração sensacionalista
ou uma frase de impacto, muito comum naquela época do ano.
Ron Dennis falou sério e a verdade é que tanto Raikkonen
quanto Coulthard têm nesta temporada, uma chance de ouro de lutar
pelo campeonato com chances reais. Sendo assim, sem querer fantasiar
muito ou me deixar levar pelo momento, a realidade é que a luta
pelo título deste ano está entre Michael Schumacher, Rubens
Barrichello, David Coulthard e Kimi Raikkonen.
Quem aproveitar melhor as chances de pontuar, sendo o mais regular possível,
terá grandes chances de chegar lá. Michael está
dando mostras (será que ele ainda precisa provar alguma coisa
?) do piloto forte que é. Em Melbourne, mesmo enfrentando condições
adversas, conseguiu pontuar. Na Malásia, sabia que os carros
da Renault estavam com pouco combustível e planejou uma estratégia
com 3 pit-stops visando inicialmente, não perder contato e posteriormente
superar Alonso e Trulli abrindo vantagem rapidamente até o momento
de efetuar suas paradas.
A corrida do alemão começou a dar errado na segunda curva,
ao cometer um grosseiro erro de avaliação em relação
ao carro que ia à sua frente (Trulli), atingindo-o em cheio.
A despeito de duas paradas extras (a primeira para reparos no carro
e a segunda para cumprir a punição pelo acidente), Michael
novamente não deixou de pontuar, ainda que a estratégia
de 3 paradas escolhida pela Ferrari, tenha sido no mínimo arriscada.
Claramente baseada na habilidade do alemão e em sua capacidade
de cumprir seguidas voltas em ritmo de qualificação, este
planejamento de 3 pits, caso tivesse sido feito, dificilmente teria
resultado em algo, face à competitividade e velocidade demonstrada
pela McLaren de Raikkonen.
Rubens Barrichello poderia estar neste momento, gozando da condição
de líder do campeonato chegando para a disputa do GP do Brasil
com o moral alto por estar em vantagem em relação ao seu
companheiro de equipe mas, aquele erro incrível na corrida da
Austrália... Em Sepang a impressão que ficou, é
que Rubens não extraiu todo o potencial do F 2002. Não
dá pra acreditar que o tempo que perdeu naquela carambola causada
por Schumacher na primeira volta, foi irrecuperável em todo o
restante da prova. Caso os pneus Bridgestone estejam tão inferiorizados
assim em relação aos Michelin em altas temperaturas, a
Ferrari está em uma situação muito delicada para
as próximas provas, como no Brasil, por exemplo.
Após a vitória na Austrália, David Coulthard estava
com o moral muito alto em Sepang e a quarta colocação
que conseguiu no grid de laragada foi emblemática. O escocês
vive o seu melhor momento desde que está na F1. Na largada, se
livrou da confusão sem problemas e caso não ocorresse
a pane elétrica em seu carro, certamente teria subido ao pódio,
com grandes chances de vitória. Deverá ser muito competitivo
em Interlagos.
O duelo que travou com Michael Schumacher e a terceira colocação
em Melbourne deram a Kimi Raikkonen a auto-confiança necessária
para para que ele conseguisse a sua primeira vitória na F1. A
exemplo de Coulthard, Kimi está consciente que conta com um carro
altamente competitivo nas mãos e os resultados, na verdade, dependem
de sua capacidade de extrair tudo que o equipamento tem a oferecer,
sem cometer deslizes. Em Melbourne, a vitória lhe escapou por
um erro seu (excesso de velocidade no pit-lane e conseqüente penalização,
o que acabou por lhe custar a primeira posição) mas, em
Sepang, o finlandês aprendeu a lição. Conteve o
seu ímpeto, não cometeu erros e venceu com méritos.
Vencer, amadurece o caráter de um piloto e esta vitória,
já faz de Kimi uma forte oposição a Coulthard dentro
da McLaren. A equipe já está dividida e o duelo em Interlagos
promete.
A Renault fez uma boa classificação mas a verdade é
que em condições de corrida, ainda não lhes é
possível fazer frente a Ferrari e McLaren. Fernando Alonso, considerando-se
o seu debilitado estado físico em decorrência de uma forte
gripe, fez uma corrida muito honesta, dentro das limitações
de seu carro. Jarno Trulli pagou caro pelo erro de Schumacher na primeira
volta. Sua corrida foi muito combativa mas ficou limitada a uma recuperação
em busca dos pontos. No final, travou um bom duelo com o próprio
Schumacher não permitindo a ultrapassagem do alemão, e
ainda superou Jenson Button na última volta. Ralf Schumacher
enfrenta problemas de adaptação com seu novo engenheiro
além de problemas crônicos no Williams que aparentemente
apresenta uma grande diferença de comportamento entre, quando
está com o tanque mais cheio, ou mais vazio.
Na Malásia, Ralf e seu engenheiro parecem não terem chegado
a uma conclusão quanto ao melhor acerto para o carro. Com o carro
muito lento na classificação, largou no fundo do grid
(ao lado da Minardi de Verstappen !) e na corrida seu mérito
foi ter guiado em ritmo forte, sem cometer erros o que lhe valeu o quarto
lugar no final. Foi pouco, mas é o que a Williams tem a oferecer
hoje à sua dupla de pilotos.
J.P. Montoya conseguiu se classificar muito melhor que Ralf (nove posições
à frente) mas teve a sua corrida completamente comprometida pela
batida que recebeu por trás de Pizzonia, perdendo duas voltas
parado nos boxes para reparar o carro. Curiosamente, o colombiano parece
estar conseguindo lidar melhor com as dificuldades apresentadas pelo
FW25. Poderá até lutar por pontos em Interlagos, mas um
novo pódio certamente dependerá de um acontecimento extraordinário
com um dos carros de ponta.
Desafiado e subjulgado pelo seu companheiro na B.A.R., Jacques Villeneuve,
pode-se dizer que Jenson Button realizou um ótimo trabalho na
Malásia. Classificou-se entre os dez primeiros batendo Villeneuve
facilmente e, na corrida, andou sempre de forma bastante regular na
zona de pontos. Terminaria a corrida em quinto lugar mas, no final da
prova, enfrentando sérios problemas de estabilidade em seu carro,
foi superado por Trulli e Michael. Nick Heidfeld realizou um excelente
treino de classificação (largou na 6º posição),
e seu resultado final certamente poderia ser mais do que o 8º lugar
que conseguiu se não tivesse deixado o motor apagar em um de
seus pit-stops. Comprovou que a Sauber tem um bom carro que permitirá
seus pilotos finalizarem na zona de pontos com bastante freqüência.
Um abração
Guilherme Bezerra, Rio de Janeiro
Será que está faltando macheza na Willians para animar
o Ralph a correr? O que acontece na Willians que gosta de contratar
pilotos não famosos pela sua masculinidade? Afinal o Ralph não
foi o primeiro...
José Roberto Antunez, São Paulo
Corrida passada é passada, na F1 não existe o "Se",
pois se o "Se" acontecesse o Rubinho já teria vencido
um monte de GPs, mas o "Se" serve para um exercício
de lógica e como aprender com os erros.
Na Malásia o certo na Ferrari não teria sido 3 paradas
já que os pneus Bridgestone desde o passado têm se mostrado
inúteis naquele circuito. Seria um risco levar o baile do ano
passado mas poderia-se arriscar um pouco mais, talvez colocando pneu
mais macios ainda. Poderia ter feito um treino mais veloz, largado na
frente, evitado as barbeiragens na largada, feito flying lap atrás
de flying laps.
Olavo Tomohisa Ito, São Paulo
Vcs assistiram outra corrida???? Não é possível...
O Shumy tentou empurrar o Trulli para cima do David (nem sei como se
escreve o sobrenome deste cara).
Fiquei p. da vida com a falta de iniciativa do Rubens, mas após
a corrida quando a câmera mostrou os pneus dele reformulei meus
conceitos.
Será que vcs estavam tão ensonados, Panda e cia, que não
viram isso ou estou doidão até agora??? E olha que não
fumo....não bebo... acho que é isso,
abraço a todos
Sette, São Paulo
Olá,
gostaria saber a opinião de vocês sobre a diferença
no desempenho do Ralf Shumacher em relação ao companheiro
Montoya neste início de temporada.
Será que o Ralf já esta com o pé fora da Willians
na próxima temporada?
Um abraço
Celso Miki Hirose, Atibaia
Olá Celso
A história está se repetindo este ano na Williams.
Montoya é inegavelmente mais rápido do que Ralf mas este
revela-se um bom piloto de corrida, pontuando seguidamente, de forma
que, no final das contas, os dois tendem a se embolar na classificação.
No ano passado, Montoya marcou oito pontos a mais do que Ralf mas este
contabilizou uma vitória para a Williams.
Pessoalmente, creio que, fator por fator, Ralf leva desvantagem para
Montoya em velocidade pura, habilidade e visão de corrida mas
creio que os dois são fracos em disciplina e motivação,
sendo objetos de críticas frequentes por parte de Patrick Head.
Quando digo disciplina e motivação quero dizer aplicação
no trabalho e concentração nos treinos e corridas, como
faz Michael Schumacher ou fazia Ayrton Senna, por exemplo. Para eles
não tinha tempo, carro ou situação ruim. É
e era sempre velocidade máxima, ataque máximo, resultado
máximo. Creio que tanto Ralf quanto Montoya se deixaram desmotivar
pelos problemas do Williams no ano passado. Ralf, ainda por cima, tem
um notável complexo de inferioridade em relação
ao irmão (e aqui entre nós, quem é que não
teria?). Se ele quiser ser um vencedor regular de GPs terá de
resolver este problema.
Abraços (EC)
Edu!
Verifiquei através de um vídeo aéreo a largada
do Pizzonia. Você tem razão, ele não foi tocado,
mas também não largou tão bem assim; aparentemente
o Ralf fez a primeira curva por dentro e tentava ultrapassá-lo
para na segunda perna ficar com o melhor traçado, então
ele percebeu e acelerou forte para manter o traçado interno,
porém, devido ao rebu que o Miguel (Edgard Melo Filho) fez com
o Trulli, todos estavam bem lentos inclusive o João Paulo Montoya
(E.M.F. de novo), que foi tocado pelo "Antonio" que estava
exagerando um pouco, tanto que cruzou a pista para bater também
na Minardi.
Portanto foram dois toques, primeiro no Montoya e depois na Minardi
sei lá de quem e pouco importa, só completam o grid mesmo.
Esta emboladada de pontos no início deste campeonato esta boa
demais.
Um abraço.
Celso Vedovato, Salvador
A Fórmula 1 sempre consagrou duplas de pilotos que brigavam
entre si por corridas e títulos.Eles ainda não monopolizaram
uma disputa, mas será que estamos vendo nascer uma promessa de
novos pegas entre dois pilotos extremamente promissores, Montoya e Raikkonen?
Celso Vedovato, Salvador
Sobre o GP da Malásia (êta horariozinho sem vergonha)
algumas disputas até que serviram pra driblar o sono.
Mas continuo achando discutível, essa comissão que julga
ocorrências dentro da pista como a que envolveu o Shummy. Aqui
de fora é uma coisa, lá dentro é outra completamente
diferente.
Eu comparo isso com o futebol, que o pessoal cai de pau nos juizes e
bandeirinhas após ver os lances 10 vezes pela TV. Depois ainda
reconhecem que o juiz tem alguns segundos para decidir.
Eu pergunto: Quantos décimos, centésimos, milésimos,
pentelhonésimos de segundo um piloto de F1 tem a disposição
para tomar uma decisão????? Uma coisa é tirar um adversário
deliberadamente da pista, outra é disputar uma posição
em uma curva.
Para quem queria ver um pessoal diferente no podium, taí o GP
da Malásia, com Barrichello de intruso.
Abraços
Romeu, São Paulo
Saudações meu caro Edu
Bom, primeiro gostaria de perguntar: será
que as MacLarens não tem uma capacidade do tanque maior do que
as Ferraris?
Você falou que os pneus franceses tem
melhor desempenho em altas temperaturas, por isso levaram a melhor este
fim de semana, mas o que me parece é que o Raikonen antes da
primeira parada tinha mais litros de combustível, e se tinha
então o Rubens não teria que levar a melhor sobre o Finlandês?
Na transmissão da Globo, o Reginaldo
Leme falou que o Rubens teria que andar forte e poupar pneus. Como seria
andar muito forte e polpar pneus, já que em altas velocidades
o carro exige muito dos pneus?
Será que se o alemão e o Montoya
não tivessem se envolvido no acidente eles seriam uma ameaça
para as Renaults e para o Raikonen?
Você fez alguns comentários
sobre o Trulli. Além dos seus comentários queria lembrar
que ele levou aquele X do Firman que não é lá essas
coisas.
A McLaren está até pensando
em adiar a estréia do seu novo carro para a Aústria. O
que você acha disto, já que no ano passado este carro quase
nada fez, e que há muitos anos a F1 era asssim - não se
fazia um carro totalmente novo a cada temporada e sim os engenheiros
evoluiam alguns modelos de um ano para o outro, deixando quase para
três anos o lançamento entre uma versão
nova e outra.
Aquele forte abraço, amigão
Rubens dos Santos
Olá Rubens
Do fim para o começo: a McLaren promete um carro radicalmente
novo, absorvendo os conceitos desenvolvidos por Brown e Byrne para o
Ferrari, daí o atraso no seu lançamento. Não estranharia
que, por força da limitação da eletrônica
embarcada a partir da Inglaterra, eles demorassem um pouco mais para
lançar a máquina.
Salvo problemas extraordinários, Schumi e Montoya são
candidatos à vitória em qualquer corrida que disputarem,
mesmo que os seus carros não estejam perfeitos.
Também não entendi os comentários do Reginaldo...
Sobre suas duas primeiras questões. Não descarte a possibilidade
das equipes de ponta trabalharem com mais de um tamanho de tanque de
combustível, trocando-o conforme a pista. A diferença
pode chegar a dez litros ou mesmo um pouco mais. Pelo que li no ano
passado, a Ferrari teria os carros com menor tanque de combustível.
Quanto à condição de combustível de cada
um, se anotei corretamente, Kimi fez a sua primeira parada na volta
18 e Rubinho na volta 22. Teoricamente, é possível que
a McLaren tenha chamado seu piloto mais cedo para os boxes, de forma
a lhe garantir pista livre na volta mas creio q não foi isso
não: ele
largou com menos combustível do que Rubinho.
Já na fase dois da corrida, Kimi percorreu umas 20 voltas ante
apenas 15 ou 16 de Rubinho. É nesta fase que disse que o brasileiro
teria de ser mais rápido do que o resto do pelotão, o
que não aconteceu.
Abraços (EC)
Edu e Panda,
me vieram algumas coisas à cabeça ao assistir ao GP da
Malásia...
1. Será que o motor Ferrari é um beberrão contumaz?
Pareceu que sim. O Rubinho, sem indícios de problemas ou qualquer
outro fator que comprometesse, nunca teve uma chance real de andar mais
rápido que o Raikkonen, e não compensou isso na estratégia.
E só conseguiu se impor à frente do Alonso depois do último
pit stop, quando a impressão foi de que a Renault optou pelo
pódio, que talvez fosse ótimo para equipe e principalmente
o piloto de 21 anos nessa situação.
Sem contar o alemão, que não conseguiu jantar o Trulli.
Me parece que o motor Mercedes oferece, agora, o melhor pacote consumo/solidez/velocidade,
permitindo aos pilotos da McLaren administrarem a situação
como melhor lhes convém.
Se o motor Ferrari não for beberrão, o comportamento dos
carros vermelhos em Sepang não tem justificativa...
2. Kimi Raikkonen tem grandes chances de trilhar o caminho de Grande
Senhor das Pistas e substituir a Schumacher como grande nome da F1,
quando este se aposentar. Já quebrou a barreira da vitória
e, se não tivesse excedido a velocidade nos boxes em Melbourne,
teria duas vitórias consecutivas.
Me parece mais pronto para as vitórias do que Montoya, e, principalmente,
maduro para ser ou frio e preciso, ou arrojado, corajoso e espetacular,
dependendo da necessidade.
É isso...
[]s
Alexei - Belo Horizonte