Primeiramente gostaria de dar os parabéns para o Roberto Agresti, pela sua última coluna, e como é bom podermos realizar sonhos e vontades em nossas vidas!
Agora, falando um pouco no caso Indy em São Paulo, também sou da opinião que este é o momento para a reconstrução do traçado original e do anel externo de Interlagos, pois corrida de rua...
Gostaria de desejar um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo para todos nós! Segue abaixo o meu presente de Natal para os amigos Gepeto
Escrevo para desejar um ano novo de muitas coisas boas em 2010.
Aqui em Salvador, as provas acabaram em 1969 quando Antonio Carlos foi imposto como prefeito. Tínhamos um etapa do campeonato brasileiro de Marcas com Fuscas (imbativeis) Brasilias, Chevettes, Pumas (um pilotado por Lulu Geladeira patrocinado pela Sanave) além da Equipe Jolly SP com seus Alfas Romeos, e outras equipes superestruturadas, tudo disputado na Avenida Centenário.
De quatro anos para cá, o pessoal começou a correr de Fusca no barro e é o que temos agora além do kart que além dos pilotos pouca gente sabe o que é por aqui.
Ao ler a coluna do Agresti senti um frio na barriga pois em julho de 2010 vou participar de um endurance (farei vinte voltas) com um Fusca AP 2000 turbo no barrodromo, que após a temporada de 1982 (piloto revelação) no Kart, marca meu retorno às competições.
Claro que sempre haverá discórdia. Eu por exemplo não concordo com nenhuma das posições. Se se fizesse um questionário hoje para os jogadores brasileiros e a resposta viesse a ser honesta, o Maradona seria escolhido o maior jogador de futebol de todos os tempos, como aliás foi em votação pela Internet.
Na minha lista não teria nenhum brasileiro e antes que você ache estranho, o Senna seria o terceiro brasileiro pra mim, atrás do Emerson e do Piquet, por um motivo que pra mim é o principal de um piloto de ponta: SABER ACERTAR UM CARRO, coisa que o Ayrton não sabia e não gostava, tanto que em janeiro, enquanto o Prost e o Berger ralavam no inverno europeu, ele estava em Angra andando de jetsky.
Em qualquer lista decente no mundo, o Clark e o Fangio não poderiam ficar além do 3º lugar e o Niki Lauda jamais poderia deixar de figurar entre os 5. Eis a minha lista:
O Fangio venceu 24 corridas em 51 disputadas e teve CINCO títulos; o Clark teve 25 Vitórias em 72 duas disputadas e dois títulos; o Prost é o segundo maior vencedor de GPs e tem 4 títulos e o Lauda foi campeão, no ano seguinte sofreu um acidente, ficou em coma, recebeu extrema unção, mas 42 dias depois, com um capacete especial, sentou a bunda na Ferrari, em Monza e chegou em 4º. Não foi bi naquele ano porque foi homem ao não correr em Fuji.
Venceu o Campeonato de 78, saiu da Ferrari, foi para Brabham e parou de correr no ano seguinte. Voltou 5 anos depois e venceu seu terceiro título e ainda tem uns bobos que acham que o Hamilton e o Button e a anta do Mansell foram alguma coisa. Numa eleição em que estes caras estão bem colocados, com honestidade, pode jogar a mesma no LIXO.
Já mandando meus votos de Boas Festas a você e todos os demais do site, aproveito para comentar a possível volta do Alemão.
O Lauda fez isso e se deu bem, todo mundo sabe. Assisti a segunda bateria de kart em Floripa, quando o Alemão deu uma baita aula,e por educação, deixou o Massa ganhar porque ia passar mesmo. Está nos trinques para a F1? Não sei, porque uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa... Preferia que ele ficasse mesmo em casa porque se não der certo, vai ficar chato para ele.
E para terminar, li no www.grandepremio.com.br que a Sauber contratou o japonês Kobayashi. Sinceramente, foi a melhor notícia para encerrar o ano. Acho que esse japonês tem talento, tanto é que foi escolhido por alguém do ramo e parece que ele vai sem grana. Antes era assim, quando aparecia um cara rápido os chefes de equipe se antecipavam e pegavam o cara rapidinho.
Engraçado como os fanáticos patriotas sempre tentam puxar a sardinha para os pilotos nacionais. Muito interessante o ponto de vista do José Spinelli (RJ), que falou que, se alguém foi roubado, foi o Prost em 88, e não Senna em 90. Pois em 88 o Prost fez mais pontos que o Senna (105 x 94), mas perdeu o título devido à ridícula regra dos descartes. Enquanto que em 1989, o Senna utilizou-se de uma manobra ILEGAL após a colisão com o Prost, que foi o atalho que ele pegou para voltar a pista, até onde eu sei, se o piloto cruza uma chicane ele é penalizado, imagina então pegar um atalho que encurta a volta em 100 metros?
Vocês têm noção do que significa a eleição de Ayrton Senna como maior piloto de todos os tempos?
Senna morreu no início do ano de 1994. São mais de 15 anos de ausência e mesmo assim ele venceu um alemão que se aposentou em 2007 e que continua vivíssimo, inclusive, de tempos em tempos ameaçando voltar às pistas. Ele venceu um cara que tem mais do dobro das vitórias dele. Ele venceu um alemão que tem mais do dobro dos títulos dele. Ele venceu um alemão que insiste em permanecer na mídia, claro, contanto com uma assessoria jamais vista para um ex-piloto.
Estou me manifestando a esse respeito porque o que o Senna conseguiu é algo tão impressionante quanto o que ele fez nas pistas. É incrível. É de outro planeta. É mágico.
Eu pessoalmente discordo da eleição. Para mim, o melhor piloto de todos os tempos é Alain Prost com o alemão vigarista em terceiro lugar, perdendo também para o Jim Clark.
O Senna está tão acima de todos os outros, que deveriam ter excluído dessa eleição. Colocando ele para disputar, passa a impressão que ele era um piloto comum. Dá impressão que ele era um simples mortal, um simples terrestre. Senna nunca morreu. Essa é a prova.
Aos amigos José Spinelli do Rio de Janeiro e Josmar do Paraná. Abraços.
Você não acha um massacre?
26 poles contra 4, não é massacre?
14 vitórias contra 11, não é massacre? Lembre-se que o Senna não era o professor.
Quanto a questão dos pontos você está verto em partes. O fato é que existia o descarte nessa época. Nas contas de 1988, você está errado. Quanto as quebras, o que eu queria dizer foi que o Senna quebrou muito mais que o Prost. Quebrou e errou também. Ou você acha que ele perderia àquela corrida de Mônaco em 1988? Como essa tiveram outras. Eu disse que é fato que das 4 vitórias do Prost, 3 delas foram vencidas em corridas que o Senna estava na frente, ou quebrou ou errou, como na Itália, passando um retardatário, com a corrida ganha.
O que eu quis falar foi muito simples. Com o Senna na pista o Prost não ganhava, ou ganhava muito pouco, entende?
Quanto ao roubo de 89, você também está enganado. Senna foi roubado sim. Assista a entrevista do Senna, Berger e Patrese no final da corrida do Japão em 1991. Ouça bem o que diz o austríaco e o que diz o Senna. Foi roubo sim. Assista para depois me falar, por favor.
Essa entrevista é importante pois desmistifica àquela história do Senna ter recebido ordem para deixar o Berger passar e vencer a corrida. Nunca hove uma ordem, nunca. O Senna deixou por que quis. Houve apenas uma conversa por rádio, mas nem de longe houve uma ordem da McLaren. Leia também o livro Na Reta de Chegada, de Gerhard Berger, que você vai saber o que tô dizendo.
Queria dizer que no ano que vem, teremos toda paciência do mundo com os brasileiros novatos na Fórmula 1. Acho importante esperar uma adaptação natural dos debutantes.
O que não aceitarei nunca é ver os brasileiros andando muito atrás de seus companheiros de equipe.
Ter paciência é uma coisa. Ver o companheiro de equipe andando na frente e pontuando e o brasileiro mendigando como fez o Piquet Júnior nos anos que ficou na formula 1, é outra completamente diferente.
Escrevo apenas para dizer que achei simplesmente patético o texto que o Firmo Neto escreveu sobre o suposto massacre de Senna em Prost quando correram juntos. Senna venceu mais, 14 a 11, mas onde está o massacre? No número de poles? Isso vale pontuação? O primeiro critério de desempate para se definir o campeão é número de pontos, e, nos dois anos, Prost fez mais pontos que Senna. Não levou em 88 pelo regulamento.
Quer dizer que Suzuka/88 era, àquela altura, a atuação mais brilhante de um piloto de todos os tempos? O que tais pessoas diriam então se vissem Jim Clark em Monza/67, Fangio em Nürburgring/57 ou Jackie Stewart em Nürburgring/68?
Sobre Donington, há um detalhe que quase sempre passa desapercebido: Rubens Barrichello (que você tanto adora...), de Jordan, largou em 12º e cruzou a primeira volta em 4º. Desconsiderando o fato de que Michael Andretti e Karl Wendliger se bateram ainda no começo, Barrichello ultrapassou seis carros em uma única volta. Reitero: seis carros. Quem fez afinal a melhor primeira volta daquela prova?
Como seriam corridas com carros atuais e carros antigos de F1? Por exemplo: os carros turbo dos anos 80 andariam muito menos que os atuais? E os Williams de 91-93, de suspensão ativa, também tomariam pau dos carros modernos? Ou poderiam competir, ao menos?
Parabéns pelo site! Acompanho há muitos anos, adoro as historias sobre pilotos e corridas de épocas antigas. Continuem com essas colunas, são sensacionais.
Um abraço a todos e Feliz Natal e Bom Ano de 2010
PS: Schumacher de volta! Será que o alemão ganha mais um, ou o Alonso consegue derrota-lo de novo?
Sandro S Correa, Diadema
Oi Sandro
Num confronto direto entre os carros atuais e os do passado, os atuais só poderiam perder em desempenho num quesito: pneus, que hoje são mais lentos do que eram há alguns anos. Mesmo a redução da cilindrada dos motores e a contenção por regulamento no número de giros foi compensada pela redução do peso dos carros (o que possibilitou o uso de lastros), técnicas construtivas mais sofisticadas e, principalmente, mais eficiência aerodinâmica.
Aproveito pra desejar aos amigos e leitores do site Boas Festas e um Feliz 2010. Entramos em férias a partir de hoje, retornando em 18 de janeiro.
Muito boa a noticia de que Lucas di Grassi conseguiu sua vaga na F1. É muito difícil esperar algo de uma equipe nova, mas quem sabe não temos uma surpresa agradável como foi a Brawn? Só espero que os torcedores tenham um pouco de paciência com ele e com Bruno Senna. Lucas não teve uma carreira fenomenal nas categorias de base, mas foi sempre muito consistente.
Glock, Richard Branson, Nick Wirth e Lucas di Grassi na apresentação da Manor - Clique para ampliar
Bruno tem que carregar o fardo do sobrenome, mas gostaria que os brasileiros entendessem que ele não é um “novo” Ayrton. Acho que ele teve uma carreira muito boa nas categorias de base, levando-se em consideração que ela começou há apenas 4 ou 5 anos. Nos decepcionamos com Christian Fittipaldi e Nelsinho Piquet, mas não vamos generalizar. O talento não é obrigatoriamente hereditário, mas pode ser sim! Nós precisamos baixar um pouco o nosso nível de exigência. Como já escrevi, anteriormente, nós ficamos mal acostumados com Emerson, Pace, Piquet e Ayrton. Button mostrou que um piloto não precisa ser fenomenal para ser campeão, assim como Damon Hill ou Jacques Villeneuve (filhos de pilotos sensacionais e que não eram nenhuma Brastemp...).
Adoraria que aparecesse outro piloto fenomenal como os que citei, mas não é nada fácil. Que outro país pode se orgulhar de ter tido quatro pilotos desse nível? Acho que nenhum (não conto a Grã-Bretanha como um único país). Então, hoje temos um piloto em boas condições de conquistar um tÍtulo, que é o Massa, e dois estreantes que, no meu ver, têm boas chances de conseguir algum destaque.
Boa sorte a eles, um ótimo Natal e um Feliz Ano Novo a todos os gepetos!
Abro a Folha de São Paulo hoje (14/12), tomo um choque de 220V. Ali diz que o alemão vai voltar para a F1, contratado pela Mercedes. Que pena ! Que m...! O que já não ia bem agora piorou mesmo. Vai ser a pá de cal no meu interesse por corridas. Eu que já estava seletivo, não tinha mais muito interesse, agora é que não vou ver mais nenhuma.
Última pergunta (ninguém, ninguém mesmo precisa responder!): por que é que este sujeito, já milionário, consagrado e tudo mais, não vai disputar aquelas interessantíssimas corridas da Indy ou até mesmo da Nascar e aproveita para ficar bem longe de Silverstone, Spa, Monza, Monaco, Nurburgring etc.?
Sucesso & um ótimo Ano Novo a todos vocês. Abraço do
Alguém poderia me responder quem está na contramão? Seria a Mercedes que comprou a Brawn ou seria a Toyota, BMW, Honda, Suzuki (moto), que abandonaram a categoria máxima.
Abraço a todos e um ótimo Natal e Ano Novo. Meu presente para todos: Ayrton Senna no Japão
Não há dúvidas que a MotoGP é fascinante (Um esporte como poucos, do Tiago Toricelli). E pensar que, apesar de toda a incrível tecnologia que há nas motos, os pilotos ainda falam muito mais alto. Vide Stoner e o abismo entre ele e qualquer outro piloto Ducati desde 2007. Se é fácil se impressionar com a velocidade da F1, é quase incompreensível que se faça praticamente o mesmo sobre duas rodas.
Pena que a mudança para as 800cc e a crise econômica atingiram a categoria em cheio. O último ano das 990cc foi simplesmente a melhor temporada de qualquer categoria automotiva que já acompanhei. Tomara que o retorno às 1000cc nos leve a um patamar próximo.
Escrevi nos comentários na coluna do Rafael Lopes e achei interessante colocar aqui também:
Emerson e sua determinação e ousadia a ponto de formar uma equipe brasileira de F1. Piquet, sem um tostão no bolso, passando dificuldades na Europa e chegando onde chegou. Ayrton Senna, sendo reverenciado nos quatro cantos do mundo. Esse é o retrato do automobilismo brasileiro em sua história.
O problema é que não temos uma categoria escola a altura dessa tradição como foram a Formula Vê e Super Vê, a F-Ford, F-Fiat e F-Chevrolet. Boa parte dos circuitos (que pertencem a prefeituras e governos estaduais) estão uma porcaria e a molecada no kart, mesmo com talento, não consegue patrocínios para subirem no automobilismo. Tá na hora da mídia cobrar mais da CBA e parar de se contentar com o que o Rubinho, o Massa e o pessoal da Indy fazem, porque quando esse povo se aposentar não existirão mais pilotos do país competitivos no exterior, e aí tudo que o Emerson, Piquet e o Senna fizeram vai por água abaixo.
Fiquei muito satisfeito com a notícia da volta de Silverstone para o calendário da F1. É a vitória da tradição contra o comercialismo fanático do Tio Bernie (ou seria que a tradição, algumas vezes, pode coincidir com algum retorno comercial?) A verdade é que a pista de Silvestone foi local da primeira corrida do primeiro campeonato mundial de pilotos em 1950, vencida pelo Giuseppe Farina. Afastar aquele autódromo do calendário seria um grande desrespeito à história do automobilismo.
Emerson com McLaren, vencedor em Silverstone 75
Gostei muito da pesquisa (ou enquete) entre pilotos que escolheram o Senna o maior piloto de todos os tempos. Deveria haver outra, mais fundamentada, envolvendo além de pilotos, chefes de equipe e jornalistas mais antigos. Nesse sentido a escolha seria muito mais fundamentada e com mais credibilidade. Na minha opinião, são quatro os maiores pilotos de todos os tempos: Fangio, Clark, Senna e o Schumacher. Para mim esses pilotos se equivaleriam pois eram muito rápidos, agressivos e também altamente técnicos. Com certeza uma nova pesquisa resultaria na escolha de um desses 4 super-homens do esporte.
Muito boa a coluna sobre Silverstone, do Marcel Pilatti, e também considero uma ótima notícia a pista ter voltado... Concordo, parcialmente, com o que Érico disse, sobre as corridas de 1988 e 2008 não terem sido incluídas, mas não vejo o simples fato de terem decidido os campeonatos como suficiente para classificá-las acima das citadas. Acho que o autor se focou apenas em corridas que tiveram momentos geniais - 88 e 08 também tiveram, claro - por isso a lista está ótima.
Falar em listas, gostaria de comentar a eleição da AutoSport, que classificou Senna como o melhor da história de acordo com a opinião de pilotos! 217 votaram, e Senna ficou em primeiro, Schumy em segundo, Fangio terceiro, Prost quarto, Clark quinto.
Interessante esta eleição da revista inglesa autoesporte, onde 217 pilotos elegeram os maiores pilotos da historia.
Em tese, estes pilotos entendem muito mais de automobilismo do que qualquer leitor comum.
Mais uma vez colocaram o Senna como o melhor piloto da F1 de todos os tempos e uma vez que a F1 é a categoria máxima, é possível que ele tenha sido o maior de todos os pilotos de automobilismo.
Pelo o que ouvimos falar, o Ayrton tinha um poder de concentração, uma habilidade e uma determinação fora do comum. Sabia superar adversidades e embora tivesse uma personalidade reservada, sabia se impor no mundo ultra-competitivo da F1.Assim, parece que este destaque que ele recebe entre todos os pilotos não se deve a sua morte (morte de gente famosa costuma ignorar os defeitos e exagerar as qualidades).
Entretanto, não sei se ele foi o maior de todos não. Antes dele, alguns pilotos tinham de lidar com carros de F1 em situações ás vezes bem mais perigosas que as que Ayrton lidava em pistas mais desafiadoras. Mas tenho plena convicção que do tempo dele para cá, não houve nenhum piloto que sequer se aproximasse da sua extrema habilidade e velocidade.
Infelizmente, muitos ainda insistem em dizer que o Schumacher ou o Prost foram maiores porque alcançaram números de vitorias ou títulos maiores.
O tempo em que Senna corria com Prost mostrava que ele era bem superior ao francês. E olha que Prost tinha muito favoritismo a seu favor. O que é ainda mais lamentável é o destaque que dão a Schumacher. Acompanhei a carreira do Alemão desde o começo e posso dizer que, embora fosse extremamente rápido, era também inconstante e às vezes evidenciava um caráter ruim pelo modo como pilotava. Parece que ele se sentia no direito de jogar o carro em cima dos outros e se julgava intocável, pois certamente contava com o apoio de grandes potencias financeiras, como a Mercedes, por exemplo.
Estas atitudes dele vão de encontro a qualquer imagem de humildade ou coleguismo que ele tenta passar. Schumacher não mudou ou melhorou ao longo da sua carreira, apenas se tornou cada vez mais falso. O Vetell lembra um pouco o estilo do Schumacher no início da carreira, mas parece que ele tem uma personalidade melhor, parece ser um cara na boa. O modo como Schumacher era favorecido na F1 chegou a um nível jamais atingido antes, superando muito o de Prost. Devemos respeitar a opinião dos outros, mas é triste quando alguns são levados apenas por impressões superficiais e disso formam uma opinião. Não culpo a estes, parece que o mundo esta indo neste rumo.
Tenho plena convicção de que não é possível aferir todas as qualidades que fazem de alguem o maior de todos os tempos. Mas tenho certeza que este piloto será aquele que superou os maiores obstaculos, com sua determinação e habilidade, sem precisar usar de apoio de outros para tornar as disputas injustas.
Não sei se foi Senna, Clark ou Fangio. Provavelmente o primeiro lugar esta entre estes três. O triste e saber que muito provavelmente nunca veremos grandes pilotos deste tipo correndo de novo, uma vez que atualmente o piloto se tornou apenas um detalhe nas competições e estes muitas vezes conseguem lugares de destaque devido a patrocinio, QI (quem indica) ou coisa parecida . O pior e que quando estes pilotos passam a correr, como eles enfrentam menos obstaculos que os de antigamente, jamais amadurecem como os outros e portanto nunca se tornam tão bons como aqueles antigos pilotos eram.
Não sou saudosista, sou jovem ainda. Comecei a acompanhar a F1 em 1991 e vi poucas corridas de Piquet e nenhuma do Emerson (não era nascido).
Mas, pelo o que já vi, ouvi e li , tenho certeza de que o maior de todos os pilotos de F1 ficou no passado e nunca serah superado.
Parece que agora a discussão sobre o melhor piloto teve um final, pois 217 pilotos de F-1 (inclusive, Schumacher e Hamilton) escolheram por votação os melhores entre eles e quem ganhou foi Senna, com Schumacher em 2º e Fangio em 3º. Emerson ficou em 12º e Piquet em 13°. Será que ainda haverá contestações?
Oito de dezembro, Sampa vive o Alagão e eu me lembrei que disseram que vão fazer
prova de Fórmula Indy em circuito de rua em pleno mês das águas, março...
Com relação à corrida da Indy em São Paulo, e já que o dinheiro público vai mesmo ser gasto na prova, não seria a hora de aproveitar a situação e reformar o anel externo de Interlagos e realizar lá a corrida?
Seria mais confortável para o público e equipes, não interromperia o trânsito na Marginal, e ainda realizaríamos o sonho antigo de vermos o anel externo reformado, que poderia ser utilizado também por outras categorias, como a Stock Car! Será que poderíamos fazer alguma mobilização, como um abaixo assinado, ou mesmo alguma solicitação junto à Prefeitura, à organização da Stock, para que isso seja feito? Acho que ainda há tempo!
Será que é possível um dia voltarmos a ver o patrocínio da John Player Special em algum carro da F1 como ocorreu nos anos 70 e 80?
Abraço a todos!!
Mauro Santana, Curitiba
Acho que não, Mauro. Não sei se a marca ainda existe e hoje há enormes limitações à publicidade de cigarros em praticamente todos os países do mundo. Na Fórmula 1, por exemplo, ela está completamente banida.
Curioso para todos os que insistem na versão de que Senna massacrou Prost. Por que, então, Prost, enquanto foi companheiro de Senna, SEMPRE fez mais pontos e só foi campeão em 88 pela regra dos descartes, com onze pontos atrás do frances (mesmo assim mérito para o brasileiro, um dos maiores pilotos de todos os tempos).
Você adora fazer análises de F1, e acho que muitas vezes acerta, outras erra, o que é normal.
Mas errar na matemática não dá. E esse erro parece que todos fazem para manter viva a lenda de que o invencível Ayrton Senna perdeu o campeonato de 1989 porque foi roubado.
Ora, o cara não precisa disso para ser um grande piloto, não? Nem de você nem de nenhum outro analista. O Galvão Bueno começou essa mentira, e esse disparate só se ouve ou se lê no Brasil.
Vamos ao seu texto: Copio aqui o trecho em questão:
Em 89 mais uma vez 16 corridas na temporada. Senna fez outra vez 13 poles contra apenas 2 do francês. Senna venceu 6 corridas e Prost apenas 4. O fato que determinou o campeonato a favor de Alain foi as 6 corridas que o Senna abandonou, 4 delas com a vitória na mão; e ainda a desclassificação no Japão após ser roubado pelos políticos que tomaram decisões estúpidas em 89. Não sei se lembram, mas Senna ganhou aquela corrida. Venceu e comemorou a vitória. Na hora de subir ao pódio veio a decisão dos políticos, tirando a vitória do Senna e dando como vencedor o italiano Alessandro Nanini. Resultado, Prost campeão do mundo em 89.
Vamos aos fatos:
Classificação do campeonato em 1989: Prost - 76 pontos válidos sobre 81 marcados. Senna: 60 pontos marcados sobre 60 válidos. Se cada vitória valia 9 pontos e a diferença entre os dois pilotos foi de 16 pontos (considerando os pontos válidos), não foram os nove pontos roubados de Senna no GP do Japão que deram o título ao francês. Ou será que a matemática tem que ser reinventada para se manter essa lenda?
Aliás, se for por questões estritamente de mérito e esportivas, sempre que correram pela mesma equipe, Prost marcou mais pontos que Senna, pois em 88 o campeonato terminou assim: Senna - 90 pontos válidos sobre 94 marcados. Prost - 87 pontos válidos sobre 105 marcados. Isso é que é título roubado por questiúnculas regulamentares, ou como você diz no seu texto, decisão dos políticos.
Gostei do comentário do amigo Firmo Neto, suas afirmações procedem em relação a disputa entre o Prost e Senna. Um piloto chegar numa equipe de ponta em que já existia um piloto que era considerado o melhor naquele momento, chegar e simplesmente destruí-lo como Senna fez, tem que ser de outra planeta mesmo.
Hoje na Fórmula 1 nunca vi este tipo de coisa acontecer, pode até ser que algum dia aconteça mas não nas mesmas proporções devido a genialidade dos pilotos que estamos comparando. Senna não só estabeleceu padrões na hora de guiar, mas de dedicação total ao que fazia. Eu que tive o privilégio de acompanhar suas corridas na F1 já tinha afirmado neste espaço, que dentre todos os pilotos que tenho conhecimento foi um dos poucos que aniquilou todos os seus adversários desde as categorias de base. Nem todos conseguem esse feito, podem buscar que temos exemplos bem tipicos como: Alonso piloto fora de série na F1, mas que em categorias de base não fez lá grande coisa, Nelsinho o inverso foi melhor do que Alonso em categorias de base e chegou na Fórmula 1 e foi um desastre; Schumacher que consideram no nível de Senna arrebentou na F1 e venceu 7 campeonatos embora eu digo não teve adversários a sua altura, e nas categorias de base não chega nem sequer perto dos feitos de Senna.
É por isso e outras, que afirmo não podemos tirar o mérito de pilotos como Schumacher melhor disparado da sua época, mas que se tivesse caído no auge da disputa dos dois que estamos falando mesmo no melhor de sua condição não teria ganho essa enxurrada de títulos. Mas isso poucas pessoas compreendem.
14 X 11: onde está o massacre do Senna em cima do Prost? Eu acredito que eram sim, dois grandes pilotos, com a diferença de um ser mais arrojado e outro mais cerebral... mas pilotos diferentes e cada qual com suas qualidades. Acho impressionante a necessidade do brasileiro em comparar pilotos, muitas vezes de diferentes épocas para saber qual foi o melhor. É a mesma história de comparar Zico X Rivelino, Senna X Schumacher e por aí vai. Não se esqueça que talvez se não fosse tão fanfarrão, talvez o Piquet figurasse em cima de quatro ou cinco títulos, se o Senna não tivesse morrido... enfim. O famoso SE, meu caro amigo, não conta. Afinal, se meu Pai não conhecesse minha mãe, eu não estaria aqui...
Foi colocado por um leitor que quando Senna e Prost correram na McLaren, o brasileiro MASSACROU o francês.
Correram 32 provas, com 186 pontos conquistados por Prost e 154 pontos conquistados por Senna, ou, seja, 32 pontos de diferença, favorável a Prost. Imaginem qual seria a diferença se não tivesse acontecido o tal MASSACRE. Foram citadas quebras e abandonos por parte do brasileiro. Será que o francês não quebrou e não abandonou? Só vale quando apenas um piloto quebra e abandona. Afinal de contas, todos sabiam e sabem que quebrar e abandonar faz parte do jogo e é mérito saber conservar o equipamento. O que aconteceu com qualquer piloto é normal e qualquer acidente, tem que ser considerado normal, mesmo aqueles que o público não gostaria de presenciar. O que vocês acham. Tenho razão ou não?
Em relação a corrida do Japão, foi uma grande pilotagem de Senna, entretanto algumas coisas interessantes aconteceram neste GP:
1 - Senna teve problemas na largada e teve uma recuperação muito boa, proporcionada pelo talento dele aliado a um carro infinitamente superior ao dos concorrentes - era um carro de outro planeta também, como a Williams de Mansell em 92...tanto que das 16 corridas da temporada, 15 foram vencidas por essa McLaren em 1988;
2 - Caiu uma leve garoa durante a corrida, suficiente para o peixe-fora-dágua-mor Prost se atrapalhar durante a prova e perder segundos preciosos;
3 - Para ajudar o francês, seu carro apresentou problemas de câmbio, durante a prova, que impossibilitaram qualquer chance de reação posterior.
Portanto, apesar de ter sido uma grande prova de Senna, não considero como uma das suas melhores pilotagens, por causa das situações 1 e 3. A garoa não pode ser usada como desculpa por Prost, que era reconhecidamente incompetente debaixo dágua.
Exemplo de prova sensacional de Senna foi Donington 93, onde, com todos os carros nivelados por causa da forte chuva, Ayrton deu show. Barrichello também deu show com a fraca Jordan, mas o destino quis que ele não completasse a prova, ficando a pé a poucas voltas do final.
Lendo as cartas e matérias no site, quase sempre vejo um comentário sobre Donington 1993 e a 1ª volta mágica do Senna.
Concordo que aquela volta foi simplesmente espetacular mas, se não me engano, o Barrichello naquele mesmo GP passou, se não a mesma quantidade, um número maior de adversários que o Senna. Alguém poderia me tirar essa dúvida.
Como já citado, os GPs em solo inglês no ano de 1993 tiveram apresentações memoráveis de Senna, isso é incontestável. Mas, amigos apaixonados pelo esporte a motor, podemos lembrar vitórias com grandes recuperações e/ou número de ultrapassagens como Fangio em Nurburgring e recentemente Kimi em Suzuka, largando em último e ultrapassando a Renault do Físico na penúltima volta para garantir a vitória. Imagino que se ele fosse brasileiro esta vitória teria tido muito mais repercussão.
Há os que digam que a McLaren dele naquele momento era muito superior aos demais concorrentes. Sim concordo, mas em 1988 a mesma equipe tinha, sim, um carro extremamente superior aos adversários. Portanto, todas vitórias de categoria!
Ao meu ver, a melhor apresentação de pilotos em um GP remete a Mônaco 1984, quando Senna e Bellof pareciam estar em outra categoria, porém com carros bem inferiores. Ainda neste raciocínio, em 2008 Vettel e sua STR deram uma mostra que o talento ainda pode levar um carro inferior a vitória surpreendente, demonstrando que, o talento sempre será o diferencial e o responsável por apresentações memoráveis.
O Grande Prêmio que você citou, foi o da Espanha, realizado em Jerez de la Frontera, em 1986. Foi a primeira corrida disputada naquela pista. Ayrton Senna venceu por 14 milésimos de segundo.