29 de abril, sexta-feira de manhã, mal acabo de acordar e ouço no rádio o Flávio Gomes anunciar que o jovem piloto brasileiro Rubens Barrichello acabara de sofrer um terrível acidente e que estava sendo levado para o centro médico do autódromo Enzo e Dino Ferrari. Não me importei muito com a notícia no momento. Na hora do almoço, vendo as imagens da batida no Globo Esporte confesso ter ficado bastante chocado me perguntando como Rubinho tinha sobrevivido. Felizmente, àquela altura o piloto já estava fora de perigo, ainda que a sua participação no evento tivesse sido vetada pelos médicos. Pela noite, no Jornal Nacional, novamente destaque para o acidente com uma bela entrevista com Rubens, que parecia um boxeador após um nocaute, em seu próprio quarto. Mas o que viria a ser o mais importante foi a última entrevista de Ayrton Senna, que tinha acabado de visitar o amigo após ter pulado o muro do hospital. Voltando pelo pitlane apresssado, foi indagado por inúmeros repórteres e disse que "Rubinho estava bem, um pouco zonzo, algumas escoriações, mas aparentemente não tinha quebrado nada e, no geral, estava ok". Aquilo tudo só serviu pra reforçar a minha idéia de que Fórmula-1 não é um esporte perigoso e que seus pilotos nunca morrem. Sábado, 30 de abril, 8 da manhã, lá vou eu acompanhar um treino que promete muito.
Schumacher sai cedo para registrar seu tempo e baixa a sua marca do dia anterior, porém isso não é o bastante para superar a pole provisória de Senna, que até então dominara todos as sessões. Damon Hill também tinha ido pra pista e quando o inglês iniciava a sua segunda volta rápida, a imagem muda bruscamente para um Sintek praticamente destruído parando lentamente no meio da pista. A cena é chocante, dá pra ver nitidamente os braços imóveis do piloto austríaco Rolan Ratzemberger e o seu capacete ensangüentado. O treino é paralisado, Galvao Bueno diz que isso era o que ninguém esperava ver depois do susto do dia anterior. A seu lado, na cabine da Globo estava Rubinho, que iria comentar um pouco o treino que ele gostaria de estar participando, mas que mais uma vez passava a estar rodeado de angústia e apreensão. Rubens não sabe o que dizer diante das imagens de socorro ao piloto e quando os paramédicos começam a fazer massagem cardíaca no austríaco, Galvão, num gesto paternal, fala para Rubinho nem olhar, que a situação é realmente grave. Essa atitude, mais do que os inúmeros reprises de todos os ângulos da batida, foi o que me deixou impressionado e com medo. O boxe da equipe Sintek é fechado, vem a notícia de que o piloto será levado ao Hospital Maggiore de Bolonha. Enquanto isso, Senna sai dirigindo o Pace Car e vai até o local do acidente conversar com os fiscais de prova para discutir a segurança da pista. Mais tarde, Ayrton seria advertido pela FIA por ter pego o carro sem autorização. Quase uma hora depois, o treino é reiniciado, porém as equipes Williams e Benneton e seus pilotos decidem abdicar do resto da qualificação. Das equipes grandes, apenas a Ferrari de Berger e Larinni volta a treinar como se nada tivesse acontecido, o que não alterou em nada o resultado final da classificação, Senna e Schumacher mais uma vez dividiriam a primeira fila. Terminado o treino, por volta de 9:45, pouco se sabe sobre o estado de saúde de Ratzemberger, a não ser que o seu quadro ao entrar no hospital era muito grave. Na hora do almoço, ligo a TV para ver o Globo Esporte e, ao serem anunciadas as manchetes do Jornal Hoje pelo apresentador Carlos Magno, vem a confirmação da morte do piloto da Sintek. Não podia entender aquilo, afinal pilotos de Fórmula 1 não morriam, ou melhor, o último a morrer tinha sido em 1986 e nem em corrida foi (Elio de Angelis, num teste). O que se seguiu na TV foram as mesmas imagens repugnantes que eu já tinha visto tanto, primeiro no GB, depois no JH, a seguir no Esporte Espetacular, que era de sábado na época, até no intervalo do jogo de Corinthians x Ituano passou e por fim no Jornal Nacional que eu nem vi porque estava numa festa de aniversário do meu vizinho. Porém, o que me marcou mais naquela noite foi uma conversa informal entre dois jovens nessa mesma festa a respeito de Fórmula-1, em pauta o terrível acidente de Ratzemberger, sendo que no final um se vira para o outro e conclui: "O Senna é que nunca se ferrou num acidente que nem esse, não é?". No momento, não dei muita atenção pro comentário e, ao chegar em casa mais tarde, perguntei a minha avó se no jornal tinha mostrado uma imagem do piloto ou ao menos uma foto dele pois Rolan era um dos novatos que eu ainda não conhecia. A resposta foi negativa e então fui dormir. Chega o domingo, uma manhã nublada em São Paulo, acordo às 8:15 ansioso por ver a primeira vitória de Senna na Williams. Começa a transmissão da Globo, exatamente quando Ayrton, com semblante grave e tenso, está terminando de vestir sua balaclava. Logo vem a largada, Senna pula na frente de Schumacher, no entanto a Benneton de J.J.Letho fica parada no grid, todos carros que vem de trás evitam o choque a não ser a Lotus do português Pedro Lamy que enche a traseira de Letho, lançando pneus em direção da arquibancada e ferindo vários espectadores. Os pilotos saem ilesos de seus carros e o Safety Car entra em ação para que a pista seja limpa. Depois de 4 voltas a prova é reiniciada, Senna segue na liderança seguido de perto pelo alemão. Após apenas uma volta de bandeira verde já é absurda a diferença de Senna e Schumacher para os demais. Os dois passam na reta principal abrindo a sétima volta, Ayrton conseguindo abrir mais um décimo de vantagem para Schumy, vai ser um duelo de arrepiar, imaginei. Sentado em meu sofá, não podia desgrudar os olhos da TV até o momento em que a câmera "on board" de Schumacher é cortada repentinamente, logo em seguida, uma constatação do narrador diante das imagens: " Senna bateu forte ". Fiquei revoltado naquele instante, levantei da poltrona e esbravejei: "Pô Senna, mais uma corrida perdida, assim o alemão vai desparar!". Nem reparei se ele estava desacordado ou se tinha mexido a cabeça ou não, me sentia ainda desapontado com mais um abandono. No entanto, o que era frustração, em poucos segundos, foi se tornando aflição à medida que o Galvão clamava desesperadamente pelo socorro médico que não chegava. Na verdade, os fiscais de prova tinham se aproximado do carro logo após a batida mas imediatamente recuaram esperando pela chegada da equipe do doutor Sid Watkins, um indício de que Ayrton não estava bem. Iniciado o atendimento, notou-se uma incrível dificuldade para desprender o capacete do brasileiro. Senna foi finalmente retirado do cockpit para receber tratamento ali mesmo ao lado da Williams destroçada. Deitado no chão, foi possível ver pela tomada aérea da tv italiana que Ayrton teve a parte de cima de seu macacão arrancada, talvez para sofrer uma traqueotomia. Ao ser levado na maca para a ambulância, foi evidente a preocupação dos médicos em cobrir o seu rosto com um pano verde. Uma angústia profunda tomava conta de todos, em todo o autódromo reinava um silêncio absoluto e insuportável. Enquanto isso, Galvão Bueno se esforçava para manter o auto-controle, mas isso tornou-se impossível quando se viu aquela horrível poça de sangue no chão. Reginaldo Leme, em alguns momentos, parecia se estender muito em seus comentários deliberadamente para que o locutor pudesse tomar um pouco de ar fora da cabine. O helicóptero aterriza no circuito e Galvão afirma num tom de voz baixo e resignado que o piloto será levado para a UTI do hospital Maggiore.
Dentro de alguns minutos a prova seria reiniciada. Na relargada Berger pula na frente de Schumacher e assume a liderança, mas isso é o que menos importa. Durante a corrida o narrador Global faz um apelo a todos os brasileiros para que tenham muita fé, seja qual for a religião de cada um, que façam uma prece pela vida do tricampeão. A prova é intercalada com notícias de Bolonha não muito conclusivas, o que só servia para aumentar ainda mais a nossa agonia. Pela primeira vez em meus dez anos de vida tive vontade de chorar e não consegui, limitei-me então apenas a rezar.
Schumacher venceu, seguido de Larinni e Hakinnen, só me lembro disso pelo fato de o alemão, depois de tanta tragédia, ter tido a cara-de-pau de sorrir e festejar no pódio. Acabava a transmissão e nós, no Brasil, esperávamos impacientes, impotentes e sedentos por mais informações. À medida que os boletins médicos iam sendo liberados, a Globo interrompia a programação e exibia um plantão com o Léo Batista que, a cada chamada, crivava o país de dor informando que o estado clínico do nosso campeão só piorava. Resolvi mudar de canal, como se aquilo pudesse reverter a situação, e me deparei com o Elia Jr, apresentador do Show do Esporte, entrevistando por telefone
especialistas em neurologia ou fazendo links com correspondentes na Itália, com uma fisionomia fechada e triste como eu jamais tinha visto. Foi por isso que perdi o anúncio da famigerada notícia que todos temiam mas, infelizmente, já esperavam ouvir: "Morreu Ayrton Senna da Silva, uma notícia que a gente nunca gostaria de dar" foram as palavras do repórter Roberto Cabrini. Não dava pra acreditar. O presidente da TAS, a torcida organizada do piloto, com os olhos vermelhos, desde já prometia em nome de todos que os feitos, os valores e a memória do tricampeão seriam preservados. Aquela tarde foi deprimente, na TV Faustão mal conseguia apresentar suas atrações, afirmando, com razão, que "seria uma sacanagem, pra não dizer outra coisa, fazer o programa como se nada tivesse acontecido". O mesmo se aplica aos atores que foram ao Domingão, Murilo Benício parecia inconsolável, ele dizia que era mais um brasileiro que estava acostumado a acordar cedo no domingo para ver Senna vencer e aumentar a nossa auto-estima. No futebol teve São Paulo e Palmeiras no Morumbi, aos três minutos do primeiro tempo o jogo foi paralisado e assim foi feito o minuto de silêncio mais barulhento da história com as duas torcidas esquecendo a rivalidade e gritando: "Olê olê olê olá, Senna, Senna". Detalhe: Ayrton era um corintiano confesso. Entre os jogadores, o zagueiro Gilmar do São Paulo se ajoelhou no gramado em reverência ao tricampeao. Foi assim naquele domingo em todos os estádios do Brasil. Mas para mim, particularmente, a maior demonstração da grandeza e magnitude de Senna foi ver o meu primo de 9 anos, que mal sabia qual era a cor da Ferrari, chorar compulsivamente a perda de um esportista que ele pouco acompanhava. À noite, no Fantástico, como não poderia deixar de ser, o programa foi inteiramente dedicado à Ayrton Senna, repleto de reportagens comoventes ao som de uma versão fúnebre do Tema da Vitória. Os apresentadores Celso Freitas, Fátima Bernardes e Sandra Anemberg não conseguiram esconder a dor, manifestada, como em todo brasileiro naquele dia, por suas vozes embargadas e suas fisionomias entristecidas. A primeira segunda-feira sem Ayrton Senna foi quase tão dolorosa quanto o domingo. Na TV, no rádio, no jornal, em qualquer roda de botequim, só se falava da
tragédia de Imola, ninguém parecia ter assimilado ainda o golpe do dia anterior. Milhões de brasileiros incrédulos como eu assistiam a depoimentos emocionados como o do Edgar Mello Filho, que não conseguiu conter as lágrimas, assim como o da apresentadora da extinta TV Manchete Márcia Peltier. Mas não foram apenas aqueles que conheciam Ayrton pessoalmente ou cobriam, mesmo que à distância, a sua carreira os únicos a sofrerem. Crianças anônimas espalhadas pelo Brasil, como na minha escola, choravam sincera e copiosamente, lamentando o desaparecimento de um herói que reunia uma legião de fans tão vasta e diversa que nem ele mesmo imaginava ter. A terça-feira, 3 de maio, foi marcada pela espera da chegada do corpo do tricampeão ao Brasil, o que só viria a acontecer no dia seguinte. O Jornal N acional fez uma reportagem com o compositor do Tema da Vitória, o maestro Eduardo Souto Neto. Sentado ao piano, ele tocou os acordes que viraram a marca registrada das vitórias de Senna e que, até hoje, nos deixam arrepiados. A musiquinha tinha sido feita para qualquer brasileiro que ganhasse uma corrida, mas, segundo o próprio Eduardo disse, foi em Ayrton que ela encontrou o seu parceiro ideal, numa química perfeita, algo inexplicável, quase sobrenatural. 4 de maio, finalmente o corpo de Senna chega ao Brasil. O que consigo lembrar daquele dia é uma cena do Galvao enxugando algumas lágrimas ao se aproximar do esquife, em frente às escadas do avião que acabara de pousar. Do aeroporto o corpo do piloto foi levado à Assembléia Legislativa onde seria velado. Naquela quarta-feira milhões de pessoas passaram diante daquele caixão coberto com a bandeira brasileira e o inconfundível capacete verde e amarelo. A noite tinha sido melancólica e longa, porem já amanhecia o dia de dar o último adeus ao tricampeão. O cortejo no carro de bombeiros que levou o corpo de Ayrton ao cemitério do Morumbi vai ficar marcado na história de São Paulo como uma das maiores mobilizações populares já vistas. Um misto de comoção e dor tomou conta daqueles que foram às ruas demonstrar mais uma vez um carinho imensurável pelo seu ídolo. O sepultamento de Senna foi uma cerimônia restrita a amigos e familiares. A imagem dos pilotos Emerson Fittipaldi, Alain Prost, Rubens Barrichello, Berger, entre outros, carregando o esquife do piloto brasileiro ainda está fresca na memória, bem como um lindo show pirotécnico da esquadrilha da fumaça que desenhou um S no céu azul da capital paulista. Naquela quinta-feira, 5 de maio, eu nem fui pra aula, aliás deve ter sido feriado na cidade porque parecia que todo mundo tinha arrumado um jeito pra se despedir de Senna. Para o funeral, a Globo tocou uma adaptação do Tema da Vitória, a Suíte da Despedida, uma suave melodia que se adequou perfeitamente à ocasiao e trouxe mais amargura para o já combalido coração dos telespectadores brasileiros. Por volta de 14:30 Ayrton já estava sepultado, mas ainda era difícil de acreditar que ele já não estava mais entre nós, aquilo tudo deveria ter sido um sonho, ou pior, um pesadelo, logo despertaríamos aliviados e veríamos o nosso campeão se preparando para a sétima vitória no principado de Mônaco, isso mesmo, seria lá que ele começaria a sua recuperação rumo ao tetra. Não, infelizmente era tudo verdade, ele se foi e o Brasil ficou órfão da sua estrela-mor. É inutil ficarmos procurando substitutos ou buscar nos números explicações ou argumentos superficiais e inconsistentes para eleger o maior de todos os tempos. Como Galvão Bueno disse no Globo Repórter de 6 de maio de 1994, Ayrton Senna pertence a outra dimensão, ele é muito grande para ser comparado com indivíduos normais e tudo o que aconteceu após aquele fatídico acidente na curva Tamburello apenas comprova isso. Senna tornou-se um mito, um ídolo perene inigualável que jamais será esquecido. Valeu Ayrton!


Bruno Sartorelli Nunes, São Paulo

Edu e Panda, já escrevi para vocês antes para tirar dúvidas, mas desta vez preciso de ajuda. Trabalho no jornal Lance aqui no Rio e estou fazendo uma matéria sobre os 10 anos da morte do Ayrton Senna para a revista Lance a mais, que vai às bancas no dia 24/05. Uma das matérias de apoio se trata do livro do Ernesto Rodrigues. Como vocês fizeram um ótimo trabalho de divulgação da obra, acredito que vocês possam me fornecer algum telefone ou e-mail de contato do Ernesto para que eu possa entrevistá-lo. Mais: Panda, gostaria que você me contasse alguma passagem curiosa que você teve com o Ayrton no tempo em que você cobria a F-1. Seria também muito importante para a matéria. Ficaria muito grato se vocês me ajudassem. Ah, o novo visual do site o tornou ainda mais atraente. Parabéns pelo trabalho. Forte abraço.

Fred Sabino, Rio de Janeiro

Fred, tem uma. Após um treino livre no GP da Alemanha de 1993, Senna e Michael Andretti estavam no box da McLaren, cada um conversando com um engenheiro. Eu e vários transeuntes estávamos no lado de fora: a porta do fundo do box estava aberta, mas havia um cordão de isolamento que era respeitado por todos. A certa altura, um fã entrou no box e pediu ao Michael para autografar uma revista. Ele nem olhou para o cara, nem parou de falar com o engenheiro, mas rabiscou o nome na revista. Aí, o fã fez o mesmo pedido ao Senna, que interrompeu sua reunião e ficou falando alguma coisa ao fã e apontando para fora do box, como que dizendo "aqui é lugar de trabalho e não de pedir autógrafo". Dava para perceber que o fã falava algo como "apenas assine, por favor", e Senna continuava apontado para fora do box. Isso durou quase cinco minutos. E Senna não deu o autógrafo. Abraços. (LAP)

Panda,

PARABÉNS pela coluna sobre Donnington. O capítulo IV é de arrebentar o pobre coitado, que a lê, de inveja ( no bom sentido ). Dá vontade de arrumar uma dívida. Pelo menos esta seria de "valer a pena", se bem que nenhuma dívida vale a pena......

PERGUNTA: quando vc fala sobre o Brabham de Pace e o Tec-Mec de D'Orey, eram os chassis pilotados pelos mesmos ou apenas um modelo igual aos que Pace e D'Orey já guiaram um dia ?

Atenciosamente,

Marcelo Ferreira - JAcarepaguá, Rio de Janeiro

Obrigado, Marcelo. Os chassis pilotados por eles mesmos, Marcelo. Aliás, apenas um TecMec foi construído. Abraços. (LAP)

Olá amigos do GPTotal,
Queria apenas dizer que o texto do LAP para a série especial de A.Senna ficou muito bom mesmo, melhor do que eu esperava.
Só me deixou mais ansioso para o que esta por vir...
Abraços a todos

João Victor Almeida, São Paulo

CARISSIMO PANDINI

AQUI VOU FAZER USO DE MINHA SINCERIDADE E PARABENIZA LO PELO OTIMO TRABALHO QUE VOCE E TODOS DE SUA EQUIPE VEM OFERECENDO A NOS LEITORES E FANS DO AUTOBILISMO.
TENHO OTIMAS LEMBRANCAS DO MEUS TEMPOS DE COLABORADOR A QUASE 10 ANOS ATRAS OU MAIS.

ESPERO QUE VOCE ESTEJA BEM E AQUI SEGUE MEU GRANDE ABRACO

EMANOEL ORENTE, LONDRES

Parabéns pela excelente matéria,
fotos, colocações e principalmente a emoção e seriedade como foi descrita.
Precisamos mesmo, de mais gente valorizando o que é nosso, e mantendo sempre via a lembrança das pessoas que fizeram a diferença e muias alegrias nos trouxeram.
Valeu mesmo..

ELI, sp

Ola pessoal do Gptotal
Hoje vendo o especial que a globo esta fazendo sobre os dez anos sem Senna, que relembrou a decisao do titulo de 89 onde Jean Marie Ballestre tirou a vitoria do Senna em Suzuka apenas para "satisfazer" a vontade de seu compatriota Prost.
Na reportagem mostra uma entrevista com Bernie onde ele admitiu que foi uma decisao extremamente equivocada e que se não me engano ele ate tentou entervi nesta decisão mais nada pode fazer pois ela ja havia sido tomada. Gostaria de saber como essa decisão repercutiu no mundo da F1 e como ficou depois a imagem do Jean Marie Ballestre na F1 principalmente entre os pilotos e chefes de equipee, após este episodio, alem de qual devem ter sido os motivos politicos para ele tomar tal decisão ou se foi apenas pela amizade que tinha com Prost? Um abraço

Renan Barros, Volta Redonda

Olá, Renan. É claro que a atitude de Balestre foi duramente criticada. Mas a imagem dele não mudou muito... Quanto à desclassificação, ela foi criticada pela maioria, mas alguns pilotos (e não necessariamente inimigos de Senna) acharam-na justa. Abraços. (LAP)

Sensacionalismo ou Exploração de Emoção Barata?

Ontem, domingo (18/abril), vi matéria do Ayrton Senna no Esporte Espetacular. E, entriste-cido, chocado, vou te confidenciar um negócio: se a Plim-Plim deseja resgatar a memória de Ayrton no automobilismo só porque dia primeiro de maio completaremos 10 anos de sua morte e ele era tricampeão de F-1, que pare de mostrar esses trechos absurdos das entrevistas que Senna e outras personalidades tão famosas quanto ele mas tão imbecis quanto o Sr. Galvão Bueno concederam ao freqüentar os paddocks do período em que esta categoria passava um ar mais romântico e competi-tivo, e mostre apenas e tão somente Ayrton ajustando os bólidos e pilotando.

Dá forma como as matérias têm sido levadas ao ar pelo "Esporte Espetacular" e pelo "Jornal Nacional" (vão mostrá-las também no "Globo Repórter", dia 30 de abril) Galvão e mais um bando de interesseiros têm aparecido mais do que os feitos do referido desportista.

O pessoal da Plim-Plim, meu caro, deveria ter mais tino e agir com bom senso. Ou seja: mostrar apenas imagens de Senna ajustando e guiando um F-1. Mas faz exatamente o oposto. Por quê? Para se aproveitar da situação, da proximidade da data e angariar audiência, como se de mais audiência precisasse. Não precisa, pois já tem uma platéia cativa.

Isso que a Globo está fazendo em sua programação, meu amigo, em relação aos triunfos de Ayrton no automobilismo (F-1, em especial) tentando resgatar a imagem dele como extraordinário piloto que foi e da pessoa equilibrada, sensata que Ayrton era e como ele, Senna, se comportava dentro e fora das pistas é tão hediondo quão crime. Configura abuso e exploração indevida de ima-gem. Só que ao não pedir permissão para a família do automobilista para explorar seus direitos de imagem quando Senna completa uma década de falecimento o que a Toda Poderosa está fazendo (e fará quando Senna completar 20, 30, 40, 50, 100, 200... anos de morte) difundindo essas entrevistas que ele (Ayrton) e outras "celebridades" (Galvão Bueno, seu grande e melhor amigo incluído) con-cederam ao longo de toda a história da F-1 é puro sensacionalismo; exploração indevida dos direitos de imagem do automobilista; coisa, a meu ver, totalmente vã, infame, desnecessária, pois tudo o que precisava ser dito, redigido a respeito de Senna se disse e se escreveu quando ele ainda era vivo. Homenageá-lo depois de morto é besteira. Seria melhor a Vênus Platinada mostrar apenas e tão somente como Senna guiava e acertava os carros para os GP's (grandes prêmios). Aí sim a Toda Poderosa não estaria prestando um desserviço ao telejornalismo e ao automobilismo. Mas, como diria titio: "o que é do homem, o bicho não come". E quem cobre o automobilismo sabe muito bem do quão proveitoso é para a emissora do Sr. Roberto Marinho ela mostrar não só os feitos de Senna dentro das pistas, mas também como ele se comportava fora delas e por quais indivíduos era cir-cundado. Abraços
Atenciosamente

Renato Monteiro Kloss, Curitiba

Com relação ao leitor Evandro Munhoz, que chamou o tri-campeão Nelson Piquet de cretino na seção O QUE FALTA SABER SOBRE SENNA, por achar que o piloto fazia o que bem entendia com a imprensa e a torcida, gostaria de dizer que o leitor está bastante enganado.

Em três oportunidades (1983, 1986 e 1993), tive a sorte de freqüentar os boxes e alguns camarotes em dia de Grande Premio do Brasil e fui muito bem tratado pelo Nelson. Nas duas primeiras ele estava no auge de sua carreira e apesar dos compromissos ele foi bastante atencioso e simpático comigo e meus amigos, dando autógrafos e conversando conosco.

Na terceira ocasião (1993), Piquet era um mero expectador e nos recebeu muito bem em seu camarote, onde tirou algumas fotos e deu autógrafos, sempre muito bem humorado, enquanto que o Ayrton simplesmente se negou a autografar uma revista minha e a agenda de uma amiga (sennista roxa até aquele dia).

Além disso, um amigo sennista que trabalhou no Grande Premio também teve um autógrafo negado pelo Ayrton.

Detalhe: esse amigo era funcionário da International, empresa que organizava o evento. Ele trabalhou no camarote da Courtauds, uma das patrocinadoras da Mc Laren.
Ao receber o pedido de autografo, o Ayrton simplesmente virou as costas e deixou o meu amigo "falando sozinho".

Piquet teve vários problemas com a imprensa, mas nunca foi responsável pela demissão de alguns jornalistas, como aconteceu com Ayrton, que exigiu a demissão de um jornalista de um grande jornal de São Paulo e foi o responsável pelo afastamento do Reginaldo Leme, nas transmissões da Rede Globo.

Algumas pessoas ligadas ao automobilismo como o narrador Teo José, os apresentadores Flavio Prado, José Trajano e Juca Kifouri declararam ter uma imagem muito ruim do Nelson, mas aprenderam a respeitá-lo pela sinceridade e bom humor, apagando a impressão de que o piloto era uma pessoa arrogante e mal educada.
Tanto o Piquet, quanto o Senna demonstraram qualidades e defeitos. Nenhum deles foi santo ou demônio.

Antes de ofender alguém é preciso ser justo e não sair xingando as pessoas por não simpatizar com elas.

Nilton Marcelino, Santos / SP

Não sei se vocês concordam comigo, mas olhando os resultados do ano de 1993 posso dizer que com um pouquinho mais de sorte Senna, mesmo guiando um carro que não podia ser comparado ao de Prost, poderia ter sido campeão, afinal a diferença de pontos entre eles foi de apenas 26 pontos, sendo que Senna teve cinco abandonos (San Marino, Canada, Hungria, Italia e Portugal) contra dois abandonos de Prost no Brazil e na Italia. Se, eu sei que o se não ganha campeonatos, mas se os dois tivessem o mesmo número de quebras Senna apertaria bem mais o campeonato, botando pressão no "professor narigudo". Não sei não, mas talvez, mesmo não tendo se sagrado campeão ao final do campeonato, este tenha sido o seu melhor ano na F1.
Teria sido fantástico ver Senna bater Prost e Schumacher de uma só vez com um carro inferior.
Vocês podiam lembrar os motivos dos abandonos de Senna e qual sua posição de corrida no momento da sua saída (somente para alimentar nossa curiosidade!).

Um abraço!

Fabiano, Itajaí/SC

Olá, Fabiano. É como você mesmo escreveu: "se" não ganha corridas nem campeonatos. "Se" Prost não tivesse batido no Brasil e tido o motor quebrado na Itália, teria vencido as duas corridas... Sobre os abandonos de Senna, tudo o que lembro é que quase todos foram causados por falhas mecânicas. A exceção foi o da Itália, onde ele "encheu" a traseira de Martin Brundle na freada para a chicane antes das curvas Lesmo. Abraços. (LAP)

Amigos do GP TOTAL, boa tarde!

Impressionante, difícil achar um adjetivo para qualificar de maneira correta a coluna sobre sobre a melhor corrida de Senna.

Dizem que não existe máquina do tempo, mas voltei para 11 anos atrás quando num domingo de páscoa acordei cedo para acompanhar mais uma etapa de um campeonato que parecia ser chato, com Prost no "carro de outro planeta".

Fantástico depoimento e relato do Panda, revivi toda a corrida em minha memória!

Fica só uma decepção em relação a F1 atual, como era interessante ver um grid com 25 carros!!! Acho que o auge foi em 90-91 onde existia a pré-classificação com mais de 40 carros inscritos no campeonato, inclusive equipes como a Life, Osella... bons tempos... hoje temos 20 carros e sem perspectiva de novas "escuderias"...

abraço e obrigado

Alan JK, São Paulo

Parabens Panda pela materia sobre Donnington Park 93, realmente voltei no tempo... foi um final de semana que realmente marcou a minha infancia! Abraços!

Caio Murillo Maioral, São Paulo

Grande Edú!!

Poxa! Você me deixou na saudade (risos), só na quarta (to be continued).... ainda bem que já está ai. Valeu. Estou curtindo muito esses especial. É bom recordar, não só o Ayrton, mas uma epóca em que a Formula 1 ainda era mais, mais corrida do que tecnologia. Abração

Bellissimo, São Paulo

Pessoal,
Parabéns pela iniciativa desta homenagem ao Senna. Parabéns pelo texto maravilhoso.

Vai uma dica: Por que não escrever sobre outras tantas corridas formidáveis, não só do Senna, como do Emerson e do Piquet ?! A idéia foi sensacional.

Para o leitor Mario Henrique de Recife segue a dica:
entre em contato com Denis no email: brunademello@ig.com.br. Ele tem centenas de fitas de corridas desde a década de 70, gravadas nas transmissões de TV. Solicita o catálogo.

Abraços,
Marcelo Jardim, Rio de Janeiro

Sua dica está aceita, Marcelo. Mas cabe explicar que o material sobre Donington foi enormemente auxiliado pelo fato de eu estar lá - coisa que infelizmente não aconteceu, por exemplo, nas grandes corridas de Emerson e Piquet. De qualquer maneira, gostamos da sugestão. Abraços. (LAP)

Olá amigos do GP Total !

Com estes 10 anos da morte de Ayrton Senna, aparecerão pessoas e mais pessoas dando várias palavras a respeito, mas a declaração do Damon Hill neste fim de semana dizendo que jamais teria sido campeão se Senna não tivesse morrido - coisa que acredito que seja verdade, mas jamais saberemos a verdade absoluta, sinceramente - e blá blá blá, mas uma coisa me chamou muito a atenção na declaração dele no texto abaixo que faço questão de copiar :

"Sobre o acidente, Damon comentou que os pneus podem ter contribuído decisivamente para o desvio de trajetória do carro, já que não estavam aquecidos apropriadamente. "A temperatura dos pneus era crítica em vários aspectos. Primeiro que eles só funcionavam bem quando estavam muito quentes; segundo, a pressão variava muito com a temperatura e, conseqüentemente, com a estabilidade da construção do pneu. Resumindo, se um carro de F-1 tem que seguir um carro de rua normal (referência ao safety-car), não vai andar rápido o bastante para manter sua temperatura e pressão", explicou."

Damon Hill que foi um piloto que trabalhou na Williams na época, também é uma das pessoas que dizem que a causa da morte de Ayrton Senna deve-se em relação a temperatura e pressão dos pneus...

O que vcs acham disso ? Opinião de peso a dele não ?

Um abraço a todos !

Leonardo Gabriel, Brasília-DF

Sinceramente não acho, Leonardo. A tese de Damon é idêntica à da linha de defesa da Williams. Por favor, use nossa ferramenta de busca e você encontrará o que já foi debatido sobre esse assunto no site. Abraços. (LAP)

Amigos,

Finalmente chegou o momento. 10 anos sem Ayrton Senna... Parece que aquele maio de 94 vai se repetir, aquele avião vai pousar pela manhã trazendo o corpo de Senna, e tudo mais. E por causa destes 10 anos, em milhares de mesas de bar pelo Brasil a fora, a mesma afirmação vai ser feita: Senna foi o melhor piloto de todos os tempos! Foi mesmo? Mas como medir, que unidade tomar para comprovar o que 90% dos brasileiros tem certeza absoluta?

Impossível. Quem conhece automobilismo sabe disso. Senna foi fantástico, rei, fenomenal, mas não foi o melhor, porque não existe parametro para justificar isso. As épocas são diferentes, as máquinas diferentes, tudo muda na formula 1. Nenhum piloto, claro que entre os gênios, foi melhor do que o outro. Como comparar Senna, Stewart, Clark, Prost, Piquet, Schumacher? Todos foram os melhores, em seu tempo. Se Piquet fosse insuperável, porque não o foi em 88/89? Porque não tinha carro! Se Senna fosse inigualável, como afirma O Galvão Bueno, porque não o foi em 92/93? Porque não tinha carro. Como explicar que Hill derrotou shummi em 96? A resposta é obvia. Quando a ferrari conseguiu se acertar, a união do melhor carro com o melhor piloto, ganhou quatro títulos. Isso é ser o melhor piloto. Nos anos setenta, quando a mecânica prevalecia sobre a tecnologia, aí sim os grandes talentos se sobresaiam. Aí sim Lauda, Piquet, Emerson faziam a diferença. Mas com a tecnologia, Mansell, um piloto rápido, mas maluco, foi campeão dando um baile em nosso Ayrton. Gente, até Villeneuve foi campeão!!! Sem demagogia, sem colocar a bandeira do Brasil no peito, Senna foi fantástico, um gênio, mas esse negócio de insuperável fica para os engenheiros e chefes de equipe que tornam seus carros, estes sim insuperáveis.

Vamos saudar nosso Senna, tri-campeão, que não por culpa dele, mas da mídia, fez os brasileiros renegarem seu dois outros campeões e criou uma antipatia inexplicável contra Schumacher, que na essência, era igualzinho Senna, com uma sede de vencer do tamanho do antigo Interlagos.

Pedro Sartorio Jr.
Cachoeiro de Itaprmirim - ES

Panda,

PARABÉNS pela coluna sobre Donnington. O capítulo IV é de arrebentar o pobre coitado, que a lê, de inveja ( no bom sentido ). Dá vontade de arrumar uma dívida. Pelo menos esta seria de "valer a pena", se bem que nenhuma dívida vale a pena......

PERGUNTA: quando vc fala sobre o Brabham de Pace e o Tec-Mec de D'Orey, eram os chassis pilotados pelos mesmos ou apenas um modelo igual aos que Pace e D'Orey já guiaram um dia ?


Atenciosamente,

Marcelo Ferreira - JAcarepaguá, Rio de Janeiro

Obrigado pelos elogios, Marcelo. Eram chassis pilotados por esses pilotos, sim. No caso de d'Orey, nem há margem para dúvida porque apenas um Tec-Mec foi feito. Abraços. (LAP)

Panda...

..Obrigado!!!

O dia chuvoso e cinzento aqui em Curitiba, tornou-se a condição ideal para a leitura dessa matéria.
Lembro-me desse GP, e apesar de à época, não ser tão ligado assim em F1, reconheci a obra prima de um mestre.

Mais uma vez Obrigado!

SérgioLeonardo Baumgarten, Curitiba

Panda, devo primeiramente te agradecer pelo especial... é importantíssimo para mim por dois motivos: um deles é por narrar em mínimos detalhes aquilo que para mim é mais importante do que todos os números obtidos por Senna (e qualquer pilot)... segundo por narrar sua aventura jornalística, muito emocionante, quero um dia poder fazer o mesmo!
PS: sugiro que vocês e os leitores visitem o link: http://esportes.terra.com.br/senna10anos
tem 3 ângulos diferentes do acidente, um deles é meio chocante... Abração ae

Marcel Pilatti, Curitiba

Comentar!?
Como? Sem comentários!!!
EXCELENTE!!!

Parabéns Panda, voce fez um trabalho brilhante, a altura da da corrida do Senna.

Voce poderia pensar em contar mais sobre os bastidores das corridas que cobriu, não tenho dúvida que além dos gp's, carros, pilotos e disputas na pista, somos tambem fascinados pelos bastidores e histórias da F1.

Parabéns

Celso Vedovato, Salvador

Saudações a todos,

Infelizmente Panda não poderei comentar sua coluna, afinal não acho tantos adjetivos para comentar sua coluna.

Um grande abraço

Anderson Lima, São Bernardo do Campo

OBRIGADO PELA OTIMA LEMBRANÇA DA PRIMEIRA VOLTA MAIS ESPETACULAR DA HISTÓRIA DA FORMULA 1,EM 1993 EU TINHA APENAS 13 ANOS MAS JÁ ERA APAIXONADO PELA FORMULA 1,JAMAIS ME ESQUECEREI DAQUELA CENA QUE SENNA QUANDO ULTRAPASSOU PROST JÁ COLOCANDO UMA VOLTA EM CIMA DESSE FRANCES(ELE DEU UMA OLHADINHA DELADO PARA O PROST E FICOU RINDO SOZINHO)DEVE TER SIDO UMA SENSAÇÃO MARAVILHOSA PARA ELE NA ÉPOCA POIS TINHA UM CARRO VISIVELMENTE INFERIOR,O PROST DEVIA TER FICADO TONTO POIS ENTROU TANTO NO BOX QUE NO FINAL DA PROVA JA NÃO SABIA MAIS QUE TIPO DE PNEU ELE TAVA USANDO,EU QUERIA ERA PODER TER A COPIA DESSA FITA QUE GUARDA MAIS UM CAPÍTU-LO DESSE MITO CHAMADO AYRTON SENNA DA SILVA,SE PUDEREM ME INFORMAR COMO CONSIGO FICARIA MUITO GRATO,UM FORTE ABRAÇOS A TODOS DO GP TOTAL...

MOISES EMIDIO DA SILVA, FPOLIS

Fantástico.

Não há nada melhor para definir essa narração, felizmente apaixonada, e a corrida em si.

Lembro de vê-la em partes porque era um domingo de Páscoa, com festa em família, mas nunca vou esquecer das duas primeiras voltas da corrida.

Não sei ao certo se foi realmente e melhor corrida de Senna (Mônaco-84, com um carro menos competitivo, e Japão-88, com um dos melhores carros da história) não saem da cabeça, mas com certeza foi a mais inspirada (talvez a melhor seja aquela vitória na Alemanha depois de uma impressionante recuperação) de Barrichello, repetindo o que seu ídolo fez nove anos antes nas ruas de Monte Carlo.

E agora sei que existe mais um lugar no mundo que tenho que visitar. O museu de Donnington parece ser um lugar dos sonhos. e na porta dele deveriam estar a McLaren do Senna e a Jordan do Barrica.

Tomara que os próximos especiais mantenham esse excelente nível.

Abraço e parabéns,

Luciano Balarotti, Curitiba

Excelente especial, realmente aquela é uma corrida histórica, para você foi em dois termos.
Só faltou uma coisa no seu especial para mim. Naquela corrida o fato mais marcante pra mim foi: Senna com pneu slick, na chuva, passando um retardatário por fora na curva mais fechada('Melbourne Harpin?') do circuito com um braço só, pq com outro tava reclamando por ter sido segurado.

Daniel, Florianópolis

Obrigado, Daniel. Sobre a ultrapassagem citada por você, pode ser que o retardatário tenha sido Barrichello, que naquele momento ocupava o 2º lugar. Se for isso mesmo, Senna não estava reclamando, e sim fazendo um sinal de "sem problema" ou algo parecido, pois percebeu que Barrichello não havia sido avisado de sua aproximação com bandeiras azuis. De qualquer maneira, precisaria rever a fita para ter certeza. Abraços. (LAP)

Parabéns. Muito bom o Especial "A Obra Prima de Senna" É incrível, como as lembranças surgem e, nos remete tempos atrás. Gostei muito mesmo. Foi sem duvida uma das melhores corridas do Ayrton, mas ainda fico com a de Suzuka 88
Tenho muita saúdades daquela época, acho que a F-1 era mais motivante, não porque eu era fascinado pelo Senna, mas de fato a F-1 era melhor.
Abração


Bellissimo, São Paulo

M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O!!!!!

Aqui são quase uma da manhã. A partir das 08h, terei custas para recolher para dois clientes, uma ação para ajuizar, duas petições para protocolar, etc. Mas, perdi completamente o rumo lendo esse especial. Se serve para seu ego, nem sei, mas foi melhor que VER qualquer corrida desse ano... Quanto capricho na reportagem! Faltaram fotos, especilamente do museu. Mas tô pedindo muito, né? Parabéns, essa primeira parte ficou estupenda...

Aliás, como sugestão de uma mala, faltou um quadro dizendo a posição dos pilotos, volta a volta, da mesma forma que vi numa Placar de 76, que guardo com muito carinho, referente ao GP Brasil daquele ano...

Abraços!

Allan Pereira Guimarães, Porto Velho - RO

Muito obrigado pelos elogios, Allan. Sua sugestão é válida e eu cheguei a pensar em colocar o lap chart e algumas outras coisas, como as voltas de entrada no box de todos os pilotos, a seqüência das melhores voltas e tudo o mais que eu tenho nas folhas oficiais que guardei, mas eu precisava em algum momento dar o especial por encerrado para poder colocá-lo no ar... Virão mais coisas boas por aí, tenha certeza. Abraços. (LAP)

Parabens pelo trabalho é muito importante lembrar-mos nossos idolos principalmente este especial AIRTON SENNA. Ele é inesquecivel e invencivel

margarida m. s. lopes, São Paulo

Se alguém tiver essa corrida gravada em vídeo e permitir me deixar gravar eu agradeceria muito. Era adolescente nesta época, deixava tudo de lado por uma corrida de Fórmula 1. Por favor, se alguém tiver entre em contato.
Obrigado.

Mário Henrique, Recife

Parabéns ao Pandini pela ótima matéria sobre Senna no GP da Europa de 93. Um grande abraço a todos.

Herik Nelson, Belo Horizonte