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11.08.11 - Roberto Agresti |
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17.05.11 - Eduardo Correa |
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18.09.09 - Luis Fernando Ramos |
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12.12.08 - Alessandra Alves |
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27.10.08 - Luiz Alberto Pandini |
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29.07.11 - Carlos Chiesa |
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21.09.09 - Ernesto Rodrigues |
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Lendo a coluna do Luis Fernando Ramos de 4/2 uma velha dúvida voltou a rondar meus pensamentos sobre alguns fatos relativos a trajetória do grande Nelson Piquet na F1, nomeadamente no que tange a sua fama de grande acertador e desenvolvedor de carros.
Pergunto: qual a responsabilidade de Piquet no fracasso do carro da Lotus de 1988? E no pior carro que já guiou na F1, o de 1989? Sim, porque mesmo que não se possa atribuir a ele o fracasso do de 1988, por ter supostamente encontrado o projeto finalizado, o mesmo não se aplica ao de 1989, cujo desenvolvimento foi acompanhado desde o início.
Esta é a questão, portanto. Parabéns pelo site, é imbatível.
Francisco Neiva, João Pessoa
Olá, Francisco
Primeiramente, gostaria de esclarecer que o Lotus 100T, de 1988, ja foi objeto de artigos e respostas aqui no GPtotal. Você pode encontrá-los usando nossa ferramenta de busca. Respondendo objetivamente às suas perguntas:
1) A responsabilidade de Piquet no fracasso do Lotus 100T é zero. E a culpa foi total do projetista francês Gérard Ducarouge, que assinou um carro com seis erros básicos de projeto, vistos por Piquet a olho nu, tão logo o carro desceu ao chão. Um desses erros: o carro era bem mais alto e largo do que o recomendado pela Honda - basta compará-lo com o McLaren MP4/4, que também usava Honda.
Piquet, chegando à equipe e sem querer criar um clima desagradável, não quis entrar naquelas de "isso aqui está tudo errado, tem que fazer de novo", e confiou em sua capacidade de transformar um carro mediano em um carro vencedor. Tentou-se de tudo, mas nada acontecia: o carro continuava extremamente ruim. O chassi, nas palavras do jornalista inglês Mike Doodson, "tinha a rigidez estrutural de uma casquinha de sorvete molhada". E a prova maior de que o projeto de Ducarouge era inacreditavelmente ruim aconteceu durante um teste, não lembro em qual pista. Cansado de "procurar pêlo em ovo", o brasileiro instruiu os mecânicos a regularem asas, barras estabilizadoras e tudo o mais exatamente ao contrário do que vinha sendo feito até ali. Saiu para ver o que aconteca e... não aconteceu nada. O tempo conseguido foi o mesmo. Ou seja, o carro tinha o mesmíssimo comportamento com qualquer regulagem.
Enquanto tudo isso acontecia (e a Lotus ia acumulando fracassos ao longo do ano), surgiram especulações de que a Honda estaria favorecendo a McLaren. Tanto Piquet quanto a Lotus sempre negaram enfaticamente que isso acontecesse. Ducarouge, evidentemente, foi demitido antes mesmo do final da temporada de 1988. No ano seguinte, Piquet comentou: "Aquele francês enganador fez um carro-bomba".
Sobre 1989, a Lotus dificilmente teria alguma possibilidade. A Honda abandonou a equipe no final do ano para ficar apenas com a McLaren. Surpreendida ou não pela atitude dos japoneses, o fato é que o melhor motor que a Lotus conseguiu para 1989 foi o Judd, reconhecidamente mais fraco que os Honda (McLaren), Ferrari, Renault (Williams) e Ford (Benetton). Por melhores que fossem o chassi e os pneus, nessas circunstâncias não havia nada que Piquet pudesse fazer para ao menos tentar chegar ao pódio. Terminou algumas corridas em 4º lugar e foi o 8º no campeonato - atrás apenas de dois pilotos da McLaren, dois da Williams, dois da Ferrari e um da Benetton. No final do ano, Piquet deixou a Lotus e foi para a Benetton, sua última equipe na F 1.
Vale dizer que o "carro-bomba" de Ducarouge teve um efeito devastador sobre a Lotus. No final de 1988, ela perdeu o motor Honda; no final de 1989, Piquet deixou a equipe e a Lotus só conseguiu para 1990 pilotos bons, mas sem expressão, como Derek Warkwick e Martin Donnelly; no fim de 1990, quem caía fora era a Camel, que patrocinava a equipe desde 1987. Sem qualquer patrocinador de grande porte, a Lotus esteve muito perto de fechar as portas no final de 1990, mas conseguiu seduzir alguns pequenos patrocinadores ao assinar com o jovem e promissor Mika Hakkinen para 1991. A sobrevida da equipe - longe dos tempos de glória - durou até 17 de janeiro de 1995, data em que David Hunt (irmão do campeão mundial de 1976, James Hunt) anunciou o fim das atividades da equipe Lotus.
Resta ainda saber por que Gerard Ducarouge projetou um carro tão ruim em 1988. Sobre isso, há detalhes bastante reveladores nos demais artigos do GPtotal.
Abraços,
(LAP)
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Será mesmo que os Lotus eram mais inseguros que outros carros que faziam na
época, como questiona Ico, em sua coluna de 4/2?
Essa idéia é uma grande injustiça. A Lotus tinha uma participação maior que qualquer outro fabricante na época (década de 60), também tinha pilotos mais xaropes. O Rindt não era nenhum Fangio.
Por outro lado, o aprimoramento da dinâmica veicular tornou a competição mais segura. O monocoque é mais leve e rígido que um chassi tubular. A aerodinâmica usada a favor da estabilidade. Todo trabalho pode ser avaliado no Lotus 72, o carro mais seguro que o Emerson Fittipaldi já guiou.
A Ferrari até hoje faz carros com tendências assassinas. Tipo aquele F399 que quebrou a perna do Schumacher, e depois partiu-se ao meio na mão dum revendedor holandês. Quem é que não viu aquele F355 partido ao meio na Dutra? Nem por isso pegam no pé da marca que camufla seus carros de vermelho, tanto quanto pegam no pé do Chapman por coisas que aconteceram a mais de 30 anos!!
Isso só reforça o meu sentimento que essa idéia era só intriga da oposição (que tomava pau) e virou lenda.
Eduardo Cabral,
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Eduardo,
me desculpe mas sua análise sobre o grau de periculosidade das marcas carece de aprofundamento e, principalmente, de fundamentos. Sobre a foto que você cita no blog, faço questão de lembrar que ela não mostra o acidente de Schumacher e que ela não tem qualquer indicação de data ou local. O carro (se é que se trata realmente de uma Ferrari e não de um carro "boneco" ou uma simples cópia como se pode fazer em qualquer lugar) foi simplesmente colocado ali e alguém entrou dentro, para mostrar alguma coisa ou simplesmente fazer uma brincadeira.
Além disso, citar apenas um acidente com ferimentos como prova da insegurança dos F 1 da Ferrari me parece bastante tendencioso. Tanto Schumacher quanto Barrichello escaparam ilesos de outros acidentes, bem mais sérios, sem qualquer ferimento (apenas como exemplo, cito a capotagem do alemão nos treinos para o GP da Austrália de 2001 e a batida de Barrichello nos treinos para Indianapolis em 2002). Em 1997, dois anos antes do acidente de Schumacher, Olivier Panis quebrou as pernas ao bater em uma barreira de pneus no Canadá. Jamais passou pela cabeça de quem quer que fosse usar esse fato como prova de que a Ligier construía "carros com tendências assassinas".
Você cita o caso da Ferrari espatifada na Via Dutra (um carro de rua, é bom lembrar) como prova cabal de que os carros da marca são inseguros. Mas faltou mencionar que o acidente foi causado porque a máquina estava em velocidade totalmente incompatível com o local. Tudo tem limite, Eduardo. Se adotássemos esse seu raciocínio, poderíamos considerar os carros da Mercedes como perigosos, já que a princesa Diana morreu a bordo de um deles após bater a quase 200 km/h em uma pilastra de túnel em Paris. Também seria muito esperar que o Opala em que viajava o ex-presidente Juscelino Kubitscheck resistisse a um choque frontal com um caminhão na Via Dutra. Como não resistiu, pela sua lógica, o Opala também pode ser considerado altamente perigoso...
Sobre os carros da Lotus, é fato que eles eram considerados mais frágeis que a média dos F 1. Em 1972, Emerson Fittipaldi teve problemas de suspensão no Lotus 72 (o mesmo carro que você chama de "o F 1 mais seguro que Emerson já
guiou") causados justamente por causa dessa fragilidade - e esses problemas só foram corrigidos depois de acontecerem pela segunda vez. Em 1976, Ronnie Peterson abandonou a Lotus por vários motivos - e entre eles acusou a fragilidade do Lotus 77. O carro se tornou competitivo no meio do ano, mas teve sua estrutura modificada. Em 1978, após a morte de Ronnie Peterson, Emerson contou também uma história sobre o Lotus MK4, campeão mundial daquele ano com Mario Andretti: o primeiro chassi era tão fraco que envergou quando o motor foi colocado nele. Ninguém jamais desmentiu essa história.
Diante desses fatos, ficam os leitores convidados a refletir se a fragilidade dos carros de F 1 da Lotus na época de Chapman não era mera implicância ou choro de perdedor. Em tempo: antes que me acusem de ser "anti-Lotus" ou coisa parecida, declaro que esta equipe, esta marca e os carros de ambas figuram entre minhas preferidas.
Abraços.
(LAP)
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Oi pessoal do GPTotal, gostaria de fazer uma pergunta:
Vcs sabem a verdadeira história da equipe Daccar de F-3 sulamericana? O dono era Fausto Prado? Eles ganharam o campeonato brasileiro de F-3, mas foram desclassificados de algumas provas do Sulamericano, perdendo o título de 90, mas por qual motivo?
Obrigado.
Renato R. Granito, São Paulo
Eduardo,
A Daccar era uma concessionária Ford pertencente ao empresário e piloto Fausto Prado, que se autopatrocinava na Fórmula Ford e depois na F 3. A equipe de F 3 foi montada com extremo profissionalismo e competência, e foi aí que o choque entre o novo e o antigo acabou provocando confusões que acabaram com a credibilidade da F 3 sul-americana.
Tudo porque o Ralt usado pela Daccar mostrou-se superior aos Reynard usados pelas demais equipes. Alguém percebeu que elementos da suspensão dos Ralt da Daccar não eram os originais dos Ralt de 1988 (na época, a F 3 "congelava" a evolução técnica durante três anos, para conter a escalada de custos). A Daccar provou, com laudos da própria Ralt e da FIA, que a suspensão de seus carros realmente não fazia parte do projeto inicial dos Ralt de 1988, mas que depois elas foram criadas pela própria fábrica e usadas naquele mesmo ano por várias equipes do Campeonato Inglês.
Como a redação do regulamento do Sul-Americano era omissa quanto a isso, o mais lógico seria considerar os carros como sendo legais. Em vez disso, preferiram considerá-los ilegais e obrigar a equipe a instalar as suspensões "originais".
Nesse ponto, começou uma guerra de bastidores, com a Daccar defendendo seu direito de usar as suspensões evoluídas e várias das demais equipes tentando impedir que isso acontecesse. A coisa virou baixaria completa em Interlagos, na sétima etapa, quando Oswaldo Negri Júnior venceu a corrida mas não foi mostrado pela TV, e atingiu seu ponto mais baixo na prova seguinte, em Buenos Aires - prova que a Daccar não conseguiu disputar, pelo simples fato de que os caminhões da equipe foram impedidos de cruzar a fronteira Brasil-Argentina. Motivo? A organização da categoria "esqueceu-se" de inclui-los na lista oficial de veículos que mereceriam tratamento diferenciado na fronteira... Sem a inclusão nesse documento, os caminhões só conseguiriam cruzar a fronteira após conseguirem uma infinidade de documentos cuja obtenção demandava certa demora.
Tudo isso, mais um acidente sério em Interlagos, minou o entusiasmo de Fausto Prado. Mesmo com Negri conquistando o título brasileiro (o sul-americano ficou para Christian Fittipaldi, após mais uma corrida tumultuada em Interlagos), Prado preferiu desmontar a equipe no final do ano. Boa parte dos equipamentos foi comprada por Augusto Cesário, o "Formigão". Sua equipe, a Cesário Fórmula, conquistou vários títulos nos anos seguintes e está em atividade até hoje.
Abraços.
(LAP)
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Olá pessoal
1) Qual o panorama que pode ser traçado para o campeonato, a partir do que se viu na primeira prova, o Rally de Monte Carlo, vencido por Loeb e Elena, com Citroën?
2) O Rally de Monte Carlo teve estágios disputados à noite. Isso é comum? Aconteceu alguma coisa que levou a prova a ser disputada nesse horário? Há outras provas com estágios disputados à noite?
3) O trajeto do Rally de Monte Carlo pode ser considerado compatível com a pista de F1: estreito, sinuoso, próximo ao muro (pirambeiras) e com túnel (na realidade, vários). O que os pilotos pensam desse traçado?
4) Quais equipes acertaram nas contratações para este ano?
Abraços,
Júlio Lima, Belo Horizonte
Eduardo,
Oi Júlio,
Vamos às suas respostas:
1) Eu prefiro não fazer nenhum prognóstico baseado apenas no que vimos em Monte Carlo. Aconteceu lá o que todos esperavam: Sébastien Loeb sobrou e seus principais rivais, Petter Solberg e Marcus Grönholm, tiveram problemas.
Esses dois escandinavos nunca se sentiram à vontade neste rali e sempre admitiram isso. Vai dar para saber melhor a distribuição de forças só após a terceira prova, em março no México, o primeiro rali em cascalho do ano. Porque na Suécia, neste mês, acho difícil o Loeb repetir o triunfo do ano passado. A conferir.
2) Estágios noturnos são comuns nos ralis e servem para testar ainda mais as habilidades do piloto e sua boa comunicação com o navegador, já que a visibilidade é bem mais restrita e a importância da navegação fica ainda maior. Não sei porque não ocorria nos últimos anos no WRC, mas fico feliz que eles tenham voltado. No Brasileiro de Velocidade e em outros campeonatos importantes, como o Britânico de Rali, estágios noturnos ocorrem todo ano.
3) O maior desafio do Rali de Monte Carlo não está exatamente nas estradas estreitas e cheias de curvas. O Rali de San Remo, que deu adeus ao WRC em 2003, também tinha essas características. A principal incógnita em Mônaco é que, por ser realizado em janeiro, os estágios começam com asfalto seco e no meio deles, lá no alto da montanha, a pista costuma estar coberta com neve e gelo. Por isso, a escolha do pneu certo é decisiva. Se a estrada estiver 'light' lá em cima, os slicks dão conta. Caso contrário, quem tiver pneus sem ranhura vai patinar no sabão a bordo de um monstrengo de mais de uma tonelada. Haja habilidade!
4) Como na primeira pergunta, ainda é cedo para responder isso. François Duval mostrou que continua muito rápido e que continua errando muito. Markko Märtin na Peugeot foi burocrático e eficiente como de costume e Stéphane Sarrazin na Subaru sentiu que ainda tem muita experiência a ganhar. A surpresa positiva foi o ótimo desempenho de Toni Gardemeister na Ford. Vamos ver se ele vai continuar andando bem assim.
É isso aí!
Abraço
(Ico)
Nota: Ico redigiu esta resposta antes do Rali da Suécia, que aconteceu no final de semana passado, com a vitória do Petter Sølberg, com Subaru.
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Saudações a todos do GPTotal
Gostaria de em primeiro lugar elogiar o site pelas suas ótimas matérias que ajudam a aumentar a cultura de automobilismo com informações sobre grandes e saudosos pilotos como Gilles Villeneuve.
Gostaria de fazer uma pergunta: há muitos anos ouvi uma história de que no ano de 1975, durante o período de negociação de pilotos para 1976 a chefe da Ferrari Luca Di Montemozelo teria tido uma reunião com Emerson Fittipaldi para negociar um contrato e que este contrato estava totalmente em branco contendo apenas a assinatura de Enzo Ferrari, que teria ordenado a Luca para dizer a Emerson que ele poderia escolher tudo que quisesse para ser o piloto da Ferrari em 1976.
Gostaria de saber se esta história é verdadeira ou se não passa de um folclore típico do automobilismo.
Muito obrigado pela atenção e com certeza irei adquirir o livro do Flavio Gomes quando chegar na livraria e gostaria de sugerir para a editora GPTotal um livro sobre o fantástico e saudoso Gilles Villeneuve de quem eu sou fã apesar de tê-lo visto somente em fita e revista.
Robson M. de Sousa, São Paulo
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Oi Robson
Antes de mais nada, obrigado pelos elogios e um aviso: o livro do Flavio está chegando às livrarias durante esta semana mas você pode comprá-lo neste exato momento e o recebendo autografado, clicando no banner aí no alto da página.
Quanto ao Emerson, a proposta da Ferrari existiu sim mas aconteceu em agosto de 76, imediatamente após o acidente de Niki Lauda em Nurburgring. A proposta era para o brasileiro substituir o austríaco já na corrida seguinte, o que significava que ele teria de abandonar a Copersucar. Por isso, a proposta sequer foi avaliada por Emerson, segundo já disse várias vezes.
Dois reparos: nesta altura, Luca di Montezemolo não era mais o chefe de equipe da Ferrari ou, pelo menos, não desempenhava o mesmo papel dos dois anos anteriores. E duvido que tenha sido oferecido a Emerson um contrato em branco. Enzo Ferrari sempre negociava com seus pilotos (geralmente durante almoços em um restaurante em frente à fábrica) e era notório pela sovinice, chegando mesmo a chamar Niki Lauda de "hebreu" quando este lhe impôs um salário recorde para época.
E uma coisa pouco lembrada deste período: Enzo anunciou, dias depois do acidente de Lauda, que a Ferrari estava abandonando a F1 e, de fato, não compareceu ao GP seguinte, na Áustria. A decisão, logo revogada, somava o respeito por Lauda (veja mais sobre o acidente dele usando a nossa ferramenta de busca) e pressão política contra os dirigentes por problemas de regulamento.
Abraços,
(EC)
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Olá GePeToS!!!!
Recentemente ouvi falar que em meados de 1993, Senna foi cogitado por Flavio Briatore, para ser o primeiro piloto da equipe Benetton em 1994, ao lado de MIchael Schumacher, mas Senna não aceitou por achar que era muito cedo para tomar uma decisão como essa.
Bom, o tempo foi passando, e Senna que estava penando na McLaren, foi ficando sem opções para a temporada de 1993. Então, seu empresário Julian Jacobis, foi bater a porta da Benetton, e o que aconteceu?! Briatore disse que já tinha seus dois pilotos para a próxima temporada... mas o Briatore não chamou o Jos Verstappen no final do ano, depois de não ter mais opções de pilotos para guiar seu carro?
Parece que o Briatore, ao seu estilo, dispensou Senna por ele não ter aceito o convite no meio da temporada, até por que sabia que Senna estava "mendigando" por um carro competitivo para a próxima temporada. Depois disso, Senna acabou assinando com a Williams.
Foi quando Michael Schumacher teve que fazer uma cirurgia no joelho, que veio o "troco" de Senna, pois Briatore chegou a pensar que Schumacher poderia não recuperar-se a tempo do início dos testes, não podendo assim desenvolver o carro, tarefa que cairia nas mãos de Verstappen, que faria seu primeiro campeonato na Fórmula 1. Temendo não poder ter um carro competitivo, Briatori procurou Senna e recebeu um NÃO do empresário do piloto.
Gostaria de saber se esta história é verdadeira.
Valeu!!!!!
Elton da Costa dos Santos, Passo Fundo - RS
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Olá, Elton.
Nada disso procede. Em meados de 1993, Senna já sabia muito bem que iria para a Williams em 1994, embora a certeza de todos quanto a isso só tenha nascido em setembro (depois que Alain Prost anunciou sua saída da F 1) e o anúncio oficial só tenha sido feito em outubro.
Portanto, é incorreto afirmar que Senna foi ficando sem opções no final de 1994, que seu empresário tenha batido na porta da Benetton ou que Briatore tenha procurado Senna nessa mesma época. A cirurgia de Schumacher realmente existiu, mas o alemão só se afastou do cockpit no final de 1993, antes do carro de 1994 ficar pronto. Quanto a Verstappen, que até então era apenas piloto de F 3, ele só foi confirmado na equipe, e como piloto de testes, já no começo de 1994. No final de 1993, a Benetton fez testes com vários pilotos e escolheu Jirki Jarvi Lehto para guiar o segundo carro em 1994.
Especulações de que Senna iria para a Benetton realmente existiram, mas foram cortina de fumaça que apenas ajudaram a alimentar aquelas especulações surgidas nunca se sabe de onde. A revista Grid, onde eu trabalhava, publicou em agosto ou setembro de 1993 uma longa matéria de seu então editor, projetando o futuro de Senna nas quatro equipes de ponta da época (Williams, McLaren, Ferrari e Benetton) e analisando as possibilidades de transferência (ou permanência, no caso da McLaren) para cada uma delas. Senna já estava de contrato assinado com a Williams, mas esse ainda era um segredo muito bem guardado por ele e pela equipe.
Abraços,
(LAP)
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Caros amigos,
Aconteceu o que o mundo inteiro já sabia: Heidfeld foi confirmado como piloto titular da Williams para 2005. O site grandepremio chegou a dizer que "o mistério mais bem guardado dos últimos anos havia terminado", do que eu logo discordei. Estava muito nítido que BMW faria tio Frank e Patrick Head engolir Heidfeld custe o que custasse. Uma pena para Pizzonia, pois acho que ele teria a chance de provar que sua passagem pela Jaguar fora, no mínimo, misteriosa, por todas as circunstâncias!
Não acredito nesta história de que o alemão teria um contrato corrida por corrida. Para mim, isso parece uma tentativa de tio Frank para segurar Pizzonia na equipe. Tanto ele quanto Heidfeld são pilotos muito parecidos. Eu apostaria no brasileiro por achá-lo mais agressivo e arrojado e já ter um conhecimento do carro muito maior do que os outros dois.
Não entendi por que logo Frank e Head, que não aceitam nenhum tipo de imposição de patrocinadores, cederam tão passivamente à escolha de Heidfeld. Esse não o comportamento dos dois. Mas um leitor cujo nome não lembro chamou a atenção para um fato interessante: provavelmente, tio Frank estava adiando o anúncio do segundo piloto para ter mais tempo de convencer a BMW a aceitar Pizzonia na equipe. É uma hipótese bastante plausível.
Palavras do Pizzonia: "Eu sempre fui contra esses testes, um contra o outro, porque a equipe me conhece há quatro anos. Não seria em alguns testes que eles mudariam de opinião." Concordo inteiramente com o Pizzonia. Não existiu vestibular. O que a BMW queria era que Heidfeld fosse mais rápido que Pizzonia nos testes (como realmente aconteceu, mas que não quer dizer absolutamente nada em se tratando de testes) para ter um pretesto para colocá-lo como titular.
Para completar, tenho quase certeza de que a Williams vai sofrer com o carro este ano. Criou-se tanta expectativa sobre quem seria o segundo que até esqueceram de desenvolver o FW27. Cabeças vão rolar no fim do ano, podem ter certeza.
Abraços
Willian Lopes Machado, Brasília-DF
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Olá
Espero não estar lhe enchendo o saco,mas eu gostaria de lhe fazer novas perguntas sobre Pizzonia-Heidfeld e a Williams:
1-Li noticias de que Pizzonia esteve em conversas com algumas equipes da F-Mundial, CART, OWRS ou seja lá o nome que for, mas o próprio Pizzonia disse que as chances são minímas, eu já tinha lhe feito essa pergunta, só que essa da F-Mundial eu não sabia, pra vc, seria uma boa ele ir tentar a sorte nos EUA?
2- Vc acha que a BMW tem razões pra ter imposto Heidfeld a Frank Williams? Se tem, é justa?
3- Vc não acha estranho a forma como a BMW se impôs ao Frank e Patrick Head que sempre foram firmes em suas convicções?
4- A postura de Pizzonia, após a confirmação de Heidfeld como titular da Williams, lhe agradou ou não?
e pra encerrar, uma pergunta que não tem nada a ver com essa novela, mas com Kimi Raikkonen, vc acha que os problemas dele com o álcool podem afetar sua carreira na F-1?
Abraços(e espero que vc não tenha ficado incomodado com alguma coisa que lhe escrevi.)
Vinícius, São Bernardo do Campo
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Oi Vinícius
1 - Os Estados Unidos só são uma boa para pilotos que não têm chance em uma boa equipe de Fórmula 1. Este não é o caso de Pizzonia.
2 - Sem dúvida que tem: Heidfled é um bom piloto, sem entrar em condições de marketing e extra-pista.
3 - Não acho. É sabido que a BMW luta duramente para impor suas opiniões dentro da Williams.
4 - acho que ele reagiu com maturidade.
5 - sem dúvida que sim mas, pelo que li, fora pilequinhos ocasionais.
Abraços,
(EC)
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Oi, tudo bem?
A contratação foi da BMW. A montadora alemã fez valer sua força na equipe e impôs Nick Heidfeld depois de conhecer o piloto em 12 sessões de testes ao longo das quais o piloto encantou os engenheiros da montadora.
Abraços
Fernando Santana
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Sobre o caso Pizzonia, concordo quando se diz que a escolha era J.Button /M.Webber.
O Nick foi a alternativa BMW. A Petrobras deveria ter, ano passado, com a saída do Ralf, batido o pé em torno do Pizzonia. Não o fez. Aí esta estória de vestibular foi mesmo para "inglês ver".
Quanto ao Pizzonia, assim como o Barrichello, tá faltando usar o pé direito no acelerador, como diria A.J.Foyt. O coração tem que estar lá no pé direito acelerando. Se não puder passar o companheiro de equipe, por ordens do box, tudo bem, mas cola no cambio, saia do vácuo na reta mostre que pode passar... e deixe quem quiser falar. Como Ayrton com Prost, Piquet com Lauda, etc. Não dá para ser burocrático!
Agora que eu sinto que o Webber vai dançar nesta estória sinto. Creio que o Nick vai dar tudo de si para garantir o lugar, principalmente se o contrato dele for mesmo race-to-race. Aí vai sobrar par o Webber, que não é um piloto consistente, regular. Os altos e baixos do Webber vão depor contra ele.
Augusto Lage, Teresina – PI
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Gente
não tem jeito o vestibular da Willians era exatamente para não questionar a colocação do Pizzonia. Foi feito para ser confronto direto e o Nick meteu 5X2.
Como reclamar disso.
Pizzonia, gosto muito dele, mas perdeu mais uma oportunidade.
Felipe, Rio de Janeiro
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Panda, Edu e Amigos do Gepeto,
Acompanhei com interesse o "Folhetim Mexicano" que se criou sobre esta pseudo-disputa entre o Pizzonia e o Heidfeld pela vaga na Williams, digo pseudo-disputa porque somente para os incautos é que estava havendo o falado vestibular.
Na minha opinião este prazo dado pela Equipe para divulgação do nome do escolhido se deveu única e exclusivamente ao fato de que este era o tempo que os sócios, Frank Williams e Patrick Head, tinham disponível para tentar dobrar a BMW na aceitação do Pizzonia, que era a escolha deles (e eles detestam que se metam nas suas decisões), em detrimento do Heidfeld, que era a escolha do Theissen.
Embora torcendo por ele, não tenho uma opinião formada sobre o Pizzonia piloto de corridas de F1, um novato que foi excepcionalmente bem nas categorias de acesso, sendo campeão de todas com exceção da F3000, embora vencendo corridas nesta também. Convém lembrar que chegou a F3 junto com o T. Sato, que nesta época já era piloto Honda e deu um pau nele (mas isso foi na F3). Com menos de 20 anos foi escolhido pela Williams para ser Piloto de Testes (isto denota algum valor), depois de andar de Benetton e se sair bem nas pistas, mas não aceitar a (in) gerência do Briatore (isto denota mais valor ainda, porém não sei se foi sábio). Fez um teste na falecida Jaguar, bateu recorde de pista (o Klien, o Zonta, o Heidfeld tb andam rápido às vezes), foi mais rápido que o Webber e encantou o Lauda que o contratou.
Com a saída do Lauda, ficou órfão e seu "Curriculum" foi para o espaço, pois ficou claro a divisão que existia na equipe (é importante notar que os diretores que ficaram, Purnell e Pitchford (ou algo parecido), foram devidamente rifados pelo dono da RedBull tão logo este tomou pé da equipe, colocando em seus lugares apenas o Helmut Marko, aquele mesmo que perdeu uma vista em virtude de uma pedrada vinda do Lotus do Emerson em 1972) e o Webber jantou nosso bravo Manauara à moda da casa. Só disputou 11 corridas, depois...OUT.
Voltou com o rabinho entre as pernas e a bunda roxa dos chutes dados pelo Webber (palavras do próprio), ridicularizado, e pediu proteção ao Tio Frank que o aceitou logo após um teste em que detonou os tempos de "Baby Schumy". Ano passado chamado para substituir Ralf fez corridas que considerei boas, principalmente as da Bélgica e da Itália, onde levou uma panca por trás na primeira volta e veio de último para sétimo, brigando desesperadamente pelo sexto com o Couthard na última volta - aqui é importante notar que se por um acaso tivesse conseguido aquele pódio na Bélgica, o Pizza teria em quatro corridas o mesmo número de pontos que o Ralfinho em onze, ou seja, 12 pontos.
No GP do Brasil, após a confirmação de que o Button não correria pela Equipe em 2005, a Equipe demonstrou de forma explícita sua preferência, carregando-o nos ombros para a festa do pódio, conforme foto publicada no Grande Prêmio. Isto posto:
1o) não vejo por que um vestibular contra qualquer outro piloto, pois a equipe já o conhece de testes e corridas;
2o) para que tal vestibular fizesse sentido, os pretendentes precisariam andar com carros iguais, durante longas saídas nos mesmos dias - só fizeram isso uma vez, conforme os Sites nacionais e grandprix.com (inglês) e f1racing.net (holandês) por exemplo;
3o) Nos testes realizados em Dezembro em Jerez, segundo o racing-life.com (inglês) o Pizzonia teve o segundo melhor tempo (tempo absoluto) entre todos, perdendo para a Mclaren e sendo o melhor entre os Williams, ficando à frente do Webber e do Heidfeld ,
4o) A Wlliams se caracterizou por não ser pressionada quanto as suas decisões, desde que não tivesse em jogo os interesses de seus patrocinadores, assim foi com o Reuteman x Jones, Piquet x Mansell, Ralf x Montoya e Hill x Villeneuve, porém até 31/07 estávamos falando do Motor mais possante da categoria + 'módicos' US$ 65 milhões/ano x a melhor gasolina + US$ 8 milhões/ano - Heidfeld x Pizzonia - aí eu pergunto e eu mesmo respondo - se o piloto em questão não é um Senna, ou um Prost ou um Schumacher, você vai preferir o melhor motor ou a melhor gasolina? US$ 65 mi ou US$ 8 mi?
Se após tudo isso você preferir a segunda opção, é sinal que você tem um Royal Street Flash na manga e não contou para ninguém, ou está sendo procurado por fuga do hospício mais próximo. Se fosse a Petrobrás que desse o motor + US$ 65 milhões, tenham a certeza de que teria sido o Pizzonia o escolhido, mesmo que a preferência da equipe fosse o Heidfeld.
Tudo isto colocado, embora torcendo e vendo bons indícios no cara como piloto, ainda assim não tenho uma opinião sobre o Pizzonia como tinha do Kimi ou do Button. Contudo Panda, Edu e Amigos, o que me causou espanto foram as variadas opiniões e análises por parte dos Leitores-torcedores, senão vejamos:
Quanto aos torcedores podemos dividi-los em Patriotas Xenófobos (daquele tipo nacionalista George Bush) e os "Sou brasileiro, mas meu passaporte é Comunitário".
Os Patriotas são aqueles que não conseguem enxergar com um mínimo de imparcialidade as decisões das pessoas e/ou empresas, vêem complô e atitudes Lesa-Pátria em todas as decisões em que um brasileiro é preterido em relação a outro cidadão de um país diferente. A F1 não é um esporte, mas sim uma competição onde a grana sempre falou muito alto, mas a cegueira que toma conta deste tipo de torcedor os leva a pensar que sempre tem alguém tramando contra... o pneu escolhido foi o pior- tava gasto; mudaram o set.up do motor na hora do brasileiro treinar, etc, etc. Não gente, apenas fizeram a escolha que melhor lhes pareceu, por motivos que não nos interessa e ponto final.
Os Comunitários estão sempre a procurar um ponto que mostre que o "especialista" é o que vem de fora e é sempre melhor. No caso do Pizzonia o que impressiona é o fato de que apesar de só ter corrido fora do Brasil (com sucesso) e de ter feito apenas uma ou duas provas na terra natal, a quantidade de posts que chegam malhando o cara impressiona.
Alguns se deliciam porque numa corrida no nordeste ele rodou ou quebrou; outros dizem que ele teve a chance na Alemanha e não aproveitou, embora estivesse sem fazer uma corrida a mais de 15 meses (lembro que o Villeneuve, Campeão da F1, Campeão da CART, vencedor de Indianápolis, com mais de 100 GP's, sem pressão e com um intervalo menor de tempo entre a ultima corrida e sua volta foi bem pior).
Outros dizem que ele foi "grosso" na Itália ao forçar passagem sobre o Coulthard na Ascari na última volta (o interessante é que a reclamação na Alemanha foi porque ele não tentou nada), embora todos os Sites internacionais tenham colocado a atuação do cara como das três melhores da Prova. Outros comparam seus tempos de treino e o desancam, sem levar em conta que , por exemplo, nos treinos cada um tem sua tarefa e até pilotos reconhecidamente de nível inferior são capazes de "melhores" tempos (vide C. Klien na última semana). Acho que o Pizza deveria fazer uma pesquisa de Empatia para ver onde ele falhou....
Eu particularmente acho que o melhor para o Pizzonia seria correr (na Europa), nem que fosse na Minardi, ou mudar para uma equipe (menos a Minardi) que treinasse às sextas, pois pelo menos no ano que vem não poderiam descartá-lo com desculpa ridícula de que não tem experiência, pois o Dadvison, que até hoje não provou nada, é bastante falado porque treina bem às sextas feiras, com um carro com configuração de treino.
E embora meio patriótica, também acredito pela metade no que está hoje nos sites de F1 aqui e na Europa, ou seja, que o Heidfeld vai ter que mostrar serviço, caso contrário será substituído, porém não acredito em contrato race by race como foi divulgado.
Acho que essa foi a forma que tio Frank encontrou para não capitular totalmente frente aos interesses da BMW, porque convenhamos, se Heidfeld fosse tão melhor, a Mercedes não o teria deixado sair e pior, não o teria preterido com a experiência que tinha na época pelo Kimi. O Pizzonia não perdeu a vaga por um Nariz como disse o F. Williams, mas sim por quase 900HP e 65 milhões de dólares/ano, que convenhamos é um motivo mais do que justo.
Grande abraço à todos.
Caique Pereira., Rio de Janeiro
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Senhores
Quem acompanha a trajetória do Pizzonia sabe que ele quebrou a cara quando ainda na f3000 (ou terá sido na F3 inglesa?), recusou-se a assinar com o bandido do Briatore.
Sem querer comparar talentos, mas o não menos bandido Bernie Ecclestone veio com um contrato igualmente indecente para o Piquet andar de Brabham. Nelsão que de bobo não tem nada, topou na hora. E o resto vocês já sabem.
Ainda não satisfeito, Pizzonia (à epoca) saiu dizendo um caminhão de bobagens, se vangloriando de ter bancado o difícil com o Briatore, fato que não dever ter ajudado em nada a sua carreira posterior junto aos demais chefes de equipe.
Foi para a f3000 e não fez p... nenhuma, foi para a Jaguar e não fez p... nenhuma, ganhou de brinde aquelas 04 corridas na Williams e não fez p... nenhuma de novo. No final do ano, veio correr na Granja e o resultado foi aquela crise de primadona, sendo mandado chorar em casa que é lugar quente.
Resumindo, para mim parece que o Pizonia é uma cara que fala pacas mas faz p.... Se ele está nesse beco sem saída, a culpa é só dele. Se eu fosse o Frank Williams teria feito exatamente a mesma coisa.
Um pusta abraço
Edu Di Lascio, São Paulo
Ps. Tava com saudade de escrever pracá.
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Olá pessoal do GPTotal!
A escolha de Heidfeld foi certa por parte da Williams, assim como seria certo se a escolha fosse Pizzonia. Trocar um pelo outro é trocar seis por meia dúzia.
Mas uma coisa ficou certa: a BMW influenciou e muito a escolha e me parece que a escolha já tinha sido feita a muito tempo. Bastava a Heidfeld andar no mesmo ritmo que Pizzonia que ele seria o escolhido. Contudo, andou mais rápido desde o início e facilitou ainda mais a escolha do alemão.
Pizzonia viu sua grande chance na F1 ir por água a baixo e será muito difícil ele ter outra oportunidade (se já é difícil ter duas chances na F1, imagine três...) e se eu fosse ele, ao contrário do que o Panda disse, iria embora da Williams, procuraria outros ares, até mesmo na GP2, por que na Williams, eu não ficava por apenas um motivo: amor próprio!
João Carlos Benício Viana, Fortaleza-CE
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Pizzonia dançou!
Mas acho que quem, dançou mesmo foi a Petrobras (mais uma vez) ao continuar abarrotando os cofres de Mr. Frank que a levou no bico emburrando a decisão para quando quis afim de que os "brasileiros" não reclamassem.
Este papo de desempenho é furado o que vale mesmo são os $$$ e nisto a BMW é ainda mais forte.
Roberto Costa, Fortaleza
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Olá Panda
Finalmente o mistério acabou:Heidfeld é titular da Williams (eu, pessoalmente gostei, mas boa parte dos brasileiros não gostou muito,nem preciso dizer porque né?)
Agora deixando os chiliques de alguns brasileiros de lado,gostaria de lhe pedir algumas opiniões sobre esse assunto, vamos a eles:
1- A Williams fez uma boa escolha?
2- Vc acha que o Webber vai aniquilar o Nick?
3- Boa parte dos torcedores brasileiros acham que,depois dessa “sacanagem” (na opinião de alguns deles) Pizzonia deveria dar um pé na bunda da Williams e tentar uma vaga na Jordan, Minardi ou Red Bull. Na sua opinião Pizzonia deveria ir para uma dessas equipes ou seria melhor ele continuar na Williams como piloto de testes?
Antes de encerrar, Panda, gostaria de lhe dizer que concordo e também assino embaixo de quase tudo do que o leitor Willian Lopes Machado escreveu em sua carta e também de sua resposta (de alto nível, como sempre) e de tudo isso tirei umas conclusões: muitos torcedores brasileiros são mal-acostumados e alguns chegam a ser psicóticos quando se trata de defender devoções cegas.
Só tenho pena desse tipo de gente que sangra em vida por cada picuinha. Espero não ter enchido sua paciência com tudo isso
Abraços
Vinícius, São Bernardo do Campo
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Olá, Vinicius
Não encheu, não. O que me enche mesmo é o tipo de gente que você citou: os que sangram em vida por causa de picuinhas, e que eu chamo de "patriotas esquizofrênicos".
Sobre a escolha da Williams: é bom lembrar que a verdadeira escolha foi pela dupla Mark Webber e Jenson Button, e não Mark Webber e Antonio Pizzonia ou Mark Webber e Nick Heidfeld. Toda essa indecisão entre Heidfeld e Pizzonia só aconteceu porque o contrato de Button com a Williams não foi considerado válido para 2005.
Outra coisa: para assegurar uma vaga como titular na Williams em 2005, Pizzonia teria que ter tido atuações excepcionalmente boas nos quatro GPs que disputou pela equipe no ano passado. E isso não aconteceu. Ele fez uma corrida muito boa (Bélgica) e nas outras três foi, digamos assim, correto. Ou seja: não fez besteiras que o desqualificassem, mas também não encheu os olhos de ninguém.
Respondendo suas perguntas: 1) Qualquer um dos dois seria uma boa escolha. São dois pilotos muito bons, de níveis muito parecidos e que têm qualidades muito semelhantes. A ambos, só faltou uma coisa até hoje: uma oportunidade real em uma equipe de ponta.
2) Não acho. Até aposto no australiano para ser o mais rápido dos dois, mas não com uma diferença significativa.
3) A única das equipes citadas que poderia oferecer alguma perspectiva de ao menos marcar pontos é a Red Bull. Mas perspectivas a Williams também oferece: dizem que o contrato de Heidfeld foi feito corrida a corrida, e que se ele não for bem a Williams pode colocar Pizzonia em seu lugar a qualquer momento. Diante disso, creio que o melhor para Pizzonia seria permanecer na Williams como piloto de testes e aguardar os acontecimentos futuros. Mas isto é mero palpite de quem está de fora...
Abraços,
(LAP)
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A seguir, mais opiniões dos leitores do GPTotal sobre o caso Pizzonia-Heidfled-Williams
Acabou acontecendo o que, pelo menos inconscientemente, todos nós esperávamos: Pizzonia não vai correr na Williams em 2005, sendo preterido em favor de Heidfeld.
Sou fã de carteirinha do que o brasileiro fez nas categorias menores, mas não consigo deixar de pensar que a decisão foi justa. Pizzonia foi bem nas corridas que fez pela Williams ano passado, mas não bem o suficiente para deixar todo mundo pensando "pelo amor de Deus, porque não contratamos esse cara antes?"
A pressão da BMW certamente foi importante, talvez até decisiva, mas não seria suficiente se o brasileiro tivesse tido desempenho semelhante ao da Bélgica em todas as corridas que disputou. Fosse assim, acredito que ele seria confirmado antes mesmo do fim de 2004...
O Heidfeld também não é um super-piloto, concordo, mas ao menos é bem mais rodado que o brasileiro em termos de F1, tendo passagens muito boas pela Sauber e mesmo pela Jordan ano passado. Em vista da verdadeira carroça que ele guiava, fazer 4 pontos a menos que o badaladíssimo Webber não é nada mau. E não podemos nos esquecer que ele fez um páreo duríssimo com Raikkonen na Sauber, ficando a frente dele em número de pontos na temporada 2001.
Assim sendo, lamento muito pelo Pizzonia, gostaria demais de vê-lo sentado na Williams 2005, mas havia algo mais vantajoso no mercado e a equipe fez a sua escolha. E eu não consigo discordar dela...
Rafael Rangel Giovanini, Belo Horizonte-MG
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Edu,
analisando o caso Williams, acho que o Antonio Pizzonia vai ter a grande chance da carreira dele: no mínimo, o Frank Williams deve ter conversado com ele e ter dado suas razões.
Como ele preferia o Pizzonia, e este não foi bem nos teste, o chefão teve de ceder para a BMW, para não perder o motor, mas caso o alemão não for bem e deixar a desejar, o Pizzonia vai acabar ganhando a vaga e a BMW vai ter de aceitar.
E o Pizzonia deve saber muito bem disto. E deve ver como as coisas foram pro J. Button. Um dia, ele pode estar lá em cima, e aí, pode ser muito bom, por que ele terá uma grande quilometragem por conta dos testes e vai bem conhecer o carro.
Vamos ver no que vai dar....
Carlos E Pereira, Itatiba
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Caros Amigos do Gptotal;
Deu o óbvio, que já havia sendo costurado desde o ano passado, quando a Williams ao invés de assumir logo o Pizzonia como titular foi fazer o tal do vestibular apenas para dar satisfação a mídia, já que a decisão de colocar o alemão, a meu ver, já estava tomada a muito tempo.
Seria um pouco de sonho para o Pizzonia que a BMW deixasse de colocar o Alemão e o assumisse como titular. Quanto aos testes, enganaram-se apenas os leigos, já que em apenas uma oportunidade o Pizzonia andou com setup de tomada de tempo (quando colocou quase 1 segundo no alemão), pois os outros foram de corrida, ou seja, com o carro com o tanque cheio, pneus com compostos mais duros para durar uma prova inteira, numa prova desde então, que a Willians estava trabalhando ele como piloto de testes e não como titular.
Surgiu a notícia de que Pizzonia poderia assumir como titular a partir da metade do campeonato se o Nick for mal, mas acho bastante difícil que o Sr. Williams faça isto. A decisão já está tomada.
Um abraço a todos.
Jovino/Brasília
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