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Opiniões e Dúvidas dos Leitores 29.01.09
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Qual é comprimento de um carro de carro de Fórmula 1?

Diogo Ricardo Toledo, Uberlândia






Oi Diogo

Esta informação elementar raríssimas vezes é disponibilizada oficialmente pelas equipes, que a entendem, assim como outras dimensões exatas dos carros, como segredos importantes de serem guardados. Não sei lhe dizer se o regulamento fixa um tamanho máximo para os carros, que deve girar em torno de 4,5 metros.

Abraços (EC)

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Quando inventaram as corridas

-Quando foi mesmo que inventaram as corridas de carro? -Ih! faz tempo... Foi quando terminaram de construir o segundo carro.

Deve ter sido isto mesmo.

Kubica treina em Portugal
Assim que o segundo carro ficou pronto, que foi apertado seu ultimo parafuso alguém deve ter tido a brilhante idéia: Vamos ver qual dos dois anda mais rápido? E o cara que estava dando uma limpadela no primeiro carro construído pensou: “-Ora! Porque não?”.

Alinharam as carroças sem cavalo, pediram para que alguém, muito provavelmente um garoto que freqüentava a oficina, dar a largada. Avisar quando eles poderiam começar. O moleque então pega um pano sujo de graxa e se posta entre os dois bólidos e avisa:

-Quando o pano aqui cair no chão vocês saem, ok?

Os dois concordam. Arrumam-se nos bancos com os motores devidamente ligados. Lembre-se que pra dar a partida nos primeiros carros era preciso girar uma manivela que ficava embaixo do pára-choque.

O menino então solta o pano, que pesado de graxa cai rapidamente. Dirão os maldosos que o pano caiu muito mais rápido do que os carros conseguiram largar. Maldade sim, mas não exagero. Na verdade o guri ainda teve tempo de abaixar e pegar de volta o paninho antes que os carros se movessem. Mas se moveram, e ao alcançarem a velocidade máxima de exorbitantes 28 quilômetros por hora.

Então o piloto do primeiro carro chega à frente para contornar a primeira curva, por questão de segurança diminui o ritmo.

Por loucura ou por descuido o piloto do segundo carro não diminui. Faz a curva com o carro de lado, nos mesmo vinte e oito quilômetros por hora. A poeira sobe e encobre os dois. Quando desce a nuvem de pó já estão de novo em linha reta e o segundo carro agora lidera. E vai aumentar a diferença de espaço a cada curva. Havia aparecido também o primeiro piloto, em contraste com o primeiro motorista. Só que aquele garoto que deu a partida para a primeira corrida e assistiu tudo prendendo a respiração a cada curva do primeiro piloto começou a pensar que aquilo sim era diversão. E que ele poderia fazer melhor.

Quando não estava trabalhando na limpeza das ferramentas ou da própria oficina sentava-se no banco de um dos carros e fantasiava estar pilotando, mas não aos prosaicos vinte e oito quilômetros. Mas em sua fantasia ele ia a cem; duzentos quem sabe trezentos quilômetros por hora... Não... Trezentos não... - Ele pensa. - Nunca uma maquina vai se mover a trezentos quilômetros por hora.

Nelsinho com o novo Renault
Mas e se existir uma maquina que chegue a isto? Como doma-la? Até onde pisar no pedal do acelerador? Por quanto tempo segurar o pedal sem aliviar? Quando aliviar? E o quanto aliviar? Pisar no freio? Mas ele tem de esperar por sua vez de comandar uma maquina daquelas. Alguns anos depois a chance aparece. Ele está mais velho e o carro agora é muito mais veloz. Já alcança os cento e cinqüenta quilômetros por hora em curvas. Na reta com um pouco de coragem chega aos duzentos.

Então ele se senta. Esperou muito por isto, não vai perder a chance. Liga a maquina e sai. Não são os trezentos quilômetros por hora de seus devaneios, mas que diabos, quem liga?

Ele a doma com a ponta dos dedos. Pisa no acelerador até encostá-lo no assoalho do carro, segura o pé no fundo até se aproximar o máximo e o mais rápido possível da curva e só então alivia, pouco. Apenas toca no freio, o suficiente para que o carro contorne a curva no trajeto e com segurança. E pensa nisto tudo enquanto o carro se movimenta. Tudo ao mesmo tempo. Eis o primeiro fora de série.

Logo aparecem mais construtores de carro, mais pilotos. Só alguns são fora de série. Muitos são apenas motoristas. Todos querem correr. Todos querem ser os melhores. Eis o primeiro campeonato. E é assim até hoje.

Que venham as emoções desta temporada. Que apareçam mais moleques de oficina. Estamos prontos.

Ron Groo, Franco da Rocha

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A Ferrari elétrica
Como foi colocado no último texto de 2008 que o site seria nosso (acreditando ser dos leitores que sempre apreciaram o bom conteúdo da página), peço encarecidamente: não deixem que destilem sandices por aqui.

Peço isso em razão de ser cada vez mais difícil para mim e talvez outros leitores ler a sessão de comentários que por muito tempo foi a minha preferida e atualmente está sendo estragada.

Marcelo Schwartzmann, Cabo Frio

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Grande Firmo,

Você escreveu: Uma das maiores ultrapassagens de todos os tempos na Fórmula 1 foi a do Nelson Piquet em cima de Ayrton Senna, no GP da Hungria de 1986. Essa ultrapassagem merece um comentário especial. Prestem atenção: quem é vítima? Quem é o bom ali?

As imagens são extraordinárias. Nelson segurando o carro que saía nas 4 e ultrapassando o Senna. Quem é a estrela naquele episódio? O Nelson Piquet que tinha o melhor carro do ano e deveria estar na pole, mas não estava? O Piquet que perdeu aquele título para o Prost com um McLaren visivelmente menos equilibrada que os Williams, trocando as disputas nas pistas por uma guerra com seu companheiro Nigel Mansell. Ou Ayrton Senna, que mesmo sem ter o melhor carro, colocava-se à frente de competidores mais experiente e com máquinas mais evoluídas?

Que me desculpem os Piquetzistas mas a grande estrela daquele episódio foi mesmo o maior de todos os tempos, Ayrton Senna da Silva.

Não o há o que dizer. Piquet só fez àquela ultrapassagem, por que o Senna era tão superior a ele que estava na frente, mesmo com um carro inferior. Se não fosse o Senna, não haveria ultrapassagem, pois outro piloto guiando um Lotus naquela temporada, jamais estaria à frente dos poderosos Williams.

Os BMW 2008 e 2009 lado a lado - Clique para ampliar
Portanto: O Senna só estava na frente porque era o Senna. O Piquet só passou porque o Senna colocou seu Lotus em primeiro, quando o lugar deveria ser da Williams, mais precisamente do próprio Piquet. Não há o que comemorar em relação ao Piquet. Ele tinha mais carro e assim sendo era mais rápido. Quem é mais rápido tem que passar mesmo. Ele tinha que recuperar o que perdeu por incapacidade. Se ele tinha o melhor carro, deveria estar na pole, acertei? E por que não estava? E por que quem estava na pole era um piloto com equipamento inferior?

Pois bem: Senna foi um dos Grandes? Sim, obvio. Desde sempre? Não.

Na época deste fato, 1986, Senna - que obviamente nasceu com um super talento - não era AINDA o melhor entre aqueles que disputavam o campeonato de F1. Nesta corida em particular, Nelson liderou 44 e Senna 32 voltas. Aliás os dois brasileiros estava MUITO superiores nesta corrida aos demais. Enfim...

Creio que a sua observação de que quem foi o melhor no episódio seja imparcial. Um deixa o lado de fora para o outro passar. O outro, por sua vez, faz uma das manobras mais difíceis que se pode fazer com um carro daqueles (a plástica do fato é maravilhosa. Até porque envolvem dois dos maiores pilotos brasileiros de F1 que tivemos) e o melhor é o Senna? E a habilidade, coragem, arrojo do Nelson, onde fica? No lixo? Isso é a mesma coisa de dizer que a culpa por você ter destruído seu carro no poste não é sua e, sim, da Prefeitura por ter escolhido exatamente aquele local para colocar o tal poste...

Na minha modesta opinião, se o Ayrton já fosse em 1986 aquilo tudo que você acha, não teria jogado fora as corridas de Monte Carlo e , principalmente, Monza dois anos depois.

Um forte abraço,

Marcelo Ferreira, Jacarepaguá

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Gostaria de falar sobre um recorde macabro e sobre um nome bonito.

-Chefe! Avisa aos caras para saírem da frente porque eu vou passar por cima de todos.

Segundo li em algum lugar essas foram as últimas palavras (ouvidas) do Ricardo Paletti, realmente um recorde trágico. Acredito que não chegou a 300 mts, nem chegou a passar três marchas...





Jean Pierre Jarier - eita nome bonito! Tem também Jean Pierre Beltoise mas prefiro Jarier, principalmente pela bota que o cara sentava na Shadow. Lembro de uma corrida em Interlagos. Se não me engano ele era franco favorito ou estava na frente quando foi inaugurado um cemitério de carros de Fórmula 1 em plena corrida, numa das curvas lá, acho que foi óleo na pista, se alguém relembrar, agradeço.

Durval Pereira, Salvador


Opiniões e Dúvidas dos Leitores 28.01.09
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Alonso em Portimão
Olá aficcionados como eu!

Acho que seria legal se o GPTotal e seus colunistas escolhessem os dez, ou cinco, circuitos mais espetaculares do mundo.

Os meus são os seguintes, não necessariamente nessa ordem:

- Monza antigo, com os bankings
- Indianápolis
- Spa
- Nurburbring
- Interlagos antigo
- Clermont-Ferrand
- Le Mans
- Laguna Seca
- Brands Hatch
- Silverstone

Um forte abraço a todos,

Arthur Jacon, Goiânia






Oi Arthur

Difícil discordar da sua lista. De minha parte, cravo três: Monza de qualquer tempo (leia minha coluna Enterrem meu coração em Monza), Clermont-Ferrand e Spa antigo.

Vamos aguardar pelo voto dos colunistas e leitores.

Abraços (EC)

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Buemi andou em Portimão com o Tor Rosso do ano passado
Olá
Escrevo para enfatizar a excelente e coerente coluna Viva a crise do Luiz Fernando Ramos. Ele disse tudo sobre como deve ser o caminho para a Fórmula 1: buscar suas raízes, de um tempo bom onde a categoria era saudável (anos 30, 50, 60, 70 e 80). Continue assim, Luiz Fernando.

Outra coluna fantástica foi a do Ernesto Rodrigues, Bate neles, Rubinho. Bate em toda a hipocrisia da Fórmula 1 pós-moderna, Rubinho! Bate sim!

Abraços

Antonio Pessoa, São José dos Campos

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O operário de Maranello

Escapadinha de Kimi em Mugello
Enquanto a maioria se empolgou com a temporada de 2008 da F-1, cujo campeonato foi decidido na última curva da última volta da última prova por um único ponto a favor de Lewis Hamilton, vou na direção contrária: não me agradou o desempenho da maioria dos pilotos, principalmente dos candidatos à vitória, o que me fez considerar a temporada extremamente irritante.

Houve algumas surpresas: Robert Kubica, que foi apenas mediano em 2007, esteve na luta pelo título até a etapa da China, apesar da fragilidade de seu BMW; Sebastian Vettel conquistou a proeza de levar seu humilde Toro Rosso ao topo do pódio, algo impensável na pré-temporada; e Felipe Massa, que, de certa forma, surpreendeu agradavelmente ao superar o companheiro de equipe, campeão mundial.

Não me convence aquele discurso de que Massa não conquistou o título unicamente por erros da Ferrari. É verdade que uma biela quebrada na Hungria a três voltas de uma vitória incontestável e um erro catastrófico no pit stop em Cingapura, além que outros menores, como em Mônaco e no Canadá, serão eternamente lembrados pelo torcedor brasileiro como os responsáveis pela perda do título do nosso piloto.

Mas é conveniente também lembrar os erros de Massa ao longo do ano. Massa rodou na largada em Melbourne, fez uma prova ridícula em Silverstone e, no momento decisivo do campeonato, como em Monza, onde largou em 6º e chegou na mesma posição ao fim da prova, foi apenas mediano. Apesar de todos os erros da equipe, que eventualmente acontecem ao longo de 18 provas, Massa seria campeão se apenas tivesse completado a corrida na Malásia, o que lhe daria um 2º lugar.

E, analisando o atual cenário, eu diria que talvez o brasileiro tenha perdido uma oportunidade única de se tornar campeão. Lewis Hamilton, com a conquista em 2008, tirou o peso do mundo das costas e guiará com mais serenidade. Fernando Alonso, com um carro apenas mediano, venceu duas provas já no fim da temporada e promete voltar a brigar por vitórias. E é difícil imaginar que Kimi Räikkönen faça outra temporada tão ruim quanto a do ano passado. Dependendo do que a BMW fizer na pré-temporada, Kubica entra de vez na briga por vitórias, e Sebastian Vettel, que fez bons testes com a Red Bull, pode surpreender.

O novo Toyota nos boxes em Portimão
Mas me agrada a maneira de Massa trabalhar. Um exemplo aconteceu em Mônaco. Ao perceber que o companheiro, Räikkönen, era bem mais rápido do que ele no primeiro setor, Massa procurou saber na telemetria do finlandês o que ele fazia de diferente. O resultado veio no sábado, com a pole position. Acredito que o brasileiro não tenha o mesmo talento que Alonso e Räikkönen, por exemplo, mas sua capacidade de aprender com os erros é algo inquestionável.

Massa também foi perfeito com as palavras durante a temporada, principalmente em Interlagos. Após ter perdido o título de forma dramática, ele poderia muito bem ter entrado na onda dos lunáticos e declarado que Timo Glock havia aliviado o pé e favorecido Hamilton. Ao contrário, Massa descartou qualquer possibilidade de favorecimento ao inglês desde que deixou o carro, aos prantos, rumo ao pódio da vitória mais decepcionante de sua vida.

E a perda da consagração ofuscou um feito de Massa. Ao lado dos únicos brasileiros campeões mundial, Fittipaldi, Piquet e Senna, Massa venceu pela 2ª vez em casa. É algo que não pode ser desconsiderado.

Só espero que em 2009 ele não decida começar a temporada novamente no Bahrein.

Willian Lopes Machado

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Acho gozadas essas viúvas do Senna. Eles nunca admitem que Senna vencia também por ter carros superiores aos dos outros. Falam que Senna ganhava de qualquer um mesmo com carro inferior. Mas quando o cara tomava ultrapassagem, aí a culpa era do carro inferior.

Uma pena o GPTotal ficar dando espaço para gente assim em vez de usa-los como nos primeiros tempos, com ótimos textos do Edu, Pandini, Tite, Alessandra, Divila, Agresti etc, ou dos leitores que escreviam com equilíbrio como o Alexandre, o Kojima, o Benicio, o Lagrota e outros.

Jun Nohiro, São Paulo

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Edu

Detalhe do flanco do novo Renault
Assim como a F1, o nosso site tem aumentado muito a audiência, porém com um público volátil, que em sua maioria está aqui pra discutir sobre Piquet x Senna, ou Senna x Schumacher, e não ter aquela discussão saudável de outros tempos.

Estamos mais plásticos aqui, assim como a F1. Assuntos banais geram mais audiência, você sabe. Hoje temos muito mais leitores do tipo torcedor de futebol que assiste F1 por aqui. Esses caras que assistiam F1 pra ver o hino do Brasil no fim, quando Senna morreu deixaram de acompanhar. Este público é o mesmo que chama o Cielo de nosso Cielo.

Edu: você está diante de uma encruzilhada, meu amigo. Chegou a hora de você decidir por botar ordem na casa, mesmo que pareça impopular. Assim como deviam ter mantido a classificação antiga em nome da tradição e da meritocracia. Você tem esse poder. É só não publicar este tipo de e-mail. Perde audiência mas ganha em qualidade. Se não quer fazer assim, por achar muito autoritário, submeta as mensagens ou autores a um conselho.

Edu, que 2009 seja repleto de alegrias para você e para os seus. Um abraço.

Ricardo Oliveira, Curitiba

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