Prezados Senhores:

Uma breve pergunta e comentário quanto ao GP da INGLATERRA (SILVERTONE) de 2003:

Se aquela invasão de pista tivesse acontecido aquí no Brasil,quanto " pano prá manga" não daria? Claro que seria até uma heresia pensar em cancela4 esse GP, pois apesar dos pesares`, É o " Berço" da FÓRMULA 1!!!!

Parabéns Pelo ótimo Site.

Paulo Costa Winckler, Porto Alegre - RS.

Amigos do gptotal,

Me desculpem mas só agora tenho a oportunidade de comentar o gp da Inglaterra.

Foi uma corrida belíssima, com muitas ultrapassagens e disputas, talvez a mais empolgante, pelo menos para mim, desde Bélgica/00. Barrichello fez tudo certo, desde a pole até as ultrapassagens sobre Ralf e Raikkonen, além de fazer a melhor volta da prova.

Por sinal, ultrapassagens conseguidas na pista, roda com roda, lado a lado.
Nada de passar pelos boxes. Isto é F-1. Cristiano da Matta foi brilhante.
Andou muito bem a frente de Raikkonen e nem precisou segurá-lo. Estava respondendo no cronômetro ao finlandês, impedindo que ele se aproximasse.

Schumacher se prejudicou nos treinos e já não tinha grandes chances de vitória. Foi atrapalhado pela parada de Barrichello, mas se formos analisar bem, Montoya largou atrás dele, continuou atrás dele e também foi prejudicado porque precisou esperar pela parada do Ralf. Apesar disso, conseguiu chegar em segundo.

Foi Schumacher quem realmente teve o azar de pegar Villeneuve e Trulli pela frente. Logo após a corrida, a primeira coisa que me veio a mente foi que, pela segunda vez, Barrichello vence com um maluco qualquer invadindo a pista. E em duas das corridas mais marcantes que eu já vi desde que me tornei espectador de F-1 lá no início da década de 90. E em Hockenheim, aposto em Barrichello ou Raikkonen. Espero que um dos dois ganhe.

Abraços

William Lopes Machado, Brasília-DF

O Grande Prêmio da Inglaterra foi sem dúvida a melhor corrida do ano e para nós brasileiros, muito especial pela primorosa atuação de Rubens que, depois de algumas atuações apagadas e (ou)
prejudicadas, voltou a fazer aquilo que todos nós sempre soubemos que ele é capaz de fazer: acelerar forte e ser competitivo. É o mínimo que todos nós esperamos dele.

Sua atuação me lembrou os bons tempos do Zanardi na F-Cart em 1997/98, quando ele também não tomava conhecimento dos adversários. Ele nem precisava ter vencido para fazer desta corrida, a sua melhor participação na F-1. De qualquer forma, a surpresa não foi a forma como ele guiou e sim, nada de "estranho"
ter acontecido com o seu carro ou com a sua estratégia de corrida. Surpresa também foi a atuação apagada de Michael, que em nenhum momento brilhou como de hábito.
Chegar em 4º lugar depois de despencar para 15º após o pit-stop, não pode ser considerado um mal resultado mas em se tratando de Michael, sempre vamos esperar mais...

Então, qual o motivo de atuações tão distintas entre os dois carros da Ferrari ? Teria sido a modificação na asa dianteira do carro
eliminando a excessiva saída de frente da F2003 GA a fazer Rubens se sentir mais confortável e confiante no carro? Teria a Ferrari, tal a situação atual do campeonato, dado um equipamento "mais competitivo" a Rubens com o claro objetivo de fazer o brasileiro
roubar pontos de Raikkonen, Ralf e Montoya ?

Bem, isso foi o que de fato ele acabou fazendo e caso isso se confirme, é uma tremenda saia justa para a Ferrari, pois , como ficou provado, com um equipamento à altura o que lhe daria condições de sair da pole, e com a estratégia a seu favor, Rubens se tornaria um habitual vencedor de GPs.

O que a Ferrari poderia fazer então, para impedir que ele volte a ter atuações como a de Silverstone que, definitivamente, não interessam a ninguém lá dentro ? Como fazer a estratégia funcionar a favor de Michael com Rubens saindo na frente do alemão ? Será que voltaremos a ver pit-stops desastrados, ou o carro nº 2 (saindo da pole) não pegar no grid ? Podem também alterar o software de largada e o carro não sai quando as luzes se apagarem.

É , de fato, uma tremenda sinuca de bico. É isso, ou deixar Michael brigar sozinho com Williams e McLaren. Esta é a escolha que a Ferrari terá que fazer daqui para o final da temporada.

Quando vi na classificação as Williams com um sério problema de
equilíbrio em suas voltas lançadas, achei que ambas eram carta fora do baralho para o GP da Inglaterra, afinal, largariam naquelas mesmas condições mas na corrida, no entanto, pelo menos Montoya conseguiu reagir. Ralf, febril, no início parecia que vinha para a frente, mas caiu de rendimento, por motivos óbvios, na segunda metade da prova. As Williams estão no jogo e a única coisa que pode atrapalhar é a disputa interna entre seus pilotos. Como a Williams não deve definir prioridade para nenhum deles até o fim do ano, a coisa vai se estender até Suzuka. Enquanto Ralf faz questão de deixar bem claro que seu principal objetivo no ano é bater seu team-mate, Montoya já avisou que não ajudará Ralf, caso este esteja em condições de disputar o título nas provas finais. Eis aí uma boa brecha para Michael e Kimi conquistarem alguns pontos.

A McLaren vai para Hockenhein com algumas mudanças com o objetivo de dar algum fôlego para MP/4 17D nestas provas finais. Eu pessoalmente, gostaria muito de ver uma McLaren bastante competitiva na Alemanha, pois para Kimi, as duas próximas provas serão fundamentais. Subir no pódio é fundamental, de preferência com Michael fora dele.

Observando atentamente os acontecimentos recentes na Fórmula 1, vejo que por mais paradoxal que possa parecer, neste esporte as vezes o simples funciona com muito mais eficiência do mega-operações de esquemas multimilionários e como em qualquer esporte, a política não tem lugar. Nem na Fórmula 1.

Me refiro ao caso do Antônio Pizzonia na Jaguar. Era evidente que, desde o início do ano o objetivo era sacar o brasileiro da equipe. Por questões políticas. Nessas horas, o talento do sujeito, e o histórico de sua carreira não significam absolutamente nada.

Pizzonia havia sido contratado por Nikki Lauda e obviamente, a demissão deste no início do ano, deixou o piloto sem sustentação na equipe. Em condições de igualdade com Mark Webber, Pizzonia
teria tido um início de temporada na F-1 tão brilhante quanto a do australiano.

Por saberem disso, relegaram Antônio a segundo plano com estratégias visivelmente - e propositalmente - equivocadas e equipamento de segunda. Estava armado o circo para justificar a
dispensa do piloto "mais lento". Não havia como resistir por muito tempo. Este é um esporte muito exigente em que em míseros dois décimos de segundo podem decidir muita coisa . Com sua imagem e reputação de piloto rápido sendo colocada em cheque a cada fim
de semana, chego à conclusão que o melhor seria ter saído antes, na altura do GP da Espanha, afinal, com sua a sua sorte na equipe já selada, o golpe de misericórdia era uma questão de tempo.

Curiosamente a equipe Jaguar tem se caracterizado nos últimos anos por incríveis equívocos administrativos e esportivos.
Enumerá-los aqui, tomaria muito espaço, além disso, quem acompanha a F-1 mais de perto, sabe a que me refiro. A mega-estrutura da Jaguar, emaranhada em uma sucessão de erros que parece nunca ter fim, é bem diferente da equipe Stewart da qual se origina. Aquela era uma equipe menor que, com menos recursos mas bem administrada por gente competente, conseguiu algum
sucesso e até vencer, algo que parece bastante improvável e acontecer com a Jaguar, desde o seu surgimento. Analisando friamente, chego à conclusão que nestes últimos anos, a Jaguar na verdade se tornou uma armadilha impiedosa para diversos pilotos
que curiosamente não sobreviveram à ela.

Vejamos: tais equívocos da Jaguar em relação à pilotos, começaram sacrificando Pedro de La Rosa que, pelo que me lembro,
também foi demitido com a temporada em andamento.

Depois da Jaguar, ele não achou mais lugar na F-1.
Eddie Irvine, também não sobreviveu à Jaguar e hoje cumpre uma aposentadoria forçada. A lista continua com Luciano Burti, provavelmente o melhor piloto de testes no mercado da F-1. Sua permanência na equipe poderia ter sido muito útil nos testes de desenvolvimento daquele carro sofrível. Foi demitido no meio da
temporada. Curiosamente, logo foi contratado pela Ferrari. Quer dizer, o que serve para a Ferrari não serve para a Jaguar... A lista não poupa nem os pilotos de testes André Lotterer e James Courtney.
Onde andam eles? Ajudaram ao time ? Não. Foram ajudados pelo time ? Não. Então porque testaram para a Jaguar que, em um momento tão difícil quanto o de 2001 precisava de pilotos mais experientes nos testes ? Sem resposta....

Neste festival de equívocos sobrou até para Bobby Rahal que veio da América unicamente às custas de suas ligações com os, então, diretores da Ford, porém, foi dispensado no meio do ano. Na
verdade, a sua vinda foi um erro enorme. Pura política. Sem estar familiarizado com a F-1, ele meteu os pés pelas mãos ao tentar ao tentar tirar Adrian Newey da McLaren no meio da temporada.

A negociação não saiu, expôs a Jaguar, e o seu prestígio com os
diretores da Ford despencou a ponto dele retornar para a América antes do fim do ano. Ainda poderia citar o caso do Nikki Lauda, mas aí já é demais. Por isso, o caso do Pizzonia foi mais um e certamente, não será o último. Justin Wilson, pasmem, ainda nem estreou e já foi avisado que não tem nada garantido para o próximo
ano...

Seguindo a linha de conduta adotada até aqui, certamente eles não terão o menor pudor de dispensá-lo caso David Coulthard, por exemplo, esteja disponível.

Enquanto isso a Minardi trilhando o caminho inverso, passou a ser um time revelador de talentos. De lá, já saíram Fernando Alonso, Marc Gene, Mark Webber e agora Justin Wilson, todos para equipes maiores.

Só lamento o Tarso Marques não ter insistido um pouco mais e ter pego uma carona nessa turma. Paul Stoddart pode ser fanfarrão e encrenqueiro mas, com algumas exceções, geralmente sabe escolher muito bem os seu pilotos. O retorno de Jos Verstappen para fazer dupla com Wilson este ano foi uma prova disso. Pra
finalizar, uma pergunta: Qual é a cadeira elétrica da F-1 hoje ? Jaguar ou Minardi?

Abraços

Guilherme Bezerra, Rio de Janeiro

Ainda sobre Rubinho e o GP da Inglaterra

É impressionante como os brasileiros comentam uma competição altamente técnica como é a Fórmula-1 de modo tão emocional. Que isso parta de afccionados, tudo bem, mas quando parte de jornalistas que teriam a obrigação profissional de serem isentos e informativos, é algo que irrita.

No caso desse último GP da Inglaterra, temos um exmplo didático disso.
Rubinho pilotou muito bem, é verdade, mas ninguém faz milagre na F-1, se ele deu o show que deu, é porque tinha um carro extraordinariamente no chão.

Todos sabem que a Ferrari testa as novidades primeiro no carro de Rubinho (o que explica as "misteriosas" quebras que alimentam a bem brasileira teoria conspiratória), e em Silverstone há comentários de que foram testados novos compostos de pneus e um novo pacote aerodinâmico no bico do carro.

Deu certo, como todos viram, e no próximo GP da Alemanha isso já estará incorporado também ao carro de Schumacher, a quem então caberá o show da vez, quem viver verá.

Outra tremenda asneira é dizer que Schumacher teve um fracasso retumbante.
Uma coisa é Rubinho, de pacote novo no carro, sem compromisso, pois não disputa diretamente o título, todos sabem, estar liberado para dar show.
Outra bem diferente é o Schummy, de pacote velho e encaixotado no fim da fila, ter que pilotar pisando em ovos para não fazer bobagem e perder pontos preciosos num campeonato disputado pau a pau. Nessas condições, sai de décimo-quinto para quarto e é um fracasso, imaginem se não fosse!

Abraços

Roberto Ferrari Borba, Porto Alegre

Oi, gente!

da série "Mancadas bizarras de mecânicos", temos o triciclo do Mansell em Portugal-91, que deixou o título daquele ano no colo do Senna. Sem contar a porca que saiu pulando do pneu do carro do Montoya este ano em Silverstone.

Esses dois me vieram agora à cabeça. Acho que se eu pensar bastante, lembro de várias outras mancadas da Williams. Eles foram mestres nisso por muito tempo. Depois, acho que os mecânicos foram demitidos e contratados pela Ferrari para cuidar do carro do Rubinho...

Abraços a todos!

Renato Müller, São Paulo


Oi galera do GP,

antes de mais nada, eu preciso dizer que eu, e todo o resto do mundo, já sabia que o Pizzonia ia dançar, menos ele. Mas eu não acredito que seja culpa dele. Já li algumas opiniões no sentido de que o "jungle boy" não foi melhor na Jaguar porque o Brasil não tem um mercado muito grande para esta marca de automóveis, assim como o Alex Barros não tem moto (Honda) para ganhar do Valentino Rossi por interesses deste tipo.

Esta última afirmação, que eu lí aqui mesmo nesta página, me fez pensar se vale a pena perder meu tempo assistindo corridas, de automóvel ou motocicletas. Reconheço que esta dúvida já passou pela minha mente várias vezes, algumas pelas decepções, outras pelas minhas convicções.

Às vezes me sinto um idiota ao assistir corridas que somente existem para promover este ou aquele fabricante de automóvel (o espírito esportivo não existe há muito tempo), fabricantes estes que representam a elite do capital econômico que "domina", de certa forma, o mundo em que vivemos. Mundo este repleto de injustiças, onde milhares de crianças morrem de fome, enquanto, por exemplo, se disperdiça milhoes e milhões de dólares com as futilidades de alguns.

Talvez eu esteja apenas passando por um momento meio "vermelho" em minha vida, mas, toda vez que assisto a uma corrida, mesmo como a de domingo, vitoriosa para um brasileiro, ao final me sinto como um viciado em busca de cura, que acabou de usar mais uma dose e se arrepende de não ter tido foça o bastante para resistir.

Isto mesmo, sou um viciado em automobilismo, mas não deixarei que meus filhos sejam.

FABIANO, Itajaí/SC

Olá, Fabiano

Lamento dizer, mas desde tempos imemoriais os fabricantes entram nas corridas justamente para isso: promover seu produto. Não há novidade nisso, e esportividade, ao menos no sentido que você parece esperar, também nunca houve. As coisas podiam no máximo ser um pouco menos evidentes, mas nesse sentido nada mudou, por exemplo, de 1930 (ou mesmo antes) para cá.

Admiro e compartilho seu inconformismo com a fome, as guerras e as injustiças. Mas acho exagero se sentir "um viciado em busca de cura" por gostar de automobilismo, e mais ainda "não deixar" seus filhos gostarem de automobilismo. Não há nenhum problema em você estar passando por um momento "vermelho" (entendi isso no sentido de coloração política, estou certo?) da sua vida. Tem gente que discorda, mas sonho e utopia, na dose certa, são fatores de grande motivação em nossas vidas. Por favor, não caia no vício de certos setores da esquerda, que acham que precisam fazer política 24 horas por dia e que pensam não ter direito de relaxar e se divertir. Lazer e diversão nunca são supérfluos.

Por último, quero citar uma história contada em 1999 pelo José Genoino. Em 1970, na dureza da clandestinidade e militando no PCdoB, ele e um companheiro assistiam pela TV a um jogo do Brasil na Copa do Mundo. Claro, os dois (como muitos brasileiros) iam torcer contra porque a vitória do Brasil seria explorada pela ditadura. Quando o jogo começou, o companheiro falou baixinho a Genoino: "Olha, quando o 'negão' pegar a bola, vamos cometer um desvio ideológico, tá?". O "negão", evidentemente, era Pelé.

É isso, Fabiano. Espero ter te ajudado a superar a crise.

Abraços. (LAP)


Amigos,

Desde de a estréia da F-2003GA, Rubens vinha tomando em média 0.4seg. do alemão. Em Silverstone, como num passe de mágica, essa diferença se inverteu e Rubens enfiou quase um segundo no penta.

Como sabemos que mágicas em corridas não existem. O que aconteceu?

abraços

Eloy, São Paulo

Chassis rachados, pneus errados, pescador de gasolina não funciona, protetor do pescoço que se solta... este ano tivemos diversas amostras de que, às vezes, mecânicos de F-1 se parecem muito com os mecânicos da oficina lá perto de casa...

Edu e Panda, voces lembram de alguma pérola de eficiência dos nossos queridos mecânicos da F-1?

Um caso mais antigo que me lembro, foi na Brabham de Pace, onde foi esquecido um molho de chaves, adivinhem aonde? Embaixo do pedal do acelerador! Ninguém entendia porquê a barata dele não rendia...

Um abraço,

Loreno A. Menegotto Jr., Belo Horizonte/MG

Wilsinho me contou que esta história da chave aconteceu com ele no GP da Áustria, Loreno. Há uma história, que considero mais uma lenda, de que Ron Dennis, quando era mecânico da Brabham em 1970, esqueceu de abastecer até o fim o tanque de gasolina do carro de Jack Brabham e ele acabou ficando sem gasolina na última volta do GP da Inglaterra, corrida em que Emerson estreou
na F1.

Quem sabe os leitores se lembrem de mais mancadas...

Abraços (EC)

Premiação de última hora: troféu "Por que o meu pãozinho sempre cai com a manteiga para baixo?" para o Barrica, que teve o troféu quebrado no aeroporto. Será que ele saiu na porrada com o
alemão ?

Para não esquecer ( e repetindo o Panda ) o novo regulamento é uma bosta, mas a corridaça do Barrica foi divina. Só precisa o "cablôco pilotadô "baixar de novo na Alemanha, Hungria, Itália...que o campeinato 'tá na mão .
E pediu, 'tá na mão. Segue abaixo a oração da seita "Fiéis da F-1" . Quanto ao kilt deixo pro Tite e o Panda , prefiro mesmo é um bermudão .

Ah, ia esquecendo , tem culto no domingo dia 03/08 , às 9:00 direto da sede da Alemanha . Ponha um copo de gasolina especial sobre a TV ou o radio e vejam o milagre que ocorrerá no desempenho do seu carro. Aquela sua Brasilia vai deixar as Williams no chinelo....

Abraços ( e com o perdão do Todo Poderoso, que não é o Bernie Eclestone ...)

Oração dos "Fiéis da F-1"

Pai nosso que estáis no padock Santificado seja o vosso regulamento (Shhhh! Panda . Não irrita o "ome") venha a nós a vossa estratégia Seja feita a vossa vontade assim no contrato como na pista .
O pneu correto dai-nos hoje senhor Perdoaí os nossos totós Assim como perdoamos os dos nossos competidores Não nos deixai escorregar na brita mas livraí-nos de cláusulas de segundo piloto Assim seja
Amém !!

Victor Lagrotta, São Paulo

As referências aos contratos serão as mais difíceis de cumprir...

Abraços. (LAP)

E agora, amigo Edu, onde estão os detratores do Rubinho?

Com exceção do Senna, Piquet, Mansell (que deveria ter nascido no Brasil) quem mais realizou na F-1 moderna, uma corrida tão espetacular como a do último domingo?

Chorem, brazucas derrotistas.

Mário Rubial Monteiro, São Paulo

Realmente amigos do GP Total, me regozijo lendo os comentários da Galera, muitos aliás, dão de 10 a 0 em profissionais de vários meios de comunição (principalmente da emissora oficial da F-1).

Permitam-me apenas um comentário: Pena que o "Caboclo Guiador" só baixou neste domingo no Rubinho.

abraços

Barata, Sampa

Ola Panda e Edu

Creio que o seu pão amargo do erro tem um lado doce, meu caro Edu.

Ou vc nao achou gostoso o Barric mostrar força suficiente para superar não só o Alonso, como o Hakkinen, o Montoya e, claro, o superduperhipercampeão?

Neste domingo não pareceu que tinha baixado o Michael no Rubens e o Rubens tinha baixado no Michael? Sua analise pessimista estava absolutamente correta diante dos dados que dispunha.

No entanto, creio que mesmo vc, que tem sido um crítico mais ameno ao nosso ferrarista, talvez tenha deixado seu critério acurado se embotar pela quase unanimidade de desalento.

Afinal, todos parecem ter se esquecido da bela exibição do Rubens aqui em Interlagos. E do estranho motivo que o levou a ficar pelo caminho.

Posso ser muito maldoso, mas se ele marca aqueles pontos não estaria colocando o Michael em situação igual ou inferior a sua em relação ao campeonato?

Não foi conveniente sua parada, partindo do princípio que a Ferrari quer ser campeã, sim, mas só com o alemão? Ou alguém se esqueceu da má vontade da equipe com o Irvine, que o fez praticamente entregar o campeonato para o Hakkinen?

Também me parecia claro que o GA tem características que desfavorecem o Barric, que explicariam muito sensatamente as decepções ocorridas entre Interlagos e Inglaterra mas, e agora? Foram só os pneus que evoluíram? Acho um tanto misteriosa essa melhora, essa evolução que acabou sendo assim tão favorável ao Rubens nesse GP.

Podemos especular que ele resolveu mostrar brio, mas eu particularmente duvido dessa tese. Um profissional como ele e competitivo o tempo todo e, sabendo que a renovação de seu contrato estava sub júdice desde o começo do ano, dificilmente baixaria a guarda.

Vi com olhos mais animados que os do Panda essa vitória do Barric e acho que ela merece ser melhor analisada. E claro que, como o nosso torcedor/narrador Galvão costuma acertadamente lembrar, existem diversos pontos que um piloto não pode aclarar por força de contrato, logo não podemos contar que o próprio nos esclareça.

Para descobrir isto existem os jornalistas. Vocês aceitam o desafio?

Carlos, S. Paulo

Corrida que corrida ? Corridaça !!!

A corrida de Silverstone me deixou muito satisfeito. Foi uma corrida cheia de alternativas e principalmente disputas. Fiquei muito satisfeito porque que a iniciativa de tirar a F1 do marasmo foi tomada por um brasileiro.

O Rubinho mostrou que pode ter disputa de posição na F1. Fiquei satisfeito porque, mesmo sabendo que era ilusório, o Cristiano Da Matta liderando e bem a corrida segurando um Kimi sem fechadas ou coisas assim. Fiquei satisfeito em ver o Pizzonia andando na frente do Webber, mostrando a dignidade que tem.

Nos anos 70 tinha uma eleição entre os jornalistas do piloto mais combativo da prova, era um prêmio de consolação (algo como miss simpatia...eitcha ) mas que era muito considerado por todos os apreciadores de F1. Se este prêmio voltasse a ter importância que tinha acredito que de Mônaco até a França teríamos WO, agora em Silverstone os jornalistas teriam um trabalho muito grande. Enfim espero poder ver muitas corridas assim durante o ano.

Eu gosto da F1 assim sem hegemonias. Torço para que exista um equilíbrio técnico, e que haja sempre uma disputa de evoluções tecnológicas. A quanto tempo que não vemos a F1 com 3, 4 equipes em condições de conquistar uma vitória ? Voltando um pouco no tempo acho que desde 1986 isso não acontece.

Desde então tivemos sempre uma equipe que se destacava deixando a disputa para o papel de primeiro coadjuvante para as outras equipes. Tivemos sim alguns anos mais equilibrados, mas nenhum com tantos potenciais vencedores por corrida. Sem dúvida é um ano atípico em que até a Jordan teve vitória.

É muito bom vermos disputas como o que vem acontecendo com as fábricas de pneus, conforme a declaração do Burti, a Bridgestone usou um composto que ela somente iria usar no fim do ano.

E quanto as equipes buscando soluções criativas para melhorarem os carros? Será que a solução da Williams (genial) de colocar aerofólios de aço na frente para solucionar o problema de equilíbrio dianteiro foi adotada pela Ferrari? O carro ficou mais guiável, do jeito que o Rubinho gosta? Vale lembrar que aparentemente o Alemão gosta de dirigir carros inguiáveis.

A lembrança do livro do Berger pelo Edu foi muito feliz, onde o austríaco diz que ficou espantado como era ruim de dirigir o carro herdado do Schumaker quando se mudou para a Benneton, agora parece ter outro sentido.

Quando a Mclaren vai reagir? Torço para que o carro seja bom para voltar a disputar a vitória, mas não para sair disparado na frente, mas pelo andar a coisa acredito que eles ainda estão tendo muitos problemas. Quando a Renault vai reagir ? Espero que seja rápido, só falta um pouquinho de confiabilidade.

Uma das conseqüências do equilíbrio técnico foi o esfriamento (saudável) da silly season. O GP da Inglaterra sempre foi marcado por ser o local onde as fofocas de bastidores chegam no volume máximo.

Gostei muito da resposta do Schumaker nos treinos quando perguntou quando teria precisado da ajuda do brasileiro para ganhar o campeonato. E gostei mais ainda quando fez um treino a la Barrichello, correu a la Barrichello e teve que esperar na fila para fazer o Pit Stop a la Barrichello. Nada como uma declaração fora de hora e se sentir na condição de segundo piloto.

Espero realmente que as próximas corridas sejam como a da Inglaterra. Ah sim pra terminar, parabéns ao Rubinho foi uma P... corrida !!! Na minha lista das dez maiores vitórias de GP de todos os tempos com certeza o Rubinho participa com duas delas. Parabéns ao Cristiano largar ao lado do alemão e fazer um corridão.

Olavo Ito, São Paulo

Olá, rapaziada...

Parabéns pelo ótimo site, sem duvida, o que há de melhor na Web.

Vendo o episódio do GP da Inglaterra, sobre o maluco na pista, me veio na memória uma história sobre um acidente que ocorreu nos anos 70, acho que foi com Tom Pryce, que ao atropelar um fiscal que atravessava a pista, acabou morrendo, pois o extintor de incêndio do tal fiscal caiu na sua cabeça, é isso mesmo?

Um abraço...

Loreno Antonio Menegotto Jr., Belo Horizonte

É isso mesmo Loreno e me parece ser o único caso de atropelamento na Fórmula 1 moderna. Se quiser saber mais detalhes sobre este cruel acidente, use nossa ferramenta de busca.

Abraços (EC)

Quando apareceu a imagem do pedaço de carenagem do David Coulthard, no chão e logo em seguida a imagem mostrava os mecânicos colando com fita adesiva o pedaço do apoio da cabeça do piloto, apesar de toda tecnologia eu me lembrei que isso não é a primeira vez.

Uma vez um piloto da Renault (ainda com os carros de lay out amarelo da era turbo) teve solta a viseira do seu capacete e teve que parar no box onde os mecânicas fizeram o mesmo remendo de domingo colando a viseira com fita.

Você lembra de mais algum lance inusitado (pois louco invadindo pista e meio comum certo?) como esse? E quem era o piloto da Renault?

Abraços a todos

Kleber, São Paulo

Não lembro deste episódio. Kleber. Talvez algum leitor nos ajude.

Abraços (EC)


Olá pessoal !!!

Gostaria de tirar uma dúvida mas antes queria saber o que faz os pilotos terem tanta raiva ou antipatia dos seus parceiros.

Falo isso porque li as declarações do Webber sobre o Antonio. Será isso inveja um do outro? Ou será que falta um pouco mais de humildade da parte de um? Acho muito legal os pilotos que mantém uma amizade legal com seus companheiros.

Trocando um pouco de assunto, li num site que quando o Lauda foi mandado embora da jaguar ele disse que iria continuar como Consultor Técnico da Ferrari, me corrijam por favor. Queria saber qual o papel dessa função, o que ele exerce ou faz!

Desde já obrigado!!

Rodrigo Santos Leite, Jundiaí, São Paulo

Lauda foi assessor especial da Ferrari antes da experiência Jaguar. Não deu certo em nenhuma das duas funções, Rodrigo. Hoje, ele não tem, ao que saiba, função executiva em nenhuma equipe, tendo o seu nome sido cogitado, não sei com que grau de seriedade, para a presidência da Fia.

Abraços (EC)

 

Realmente a F-1 é implacável, e o Pizza deixou a desejar, não mostrando garra suficiente para se impor dentro da equipe ou na pista. Vai ter que amadurecer mais...


Bom, agora que começou a limpeza na Jaguar, só falta o Diretor, o projetista, engenheiro de pista (exatamente aquele que mandou ele para pista com pneu de chuva com pista seca), cozinheiro, faxineiro, secretária etc.

Victor , São Paulo

A imprensa toda tem criticado o Antonio Pizzonia, inclusive sua equipe (que até o dispensou) por sua falta de resultados.

Gostaria de saber da equipe do GP Total se vocês também acham que ele não é um piloto "bom" para a F1 ou se o problema dele foi ter um carro pouco confiável e uma equipe que canalizava todas as atenções ao seu primeiro piloto.

Abraços,

Fernando M. Ferreira – SP

Fernando

É inegável que Pizzonia não correspondeu às expectativas, tanto mais em comparação a Webber. Lembrei há tempos aqui no site que há pilotos que demoram a pegar a mão na Fórmula 1, independentemente do sucesso que tenham tido nas categorias de base. O exemplo clássico é Mansell que demorou cinco anos para se tornar um vencedor.

Assim, faz mais sentido julgar (e condenar) a incapacidade de Pizzonia para seduzir a Jaguar a apostar nele do que o que mostrou na pista efetivamente.

Abraços (EC)


Qual o critério para se mandar o Antonio Pizzonia embora se, corrida sim, corrida sim, seu carro quebra e ele fica a pé?

Fernando Rejani Miyazaki, São Bernardo do Campo - SP


PIZZONIA DANÇOU!

Caros Edu e Panda,

Como já deve ser sabido, o nosso querido Pizzonia foi finalmente fritado pela Jaguar, confirmando as previsões colocadas por este site.

Tenho que reconhecer que o próprio Pizzonia ajudou a cavar seu túmulo na Jaguar, senão vejamos:

1. Nos testes de inverno na Europa ele simplesmente conseguiu capotar com uma Jaguar de passeio com jornalistas europeus dentro: -1 ponto;

2. Sua contratação foi chancelada pelo Lauda, que por sinal, só fez burrada na sua estada na equipe e era o único a defender a sua contratação, quando foi demitido, Pizzonia ficou sem ninguém para defendê-lo na equipe: -1 ponto;

3. Em quase todas as corridas adotou a estratégia errada, classificando-se muito mal para largar com muito combustível, sendo sempre pouco combativo, ajudado pelo seu pouco confiável equipamento. Na realidade, a melhor estratégia, como mostrou o Webber, era andar com o tanque mais vazio que os demais, pois o R4 mostrou-se realmente, com tanque pouco cheio bom de classificação e bem rápido em início de provas, tendo um motor Ford, apesar de fraco e pouco confiável, extremamente econômico, o que lhe dava uma vantagem suficiente para alcançar alguns pontos.

4. Creio que o Pizzonia não teve a personalidade para acertar o carro da melhor forma possível, confiando demasiadamente em engenheiros e estrategistas pouco competentes da Jaguar, prejudicando-se enormemente, aceitando passivamente as ordens dessas verdadeiras antas, vide, se não me engano o GP da Europa/03, onde poderia ter-se classificado melhor se andasse com pneus de chuva em vez dos de seco, ou mais recentemente, no GP da Inglaterra/03, não parando na bandeira amarela, fazendo-o somente após reiniciada a corrida, perdendo preciosas posições por incompetência de sua equipe e sua falta de personalidade. Basta lembrar de Senna, Piquet ou Fittipaldi, decidiam por si mesmos as estratégias e como correriam e ai daquele que se intrometesse e desse pitaco.

Quando finalmente o Pizzonia entendeu a estratégia correta, classificou-se bem, ultrapassou ousadamente o seu companheiro e teria, provavelmente pontuado caso o seu motor não tivesse aberto o bico.

Creio que a demissão do Pizzonia ocorreu mais por fatores políticos do que técnicos, ainda que o mesmo não tivesse sequer feito um ponto no campeonato, tenho quase a certeza que o Pizzonia tinha sido proibido de ultrapassar o Webber naquele momento, e com o seu ato de "desobediência", justificou a sua saída da Jaguar.

Não que o Pizzonia seja mau piloto, com certeza é melhor que o Justin Wilson, mas não soube lidar com as situações adversas e infelizmente pagou o preço de sua imaturidade no circo da F1.

Torcemos para que o Pizzonia não tenha se queimado junto ao Frank Williams e possa voltar em grande estilo numa equipe de verdade.

Um abraço.

Sandro, Rio de Janeiro

Olá pessoal, o que vocês acham da carreira do Pizzonia a partir de agora? Em minha opinião ele pode arrumar as malas e procurar outra categoria pra correr, pois pra F1 ele está acabado. É cruel que as coisas tenham acontecido deste jeito, pois ele é bom piloto, mas a F1 é assim, não perdoa nunca e acho que ele está definitivamente queimado na categoria.

Vocês se lembram, na história recente, de algum piloto que tenha conseguido dar a volta por cima em circunstâncias semelhantes? Sinceramente, não lembro de nenhum.

Abraços,

Júlio Lima, Belo Horizonte

Olá amigos do GpTotal

Tenho uma pergunta: Será que a dispensa de Pizzonia após o Gp da Inglaterra não demonstra que a Jaguar estava fazendo de tudo para prejudicar o brasileiro, tentando arrumar uma desculpa para tirar ele da equipe?

É muito estranho ele ser dispensado após um Gp que largou na frente do Webber e na corrida fez uma bela ultrapassagem sobre o australiano. É estranho ver que o carro dele sempre quebra, que a equipe sempre erra na estratégia dele, no serviço de box, sendo que estas coisas não acontecem com o Webber.

Também não acredito que após Pizzonia ter sido bem mais rápido nos testes antes da temporada que Webber, ele esteja tomando tanto tempo assim do Webber durante a temporada por culpa de falta de braço do brasileiro, tenho certeza que o equipamento dado aos dois não é o mesmo. Pizzonia, assim como o próprio Montoya disse, foi mais rápido do que ele em alguns testes pela Williams.

Para mim fica claro, depois ainda de ser dispensado após fazer uma boa corrida, que a atual diretoria da Jaguar não gosta de Pizzonia e estava tentando arrumar um motivo para dispensá-lo. O que vocês acham?

Um abraço a todos

Cláudio Duarte, Jundiaí – São Paulo

Ola amigos Panda e Edu!!!

Coitado do Pizzonia!!! Já fritaram e empanaram o coitado... na opinião de vocês, qual o destino dele para 2004??? Será que vai mais um brasileiro para o M.S.E. (movimento dos sem-equipe)???
Abracos!!!

Rafael Duarte, Miami/USA

Dessa vez, finalmente, dispensaram o Pizzonia...

O que acontece? O amazonense teve uma ótima experiência como piloto de testes da Williams, mas cansou de tomar tempo do Webber. Foi extremamente elogiado por Frank Williams, Niki Lauda, Montoya e Ralf, mas não conseguiu fazer nada na temporada toda. Tanto que disputa com o Firman o prêmio de pior do ano.


Quais foram os problemas? Politicagem da Jaguar?

Incompetência da equipe? Falta de adaptação do Pizzonia a um ambiente totalmente bagunçado? E o que deve ser dele agora? Virar um Luca Badoer da vida, um eterno piloto de testes?

Um abraço.

Renato Müller, São Paulo

É impressão minha ou a Ferrari só usa aquelas saídas de ar laterais na corrida e não nos treinos classificatórios, o que comprovaria que realmente não estava no projeto original, piorando a aerodinâmica?

Será que a mudança do material do bico do carro, aumentando o peso e a estabilidade na frente, gerou tanta melhora assim, pois o Rubinho fazia todas as curvas no Gp da Inglaterra por uma tangência mais interna e agressiva que os outros pilotos, será que realmente o carro parou de sair de frente?

A forma com que chegou nos pilotos que ultrapassou também não era normal, parecia que chegava para ultrapassar sempre a Minardi. Bem essa melhora também deveria ter acontecido no carro do M.Schummacher que teve desempenho comum e até muita dificuldade em várias ultrapassagens.

Celso, Salvador

Três notas rápidas sobre o GP da Inglaterra:


1 - menção especial "Estar no lugar certo na hora certa" - para o Antonio Pizzonia, que correu com o patrocínio do filme "Exterminador do Futuro III". Sem comentários...


2- Troféu "Michael Schumacher de combatividade" - Para o Rubens que fez tudo certo no fim de semana, até dar "chega-prá-lá" no Ralf e no Kimi "Isopor" (porque geladeira ele deixou de ser faz tempo...).


3- Troféu "Rubens Barrichelo de combatividade" - para o alemão, que parecia mais detonado que marido depois de lua-de-mel. Também brigando com o Firman, Villenueve etc. deve fazer muito mal para a auto-estima dele..

abraços


Victor Lagrotta , São Paulo

 

Prezados amigos,

Ontem tivemos o ponto alto e o mais baixo na corrida.

No topo as atuações de Rubinho e Da Matta e na lama o nosso impagável Gavião Bueno.

Alem de surdo, pois não se toca quando o Reginaldo fala ainda é cego pois a tv mostra uma coisa e ele sempre fala outra. Ahh esqueci. Não muito inteligente tb pois ainda fica martelando em cima do erro.

Marcelo Kuzuhara, São Paulo

Caros amigos,

Acho que o Rubinho, depois daquela quase vitória que perdeu por erro da equipe, quando estava na liderança e tudo indicava que ele iria ganhar, houve uma falha de estratégia da equipe em relação a gasolina (aliás só dá errado para ele) e o Rubinho perdeu uma corrida ganha, por falta de combustível.

Acho que chegou a conclusão que o que teria que fazer era o feijão com arroz e deixar as coisas acontecerem, sem se preocupar muito. Recebeu uma enxurrada de críticas de todos os lados, inclusive do idiota do Bernie chamando-o de mercenário (um dos homens mais ricos da Inglaterra) e, francamente, ele quis dar um puxão de orelhas na Ferrari.

Se não querem que eu ganhe, vou cumprir meu contrato e tudo bem. Ora bolas, a Ferrari já não é mais aquela maravilha do ano passado. Williams e McLaren evoluíram bastante, estando em condições de ganhar o campeonato, e o nosso maravilhoso Schumacher, ultimamente, acostumou-se a ganhar fácil, coisa que ele não tem mais.

É burrice para a Ferrari continuar investir somente num piloto, pois o Alemão quando é pressionado, faz muitas besteiras, como vimos nesta corrida e em seu passado remoto. É interessante para a Ferrari ter uma segunda possibilidade, pois se a equipe não evoluir bastante, e isso eu acho difícil, logo o alemão vai fazer uma grande Strike na fórmula 1. Não torço contra ele, torço a favor do esporte, da justiça e da competitividade.

É bom a gente ver o Schumacher andando lá atrás penando para passar um Villeneuve e até o Cristiano da Matta, que andou um tempão na frente dele. O ser humano precisa da auto-afirmação, da auto-estima para que possa crescer como gente e ter condição de exercer seu trabalho seja lá em qualquer atividade profissional que seja.

E o Rubinho foi muito sacaneado o ano passado (não sei onde encontrou condição emocional para fazer um grande trabalho), até mesmo por culpa sua, por não assumir uma postura mais agressiva dentro da equipe. Acho que ele quis dar uma resposta em primeiro lugar a si próprio, pois só ele sabe da sua capacidade e também à mídia que derruba muita gente quando quer.

Acho que o Schumacher (apesar de cometer erros quando pressionado) ainda é o grande favorito a se tornar campeão neste ano, (vai ganhar em cima da incompetência de seus adversários) pois é bastante consistente, sabe muito bem andar lá atrás e adquiriu durante o tempo um controle emocional muito grande, e isso é primordial para esta fase final do campeonato, sendo que seus adversários mais próximos, Raikkonen, vem cometendo muitos erros, impossibilitando-o de ser mais consistente e continuar a brigar pelo título.

Aliás, se não tivesse errado tanto e a McLaren não falhasse em momentos importantes, com certeza, ele estaria liderando o campeonato até com folga.

Vamos torcer para que a Ferrari dê mais atenção para o Rubinho. Não consigo entender o que está acontecendo com o Pizzonia, a gente vê que ele é até mais rápido que o Webber em corrida, mas não consegue se acertar.

Agora foi muito legal ver o Da Matta liderar a corrida durante mais de 15 voltas. Fica provado que a fórmula 1 tem realmente grandes pilotos, e se for dada a chance, com raras exceções, qualquer um poderá ser campeão. É só ter equipamento e tranqüilidade para poder trabalhar.

Um grande abraço para todos. Estou muito feliz, não só pela vitória de um brasileiro, mas também pelo fato de ver que a categoria mais importante do planeta está ficando novamente competitiva.

Jovino, Brasília

Obs: consegui um brecha no meu trabalho para poder escrever, embora o funcionário público tenha fama de não fazer nada, e isso até com uma certa razão, mas tem setores que as pessoas ficam olhando para o teto o dia todo e outros setores como o meu, graças a Deus, trabalham muito.

Amigos do GP Total,

finalmente vimos um GP como há muito tempo não se via.

Ultrapassagens, disputas por posições, e muitas, muitas surpresas. Até o "merchandising" chegou a Fórmula 1.

Primeiro o da "silver tape" (aquela fita adesiva milagrosa que consertou o carro do Coulthard que estava se desmanchando e que considero depois da Coca Cola e da pílula anticoncepcional, o melhor invento dos últimos tempos.)

Depois tivemos aquele o garoto propaganda da Bíblia, e seu chiquérrimo modelito escocês. Um luxo! Será que o Tio Bernie não anda vendo muita novela da Globo, e resolveu incluir esse tipo de atração no meio dos GPs pra faturar mais algum?

E sabem o que aconteceu? Essas duas intervenções do Safety Car, mandaram pro mato todas as estratégias que as equipes haviam planejado. E aí foi o corridão que se viu. Todos tiveram que improvisar, tiveram que criar. E a corrida se transformou. Principalmente com a entrada nos boxes, de 14 ou 15 carros ao mesmo tempo.

Alguém estava preparado pra isso?

Como teria sido nessa hora a comunicação com os pilotos via radio? Barrichello por exemplo entrou antes do Schummy, que foi obrigado a ficar na fila de espera.

Resultado, foi parar em 15º lugar. Teve que comer muita grama para se recuperar.

Então minha gente, é preciso ter calma quando analisamos as corridas de F1. Como diria o Velho Guerreiro, o campeonato só acaba quando termina.

Precipitou-se quem achou que a Ferrari estava decadente, que os pneus Bridgestone podiam ir para o lixo, que Barrichello estava morto, que Alonso era a bola da vez, que Montoya iria passar por cima de todo o mundo, que Raikonenn já estava pronto para ser campeão (o ice-man ontem, estava meio derretido e o Rubens só o ultrapassou duas vezes).

O que vimos neste domingo, foi que o Da Matta com o Toyota não deu chance pra McLaren, deu mais de 15 voltas em primeiro lugar, e o Kimi teve que se contentar em assistir sem chance de ultrapassar, que o Pizzonia mesmo com aquela cadeira elétrica não deve nada pro Weber e que uma corrida de F1 pode ser emocionante quando todos tem que improvisar, tem que mostrar "braço". Nessa hora alguns tem mais que os outros, e fazem a diferença.

Ah! Duas coisinhas mais. A Renault do Trulli? Larga bem né? Mas em Silverstone tem que se dar 60 voltas. Arrancada é uma outra categoria. Excelente pra quem tem um bom e abominável controle de tração.

E esse ridículo sistema de pontos, que desvaloriza as vitórias, pode estar ajudando o Shummy a conseguir o "hexa". É só administrar.

Foi emocionante ouvir novamente o "tema da vitória" e o hino Nacional Brasileiro. Principalmente em Silverstone, que um dia nossos "bem humorados amigos ingleses" já chamaram de "Silvastone" por causa das façanhas de um tal Ayrton Senna da Silva, que neste domingo deve ter dado um "empurrãozinho" naquela Ferrari nº 2.

Saudações ferraristas.

Romeu, São Paulo

dos Amigos

Olá meu caro Edu.

Não sei se você percebeu , mas depois que a Ferrari confirmou a renovação do contrato de todo mundo menos o de r: Barrichelo ela caiu de produção será que ele está passando por abalos psicológicos? Deveria ter te perguntado antes da corrida de hoje.

E eu não sei se você percebeu, mas quando o Schumy errou no treino de sábado e a TV mostrou a equipe Ferrari no box, todos os integrantes da equipe fizeram caras e bocas de desolado, era só olhar pro J. Toodt. Porque isto

Edu? Já que Rubens era pole naquele momento, não sei se pra você fica visível, mas a Ferrari não é contente com o brasileiro?

Rubens, São Paulo

Aquele parafuso que saiu rolando nos boxes de Silverstone, deveria ser daquele ímbecíl, e não de um carro. Aquela figura grotesca vai ter muito tempo para ler na jaula, como disse o locutor da TV.Que absurdo!!!.

E se fosse no Brasil? -"eta povinho de terceiro mundo" seria o minimo do que seriamos chamados, e com quase toda certeza, perderiamos o GP.


Carlos Pandolfe, São Paulo

QUE CORRIDA!!!!

me diga o que mudou!!!!, o que aconteceu!!!!!...,com certeza alguma coisa aconteceu, não é possível tanta diferença de uma corrida para outra!!!... a GA virou F-2002???será que o carro com as mudanças aerodinâmicas ficou mais na mão do Rubens????

Eloy Fernando Fialdini, São Paulo

Olá Edu e Panda!

Muitos vão falar da vitória do Rubens, então não vou falar nada além do tradicional "Parabéns Rubens!"

O melhor da corrida foi ver a Toyota do Cristiano "segurando" um Kimi pouco inspirado. Ver o Cristiano, num circuito que ele conhece, colocando tempo no companheiro de equipe dele. Mostrou todo o talento que ele trouxe da CART. Se a Toyota melhorar um pouco mais esse carro, vai ser presença constante nos pontos.

Falando em melhorar carros... A Jaguar pode jogar o R4 no lixo...
Quebrou tudo no carro do coitado do Pizzonia. E bem nessa corrida que ele largava na frente do Webber e deu um "chega p/ lá" no australiano.

Pena q ele vai ficar sem carro no ano q vem!

Abs!

Flaviano Guerra, São Paulo


UAU, QUE CORRIDA!

Fazia tempo que não tínhamos tantas alternativas em um GP quanto neste de Silverstone. É lógico que, só para variar, foram necessários fatores extra-pista para dar emoção. Afinal, não é todo dia que o apoio do cockpit de um carro se quebra no meio da pista e que um maluco resolve passar um recado para os pilotos.

Bom, considerando que em Wimbledon vive acontecendo de neguinho pelado passar pela quadra, esse deve ser um esporte típico inglês...

Indo à corrida: POR QUE É QUE O BARRICHELLO NÃO CORRE DESSE JEITO O ANO TODO?

O homem foi fantástico durante todo o final de semana. Na largada caiu para terceiro, porque "o software de largada da Renault é melhor" (que coisa ridícula isso, desse jeito em vez de pilotos a briga vai ser entre programadores - já passou da hora de tirarem essa porcariada eletrônica dos carros). Depois da segunda volta,
o Rubinho foi pra cima, até que o circo jogasse ele para oitavo (que lindo ver o Schumacher esperando parado atrás do Rubinho!). A partir daí, foi agressivo, brigou com Trulli e Raikonnen e matou a pau. Vitória merecidíssima!

Cristiano da Matta deu uma enorme alegria ao liderar por 15 voltas. E não ficou simplesmente segurando o Raikonnen, mas correu no mesmo ritmo que ele, sem dar oportunidade de passar. E ainda no final da corrida contou com a sorte do Alonso quebrar, porque o carro já estava abrindo o bico. Por pouco o Button não passa
ele. Parabéns ao Cristiano!

Em uma corrida cheia de alternativas, também foi legal a sensação de dèja vu, com Villeneuve e Schumacher brigando roda a roda. Falando em Schumacher, alguém viu o irmão dele por aí? Para alguém que vinha sendo incensado como o piloto a ser batido, só deu vexame.

Perguntar não ofende: depois da corrida de hoje, o Bernie vai ter coragem de tirar Silverstone do calendário para colocar uma outra daquelas pistas sem sal?

Perguntar não ofende 2: se um torcedor entrasse na pista em Interlagos com bandeira e tudo, quantos dias demoraria para sair o anúncio de que o GP Brasil seria transferido para a Islândia (ou qualquer outro lugar mais civilizado)?

Perguntar não ofende 3: o Galvão Bueno deixou a educação no Brasil? Alguém contou quantas vezes ele cortou uma fala do Reginaldo na metade?

Abraços a todos.

Renato Müller, São Paulo


O que os falastrões irão dizer agora?

Que a F2003-GA é uma maravilha?
E a Super- Williams?
E o Pé-de-Chinello?
E o super-alemão?
E a super-borracha francesa?
E a falta de ultrapassagens?
E a Bridgestone jogando fora o campeonato da Ferrari?

Como podem ver senhores, na F-1 as coisas "mudam" muito rapidamente... Sejam mais cuidadosos com os comentários...

O campeonato está aberto...
Façam suas apostas...
Mas sejam mais coerentes...

Por último, por que você, Rubens Barrichello, não fez isso antes?
De qualquer forma, parabéns pela corrida...

Paulo César Cicarello, Birigui - SP


E aí pessoal? Tudo bem?

A minha pergunta é a seguinte: eu estava vendo o GP da Inglaterra e vendo aquele louco invadindo a pista... Eu pensei quem que é responsável por essas e outras de invasões?

E se isso ocorresse em Interlagos, o Brasil teria chance de ter o GP cancelado, como disse o Reginaldo na Globo?

Valeu, continuem fazendo esse ótimo site.

Daniel Palma, Curitiba


A magnífica atuação de Rubens Barichello no GP da Inglaterra mostra que há quem necessite de um "pé na
bunda" para ir para frente.

Hoje Galvão Bueno ganhou um parceiro ou parceira, se quiserem.
A atuação da TV inglesa e os comentários de GB formam juntos tudo o que os espectadores da F1 não precisam.
Sorte nossa que na pista a rapaziada botou para quebrar e nos fez ignorar os apresentadores.

Um abraço a todos

Ingo Hofmann, JOINVILLE S/C Brasil


A Melhor do ano!

A corrida desse domingo foi com certeza a melhor do ano e umas das melhores dos últimos tempos e até um doido entrou no meio da pista, e quando isso acontece, Rubinho vence a prova, só que desta vez não teve chuva.

Ele largou na pole e quando caiu posições por causa do caos causado pela segunda intervenção do safety-car, passou os pilotos à sua frente na pista quando quis e quando se estabeleceu na primeira posição, apenas administrou sua diferença para o segundo colocado Montoya. Se fosse levar apenas pelas últimas corridas do
brasileiro, uma atuação surpreendente, mas com muito brilho e determinação, fazendo grandes ultrapassagens, merecendo vencer e vencendo com sobras!

A Ferrari se reabilitou apenas parcialmente, pois Schumacher teve umas das piores apresentações deste ano, se não a pior! Apagado, tendo muitas dificuldades de ultrapassar (a briga com Villeneuve foi uma das mais bonitas, com certeza, o canadense lembrou dos velhos tempos e segurou como pode o alemão), Schummy provou não se dar bem com Silverstone.

Depois de dominar por inteiro as duas últimas corridas, a Williams fez uma boa corrida apenas com Montoya, que chegou numa excelente segunda posição, mas Ralf foi uma sombra de si mesmo, fazendo uma corrida abaixo da crítica, foi atrapalhado pela loucura do primeiro pit-stop onde 14 carros entraram de uma vez e deixou de pontuar pela primeira vez no ano, chegando em nono, mas correndo sem motivação.

A McLaren mostra corrida a corrida que seu carro novo tem que estrear com urgência. Após fazer uma boa largada e ter ficado um bom tempo na liderança, Raikkonen foi perdendo rendimento a cada volta, dando Graças à Deus ter chegado em terceiro, com Schumacher tirando mais de 10 segundos nas últimas voltas.
Destaque também para Trulli, que vem melhorando cada vez mais e segurou pilotos muito mais rápidos que ele
com determinação, mas sem apelação.

O segundo melhor piloto dessa corrida foi brasileiro: Cristiano da Matta. Numa corrida em que a estratégia ajudou bastante, Da Matta liderou muitas voltas na frente de Raikkonen, andando de igual para igual, não deixando Kimi nem pensar tentar uma ultrapassagem. No final, seu carro perdeu muito rendimento, não
conseguindo em nenhum momento repetir os tempos obtidos depois da primeira parada, mas sua briga com Raikkonen foi muito interessante para seu futuro e mostrou o talento desse mineiro.

E a corrida foi tão boa para os brasileiros que até o Pizzonia andou bem, ficando na frente de Webber em alguns momentos, fazendo sua melhor corrida do ano com certeza, pena que a Jaguar seja lenta e pouca confiável (principalmente nas mãos do brasileiro...)

Depois de semanas e semanas metendo o pau em Silvertone, Bernie terá mais argumentos para continuar seu linchamento verbal em cima do circuito inglês, pois uma invasão de pista pode ser evitada e o pior é que o maluco que entrou na pista ainda se jogou na frente de alguns carros. Acho que Jackie Stewart deve ter
enfartado quando viu pela TV o maluco no meio da pista.

Contudo, como na Alemanha em 2000, a entrada do doido e a por conseguinte entrada do safety-car mudou o panorama da corrida para melhor. E como na Alemanha/00, Rubinho brilhou e venceu a corrida do desabafo (quando ficou chorando no pódio, dava para ver a pressão que sofria) e entrando, mesmo que timidamente, na
briga pelo título.

Agora os seis primeiros tem pelo menos uma vitória e a diferença entre eles é de apenas 20 pontos, algo tirável em 2 corridas. O campeonato está cada vez melhor e esperamos que Rubinho também...

João Carlos B. Viana, Fortaleza-CE


A ai pessoal...

mordi minha língua hein?? Mas me digam... por que ele não teve esta mesma garra nas corridas anteriores????
Por que ele não adotou o se bateu, bateu.. antes??? Principalmente nas duas oportunidades que teve com o
Shumi???

Bem... parabéns Rubens....foi uma vitória de brio.

Galvão, por favor, cala a boca. Mesmo o Reginaldo Leme te dando toque você continua falando besteira. Se
aposenta ...

João Sette, São Paulo

Gostaria de saber, qual seria a explicação mais acertada sobre o resultado de hoje nos treinos do GP da
Inglaterra.

Sempre se falou que quem entra por último leva vantagem, a pista fica mais rápida, mais emborrachada, e tantas outras vantagens. O alemão Michael sempre (antes do parquinho do vovô) deixava para entrar no finalzinho e fazia a pole.

Bem o Rubens foi o segundo e detonou todo mundo, sem chuva, sem acidentes (bandeira vermelha). Talvez eu esteja sendo precipitado e na Ferrari nº2 o tanque está praticamente vazio, prevendo 3 paradas, o que eu não acredito.

Bem fica a pergunta no ar.

Abraços e parabéns pelo excelente trabalho que vocês realizam.

Haroldo Lúcio Pinto, Sabará - MG

Obrigado pelos elogios, Haroldo. Quanto ao temporal do Rubinho creio que foi realmente mérito dele, associado
a um pouquinho de azar dos outros.

Grande abraço (EC)


"Profissão: Segundo piloto"

Olá caros,

Vendo esses 53 anos de F-1, a gente nota muito como as "scuderias" trabalham em grupo com seus pilotos. E muitas vezes beneficiando um e prejudicando outro, como vemos Michael Schumacher e Barrichello (que aceitou a condição, digamos). Mas isso não vem de hoje.

Se voltarmos no tempo, veremos que o "jogo de equipe" existe desde os anos 70. Começou com Stewart x Cevert na Tyrrell (72 e 73) e tudo funcionou legal. Pena que no mesmo tempo Emerson Fittipaldi não teve a mesma sorte (teve Ronnie Peterson em 1973).

Equipes como Ferrari usaram sempre esse sistema de trabalho, com ordens partindo do commendatore (Enzo Ferrari). Gilles Villeneuve sentiu isso na pele em 1979, tendo que várias vezes diminuir o ritmo para deixar Jody Scheckter ganhar, por ordem de Enzo. Em 1983, a Brabham viveu situação semelhante (Piquet x Patrese), sendo que no GP da África do Sul, que decidiu o campeonato daquele ano, Patrese foi fundamental ao segurar o pelotão.

Andando alguns anos, vemos casos como Gerhard Berger e o mesmo Riccardo Patrese, mas em 1992, ajudando o então companheiro Nigel Mansell a ser campeão. Berger foi segundo piloto de Senna de 1990 a 1992, muitas vezes fundamental na equipe, tanto como escudeiro de Senna como testador de carros.

De 1996 para cá, as ordens de equipe viraram algo ridículo e deliberado. Ao começar por Eddie Irvine, que no GP do Japão de 1997 precisou de fazer voltas 6 segundos mais lentos de M. Schumacher e Villeneuve para que seu companheiro possa conseguir o 1o. lugar e bloquear Villeneuve. Será que Michael não tem moral de conseguir na raça? Com essas atitudes, o alemão passa a impressão de que conquistou 5 títulos mundiais por causa de jogo de equipe, não por mérito próprio.

E não pára por aí. Barrichello fez por 3 vezes o papel mais ridículo e não digno que um piloto de F-1 possa fazer, como entregar a vitória, se desmoralizar perante um público, a uma sociedade.

Já sei já sei... o dinheiro é a questão principal. Sabia! Em nome do dinheiro certas pessoas se submetem a um processo sujo, que ele aceita se submeter do que ter moral, história ótima e glória.
As ordens de equipe são algo muito centralizado para 1 piloto, que tira muita a graça das corridas, pois já dá
aquela sensação de "armação".

A F-1 perdeu muitos fãs, principalmente nos últimos 10 anos, tanto pela morte de Ayrton Senna como pelas maracutaias das equipes (ver Ferrari desde Eddie Irvine). Então, porque as equipes fazem isso? Não sabem que indiretamente tudo aquilo existe graças ao ESPECTADOR? Aquele que paga o ingresso nas corridas, viaja para ver corridas, enfim, alguns fanáticos até tem sua vida regulada na F-1.

Eu, como torcedor e fanático deste esporte deixo aqui meu protesto, minha indignação, que é com certeza igual a de 99% dos internautas, do Edu e do Pandini.

Bom pessoal, é isso aí.

Abraços

Affonso Pazzini Junior, Santo André/São Paulo

Olá, Affonso. Seus questionamentos têm razão de ser, mas é preciso olhar direito o que é a F 1 (e qualquer esporte que movimente intere$$es na base dos milhões de dólares) antes de sonhar que tudo o que você relatou vá mudar um dia.

Vou tentar resumir da melhor maneira possível. A diferença entre o automobilismo profissional e o amador é que no primeiro os pilotos são contratados para defender os interesses da equipe, e no segundo acontece o contrário. Muitos pensam que numa equipe tudo gira em torno dos pilotos, mas na realidade não é bem assim.
Uma equipe profissional é como uma empresa e, como tal, os chefes e proprietários têm o direito de tomar as decisões mais adequadas para seus interesses (esportivos ou financeiros, aí depende da mentalidade de quem manda no time).

Eu sei que para os fãs, que desejam um esporte puro e sem máculas, não é o ideal. Mas é assim que as coisas
funcionam, e neste caso protestos populares e até passeatas de rua terão efeito nulo (estou exagerando, é
claro). Portanto, pode-se escolher entre viver permanentemente indignado (como muitas pessoas vêm fazendo,
principalmente depois do GP da Áustria de 2002) ou tentar entender melhor como são as engrenagens que
fazem girar o mundo da F 1.

Abraços. (LAP)


Michael Schumacher: Campeão... com muita ajuda.

li uma entrevista ao Bernie Ecclestone em 1982 onde ele contava os seus projetos e onde falava que gostaria ver mais companhias alemãs e japonesas envolvidas na F1 e também mais pilotos desses países.

Se o Bernie é respeitado e temido por algo, é por cumprir o que diz e, de fato, logo seus projetos foram uma realidade.

Honda entrou com força na Williams; surgiu a Zakspeed etc. E após alguns anos, um jovem e promissor piloto alemão atrai a atenção da gente e passa rapidamente (após terem dado um pontapé no Moreno) a uma escuderia experiente patrocinada por uma grande empresa japonesa. Logo fica claro que ele seria o "menino
mimado" da equipe e todas as atenções são dedicadas a ele. O "fenômeno" Schumacher tinha começado e com um "empuraozinho" o garoto chegaria longe.

Em 1994, por fim, o Miguel luta pelo campeonato. Nada foi poupado e nada o impediria. Se é preciso burlar o regulamento: burla-se. Se precisam sistemas ilegais: usam-se. E se no fim tem um cara atrapalhando (Damon Hill): tira-se do caminho. Malgrado toda a polêmica ao redor da benetton e do Miguel, tudo ficou por isso mesmo.

Assistindo um GP este ano, os comentaristas falaram a respeito dum boato sobre todo aquele assunto. Parece que um dos dispositivos ilegais usados aquele ano modificava o angulo do aerofólio traseiro de maneira que, nas retas, a carga aerodinâmica era menor, conferindo ao carro uma velocidade superior. Hoje não há jeito de comprovar isso pois todo aquele material já não existe, porém as suspeitas de que algo "raro" acontecia, sempre estiveram no ar.

1995 foi quase uma continuação do anterior. Mclaren seguia pouco competitiva, Williams não conseguia "decolar", Ferrari seguia estancada. Resultado: Miguel novamente campeão.

Em 1996 o Miguel já era um bom "Negócio" e a Ferrari leva ele para casa e enormes investimentos tem como objetivo aumentar ainda mais o negócio. As imensas verbas despejadas e um exército de engenheiros levam o Miguel para a cume outra vez e para que nada falhe, contratam um guarda costa que proteja o investimento.
O guarda costa é o Rubinho.

O coitado devia renunciar às vitorias mesmo antes de começar o campeonato. Tenho lido muitas críticas ao Barrichello, mas alguém sabe como ele deve afrontar as corridas sabendo que o seu trabalho e "proteger" o jefe. O GP em que ele foi obrigado a ceder a vitoria ao Miguel foi um fato vergonhoso que deixava bem claro que
o esporte não tinha nada que ver com o campeonato.

Além de tudo isso, temos que considerar que muitas das vitórias conseguidas pelo Miguel foram decorrentes da excelente estratégia da equipe no quesito das paradas no box e ao ótimo trabalho dos mecânicos, porem, eu pensava que um campeonato de pilotos devia disputarse na pista e não nos boxes. As vitórias devem conseguir- se com o talento próprio e não com o dos outros.

Enfim amigos, não quero me estender demais, mas acho que ficou claro que, para mim, os frios números das estatísticas não são suficientes para definir a qualidade dum piloto. Os números do Miguel são impressionantes e, mesmo pensando que ele é um grande piloto, acho que muitos fatores externos tiveram uma influencia decisiva na sua carreira e que ele foi o grande beneficiário dos enormes interesses ao redor da F1 atual

Manuel Blanco Marti - valencia-espanha


Olá, amigos do GPTotal!

Após algumas semanas longe, estou de volta.

Observando bem a Ferrari F2003GA, verifiquei que, nas laterais, próximo ao motor, existem "sulcos", parecidos com aqueles que existiam nas laterais do velho e bom TL e da não mais velha e boa Variant (sem falar na Brasília).

Se não estou errado, tais "sulcos" serviam para ajudar na refrigeração do motor, que era somente a ar, sem a existência de radiador de água e, creio eu, devem fazer a mesma função no Ferrari 2003, como auxílio na refrigeração do motor. Estou certo?

Um abraço!

P.S.: Antes que eu me esqueça: O Bobinho Barrichelo realmente confirmou a fama de bobinho (vide o que o BS
falou dele).

Mais um abraço!

Francis Ramazzini - Jundiaí - SP

Os fatos recentes envolvendo Rubens, como a não renovação de seu contrato, somada a medíocre temporada deste ano, culminando agora com a declaração de Schumacher, de que Barrichello nunca o havia ajudado, não seria uma "fritura em fogo baixo" do Rubinho?

Sérgio Leonardo Baumgarten, Curitiba

Ao pé do ouvido

RB: "Alô? Ron? É Rubens!"

RD: "E você acha que eu não reconheço a tua voz... você me liga toda semana! Fala, o que você quer dessa vez?"

RB: "Ah, deixa disso, cara. Tô trancado no motorhome, não tenho muito tempo, então presta atenção: você, assim como o mundo inteiro, notou que o meu contrato foi o único a não ser renovado para depois de 2004."

RD: "E?"

RB: "E que a situação é a seguinte: eu sempre comi merda aqui na Ferrari, nunca pude ganhar nada e ainda dão o super carro desenvolvido por mim de mão beijada para o alemão."

RD: "Sempre foi assim, desde a época do Irvine, que nem era um bom acertador como você. Eu bem que te avisei. E depois que você renovou até 2004, eu jurei que nunca mais atenderia o telefone. Mas continue, hoje estou de bom humor."

RB: "OK, vamos resumir a história. Tem uma vaga pra mim aí no ano que vem?"

RD: "Ora, Rubens, você sabe que renovei com meus dois pilotos..."

RB: "Mas você não muda mesmo... vai ser dissimulado assim lá em Maranello! Eu só quero uma vaga! Eu sei que você não está satisfeito com o Big Nádegas... cadê o carro novo? Já tá provado que o MP4/18 é muito mais rápido que o esquife de vocês, mas ninguém acertou a barata pra correr até agora!"

RD: "O que você está insinuando, Rubens?"

RB: "Que se eu estivesse aí hoje, por exemplo, o Kimi já tinha papado o alemão. E o esquife já tava na garagem faz tempo! Tava todo mundo feliz de MP4/18, hegemonia, saca?"

RD: "..."

RB: "Ron? Você está aí?"

RD: "Prossiga..."

RB: "Aceite a verdade, Ron. Você precisa de mim! Me garante essa vaga. Eu já estou fazendo o que combinamos no início do ano ao falarmos da minha improvável renovação pela Ferrari... ou você não acha muita coincidência meu desempenho pífio nas últimas corridas? E a casquinha de ovo-GA? Só está tomando pau das Williams porque estou cagando pro desenvolvimento desse carro. Cansei! O alemão que se vire sozinho!"

RD: "Muito bem Rubens, você me convenceu. Vamos fazer o seguinte: se o Kimi for campeão no fim do ano, você vem. Eu sei que na hora que o Todt quiser, ele rasga teu contrato, mas se fizer birra você não sai de lá nem amarrado. Por via das dúvidas, segurei o Big Nádegas comigo mais um ano. Se você vier, ele que se vire. Estamos conversados?"

RB: "Por mim, tá beleza."

RD: "Então até Silverstone. Um abraço."

RB: "Ron!"

RD: "Fala..."

RB: "Suspensões moles, falou? O asfalto pede isso, os pneus respondem mais. E manda o Kimi maneirar na classificação. A gente não tem carro para a pole mesmo, vocês vão se dar bem. Não esquece, tá?"

RD: "Registrado. Até."

RB: "Até."

JT: "Quem era, Rubens?""

RB: "Mais um dos meus admiradores."

JT: "Esses fãs... vamos para a pista, o Michael está esperando sua opinião sobre nosso novo conjunto de suspensões."

RB: "Já estou descendo. Mas vou te avisando que nem adianta tentar outra coisa. O acerto é aquele mesmo: suspensão dura."

Alexander Grünwald, Rio de Janeiro

OLA AMIGOS!

VENHO NOVAMENTE PARABENIZAR A VOCÊS PELO SITE QUE ESTA A CADA DIA MELHOR E LEVANTAR ALGUMAS QUESTÕES:

LI NA COLUNA DO CELSO ITIBÊRE NO DIARIO DE SO ONTEM 17/07 QUE O QUE ACONTECEU COM O MONTOYA NO GP FA FRANÇA FOI QUE ELE FICOU MUITO P... DA VIDA PORQUE ELE COMUNICOU QUE IRIA MUDAR A ESTRATEGIA E ADIANTAR O PIT STOP EM ALGUMAS VOLTAS E ASSIM PASSAR RALF QUANDO ELE FIZESSE SEU PIT.

MAS A EQUIPE ADIANTOU O DO RALF LOGO DEPOIS POR ISSO ELE TIROU O PÉ DAQUELE JEITO ANDANDO 1,5 SEG MAIS LENTO E NA COLETIVA DISSE QUE O CARRO ESTAVA PERFEITO E QUE ELE É QUE NÃO ESTAVA CONFORTAVEL NO CARRO.

NA OPINIÃO DE VOCÊS A WILLIANS ESTÁ COMEÇANDO A FAZER JOGO DE EQUIPE PRO RALF E SACANEANDO O MONTOYA? POR QUE EU TENHO A SENSAÇÃO QUE JA VI ESTE FILME (PIQUET X MANSEL) E POR QUE ELES ESCOLHEM SEMPRE O PILOTO MENOS TALENTOSO PARA PROTEGER AO INVÉS DE BENEFICIAR O QUE TEM MAIS BRAÇO PRA SER CAMPEÃO? VISTO QUE O MANSEL SO CONSEGUIU VENCER UM CAMPEONATO EM 92 COM AQUELE CARRO QUE SO FALTAVA TER PILOTO AUTOMATICO PRA EVITER QUE ELE FIZESSE ALGUMA CAGADA

ANDERSON VIEIRA, São Paulo

Não concordo com você não, Anderson. Creio que a cabeça dura de Frank e Patrick Head é tamanha a ponto de preferir perder um título (como aconteceu, sem forçar muito a mufa, em 81 e 86) a nomear um primeiro piloto.

Abraços (EC)

Gostaria da opinião sua sobre o Villeneuve um piloto que no inicio pintou como um novo astro na Formula 1 , mais 8 anos depois ,vai tendo um final melancólico , a minha perguta é se tudo isso se deu pela escolha dele de ir para a BAR e deixar a Williams , e pelo seu jeito nada certinho para os padrões da Formula 1 assim não tendo chance numa equipe com a Mclaren . Obrigado e até a proxima .

Robson Julio, Saõ Paulo

Não tenho a menor dúvida de que Villeneuve rifou sua carreira ao optar pela Bar. Um piloto como ele, nada de especial mas, como se viu, com chances reais de disputar campeonato tem de, necessariamente, procurar o melhor carro e só depois dinheiro etc.

Abraços (EC)

A Fórmula 1 nos apresentou uma nova realidade - muito bem vinda - no GP da Europa, que se confirmou com todas as letras no GP da França.

O ressurgimento da Williams como equipe forte o suficiente para colocar seus dois pilotos na briga pelo título é algo fantástico para o esporte. Na verdade, este ressurgimento já havia se mostrado em Montecarlo, mas lá, a princípio pensou-se ser um contecimento isolado visto que as apresentações da Williams, até ali, não haviam sido de tal maneira consistentes.

Esta opinião tomou mais força no GP do Canadá onde um cuidado excessivo (talvez hoje plenamente justificável) por parte de Ralf e uma infeliz rodada de Montoya no início da prova, na verdade disfarçaram o verdadeiro poder de fogo dos Williams no Circuito Gilles Villeneuve. Ali, a vitória de Michael já não era para, em condições normais, ter acontecido. Caso não rodasse, Montoya - ninguém duvida - teria discutido o resultado final da prova com Michel e este desfecho teria sido completamente imprevisível. No caso de Ralf, todos nós sabemos que ele, embora igualmente rápido, tem um estilo mais conservador, se comparado ao colombiano. Talvez, já naquela altura, consciente da superioridade do seu equipamento em relação à Ferrari de seu irmão, ele tenha optado por não arriscar nada, preferindo garantir os pontos necessários para encostar no piloto da Ferrari mais adiante no campeonato, o que de fato acabou acontecendo. Se esta foi ou não uma decisão acertada, nós só saberemos no final de temporada, quando o campeão de 2003 for conhecido.

De qualquer forma, esteve absoluto tanto em Nurburgring quanto em Magny-Cours e eu pessoalmente não duvido que estará
igualmente forte em Silverstone. Isto em outras palavras se traduz da seguinte forma: Ralf está ganhando muito moral. Sua auto confiança está em alta e sua situação dentro do time a essa altura deve ser muito confortável a ponto de seu empresário Willy Weber muito astutamente, aproveitar este momento favorável para começar a falar na renovação de seu contrato... Se considerarmos que o piloto que Ralf tem batido dentro de seu próprio time - em classificação e em corridas - é ninguém menos que Juan Pablo Montoya, reconhecidamente um piloto forte, seu feito deve ser considerado, de fato, como formidável.
Fico pensando como esta Fórmula 1 é incrivelmente volúvel. De um mês para outro tudo pode mudar muito rápido, quase à mesma velocidade dos carros na pista.

Após aquelas quarenta e tantas voltas atrás de Michael no Canadá, que lhe valeram duras críticas dos dirigentes de seu próprio time, quem poderia dizer que um mês depois Ralf Schumacher estaria gozando de tal posição dentro da Williams? E o que há com J P Montoya? Não há absolutamente nada com o colombiano.

Ele continua a ser o mesmo piloto rápido que conhecemos só que, neste momento, a maior experiência de Ralf com monopostos de F1 está fazendo a diferença. Sem colocar em questão aqui quem é mais rápido ou talentoso, vejo que, para extrair uma melhor performance do FW 25 em situações extremas como em uma volta única de classificação ou um momento determinado da corrida em que é preciso apertar o ritmo, Ralf parece mais à vontade com este carro da Williams.

Montoya parece "sofrer" mais para extrair tudo do FW 25 e, quando o faz, anda muito perto do erro e por vezes, de fato, erra. Teria sido o caso de sua rodada na Austrália quando começava a receber alguma pressão de Couthard? E no Canadá o que teria acontecido?

Pessoalmente, sou um admirador do estilo de pilotagem de Montoya mas, por outro lado, tenho sempre a impressão ele ainda não está totalmente adaptado às características específicas de condução de um carro de Fórmula 1 que como sabemos, difere de tudo que existe. A impressão que fica para mim, é que Montoya, devido ao seu imenso talento natural, resolve muita coisa dentro do carro improvisando no braço. O grande número de poles que conseguiu no ano passado, talvez se encaixe nesta observação. Ele consegue ser incrivelmente rápido por algumas voltas, mas não consistentemente rápido por diversas voltas seguidas a ponto de converter toda essa velocidade em vitórias.

Em uma entrevista concedida em 2000, seu ex-engenheiro na conquista do título da Fórmula CART no ano anterior, Morris Nunn em um momento de descontração, deixou escapar: "Montoya não discute a parte técnica do carro. Ele senta no cockpit, pede um carro rápido e acelera". É evidente que desta época até hoje, o colombiano deve ter aprendido muito, caso contrário não teria sobrevivido na Fórmula 1 mas esta declaração de Nunn, deixa bem claro qual é a natureza de Montoya. Talvez seja só uma impressão, talvez não. O fato é que, nada disso impede, ao menos teoricamente, que ele se coloque como um candidato em potencial à disputa pelo título.

A McLaren vai ter fôlego para levar a disputa até mais a frente com o MP4 17D ?

Essa é a grande questão que Ron Dennis e seu staff técnico terão que definir nas próximas semanas. Como o comentário geral é que o MP4 18 não anda mais este ano, agora como nunca, os carros da McLaren vão depender muito do bom desempenho dos pneus Michelin caso contrário, vai ficar muito difícil para Raikkonen tirar mais alguma coisa deste MP4 17D. Como convém a um grande piloto, o jovem finlandês está fazendo a sua parte. A pole position que tirou da boca de Michael em Nurburgring no final do treino foi sensacional. Ali, ficou claro que se trata de um futuro campeão mundial em potencial. Falta-lhe, claro, o amadurecimento necessário fase pela qual todo jovem piloto passa. No caso específico de Kimi, porém, o fato de estar trabalhando em um time grande como a McLaren, certamente abreviará este fase. No Gp da Europa, foi realmente uma pena o motor Mercedes ter se rompido.

Uma vitória de Raikkonen ali teria incendiado o campeonato de vez. Na França a Mclaren perdeu uma boa chance de frear o ímpeto de Michael Schumacher rumo ao título mas, de qualquer forma, Raikkonen manteve a vice-liderança com o quarto lugar.

E a máscara da Ferrari caiu. Hoje já é de conhecimento geral que a F2003-GA não é aquilo tudo que dela se falou. Não é uma evolução da F2002, não é mais rápida que a F2002 e neste momento do campeonato é claramente mais lenta que o carro da Williams. O carro na verdade não é ruim, mas está longe de ser o que falaram dele na época de seu lançamento. Está bem claro que tanto Rubens quanto Michael estão precisando trabalhar muito mais - dentro e fora da pista - para fazer extrair algo deste carro que até aqui só tem mostrado um ítem acima da média que é a resistência do motor 052 V10.

Por outro lado, este mesmo motor tem apresentado um consumo bastante elevado se comparado às unidades desenvolvidas no ano passado e até mesmo aos atuais BMW, Mercedes e Renault. Enquanto Rubens parece ainda não ter se entendido com este carro, Michael Schumacher faz a diferença atrás do volante e hoje é líder do campeonato mais às suas próprias custas. O talento de Michael é indiscutível mas, cá pra nós, ele que ao longo de sua carreira sempre teve muita sorte, agora parece estar tendo ainda mais. Nas últimas três provas, tudo pareceu conspirar para que sua vantagem na liderança da tabela fosse ampliada. Em Magny-Cours, por exemplo, iria certamente chegar em quarto lugar mas acabou ganhando um pódio de presente da McLaren quando no pit-stop de Couthard, nada deu certo. Isto, sem contar a quebra do motor de Raikkonen no GP da Europa quando o finlandês já estava sumindo da turma.

No Gp da Inglaterra veremos a quantas anda o poder de recuperação da Ferrari. Se trata de uma pista rápida na qual a Ferrari nunca teve problemas para conseguir boas performances mas, por outro lado, é a casa da Williams que vem embalada no campeonato. Em qualquer outro circuito do calendário, seria complicado para a McLaren conseguir um desempenho digno do MP4 17D mas, em se tratando de Silverstone, os carros prateados podem surpreender o que seria mais complicador para Michael administrar a sua liderança após o próximo GP.

O que há com Rubens Barrichello? Onde anda aquele Rubens rápido e consistente de 2002, candidato a dar um "calor" em
Michael em quase todas as pistas do calendário? A explicação pode estar em: No carro. Rubens, definitivamente, não se mostra à vontade neste F2003-GA como quando guiava o F2002. Na sua forma de condução, este modelo 2003 parece ser muito diferente do anterior e Rubens até o momento não conseguiu se "ambientar" no carro. Michael também deve ter sentido a tal diferença mas, como se diz na gíria do boxe, "assimilou bem o golpe" e está conseguindo levar o campeonato de forma até competitiva.

A outra explicação para um Barrichello 2003 tão abaixo do esperado, pode ser a sua falta de motivação ao não ser incluído na lista de renovação de contratos da Ferrari. Me coloco no lugar dele e chego à conclusão de que não estaria à vontade com esta situação. Se a equipe achou por bem não renovar o seu contrato, é porque não está satisfeita com o seu trabalho, ou encontrou alguém mais capacitado para fazê-lo. Seu contrato termina no fim de 2004 mas, será que o piloto brasileiro já sabe de algo que nós ainda não temos conhecimento, tipo, vai ser dispensado já no final deste ano? Tem que haver uma explicação pois a atitude de Rubens ao encarar as dificuldades já não é a mesma de outros tempos. Seu comportamento visivelmente conformado dá a impressão de um desinteresse de quem já está de malas prontas. Seria de fato isso?

É claro que existe uma explicação para a não renovação de seu contrato, para a sua "apatia" e também para a tranqüilidade de Felipe Massa. A Ferrari na pessoa de Lucca de Montezemolo, na ocasião, disse que o contrato de Rubens não fora discutido porque este só terminaria no fim de 2004 e aquele ainda não era o momento para discutir a sua renovação. Se bem me lembro, os últimos contratos de Ross Brown, Jean Todt, Rory Byrne, Michael Schumacher e Rubens Barrichello foram renovados em bloco e todos terminariam exatamente no fim de 2004. Daí eu concluo que para a Ferrari, Rubens talvez seja uma carta fora do baralho e por isso este seu desinteresse se explique.

O duelo dos fabricantes de pneus Bridgestone e Michelin é certamente uma das coisas mais interessantes deste campeonato e ilustra bem o que é a Fórmula 1. Departamentos de pesquisa e desenvolvimento trabalhando freneticamente em busca de novas soluções para cada nova etapa do Mundial. A Bridgestone, no momento, parece um pouco atrás nessa corrida. Para eles a o GP da França foi um fiasco. Pode-se dizer que a Ferrari, sua principal parceira, esteve muito aquém de suas possibilidades claramente devido à pneus inadequados a aquela temperatura.

A Michelin está aproveitando bem as oportunidades com a temperatura da pista mais alta e, muito embora seja verão na Europa, não é garantido que a temperatura nas próximas quatro provas seja favorável aos pneus franceses. Para se ter uma idéia de como a briga está apertada, mesmo em vantagem, não foi possível para a Michelin fazer duas paradas em Magny-Cours como os técnicos franceses chegaram a considerar. Em uma pista muito lisa, mesmo o pneu mais macio - e mais rápido - da Michelin teve um desgaste acima do previsto.

Já Bridgestone, está conseguindo contornar a situação as custas de sua estreita colaboração com a Ferrari que sendo uma equipe de ponta, oferece um referencial mais próximo do ideal aos técnicos japoneses mas, de qualquer forma, mesmo tendo feito um bom terceiro tempo na classificação em Magny-Cours, Michael reclamou bastante do equilíbrio do carro. Rubens idem. Porém, entre os onze primeiros colocados, eram notadamente os únicos calçados com Bridgestone. Para o GP da Inglaterra a situação é imprevisível e será o clima o fator determinante, desde os treinos, para termos um bom GP.

Guilherme Bezerra, Rio Janeiro