Você sintetizou em poucas palavras a essência do que vemos neste momento. Pouco veloz em classificações e pouco efetivo, o piloto da casa de Maranello corre sério risco de eternizar-se como mais um bom piloto relegado à categoria móveis e utensílios, como diria o Ernesto Rodrigues.
Esperamos que ele, pela maior experiência ou visibilidade, ou mesmo os demais brasileiros na F1 possam apresentar melhores resultados, para que de fato não acompanhemos o triste fim do esporte a motor em nosso país, causado pela incessante inexistência de resultados expressivos/incentivos de qualquer natureza.
Como sempre a coluna de Mestre Agresti Vettel e Peterson está corretíssima.
Valentino Rossi é O Piloto, O Esportista, vê-lo correr é um privilegio que felizmente eu tenho. À propósito, não perco uma corrida do campeonato. Motos Forever!
Que a F1 é feita de contratos eu estou cansado de saber, assim como todos que acompanham o GPTotal. Mas nos diga lá: como se chama alguém que dedica anos a fio de sua vida para chegar a F1 e quando está lá se submete a assinar um contrato como o que assinou o Barrica na Ferrari?
O Webber assinaria com a Red Bull se passasse a existir uma cláusula Barrichello no novo contrato? E o Button o faria na McLaren caso as condições fossem essas?
Penso que seja mais uma questão de princípios. Porém, abrir a boca quando o próprio contrato se encarrega de fechá-la, aí tem que ser homem mesmo.
O colega Rogério Tófoli Kezerle perguntou qual seria, legalmente, a melhor atitude a ser tomada para que Alonso não fosse punido ao ultrapassar Kubica e deu as seguintes opções, considerando que ambos os carros chegaram juntos àquela curva:
a. Alonso mantinha a sua Ferrari na trajetória e os dois batiam.
b. Alonso mantinha a sua trajetória, Kubica recolhia e Alonso ultrapassava.
c. Alonso recolhia e deixava a ultrapassagem mais para frente.
d. Alonso sai da pista e ultrapassa Kubica.
A primeira não é uma atitude inteligente a ser tomada e ambos sairiam perdendo. Na segunda, o Kubica estaria cedendo a sua posição gratuitamente ao adversário, quando o correto é defender mesmo. Na terceira, Alonso ficaria na mesma situação que Kubica e também não iria ceder a posição assim tão fácil. Com as ultrapassagens cada vez mais difíceis na F1, ao se deixar a ultrapassagem para mais adiante pode ser que o mais adiante não chegue nunca. Assim sobra apenas a quarta opção que é Alonso sair da pista e ultrapassar Kubica.
O problema é que não havia lugar para ultrapassar ali. Mas como já chegaram juntos àquele ponto, nenhum dos dois iria ceder. Então, a fim de evitar uma colisão, Alonso jogou o seu carro para fora da pista e ultrapassou Kubica. Só que ultrapassar desse jeito não pode. Assim como acontece quando um piloto ultrapassa o outro cortando uma chicane, Alonso deveria ter devolvido a posição imediatamente, pois aquela ultrapassagem não poderia ter sido considerada válida.
Por isso eu acho que a punição foi justa sim. Não necessariamente por culpa de Alonso, que na minha opinião fez o que deu para fazer, mas por culpa da equipe não ter dado ouvidos a Charlie.
Na verdade, não é sobre o texto em si, mas sim sobre a legenda da foto do Zakspeed do Ghinzani. Nos anos oitenta, não havia a regra dos 107%; o que havia é que, como na maior parte da década o número de inscritos era superior ao número máximo de carros permitidos no grid (24 em 1980-81, 26 de 1982 a 1989, 20 em Mônaco de 80 a 86), então aqueles que excediam esse limite eram normalmente eliminados, exceção feita a uns poucos GPs (três ou quatro, se não me falha a memória) nos quais permitiu-se a presença de 27 carros no grid.
Abraços a todos.
Márcio Vilarinho Amaral, Recife
Oi Márcio
O erro foi meu, ao compor a legenda da foto, e não do Marcio.
Voltou o velho e esgotado assunto sobre quem foi ou é o melhor.
Southgate, à direita na foto, junto, com os fundadores da Lola e John Surtees, em foto de 2008 - Clique para ampliar
Cada grande campeão foi o melhor em sua época, Niki, Alain, Andretti e tantos outros. Colocar Senna como divindade absoluta e incontestável é puro delírio, porque se ele foi o melhor, foi dentro das pistas, como os acima citados também o foram. Esta discussão é estéril e desnecessária, é como discutir liderança porém andando em círculos, não se leva a lugar nenhum.
Quanto a Lotus 77 com seis rodas. É fotomontagem, existem sites que já informaram sobre isto. E ao EC a famosa pergunta: Onde anda Tony Southgate? Sugiro até um especial com ele, pois mataria saudades dos BRM, Shadow e Arrows, detalhando projetos e fotos.
Infelizmente o Gardenal acabou e um certo fulano voltou a satisfazer as suas frustrações escrevendo suas missivas ao GPTotal, após poucas semanas de esperança de quem acompanha o site desde o começo.
Ico, Tite, Agresti, todos têm escrito preferencialmente em outros espaços. Vamos voltar às construtivas e importantíssimas discussões do tipo “o melhor”, “eu entendo mais que você”, “eu amo tal narrador”.
Desculpe ser tão antipático. Dada a situação lamentável, também me excedo. Abraços a quem entender. Saudades do GPTotal original.
Se os carros de F1 correram 60 anos com suas rodas e cokpit a mostra, não será agora que isso deverá mudar, pois os carros de hoje são extremamente seguros, e os pilotos que acharem ruim, que caiam fora da categoria.
Mais uma vez, injustiça! Pilotos elegem Senna melhor de todos os tempos da F1.
O tricampeão mundial de Fórmula 1, Ayrton Senna, foi eleito o melhor piloto de todos os tempos pelos atuais participantes do grid da categoria. A enquete foi realizada pelo jornal alemão Bild am Sonntag e só não contou com a participação da Williams e da Renault.
(Fonte: site do terra)
Pessoal: não me contive ao ver a notícia no site do Terra. Ayrton Senna, outra vez, (se não me falha a memória, desde 1991), eleito pelos pilotos o maior piloto de todos os tempos. Indignado resolvi escrever, opinando sobre os melhores de todos os tempos.
Para mim, Alain Prost foi o melhor piloto de todos os tempos, seguido por Nick Lauda e por Michael Schumacher, nessa ordem. Acho uma injustiça colocar o Ayrton Senna nessa lista, como se ele tivesse sido um simples piloto de Fórmula 1.Senna estava tão acima de todos os outros, que é injusto colocá-lo nessa lista. Era mágico, era diferente, era brilhante.
Na verdade, colocá-lo em uma simples lista, mesmo como o maior de todos os tempos, é como ofender um internauta aqui, apenas por ele ter dado sua opinião. É cruel, preconceituoso e inadequado.
Me lembro de uma corrida daquele ano, narrada pelo Wilsão, vencida pelo (espetacular, sensacional) Ronnie, e o pai do Emerson, sem nenhum pudor, berrando na transmissão pelo rádio “Isso é um absurdo!”, se referindo a postura do chefão da Lotus, Colin Chapman, em não mandar inverter as posições de Ronnie e Emerson, o que acabaria levando à perda do (bi) campeonato por Emerson.
Outra séria consequência dessa falta de objetividade e de esperteza de Chapman foi, ao final da temporada, a saída de Emerson da Lotus e sua ida para a McLaren, onde faturou o titulo de 74.
Assim neste ano, a Red Bull deveria se utilizar de mais sabedoria e garantir um campeonato pra lá de fácil,seja com quem for,mas dela!E depois,diz que brasileiro é que não tem memória...
E o Loeb? Ele está reescrevendo os livros de recordes da WRC. Os céticos citam a falta da concorrência, mas isso é injusto. O dever dele não é juntar concorrentes, mas derrotá-los, e isso ele tem feito incansavelmente.
Lógico que não quero reescrever seu pódio com suas preferências, apenas quero saber se você o considera digno de menção especial ao lado dos outros pilotos que você citou.
Estou te mandando uma foto de uma Lotus de 6 Rodas e tentei descobrir mais informações a respeito deste carro mas infelizmente não obtive sucesso.
Esta Lotus existiu realmente?
Abraço!
Mauro Santana, Curitiba
Oi Mauro
Eu nunca havia visto esta foto, tampouco tive notícias sobre a criação deste carro. Ele pode até existir, sendo produto de alguém que tinha um chassi Lotus ou, o mais provável, que seja apenas uma montagem fotográfica.
Não é como hoje. Mais parece video game... Vimos até piloto freando para o outro ganhar corrida! Nas décadas passadas, as equipes garagistas eram a tradição da F1. Hoje, querem bani-las! Aliás quantas destas equipes sobreviveram até hoje? A FIA modernizou circuitos e extinguiu circuitos tradicionais. Várias equipes fecharam as portas.
Quanta inocência a sua achar que as disputas na F1 se resumem a quem tem e quem não tem culhões.
Duvido muito que Webber tivesse dado estas declarações algumas semanas atrás quando ainda não tinha seu contrato assinado com os rubro taurinos e disse o que disse porque seu contrato não oficializa sua condição de segundo, como ocorria na Ferrari nos anos Schumacher. Qualquer um que fosse dividir a equipe com o alemão teria que assinar um contrato onde ficaria claro a condição de segundo piloto com punições claras caso suas cláusulas fossem descumpridas, além de que a diferença de pilotagem entre qualquer mortal e Schumacher em seus anos dourados eram astronômica, bem diferente do que ocorre com os pilotos da RBR. E, convenhamos, o alemão não faria as bobagens que Vettel anda fazendo.
Resumindo, se Rubens (que é sim um grande piloto) resolvesse chutar o pau da barraca, teria que, segundo contrato, pagar multa, perder o emprego e provavelmente ter seu cachorro atropelado por algum funcionário de Maranello.
Amigo, não se iluda com firulas: a F1 é negócios e contratos, nada mais.
É interessante quando o palpite de uma pessoa, que não assume que apostou errado falha, e acho que isso que aconteceu com certos que jogaram suas fichas em Alonso e Vettel e ficam tentando justificar (teoria da conspiração contra Ferrari e favorecimento a Mclarem por ter um piloto negro, por exemplo) os erros de pilotos que acima de tudo são seres humanos e estão sujeito a verem o muro ou tentar passar onde não dá.
Sendo que verdade na Formula-1 é: qualquer um (que sabe o básico sobre um F1 atual) e estiver com a melhor máquina será o campeão. Atualmente temos um campeonato que vale mais a tecnologia do que habilidade nas pistas, isso é fato.
Não sei por que às vezes as pessoas, para discordarem de sua opinião, precisam ser agressivas e, algumas vezes, até ofensivas. Afinal, o proprio email para o qual enviamos nossos comentários é denominado OPINIÃO. Discordo da opinião de muito que comentam aqui, mas respeito-as. Mas vamos lá.
Eu continuo não concordando com a punição ao Alonso na Inglaterra por um motivo simples Os dois já estavam lado à lado. Se Alonso mantivesse sua trajetória, ocorreria um acidente pois Kubica espalhou (corretamente) e, provavelmente, os dois sairiam da prova. Se os dois não batessem, Alonso teria a tomada da próxima curva à direita e, certamente, sairia na frente de Kubica.
Massa e Alonso
Então ficamos com as oções: Alonso mantinha a sua Ferrari na trajetória e os dois batiam. Alonso mantinha a sua trajetória, Kubica recolhia e Alonso ultrapassava. Alonso recolhia e deixava a ultrapassagem mais para frente. Alonso sai da pista e ultrapassa Kubica.
Não conhecia este site. Belo achado! Bom pra curtir, participar e fora da mesmice dos que comentam a F1. Parabéns a todos. Estarei atento e se puder presente.
Dos três adjetivos que você deu a si mesmo, eu fico com o de gênio. Você foi brilhante, resumiu sucintamente tudo aquilo que nós que gostamos da F-1 de verdade, estamos sentindo. Meu caro eu acho que a F-1 que nós gostamos acabou no início dos anos 90!
Concordo com o amigo leitor Rubem Rodriguez Gonzalez, de Itaboraí, e sou contra tudo o que está escrito neste novo pacote de regras para a temporada de 2011. A F1 entrou num buraco negro que parece não ter mais volta, e a cada ano os pilotos se tornam mais e mais garotinhos mimados.
A FIA que esqueça estas asas móveis e o kers, libere a concorrência no fornecimento dos pneus, também os tornando mais largos, retire o rádio e o computador de bordo com a comunicação limitada somente pela boa e velha placa de mureta do box, traga novamente o cambio manual, com embreagem no pedal, com tradicional treino de classificação e testes privados, e vamos ver se a F1 não volta a se tornar a verdadeira F1. Mas imaginem só a choradeira que seria destes pilotos de hoje.
Assisti o vídeo abaixo no blog do Flavio Gomes, Hamilton e Button no acervo da McLaren.
Percebam a diferença de nível de uma geração de pilotos que correram com verdadeiros F1, para uma geração que corre com algo que se parece com qualquer coisa, menos um puro F1.
também respeito muito e gosto de suas colocações e opiniões, até por que você viveu o automobilismo muito mais de perto do que eu.
O que quis dizer é que por motivos que desconheço, apenas suponho, em determinadas epocas, determinados pilotos foram ou são protegidos dentro da F1.
Foi assim com Prost, com Schummy e agora com Lewis, por exemplo. Talvez até tenham um pouco mais de boa vontade (ou seria medo da repercussão pública de uma acusação do tipo "só foi punido por ser negro"?) com Lewis. Mas afirmar categoricamente que é por causa de sua cor? Não sei. Eu não tenho condições de afirmar isso. Seja lá qual for o motivo, eu não concordo com a complacência da FIA com o neguinho (como você disse é negro e pequenino, nada pejorativo portanto).
Eu acredito mais em um interesse comercial do que em interesses raciais neste caso. É muito interessante comercialmente para a FIA ter um negro vencedor dentro de um esporte tão elitista quanto a F1.
Mas, caro Petry, concordamos plenamente em uma coisa: ele é descaradamente beneficiado pela FIA. Assim como foi Schummy. Assim como foi Prost. Cada um em sua época, cada um por algum obscuro (às vezes nem tanto) motivo. Ruim para o esporte. Bom para o bolso de Tio Bernie...
Gostaria de dividir algumas reflexões a respeito do tema do momento, que é a análise sobre os reais riscos de carros mais lentos na Fórmula 1.
Todos sabemos que os dois maiores problemas atuais da categoria, no que tange à dificuldade de ultrapassar, se deve a dois principais fatores:
- A importância demasiada dada às questões aerodinâmicas, onde uma forma aerodinâmica demasiadamente sofisticada muito mais atrapalha do que ajuda, tornando os carros mais instáveis sob condições de baixa pressão do ar - "ar sujo" como se costuma dizer;
- Os terríveis traçados de um certo projetista alemão, que transformou os circuitos modernos em verdadeiras procissões ou como costumo dizer, "o estacionamento de shopping mais rápido do mundo" já que os autódromos são fantásticos e os circuitos uma desgraça.
Já os carros mais lentos, se tornam perigosos na justa medida em que rareiam os pontos de ultrapassagem nos circuitos modernos e que, por força dos excessos aerodinâmicos, as ultrapassagens se tornam mais raras que político honesto.
Quero dizer que se houvessem mais pontos de ultrapassagens ou pelo menos, os carros não dependessem tanto da pressão aerodinâmica, ultrapassar não seria, inclusive, o fator de risco que é hoje.
Por via de consequência, o fato de termos carros mais lentos, poderia de certa forma, ser um facilitador para as ultrapassagens, mas devido à aerodinâmica (principalmente) e ao desequilíbrio dos carros, as dificuldades de frenagem e manutenção da trajetória, se tornaram um novo fator de risco.
Do contrário, como explicar as 24 horas de Le Mans, onde correm juntos carros de várias categorias e cilindradas e onde, logicamente, há uma grande diferença de velocidade, principalmente considerando as gigantescas retas do circuito? E mais ainda: os riscos da etapa noturna, quando, inclusive, há o grande risco de se deparar com um carro que rodou e está totalmente apagado em algum ponto da pista?
O que quero dizer é que, para pilotos do padrão que se espera da Fórmula 1, não deveria ser problema se depararem com carros mais lentos à sua frente, principalmente porque todos já sabem e conhecem esta realidade.
Concluindo, tenho lido algumas opiniões favoráveis ao uso de rodas cobertas nos carros de Fórmula 1. Devo dizer que respeito estas opiniões, porém, respeitosamente, reservo-me o direito de discordar, pois penso que alguns dos grandes encantos da Fórmula 1 são justamente suas rodas, suspensões e cockpits descobertos, que permitem que vejamos de forma muito mais ativa a dinâmica dos movimentos, tanto das máquinas, quanto dos pilotos.
É claro que rodas girando descobertas são um fator de risco mas o próprio acidente de Mark Webber, do mesmo modo que confirma esta característica e fator de risco, por outro lado, atesta a excelente grau de segurança da Fórmula 1 atual.
Creio não ser exagero afirmar que um dos motivos da Fórmula 1 ser tão temida e respeitada deve-se justamente ao fato de ter suas rodas e cockpits descobertos pois exige mais cuidado e precisão na pilotagem, bastando para constatar esta realidade ver as divididas em curvas, onde os pilotos colocam as rodas e suspensões de seus carro entrelaçadas e daí resulta um refinado controle e apurada pilotagem.
Os vilões, na minha opinião, são mesmo os odiosos traçados modernos e os excessos aerodinâmicos aplicados aos projetos dos modernos carros de Fórmula 1.
De vez em quando vou ao paraíso (pena que acabo voltando): tardiamente assisti a entrevista que o Bird Clemente deu no Programa do Jô, lançando seu livro "Entre Ases e Reis de Interlagos".
O DKW de Bird Clemente e Marinho nas Mil Milhas 61 Foto do arquivo de Dante di Camilo publicada pelo site www.revistabrasileiros.com.br - Clique para ampliar
Ex-piloto da Vemag e da Willys, o Bird, ao lado de Marinho Cesar de Camargo, Camillo Christófaro, Luisinho Pereira Bueno, Marivaldo Fernandes e outros mais, foi um dos monstros sagrados das corridas de verdade no Brasil, década de 60. Eram eles os deuses que passavam "mandando o sapato nas baratas" do lado de lá do arame farpado que separava os barrancos do asfalto de Interlagos. A entrevista foi um "revival" para mim e uma verdadeira aula para a molecada que chegou depois e não conheceu ou não viu tudo aquilo.
Sendo breve, quero apenas justificar minha "ida ao paraíso": vemaguista de carteirinha, me emocionei com a declaração dele, mostrando a foto da DKW n°10 das Mil Milhas de 1.961 (5° lugar em dupla com o Marinho). Ele falando ao Jô: "Esse carro foi o melhor daquela época! Esse carro vencia a reta a 200 km por hora, no rabo dos Corvette"!
Fui dormir rindo! Uma declaração dessa lavou minha alma. Ainda mais vinda de um professor, o grande Bird, que saiu da Vemag para correr pela Willys, tornando-se "inimigo" dos vemaguistas. E a exaltação que fez ao meu ídolo, Marinho: "Esse cara foi o maior piloto de circuito de rua do Brasil. Aprendí tudo por ele!"
Pronto: já fiquei imaginando o Marinho "andando" de DKW em Mônaco!
Juro que tentei ler o novo regulamento da F-1 mas não deu. Ou eu sou um sábio ou um verdadeiro idiota. Vou fazer assim: vou me autoclassificar como sábio e deixar os outros me taxarem como idiota, não vai fazer bem ao ego mas ao menos me defendi até onde pude....
Bem, partindo da premissa que sou um sábio e enxergo mais do que os dirigentes e escrivinhadores de normas e leis da categoria máxima vamos as considerações; Não seria mais fácil barato e benéfico para a categoria máxima um regulamento enxuto simples e objetivo, tipo constituição americana? Será que convocaram vereadores brasileiros para redigirem o texto e o que é mais importante o conteúdo?
Será que é difícil fazer um treino onde o mais rápido larga na pole e o mais lento larga no rabo da fila e no meio ficam os outros em ordem sucessiva de tempo? É difícil largar todo mundo com o mesmo pneu e com a quantidade total de combustível para a corrida? Era assim que eu me acostumei a ver corridas na década de 70 que, tirando a barbárie sanguinária dos acidentes fatais, foi o que a categoria mostrou de melhor até hoje na sua história em termos de competitividade e talento. Seria difícil arrancar aquele maldito rádio e deixar o piloto se virar sozinho na pista ao invés de ficar confabulando com 200 engenheiros aparvalhados e debruçados em milhares de computadores? Daria para eliminar toda a telemetria que não fosse exclusivamente para coleta de dados? É pedir demais a inclusão de um pedal de embreagem para a volta dos salutares e humanos erros de marcha? Seria abominável pedir o banimento da direção hidráulica - o Fittipaldi usava uma caixa de direção de Chevette, custava 500 pratas e fazia exatamente o mesmo que faz uma caixa hipersônica feita com liga de xilantônio e tratamento hipertermico e cementação reversa que custa 500 mil reais. Ambas servem para esterçar as rodas e por incrível que pareça a única morte na categoria em que o referido conjunto aparece como provável vilão, está mais para o segundo exemplo do que a simplória caixinha do Chevette....
Será que a roubalheira à brasileira que norteia as corporações internacionais - a FIFA é outro exemplo nada salutar da pratica cleptocrácica dessas entidades - que não consegue enxergar no meio de seis bilhões de habitantes do planeta outro ser humano capaz de projetar uma pista além do Herman Tilke?
O que há de difícil em banir comportamentos nefastos e gastos inúteis na categoria? Para que serve essa porcaria do Kers? Gerar gastos inúteis. Quando matarem a galinha dos ovos de ouro aparecerá algum gênio sugerindo a volta a simplicidade como solução para a categoria.... Não sou contra eletrônica, desenvolvimento e tecnologia, absolutamente! Mas devemos lembrar que por mais que não pareça, essa porcaria ainda é um esporte e deveria ser tratado como tal.
Usar todos os apetrechos e adereços para o desenvolvimento do carro é o certo e é daí que surgem as melhorias mas só em treinos livres, mas na hora do treino oficial e da corrida retira-se tudo, junta todo mundo, faz um treino nos moldes já citados e depois de 50 ou 60 voltas em um circuito de verdade quem chegar na frente depois de ter administrado o desgaste dos pneus, o consumo do motor, suplantado o desgaste físico, ter dividido umas dez curvas tendo como companheiro apenas o painel e seus mostradores, como informação apenas uma placa na frente dos boxes a 330 por hora durante 3 segundos, ter trocado umas duas mil marchas no muque e pisado um número idem de vezes em um pedal de embreagem, ter esterçado seu volante algumas milhares de vezes sem ajuda hidráulica elétrica ou do raio que o parta, quem chegar em primeiro vence e assim sucessivamente até passar o último pela linha de chegada, simples assim.
Adrian Newey pilotou o RBR modelo 2009 semana passada, em Goodwood - Clique para ampliar
Gostava de ver a categoria quando olhava para um piloto e pensava assim: “lá vai um cara que admiro, ele é capaz de fazer coisas que mesmo eu querendo e tendo chance vai ser difícil de chegar perto, tem que ter peito”. Hoje ao ver um piloto de F-1 me vem a mente a figura de um yuppie metido a besta com uma cara que beira entre um nerd e um metrosexual, todos parecem irmão do Cristiano Ronaldo e do Beckham. Se alguém te comparar com um deles têm briga na hora...
respeito muito tuas opiniões, e via de regra gosto e concordo com o que dizes, e naturalmente não há unanimidade, nestas concordâncias. Assim também não espero que todos concordem com o que escrevo.
Mas já que apresentaste tua discordância para minha teoria de antirracismo, tenta me dar uma justificativa, para o incidente do safety car no Japão em 2007, onde minha memória me faz lembrar que o Hamilton quase ultrapassou o carro madrinha, tirou o pé repentinamente e se não me engano o Webber - talvez tenha sido o Vettel com a Toro Rosso -, para não bater no Hamilton, também tirou o pé e alguém ou bateu neste último ou rodou e bateu em função da manobra.
Pois bem, o piloto foi rapidamente punido. Mas ao final da corrida, os comissários reviram as cenas e fizeram justiça, levantando a punição, considerando que ele havia sido induzido ao erro pelo Hamilton. Eu e alguns milhões de telespectadores estamos esperando até hoje a punição do Hamilton ou, pelo menos, alguma explicação. Se encontrares explicação terei prazer em conhecê-la, mas se quiseres tenho uma mais fácil. No GP da Europa do mesmo ano de 2007 ocorreram uma série de rodadas no final da reta, tudo em função de água acumulada na pista, tanto que Markus Winkelhock, com uma Spyker Ferrari, de 22º na largada, aparece liderando na segunda volta. Coisas de corrida, eu sei, mas o que não foi coisa de corrida foi o operador do trator encarregado de retirar os carros da brita e coloca-los em lugar seguro, escolher (uni-dune-tre) exatamente o carro do Hamilton para levar para um lugar seguríssimo, na pista, com o colored a bordo.
Tá certo, vamos esquecer o regulamento naquele item que diz que após a largada o piloto não pode receber ajuda externa, então não há o que se falar em punição. Desculpe Rogério, mas existem mais situações em que o neguinho (ele é da raça negra e é pequenininho) foi poupado, se não é anti racismo, então me deem alguma explicação do porque é com ele que os comissários são delicados.
Gostaria de me desculpar ao Marcio Madeira e a agradecer o amigo leitor Waldir Miranda Junior, Rio de Janeiro por me corrigir pelo meu equivoco envolvendo Josimar e Julio César.
E é nesses pequenos equívocos que eu percebo que estou ficando velho!
Vamos supor que um sujeito qualquer roubou, digamos, 10 reais de alguém e que existem provas irrefutáveis do crime. Um julgamento moroso permite que dez anos se passem antes que haja uma condenação que se resume à devolução desta mesma quantia para a vitima. O problema é que o dono original do dinheiro não pode pagar uma conta de luz e perdeu tudo quando a energia foi cortada (era um sorveteiro?), sua vida ficou em pedaços.
O ladrão, por outro lado, teve dez anos de sucesso financeiro iniciados com a compra de um bilhete premiado da loteria de sua preferência. Ele devolve os dez reais mas continua usufruindo do que conquistou graças a ele. Na prática, não houve punição e a mensagem só pode ser a de que o crime compensa.
O que Lewis Hamilton fez no GP da Europa não foi diferente. Ele ultrapassou ilegalmente o safety car e construiu uma enorme vantagem graças a isso. Cumprindo as regras ele jamais conquistaria o segundo lugar em Valencia. Não importa se ele não percebeu que havia feito a ultrapassagem em situação proibitiva, os comissários deveriam puni-lo da mesma maneira que se pune um piloto que corta a chicane por não conseguir frear, mas obtendo vantagem obvia do fato.
Se está escrito em algum lugar que um simples drive trough (depois de tanto tempo?) é a punição especifica para quem faz o que ele fez, o incidente serve como alerta urgente para que se agrave a pena para futuros infratores. Agora, se foi algo pensado no calor do momento, uma decisão subjetiva e casuística, fica difícil negar que tenha havido manipulação a favor do inglês. É o caso de se averiguar e apurar se existem culpados ou pura e simplesmente falhas no regulamento.
Vamos aguardar uma posição da FIA que ficou de estudar o ocorrido...
E não é que o Carlos Chiesa, no seu artigo E a gangorra continua, também fala em Kubica na Ferrari? Engraçado, né? Quem é do ramo sabe. A Scuderia precisa de providências sérias, não só em relação a pilotos mas também em tática e muita gente errada por lá - Domenicalli, Aldo Costa e companhia bela.
Mas infelizmente acho que esse ano ninguém vai fazer mais nada a respeito. Para 2011, tenho certeza que muda sim, muita coisa errada por lá. E junto, no ano que vem, espero o bye bye definitivo do Alemão, que não é mais de acelerar como antes, além do de outras figuras carimbadas e dos furos n´água que apareceram neste ano. Tem tanta gente aí querendo uma oportunidade e que ela venha em 2011, ano de (espero) renovação total na F1, que anda chata pra caramba.
Sabe o que o chefe da Red Bull disse para o Mark Webber quando ele chegou nos boxes após o acidente em Valência?
“Red Bull te dá aaassaaassss... “ Rs
Falando sério, três decolagens provocadas no mesmo fim de semana, pelo mesmo motivo: o toque entre pneus de carros com rodas descobertas. Será que vai ter que morrer um piloto para que alguém tome providências? Open Wheel é coisa do passado e tem que acabar! Os F1 têm que ter as rodas e o cockpit cobertos, como os protótipos de Le Mans, só que em versão monoplace!
Como é que podem culpar alguém pela demora em punir Hamilton em Valência? Estão doidos?
Olhando nas imagens dá pra ver que é muito difícil determinar com exatidão o que aconteceu. Se Hamilton passou o carro madrinha foi por apenas pouquíssimos centímetros após a linha.
Acho impressionante como gostam de falar mal do caráter dos outros sem analisarem os fatos. Qualquer um pode ver que Hamilton tirou o pé com receio de fazer uma ultrapassagem ilegal, mostrando que tinham toda a intenção de ficar dentro das regras, afinal uma punição é bastante custosa. Um carro de F1 é muito baixo, não é fácil para um piloto determinar se o carro madrinha terminou a linha branca antes dele. Mesmo assim, todos puderam ver que foi por poucos centímetros.
É lógico que uma punição dessas não poderia sair tão rápido, ou qualquer um aqui não iria protestar se fosse da McLaren? Quando viram lá os míseros centímetros da ultrapassagem, puniram. Se a punição não teve efeito prático, foi porque não tiveram habilidade de ultrapassar uma Sauber, um dos piores carros do grid. Se não fosse isso todos estariam mais próximos e a punição jogaria Hamilton lá pra trás, mesmo que demorasse de sair a decisão. Quantas punições já vimos demorar de serem decididas? Tem coisa que não é fácil mesmo. Agora, não é sempre que tem um Kobayashi segurando os outros.
Alonso fica falando bobagens, dizendo que a corrida dele foi prejudicada por isso, mas isso é uma mentira! Mesmo que Hamilton não tivesse ultrapassado o safety car, continuaria na frente dele na volta dos boxes, ué!
A verdade é que o espanhol que tirar o corpo do fato de ter feito uma corrida fraquíssima dentro de casa, pois se engasgou com Sutil e não conseguiu ultrapassá-lo. Quando Sutil passou Buemi se imaginava que Alonso também fosse conseguir e não o fez. E ainda por cima teve que engolir o japonês da Sauber passar ele e Buemi.
Alonso fez uma corrida muito ruim, pois não conseguiu passar ninguém e está tirando o foco disso, jogando o problema pra cima de Hamilton, que já estava na frente dele na corrida e tinha tudo pra ter voltado na frente do mesmo jeito. O espanhol deveria seguir o conselho que recebeu no rádio da equipe e ser esperto e acelerar!
E o Alonso, hein? Simplesmente ridículo! Quer ganhar agora no grito! Tem que pilotar, isso sim! Tá muito cheio de arrogância querendo fazer valer moral. Que moral?
Tem que acelerar, acertar o carro e suar o macacão. Fez tanto barulho e quase não pontua!
Barrichello já foi extremamente criticado por falar demais quando estava de cabeça quente. Ano passado falou o que não devia depois dos GPs da Espanha e Alemanha, e a imprensa não o poupou. Apenas para citar dois episódios recentes em sua longa carreira.
Agora foi a vez de Alonso falar demais ao sair do carro. Ele claramente não é ingênuo. O espanhol também não é um novato; apesar de ainda não ser um trintão, está na F1 a quase uma década. De qualquer forma, saiu metralhando após a corrida em Valência e até falou em manipulação do GP. O estrago foi feito, apesar do pedido de desculpas. Ele escancarou sua defesa, e até mesmo Hamilton (seu nêmesis?) já soltou umas discretas farpas por aí.
E então lembro alguns comentários em 2006, especialmente os após Monza e Shanghai. E também lembro da punição que recebeu na Hungria naquele ano após um momento de road rage durante os treinos livre. 2007 foi um festival de declarações desastrosas e destrutivas após se frustrar na McLaren, além de erros na pista e uma pilotagem abaixo da apresentada nos dois anos anteriores. 2008 e 2009 foram anos de reclusão, digamos assim, enquanto esperava pela Ferrari. Mas nem asism ele lembrou o Alonso da primeira passagem pela Renault, sem contar seu momento Lula em Singapura 2008, tudo aconteceu ao seu redor e dentro de sua equipe e ele foi o último a saber...
E o que temos em 2010? Não o piloto completo e impecável de 2005 e 2006, mas algo que mais se aproxima de 2007. Lembremos; más largadas por erros próprios na China e na Austrália, batida nos treinos de Mônaco, erro na classificação em Istambul, metralhadora verbal pós Valência.
O que se passa com Alonso? Não era esse o legítimo sucessor de Schumacher? O mais jovem bi-campeão de todos os tempos que poderia reescrever recordes e marcas? Um piloto que construía uma equipe ao seu redor e entregava os resultados?
2010 está longe de acabar. Nem Alonso nem Ferrari estão batidos. Mas ainda assim esse não é o Alonso de 2005-6, assim como a Ferrari não é a mesma da primeira metade da década passada. Bem ou mal, metade do ano já se passou e a coisa não decolou depois da triumfante vitória no Bahrein.
Depois de bilhões de anos sem me manifestar (para alívio de vocês), lanço minhas opiniões sobre o chatíssimo GP da Europa:
- Kamui Kobayashi, para mim, foi o nome da prova
- fiquei na dúvida se Hamilton foi punido só porque Alonso ele e a Ferrari chiaram - me parece que se não tivessem falado nada, ia passar batido
- Rubinho levou muito bem o carro ao final – parabéns!
- Herman Tilke deveria ser banido da F1. Que drogas de circuitos que ele faz! Deve ter grana rolando entre ele e titio Bernie para se manter tanto tempo contribuindo para a piora do esporte.
Bem, podem ou não gostar do Alonso, mas que ele foi prejudicado com a ridícula punição que deram ao Hamilton, isto foi. Da próxima vez sugiro que ninguém respeite o carro madrinha, compensa muito mais! Se o espanhol tivesse cometido a mesma infração do inglês, na pior das hipóteses, teria chegado em terceiro.
Outra coisa, não aguento mais falarem que o Button é eficiente, que é inteligente, que poupa o carro, pneus... Na verdade, ele é um escudeiro do Hamilton, como Rubinho foi do Schumacher, só que numa versão melhorada. Toma pau direto do Hamilton, tanto nas classificações, como nas corridas e tem gente que acha que ele está poupando o carro? Poupando para quê, se o carro do Hamilton tem chegado tão inteiro que o do seu pobre escudeiro? O Button deu foi sorte nas duas estratégias de chuva e que o permitiram vencer as corridas, mas em condições normais não chega nem a incomodar o Hamilton. O coitado está tomando mais de 0,3 segundos por volta do Lewis; assim, só resta a ele poupar equipamento!
Discordo de quem diz que Hamilton não é punido por um "contra-racismo" ou um "racismo ao contrario". Schummy aprontou de monte e dificilmente era punido.
A FIA aplicou a regra em Valencia. O que ocorre é que aplicou tarde. E mesmo cumprindo a regra, nada impede que esta seja revista, em vista do resultado completamente nulo dessa punição.
Alonso fez o correto. Viu uma infração e questionou. Perseguição com Hamilton? Claro. Hamilton é o lider do campeonato. Vai reclamar de quem? Do Glock, do Grassi, do Senna?
A regra deve ser urgentemente revista, pois ela beneficia os infratores. E isso está errado. Seja o beneficiado negro, branco, amarelo, azul, ou de qualquer outra cor.
Realmente corrida muito chata, pensei que seria divertida devido a competitividade para a pole. Lêdo engano.
Penso que essa história com Hamilton e punições devido a um beneficiamento sobre ele uma grande bobagem, acho inclusive que é desmerecer o grande piloto que ele é. Vejam o que fez com o Alonso como mesmo carro, coisa que o Massa (para minha infelicidade...) não esta conseguindo fazer até o momento.
O Lotus de Kovalainen nos treinos da 6a-feira, em Valência - Clique para ampliar
Alguém poderia me explicar porque o Di Grasi pode segurar o Alonso em Mônaco e o Kovalainen tem obrigação de abrir para o Weber em Valência? Será que o Galvão é pacheco? O pior é ter que ouvir os dois baba-ovos concordarem com todas as besteiras que o Galvão fala.
Por falar no acidente, acho que a culpa foi do Weber. Ele deveria ter calculado melhor o ponto de freiada, uma vez que tinha uma carroça na frente. Além disso ele optou por virar um pouco para a esquerda e aproveitar um pouco mais o vácuo da Lotus antes da freada. Isso colaborou para o acidente. O Kova estava na dele.
A doença das categoria monomarcas no Brasil é contagiosa, tão contagiosa quanto prejudicial ao automobilismo. O site Grande Prêmio reporta várias categorias, e entre elas a Nascar, que mesmo que desagrade alguns agradam a outros, como uma infinita superioridade à Fórmula Indy, por exemplo.
A NASCAR não é monomarca, mas o referido site usa os serviços de um jornalista, o Felipe Giacomelli, que insiste em reportar a mais importante categoria norte americana como se fosse uma monomarca e nega-se a escrever a marca do carro, publicando apenas o nome do piloto. Sim, eu já me dirigi ao Grande Prêmio várias vezes, sugerindo, implorando e finalmente reprovando o jornalista, sem chamá-lo de imbecil, por enquanto....
Quanto mais conheço os apaixonados pelo Rubinho, mais gosto do Schumacher. Lendo teu post, parece que o Rubinho entregou umas 17 ou 32 corridas pro Alemão, é aquele mesmo que alguns gostam de chamar de Dick Vigarista.
Chiesa: conta pra mim qual foi a segunda vitória que o Rubinho entregou pro Schumacher - quarto ou sexto lugar não conta. Já eu posso te contar que o Alemão entregou pro Rubinho Monza em que ele tirou o pé escandalosamente para não ultrapassar o brasileiro, quando este saia de seu segundo pit stop e a partir dali só acompanhou o chorão até a bandeirada.
Te conto também que em Indianápolis o Alemão tirou o pé na última curva e o Rubinho venceu por algo como uma mão de tinta a mais no bico de sua Ferrari. Já a equipe que impediu o Irvine de ser campeão como tu dizes, mandou o Mika Salo entregar pro irlandês uma prova em Hockenheim e mandou o Alemão entregar outra na Malásia. O resto fica por conta da imaginação dos detratores do Schumacher e da Ferrari, já que o que faltou realmente ao Irvine foi miolo de manga. Já quanto ao Massa a teoria da conspiração, vai as raias do doentio.
Gostaria de participar deste debate envolvendo os amigos Rogerio Tófoli Kezerle, São Paulo e Carlos Chiesa.
Concordo em partes com a opinião de ambos, que a tecnologia é valida, mas que deveria ser limitada.
Neste vídeo abaixo do GP da Suécia de F1 de 1978, o último no país (me corrijam se eu estiver errado), ficou marcado para sempre na historia da categoria pelo surgimento e proibição do Brabham funcar.
Após este GP, a F1 nunca mais seria a mesma, por motivos políticos, econômicos e de segurança, mas tudo embarcado na tecnologia. Vale a pena ver de novo!
Vejam só o pacote de mudanças para 2011:
- Volta do Kers
- Introdução dos aerofólios traseiros móveis
Os pilotos poderão diminuir seu ângulo, o que facilita muito na disputa por uma posição. Mas só poderão fazê-lo depois de receber permissão da FIA. O uso só será permitido quando a diferença entre um piloto e outro for de apenas um segundo, ou menos. Uma loucura, é algo que deixa cada vez menos os pilotos a tomarem decisões sozinhos na pista. A asa dianteira já é móvel e não se escuta nenhum comentário que um piloto ultrapassou outro por diminuir o ângulo da asa!
Isso tudo é muita frescura para esses pilotos que só sabem reclamar das regras e dos carros.
Imaginem aquele GP de Detroit lembrado por Marcio Madeira, Dois imortais em duas horas, no momento em que disputavam posições Laffite, Mansell, Piquet, Senna e Prost, com os carros a centímetros dos muros, alguém no seu ouvido falando, "agora você tem permissão para ultrapassar, agora você não tem permissão para ultrapassar", isso é loucura de mais!
Na coluna Coisa de Velho de Ernesto Rodrigues, ele a finaliza o texto com as seguintes frases: "O papel dos pilotos é cada vez menor, como já era, se compararmos a época de Nelson e Nigel com a de Clark e a deste com a de Fangio.
É outro departamento. A Fórmula 1, hoje, é mais parecida com a produção de um mega filme de Hollywood do que com a pintura de uma tela ou a criação de uma escultura.
Nada contra.
Apenas um pouco de saudade dos tempos em que o cockpit era um lugar onde o piloto ficava mais às sós com seus limites e suas qualidades."
É exatamente isso que esta faltando faz tempo na F1!
Quem acompanha F1 sabe que os bólidos de hoje são muito mais fáceis e confortáveis de guiar do que os F1 dos anos 50, 60, 70, 80 e meados dos anos 90.
Na mesma corrida de Detroit de 1986, Piquet e Senna simplesmente dão show, e ultrapassam rivais de calibre como Prost, Mansell, Laffite e Arnoux numa pista de rua bastante seletiva e estreita, com extrema habilidade e facilidade, ou seja, ATITUDE!
ATITUDE essa que falta para os pilotos de hoje, e se eles já ficam na sombra dos seus respectivos engenheiros, imaginem só o vai ser no ano que vem!
Todo ano a FIA tem que ficar mudando as regras, isso não é bom quando as coisas estão indo bem, e o maior problema esta nas pistas e não nos carros, pois nesta temporada, quando tivemos corridas em pistas como Austrália, Turquia, Canadá, as provas foram verdadeiras corridas de F1, mas isso a FIA não quer enxergar.
Outro ponto que a FIA deveria liberar é a respeito dos pneus, sem esta obrigatoriedade de utilizar o composto duro e macio na mesma corrida, isso é a ultima coisa que esta atrapalhando as corridas!
Também concordo com o Chiesa, quando menciona que o Felipe Massa pode estar passando pela mesma situação de Barrichello na Ferrari, mas por que ambos tiveram que passar por isso?
Será que a Ferrari é a única equipe de ponta da F1? Vamos falar do GP de Valencia deste domingo. Tirando o incrível acidente envolvendo Webber e Kovalainen, a corrida foi muito fraca, com uma pista fraca e pilotos acomodados em forçar ultrapassagens.
Sim, acomodados, pois tenho certeza que se fosse aquela turma daquele mesmo GP de Detroit de 1986, as ultrapassagens teriam ocorrido, pois se na pista estreita de Detroit tivemos varias ultrapassagens, imaginem só nesta pista larga de Valência.
Prova disso foi o Kobayashi, que forçou a barra e passou dois carros no final, independente de estar com pneus novos, pois todos os pilotos também andaram com pneus novos em algum momento da prova.
Quem quer passar arranja um jeito, Gilles Villeneuve e tantos outros provaram isso muito bem.
E na minha opinião, esta safra atual de pilotos é muito fraca e chorona.
Por isso, as corridas de verdade estão cada vez mais raras.
Desculpem o desabafo, mas é que tantas e mudanças na F1enche o saco!
Realmente foi fantástica a coluna Dois imortais em duas horas, do Marcio Madeira, com carros lindos e circuitos desafiadores e não como certas pistas de autorama como vemos hoje em dia.
Quanto a errônea correção do sr. Mauro Santana, de Curitiba, na disputa por penaltis entre Brasil X França, quem se equivocou foi o mesmo, haja vista que Josimar nem relacionado para realizar cobrança foi, e sim o atabalhoado Julio Cesar, que deu um chute horroroso na trave e Sócrátes que perdeu o primeiro pênalti, tentando enganar o goleiro com uma paradinha com estilo Seu Madruga, o que logicamente não aconteceu e infelizmente fomos derrotados.