Aqui e nas fotos seguintes, mais gente andando no limite ou além dele Chris Amon com Lola Climax em Silverstone 63 - Clique para ampliar
Pessoal, boa tarde
O “Leitores” de 23/2/2010 traz o registro de uma pole do Ayrton, na Lotus preta, algo antológico que todos deveriam dar uma olhada. Gostei também de ver o Fuscão atravessado no que me parece ser o S do Senna em Interlagos e do traçado do Denny Hulme num Brabham F1 (roda dianteira no ar e por cima da terra).
Mas a foto mais incrível traz Fangio num Maserati 250F com uma inclinação (rolling para os mais modernos) impensável e ainda em four whell drift (derrapagem nas 4 rodas), que era como se faziam as curvas no tempo dos charutos. Na verdade, se faziam as curvas com o motor: dando motor, a traseira saia e aí o traçado era corrigido com o contraesterço do volante, a mesma técnica vista na foto do Fuscão.
Lendo a coluna Aos 41, parte II, encontrei um erro na legenda da foto do Mika Hakkinen, falando que era no Grande Prêmio do Brasil de 1994. Pelo modelo e o número 1 no carro, foi em 1999.
A última coluna do Agresti foi perfeita. A F1 dos últimos 20 anos está muito chata e assisto cada vez menos e antes não perdia uma corrida. Muita tecnologia e pouca pilotagem pura. Por esta razão, assisto WRC. Ali sim temos o prazer dever pilotos de verdade com carros de verdade. A F1 precisa de menos tecnologia e mais simplicidade para termos o prazer de assisti-la e os pilotos dominarem seus carros como antigamente. Quem não sente saudade de um Opala ou um Dodge saindo de traseira nas curvas?
Assim como muitos aqui, acompanho a F1 desde o fim dos ans 70. Sou particularmente apaixonado pela F1 dos anos 80 (anos da minha juventude), onde pude acompanhar pegas maravilhosos de pilotos maravilhosos. Minha preferência pelo Piquet nunca me impediu de admirar o Mansel, o Senna, o Prost, o Lauda, etc.
Entretanto não concordo quando vejo as pessoas referindo-se à F1 atual como ruim ou sem graça.
Normalmente a culpa recai sobre a evolução tecnológica dos carros que não entram mais de lado nas curvas ou que permitem aos pilotos mudar as marchar sem tirar as mãos do volante. Além disso, a evolução aerodinâmica e dos freios impede as ultrapassagens também são tratados como vilões. Devemos ter cuidado com essas afirmações.
Em primeiro lugar devemos dar o devido desconto para um processo mental já identificado pelos psicólogos que é a memória seletiva. Temos uma tendência natural a esquecer as experiências ruins e armazenar aquelas que nos trazem boas lembranças. Isso explica a natural tendência ao saudosismo que persegue a espécie humana.
Em segundo lugar, devemos nos lembrar que a F1 sempre carregou o máximo de tecnologia possível em cada momento da sua história, descontando as limitações do regulamento. As baratinhas não tinham aerofólio porque a pesquisa aerodinâmica ainda não tinha evoluído. Os pneus radiais eram o máximo antes dos largos pneus slicks. O cambio era uma barra na lateral porque aquilo era o top nos anos 70 e 80 e a eletrônica ainda engatinhava.
Não adianta querer que os carros voltem a ser como 20 anos atrás. Isso não é F1! F1 é top e isso significa o máximo de desempenho com o máximo de tecnologia.
Será que o pessoal da Sauber não percebeu que o único carro com o bico reto é o deles, e que o carro aparentemente sofreu poucas mudanças do modelo utilizado em 2009.
O extintor de incêndio dentro dos cockpit dos F1 foram implantados após o acidente fatal de Jo Siffert em Brands Hatch 1971, certo? Gostaria de saber como eles são acionados em caso de acidente, de maneira automática ou pelo próprio piloto?
Lembro-me do Mauricio Gugelmin no GP Brasil de 1991, em que o extintor explodiu dentro do seu Leython House no war map, causando queimaduras de 1° e 2° grau.
Com o tempo ruim neste início de pré-temporada em Jerez, o blog do Flavio Gomes lembrou dos bons e velhos testes de pneus em Jacarepaguá.
Agora eu pergunto: por que as equipes não voltam a testar aqui no Brasil?
Abraço a todos
Mauro Santana, Curitiba
Oi Mauro
Consultando o livreto Guida Tecnica alla F1, de Giorgio Piola, encontrei a primeira referência à regulamentação de uso de extintor de incêndio nos Fórmula 1 em 1970, anterior portanto à morte de Siffert, em outubro do ano seguinte. Segundo a regra que, imagino, segue válida até hoje, os extintores devem poder ser acionados pelo piloto, pelos fiscais de pista (aquele selinho vermelho com o E sinaliza a localização da chave interruptora) e também automaticamente mas não sei lhe explicar que tipo de sensor é usado para tanto. Sensores de impacto – a escolha mais lógica – são complicados dado a força de frenagem dos Fórmula 1, sendo esta uma das dificuldades básicas para a instalação de airbags. Hahaha! Para os sensores normais, aquilo não é uma freada; é uma batida!
Quanto aos testes no Brasil, falou-se disso discretamente há uns cinco anos mas creio que as equipes exigem várias vantagens para se deslocarem até aqui, vantagens que representam custos com os quais os brasileiros não quiseram arcar.
Bruno Senna não me parece um piloto tecnicamente melhor que "Piquet Jr", mas dá indícios de ter uma cabeça mais forte - o que pode fazer toda a diferença.
Nelsinho foi moído por Alonso. Na F1, não basta ser tecnicamente bom; precisa "ser antes de tudo um forte". Não faltam historias de pilotos que chegaram com grandes retrospectos trazidos das categorias de base para minguarem diante do Everest que é correr no Mundial.
"Pizzonias" e" Magnunsens" pululam nos anais da Fórmula 1 mas é sempre o caso de ver para crer e espero que o sobrinho de Ayrton tenha uma oportunidade de mostrar a que veio. Esta crise na Campos (ou Meta) não poderia vir em pior hora...
Senna e Schumy têm estilos de tocada totalmente diferentes um do outro, não têm nenhuma relação com o carro. O Senna era muito mais rápido do que o Schumy em treino, aliás, era mais rápido do qualquer outro piloto e duvido que venha a ter outro mais rápido em treinos do que o Senna.
O que se vê no vídeo enviado por você é uma tocada muito agressiva do Senna, que nos dias atuais não surtiria o efeito da época, vez que atualmente qualquer escapadinha significa a perda de muito tempo. Naquela época do Senna, se amarrava cachorro com linguiça. Havia um abismo entre os pilotos com coragem, como o Senna, e a maioria dos outros.
A tocada do Schumy nos treinos era mais refinada, porém era mais lenta se comparada com a do Senna. Entretanto, em corridas, o Schumy era mais Veloz do que o Senna e constante, virando as voltas com tempos praticamente idênticos. Saliento por oportuno, que existe uma grande diferença entre as palavras Rapidez e Velocidade.
Outra diferença significativa entre Senna e Schumy é que o Senna sob pressão era imbatível, já o Schumy pressionado tinha a tendência de ficar um tanto quanto maluco e já fez grandes bobagens. A bem da verdade, não sei dizer ao certo qual dos dois foi melhor, seria algo como comparar Pelé e Maradona, é uma discussão interminável.
Só tenho uma certeza, na minha opinião, os dois são os maiores pilotos de todos os tempos.
Juro que não entendo como tanta gente perde tempo fazendo comparações sem sentido.
Senna morreu há mais de 15 anos e quando Schumacher começou a ameaçar bater os recordes do brasileiro, foi um tal de comparar épocas diferentes...
Da mesma forma que fizeram quando Senna virou campeão e faziam comparações com Fangio, Clark e por aí vai. Eu também gosto de números, gosto de analisar épocas, mas pra tirar conclusões é preciso muito cuidado ou acaba sendo leviano.
Pela centésima vez vi uma comparação do período entre 91 e 94, quando Senna e Schumacher correram juntos. Ora, Schumacher começou na F1 quando Senna estava pra se tornar tricampeão e só correram 2 temporadas completas. Qual o valor de uma comparação assim? Um já superexperiente e vitorioso e o outro calouro? E daí sai um veredito, julgando quem é melhor? Tenha dó, né? Muita paixão cega o raciocínio.
Comparar as dificuldades de cada época? Qualquer um que conheça UM MÍNIMO de automobilismo sabe que um expoente se destacaria em qualquer situação. Schumacher, Hamilton ou Alonso, certamente se destacariam em qualquer outra época, sem controle de tração, direção hidráulica, câmbio automático ou qualquer outra parafernália eletrônica. A questão é que eles possuem talento, não importa como se encontra o carro.
Tem piloto antigo que com certeza se perderia totalmente na grande quantidade de botões existentes em um volante atual e não conseguiria extrair tudo que é possível. Mas talentos como Piquet, Senna, Prost, Fittipaldi, Clark, Fangio e outros, sem dúvida alguma conseguiriam lidar com isso, porque possuíam talento.
Achar que alguém talentoso não seria capaz de se adaptar é não conhecer o potencial do ser humano.
Como a FIA deixa aventureiros do porte do pessoal da USF1 e Campos assumirem o compromisso de colocar seus carros no grid? Como que eles não exigem algum tipo de garantia destes caras? Eu fico penalizado com os funcionários contratados que entraram numa fria danada acreditando nas promessas furadas dos aventureiros. Espero que a F1 tire alguma lição dessa palhaçada toda.
Voltando ao assunto do Senna acertador de carros, em momento algum escrevi que Senna era um gênio para acertar carros. Apenas questiono alguns que dizem que ele não sabia acertar carros. Isso é o que questiono no texto LENDA URBANA. Não era sua principal virtude, não inventava coisas como o Piquet conseguia fazer, mas não eram os seus compaheiros de equipe que acertavam carros para ele, pois ele nunca teve um companheiro com o mesmo estilo de pilotagem.... Obviamente, o Berger fez o trabalho de desenvolvimento do carro alguns anos, enquanto Senna curtia suas ferias.
Achei interessante o dizer do Button : "Alonso está sorrindo, e isso não é bom!!!"
Esse espanhol feliz é um perigo mesmo.... Como adoro o cara como piloto, fico feliz também. Só lamento ele estar na mesma equipe do Massa. Mas é a grande chance de Felipe mostrar que realmente é um piloto de primeira grandeza.
Quanto aos outros brasileiros, não espero grande coisa. A Willians não parece ter um carro para lutar por algo acima de um quarto ou quinto lugar algumas vezes. A Virgin, como toda nova equipe, vai penar com os problemas absolutamente normais nestes casos.
E Bruno........ Se ele tiver um carro para o dia 14... Pelo andar da carruagem (ou seria carroça), se ele conseguir pelo menos alinhar no grid já será uma vitória.... Só espero que ele não se queime nessa roubada em que ele se meteu.
O prazer de acelerar além da conta Foto de Rodrigo Ruiz - Clique para ampliar
O grau de conhecimento que a grande maioria demonstra aqui até me deixa inibido para comentar qualquer coisa que seja, haja visto que sou uma pessoa comum que vê na Fórmula 1 um simples programa de entretenimento entre tantos outros.
Mas, animado pelas colunas do Agresti, É como é e Como é e como deveria ser, vou me arriscar a dar aqui o meu pitaco. E na minha opinião, a Fórmula 1 está chata, muito chata. E eu, que não perdia uma corrida, passei a ver ocasionalmente até que parei completamente. Hoje em dia, quando tento assistir novamente acabo perdendo o interesse e mudando de canal.
E sempre lembro de uma corrida que assisti da antiga Fórmula Indy, na época que era transmitida pelo SBT. E que corrida. Era disputada em um aeroporto com uma pista muito larga e nas últimas voltas havia 3 carros disputando a vitória em constante troca de posições. E na última volta os 3 carros fazem a última curva colados e assim que entraram na reta o que estava em segundo tirou pra um lado, o que estava em terceiro tirou pro outro lado e os 3 dispararam emparelhados para a linha de chegada sem eu ter de ideia de quem ganharia. Que corrida! Independente de considerações técnicas, evolução tecnológica, qualidade dos pilotos, etc, etc, etc, a única coisa que sempre penso é: por que a Fórmula 1 não pode ser tão emocionante quanto foi a Indy?
Boa coluna do Agresti, mesmo que o tema seja meio batido. Comparar F1 de hoje com as das antigas já foi bem explorado. Mas como sou fã dele desde Motoshow e Revista da Moto achei legal a coluna.
Mas o o que me motivou a escrever foi a citação “Atire a primeira pedra neste que vos escreve quem nunca acelerou mais do que devia propositalmente, sabendo que o carro ia escorregar, só para ter o prazer de controlá-lo!” Me lembrei quando tinha um Fiat 147 ano 78 com motor e câmbio do modelo Rallye (1300, um canhãozinho ), bancos Recaro, alavanca do câmbio cortada bem curtinha pros engates serem mais rápidos. Um show de carrinho! Isto em 1990, onde os importados eram mais raros que político honesto.
Toda esta descrição do carro é para ilustrar o que ocorreu comigo e que vai ao encontro com o que o Agresti escreveu. Estava indo pra Caraguá pela Tamoios com a minha irmã e duas amigas dela. Eu tinha 20 anos e ela e as meninas em torno de 18 e imagina os assuntos e gritarias delas dentro do carro! Eu já tava de saco cheio e quando chegou a serra eu me vinguei! Na primeira curva mais fechada já entrei rasgando, o 147 saindo nas quatro , cantando de leve os pneus, eu corrigindo, show de bola! E continuei arrepiando nas curvas até o fim da serra. Nem é preciso dizer que o silêncio imperou no carro até Caraguá. Hoje não faço mais isso pois mulher e filhos impedem minhas estripulias.
Valeu Roberto por me fazer recordar esta e outras aventuras com meu 147!
Parabéns ao Roberto Agresti, muito boa sua última coluna sua e digo que concordo com você na sua análise.
Sou de 93, já da era pós-Senna. Só gosto hoje de automobilismo porque um dia, exatamente no GP do Brasil de 2006, vencido pelo Massa ganhou no Brasil, assisti a um GP inteiro pela primeira vez. Até então, não gostava de corrida, via esporadicamente. Meu irmão mais velho viu a época do Senna e dizia: “Hoje é muito chato. Antigamente era muito melhor e sempre o Senna daria um banho nesses caras aí”. Eu completava falando “o Schumacher é melhor que esse Senna, que você fala, ele tem muito mais títulos...”
Depois desse GP do Brasil, eu comecei a ver corridas antigas e também ler sobre elas e comecei a me apaixonar por automobilismo, principalmente F1. Aí que eu compreendi o que meu irmão me dizia. Hoje é muito fácil pilotar os carros. Eles não saem da linha nem por decreto, sempre vão aonde o bico aponta. 90% de um bom resultado depende do carro. Antigamente era bem menos que isso, como Agresti escreveu na coluna dele. Hoje, é muito mais fácil pilotar. Vendo corridas do Senna e as classificação, você nota facilmente que o carro samba muito, muito mais que os de hoje e se andar naqueles carros já era complicado, imagina ser rápido Se você colocar o Alguersuari nesses carros da década de 80, ele não sai do lugar.
Para completar mando dois vídeos de comparação!
Ayrton Senna andando no limite! Reparem que o carro balança em todas as curvas, entradas e saídas de curvas, um show! Há momentos que parece que a traseira quer ultrapassar a frente. Há uma curiosidade: na corrida, Senna estava fazendo as melhores voltas mesmo sendo “somente” 12km/h mais lento na reta que o Williams-Honda do Rosberg!
Reparem que só falta o Schumacher colocar o braço pra fora! Nem precisa corrigir nada nas curvas, o carro aponta e vai sem balançar nada, o carro não coloca nenhuma dificuldade de fazer as curvas.
Agora para fechar mesmo, é muito botão no volante para pouco dedo.
Sensacional a coluna do Marcel Pillati, sobre As 7 maravilhas do Schumi, assim como ele já havia feito com As 7 maravilhas do Senna, de 21 e 23/2/2007. Como são inevitáveis as comparações entre os dois grandes gênios da F1, vou dar só um pitaco:
No período em que correram juntos (entre 1991/Bélgica até 1994/Imola) Senna e Schummy disputaram sim grandes corridas e, com exceção de 91, quando o McLaren era superior ao Benneton, em 92 e 93 o carro da Benetton eram superior ao McLaren Ford, e em 94 acredito que o Senna viraria o placar. Nas 2 primeiras corridas, 2 vitórias para o alemão e 2 poles para o Senna. Mas, enfim, o acidente na pista em que o Senna dominava (7 poles consecutivas!) e lhe tirou a vida e nos privou de ver, provavelmente a maior e mais espetacular disputa entre dois pilotos de F1.
Vamos, então, por período:
1991 - Senna tricampeão, Schummy um estreante, mas já demonstrando que tinha muito talento, sendo questão de tempo para se firmar entre os melhores.
1992 - Senna sofre com McLaren Ford, cerca de 80cv menos potente do que os Benetton Ford de Schummy. Senna consegue 1 pole e 3 vitórias e inúmeras falhas e Schummy consegue sua 1ª vitória e bons pódios, que o garante em 3º no campeonato, com Senna em 4º.
1993 - talvez o melhor ano de Senna na F1, com equipamento inferior as Williams de Prost e Benneton de Schummy. Consegue 1 pole, 5 vitorias (2 sensacionais vitórias, como GP Brasil e Donnington, que é considerada por muitos especialistas, ex-pilotos etc. como uma das melhores performances de um piloto de F1 de todos os tempos). Termina o ano como vice-campeão. Schummy conquista 1 vitorias e bons pódios, terminando em 3º lugar no campeonato.
1994 - Senna consegue 3 poles em 3 corridas e perde a vida na fatídica Tamborello, interrompendo uma carreira fantástica e vitoriosa de um dos maiores pilotos da historia da F1, e também nos privando do duelo entre Senna e Schummy. Ele vence as 2 primeiras corridas, e também a corrida em que Senna perde a vida.
Acho que dá pra ter uma ideia desses 2 gênios neste curto período; Senna x Schummy a partir do GP Belgica em 91 até Imola/94:
- vitorias 10 (2 em 91, 3 em 92, 5 em 93) x 4 (1 em 92, 1 em 93 e 2 em 94)
- poles 8 (3 em 91, 1 em 92, 1 em 93 e 3 em 94) x 0
Eu sei que esta comparação simplifica muito, mas ao menos enquanto correram juntos, Senna foi melhor! E depois de Senna, sem duvida Schummy foi muito superior a todos, talvez apenas Hakkinnen e Alonso possam ter dado algum trabalho ao alemão.
Não vejo a hora de começar a F1 2010. Quero ver como o Schummy vai se comportar depois de 3 anos afastado. Acho que a molecada vai ter q corre muito...
Abraços a todos e parabéns pelo site. Adoro ler histórias antigas sobre automobilismo, pilotos lendários e pistas.
Concordo plenamente com o comentário do amigo Fabio Filo, Serra (ES). O Schummy, reconhecidamente um grande piloto, não pode ser comparado à época de Senna e Prost, onde a maioria do grid tinha talento de sobra. Como o amigo mesmo comentou, Hill, campeão mundial, naquela época ia ser devorado. O tempo era outro, a tecnologia era outra.
Sobre Lendas Urbanas: não é que Senna fosse medíocre no acerto do carro. Mas não era o melhor de todos nesse aspecto. Piquet e Prost, por exemplo, eram superiores. Só que Senna andava forte estivesse o carro equilibrado ou não.
Após muitos desastres ao longo do ano de 1982, Keke Rosberg se tornou campeão mundial de Fórmula 1 ao final da temporada, não por ser uma ótimo piloto merecedor de tal honra, mais por pura e simples sorte de um piloto mediano que foi regular o ano todo.
Querendo ou não, Keke foi uma espécie de Emerson Fittipaldi na F1 para a Finlândia, antes dele, o país não mostrou nada de expressivo para a categoria. Anos se passaram e vimos J.J. Lento, logo depois Mika Salo que até mesmo substituiu Michael Schumacher em 1999, pois o alemão havia quebrado a perna, Salo precisou ajudar Eddie Irvine a tentar tirar o título de outro finlandês, Mika Hakkinen. Antes de falar de Hakkinen, o melhor resultado de Mika Salo em um grande prêmio foi o GP da Alemanha daquele mesmo ano, um 2º lugar, pela Ferrari, o que lhe rendeu várias ofertas de times pequenos para o ano 2000. Outro fato curioso de 1999, a Finlândia tinha pela primeira vez dois pilotos em grandes equipes, Ferrari e McLaren, fato que se repetiria em 2008, com Raikkonen na Ferrari e Kovalainen na McLaren.
Após Mika Salo, temos outro Mika. Este começou antes do Salo, porém o sucesso veio depois de uma quase fatalidade: Mika Hakkinen em meados de 1995 sofreu um acidente na Bélgica que quase levou sua vida, chegou a entrar em coma mais felizmente sobreviveu, foi campeão em 1998 em cima de Michael Schumacher, fato que se repetiu no ano seguinte, em cima de Eddie Irvine e da perna quebrada do alemão. Depois disso parece que o cara foi desanimando até parar com a F1. Ele deixou no seu lugar na McLaren seu herdeiro Kimi Raikkonen, que estreou na categoria na Sauber, foi bem e alcançou o posto de seu amigo no time de Ron Dennis. Porém, não foi lá que Kimi se juntou ao grupo dos finlandeses campeões; foi no time de Maranello, onde digamos que o garoto gelado teve sorte, enquanto Lewis Hamilton e Fernando Alonso se matavam na McLaren, Felipe Massa andava pra trás com seu azar e sua Ferrari. Kimi chegou quietinho e foi campeão, acreditem se quiser, lembre-se quem viu, sem dar um único sorriso.
Esse foi o ano de 2007. Já em 2008 e 2009, a Finlândia teve um desanimado e apagado Kimi e um Heikki (quase J J Lehto) Kovalainen que só andou pra trás e ainda teve a sorte de levar um GP pra casa, GP esse que era que era de Felipe Massa, não fosse a Ferrari quebrar a 2 voltas do fim. A temporada de 2009 pode ter sido a última de Kimi Raikkonen na F1, valendo lembrar que boatos já o colocam na Red Bull em 2011. É esperar pra ver.
Finalmente 2010, novas regras, novos carros e equipes, novos pilotos, velhos nomes de volta, nomes lendários como Senna e Lotus, quem viver verá, porém, a Finlândia não terá um bom 2010. Heikki Kovalainen é seu único representante titular. O finlandês saiu da potência McLaren para se juntar ao time malaio com nome de potência das antigas. O nórdico correrá pela Lotus. Em seu primeiro dia de treino em Jerez de la Frontera, ele conseguiu apenas dar uma bela pancada na proteção de pneus e não voltou mais. Um dia antes, o piloto reserva da Lotus, Fairuz Fauzy, andou muito bem e sem direção hidráulica por um longo período. Digamos que foi um ótimo treino para o oriental, a Finlândia que se cuide, pois está em época de vacas magras e um malaio pode levar o lugar do Heikki Kovalainen. Cova nele como eu sempre digo.
A Finlândia poderia hoje, estar contando com um segundo finlandês na F1, se não fosse o fato de Keke Rosberg ter colocado seu filho Nico Rosberg pra nascer na Alemanha, ao contrário do que fez Nelson Piquet. Seu filho Nelsinho é alemão de nascimento porém naturalizado brasileiro. Esse sim poderia ter continuado alemão. Para a Finlândia, basta torcer que apareçam outros Hakkinens, Raikkonens e Rosbergs da vida, ou, o mais provável, que o Kimi volte, pois a história de Mika Hakkinen voltar, se é mesmo que ela existiu, virou lenda.
Hasta luego e Edelleen Uida (continue a nadar em finlandês - pelo menos é o que dizem)
fantástico a coluna do Eduardo Correa sobre os fundamentos da F1. Quanto mais o tempo passa, mas fica a prova de que eles realmente não importam, que o que importa é o dinheiro.
Claro que dinheiro é importante, mas eu francamente preferiria (e assistiria com ainda mais emoção) uma Fórmula 1 com um regulamento ainda mais aberto, com uma grande quantidade de motores e carros, alguns até diferentes dos outros. Com aquela velha pontuação de 9-6-4-3-2-1. E principalmente, com grandes pistas, verdadeiramente desafiadoras, como Monte Carlo, Monza, Imola, Osterreichring, Silverstone, e tantas outras, diferente dos kartododromos tilkenianos.
Mas enfim, eu posso estar sendo só saudosista e esse é um tempo que eu e muitos não pudemos sequer acompanhar.
Lendas urbanas são bastante interessantes. Ninguém sabe com ou de onde surgiu mas muita gente acredita. É a história da extração de rim, da latinha de cerveja contaminada com veneno de ratos e por aí vai.
Não sei nem como nem onde começou essa história de que Senna não sabia acertar carros... Não vou ficar comparando-o com os já históricos grandes acertadores de carros. Apenas pergunto: quem acertava os carros de Senna? Ele tinha um personal car acertator?
Quem acertava seu kart quando ele foi vice campeão mundial? Quem acertava seu Fórmula Ford quando ele venceu quase todas as corridas? Quem acertava seu F3 quando ele bateu o recorde de vitórias na categoria?
Na Fórmula 1, tudo bem. Ele tinha os grandes companheiros de Lotus, como o excepcional Conde Dumfreis (desculpem se grafei errado), para acertar seus carros. Na McLaren, sem duvida alguma Prost passava todas as informações de acerto para ele. Depois, Berger fazia isso. Obviamente, a absurda diferença de estilo de pilotagem entre eles não importava. Um carro acertado serve para qualquer tipo de pilotagem.
Eu creio que essa história começou quando Senna tirava férias no começo de temporada e seu companheiro ficava testando o carro da nova temporada para corrigir os problemas de um carro totalmente novo.
Fico feliz quando amantes do esporte retornam com comentários com tanta propriedade. Alonso sempre se sentiu dono de equipe, desde os tempos de Minardi, quando tinha patrocínio e piloto brasileiro para trocar de posição de vez em quando para chamar a atenção da mídia. Creio que quando mudou-se para a McLaren encontrou lá outro dono e seu papel foi mesmo o de segundo piloto, com aqueles probleminhas de freio tal qual Barrichelo em sua primeira metade do campeonato 2009, e outros, e outros e outros.
A Ferrari agora é dele, e eu quero ver onde vai parar o arrojo do Massa. Assim também será com o jovem bom moço da Mercedes; são segundos, descartáveis como Rubens foi, que só lutava pelo campeonato de equipe. Entretanto, depois de tanto tempo o vendo acertando o carro da Stewart e dando trabalho aos pilotos de ponta com um carango mediano, fico contente que hoje, após tanto tempo em que ficou ocupado ganhando dinheiro, Rubinho volte para uma equipe modesta como a Williams e nos dê um belo espetáculo, desde o início da temporada, pois creio que depois de tanto tempo como segundo piloto, hoje não mais o é.
Quero falar sobre o Shumacão. Vou expor a minha opinião independente se vão gostar ou não.
Meus critérios para afirmar um grande piloto são o equipamento e seu adversários. Senna, Fangio, Lauda, Piquet, Prost, Stewart, Fittipaldi, Farina, Clark, esses sempre tiveram grandes adversários. Shumacão teve Damom Hill - que, para mim, foi o mais fraco campeão do mundo -, Villeneuve, Montoya, Barrichello e Hakkinen e não podemos esquecer que duelou com o seu fraquíssimo irmão Ralf! Sério mesmo: imagina Senna correndo contra estes adversários? Ou Piquet ou Stewart, até mesmo Prost! Não tem nem comparação...
Shumacão tem talento, é claro, mas essa história de melhor de todos os tempos isso é conversa para boi dormir.
Muito bem lembrado. Não fiz estas contas assim como você fez porque não tenho o hábito de recorrer a publicações, mesmo porque hoje não as tenho mais, já que dei uma coleção completa de Auto Esporte, do numero 1 até outubro, ou novembro, ou dezembro de 1998. O que escrevo está na minha memória, mais nada. Concordo com suas colocações.
Outra coisa importante, é que dou apenas minhas opiniões que não têm nada de verdade incontestável, a não ser pra mim, pois são opiniões nas quais acredito, mas existem alguns que parecem, morrem, porque se é contra fulano ou beltrano.
Bloguistas como você e o Diego, entre outros, dá gosto em trocar opiniões. Um abraço à você e ao Diego, que tenho certeza, lerá este post.
O que é este projeto da Delta Wing para os carros da Indy em 2012?
Pelo que entendi foi aberta uma concorrência para o fornecimento de chassis para a Fórmula Indy a partir de 2012 (acho que um dos quesitos seria inovar no desenho) e esta Delta Wing estaria já com as cartas marcadas para faturar, pois teria o projeto mais inovador, deixando assim empresas como a Dallara, Lola, e outras para trás.
O carro parece com aqueles feitos com turbina de avião para quebra de recorde de velocidade. É a coisa mais estranha do mundo. Se você reparar ele é cumprido e a frente estreita, não vi nem espaço para as rodas dianteiras virar. Como uma geringonça desta faz curvas? Deve ter a estabilidade em curvas de um triciclo, e não tem um aerofólio só um estabilizador na parte traseira.
O principal problema com este “deltawing” é que ele não obedece à lógica do automobilismo. Se uma categoria monomarca abre mão do desenvolvimento de novas tecnologias mais eficientes, ele simplesmente vai além e abre mão da comparação com outras categorias. Trata-se de um projeto tão exótico que praticamente retira a IRL da turma das quatro rodas! É quase um triciclo! Gim e Cana na Indy...
Os automóveis têm quatro rodas por uma razão: é mais seguro. Juntar tanto as rodas dianteiras traz o mesmo problema de dirigibilidade dos triciclos: pouco apoio para executar uma curva. Em que este projeto auxilia a indústria automobilística?
Alguns têm dito que o projeto é “revolucionário”. Francamente! Como assim? Para ser revolucionário ele teria de provar que é mais eficiente que os outros, que é capaz de vencer e aposentar os Fórmula “tradicionais”. Os carros com motor posicionado atrás do piloto demoliram os que o tinham na dianteira. Fim de papo, eram mais eficientes e provaram na pista.
Não sou engenheiro, só não acredito que este “triciclo” seja competitivo, mas é pagar pra ver, ou seria se houvesse alguma concorrência. Já disseram que “carro bonito é o que ganha corridas” Mas deve vencer outros projetos para se gabar deste tipo de beleza, não?
Abandonar esta ultima ligação com a indústria transformaria definitivamente a IRL numa gincana como as falecidas “Olimpíadas do Faustão”. Como atestou um falecido conhecido meu, “gincana” só presta separado, “gim e cana”...
O que ocorreu para o “fim” dos pneus de classificação que duravam apenas 1 volta rápida?
Um abraço e mais uma vez obrigado!
Mauro Santana, Curitiba
Oi Mauro
Pelo que me recordo, a última proibição dos pneus de classificação foi atribuída a razões de economia e segurança. E, depois, com a imposição do monopólio, ela perdeu significado.
Creio que todos ou a maioria aqui já viu o clássico vídeo entre Piquet e Salazar... rs, Não sei se já foi postado aqui mas como recordar é viver, segue o vídeo da briga entre Chico Serra e Raul Boesel.
Alguém saberia me responder o que aconteceria com um esportivo que tem o aerofólio traseiro que se levanta automaticamente a 100 Km/h, se o motorista chegasse a uns 105 Km/h para entrar numa curva cuja saída seja feita a 95 Km/h? O fato do aerofólio baixar durante a curva faria o carro se descontrolar?