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Olá amigos do Gptotal.
Essa pergunta é para o Tite que já
foi piloto de moto.
Tite,atualmente,eu como piloto de kart,disputo um campeonato chamado "Copa
noturna da amizade",realizado uma vez por mês no kartodromo
Aldeia da Serra.
Nesse campeonato, os karts utilizam motores da moto Yamaha RD135, na ultima
etapa, a organização do campeonato montou um "Safety
Kart",que é um carrinho de fórmula com motor de moto
também. Como a organização precisava de alguém
especial para dirigi-lo, foi convidado um grande piloto de moto dos anos70,vulgo
Tucano.
Conversando com amigos soube que o nosso atual Alex Barros não
é nem um terço do que o Tucano foi na época dele.Gostaria
de saber então quais foram os grandes feitos do Tucano e se ele
era bom assim,mesmo porque soube que ele andava em uma categoria chamada
fórmula "g" e pegou um terceiro lugar em Paul Ricard.
Abraços.
Fabio Rodrigues, São Paulo
Não se pode afirmar que o Walter Tucano Barchi tenha sido melhor
do que o Alexandre porque eles correram em épocas e com motos totalmente
diferentes. O Tucano era muito rápido e tinha uma qualidade rara:
quase não caía. Aliás, não lembro de ter visto
o Tucano cair.
Ele realmente mandava muito bem nas provas de endurance e em Paul Ricard
fez história ao terminar em terceiro lugar na 24 Horas de Bol D'Or
de 1983, com uma Honda de equipe particular, bem inferior aos demais concorrentes.
O mais importante não eram as classificações em si,
mas o espírito quase quixotesco com que encarava as duplas européias
muito melhor equipadas do que os brasileiros. O parceiro ddele era outro
fera: Edmar Ferreira, rival e inimigo confesso de Adu Celso. Edmar também
era outro leão, que merece um belo perfil. Tucano foi campeão
brasileiro várias vezes, junto com seu fiel preparador Milton Benite.
Eles formavam uma dupla difícil de bater em qualquer categoria.
Tive a felicidade de conviver com Benite por três anos na equipe
de 125 Especial e ouvi muitas boas histórias sobre o período
glorioso de Tucano. No meu modo de avaliar, acho que o Tucano se parecia
muito com o americano Wayne Rainey, tanto na tocada, quanto na falta de
quedas.
Uma
das passagens mais memoráveis de Tucano foi em Goiânia, no
começo de 1983, quando a equipe Honda veio fazer testes de pneus.
O piloto oficial da equipe era o inglês Ron Haslam, que pilotava
uma NSR 500 dois tempos. A Honda do Brasil pediu para que alguns pilotos
brasileiros testassem a moto, entre eles estava Tucano, que enfiou tempo
no piloto oficial HRC. Logo em seguida, outra fera brasileira, Claudio
Girotto, caiu com a moto e acabou com o teste.
Com certeza se Tucano tivesse a mesma oportunidade de Alexandre Barros
poderia ter ido muito longe, principalmente pela capacidade absurda de
concentração.
Fico feliz por terem convidado Tucano para pilotar o kart-madrinha porque
ele não teve muita sorte depois de encerrar sua carreira. Tucano
também foi um ótimo piloto de carro (correu de Maverick
na Divisão 1 e de Opala na Stock Car). Espero que tenham respeitado
o nome desse grande piloto e continuem dando essa justa homenagem a ele.
Um abraço
Tite
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Pessoal, bom Ano Novo a todos do site. Gostaria
de saber mais, sobre o verdadeiro ovo de Colombo, que está liderando
o Paris Dakar. A Yamaha 450 com tração NAS 2 RODAS! O que
sabem dessa máquina? Já houve outra assim? De onde surgiu
a idéia? Aguardo uma resposta. A outra novidade(?) é a renovação
da Ferrari com Rubinho por mais 2 anos.Será que vai ser tudo isso?
Um abraço.
Alexandre Zamikhowsky Filho (São Paulo-SP)
Oi, Alexandre. Esta Yamaha foi denominada WR 450F 2-Trac e começou
a ser projetada há mais de 5 anos. Chegou a ser feita uma versão
com motor da XT 660 de 5 válvulas por cilindro e venceu uma etapa
de uma prova de enduro nas areias, na Itália, chamada Lignano Sabbia
D'Oro, mas não sei em que ano.
Trata-se
de uma idéia relativamente simples: quando uma moto corre na areia
(como o deserto) boa parte da energia do motor se perde na transmissão,
porque é feita apenas na roda traseira. E nas acelerações
fortes ou a roda afunda na areia, ou a frente empina. A Yamaha encontrou
uma fórmula de transferir parte desta energia perdida para a roda
da frente por meio de um sistema hidráulico. Esta foi a grande
jogada, porque sempre foram tentados sistemas mecânicos.
O funcionamento veio, como sempre, das competições. Hoje
sabe-se que o comando de válvulas, por exemplo, pode ser acionada
por meio hidráulico ou pneumático, e não apenas mecanicamente.
Bem, usando uma bomba hidráulica acionada por microprocessadores,
uma
central inteligente mede os parâmetros de rotação
do motor, rotação da roda traseira e velocidade; quando
detecta que a roda traseira vai "patinar", envia uma carga de
óleo para um cilindro colocado na roda dianteira e este imediatamente
movimenta a roda. Ele não consegue mais do que 20% da tração
total, que parece pouco, mas é suficiente para fazer uma moto ganhar
vantagens absurdas num piso de areia – por exemplo, ser quase impossível
a moto atolar! E o “bagúio” funciona mesmo: se não
fosse um problema de motor, a Yamaha WR 450F 2-Trac do piloto David Frétigué
estaria entre os primeiros. Apenas a título de informação,
uma moto com tração nas duas rodas foi construída
artesanalmente em 1987 ou 1988 por uma empresa francesa. Um grande abraço
e feliz 2004. (Geraldo Tite Simões)
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Prezado Luiz, agora que a temporada acabou e
estamos mais relaxados, tive um tempinho para desenhar o meu proprio formula
1. Como você pode vêr, é um carro bastante "revolucionário"
pois o piloto fica num lado e o motor no outro , situando o radiador no
meio, justo debaixo do bico. Isto deixa a parte central livre para que
o fluxo de ar chegue até o aérofolio sem nenhuma turbulência.
Seria, tecnicamente plausível um carro assim ?
Violaria o regulamento ?
Como você é um dos "pilotos" do site, o carro leva
o teu nome !
Um abraço, Manuel Blanco (Valencia, Espanha)
Muito obrigado pelo desenho, Manuel. Ficou muito legal! É uma idéia
bem diferente, sem dúvida, especialmente a seção
central. Já o cockpit deslocado foi usado em Indianapolis nos anos
60, por um carro da equipe STP-Granatelli (uma p... turbina enorme na
esquerda, e o piloto na direita). Em 1980, a Porsche apresentou um desenho
para Indianapolis com o piloto deslocado para a esquerda em 1980, mas
todo o projeto foi cancelado porque os americanos mudaram o regulamento
especialmente para tornar ilegal o motor Porsche...
Voltando ao desenho que você fez, nada posso dizer sobre uma possível
violação ao regulamento. Vou mandar o desenho ao Ricardo
Divila (que está ocupado no Paris-Dakar) e aguardar o parecer dele.
Grande abraço. (LAP)
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E aí, galera do
GP Total, tudo beleza?
Gostaria de saber um pouco mais da carreira do italiano Teo Fabi, durante
suas passagnes pela F1 e pela F Indy, e o que atualmente faz no automobilismo.
Um abraço!
Carlos Roberto
de Souza Matos, Goiânia
Olá, Carlos. Teodorico Oreste Antonio Fabi começou no kart
e, depois de bons desempenhos nos campeonatos de automobilismo da Itália,
revelou-se em 1978 ao vencer uma corrida extracampeonato de Fórmula
2 em Mendoza, na Argentina. Foi vice-campeão da categoria em 1980,
campeão do campeonato Can-Am (Canadá-América, aberto
a protótipos com motores de grande cilindrada) em 1981. Estreou
na F
1 em 1982, pela Toleman, e teria pontuado no GP de San Marino se tivesse
completado o mínimo de 90% da distância percorrida pelo vencedor
para obter classificação. Em 1983, voltou aos EUA para correr
na CART, onde surpreendeu ao vencer corridas e fazer a pole position para
a 500 Milhas de Indianapolis. Foi vice-campeão da temporada e voltou
à F 1 em 1984, dividindo o segundo Brabham com seu próprio
irmão, Corrado – isso porque Teo continuava correndo nos
EUA.
Em 1985, pela Toleman, conseguiu uma surpreendente pole-position (com
uma ajuda das condições climáticas) no GP da Alemanha,
mas não pontuou ao longo do ano. Já com a Toleman transformada
em Benetton, fez mais duas poles em 1986 (Áustria e Itália).
Sua última temporada na F 1 foi em 1987. De 1988 a 1990 correu
na CART defendendo a equipe oficial da Porsche, mas venceu somente uma
corrida nesse período. Foi campeão mundial de Protótipos
em 1991, pela Jaguar, e voltou à CART em 1994 e 1995. Depois disso,
correu muito pouco e passou a cuidar da carreira do filho, Stefano Fabi.
Detalhes curiosos: apesar de suas três poles,
Fabi não completou nenhuma
volta na liderança de um GP. Na primeira, caiu para 9º antes
da primeira curva com seu pouco potente Toleman-Hart. Na Áustria,
em 1986, perdeu
a liderança na largada para Gerhard Berger, seu companheiro na
Benetton. Na corrida, recuperou a posição, mas no instante
em que concluiu a ultrapassagem as rodas traseiras de seu carro passaram
por uma saliência e ficaram no ar. Com isso, o motor subiu além
do limite de giros e imediatamente quebrou. E a terceira pole, na Itália,
foi perdida porque seu carro não funcionou no momento de sair para
a volta de apresentação. Teo largou na última fila,
curiosamente ao lado de Alain Prost, segundo no grid e também com
problemas para sair para a volta de apresentação. Foi provavelmente
o único GP da história em que os dois primeiros colocados
nos treinos acabaram alinhando nos dois últimos lugares. Outra
curiosidade: quando adolescente, Teo Fabi disputou uma competição
internacional de esqui na neve defendendo... o Brasil. Isso aconteceu
porque seu avô era brasileiro. Abraços. (LAP)
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Olá amigos do Gptotal!!
Primeiramente,gostaria de desejar um feliz ano novo para todos vocês
e para todos os leitores!
Gostaria que me ajudassem a sanar as seguintes dúvidas:
1)Navegando pela rede,encontrei uma relação de todos os
carros da Lotus, e um deles,curiosamente o único item sem foto,se
referia a um protótipo de uma Lotus com motor da Isuzu!!!!Poderiam
me dar algumas informações sobre esse projeto tão
estranho,pois pelo que eu saiba, Isuzu é uma marca de caminhonete
japonesa adptada e nada mais!!!
2) Por favor,gostaria que publicassem uma foto do Tyrrel 001 de 1971,mas
com o François Cevert dirigindo,essa é a única foto
que falta pra mim completar o acervo da Tyrrel,e tenho certeza que muitos
leitores tambem gostariam de aprecia-la.
3)Gostaria de saber quais foram os melhores resultados do Jacky Ickx,quando
ele correu pela Ligier. Obrigado e um abraço.
Fabio Henrique Rodrigues, São Paulo
Olá, Fábio. Primeiro, vamos esclarecer: Isuzu não
é simplesmente uma "caminhonete adaptada", e sim uma
fábrica japonesa que produz vários modelos, sendo os mais
conhecidos as caminhonetes e utilitários esporte. A marca pertence
à General Motors e vários de seus modelos aproveitam projetos
da GM. Há poucos anos, a Isuzu vendia no Japão uma caminhonete
igualzinha à nossa S10, com o nome "Hombre". Sobre o
Lotus-Isuzu, a equipe chegou a fazer testes com esse motor em 1991, com
Johnny Herbert, mas o projeto não foi adiante e a história
acabou aí. Quanto a Ickx, disputou apenas meia temporada em 1979
(substituindo Patrick Depailler, que quebrou as pernas após cair
no morro Puy de Dome, na França, quando fazia um vôo com
uma asa delta). Seus melhores resultados foram um 5º lugar no GP
da Holanda e um 6º no GP da Alemanha. Sobre a foto de Cevert, não
consta que ele tenha chegado a correr com o Tyrrell 001 em GPs oficiais.
No GP da África do Sul de 1971, ele já estava ao volante
do 002. Abraços. (LAP)
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