Sessão Leitores
11.08.11 - Roberto Agresti
Talvez sim, talvez não
17.05.11 - Eduardo Correa
Mauro
18.09.09 - Luis Fernando Ramos
O melhor Rubinho, o Rubinho de sempre
12.12.08 - Alessandra Alves
Carta ao editor
27.10.08 - Luiz Alberto Pandini
Micos brasileiros III
mais
29.07.11 - Carlos Chiesa
O Eclipse
E o toureiro não apareceu
21.09.09 - Ernesto Rodrigues
O parasita fanfarrão
Rubens, o relativo
mais
12.03.06
Confira a classificação
12.03.06
Pilotos e Equipes
mais
Home » Leitores » Opiniões e Dúvidas dos Leitores » 09.02.10
Aumente o tamanho das letras:
12 | 16 | 20
Opiniões e Dúvidas dos Leitores 09.02.10
Escreva pra gente


Webber estreia o novíssimo RBR - Clique para ampliar
Gostaria de agradecer os comentários de Guilherme e do Petry em referência às minhas colunas As 7 maravilhas de Schumi I e II.

Ao Petry, que falou mais diretamente comigo, aproveito para responder às indagações: bem, Petry, a minha intenção ao escrever esse "especial" foi só uma: elogiar o grande piloto que foi Michael Schumacher. Mostrar coisas e situações de sua carreira que poucos lembram, ou viram. Você certamente viu e lembra. Digo isso porque a minha intenção, desde o início, foi justamente evitar a comparação de Schumacher a qualquer outro piloto - nós dois sabemos onde queres chegar - porque, de um lado ou de outro, haveria problemas, reclamações, etc.

Agora, se você quer saber, na minha opinião há quatro pilotos (3 da F-1, 1 na época em que não havia campeonatos mundiais) que "tem um acervo de práticas (provas) espetaculares, comparável ao do alemão", para usar as suas palavras. Um deles foi mencionado pelo citado Guilherme num post logo abaixo do seu, e fiz um especial sobre ele e tal acervo de provas nos mesmos moldes do do Schumacher. Outro que tem um especial no site, mas não escrito por mim, foi um escocês pastor de ovelhas.

Sobre o seu alerta de que vou "ser objeto de ataques destemperados, hilários e, porque não, até histéricos", eu já sei muito bem como eles funcionam, e eles aconteceram, de modo claro, duas vezes: uma, quando publiquei aqui o especial citado acima fazendo a mesma pergunta que você fez pra mim, o que me motivou a não escrever para o site por um bom tempo. Outra, num vídeo que enviei, de Mika Hakkinen.

Só que esses ataques não vieram de eleitores que achavam que o Brasil era o mundo, não.

Abraços

Marcel Pilatti, Curitiba

Escreva pra Gente | Topo


Caro Petry,

com todo o respeito, ao escrever que Pilatti seria alvo de tais ataques, você está se portando na verdade como uma dessas pessoas. Infelizmente, você é daqueles que acham que dizer que Senna é o melhor de todos ou, mais que isso, melhor que Schumacher é uma grande bobagem e que só pode ser fruto de quem não entende nada de F1 e que é alienado - só vê Globo. Isso é uma pena...

Sobre sua pergunta-provocação, considero que outro(s) piloto(s) na F1 tiveram tal acervo, Senna e Clark principalmente, sem contar que Fangio (57) e Jackie Stewart (68) realizaram em Nurburgring façanhas que Schumacher, a meu ver, não conseguiu igualar - principalmente a do argentino.

Roberto Andrade

Escreva pra Gente | Topo


Glock e seu Virgin - Clique para ampliar
Gosto dos textos de Marcio Madeira, mas tenho sérias dúvidas sobre a tal competitividade com o fim do reabastecimento, como ele explicou na coluna Uma questão de peso.

Até já escrevi há alguns meses aqui a respeito disso. Quando o reabastecimento foi implantado havia toda essa motivação também, pois implicava em táticas diferentes para cada piloto, inclusive pilotos da mesma equipe utilizando táticas diversas.

Haveria um embaralhamento no grid, pois equipes menores poderiam treinar com menos combustível pra largar na frente, mas fatalmente seriam ultrapassadas pelas maiores. Só que, vez ou outra, poderia sobrar para as menores alguma boa colocação, o que realmente ocorreu nesse período.

Só que a tal emoção que seria criada pelo reabastecimento não se concretizou, pois as equipes e os pilotos aprenderam a lidar com isso, e o mestre foi sem dúvidas Michael Schumacher.

Não concordo que Senna e Schumacher teriam resultados diferentes devido a ter ou não reabastecimentos. Virtuoses como ambos aprendem a vencer com o regulamento que esteja em vigor. Ambos seriam vitoriosos com ou sem reabastecimento, afinal as regras eram iguais pra todos e eles estavam acima de todos, no que diz respeito a talento.

Outra coisa: na época em que não havia reabastecimento era muito comum os pilotos acabarem a 30s, 40s de outro, às vezes até uma volta, como o próprio Márcio lembrou em sua coluna quando Senna e Schumacher abriram uma volta de Damon Hill.

Button, com McLaren - Clique para ampliar
Isso acabou com a entrada do reabastecimento, o que acabou equilibrando mais as corridas. Com o fim do reabastecimento veremos novamente as melhores equipes largando sempre na frente e abrindo cada vez mais.

Pane seca? Esqueçam! Se nos anos 80 isso só ocorria esporadicamente, imagine com a tecnologia de hoje. Talvez as novatas tenham esse problema. As grandes, no máximo nas primeiras corridas, por algum erro de software, rapidamente corrigido.

Carros se comportando diferente? É verdade, vai acontecer, mas vai acontecer pra todos. Só que quando acontecer, os melhores carros/pilotos já terão aberto uma distância gigantesca para os que vêm atrás e nem sempre será possível haver disputa por posição.

Como amante do automobilismo obviamente que torço pro sucesso dessa medida, mas não boto fé. Se quiserem ultrapassagens e emoções de volta à F1 o caminho será na aerodinâmica, não no reabastecimento.

Emerson, Salvador

Escreva pra Gente | Topo


Edu

Tem gente dando muito palpite nesse site!

O tal do Petry se acha. O mundo começa no Oiapoque mas acho que termina em Taquara (RS). Que saco.

Tazio Nuvolari, Ronnie Peterson. Gilles Vileneuve, Jim Clark, Ayrton Senna. Qualquer um desses metia tempo no Schumy. Quem é do ramo sabe que o Alemão guiava muito, sim, mas nunca teve oposição à altura. Além do mais tinha muita sorte. Então, chega.

Parabéns ao leitor que colocou o filme sobre o Bellof. Esse era do ramo e se tivesse sobrevivido teria dado calor no Ayrton - e também meteria tempo no Alemão.Tá legal?

Um abraço

Alexandre, São Paulo

Escreva pra Gente | Topo


Olá amigos do GPTotal

Por que os F1 nos testes de pré-temporada utilizam uma enorme antena que mais parece um para-raios logo acima da entrada de ar do motor?

Abraço a todos

Mauro Santana, Curitiba






Oi Mauro

É um suporte para instrumentos que medem velocidade e desempenho aerodinâmico dos carros. Eles começaram a ser usadas, pelo que sei, no ano passado.

Abraços (EC)

Escreva pra Gente | Topo


Buemi com o Toro Rosso, ontem, em Jerez - Clique para ampliar
Esse início de temporada da F1 é um dos mais estranhos que já ví.

Equipes que falam, falam, mas os carros não aparecem e, pelo menos uma, já disse que não vai treinar. A Campos já nasceu falida e procurando comprador. E a tal da Stefan que promete levar seus carros para a primeira etapa? Que diabos de zona é essa?

Com relação aos treinos, não costumo levar muito em consideração os primeiros treinos da temporada. Sim, podemos tirar conclusões, como o fato da Ferrari ter o tal do carro "bem nascido" e Alonso ter demonstrado apetite.





Sinceramente, eu não estou entendendo a discussão sobre quem ganharia aquela corrida de Mônaco. Em Mônaco ainda? Sem condições. O que acho que ninguém tem duvidas é de que Prost não seria esse vencedor e que Jacky Ickx, que era piloto da Porsche, encerrou a prova visando beneficia-lo, em um claríssimo conflito de interesses. Diretor da prova, piloto de uma empresa que fornece motor para uma equipe? Não dá!

Mas é impossível dizer que o Senna venceria a corrida. É só lembrar daquela (não lembro o ano) na qual ele estava 3 dias na frente do Prost e bateu. Isso é Mônaco. Podemos lembrar de mais dezenas de provas absolutamente absurdas no principado. Era um forte candidato, mas...

Mas quem se ferrou foi o próprio Prost, que perdeu o título do ano por 0,5 pontos. Ou seja, fosse lá quem fosse o vencedor, foi vingado.





Sem discutir times e torcidas, achei péssima a ideia de um carro do Corinthians na Stock. Não para o Corinthians, mas sim para a Stock, pois não acho que é o tipo de torcedor que interessa em um autódromo. É só ver o exemplo do que ocorre no sambódromo todos os anos. Não acho interessante misturar as coisas, pois daqui a pouco aparece um carro do Verdão, do Tricolor e vai ser uma pancadaria infernal em Interlagos, principalmente. Espero que isso não ocorra, mas duvido um pouco.

E chega o Natal mas não chega essa primeira corrida!

Rogerio Tófoli Kezerle, São Paulo

Escreva pra Gente | Topo


Gilson

obrigado pelo link, mas não sei se vocês perceberam, conforme o postado por L. F. Ramos, a minha ideia estava certa: Belloff girou mais rápido que Senna, sim chegando a descontar 1s5 na volta de número 28 e 1s7 na seguinte.

Ok, só que na 30 ele tirou menos de 1 décimo e na 31 apenas dois décimos. Lhes pergunto: o que aconteceu nesse tempo? Senna teve problemas nas voltas anteriores (erro, carro, ou outra coisa?) Senna percebeu que precisava andar tanto quanto ou mais que o alemão? Beloff teve problemas na 30 e 31? Engraçado é que Senna tirou, sempre, por volta de 3,5 segundos em todas essas quatro voltas, chegando a descontar 4 na 31...

Se o motor dele ia quebrar, é outra história.

Caíque, como dito, acho que nossa discussão acaba aqui. Eu nunca tentei argumentar que Senna fosse um acertador de carros na acepção de um Piquet ou Jack Brabham (vale?), mão na graxa etc. mas sim que ele entendia muito de acerto, seja por leitura de telemetria, seja por discussão de dados com a equipe. Isso faz parte de quem sabe trabalhar com um carro, sim.

Estava vendo uma entrevista do Peter Warr, hoje mesmo, sobre Portugal 85, e ele falou que "na noite anterior, Senna só estava concentrado em melhorar o acerto, em afinar o carro, em adaptá-lo para a chuva". O que muitos querem é que isso signifique, tão somente, que Senna ficava cobrando a equipe para arrumar o carro para si.

Só lamento.

Abraços

Diego

Escreva pra Gente | Topo


Caros amigos

Dpois do meu retorno definitivo aos comentários aqui no GPTotal, venho lembrar uma coisa: estão dizendo que o Rubens Barrichello terá vantagem por ter sido o único piloto a ter corrido com os carros de tanques grandes, sem o reabastecimento.

Lembro que o Michael Schumacher tem muito mais experiência que o Rubens Barrichello nesse sentido. O alemão correu o final da temporada de 1991 (as cinco últimas corridas - Bélgica, Itália, Portugal, Japão e Austrália) e todas as corridas das temporadas de 1992 e 1993, quando ainda não tinha voltado o reabastecimento. Ou seja: nesse quesito o nosso Barrichello não é o mais experiente. Rubens só correu o ano de 1993 (sem reabastecimento), seu ano de estreia na categoria.

Firmo Neto, Recife

Escreva pra Gente | Topo


2010 - Velha vida nova

O velho Michael Schumacher está de volta, o alemão inicia uma nova caminhada em sua vida no primeiro ano da segunda década desse milênio, ou desse século, exatos 19 anos de sua estreia na F1 e três de sua aposentadoria.

Volta em um lugar digamos confortável, uma nova equipe, porém, a atual campeã de construtores e com um velho e conhecido e puxa-saco, Ross Chapman Brawn, Michael nem chegou e já foi mostrando quem manda, já pediu até pra trocar o número do carro com o pobre Nico. Eu sempre disse que ele deveria ir pra McLaren... Por algumas semanas, Nico Rosberg esteve em um dos melhores e mais cobiçados lugares da F1, mas foi só o outro alemão chegar e podemos dizer que o pobrezinho está em um dos piores lugares do grid. O Ross confia demais no Schumacher para se arriscar a deixar o Rosberg disputar o título. É claro que o filho de Keke será o segundo piloto.

A velha Mercedes está de volta! A meu ver ela vem forte, da mesma maneira que nos anos 50, não dominando F1 mas brigando pelo domínio da mesma. O velho Barrichello está de vida nova, velha equipe nova e com novo companheiro. Infelizmente a Williams não chega tão forte e Barrichello não terá um ano como o passado, porém, espero que trabalhe bem para assegurar mais um ano de contrato, pois vejo a Williams indo pelo caminho certo.

É a volta das velhas cores da Renault. Achei muito bacana e muito me lembrou os belos carros de Eddie Jordan do fim dos anos 90. Sem se esquecer da volta do velho e mítico nome da Lotus à categoria. A equipe não é a mesma, porém, se aquela estória sobre peso na camisa for verdade, podemos esperar uma forte e competitiva Lotus. Não creio nisso, muito pelo contrário, a escolha dos pilotos foi quase que péssima, pra que eles querem o Kovalainen, dois anos de McLaren e o finlandês nada fez de útil. O que ele vai fazer numa equipe em construção? Certo foi o Peter Sauber, trazendo de volta sua velha equipe para uma nova vida, a escolha mais certa para se ter um piloto novo foi Kamui Kobayashi, só não entendi muito bem o Pedro de la Rosa, se o Peter quer experiência, porque não pegar um experiente que esteja na ativa?

Muito bem definiu Fernando Alonso ao dizer que teremos um ano interessante, dois ingleses na inglesa McLaren, dois alemães na alemã Mercedes e dois latinos na latina Ferrari. As disputas serão interessantes mas faltará um toque de frieza. O que seria de Kimi Raikkonen na Red Bull, ao lado de Vettel? Seria interessante! Muito se fala das três equipes citadas acima, porém nada está sendo falado da Red Bull, ainda não mostraram ao mundo seu novo carro, vem forte.

Na beleza, a equipe que ganha até o momento é a Virgin, seguida de perto por Ferrari e Mercedes. O troféu salamandra fica para a Renault.

Quanto aos brasileiros, Massa terá que mostrar o porque de estar na Ferrari contra um duríssimo adversário. O Barrichello corre esse ano para salvar o próximo, quem sabe uns pódios, o di Grassi deu sorte de estar numa equipe mais ousada e organizada que o Senna, que por sua vez deve estar cruzando os dedos para que sua equipe não saia da F1 mesmo antes de entrar. Mais um ano sem correr seria fatal para o garoto. O Piquet não merece ser citado, porém, é um dos nomes citados pela pirata Stephan GP, se o pobre rapaz rico entrar, o primeiro sobrinho certamente sairá.

Sorte aos brasileiros, sorte ao Kobayashi e que chegue logo o Bahrein, não aguento mais. Hasta Luego.

Rômulo Rodríguez Albarez, São Paulo

Escreva pra Gente | Topo


O endividado Petrov testou o Renault - Clique para ampliar
Leitores do GPTotal, desejo a todos um super 2010.

No meu ponto de vista, será a temporada de jogos de equipe, de protecionismo, principalmente nas três equipes que despontam como as maiores favoritas. Acredito que o Massa, Button e Rosberg serão amplamente dominados por seus companheiros, não só pela capacidade técnica, mas principalmente pela preferênci técnica. Ou alguém acredita que a temporada será amplamente aberta? Que o Rosberg vai disputar mano a mano com o Schumacher? Lógico que não!

Jamais a Mercedes dará um pontinho sequer ao Rosberguinho, tudo será para o queixudo borracheiro. A Ferrari logicamente só manteve o Massa, pois não poderia arcar com dois campeões com salários abusados, além dos patrocinadores (Santander um deles) que o espanhol trouxe e o Felipe vai ter que se contentar com um ano quando muito, similar ao de 2006. Hamilton com certeza vai dar um banho no Button. Agora livre da direção da Mercedes, a Mclaren vai jogar tudo em seu pupilo.

A Ferrari fará de tudo para derrotar a Mercedes, que comprou a campeã Brawn para ser a melhor. A McLaren quer mostrar que será grande mesmo sem a ajuda monetária da Mercerdes. E os brasileiros farão papel secundário. O Barrica como sempre vai levar pau do seu companheiro de equipe.

Até

Richard Hermann, Itupeva

Escreva pra Gente | Topo


Caíque mandou o R. Andrade fazer contas... Só aí seriam 21 pontos a mais e menos 5 para o Ayrton. Faça as contas.

E o GP do Japão, Sr. Caíque, em que Senna deu a vitória a Berger? E o GP da Austrália, que valeu metade dos pontos, e Mansell levou sorte pois tinha abandonado uma volta antes? E mais umas duas ou três corridas que o Ayrton abandonou por problemas mecânicos?

Assim não dá, né!

Guilherme

Escreva pra Gente | Topo


Nico com o Williams - Clique para ampliar
Embora eu seja formado em Publicidade & Propaganda, e não em Matemática ou alguma engenharia, consigo seguir a sua sugestão de fazer as contas... Bem, no final do ano, a tabela mostrava: Senna, 96 pontos; Mansell, 72. Pelo que você disse, o certo seria dar 21 pontos ao inglês, e tirar 5 de Ayrton, certo? Desse modo, Senna teria 91 pontos e Mansell 93, certo? Não sei.

Você se equivoca no seu raciocínio em pelo menos dois momentos: primeiro ao atribuir a perda do GP do Canadá ao azar e não aos erros de Mansell; segundo ao descontar, nessa mesma prova, a falha mecânica que acometeu Senna.

Ainda, no seu cálculo, você apenas soma a Nigel, e nada atribui a Senna. Pois bem, além do Canadá, no GP da Alemanha, Senna terminou em sétimo, oficialmente, porque seu carro estava sem gasolina. Ele perdeu várias posições, com isso, e um terceiro lugar certeiro. (Na Inglaterra Senna enfrentou o mesmo problema e terminou em quarto; poderíamos creditar-lhe aqui a terceira posição).

Na Austrália, lembre-se do seguinte: a prova valeu metade dos pontos. Mansell rodou e bateu antes da bandeira vermelha, e foi beneficiado pelo regulamento, que conta duas voltas antes. Senna venceu e somou cinco pontos, Mansell, três.

Nesse cálculo breve que fiz (Canadá, Inglaterra, Alemanha e Austrália) vamos chutar baixo e creditar, respectivamente, 4, 1, 4 e 5 pontos ao Ayrton. Total: 14; Mais os 91 do seu cálculo, ele iria a 105. E o Mansell na Austrália? perde mais três pontos. Fica com 90.

105 > 90

Abraços

Roberto Andrade

Escreva pra Gente | Topo


Quero falar sobre a minha decepção com esta nova regra de uso de pneus do Q3 na corrida para os 10 primeiro colocados no treino oficial. Isso é muito broxante.

Comemorei o fim do reabastecimento e a oportunidade de ver novamente pilotos mais rápidos na frente, ainda mais com um grid como o deste ano.

Então me vem com essa agora... Muito triste esta nova regra, isso é uma emoção artificial, não é natural, é criada.

Jogaram água no meu feijão.

Leandro Giannetti, Londrina

Escreva pra Gente | Topo


Rosberg, o mais rápido de ontem, sob chuva, em Jerez - Clique para ampliar
A F1 e a queda do Império Romano

Arnold J. Toynbee, um de meus historiadores preferidos, teorizou que uma civilização evolui a partir da inovação e da competição entre seus elementos constituintes. Esta mesma civilização, depois de unificada em um império que perde o poder de inovação e se deita em “berço esplêndido”, já estaria morta. Seria um cadáver, uma homenagem a um passado glorificado e um simulacro do mesmo.

Desta feita, o Império Romano seria o tumulo do helenismo, por exemplo. Uma organização que se dedica ao culto de si mesma e do que diz representar, vivendo com os olhos voltados para trás. No final, não teve como resistir ao cristianismo e caiu de mão em mão até tornar-se um passado cultuado por aqueles que o destruíram...

Aplicando a lógica do velho Arnold à F1 e ao automobilismo em geral, podemos estar vendo o inicio do fim do poder de inovação que moveu este esporte desde o seu inicio. No Brasil, a Stock já surgiu monomarca para abrigar refugiados da Divisão 6 (salvo engano), a F3 seguiu pelo mesmo caminho e, hoje em dia, só a F Truck tem competição entre equipamentos diferentes nacionalmente.

Nos EUA vimos a Indy definhar, até o atual estado, indefesa. Mesmo a F1 tem sofrido com regras que punem mais e mais a criatividade dos engenheiros. O automobilismo é hoje refém de um publico que gosta tanto dele quanto gostaria de filmes de kung fu com suas lutas coreografadas.

Será que este público interessa? São como aqueles que iam ver os gladiadores se matando ao invés de se alistar nas legiões romanas que, famélicas, não puderam mais defender as fronteiras. São pessoas que não se importam realmente com a alma do negocio, querem prazer barato e sem substancia.

Liuzzi com o Force India
O verdadeiro fã das corridas de automóvel não quer só escolher um piloto para projetar as suas expectativas, quer saber da disputa num nível mais profundo. O aficionado deseja saber desde sobre os compostos de pneus até de novas maneiras de se fazer fluir o ar sob o assoalho dos carros. Ele quer tudo, e merece tudo.

Como já disse antes, o apogeu das corridas de automóvel se deu em Hungaroring, 1986. De lá pra cá vivemos a decadência de nosso Império Romano particular...

Pablo Habibe, São Luis

pabloformula1.blogspot.com


Opiniões e Dúvidas dos Leitores 09.02.10
Escreva pra gente



Schumi semana passada, em Valência
Impossível para um amante e, "modéstia parte, telespectador" de Fórmula 1 ficar de fora deste maravilhoso espaço democrático de debates.

Retorno para ficar e quero agradecer aos manifestos dos companheiros que solicitaram que voltasse. Não vou citar nomes, mas pode crer que li atentamente todos os "artigos" do site nos últimos dias. Obrigado.

Queria esclarecer para os amigos que tanto me agridem aqui, onde eu me encaixo exatamente, com relação aos meus conhecimentos sobre Fórmula 1: amigos, não sou um "especialista". Leio tudo que vejo sobre o esporte, mas meu trabalho formal não é de comentarista ou como especialista em Fórmula 1. Faço alguns comentários sobre as corridas de F1 na rádio CBN aqui no Recife, mas digo novamente: "não sou um especialista".

Na verdade o que sou é um "telespectador atento". Desafio alguém que assista na TV mais corridas de Fórmula 1 do que eu. Ao menos três horas por dia eu tiro para assistir minhas corridas antigas, que tenho gravadas e guardadas como troféus. Assisto-as todos os dias, repetidas vezes. Todos os dias incansavelmente, com a mesma expectativa. Quando vejo o GP do Brasil de 1993, acho que o Prost vai ganhar com facilidade. Amanhã assisto outra vez o mesmo GP e vejo que ninguém poderia tirar àquela vitória de Damon Hill, já que o Alain tinha ficado na chuva. Essa "loucura" por Fórmula 1 me custou "dois casamentos frustrados". Presto atenção nos detalhes, nos milésimos de segundo que o Schumacher tirava de Alain Prost em 1993, apenas em duas curvas na Bélgica. Vejo abismado a verdadeira "mágica" que o Senna, ainda debutante fez em Mônaco em 1984, debaixo de dilúvio. Com isso, torno-me sensível às formas de pilotar de alguns dos pilotos que admiro desde 1980. Não sou um profundo conhecedor do assunto e nem tenho essa pretensão. Mas confesso que tenho detalhes afinados devido principalmente às inúmeras vezes que revejo cada corrida gravada.

Espero que este texto coloque-me na relação dos "bem aceitos" aqui no GPTotal. Não quero ser considerado um "grande especialista", mas quero que leiam e analisem o que escrevo, assim como faço com todos os textos dos outros colegas que postam aqui. Se não concordarem, metam o pau. Não tem problema. Acho que a crítica é um instrumento científico de trabalho.

Mas se não for assim, não tem problema. Continuarei aqui, escrevendo e democraticamente debatendo os assuntos.

Lembram-se quando eu falei que nunca mais escreveria aqui? Pois é, eu menti!





Para iniciar então, gostaria de dar minha opinião para a temporada 2010.

Felipe Massa: Para os que acham que haverá uma grande briga entre Massa e Alonso, esqueçam. Para mim o Alonso é o primeiro piloto e ponto final. Ele jamais assinaria um contrato com a Ferrari sem essa segurança. Lembrem-se do que o Alonso fez com o Hamilton em 2007! Ele é assim. O ser humano é assim (quase todos).

Com isso estou dizendo que o Massa não tem chances? Definitivamente, acho que o Felipe tem chances sim. Ou vocês acham que o Senna era primeiro piloto em 1988, correndo contra Prost e vindo de uma equipe média? Tudo vai depender dele. Se conseguir derrotar o Alonso nas qualificações e se ficar melhor colocado na pontuação até a sétima corrida do ano, acredito que a Ferrari tentará convencer o Alonso a deixar a briga "de igual para igual". Mas, para mim (na minha opinião) o Alonso manda e o Felipe obedece. Se o temperamento do Felipe for diferente do de Rubens Barichello, esse será o último ano do Felipe na Ferrari.

Bruno Senna: Pelo que ando lendo, ele nem sabe se estreará, já que sua equipe está devendo muito. Para mim será um pouco melhor que o Nelsinho Piquet. Sofrerá para vencer seu companheiro de equipe. Não sei quanto tempo durará na categoria, mas será emocionante ver "aquele capacete" e "aquele nome" na Fórmula 1 outra vez.

Lucas di Grassi: Acho que será o brasileiro com melhor atuação em 2010, guardada as devidas proporções de carro para carro.

Rubens Barrichello: Cuidado para não ser derrotado pelo companheiro estreante. Acho que é só o que falta para ele. Quero ver qual será e desculpa!

Agradecimentos (civilidade e respeito - força sempre)

Firmo Neto, Recife

Escreva pra Gente | Topo


As 7 maravilhas de Schumi. Parabéns, Pilatti, pelas escolhas que fizeste das obras de arte automobilísticas praticadas pelo Schumacher. Mas tenho que perguntar: que outro piloto na história da Fórmula 1 tem um acervo de práticas (provas) espetaculares, comparável ao do alemão. Que eu me lembre, nenhum. Mas devo te fazer um alerta, Pilatti: vais ser objeto de ataques destemperados, hilários e, porque não, até histéricos de internautas para os quais o mundo começa no Oiapoque e termina no Chui;

Um grande abraço

Carlos Alberto Petry, Taquara

Escreva pra Gente | Topo


Fiquei muito impressionado com a última coluna sobre as maravilhas de Schumacher na F1.

Realmente sua corrida na Espanha foi a melhor da carreira e uma das maiores da história, mas eu fiquei abismado mesmo foi com o que Schumy fez na Bélgica em 1995, naquela volta contra o Hill. Genial, o narrador fica aos berros em várias partes. É muito semelhante ao vídeo enviado pelo autor na coluna de leitores, semana passada, com Senna na mesma pista, só que em 1992... Um show de talento dos dois melhores pilotos dos últimos 40 anos.

Abraços

Guilherme

Escreva pra Gente | Topo


di Grassi testa o Virgin em Silverstone - Clique para ampliar
Por quê Campos & USF1? Por causa do Motor Cosworth? Por quê não Stefan GP (por ser sérvia?), que adquiriu o espólio da Toyota (não teria o motor Cosworth) que seria usado em 2010 (medo de uma nova Brawn?)?

Volta à tona o caso Prodrive em 2006, escolhida para o Campeonato de 2008, em detrimento de vinte e tantas equipes aspirantes, e que nunca estreou! Para não eliminarem de vez, agora podem as equipes gazearem até três provas no ano de 2010! Mas acham que dificilmente oito equipes largam na primeira prova! E recusam a Stefan GP, que conta com o apoio do governo sérvio! Vá entender! Vocês sabem explicar?

Por isto, o período de 71-81, é considerado o ano de ouro da F1, justamente pelo número de equipes, e sem a extrema padronização, igual a fast food do McDonald´s!

Marcos Roberto Banhara, São Bento do Sul

Escreva pra Gente | Topo


Gepetos

Pelo visto esse carro da Virgin, mesmo se não funcionar, vai ficar marcado pelo desenho limpo, sem as arestas aerodinâmicas.

Edu, essa é pra você e o Divila. Se esse carro funcionar, sem um único sopro de vento (rs), provará que o túnel de vento não é mais necessário, que um computador pode substituir, não estaria aí a tão sonhada redução de custos.

Abraço a todos

Kleber Ribeiro, São Paulo

Escreva pra Gente | Topo


Se a Virgin for bem no campeonato, acredito que a F-1 dará um grande passo no desenvolvimento dos carros, substituindo os caros tuneis de ventos por softwares avançados.

Leandro Giannetti, Fartura

Escreva pra Gente | Topo


Timo Glock também andou com o novo F1 - Clique para ampliar
A Virgin pode não fazer mais nada este ano, mas assim que eles largarem em sua corrida de estreia, nós estaremos vivenciando o inicio de uma nova era na F1, a era dos carros projetados e testados virtualmente. Pra que um túnel de vento custando os olhos da cara se um software puder dar conta do recado?

É claro que a computação já faz parte da confecção dos projetos na F1 há muito tempo, mas ela esta tomando mais e mais espaço a cada dia e logo vai saltar de uma área para outra, da suspensão para a aerodinâmica para os motores e pneus. Tudo poderá ser projetado, testado e aprovado, ou não, e jamais ser construído.

A principio, vejo um monte de possibilidades, inclusive a democratização da categoria. Afinal, quem vai precisar gastar com protótipos, testes, autódromos e túneis de vento particulares? Da mesma maneira que a industria fonográfica foi demolida pelo binômio CD/PC, as grandes equipes podem acabar vitimas de projetistas/programadores talentosos e suas verdadeiras operações de guerrilha.

É o automobilismo, que um dia saiu da garagem, ameaçando voltar para casa, trocando a graxa pelos processadores. É claro que tudo pode acabar virando um videogame, mas ai é pagar pra ver...

Pablo Habibe, São Luis

pabloformula1.blogspot.com

Escreva pra Gente | Topo


Diego,

Eu conversei na semana passada com o Caique e discutíamos sobre o que lhe escrevi.

Ele me dizia que achava que o Senna perderia porque o Bellof era mais rápido segundo um fórum e eu disse que tinha lido aqui no Gepeto. A coluna é do Ico e mostra que o Alemão teria grandes chances de vencer e mais ainda, porque nem me lembrava mais disso: segundo a própria Toleman, o Senna teria que parar antes por problemas na suspensão.

Foi isso a que me referi e o Caique acha que o Bellof venceria porque tinha um carro mais fácil de conduzir, além de ser ótimo em água, assim como o Senna e o Ickx, de quem ele sempre falou maravilhas em pilotagem na água, mas eu não vi esse cara correr.

Paulo Renato, Belo Horizonte

Escreva pra Gente | Topo


Olá Amigos do GPTotal

Estou mandando dois vídeos excelentes da historia do automobilismo.

O primeiro é o La Ronde Infernale, que trás toda a historia das 24 horas de Le Mans de 1969 e que já foi assunto em varias colunas aqui no GPTotal



E o segundo é o King of Nordschleife, que conta um pouco a historia de Stefan Bellof nos anos em que ele correu na F1 e no Mundial de Marcas pela Porsche.



Espero que gostem, abraço a todos

Mauro Santana, Curitiba


Opiniões e Dúvidas dos Leitores 04.02.10
Escreva pra gente



O novíssimo Virgin, apresentado ontem - Clique para ampliar
Olá amigos do Gepeto,

abro pela primeira vez o Gepeto em 2010 e leio uma sensacional coluna do Roberto Agresti.

Hoje, a arte de pilotar é totalmente diferente. Eu aprendi a dar meus cavalos de pau e entortar os carros nas curvas em cima de um Fusquinha 1300 com zero de estabilidade. Mas a partir do momento em que você passava a conhecer os limites do carro, a arte de segurar um carro no braço - te digo uma coisa! -, era bom demais dar uns paus no fusquinha.

Aliás todos os carros de tração traseira me deram este prazer, seja o Fusca, seja o Opala, Dodge Dart, o Chevette, o SP-2, os Pumas, né Agresti? Assim sendo, eu acho que o GPTotal merecia um video onboard do Agresti dando uns paus com seu Puma em Interlagos

Fica aí o pedido

Fernando Marques, Niterói

Escreva pra Gente | Topo


Oi Edu

Vendo os carros novos da F1, achei todos muito feios e compridos. É que, por terem tanque de combustível maior, por causa do novo regulamento, estão com um entre-eixos maior, não é? E, por causa disso, fico imaginando em circuitos travados, como Mônaco e Hungria, como vai ser. Os tempos serão piores que ano passado? Aliás, acho que na teoria, os carros estarão mais lentos nas classificações, pelo menos em circuitos travados.

Em todas as corridas, os tempos de volta irão diminuindo cada vez mais. Acho que vai ser bacana. Mas tem troca de pneu né? E a pontuação, já tá definida mesmo? Cada hora leio uma coisa.

Finalmente, concordo agora com o Petry: o cara guiando o Porsche amarelo em Nurburgring, citado pelo Agresti na última coluna dele, é uma anta pois estava sem equipamento de segurança (macacão, casco etc.) e ele estava era fazendo umas curvas bem mal feitas. Aí dava motor e fazia o contraesterço mas tudo muito forçado. Atenção criançada! Não é assim que se faz...

Um abraço

Alexandre, São Paulo

Escreva pra Gente | Topo


Outra visão do Virgin - Clique para ampliar
Gepetos,

Será que o Rubinho não se emenda? Será que ela acha que alguém ainda acredita que sua carreira não foi o que ele imaginava porque o Alemão e a Ferrari o sabotaram? Será que quando ele levou pau do Butão no ano passado, o Alemão estava por trás insuflando o Ross a sabotar sua última possibilidade de título?

Ops, última chance de título não, pois ele já declarou que está mais perto do que nunca do tão aguardado título mundial. Deve ser porque na Williams o Sapateiro não pode sabotá-lo.

Nosso Brasileirinho é boa pessoa, mas é um chato de galochas, como dizia o meu falecido pai. Que cara ridículo!

Saulo Caram, Brasília

Escreva pra Gente | Topo


Prezado Diego,

Vamos por partes.

A Toleman utilizava pneus Pirelli e não Michelin. Sobre eles respondi ao Roberto Andrade.

Sobre o Stefan Bellof, o que chamei de telemetria se referia, é claro, aos tempos e sobre isso uma coluna, aqui no GPTo, deu enorme número de posts. Acho que foi do Panda ou do Ico. Nessa mesma época, um fórum também discutiu isso e mostravam que as voltas mais rápidas feitas pelo Bellof tinham uma diferença bem mais acentuadas que as do Ayrton e o placar de voltas mais rápidas entre os dois era parelho. Me lembro de ter lido, não sei se aqui ou no fórum, que as projeções mostravam uma vitória do Bellof e como a discussão era em alto nível, fiquei com a teoria de que o alemão seria o vencedor. O cara corria com um Tyrrell caquético, com motor Cosworth dos antigos, e, além disso, seu desempenho em pistas molhadas era tão bom ou até superior ao do Senna. Me lembro de uma corrida em que ele me lembrou o Villeneuve (Pai) num GP no Canadá, chegando com aquela porcaria de Tyrrell, todo sem carenagem em 5º ou 4º num GP debaixo de chuva. Mas isso é apenas minha opinião.

Com relação ao que fala o G. Murray, não é diferente do que sempre falaram todos que conviveram com Senna: envolvido, atento, memória perfeita e trabalhando em equipe, como falou o Murray: “Sim... Eu penso que... Ele era rápido, mas eu penso que o jeito de descrevê-lo muito melhor é dizendo que ele foi o piloto mais completo. Você pode ser rápido, e ainda assim não vencer muitas corridas. Porque você não é capaz de interpretar a engenharia, você tende a cometer erros, por exemplo... Ou você é rápido alguns dias e não tão rápido nos outros dias... Eu trabalhei com muitos pilotos que só são rápidos quando tudo está perfeito. E se algo não estiver como eles gostam, eles não conseguem render. E Ayrton nunca era assim. Ele era rápido sob praticamente quaisquer circunstâncias, porque ele pensava sobre tudo, ele se adaptava às circunstâncias, ou trabalhava com o time para melhorar o carro”.

Guardadas as devidas proporções, é mais ou menos o que disse o Lee Gaug e por um acaso eu também escrevi na resposta ao Roberto Andrade, quando o comparei ao J. Stewart, repare o Murray, quando diz “...porque ele pensava sobre tudo, ele se adaptava às circunstâncias...”.

Em nenhum texto que tenha lido sobre o Ayrton era dito que ele era um exímio acertador de carros, como é dito e provado frequentemente sobre o Piquet (desde a F3, onde ganhou, porque projetou uma alavanca para alterar a suspensão em seu Ralt) e o Prost. Além disso, o próprio Ayrton fala isso dele mesmo, o que não o faz menor, porque se não era bom nisso, tinha uma vontade de vencer enorme e era excepcionalmente rápido, como demonstrou em sua carreira.

Contudo, Diego, isso é apenas a minha opinião e não uma verdade para que todos a engulam.

Abração

Caíque, Rio de Janeiro

Escreva pra Gente | Topo


Diego,

sobre o que o Renato Paulo de BH escreveu quanto a possível vitoria de Bellof em Monaco 84, ele deve ter se baseado no texto do Ico postado aqui mesmo no Gepeto em 08/12/2004. Lá você verá a historia com o mapa de algumas voltas (28 a31). Certo mesmo é que o vencedor foi o Prost, se Bellof iria ganhar ou o Senna, é aquela historia: se minha mão tivesse barba...

Agora falando de 2010. Hoje é dia 02/02/2010 e acabou a sessão da manhã de treinos livres com a BMW em segundo (não sei a sessão da tarde ainda). Ontem andaram bem também, sei que treinos de pré temporada não querem dizer muito mas com tão poucos testes para este ano, ninguém deve ficar blefando (para mais ou para menos), sendo assim será que a BMW deu uma de Honda 2008/2009, abandonou o barco e este não afundou, muito pelo contrario...

Vamos aguardar o próximo capitulo, ou treino, ou Q3...

Abraço

Gilson, São Paulo

Escreva pra Gente | Topo


Button seguido por Alonso, ontem, em Valência - Clique para ampliar
Olá Amigos do GPTotal!

Caro Wladimir Duarte Sales, de Duque de Caxias

A respeito da sua dúvida sobre a cena do filme Dias de Trovão, apesar de ser um momento difícil naquele momento para o piloto Cole Trickle (Cruise), não deixa de ser engraçado, e com sequências de cenas bem descontraídas, por isso a escolha daquela canção para aquela parte do filme.

Lembrando que esta é a minha visão, e desde a primeira vez que assisti este filme no cinema no inicio da década de 90, sempre dou bastante risadas, pois a música combina muito bem com as cenas naquele momento do filme, e também lembro-me bem que, muitos que estavam naquela sala de cinema também deram boas risadas naquele ponto do filme. Mas cinema é assim mesmo, cada um tem a sua visão e sua opinião.

Espero ter lhe ajudado. Abraço a todos

Mauro Santana, Curitiba

Escreva pra Gente | Topo


Depois de 27 anos, a Renault volta a utilizar pelo menos duas das três cores da era turbo (amarelo e preto, só faltou o branco). A meu ver o carro está bem mais bonito. Vamos ver se com o Kubica ao volante a equipe manda o campeonato péssimo pro limbo e transforma aquele carro num vencedor de novo!

Abraços e força Kubica. Já era hora da Polônia transcender a tradição de esportes olímpicos compartilhada com outros países do antigo bloco socialista e formar um grande piloto

Wladimir Duarte Sales, Duque de Caxias

Escreva pra Gente | Topo


Schumacher, ontem, em Valência - Clique para ampliar
Acompanho a carreira de Barrichello desde uma corrida de F Ford em Vitória. Um verdadeiro dilúvio. Salvo engano, ele venceu com autoridade. Depois lembro dele vencendo em Interlagos na F3 Sudam, garantindo o título para Cristhian Fittipaldi por força do resultado _ ele não disputara o campeonato inteiro. Venceu F Opel e depois a F3 inglesa numa rara disputa tripla contra David Couthard e Gil de Ferran. Era um dominador.

Depois de uma passagem apenas razoável pela F 3000, Rubens voltaria à boa forma na F1. Estreou em 1993, terminando apenas seis corridas, décimo terceiro sendo a sua pior chegada e quinto a melhor. Dois pontos. Nada mal para um iniciante, não?

Em 94 ele chegaria ao final de oito corridas, sendo seis na zona de pontuação com direito a um pódio com o terceiro lugar em Aida (GP do Pacifico, Japão). Foi sexto na pontuação final.

Não vai ser hoje que eu vou revisar toda a carreira de Rubinho, a questão aqui é outra. Como foi que ele se perdeu? Se é que ele se perdeu. Uns dizem que ele devia ter aceitado um suposto convite da Williams em 94, outros que ele deveria ter peitado Schumacher na Ferrari. O contexto é tudo.

Lembro até de boatos a respeito de um convite da Williams a Piquet, ferido na batalha de Indianápolis em 92. Correr em 94 naquelas condições seria demais para Nelson, que declinou. O tricampeão pareceu saber que a F1 exigia mais do que ele poderia suportar fisicamente com um pé em frangalhos. Barrichello, se este convite realmente existiu, vacilou. Seria sua grande chance, mas a Jordan ainda parecia ter condições de crescer e poderia ser melhor estar lá ser responsável por isso. É fácil ser profeta do passado, não?

A chance perdida foi seguida, algum tempo depois, por outra aposta, a Stewart. Apesar de um punhado de pódios, incluindo uma segunda colocação em Mônaco e a liderança heroica de um GP do Brasil até que seu motor abrisse o bico, Rubinho revelou seu lado Chris Amon, ao ver seu companheiro, Johnny Herbert, vencer a única prova da história do time escocês. Aposta ruim, não?

Poucos teriam conseguido sobreviver na F1 para ter a segunda chance que ele teve na Ferrari. Apesar do que a mídia brasileira propagou na época, era visivelmente uma vaga de segundo piloto. Mas era uma grande chance e ele – pasmem - aproveitou bem. Ter eventualmente batido o melhor piloto de sua geração foi um grande feito. Irvine, que era um piloto razoavelmente bom, nunca conseguiu da mesma maneira que nosso “brasileirinho”.

Seus dois vices provam que ele poderia ter sido campeão se o alemão não estivesse lá, não? Bem, provam para mim. Ele acabou valorizando os títulos que Schumacher conseguiu quando ele não terminou em segundo. Afinal, considerando-se o bom piloto que Barrichello sem duvida é, o alemão teria tirado mais do carro do que seria possível para a maioria, não?

Clamando por mais, Rubens mudou-se para a Honda (que merece um blog a parte) e, depois de penar nas carroças nipônicas mais recentes (perderam, eventualmente, até para a Super Aguri usando os Honda do ano anterior), teve de “mendigar” um lugar na Brown GP que a sucedeu. Depois de um inicio ruim, nosso herói renasceu e lutou mais uma vez pelo titulo.

Batido novamente, mudou-se “finalmente” para o time de Grove. Não vou arriscar nenhum palpite, mas Rubens Barrichello parece interminável. Continuando assim, ele, se não for campeão, merece pelo menos um lugar na Academia Brasileira de Letras, casa dos “imortais”...





Muitos tentaram voltar para a F1 depois de um período sabático. Para ficar só nos campeões dos quais eu me lembro, vou falar de Jones, Lauda, Prost, e Villeneuve. Pilotos que já eram campeões mundiais quando saíram da primeira vez.

De longe o caso mais espetacular é o de Lauda. Campeão em 75, ele quase morreu em 76, num acidente pavoroso em Nurburgring (dizem que chegou a receber a extrema unção), ano em que seria campeão se não abdicasse de correr no dilúvio de Fugi, no Japão. Aquele título caiu nos colos de James Hunt e sustentou os brios ingleses até que Mansell finalmente conseguiu não perder um campeonato em 92.

Lauda ainda conquistaria o titulo de 77 antes de abandonar a F1 em 79. Voltaria em 82, a convite da McLaren, para desenvolver os MP4 que, finalmente associados ao motor Tag Porsche, lhe dariam o tri em 84. Lembro vagamente desta fase, o carro era bom e ele venceu Prost, para muitos experts o melhor piloto da geração seguinte. Perderia o titulo para o francês no ano seguinte, com tanta dignidade que poucos tem a audácia de lhe apontar o dedo e lembrar de Fugi - ainda que alguns insistam em falar de Mônaco 84.

Alan Jones, australiano campeão pela Williams em 1980, deixou a categoria em 81, depois de perder o titulo para Nelson Piquet (Hungaroring 1986 resume a minha opinião a respeito desse cara). Faria uma corrida pela Arrows em 83, mas voltaria pra valer em 86 pela Lola Haas Beatrice. Passou vergonha com os folclóricos motores Hart e eu só lembro dele de meu anuário 86/87. Recentemente viveu o vexame de não caber nos carros da GP Masters.

Button - Clique para ampliar
Prost, um gênio sem a menor duvida. Já era tri quando ficou parado depois de uma temporada conturbada na Ferrari. Ele disse o que achava do carro e os italianos furiosos o demitiram (ele estava certo). Passou 1992 regando as suas plantas e se olhando no espelho, especulando a respeito de uma possível plástica nasal, quando foi chamado de volta em 93 para ser campeão pela Williams. Se até Mansell sagrou-se com aquele carro “de outro planeta”, imaginem o que o “Professor” fez. Não preciso falar mais nada né?

O filho de Gilles, campeão de 1997 depois de sobreviver ao que Damon Hill sucumbiu em 94. Bateu Schumacher depois de ele ter tentado bater nele. Purgou alguns anos na BAR Honda até abandonar a categoria em 2003. Não foi por vontade própria, é verdade, mas parou. Correu três provas apagadas no final de 2004 pela Renault. Em 2005 ele foi batido clamorosamente por Felipe Massa na Sauber, recebendo uma nova chance que durou 12 GPs pela BMW em 2006, quando acabou substituído pelo polonês Robert Kubika. Ainda fala em voltar (e eu quero ver), mas duvido muito que consiga.

Se eu tiver que apostar, em homenagem a Schumacher, considerando o tempo que cada um dos citados acima ficou parado, calculando numa fórmula matemática que só eu conheço, que leva em conta a obra anterior de cada um, eu diria que temos um “Lauda” no forno. Vai pastar um ano ou dois antes de ser campeão novamente. Aguardem...

Pablo Habibe, São Luis

pabloformula1.blogspot.com


Opiniões e Dúvidas dos Leitores 02.02.10
Escreva pra gente



Massa, o mais rápido ontem, em Valência - Clique para ampliar
Como é e como deveria ser

O conjunto da obra do Roberto Agresti, como de hábito, foi muito bem escrito. Eu até diria que o texto é extremamente agradável e retrata uma realidade. Entretanto, Agresti, tenho que fazer reparos numa observação que fazes no teu texto sobre o filminho do Stefan Roser que, muito bem observaste, não estava usando nenhum aparato de segurança, o que para um piloto é muito criticável.

Agora mesmo com já vinte anos fora das pistas, sem pilotar, o filminho não me enganou e se mostrarem o filminho para o Paulão, pro Ingo, Toninho da Matta, Atilla Sippos ou outros anciões com quem tive a satisfação de disputar curvas e retas, vão achar graça, e tenho a certeza que vão afirmar que o carro estava com os pneus descalibrados, com pressão baixa, para fazer os pneus cantarem.

Outra coisa: o cara parece efetivamente dirigir muito bem mas conhecendo o traçado do lendário Nurburgring em sua versão longa, de cerca 22 km de extensão, também chamado de Nordschleife, inadmissível errar a tomada de praticamente todas as curvas, pra então ter o que corrigir, e tendo um canhão como parece que o Porsche dele tinha pra empurrar, a plástica da correção se torna mais espetacular. Ademais, a velocidade que ele estava imprimindo era bem abaixo do que o conjunto carro-piloto X traçado permitia. Ou seja: o cara está andando lento e jogando apenas para a câmera que o filmava.

Me desculpe Agresti.

Carlos Alberto Petry, Taquara

Escreva pra Gente | Topo


Agresti

acho que a Fórmula 1 de hoje exige tanto quanto a de antigamente, na minha humilde opinião. Exige de forma diferente, mas exige. Lógico que acho divertido um piloto dando um show de controle com o carro andando de lado. Aquelas pilotagens insanas do Villeneuve, Peterson e outros. Mas você tirar o máximo de um carro requer um talento especial. Será que achar o limite do carro hoje é mais facil do que antigamente?

Como você mesmo escreveu, quando o F1 atual fica de lado, a vaca já tá mergulhada na lama. Será que para o piloto chegar o mais próximo possível dessa tênue linha que separa o brejo da pilotagem perfeita é fácil? Com relação ao rally, os carros de hoje também tem uma enorme eletrônica embarcada, com ABS, controles de tração etc. Será que hoje é mais fácil disputar um rally do que anos atrás? Na MotoGP e na SB já se discute isso também, pois as motos têm uma parafernália eletrônica tão complexa quanto a F1. O que acho é que estas categorias exigem o máximo de um piloto. Uma exigência diferente do que era no passado, mas exige prá caramba.

Fazendo uma comparação (talvez esdrúxula, mas como tem a ver com a evolução tecnológica, acho que é pertinente) com a minha profissão, analista de sistemas. Trabalho com isso há 24 anos. Sou da época do disquete de 5 1/4, no qual cabiam reles 360 kbytes e dos discos rígidos de 20 megabytes. Tínhamos que "andar de lado" para fazer caber as informações nestes meios de armazenamento. Tínhamos que derrapar nas quatro para produzir softwares que fossem rápidos nas carroças da época. Hoje qualquer celular tem alguns giga de memória e qualquer micrinho tem 500 gygas de disco.

Ficou mais fácil para mim ? Não, apenas mudou o nível de exigência. O limite continua existindo, cabe a nós sabermos chegar lá.

Rogerio Tófoli Kezerle, São Paulo

Escreva pra Gente | Topo


de la Rosa e o BMW Sauber - Clique para ampliar
Olá Amigos do GPTotal!!!

Fantástica a coluna Como é e como deveria ser, fotos e vídeos fantásticos!

Concordo contigo Agresti, e vou ainda mais longe, pois na minha opinião, os pilotos de F1 dos anos 2000 tem uma baita mordomia dentro do cockpit, e infelizmente a tecnologia é um caminho sem volta, pois sempre haverá o fator "segurança" ligado a tecnologia dos F1.





Já deixei bem claro em vários momentos aqui no Gepeto, que sempre achei que os carros da F1 deveriam ser mais largos e não tão compridos, porém, por motivos de segurança, já faz algum tempo que os F1 são cada vez mais longos em seus comprimentos.

Agora com a Ferrari lançando o modelo F10 para a temporada de 2010, e com a distância entre os eixos maior e um bico ainda mais longo, na minha modesta opinião, o que já era feio, ficou ainda mais feio, sem mencionar as grandes asas dianteiras, que deixam os carros parecendo colheitadeiras de corridas.

Do jeito que as coisas estão caminhando, com os F1 cada vez mais longos em seus comprimentos, vai chegar um dia em que terão de manobrar para contornar a charmosa curva Lowes do GP de Mônaco! Rsrsrs!!!!

Abraço a todos

Mauro Santana, Curitiba

Escreva pra Gente | Topo


Gostaria de dar os parabéns à coluna de Marcel Pilatti que conta grandes feitos da carreira do lendário Schumacher.

Como leitora frequente do GPTotal e torcedora de carteirinha do alemão fiquei muito feliz. Continuem assim.

Karen, Belo Horizonte

Escreva pra Gente | Topo


Schumi e o novo Mercedes - Clique para ampliar
Olá!

Sou fã do GPTotal e gostaria de parabenizar a série de Marcel Pilatti que retrata as maravilhas de Michael Schumacher.

Como torcedor e fã de F-1 me sinto orgulhoso.

Abraço a todos!

Djalma Camargo Neto, Jaguariaíva

Escreva pra Gente | Topo


Fantástica a última coluna do Indy Jones, escrita pelo Carlos Chiesa, nos dando mais motivos para se temer a Mercedes.

São joias como essa que fazem sempre valer a pena dar uma olhada aqui no site. Pena que a F1 seja cada vez mais restritiva e transforme tudo numa maratona de refinamento aerodinâmico.

Érico, Brasília

Escreva pra Gente | Topo


Buemi e o Toro Rosso - Clique para ampliar
Caro Roberto Andrade,

Como escrevi no meu post passado, quando respondi ao Diego e ao Wladimir, estava fazendo o post me lembrando dos tópicos de memória, mas não lhe deixarei sem minha opinião, embora como já deixei no outro post, é somente minha opinião, minha verdade e não de todos:

L.Gaug: Conhecido engenheiro da Good Year, presente nos GPs porque naquela época sempre existiam outros fornecedores de pneus, em 91 a Pirelli. O que ele fala no texto reproduzido pelo Diego, não diz que o Senna era um baita acertador de carros, mas sim que era excepcional, fenomenal, como ele disse, mas se referindo a capacidade do Ayrton em memorizar e não esquecer tudo que se falava antes, pelo contrário, se lembrava de tudo que era combinado, exatamente o que o Osamu Goto falava e eu concordo, mas era principalmente sobre leitura de telemetria. O Ayrton se parecia muito com o J. Stewart, reconhecidamente veloz, mas um acertador ruim e que tinha como grande característica e virtuose, o fato de se adaptar ao carro se não conseguisse fazê-lo ficar de seu jeito.

Aproveito esta resposta para falar porque o Ayrton, assim como o Warwick, o Piquet etc. andavam bem com pneus já utilizados: os pneus Pirelli tinham uma sobrevida quase igual ao novos porque podiam ser lixados depois de cada corrida e ficavam quase tão velozes como os novos. O Moreno era especialista em andar com estes pneus porque a Coloni não tinha grana e ele dobrava a vida dos pneus, economizando para a equipe que era dura pra caramba em termos de grana.

O ano de 91: o Ayrton teve e ajudou a sorte, como deve fazer todo campeão. O Mansell teve alguns azares que lhe tiraram a chance de ser campeão um ano antes de sua vitória no campeonato. Podemos nos lembrar, por exemplo, do GP do Canadá onde estava com a corrida ganha e a gasolina acabou no meio da última volta (e o Piquet venceu), da desclassificação em Portugal, onde venceria com facilidade e como escreveu outro bloguista, da Hungria, onde uma porca mal apertada lhe tirou a vitória. Só aí seriam 21 pontos a mais e menos 5 para o Ayrton. Faça as contas.

O Williams de 91: embora amigo pessoal do Flavio Gomes, não concordo com o que você disse. O Williams com suspensão ativa deve muito ao Nelson Piquet, que começou seu desenvolvimento em 87, mas o Patrick Head não deixou o brasileiro andar com o carro porque ele estava colocando mais de um segundo no Mansell. O Williams de 91 já era o melhor carro desde o início do ano, estava mais do que testado e o Ayrton andou provas na frente e disputando com o Mansell porque era muito bom, muito melhor que o inglês (que não figura pra mim nem entre os 25 melhores da história) e porque a usina Honda era muito mais potente que o Renault.

É isso Roberto...minha opinião.

Um abraço,

Caíque, Rio

Escreva pra Gente | Topo


Rubinho, estreando o novo Williams - Clique para ampliar
Oi, Caíque

Pretendo que seja o último post-discussão (não porque eu me acha no direito de encerrá-la, mas para que o site flua mais). Três coisas:

sobre a Toleman, você não falou sobre o fato de Senna 1) correr com pneus do ano anterior, dito pela fábrica da Michelin e seus técnicos, que se impressionavam com Ayrton, nem 2) do fato de ele ter impingido um desenvolvimento muito grande no carro, o que se comprova facilmente pela evolução de suas posições de largada (começou em 16, 17, 13... e lá na frente largava em 3.

Do Mansell, ele venceu corridas importantes e difíceis com a Ferrari, principalmente na Hungria/1989.

E já que você falou em Gordon Murray, e o que acha do depoimento dele? Chegou a ler, aqui mesmo no site, a entrevista do Márcio Madeira? Clique para ver a entrevista





Renato Paulo, de Beagá, escreveu:

"informo que [o vencedor] seria o alemão Stefan Bellof, com um Tyrrell. Todas as telemetrias e tempos de volta já demonstraram isso"

Aonde já demonstraram isso, cara, aonde? As telemetrias dessa corrida não existem, foram todas deletadas, quero que você me mostre qualquer uma delas. Se possível, me mostre os tempos de volta comparados...

a) a melhor volta da prova foi de... Ayrton Senna, com 1min54s334, na volta de número 24; a segunda melhor, de Stefan Bellof, foi de 1min54s978, no giro 29; portanto, 0s644 mais lento que Senna.

b) A distância entre os dois, no momento em que a prova seria interrompida, era de 13s695;

c) Os tempos são difíceis de encontrar porque a Tyrrell foi desclassificada do campeonato inteiro, lembra?

Abs,

Diego

Escreva pra Gente | Topo


Olá, Edu!

Concordo com o Alexandre de São Paulo. Aqui é um espaço sério!

Um abraço

Charles Dantas, Manaus

Escreva pra Gente | Topo


Paffett - Clique para ampliar
Primeiramente, um feliz ano a todos os GPetos

Gente, tenho certeza que o pessoal vai ver como ironia mas eu juro que não é: porque o GPTotal não aceita o Firmo Neto como colunista? É sério! Ele dá o tom de polêmica que qualquer site/jornal/TV/rádio deve ter! Afinal, o que seria da Veja sem o Mainardi? A Jovem Pan sem o José Nêumane e por aí vai? Não concordo com nenhum desses dois mas a opinião e o ponto de vista deles é fundamental para , exatamente, fazer o contraponto. Se não for possível, quero insistir com o Firmo que siga mandando seus textos. É difícil eu concordar com ele mas, como disse, é fundamental.

Schumi vai fazer bonito mas não será campeão. Das estreantes, a melhor será a Lotus. Quem vai ser campeão? Meus favoritos: Hamilton, Massa, Alonso.

Abraços!

José Benedito Vizioli Libório, Piracicaba

Escreva pra Gente | Topo


Olá, bom dia a todos. Gostaria de saber o que é essa boia de caixa d´água na frente do F10??

Vide esse link: www.vintagef1.blogspot.com. NÃO é propaganda de blog. Vide imagem do cabeçalho da página. A tal da peça localiza-se entre as hastes que sustentam o aerofólio dinatiero.

Ernesto Longhi, Carazinho






Oi Ernesto

Me parece ser um canalizador de fluxo de ar sob o chassi. Outros carros também têm peça parecida.

Abraços (EC)

Escreva pra Gente | Topo


Nico Rosberg - Clique para ampliar
Gepetos

Apenas para finalizar Cristiano, Christian e Marcelo... concordo com vocês. Assunto já esgotado e discutido, bola pra frente e vamos discutir novas coisas... rs

E aí pessoal: o que acharam da McLaren? Essa bigorna nova tá me parecendo aquela de duplo aerofólio traseiro que eles inventaram nos anos 90. Deu o que falar mas na pista não correspondeu. Espero não se repita. Seria bom termos três equipes niveladas e com disputas internas acirradas.

Lanço uma enquete. Alonso janta o Massa? Ou o Massa pega a mão de novo e faz como fez com o Cachaça Finlandês? Hamilton janta o Button? (Ficou com medinho do Cachaça na McLaren de novo. Vamos ver rs). E a Red Bull? Vem forte de novo? Os demais, creio que serão enchedores de linguiça. Equipes fracas, sem dinheiro, estreantes, vamos ver.

Atenção ao novo JAPA. Vamos ver se ele tem talento ou será um Montoya da vida, que ficou na F1 à título de uma passagem em cima do Schummy em Interlagos...

Abraço a todos

Kleber Ribeiro, São Paulo

Escreva pra Gente | Topo


Alexandre

todas as listas para melhor piloto conterão algum erro, pois vários pontos de vista podem ser adotados em cada escolha. Levando em conta o arrojo, garra, força de vontade, talento e amor à profissão, Senna ainda é insuperável. Ele é o mais espetacular piloto que eu vi em ação. No entanto, os números de hoje em dia dizem que Schumacher é o melhor.

Indo mais além: se incluirmos o fator perigo em nossas considerações, a lista fica ainda maior: Fangio, Clark, Moss, Brabham, Fittipaldi, McLaren, Peterson - todos estes corriam quando a F1 ainda fazia muitas viúvas...

Então, qualquer lista vai gerar controvérsias.

Abraço e feliz 2010 para todos

Cristiano, Salvador

Escreva pra Gente | Topo


Acordei coma noticia do lançamento da Ferrari de 2010. Sites e blogs especializados têm se preocupado em "denunciar" a enorme semelhança com os Red Bull do ano passado. Natural, se existe maneira melhor de enxergar os processos teorizados por Darwin do que através da evolução ano a ano dos carros de F1 eu desconheço.

O que mais me salta aos olhos é o aumento do comprimento do carro em relação ao do ano passado, mais precisamente, o crescimento da distancia entre eixos. São mudanças esperadas, afinal, acabam sendo impostas pela necessidade de se acomodar o tanque de combustível maior das corridas sem reabastecimento.

Que eu saiba, quanto maior é a distancia entre os eixos mais o carro se torna eficiente em pistas com curvas de raio longo, ou de alta velocidade, coisa cada vez mais rara na "Fórmula Tilke" (Hermann Tilke, o projetista que assina a maioria das novas pistas e reformas nas antigas). Será que alguém conseguiu não aumentar tanto o tamanho do carro? Pode acabar fazendo a diferença...





Como diria uma personagem de um conhecido meu, a dialética é um negócio teórico. Acaba sendo como a lei da selva na realidade. A sobrevivência do mais forte.

Suponho que a Fórmula 1 e a Indy fossem, até a década de 80, como Europa e América antes dos descobrimentos. Existiam lado a lado, ignorando-se mutuamente. Dois universos distintos que logo seriam obrigados a ver quem “tinha mais garrafas pra vender”. Podemos dizer que, nos dois casos, o velho mundo jantou o novo, mas não ficou imune à vingança de Montezuma. Tribos e impérios indígenas caíram um a um diante do inexorável avanço europeu. Os conquistadores foram vitoriosos mas adquiriram várias características dos derrotados, alem de vícios como o tabaco e tomar banho...

De fato, a América só se tornou independente dos europeus quando já estava suficientemente parecida com eles, a ponto de serem aceitos no clube da civilização cristã ocidental. Os modos de vida indígenas praticamente desapareceram para dar lugar a uma “Grande Europa”, que se derramava pelos dois lados do Atlântico ainda que, agora, dormisse de rede fumasse um tanto.

As 500 milhas de Indianápolis fizeram parte do calendário do mundial nos anos 50, e depois, ocorreram algumas aventuras como as de Graham Hill e Colin Chapman nos anos 60. Houve alguma troca de tecnologia em beneficio dos americanos (o motor central, por exemplo), mas era como as primeiras viagens de Colombo _ mais reconhecimento que colonização.

A partir dos anos 80, com a migração da Porsche com Teo Fabi e as conquistas de Emerson Fittipaldi, o automobilismo dos EUA foi sacudido em seus alicerces e obrigado a se abrir. O universo local, voltado majoritariamente para os circuitos ovais e povoado por pilotos, pelo menos, 30 anos defasados no quesito profissionalismo em relação aos da escola européia, mal pode se defender. Se um veterano desacreditado como o “Rato” podia tanto por lá, era sinal de que as portas para a invasão estavam abertas.

Mansell, foi como campeão mundial “exilado”, massacrou a oposição e abriu as portas para pilotos como Zanardi e Montoya, que ou haviam sido expelidos pela F1 ou não tido ainda chance de entrar na categoria depois de penar em divisões de base européias. A presença destes pilotos, e de marcas como a Mercedes, atraíram as atenções do mundo e comparações começaram surgir, com suas inevitáveis conseqüências.

A F1 mastigou e cuspiu fora a maioria dos poucos norte-americanos e “americanizados” que tentaram a sorte por lá. Michael Andretti não teve tempo para se adaptar, Zanardi provou que não era mesmo bom o bastante e Jacques Villeneuve só foi campeão por ter uma história familiar que o preparou para o pior . Exceções acabam justificando a regra, não?

Os impactos econômicos da recente visibilidade da Indy foram sentidos. Os ianques tentaram se adaptar, passaram a correr em mais circuitos mistos, mas tinham de lutar contra as suas próprias tradições na tentativa de desafiar a F1. A resistência interna não tardou e veio na forma de proibições a novas tecnologias do mundial, como o cambio semi-automático e os freios de carbono. A tensão foi tão grande que a categoria rachou e se dividiu entre os isolacionistas da IRL e os internacionalistas da Champ Car. Os ultimos desapareceram e os tradicionalistas de Tony George não conseguiram se manter fiéis a seus princípios, voltando-se novamente para o resto do mundo.

A F1 venceu, mas guarda cicatrizes na forma de “safety cars” e bandeiras amarelas, alem do reabastecimento do qual recentemente se livrou. Pode ser que o verdadeiro vencedor seja a NASCAR, já que o mundial ainda não conseguiu assimilar o mercado dos EUA, apenas destruiu o que de mais parecido com ele havia por lá. Ainda assim acredito que a conquista da America é apenas uma questão de tempo e sintomas como Will Power e a USF1 continuam aparecendo.

Destruir a Indy foi como destruir os Incas e os Astecas, aniquilar a NASCAR é o verdadeiro desafio da assimilação cultural, que deve ser vencido no devido tempo.... Será?

Pablo Habibe, São Luis

pabloformula1.blogspot.com

Escreva pra Gente | Topo


Kubica com o novo Renault - Clique para ampliar
Na minha última carta, onde se lê Carlos Letry, leia-se Carlos Petry.

Peço desculpas aos outros leitores pelo deslize.

Wladimir Duarte Sales, Duque de Caxias

    Sobre tamanhos e ultrapassagens |  Arquivo de Opinioes  |  Envie a coluna  |  Voltar
anuncie | quem somos Apoio: Interactive Fan  |  Red Cube Tecnologia e Comunicação