Olá, gepetos.
Comentar o GP do Japão depois de tanto tempo é uma desculpa para prognósticos sobre o GP do Brasil e sobre a temporada de 2007.
1. Sobre o GP do Brasil, em inúmeras oportunidades, o piloto considerado em melhores condições não terminou a corrida. Na verdade, torço para Alonso; todavia, acho que existem duas possibilidades bem reais de Schumacher levar o título: a primeira: as curvas de Interlagos são bastante traiçoeiras, inclusive quando se trata de apenas ultrapassar retardatários - mesmo em ritmo cauteloso (uma saída de pista, uma quebra de bico ou algo semelhante pode afastar Alonso da zona de pontuação); a segunda: a chuva, mesmo fraca ou de curta duração, pode mudar toda a situação da prova e afastar Alonso da zona de pontuação. Isso sem citar a quebra de motor - tanto comentada -, que mesmo num dos treinos, tiraria dez posições do espanhol no grid.
Em nenhum esporte - e a F1 já deu tantos exemplos - se pode comemorar vitória antes do tempo. Só lembrar do azar do Prost no início da prova que lhe deu o título em 1986. Na mesma hora, Galvão e Reginaldo Leme decretaram que o francês estava fora da disputa. Não bastou pouco mais de uma hora para ambos terem que pagar pela sua precipitação. Alonso chega, com merecida vantagem, como favorito - tal qual ano passado; mas só poderá comemorar o título - se o obter - ao final da prova.
Uma pergunta aos especialistas: Schumacher vem para o GP Brasil com motor novo. E Alonso? Terá motor novo ou correrá com o mesmo motor do Japão?
2. Sobre 2007, creio que teremos o campeonato mais imprevisível dos últimos anos. Há questões abertas em todas as equipes:
Renault - Terá um carro tão superior que seja capaz de dar um título a um piloto meramente mediano - como Fisichella - tal qual a Williams com Damon Hill? Como Heikki Kovalainen agirá como titular - um fiasco ou uma surpresa?
McLaren - Terá algo a oferecer para Alonso?
Ferrari - Para mim, terá vantagem quem se impor primeiro - nos testes de inverno e nas três primeiras corridas. Se Massa pretende alguma coisa na F1, a hora de mostrar é agora. Esse foi um ano de evolução para Felipe e de desânimo para Kimi. Como eles estarão no início do ano que vem?
BMW - Manterá a evolução das últimas provas? Ou ainda é cedo para Kubica?
Williams - Cairá até aonde?
BAR - Uma dúvida e uma certeza. A dúvida: conseguirá um carro rápido e constante ao mesmo tempo? A certeza: Button dará um banho em Barrichello, de novo, que culpará a rebinboca da parafuseta pelo seu fraco desempenho.
Depois de tantas perguntas, só mais uma: Todo mundo detesta o Galvão Bueno, mas pôr quem no lugar dele? Luciano do Valle? Téo José?
Anderson Rubin - Brasília
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Concordo em quase tudo com o Ico.
De fato, o campeonato desse ano ficaria melhor nas mãos de Alonso. Schumacher mostrou ao longo do ano a velocidade e a consistência que sempre o consagraram nas pistas. Continua no topo, e poderia continuar anos mais.
Por um lado, lamento não poder ver uma disputa entre ele e Kimi Raikkonen, embora saiba que ela não se daria em igualdade de condições. Não, não na Ferrari.
Ok, Michael errou na Austrália, mas tudo bem. Isso acontece, e se saídas de pista não foram assim tão raras em sua carreira, isso se deve, sobretudo, à proximidade do alemão em relação ao limite na maior parte do tempo.
Na Turquia, aconteceu o mesmo. Errou, perdeu a prova em detalhes bestas. Mas ele tem crédito. É verdade que Alonso errou apenas no GP da China, dando uma ou outra escapada rápida e sem maiores conseqüências, mas tudo bem.
Na Hungria, não. Lá, Schumacher transpareceu uma arrogância que foi devidamente punida. Ele não tinha a menor condição de segurar quem vinha atrás, e, se tivesse o ego menos inflado, teria saído de lá com as mãos na taça. Mostrou um perturbador descontrole sobre a situação, e comportou-se como um principiante sem visão de campeonato. Alonso, com seus 24 anos de idade, administrou muito melhor sua temporada ano passado.
Mas o pior mesmo foi Mônaco. Juro que lamentei a besteira que ele fez. Lamentei pela biografia dele, e por ver que ele não aprendeu. Meu Deus, o homem é o papa, está mais que consagrado. Tem uma pilotagem fantástica, é o ídolo de infância da maioria dos pilotos que hoje correm contra ele. Não precisava ter feito aquilo.
Será justo se perder o título. Um heptacampeão não pode se comportar dessa maneira.
Alonso foi tão brilhante quanto, errou menos e - ironia - foi muito mais maduro. Sem contar que poderia ter vencido na China não fosse pelo trágico segundo pit.
Não concordo com Ico quando diz que Schumacher foi o mais completo de todos os tempos. Fico com Fangio. Nada científico, apenas opinião.
O que em nada diminui a falta que um mestre como Schumacher fará a todos que curtem ver um carro sendo pilotado como deve ser.
Abraços,
Márcio
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Edu,
Colando trecho de sua opinião escrita em sua coluna em 08.10.06: "Será que Alonso, alguns meses mais jovem que Massa, já é maldoso e 'político' a ponto de jogar cartas que gente como Alain Prost só jogou quando era muito mais velho?".
Não se esqueça que outro jovem, talentoso, rápido e arrogante também fez isso muitas vezes. Seu nome: Ayrton Senna da Silva. Com o mesmo Allan Prost e anteriormente na Lotus, não esqueça, por favor, ok?
Os melhores são assim mesmo. Podem ter alguns certos falsos pudores para conseguirem o melhor pacote, melhor equipe e mais remuneração. Mais de uma coisa o senhor pode ter certeza: "eles" não são santos. Nem Alonso, nem Prost, nem Schumacher, nem Piquet e muito menos o falecido Senna. Em muitas oportunidades, passaram por cima de muitas condições de regras de moral e ética (se é que isso existe em automobilismo), para conseguirem se perpetuar na F-1.
Veja: o que ocorreu com os "bonzinhos" Barrichello, Berger, Alesi, Warwick, Coulthard (entre outros tantos talentosos)? Marcaram seu nome como na F-1?
Massa será o próximo da lista de "bonzinhos" que será engolido, não tenha dúvidas.
Grato pela oportunidade,
Alexandre Santos, Sorocaba/SP
Meus prezados, buenas.
Sair sábado à noite:
1 - assistir com a namorada "O Diabo veste Prada" - R$30,00
2 - sair do cinema e, em companhia de outro casal, passar duas horas e tanto com bebidinhas e comidinhas no ótimo Bar Maddá, na Vila Madalena - R$ 40,00 (por pessoa)
3 - esperar + de 30 minutos para o manobrista te trazer o carro e pagar o safado - R$ 10,00
4 - chegar em casa com a corrida já no meio e assistir, logo em seguida o sujeito abandonar e não pontuar - NÃO TEM PREÇO !
A frase ecoou pela madrugada, como a comemoração de um gol:
ELE FUMOU, ELE FUMOU !!!
Maravilha. Deus está presente. Acho que ele está me ouvindo. Só falta uma!
abraços
Manuel Carvalho - Santos SP
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Acordei as 01:50h para assistir a mais uma corrida de F1, e ao ligar a televisão as primeiras palavras que ouvi foi o Galvão Bueno explicando novamente o nome do polonês Kubica, alguém precisa fazer alguma coisa, pedir para o Kubica mudar de categoria ou impedir o Galvão de participar das transmissões de F1.
Mas falando em F1 e fazendo um paralelo entre o GP da China e do Japão quero comentar o seguinte:
No GP da China, Alonso na pole com o seu companheiro de equipe ao seu lado, tendo o alemão na sexta colocação, pista molhada e uma sensação de que a hora da virada tinha chegado, afinal, os pneus Michelin andam melhor com pista molhada e, depois do erro na troca dos pneus de Alonso, a corrida terminou com a vitória do alemão.
No GP do Japão, Massa na pole com Schumacher ao seu lado, tendo o Alonso na quinta posição, pista seca e tendo as Ferrari dominando todo o final de semana, a sensação era de que seria difícil para Alonso conseguir a tão esperada virada, afinal, desde o GP do Estados Unidos que Schumacher se dava melhor que Alonso e, após a quebra do motor do alemão, a corrida terminou com a vitória de Alonso.
O que parecia impossível aconteceu: Alonso está a um ponto de ser bicampeão. É claro que precisamos esperar o GP do Brasil terminar para podermos afirmar que Alonso tornou-se campeão pela segunda vez, e, até lá, ficar desviando das macumbas que os torcedores do alemão estão espalhando por ai.
Alonso não ganhou o GP do Japão somente pelo fato do motor do Schumacher ter quebrado. Ganhou porque não desistiu, porque fez uma corrida espetacular, porque lutou o tempo todo e estava na posição certa quando o motor do Schumacher quebrou, posição que o Massa desejava estar e não conseguiu - e mostrou toda a sua insatisfação com o segundo lugar com sua postura sem brilho no pódio.
A vitória de Alonso no GP do Japão teve para mim um sabor especial, e não foi somente pela bela largada do Alonso ultrapassando o Trulli, pela forma arrojada que perseguiu o Ralf até ultrapassá-lo, não somente pelo fato de ter voltado à frente do Massa após o primeiro pit stop e pelo ritmo forte que perseguia o Schumacher até o motor da Ferrari do alemão estourar.
Foi especial, pois teve um gosto de justiça. A impressão que tenho é que todos torcem para que Schumacher seja campeão. Não quero dizer que não possam fazer isso, mas a Fia tem que ser imparcial e não foi, ao proibir um amortecedor que era usado pela Renault desde o ano passado e que não tinha o mesmo rendimento na Ferrari, não foi imparcial quando puniu Alonso em Monza para que ele não tivesse uma posição melhor no grid e atrapalhasse a festa que estava preparada para o alemão.
Foi especial, pois após o Schumacher ter assumido a ponta no GP da China até o encerramento das transmissões o Galvão repetiu diversas vezes que o alemão só precisa ganhar no Japão e Alonso quebrar para que o alemão fosse o campeão, no decorrer do GP do Japão Galvão repetia diversas vezes que se Alonso quebrasse o alemão se tornava o campeão.
Entre a semana do GP da China e do Japão, os comentários no radio e na internet noticiavam que Schumacher seria campeão se ganhasse e Alonso quebrasse, como se o contrario não fosse possível, em nenhum momento apresentavam as possibilidades que Alonso necessitava para reverter à situação mostrando imparcialidade com a profissão que exercem e respeito com os torcedores do Alonso que são poucos hoje mais serão muitos no próximo ano.
O Inevitável ocorreu, o motor que estourou foi o do Schumacher e a tristeza do Galvão na transmissão era evidente, animando-se alguns minutos depois já dando suas previsões para o GP do Brasil; "Para Schumacher ser campeão, precisa ganhar no Brasil e Alonso não marcar pontos".
Alguns torcedores do Schumacher expressam suas esperanças na conquista do título pelo alemão afirmando que o motor do Alonso pode quebrar novamente no GP do Brasil. Esquecem-se que, apesar de Schumacher não desistir nunca, ele precisa ganhar o GP do Brasil. Do contrário, o Alonso nem precisa ligar seu carro para o motor de seu carro estourar e fazer com isso que Schumacher seja o campeão do mundo.
Diante de tantas variáveis espero que no GP do Brasil vença o melhor, que o vencedor seja um piloto que traga muita alegria para a torcida brasileira, desejo boa sorte para o Massa e para o Barrichello, pois tudo e possível.
Douglas Leal
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Caros amigos do GPTotal,
Apesar de ler diariamente o site, é a primeira vez que escrevo, e concordo com aqueles que acham que o campeonato, apesar de francamente favorável a Alonso, ainda não acabou.
Várias opiniões dizem que, se o motor do Ferrari de Schumacher estourou, o mesmo pode acontecer com Alonso. Acrescento que este não é o único problema que pode afetar o espanhol: um pneu pode estourar, pode se envolver em um acidente, pode ter problemas de rendimento que façam com que, apesar de chegar ao final, não consiga pontuar, pode ter um problema hidráulico, etc., etc.
Nunca fui fã e jamais torci para Schumacher, mas, sendo um amante da Fórmula 1 desde quando tinha 11 anos de idade (1983, para ser mais exato), temos de reconhecer que são raros os pilotos que têm a gana de vencer que o alemão demonstra, o que é digno de aplausos.
Portanto, mesmo que tudo indique que Alonso será o campeão, não se pode subestimar o excepcional piloto que Schumacher demonstrou ser ao longo de toda a sua carreira.
Um abraço
Josilmar de Souza Oliveira
Olá, amigos do GP Total.
Não acho correto dizer que Fernando Alonso já é bicampeão mundial. No entanto, só mesmo se Deus (como Edu muito bem arquitetou em sua última e brilhante coluna), resolver brincar outra vez com seus dados - e contrariar os prognósticos que apontam quase 99% de chances de título para o espanhol - que o fato não se concretizará. Fernando Alonso, campeão mundial de Fórmula 1 2006. Mas, é preciso dizer, será muito, mas muito, muito merecido esse segundo título do piloto da Renault.
A situação de Schumacher nesse ano é praticamente idêntica à de Ayrton Senna em 1994, bem como à de Alonso agora é quase igual à de Michael em 1995.
Há uma série de coincidências, vamos calcular:
Senna/94, Schumacher/06 - melhor e mais respeitado piloto da categoria; detentor de vários recordes (Schumacher dono de todos, Senna dono de alguns e bastante próximo de outros); pólo das discussões sobre o "melhor de todos os tempos"; piloto de uma equipe considerada a mais eficiente e com o melhor carro (mas com graves problemas técnicos); derrota na temporada anterior; e com um piloto mais jovem (Senna 34 X Schumi 25, Schumi 37 X Alonso 25) no seu encalço e realmente ameaçando-lhe o título (o de Schumacher é fato praticamente consumado, enquanto que Senna não correu nem um quarto da temporada).
Schumacher/95, Alonso/06 - atual bicampeão; caminho livre (os recordes) à sua frente; considerado o melhor piloto da atualidade; saindo da melhor equipe (ambos com motor Renault) para tentar reerguer uma equipe "clássica" que durante anos dominou a categoria, mas se vê enfraquecida; tendo de lutar com dois pilotos de mais ou menos a sua idade, mas que nunca foram campeões e terão o melhor carro; abandono (Schumacher vislumbrando um campeão falecido, Alonso um que se aposenta) das pistas por parte daquele que é (era) considerado o maior de todos.
Agora, vamos lembrar algumas coisas:
Michael, desde que teve carro para realmente disputar título (a partir de 1994), esteve competitivo sempre: conquistou 7 campeonatos (1994-95 e 2000-04), foi vice-campeão por três vezes (1997-98 e 2006), terceiro em duas delas (96 e 2005) e quinto numa (1999). Mas, quando não se sagrou campeão, ele foi realmente "batido"? Apenas duas vezes: 1997 e esse ano.
Em 1996 ele migrou para a Ferrari e foi até com espanto que noticiou-se que ele venceu 3 corridas no ano e foi "bronze", pois as "Williams de outro planeta" (tão extraterrestres a ponto de permitir um título à Damon Hill) eram totalmente imbatíveis. Em 1998, o mesmo se deu para a McLaren (Mika Hakkinen...). Em 1999, ele ficou fora de algumas corridas por conta do acidente em que fraturou a perna, e isso o tirou da briga pelo título.
No ano passado, sou levado a crer que realmente a Ferrari era uma "cadeira elétrica", pois só isso explica um hepta e, na época, atual campeão/ vencedor de 12 de 16 etapas da temporada anterior, ter conquistado apenas uma vitória em 19 corridas - talvez a mais esdrúxula de sua carreira, num GP em que apenas 6 carros (na verdade, só o dele), alinharam no grid.
Agora, em 1997 e em 2006, ele teve condições reais (preparo físico e colaboração de equipe) e carro de qualidade para vencer o título, e o perdeu. Na primeira em questão, vale dizer que, até Alonso aparecer, Jacques Villeneuve fora o único piloto que deu cansaço e até medo à Schumacher. A cena, absurdamente grotesca, do último GP da Europa daquele ano não nos deixa mentir - a bronca dos dois foi tanta que eles não deixaram de se bicar nos futuros 9 anos, mesmo quando o canadense trocou os motores pelos microfones.
E esse ano, Alonso... Esse asturiano de 25 anos (12 anos e mais meses a menos que Michael) tem demonstrado, cada vez mais, que esse(s) título(s) lhe é (são) mais que merecido(s). Hoje não é erro, muito menos blasfêmia, afirmar que ele é o melhor piloto do mundo. Um piloto que consegue impressionar alguém dentro de uma Minardi (2002) só pode ter algo de realmente especial... Assim como, em 1991, Schumacher impressionou numa Jordan e Senna, em 1984, impressionou numa Toleman...
Mas isso quer dizer que Alonso é melhor que toda a carreira de Schumacher? Que esses dois campeonatos do espanhol em cima do alemão descredenciam todos os outros 7 do ferrarista, bem como suas 91 vitórias e 68 poles? Obviamente, não.
Já ouvi dizer que "Senna morreu tentando superar o Schumacher" e, em suma, isso é tão verdade quanto alguém bradar hoje: "Fernando Alonso aposentou Michael".
Alonso terá, quem sabe, por volta de 12 anos a mais para mostrar que/se é um dos melhores pilotos de todos os tempos. Já está em altíssimo conceito, pois com um eventual bi-campeonato se estará igualando a Alberto Ascari, Jim Clark, Graham Hill, Emerson Fittipaldi e Mika Hakkinen, ficando atrás apenas de Schumacher (7), Fangio (5), Prost (4), Brabham, Stewart, Lauda, Piquet e Senna (3), bem como em vitórias e pole-positions também já está entre os 15 maiores.
Mas agora se vislumbra para ele um novo desafio: não terá apenas de se firmar entre os gigantes campeões, mas a dura missão de recolocar a McLaren no topo da categoria. Se isso se der, é provável que na próxima década discutiremos não apenas se Alonso é/foi melhor que Schumacher, Senna, Prost, Clark, Fangio, mas teremos muito provavelmente o nome de Fernando no topo de todas as estatísticas (como Schumacher hoje).
E se "Lá, então" alguém resolver dizer que "Alonso só conseguiu tudo isso porque Schumacher parou", alguém vai dizer que "Schumacher só se tornou o que é porque Senna morreu".
E dirão que Senna só conseguiu se tornar o que foi porque começou a correr quando Lauda estava se aposentando. E que Lauda só foi o maior em seu tempo porque Stewart deixou as pistas.
E alguém afirmará que Stewart só foi tri-campeão e recordista de vitórias porque Clark que morreu. E alguém lembrará que Clark só foi o "escocês voador" porque começou a correr depois que Fangio deu adeus à categoria.
E alguém ainda afirmará que Fangio só foi penta porque Ascari morreu. E ainda haverá quem diga que Ascari só foi bicampeão porque Fangio se acidentou gravemente voltando tarde para a disputa com o italiano!
Historicamente, o único caso de eras de gênios da F-1 "sobrepostas" foi o de Ayrton Senna da Silva e Alain Marie Pascal Prost pois, quando lutaram (de 85 a 91, e em 93), eles conquistaram nada menos que 7 títulos em 8 anos.
Diferentemente de um Fangio que ganhou 5 campeonatos (4 consecutivos) em 7 anos, ou de um Schumacher que teve um bi e um pentacampeonato legítimos em apenas 11 anos, ali os "Louros" ali foram divididos. Mas isso não os engrandece, nem os diminui, tampouco melhora ou piora os outros campeões.
Por fim, a Fórmula 1 é um circo, e isso deve ser entendido muito mais amplamente do que como sendo um mero apelido dado à categoria. O domador, que começou como um simples aprendiz, acaba por se tornar a fera enjaulada. As "eras" começam terminando outra, e se encerram dando lugar a uma nova.
Abraços, Marcel Pilatti - Curitiba - Paraná
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Como todos na Formula 1 previram, os pneus decidiriam o título. Foi impressionante ver a brusca queda de rendimento dos Michelin. Talvez pensando na retirada, não teve o animo necessário para continuar o movimento.
Mas não contavam com a quebra, improvável do motor da Ferrari. Mas, do mesmo jeito que Schumacher abandonou e Alonso venceu no Japão, o inverso pode acontecer no Brasil. É esperar pra ver.
A Toyota está na categoria errada. Ela só anda bem no Japão, como andou bem no ano passado. Talvez ela deveria criar a Formula Toyota e ficar por lá mesmo.
Luiz Eduard
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Feito tudo o que se podia fazer...
Jefferson Reinholds
Parece que Schumacher vai mesmo parar na hora certa.
Eu não estava convicto disso, tamanha é a disposição e determinação do piloto alemão, botando no bolso - inclusive fisicamente - garotos muito mais jovens que ele. Talento, então, nem se discute, pois mesmo estando Alonso atualmente no mesmo nível do ferrarista, vai precisar provar que tem gana suficiente para se manter em alta com um carro inferior (como deverá ser o caso da McLaren de 2007), principalmente se tiver que ficar longe do topo por várias etapas; o que aconteceu, como, por exemplo, com Senna em 1992 e com Schumacher em 2005.
Mas o GP do Japão, aliás, todas as últimas corridas mostraram que uma das maiores virtudes de Schumacher já não está mais assim tão bem casada em comunhão total de bens com ele, do tipo até que a morte os separe e vou te amar para o resto da minha vida. Falo, como já escreveu o Edu em seu belo texto, da sorte de Schumacher, daquela que nos últimos anos mexeu mundos e fundos em prol do alemão, nunca se importando com as regras, com os conceitos, com os poderosos e por aí afora.
É impressionante o roteiro deste campeonato!
E, já corrigindo, não é a sorte de Schumacher, mas a mesma sorte única que paira neste esporte e sempre escolhe apenas um para ser seu príncipe (geralmente, claro, o mais talentoso do grupo).
Me dei conta de que era realmente o fim do negócio não no momento do estouro do motor da F248, mas quando vi Schumacher literalmente se despedindo dos mecânicos; e então concluí definitivamente que era isso mesmo quando li sua declaração de que ele considerava realmente o campeonato terminado.
Olha, você pode não gostar de Schumacher como eu gosto, mas duvido que consiga não concordar comigo neste ponto: são poucos, pouquíssimos, ínfimos e micro-milesimais (sei lá se esse termo existe) os seres humanos que conseguem enxergar e aceitar, mesmo que de forma engasgada, uma derrota de grandes proporções, imposta pelo "destino", reconhecendo que já não há mais força humana que sustente uma virada.
Schumacher pode ainda ser campeão, mas aí só se os dados divinos, citados por Edu, quiserem. Não há outro jeito.
O engenheiro da Renault desafiando Schumacher a acreditar na luta me pareceu muito mais paixão pelo automobilismo do que provocação para o alemão; afinal de contas, quando que a minha geração viu uma temporada como a desse ano? E Damon Hill pode até ter experiência própria para dizer que Schumacher nunca desiste, em função do título perdido por ele em 1994, mas não vejo nele cacife algum para profetizar em níveis que nunca atingiu.
Se Schumacher foi sincero ao dizer que jogou a toalha - e eu acho que ele foi - o GP do Brasil deverá ser a primeira corrida da carreira do alemão na qual ele vai "apenas" pilotar! Pilotar, simplesmente pilotar, deixando para sua amiga sorte a responsabilidade de decidir se quebra o motor do Alonso, como fez com o dele. Claro que ele vai procurar estar no lugar certo, caso "algo" aconteça com o espanhol.
Mas será a última corrida do alemão, a última largada, as últimas curvas, a última bandeirada, seja na qual posição for. Não sou Schumacher, mas para mim esse misto de lembranças, sensações e emoções seriam suficientes, já que ele mesmo também declarou que fez tudo o que podia neste ano, mas que "não era parar ser" (será que neste "tudo" está subtendido o episódio da classificação de Mônaco?).
Deus é brasileiro. Ou não? Se fosse, a decisão ficaria para o Brasil, sem a quebra da Ferrari no Japão. Pode ser que Ele seja, mas talvez, assim como a gente, Ele não agüente mais o Galvão Bueno (sem falar que eu duvido que o narrador esteja com o dízimo em dia, o que tecnicamente o faz perder muita moral lá em cima). Agora, se mesmo com tudo o que aconteceu Schumacher ainda levar o título, aí sim vou ter a certeza de que Deus se instalou por aqui.
E tal como fez o outro grande gênio maior da Fórmula 1, Juan Manuel Fangio, Schumacher decidiu - a corrida do Japão que o diga! - parar de abusar da sorte. Uma percepção que, infelizmente, Ayrton Senna não teve.
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Caros amigos do Gepeto. O GP do Japão foi chato, mas acabou sendo interessante pelo que ocorreu. Sendo assim penso que:
1) A vitória do Alonso foi sensacional. Ele foi o único que mandou ver mesmo nesta corrida.
2) A quebra do motor do Schumacher decidiu o campeonato a favor do espanhol, mas sejamos esportistas, o campeonato acabou sendo decidido dentro das pistas num fato que é comum ocorrer numa corrida. Acho que esta quebra salvou um campeonato onde a Renault foi proibida de usar uma suspensão que todos queriam usar e só deu certo com ela e por isso foi proibida. Esta manobra política "apesar de ter equilibrado o campeonato" não foi esportiva. Uma quebra de motor faz parte de uma corrida.
3) O Schumacher ainda tem uma chance de ser campeão, quem garante que o motor da Renault não pode pifar também no GP do Brasil? Por isso como um campeão que ele é, jogar a toalha não foi nada simpático. Ele ainda tem uma chance.
4) Pelo que eu vi nas últimas duas corridas, a Renault tem um carro tão bom quanto ao da Ferrari, tanto que Alonso foi mais rápido diversas vezes no decorrer das corridas. Tanto que Massa não conseguiu encostar no Alonso, depois que se viu livre da BMW de Hifield. Acredito que a quebra do Schumacher não foi apenas um acaso da falta de sorte. Ele sabia que tinha que andar no mesmo nivel da Renault para manter a vantagem que tinha na corrida. Mesmo a 5 ou 6 segundos atras, Alonso exercia pressão sobre o Alemão.
5) Para terminar meus comentários, foi triste assistir a tristeza do Galvão Bueno com a quebra do Schumacher.
6) A chance dos torcedores brasileiros assistirem à vitória de um brasileiro no GP do Brasil foi a zero.
Um abraço,
Fernando Eduardo Macedo Marques, Niterói- RJ
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Será que ninguém se tocou que Michael Schumacher jamais abandonou a vontade de vencer, e que para ele o GP Brasil vai ser a prova mais importante da sua vida?
Se Schumacher ganhar a prova e Alonso não terminar, ele será campeão. E se Alonso marcar um único ponto, ele descarregará todo o peso do campeonato em cima da Ferrari.
A partir deste momento, esqueceremos todo o passado sujo e lembraremos do oitavo título.
Bacana, né? Pra poucos.
Gean
Com o campeonato praticamente definido, se Deus quiser, pergunto a vocês: o que esperar da temporada de 2007?
Temos o Alonso na McLaren, que não esta tão bem assim. O Fisico na Renault, o carro vai bem, mas ele ainda não mostrou ter alma de campeão. Na Ferrari, temos carros e pilotos, mas o Kimi precisará se adaptar, e, o Massa, impor suas necessidades. Honda, aparentemente o carro não evolui. Williams, sem $$, mesmo com o motor Toyota.
Toyota, segue a Honda. BMW, se continuar assim, poderá ser a quarta no campeonato.
As outras parecem que estão na F1 somente para ganhar algum dinheiro.
Podemos esperar um campeonato mais equilibrado?
PS: como é mesmo o nome do piloto Polonês? Será que o Galvão esqueceu? Não seria mais fácil chamá-lo de Robert?
Um abraço.
Ricardo, Campinas/ SP
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Meu conselho a Alonso é o mesmo de Damon Hill...
"Gato escaldado tem medo de água fria". Seguindo esse famoso ditado, Damon Hill aconselhou Fernando Alonso a não relaxar até que o campeonato termine, no próximo dia 22, em Interlagos.
O alemão venceu a disputa em 1994 depois de jogar seu carro em cima do inglês, tirando-o da prova, na última etapa do ano, em Adelaide, na Austrália.
"Schumacher disse que não está mais pensando no campeonato, mas isso é besteira. Ele nunca desiste e eu ficaria atento até o fim da última corrida", disse o campeão de 1996.
"Ele chegará ao Brasil pensando: 'Agora, o que posso fazer para vencer e Alonso não marcar nenhum ponto? ' É desse modo que ele vai encarar a situação. Se não for assim, ele não é Michael Schumacher."
Após o resultado do GP do Japão desse domingo (8), o piloto da Ferrari precisa marcar dez pontos e torcer para que Fernando não fique entre os oito primeiros.
Wagner Almeida Oliveira
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1. Não sou fã do Alonso, mas considero bom para a história e o futuro da F1, que o Schummi não seja octa;
2. Qual(is) a(s) temporada(s) que teve algo igual ou parecido, como em 2006, no mundial de F1, em que um piloto, na última corrida, tendo que vencer, e torcer para o(s) outro(s) não marcar(em) pontos, mesmo assim foi Campeão?
3. Qual o melhor carro de todos os tempos?
Abraços,
Marcos Roberto Banhara, São Bento do Sul/ SC
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