Não existe um Campeonato Mundial de Marcas como nos anos 60 mas as corridas atraem grandes construtores - na maioria das vezes, apenas um deles de cada vez. Depois de consquistarem vitórias na categoria, geralmente vão tentar a sorte na Fórmula 1. Alguns com sucesso, outro nem tanto.

 

MAZDA 787B

A Mazda tentou durante vários anos tornar competitivos seus protótipos com motores Wankel (pistões rotativos, uma idéia que não "pegou" nas ruas). Venceu em Le Mans em 1991, beneficiado por um "furo" no regulamento (veja história completa no especial sobre Le Mans). Suas linhas lembram um pouco os Porsche 956/962, e merece destaque pela originalidade mecânica.

 



 

PEUGEOT 905

Esquisito mas vitorioso, o Peugeot 905 se impôs nas pistas, inclusive em Le Mans, pelo refinamento aerodinâmico, pelos investimentos do fabricante francês e pela organização espartana capitaneada por Jean Todt, hoje o Napoleão da Ferrari.

 

 

Mercedes-Benz
CLR

Este carro não é propriamente um sport-protótipo mas um GT superdesenvolvido. Protagonizou uma cena inesquecível em Le Mans, decolando talvez uns dez metros no final do retão de Le Mans. Os técnicos alemães perceberam o defeito aerodinâmico e retiraram o carro da prova imediatamente.

 

Audi-R8

Pode ser considerado o sport-protótipo mais sofisticado de todos os tempos, o que não é grande vantagem dado os investimentos do fabricante alemão. Comenta-se muito que o programa pode ser trocado a qualquer momento pela Fórmula 1, cisa que a VW, proprietária da Audi desmente.
Atualmente, dá um banho na concorrência, ganhando 90% das provas que disputa na Europa e Estados Unidos.

 

BMW LMR

Este carro foi visivelmente um teste da BMW para saber se ainda tinha músculas para a Fórmula 1. Após a vitória em Le Mans em 99, a BMW abandonou a categoria e concentrou-se no desenvolvimento do motor que hoje equipa os Williams.

 

O escolhido do Eduardo Correa
Mercedes CLR. Os sport-protótipos puros da atualidade, vítimas da pesquisa aerodinâmica exasperada, são muito feios...

O escolhido do Pandini
Concordo com o Edu: os protótipos atuais não estão à altura, em termos estéticos, dos que víamos há 10, 20 ou 30 anos. Tenho uma certa simpatia pelo Mazda, que fica sendo minha opção.