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Olá Gepetos!
Vocês poderiam me ajudar com algumas
imagens?
- O último McLaren com o patrocínio
Marlboro?
-O Lola que competiu apenas em treinos em 1997?
- Um Arrows de 1997 com o Pedro Paulo Dinz ao volante?
- Um Fondmetal de 1991?
- Um Life de 1990?
De mais, por onde anda o Marco Grecco e se
vcs sabem sobre um piloto brasileiro que corria para a AGS na F3 e testou
um F1 em 1995. Li numa antiga Grid, mas não lembro quem era.
Agradeço desde já!
Roberto Taborda, Uruguaiana RS
Oi Roberto
Você pediu para a gente remexer o baú e aí vai ele,
devidamente remexido.





Quanto às suas indagações, Marco Grecco voltou a
morar no Brasil e parou de correr. Quanto ao piloto do qual você
não lembra o nome, Panda avisa que é o Gustavo Pasetto.
Avisa também que ele não corria pela AGS pela F3 e que fez
um curso de pilotagem que incluía algumas voltas com um Fórmula
1. O carro era um AGS de 91.
Abraços (EC)
Mais um vez parabéns pelo site.
Gostaria de saber da carreira de Keke Rosberg.
Soube que ele foi muito bem na época de Fittipaldi (mas não
sei se ele estreou por esta equipe).
Gostaria de saber seus resultados na equipe
principalmente comparando com Emerson, e também gostaria de saber
seus resultados até 85. Gostaria de ver uma foto do Copersucar
Fittipaldi amarelo pilotado por ele e alguma foto de alguma de Williams
que ele pilotou
obrigado
Marcelo, Ribeirão Preto
Oi Marcelo
Uma parte da imprensa, principalmente inglesa, reputa Keijo Keke Rosberg
como um dos grandes de todos os tempos. De minha parte, nunca vi nada
de especial no finlandês ainda que ele tenha sido inegavelmente
rápido e destemido. Atribuo parte da babação de ovos
da imprensa inglesa à atitude de Keke, típica da velha guarda
do automobilismo: cara fechada, poucas palavras, nada de muitas frescuras
no trato com a imprensa e patrocinadores.
Nada sei sobre a “vida pregressa” de Keke. Ele estreou na
Fórmula 1 aos 30 anos, em 78, pilotando um Theodore no GP da África
do Sul. A equipe sumiu logo depois e ele passou para a ATS e depois para
a Wolf, pela qual correu em algumas provas de 79. Nestas temporadas, não
marcou nenhum ponto.
Em 80, a Fittipaldi comprou o acervo da Wolf e isso incluía o
contrato com Keke. Ele integrou-se bem à equipe e imediatamente
começou a apertar Emerson Fittipaldi. Nos treinos da primeira corrida
da temporada, na Argentina, foi 2,5 segundos mais rápido do que
o bicampeão mundial. No final da temporada, depois de 14 GPs, havia
sido mais rápido do que Emerson dez vezes, ainda que não
tenha obtido tempo para largar em três oportunidades. Em corridas,
conquistou um ponto a mais do que Emerson, 6 a 5, pontuando na Argentina
– um 3o lugar - e Monza.
Em 81, depois da aposentadoria na Fórmula 1 de Emerson, Keke torna-se
o primeiro
piloto da Fittipaldi mas não consegue marcar nenhum ponto. Detalhe:
nestas duas temporadas, a equipe Fittipaldi não contava mais com
o patrocínio da Copersucar. Em 80, o carro era amarelo mas por
força do patrocínio da cerveja Skol.
Em 82, Keke passa para a Williams e torna-se assim, sem mais nem menos,
campeão mundial!
Creio que é o único caso de um campeão mundial que
não havia marcado um ponto sequer na temporada anterior. É
também, se a memória não me trai, a única
temporada onde o campeão vence um único GP.
Keke
beneficiou-se da grande confiabilidade dos Williams FW07 e 08, normalmente
descritos como os mais eficientes carros-asa de todos os tempos, e também
da incrível série de acontecimentos que marcam aquela temporada,
a começar pela morte de um dos dois favoritos ao título
do ano, Gilles Villeneuve, no GP da Bélgica.
O outro favorito destacado era Didier Pironi, companheiro de Gilles na
Ferrari e que sofreu grave acidente nos treinos do GP da Alemanha, tendo
de abandonar a carreira a partir de então. Nelson Piquet, outro
piloto que poderia reivindicar o título da temporada, pagou seus
pecados desenvolvendo os motores BMW turbo.
Keke termina o ano cinco pontos à frente de Pironi, tendo vencido
o GP da Suíça, disputado na França. Ele protagonizou
também um dos finais mais próximos da história da
categoria, o GP da Áustria, onde perdeu para Elio de Angelis por
apenas cinco centésimos de segundo.
Em 83, 84 e 85, Keke continua na Williams, contribuindo para desenvolver
os motores Honda. Nestes anos, ele vence mais quatro GPs. Vale mencionar
também a sua histórica volta de classificação
em Silverstone 85, tornando-se o primeiro piloto de Fórmula 1 a
marcar uma volta acima das 160 milhas horárias de média
– 259 km/h. Esta marca só foi quebrada há dois anos.
Em 86, depois da contratação de Nelson Piquet pela Williams,
Keke vai para a McLaren e fica claro que está preparando a sua
aposentadoria aceitando, inclusive, cumprir o papel de segundo piloto
de Alain Prost.
Ele será discreto o ano todo a não ser na corrida final,
na Austrália, onde cumpre o papel de coelho – um papel de
resto de todo desnecessário dadas as combinações
de resultados mas deixa esta história pra lá -, disparando
na frente até que os pneus do McLaren se desfaçam em tiras.
Keke fez algumas corridas em outras corridas, tornando-se depois empresário
de pilotos, como Mika Hakkinen, por exemplo. Hoje, promove a carreira
do filho.
Abraços (EC)
Falem um pouco sobre a carreira de Graham Hill,
já que hoje (29 de novembro) fazem 29 anos que morreu o pai de
Damon Hill.
Valeu!
Rômulo Rodriguez, São
Paulo
Oi
Rômulo
Já falamos bastante sobre
o velho Hill aqui no GPTotal (usem nossa já famosa ferramenta de
busca...) mas sempre vale a lembrança não só porque
se trata de um dos dez maiores pilotos de todos os tempos - o único
a vencer o Mundial de Pilotos de Fórmula 1, as 500 Milhas de Indy
(em 66, com Lola) e as 24 Horas de Le Mans (em 72, com Matra) –
como também por sintetizar as melhores qualidade de um esportista:
elegância, caráter, ética, respeito pelos adversários,
coisas que, hoje, estão totalmente fora de moda.
Hill começou, imagine só, como mecânico na equipe
Lotus. Foi cavando suas oportunidades nas fórmulas menores até
estrear na Fórmula 1 em 1958 – pela mesma equipe Lotus, imagine
só, de novo.
Tinha, então, 29 anos e pilotava um carro com motor dianteiro.
Competia, é bom lembrar, contra pilotos como Juan Manuel Fangio
e Stirling Moss.
Hill só veio a marcar seus primeiros pontos em 1960, quando passou
a correr pela BRM, na segunda vez em que pilotava em GP um Fórmula
1 com motor traseiro.
61 foi um ano de resultados modestos para ele mas, em 62, levou o Mundial
de Pilotos sem maiores dificuldades. Marcou 52 pontos (42 deles válidos)
contra 30 do vice-campeão Jim Clark.
Hill poderia ter chegado a seu bicampeonato em 64 mas foi atingido por
trás de forma covarde por Lorenzo Bandini, segundo piloto da Ferrari,
na corrida final da temporada, no México. Bandini beneficiou com
a batida seu companheiro de equipe John Surtess, que acabou campeão
com um ponto de vantagem sobre Hill. Sem considerar os descartes válidos
à época, Hill tinha um ponto a mais. Ele agüentou a
deslealdade calado mas, no Natal se vingou,
enviando a Bandini, como presente, um conjunto de discos com um curso
intitulado “Aprenda a Dirigir seu Carro em Dez Lições”.
Hill nada pode fazer contra a superioridade da Clark e seu Lotus em 63
e 65, tendo se contentado com o vice-campeonato nos dois anos. Em 66 e
67, com BRM e Lotus, teve atuações mais modestas mas, a
partir da Holanda 67, começa a acertar o Lotus 49 com motor Ford
Cosworth. Nesta altura, dividia a equipe Lotus com Jim Clark e era, inegavelmente
o segundo na hierarquia da equipe.
Com a morte de Clark, antes do segundo GP da temporada de 68, assume
a liderança da Lotus e leva o seu segundo Mundial. Em 69, vence
o seu último GP, em Mônaco, pista na qual conquistou cinco
vitórias. As demais rolaram em 63, 64,
65 e 68. Ao todo, Hill venceu 14 GPs.
Em 70, deixa a equipe Lotus e sua carreira entra em declínio.
Já tinha, nesta altura, 41 anos. Mesmo assim disputa as temporadas
de 70 pela equipe de Rob Walker, as de 71 e 72 pela Brabham e a de 73
pela equipe que criou, adquirindo um chassis da Shadow.
Em 74 e 75 vai além, encomendando um carro para a Lola o rebatizando
como Hill. Os resultados são escassos. Ele participa das primeiras
corridas de 75 mas decide abandonar as pistas concentrando-se apenas na
gerência da equipe.
Vários pilotos vão assumindo em seqüência, o
lugar dele na equipe, entre eles Alan Jones e Tony Brise, em quem Hill
vê grande potencial. Mas tudo termina repentinamente quando o avião
da equipe cai com os dois a bordo. Dias mais tarde, a viúva de
Hill anuncia o fim da equipe.
Abraços (EC)

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