Assisti ao filme Desafiando Limites (coluna do Marcel Pilatti) e realmente fiquei impressionado com feito deste piloto, muito bem interpretado por Hopkins. Pesquisei sobre sua historia e, entendi o amor que ele sentia por sua moto e pelo esporte. Uma grande pessoa, sem dúvida.
Direciono essas minhas palavras para os comentários do conterrâneo Josenildo Henrique e Márcio, de Araguaína: adorei os artigos e as lembranças que fizeram nas suas últimas palavras postadas aqui. Peço licença para dar minha opinião sobre o assunto.
Gostaria de chamar atenção apenas para uma coisa: motor não é tudo na Fórmula 1. Quando falamos de potências acima de 600 ou 700 cavalos, o motor não é tudo. Tirando uma ultrapassagem na reta, nos demais pontos de uma pista, potências um pouco inferiores poderiam trazer grandes vantagens. Neste aspecto considero o peso do carro muito mais importante na diferença de tempo, do que o motor especificamente.
Vamos lá: em 1991 e 1992, o Senna tinha o Honda V12. O carro a ser batido nesses dois anos foram os Williams com motores Renault V10. O fato é que o Williams era um carro muito mais equilibrado e tinha um motor que: além de muito forte, consumia menos. Os Ford V8 que equipavam as Benettons eram motores muito especiais. Os V8 da época, embora tivessem uma potência final bem inferior aos V10 da Renault e V12 da Honda, tinham um torque em baixa velocidade muito semelhante aos outros dois mais potentes. O carro Benetton era dos mais equilibrados, principalmente em 1992, quando, não só o Schumacher, mas também o Brundle, fizeram grandes corridas. Vale a pena lembrar que os motores Ford V8 não quebravam.
Em 1992, o Schumacher ganhou uma corrida na Bélgica, aliás foi a sua primeira vitória na categoria. Senna venceu 3 corridas e fez um campeonato muito bom, como era de se esperar. A Benetton foi considerada o segundo carro da temporada. A suspensão ativa da McLaren não funcionava e os Benettons largavam vários quilos mais leves, pois seus motores consumiam bem menos. Menos potência / menos peso. A McLaren não tinha como lutar e abandonou o trabalho do carro de 1992 logo no meio do ano. Senna tirou leite de pedra nas corridas de Mônaco, Itália e Hungria. Isso sem falar na última corrida do ano na Austrália, quando Senna estava na frente do Schumacher nos pontos, mas bateu atrás do Mansell, deixando o caminho livre para o Schumacher ser terceiro no campeonato.
Em 1993 a McLaren teve um problema sério de "dinheiro". A McLaren perdeu a Honda e quem pagava metade do salário do Senna e do Berger. Perdeu também os motores que eram "de graça", tendo que comprar por um valor muito alto os motores Ford. A Ford, na época, eram os motores mais resistentes da categoria. Além de muito bem desenvolvidos, consumiam pouco e eram super resistentes. A McLaren também gastou uma verdadeira "fortuna" para atualizar o carro em relação às Williams. O Senna realmente fez um campeonato mágico em 1993. A McLaren inclusive superava os Williams no quesito "tecnologia". Alguns sistemas no câmbio só os carros de Senna e Andretti (depois Mika Hakinnen) tinham. O sistema de atuação do câmbio, que permitia ao piloto fazer uma programação e não precisar mais trocar de marcha era exclusivo. O fato é que a suspensão da Williams era imbatível. A Benetton tinha um carro equivalente aos McLaren e aos Williams; mas não tinham um Senna no volante.
Em 1994, todos esses recursos tecnológicos foram proibidos. A suspensão "ativa" estava proibida. Ela até poderia ter componentes hidráulicos, mas não seria mais permitido "elementos móveis", ou "atuação nos carros de fora (um computador) para dentro", principal característica da suspensão ativa. Não voltaram as "arcaicas" alavancas de câmbio, mas o piloto tinha que atuar para trocar as marchas, (com o dedo atrás do volante), como é até hoje. O câmbio poderia ser semiautomático, na borboleta, atrás do volante; mas o piloto teria que atuar na mudança de marcha. Se essas proibições não tivessem sido exigidas, vocês podem ter certeza que, trocar de marcha seria coisa do passado. Em 1995 todas as equipes já teriam câmbios totalmente automáticos; não sendo necessária nenhuma atuação do piloto para a troca de marchas.
Creio que você concorda comigo, quando diz que a corrida deveria ser no anel externo de Interlagos. Um Autódromo. Eu apoio totalmente, mas em ruas pra quem tem autódromo... nunca.
Com relação ao Autódromo do Rio, creio que você não está a par do que precisa ser feito, pois o acordo é judicial e só poderá ser destruído o atual autódromo se um novo vier a ser construído. Veja que em 2010 o Autódromo será utilizado. Esse acordo foi assinado pela Prefeitura, CBA e pelo COB.
Ainda sobre Jacarepaguá, talvez você não tenha conhecimento, mas o traçado de cerca de 4.900 metros de extensão está intacto, assim como 100% do oval. O que aconteceu, foi que o Prefeito C. Maia e o Nuzman simplesmente colocaram na curva Norte meio-fio e retiraram as Zebras. A única perda em relação ao traçado original foi a curva Nonato, mas se se usasse a Norte onde o Oval utilizava, que não era a Norte do traçado e ainda se esticasse a Reta para mais de 1200 m, o que poderia ser feito sem problemas, porque ela já existe, o traçado teria mais de 5.180m.
O traçado que eu vi e está sendo preparado pelo motivo do acordo judicial será bem melhor que o atual de Interlagos, que apesar de ser o melhor autódromo do Brasil em instalações, desde sua destruição, deixou de ser o melhor traçado do mundo, e eu vi muitas provas naquele autódromo antigo.
Repare que não sou contra São Paulo; sou contra se realizar uma corrida nas ruas, se tendo um local para provas de automobilismo. Por isso escrevi que São Paulo perdeu a chance de ter os dois maiores eventos a motor do Planeta, a Moto GP e a F1. Preferiu, por motivos políticos e torpes, fazer nas ruas uma prova com carros/chassis de 2002 e que acho, são a xepa do automobilismo - carros e pilotos. Isso é apenas minha opinião. Há quem goste, o que não me deixa nervoso, porque é uma questão de gosto, mas não consigo comparar o Massa e o Barrica com o Kanaã e o Castro Neves, ou o Vettel com o Scott Dixon, ou o Franchitti com o Schumacher, ou o Wilson com o Hamilton... Pra mim, só salva a Bia, que se bobear, dá pau no Bruno Sobrinho e no Di Grassi.
Com relação ao Rio, o Pan foi feito 80 % com recursos do Estado e da Prefeitura, o que foi uma lástima, porque sou contra Copa do Mundo, Pans e Olimpíadas num país que precisa ter outras prioridades e utiliza estes eventos, com a falácia de deixar um legado, que na realidade não existe.
O Autódromo novo está orçado em R$ 160 Milhões e estes caras o farão por mais de R$ 280 milhões, para levarem o deles.
Cristiano
Até onde me foi informado, numa roda de amigos nos boxes, em Interlagos, a Jordan que o Otávio Mesquita tem colocada na parede de sua casa é fake, embora muito bem feita. Quem me falou, aliás falou em alto e sem esconder pra ninguém, é um sujeito digno de se acreditar.
Gostaria de dizer em resposta a alguns leitores aqui do site sobre essa história do Barrichello dizer que será campeão do mundo.
Pelo o que tenho lido, essa informação já foi desmentida pelo próprio Rubinho que disse ter sido mal interpretado. A última informação que se tem na imprensa diz que ele está se sentindo bem na equipe e fisicamente, ou seja, ele sabe do carro limitado que ele possui esse ano. Acho que por não terem o que fazer, começam a escrachar o coitado do nosso piloto que já está a tanto tempo no ponto mais alto do automobilismo mundial, já pensaram nisso?
Quantos pilotos não conseguiram terminar nem sua temporada de estreia? Talvez se fossemos menos influenciados pela TV Globo teríamos um pensamento diferente quando vemos Massa tomando pau de Schumacher, Raikkonen e Hamilton.
Igualmente respeito tuas opiniões mas falar que o Brabham 81, 82 não usava asa dianteira porque tinha muito downforce é, no mínimo, falta de conhecimento. Eles, como o resto do grid, corriam sem a asa dianteira em pista de alta velocidade como Monza, Paul Ricard e outras porque o arrasto que as asas provocavam na retas não compensava, deixando o carro mais lento e fora que nessa época os carros tinha os perfil asas, que deixavam as asas dianteiras sem sentido e até desequilibravam o carro. E pra fechar esse assunto, se compararmos o downforce do Brabham 82 um Ferrari 04, por exemplo, em Mônaco pela melhor volta da corrida que foram deles: Brabham do Patrese 82 – 1m26s354, Ferrari do Schumacher 04 – 1m14s439. É uma diferença de 11s915, isso só em downforce, porque os pneus de 82 eram mais largos e o motor mais potentes que o de 04 tendo mais aderência mecânica.
Quanto a você achar o Schumacher melhor, cada um tem a sua e respeito. Eu acho o Senna melhor simplesmente porque quando vejo um piloto fazer uma grande volta eu olho e penso: o Senna abaixaria 1s desse tempo, por alguns dados dele. Exemplos: GP de San Marino 84. Ele não se classificou para a corrida porque no treino de sexta ele não conseguiu andar por problema no carro e não fez tempo no sábado porque chovia. Mesmo assim, ele foi para a pista e fez o melhor tempo! Outro exemplo, GP da Espanha 86. Ele põe 1s no segundo colocado, Nigel Mansell, mesmo tendo um carro inferior - e muito outros tempos estrondosos que ele já colocou sobre outros pilotos. Pra finalizar mando o vídeo do treino do GP dos EUA 91.
A imagem esta horrível mas essa volta voadora do Senna é simplesmente e absolutamente fantástico! Essas voltas que me fizeram gostar da F1, andando no limite do limite!
Você tocou em pontos que eu particularmente não havia atentado. Em relação à apresentação da Hispania, uma pobreza de doer! Realmente foi a primeira vez que vi os pilotos sem uniforme da equipe e em relação à segurança, foi o que achei o mais grave, muito bem lembrado. E se esse carro soltar uma peça e atingir alguém? Basta lembrar que o carro da Virgin nos testes soltou o bico. Parabéns por mais esta coluna.
Muito se fala das modificações em relação a 2009 (fim de reabastecimento, por exemplo), e com isso quase não escutei a respeito do velho kers, que tanto ajudou a McLaren no final da temporada (na última corrida, Lewis só não ganhou por problemas no freio). Pergunta: alguém sabe se este ano é obrigatório o uso deste dispositivo? Caso não seja, quais as equipes que vão usa-lo este ano (tirando Ferrari, McLaren e se não me engano a Renault)?
Márcio Reis, São Paulo
Oi Márcio
O kers está proibido na Fórmula 1, nesta e nas próximas temporadas.
Schumacher aposentou sua aposentadoria. Ah! ele pode. Mas o coitado do Rubinho não pode, tadinho: o Brasil inteiro torcendo para ele - torcendo para ele se aposentar, claro -, e nada! O cara continua lá e, novamente, disse em bom português que ainda vai ser campeão do mundo. Sei. Eu também disse para uma ex-namorada minha que sim, claro querida, óbvio que um dia a gente, argh (!), casa... Era só o tempo para eu concluir o meu curso de harpa, que estou para começar logo, cumprindo assim uma promessa feita para minha querida vovó, quando ela ainda habitava o mundo terrestre aqui junto da gente (um amigo meu me contou que um curso desses completinho não leva mais do que parcos 24 aninhos).
Tudo correu maravilhosamente bem até o dia em que ela resolveu perguntar (por que mulher tem sempre que perguntar tanto, hein?) a já citada (para vocês, obviamente não para ela) duração do tal do curso de harpa. Acredita que ela perdeu a paciência e prontamente me deixou sozinho e abandonado? Tenho lá eu culpa se ela é apressadinha? Ainda mais com um assunto tão sério como é o casamento! E pense que a gente mal se conhecia quando isso aconteceu: pouco mais de apenas cinco aninhos de namoro haviam sido completados apenas até então!
Mas falando em casamento, tenho cá para comigo que foi exatamente isso que fez o Schumacher tirar o pijama de bolinhas, o gorro com pompom e a pantufa fofinha, macia e quentinha que imita um pé de galinha. Aliás, tenho uma amiga que tem umas dessas iguaiszinhas as do Schumacher, mas que não gostou muito e abriu um discurso conservador, moralista e legalista no dia que eu tentei tirar essa pantufa fofinha, macia e quentinha do seu pé, sabia? (Ok, digamos que talvez eu tenha tentando convencê-la a tirar o pijama também, assim como mais algumas peças que ela vestia por baixo.) Aí¬ ela veio com aquela conversa tí¬pica de que não, não mesmo, nem pensar, somos amigos e eu não quero estragar nossa amizade e depois como eu vou conseguir olhar para você? Ora bolas, com os olhos!
Mas, voltando, onde eu estava mesmo? Ah sim: seu casamento, não o seu, prezado leitor, o do Schumacher, foi o responsável pela aposentadoria da sua aposentadoria, só pode ser! Acompanhe meu raciocí¬nio.
Eu descobri, graças a minha grande e eficiente rede de contatos, que o Rubinho Barrichello fizera também exatamente a mesma promessa que eu, lembra? Aquela lá do comecinho do texto. Cansada de tantas promessas não cumpridas a respeito da conquista do tão sonhado tí¬tulo mundial da F1, a torcida brasileira finalmente criou coragem e colocou Rubinho contra a parede: afinal de contas, esse tí¬tulo vem ou não vem? Acuado e pressionado, tal como eu naquela ocasião a respeito do meu, argh (!), casamento, Rubinho não viu alternativa senão a velha, boa e infalível desculpa do curso de harpa! Foi isso, pimba! É tão fácil de perceber e ninguém percebe, caramba! Rubinho, com mí¬seras 17, 18 temporadas na F1, um novato ainda, mas já totalmente pressionado pela torcida (sem razão, tadinho!), promete que agora, em 2010, montado então sobre a cavalaria de um legí¬timo Williams (carro que deu um tí¬tulo para o Piquet, mas que também deu uma lápide para o Senna), finalmente ele começaria seu tão desejado, sonhado e aguardado curso de harpa!
Claro que Schumacher não ouviu e mesmo que tivesse ouvido isto, frio do jeito que é, não daria bola. Mas mulher percebe essas coisas, claro que percebe, e ainda faz contas bem melhor do que nós, homens fúteis e desligados. Sra. Schumacher percebeu o tamanho da trama do Rubinho e alertou o alemão: com mÃíseras 17 ou 18 temporadas na F1, Barrichello finalmente parece estar pronto para começar seu curso de harpa. Some aÃí então mais umas 24 temporadas (o tempo do curso, lembra?) às 17 ou 18 já disputadas... Já percebeu, não?
Rubinho, durante a pré temporada
Sim, isso mesmo: a verdade então se revela aos olhos de todos e pronto! Daqui a 24 anos o Rubinho, depois de concluir o curso, vai cumprir a promessa de ser campeão mundial de F1! Schumacher não aguentou a pressão de pensar que todos os seus recordes poderão então ser pulverizados! Então aposentou sua aposentadoria, claro! Fica óbvio que Schumacher foi salvo graças ao fato de ser um homem casado, e isso me faz repensar toda minha vida e começar imediatamente meu curso de harpa!
A Fórmula 1 sempre foi uma caixinha de surpresas. É meio que parecido com o futebol: quanto menos se cogita, as coisas acontecem e de forma bem imprevisível. Não vou falar aqui das qualidades de Bruno Senna. Já conhecemos a sua curta e surpreendente carreira nos monopostos. Ele é um cara diferente, posso dizer caso único na Fórmula 1. Mas o que eu quero dar ênfase aqui é o nome SENNA.
Quando ouvimos a narração desse som, vai ser quase impossível não lembrarmos do nosso grande Campeão. Espero que o garoto honre o sobrenome (que não faça como Nelsinho), mas não espero que faça igual ao tio famoso. O que me alegra é ele tem personalidade própria, está começando de baixo numa equipe que para mim é uma dúvida total. Mas ele tem velocidade, juventude, aprende rápido e o melhor de tudo, o nome não vai pesar! Ele é apenas o sobrinho, não caminhou com tio na sua formação como piloto, apenas o tem como uma referência. Ele não é sucessor de Ayrton (como quiseram fazer com o Rubinho). Ele é o Bruno e, na minha opinião, tem potencial no futuro de ser um campeão mundial. Mas, até lá, vai ter sedimentado sua história, seu currículo, suas vitórias e quando vencer, fará uma homenagem ao tio, por que afinal de contas, ele é um SENNA!
Parabéns à Peugeot por proibir as equipes que usam a sua bolha na Stock de associarem-se a clubes de futebol. Até que enfim apareceu alguém com bom senso.
Sou absolutamente contra esse tipo de associação. Já imaginaram em uma corrida final de Stock Car com o tal do carro do Corinthians tendo chance de ser campeão e perder o titulo em Interlagos? Todos sabem o que ocorre no sambódromo cada vez que a Gaviões perde o titulo. Isso, sem duvida alguma, vai ser transferido para os autódromos.
Quem, em sã consciência, aprova algo do tipo? A CBA deveria tomar uma atitude e proibir esse tipo de coisa. O automobilismo brasileiro já está capengando, não precisa de mais besteiras para afunda-lo de vez. Em tempo, não sou contra o Corinthians no automobilismo; sou contra QUALQUER time de futebol no automobilismo.
Respeito mas discordo de tudo que o Caíque comentou sobre a Indy em São Paulo. Acho que a corrida tem que ser lá e deveria ser realizada no autódromo de Interlagos, com a reforma do anel externo.
Quanto ao aproveitamento da parte antiga de Interlagos, não há como, pois o circuito atual abrange essa parte também. Não acredito que a prefeitura do Rio possa construir um autódromo que possa chegar ao nível que Interlagos está hoje e muito menos que possua recursos para isso. Só se for com a ajuda do governo Federal, como aconteceu com os jogos Pan Americanos e que acontecerá com as Olimpíadas.
Primeiramente, agradeço ao Caíque pela resposta. Ao que parece, a documentação dos monopostos e carros de corrida estão mais para a questão do proprietário ter interesse em guardar ou não. Mas imagino que carros comprados mais recentemente, como aquela Jordan do apresentador Otávio Mesquita, devem ter algum tipo de documentação, talvez não de registro, mas que se refira à importação, por exemplo.
Para o Pablo, segundo o que li, a Stefan GP precisaria de aprovação de todas as equipes para entrar no lugar da USF1. O Stefanovich emprega Mike Coughlan na equipe, logo o veto da Ferrari, entre outras, deve ter minado tudo. Basta ver aquele comunicado emitido pela Ferrari, chamando a Stefan de abutre. A Red Bull também se declarou contra. Por fim, tem a própria acusação do Stefanovich de que a FIA só escolheu as equipes que iam usar Cosworth, pela guerra contra as montadoras. Na época diz ele que negociava motores com duas fábricas, mas como ele comprou o pacote todo da Toyota no fim do ano passado, mais uma agravante.
Como democrata, respeito as tuas opiniões, entretanto, não concordo totalmente com elas. Os carros de hoje têm muito mas muito menos aderência mecânica se comparados aos da F1 das décadas de 80 e inicio dos 90. Somente a título informativo, não me recordo ao certo do ano, se era 81 ou 82, mas a Brabham do Piquet, tinha tanto dowforce que sequer era necessário o uso das asas dianteiras, é isto mesmo, o carro não tinha asa na frente!
Quanto a velocidade em corridas, não sou eu o único que prega a teoria de que o Schumy era mais veloz, são algumas pessoas ligadas ao esporte, como Fittipaldi, Piquet, Nick Lauda dentre muitos outros.
Quanto à comparação de quem foi o melhor, acho muito complicado apontar, por inúmeras razões, épocas diferentes, carros diferentes até pistas diferentes, entretanto, se eu fosse obrigado a apontar um piloto mais completo, seria o Schumacher, também por várias razões, que vão desde o acerto do carro, até o relacionamento com seus mecânicos.
Mas é assim mesmo, isto é democracia e liberdade de expressão, com respeito à divergência de opinião das pessoas.
Kamui Kobayashi com o Sauber BMW Ferrari treinando em Barcelona - Clique para ampliar
Prezado Eduardo Correa,
Perdido em meus pensamentos sobre a F1, vendo os novos rumos que ela toma, me fiz uma pergunta: numa F1 que por motivos comerciais está indo a Abuh Dabhi, Turquia, Barhein, China e afins e que se distancia cada vez mais de Silverstone, Spa... Resumindo, numa F1 que está sempre pensando no comercial e prezando cada vez menos a tradição, porque cargas d’agua ainda não deram um jeito de tirar o GP do Brasil?
Verdade seja dita, é quase sempre um dos melhores da temporada, mas sabemos que ao Bernie isso pouco importa. Então, qual seria a “ancora econômica” do GP Brasil? Por que o Bernie ainda não cismou em tirar a etapa brasileira pra fazer um GP na Coréia ou na Índia por exemplo?
Abraço,
Sidinei Gadelha
Simples, Sidinei, muito simples: nós pagamos exatamente o que o Bernie pede que paguemos a ele.
Fazendo um paralelo entre a carreira de Schumacher e Alonso e suas conquistas de títulos não poderíamos prever anos gloriosos para o espanhol a partir de agora?
Ambos foram campeões sob a supervisão de Briatore em anos consecutivos demonstrando raro talento e estratégias bem elaboradas em GPs. Após os títulos, diminuíram a produtividade dos resultados nos Grande Prêmios nos anos subsequentes por estar em projetos em desenvolvimento (excluindo-se a temporada de 2007 em que Alonso tinha um bom equipamento mas não encontrou bom clima no time).
Pois bem. Alonso agora ingressa na Ferrari e demonstra estar com talento intacto e a escuderia italiana vem com força para atual temporada. Não é possível imaginar um novo domínio do time mas agora com o espanhol ao volante nos próximos anos?
A única identificação que se tem de um carro de corrida, quando ainda está no lugar, é a plaqueta e identificação do chassi ou uma confirmação do piloto ou família, mais nada.
Tenho:
1 - Interlagos Berlineta que foi do Sergio Palhares e depois do L. Felipe da Gama Cruz (a única berlineta que venceu as de fábrica em uma prova oficial). Esta, por um acaso, tenho a documentação e está sendo restaurada, usando o próprio S. Antonio original.
2 - Fusca Divisão 3 que pertenceu ao piloto Milton Amaral. Lataria já restaurada, mas faltam motor e rodas.
3 - Fórmula Ford Heve - primeiro modelo, na realidade uma Lola T200 com caixa Hewland.
4 - Fórmula Ford Heve, Modelo 79/80, Carro com efeito solo.
5 - Fórmula Ford Avallone, Carro Campeão Brasileiro de 76, que pertenceu a J. Pedro Chateuabriand e tinha patrocínio Brahma. Carro terminando restauro de chassi, motor e caixa Hewland. Faltará apenas a fibra.
6 - Protótipo Amato Divisão 4, que correu pela Equipe Vicsa - Veloz HP, com Newton Pereira.
Todos estes carros não têm documentação e foi preciso investigar de quem foram cada um deles, menos o VW. E restaurar custa muito caro... É preciso ser milionário e por isso os meus não estão prontos.
Alguém está a beira da grandeza absoluta. Alonso, Schumacher, Hamilton, quem?
Lewis entrou na F1 pela porta da frente, perdeu um campeonato para si mesmo e venceu outro na bacia das almas. Sua velocidade é visceral, mas ainda não provou que pode ser um dominador, alguém que pode reinar no mundial e dar nome a uma era.
O jovem inglês é como um Senna que nunca teve de pastar na Toleman ou desafiar precipícios na Lotus. Então ainda não é um Ayrton e pode acabar se perdendo...
O espanhol já foi comparado ao "professor". Quem sabe? Já é duas vezes campeão e pode mesmo ir mais longe. Prost foi tetra correndo contra três tricampeões _ não é pouca coisa.
O asturiano tem a chance de correr para desempatar sua disputa pessoal com Hamilton e se provar de vez contra um fantasma que quase devorou a Formula 1.
Schumacher, o fantasma, encena uma volta que só encontra paralelo em Lauda. Tem uma armadura forjada em sete títulos mundiais, mas que pode ser muito pesada para seus mais de quarenta anos.
Um risco maior do que não conseguir a grandeza absoluta é perde-la depois de possuí-la. Retornar agora é um ato de bravura só comparável aos "cem dias de Napoleão" (pesquisem...)...
Não faltam coadjuvantes para temperar a saga que está por vir, Rubens "o ressentido", Robert "o obscuro", Felipe "o vermelho" e Vettel "o surpreendente"... dispostos a divididas perigosas ou a ignorar as abomináveis bandeiras azuis...entre outros...
Começo a acreditar mesmo que o mundo vai acabar em 2012.
Como a FIA poderia justificar a não inclusão da Stefan (equipe servia que comprou o espolio da Toyota) no campeonato de 2010? Eles tem carros e parecem ter dinheiro, vontade e Jacques Villeneuve que, afinal de contas, é campeão mundial.
Espero que as pendengas relativas à divisão do “bolo” não concorram para limar a equipe. Trazer o canadense de volta já seria motivo o suficiente para a minha a provação.
A USF1, esta sim, já merece ser descartada. Se houvesse realmente alguém trabalhando para que a Formula 1 tivesse uma equipe americana em suas fileiras seria mais fácil incentivar alguma que já exista na IRL.
Que conversem com Roger Penske, um cara sério e que gosta do que faz. Tenho certeza que ele viria se achasse viável e a F1 tem como atraí-lo, se realmente quiser...
Concordo em parte com você (coluna Indy em SP: e se...), mas acho que esta prova não deveria acontecer em São Paulo. Se fosse em Campinas ou Ribeirão, correto. Acho que poderão estar dando um tiro no pé com esta prova.
Já ouvi aí em SP, em Interlagos, que o Kassab e o Serra estão doidos para usar parte do Interlagos antigo para outras coisas, já existindo até pequenos esboços e isso me lembra o Cesar Maia aqui no Rio. Me lembro também que o Bernie Ecclestone não apoia esta prova e a CBA poderá sifu, porque tem em seus estatutos uma proibição para provas de rua em cidades que tenham autódromos.
Por um acaso, conheço o projeto (um croqui bem elaborado) do novo autódromo do Rio, em Deodoro, e a pista, com extensão de 4.800m, se for como a que vi, será muito boa e num lugar muito mais fácil de se ir que em Jacarepaguá.
Não terei dúvidas de que se a pista sair, como terá que sair e se for a que vi, tendo o Rio um prefeito clone de seu antecessor, o Bernie será procurado e não me surpreenderei se a partir de 2015 o GP voltar para cá, o que sou contra.
SP perdeu uma oportunidade única de ter as duas natas de categorias de esporte motor em Interlagos: a F1 e a MotoGP, que é a cara do Rio (por isso sou contra a F1 aqui, prefiro a MotoGP), porque não quis gastar R$ 10 milhões em Interlagos, mas estará gastando mais de R$ 35 milhões com a IRL, que pra mim se compara a uma corrida de bigas. A única pessoa feliz com esta prova é o Sr. Gancia, que vai lavar a égua com o que irá receber.
De qualquer maneira, espero que não chova, porque isso será terrível pra cidade e para nós que gostamos de automobilismo.
Sabe-se que existe mais de uma dúzia de monopostos de Fórmula 1 espalhados pelo o Brasil, e ainda mais de outra categorias menores e protótipos. Gostaria de saber se esse tipo de veículo, exclusivo de competição, tem ou não documentação, como um registro. As Ferraris e Maseratis que competiam pelo Brasil nos anos 50 e 60, ao que eu sei, tinham inclusive número de chassi. Imagino que os importados devem ter algum tipo de documento, nem que seja guia de importação ou algo do gênero. Alguém sabe?
Comentando sobre a qualidade das corridas; eu diria que realmente tudo é diferente dos anos 80; porém acho que temos que admitir que está bem melhor do que no final dos anos 90 e no início dos anos 2000. Na minha opinião, a F1 está melhorando. No final dos anos 90 e início dos anos 2000; lembro-me de ficar esperando uma ultrapassagem. Nos últimos 3 anos acho que a qualidade e a competitividade melhoraram. Vocês não acham?
Quanto ao Bruno Senna; digo que pessoalmente para mim será uma grande emoção ver o nome Senna na telinha, não vou me enganar. Qualquer coisa melhor do que seu companheiro de equipe; será uma alegria para mim. Bruno não tem nenhum histórico de sucesso em outra categoria. Como diz o Nélson Piquet (pai): o cara não melhora. Ou o cara é bom ou não é. Acredito nessa frase. Acho que o piloto pode evoluir com a experiência; mas melhorar de qualidade é impossível.
Quanto às insistentes comparações entre pilotos de épocas diferentes; acho legal comparar sim. Eu compreendo os amigos que insistem em comparar o Schumacher com o Senna. Schumacher é o piloto de maior sucesso; se olharmos apenas os números. Eu; pessoalmente já tenho minha opinião. Acho o Schumacher o terceiro maior piloto da história; depois de Jim Clark e Nick Lauda. O Senna para mim não entra nessa lista. Para mim Senna está tão acima dos outros; que sempre que tentei compará-lo com qualquer outro piloto normal; senti que o injusticei. Quanto mais assistir corridas com o Senna; mas acredito que ele realmente era de outro planeta. Não existe nenhuma possibilidade de comparação. É uma coisa que não se explica.
E como último assunto; venho comentar a suposta briga que muitos e especialmente a Rede Globo veem prevendo entra Massa e o Alonso. Admito que a Globo pregue uma briga entre os dois; mas vocês acham mesmo que haverá briga? Sinceramente; gostaria de ler os comentários dos amigos do GPTotal sobre esse assunto. Para vocês; haverá briga entre Alonso e Felipe?
Na minha opinião não haverá briga. Acho inclusive que tanto o Massa como o Alonso já sabem disso. A Ferrari não pagaria um salário 6 vezes maior para um piloto e depois eles estariam em condições de igualdade. Um bi-campeão com o temperamento do Alonso; não assinaria um contrato limpo; do tipo: condições iguais para os dois pilotos e ganha quem for mais rápido.
Bom; na verdade acho que o Alonso venceria o Felipe; mesmo em condição de igualdade.
Minha intenção com os vídeos publicados no Leitores de 23/2/2010 foi mostrar a diferença de uma época que a aderência mecânica prevalecia sobre a aerodinâmica e a atual que a aerodinâmica prevalece sobre a aderência mecânica. Nos dias atuais, você não mais vê carros de lado por causa da aerodinâmica que prega o carro no chão e deixa eles muito estáveis, fazendo a vida do piloto muito fácil - e fora que a aderência mecânica de hoje comparada a antigamente é menor porque os pneus eram mais largos e os motores como um BMW da Brabham de 83 turbo chegavam a mais de 1000 HP.
Acho eu que dizer que Schumacher era mais veloz na corrida, sendo que Senna era mais rápido no treino é meio absurdo. Nos treinos, concordo com você, Senna é mais rápido que qualquer um e isso pode ser comparado. Nos seus tempos, os treinos tinham a mesmo formato, saia no cheiro da gasolina e fazia a melhor volta possível.
Mas nas corridas acho que eles viveram épocas distintas. O Senna correu na época sem reabastecimento e Schumacher na época em que a corrida era divida em 3 partes intercaladas por pitstops, podendo ele andar no limite sem nenhuma preocupação de falta de gasolina, desgaste do pneus, carro pesado no começo e muito leve no fim e outras coisas.
Só levanto uma pergunta: se Senna andava tanto no treino (se houvesse um comparação de traçado como existe hoje na Fórmula 1,você veria ele freando mais tarde e acelerando mais cedo que o 20 colocado no vídeo da pole do Senna na Austrália 85), então porque ele não seria também o mais rápido na corrida? Muitos vêm somente as voltas rápidas que cada um tem no currículo. Isso não leva em consideração o que acontecia na corrida, as melhores voltas dele em corridas eram no começo e no meio, não no fim, já com pouca gasolina, momento ideal para tal feito, porque não interessava a ele, já tendo definido a corrida . Essas melhores voltas nas corridas ficavam para quem precisava andar rápido no fim, geralmente no pelotão do meio.
Ao lado da mensagem enviada por Adriano Oliveira, de São Paulo, foi creditada a uma imagem de uma Tyrrell azul dos anos 70 como o modelo de 006 de 73. Porém me surgem algumas dúvidas relativas a isso. A P34 de 1976 não tinha em sua carenagem um visor para que fosse possível acompanhar o desgaste dos pneus, estes com raio inferior. Pois então, tanto este visor quanto a dimensão das rodas me deram a impressão da famosa Tyrrell de 6 rodas!
Pelo que apurei, a equipe Tyrrell, com Jackie Stewart e François Cevert, usou três modelos ao longo de 73: o 005 nas corridas iniciais do ano, inclusive Interlagos, depois o 006 e o 006/2. Não sei precisar a você quais as diferenças entre os dois modelos 006 mas eram carros bem convencionais, com quatro rodas e sem as janelas laterais, que só foram introduzidas no modelo P34/2, que estreou no GP da Espanha de 76.
Concordo em grande parte com suas explanações, porém cabe uma correção ao que foi colocado pois, em 1992, Senna correu com McLaren equipado com motor Honda V12 que tinha certamente mais potência que o Ford V8 que equipava a Benetton de Schumacher que, mesmo assim, superou o brasileiro na pontuação final do campeonato.
Quanto ao campeonato de 1993, ao meu ver, foi a obra prima da vida de Senna, onde mostrou que era um piloto acima da média, um diferenciado, enfim um gênio de casta superior, pois ganhar com a McLaren em 88 e 89 qualquer piloto minimamente competente conseguiria. Para ser campeão em 90 era necessário ser um grande piloto. Em 91, ele igualou os melhores ao superar a Williams, porém só gênio faria o que Senna fez em 93 com um McLaren Ford. Foi o campeonato de 93 que o elevou ao panteão dos maiores de todos os tempos.
Corrigindo um erro da coluna do Sandro de Diadema, em 1992 o carro de Senna era movido pelo motor Honda, por sinal foi o último ano da parceria McLaren/Honda/Senna. Em 1993, a McLaren usou o motor Ford Cosworth, versão inferior do carro de Schumacher. Sendo que apenas nas duas ou três últimas corridas daquele ano por questões de exclusividade é que Senna pode dispor da mesma versão do motor da Benetton.
Portanto, a conclusão é que se o Ayrton tivesse conseguido manter a mesma estrutura dos motores com os japoneses provavelmente teria disputado o titulo com Alan Prost da Williams. Pois o carro da McLaren em termos de tecnologia tinha se aproximado da rival, o que realmente faltou sem dúvida foi motor naquele carro. Haja visto que Senna venceu corridas.
O século XIX foi o berço do nacionalismo que chegou ao apogeu nos anos da segunda guerra mundial. De varias maneiras, é também a origem dos sentimentos que originaram a Copa do Mundo, os Jogos Olímpicos e - por que não - a Fórmula 1. Uma era de reis e imperadores, inclusive aqui no "Brazil", e não é surpresa que um erro tão grande (o nacionalismo) persista por tanto tempo. Vide a escravidão ou a inquisição, que campearam por séculos.
A F1 nasceu sob o signo das cores e times nacionais. A Ferrari é vermelha, assim como foram as italianas Maserati e Alfa Romeu, da mesma maneira que a Vanwall, Brabham e Lotus ostentavam um verde musgo comum aos times britânicos. Digamos então que F1 é neta o nacionalismo oitocentista e filha das olimpíadas da era moderna.
E é mesmo, mas o fato é que ela surgiu e tomou forma no século XX, sob a égide de um capitalismo que era mais antigo que os nacionalismos. As cores nacionais deram lugar aos patrocinadores que, muito embora não tenham substituído os hinos nacionais por jingles, deram o tom a partir de então.
Agora é preciso lembrar que as equipes, mesmo vestidas inicialmente em cores nacionais, eram e são empresas e, como tal, podem trocar de mãos.
Esta mudança de donos é mais do que comum, não deve explicações a ninguém e fim de papo. Ou será que a McLaren deveria voltar para a família de seu falecido fundador neozelandês (Bruce McLaren) para ter legitimidade?
Por essas e outras eu dou boas vindas para a Lotus malaia. A não ser, é claro, que me provem que a marca vou roubada dos herdeiros de Colin Chapman, já que pouco me importa ela ter suas operações sediadas na Inglaterra ou em Kuala Lumpur...
Se o mundial de Formula 1 nasceu nacional, o fato é que ele cresceu movido pela "mão invisível" do mercado. Não é a tradição "patriótica" que deve ser preservada no campeonato e sim a tradição de evolução tecnológica. O resto é papo furado...