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Eifelland 21 (1972) - Este carro, na verdade, é um March 711 transformado e rebatizado de Eifelland, uma fabricante de trailers que patrocinava o piloto alemão Rolf Stommelen. O aspecto estranho decorre principalmente da localização da tomada de ar (no castelo do cockpit, à frente do piloto) e por ter apenas um espelho retrovisor (colocado em posição elevada, bem à frente do piloto). No mais, o Eifelland era idêntico aos demais March.

 

Trojan T103 (1974) - Ron Tauranac, que fundou a Brabham junto com o velho Jack Brabham, vendeu a equipe a Bernie Ecclestone em 1971. Em 1974, ensaiou uma volta à F 1 com a Trojan, que já fabricava carros de Fórmula 5000 (categoria que usava carros parecidos com os F 1, mas equipados com motores de carros de série com 5.000 cm³). A competitividade do Trojan foi tão grande quanto sua beleza - ou seja, nenhuma. Seu piloto foi o australiano Tim Schenken.

 

Stanley BRM P 201 (1975) e BRM P201B 204 (1977) - Uma das mais importantes equipes da F 1 nos anos 60 (foi campeã mundial em 1962, com Graham Hill), a BRM começou a decair no começo dos anos 70 e acabou de maneira melancólica: entre 1975 e 1977, seus carros ficaram várias vezes fora do grid de largada. Seu último ano completo na F 1 foi 1975, com o modelo P201 - um carro que já era estranho. A BRM ficou um ano fora da F 1 e voltou em 1977 com o P201B/204 - um carro muito pior, tanto no desenho quanto no desempenho.

 

Arrows FA1 (1978) - A Arrows surgiu como uma dissidência da equipe Shadow e seu nome foi formado pelas iniciais dos fundadores (Ambrosio, Rees, Oliver, Wass e Southgate; o segundo R foi usado apenas para formar uma palavra conhecida, que significa "flecha" em inglês). Seu primeiro modelo, o FA1, mostrou-se razoavelmente competitivo e quase venceu logo em sua segunda aparição, com Riccardo Patrese. Depois, porém, os integrantes da Arrows foram acusados de ter copiado os projetos da Shadow e, por decisão da justiça, tiveram que alterar substancialmente os carros. Este da foto, pilotado por Rolf Stommelen, é anterior a essas modificações.

 

ATS HS1 (1978) - A ATS é uma fabricante de rodas alemãs que entrou na F 1 em 1977 com uma equipe própria. Inicialmente, ela usou carros adquiridos da Penske. No ano seguinte, com o ferramental da March, passou a desenhar seus próprios modelos. Este, pilotado por Jean-Pierre Jarier, é o primeiro deles.

 

Arrows A2 (1979) - O Arrows FA1, já comentado acima, correu até a primeira metade da temporada de 1979. Foi substituído pelo A2, que copiava as idéias de Colin Chapman com o Lotus 80 - previa um aproveitamento total do efeito asa. Largo demais e com formato de torpedo, o A2 arrastou-se pelas pistas em 1979.

 

Toleman TG 183B (1984) - Este é o carro utilizado por Ayrton Senna em seus quatro primeiros GPs na F 1, em 1984. Não era ruim, mas dificilmente poderia ser considerado bonito. Em 1983, a pintura em azul escuro disfarçava suas linhas. No ano seguinte, a Toleman acrescentou mais algumas cores e o visual mudou - para pior.

 

O escolhido do Eduardo Correa
Confesso uma quedinha pelas duas BRM. Pode parecer incrível mas vejo alguma beleza na desordem de linhas dos carros. Mas acabo ficando com o Arrows A2. O carro é decididamente interessante apesar de ter sido um cheque sem fundo em termos de competitividade. Este carro gerava tanto down force que não conseguia se estabilizar nas pistas. Os projetistas calculavam que, para começar a melhorar o seu desempenho, precisariam de molas de suspensão dez vezes mais fortes do que as disponíveis na época.

O escolhido
do Pandini

Esse espelho retrovisor que parece uma antena e a localização da tomada de ar tornam o Eilfelland um carro único. Foi um fiasco, mas não dá para negar a criatividade dos perversos responsáveis pela transformação desse March...