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11.08.11 - Roberto Agresti |
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17.05.11 - Eduardo Correa |
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18.09.09 - Luis Fernando Ramos |
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12.12.08 - Alessandra Alves |
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27.10.08 - Luiz Alberto Pandini |
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29.07.11 - Carlos Chiesa |
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21.09.09 - Ernesto Rodrigues |
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| » » » Abril |
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| Pergunte ao GPTotal |
Abril |
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Olá Pessoal,
há como analisar e identificar os pilotos de F1 que foram campeões com equipamento/equipe inferior aos adversários?
Acho que neste caso, o mérito do piloto é muito maior.
Abraços,
Carlos Alberto Adriano
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Prezados colegas (quanta presunção...) do GPTotal,
Gostaria de, mais uma vez, tirar proveito de seu vasto conhecimento sobre Fórmula-1, questionando algo que, curiosamente, ainda não vi sendo considerado em nenhum tipo de publicação do gênero: Haveria elementos suficientes para elegermos o melhor carro de cada temporada desde 1976? E, em sendo a resposta afirmativa, quais foram?
O objetivo desta pergunta, como já devem ter notado, é saber quais pilotos conseguiram o título (do campeonato de pilotos) SEM desfrutarem do melhor carro, façanha que, com certeza, demandaria ainda mais créditos aos consagrados campeões.
Desde já grato,
Fábio Pacito, Presidente Venceslau
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Oi Carlos, oi Fábio
Vamos começar elegendo os melhores carros de cada temporada, a partir de 1976:
76 – o melhor carro é o Ferrari, tanto assim que leva o Mundial de Marcas. O título, porém, acabou nas mãos do McLaren de James Hunt, principalmente pelo acidente de Niki Lauda em Nurburgring.
77 – Ferrari, sem discussão. Lauda leva o bicampeonato fácil, tanto mais que a oposição se divide entre Lotus e Wolf.
78 – Lotus, sem discussão. O recém aperfeiçoado carro asa nas mãos de Andretti e Peterson não dá qualquer chance à Ferrari, segunda força da temporada
79 – Um campeonato com uma divisão de forças bem clara: na primeira metade, Ferrari; na segunda, Williams, que ganha cinco das últimas sete provas. Mas já é tarde para bater Scheckter, que leva o título, com Villeneuve em 2º.
80 – Williams. A superioridade vista em 79 se confirma e a equipe ganha com facilidade o Mundial de Construtores. No entanto, Nelson Piquet e a Brabham reequilibram as forças no Mundial de Pilotos, só decidido na penúltima corrida, quando Alan Jones e Piquet se envolvem num acidente controverso, para ser bonzinho com o australiano.
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| Piquet sacaneando Mansell |
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81 – Williams tem o melhor carro mas Piquet levou o título num final apertadíssimo contra Reutemann porque, em primeiro lugar, é um piloto espetacular e, em segundo, porque a Williams negou qualquer jogo de equipe entre Jones e Reutemann.
82 – Ferrari, sem discussão, ganhando o Mundial de Construtores. Mas perdeu Villeneuve, morto na Bélgica, e Pironi, ferido com gravidade na Alemanha, de forma que o título virou uma loteria, que acabou premiando Rosberg, da Williams.
83 – Difícil apontar um carro consistentemente superior. Brabham, Renault e Ferrari estiveram bem próximos ao longo de toda a temporada. A Ferrari ficou com o Mundial de Construtores e Piquet com o de Pilotos porque, em primeiro lugar – e não é demais repetir -, é um piloto espetacular, em segundo, porque Gordon Murray estava no auge da sua inventividade tipicamente roqueira, driblando as demais equipes com estratégias cada vez mais loucas e, terceiro, porque Alain Prost acumulou azares e incompetências da equipe Renault em momentos decisivos.
84 – McLaren, de forma esmagadora. A equipe marcou quase três vezes mais pontos do que a equipe 2º colocada no Mundial de Construtores. Lauda faturou o tri pelo famoso meio ponto…
85 – McLaren, de novo mas a Ferrari esteve bem mais próxima dessa vez, Alboreto ficando fora da disputa por seguidas quebras do seu carro nas corridas finais.
86 – Williams tem o melhor carro e ganha o Mundial de Construtores mas perde o título porque se recusa a eleger um primeiro piloto entre Piquet e Mansell. Mesmo assim, o inglês só perdeu o título por um incrível azar.
87 – Williams, indiscutivelmente, confirmando títulos nos dois Mundiais.
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| Senna e Piquet juntos, no Rio 88 |
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88/89 – McLaren, de forma esmagadora, tendo estado muito perto de ganhar todos os GPs da temporada de 88 e confirmando os dois Mundiais.
90 – McLaren e Ferrari estiveram muito equilibrados durante todo o ano, exigindo um final fortuito – para ser gentil - para decidir ambos os títulos em favor da equipe inglesa.
91 – Williams tem o melhor carro, mas não desde o começo do ano, o que permite a Senna acumular pontos que depois administrará com sabedoria, dando os dois títulos para a equipe inglesa.
92/93 – Williams, sem discussão, com uma superioridade comparável à da McLaren em 88 e 89.
94 – Não houve melhor carro. O Benetton, mesmo com todos os seus recursos ilegais, era apenas um bom carro potencializado pelo talento de Michael Schumacher. Já o Williams era uma cadeira elétrica no começo da temporada, penosamente arranjado durante o campeonato. O equilíbrio na pontuação final entre o alemão e Damon Hill deve-se mais ao fato de Schumacher ter sido excluído de três corridas.
95 – Não houve. O Benetton campeão de Schumacher, ao ser testado por Berger e Alesi depois do campeonato, foi considerado inguiável.
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| Senna perseguido por Prost durante o campeonato de 91 |
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96/97 – Williams, de forma esmagadora em 96 mas com o Ferrari bem mais perto em 97.
98/99 – Humm. Difícil apontar uma superioridade clara do McLaren, a despeito do bicampeonato de Mika Hakkinen. O Ferrari sempre esteve muito próxima e Schumacher poderia ter disputado o título de 99, não fosse o acidente em Silverstone.
00, 01, 02, 03 e 04 – Ferrari, ainda que se possa discutir um equílibro de força com o McLaren em algumas temporadas.
05 – Renault, sem discussão, confirmando os títulos de Pilotos e Construtores.
06 – Renault na primeira metade da temporada, Ferrari na segunda. O título acabou sendo decidido em favor de Alonso pela consistência dos resultados do espanhol no começo da temporada.
Resumo da ópera: em 31 temporadas analisadas, em 18 o melhor carro levou o título de Construtores ou levou seu piloto ao Mundial; em oito, houve equilíbrio entre os melhores carros e, em cinco, ganhou o piloto ou a equipe que não tinha o melhor equipamento.
Em 76, o motivador principal do resultado do campeonato foi o acidente de Lauda, ainda que seja preciso lembrar a eficiência da McLaren e de James Hunt; em 81, ficamos por conta do braço de Piquet e a malícia de Murray; em 82, os acidentes dos pilotos da Ferrari; em 86, o azar absurdo de Mansell e a sorte indecente de Alain Prost. Em 91, a diferença fica por conta do talento e do sangue frio de Senna. Entre causas fortuitas e combinações de talentos, deixo as conclusões por conta de cada um.
E vejam que coisa interessante: Piquet e Senna só ganharam dois dos seus seis títulos quando tinham o melhor carro. Só que competiam contra ossos duríssimos, Prost e Mansell, dentro da própria equipe.
Lembrem-se de que Emerson em 72 e 74 nunca teve equipamento superior à oposição e fica mais fácil entender porque a gente gosta tanto desses três caras,
Abraços (EC)
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