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PÂNICO EM MONTE
CARLO |
01/12/04 |
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Durante a visita que fez ao Brasil no final de outubro, Ricardo Divila
contou várias histórias da época em que trabalhou
para Emerson e Wilsinho, e em especial na equipe Fittipaldi de Fórmula
1. Uma das mais cômicas aconteceu durante o último treino
classificatório para o GP de Mônaco de 1976.
Naqueles
tempos, os grids deveriam ter no máximo ou 24 e 26 carros
(o número mudava às vezes, mas ficava sempre entre
um ou outro) e era comum a quantidade de pilotos inscritos exceder
esse limite (bons tempos aqueles). Os pilotos mais lentos nos treinos,
evidentemente, ficavam fora da corrida.
Em 1975, o GP de Mônaco aconteceu logo
depois do acidentado e traumatizante GP da Espanha (quem quiser
mais detalhes sobre essa corrida pode procurá-los na seção
“Pergunte ao GPtotal”, com a ajuda de nossa ferramenta
de busca). Assustados, os organizadores monegascos e a própria
FIA determinaram que naquele ano apenas os 18 pilotos mais rápidos
largariam no principado. Para o GP de Mônaco 1976, esse número
foi ampliado para 20 carros – norma que se manteve inalterada
até a corrida de 1986.
Como
as listas de inscritos tinham sempre mais de 20 pilotos, pode-se
perceber facilmente que a importância dos treinos classificatórios
assumia proporções dramáticas. Os pilotos mais
rápidos faziam de tudo para largar o mais à frente
possível, devido às imensas dificuldades de ultrapassagem
nesse circuito. E os mais lentos, obviamente, também se empenhavam
ao máximo, já que o risco de ficar fora da corrida
era bem maior do que em outros GPs.
A equipe Fittipaldi chegou a Mônaco sob
o trauma da não-qualificação de Emerson para
a corrida anterior, na Bélgica. Depois desse acontecimento,
Divila recebeu carta branca dos patrões para refazer a suspensão
do FD 04, o carro usado pela equipe na temporada de 1976. “Deixei
a suspensão exatamente como no projeto original. Em Interlagos,
o carro foi bastante competitivo usando exatamente essa suspensão”,
lembra o projetista.
O circuito de Monte Carlo, porém, é
o pior lugar possível para se estrear um novo carro ou alguma
modificação. Suas particularidades tornam necessário
encontrar um acerto único e que só serve para aquela
pista. Não se esqueça que estamos falando de uma época
em que o uso de computadores em carros de corrida ainda era uma
simples projeção para o futuro. Tudo era feito de
maneira empírica e a sensibilidade do piloto, do projetista
e dos mecânicos era ainda mais importante do que hoje.
Restando apenas dez ou quinze minutos para
o final do último treino classificatório, Emerson
tinha algo como o 18º tempo. Alguns ajustes e mudanças
de regulagem são feitos. Falta apenas completar o tanque,
que está quase vazio, com uma pequena quantidade de gasolina
– o suficiente para tentar uma ou duas voltas rápidas.
Isso começa a ser feito, mas um pouco da gasolina vaza e,
em contato com alguma parte quente, entra em combustão.
O que se seguiu nem poderia propriamente ser
chamado de “incêndio”. O fogo era tão pequeno
que Divila e Wilsinho Fittipaldi, que estavam ao lado do carro,
conseguiram abafar as chamas com as próprias camisas. Mas
algum grito de “fogo!” deve ter sido inevitável,
e foi ouvido por Ito, um mecânico japonês que acompanhava
os Fittipaldi desde a Fórmula 2.
Ito, sem saber que o fogo já estava
apagado, aproximou-se do carro pronto para acionar um extintor de
incêndio contendo 15 quilos de pó químico. Se
isso acontecesse, o carro ficaria inutilizado: seria necessário
desmontar tudo para limpar o pó. “O Wilson berrava
‘Não, Ito! Não!’, mas no meio daquela
barulheira toda o Ito não ouvia ou não entendia nada.
O Wilson resolveu segurar o japonês a qualquer custo e acabou
agarrando-o pelo pescoço...”, conta Divila. Foi pior:
assustado, Ito acabou apertando o gatilho do extintor, a poucos
metros do FD 04, e largou o extintor no chão.
Devido à pressão, a mangueira
virava de um lado para o outro e espalhava pó químico
para tudo quanto é lado – e, uma vez disparado o gatilho,
restava apenas esperar que a carga acabasse. Tudo isso, é
bom que se diga, aconteceu com o treino em andamento, com os carros
entrando e saindo normalmente dos boxes – no máximo
deviam diminuir um pouco ao ver aquela confusão toda. Wilsinho
resolveu enfiar a mangueira do extintor no primeiro bueiro que encontrou
pela frente, a fim de evitar que o pó se espalhasse ainda
mais. Foi pior: o tal bueiro fazia parte da rede de escoamento de
água da chuva que percorria toda a extensão dos boxes.
Não demorou muito para que o pó começasse a
sair pelos buracos vizinhos. “Só se via o pessoal das
equipes correndo para proteger os equipamentos daquele pó”,
diverte-se Divila, quase 30 anos depois.
Parece incrível que, depois de tanta
confusão, as coisas tenham dado certo para a Fittipaldi.
Emerson saiu para os últimos minutos de treino e baixou seu
tempo em mais de um segundo – o suficiente para largar em
sétimo lugar. Na corrida, manteve um ritmo forte e sustentou
uma boa disputa com Hans Stuck e Jochen Mass, até que as
marchas começaram a escapar. Foi ultrapassado pelos dois
alemães, mas mesmo assim terminou em sexto e marcou um ponto
no campeonato.
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A GP2, categoria que substitui a falecida Fórmula
3000 e fará suas etapas como preliminar dos GPs europeus,
já começa seguindo a Fórmula 1 – ao menos
no que se refere à aplicação de regulamentos
que podem ser considerados verdadeiras merdas.
Primeiro, falou-se em eliminar treinos classificatórios.
O grid da primeira corrida do ano seria definido em uma sessão
de testes de pré-temporada, e nas etapas seguintes a ordem
de largada das corridas seria definida pela inversão do resultado
da prova anterior (o vencedor largando em último, o segundo
colocado em penúltimo e etc).
Mas chegou-se a uma solução intermediária.
A cada semana, serão disputadas duas corridas, uma no sábado
e outra no domingo. Um treino na sexta-feira definirá o grid
da corrida de sábado, com 150 km de extensão total.
O resultado final define o grid da corrida de domingo, só
que os oito primeiros colocados (por que não cinco, dez ou
todos?) partem em ordem invertida. Detalhe: esta segunda corrida
terá 80 km de extensão, metade da primeira. Ou seja,
os pilotos terão bem menos tempo de prova para recuperar
posições. Será extremamente difícil
ver um piloto ganhar as duas corridas do final de semana, por mais
talentoso que ele seja. Uma maneira totalmente artificial de dar
competitividade à nova categoria.
Ridículo. Lamentável. Medonho. Horrível. Péssimo.
A FIA parece estar empenhada em transformar suas categorias outrora
nobres no mais ordinário uísque falsificado. Que saudades
da Fórmula 2 dos bons tempos, em que os jovens promissores
mediam forças com vários pilotos experientes, inclusive
campeões do mundo de F 1 em plena vigência de “reinado”.
Este é o legado do sr. Max Mosley na
presidência da FIA: a morte de categorias (como o Mundial
de Esporte-Protótipos, no fim de 1992), a implementação
de uma cascata de regras estúpidas, a tendência a tratar
o público como um bando de pessoas idiotas que só
conseguem apreciar uma corrida de automóveis se ela tiver
“espetáculo”. Que saudades do sr. Jean-Marie
Balestre, com todos os defeitos (muitos e grandes) que ele tinha.
Luiz
Alberto Pandini |
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| Ceda, Sr. Bernie |
29/11/04 |
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Caro Sr Bernie Ecclestone
Respeitosamente
dirijo-me aos sr., ainda que ache pouco provável que venha
a ler estas palavras. Mesmo assim, lhe peço: atenda ao apelo
de milhões de fãs da Fórmula 1 em todo o mundo
e ceda, salvando a categoria mais importante do automobilismo, a
única que tem legitimidade para eleger um campeão
mundial.
É preciso ceder, sr. Bernie, não
há alternativa. Os principais construtores – Ferrari,
McLaren/Mercedes, Renault e BMW, ainda que não necessariamente
a Williams – exigem uma nova divisão do formidável
bolo de dinheiro, coisa de US$ 2 bilhões, que o sr. arrecada
todo o ano, ficando com US$ 1,5 bilhão e dividindo o saldo
pelas dez equipes.
O sr. ganhou, merecidamente, bilhões
de dólares nas últimas décadas, tornando-se
um dos homens mais ricos do mundo, ao liderar a transformação
de uma categoria semi-amadora em atração global só
comparável à Copa do Mundo e às Olimpíadas.
Fez isso em grande parte por méritos próprios, com
a sua determinação, dinamismo e visão de negócios
equivalente ao dos maiores tycoons da humanidade.
Mas o sr. parece ter ficado cego com o próprio
sucesso e refém de uma ambição que não
tem fim. É verdade que se não fosse o sr., não
haveria tanto dinheiro assim e foi por isso que construtores e equipes
concordaram em ceder-lhe tanto. Afinal, o risco e o trabalho eram
todos seus.
Os
tempos são outros, porém, e o sr. não pode
considerar injusto a proposição dos construtores e
equipes. Eles têm de se virar apenas com o dinheiro dos seus
patrocinadores, um dinheiro cada vez mais escasso e difícil,
enquanto têm de investir quantias cada vez maiores em desenvolvimento,
tecnologia, equipes, marketing etc.
Sei que é difícil para qualquer
pessoa ter tanto dinheiro e abrir mão de parte dele. Sei
que não é próprio da natureza humana este tipo
de generosidade. Mas veja o preço que terá de pagar
caso não ceda. Com o fim do Pacto da Concórdia, em
2007, Ferrari, McLaren, Renault, uma equipe equipada com motores
BMW (talvez a própria Williams se bem que nunca se sabe o
que vai sair daquelas cabeças teimosas) e provavelmente Honda
e Toyota vão organizar o próprio campeonato.
É verdade que, pelo menos nos primeiros
anos, este novo campeonato não poderá se utilizar
das pistas da Fórmula 1 atual, todas elas amarradas por contratos
de longo prazo com o sr.. Também não poderá
usar a marca Fórmula 1, que o sr. comprou por cem anos da
Fia por uma ninharia. Mas os construtores irão em frente
porque têm muito dinheiro para investir e levarão consigo
a Ferrari, a equipe que é sinônimo do melhor automobilismo
de competição.
E ao sr., caso não ceda, restará
organizar uma Fórmula 1 emasculada, apenas com equipes pequenas
e sem expressão, correndo em autódromos gigantescos
como o da China e Bahrein muito provavelmente com arquibancadas
vazias, como as que costumamos ver nas corridas de IRL e Champcar.
Vale a pena, sr. Bernie?
Certamente não vale, tanto mais para
um homem como o sr., que ama as corridas e que, em Monza 70, teve
a coragem de ir até o local do acidente mortal do seu protegido
Jochen Rindt, voltando de lá a passos firmes, o capacete
do austríaco sob o braço, para dar a notícia
à viúva.
Por isso, atenda ao nosso apelo: ceda. Com
seu talento e inteligência será possível buscar
uma saída honrosa, deixando o seu nome ainda mais lustroso
para as gerações futuras.
Ainda há tempo. O homem que fez em grande
parte a Fórmula 1 moderna não pode ser o mesmo que
a levará ao túmulo.
///
Enquanto torço para que Bernie Ecclestone
leia e aceite minhas modestas ponderações, permitam-me
algumas notas:
1 – depois de Castilho de Andrade, mais
novidades no GPTotal: na próxima quinta, estréia
a coluna de Cesare Maria Mannucci, jornalista italiano que há
décadas cobre a Fórmula 1 para a revista AutoSprint.
Dia 9, é a vez de Ernesto Rodrigues, autor do bestseller
Ayrton, O Herói Revelado. Trata-se da mais completa biografia
já escrita sobre Senna, trinta mil exemplares vendidos. Ernesto
promete enviar todos os meses histórias de Senna que não
entraram no livro, além de comentar fatos da atualidade.
Teremos mais novidades antes do final do ano mas vou deixar o Panda
conta-las.
Castilho, Cesare Maria e Ernesto juntam-se
ao Ricardo Divila, revezando-se como colunistas convidados enquanto
Alessandra Alves e Tite passam a dividir espaço comigo, Panda
e Ico, assinando colunas quinzenais. Bob Sharp segue como consultor
para assuntos técnicos.
E com este time para Ferrari e McLaren nenhuma
por defeito que o GPTotal vai encarar a temporada de 2005. Te cuida,
Schumacher!
2 – Amanhã, terça-feira,
dia 30, todos ao lançamento do livro Rally dos Sertões,
escrito pelo amigo Tiago Toricelli, que participou da competição
como navegador. Como vocês já devem ter visto no banner
aí em cima, o lançamento será na Livraria Saraiva
do Shopping Ibirapuera, em São Paulo, a partir das 19h. Estarei
lá e aguardo vocês.
3 – Para quem se vira no inglês
e tem paciência e curiosidade para entender um pouco mais
a esperteza diabólica do Bernie Ecclestone, posso enviar
por e-mail uma análise detalhada sobre as relações
entre Bernie Ecclestone e os três bancos que, tadinhos, pagaram
US$ 1,6 bilhão por 75% da Slec, a empresa que controla os
contratos comerciais da Fórmula 1.
O mais incrível é que, a despeito
de deterem a maioria das ações da empresa, os bancos
não conseguem controlá-la e, caso destituam Bernie
do controle, podem perder o contrato que dá a Slec a exclusividade
de organização da Fórmula 1.
O
material inclui a sentença inicial da Justiça inglesa
sobre o caso. Aliás, se os bancos ganharem a disputa, pode
até acontecer de Bernie Ecclestone perder o controle sobre
a Fórmula 1. Neste caso, desconsiderem os termos do meu apelo.
E enviem e-mail ao site caso desejem receber o material.
4 – Já esta oferta, acho, interessa
a muito mais leitores. Também gentileza de Divila, tenho
em formato digital as três voltas finais do GP da França
de 79, com a famosa disputa entre Gilles Villeneuve e Rene Arnoux.
Sei que uma grande parte dos leitores já
a viu mas, para quem não a conhece, vale a pena. É
um arquivo de cerca de quatro megas e posso enviá-lo a quem
enviar um e-mail ao GPTotal. E se quiserem saber mais sobre esta
que foi uma das mais espetaculares disputas de posição
de toda a história da Fórmula 1, por favor, clique
aqui.
Boa semana a todos
Eduardo
Correa |
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OS MELHORES E PIORES
DE 2004 - 5ª PARTE
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26/11/04 |
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Melhor
piloto
Massa
Pior piloto
Ralf
Mais Sacana
Briatore, claro !!!
Mais sacaneado
Trulli
Pior carro e equipe
Toyota
Melhor carro
BAR
Revelação
Takuma Sato, o simpático Samurai feroz da Bar, brasileiro
gosta !!!
Melhor Idéia
de 2004
Vender a Jaguar
Pior notícia
Schumi até 2006 no mínimo.
Pedro Leite, SP
Capital
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Melhor piloto
Schumacher. Nem dá mais pra escolher outro. Deviam tirar
essa opção e só voltar com ela quando ele se
aposentar
Melhor equipe
Minardi. Se tivessem o orçamento da Ferrari e se a Ford tivesse
um pingo de vergonha na cara para desenvolver um motor decente,
o Stoddart e companhha fariam miséria
Pior piloto
Sim, ele, Rubens Barrichello. Porque mau piloto não é
só o que pilota mal, mas também quem planeja sua carreira
igual a um dono de boteco
Pior equipe
Toyota. Ah se a Minardi tivesse o orçamento deles...
Troféu "Tente
outra vez"
Jacques Villeneuve. Tem que dar um tempo para ele se reacostumar...
Troféu "Produto
paraguaio"
Mark Webber. Vai levar uma sova de qualquer um que seja seu companheiro.
Até o nosso piloto favorito de todos os tempos, Alex Yoong,
daria uma canseira nele com um carro idêntico.
Troféu "Chefe
de equipe é cego"
Anthony Davidson. Se os chefes de equipem não fossem um bando
de Mr. Magoos, ele já teria um lugar garantido como piloto
titular em 2005.
Troféu "Bom,
nem todos são cegos, mas ainda assim enxergam mal"
Ron Dennis. Demorou pra ver que o Coulthard é um Webber idoso.
Troféu "Joseph
Goebbels"
Rubens Barrichelo. Ele acha que uma mentira contada mil vezes se
torna verdade. Bom, ele ainda tem que falar mais umas 763 vezes
que ainda vai ser campeão, umas 941 vezes que é melhor
que o Schumacher e mais uma vez só que um dia vai vencer
no Brasil.
Fernando Maurício
da Costa, São Bernardo do Campo/São Paulo
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Melhor Piloto
Schummi (é lógico)
Pior Piloto
O brother chorão do melhor piloto
Melhor equipe
Ferrari
Pior equipe
O resto, q estão perdidas sem saber o q fazer pra ganhar
alguma coisa
Troféu "Esperança
em 2005"
David Couthard
Bruno Lopes, São
Paulo
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Categoria
sou terceiro piloto mais não estou nem ai
Kurt Bush - Campeão da Nascar
Categoria Esquecerão
de mim
Cristian Fittipaldi, perdeu a vaga para um tal Jeff Green na Nascar,
e ficou sem carro para correr este ano.
Categoria, sou segundo
mesmo... e dai?
Barrichello, Junqueira... pelo amor de Deus!
Categoria Meu filho,
minha vida
Galvão Bueno, torcendo que nem louco para o filho ruim de
braço Caca Bueno...
Categoria andei, andei,
andei e não encontrei...
Michael Andretti, correu durante anos e nunca ganhou nada. Virou
dono de equipe, passou o carro para o Tony Kannan. o que aconteceu?
campeão da IRL
Categoria esquisita
do ano...
Formula Truck... a única tem radar de velocidade. Será
que a Marta Suplicy sabe disso, se bobear ela vai querer cobrar
multa de quem passar acima. A raiz do automobilismo, não
é a velocidade... esquisito.
Categoria Regra do Ano
Os play-offs da Nascar. Equilibrou o campeonato e deu emoção.
Seria interessante se na Formula 1 adotasse isso, já pensou
nas 5 corridas finais só disputaria os 10 primeiros? Seria
interessante uma corrida apenas com: Schumacher, Barrichello, Buton,
Alonso, Montoya, Kimi, Trulli, Massa, Sato e Fisico.
Ricardo, Suzano
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Pior Piloto
do ano
Klien
Melhor
Zolts Baumgartner, único ponto pra Minardi
Pior Equipe
Hum... Jaguar
Melhor
Bar, já que a Ferrari...
Pior Corrida
Brasil, Barrichelo falou, falou.....
Melhor
Spa
Rafael , Londrina
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Melhor corrida
Grande Prêmio do Brasil, como sempre uma corrida muito movimentada
Confusão do ano
Montoya e Schumacher no escurinho do túnel de Mônaco.
As decepções
Williams e Mclaren, com "batmóvel" e "carro
tamanduá", respectivamente
Pior corrida
Sem discussões: GP da Hungria
Troféu "sonho
de virar purpurina" do ano
Ralf e seus chiliqueS na China
Pior acidente
Ralf, no GP dos Estados Unidos
Melhor ultrapassagem
Rubinho em cima do Trulli, na última volta do GP da França.
Rafael Rego, Belo
Horizonte
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Melhor
Michael Schumacher, como sempre
Pior
Transmissões cortadas da Rede Globo para transmitir as Olímpiada,
logo na melhor corrida do ano, Spa
Di, Sertãozinho
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Momento "
Vai com Deus"
Coulthard
Momento "A casa
é sua"
Trulli na Toyota
Momento "Você
voltou? Que bom!"
Fisichela na Renault
Momento "Por que
fiz isso"
Para Briatore, por ter chamado o Vileneuve correr as três
últimas corridas e para Peter Sauber, por chamar o cara para
correr o ano todo em 2005
Melhor disputa caseira
Trulli VS Alonso. Todo mundo fala mal da amizade entre os dois,
mas foi a melhor disputa caseira
Pior disputa caseira:
Shumi Vs Rubinho. Não precisa falar, né? 13 x 2 pro
alemão é de ferrar.
Melhor disputa caseira
para 2005
Montoya VS Raikonen e WeberVs Pizzonia (espero que o brasileiro
consiga essa)
Reinaldo Cavicchio,
Jundiaí
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Melhor
Raiokkonen
Hogan, Recife
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O melhor do
ano
Jenson Button, pela competência que teve na ajuda do desenvolvimento
da Bar. Com certeza 2005 promete.
A melhor equipe
Bar, por ter conseguido confirmar a boa pré-temporada, e
dar um banho nas grandes
O pior do ano
Rubens "tudo por milhões" Barrichello, sem comentários
Melhor decisão
do ano
Da Sauber, por quebrar um pouco do laço com a Ferrari e começar
a andar com as próprias pernas. O carro melhorou muito e
vai dar mais trabalho no ano que vem
Troféu "seguindo
os passos do mestre"
Bruno Junqueira e a falta de combatividade em relação
ao companheiro Bourdais. Porém na F1 o Rubens é o
2° piloto, na IRL não tem isso, é incompetência
mesmo.
Troféu "amor
ao esporte"
Vai para a Minardi, que apesar dos problemas está lá
Troféu "esperança"
Antonio Pizzonia na Wilians
Troféu "colunista
do ano"
Ricardo Perrone, com a coluna potenza no F1 na Web
Rodrigo Motta,
Varginha – mg
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Pior piloto
Nem vale a pena,embora há que escolha Heidfeld, Pantano,
Glock, Klien, Bruni e Baumgartner mas é totalmente injusto
diante das tranqueiras que eles possuem
Decepção
do ano
Há varias, mas fico com Fernando Alonso e Mark Webber: o
primeiro tomou cacete do Trulli, antes do italiano se desentender
com Briatore e o segundo só fez corpo-mole o ano todo só
pra fazer valer sua clausula e sair da Jaguar.
Trófeu “em
boca fechada não entra mosca”
Rubens Barrichello, novamente. Menções honrosas para
Antônio Pizzonia, pelas declarações antes do
GP da Alemanha e agora na disputa pela segunda vaga na Williams
e Kimi Raikkonen que, embora fale pouco, só fala besteira
(Schumacher só me vence pelo carro que tem, não considero
Schumacher melhor do que eu e por aí vai)
Melhor dirigente do
ano
Pela enésima vez Jean Todt. Menção honrosa
para David Richards da BAR
Pior dirigente do Ano
Flavio Briatore, que demitiu Trulli e Trouxe Villeneuve de volta
apenas para pagar mico. Não se esquecer de Ron Dennis e Frank
Williams
Vinícius,
São Bernardo do Campo
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Troféu "Milagre
existem"
Minardi fazendo ponto
Revelação
do ano
Jenson Button (e o senhor Briatore disse q ele não era bom)
Troféu "alegria
de pobre dura pouco"
Felipe Massa liderando o GP do Brasil
Troféu "vocês
pensam que tó morto"
A bela temporada de Fisichella
Trofeu "candidato
a vaga de titular absoluto no meu Palmeiras"
Outro pro Fisichella, de preferência no lugar daquela ameba
do Elson
Troféu "o
melhor em matéria de F-1"
GPTotal (sem dúvida nenhuma)
José Jurandir
Brito de Lima Junior, Ferraz de Vasconcelos
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Melhor Piloto
Só pra variar Michael Schumacher
Pior Piloto
Jacques Villeneuve e sua volta melancólica
Herói
Baumgartner, ele conseguiu com q a Minardi fizesse pontos no campeonato
Melhor Corrida
Barhein
Pior Corrida
Hungria
Decepção:
O terceiro lugar de Barrichello no Brasil
Livio Manzano
Galdeano, São Caetano do Sul
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Pior equipe
da temporada
Jordan (já vi equipe decair mas como ela não teve
como)
Pior piloto
Pantano (como é que um cara desses para na F1?)
Decepção
do ano
Rubinho (que cascata é essa que a Ferrari liberou a briga
entre os 2? Se liberou é pq sabia quem ia ganhar...)
A melhor em recuperação
do ano
McLaren (espero que o bolo não desande ano que vem)
O maior "fritador"
de pilotos da temporada
Flavio Briattore (acabou com o Jarno Trulli...)
José Benedito
Vizioli Libório, Piracicaba-SP
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PARA VER MAIS MELHORES
E PIORES DE 2004, ROLE A PÁGINA
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1ª QUINZENA DE NOVEMBRO CLICANDO
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GRACIAS, MATADOR!
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24/11/04 |
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| PARA
VER OS MELHORES E PIORES DE 2004 NA OPINIÃO DOS LEITORES,
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Tudo estava preparado para a despedida de Carlos Sainz no Rali da
Austrália, etapa que encerrou a temporada 2004 da categoria.
Mas o piloto sofreu um acidente dias antes do evento, quando fazia
o levantamento de percurso em uma estrada na região de Perth.
Com dores no pescoço, Sainz seguiu o conselho dos médicos
e optou por não participar da disputa, encerrando de vez a
sua carreira aos 42 anos de idade.
Para nós, que adoramos biografias, o
incidente infeliz gerou uma daquelas coincidências perfeitas.
Carlos Sainz, o maior vencedor da história do WRC (26 triunfos)
disputou seu último rali na Espanha, sua terra natal e penúltima
etapa da temporada 2004. Ele ficou em terceiro lugar em uma participação
emocional, com o público lotando os barrancos em torno das
estradas catalãs para saudar um de seus maiores ídolos
esportivos.
Com
justiça. Não se trata aqui de um mero esportista.
Sainz conseguiu, em pleno século XXI, emular o lendário
Juan Manuel Fangio. Os jovens volantes o escutam como se ouvissem
uma missa celebrada pelo Papa. A voz pausada, o aspecto sério
e a sabedoria de quem já completou 187 ralis no WRC são
argumentos irrefutáveis para uma boa dose de aprendizado.
Fangio tinha o mesmo status de semi-deus quando batia papo nos boxes
com gente como Stirling Moss e Peter Collins.
Há mais pontos em comum: a longevidade
da carreira, a velocidade pura, a impressionante regularidade, o
instinto de sempre procurar (e conseguir) vagas em equipes competitivas.
Não fossem contemporâneos (Fangio morreu em 1995) e
um espírita logo identificaria nestes dois pilotos a mesma
alma.
E o madrilenho Sainz poderia ter se destacado
em qualquer esporte. Embora tenha iniciado um curso de direito,
o jovem sempre encontrou prazer nas competições. Foi
campeão espanhol (juvenil e adulto) de squash. Praticava
esgrima, futebol e esqui na neve com a mesma desenvoltura. Mas sua
paixão residia mesmo nos carros e no rali.
Seu primeiro carro de corridas foi um Renault
5 TS, no qual se destacou em certames regionais. O primeiro título
espanhol veio em 1987, quando juntou-se à Ford. Neste ano,
disputou também sua primeira etapa do WRC, em Portugal. E
logo mostrou a que veio: era o líder após a primeira
especial e se manteve na ponta até abandonar com uma quebra
do turbo. Em 88, Sainz ganhou o Espanhol de novo e disputou mais
cinco etapas do WRC.
O passo decisivo de sua carreira aconteceu
no ano seguinte, quando cedeu ao assédio de Ove Andersson
e assinou com a Toyota. Foi guiando pela marca japonesa que o piloto
obteve 13 de suas 26 vitórias. Sem falar em seus dois títulos
mundiais, em 1990 e 92. O de 91, escapou no último evento
e foi parar nas mãos do finlandês Juha Kankkunen.
Os anos seguintes foram desperdiçados
em equipes confusas e com carros limitados.
Nenhuma vitória com a Lancia em 93 e apenas quatro com a
Subaru, em 94/95. Isto sem falar nos inúmeros desentendimentos
com o patrão David Richards. De personalidade forte, Carlos
Sainz precisava de um dirigente com muito tato para render. Não
foi o que aconteceu com o inglês, que dirigiu a BAR na F-1
até este ano. Mesmo assim, o espanhol foi o vice-campeão
de 95.
A ciranda continuou nos dois anos seguintes,
quando o espanhol correu na Ford. Foram três vitórias
com um carro que, nas mãos de outro piloto, sofreria para
conseguir marcar pontos. Mas o bom filho à casa torna, e
Sainz assinou com a Toyota para correr em 1998 e 99. Logo no primeiro
ano, o piloto foi a vítima em um dos momentos mais cruéis
na história do automobilismo. No encerramento da temporada,
na Grã-Bretanha, o piloto estava em terceiro lugar, o que
lhe garantiria o título. Mas o motor do seu Corolla quebrou
a 500 metros da chegada da última especial. Seu desespero
marcou a todos que assistiram à cena.
Com a saída da Toyota do WRC, Sainz
voltou à Ford entre 2000 a 2002. Ganhou dois ralis, mas o
chefe Malcolm Wilson não quis renovar seu contrato, achando
que o tempo do espanhol havia terminado. Ledo e Ivo engano (copyright
Flavio Gomes). Sainz conseguiu uma vaga na Citroën em 2003,
trazendo diversos patrocinadores para a equipe, que inicialmente
pretendia disputar a temporada com apenas dois carros, os de Sébastien
Loeb e Colin McRae.
Foi um dos melhores anos de Sainz. Ganhou na
Turquia e se manteve na briga pelo título até a penúltima
etapa, na Espanha. Após julgar mal uma curva e sair da estrada,
Sainz abaixou o vidro e gritou aos torcedores: “empujar!”
Logo, havia mais de uma dezena de malucos colocando o Xsara na pista,
emocionados em ajudar o grande ídolo. Não deu, mas
o terceiro lugar no campeonato, atrás apenas dos ótimos
Petter Solberg e Loeb, mostrou que Sainz ainda tinha muita lenha
para queimar.
Em 2004, a vitória na Argentina lhe
colocou como o maior vencedor do WRC. Sua regularidade também
impressionou: foram apenas três abandonos (incluindo o da
Austrália). Terminou o ano em quarto lugar. Aliás,
vale aqui uma olhada nos números: em 16 anos na categoria,
foram dois títulos mundiais, quatro vices, cinco 3ºs
lugares, um 4º, um 5º, um 6º e dois 8ºs, incluindo
o do ano de estréia. Me diga um piloto que se manteve por
tanto tempo no topo de um campeonato tão competitivo. Difícil,
né?
por isso tudo que o dia 31 de outubro de 2004 (fim do Rali da Espanha)
fica na história como a despedida de um dos maiores mitos
das pistas. Fica, algo comum nestes casos, uma saudade e um vazio.
Vamos preenchê-lo então: MUITO OBRIGADO, EL MATADOR!
Um abraço e até a próxima,
Luis
Fernando Ramos |
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UMA BELA MANHÃ
EM INTERLAGOS
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22/11/04 |
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“Tenho saudades de coisas que não conheci.” A declaração
do cantor Ed Motta, amante da boa música e estudioso da história
dela, é perfeita para definir o estado de espírito de
qualquer pessoa que tenha paixão por fatos históricos.
Quem, por profissão ou hobby, estuda acontecimentos do passado
acaba desenvolvendo a vontade de tê-los vivido, testemunhado
ou ao menos acompanhado em tempo real, ainda que à distância.
Aqui no GPtotal não é
diferente. A reconstituição de várias das histórias
transcritas
no site só foi possível por meio de leitura, vídeos,
conhecimento do contexto histórico de cada época e,
principalmente, a vivência de cada um. Eu, aos 36 anos e tendo
começado a acompanhar corridas no final de 1978, não
“vi” o nascimento da equipe Fittipaldi de Fórmula
1, entre 1973 e 1974. Pude apenas acompanhar os últimos anos
de existência da equipe, torcendo desesperadamente para que
ela ganhasse uma corrida que fosse – coisa que infelizmente
não aconteceu. E ler, ler muito, sobre como ela surgiu. Também
aproveitei (faço isso até hoje) todas as possibilidades
de conversar com os personagens da história dela para saber
um pouco mais da história da equipe – nunca é
demais lembrar: a primeira, e até hoje única, a competir
na Fórmula 1 com um carro construído abaixo da linha
do Equador. (O respeitado construtor e preparador argentino Oreste
Berta construiu seu Fórmula 1, o LR, na mesma época
em que o FD 01 ficou pronto. Só que o Berta LR nunca competiu
no Campeonato Mundial: dele, ficaram somente os rumores de que o
carro disputaria o GP da Argentina de 1975, pilotado por Nestor
Garcia Veiga.)
Lembro-me de, moleque, ler os relatos e ver
as fotos dos primeiros testes do FD 01
em Interlagos, no final de 1974. Ficava babando, doido de vontade
de ter presenciado, no meio daquelas muitas pessoas (as da equipe,
mas alguns jornalistas, uns poucos curiosos e muitos fãs
legítimos de corridas de automóvel), os primeiros
quilômetros rodados pelo Fittipaldi FD 01
Por tudo isso e muitas coisas mais, eu não
poderia perder a oportunidade de estar em Interlagos no começo
de novembro. Depois de 30 anos, o FD 01 voltou ao autódromo
paulistano para um evento de comemoração de sua restauração.
Estavam lá Wilsinho Fittipaldi, Ingo Hoffmann, Alex Dias
Ribeiro e Christian Fittipaldi, mais Darcy Medeiros (mecânico
da equipe Fittipaldi durante toda sua existência e responsável
pelo trabalho artesanal de restauração do FD 01),
Sid Mosca (famoso pintor de carros e capacetes, criador da pintura
dos Fittipaldi patrocinados pela Copersucar, com o beija-flor estilizado),
Luiz Carlos Secco (veterano jornalista, talvez o primeiro a dar
a notícia de que os Fittipaldi estavam montando uma equipe
de Fórmula 1). Ausências sentidas: Ricardo Divila (projetista
do FD 01), Emerson Fittipaldi, o mecânico japonês Itoh
e o mexicano Jo Ramirez.
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Trinta
anos depois, o momento exato em que o Fittipaldi FD 01 sai
do box.
Foto de Michel Toni Rost |
Foi de arrepiar. Era apenas uma demonstração,
mas a expectativa de fazer o carro funcionar e andar na pista era
imensa entre todos os presentes. Em alguns momentos, foi como se
eu tivesse viajado no tempo e voltado a 1974. Tenho certeza de que
várias pessoas sentiram algo parecido. A diferença
maior, é claro, estava no nível de tensão do
ambiente. Nas fotos de trinta anos antes, pode-se ver profissionais
trabalhando duro, envolvidos em uma cartada para o futuro. Naquela
bela manhã de sol em Interlagos, eu estava no meio dessas
mesmas pessoas – mas elas estavam estavam apenas celebrando
uma aventura acontecida no passado.
O
uivo de um motor Ford Cosworth V8 de Fórmula 1 é impressionante,
maravilhoso, sedutor. Em 1974, seu regime ideal de funcionamento
estava em torno de 10.000 rpm. O motor instalado no restaurado FD
01 (o mesmo do GP da Argentina de 1975) estava com o regime máximo
limitado a 8.000 rpm, devido a uma deficiência na válvula
de combustível. Darci e sua equipe já haviam começado
a fazer uma nova, mas ela não ficou pronta a tempo.
Sobraram emoções para todos.
“Tive quase a mesma sensação de quando colocamos
o carro para andar pela primeira vez. Foi espetacular!”, relembrava
Wilsinho Fittipaldi. Ingo Hoffmann, que fez sua primeira corrida
na F 1 pilotando o Fittipaldi FD 03 (no fundo, um FD 01 modificado),
também guiou o carro. Quando voltou aos boxes, saiu do cockpit
profundamente emocionado, quase às lágrimas e com
dificuldade para terminar uma frase sequer. Enquanto estive ao seu
lado, a única frase que ele conseguiu completar
foi “Que sensação incrível!...”.
Para Christian Fittipaldi, que guiou na F 1 quando a categoria já
havia entrado na era das ajudas eletrônicas, andar no FD 01
foi uma experiência inesquecível. Além de guiar
pela primeira vez um dos carros construídos pelo pai, Christian
pôde sentir como era a F 1 em que Emerson e Wilsinho competiram:
“Tá louco! Vocês eram muito corajosos...”.
Alex Dias Ribeiro só guiou para a Fittipaldi em 1979, mas
em 1975 era contratado como piloto reserva de Wilsinho, ao mesmo
tempo em que disputava o Campeonato Inglês de Fórmula
3. “Minha fase foi outra, mas tive o prazer de guiar o Fittipaldi
F5A”, lembrou, referindo-se ao modelo mais bem sucedido da
história da equipe.
Aquela manhã de sol em Interlagos foi
uma das mais prazerosas da minha vida. Pelo menos uma vez tive a
certeza de ter aplacado a saudade de uma daquelas “coisas
que não conheci”. Inesquecível.
+++
Duas boas notícias sobre colunistas
do GPtotal. A primeira, sobre Ricardo Divila, é acompanhada
por um enorme “Parabéns, campeão!”. Sua
equipe, a Nismo (Nissan Motorsport), conquistou o título
da divisão principal do JGTC, o campeonato japonês
para carros GT. De quebra, os Nissan 350Z permitiram que o japonês
Satoshi Motoyama
e o irlandês Richard Lyons conquistassem o título de
pilotos. Mais detalhes em breve, na próxima coluna do Ricardo.
A outra notícia é a chegada do
experiente e vivido Castilho de Andrade para reforçar o time
de colunistas convidados do GPtotal. Uma vez por mês, ele
vasculhará sua memória para contar algumas boas histórias
vividas em corridas nacionais e internacionais.
Para quem não o conhece, Castilho trabalha
para os jornais do grupo Estado (O Estado de S. Paulo e Jornal da
Tarde) desde 1969, tendo participado de coberturas de F 1 e de várias
corridas nacionais e internacionais, além de vários
outras modalidades esportivas. Entre 1991 e 1994, trabalhamos juntos
na editoria de Esportes do Jornal da Tarde. Outro colunista do site,
Luis Fernando Ramos, também trabalhou com ele durante algum
tempo. Desnecessário mencionar o quanto eu e o Ico consideramos
valiosa a experiência profissional adquirida durante a convivência
com o “Casta”, como alguns o chamam.
A estréia do Castilho no GPtotal
acontecerá nesta quinta-feira. Seja bem-vindo, mestre, e
que este seja o início de mais uma longa convivência.
Luiz
Alberto Pandini |
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OS MELHORES E PIORES
DE 2004 - 4ª PARTE
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19/11/04 |
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Melhor piloto do ano
Vai para Cristiano Da Mata e Takuma Sato, um por peitar a direção
da Toyota sem medo de ficar a pé, o outro por não
estar nem aí do que os outros pensam sobre suas ultrapassagens
e maluquices
Pior piloto do ano.
E o Oscar vai para o Rubinho, pela obra Boca Fechada Não
Entra Mosquito - e olha que eu sou fã do cara. No próximo
GP Brasil mande a bota do jeito que vc sabe porque piloto bom não
promete; acelera
Menção
honrosa
Ralf Schumacher. Parado não sei quanto tempo, voltou a correr
na China e só porque levou um toque do Coulthard faz aquela
frescuriti toda. Quem dera eu estar no lugar dele. Talvez não
corresse porcaria nenhuma mas faria menos bichice
Melhor equipe
Vai para a Minardi. Tem menos cash, piloto, projetisa, mecanicos,
motor, computador etc e tal mas tem muita paixão em correr
o que, no final, é o que vale
Pior equipe
Toyota, nem vou perder meu tempo explicando por que
Melhor corrida
Belgica
A pior
Hungria
Speed Racer, São
Paulo
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Os melhores do ano
Schumacher e Ferrari
Os piores do ano
Minardi e Jordan.
Ricardo Figueira, Funchal,
Portugal
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Dirigente Mais Feio
Jean Todt
Dirigente Mais Fashion
Flavio Briatore
Troféu empáfia
perpétua não enverga e também não quebra:
Ron Dennis
Troféu azedume
"ad eternum"
Ralf Schumacher
Preparo físico
do ano
Juan Pablo Montoya
Prêmio Lance Armstrong
(se pilotasse como pedala ...)
Jarno Trulli
Troféu mosquito
zombeteiro
Paul Stoddart
Troféu fala mais
bobagem agora que quando corria
Nélson Piquet
Prêmio "aumentem
os números dos carros porque eu não dou
uma dentro na locução"
Galvão "Magdo Bueno"
Prêmio "estou
gagá, gordo e ganhando bem demais; enfim, desmotivado"
Reginaldo Leme
Wagner Gossen, São
Paulo
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Troféu
Alex Yoong de Pior Piloto
Klien. Até o Baumgartner evoluiu mais que ele durante a temporada
Troféu Sílvio
Santos de melhor animador
Takuma Sato
Troféu Eu quero
a minha mãe
Ralf Schumacher
Troféu Romário
("O Bonzão")
Mark Webber
Troféu vai tarde
Jaguar
Melhor Corrida
China
Pior Corrida
Hungria, pra variar
Troféu o fênix
(ressurgiu das cinzas)
Físico, que vai dar um baile no Alonso
Troféu Saddam
Hussen, pelo diálogo "aberto e construtivo"
Toyota (resultado: 1 ponto desde a saída do Cristiano o que
mostra que o problema não era ele e sim a cadeira elétrica
que deram pra ele guiar)
Troféu Vocês
verão do que sou capaz
Coulthard
Troféu el gordito
Montoya
Paulo Vítor Guerra
Martins, São Paulo
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Os Melhores
Schumacher e a F2004
O Pior
Briatore, que conseguiu perder o segundo lugar pra BAR
Guto Mauad, Sorocaba
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O
melhor piloto
Michael Schumacher
O pior
Giorgio Pantano
Diogo Durao, Lisboa-Portugal
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Melhor
equipe
Ferrari, nem precisa falar
Pior equipe
Toyota. Fritou um monte de gente e conseguiu ficar atrás
da Jaguar
Melhor piloto
Michael Schumacher, que já é o maior de todos os tempos
Pior piloto
Prêmio dividido para David Coulthard e Jacques Villeneuve,
foram muito mal
Piloto Revelação
Anthony Davidson

Melhor corrida
Spa, que não saia mais do calendário
Pior corrida
Hungaroring. É dose pra mamute
Melhor estréia
Regra de 10 posições perdidas no grid em caso de troca
de motor
Melhor expectativa para
2005
Disputa Kimi x Juan Pablo na McLaren
Pior expectativa para
2005
Webber na Williams
Rodrigo Furlan Lourenço,
São Paulo
PARA VER MAIS MELHORES
E PIORES DE 2004, VISITE NOSSA PÁGINA DA
1ª QUINZENA DE NOVEMBRO CLICANDO
AQUI. |
| WITH
A LITTLE HELP
FROM OUR FRIENDS
17/11/2004 |
OS MEUS PREFERIDOS
– Manuel
Blanco
Com muita freqüência, falamos dos nossos personagens
preferidos. Inclusive apresentam-se listas que, normalmente, constam
de cinco desses personagens. Em certa ocasião, eu mesmo enviei
a minha lista referida ao motociclismo e, agora, gostaria de apresentar
os meus preferidos da F1. Porém, mesmo reduzindo a lista
ao mínimo, cinco me resulta um número escasso e, com
vossa licença, na minha lista há de constar sete nomes.
Procurarei
explicar, de forma resumida, os motivos que me levam a decantar-me
por estes personagens e, por ordem alfabetico, esta é a minha
lista: Alexander Hesketh, Arturo Merzario, Bernard Ecclestone, Emerson
Fittipaldi, Gordon Murray, Graham Hill e Ricardo Divila.
- A. HESKETH - Mesmo pertencente à nobreza britânica,
lord Hesketh estava muito longe da habitual imagem soberba, orgulhosa
e distante que se lhe atribui aos seus membros. Hesketh, era uma
pessoa "normal" e entranhável que a todos resultava
simpática. Famosas eram as suas partidas de poker nos boxes
ou trailers, e seu bom humor era sempre ressaltado.
Lord Hesketh, pode considerar-se o último verdadeiro patrocinador
da F1, e a sua retirada como o fim do esporte na categoria. Equivocadamente,
continua-se usando a palavra "patrocinador", quando, realmente,
o único que temos são investidores (talvez até
tubarões). Patrocínio é o mecenato ou apoio
a uma determinada atividade sem propósitos de lucro, e isso
era justamente o que fazia lord Hesketh. Mas, quando os crescentes
custos da F1 superaram as suas possibilidades, ele preferiu retirar-se
antes que colocar publicidade nos seus brancos carros, mantendo-se
fiel à sua concepção do esporte.
- A. MERZARIO - Bravo piloto italiano que não desfrutou das
oportunidades que merecia.
Esteve na Ferrari nos piores momentos do desenvolvimento do modelo
B3 mas, a sua determinação e profissionalismo sempre
foram admiráveis. Em meados de 1973, Merzario já sabia
que não seguiria na equipe mas, continuou trabalhando com
grande empenho.
No GP do Canadá, Arturo perde o bico do carro num acidente
nas primeiras voltas da prova mas, continua na pista. Algumas voltas
depois, perde o aerofólio traseiro mas, também segue
adiante, dando uma demonstração de tenacidade que
me chamou poderosamente a atenção. Arturo, com o carro
naquelas pobres (e perigosas) condições, poderia ter
abandonado e ninguém o teria censurado por isso. Mas, mesmo
sabendo que aquela era a sua penúltima corrida na Ferrari,
ele fez questão de acabar a corrida, coisa que faria a 5
voltas do vencedor.
Porém, as maiores provas de sua bravura ainda estavam por
vir. Em 1976, foi Arturo quem retirou Lauda do carro em chamas no
acidente de Nurburgring e, em 1978, novamente, foi protagonista
destacado no resgate de Ronnie Peterson em Monza.
Arturo, sim, que pode considerar-se um herói !
B. ECCLESTONE - O poderoso chefão vem sendo muito criticado
ultimamente pela difícil situação na que se
encontra a F1. Porém, devemos recordar que a categoria deve
sua grandeza a este "homenzinho".
De
origen humilde, Bernie sempre sentiu-se atraído pelo automobilismo
e, inclusive tentou ser piloto mas, logo percebeu que era muito
melhor dirigindo gente que carros e, neste terreno não teve
rival.
Nos anos 70, a F1 também atravessava momentos difíceis
mas, passavam despercebidos para o público em geral porque
a mídia não se ocupava da categoria tanto como agora
e, além do mais, a emoção e espetáculo
nas pistas eram grandes. Algumas equipes emblemáticas nos
anos anteriores, desapareceram (BRM ou Matra), outras surgiam como
cogumelos no prado depois da chuva sem aportar nada de bom à
categoria. Se inscreviam num GP e desapareciam no seguinte (Trojam,
Tokem, Maki, etc).
As equipes negociavam, cada uma por si, com os organizadores dos
GPs, TVs etc, e Bernie foi o primeiro em ver as enormes possibilidades
que a Fórmula 1 oferecia. Porém, possivelmente, não
foi o único pois, apesar da anarquia reinante, a categoria
crescia e até chamou a atenção de Roger Penske
e Parnelli Jones, os poderosos chefes de equipe americanos, que
talvez já estivessem de olho na F1 pois, inclusive começaram
a participar com suas equipes.
Mas, Bernie atuou rápido e tomou as rédeas da F1
acabando com a baderna e dotando a categoria da ordem, disciplina
e seriedade das quais adolescia. Talvez graças ao Bernie
a F1 não acabou sendo uma espécie de Cart européia
ou mundial, coisa que me provoca náuseas só de pensar.
Hoje, a F1, novamente, atravessa momentos difíceis e, com
freqüência, culpamos o "tio Bernie" de tudo
o que de mal acontece nela mas, é que ninguém nem
nada é perfeito ou eterno, e tudo tem um principio e um final.
Porem, hoje nao parece haver um Ecclestone que salve a categoria
de sua autofagia, e temo que uma formula 1 sem o tio Bernie não
vai ser melhor que a que tivemos quando ele estava em sua plenitude.
Pelo seu enorme talento negociador, visão de futuro, dotes
gerenciais, etc., o Bernie Ecclestone, modestamente, me parece o
mais importante personagem da F1. Pilotos, chefes de equipe ou engenheiros
há e houve muitos mas, "tio Bernie" só um.
E. FITTIPALDI - Nada há que eu possa dizer sobre o Emerson
que não saibamos já.
Pessoalmente,
posso dizer que foi o Emerson quem, definitivamente, desencadeou
a incipiente afeição à F1 que eu tinha, e graças
a ele começamos a ter abundante informação
sobre automobilismo aí no Brasil. Envio uma foto minha de
1974 onde, como podem ver, não há dúvida de
que Emerson era o meu preferido naqueles tempos pois, eu até
exibia umas costeletas inspiradas nas suas.
G. MURRAY - O gênio! Como poderia um aficionado à formula
1 deixar de admirar um cara como o Gordon e seu trabalho? Os seus
carros eram autênticas obras de arte, e muitas foram as inovações
que o Gordon introduziu na F1 (suspensão pull-rod, freio
de fibra de carbono, suspensão hidropneumática, conceito
extra plano etc.).
Fossem os brancos BT44, o futurista BT46, os eficientes BT49 eBT53,
o revolucionário BT55 ou o extraordinário MP4/4, todos,
além de tecnicamente primorosos, eram belíssimos.
G. HILL - Só vi o Hill competir no fim da sua carreira, quando
apenas corria por gosto, portanto não tenho lembranças
destacadas suas como piloto. Que eu me lembre, as suas melhores
corridas foram aquelas de Fórmula 2 em Interlagos no princípio
dos anos 70. A minha preferência por Hill se deve ao lido
e escutado sobre a sua pessoa. Porém, tudo o que li e ouvi
sobre ele, sempre o descrevem como um piloto extraordinário
e uma pessoa ainda melhor.
De origem humilde, Hill conseguiu chegar até o cume com
muito trabalho de dedicação, e o seu comportamento
sempre é recordado
como o de um verdadeiro cavalheiro.
Quando a fortuna parecia prestes a sorrir-lhe em sua nova etapa
de construtor, a morte truncou tudo. Pena que já não
hajam pilotos (pessoas) como Hill.
R. DIVILA - Fiquei muito chateado quando os irmãos Fittipaldi
decidiram o relevamento do Ricardo da sua função de
engenheiro da Copersucar. Desde fora, e como simples aficionadao,
dava para se perceber que o seu trabalho era bom, e os seus carros
melhoravam um após o outro continuamente. O FD04 era bom,
e Maurice Phillipe conseguiu que fosse ainda melhor. Como diz um
ditado popular valenciano - De onde não há nada...
nada pode conseguir-se - portanto, se o carro melhorou é
que o potencial já estava lá, e isso era mérito
do Ricardo.
O
FD01, foi um carro que me impressionou muito pelo seu estilo inovador.
Criticada na época, pouco a pouco, a sua idéia de
carenar o motor acabou impondo-se na categoria. Realmente foi um
carro tecnicamente muito atrevido, principalmente considerando que
era o seu primeiro carro. Que eu saiba, o atrevimento é algo
próprio de ignorantes ou de gênios, e o Ricardo, de
jeito nenhum, me parece que seja um ignorante.
Bem amigos, esta é a minha " lista " de preferidos.
Se fosse um pouco mais longa, teria que incluir nomes como David
Purley, Mauro Forghieri, Frank Williams, Keke Rosberg, Colin Chapman,
Ronnie Peterson, etc. mas, creio que esta é bastante representativa
das minhas preferências.
Quais são as vossas ?
um abraço,
| Manuel
Blanco,Valência, Espanha |
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