Vi várias respostas de vocês sobre o Rubinho não ter indicador de combustível no volante do seu carro. Porém momentos antes do GP Brasil começar a Globo mostrou o Cristiano da Matta explicando o que cada botão do volante do seu Toyota fazia. Uma das funções era nível de combustível.

É certeza que as Ferrari não tem este recurso? Embora eu ache que não é obrigação do piloto verificar isto, gostaria de saber se o Rubinho tinha como ver o nível do combustível ou não.

Outra coisa, meu sonho é ainda ver o Rubinho em outra equipe de ponta, pois não tenho o menor prazer em torcer pelos italianos da Ferrari, uma equipe que enoja os brasileiros. Só os engulo porque admiro muito o Barrichello.

Marcelo Barros Martins, Sorocaba-SP

Creio que o piloto só visualiza o nível de combustível do seu carro via telemetria, Marcelo, e esta, pelo que informou a Ferrari, não estava funcionando no carro de Rubinho.

Abraços (EC)

PARABÉNS PELO SITE.

VCS NÃO ACHAM QUE A FERRARI DEIXOU O RUBINHO SEM GAS SÓ PARA ELE NÃO ABRIR MUITO DO SCHUMACHER NA PONTUAÇÃO. EU ACHO QUE TEM MUITA LÓGICA, SHUMI É 1º PILOTO E MANDA NA EQUIPE.

ROBERTO CONDE, MANAUS

Esses dias estava lendo sobre a pane no carro do Rubinho em Interlagos e me ocorreu um negócio.

A Ferrari disse que "perdeu" a telemetria no carro dele devido à chuva, e que estava se orientando pelo carro do alemão. Só que o carro #2 apresentou consumo elevado e inesperado, o que acabou resultando na famigerada pane seca.

No entanto, até onde sei os pilotos podem ver "on-board" o quanto ainda tem em seus tanques. Isso confere? Caso positivo, por que nenhum dos iluminados da Ferrari perguntou ao Rubinho o quanto ainda tinha de corda no carro? E por que o brasileiro não abriu o bico que estava ficando sem gás?

Peter Marx, São Paulo

Creio que os carros não têm medidor de nível do tanque, Peter.

Os pilotos recebem a informação do consumo de combustível a partir dos computadores que estão nos boxes que recebem, por sua vez, informações via telemetria dos carros.

Quanto ao Rubinho ter ficado quieto, mesmo considerando que ele pudesse sacar que estava com pouco gás no tanque, creio que agiu certo: afinal, ele era o mais rápido na pista; tinha mesmo de pisar e abrir o máximo de vantagem antes de parar.

Abraços (EC)

Caros Edu e Panda

parabéns pelo especial sobre Jim Clark. Foi uma aula para mim sobre a F1 dos anos 60.

Agora uma dúvida que me surgiu. No GP do Brasil, Barrichello estava visivelmente mais lento no início da corrida, segundo ele mesmo declarou, por motivo de o carro estar com um acerto "misto", tanto para chuva como para seco.

Até aí tudo bem, mas na "largada', Coulthard o superou facilmente na reta, daí eu pergunto: o acerto do carro influencia tanto no ganho de velocidade assim, mesmo numa reta? Numa reta não é o motor que vale mais? Qual a diferença entre o acerto para pista seca e para pista molhada, exceto os pneus?

Sérgio Baumgarten, Curitiba

Creio que a diferença de acerto mais importante seja a altura do carro em relação ao solo. Em pista molhada, você tem de levantar ao carro, sob risco do patim de madeira que existe sobre os carros "surfar" em poças maiores. A altura pode ser aumentada a partir de regulagens ou com troca de molas e amortecedores.

Naturalmente um carro de F1 mais alto em relação ao chão terá menor velocidade final porque sua eficiência aerodinâmica ficou comprometida.

Quanto ao banho que Rubinho tomou de Coulthard na largada podem ter influído a diferença de pneus entre um e outro carro, a potência de motor (e quem é que garante que o motor Mercedes não seja mais potente que o Ferrari na altitude de São Paulo?) ou mesmo uma tocada defeituosa de Rubinho que, vendo pela TV, me deu a impressão de ter mandado mal naquela altura da corrida.

Abraços (EC)

 

Ede

daqui a 10 anos, quando alguém consultar o GPTotal com a pergunta "Qual foi o GP de F1 mais longo da história", você vai poder responder: Foi o GP do Brasil de 2003. Teve 39 voltas válidas, começou no dia 6 de abril e terminou no dia 11. Após 5 dias, perceberam que o Raikkonem bebeu a champagne do Físico indevidamente.

Abraços

Romeu, São Paulo

Olá!

Aí vão algumas dúvidas fresquinhas:

1 - Cadê os 107% que atormentavam o Yoong?

2 - A garrafa de champanhe fez uma boa corrida pra ficar estacionada no podium em terceiro lugar?

3 - Quem foi o louco que escolheu pneus intermediários pra Interlagos?

4 - Por que a corrida não foi interrompida logo após a porrada da Jaguar (sem o Hans, o Alonso teria virado farinha)?

5 - Quem não conseguir tempo nem na sexta e nem no sábado larga do box ou assiste a corrida dos camarotes?

Fernando Rejani Miyazaki, São Bernardo do Campo (SP)

Edu, boa tarde!

Maravilha! Maravilha! Maravilha! Sua "carta" para o Panda, - Antes do Dilúvio, de 9/4 - foi, sem dúvida, uma verdadeira maravilha. Isolei o trecho inicial, que diz "Que se dane." até o parágrafo "E quer saber mais?" (inclusive).

Parabéns, meu amigo! Talvez seja esta a mais brilhante idéia em suscinta explanação que eu já lí sobre o que devem ser as corridas.

Isso mesmo: gente ralando, sendo exigida ao máximo, em igualdade de condições que caminhão de dinheiro nenhum faria diferenças, onde o braço supera a tecnologia, onde o rádio a bordo não serve prá nada, onde o pneu adequado não vale muita coisa.

Com sua licença, Edu! Preciso aquí repetir um parágrafo seu que cabe exatamente nesta corrida e, mais, parece sob medida para esta hora em que a F1 anda em baixa:

"Se há uma coisa em que acredito e que os duros começam a jogar quando o jogo fica duro! Correr numa mesa de bilhar...etc. é coisa prá velhinhas. Correr num Interlagos inundado, as condições do tempo mudando continuamente, os pneus mal escolhidos reagindo de forma vil, imprevistos acontecendo a cada volta, é coisa para um piloto de Formula 1, um lídimo herdeiro de Nuvolari, Fangio, Clark e Senna".

Pois é ! Acho que lá em cima, estes quatro e mais uma meia dúzia liderados pelo velho Hill, aplaudiram de pé este GP do Brasil 2003. Foi uma corrida de gente grande, que sabe conduzir uma maquineta. Esperei até hoje para escrever sobre isto, porque queria ter a certeza do resultado lógico: Fisichella na cabeça. Palmas para êle, na igualdade de condições nos deu um belo espetáculo.

E mais aplausos para a já lendária e simpática figura do Eddie Jordan. Duzentos GPs depois, a merecida vitória da perseverança contra o caminhão de dinheiro. Isto é a verdadeira cara da Formula 1.

Abraços

Manuel Carvalho - Santos

Olá pessoal !

Primeiramente parabéns pelo site que está bacana(só falta dar uma melhorada no lay-out).

Como fã de automobilismo e principalmente como brasileiro, quero deixar minha opinião registrada:

_ Novas regras

Tudo bem, o espetáculo melhorou, mas quem quer espetáculo?? Eu quero é corridas de verdade, sem influências alheias. O que acontece hoje é que a F1 se transformou em uma Indy piorada... Banir eletrônica acho válido, mas as novas regras penalizam e muito o piloto, pois o mesmo, fica imensamente dependente da equipe e de sua respectiva estratégia.

Está na hora de Mosley e cia., tomarem medidas, senão Indy por Indy, que assistamos a americana, que pelo menos é mais autentica.

_Novos pilotos brasileiros

Meu Deus, que saudade de antigamente!!!!!

Para quem já teve Emerson, Piquet, Senna, está simplesmente catastrófico ver Pizzonia tomando pau de Mark Webber (que nunca fez nada em lugar nenhum), Da Matta apanhando de Panis (que apesar de rapidissimo, está com 36 anos e quase gagá).

Apesar dos 2 terem alguns defensores, quem realmente entende de automobilismo, sabe e sabe bem, que o piloto quando é bom, chega e senta a bota, sem conversa fiada, desculpa de não conhecer circuito ou outras bobagens.

Será que o Schumacão conhecia Spa quando ele colocou a Jordan em 7o no grid em sua estréia? Ou mesmo quando ele aposentou Piquet nas corridas seguintes na Bennetton? Será que Senna precisou treinar para dar cacete em seus companheiros de equipe em seu ano de estréia e de ridicularizar Prost naquela maravilhosa corrida sob chuva em Mônaco/84(em uma equipe nanica)?? Será que Piquet ficou com medo de ter Lauda já campeão do mundo como companheiro de equipe ou tratou de aprender rápido e superá-lo mostrando para o mundo seu talento, inclusive derrotando Reutmann, de quem já tinha sido até mesmo mecânico na luta pelo título de 81?

É pessoal, como vcs podem ver, o piloto quando é bom, chega e já bota para derreter, sem conversa mole e outras frescuras.

Pelo que estou vendo, nem Pizzonia nem Da Matta, terminarão a temporada, pois com estes resultados ridículos, podem e com certeza serão despedidos. Chefes de equipes querem pilotos rápidos, não pilotos lentos que terminem corridas... Resta esperar o Nelsinho e ver o que acontece, pois este tem escola boa, agora F1 é diferente, o piloto tem que realmente ter colhões(seu pai tinha e muito, vide Spa 86,com Senna).

Bem para finalizar, deixo uma indignação:

Heidfeld, entrou na F1 em 2000 pela Prost. Em 2001, foi para a Sauber e teve como companheiro Raikkonem, de quem cansou de superar (apesar de achar Raikkonem um verdadeiro talento). Em 2002, em seu terceiro ano na categoria e em seu segundo ano na Sauber, teve Massa com companheiro. Massa tanto deu quanto tomou pau em treinos. Já em corridas, apesar de algumas bobagens, que inclusive evidenciam seu arrojo (lembram o tanto de cagada que Senna fazia em seu começo de carreira???), sempre foi mais rápido que Heidfeld, e mesmo assim Peter achou melhor dispensá-lo.

Raikkonem, está fazendo grande sucesso na McLarem e Heidfeld, com certeza também faria se estivesse em uma equipe melhor.

Agora digo, será que Massa não teria um desempenho condizente se tivesse uma nova chance???
Essa é uma dúvida que tenho, pois esse moleque fez algumas coisas ano passado que me empolgaram...

Um abraço e até a próxima !

Corrêa, Alfenas - M.G.

Oi!

O Rubinho Barrichelo vencendo o Schumacher neste últimos tempos mostra o que?

Que o Schumacher não é um piloto comparável aos melhores de todos os tempos ou que o Barrichelo é um bom, um ótimo piloto? Ou até as duas coisas?

Ramsés da Silva Mesquita, Imperatriz-MA

Olá, adoro este site, sou um visitante assíduo, sempre estou aprendendo com voces. Tenho uma pergunta que tenho visto nos sites de Fórmula-1, até no site oficial da F-1 eu li, sobre o Ralf Schumacher e o Antonio Pizzonia estarem com a corda no pescoço.

Será que o Pizzonia esta sentindo a pressão? Afinal nos testes não tem a mesma pressão das corridas. Espero que ele consiga mostrar seu talento que tanto o Lauda e o Frank Williams viram nele.

Abraço

Celso, Atibaia

Uma coisa é inegável, Celso. Quem contratou Pizzonia já não está mais na Jaguar e um jovem piloto brasileiro poderia muito bem ser o bode expiatório de uma equipe que precisa cumprir muitas promessas nas próximas corridas.

Os boatos desta semana parecem infundados e foram desmentidos de imediato pela equipe. Vamos aguardar mas é importante que Pizzonia termine corridas e mostre-se veloz nos treinos. O carro pode não ser grande coisa mas Webber fez uma corrida nota 6 ou 7 em Interlagos e um treino nota 9. Se Pizzonia não está sendo cobrado no momento, logo será.

Abraços (EC)

Será que estou ficando maluco ou os outros é que estão errados... Explico:

Austrália: Chuva, Safety-Car, Defletor da Ferrari caindo.
Malásia: Acidente de Schumacher na 2a. Curva....
Interlagos: Schumacher bate, Barrichello abandona quando liderava...

Por mais que queiram afirmar o contrário, que os números mostram o contrário, a Ferrari ainda é a equipe a ser batida.
Quando houve disputa direta, exceto a de Barrichello x Raikonen na Malásia, a Ferrari foi favorecida... Por uma série de coincidências contrárias, estamos tendo um campeonato atípico neste princípio..
Outra coisa, estão dizendo que a F2002 já está ultrapassada.
Ultrapassado estou eu....
Paulo C Cicarello, Birigui

Sobre a Mclaren

Concordo q a McLaren tá aproveitando melhor o novo regulamento, mas não quer dizer q ele não seja competente pq se ela consegue levar vantagem com as falhas da outras equipes algum mérito tem, não só ela como seus pilotos, e merecem tds as vitórias q obtiveram.

Na temporada passada, a Ferrari era melhor pq as outras equipes tinham problemas e ela não. Então pq agora o mérito da McLaren esta sendo menosprezado, se ela esta fazendo o mesmo q a Ferrari fez o ano passado?
Lis, Osasco

Se o Barrichello não tivesse pane seca, ele iria parar na volta de nº 45 e iria voltar atrás do Fisichella e Raikkonen, terminando em terceiro.

Não sei porque estão falando que esse novo regulamento está equilibrando o campeonato.

O Schumacher só não ganhou na Austrália porque o assoalho soltou. Ele estava em 1º quando teve que parar no box.

O Schumacher só não ganhou na Malásia porque ele parou duas vezes mais que o resto, pela batida e pelo pênalti. Ele perdeu com essas duas paradas mais de 1 minuto.

O Schumacher só não ganhou no Brasil porque rodou. Se ele não rodasse, iria passar o Coulthard e ficaria em 1º e mesmo ocorrendo a batida no final, se provava que ganharia a corrida.

O novo regulamento não provoca que o assoalho se solte do carro, não provoca que o piloto bate na 2ª curva e tome pênalti e nem provoca que o piloto rode.

Um abraço
Nelmo Prates, São Paulo

Escrevo por que quero que explique melhor o termo "pequenino" ao se referir ao Coulthard (Coluna de 9/4).

Acho ele ótimo piloto, melhor inclusive que o Barrichelo. Já sei, já sei, é inconstante, já fez cagadas homéricas, mas também já fez varias corridas homéricas (Franca 2000, Brasil 2001, Mônaco 2002).
Tava com a corrida na mão aqui, concorda? Ah, mas o Rubinho ia ganhar se não fosse a pane. Será? Ambos iam parar mais uma vez e será que ia dar para abrir tanto assim? Comentei com o Luiz um papo com uns amigos Domingo à noite, a ver:
Apos a corrida domingo, tava falando com uns amigos e o papo foi mais ou
menos isso:
Fulano A
O Rubinho é um bração, só passou o mais bração ainda do Coulthard por que este errou. (ele, o fulano A, que é bom né?)
Fulano B
Coulthard bração? O Rubinho tava com muito mais carro que ele, basta ver o tanto que ele abriu apos passar. O escocês tava dando show isso sim, freando no limite e impedindo um carro muito mais rápido de passar. Na pista naquelas condições uma hora qualquer um erraria andando tanto tempo no limite. Bração é o Rubinho que tinha mais carro e só passou porque o cara errou.
Fulano C
Os dois tavam indo muito bem, no limite. Os carros estavam equilibrados e o Rubinho abriu tanto após passar porque o Coulthard se abala quando é ultrapassado, o que já tinha acontecido no início da prova, e porque o Rubinho sentiu que aquele era o momento dele e não ia desperdiçar, e fez bonito.
Fulano D
Não da para dizer quem ganharia se o Rubinho não parasse porque ambos iam parar mais uma vez. Ia ser um dos dois pois o Kimi tava comendo poeira de ambos, chegou em terceiro após belas ultrapassagens mas não guiou o suficiente para chegar nos caras.
Quem tem razão?
Abraços e parabéns pelo site nota 1000!
Marcelo.

Edu e Panda,

Gostaria que vcs me explicassem o que está acontecendo com a Mclaren esse ano. O que foi feito no carro? Ela aprendeu a aproveitar melhor os pneus ???

Comprei o DVD de 4 Rodas sobre os mais belos carros de F1, vale a pena adquiri-lo pois podemos ver muitas máquinas lindas que fizeram história nas pistas. Só não gostei do documentário dos destaques aos pilotos ingleses (documentário inglês) e de não ter visto o carro da Mclaren de 88 que venceu 15 das 16 corridas daquele ano e deu o título ao Ayrton. Pena que ele não tenha ganhado naquele ano Mônaco e Monza tbém...

Será que um dia poderemos ver algumas dessas máquinas dos anos 70 , 80 e 90 aqui no Brasil ???

Um abraço,

Fernando, São Paulo

Desde 1990 o GP Brasil de F1 deixou o asfalto abrasivo e o calor de Jacarepaguá para voltar a ser disputado em Interlagos.

Como tenho apenas 25 anos, a minha única lembrança (não muito nítida) do autódromo de São Paulo antes da sua "castração" é de uma ou outra corrida de STOCK CARS, transmitidas pela Bandeirantes (?), portanto nada sei a respeito de como a F1 corria lá ou se era uma pista que promovia algum equilíbrio entre os competidores (se é que alguma o faz).

Entretanto, posso afirmar que prefiro Jacarepaguá, se for para comparar com o atual Interlagos. Não acho o autódromo carioca muito superior ao moderno circuito paulista, apenas o suficiente para merecer mais um GP que o seu rival. Ao que parece, uma das grandes lástimas do novo Interlagos é que, em troca de um S no final da reta dos boxes, que até se presta muito bem à função de ponto de ultrapassagem, acabou-se com a curva do Sol e com a do Laranja. Se, pelo menos o "misto" do antigo autódromo fosse mantido, Interlagos ainda poderia se gabar de ser um desafio para os pilotos da F1.

É claro que os custos de se fazer uma corrida numa pista de 8 km, incluindo transmissão, segurança e manutenção durante o ano foram as justificativas de 1990.

À luz da tecnologia atual, o modo como o autódromo foi adulterado parece dever-se mais à ma vontade dos brasileiros em arcar com a manutenção de todo o circuito que a uma real impossibilidade de se fazer preservar a maior parte do antigo Interlagos como uma pista moderna e segura.

Afinal, poder-se-ia propor soluções alternativas ao desastre, como por exemplo:

1) A construção de um muro colado à parte externa da pista em todo o anel externo, assim como nos ovais americanos.

2) a transferência dos boxes para a reta oposta de modo a aumentar a largura da atual reta de chegada, criando uma área de escape interna, também como nos ovais americanos.

3) A construção de um S antes da antiga curva três, único ponto onde o risco de um choque frontal com o muro externo seria exagerado.

4) Transformar a subida da curva do lago (que voltaria a ser a entrada da reta oposta) num hairpin, dada a impossibilidade de se fazer uma grande área de escape entre a reta oposta e a reta que se segue à curva 2.
5) A colocação de uma “Variante Ascari” na pequena reta que vinha antes da curva do Laranja
6) Um pequeno reforço na segurança dos carros, visto que a batida do Weber foi muito parecida com as batidas que existem em ovais e ele não se machocou.

Pablo Habibe Figueiredo, São Luis-MA

Gosto muito do site, desde o primeiro momento que o vi. Já mandei algumas outras perguntas.

Depois da corrida de Interlagos, li em uma coluna, que Barrichello abandonou cerca de 71 corridas das 160 (senão são esses os números, são algo parecido) que correu.

A coluna, indicava que Barrichello era um piloto bom, mas que "destruía" os carros. Gostaria de saber a opinião de vocês do GPTOTAL !!

Abraço

Bruno Giovanotti Dorsch, Vitória-ES

Não considero Rubinho um destruidor de carros, Bruno, e creio que ninguém, em sã consciência possa dizer isso, o que não significa que, às vezes, como quase todos os pilotos, ele erra a mão e força demais ou erra de maneira crassa, como aconteceu na Austrália.

Abraços (EC)

Oi

Tenho uma curiosidade muito grande em saber de vocês: Por que vocês tem tanta raiva das novas regras?

Realmente algumas acho meio que absurdo, como não poder reabastecer entre o treino e a corrida, mas as outras não vejo problema algum. Por exemplo, no último domingo, acho q TODOS teriam saído com pneus intermediários de qualquer forma, com todos os tipos de pneus a disposição.

A pontuação precisava mudar, é a mesma já faz tempo. Os treinos com um carro por vez também acho interessante. Então, qual a o problema nas novas regras?

João Carlos B. Viana

Obs: Na minha opinião, a temporada 97 foi a melhor dos anos 90, pois 4 equipes diferentes venceram, 5 pilotos diferentes venceram, houve uma acirrada guerra de pneus, corridas em que pilotos de equipes minúsculas venceram e um final de campeonato histórico.

Edu

concordo quando você diz que os pilotos mais corajosos, mais técnicos, enfim, os melhores, têm que ir pra pista nas piores condições, se elas assim se apresentarem. Mas não foi isso o que vimos em Interlagos.

Na hora da largada a pista estava muito ruim e, a pedido dos pilotos, adiaram-na por alguns minutos e, para piorar, nem largada teve! Certo estava é o Villeneuve, que não quis compactuar com isso e todo mundo fez beicinho pra ele. Quem sai na chuva é pra se molhar, ora bolas!

Abraços,

Júlio Lima, Belo Horizonte

Parece que já vimos esse filme!

1994 - um piloto incontestável, estava num carro insuperável, com 150% de chances e apostas de que ganharia o título, que passearia como os campeões de 1992 e 1993, com este mesmo carro. De repente descobriram que o carro estava um pouco ultrapassado mas ainda era o melhor e mais competitivo.O piloto, já experiente, tetracampeão prévio, se atrapalhou, junto com a sua equipe, com a própria ansiedade e as mudanças do regulamento da FIA, para confirmar o favoritismo. Do outro lado surgiu um jovem bom piloto, com muita sorte, frio, calculista, preciso, num carro em evolução, de uma equipe que faz tudo para ganhar e foi ganhando corridas, e se tornou campeão. Infelizmente ajudado pela fatalidade de San Marino

2003 - Um piloto incontestável, estava num carro insuperável, com 200% de chances e apostas de que ganharia o título, que passearia como nos anos anteriores, com os ótimos carros da sua equipe tão organizadada. De repente descobriram que o carro foi alcançado pelos outros, mas ainda era o melhor e mais competitivo; o piloto, já experiente, hexacampeão prévio, se atrapalhou, junto com a sua equipe, com a própria ansiedade e as mudanças do regulamento da FIA, para confirmar o favoritismo. Do outro lado surgiu um jovem bom piloto, com muita sorte, frio, calculista, preciso, num carro em evolução, de uma equipe que faz tudo para ganhar e esta ganhando e pontuando sempre...

Pelo amor de Deus, por Ímola ser a próxima etapa isso fica meio mórbido, não desejo em hipótese ou gravidade alguma a tragédia de Senna ao bom Schumacher, nem mesmo uma pane seca, e acho que a a Ferrari e o Alemão devem olhar para o passado e aprender.

Tambem vejo nesta temporada outras forças que não haviam em 1994, como Barrichelo, Couthard, Montoya, Ralf e as Renaults e tambem prefiro que aprendendo com o passado previnam apenas uma tragédia, mas que seja outro piloto o campeão mundial.

Celso, Salvador

Celso,

ainda acredito naquele ditado de que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar...

Abraços. (LAP)

Caros Edu/Panda,

Concordo com o Bob Sharp. Dizer que o que aconteceu com o Barrichello no Brasil foi azar é acreditar que a Ferrari tem uma estrutura e telemetria inferiores a qualquer equipe de Fórmula Renault brasileira.

No grid, com o Schumacher em sétimo, o Todt estava lá na quarta fila, ao lado do alemão, enquanto o Barrichello, na pole, tinha uns poucos mecânicos. Isso me lembra o episódio do GP da Europa/99, quando Irvine fez um pit stop no qual só três pneus estavam prontos. Se não houve má-fé, houve, no mínimo, negligência.

Aliás, essa corrida fez lembrar os GPs de Silverstone 75 e Interlagos 77, que você tão bem descreve em seu livro, pelo ridículo das situações e saídas de pista. De qualquer modo, o brasileiro só venceria a prova no caso de a mesma ter sua distância integral.

Rômulo, Fortaleza

Olá pessoal do GPTotal:

Uma coisa que me intrigou neste GP do Brasil foi uma fumaça que vi sair do do motor do carro de Barichello no momento em que ele abandonou a corrida. Pensei que o carro tinha tido algum problema no motor mas depois veio a explicação que ele havia ficado sem gasolina.

A minha pergunta é: sai fumaça de um motor de F1 em caso de pane seca?

Um abraço.

Diego Dal-Toé Ramos, Criciúma

Diego

a fumaça que você viu se deveu unicamente ao fato de os líquidos (óleo e água, por exemplo) estarem quentes.

Abraços (LAP)

Olá amigos do GPTotal.

Gostaria de esclarecer uma dúvida.

Quando a Ferrari disse que em um dado momento perdeu a telemetria do carro do Rubinho, isto se referiu aos mostradores do volante do Rubinho também, como por exemplo, o nível de combustível? O volante dele "apagou"? Rádio? Se o volante não "apagou", o Rubinho não teria condições de ver que o combustível estava no fim?

Um grande abraço a todos!

João, Valinhos

Olá João

o volante do Ferrari, pelo que sei, não indica o nível de combustível do tanque. A telemetria a que a equipe se refere é a transferência de numerosos indicadores de desempenho do carro para os computadores que ficam nos boxes. (EC)

 

Edu

A McLaren está tentando adiar ao máximo a estréia do seu novo carro. Tem pessoas que falam que a estréia seria em Ímola outros falam em A1 Ring.

Nos bons anos da F1 que vc conhece como a palma da sua mão, as equipes lançavam um carro novo e depois com o passar dos anos eles evoluíam os modelos originais mudando apenas os componentes.

Nos dias atuais com as equipes estourando seus caixas não seria melhor a evolução dos modelos de temporadas passadas do que o lançamento de um carro totalmente novo, já que a confiabilidade seria bem melhor? Não seria melhor ela tentar continuar esta temporada com o carro evoluído, ou o modelo do ano passado está dando sorte demais?

E me confirme uma coisa: o E. Fittipaldi não foi campeão na lotus com um modelo evoluído?

Aquele forte abraço

Rubens dos Santos

Olá Rubens

Emerson foi campeão em 72 com um Lotus que correu pela primeira vez em meados de 70 e que continuaria competindo em 73 e 74...

Quanto à política de lançamento do novo McLaren, creio que a equipe está tentando um grande salto de qualidade, daí o retardamento no lançamento, além de uma certa frescura também, visando a mídia e os adversários. Mas parece que o carro vai para as pistas esta semana ou na próxima.

Abraços (EC)

Engraçado que todos criticaram o GP Brasil, mas é incrível que as equipes tenham trazido apenas o composto intermediário para chuva.

Ora, se poderia utilizar apenas um composto de chuva não seria mais prudente trazer um composto para pista mais molhada?

E mais: a F-1 vai ficar igual a Indy-quando chove não tem corrida?

Gregório Castellar Pinheiro, São Paulo

Amigos do GPTotal

o nosso tão esperado GP deste ano foi um espetáculo atípico.

Aconteceu de tudo. Intervenções políticas, jurídicas, liminares, medidas provisórias, uma chuva que só desabou em cima do Autódromo e uma corrida cheia de acidentes, com os pilotos percorrendo apenas 38 voltas das 71 previstas, um safety car aparecendo e andando mais que alguns F1 (este sim, devia estar com o tanque cheio).

Tudo isso provocando uma certa quantidade de erros de todos os tipos, de pilotos, dirigentes, chefes de equipe, organizadores etc.

De todos os acidentes, alguns impressionantes, como o do Alonso, o que me chamou muita atenção e chegou a causar um certo frio na espinha, foi a rodada do Shummy, que passou a poucos metros daquele trator, guincho, colheitadeira, sei lá como chama aquilo. Já que "americanizaram" tanto a F1, não dava pro Safety Car ficar mais algumas voltas na pista, até que aquele trambolho fosse retirado daquele ponto da pista?

Aqueles dois "córregos" que atravessam a curva do Sol(?) em dia de muita chuva é tão tradicional quanto o Autódromo, não deveria surpreender tanta gente assim. Que fique a lição para os próximos GPs.
Que dêem mais atenção para a drenagem de alguns pontos da pista, que revejam o regulamento sobre o uso de pneus, regulagens após os treinos etc.

Este ano os anjos da guarda dos pilotos felizmente estavam todos de plantão em Interlagos e tiveram muito trabalho, mas e no ano que vem, como será?

Abraços Romeu, São Paulo

PS.: Olavo, que estava no inicio da fila dos autógrafos do Emerson, (eu estava no fim)também concordo que o novo livro é bem melhor do que o Voando sobre Asas de 73, que o Emerson autografou no finado Comind do Shopping Iguatemi.

O Emerson também melhorou muito de lá pra cá...

Desculpe-me o Luiz Fernando Ramos, mas não concordo com a colocação que faz sobre, caso o Rubinho fizesse a sua parada de box, ainda assim não ganharia a prova.

Poderia não ter havido a interrupção. Alguém sabia do futuro ???

Um forte abraço !!!

Valdir Paulo Neto, Guarulhos - SP

Olá GPTotal !!!

Quero parabenizar ao site por ser um dos melhores do ramo, e especialmente ao Luis Fernando Ramos pela excelente análise do GP do Brasil. Concordo em gênero, número e grau. Agora é esperar que nas 13 etapas seguintes o Rubens possa comfirmar a sua boa fase e quem sabe ser campeão.

O Rubens merece por ser um piloto competente. Embora muitos achem o contrário.O GP do Brasil já passou agora é acelerar rumo San Marino.

Um forte abraço a todos do GP Total.

Paulo César de O. Pedra Jr., Campos dos Goitacazes

Absolutamente precisas e pertinentes as observações do Bob Sharp, como bem diz o seu nome, sobre o GP Brasil.

Lamentável o despreparo do bandeirinha que saiu chutando peças (e o fato da reta de chegada ser murada não é desculpa, porque na Indy o circuito é murado também). O trator que usaram para tirar os carros da curva 3 (pra mim é curva do Sol mesmo, numerar curva é coisa de inglês viado, boiola e arrogante, que não quer aprender outra língua) quase causa a morte do Michael e a porrada do Webber (por culpa dele, pois até a minha santa vózinha sabe que passar na faixa pintada na chuva causa perda de direção; remember Nigel em Mônaco pela Lotus, quando ele saiu batendo mais que bola de bilhar... ) demonstrou o problema da reta de chegada sem área de escape ou pista auxiliar de acesso.

Sei não, com todo esse bumbo (o Montezemolo já tá protestado), se não dermos um jeito logo vamos perder o GP , porque esses problemas são muito graves.

Menção especial "Christine, o carro assassino" para a Jordan, que detonou a suspensão na reta (ou primeiro ou nada !) e que se auto-imolou no boxe em protesto quando ficou sabendo que o Fisi não era o primeiro. Só faltou ligar o rádio. Essa Jordan me dá arrepios.

Victor Lagrotta, São Paulo

Caros amigos

Discordo da opinião daqueles que atribuem a palhaçada de domingo em Interlagos ao novo regulamento. Também não acho o novo regulamento o máximo, mas acredito que o que aconteceu em Interlagos tem pouco ou nada a ver com o novo regulamento.

Tudo bem, eles não tinha o pneu adequado para a corrida, e isso se deve ao novo regulamento. No entanto acho um exagero dizer que por causa disso a corrida foi ruim. Digo isso porque no GP da Bélgica de 98 todos se lembram do acidente que envolveu metade dos carros, e naquela ocasião os pneus eram apropriados. Também me lembro de Mônaco, acho que 96 ou 97, vitória de Olivier Panis, onde me parece que nem meia dúzia de carros terminaram a prova, e ali também usavam pneus adequados.

Enfim, nem se precisa um conhecimento profundo de corridas para se fazer uma constatação obvia: Monopostos não tem a mesma flexibilidade de carros de turismo, que em categorias como o BTCC correm mais da metade das provas debaixo de chuva torrencial, e portanto se a chuva for muito forte, no caso de categorias de fórmula, os pneus não fazem milagres, como mostra os exemplos que citei e talvez outros das quais não me lembro.

As categorias americanas já sacaram isso, e chegam até mesmo a adiar corridas quando chove muito forte. Outro fato digno de nota e que corrobora a minha opinião é o seguinte: Perceberam como o Sayfet Car andou forte? Até o Galvão e o Reginaldo se assustaram. Coincidentemente trata-se de uma carro de turismo, muito parecido com os de competição, e guiado por um piloto do DTM, acostumado com as condições de chuva.

Além do mais não devemos esquecer da má fama do asfalto de Interlagos, que em condições normais já é considerado por muitos pilotos como ruim, o que dizer então debaixo daquele aguaceiro.
Além disso não acho que é culpa do Regulamento o Alonso não ter visto as insistentes bandeiras amarelas, outros antes dele passaram ali e não bateram. Não acho culpa do Regulamento a suspensão da Jordan ter quebrado sozinha. Não acho culpa do Regulamento aquele rio que se formou logo após o S do Senna e também não acho culpa do Regulamento vários pilotos terem saído naquele ponto.

Na verdade só me surpreendeu mesmo o fato do Alemão ter saído ali, já que é difícil ele errar, e debaixo de chuva acho que habilidade igual a dele só o Rubinho, mas errar é humano, e pelo que me consta ele é um, e de vez em quando mostra isso. Porque o resto que saiu ali ou era estreante (Wilson e Pizonia) ou são aqueles que já demonstraram falta de habilidade em controlar o carro em situações difíceis (Ralf, Montoya, Verstapen e etc).

Enfim, acho sinceramente que o que aconteceu em Interlagos foi coisa de corrida, que já aconteceu no passado e mesmo que o regulamento mude vai acontecer uma vez ou outra no futuro. O Regulamento precisa ser repensado, mas não foi o vilão de domingo.

No mais parabéns pelo ótimo site, que tem sido um deleite para todos os amantes do automobilismo.

José B. Júnior, São Paulo

É o seguinte: para mim a melhor fase do automobilismo brasileiro foi aquela do final dos anos 60 e início dos 70.

Adorava aqueles carros, quando se misturavam todas as categorias e pude acompanhar desde 1968 a prova Mil Quilômetros de Brasília e outras, quando vinham a cidade várias máquinas dos mais variados estilos.

Fiquei muito satisfeito quando soube que iriam resgatar a história do automobilismo daquela época e que haveria provas e desfiles dos mesmos na edição da F1. Não pude ir a São Paulo para desfrutar o prazer de poder reviver aquela época de ouro.

Mas de toda forma, parabéns pela iniciativa do jornalista Flávio Gomes por essa iniciativa. Só tenho uma reclamação. Não foi só a carreteira dele que desfilou em Interlagos, é muito bonita, mas colocaram fotos dos carros do desfile e só apareceu o carro dele em todos os ângulos.

Cadê o Patinho Feio, o Bino Mark II, os gordines, interlagos e tantos outros. Por favor, coloquem fotos desses outros carros, para que possa copiar e guardá-las de lembrança.

Mais uma vez, parabéns pelo Site.

Jovino, Brasília

Caros Panda, Edu, Tite, Bob, Luís e leitores do GPTotal

Estamos assistindo a um momento crucial da Fórmula-1.

Sabe-se que ela entrou definitivamente em crise no ano passado, e agora segue um pacote de emergência tão "legítimo" quanto criar cotas para as vagas em universidades, em vez de resolver os verdadeiros problemas.

Não gostei nada do GP do Brasil. Acho ridículo imaginar que limitar o número e os tipos de pneus possa gerar economia. Olha só o prejuízo com tantos carros batidos porque não tinham pneus para chuva. De que adianta falar tanto em segurança diante de um absurdo desses? Que outra categoria no mundo correria naquelas condições sem pneus de chuva?

Não, me perdoem, mas se eu gosto tanto de F1 é porque ela sempre foi o máximo, e se havia competição, ela era nivelada lá em cima. Nunca concordei com a redução na largura dos carros, dos pneus, e depois com os frisos, reabastecimento... Mudanças que tornaram o carro mais veloz e menos estável, que transformaram corrida em classificação, e classificação em corrida.
Simplesmente eu não reconheci nada de Fórmula-1 nessa corrida. Perdeu a cara.

Agora, uma coisa é certa: com tanta desordem, será interessante acompanhar o desenrolar desse campeonato. Por quê?

1- Schumacher tem, pela primeira vez em vários anos, uma pontuação para descontar, e a pressão novamente sobre os ombros. Ainda acredito que ele seja o favorito, mas terá que lutar como um leão, como nos tempos de 95. Essa nova pontuação prejudica demais quem abandona, e favorece muito quem chega em segundo ou terceiro. Se Raikkonem se preocupar em completar o máximo de corridas, será difícil descontar a vantagem.

2- Rubens está amadurecendo. Não apenas está forte como piloto, acertando bem o carro e traçando a estratégia, como está muito mais equilibrado em suas declarações, e, aparentemente, em suas emoções. Nunca esteve tão próximo de Michael, sendo capaz mesmo de o superar em ocasiões cada vez menos raras. O pega com David foi o melhor momento do ano até aqui.

3- Kimi é uma real ameaça ao recorde de Émerson, com chances de se tornar o mais jovem campeão mundial se ninguém tratar logo de lhe ensinar boas maneiras. Evoluiu muito do ano passado (quando não andou bem) para este.

Estou com um besouro atrás da orelha com a Ferrari. Esta pane seca me lembrou algo ocorrido no GP da Europa de 1999, quando a mesma equipe Ferrari deixou um certo Irvine sem uma das rodas num reabastecimento, quanto este se atreveu a lutar por um título aguardado por vinte anos após o acidente de Schumacher.

Não posso afirmar que houve sabotagem. Nem tenho convicção nenhuma. Apenas acho que ninguém em sua sã consciência pode colocar a mão no fogo pela Ferrari. Afinal, Rubinho ia abrir vários pontos no campeonato. E aí? Não consigo imaginar Schumacher parando nas mesmas condições por pane seca. E se não existe mais ordem por rádio...

Interlagos ficou devendo. Drenagem precária, guindaste em área de escape, comissários chutando peças da pista, direção branda após acidente de Webber, etc...

Em meio a isso tudo, estou com Rubinho e não abro!

Abraços

Márcio, Nova Friburgo

Amigos,

Teorias conspiratórias

Existem fatos que por mais que os seus autores neguem em público, a verdade fica evidente pelos resultados.

O caso clássico é o Lucy in the Sky with Diamonds dos Beatles. John Lennon morreu afirmando que as iniciais do título da música (LSD) nunca teve nada a ver com drogas, que foi inspirado num desenho feito pelo seu filho Sean. Agora analisando a letra que fala de pés de tangerina, céus de marmelada, olhos caleidoscópicos é impossível não associar a música ao LSD.

O que isso tem a ver com F1? Analisemos esta temporada e a passada. Os problemas do Rubinho só terminaram quando o alemão estava na frente dele na pontuação, numa situação consolidada diante da equipe. Mesmo assim teve que dar passagem quando a situação já estava favorável ao Michael. Os seus resultados somente foram expressivos com o campeonato do alemão assegurado.

Ora, a Ferrari seria capaz de deixar de pontuar para não ter o segundo piloto disparado na frente do primeiro sacrificando a situação da equipe no campeonato ? Tendo o Sr. Jean Todt como chefe de equipe acredito que isto não seria tão difícil assim, principalmente pq temos ainda muitas corridas. O passado do francês não nega (lembrem-se do affair Paris-Dacar e a moedinha).

Como já disse a alguns amigos, se fosse empresário gostaria de ter o Jean Todt como empregado, mas dificilmente o teria como amigo.

Bom, vejamos se como vai ficar a teoria nos próximos capítulos.

[]'s

Olavo, S.Paulo

Cara GPTotal,

Todo mundo fala que o Barrichelo foi o grande perdedor, mas estão errado, p/ mim foi o Coulthard.

Ele ficou a 0,011s de diferença da pole do Rubens, sobe largar bem na primeira largada, deu um baile no Barrichelo e deixou o Raikkonem e o Montoya passar, pois estavam com os carros mais leve.

O Barrichelo passou pois estava tb. mais leve e ele deu uma escapadinha. Só não ganhou a corrida pois foi interrompida antes e ele estava na liderança quando parou a três voltas de ser interrompida.

Portanto querem arranjar desculpas p/ o Barrichelo, mas temos que ser honestos e sinceros. Tem que acabar esse lado patriótico, porque é brasileiro é o melhor e nada faz errado. Tomou uma pane seca e não sabia.

Concluindo, o Coulthard foi o grande perdedor da corrida e esse ano a McLaren será imbatível pois ainda não estreou o carro novo. A Ferrrari vai ter que remar contra a maré p/ recuperar o tempo perdido.

Abraços,

Ricardo Simone, Cubatão

OLHA, TODO MUNDO TÁ FALANDO SOBRE O BARRICHELO, E EU TAMBÉM QUERO DEIXAR A MINHA OPINIÃO.

EU SEMPRE TORCI PRA UM BRASILEIRO CHEGAR E DAR UM "BANHO" NOS GRINGOS MAS O BARRICHELO SE SUBMETE A ESTE HIPÓCRITAS. BOM, O BARRICHELO NA MINHA OPINIÃO É UM INCOMPETENTE COMPLETO. NÃO VAI GANHAR NADA NA FÓRMULA 1.

CERTA VEZ RON DENNIS COMENTOU QUE NUNCA IRIA CONTRATÁ-LO POR QUE ELE NÃO É UM VENCEDOR. EU CONCORDO COM ESSA OPINIÃO. ELE É UM FRACASSADO.

Alisson Fernando Cardoso, Curitiba - PR

Caro Eduardo

Até Quando ???

Nada a comentar sobre o Barrichelo, pilotou uma barbaridade e faltou sorte, mas sorte também é preciso e ponto.

Agora, até quando esta vergonha chamada GP Brasil - Interlagos ??

1 - Nas tomadas aéreas, se nota vários claros de terra sem grama.Será que nossa "competente" prefeita não conhece um bom jardineiro ?

2 - As ondulações da pista são inacreditáveis, será que ninguem consegue resolver isto ??

3 - Um "maloqueiro" como fiscal de pista chuta restos de carro para todo o planeta ver. Onde está o treinamento e a educação?.

4 - Uma máquina enorme dentro da pista no sol, mais parecia uma guilhotina pronta para fatiar alguém. (Foi muita sorte !!)

5 - Uma drenagem "a la Marta ", que lembrou em muito a da marginal no mês de janeiro.

Sugestão : Vamos devolver para o Rio, talvez façam menos feio lá fora.

Abraço

Martin, São Paulo

Eu concordo com o Bob Sharp. Muito estranha e suspeita a pane seca do Barrichello. Parece proposital mesmo.

Teoria da conspiração: mesmo no ano passado, quando a Ferrari quebrava ou tinha problemas, era sempre o carro do Barrichello. Acho que nem o Rubinho deve ter tanto azar assim.

Robson Heringer, BH

Esta é 2ª vez que escrevo para o GPTotal. Volto a escrever pois é incrivel como mutiliram a Formula Um. Em vez de fazerem um regulamento em que nivelassem as equipes, tanto no aspecto técnico quanto financeiro, inventaram um monte de coisas que se de um lado trouxeram emoções novas de volta por outro lado simplesmente só premia quem realmente não foi o melhor da corrida.

Isto aconteceu na Australia, Malasia e aqui no Brasil. Venceu quem não era e nem foi o melhor na pista. Para mim seria mais justo, pelo show que deram, que os vencedores tivessem sido o Montoya ( o melhor de todos até agora), Schumacher e Barrichelo. A McLaren só está tirando proveito das sobras.

Fernando Eduardo Macedo Marques, Niterói

Amigos do GPTotal.

Deixo aqui minhas considerações sobre o GP Brasil 2003.

1 - A transmissão realizada pela TV Globo foi a pior dos últimos tempos (dificilmente conseguiamos ver a difernça entre os principais líderes nas primeiras voltas), os cortes eram horríveis, quando mostravam uma luta de posições, cortava-se a imagem e mostravam outros pilotos, só para citar uns exemplos.

2 - perguntar não ofende: o Alonso pode ser bastante rápido ou louco suficientemente para arriscar tudo, ou será que a Renault não o avisou sobre bandeira amarela no circuito em virtude do acidente do Webber?

3 - o que foi aquele incêndio no carro do fisichella?

4 - Se a Jordan, Jaguar ou Minardi vencessem essa prova maluca, o regulamento mudaria na segunda feira subsequente ao GP.

5 - Mais uma vez problemas de combustível tiram Barrichello da prova (lembram do GP da bélgica de 2001, do GP da Hungria em 1996 e do GP da Europa em 1993?)

6 - Eles estão de volta: Rubinho (Dede), Todd (Didi), Schumacher (Zacarias) e Brown (Mussum). OS TRAPALHÕES... com esse time vc é o palhaço...

um abraço a todos...

Alessandro Ribeiro, Natal-rn

E ae Edu, e ae Panda

Se vcs acham que o novo regularmento é uma merda (eu também estou começando a achar, porque está visívelmente favorecendo a McLaren). Na opinião de vocês, como deveria ser o regularmento (desde que tenha mais competitividade)?

Pedro Henrique Accioli Cardoso, São Paulo-SP

Pedro

antes de responder quero deixar bem claro que não me considero dono da verdade. Portanto, considere o que vou escrever não como uma "salvação", mas como uma receita diferente da que foi tentada pela FIA.

Eu, se pudesse distribuir cartões de visita com o cargo "Presidente da FIA", mexeria em muito pouca coisa em relação ao que era no ano passado. O mais importante não foi feito: eliminar essa ridícula restrição a 12 equipes por ano e a caução de US$ 48 milhões para qualquer nova equipe poder entrar na F 1. Essas duas medidas já estimulariam a entrada de novas equipes.

Também eliminaria a multa de US$ 1 milhão por evento a que não comparecessem: ao menos no primeiro ano, elas poderiam comparecer a um número mínimo de GPs selecionados, podendo assim diminuir seus custos na temporada de estréia.

Obrigaria ainda os fabricantes de motor a fornecer equipamento (mesmo que versões anteriores) para pelo menos duas equipes - isto, porém, a FIA já deve tornar obrigatório nos próximos anos.

Também seria uma boa idéia limitar os testes particulares de todas as equipes, oferecendo em troca os "testes de sexta" que atualmente só são feitos pela Renault, Jaguar, Jordan e Minardi. Achei boa a eliminação da eletrônica a longo prazo. E mudaria o sistema de pontuação. Nada contra deixar oito pontuando, mas manteria uma proporção semehante à que era praticada no ano passado, que valorizava mais as vitórias.

Estas são as idéias que lembrei agora. Devo estar esquecendo de outras, mas acho que já dá para ter uma boa noção de como eu faria.

Abraços. (LAP)

Caro Panda


concordo plenamente contigo, inclusive que o alemão ainda é o melhor. Não torci por ele, mas uma coisa não tem nada a ver com a outra.


Muito boa a sua última coluna (7/4).


Abraço,


Márcio, Nova Friburgo

Olá pessoal

Gostaria de fazer uma observação: no GP do Brasil, Barrichello deu show. Conseguiu uma pole na raça diante de seu público e fez uma belíssima prova. Realmente, só faltou a vitória, que seria praticamente certa, já que Coulthard, depois de ultrapassado, foi ficando para trás e Raikkonen, mesmo sem parar novamente, estava muito lento em relação a Barrichello.

Para se ter uma idéia, a melhor volta da prova, de Barrichello, foi 1'22'032. A segunda melhor volta, de Frentzen, foi 1'23'089, mais de um segundo de desvantagem. Raikkonen, em sua melhor volta, virou em 1'24'104. Apenas isso já diz como seria o provável término da prova.

Além disso, assim como no ano passado inteiro, mostrou-se um piloto maduro. Ao lado de Europa/93 e Alemanha/00, considero esta prova uma das melhores de sua carreira.

Quem errou de forma clara foi a Ferrari: mesmo sem telemetria, não é nada difícil calcular a quantidade de combustível usada pelo piloto por volta e prever quanto lhe resta de combustível. Já sobre Schumacher, errou, é verdade, como muitos outros. Mas acho que não há motivos para desespero. A Ferrari ainda nem estreou a F-2003-GA, que, pelos testes, aparenta ser um carro imbatível.

Sobre o acidente de Alonso, ele vinha acelerando como um louco. Parece que nem viu as bandeiras amarelas. Foi um dos mais espetaculares acidentes de Interlagos que já pesenciei. Os outros foram o de Michael Andretti e Gerhard Berger na largada em 1993 e o de Jos Vestappen e outros três pilotos que nem me lembro mais quem são na Reta Oposta em 1994.

Para completar, mudando um pouco de assunto, na transmissão da corrida, Reginaldo Leme comentou que a altitude influencia no consumo de gasolina. Isso realmente é verdade? Se a F-1 corresse atualmente em Cidade do México, como seria o consumo em comparação a outros circuitos?

Até a próxima

William Lopes Machado, Brasília-DF

Após este abandono de Rubinho aqui em Interlagos, fiquei com a dúvida se os carros de F1 possuem um marcador de combustível ou isto tudo depende da telemetria?


Vocês acham que isto pode ter sido feito para que Rubinho não abrisse os 10 pontos de vantagens sobre Schummy no campeonato?

Vécio Peixoto de Sousa, Natal/RN


Eu acho que não, Vécio. Mas nosso colaborador Bob Sharp tem opinião diferente. Ou seja: não dá para concluir nada.

Abraços. (LAP)

Olá pessoal,

Estou escrevendo pra reclamar da FIA que determinou esse negócio de só um tipo de pneu de chuva por corrida.

Tudo bem que seja um só tipo de pneu, mas então deveriam banir o pneu intermediário. Para mim é claro como água que ninguém nunca vai levar para pista nenhuma um pneu de chuva de verdade. Vão sempre contar que em um GP de chuva forte os pilotos vão fazer abaixo-assinado pra não largar.

Nessa eu estou com o Villeneuve e não abro. Se os pilotos não querem correr com chuva é melhor ir pras corridas de camelo no deserto. Pelo menos vão ficar sequinhos lá.

Essa frescura de não largar com muita chuva é coisa de piloto covarde que nunca viu as corridas de Mônaco/84, Silverstone/88, Canadá/89, Austrália/89 ou Donnington/93. E olha que alguns destes corajosos homens da velocidade até estavam nesta última.

Abraços, e desculpem esta raiva incontida.

Júlio Lima, Belo Horizonte

PANE SECA DE RUBINHO...

achei que foi o mesmo problema hidráulico que o tirou do GP do ano passado. Coisa estranha, mesmo. Será que dentro do carro o piloto não tem nenhum indicador de combustível, como nos inocentes carrinhos de passeio???


Será que o piloto, sobretudo um piloto experiente e tarimbado, com 10 anos de F1, e tome lá uns 150 GPs no currículo, como Rubinho, não percebe lá dentro que o combustível está no fim?


Estranho mesmo... sempre tive a impressão de que as panes secas se anunciam.

Se a equipe sabia havia várias voltas que a telemetria do carro não estava chegando, poderia simplesmente deixar o Rubinho esperto e adotar uma tática segura para os pit stops... Fazer do alemão seu guia seria complicado, porque as corridas seriam diferentes e são pilotos diferentes. Logo a Ferrari??? Tá esquisito.

[]s


Alexei, BH

Ainda sobre o GP do Brasil.

Acho equivocada a limitação de tipos de pneu para cada GP. Ontem ficou bem claro o quanto isso interferiu na corrida, pois a Bridgestone estava com o intermediário e a Michellin com o biscoito.

Durante a transmisão, deu para perceber que o repórter quando mostrou uma coluna de pneus, tratava-se do Potenza intermediário da Bridgestone, pelo tipo de sulcos, todos na diagonal externa partindo do centro do pneu, na parada de boxes das McLarens também ficou nítido que corriam com o Michellin bicoito, onde os sulcos que expulsam a água da pista, possuem as mesmas ranhunras diagomais do centro para fora, porém tambem apresentavam sulcos horizontais que definem o desenho que apelidou o pneu de biscoito.

Qual era a decisão certa? Impossível saber, pelo visto como não voltou a chover a Bridgestone teria a vantagem, como bem mostrou Rubinho enquanto a pista secava e ele fazia as melhores voltas, claro que já estava leve sem gasolina, mas devemos considerar que o Fisichella pressionou a McLarem do Raikkonem quando a pista estava mais seca ainda, a Jordan também estava de Bridgestone intermediário, portanto a surra que todos anunciam da Michellin na Bridgestone neste início de temporada tem muito a ver com as pataquadas da FIA para "equilibrar" o campeonato.

Ontem a Bridgestone tinha tudo para se dar melhor. Podem até dizer que no sábado a Michellin arrebentou e que a Bridgestone teve a pole graças a Barrichello; quanto a este fato concordo, mas lembremos que no sábado a temperatuda da pista estava perto dos 38 graus, condições ideais para a Michelin, uma vantagem discutível que só existe praticamente em um ou dois GP's (Malásia, Brasil e talvez Espanha).


Que venha a temporada Européia, quando as equipes estão perto de casa para melhores escolhas, decisões e estrutura para acertos dos carros. Para mim as zebras acabaram ontem, pior para a Toyota e Minardi que em nada aproveitaram as chances que tiveram. Rubinho vai ganhar o Gp de Mônaco deste ano.

Um abraço


Celso Vedovato, Salvador

Caros colegas,

"É tão novo quanto...". Três vitórias da McLaren, duas de Raikkonen, é, sim, tão ou mais novo do que 15 vitórias em 17 corridas da Ferrari em 2002.

"É tão novo quanto...". Dezessete pilotos com pontos em três etapas é tão ou mais novo do que apenas dez, no mesmo número de corridas, em 2002.

"É tão novo quanto...". Circunstâncias como os carros de Pizzonia e da Matta são, como o próprio adjetivo caracteriza, "circunstâncias", assim como foi a chuva torrencial em Interlagos, assim como foram outras chuvas em outras pistas, em outras temporadas, e são "tão novas quanto" qualquer outra em 53 anos de Fórmula 1.

Se vocês não querem competição, disputas, acidentes e coisas relacionadas DIRETAMENTE com o ESPORTE Fórmula 1 (que, como outros esportes, são sujeitos a regulamentos e mudanças - vide vôlei, basquete etc.), façam como sugere um tricampeão de Fórmula 1 brasileiro: vamos instituir uma competição de quem chupa picolé mais rápido. Sugiro aos "bradadores-de-plenos-pulmões-do-regulamento-novo-que-é-uma-bosta" que corram à padaria mais próxima e comprem os seus picolés. Isso é empolgação e é "tão novo quanto" tomar água quando se está com sede ou fazer uma bostinha quando se está com dor de barriga.


Abraços

Daniel Faria, Brasília - DF

NA TEMPORADA DA NEGA MALUCA,
A CORRIDA DO BRASIL FOI O SAMBA DO CRIOULO DOIDO.
E O BARRICHELLO CANTOU O SAMBA MAIS TRISTE.


TORÇO SEMPRE PELO RUBINHO , MAS QUE M. O CARA NUNCA DÁ UMA SORTE É SEMPRE REVEZ.

MELHORES NO BRASIL: BARRICHELO E WEBBER


Celso Vedovato, Salvador

Amigos, em especial o Romeu Nardini,

Realmente muitos de nós temos infindáveis histórias do GP Brasil. Vc lembrou muito bem do Emerson, eu também estive no FNAC pegando o autógrafo do responsável por toda esta empolgação da F1.

Talvez estivéssemos na mesma fila (fui um dos primeiros). Eu já tinha comprado o livro na semana passada e lido inteirinha. Comparando com o "Voando sobre rodas", de 73, com muito mais detalhes sobre o início da carreira, este novo livro é interessante porque aborda muito a convivência que ainda existia entre os pilotos.

A corrida deste ano foi muito especial, deu para ver como pequenas mudanças do clima e ajustes internos do carro funcionam.

Novamente eu senti que ainda existe um certo amadorismo no Brasil, pequenos detalhes que levam os gringos a desprezarem o nosso GP (aonde quer que seja). Aquele trator na curva do Sol me deixou totalmente perplexo. Como aquilo poderia estar ali em plena corrida! Já pensaram se o Schumacher tivesse entrado debaixo da máquina!

De qualquer forma acredito que houve uma precipitação na volta do Safety car aos boxes.

Com relação aos rios atravessando a pista, eu acredito que elas são imprevisíveis e servem para que no ano seguinte sejam corrigidos. Esses "rios" não são exclusividade de Interlagos.

Os acidentes esses eu acredido que tenham um responsável: a FISA. Com a chuva de ontem a corrida não poderia ter sido corrido com pneus intermediários. Quem inventou essa história de apenas 2 tipos de pneus?

O Rubinho, não tenho muito que dizer. Novamente foi o vencedor moral (junto com o Fisico), a pane seca ali estava evidente, não sei se havia alguma movimentação nos boxes p/ o reabastecimento.

De qualquer maneira, o cara é muito azarado, mas às vezes acho que este azar tem a ver um pouco com descaso da equipe.

Viva Interlagos! Viva o clima de São Paulo ! Longa vida GP Brasil.

[]'s
Olavo, São Paulo

Será que se não acabasse a gasolina o Rubinho ganhava a corrida mesmo?

Não sei se a segunda parada seria antes do término da corrida, pois se ele parasse na volta 45 (ele abandonou na volta 46), ele ia voltar atrás do Raikkonen e Fisichella (com tanque mais cheio, e os dois estava com tanque quase vazio), não sei se ele passaria os dois antes do término.

Obs: O Ralph Firman rodou tanto nos treinos, será que ele não danificou a suspensão nas suas dezenas de rodadas? Não sei se nos treinos, ele chegou a bater nos pneus, muro, etc...

Será que dá p/ saber qual volta que o Kimi, Fisichella iriam parar?

Nelmo Prates, São Paulo

Primeiramente, parabéns pelo site.

Barrichelo já havia feito um abastecimento... Mesmo assim, realmente ele abandonou por pane seca????????

Haroldo Lúcio Pinto, Sabará - MG

Edu

aqui vão algumas impressões minhas sobre como vão as coisas pela F1, depois
do GP Brasil...

- A F1 queria se parecer com as corridas americanas em espetáculo? Pois conseguiu,
sobretudo com tanta pancadaria...

Só faltava o Fisichella ganhar com a Jordan (Coitado, ele até comemorou). E, graças a Deus, o nível de segurança que os carros atingiram realmente foi espetacular. Há 10 anos, com o visto em Interlagos, seria bem possível acontecer um funeral
amanhã ou depois.

- Fazia uns 3 anos, mais ou menos, que o alemão não abandonava. Ele pareceu
ter elaborado uma estratégia mais adequada que o Rubinho mas o Rio do Sol o
traiu...

- Volto a bater numa tecla: será que o motor Ferrari tem se revelado um beberrão
perto do Mercedes? Em nenhuma corrida das três até agora o Schumacher ou o Rubinho tentaram fazer uma parada só, enquanto o Kimi Raikkonen sempre faz isso. Parece que a Mercedes está tendo o melhor pacote potência-consumo. O Rubinho não conseguiu passar o Coulthard em reta.

- A Michelin, até agora, está parecendo encurralar a Bridgestone como um gato
encurrala um rato.

- Que belo carro a Renault! Disputa com o da McLaren o título de o mais consistente
até agora. Quando o motor for mais potente, segura os franceses. Eles querem
que alguém tente segurá-los com carro e motor, sem precisar de Frank Williams,
desde 1977.

- Dê um carro bom ao Mark Webber e ele vai dar trabalho.

- Kimi Raikkonen... Até agora, está correndo como quer, e se não tivesse passado da velocidade máxima permitida nos boxes em Albert Park estaria com 30 pontos em 30... Fez uma corrida cerebral em Interlagos e ia ganhar, porque o Fisichella precisaria reabastecer e ele deu a impressão de se deixar ultrapassar logo antes dos acidentes sabendo que o Jordan estava leve, para seguir tranquilo depois.

Está pronto para o novo regulamento: sempre rápido nos treinos, é sempre rápido
em corrida, e, para completar, conserva absurda bem o carro de maneira a visitar
o boxe o menos possível, além do que o carro o ajuda muito, sendo equilibrado,
com um motor potente e de menor consumo que o Ferrari. O Hakkinen era um 486? Pois é, chegou o Pentium 4 da Finlândia.

Pobre Schumacher, e, principalmente, pobre Rubens Barrichello, que agora têm de descontar 18 pontos de vantagem.

Se a F2003 não pôr ordem em Maranello, e, principalmente, se o novo McLaren for tão bom quanto o atual, o garoto é sério candidato a papar o título.

- Essa situação, Raikkonen com 26 pontos, e Schumacher e Barrichello com 8 cada um, pode prejudicar o brasileiro, pois a Ferrari pode concentrar esforços no alemão para reverter o quadro contra a McLaren. Ele não vai permitir, até mesmo por contrato, que o Rubinho tome sua folhinha de ouro dentro da equipe. Que seja o jovem Kimi...

[]s

Alexei, Belo Horizonte

CARÍSSIMOS COMPANHEIROS DA REDAÇÃO,

SOU AFCIONADO POR F1 E TENHO A SEGUINTE SUPOSIÇÃO A RESPEITO DO PROBLEMA COM O NOSSO QUERIDO RUBENS BARRICHELO:

PARTINDO-SE DO PRESUPOSTO DE QUE NO GP DA ÁUSTRIA DE 2002 A ESCUDERIA DO CAVALINHO DETERMINOU AO NOSSO REPRESENTANTE NA EQUIPE QUE O MESMO "CEDESSE" O PRIMEIRO LUGAR NO PÓDIUM PARA O TODO PODEROSO "SHUMI", NÃO TENDO O MESMO OUTRA ALTERNATIVA SENÃO OBEDECER AO COMANDO REPASSADO VIA RÁDIO E TENDO-SE EM VISTA O OCORRIDO NA CORRIDA DE HOJE, OU SEJA A PANE SECA NO CARRO DO RUBINHO, NÃO SE PODERIA COGITAR DE QUE, PARA BURLAR O REGULAMENTO QUE PROÍBE TERMINANTEMENTE A TROCA DE POSIÇÕES NA PISTA DETERMINADA PELOS CHEFES DE EQUIPE, NÃO TERIA A EQUIPE DE MARANELO CAUSADO UMA POSSÍVEL FALHA NO SISTEMA DE TELEMETRIA, PROPOSITADAMENTE, UMA VEZ QUE COM A VITÓRIA O RUBENS ABRIRIA 10 PONTOS DE VANTAGEM SOBRE O MICHAEL E AS PRESSÕES AUMENTARIAM MUITO SOBRE A ESCUDERIA PARA PRIVILEGIAR UM POUCO MAIS O NOSSO PILOTO?

AGUARDANDO A CONSIDERAÇÃO DE VOCÊS A RESPEITO,
SUBSCREVO, MUI ATENCIOSAMENTE

Lissandro José Vilela, Natividade

Mais uma vez parabéns pelo site e gostaria de saber porque a McLaren teve essa grande evolução da temporada de 2002 para a de 2003.

Isso tem a ver com as novas regras? O mais interessante e que ela usa o mesmo carro de 2002

Obrigado

Ivan Eilert, Porto Alegre

Você tem todos os motivos para estar surpreso, Ivan. Eu e o resto do mundo também estamos. Três corridas, três vitórias? Creio que nem o pessoal da McLaren sonhava com isso.

Sabe-se que a equipe tem trabalho em horário dobrado para descontar os avanços da Ferrari, por isso retardaram tanto o avanço do carro novo mas sabe-se que vários sistemas desenvolvidos para o novo carro, principalmente eletrônicos, já funcionam no carro de 2002 e eles podem estar fazendo diferença. Creio que os pneus Michelin também ajudaram muito nas primeiras três corridas.

Mas será que foi só isso ou uma perversa combinação de fatores, todos eles caindo na cabeça da Ferrari?

Abraços (EC)

A prefeitura de São Paulo gasta tanto dinheiro na reforma do autódromo de Interlagos, com certeza deve contar com boa equipe de engenheiros e técnicos porcos em planejamento e topografia, tão estúpidos que não conseguem construir um sistema simples de vazão para água e deveriam ser os responsabilizados pelos danos causados ao espetáculo de F1 deste domingo.

Samuel Silva, São Paulo

Caros Amigos Panda & Eduardo:

esta não é uma carta pergunta mas somente um desabafo no que acredito ser o site mais inteligente na internet a respeito do esporte, principalmente porque mostra a nova geração que não teve a oportunidade de conhecer o que realmente era uma F1 de verdade, não este circo farsante, atual.

Espero que dentro do formato do site ela possa ser publicada....

Infelizmente os aficionados tem que se conscientizar que a Fórmula 1 MORREU em sua essência, que é simplesmente ridículo largarem 20 carros/clones e que se não morreu ainda fisicamente, como evento em breve acontecerá.

Hoje após a "derrota" de Rubinho ficou mais que provado o que eu sempre afirmei - Não dá para se fabricar ídolos, por mais que se queira, ou quanto de dinheiro está envolvido. Pobres daqueles que acreditam na mídia e ficaram em vão de madrugada, nos portões de Interlagos e tomando chuva para ver mais um fracasso.

Parabéns pelo site cada vez melhor que traz de volta memorias e fatos importantes e interessantes, não encontrado em nenhum outro lugar.

Hoje prefiro assistir as corridas de Kart - pelo menos são maquinas e pilotos de verdade, Por enquanto !

Salve o GPTotal

Abraços

Jean Carlo Szepilovski, São Paulo

A Ferrari errou nos cálculos com relação ao momento de chamar o Rubinho para o reabastecimento, pois logo após a parada do Rubinho, vimos a Willians e McLaren chamando os seus pilotos para os box.

Portanto para mim foi pane seca a causa do abandono do Barrichelo

Gerson Borini, Campinas - SP

 


Caros Edu e Panda!

Fico pensando aqui com meus botões: o Schumacher é o melhor piloto em atividade... ok.

Mas é minha impressão ou ele é o tipo de piloto que só dá certo quando tudo mais vai bem, ou seja, não aguenta pressão?

Qual a opinião de vcs? Só lembro aquela decisão contra o Hill na Austrália no qual ele deveria ter perdido todos os pontos da temporada... O alemão "amarela" mesmo?

Abraços

José Benedito Vizioli Libório, Piracicaba - SP

Olá, adoro este site, não deixo de acessa-lo todos os dias.

Gostaria de saber se as ondulações características da pista de Interlagos foram solucionadas, pois não li nada à respeito desta queixa comum a todos os pilotos.

Um abraço

Celso Miki Hirose, Atibaia

Confesso que não sei Celso, mas parece que alguns trechos mais críticos do autódromo foram recapeados.

Abraços (EC)

Quando a Fia promoveu alterações no regulamento do mundial de Fórmula 1, todos disseram que era bom, pois promoveria um maior equilíbrio no campeonato e outras bobagens desse tipo.

Mas o que pouca gente percebeu que o intuito poderia ser outro, beneficiar a McLaren. Pois até agora, o tão falado equilíbrio não ocorreu, após três corridas, só uma equipe venceu e a distância entre grandes e pequenas continua grande, só desaparecendo na falsidade da nova formula de treino.

E pior, o que se viu neste domingo de Grande Prêmio Brasil, é de um disparate e de um absurdo inominável. O vencedor da prova de fato seria o Giancarlo Fisichela, afinal a ultrapassagem ocorreu na volta anterior ao acidente do Webber, mas inexplicavelmente a vitória foi atribuída a um piloto da McLaren numa clara demonstração de que manda quem tem dinheiro, ou será que se a situação fosse inversa, se o Fisichela estivesse na frente e o Haikkonen tivesse passado na mesma situação, o resultado seria alterado?

É senhores, a FIA continua velhaca e começo a perder o meu interesse na Fórmula 1 e olha que sou extremamente fanático pela categoria. Mas ninguém se indignou, ninguém defendeu a Jordan e ninguém defendeu o Fisichela.

Alan Nogueira, Rio de Janeiro-RJ

TOTAL IRRESPONSABILIDADE DOS DIRIGENTES DA FORMULA 1!

INCONPETENTES AO SACRIFICAR A SEGURANÇA DOS PILOTOS EM NOME DA "CONTENÇÃO DE GASTOS" POIS NADA VALE MAIS QUE UMA VIDA.

QUE SE TRAGAM TODOS OS PNEUS E EQUPAMENTOS NECESSÁRIOS PARA QUE A VIDA DOS PILOTOS NÃO CORRA MAIS RISCO E QUE OS AUTÓDROMOS NÃO SE TRANSFORMEM EM ARENA DE GLADIADORES. ACABEM IMEDIATAMENTE COM ESSE CIRCO, POIS OS PILOTOS NÃO SÃO PALHAÇOS.

VALEU BARRICHELLO!

SEMANA DIFÍCIL.

Amigos, a semana que antecede o GP de F-1 sempre foi para mim, meio complicada. Pois ela interfere na “vida normal”.

Apesar de tudo que vem acontecendo no mundo e também no nosso esporte preferido, a expectativa do GP gera muita ansiedade, ainda mais quando os meios de comunicação começam a “agitar”.

E vocês do GPTotal, estão exagerando este ano. É falando sobre 31 anos de GP, de Jim Clark, (um dos meus ídolos juntamente com Surtees, Gurney e Bandini), do velho Autódromo de Interlagos, de Pavan “Jacaré” (não tem nada com F1, mas não há quem não se lembre da figura), enfim, fazendo com que a toda hora, eu tenha que entrar no site pra ver se tem mais “coisa”.

E aí vem aquelas lembranças dos GPs anteriores. E fico muito feliz lembrando que também participei de algumas aventuras parecidas com aquelas vividas por vocês.

Assisti vários GPs ao vivo, desde 1972. Também estava na arquibancada, quando o Emerson com a suspensão traseira quebrada, surgiu na curva do café, “abanando” de um lado para o outro da pista, deixando a vitória de mão beijada para o Reutemann.

Aquela corrida não valia nada, mas presentear logo o argentino!

Também dormi muito em arquibancada, tomei muita chuva, sol, estilhaços de garrafas de cerveja, e memoráveis banhos de caminhão pipa. Acompanhei as vitórias do Emerson, me emocionei em 75 com o Pace, que precisava muito daquela vitória.
Em um ano desses, resolvi me organizar e cheguei com meu primo já para os treinos da 6ª feira com uma Veraneio 1969, que encostada de ré junto a arquibancada, formou um espécie de barraca. E lá ficamos por três dias. Sanduíches, cervejas, refrigerantes, frutas, etc.
Mas no sábado à tarde, depois da classificação, com o autódromo quase vazio, já se sentia uma falta terrível de um banho. O calor estava muito forte e nossos corpos meio emborrachados, quase tanto quanto a pista.

Junto com uma meia dúzia de “débeis mentais” como eu, descobrimos que junto à curva do lago havia um tubolão enorme da qual saia uma grande quantidade de água. Foi uma festa. Aquilo é que era “Big Brother”. Domingo após a corrida, cheguei em casa com 39 graus de febre e um misto de gripe e insolação. Mas muito feliz com mais uma vitória do Emerson. Vi Lauda, Regazzone, Hunt, G.Hill, Merzário etc.

Em 86 de avião, 87 e 88 de moto assisti aos GPs Brasil no Rio de Janeiro. Lá passei por tudo que era baixaria de novo, pois o pessoal do Rio estava descobrindo a F1, e tinha uma agravante. As arquibancadas eram vazadas e o pessoal que ficava lá em cima, por comodismo ou porque não queria perder o lugar, tentava lá do alto, acertar os banheiros aqui em baixo.

O resultado era aquela “regada” geral na galera que passava sob as arquibancadas. Mas tudo era festa, até mesmo quando Piquet ganhou mas não levou, foi desclassificado.

Ainda em 88 voltando de moto do Rio e puxando uma fila de mais 4 motos, na ultima curva da serra levei uma fechada de um chevette (lógico um chevette) que mudou de faixa. Tive que freiar forte, e o casamento freio a disco traseiro (era uma RD 350) mais um pouco de areia junto ao canteiro central, me levaram pro chão.

Macacão rasgado, joelho ralado, dor na perna e seguimos em frente até Guarulhos quando parei para reabastecer e não consegui dar partida na moto (era no pedal).

Percebi que tinha fraturado o perônio. Tudo bem, 25 dias de gesso depois tudo voltou ao normal.

Os Gps voltaram para São Paulo dizem, graças a uma tal Dona Erundina, não sei. Mas o nosso circuito estava irremediavelmente mutilado, destruído, criminosamente alterado.
Mas mesmo assim estive lá vibrando, e chorando comovido com as vitórias do Senna. A de 91 até hoje tenho uma inveja danada daquele pessoal que estava na reta oposta e praticamente seqüestrou o Ayrton. Mas eu estava do lado de cá, na arquibancada, ali mesmo, na direção da Caixa d’água, nos primeiros 3 ou 4 degraus de cima. O lugar privilegiado do autódromo.

Assisti mais alguns GPs ao vivo nos anos 90 e depois me tornei um televisivo. Perdi o pique de chegar de madrugada esperar os portões se abrirem as 7 da manhã, começar a caminhar e entrar no Autódromo lotado as 10h. O jeito é agüentar Galvão e Reginaldo (ruim com eles, pior sem eles). Mas o entusiasmo com a F1 continua o mesmo, atrapalhando até o sono, com a expectativa.

Hoje 5ª feira, 3 de abril, estou voltando da Fnac, onde Emerson Fittipaldi esteve autografando o seu novo livro "Uma vida em alta velocidade", em depoimentos a Peter Golenbock.

Afinal Emerson é um dos responsáveis por esse meu vício incurável.

Romeu Nardini, São Paulo

Boa tarde

quero parabenizar o trabalho do site pois sou fã numero 1 de automobilismo, não perco uma transmissão.

Minha corrida inesquecível foi, sem dúvida, o GP Brasil em 93, com a vitória do Ayrton Senna.

Foi aquele Grande Prêmio em que a torcida invadiu a pista, como nunca se tinha visto, quebrando todas as regras de disciplina e segurança. É difícil definir aquela cena, que refletiu bem o encantamento do povo por seu maior ídolo."

Senna não pôde nem terminar a volta da vitória. Não me lembro de isso ter acontecido na Fórmula 1. Senna foi arrancado do carro e literalmente carregado nos braços da torcida.

Um forte abraço

Claudio Morales, Guarulhos São Paulo

Que saudades do antigo Interlagos, aquilo sim é que era pista (coluna do Luis Fernando Ramos).

Infelizmente não tive o prazer de acompanhar a Fórmula 1 correr nesse circuito mas vi corrida mágicas de stock e marcas que ficaram pra sempre na minha memória.

Parabéns pelo site

Ricardo Soares Apud, São Paulo

O Primeiro Grande Prêmio a gente nunca esquece.

Como tudo que é pela primeira vez é inesquecível. No primeiro GP Brasil em 1972 estava com 13 anos quase 14. Eu era o caçula da turma que foi assistir a corrida. Todo o pessoal estava no 4o do ginasial e eu no 2o. Estava na turma graças ao amigo Márcio, também fanático por corridas e em especial por motores.

Na época ainda não tinhamos metrô. Nos encontramos na Praça João Mendes de manhã bem cedo. Compramos pão, presunto e queijo num armazém ao lado da catedral da Sé. Descemos em direção à Praça da Bandeira, pois era de lá que saiam os ônibus que iam para Parelheiros, Rio Bonito e região.

A linha Rio Bonito ficou sendo a minha referência para ir a Interlagos por um bom tempo. Era uma loooonga viagem, passava por toda a 9 de Julho, toda a Santo Amaro, ah sim na época não tinha esse luxo de ter corredor para ônibus não... Era farol depois de outro numa avenida apertadíssima, entrava pela Nossa Senhora do Socorro, Av. Interlagos e finalmente ... depois de uma subida dava para ver a maravilhosa-pista-preta-novinha-em-folha na altura da junção. Dava vontade de descer ali mesmo, mas desta vez já estava com o ingresso comprado na antiga sede da Rede Globo na Praça Marechal Deodoro.

Descemos no portão 2, o irmão mais velho de um dos caras da nossa turma não tinha comprado ingresso ainda, e ai tivemos a grande dica. Não era necessário comprar ingresso para ver a corrida ! O cara se separou da gente ainda fora do autódromo e dali a pouco ele aparece já dentro do autódromo saindo de um banheiro...

Nos instalamos nas arquibancadas exatamente no inicio da faixa de entrada dos boxes. Seriam horas de espera, apenas quebrado pelo warm-up.

O primeiro ronco que veio dos boxes foi uma ovação. E começaram os treinos. Estava vendo ali os Formula 1s ao vivo ! O grito do motor ecoando no retão, lá longe, dava um arrepio de emoção. De cara passa o Henri Pescarollo com um March (modificado pelo Willians) preto, bem perto do muro dando uma impressão de maior velocidade (o que depois veriamos que ele não era dos mais rápidos). Aquele cara me deixou impressionado ! Depois vieram os Lotus 72 JPS, coisa linda, as Brabhans, coisa feia, as Marchs.

Depois dos treinos, teriamos mais algumas horas de tédio, quebrado pelo precioso Walk-Talk do nosso amigo Márcio. Coisa rara na época no Brasil. Descobriu-se que os fiscais de pista usavam a mesma freqüência, e ai começou a farra. Era uma esculhambação...

- Alô, a sua mãe está bem ?
- Garoto, você está colocando em risco a segurança da corrida !
- Que é isso seu F....d.P...., vem pegar se vc for homem seu B....
- Garoto, isto é uma corrida não é para ficar brincando !
- Vai trabalhar então seu Vi...

O pessoal fazia a maior festa com os radiozinhos (era um par). A vitória veio quando a vozinha anasalada do locutor anunciou por aquelas caixinhas acústicas que ficavam pendurados nos postes (eram uns 4 ou 5 altofalantezinhos de 5 polegadas):

- Atenção, solicitamos que as pessoas que estão com intercomunicadores não o utilizem pois estão atrapalhando o trabalho dos nossos fiscais.

Vitóra ! eles pediram arrego.

A largada foi marcante, todos os motores roncando ao mesmo tempo, mesmo sendo uma dúzia de carros ! O Emerson abriu e foi embora, afinal nem o Stewart nem as Ferrari estavam ali. E o Luizinho (Luis Pereira Bueno) com a March Bolinha lá atrás, cada vez mais atrás.

Na volta 31 o Emerson passou sinalizando alguma coisa pela reta. No Sargento ele voltou a sinalizar qdo a sua Lotus deu uma saidinha de traseira. No final da volta o Emerson já vinha devagar em direção aos boxes qdo na nossa frente, bem na nossa frente, o Lotus deu um cavalo de pau sozinho, um 360 graus, e voltou rebolando em direção ao box. Para nós a corrida tinha terminado ali. De qualquer forma continuamos até o fim para ver o Lole Maricòn (com todo respeito) vencer o 1o. GP Brasil.

A volta foi outra aventura... Pegamos o ônibus de volta ao centro da cidade. As ruas estavam todas congestionadas. O ônibus lotado, e nada de ir p/ frente. O motorista parece que conhecia um atalho, saímos da av. Interlagos, passamos por algumas ruas de terra e paramos novamente...Para se ter uma idéia a corrida tinha terminado as três e meia, e as seis horas estava comendo dentro do ônibus o último pão (a seco sem queijo nem presunto) porque ainda não tinhamos conseguido chegar à ponte do Socorro !

Cheguei em casa, moido, lá pelas oito e meia, satisfeito mas chateado pelo Emerson, afinal nem tudo pode ser 100% bom na primeira vez.

[]'s

Olavo, São Paulo

Lamentável que os jornalistas brasileiros nunca desceram a lenha na Jordan e na Jaguar, pois anos atrás eles simularam um roubo de pneus e a Jaguar de notebook.

E a Jordan continua descendo a lenha em Interlagos, falando da ondulação e outras coisas. Se alguém quiser correr em circuito sem dificuldade, vão correr de F1 no video game!!

Abraço

Nelmo Prates

Há dois erros no Especial GP Brasil 1983.

Em primeiro lugar o Piquet ganhou fácil e o incêndio no carro de Rosberg não influenciou o resultado. Em segundo lugar, o ano que Piquet comemorou sentado no pódio foi 1982 pois a desclassificação só saiu três semanas depois.

Paulo Leonardo Noronha, Recife

Eduardo,

Acho que sempre fomos vizinhos na caixa d`água (Coluna do Edu de 31/3). Era o ponto onde brigávamos para estar de C-14 de ré em cima da calçada que dá pro primeiro lance da arquibancada. Calço na suspenção para aguentar 10/12 moleques.

Entrávamos na sexta-feira. Puta merda! As noites não choviam só canivetes, não. Era comum chover gente. Num ano levei uma puta mostardada da Ancar, lembra? No ano seguinte foi catchupada. Só pra ficar no curioso. Hoje está melhor mas não muuuuuuito.

Rui Simionato, Santo André

Pessoal

vi a corrida de 2001, 2002 pela TV e alguns comentários sobre o asfalto e instalações do autódromo que todos reclamaram, enfim nesse ano já vemos uma nota no site da Jordan falando mal do autódromo.

Vou a Interlagos desde 1994 e vejo cada ano o Autódromo melhor e todos dizem que existem muitos autódromos "lixo" no mundial. De verdade, como é Interlagos como pista e estrutura em relação aos outros circuitos ???

Essas colocações e criticas são reais e necessárias ???

Obrigado

Fernando, São Paulo

Como vai Pandini?

A cada dia fico mais impressionado com a quantidade e precisão, das informações que vocês têm sobre automobilismo e principalmente Fórmula1.

Pandini, dias atrás enviei um e-mail para o site, através dos comandos disponíveis no site GpTotal, que sinceramente me confundem um pouco, pois não há uma chave específica para nossas opiniões, apenas sugestões, nada foi publicado ou mencionado, mas claro que a deficiência é minha, se tanta gente manda.... Pois bem, encaminhei opinião sobre a morte do Senna e comentários sobre a pasteurização que ocorreu com os circuitos de F1, palavras do nosso ídolo Piquet. Terminava o comentário propondo, "sonhando", um novo traçado para Interlagos com as curvas 1, 2 e 3 e claro a maravilhosa Curva do Sol, a única comparável a Eau Rouge em emoção, até inclui um hair pin, nova moda da FIA . Com os desenhos de Interlagos antigo e novo do site Forix, modifiquei os desenhos. Não sei se é possível mas gostaria que vocês colocassem no site, para sabermos as opiniões dos internautas e as suas é claro. Como já disse sei que é apenas sonho, mas o esporte que a Fórmula 1 se propõe ser, contém sonhos, claro que não essa que temos hoje, em que só sonham Schumacher, Barrichello, Jean Todt. Rubinho só sonha mesmo ( pelos menos enquanto não fazer a macumba contra o alemão - Piquet de novo). Vamos ver se esse ano as outras equipes diminuem a diferença para as Diabas de Maranello.

Para finalizar parabéns pelo trabalho, sou realmente viciado no seu site, e tambem no WarmUp, mas tenho uma tendência maior ao GpTotal, pelo fato de encontrar uma preferência mais declarada ao Nelson Piquet, tão injustiçado no que se refere a material disponível sobre ele, bem de qualquer forma, como seria bem capaz de ele comentar sobre esse fato - esta cagando e andando para isso. Só para registrar é uma alegria entrar no site e na grande maioria das vezes ver a Williams do Tri lá em cima, carro que vocês deixaram de colocar entre os mais bonitos da década de 80 injustamente(já comentei isso uma vez), era tão bonito que a Honda inclusive fez uma carenagem para CB 400 ou 450, com aquele padrão, aliás algo que poderia ser comentado pelo Tite, dê essa sugestão.

Um abraço

Celso Vedovato.




 

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