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"Chato"
é um adjetivo bastante suave para definir o GP da Espanha. Como sempre
acontece em Barcelona, a corrida foi absolutamente monótona. De dar sono.
A TV espanhola, a certa altura, até esqueceu que Schumacher estava correndo.
Só no finalzinho o interesse se acendeu pelas disputas entre Massa, Button
e Frentzen. A coisa estava tão desesperadora que a certa altura mostraram
até a disputa entre Ralf Schumacher e Mika Salo pelo penúltimo
lugar...
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Dizer o quê sobre a Ferrari? Barrichello poderia terminar pelo menos
em 2º lugar, mas desta vez seu carro sequer saiu para a volta de apresentação.
Evidentemente, ele ficou p... da vida na hora, mas preferiu contar até
dez e se acalmar antes de falar aos jornalistas. Sensato de sua parte, sem dúvida.
Schumacher, por sua vez, lembrou-se no final da corrida de lamentar a falta
de sorte de Barrichello. É uma prova de apreço e de que ele deseja
a permanência do brasileiro na equipe em 2003.
Por paradoxal que pareça, Barrichello está fazendo em 2002 sua melhor temporada na F 1. Não em termos de resultados (que só lhe fugiram por causa das quebras), mas por estar mais próximo de Schumacher do que em outros anos. Tem tudo para ganhar pelo menos uma ou duas corridas este ano... Desde que o carro não quebre.
A Ferrari, como se esperava, está muito à frente das outras equipes neste primeiro terço de campeonato. A classificação atual do Mundial de Construtores, com apenas 7 pontos separando a equipe italiana da Williams, não reflete a realidade. As quebras de Barrichello já custaram à Ferrari pelo menos uns 15 pontos, além dos 6 ou 8 que a Williams teria deixado de marcar com o brasileiro na pista. E neste cálculo não está incluído o que Barrichello e Ralf poderiam ter feito na Austrália se não batessem na primeira curva.
O campeonato deste ano já tem dono. Resta apenas saber quando ele poderá levar a taça para casa.
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Muito boas as corridas de Felipe Massa e Enrique Bernoldi, ainda que ambos tenham sido superados por seus companheiros de equipe durante todo o final de semana. Massa foi um dos animadores do final da corrida, brigando com vontade para atacar Button e, depois, defender-se de Frentzen. Este também fez uma ótima corrida, aproveitando bem as poucas qualidades de seu Arrows.
Com
o resultado do GP da Espanha, apenas duas equipes permanecem sem pontos no atual
campeonato: BAR e Jordan, as duas que correm com motores Honda. A poderosa,
temida, admirada e desejada Honda, que outrora fez da Williams e da McLaren
equipes imbatíveis, ficou reduzida a isto: fornecedora de motores a duas
equipes que não conseguem sequer fazer um carro decente para terminar
entre os seis primeiros.
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Coincidência ou não, as asas dos carros sofreram bastante neste GP. A Minardi detectou o problema durante o warm-up e, prudentemente, retirou seus carros da corrida. Ralf Schumacher trocou dois bicos durante a corrida e Kimi Raikkonen perdeu o aerofólio traseiro em plena reta. Por habilidade e sorte, controlou o carro e conseguiu chegar aos boxes.
Nosso companheiro do Grande Prêmio (www.grandepremio.com.br) fez uma constatação interessante. Sem a asa, Raikkonen atingiu 324 km/h no final da reta - 8 km/h a mais do que a melhor marca do final de semana inteiro. Isso mostra como elas "seguram" o carro nas retas.
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Heidfeld ultrapassou Button literalmente nos boxes, quando ambos pararam
para
abastecer e trocar pneus na mesma volta. A imagem dos dois andando lado a lado
nos boxes resume a F 1 atual, em que 90% das trocas de posição
acontecem dentro dos boxes.
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Um parabéns a Bruno Junqueira, que conseguiu em Motegi, no Japão, sua segunda vitória na CART. Seu companheiro de equipe, o sueco Kenny Brack, considerado um "rei dos ovais" (foi campeão da IRL) e que chegou à equipe Ganassi com todo o status de primeiro piloto, não deve ter gostado muito...
Abraços,
LAP
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Panda
Os treinos desta manhã de sexta-feira na Espanha foram dedicados, como sempre, aos acertos dos carros para a corrida - ou você acha que a Arrows progrediu tanto desde a última corrida a ponto de fazer o 2º e 6º lugares?
(Para saber os tempos de hoje, amanhã e acompanhar as últimas notícias direto da Espanha, clique www.grandepremio.com.br.)
Nos
testes pré-temporada houve quem rodasse até três segundos
mais rápido do que os tempos assinalados hoje. Em compensação,
Schumacher foi quase um segundo mais rápido do que a melhor volta da
corrida do ano passado. A pole, amanhã deve ficar em torno de 1m17s5
ou menos.
A Ferrari é favorita destacada à pole e à corrida. Mas pressinto que as coisas não serão tão fáceis para Schumi&Cia como a vitória em Imola leva a crer. As condições de competitividade da Williams e dos pneus Michelin podem ter melhorado muito em relação a Imola e, aí, o favoritismo da Ferrari volta a depender do talento do alemão. As Williams foram muito lentas nos treinos desta sexta-feira, com Ralf em 15º e Montoya em 17º, tão devagar que dá até para desconfiar.
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No ano passado, todo mundo parou duas vezes para reabastecer e trocar pneus e acho que não dá para pensar em outra estratégia. As paradas da Ferrari devem acontecer em torno das voltas 24 e 44 enquanto os Williams e McLaren (não que alguém se importe com o time do Ron) devem parar algumas voltas depois.
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Os acontecimentos se precipitam para Rubens Barrichello.
Sabemos agora que ele tem uma proposta concreta da Toyota para três temporadas a partir de 2003. Confirmou-se também minha impressão de que a Ferrari o convidaria a permanecer na equipe no ano que vem. O que Rubinho escolherá: a competitividade italiana ou a segurança nipônica?
Trata-se de uma falso dilema: um piloto como ele, que ainda tem ambições
na vida (se justificadas ou não é outro papo) tem de optar pelo
melhor carro.
Tem
de baixar a crista para Schumacher, é verdade, mas lhe garante assento
no melhor carro da categoria. Com um Ferrari, ele pode ganhar; com um Toyota
ele pode ganhar uns trocados a mais mas terá de carregar uma mudança
inteira nas costas e vibrar ao conquistar um 6o lugar.
Rubinho sabe do que eu estou falando. Basta se lembrar dos anos Stewart. Foram 49 corridas, 31 abandonos e apenas onze pontuações. Na Ferrari, foram 38 corridas até Imola, apenas oito abandonos, 27 pontuações, a maioria delas terminando em pódium.
Sossega Rubinho. Tape o nariz e segura as pontas na Ferrari nem que seja mais um ano. Você terá tempo para ganhar dinheiro depois - se é que já não tem o suficiente hoje. Ou você vai querer terminar seus dias como o Eddie Irvine?
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Não
chore por Eddie Jordan e a derrocada da sua equipe. Este cara é um bom
fdp, isto sim.
Os cortes de pessoal e orçamento se devem mais à incapacidade de Jordan em entregar o que promete aos patrocinadores do que a qualquer outra coisa. E fique tranqüilo que ele segue sendo um dos homens mais ricos da Inglaterra (o ranking saiu recentemente mas não guardei os números)
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Se você ou nossos leitores querem chorar por alguém, que o façam por Jacques Villeneuve.
Pobre garoto. Esnobado na mesma semana pela Renault e pela Toyota, que lhe negaram um contrato para 2003 e ainda disseram que ele é um piloto decadente. É mesmo. O que sobra para o campeão mundial de 97, o único piloto na face da Terra a quem Schumacher temeria, segundo acreditam alguns?
Pois eu lhe digo: vencer uma 24 Horas de Le Mans e tornar-se o segundo piloto
em toda a história a acumular as façanhas de vencer as 500 Milhas
de Indianápolis, o Campeonato Mundial da Fórmula 1 e aquela que
já foi conhecida como a mãe de todas as corridas.
Villeneuve disse que toparia o desafio de vencer Le Mans quando se aposentasse na Fórmula 1. Talvez seja já no próximo ano...
Quem foi o primeiro piloto a vencer os três desafios? O grande Graham Hill, pai do Damon, uma dos dez melhores pilotos de todos os tempos, nunca devidamente reconhecido pelos seus méritos de pilotagem e sim pelo seu cavalheirismo e elegância nas pistas.
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Aguardo seus comentários sobre a corrida domingo, lá pela hora do almoço
Grande abraço
Eduardo Correa
A SINA DE LEVEGH As 24 Horas de Le Mans (24 Heures
du Mans) foram disputadas pela primeira vez em 1923. Entre 1940
e 1948 por causa da segunda guerra e seus reflexos, foi interrompida.
Mas em 1949, ali aconteceu a primeira vitória da Ferrari,
com equipe de fábrica. O saudoso Christian Heinz, o Bino,
grande bota brasileiro, faleceu na edição de 1963,
pilotando um Renault-Alpine de fábrica, e em 1978, Paulão,
Guaraná e Marinho chegaram bem colocados num Porsche 935
alugado. Muito legal, Alexandre. Só tenho duas coisas a acrescentar: 1) Segundo li em algum lugar, os organizadores optaram por não interromper a corrida porque, se o fizessem, a massa de espectadores deixando o autódromo congestionaria as estradas e atrapalharia as ambulâncias que estavam removendo os feridos; 2) Foi por causa deste acidente que a Suíça proibiu a realização de corridas em seu território. A lei vale até hoje e há quem ache que sua revogação será um ponto de honra para o automobismo... Abraços e obrigado! (LAP)
Luiz Evandro "Águia" - São Paulo-SP Para quem não o conhece, o "Águia" foi
campeão brasileiro de rali e campeão paulista de turismo,
além de ter competido nos Estados Unidos e no Canadá.
Sua colaboração vem ao encontro do desejo de muitos
leitores carentes de mais histórias sobre o que rolou nas
corridas brasileiras. Obrigado, Águia. Escreva sempre. (LAP) |
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Edu,
Existem coisas que eu não consigo entender. Por exemplo: como
pode uma equipe bem financiada, com apoio de poderosos fabricantes mundiais
de automóveis e contando com alguns dos técnicos mais renomados
da atualidade, apresentar nas pistas um desempenho inferior ao de times
como Minardi e Arrows?
Estou falando, é claro, da Jordan, BAR e Jaguar, cujas performances
vem sendo risíveis (para quem está do lado de fora...).
As duas primeiras contam com apoio direto da Honda e formam com a Arrows
o grupo das equipes que ainda não marcaram sequer um ponto no atual
campeonato. A Jaguar só saiu deste grupo por causa da quantidade
de abandonos acontecidos no GP da Austrália, onde Eddie Irvine
terminou em 4º lugar.
Estas equipes são a maior prova de que dinheiro não é
tudo para quem deseja se impôr na F 1. O orçamento da BAR
para 2002, acredite, é maior que o da Williams (US$ 235 milhões
contra US$ 230 milhões). Jaguar (US$ 211 milhões) e Jordan
(US$ 190 milhões) têm muito mais dinheiro que a Sauber (US$
104 milhões). A grande questão, portanto, não é
ter dinheiro mas saber usá-lo. Equipes como Ferrari, McLaren e
Williams fazem jus a cada centavo que recebe de seus patrocinadores e
a cada contrato de fornecimento. Usam os meios que têm à
disposição com extrema competência.
Lembro-me
que entre 1998 e 1999 a BAR gastou uma fortuna colocando teasers e anúncios
em jornais e revistas em todo o mundo, inclusive no Brasil. Ao mesmo tempo,
Craig Pollock discutia com a FIA se poderia ou não pintar cada
carro de um jeito diferente. Cuidaram muito da imagem e da badalação
- e pouco da parte técnica: na temporada de estréia, em
1999, os carros da BAR foram os que mais quebraram e a equipe foi a única
que não marcou pontos. No meio do ano, a BAR já estava economizando
despesas até com correspondência, enviando seu material a
jornalistas como carta comum (sei disso porque o Beegola relatou o fato
em alguma das publicações para as quais trabalhava na época).
Não é difícil supôr que a economia também
se refletiu na qualidade da preparação dos carros. Em pesquisa
e desenvolvimento, então, nem se fala.
Na
Jaguar, o problema maior parece ser de organização. Desde
2000, a equipe já teve uns três chefes de equipe e outro
tanto de diretores técnicos. A política corre solta e puxadas
de tapete se sucedem. Um ambiente tão conturbado quanto o da Ferrari
em suas piores fases. Seria surpresa se saísse um carro competitivo
de uma equipe assim.
A Jordan é algo que eu gostaria de entender. Quem vê a equipe
hoje
mal consegue acreditar que ela foi terceira colocada no campeonato de
1999, com duas vitórias e chegando a disputar o título de
pilotos, sem ter apoio oficial de um fabricante. Está certo que
ela ocupou o espaço da Williams e da Benetton, que passavam por
uma fase de transição com os motores Mecachrome/Supertec/Playlife
(nomes dados aos motores Renault que sobraram na prateleira quando a fábrica
saiu da F 1 no final de 1997). Mas o fato é que a Jordan não
aproveitou a oportunidade de transformar-se em grande e entrou em colapso
já em 2000, iniciando um processo de queda livre do qual ainda
não saiu.
O futuro a médio prazo destas três equipes é bastante
nebuloso - por incrível que pareça, mais que o das subfinanciadas
Arrows e Minardi.
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Gostei
bastante da Ferrari FX, que lembra um pouco um autêntico esporte-protótipo.
Mas a Dauer Racing, uma equipe alemã de esporte-protótipos,
foi mais fundo do que qualquer outro fabricante: simplesmente pegou o
projeto do Porsche 962 e construiu esse modelo com o nome Dauer-Porsche
962 LM, feito especialmente para andar nas ruas e estradas. Compare as
fotos e veja a semelhança...
O carro foi lançado em 1994 e, se não me engano, foram produzidas
somente umas 10 unidades. Demorava uns 6 segundos para ir de 0 a 200 km/h
(isso mesmo, duzentos...) e, segundo a Dauer, superava 400 km/h de velocidade
máxima. Custava baratinho, mais ou menos um milhão de dólares...
É claro que um carro desses não teria a menor condição
de andar nas ruas de São Paulo ou nas estradas brasileiras (infelizmente).
Na Alemanha, porém, é possível usá-lo numa
boa. Imagine pegar uma autobahn (estrada alemã sem limite de velocidade)
com um Dauer-Porsche 962 LM e ver o velocímetro marcando 300 km/h...
Só para quem tem muito dinheiro, muita habilidade e muita responsabilidade.
+++
Ontem estrearam duas novas categorias no automobilismo
brasileiro:
a Fórmula Renault e a Copa Clio. Ambas gerenciadas por Pedro Paulo
Diniz, com o apoio da fábrica francesa. O campeão da F-Renault
ganhará uma temporada da categoria na Europa. Kimi Raikkonen, por
exemplo, saiu diretamente da F-Renault para a F 1. Diniz espera dar a
pilotos brasileiros condições de trilhar um caminho semelhante.
Creio que tem tudo para dar certo. Na Europa, Japão e Estados Unidos,
iniciativas semelhantes já revelaram vários pilotos de ponta
nas categorias mais importantes. A F-Renault brasileira poderá
apagar a má imagem deixada por promessas idênticas estabelecidas
em outros tempos, em outras categorias.
Lembro-me de dois casos. No primeiro, os vencedores dos dois campeonatos
organizados por um determinado fabricante teriam direito a um carro zero
km e à participação, com tudo pago, em um famoso
evento internacional. Na hora "h", os campeões tiveram
que escolher um dos dois prêmios. Em outro campeonato, de uma terceira
fábrica, o prêmio ao campeão era disputar um renomado
campeonato de uma categoria de base da Europa. O acordo foi cumprido,
mas a equipe escolhida (provavelmente a mais barata que encontraram) era
muito ruim e o "premiado", um ótimo piloto, teve um dos
piores anos de sua carreira.
Abraços,
Panda
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Panda
Antes de mais nada, dê uma olhada - ou uma babada - no novo Ferrari,
batizado provisoriamente de FX:
Babou? Então vamos à carta de hoje.
Parece que começou ontem mas lá se foi um quarto do Campeonato 2001. Mais dois meses e já estaremos na metade da temporada. Uma boa hora, inclusive na falta de assuntos mais apetitosos, para se fazer um primeiro balanço.
Michael
Schumacher. Como o mundo inteiro previu, nadou de braçada nas primeiras
quatro corridas, ainda que tenha engolido um pouco de água na Malásia.
Está mais por cima da carne seca do que nunca. Corre o sério
risco de duas ou três das próximas quatro corridas e liquidar
a fatura no começo de agosto.
Rubens Barrichello. Escolha: está mal ainda que tenha ido bem ou está bem ainda que tenha ido mal, como quiser.
Se você prefere a primeira alternativa, pode defender-se alegando
que Rubinho fez a pole na Austrália, estava em segundo na Malásia
e em primeiro no Brasil quando quebrou e que em Imola poderia até
ter ganho se tivesse mantido a pole. Ou seja tem apenas seis pontos no
campeonato mas poderia ter muito mais, inclusive porque a Ferrari o algemou
à venerável Nonna.
Já se você preferir a segunda alternativa, pode apedrejar nosso garoto dizendo que ele largou mal na Austrália e ainda freou antes hora, contribui para estourar o motor Ferrari na Malásia abusando do controle de tração e que até eu e você teríamos chegado em segundo em Imola com aquele carro.
As coisas com Rubinho são assim mesmo: difíceis de explicar.
Williams. Saiu da Malásia campeã do mundo. Perdeu no Brasil por um blefe da Ferrari e um erro de avaliação de Montoya. Embarcou de volta de Imola mais por baixo do umbigo de vedete, como diria minha avó. Esta fazendo a lição de casa em ritmo acelerado no momento. Não tenha dúvidas de que ainda vai encher muito a paciência de Schumacher.
Montoya. A grande decepção da temporada até agora não exatamente pelo que fez mas pelo que deixou de fazer. Do jeito que vai, não derrota nem o alemaozinho quanto mais o alemaozão.
McLaren.
Puff...
Renault. Surpreendeu todo mundo, inclusive a si própria. Tem de carregar Trulli nas costas mas, com um um resto de grid tão fraco até ele - repito: um dos grandes cheques sem fundo da Fórmula 1 atual - é capaz de fazer alguma coisa.
Jenson Button. Temos todos os motivos para não gostar de Flavio Briattore, chefe da equipe Renault, e de sua maneira idiota de pensar mas há que se admitir: às vezes só mesmo um Briattore para empurrar um piloto para a frente.
Toyota. Todas a consideram outra surpresa positiva, como se uma das três maiores montadoras do mundo não fosse capaz de marcar dois pontinhos no campeonato depois de dois anos de trabalho intenso e muito, muito custos. Em todo o caso, não deixa de ser uma boa surpresa.
Sauber. Não deu para saber se vai bem ou mal. Faremos nova avaliação daqui a quatro corridas.
Felipe Massa. Deixe o garoto em paz. 
Jaguar, Jordan, Bar e Honda. Bleaurgh!
Arrows, Takuma Sato, Alex Yooung. Quem?
Enrique Bernoldi. Um jovem piloto com todos os predicados para correr nas grandes equipes mas dificilmente vai além do que já foi até agora.
Ponto
alto do campeonato. O sobrevoo de Ralf na Austrália.
Ponto baixo do campeonato. O drive-thru de Montoya na Malásia
Bola fora do ano (até agora). Novo motor home da McLaren, de US$ 10 milhões, enquanto se discute economia na Fórmula 1.
Nível geral do campeonato: médio-baixo. Os tempos de volta
e
corrida
ou são acima dos do ano passado ou foram reduzidos de forma insignificante.
E pense no chocolate que Ferrari e Williams estão dando no resto
do grid.
Meus humildes prognósticos depois de quatro corridas:
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O que eu disse (13/02)
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O que eu digo hoje
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| Schumi será penta? | Sim | Sim |
| Quem equipe fica em 2o | Williams | Williams |
| Quem fica em 4o | Sauber | McLaren (a 3a será a Renault) |
| Quem fica em último | Arrows | Arrows |
| Qual será o futuro de Rubinho e Coulthard | Ficam onde estão | Ficam onde estão |
| Kirch x Montadoras | Ficam como estão | Não entendo mais nada |
Ralf ou Montoya? |
Montoya | Ralf,fácil |
Daqui a quatro corridas tem mais balanço.
Grande abraço
Eduardo Correa
Solenóides: a revolução
de 2002 Panda A maior novidade da Fórmula 1 2002 - uma verdadeira revolução está bem escondida dentro do motor Renault. São os solenóides, que substituem as válvulas. Já falei sobre eles aqui mesmo no GPtotal mas acho que os nossos leitores merecem mais. Por isso, pedi ao Bob Sharp, piloto, engenheiro, jornalista e, o principal, grande amigo da gente, uma explicação mais detalhada sobre os solenóides. Aí vai a resposta que ele me enviou: Acionamento de válvulas por solenóides
Praticamente desde o início do motor de ciclo Otto 4-tempos, ainda no século 19, as válvulas são movimentadas direta ou indiretamente por uma peça do motor chamada árvore de comando de válvulas, constituída basicamente por ressaltos. Estes transformam o movimento circular da árvore em movimento retilíneo, justamente o correspondente ao acionamento das válvulas. Os tempos são, desse modo, determinados pelas características da árvore de comando de válvulas, especificamente os ressaltos. É importante saber que embora sejam os ressaltos os responsáveis pela determinação dos tempos de abertura e fechamento das válvulas, quem as fecha na realidade são as molas de válvulas. Assim permaneceram os motores durante mais de 8 décadas, quando ficou evidente que faltava variabilidade ao sistema de operação das válvulas. A variabilidade torna-se necessária na medida em que os eventos não são fixos no motor. Suas condições de uso, rotação, aceleração imprimida e outros parâmetros são extremamente variáveis e, como tal, as válvulas também deveriam abrir-se da maneira variável. O resultado todos sabem: o funcionamento do motor fica otimizado, com aumento de potência e redução de consumo de combustível, além de diminuírem-se as emissões de gases nocivos à saúde dos seres vivos. Na segunda metade da década de 80 começaram a surgir sistemas variáveis de acionamento das válvulas. Primeiro, o momento em que se abriam e se fechavam. Numa segunda etapa, o quanto abriam (levantamento). Foi possível desenhar a operação das válvulas de maneira a atender os requisitos de funcionamento do motor de maneira mais completa. O fechamento das válvulas foi aprimorado nos motores de Fórmula 1 por meio de molas a ar (na verdade, nitrogênio, um dos dois principais componentes do ar) em vez das tradicionais molas helicoidais de aço. Isso permitiu maior velocidade de funcionamento das válvulas e conseqüentemente maior rotação do motor, requisito para se atingir elevadas potências. Enquanto um motor de carro de rua funciona a no máximo 7.000 rotações por minuto (rpm), um motor de F-1 de hoje chega a 18.000 rpm. Para alguns, entretanto, o motor ciclo Otto poderia evoluir mais, com mais variabilidade ainda. O segredo estava justamente no acionamento das válvulas. Por mais que os sistemas conhecidos já proporcionassem variabilidade em elevado grau, uma alteração radical de conceito poderia produzir resultados inimagináveis. É aí que entra o acionamento das válvulas por solenóides. Solenóide nada mais é do que um mecanismo eletromagnético. Solenóides existem por toda parte no nosso dia-a-dia. No motor de partida dos automóveis (uma invenção de 1911), na trava de segurança das portas dos elevadores, nas trancas elétricas de vários tipos de portas, inclusive as dos cofres dos bancos, e mil e uma aplicações. Seu princípio de funcionamento é simples. Uma haste metálica envolta por uma bobina (enrolamento de fios), portanto em meio a um campo magnético, move-se quando corrente elétrica flui por ela. Se o sentido da corrente é invertido, a haste desloca-se em sentido oposto. Um solenóide pode substituir perfeitamente o acionamento de válvula tradicional por árvore de comando de válvulas, seus ressaltos e todo o mecanismo de transmissão de movimento. Basta que cada válvula possua o seu solenóide. Um dos ganhos é a eliminação total do atrito que sempre existe nos sistemas tradicionais. O outro ganho é em variabilidade. Como a corrente elétrica pode ser comandada por um computador sem nenhuma dificuldade - as impressoras matriciais e suas agulhas são um bom exemplo -, o projetista do motor pode fazer as válvulas abrirem e fecharem da maneira que quiser. O funcionamento do motor será diferente de tudo o que se conheceu até aqui, mais com jeito de motor elétrico do que de combustão interna. Motores menores e mais leves poderão ser amplamente utilizados nos automóveis, com redução do peso total do veículo. Carros mais leves gastam menos combustível e apresentam menor emissão de poluentes. O levantamento e a duração das válvulas em abertura pode ser mapeado para cada condição de funcionamento e situação de tráfego, com resultados espetaculares. O motor terá funcionamento tão elástico que o número de marchas poderá diminuir. Quatro marchas poderá ser um exagero. Praticamente todos os fabricantes mundiais de automóveis
trabalham no acionamento de válvulas por solenóide
e o primeiro no mercado certamente aparecerá ainda na primeira
metade desta década. Caro Edu, Ricardo Divila - Tóquio-Japão
Um dos melhores pilotos que o Brasil conheceu na década
de 50, era um esportista nato. Nasceu em São Paulo em 28
de fevereiro de 1916, iniciando a sua carreira de esportista em
1930 como atleta do Clube de Regatas Tietê. Algum tempo depois
passou para o Clube Floresta, também às margens do
Tietê (pois é, nadava-se e remava-se no Tietê).
Como nadador, especializou-se nos 100 metros nado livre. Foi remador
do mesmo clube conquistando 9 títulos paulistas e em 1934
tornou-se campeão brasileiro de "double-skiff". Romeu Nardini - São Paulo-SP |
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Edu,
Que corridinha chata o GP de San Marino! Você está de parabéns, pois encontrar comentários interessantes sobre uma provinha tão monótona deve ter sido tarefa de leão.
Valeu a pena ver como Schumacher (Michael) guiou para pulverizar
os adversários. Um belo show, sem dúvida: o ex-piloto Jacques
Laffite deu "nota 12" ao alemão por sua atuação.
Empolgante para nós, que vemos graça até em um carro
de F 1 testando sozinho no circuito de Pembrey, no País de Gales.
Mas para o público comum foi apenas "mais uma vitória
do alemão".
Barrichello andou muito bem, mas teve sua corrida bastante comprometida pela má largada (provavelmente porque estava posicionado no lado sujo da pista). Ficou atrás de Ralf até a primeira parada e, em apenas uma volta (a diferença entre o pit stop de Ralf, que parou antes, e o de Barrichello) abriu distância suficiente para voltar na segunda posição. E não a perdeu nem mesmo na segunda parada, onde ficou retido no box por muito tempo (uns 12 segundos, uma eterninade...) por causa de uma porca de roda.
Então,
é lícito perguntar: se Barrichello tinha um carro tão
superior ao de Ralf, por que não partiu para cima? Por que não
tentou ultrapassá-lo na pista?
Sinceramente, não sei. Uma das coisas que mais ouço é que hoje em dia é muito difícil fazer ultrapassagens na F 1. Elas podem acontecer, mas evidentemente encerram uma certa dose de risco (até aí, nada diferente do que sempre foi na história do automobilismo). Será que ultrapassar na F 1 é realmente difícil, quase impossível, ou os pilotos é que se acostumaram a exercer a função burocrática de tentar ganhar posições em função de paradas de box e não de manobras na pista?
Pode ser também que o temor de uma punição draconiana (resultante de uma tentativa de ultrapassagem que tenha terminado em acidente) esteja inibindo os pilotos de serem mais ousados na pista. São os micróbios maléficos dos senhores engravatados fazendo efeito sobre o cérebro dos pilotos.
Já pensei muito sobre esse assunto e ainda não cheguei a uma conclusão. Uma coisa é certa: se os GPs fossem mais curtos e tornassem pouco atraentes as necessidades de fazer paradas de box, as corridas seriam mais disputadas. Era assim nos anos 70 e 80. Os GPs de moto têm pouco mais de metade da distância da F 1 e não existem pit stops: é manopla aberta do começo ao fim e as brigas acontecem durante praticamente toda a corrida.
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Observação interessante de minha mulher, Alessandra, sobre
a Ferrari: "É a equipe mais antiga, mais tradicional e mais
vitoriosa da F 1, e está vivendo hoje a melhor fase de sua história".
É verdade. A primeira fase de domínio da Ferrari, em 1952
e 1953,
aconteceu simplesmente pela fragilidade de seus adversários. Na
segunda metade dos anos 70, a Ferrari teve uma nova grande fase (títulos
de pilotos em 1975, 1977 e 1979), mas não chegou a exercer um domínio
como o que está acontecendo desde 2000.
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Notícia recolhida em nosso site parceiro www.grandepremio.com.br : o capacete que Ayrton Senna usava no fatídico GP de San Marino de 1994 foi liberado pela justiça italiana em 10 de abril. Nesse mesmo dia, a Bell, fabricante do capacete, incinerou-o na presença de um representante da família Senna.
No
final de 1994, a Auto Sprint publicou as fotos do capacete. Estava com
a forração interna cheia de sangue e era possível
ver claramente por onde o braço da suspensão varou o capacete,
provocando os ferimentos fatais em Senna. Com o inquérito concluído,
não havia outra coisa a fazer com essa lembrança tétrica
a não ser transformá-la em cinzas.
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Não sei se você se lembra: no ano passado, quando anunciou a renovação do contrato de Rubens Barrichello para a temporada de 2002, especulou-se que o salário do brasileiro passaria de US$ 5 milhões para US$ 8 milhões. Pois bem: segundo informações publicadas pelas revistas F1 Magazine e EuroBusiness (que pertencem à mesma pessoa: Bernie Ecclestone), o salário de Barrichello em 2002 está na casa dos US$ 5,5 milhões. Alguma informação está errada - ou ambas...
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Começou domingo passado o Campeonato Sul-Americano de F 3, com a presença de 19 pilotos - todos brasileiros. Os argentinos, que sempre tiveram força neste campeonato, simplesmente sumiram. A causa, claro, é o caos em que vive a economia da Argentina. Foram disputadas duas rodadas em Londrina - uma vencida por Nélson Ângelo Piquet e a outra por Zeca Cardoso.
Abraços,
LAP