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Olá, queridos amigos do GPTotal
Agradeceria muito se vocês me esclarecessem
uma dúvida que há muito tempo eu tenho: no final de 1990
a Ferrari tinha, disparado, o melhor carro da F-1, e Prost só perdeu
o título daquele ano por causa do acidente no Japão e porque,
no início da temporada, o motor era menos confiável.
Em 1991, contudo, mesmo após dominar
gritantemente os testes de pré-temporada, a equipe teve um desempenho
sofrível, sem nenhuma vitória, o que só voltaria
a ocorrer em 1994, já na era Todt. Por que essa queda tão
grande? O que deu errado para a equipe entre 1991 e 1993 (em 1992, então,
a equipe teve como melhor resultado dois míseros terceiros lugares
- Canadá e Espanha, com o Alesi!)?
Seriam só os desmandos e a falta de
organização do time (O Cesare Fiorio e o Prost não
se batiam e os dois foram demitidos em 1991)? Ou aconteceu alguma outra
coisa?
Agradeço desde já a atenção.
Abraços.
Eduardo Santos, Rio de Janeiro
Oi Eduardo
Digamos que tenha sido um problema técnico-político.
O carro de 90, que teve como base o carro de 89, desenhado pelo John
Barnard,
era bom mas não evoluiu o suficiente em 91. Para você ter
uma idéia da evolução dos carros, o tempo da pole
em Interlagos de 90 para 91 foi derrubado por Ayrton Senna em quase um
segundo e, em San Marino, em 1,5s. A Ferrari simplesmente não teve
carro para isso por força de algumas opções de natureza
técnica que resultaram em pouca potência e problemas de dirigibilidade
que se refletiram no rendimento dos pneus.
Até aí tudo bem. Eles tinham bons técnicos e Alain
Prost. Era “só” caprichar nos testes, acertar as coisas
e correr atrás do prejuízo. Mas aí entrou a política
fratricida famosa da Ferrari e o tremendo fiasco em Imola (Prost rodou
na volta de apresentação – para mim a maior mancada
de todos os tempos da Fórmula 1 – e Alesi saiu da pista ainda
na primeira volta) acabou acelerando as coisas. Prost entrou em choque
público com Cesare Fiorio, diretor da equipe, que acabou sendo
demitido dias mais tarde.
A coisa degringolou de vez com a indicação de Piero Lardi
Ferrari para a direção da equipe, que nomeou o engenheiro
Claudio Lombardi para a direção técnica. Era
gente honesta, com alguns feitos em automobilismo mas, visivelmente, não
tinham bala para encarar a Fórmula 1.
Tentou-se um carro bastante revisado, o 643, que estreou no GP da França,
terminando em 2o. Prost conseguiu um 3o em Silverstone, praticamente nada
nas cinco provas seguintes, e depois um 2o lugar em Portugal e um 4o no
Japão. Aí, falando aos jornalistas, comparou seu carro a
um caminhão e foi demitido pela Ferrari, não pilotando no
GP da Austrália, numa atitude que somou tudo o que de pior havia
na equipe italiana. O lugar de Prost ficou para Gianni Morbidelli, que
terminou a prova em 6o.
Nesta altura, já estava claro para a Fiat que uma atitude radical
era necessária e ela, detentora da maioria das ações
da Ferrari, indica Luca di Montezemolo para sua presidência. Este
afasta Piero Lardi e Lombardi e começa a reestruturar a casa desde
o seu alicerce, eliminando pela raiz toda a politacalha barata que havia
sido plantada e adubada por Enzo Ferrari, o único homem com força
de controla-la - quando era do seu interesse...
Pode-se dizer que foi deste trabalho de Montezemolo, no qual o francês
Jean Todt
foi parte essencial, que começou o renascimento Ferrari que se
vê hoje, em seu auge.
Nesta altura, o carro para 1992 já estava pronto mas é
claro que, daquela incrível bagunça não podia sair
nada de notável. De fato, ele foi totalmente incapaz de fazer frente
ao poderio do Williams Renault de Mansell de forma que a a Ferrari desinteressou-se,
marcando apenas 21 pontos, ante 91 da Benetton, a 3a colocada no Mundial
de Construtores.
93 não foi muito melhor – 28 pontos - mas em 94 e 95 já
se viu um salto considerável – 71 e 73 pontos, respectivamente.
Em 96, chega Schumacher e a equipe, a duras penas, reencontra o caminho
da vitória até agarra-la de vez a partir de 2000.
Abraços (EC)
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| WITH
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FROM OUR FRIENDS
20/01/2005 |
IN MEMORIAN
– Por
Manuel Blanco
Ascari, Clark, Rindt, Senna, Villeneuve, Peterson, etc., todos
magníficos pilotos que pagaram o mais alto tributo por fazer
o que mais gostavam e o que melhor faziam.
A Fórmula 1 lhes proporcionou fama, dinheiro e a experiência
de sentir emoções que o resto de nós, simples
mortais, dificilmente só podemos imaginar ou sonhar. Porém,
a Fórmula 1não perdoa o mais mínimo falho,
seja humano ou mecânico, e, no caso destes pilotos, o castigo
foi supremo e sem remissão. A Fórmula 1não
teve clemência e nos recordou da maneira mais cruel que eles,
também, eram mortais
Hoje,
continuamos recordando estes ases do volante. Aqui mesmo no GPTotal,
temos especiais sobre eles e há circuitos, curvas ou chicanes
em todo o mundo que levam os seus nomes, fazendo que a sua memória
seja já imarcescível.
Porém, houve outros pilotos que sofreram o mesmo castigo.
Pilotos que não puderam degustar o doce sabor da vitória.
Pilotos que não puderam desfrutar do prazer de ser aclamados.
Pilotos que nunca viram a bandeira quadriculada ser agitada em sua
honra, nem souberam o que se sente ao estourar uma garrafa de champagne
lá no alto do pódio. Enfim, pilotos aos que a Fórmula
1puniu com a morte sem nunca lhes ter dado, sequer, um momento de
glória pois, suas carreiras, praticamente, terminaram antes
de começar.
Não há muito a dizer sobre eles mas, creio que lhes
devemos uma pequena lembrança pois eles também fazem
parte da história da Fórmula 1.
O primeiro desses desditosos pilotos foi Eugenio Castelloti testando
em Modena no dia 14 de março de 1957. Jean Behra tinha batido
o recorde do circuito alguns dias antes com um Maserati e Enzo Ferrari
o chama com urgência para testar os seus carros e superar
Behra mas, tudo o que Castelloti consegue e arrebentar-se e perder
a vida aos 26 anos de idade. Tinha disputado apenas 14 GPs.
Em 1958, Stewart Lewis-Evans, na última corrida do ano -
Casablanca - sofre graves queimaduras no acidente que sofre ao se
bloquear a transmissão do seu carro. Morreria o dia 25 de
outubro no hospital, seis dias depois da corrida, aos 28 anos. Também
tinha disputado apenas 14 GPs.
A década dos 60 começa com a morte de Harry Schell
quando testava em Silverstone
no dia 13 de março. Schell perde o controle do carro na Abbey
e se arrebenta violentamente. Harry, foi o primeiro piloto na Fórmula
1 a disputar um GP com um carro com motor traseiro. Tinha 38 anos
no momento do acidente.
Também em 1960, Chris Bristow e Alan Stacey perderiam a
vida em Spa-Francorchamps.
Se, hoje, Spa é um circuito dos mais exigentes, naqueles
tempos era aterrorizador. Stacey tinha 26 anos e aquele era o seu
oitavo GP, enquanto que Bristow contava apenas 22 anos e disputava
seu quarto GP.
Já os treinamentos para o GP, não pareciam pressagiar
nada bom pois, Stirling Moss fraturou ambas pernas ao arrebentar
seu carro contra um muro. Mike Taylor, outro britânico, para
quem Spa seria a sua primeira participação, também
sofre um grave acidente. Taylor, milagrosamente, salva a vida mas,
a sua carreira acabou lá mesmo.
Durante a corrida, Stacey perde a vida num acidente cuja origem
podia ser até cômica não fosse o fatal desfecho:
o jovem inglês perde o controle do carro quando um pássaro
golpeia o seu rosto em plena reta de Masta. Pouco antes, Bristow,
tentando ultrapassar um rival, também perdeu o controle do
carro tendo o mesmo destino de Stacey, fazendo que aquele GP passasse
à história como o pior até então enquanto
a vítimas: dois pilotos mortos e outros dois gravemente feridos.
No ano seguinte -1961-, seria a vez de Giulio Cabianca. O italiano
testava em Modena o seu Cooper quando, repentinamente o acelerador
fica bloqueado. Giulio segue reto para fora da pista e atravessa
a cerca do circuito.
Nesse preciso instante, na rua, passava um táxi que é
atingido de cheio por Giulio. Os três acupantes do táxi
e Giulio, que contava 38 anos, perdem a vida. Era o dia 15 de junho.
O seguinte nesta lista negra seria o aristocrata holandês
Carel Godin de Beaufort. Este conde tinha já participado
de 31 GPs mas, nunca conseguiu nada melhor que alguns sextos lugares.
Sua morte teria lugar em Nurburgring durante os treinamentos do
GP da Alemanha de 1964.
Novamente em Nurburgring mas, em 1966, perderia a vida o britânico
John Taylor, na que seria seu quinto e último GP. Taylor
colide com Ickx e os dois carros vão para fora da pista,
incendiando-se o Brabham do Inglês. Taylor faleceria um mês
depois no hospital, vítima das queimaduras.
Novamente testando em Silverstone em 1968, no dia 14 de agosto,
é Bob Anderson quem perderia a vida. Era um típico
dia britânico com chuva e a apista estava molhada e escorregadia.
Bob derrapa e bate num poste sofrendo graves lesões medulares
que lhe causam a morte alguns dias depois. Bob havia participado
em 29 GPs e tinha 36 anos .
Uma nova vítima seria Jo Schelesser e, para maior desgraça,
foi no GP do seu próprio
pais - França 1968. Aquela seria seu primeiro GP, assim como
para seu carro, um Honda RA 302.
Tudo aconteceu no circuito de Rouen, curiosamente, também,
a primeira e última corrida de Fórmula 1nesse circuito.
Schelesser perde o controle do carro e se arrebenta num muro, declarando-se
um incêndio do qual não sobreviveria. Jô tinha
40 anos.
A morte seguinte teve como cenário novamente o circuito
de Nurburgring, em 1969. O piloto local Gerhard Mitter apenas tinha
participado em quatro GPs alguns anos antes e decide retornar à
Fórmula 1. Morreria num grave acidente durante os treinamentos
ao arrebentar o carro em Flugplatz, como conseqüência
da quebra da suspensão dianteira.
A década dos 70 começa logo cobrando a vida de Piers
Courage no dia 21 de junho em Zandvoort. Piers tinha recebido uma
oferta da Ferrari mas preferiu seguir com seu amigo Frank Williams.
Courage tinha 28 anos e havia disputado 29 GPs antes de arrebentar-se
com o De-Tomaso da equipe de Frank Williams.
Gp da Holanda - 1973, Zandvoort. Esta data e este lugar, sem dúvida,
a todos nos resulta tristemente familiar. Roger Williamson, jovem
piloto britânico, disputava o seu segundo GP quando, na oitava
volta, seu carro aparece na TV completamente em chamas.
No acidente que causou o fogo, o carro tinha capotado e Williamson
ficou preso. David Purley tenta desesperadamente salvar Roger perante
a passividade e inoperância dos fiscais mas, sozinho, pouco
podia fazer além de testemunhar o macabro espetáculo.
Até hoje, as heróicas e, infelizmente, inúteis
tentativas de Purley, constituem uma das mais notáveis lembranças
da Fórmula 1e um exemplo a seguir.
No ano seguinte, 1974, durante o GP dos EEUU em Watkins Glen, seria
o turno de Helmut Koenigg, um jovem piloto austríaco que
participava em seu terceiro GP. John Surtees tinha notado que o
rapaz mostrava talento e lhe oferece um lugar em sua equipe. Porém,
na décima volta, Koenigg perde o controle do carro e vai
direto contra os guard-rails. O bólido passa por baixo deles,
exceto tudo o que estava do pescoço de Koenigg para cima.
A sua morte foi instantânea.
Esse
mesmo ano, registrava a estréia daquele que seria a seguinte
vitima. O galês Tom Price, logo mostrou grandes qualidades
e, nos anos seguintes, não deixou nenhuma dúvida que
tinha condições para ganhar tão cedo tivesse
um carro competitivo nas mãos. Mas, em 1977, no GP da África
do Sul em Kyalami, um dos mais estúpidos e horríveis
acidentes, acabaria com a sua vida. Seu companheiro, Renzo Zorzi,
tinha parado na reta com o carro em chamas e um bombeiro, tentando
ajudá-lo, cruza a pista afoitamente. Nesse preciso instante,
vários carros se aproximam com o galês à frente.
Price atropelaria o imprudente bombeiro, partindo-o ao meio, e o
pesado extintor que este portava, acabaria golpeando a cabeça
de Price destroçando o seu capacete... e o que estava dentro.
Seu carro segue desgovernado por um bom trecho da pista, inclusive
atingindo outros carros. Com 27 anos, Price era um dos mais promissores
pilotos da época.
Passariam cinco anos até uma nova morte. Foi em 1982 durante
o GP do Canadá. Ricardo Paletti, piloto italiano com apenas
23 anos de idade, conseguia classificar-se, pela primeira vez, para
a largado de um GP. Ricardo estava na penúltima linha e quando
o semáforo fica verde, todos largam furiosamente. Todos,
exceto Didier Pironi, que fica com o motor parado no grid. O piloto
que ia à frente de Paletti desvia-se para um lado para evitar
bater em Pironi mas Ricardo se encontra repentinamente com o francês,
sem tempo já para evitar a batida, que seria muito violenta.
A barra de direção do seu Osella acaba cravada no
seu peito como se fosse uma lança e o incêndio que
se declara à continuação atrasa muito as atenções
ao piloto. Paletti faleceria poucas horas depois.
A última vitima foi Roland Ratzemberger em Imola, durante
os treinamentos para o GP da San Marino de 1994. O austríaco
lutava para classificar-se para a sua terceira corrida com um pobre
Sintek. Porém, na rápida curva Gilles Villeneuve,
Roland não consegue traçar a curva e vai reto a caminho
do muro. O impacto foi brutal pois, a sua velocidade nesse instante
era de 250 km/hora. Roland tinha 33 anos. Temos mais informações
sobre ele dentro do especial “10 anos sem Senna”.
Todos estes pilotos morreram quase no anonimato. Suas mortes foram
tão prematuras que poucos notaram a falta deles. Nas crônicas
dos seus fatais GPs, as suas mortes aparecem relatadas como uma
simples incidência da corrida pois, tiveram a desgraça
de morrer muito cedo. A morte lhes chegou antes que a glória
que tanto ansiavam.
Sirvam estas modestas linhas como recordátorio de todos
eles. Descansem em paz
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Lendo algumas colunas anteriores, deparei-me
com uma categoria, a Premier1 GP, cujas corridas seriam disputadas por
carros pintados nas cores de times de futebol... Essa corrida aconteceu
mesmo ou não passou de um boato?? Se aconteceu, vocês poderiam
mostrar fotos de como foi essa corrida e as equipes que a disputaram?
E se não aconteceu, algum time chegou a publicar alguma foto de
como seria o carro caso houvesse essa competição?
Samuel Tuzi, São Paulo
Olá,
Samuel. A Premier1 GP, que pretendia rivalizar em popularidade com a F
1, foi anunciada em 2001 e começaria em 2002. Quando chegou 2002,
adiou-se para 2003, oficialmente devido à falência da Reynard,
que forneceria os chassis. Depois disso, não se falou mais no assunto
e até o site oficial (se não me engano, www.premier1grandprix.com)
saiu do ar. Na verdade, ninguém colocou muita fé que ela
sairia do papel. Algumas especificações técnicas
foram estabelecidas, mas os organizadores jamais anunciaram outro fornecedor
(de motor ou pneus, por exemplo).
A organização da Premier1 GP divulgou que 25 clubes de
todo o mundo estariam representados. Periodicamente, haveria uma troca
de times para gerar maior interesse em cada país. Quatro equipes,
todas européias, chegaram a anunciar participação
na Premier1 GP: Benfica (Portugal), Leeds United (Inglaterra), Anderlecht
(Bélgica) e Feyenoord (Holanda). Benfica e Leeds mostraram carros
de F 1 de 1997 ou 1998 pintados nas cores do respectivo clube, e falou-se
que Pedro Lamy e Johnny Herbert poderiam guiá-los. Entre os brasileiros,
foram cotados clubes como Corinthians e Flamengo, e pilotos como Mario
Haberfeld e Luciano Gomide. Mas nada disso foi além de conversas
muito superficiais.
Como curiosidade, seguem os desenhos dos quatro times que chegaram a
anunciar oficialmente a adesão à Premier1 GP. Abraços.
(LAP)

Olá, Bíblias da F1
Vendo alguns filmes dos anos 60 e 70 da F1, me surgiu a dúvida:
quando os pneus deixaram de ter pequenas ranhuras como a Brabham de 1968
para se tornarem totalmente lisos?
Abraços a todos
Rafael Batista - São Paulo
Olá a todos e feliz 2005,
O Rafael tinha curiosidade por saber quando os pneus "slick"
começaram a usar-se na Fórmula 1.
Pelo que eu sei, a Dunlop reivindica ter fabricado o primeiro slick da
F1 em 1966. Porém, em 1965, a Ferrari, que tinha contrato com o
borracheiro Inglês, apresentou-se em Monza com uns pneus que já
eram slick. Diz-se que a Ferrari, para pressionar o borracheiro Inglês
para que se esforçasse mais no desenvolvimento dos pneus, colocou
aqueles pneus no carro de um de seus pilotos mas, sem exibir nenhuma marca.
Porém, sempre suspeitou-se que aqueles pneus tinham sido fornecidos
pela Firestone.

Contudo, mesmo sendo uns pneus slick, se lhes era feito um desenho na
banda de rodagem à mão pelos próprios mecânicos
segundo as indicações do piloto pois, não eram aptos
para o seu uso desprovidos de desenho. O problema é que, naquela
época, os compostos dos pneus eram muito duros, fazendo com que
o volante ficasse muito pesado e o carro difícil de controlar.
O desenho na banda de rodagem era imprescindível para dotar o pneu
de certa flexibilidade.
Porém, estes slick logo deixaram de utilizar-se pois não
representavam vantagem sobre os pneus que vinham com o desenho da fábrica.
Com o desenvolvimento de novos compostos mais macios e flexíveis,
os slick retornam à cena. Foi no GP da Argentina de 1971. Aquela
era uma corrida extra-oficial mas, logo depois, na África do Sul,
novamente aparecem. No Canadá, uma vez mais se apresentam com a
Lotus, e o seu uso se generaliza fornecidos pela GoodYear e a Firestone
pois, a Dunlop havia abandonado a Fórmula 1 no fim de 1969, sentindo-se
incapaz de enfrentar os dois gigantes americanos.
Desde então, o desenvolvimento de novos compostos tem sido um
processo contínuo e os fabricantes chegam até a construir
pneus capazes de transformar a energia mecânica absorvida em calor.
O calor, amolece a borracha ainda mais, e a aderência aumenta até
limites nunca vistos.
Em 1998, a FIA, numa tentativa de frear a escalada de velocidade dos
carros, derivada do enorme desenvolvimento dos pneus, decide implantar
a norma que exige que os pneus tenham 4 sulcos na banda de rodagem. Era
o fim do slick mas, os fabricantes logo compensam isso com novos compostos
e, os recordes de velocidade dos diferentes circuitos, caem um após
o outro.
Manuel Blanco, Valencia, Espanha
Caros,
aproveitando o Pergunte ao GPTotal sobre Keke
Rosberg: ele foi o campeão mais inesperado da história da
F-1? Afinal, nunca tinha feito nada de relevante na categoria (nem fez
depois).
Abraços
Renato Müller, São Paulo
Oi Renato
Keke
é uma boa aposta, seu título tornado possível pela
morte de Gilles Villeneuve, o acidente de Didier Pironi e alguns azares
antológicos de concorrentes como John Watson e Alain Prost.
Mas acho que John Surtess e Dennis Hulme também merecem menção.
Sobre o título de 64 de Surtess, já falamos algumas vezes
aqui no GPTotal e você pode localizar a história usando nossa
ferramenta de busca. Sobre Hulme em 67, basta dizer que ele só
venceu seu primeiro GP no ano em que se tornou campeão e que nos
dois campeonatos que havia disputado até então marcara,
ao todo, 23 pontos. Seu título de 67 deveu-se à fraqueza
da oposição, ainda em busca de um motor de três litros
confiável, e de um toque de sorte. Não estou dizendo, note,
que Hulme não mereceu o título de 67 como Surtess não
mereceu o de 64. o neozelandês correu bem a temporada inteira, poderia
ter vencido já o primeiro GP do ano, que liderou quase inteiro
mas atrasando-se no final, e depois vencendo dois GPs e pontuando em outras
sete das onze corridas da temporada.
Na lista dos “inesperados” cabem ainda James Hunt em 76,
por força do acidente que feriu Niki Lauda, e o de Alain Prost
86, depois daquele rocambolesco GP da Austrália.
Abraços (EC)
Caros amigos do GPTotal
na virada da temporada de 1969 para 1970, o
bicampeão Graham Hill trocou a Lotus original – de Colin
Chapman - pela Lotus B de Rob Walker com resultados pouco proveitosos.
O que aconteceu entre Hill e Chapman? Hill
foi demitido ou se demitiu? Qual o real motivo dessa atitude?
Desde já agradeço vocês,
obrigado.
Leandro
Aparecido de Souza, Ribeirão Preto
Leandro,
o que posso dizer é o seguinte: no final de 1969, Hill sofreu
um grave acidente no GP dos Estados Unidos e quebrou as duas pernas. Depois
disso, Hill passou a ter certa dificuldade para andar, pois as pernas
ficaram ligeiramente arqueadas.
Em 1970, porém, Hill contrariou todas as expectativas e alinhou
para o primeiro GP, na África do Sul, ainda sentindo muitas dores.
Terminou em sexto. Sobre a saída de Hill da Lotus, não sei
se já estava decidida ou se Chapman, sem acreditar na recuperação
do piloto, contratou outro para seu lugar.
Abraços (LAP)
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