pouco depois daquela corrida da Austrália de 86, foi comentado que os pneus que colocaram no carro do Piquet no final da corrida estavam descalibrados. E que este teria sido o motivo de Piquet não ter descontado a diferença que o separava de Prost e ultrapasado o mesmo.
Lembro que depois da troca, Piquet voltou uns 16 segundos atrás de Prost e faltavam umas 14 ou 15 voltas para o final da corrida. Pela diferença de rendimento que os carros apresentavam com pneus novos e velhos, era de se esperar que a ultrapassagem fosse feita. O pessoal do GP total pode fazer uma pesquisa e verificar a evolução da diferença entre piquet e prost volta a volta depois da troca dos pneus. Além de comparar os tempos que piquet virava no início da corrida (com pneus novos e tanque cheio) e no final da corrida (com penus novos e tanque vazio). Talvez isto ajude a gente a entender se o rendimento do carro de piquet com o segundo jogo de pneus foi realmente abaixo do esperado. Depois, nunca mais ouvi esta história de que os pneus estavam descalibrados, mas desconfio que seja verdade. Os amigos do GP total podem ter mais informações!
Outra coisa que já ouvi é que Prost tinha uma sinalização de que seu combustível não seria suficiente, mas em vez de diminuir o ritmo, ele resolveu arriscar e continuou andando forte. O pessoal do GP total para falar se isto também é verdade ou não.
Amigos, embora adiada por alguns dias, (começará na Austrália) estamos às vésperas do primeiro GP da temporada 2011. O que esperar para os torcedores brasileiros? Iniciaremos 2011 apenas com Felipe Massa e com Rubens Barrichello.
Minha torcida pessoal é apenas para que Massa consiga ficar a frente do Fernando Alonso, para que não tenha que se submeter ao desastre de ter que deixa-lo passar. A Ferrari é assim, então, o Felipe estando à frente na pontuação, poderá cobrar a mesma coisa da Ferrari; embora eu ache que a questão do Alonso com a Ferrari é contratual. Mesmo o Alonso estando com menos pontos que o Felipe, não acredito que ele permita que sua imagem seja arranhada com uma atitude dessas. Então Felipe, tem que ser sozinho e no braço.
Rubens Barrichello, na minha opinião o mais azarado piloto da Fórmula 1, não tem muito o que fazer. Espero que vença seu companheiro estreante, sem tantas dificuldades como no ano passado, que viu o melhor resultado da equiupe (largar na pole no Brasil), ficar com seu companheiro de equipe, também estreante na ocasião.
sei que existe uma certa dificuldade em performance e economia quando compramos um carro novo ou que o motor esteja pouco rodado, por questão de amaciamento, um ajuste normal que acontece com o motor quando esse ainda está se ajustando. Mas e na F1? Isso acontece? O motor novo é o melhor em questão de desempenho se comparado a aquele que já foi usado em algum GP, por exemplo?
Um abraço a todos
Juliano Bertoncini, Londrina
Oi Juliano
Acho que a questão do amaciamento de motor, familiar a quem viveu os anos 60, ficou para trás tanto nas ruas quanto no automobilismo. Pelo que sei, motores de competição, quando muito, rodam alguns poucos quilômetros (em bancos de prova, já que não são mais permitidos os chamados shakedowns em pista) antes de irem diretamente para os treinos e corridas.
Muito obrigado, Alexandre, de São Paulo, por contar um pouco das corridas no anel externo de Interlagos, e fiquei impressionado com a prova em que correram juntos e na chuva monopostos com GTs. Isso nos dias de hoje é algo impensável!
Teve o famoso 500 km de Interlagos de 1972 com o duelo entre Luiz Pereira Bueno (Porsche 908/2) e o alemão Reinhold Joest (Porsche 908/3).
Caso você saiba mais a respeito do recorde de Luiz Pereira Bueno no anel externo, por gentileza, conta em detalhes aqui no Gepeto.
Uma vez, aqui, comentou-se que ocorreu uma prova no sentido de giro invertido em Interlagos, e tenho certeza de que muitos iriam curtir bastante ler esta historia também!
Gostaria de saber quais foram as razões do GP do México deixar o calendário da F1 a partir da temporada de 1993. A única vitória brasileira neste GP, se não estou enganado, foi do Senna em 1989.
Abraço!
Mauro Santana, Curitiba
Oi Mauro
Você tem razão: é de Senna a única vitória brasileira no Hermanos Rodrigues, o autódromo que sediou todos os GPs do México, uma pista muito interessante mas que tinha um dos piores asfaltos da história do automobilismo.
O GP caiu, pelo que sei, porque os organizadores não aceitaram os termos comerciais de Bernie Ecclestone – como aconteceu com a absoluta maioria dos outros GPs perdidos nos últimos anos.
Alto lá, meu chapa! As corridas pelo antigo anel externo do velho Interlagos eram sensacionais sim, sendo a mais famosa os 500 kms.
Aconteceram grandes provas. O pessoal vinha muito embalado desde a subida dos boxes antigos e fazia as curvas 1 e 2 daquele jeito (uns, com pé embaixo!). E a curva 3, então? Era a corrida mais esperada do ano, depois das Mil Milhas.
Algumas que eu assisti, foram memoráveis. A que faleceu Celso Lara Barberis, num monoposto feito pelo Toni Bianco com motor de JK. Outra em que duelaram Jaime Silva com a sensacional Simca Abarth 2 litros, e Wilsinho Fittipaldi, no Jacaré, o monoposto da Willys. Sim, correram juntos monopostos e GTs nessa edição. Choveu o tempo todo, Jaime estava sem seu limpador de para-brisa e o Tigrão, possuído. Foi memorável! Ganhou Jaime. Quem viu, sabe.
Fora as outras edições, com aqueles charutões de F1 da Ferrari e da Maserati com motores Corvette. E um dia, conto aqui, se ninguém o fizer, sobre uma única prova que fizeram pelo traçado antigo, mas com o sentido de giro invertido. Então imaginem a freada da junção em descida!
Mas lembranças ruins à parte, com o passar dos tempos e das temporadas, vi que ficou uma briga de boxes sem comentários ou colunas: a batalha Ross Brawn/Adrian Newey, sempre em caminhos diferentes (pelo que sei). A primeira batalha (se não me engano) foi em 94. Um na Benetton e o outro na Williams. E a última Na Brawn contra a Red Bull. Fica a sugestão.
Grato pela oportunidade, grande abraço, Deus abençoe!
Será que a demora da Renault em confirmar o Heidfeld é alguma cláusula contratual com a Pirelli, imposta pela FIA, pois vejamos:
- Ele ajudou no desenvolvimento dos pneus Pirelli e sabemos que neste ano os pneus terão uma importância maior ainda, pois as equipes estão partindo do zero.
- No desenvolvimento dos pneus ele utilizou carros de F1? Nesse caso ele treinou em períodos onde os demais pilotos e equipes estavam proibidos de treinar.
- Ele não foi escolhido pela Pirelli devido a ter experiência e também por não ter equipe para correr em 2011? Pois se fosse para escolher um piloto apenas experiente e que correria em 2011 poderiam ter chamado o Michael ou o Rubens.
- Isto posto, as demais equipes, principalmente as médias e pequenas, poderão sentir-se prejudicadas e tentar barrar a contratação do Heidfeld pela Renault, pelo menos nas primeiras corridas?
Gostaria de saber detalhes da última corrida que decidiu a temporada de 1986, na Austrália, em que Alain Prost venceu e foi campeão, com Nélson Piquet chegando em segundo.
Após o estouro do pneu da Williams do Mansell, Piquet foi chamado aos boxes para trocar os pneus do seu Williams, perdendo a liderança e o título. Por acaso alguém sabe se foi feita uma análise dos pneus do carro de Piquet e se eles tinham condição de terminar a corrida ou já estavam bem gastos e precisavam de ser substituídos mesmo?
Carlos Maurício C. Vieira, Limeira
Oi Carlos
Você se refere a um dos GPs mais sensacionais de todos os tempos, com atuações marcantes de vários pilotos e a incrível combinação de fatos que levaram Prost ao título. Quando escrevi meu livro, em 1993, tentei obter diretamente com a Goodyear mais informações sobre o que aconteceu com os pneus da marca naquela corrida. Aguardo uma resposta até hoje...
Sempre me pareceu evidente - e Nelson Piquet confirmou - que Nigel Mansell judiou demais dos seus pneus naquela corrida. Piquet insinuou, inclusive, que um piloto mais atento e sensível teria sido capaz de antever o desgaste dos pneus apenas os vigiando pelo retrovisor e parando antes que estourassem.
Naquela corrida, além da incrível explosão do pneu traseiro do Williams de Mansell, tivemos também o caso do McLaren de Keke Rosberg, cujo pneu traseiro começou a se desfazer em tiras, obrigando o piloto a parar no meio da volta, o que confirma a percepção de Piquet. Outra informação importante: praticamente todos os pilotos que corriam com Goodyear fizeram ao menos uma parada para troca de pneus.
Quanto à parada do brasileiro, o que lhe custou o título, nunca ouvi ninguém, muito menos o próprio Piquet, aventar a hipótese de ter sido ela desnecessária. Prost, vítima de um furo logo no começo da corrida não precisou parar e, assim, bateu o brasileiro.
Temos bastante material sobre esta corrida aqui no Gepeto. Por favor, use a nossa ferramenta de busca.