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Gostaria que vocês comentassem sobre
a carreira do argentino José Froilán González.
Diziam que ele possuía uma força
física muito grande e que devido a isso sua tocada era muito "bruta",
com pouca técnica. Isso é verdade? Havia rivalidade entre
ele e Fangio, como existiu entre Senna e Piquet, ou eles se davam bem
fora das pistas? Qual o conceito deste piloto em seu país? Foi
ele quem deu a primeira vitória pra Ferrari na F1, não foi?
Como foi essa vitória?
Grande abraço, o site continua sensacional.
Marcelo Kozak, Curitiba
Oi Marcelo
Oportuna a sua pergunta na semana em que se comemora o 700o GP de Fórmula
1 da história da Ferrari e que obteve a sua primeira vitória
na categoria na Inglaterra 51 pelas mãos de González.
Ele
era sim um homem excepcionalmente forte. Devia pesar seguramente mais
de 100 kg ainda que não fosse muito alto. Fazia jus aos apelidos
que recebeu: Touro dos Pampas, obviamente um apelido dado pela imprensa,
e Cabezon, como era de fato chamado pelos amigos, segundo testemunho de
Enzo Ferrari.
González nasceu em 1922 e foi para a Europa no rastro do sucesso
de Fangio, com apoio financeiro do governo argentino, estreando na Fórmula
1 já na segunda corrida da categoria, Mônaco 50. Com um Maserati,
conseguiu a proeza de largar na 3o posição, atrás
apenas do pole Fangio e Farina, que viria a se tornar o campeão
daquela temporada. Na corrida, porém, González não
passou da 1a volta, envolvendo-se num acidente com outros nove pilotos.
Fez apenas mais um GP em 50. No ano seguinte, faz o primeiro GP com um
Talbot e depois passa para a Ferrari, começando pelo GP da França,
onde termina em 2o, dividindo o carro com o primeiro piloto da equipe,
Alberto Ascari.
Na corrida seguinte, o GP da Inglaterra, em Silverstone, ele marca a
pole e disputa a liderança da corrida desde as primeiras voltas
com Fangio, pilotando uma Alfa Romeo, carro que havia vencido 27 corridas
seguidas desde o final da II Guerra Mundial e todos os GPs disputados
até então.
Os dois seguem trocando de posição até o pitstop
para reabastecimento – sim, tinha
destas coisas naquela época. O Alfa de Fangio, com motor comprimido
demanda 300 litros de combustível, gastando na operação
49 segundos; já o Ferrari de González, aspirado e mais econômico,
faz a parada em metade do tempo e pode escapar na frente. Parado nos boxes,
González ainda oferece seu carro para Ascari, que havia acabado
de abandonar, mas este recusa a oferta. No final, González termina
50 segundos à frente de Fangio.
O desempenho de González no resto da temporada é excepcional:
3o na Alemanha, 2o em Monza e na Espanha. Encerra a temporada, mesmo tendo
participado de um GP a menos, em 3o, com 24 pontos válidos, um
a menos do que Ascari.
Em 52, porém, Cabezón some – não sei explicar
o por que - e só disputa um GP, o da Itália, com um Maserati,
tendo liderado metade da corrida e terminado em 2o.
Em 53, disputa quase todos os GPs pela Maserati sem maiores destaques.
Em 54
volta para a Ferrari, vence novamente o GP da Inglaterra e faz várias
outras boas corridas, tendo terminado a temporada em 2o lugar, atrás
apenas de Fangio, num ano decididamente inesquecível para o automobilismo
argentino. A vitória de González na Inglaterra, de novo
em Silverstone e em pista molhada, também é notável,
tendo sido uma das poucas derrotas infringidas à equipe Mercedes
neste e no ano seguinte. Vinte e um dias antes do GP da Inglaterra, González
havia vencido as 24 Horas de Le Mans, pilotando um Ferrari em dupla com
o francês Trintignant, numa corrida marcada pela chuva e até
por pancadas de neve!
Nos anos seguintes, até 1960, González só disputará
um GP por ano, geralmente o da Argentina, sem maiores destaques.
Sobre seu estilo de pilotagem, cito Enzo Ferrari, em seu livro Piloti,
Che genti...: “ele era o contrário da continuidade, da regularidade
de Fangio, alternando velocidades espantosas a pausas alarmantes. Confesso
que jamais entendi porque González alternasse tanto de comportamento”.
Já o próprio González tinha opinião diferente,
resumida numa das frases antológicas do automobilismo de todos
os tempos: “eu não ando forte; eu converso com São
Pedro”.
Nunca soube de problemas de relacionamento entre ele e Fangio. Aliás,
acho que ninguém na face da terra deu-se mal com Fangio.
Hoje, González vive tranqüilamente em Buenos Aires, cercado
de honras e reverências mais do que merecidas.
Abraços (EC)
PS: Depois de ver esta coluna no ar, Ricardo Divila me enviou esta foto,
tirada do site Ferrari Club Argentina, de González, aos 81 anos
de idade, ao volante de um dos carro que pilotou
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Eu, como fã incondicional de automobilismo,
e mais, como eterno adimirador de Ayrton Senna, gostaria que fosse levantado
em seus arquivos, os números referentes às 165 corridas
de Michael Schumacher, pois, acho justo, num momento com este, que tudo
que se fala é em referencia a todos os seus recordes e a todos
que ele quebrou, seria justo também, para finalizar a discussão
sobre quem é melhor, se Schumacher ou se Senna, fazer uma comparação
das 165 corridas do Senna contra as 165 corridas de Schumacher e, se realmente
os números de Schumacher forem melhores, darei o braço a
torcer, mas já começa por um número: Senna fez 65
poles em 165 corridas, Schumacher ainda hoje, com mais de 200 corridas,
ainda não superou este número e, na minha opinião,
jamais superará, pois ele teve as mesmas 165 corridas que Senna
e ainda não superou ! Gostaria, se possível, que me fosse
encaminhada tal estatística, me satisfaria em muito mais esses
dados! Muito obrigado!
Carlos E. Mariano, São Paulo
Bem, foi você quem pediu, Carlos.
Antes de mais nada, esclareço que Senna não disputou 165
GPs. Senna esteve inscrito em 162 GPs de F 1, mas participou de 161. O
GP restante foi o de San Marino de 1984, no qual Senna não conseguiu
se classificar para a largada. É consenso entre todos os “estatísticos”
da F 1 que corridas nas quais o piloto não se qualifica para a
largada não são consideradas “participações
em GPs”.
Schumacher,
até o GP da Hungria de 2004, esteve inscrito em 208 GPs. O alemão
nunca deixou de se classificar para a largada na F 1. Houve, porém,
duas corridas nas quais ele não largou: o GP da França de
1996 (o motor da Ferrari quebrou durante a volta de apresentação)
e o GP da Inglaterra de 1999 (quando o alemão sofreu o acidente
no qual fraturou a perna esquerda). No primeiro caso, todos os estudiosos
concordam que Schumacher não largou. No segundo, a questão
é mais controversa: há quem considere que a “participação”
de um piloto só pode entrar na estatística se ele estiver
no grid na largada definitiva. Outros acham que a presença nas
largadas abortadas (como foi o caso) é suficiente para dar ao piloto
o status de ter uma largada de F 1 em seu currículo. Como não
há regra oficial sobre o assunto, cada pesquisador acaba adotando
o critério que quiser.
Eu, particularmente, me alinho entre os que só consideram um piloto
como “participante de GP” se ele estiver no grid da largada
definitiva. Mas, como o tema é controverso, neste caso vou considerar
como válidas as duas corridas de Schumacher citadas acima, até
porque mudaria muito pouco os números finais, e sem qualquer influência
no resultado da comparação que você pediu. E deixo
de lado aquela que seria a 162ª corrida de Senna (a quarta, cronologicamente):
o GP de San Marino de 1984.
Vamos portanto aos números. Senna disputou 161 GPs (de Brasil/1984
a San Marino/1994). Ganhou 41 GPs e três títulos mundiais.
Schumacher, em seus primeiros 161 GPs (Bélgica/1991 a Estados Unidos/2001,
se considerarmos válidos os da França/1996 e Inglaterra/1999),
venceu 52 GPs e quatro títulos mundiais. Se as duas corridas citadas
não forem consideradas válidas, como preferem muitos especialistas,
o GP número 161 de Schumacher passa a ser o da Austrália
de 2002. E aí o alemão passa a ter 54 vitórias (entram
na estatística as do Japão/2001 e Austrália/2002).
Portanto, Senna perde no critério que você mesmo sugeriu
para “finalizar a discussão”.
Se tomarmos como parâmetro os primeiros dez anos de Senna na F
1 (ou seja, do
GP do Brasil de 1984, disputado em 25 de março, ao GP do Brasil
de 1994, disputado em 27 de março), os números continuam
muito semelhantes: 41 vitórias e 3 títulos mundiais. Cai
apenas o número de poles: de 65 para 63, já que não
entram as obtidas nos GPs do Pacífico e de San Marino de 1994.
Schumacher, em seus primeiros dez anos de F 1, também obtém
números semelhantes aos apurados pelo critério anterior.
Entre os GPs da Bélgica de 1991 (25 de agosto) e da Bélgica
de 2001 (2 de setembro), ele permanece com 52 vitórias e 4 títulos
mundiais. Caso se queira tomar como “dez anos de F 1” a corrida
anterior à da Bélgica de 2001 (GP da Hungria, disputado
em 19 de agosto), a única diferença será a diminuição
do número de vitórias para 51, já que foi na Hungria
que Schumacher conquistou seu quarto título.
Quanto ao número de poles, Schumacher tinha, após o GP da
Hungria de 2001 (última corrida antes da data em que comemorou
dez anos de carreira), 41 poles – mesmo número apurado após
o GP da Bélgica do mesmo ano (primeira após completar dez
anos). Se o critério forem os 161 GPs disputados, o total poderá
ser de 42 (após o GP dos EUA de 2001) ou 43 (após o GP da
Austrália de 2002).
Como você vê, os critérios sugeridos por você
mesmo só dão vantagem a Senna no número de poles.
Em vitórias e títulos, Schumacher fica na frente. E, como
sabemos, qualquer piloto prefere vencer corridas e títulos a fazer
poles. O próprio Senna declarou em 1985, ao ser questionado sobre
o fato de ter vencido duas corridas e ter feito sete poles: “Eu
trocaria minhas sete poles por sete vitórias”.
Por isso, e já que foi você mesmo quem propôs analisar
as coisas por meio de números, aproveito para lembrar que hoje
Schumacher tem o dobro de vitórias e o dobro de títulos
de Senna. E o alemão precisou de muito menos que o dobro de corridas
e de campeonatos do brasileiro para chegar a isso.
Ressalto (e quem lê minhas colunas e respostas sabe que é
verdade) que eu não diminuo os méritos de ninguém,
ao contrário de certos torcedores que não se conformam por
ver outros pilotos, e não o “seu” preferido, vencendo
corridas e conquistando recordes. Também não levo números
em conta para chegar a respostas absolutas sobre “quem é
o melhor”. Aliás, para mim essa história de “melhor
piloto de todos os tempos” é extremamente aborrecida, insana
e não leva a lugar nenhum. Cada um tem suas razões para
preferir este ou aquele piloto. Eu tenho as minhas preferências
e não as escondo. O que não me impede de respeitar e reconhecer
os méritos de praticamente toda e qualquer pessoa que um dia tenha
pilotado um carro de corrida.
Mas foi você quem sugeriu a comparação dos números
acima, a fim de “finalizar a discussão sobre quem é
melhor”. Então, considere finalizada: segundo os critérios
escolhidos por você mesmo, Schumacher é melhor que Senna.
Agora é só você cumprir sua palavra e dar o braço
a torcer, como você mesmo mencionou em sua carta. (LAP)
Sei que vocês devem estar cheios disso,
mas se possível, respondam essa: quando Senna morreu, ele estava
no auge da carreira, como os sennistas vivem dizendo ?
Rogerio, Campo Grande
É difícil dizer, Rogério.
Senna atravessou muitas grandes fases em sua carreira na Fórmula
1, a começar pela temporada 86, quando com um Lotus nitidamente
inferior, manteve-se na luta pelo título com Prost, Mansell e Piquet
até as últimas corridas do ano. Acho sinceramente que nenhum
outro piloto daquele período combinaria tamanha habilidade e motivação
para fazer o Lotus render o que rendiam os McLaren e Williams.
Depois
vieram os anos McLaren e, neles, as temporadas 88, 89 e 90, marcadas pela
luta contra Alain Prost. Difícil escapar deste período como
ponto alto da carreira do brasileiro pois ele teve diante de si um adversário
à altura em talento e malandragem, e teve de combate-lo com igual
equipamento ou, caso de 90, com um McLaren que, na melhor das hipóteses,
era igual ao Ferrari do francês.
Foram muitas e inesquecíveis corridas, a sorte influenciando raramente
no resultado, fatores externos (políticos ou não) ajudando
ora um ora outro. Um dos grandes momentos da Fórmula 1, sem dúvida.
Outro grande momento de Senna foi a temporada de 91, onde teve de se
haver contra Nigel Mansell e um Williams certamente melhor do que o seu
McLaren, ainda que não esmagadoramente melhor.
De novo, acho que só o talento e motivação de Senna
puderam fazer frente ao poderio inglês. Basta ver o desempenho de
Gehard Berger, companheiro de Senna na McLaren: ele marcou menos da metade
dos pontos do brasileiro e terminou o ano atrás de Mansell e Patrese,
o outro piloto da Williams.
E o que dizer de 93, quando Senna teve não necessariamente o pior
Fórmula 1
que pilotou na vida mas certamente o mais fraco em desempenho?
As vitórias que conseguiu nesta temporada, como as míticas
Brasil e Donington, não justificariam de sobra defini-la como o
grande momento do brasileiro?
E aí vem 94. Senna imaginava ter um carro de outro planeta nas
mãos mas se viu apenas embarcado num projeto cheio de problemas
enquanto, do outro lado da mesa, sentava-se um alemãozinho atrevido
com um carro rápido e cheio de truques. Ter conseguido a pole position
nas três corridas que disputou naquele ano sem dúvida são
um grande troféu para Senna.
Ele poderia ter vencido naquele ano, não fossem os acontecimentos
de Imola? Sem dúvida que sim: afinal, Damon Hill quase chegou lá.
Teria sido penoso, difícil, como foi em temporadas anteriores.
Mas só podemos sonhar se 94 teria sido o grande momento de Senna.
Abraços (EC)
Olá amigos do GPTotal:
Gostaria que vocês contassem como surgiu
a equipe Simtek, de que país era e quantas temporadas ela disputou
na Fórmula 1.
Abraços...
Cássio Bida de Aráujo,
Curitiba
Pouco a declarar, Cássio.
A
Simtek disputou a temporada de 94 e as primeiras cinco corridas de 95,
carregando já em sua 3a participação o peso da morte
de Roland Ratzenberger.
A equipe era inglesa, foi fundada por Nick Wirth, um engenheiro que anos
mais tarde foi trabalhar na Benetton. Suas fontes de financiamento nunca
ficaram muito claras, não conseguindo nenhum resultado ou patrocínio
significativos.
Em 94, passaram pela equipe os pilotos David Brabham, Andrea Montermini
(que sofreu um gravíssimo acidente na Espanha do qual se recuperou
bem), Gounon, Schiattarella, o japonês Inoue, além de Ratzenberger.
Em 95, os pilotos da equipe foram Schiattarella e Jos Verstappen.
Abraços (EC)
Olá Edu e Panda!!
Gosto muito do site de vocês, acho um
dos melhores da Internet. Sempre
quando vou ler novos textos pego sanduíche e refrigerante porque
é uma
grande diversão ler sobre a história da F-1 (e do automobilismo).
Tenho uma curiosidade que ficou ainda maior depois de ler as colunas do
Panda sobre as “Aventuras de Emerson nos EUA”. E a minha pergunta
é sobre a cisão que ocorreu entre a USAC e a CART em fins
de 1978 que originou o campeonato da CART. Gostaria também de sugerir
que vocês falassem mais da história das corridas de IndyCar
(CART, IRL, USAC), pois seria interessante conhecer a história
do automobilismo que se desenvolveu um pouco independentemente do automobilismo
europeu. Abraços!!!
João, São Paulo-SP
Olá, João. Na medida do possível, falamos das corridas
da Indy, que realmente tem muitas histórias interessantes. Pena
que as disputas políticas tenham transformado a tarefa de contar
a história daquilo que nós chamamos de “Indy”
(por ser um campeonato que usa os carros da 500 Milhas de Indianapolis)
em um exercício de decoreba de siglas. Isso atrapalha até
na hora de dar um nome à Indy.
O primeiro campeonato reconhecido aconteceu em 1909 e foi organizado
pela AAA (American Automobile Association). O circuito de Indianapolis
foi inaugurado nesse mesmo ano e três das 24 corridas da temporada
foram organizadas lá, mas a primeira 500 Milhas só aconteceria
em 1911. Nas primeiras décadas, o campeonato da AAA tinha corridas
de todos os tipos. A maioria delas foi disputada em estradas, mas algumas
aconteceram em “dirt track” (ovais sujos de terra, modalidade
existente até hoje nos EUA) e outras foram corridas de cidade a
cidade. Depois de Indianapolis, surgiram várias pistas ovais até
a década de 30, mas a maioria delas eram “board tracks”
– sim, piso de tábuas (uma hora destas vamos falar mais delas
aqui no GPtotal). Já nos anos 20, algumas das corridas realizadas
nos ovais de tábuas tiveram médias horárias acima
de 200 km/h. Com o passar dos anos, o campeonato foi se restringindo às
provas em autódromos, em ovais de asfalto e em circuitos de rua.
A
AAA organizou o campeonato da Indy até 1955. Em 1956, ela seria
substítuída pelo USAC (United States Automobile Club). No
final de 1978, algumas equipes estavam insatisfeitas e criaram uma dissidência,
a CART (Championship Auto Racing Teams). O motivo, claro, era dinheiro
– itens como distribuição de prêmios e direitos
de uso de imagens estiveram na pauta de discussões. Por causa da
briga política, a temporada de 1979 teve dois campeonatos, um da
USAC e outro da CART.
A partir de 1980, somente o campeonato da CART foi organizado. Remonta
dessa época uma informação importante para compreender
o que aconteceria anos mais tarde: Tony George, dono do circuito de Indianapolis,
posicionou-se favoravelmente ao USAC, que continuava atuando como organizador
da 500 Milhas. Por causa disso, essa prova chegou a ser extracampeonato
em um ou dois anos, entre 1980 e 1983. Depois, Tony George e a CART firmaram
um acordo: a 500 Milhas de Indianapolis continuaria a ser organizada pelo
USAC, mas voltaria a fazer parte do campeonato da CART.
Tudo corria bem até meados da década de 90, quando Tony
George passou reclamar de várias coisas: a internacionalização
do campeonato da CART (muitos pilotos estrangeiros e provas em outros
países), o “abandono das origens” (menos provas em
ovais do que em mistos) e discordâncias técnicas. Mas na
verdade a razão principal para o descontentamento de George podia
ser resumida na palavra “dinheiro”.
George percebeu que tinha nas mãos a corrida mais importante do
calendário e que o campeonato da CART girava em torno dela –
mas recebia apenas uma ínfima parte do dinheiro gerado pela importância
das 500 Milhas. Como não havia maneira de se imiscuir no comando
da CART, o jeito foi arranjar algum pretexto para criar sua própria
liga. Começou a reclamar de tudo o que fosse possível. Certa
vez, ao ver a fartura nos camarotes de Indianapolis, George resolveu baixar
uma norma que obrigava todos os camarotes a serem abastecidos exclusivamente
por comida e bebida vendidos nos restaurantes do autódromo.
Em meados de 1995, George anunciou a criação da IRL (Indy
Racing League). O primeiro
campeonato, em 1996, teria apenas três corridas – uma delas,
é claro, a 500 Milhas de Indianapolis. As equipes precisariam usar
chassis e motores remanescentes da CART, já que somente em 1997
estariam prontos os carros projetados especialmente para a IRL e os motores
aspirados específicos da nova categoria.
George não escondia de ninguém: seu objetivo era levar
a CART à bancarrota. Na época, poucos apostaram que ele
conseguiria. As melhores equipes e pilotos ficaram na CART, enquanto a
IRL, nos primeiros anos, preencheu seus grids com carros de equipes do
pelotão de trás da CART, quase todos com os cockpits ocupados
por estreantes ou pilotos de qualidade duvidosa.
Durante algum tempo, a CART se segurou com um status bem mais elevado
que o da IRL. O jogo começou a virar em 2000 e 2001, quando várias
equipes de ponta da CART perceberam que valia a pena comprar carros e
montar estruturas apenas para disputar a 500 Milhas de Indianapolis. A
legislação dos EUA sobre propaganda de cigarros acabou involuntariamente
sendo o agente mais poderoso para levantar a IRL e derrotar a CART. Por
ela, uma marca de cigarros pode aparecer em uma única modalidade
esportiva disputada em território nacional. Em 2001, Hélio
Castro Neves venceu a 500 Milhas de Indianapolis, mas seu carro não
ostentava o nome Marlboro (apenas o lay-out) porque sua equipe, a Penske,
já tinha patrocínio da marca no campeonato da CART.
Os diretores da Philip Morris, dona da marca Marlboro, evidentemente
não ficaram nada satisfeitos com o retorno publicitário
que deixaram de ter por conta disso. Perceberam que, por conta da 500
Milhas de Indianapolis, o retorno publicitário seria bem maior
no campeonato da IRL do que no da CART. E essa foi a razão mais
forte para que a Penske anunciasse, já no final de 2001, que estava
trocando a CART pela IRL.
Depois disso, a decadência da CART aconteceu em ritmo acelerado.
Várias equipes passaram para a IRL, outras fecharam e a qualidade
técnica caiu tremendamente. A divulgação da categoria
também teve notável retração (nos EUA, a CART
deixou de ser transmitida por canal aberto). Com as dívidas se
acumulando, a CART faliu no final de 2003 e seu espólio foi comprado
pela OWRS (Open Wheel Racing Series). Tony George e seu grupo também
pretendiam comprar o espólio da CART, com a intenção
de incluir no campeonato da IRL somente as provas mais atraentes e/ou
rentáveis (Long Beach, por exemplo). Ofereceram US$ 13 milhões,
mas a corte responsável sensibilizou-se mais com os argumentos
dos chefes de equipe que compoem a OWRS: cerca de US$ 3 milhões
pelo espólio, mais o pagamento das dívidas da CART e a manutenção
do calendário previsto.
Por enquanto, essa briga não tem vencedor, embora Tony George
tenha hoje um campeonato bem mais atraente que o da CART. Mas ele também
está tendo que “se virar” para conseguir carros e equipes
para encher o grid. A recessão da economia americana é um
dos motivos mais fortes para as dificuldades que os dois campeonatos atravessam
hoje. Eu, particularmente, creio que a fusão das duas categorias
e o retorno ao que era o campeonato da CART até 1995 seria a melhor
solução. Pena que não seja a mais fácil de
ser executada...
Finalmente, uma explicação sobre nomes. O nome “Fórmula
Indy” nunca existiu lá fora. Foi usado apenas no Brasil,
onde toda categoria de monopostos é chamada de “fórmula
alguma-coisa”. Nos EUA, as categorias são conhecidas pela
entidade que as organiza (USAC, por exemplo) ou por nomes como IndyCar
(usado pela CART até 1996 e desde 2003 adotado pela IRL) e Champ
Car (“carros de campeonato”, adotado pela CART após
1997). Isso porque, ao criar a IRL, Tony George registrou todos os nomes
possíveis com “Indy” (até o “Fórmula
Indy”) apenas para que a palavra não pudesse ser usada pela
CART.
No Brasil, os detentores dos direitos de transmissão da CART adotaram
o (infeliz, na minha opinião) nome “Fórmula Mundial”
a partir de 1997 ou 1998. E o nome “Fórmula Indy” foi
adotado pelas emissoras que transmitem a IRL. Abraços. (LAP)
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Gostaria de saber mais detalhes da Ferrari
de Fórmula Indy que foi construída em meados da década
de 80. De quantas provas ela participou e quem foram seus pilotos?
Ricardo Antônio Rocha (Santos-SP)
Olá,
Ricardo. Esse carro nunca correu, mas a história dele é
muito interessante.
No segundo semestre de 1986, como forma de diminuir um pouco a velocidade
e os custos. Como se vê, preocupações antigas essas,
e numa época em que o orçamento anual de uma equipe de F
1 de ponta não chegava a US$ 25 milhões – menos de
10% do que equipes como Ferrari e Toyota gastam hoje. Para isso, a FIA
pretendia diminuir progressivamente a pressão permitida nos motores
turbo (se não me engano, 2,5 bar em 1987 e 1,5 bar em 1988) até
a proibição total deles a partir da temporada de 1989, quando
seriam substituídos por motores V8 de 3.500 cm³.
Enzo Ferrari, como se sabe, era teimoso e só abandonava certas
tradições quando não havia mais remédio. Por
sua causa, a Ferrari foi a última grande equipe a adotar os F 1
com motor traseiro – ela correu com esse tipo de carro até
1960. Uma de suas frases preferidas para justificar tamanha resistência
a trilhar um caminho que era claramente sem volta era “os cavalos
puxam carros, não os empurram”. Em 1980, Enzo Ferrari só
se convenceu a desenvolver um motor V6 turbo quando ficou claro que os
carros de F 1 haviam ficado estreitos demais para comportar, sem comprometimento
da velocidade, os motores de 12 cilindros contrapostos – a configuração
preferida de Enzo naqueles tempos.
Quando a FIA anunciou o “pacote” de 1986, Enzo protestou:
a tradição da Ferrari estava ligada aos 12 cilindros e ele
queria ter o direito de construir um V12. A FIA, a princípio, disse
“não”. E Enzo resolveu construir uma Ferrari para a
Fórmula Indy (CART), que também usava motores turbo (com
2.650 cm³ de cilindrada máxima, contra os 1.500 cm³ da
F 1). Enzo passou simplesmente a ameaçar abandonar a F 1 e passar
para a Indy se os motores turbo fossem proibidos.
O carro foi projetado pelo austríaco Gustav Brunner (que entre
2000 e 2003 ocupou o cargo de engenheiro-chefe da Toyota na F 1) e possuía
um motor Ferrari totalmente novo. Para botar mais lenha na fogueira, Enzo
Ferrari convidou Jim Trueman, chefe da equipe Truesports (campeã
em 1986 e 1987 com Bobby Rahal), para visitar Maranello. Isso reforçou
os rumores da transferência da Ferrari para a Indy e ainda alimentou
especulações de que ela seria feita em associação
com a equipe mais forte da CART na época. Falou-se também
que o carro correria na 500 Milhas de Indianapolis de 1987, com Andrea
de Cesaris ao volante. Como se sabe, isso nunca aconteceu.
Diz
a lenda que Bobby Rahal teria “enterrado” o projeto ao fazer
um “teste secreto” na pista de testes de Fiorano e constatado
que o carro era terrivelmente ruim. De concreto, sabe-se de apenas um
teste do Ferrari Indy, nessa mesma pista, com o italiano Dario Benuzzi
(na época, piloto de testes dos carros esporte da Ferrari e que
de vez em quando era convocado para guiar também os Fórmula
1). Desse teste, tudo o que se concluiu foi que o carro funcionava. As
especulações sobre o Ferrari Indy acabaram em meados de
1987, quando Enzo Ferrari conseguiu o que queria: o regulamento adotado
a partir de 1989 para a F 1 permitiria o uso de motores de até
12 cilindros.
No final de 1989, a Alfa Romeo (marca que, como a Ferrari, pertence ao
grupo Fiat)
anunciou que forneceria motores para a CART no ano seguinte. Uma unidade
foi apresentada ainda naquele ano, como sendo um projeto totalmente novo.
O melhor resultado do March-Alfa Romeo foi um quinto lugar em Michigan,
com o colombiano Roberto Guerrero. No ano seguinte, a Alfa Romeo deixou
a competição. Menos de dois anos depois, a verdade veio
à tona: o tal motor Alfa Romeo nada mais era que o motor Ferrari
Indy, devidamente rebatizado. (LAP)
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Queria saber mais sobre as provas extra-calendario,
que aconteceram até 1983 (se não estou enganado). Em especial
queria informações sobre a corrida de 78 na inglaterra (acho
q foi em Silverstone) que teve a vitória do keke rosberg com um
Theodore-Ford. É verdade que foi nessa corrida que o copersucar-fittipaldi
que chegou em segundo foi guiado pelo Emerson?
sandro, natal
Olá, Sandro. As corridas de F 1 extracampeonato (ou seja, que
não contavam pontos para o Campeonato Mundial) eram comuns até
a década de 70. Algumas aconteciam para homologar novos circuitos
e países organizadores (caso do GP do Brasil de 1972) e outras
eram provas tradicionais, que com o tempo deixaram de existir ou passaram
a ser disputadas por carros de outras categorias. Havia ainda corridas
de cunho meramente promocional.
É claro que raras vezes as provas extracampeonato contaram com
a participação de todas as principais equipes. Em algumas
delas, os F 1 corriam misturados com carros de Fórmula 5000 (já
falamos dela aqui e você poderá encontrar os artigos referentes
usando nossa ferramenta de busca) e de Fórmula 2. Outra curiosidade:
em muitos anos, principalmente na década de 50, houve mais corridas
“extras” do que válidas pelo campeonato – às
vezes, aconteciam duas no mesmo dia, em países diferentes. A última
corrida de F 1 extracampeonato foi a Race of Champions de 1983, vencida
por Keke Rosberg com um Williams-Ford.
A corrida citada por você foi a International Trophy, que era sempre
disputada Silverstone. Junto com a Race of Champions (realizada em Brands
Hatch), era uma das provas extracampeonato mais tradicionais do calendário.
Ambas tinham 40 voltas (os GPs da Inglaterra disputados em Silverstone
tinham nessa época 68 voltas; em Brands Hatch, 76). A International
Trophy de 1978 foi disputada sob uma verdadeira tempestade que acabou
com as pretensões dos favoritos.
A chuva era tamanha que Niki Lauda rodou e atolou seu Brabham na lama
ainda na volta de apresentação. Nas primeiras quatro
voltas aconteceram seis abandonos, pelo menos quatro deles devido a rodadas
e acidentes. Entre esses estavam favoritos como o McLaren de James Hunt,
o Tyrrell de Patrick Depailler e os Lotus de Ronnie Peterson (pole position)
e Mario Andretti. A liderança chegou a ser ocupada pelo obsoleto
Hesketh do novato Derek Daly, que também abandonou por acidente.
A visibilidade era muito ruim e a pista estava muito perigosa. Todos os
pilotos, sem exceção, saíram da pista pelo menos
uma vez. Emerson Fittipaldi lembra de ter seguido um determinado carro
por algum tempo, até que esse carro saiu da pista. “Se ele
tivesse saído do autódromo e ido para casa, eu nem ia reparar”,
diria o brasileiro depois.
Com a eliminação dos pilotos das grandes equipes (a Ferrari
não participou), o caminho ficou aberto para as pequenas e médias.
E Keke Rosberg, com um pouco competitivo Theodore, foi quem surgiu liderando
a corrida lá pela 15ª volta. Emerson vinha logo atrás
e, em condições normais, teria totais condições
de ultrapassar o finlandês e vencer a corrida – seria a primeira
vitória da equipe Copersucar Fittipaldi. Depois da corrida, Emerson
confessou que chegar tão perto de Rosberg fez pensar que a primeira
vitória com o Copersucar estava prestes a acontecer. O problema
é que a pista encharcada inviabilizava qualquer traçado
alternativo para fazer a ultrapassagem. Sair da “trilha” formada
pela passagem dos carros significava pegar asfalto alagado e rodar ou,
talvez, bater.
Emerson chegou a tentar ultrapassar Rosberg, mas percebeu que o risco
de um acidente seria alto demais. Mudou de tática e decidiu pressionar
o finlandês, tentando induzi-lo a um erro. Mas Rosberg, que disputava
apenas sua segunda corrida na Fórmula 1, não cometeu erros
e venceu a corrida, recebendo a bandeirada após 40 voltas com 1s9
de vantagem sobre Emerson. O brasileiro ficou com a melhor volta da corrida:
1min38s63, 22 segundos mais lento que a pole de Peterson conquistada com
pista seca. Em terceiro e quarto lugares, a três voltas dos dois
primeiros, ficaram os McLaren particulares do inglês Tony Trimmer
e do estadunidense Brett Lunger. O quinto colocado, Rupert Keegan (Surtees),
completou 31 voltas e o sexto, Hans Stuck (Shadow), deu apenas 25. O resultado
desta corrida foi das maiores “zebras” da história
da F 1.
Dois anos depois, em 1980, o novato Rosberg passou a defender a equipe
Fittipaldi, que comprara a Wolf e “herdara” o contrato do
finlandês. Em 1982, Rosberg foi para a Williams e nesse mesmo aQueria
saber mais sobre as provas extra-calendario, que aconteceram até
1983 (se não estou enganado). Em especial queria informações
sobre a corrida de 78 na inglaterra (acho q foi em Silverstone) que teve
a vitória do keke rosberg com um Theodore-Ford. É verdade
que foi nessa corrida que o copersucar-fittipaldi que chegou em segundo
foi guiado pelo Emerson?
sandro, natal
Olá, Sandro. As corridas de F 1 extracampeonato (ou seja, que
não contavam pontos para o Campeonato Mundial) eram comuns até
a década de 70. Algumas aconteciam para homologar novos circuitos
e países organizadores (caso do GP do Brasil de 1972) e outras
eram provas tradicionais, que com o tempo deixaram de existir ou passaram
a ser disputadas por carros de outras categorias. Havia ainda corridas
de cunho meramente promocional.
É claro que raras vezes as provas extracampeonato contaram com
a participação de todas as principais equipes. Em algumas
delas, os F 1 corriam misturados com carros de Fórmula 5000 (já
falamos dela aqui e você poderá encontrar os artigos referentes
usando nossa ferramenta de busca) e de Fórmula 2. Outra curiosidade:
em muitos anos, principalmente na década de
50, houve mais corridas “extras” do que válidas pelo
campeonato – às vezes, aconteciam duas no mesmo dia, em países
diferentes. A última corrida de F 1 extracampeonato foi a Race
of Champions de 1983, vencida por Keke Rosberg com um Williams-Ford.
A corrida citada por você foi a International Trophy, que era sempre
disputada Silverstone. Junto com a Race of Champions (realizada em Brands
Hatch), era uma das provas extracampeonato mais tradicionais do calendário.
Ambas tinham 40 voltas (os GPs da Inglaterra disputados em Silverstone
tinham nessa época 68 voltas; em Brands Hatch, 76). A International
Trophy de 1978 foi disputada sob uma verdadeira tempestade que acabou
com as pretensões dos favoritos.
A chuva era tamanha que Niki Lauda rodou e atolou seu Brabham na lama
ainda na volta de apresentação. Nas primeiras quatro voltas
aconteceram seis abandonos, pelo menos quatro deles devido a rodadas e
acidentes. Entre esses estavam favoritos como o McLaren de James Hunt,
o Tyrrell de Patrick Depailler e os Lotus de Ronnie Peterson (pole position)
e Mario Andretti. A liderança chegou a ser ocupada pelo obsoleto
Hesketh do novato Derek Daly, que também abandonou por acidente.
A visibilidade era muito ruim e a pista estava muito perigosa. Todos os
pilotos, sem exceção, saíram da pista pelo menos
uma vez. Emerson Fittipaldi lembra de ter seguido um determinado carro
por algum tempo, até que esse carro saiu da pista. “Se ele
tivesse saído do autódromo e ido para casa, eu nem ia reparar”,
diria o brasileiro depois.
Com a eliminação dos pilotos das grandes equipes (a Ferrari
não participou), o caminho ficou aberto para as pequenas e médias.
E Keke Rosberg, com um pouco competitivo Theodore, foi quem surgiu liderando
a corrida lá pela 15ª volta. Emerson vinha logo atrás
e, em condições normais, teria totais condições
de ultrapassar o finlandês e vencer a corrida – seria a primeira
vitória da equipe Copersucar Fittipaldi. Depois da corrida, Emerson
confessou que chegar tão perto de Rosberg fez pensar que a primeira
vitória com o Copersucar estava prestes a acontecer. O problema
é que a pista encharcada inviabilizava qualquer traçado
alternativo para fazer a ultrapassagem. Sair da “trilha” formada
pela passagem dos carros significava pegar asfalto alagado e rodar ou,
talvez, bater.
Emerson chegou a tentar ultrapassar Rosberg, mas percebeu que o risco
de um acidente seria alto demais. Mudou de tática e decidiu pressionar
o finlandês, tentando induzi-lo a um erro. Mas Rosberg, que disputava
apenas sua segunda corrida na Fórmula 1, não cometeu erros
e venceu a corrida, recebendo a bandeirada após 40 voltas com 1s9
de vantagem sobre Emerson. O brasileiro ficou com a melhor volta da corrida:
1min38s63, 22 segundos mais lento que a pole de Peterson conquistada com
pista seca. Em terceiro e quarto lugares, a três voltas dos dois
primeiros, ficaram os McLaren particulares do inglês Tony Trimmer
e do estadunidense Brett Lunger. O quinto colocado, Rupert Keegan (Surtees),
completou 31 voltas e o sexto, Hans Stuck (Shadow), deu apenas 25. O resultado
desta corrida foi das maiores “zebras” da história
da F 1.
Dois anos depois, em 1980, o novato Rosberg passou a defender a equipe
Fittipaldi, que comprara a Wolf e “herdara” o contrato do
finlandês. Em 1982, Rosberg foi para a Williams e nesse mesmo ano
conquistou seu único título mundial. Abraços. (LAP)
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