Definitivamente, Valentino Rossi lê o GPTotal e ficou invocado com o Agresti (coluna Feinho).
100 vitórias, sendo 74 na categoria máxima. Agostini venceu mais, mas em uma época em que os pilotos podiam disputar três ou quatro categorias diferentes na mesma temporada.
O que Il Dottore faz em cima de uma moto, justifica seu apelido. O cara é realmente fantástico. Mesmo o Feinho estando veinho. E as comemorações são sempre muito bem boladas. A faixa com as fotos das 100 vitórias ficou muito bacana.
E estou muito feliz em ver Jorge Lorenzo andar de forma consistente, segura e muito rápida.
Apostaria minhas fichas nele como herdeiro do trono. Mas isso só daqui uns três ou quatro anos... se os deuses da velocidade quiserem.
Sobre o comentário do Júlio de Foz do Iguaçu acerca das atitudes do nosso Rubinho, concordo em gênero, número e grau: Rubens literalmente morre pela boca; poderia escrever um livro sobre as besteiras por ele ditas.
Só queria fazer uma comparação que entendo interessante e que me fez torcer por Massa: Felipe sabe o que fala e quando fala; admite erros e não tenta se impor com declarações pra lá de esdrúxulas.
Há alguns dias, assistindo um programa de entrevistas dominical, novamente Rubens falou demais: indagado sobre sua relação com Schumacher, voltou com a mesma ladainha de que sempre fora preterido dentro da equipe, que a Ferrari só corria pelo alemão e bla blá blá blá (e será que o Barrica não sabia disso quando assinou com a equipe vermelha?).
Rubinho
Uma semana depois, mesmo programa, a vez de Massa: Felipe declarou que entrou na Ferrari sabendo da posição que assumiria e que, convicto de que o alemão se aposentaria um ano depois, aprendeu tudo o que podia com Michael para, no ano seguinte, poder medir força com o próximo contratado, que viria a ser Kimi. E hoje, o brasileiro simplesmente dá um banho no finlandês. (Será que não foi o ano de aprendizado com o alemão? - Diga-se de passagem a belíssima apresentação de Massa no GP da Inglaterra, em que correu a prova inteira em ritmo de classificação e de décimo primeiro, pulou pra quarto).
Essas e mais outras me fazem torcer por Massa e não por Rubens.
Só mais uma do Barrica: no fim do treino do GP da Turquia, Button largaria em segundo e o brasileiro em terceiro. Entrevistado, Barrichello declarou ser melhor largar em terceiro que em segundo, pois estaria do lado mais limpo da pista (rsrsrsrsrsrsrsr). Seria melhor ter se calado, pois no dia seguinte, largando do lado limpo, caiu de terceiro pra décimo não sei o quê e só fez barbeiragens. Morreu pela boca de novo. Vai acabar virando peixe.
Pois é! Desculpem se falei demais, mas trata-se de um desabafo.
Em parte suas considerações sobre Barrichello estão corretas, porém você comete enorme equivoco ao comparar esta temporada com a de 1989, pois o domínio da McLaren naquele ano não tem paralelo na história da F1 nem nos áureos anos da Ferrari com Schumacher.
O que Senna fez no Japão em 1989 só foi possível graças a seu enorme talento e a um carro que era um segundo mais rápido que o melhor da concorrência em qualquer circuito. Foi um duelo particular Senna x Prost, Velocidade contra regularidade.
O que vemos hoje se assemelha mais com a temporada de 1980 onde uma equipe (Brawn) tem um carro muito eficiente porém sem nada de revolucionário apoiado em uma dupla de pilotos competente, um com carisma e pinta de campeão e outro um eficiente eterno vice. A outra equipe (RBR), com projeto assinado pela genialidade de um projetista arrojado guiado por uma jovem promessa.
Não existe uma discrepância de rendimento entre estes carros como se viu em 1998. Quem foi a RBR de 1998? Não existiu. O que vemos hoje parece a reedição do duelo Brabham x Williams de 1980 que ao contrário do que deu a entender no inicio da temporada poderá se tornar uma briga bem acirrada pelo titulo principalmente se alguma outra equipe se intrometer neste duelo roubando pontos de Button.
Muito pelo contrário, o assunto é exaustivamente dissecado na internet. Basta colocar o nome dos acidentados no google e ter um pouco de paciência. Se souber inglês é até mais fácil. Durante muito tempo, eu cacei literalmente informações sobre o assunto e só consegui saber todos os seus detalhes e desdobramentos com o advento da internet.
Excelente a coluna Chega de crise, de Marcel Pilatti. Muito bem feita. Gostei principalmente do bom-humor. Leitura leve e que chama atenção até, creio, de quem não é "vidrado" em Fórmula 1.
Chama atenção a inclusão do GP da Argentina, e acho que deve voltar, por se tratar de um país com um grande histórico (além de Fangio, Gonzáles e Reuteman), além de sediar etapas de outras categorias de automobilismo e de ter um autódromo muito mais bonito e moderno que (o atual) Interlagos.
Muito boa a coluna Chega de crise. Gostei da abordagem, de dar a notícia como se a estivesse descartando, muito bem bolada! Essas últimas semanas e meses foram estafantes e confesso que não tenho mais sentido tanta vontade de acordar domingo cedo, como sempre fiz.
Espero que isso retorne em breve, quem sabe em 2010, com o teto...
Gostaria de parabenizar pela coluna Chega de crise.
Excelentes os links, e os vídeos postados, como o do grande Ayrton Senna com Fangio, um encontro histórico. Gostei bastante também da crítica feita à emissora de TV sobre não terem citado Jackie Stewart. Eu também vi ao vivo (SporTV) e achei uma vergonha o descaso, sendo que a SpoTV é canal da GloboSat.
Gostaria de fazer uma pergunta: a Fia e a Fota entraram em um acordo e a meta é de voltarem em dois anos ao nível de despesa que tinham em 1990. Será isso possível, Edu?
Pois as equipes decretaram que só aceitariam manter-se na F1 desde que o regulamento para 2010 se mantivesse o mesmo de 2009. Com isso, o fim do reabastecimento já era.
E como todos que prestigiam este magnífico site já puderam perceber, eu sou totalmente contra o reabastecimento na F1. Na minha opinião, ele é um dos grandes componentes para a raridade de disputas por ultrapassagens nas pistas.
Abraço!
Mauro Santana, Curitiba
Oi Mauro
As notícias de ontem, quarta-feira, ainda são pouco conclusivas. Há dúvidas sobre o regulamento, sobre a renovação dos contratos entre as equipes e Bernie Ecclestone, sobre a permanência de Max Mosley na Fia. Eu sei que ele anunciou a sua disposição em não se recandidatar mas, sinceramente, não acredito nisso só porque ele falou. Mosley já anunciou tantas vezes o fim da crise e sua disposição a renunciar à presidência da Fia...
Quanto à questão do controle de custos, desconheço na história da economia, desde Adam Smith, uma iniciativa deste tipo. Você gasta aquilo que ganha e ganha aquilo que consegue ganhar. Você não pode ganhar muito mais do que gasta. Isto é uma lei da economia, não uma disposição que se tome unilateralmente.
No final da novela, me pareceu que o problema não era o teto ou a distribuição de lucros; era apenas a rasteira em Max e a subida de um novo dirigente. Ou seja, apenas a velha política suja de sempre. Ainda bem que tenho a MotoGP para me alegrar.
Quem ainda não viu, veja. O campeonato possui três lideres com 106 pontos, e a próxima corrida será neste sábado às 9h (Brasília) transmitida pela SporTV. Apenas para lembrar, não é o Galvão quem narra - os caras realmente entendem do esporte.
Prezados Edu, Pandini e Agresti (parabéns pelo Fota-se!)
Oba! O circo pegou fogo mesmo!
Kimi e Kovalainen
Londres, 23 jun (EFE).- O Brasil não terá nenhuma prova da categoria a ser criada pela Associação de Escuderias da Fórmula 1 (Fota, em inglês) caso realmente rompa com a Federação Internacional de Fórmula 1 (FIA).
O projeto do calendário da competição saiu na edição de hoje do jornal britânico "The Guardian" e inclui 17 provas, entre elas dez que recebem atualmente a F-1 e outras nas quais o inglês Bernie Ecclestone, detentor dos direitos comerciais da categoria, perdeu o interesse.
Que bom, meninos! Rachou mesmo! Já que é assim, estou começando a gostar. Sugiro a reforma imediata da pista de Interlagos, fazendo-a voltar a ter o traçado antigo, "um circuito para machos" como disse o Jean Pierre Jarier descendo de sua UOP Shadow nos anos 70, salvo engano meu.
Poderíamos motivar o prefeito Gilberto Kassab a arranjar um bom patrocínio para nos devolver a personalidade daquela antiga maravilha, estragada pela ganância dos Mosleys, Ecclestones, Ballestres e outros que já se foram.
O traçado está lá, vê-se perfeitamente pelo Google Earth. Estragaram o Retão, a Curva do Sol, o Laranja e fizeram um nova Junção, mas a velha está lá. Derruba-se alguma coisa mas o benefício vai ser maior que o prejuízo. Nada impossível de se fazer.
E, se a nova F1 não quiser mais a gente mesmo, estou pouco me lixando. Prefiro a velha pista recebendo pilotos de verdade, andando em carros de verdade. Coisas que nos dêem emoções. Velocidade aliada à resistência.
Poderíamos rezar para que também as pistas de Nurburgring e Spa-Francorchamps façam o mesmo. Reformas para voltarem a ser o que eram no passado: emocionantes e seletivos circuitos, pistas com identidade.
Abraços a todos e vida longa.
Manuel Carvalho, Santos
Pois é, meu amigo. Quem sabe a reconstituição de Interlagos tenha de esperar pela próxima crise da Fórmula 1.
Queria ver é se o Piquet, Senna, Mansell e Prost ainda corressem e a Fota mais Fia viessem com essa de rachar o campeonato. Aposto que os quatro diriam: ou vocês resolvem isso ou não correremos em nenhuma das duas. Alguém duvida que o problema seria resolvido rapidinho?
Vi o que acho ter sido a coisa mais horrorosa da minha vida: um acidente em Kyalami, em 1977, onde o piloto Tom Pryce acidentalmente atropelou um fiscal (Jansen Van Vuuren) que estava atravessando a pista. O diferencial desse para outros acidentes de F1 foi o estado dos corpos em que ficaram ambos, que morreram instantaneamente.
Não há comentários hoje, feitos sobre esse acidente. A Internet fala pouco em relação ao fato.
No último domingo, 14/06/09, estive presente no Autódromo Internacional de Curitiba para acompanhar a etapa curitibana do campeonato de F3 Sulamericana, e fiquei completamente assustado com o que vi.
Para começar, não houve nenhum tipo de divulgação, sendo que a maneira que fiquei sabendo do evento foi através do site oficial do autódromo, e no sábado, quando liguei para a administração do autódromo para saber o horário da largada e o valor do ingresso, fui informado que a largada ocorreria as 14h e a entrada era livre.
Ok, pensei comigo mesmo, vou chegar lá por volta das 11h30 e 12h00, almoço por lá, e assisto a corrida.
Só, que, por alguns motivos, consegui chegar ao autódromo apenas as 13h e imaginei que pelo menos pegaria uma fila pra entrar no estacionamento, mas que nada, no estacionamento do autódromo só havia UM veículo estacionado.
Quando eu e a minha noiva subimos na arquibancada enfrente aos boxes, não havia ninguém, e a lanchonete estava fechada, ou seja, só fui almoçar após a corrida.
O acesso ao paddock era livre, mas mesmo assim não quis atravessar para o lado de dentro da pista, pois estava sem a minha maquina fotográfica e também bastante descontente com o evento em geral.
A entrada do paddock em Silverstone
Bom, quando a pista foi aberta as 13h35, alinharam no grid para largada, apenas 13 carros, sendo que um nem do Box saiu, e as poucas pessoas que estavam visitando o paddock, quando voltaram para as arquibancadas totalizaram um publico de 57 pessoas, pois assisti a largada na frente dos boxes e acompanhei o restante da prova no final do retão, o que me permitiu contar todas as pessoas presentes.
A corrida, bem, a corrida foi digamos assim, modesta, com poucas ultrapassagens e apenas um acidente que deu baixa em apenas um carro, terminando a prova os 12 que restaram.
Então amigos do GPTotal, assim esta a nossa categoria de base para a F1, e não foi culpa do publico curitibano, pois quando ocorre às etapas de Stock Car e F-Truk, é divulgado de varias maneiras e o autódromo sempre lota para ambas categorias, mas isso não ocorreu para a F3, e mesmo com entrada livre, o autódromo estava vazio.
Mas, aonde esta a falta de interesse?
Talvez da CBA, ou talvez sei lá de quem, para uma categoria que já lotou vários autódromos brasileiros no passado, e hoje deixa o nosso automobilismo mais pobre, pois, quando a garotada sai do kart, eles têm poucas opções de categorias para monopostos.
Quantos pilotos as extintas F-Ford e F-Chevolet revelaram para o mundo a fora, e hoje, com uma categoria tão fraca, como esta a F3 Sulamericana, o que será do nosso futuro na F1?
Equipamentos sendo descarregados nos boxes
Parabéns Ernesto Rodrigues pela sua coluna Rubens, o relativo. O Barrica nunca vai aprender!
Respeito os fãs do Barrica, e todos nós temos o direito de torcer para quem mereça o nosso apoio, mas, eu sou da geração Piquet e Senna e nunca consegui acreditar nas promessas absurdas que o Barrica sempre fez em 16 temporadas na F1, pois quem muito fala, pouco faz. Os outros brasileiros que já correram na F1, foram tão criticados como o Barrica é?
Acho que não, pois todos quando viram que não dava mais, pegaram suas coisas e se mandaram.
Mas o Barrica não, ele persiste em um sonho no qual nunca se esforçou para conseguir, pois a sua época na Ferrari junto com Schumacher foi para manchar tudo o que o Emerson, Piquet e Senna construíram com muito suor e batalhas dentro das pistas.
Alguém consegue imaginar o Emerson, ou o Piquet, ou o Senna abrindo passagem para um alemão Dick Vigarista?
Eu não consigo e nunca aceitei tamanha asneira, pois correr para ser o segundo é melhor nem correr, e o pior é o que esta fazendo com o Button, pois, fala que vai fazer pole, que vai vencer as corridas, e nada, só sabe é ficar atrás e falar besteiras.
Na minha opinião, pouco importa se ele é um excelente acertador de carros, ou se é o recordista de GPs disputados, pois isso só faz aumentar ainda mais, que, ele deveria ter aproveitado em seu favor tudo isso para ser campeão, e não ajudar um piloto a vencer 5 vezes seguidas.
Mas, já faz algum tempo que eu aprendi a me diverti com as suas besteiras dentro e fora das pistas, e vencendo ou não GPs, ou quem sabe até mesmo ele sendo campeão, sua imagem pra mim é uma só, um menino mimado e chorão!
Barrica, seja humilde pelo menos uma vez em toda a sua carreira na F1 e vai pra casa jogar vídeo game!
Rubens Barrichello dar entrevistas com declarações infelizes já não são mais surpresa, muito pelo contrário, se tornou fato tão comum que não se estranha mais nada que ele possa dizer, por mais absurdo que seja.
A coluna do Ernesto Rodrigues exemplificou muito bem isso. Apesar de ser um bom piloto, a impressão que se tem é que ele tenta se impor através das palavras, tenta demonstrar uma superioridade atiçando a esperança dos torcedores. Vejo nessas atitudes dele uma arrogância disfarçada de bom-mocismo, uma soberba injustificada que foi cultivada por ele mesmo no decorrer de sua carreira.
Tenho a impressão de que seu nome será esquecido em muito pouco tempo após deixar a F-1, e ele deve ter consciência disso, por isso tenta, quase que desesperadamente, manter acesa a esperança dos torcedores para que não caia no ostracismo, ainda mais depois de uma temporada excepcional de seu companheiro de equipe.
Rubens nunca demonstrou ser um piloto excepcional, se tivesse agido conforme o bom senso pudesse ter tido uma carreira muito mais vitoriosa e de sucesso. E não adianta vir dizer que agora, com 36 anos, está mais motivado do que nunca, pois a questão é biológica, seus reflexos já não são os mesmos de 16 anos atrás, tampouco sua coragem de levar o caro ao limite, portanto, não sei se tem algum portanto...
Que ele tenha uma aposentadoria tranquila, é é para isso que se encaminha sua carreira, para a tranquilidade e esquecimento...
Com o devido respeito ao sr. Agresti (coluna Feinho), e mesmo com as ressalvas por ele feitas em relação ao Valentino Rossi (no caso, a continuidade das vitórias e até de títulos dele por um breve período), considero que ainda assim ele obterá muitos outros êxitos retumbantes.
O que aconteceu no dia 14/06, em Barcelona, foi absurdamente representativo, e, aliás, me fez tornar um apreciador inveterado do motociclismo. Definitivamente, a F1 está consideravelmente sem graça diante dos acontecimentos na MotoGP (aliás, menção honrosa
ao indivíduo que conseguiu perder a vitória em Barcelona comemorando antes da hora)
Sobre sua coluna Edu com medo, deixe disso. Não precisa ficar com medo. Qualquer mudança que aconteça na F1 vai torná-la melhor. O que temos, hoje em dia, convenha, é uma porcaria monótona, uma chatice previsível. Precisamos de mudanças, não acha?
Veja este ano, que coisa maçante. Mudou a mosca, mas o cocô é o mesmo: o tal Button já venceu cinco dos seis GPs, ou coisa assim. E pontuou no outro um. Ou seja, em três ou quatro meses, já fez um terço do que o velho Jack levou 16 temporadas para fazer. Isso mesmo, em dezesseis temporadas, venceu 14 GPs. Só! E foi três vezes campeão do mundo. Mesmo número para o Rato, que foi vice duas vezes e campeão mais duas em 10 temporadas. Mesmos números para o velho Hill, campeão duas vezes em 18 temporadas. Hill venceu apenas 14 GPs em toda a sua vida.
Alguma dúvida sobre a grandeza destes nomes acima contra o que é um Button?
Por que lembrar disso agora? Porque antes havia equilíbrio e os orçamentos das equipes eram modestíssimos, duvido que alcançassem um milhão de dólares.
Ainda está com medo, Edu? A coisa TEM que mudar. Para que voltemos a ver temporadas competitivas como, por exemplo, a de 1964 quando John Surtees sagrou-se campeão com apenas UMA vitória. Pontuou em seis dos 10 GPs da temporada. Na sua segunda vitória no ano já vinha com o título garantido! Isso era equilíbrio. Como em 82, Keke Rosberg, venceu o Mundial ganhando apenas UM dos 16 GPs da temporada. Só um ! E sempre cercado de feras.
Por querer ver a coisa novamente equilibrada é que não tenho medo, fico contente com as mudanças que virão.
Medo eu tenho é de ver aquelas salas dentro dos boxes com 12 ou mais laptops por equipe. O rádio avisando o macaquinho que está dentro do carro o quanto lhe resta de combustível (vide Massa no último GP) ou dizendo que o pneu traseiro esquerdo está furado, ou que etc. e tal não está funcionando bem. Medo de ver 18 pessoas uniformizadas cercando cada carro nos pit-stops. Breve, sem mudanças, teremos 32!
Isso é o que me dá medo. Medo que a coisa continue a crescer para este lado. E medo de continuar um chato, porque só venho a este GPTotal para reclamar das "mudernidades" e dizer que "antes era melhor" .
Não tenha medo Edu. Dias melhores virão.
Enquanto isso, vamos vivendo do passado e podendo dizer o chatíssimo "meninos, eu ví" !
Bom, o que vemos esse ano é um piloto que era desacreditado depois da temporada 2008 despontar como um piloto que será o futuro campeão.
Sobre Jenson Button eu poderia falar que ele tá fazendo mais que o Schumacher, mas ele faz isso com lealdade e que faz o provável título dele ser mais louvável que os sete títulos do Michael Dick Vigarista Schumacher. 26 pontos para Barrichello, 32 para Vettel e 33,5 para Webber. Fica difícil demais para os adversários brigarem com um piloto acima da média.
Para o Rubinho ser o Campeão, precisa que todo o azar do mundo caia para o seu companheiro de equipe, e também precisa se superar e suar sangue para tirar essa enorme desvantagem em cima de um piloto tão competente que se provou Button nessa temporada.
Sobre o GP da Turquia, mostrou uma coisa, como o Vettel ainda é instável e como o Webber é discreto e eficiente.
Estão todos discutindo isto, aquilo, o Max é o grande Vilão da história (com H e não E), mas na verdade mesmo, há algo de muito podre neste esporte e no resto do mundo.
Todos estão se esquecendo daquele baixinho narigudo do Sr. Bernie e seus vários tentáculos.
Muito bem observado por você. Entendo e acho interessante sua colocação. Mas, vamos aos fatos:
Não é um a questão de menosprezar. Claro que todos os pilotos que chegam a Fórmula 1 são bons. Claro que nosso Rubens é um bom piloto. Até o Nelsinho é um bom piloto (por incrível que possa parecer), ou então não estaria na maior categoria do automobilismo.
Valho-me do seu exemplo para explicar meu pensamento. A McLaren em 1988 ganhou 15 corridas (das 16 disputadas) e os dois foram disparados, campeão e vice; com o nosso Senna alcançando seu primeiro triunfo. Só o Senna fez 13 poles naquele ano.
A condição é muito parecida realmente. McLaren 1988 e Brawn em 2009. Reforçando meu comparativo, vejo que não deveria então haver dificuldades para o Rubens ser, ao menos, vice-campeão. Prost em 1988 já era vice no meio da temporada. O fato é que ele ... (nosso Rubinho), está tão atrás da concorrência, que estou vendo uma grande dificuldade para ele conquistar sequer o vice campeonato. Lembro que a Ferrari está crescento e que a RBR está vivíssima.
Outra coisa, e nessa pretendo ser mais enfático: dizer que Rubens pode superar Jenson nessa temporada é acreditar em Papai Noel. Não há como. Mais duas corridas e passaremos da primeira metade da temporada. Ou seja, em tese: para o Rubens superar Button ele tem que começar agora, já. Isso vai acontecer? Você acredita em Papai Noel?
Mais duas corridas e estaremos com a metade da temporada concluída. Vamos imaginar que o “lógico” continue em mais duas corridas. Vamos imaginar que o Button largue na frente do Barrichello e termine à frente do brasileiro em mais duas corridas, o que é perfeitamente possível. Ok? Daí em diante, o Rubens terá que terminar a segunda metade da temporada, em todas as corridas, à frente do Button. Ou seja: se até agora ele terminou atrás em todas, o que nos anima (além do patriotismo) que ele vai fazer exatamente o contrário nas outras 9 corridas? Não há como, amigo. Desiluda.
Ele até deverá (espero) largar à frente em algumas corridas e até deverá vencer uma ou duas corridas. Mas lembro que, dentro do seu comparativo com 1988, a coisa é bem diferente. É gritante a inferioridade do brasileiro. É assustadora a luta para ser vice-campeão, quando deveria ser absolutamente natural, tendo o carro que tem.
É humilhante ver dois, dos três brasileiros que competem na F1, serem humilhados e tomarem bons segundos pilotos. Desculpe meu caro Charles Dantas, mas acompanho Formula 1 desde 1983 e me acostumei a ver isso. É isso aí. Sou mal acostumado.
Concluindo meu texto digo o óbvio e peço análise dos companheiros.
Ainda é possível Rubens reagir?
Aos que dizem sim eu diria: ele tem que começar agora, na próxima corrida, urgente. Caso Buton vença mais duas corridas, ele terá 8 vitórias. Se Rubens vencer todas as 9 corridas que restam, (que é praticamente impossível), ele vencerá Button com uma diferença de uma vitória. Exatamente como Senna venceu Prost em 1988. Quem acredita em Papai Noel?
Ao amigo Gláucio do Rio de Janeiro eu quero dizer uma coisa: “sou um cara legal. Abraços para você”.