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Opiniões e Dúvidas dos Leitores 18.12.08
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Amigos leitores

Esta é a última atualização das cartas de vocês este ano. comentários e perguntas recebidas a partir de hoje irão ao ar em janeiro próximo.

Abraços (EC)


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O Ferrari 330 P4, um dos mais belos carros de todos os tempos, em Le Mans 67


Olá Edu

Gostei de ver as pinturas dos Turner, que já conhecia das revistas inglesas. Os caras são demais mesmo.

E para continuar no nível, te aconselho a procurar fotos de corridas do inglês Geoffrey (Geoff) Goddard, se é que você já não conhece. Nem sei se o cara ainda está vivo mas é o maior fotógrafo de corridas para mim. E para terminar queria saber se voce já ouviu falar no maior jornalista inglês de corridas e pilotos, Dennis Jenkinson, Jenks para os íntimos.

Ele foi o navegador de Stirling Moss na Mille Miglia, que venceram com um tempo jamais batido. Jenks, que tinha feito outras Mille Miglia antes, conseguiu anotar detalhes do percurso pelas estradas italianas e as colocou num rolo de papel comprido, as pontas presas a dois cilindros. Acondicionou esse aparato numa caixa metálica com tampa de vidro e através de manoplas externas ia girando um dos cilindros (que por sua vez desenrolava o papel e puxava o outro cilindro enrolando o que já tinha sido lido).

Pois bem com essa traquitana no colo, ia recitando o caminho para Moss e assim venceram com o célebre Mercedes 300SLR número 722 (hora da largada na Brescia, sete horas e vinte e dois minutos (partida e meta da corrida). Jenks devia medir não mais do um metro e 50 e olha lá e usava uma barba enorme, parecendo a encarnação viva de um gnomo.

Tenho uma foto dele muito legal. Tem um comando de válvulas de um Duesemberg (carro antigo de 12 cilindros) colocado de pé no chão e Jenks está ao lado, apoiado nele. Sua altura ultrapassa a do comando em poucos centímetros. Evidentemente ele pousou para a foto com o intuito de (se) divertir e aos amigos... Ele entrou no mundo da velocidade em 1949, quando foi o contrapeso do campeão mundial de side car (lembra? motos com o carrinho ao lado). Daí se encantou com o ambiente de corridas de carros e iniciou uma das maiores carreiras jornalísticas da Inglaterra e do mundo. Era adorado pelo pessoal do metier, pilotos, mecânicos, dirigentes, e trabalhava para jornais, revistas e publicou grandes reportagens sendo a maior de todas sobre a Mille Miglia que venceu com Moss. Escreveu ainda uns quantos livros de altíssimo nível e nos deixou, se não me engano, em 1997.

Esse era o Jenks, Dennis Sargent Jenkinson.

Um abraço, Boas Festas a todos

Alexandre, Ilhabela

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Eugenio Castellotti e seu Ferrari Na Mille Miglia de 56


Oi Becsom Salles de Carvalho.

Muito interessante teu trabalho comparativo do desempenho dos multi campeões Fangio e Schumacher. Apenas foi omitido um pequeno, quase imperceptível, detalhe. Fangio foi campeão em 51 com Alfa Romeu, que era tão superior aos demais carros que deu-se ao desplante de vencer todas as provas de 1950, e no ano do primeiro título do argentino venceu 4 em 7. Evidente que não estou considerando Indianápolis, onde os carros de Fórmula 1 nada podiam contra os Offenhauser.

Em 1954, o ano iniciou com uma supremacia avassaladora da Maserati, e Fangio lá estava, vencendo na Argentina e na Bélgica. Aqui o detalhe, ela já testava a revolucionária Mercedes, para onde mudou-se de mala e cuia, para vencer a prova seguinte na França. Com as imbatíveis Mercedes flechas de prata o argentino ainda venceu os GPs da Alemanha da Suíça e da Itália. Só aí o versátil balcarcenho, já havia guiado três marcas, que em seus momentos foram imbatíveis.

1955 foi o ano da mais esmagadora superioridade de uma marca sobre as demais, das 6 provas, a marca alemã venceu 5 (sempre desconsiderando Indianápolis) e a que não venceu foi vencida por M. Tritignat com uma Ferrari que havia largado na nona posição. A propósito, o GP da Inglaterra foi vencido por Stirling Moss e a Mercedes fez as três primeiras posições mas enfim Fangio já era tri-campeão.

Veio então o 1956 e com a retirada das pistas da Mercedes, Fangio, novamente de mala e cuia, foi-se para a Ferrari, casualmente, a marca que andava mais próxima das Mercedes. Fangio tetra, com um detalhe a Maserati era no final de 56 o melhor carro do grid, facinho, facinho. Com esta ótica, o argentino, pegou sua mala e sua cuia e passou-se para a marca do tridente, vencendo o campeonato de 57. Com um detalhe, o campeão sem coroa derrotou Fangio nas duas últimas provas guiando o inexpressivo Vanwall e também na Inglaterra dividindo o carro de Tony Brooks.

Um abraço e um ótimo 2099 a todos.

Carlos Alberto Petry, Taquara,

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O magnífico Porsche 917 de Marko e van Lennep em Le Mans 71


QUANDO COMECEI A GOSTAR DE AUTOMOBILISMO

Março de 1993

Então com sete anos de idade, tinha que participar (por livre e espontânea pressão), das comemorações do aniversário de Poá (Cidade da Grande SP). Município esse, vizinho à Ferraz de Vasconcelos (Onde resido), e onde estudei nos ensinos básico, fundamental e médio.

Estava muito desanimado para ir nessa comemoração, pois sou uma pessoa pacata, e que leva o lema minha casa é meu castelo muito à sério. E além do mais, ficar em pleno domingão, parado no meio da rua segurando uma bandeira, com aquele sol escaldante em cima, sem direito nem à um copo d´água. Ninguém merece!

Lembro que estava me arrumando para tais festividades, quando aproximadamente às 13h, passei pela sala e vi meu pai assistindo a formação do grid de largada para o GP Brasil de F-1 daquele ano. Sempre observava que meu pai gostava muito de acompanhar corridas, tanto F-1, como F-Indy, sendo que eu nunca tinha assistido nenhuma corrida com ele, pois não me chamava atenção assisti-las.

Foi então que nesse domingo, os acontecimentos foram me fazendo mudar de idéia. Quando estava me preparando (resignado) para sair, numa verdadeira obra divína: caiu uma grande chuva na região de Ferraz de Vasconcelos, impedindo que eu fosse para o aniversário de Poá. E como estava dentro de casa, comecei a prestar atenção na corrida que acabara de começar.

Percebia que meu pai estava tenso, e reclamando da equipe de Ayrton Senna, na época, a McLaren, pois vendo a corrida, começava a perceber um sufoco do inglês Damon Hill, o qual eu chamava il por causa do H não ter som na língua portuguesa, mas eu não sabia, é que na língua inglesa a maioria das palavras que tem o H tem som de R. Mas caramba! Eu tinha sete anos!!

Continuando...

Na primeira posição estava o francês Alain Prost, da Williams, companheiro de Hill e que estava abrindo grande vantagem para Senna. Meu pai com o espírito patriota lá no alto, odiava o francês, mas tinha muito respeito por ele, e sempre dizia que Prost era muito técnico.

Na 1ª parte da prova, Prost abriu grande vantagem, e Senna acabara de perder a segunda posição para Hill, deixando meu pai cada vez mais irritado. Foi quando (de novo!!!) em uma obra divina, ficou tudo escuro em Interlagos e a mesma tempestade que impediu que eu fosse para as comemorações da cidade de Poá, começou a cair no autódromo, para alegria dos brasileiros, do meu pai e minha também.

Logo, os pilotos começaram a trocar pneus de pista seca, para os de pista molhada. Mesmo assim, se viu um festival de acidentes, fazendo com que a prova fosse interrompida. Um pouco antes, eu notei que o carro de Prost não entrou nos boxes para troca de pneus, para nossa alegria.

Foi quando uma volta depois, eu notei que o Williams de Prost estava atravessado no meio da pista, junto com um carro branco, no qual não sabia quem era (no caso a Minardi do brasileiro Christian Fittipaldi). E como meu pai estava no banheiro e não viu o ocorrido, começei a chama-lo aos berros:

O Prost bateu! O Prost bateu!

Dali pra frente as coisas começaram a mudar, e meu pai meio profético disse: Agora o Senna vence!

A chuva, como já disse, foi muito forte, ao ponto de fazer Senna sair da pista e quase ficar de fora da prova. Fazendo meu pai falar um palavrão de espanto.

Baralho!

Prosseguindo, Damon Hill herdou a primeira posição, seguido por Senna e Michael Schumacher com a Benetton. Apesar de forte, a chuva que caiu em Interlagos, durou pouco, e quando parou, a pista foi secando rapidamente, Vendo essas transformações, a McLaren chama Senna para a troca de pneus novamente, ao mesmo tempo o terceiro colocado Schumacher também foi fazer a parada. Terminada a troca, Senna sai a caça de Hill, e Schumacher, com problemas em sua troca, caiu para o sexto posto.

Na volta seguinte, foi a vez do líder Hill fazer sua troca, e sair imediatamente um pouco à frente de Senna, mas como o inglês estava com seu bólido com os pneus frios, Senna se aproximou rapidamente, colocou o carro de lado passou o piloto britânico, para ao delírio da torcida brasileira, incluindo meu pai e eu.

Observei o brasileiro abrir uma vantagem considerável.

Comecei a perceber a recuperação de Schumacher, subindo da sexta para a terceira colocação, com um show de ultrapassagens, com destaque para sua briga com o inglês Jonhy Herbert da Lotus. Faltando duas voltas pro final, meu pai chama minha mãe pra acompanhar a volta final, e então para alegria dos brasileiros e de toda minha familia, Senna vence, com Hill em segundo e Schumacher em terceiro.

Vi a invasão brasileira na pista, e a festa da vitoria de Senna, vi a emoção dos meus pais pelo feito de Ayrton, e assisti pela primeira vez em sã consciência um pódio da F1, com a execução do hino nacional brasileiro e a festa do champagne. Para mim o pódio só existia nas Olimpíadas.

A partir desse dia, comecei a interagir mais com o automobilismo, e a ver tais corridas com outros olhos.

Tive o privilégio de acompanhar as últimas corridas de Senna, com destaque para grandes pegas, como no GP da Inglaterra e também curtir suas ultimas vitórias (Europa, Mônaco, Japão e Austrália).

Homenagem a Jim Clark, pintado por Graham Turner


Como muitos amantes da velocidade, chorei sua morte no GP de San Marino de 1994, fato culminante para meu pai não assistir mais corridas. Mesmo com a perda de nosso grande ídolo, continuei a querer saber mais sobre o automobilismo em geral, (F1, F-Indy, Stock Car, etc). Comecei a pesquisar o histórico das principais categorias automobilísticas e também comecei a pesquisar sobre motociclismo.

Recentemente, depois de muita luta, consegui assistir o meu primeiro GP Brasil de F-1 em Interlagos. Fato que ocorreu no ano de 2006. Coincidentemente, um piloto brasileiro venceu esse GP, depois de um jejum de 13 anos, sendo que a ultima tinha sido no ano de 1993. Ano passado, fui em Interlagos assistir o GP Brasil, no qual se não fosse as circunstâncias daquele campeonato, iria com certeza festejar mais um triunfo de Felipe Massa. Mas nas estatísticas estou bem, com dois pódios.

Espero que nesse ano eu possa comemorar, se possível em Interlagos, o título de Felipe Massa ou pelo menos, possa (de novo!) ver mais uma vitória brasileira em São Paulo, quem sabe de Nelsinho Piquet, (para a alegria do senhor Firmo Neto).

Um grande abraço a todos!

José Jurandir Junior, Ferraz de Vasconcelos

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Hawthorn em Reims 58


Prezados Amigos do GPTotal

tomo a liberdade de enviar novamente, um artigo. Faço isso porque o momento atual me parece ser muito oportuno para tais reflexões.

Infelizmente, hoje, no intuito de tornar o meu artigo um pouco mais atualizado, além da Jaguar e da Cosworth, devo incluir a Honda F1 como o mais recente (gostaria de poder dizer, com certeza, o último) abandono na Fórmula 1. Não sabemos quantos abandonos ainda virão, até mesmo porque as constantes "idas e vindas" são inerentes não só à Fórmula 1 mas também à vida como um todo. Filosoficamente falando, pode-se dizer que a mudança é a única questão permanente no Universo.

Lógico que gostaríamos que as equipes fossem mais perenes na F1, pois sem dúvidas essa perenidade e tradição é o que, pelo menos em parte, fazem da Ferrari, McLaren e Williams umas das mais apreciadas escuderias de Fórmula 1. Isto apenas para citar as em atividade. Naturalmente, haveria muitas outras a serem citadas...

De qualquer modo, mesmo considerando que as transformações e mudanças fazem parte da vida, acredito que todos nós gostaríamos de ter um pouco mais de certeza quanto ao futuro e, dessa forma, não é diferente com relação à F1. Gostaríamos de ter a certeza da presença de todas as escuderias de F1 em cada ano que se sucede, e contando inclusive, com a presença de novas Equipes.

Pode parecer estranho este tipo de comentário, neste momento de crise mundial, mas devemos lembrar que a palavra crise, segundo a etimologia, deriva da palavra grega Krisis, que significa "momento de decisão" ou "de decidir", e que tem, como primeira conseqüência, a mudança do status-quo. É evidente que o status-quo pode, momentaneamente, favorecer essa(s) ou aquela(s) pessoa(s) ou circunstância(s) mas dificilmente será uma unanimidade. Logo, há um aspecto imediato e negativo em quase todas as crises, mas à medida que as situações encontram novamente o ponto de equilíbrio, quase tudo volta a ficar bem, e não raras vezes, melhor do que estava.

Talvez eu esteja sendo demasiadamente otimista, mas é assim que eu penso ou procuro pensar. Entretanto, é lógico que o otimismo deve ser acompanhado de uma visão muito lúcida, do contrário nossas aspirações, tornam-se uma quimera.

Deste modo, sou da opinião que as montadoras (no atual contexto de participação no automobilismo de competição) são nocivas ao esporte. Se desejamos um automobilismo forte (seja em que contexto for) as montadoras devem mudar os seus papeis de proprietárias ou co-proprietárias de Escuderias, para fornecedoras e parceiras tecnológicas, não mais que isto. Ir além tem por conseqüência o quadro que hoje estamos vendo. E como diria (sic) Max Mosley "esses caras não são confiáveis. Na primeira dificuldade, pulam fora". Não sei se ele teria dito realmente isso mas segundo a mídia (www.grandepremio.com.br) esta seria a posição do Sr. Mosley. Se ele manifestou, de fato, este pensamento, então esta foi uma bela demonstração de lucidez de sua parte. Pelo menos, também penso assim.

Assim sendo, espero que em 2009, renasça uma nova Fórmula1, mais econômica e mais competitiva, e com muito menos aparência corporativa que tem hoje. Que os balanços econômico/financeiros da Fórmula 1 atendam, também, aos donos de escuderias e não apenas ao balanço global das montadoras, que usam como bode expiatório a F1 para justificar suas incompetências administrativas e técnicas, bem como, insucessos mercadológicos. E que naquelas escuderias que tenham participação de montadoras, que não sejam colocados à frente delas, executivos financeiros, que como chefes de departamentos de competições, sejam ótimos administradores corporativos, e sim, ótimos técnicos e engenheiros, que saibam o que é um carro de corridas! É disso que a Fórmula 1 precisa: ótimos técnicos, e engenheiros, e não executivos. Enfim, gente que conheça automobilismo de competição e corridas de automóveis.

Aproveito a oportunidade para desejar à Família GPTotal, um Feliz Natal e Próspero Ano Novo!

Paulo C. Winckler, Porto alegre

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O Porsche 917 vencedor em Le Mans 70


Alguém falou que a estréia do Nelsinho foi a melhor de um brasileiro? Jura? Aqui vai a resposta com fundamentos:

O Nelsinho de cara, no seu primeiro ano bateu um recorde: ele foi o primeiro brasileiro da história da Fórmula 1 a perder em todos os grandes prêmios do ano (nas classificações) (18), para seu companheiro de equipe. Roberto Moreno chegou a perder em 9 GPs seguidos para seu companheiro, que por coincidência era o pai do Nelsinho. O brasileirinho debutante este ano chegou à ridículos 18 GPs consecultivos, só perdendo, perdendo, perdendo. Acho que se somar o tempo que ele perdeu para o Alonso em todo ano, dava para eu sair do Recife e chegar em São Paulo, para assistir a corrida no ano que vem.

Outra coisa foi o massacre que ele tomou do Alonso nos pontos. Alonso fez pole e ganhou corridas. Nelsinho, com muita, mais muita sorte mesmo, conseguiu um pódio.

Pelo amor de Deus. Brincadeira tem hora. Na verdade o Nelsinho Piquet teve a pior estréia de todos os tempos de um brasileiro na formula 1.

Deve ter sido isso que falaram, e algum jornalista confundiu e falou a melhor. Isso é tão absurdo que não dá nem para inventar. Que coisa. Os números estão aí. Não há nem o que discultir. Nem os poucos fãs do Nelsinho têm coragem de dizer que ele fez a melhor estréia de um brasileiro.

Quem inventou essa calúnia?





Respondendo aos inteligentes e educados amigos que escreveram querendo saber a fonte de minha pesquisa; vamos lá:

Foi feita no meu blog particular. Teve 236 participantes e não foi sugerido nenhum nome. Apenas a pergunta: Quem foi o maior e melhor piloto de formula 1 de todos os tempo? O resultado foi exatamente o que divulguei aqui. Acho que as pessoas que procuram um blog sobre Fórmula 1, no mínimo assistem e têm interesse no assunto...





Uma das maiores ultrapassagens de todos os tempos na Fórmula 1 foi a do Nelson Piquet em cima de Ayrton Senna, no GP da Hungria de 1986. Essa ultrapassagem merece um comentário especial. Prestem atenção: Quem é vítima? Quem é o bom ali?

As imagens são extraordinárias. Nelson segurando o carro que saía nas 4 e ultrapassando o Senna. Quem é a estrela naquele episódio? O Nelson Piquet que tinha o melhor carro do ano e deveria estar na pole, mas não estava? O Piquet que perdeu aquele título para o Prost, visivelmente menos equilibrada que os Williams, ao longo da temporada, trocando as disputas nas pistas por uma guerra com seu companheiro Nigel Mansell. Ou Ayrton Senna, que mesmo sem ter o melhor carro, colocava-se à frente de competidores mais experiente e com máquinas mais evoluídas?

Que me desculpem os Piquetzistas mas a grande estrela daquele episódio foi mesmo o maior de todos os tempos, Ayrton Senna da Silva.

Não o há o que dizer. Piquet só fez àquela ultrapassagem, por que o Senna era tão superior a ele que estava na frente, mesmo com um carro inferior. Se não fosse o Senna, não haveria ultrapassagem, pois outro piloto guiando um Lotus naquela temporada, jamais estaria à frente dos poderosos Williams.

Portanto: O Senna só estava na frente porque era o Senna. O Piquet só passou porque o Senna colocou seu Lotus em primeiro, quando o lugar deveria ser da Williams, mais precisamente do próprio Piquet. Não há o que comemorar em relação ao Piquet. Ele tinha mais carro e assim sendo era mais rápido. Quem é mais rápido tem que passar mesmo. Ele tinha que recuperar o que perdeu por incapacidade. Se ele tinha o melhor carro, deveria estar na pole, acertei? E por que não estava? E por que quem estava na pole era um piloto com equipamento inferior?

Os mais fanáticos fãs de Nelson Piquet (eu também sou), podem até colocar o brasileiro tri-campeão, como um dos melhores de todos os tempos; pois eu também o coloco; mas, desde que seja em segundo.

Abraços

Firmo Neto, Recife

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Neto, meu Filho.

Cadê o Peterson, o Fangio e o Stewart? Pode ser que questionem o Peterson numa lista de 8 dos melhores pilotos. Mas cadê o Fangio e o Stewart? Com todo o respeito ao Lauda, mas ele em 7º? Sou super fã do Nelson, mas ele em 4º?

Tem caroço nesse angu, só pode. Quem elaborou a pesquisa ? Qual os parâmetros? Tá estranho.... Faz essa pesquisa na Alemanha e vê o que dá. Faz na Escócia e me diz qual o resultado.

Estranho...

Atenciosamente,

Marcelo Ferreira, Jacarepaguá

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Largada em Silverstone 48, a primeira corrida no antigo aeródromo


Leandro

ótimo comentário a respeito da ultrapassagem do Piquet sobre o Senna na Hungria em 1986. A superioridade das Williams em 1986 era evidente desde a primeira etapa do ano e o Senna já fazia muito quando conseguia as acompanhar (além das McLarens). A diferença de rendimento entre ambos no final daquele prova era gritante. Que Senna conseguiu resistir tanto é digno de méritos, não de humilhação. Apesar de ter sido uma manobra linda e inesquecível, dizer que Senna foi humilhado só pode ser coisa de quem desconhece as circunstâncias.





Agresti

Soichiro deve, sim, estar triste. Mas pelo menos ele pode ler a sua última coluna e sentir certo alento ao ver algo tão bem escrito e ponderado. A F1, e principalmente seus motores, vêm sendo castrada desde 1996. Talvez não tenhamos percebido na época, mas a obrigatoriedade dos V10 3.0 foi o primeiro passo rumo a esses V8 padrão que Max quer enfiar goela a baixo de todos.

A Honda foi campeã com motores V6 turbo, V10 e V12. O negócio dela na F1 sempre foi com os motores. Ao retornar à na F1 quando já não havia liberdade suficiente para se desenvolver motores, ela entrou numa fria.

Torcer contra não é do meu feitio, mas há parte de mim que torça para que esse monstro no qual Max e Bernie estão transformando a F1 seja uma catástrofe tão grande quanto suas ambições. Talvez aí ressurja alguma categoria em que haja espaço para a Honda entrar com seus motores reestabelecer sua imagem vitoriosa.

Érico, Brasília

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Parabéns Leandro.

Você conseguiu sintetizar muito bem o sentimento de brasilidade, que embora com as suas rivalidades naturais, - o ser humano tem esta rivalidade dentro de si, pois não temos nenhum predador natural... a não ser nós mesmos - demonstra que a habilidade é o fator preponderante que faz a diferença entre os homens e os meninos, principalmente nas corridas de carro. Dominar as feras a quase 400km/h é coisa para poucos. Todos que lá estão merecem respeito, senão pelas vitórias, pelo menos pela coragem.

Eu me sinto bem assim, orgulhoso de ser brasileiro, de ter visto tantos pilotos brasileiros enfrentando o desafio e principalmente de ter assistido a lances fantásticos como a ultrapassagem de Piquet sobre Senna, dois dos maiores expoentes de uma época. Quem foi que falou em humilhação? Humilhado deve sentir-se quem usou a palavra com tanta equivocidade. Não fosse o Airton, não teríamos assistido a tanta genialidade, numa ultrapassagem sublime. Se o inverso tivesse acontecido, no mesmo lugar ou em outro qualquer, teríamos tido a oportunidade de constatar como eram geniais estes dois. E o que é melhor... BRASILEIROS!

Augusto Lage, Parnaíba

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Largada em Silverstone 48, a primeira corrida no antigo aeródromo


Olá amigos,

Concordo com a opinião de Leandro de São Paulo. Foi sem dúvida, uma das maiores ultrapassagens da história. Porém, nunca concordei com este papo de humilhação. Aliás, nunca gostei deste papo de rivalidade entre piquetistas e sennistas. Sempre achei uma tremenda bobagem. Não leva a lugar nenhum. Sou grande fã do Senna, mas também admiro muito o Piquet. Acho até bacana este jeito falastrão dele. É o tipo de atitude que você não vê e provavelmente nunca mais verá em nenhum piloto da F1. Agora são todos marcados em cima pelos assesores de imprensa das equipes. Tudo engessado...

Realmente é muito triste a saída da Honda da F1. Mas, também depois de 2 anos no fundo do grid, sem resultados expressivos, acho que a crise mundial foi apenas um pequeno empurrão para a saída definitiva deles do campeonato.

E quanto à pesquisa feita por um certo companheiro aqui do site... Sem comentários.

Um abraço,

Alex Cristiano de Sá, Santo Andre


Opiniões e Dúvidas dos Leitores 16.12.08
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As ilustrações que vocês verão hoje e quinta-feira neste espaço são reproduções de pinturas de Michael e Graham Turner, pai e filho, que se dedicam a imortalizar em tela cenas marcantes do automobilismo de todos os tempos. As reproduções foram tiradas do site www.studio88.co.uk, onde podem ser adquiridas.

Abraços (EC)

O Ferrari 312P na Targa Florio


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Olá amigos do GPtotal

Queremos hoje aqui convidar todos vocês a acompanharem a partir do dia 18 de dezembro o projeto As 99 Vitórias do Brasil, a ser publicado no site www.ultimavolta.com.

Com atualização diária, a partir desta data, alguns dos principais nomes do automobilismo brasileiro estarão dividindo suas memórias sobre cada um das 99 corridas que o Brasil venceu na Fórmula 1, a começar por um relato exclusivo do próprio Emerson relembrando os detalhes de sua vitória em Watkins Glen 1970.

Entre os amigos que estarão dando suas contribuições encontram-se vários conhecidos do GPtotal, como Luiz Alberto Pandini, Eduardo Correa, Alessandra Alves, Ernesto Rodrigues, Ricardo Divila, Manuel Blanco, Marcel Pilatti, além de nomes como Francisco Santos e o próprio Barão Fittipaldi.

São diversos artigos para ler e guardar. Uma ótima pedida a todos os que, como nós, sofrem a cada recesso do gepeto.

Forte abraço a todos,

Márcio Madeira da Cunha e Lucas Giavoni

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Olá amigos do GEPETO,

como não sei o dia em que vocês entrarão de férias, gostaria de me antecipar e agradecer a vocês pelo privilégio de poder continuar acessando todos os dias o GPTotal em 2008. Mais uma vez, vocês deram um show de bola! Muito obrigado! Valeu, de coração!

Sugiro que a foto do Puma do Roberto Agresti tenha um lugar especial na home do GPTotal. Feliz Natal a todos! Boas entradas e um ótimo 2009 também!

Fernando Marques, Niterói






Oi Fernando

Muito bom receber e-mails como o seu. Nós, do GPTotal, é que agradecemos a leitura fiel e atenta de amigos como você. Nossas férias começam na próxima sexta, voltando em janeiro – e com uma boa mexida no site.

Obrigado, grande abraço (EC)

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Não compartilho do entusiasmo do Luís Fernando Ramos (coluna Viva a crise).

A crise está sendo utilizada como pretexto para tornar a F1 ainda mais débil. Pneus padrões, motores de longa duração e de potência reduzida, proibição de testes, congelamento do desenvolvimento, fábricas e túneis de vento fechados, ameaça de motores (inclusive KERS) padrões no futuro, etc. O que sobrará da categoria de ponta do automobilismo mundial em que se podia inovar e desenvolver carros de corrida? Uma NASCAR de protótipos?

Seria mais fácil rebatizar a GP2 com o nome F1. Teríamos algo barato e provado nas pistas.





http://uk.youtube.com/watch?v=lCrJRgzTBCE

Tremi ao ouvir a voz do Senna. Imaginem o que o Lewis sentiu.





Os McLaren de Can Am de 71


Carro ou piloto? Talvez nenhum, mas sim a corrida em si, que na verdade é o conjunto de todos os carros e pilotos numa disputa particular.

Quem se apaixonaria pela Lotus 98T (última Lotus JPS e carro mais bonito de todos os tempos em minha opinião) se Senna a usasse apenas para desfilar sozinho na pista? Poucos, acho eu. Mas aquela Lotus com aquele piloto foram protagonistas de provas fantásticas num dos melhores campeonatos de F1 que já houve. A dobradinha brasileira no Rio, vitória apertada e justíssima em Jerez, pódios e poles, vitória em Detroit após eliminação na Copa de 86, aquela ultrapassagem do Piquet, a cruel falta de gasolina em Estoril etc.

Não foi apenas o carro, nem apenas o piloto. Foram as corridas. Foi nas corridas que os carros e pilotos encontraram seus destinos e fizeram nascer paixões e desilusões que tornam o esporte a motor o mais fantástico de todos.

Apenas minha modesta opinião.





Nenhum dos colunistas gosta da WRC? Subaru saiu hoje, amanhã pode ser a Suzuki...

http://forums.autosport.com/showthread.php?s=&threadid=105679

Érico Calixto, Brasília





Hilária a foto enviada pelo Divila e publicada neste espaço.

É de Reutemann em um dos dois GPs disputados na América do Norte, no outono deles, não sei bem qual ano. O asfalto não esquentava, mesmo com sol.

Eu lembro de uma foto de Emerson no ano de 74, no grid de Watkins Glen ou Mosport, os pneus cobertos por cobertores elétricos de dormir - mas acho que já eram vermelhos, combinando com o outfit do Marlboro McLaren Team. O uso deles deve ter sido importante, especialmente na vitória de Emerson no Canadá.

abs

Fernando Amaral, São Paulo





Agresti,

muito legal sua coluna Soichiro triste, mas acho que você está errado. Acho sim que é a pura redução dos custos. A F1 está absurdamente cara. Como podem, gastar 400 milhões por ano, meu Deus?

E outra coisa: essa Honda que você tanto falou na sua coluna, já morreu. Quando, eu não sei (suspeito que foi quando Mestre Soichiro nos deixou), mas ela este morta. Hoje temos a Honda corporação mundial, vendas estratosféricas, prestígio inimaginável, acionistas e conselho de administração a zelar. Numa corporação desse porte, não há essa de romantismo ou ah vamos continuar na F1, é tão legal... Necas. Tá dando prejuízo? Cai fora. Simples assim.

E pode ter certeza: Renault, Mercedes, BMW e Toyota farão o mesmo se acharem ou calcularem que não compensa. Sim, até a Mercedes. A única que eu acho que não faria é a Ferrari, por um motivo simples: enquanto as outras eram montadoras de carros que passaram a competir, a Ferrari nasceu competidora e aí então passou a fabricar carros. Competição é o berço da Ferrari e será o seu túmulo, quando e se ele chegar.

Rubergil Violante Jr., Campinas

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Sobre a coluna do Edu de 08/12 (Histórias de Pilotos II), uma dúvida sobre o acidente do Roger McCluskey: como foi que esse animal conseguiu?

Márcio Vilarinho Amaral, Olinda

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O Ford Mk IV de Gurney e Foyt, em quadro pintado por Graham Turner


Fangio versus Schumacher: quem foi melhor?

Juan Manuel Fangio talvez tenha sido o maior piloto de todos os tempos. Digo isto porque ele conquistou cinco campeonatos mundiais em uma época em que não havia praticamente segurança, início dos anos 50, e os pilotos eram verdadeiros heróis ou, podemos dizer, sobreviventes.

Naquela época, era comum morrerem dois, três pilotos por ano, não havia capacete e nem cinto de segurança nos carros. Os freios eram precários, não havia tecnologia embarcada e nem fibra de carbono. Os circuitos, muitas vezes, eram estradas comuns, sem guard-rail, sem ambulância, helicóptero e esquemas de segurança. Nesta época, o maior medo dos pilotos era morrerem queimados, presos dentro das ferragens de carros batidos.

Seu recorde de títulos perdurou durante décadas, até ser superado por Michael Schumacher, que conquistou seu sétimo e último título em 2004. Entretanto, pesa a favor do argentino a grande diferença de nível entre as gerações de pilotos. Não que os grandes rivais de Schumacher fossem ruins, mas a geração de Fangio foi composta por nomes do quilate de Farina, Ascari e Stirling Moss. Farina foi o primeiro campeão do mundo de Fórmula 1, Ascari faturou dois títulos e Moss, conhecido como o campeão sem título, foi quatro vezes vice-campeão mundial.

Outro fator que conta a favor do argentino é a questão de ter ganho seus título por várias equipes diferentes - Alfa Romeo, Ferrari, Maserati e Mercedes-Benz, enquanto Schumacher venceu seus campeonatos por duas equipes - Benetton e Ferrari. Este fator demonstra a grande facilidade de Fangio em se adaptar a diferentes tipos de carros, impondo seu estilo de pilotagem ao carro e não, como ocorre com alguns pilotos, o contrário.

Juan Manuel Fangio começou na Fórmula 1 com 39 anos e encerrou a carreira com 47, ou seja, o argentino “perdeu” seus melhores anos de pilotagem, pois a F1 foi criada apenas em 1950. Enquanto isto, Schumacher iniciou sua carreira na Fórmula 1 em agosto de 1991, no GP da Bélgica, com vinte e dois anos de idade, tendo sua carreira perdurado até 2006.

No período em que esteve nas pistas Fangio correu 51 grandes prêmios, obteve 24 vitórias, 29 pole positions, cinco títulos mundiais (1951, 1954, 1955, 1956 e 1957) dos quais 4 foram consecutivos, e dois vice-campeonatos (1950 e 1953) em oito temporadas. Michael correu 250 grandes prêmios, obteve 91 vitórias, 68 pole positions, sete títulos mundiais (1994, 1995, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004), sendo cinco consecutivos, e dois vice-campeonatos (1998 e 2006), tendo sido desclassificado do campeonato de 1997 em dezesseis temporadas que disputou.

Analisando pura e friamente os números, algo contestável, visto que são carros diferentes, pistas diferentes, tecnologias diferentes, podemos aferir o seguinte:

- Percentual de vitórias: Schumacher 36,4% e Fangio 42,1%;
- Percentual de pódios: Schumacher 61,6% e Fangio 61,4%;
- Percentual de poles: Schumacher 27,2% e Fangio 49,1%;
- Percentual de melhores voltas: Schumacher 30,4% e Fangio 40,3%.

Como se pode constatar, Fangio leva vantagem sobre Schumacher na análise crua dos números, além disto, Fangio é o único piloto da história da Fórmula 1 que foi campeão com quatro escuderias diferentes.

Durante seus anos de Fórmula 1, Fangio teve como arqui-rival o inglês Stirling Moss. Sobre Fangio, Moss costumava dizer: “muitas pessoas me perguntam por que Fangio é tão rápido. Só posso dar uma resposta: não consegui nunca chegar perto dele o suficiente para entender como Fangio fazia para andar tão rápido”.

Bibliografia - Wikipédia: http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%A1gina_principal.

Becsom Salles de Carvalho, Belo Horizonte

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Olá pessoal do GPTotal

Pois é! Foi uma pena o Massa não ter sido campeão mas fica pra próxima. Ainda um brasileiro vai ser campeão mundial de F-1, quem sabe no ano que vem

Um abraço.

Aurélio Rafael, Piracicaba

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OS GARAGISTAS

A política neo “quebrou” o sistema financeiro mundial. Eles que pregaram a privatização de tudo que era do Estado, agora, por pura ironia do destino, recorrem ao próprio Estado, como tábua de salvação para a bancarrota. Por uma incrível coincidência, as coisas são semelhantes na F1, na categoria principal do automobilismo mundial.

Os dirigentes da F1 badalaram as grandes montadoras; criaram várias regras de acesso à categoria, até uma taxa de adesão na ordem de 40 milhões de dólares. Praticamente, eliminaram as equipes pequenas, que fizeram a história da categoria.

Festejaram e privilegiaram a chegada da Honda, Toyota, Renault, Mercedes e BMW. Acharam que a paz estava selada para sempre e que todos seriam felizes com seus motorhomes, suas festanças (até orgias, como foi pego o Presidente Max Mosley, certa vez).

Não é que agora, assustados com o pouco comprometimento das grandes montadoras e com a possibilidade real de deserção, eles – os festeiros – apuram-se a correr atrás de “novos” parceiros. Criam a regra do “motorzinho básico baratinho” e recorrem a quem? Aos velhos garagistas abandonados. Aqueles que faziam seus carros de forma quase artesanal, na garagem de casa, mas que marcaram e criaram a história da categoria.

Assim como, os banqueiros, as seguradoras, as montadoras, recorreram ao “velho” Estado; na F1, os dirigentes tentam salvar a categoria, recorrendo aos maltratados garageiros, que desde a década de 50 até a entrada das “grandes” montadoras, mantiveram a F1.

Há um grande risco da F1 em seguir incentivando a participação das grandes montadoras. Assim como elas chegam, saem! Não tem qualquer comprometimento com a categoria. Se o negócio está bom, tudo com elas. Mas, a qualquer adversidade, fim da história.

Vicente Majo da Maia, Uruguaiana (www.blogbandeirada.blogspot.com)

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Estou ficando irritado com uma besteira monumental que está começando a virar uma “lenda urbana”. Aquela mentira que repetida diversas vezes, torna-se “verdade”

A estupidez de dizer que a estréia de Nelsinho Piquet é a melhor de todos os tempos de um brasileiro. Até Nelsão, que admiro pra caramba como piloto, mas como dizem “de boca fechada é um poeta”, vem insistindo nesta bobagem.

Emerson estreou na F1 em 1970, disputando 4 corridas. Fez 12 pontos. Uma vitória e um quarto lugar. Nelsinho fez 19 pontos em 18 corridas !

Alguém tem alguma duvida de qual estréia foi melhor?

Convertendo a pontuação de Nelsinho para a pontuação vigente na época de Emerson, ele teria feito míseros 9 pontos nessas 18 corridas. Média de 0,5 ponto por corrida! Já a média de Emerson é de 3 pontos por corrida.

Ayrton Senna fez 13 pontos em sua estréia. Não me lembro quantas corridas foram disputadas em 84, mas acredito que foram 16, ou seja, uma média também muito superior à do “recordista” Nelsinho. Também temos que levar em conta que Ayrton corria com uma Toleman, que podemos comparar com uma Force Índia...

Portanto, a estréia do “fenomenal” Nelson Angelo Piquet nem de longe é a melhor de um brasileiro em todos os tempos!!!!

Rogério Tófoli Kezerle, São Paulo

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Os Mercedes em Le Mans 89


Caro Firmo Neto, viúva do Senna

gostaria de saber onde foi feita sua pesquisa pois acho que se trata de fanatismos puro. Respeito sua opinião mas não concordo. Você parece ser mesmo viúva do cara, a ponto de humilhar grandes nomes como Lauda, Piquet , Prost, Clark, Stewart, Fangio, Fittipaldi, Schumacher e mais alguns campeões. Isso é um absurdo.

Sandro Almeida , Salvador

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Firmo Neto,

Onde foi feita essa pesquisa? Orkut? Amigos seus? No bar da esquina? Por que a totalização dos votos dá 101%?

Parabéns ao site, acompanho a anos e, apesar de alguns comentários sem consistência e fundamentos, gosto muito do nível dos leitores que escrevem.

Abraços a todos

João Vianney, Recife

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A pesquisa do Firmo Neto, divulgada abaixo, teve 14 (quatorze ou catorze?) votos.

(http://www.google.com/reviews/polls/display/-2213452099832852719/blogger_template/run_app? )

Votes so far: 14
Poll closed

Jorge, Porto Alegre

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Schumi e Coulthard em Indy


Caro Augusto,

É muito fácil acusar-me de tudo o que você disse sem me conhecer. Pois, caso você me conhecesse, jamais diria o que disse.

Antes de tudo, sinto muita tristeza por estudar na mesma faculdade em que Kassab, Serra, Covas e, principalmente, Maluf, estudaram.

Há muitas coisas que busco e entre elas estão a integridade, respeito, honestidade e bondade. Eu sempre, e por sempre quero dizer literalmente sempre, respeito as leis de nosso país. E isso é um grande fardo a se carregar, principalmente vivendo em São Paulo, onde o trânsito caótico leva muitas pessoas a realizarem manobras ilegais enquanto fico preso à minha honestidade e não furo o semáforo, sempre dou seta, nunca ando na faixa exclusiva de ônibus e paro no sinal de pare que antecede faixas de pedestres.

Continuando um pouco, eu já dei aulas de inglês, matemática, química, física e biologia de graça. Já dei aulas de bateria em uma comunidade carente também de graça. Incentivei os porteiros do prédio em que moro a estudarem, irem a universidade... Infelizmente nem todos seguiram o meu conselho, mas os que seguiram não se arrependem.

Além disso, fui um dos responsáveis por um projeto de reflorestamento no interior da Bahia que gerou muitos empregos (não sub-empregos, pois todos são registrados e, definitivamente, não são explorados) e dinheiro para a região, sem falar dos projetos paralelos ao reflorestamento que incluem desenvolvimento da região e proteção da fauna e flora Cerrado. E antes que eu seja acusado de desmatamento, a plantação está em local autorizado pelo IBAMA (não havia mata nativa no local antes da década de 90, há reservas legais e áreas de proteção permanente) e também de acordo com o Protocolo de Kyoto.

Portanto, antes de acusar-me de todas os absurdos e bobagens que disse, pense antes: há correlação entre não ser nacionalista, patriota, e votar em corruptos intencionalmente, buscar levar vantagem (o que eu, pessoalmente, abomino) e ser indiferente? Sendo um ex-funcionário diplomado de multinacional e dono de empresa, deveria saber que não há a correlação mencionada.

O fato de eu ser indiferente em relação ao local em que nasci não significa que eu seja indiferente às pessoas, as quais merecem todo o meu respeito e bondade. Acho muito simples separar esses dois fatos, e seria muito importante que você refletisse a respeito disso para evitar futuras gafes, como a que você cometeu comigo.

E para concluir, eu pretendo, sim, sair do país. Porém, conheço muito bem o local em que vivo e, por isso, sei o que precisa ser melhorado. Portanto, quando eu sair do país, vou, sim, buscar ajudá-lo, pois com certeza serei mais útil à humanidade ajudando um local sobre o qual tenho conhecimento.

PS: o senhor cometeu calúnia e difamação. Portanto, eu poderia, com razão, abrir um processo contra o senhor. Mas, para quê!? Você parece-me, apesar de ter agido sem sensatez, uma pessoa honesta e de boa índole. Então, não vale a pena.

Agradeço ao GPTotal por permitir a minha resposta ao Augusto mesmo ela não estando relacionada a automobilismo.

Abraços!

Eduardo Benvenuti, São Paulo

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Bom dia a todos!!

Demorei uma semana para digerir e entender a desistência da Honda em disputar a F-1. Este fato leva à velha discussão sobre Montadoras X Garagistas.

O poder econômico das montadoras , ao mesmo tempo que pode parecer benéfico, traz um risco imperceptível aos olhos da F-1, que é esta volatilidade de intenção e comprometimento com a categoria. Esta característica só deixa de existir quando as ações na categoria são desvinculadas das ações comerciais da montadora. Cito o caso da Ferrari, que tem vida própria fora da F-1 e o comprometimento com a categoria é total, outra equipe que aparenta estar tendo este comprometimento é a Renault que, independente da venda de carros, está se comprometendo com o seu desenvolvimento na F-1.

Mas como podemos medir esse comprometimento em uma equipe que inicia suas atividades? Tanto como montadora ou como garagista? Como podemos entender a venda de sua parte da Toro Rosso à Red Bull por Berger? Logo ele, ex-piloto, apaixonado por F-1?

Tudo é uma relação entre o dinheiro que deve ser investido para se manter uma equipe na F-1 e a paixão e o comprometimento de quem assume entrar na categoria. Quem sabe, com essas medidas para redução dos custos na F-1, voltemos a ver as garagistas voltarem a tomar conta do campeonato...

Júlio Rissa, Foz do Iguaçu

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Hamilton e Kovalainen em Silverstone 2008


A F1 modernizou autódromos, melhorou a segurança dos carros mas enterrou várias grandes equipes! Pois são elas que faziam o grande espetáculo!

Cito várias: Lotus, Tyrrell, Brabham, Alfa-Romeo e pode enterrar muito mais. Cito também como exemplo lá no inicio dos anos 90 a variedade de equipes e motores diferenciados. Aquilo era fantástico!

Hoje vemos poucas equipes e quatro carros com mesmo motor! Isso é ridículo! Não tem graça. O Seu Bernie pode muito bem trazer mais equipes e teria que incentivar as montadoras a fornecer motores.

K. Oliveira, S. A. Platina (Paraná)

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