Grande série essa dos Micos Brasileiros. Só para nós nos lembrarmos que não é só em alguns esportes que a improvisação, o amadorismo, a falta de planejamento é uma constante.
Realmente, concordo com o Jackie Stewart quando ele diz que os pilotos brasileiros são bons dado a água que bebem. Dependessem dos dirigentes, estaríamos perdidos!
Tenho uma dúvida que nunca consegui tirar: algum piloto já largou em primeiro, caiu para último e depois venceu a corrida? Ayrton Senna quando largou em primeiro, caiu para qual posição para trás e depois ganhou uma corrida?
Humberto Santos Lacerda, Belo Horizonte
Clark em Monza 67
Lembro de pelo menos um caso, Humberto: Monza 67, o protagonista de uma das maiores corridas de todos os tempos sendo ninguém menos do que o escocês Jim Clark - mas o final da corrida foi uma surpresa total. Confira lendo minha coluna Azar australiano I, de 16/8/2006 ou em um texto do Ico, que você localiza digitando Monza 1967 em nossa ferramenta de busca. Ah! Mais um detalhe: Clark não caiu pra último mas penúltimo lugar...
Já não é de hoje que venho acompanhando a F1 e vendo as evoluções dos carros. Certo dia discutia com uns amigos sobre essas evoluções. Foi quando um deles tocou no assunto das câmeras on-board. Ele dizia que antigamente tais câmeras instaladas nos carros faziam imagens muito tremidas. Isso pode ser observado nesta volta que Ayrton Senna fez em Mônaco 91.
Acontece que hoje em dia você não percebe essa vibração, como podemos ver neste vídeo on-board de Felipe Massa, também em Mônaco:
A questão que eu levantei foi que a qualidade das câmeras hoje em dia permite compensar a toda vibração que o piloto tem dentro do carro e que antigamente era percebida pela câmera como no caso de Senna em Monaco 91.
O colega então alegou que a evolução não era das câmeras mas sim dos carros que evoluíram de tal forma que essas vibrações não são mais captadas pelas câmeras uma vez que a tecnologia aerodinâmica gruda o carro no chão.
Enfim, quem está certo eu ou meu amigo?
Grande abraço a todos!
Vinicius Machado, Natal
Oi Vinicius
Questão interessante e vou especular um pouco sobre as possíveis respostas, aguardando pela ajuda dos leitores. Creio que as câmeras possam sim ter melhorado, ao mesmo tempo em que a Fia exige hoje dos autódromos asfalto mais nivelado. Mas acho que a verdadeira diferença vem dos carros, muito mais grudados ao chão graças a incríveis avanços da aerodinâmica e a suspensões capazes de absorver melhor os impactos, o que você pode comprovar observando o movimento dos braços da suspensão dianteira.
Massa comemora a sua pole em Mônaco 2008
Afinal, é para isso que as equipes gastam centenas de milhões de dólares ano após ano: aprimorar a eficiência mecânica e aerodinâmica, o que se materializa em tempos de volta muito mais rápidos. Em 91, Senna fez a pole em Mônaco em 1m20s344 enquanto Massa cravou 1m15s110 na 2a bateria dos treinos deste ano. Não lembro se houve mudanças no traçado de Mônaco; se houve foi para reduzir a velocidade, o que só realça o ganho dos carros. Detalhe: o motor Honda de Senna em 91 tinha 3500cc ante 2400cc do de Massa
Eu ouvi falar sobre essa tal visita, mas o que eu ouvi foi o seguinte: que o Schumacher tinha a intenção de visitar o túmulo do Senna. Se foi, mesmo, não sei. E se não me engano, no ano passado o Hamilton disse a mesma coisa.
Pessoal, vou fazer aqui um apelo: PAREM de implicar uns com os outros! O espaço do GPTotal é democrático, o Edu publica (creio eu) tudo o que recebe, sem censura, sem correção, ipsis literis como mandamos. Por isso é que é um site legal.
Por mesclar leitores assíduos, competentes em suas análises, conhecedores que são da matéria, com leitores menos atentos, que de toda forma também contribuem para a discussão.
Sinto falta de um pessoal das antigas (Mamadeira, meu amigo, cadê você?), mas sempre acho legal entrar aqui e ler os comentários, cada um com sua opinião, cada um na sua. Só fica chato, mesmo, quando um começa a se achar melhor que o outro, ou quando as sandálias da humildade não cabem nos pés de um ou de outro. Basta respeita a opinião alheia, e tudo fica bem!
Não concorda com o Firmo Neto? Não concorda com o Petry? Deixa quieto! Prá que retrucar ofensivamente? (desculpem, Firmo e Petry, cito vocês dois porque às vezes não concordo com o que vocês escrevem, ou com a forma como o fazem, e ao invés de ficar escrevendo pra lhes encher o saco, simplesmente deixo quieto).
Vamos expor nossas opiniões de forma democrática, usando este espaço tão valoroso, sem ofender ninguém. Essas demonstrações de eruditismo, de conhecimento refinado e profundo são desnecessárias... Vejam o Edu, o LAP, a Alessandra, o Agresti, o Tite... ninguém precisa ficar se auto-afirmando aqui.
Bom galera, é isso aí. Abraços a todos, e boa sorte ao Massa no domingo!
Eu raramente escrevo aqui para a coluna de leitores. Desde já peço desculpas aliás, pois detesto polêmicas,principalmente aquelas batidissimas estilo Piquet X Senna. Mas não consegui ficar quieto ao ler a carta do Sr Paulo Vargas, onde ele dizia coisas como: Piquet ganhou 2 dos seus 3 títulos porque os adversários não tiveram sorte, enquanto Senna ganhou seus 3 títulos porque tinha superioridade sobre os demais.
Piquet com Benetton no Japão 90
Bom,sinceramente,eu não sei quais foram os dois títulos do Piquet,que ele creditou ao fator sorte mas gostaria apenas de perguntar:
-Foi Piquet que quando ganhou seu primeiro título marcou 11 pontos a menos que seu adversário?
-Foi Piquet que foi bi-campeão provocando um acidente com o seu concorrente direto?
-Foi Piquet,que teve o seu tri-campeonato facilitado,por um pit-stop mal feito,onde um adversário perdeu a roda antes de sair do box?
O engraçado é que a carta deste leitor foi motivada por algum comentário do Pandini envolvendo o Senna. E o referido leitor, que diz textualmente que nunca foi fã do Piquet, pede ao Pandini para refletir, inquirindo sobre qual é a nacionalidade do colunista.
Ora, senhor Paulo Vargas. Ser brasileiro não obriga ninguém a ser fã do Senna. Se acha que a nacionalidade do piloto é algo importante neste aspecto, o senhor, então, é bastante incoerente, por não ser fã do Piquet...
Nada a desculpar Marcelo, mesmo aos 62 anos meu senso de humor continua jovem. E veja bem, 62 anos sendo no mínimo 40 deles vividos no automobilismo, sendo a metade dele dentro das pistas, disputando freadas, batendo e sendo batido, fazendo poles, às vezes, ganhando e perdendo corridas, mas antes de tudo grajeando respeito no meio.
Entretanto algumas pessoas, com mestrado, doutorado ou talvez PHD em Fórmula 1, estão sempre nos ensinando. Nos bancos de faculdade, no curso de direito aprendi um termo e o seu significado, que me marcaram para sempre: vitimologia, que sinteticamente quer dizer, fazer-se de vítima para tornar sua posição mais simpática. Dito isso, digo, não me recordo de ter chamado qualquer pessoa de idiota, mas se chamei, minha educação me manda pedir desculpas, entretanto li: Tem um companheiro, Carlos Alberto Petry, que insiste em me chamar de idiota quando digo que o companheiro do Senna em 1986 era um piloto promissor. Pode? A propósito deste assunto repasso parte do conteúdo de um e-mail que recebi:
Às vezes é melhor ficar quieto e deixar que pensem que você é um idiota, do que abrir a boca e não deixar nenhuma dúvida .
Mais uma coisa Marcelo, eu nunca brinquei de Kart, no sentido competir, como alguns fazem e contam aqui no site. rsssssssssss
Parece brincadeira, mas sempre que procuro algum artigo interessante no passado de GPTotal, quando vou ler quem escreveu é do Claudio Habara. Estava justamente para questionar por onde anda essa pessoa que passei a admirar agora, lendo coisas escritas há algum tempo atrás.
Engraçado também como nunca li ele dizendo que entende de automobilismo, no entanto alcança o respeito de seus pares aqui. De vez em quando dá vontade de mandar uma mensagem para aí, endereçada dizendo.
- Cara, você realmente não entende nada!
Mas seria cometer o mesmo erro, concordo com você, e já que existe essa sintonia em relação a algumas coisas, vamos manter contato.
Se alguém souber do Cláudio! Se ele estiver lendo e puder nos responder!
Para nós brasileiros, Alain Prost não passa de um excelente piloto com tendências a vilão mas, fui observar a carreira desse piloto e minha admiração pelo mesmo só fez crescer.
Prost com Ferrari em Mônaco 90
Oriundo de um movimento intencional em fazer da França uma potência automobilística, Prost iniciou sua carreira em 1980, na McLaren, ao lado de John Watson, numa época em que só tinha feras, dividiu as atenções em 81 e 82 com René Arnoux na Renault e em 83 com Eddie Cheever na mesma equipe, quando chegou ao vice-campeonato. Ao contrário do que provaria mais tarde, sendo inclusive chamado de Professor, Prost cometeu muitos erros, outras vezes o motor turbo o deixou na mão, de qualquer forma é bom observar que ele sempre teve pilotos rapidíssimos ao seu lado.
Em 1984, vem a porrada maior, além de perder o campeonato por apenas meio ponto para Niki Lauda já estando na McLaren, vê seu maior rival começar a despontar na F1, em 85, com um Lauda já com cabeça em aposentadoria se sagra finalmente campeão, nessa época Piquet já era bi, em 86 ganha o título ajudado na última corrida numa tática suicida, pelo ex campeão Kele Rosberg, em 87 tem Stefan Johansson como parceiro, em 88 é vice-campeão, em 89 campeão,ambos os anos numa luta terrível com Senna, em 90 é vice pela Ferrari ao lado de Mansell, em 91 tem Alesi como companheiro e em 93 vai para a Williams tendo como companheiro Damon Hill.
Friso todos os companheiros de Prost para mostrar que ele sempre teve alguém a desafiá-lo, talvez com exceção de Johansson e Hill, mas Hill chegou a ser campeão do mundo. Enfim, o Francês pagou seus pecados,comendo o baguette que o diabo amassou, muito antes de nós brasileiros desejarmos isso.
Eu sou das antigas, de Emerson com um bom 72D! Sabe de uma coisa? Eu estou começando a pensar que a Ferrari esta fazendo um papel de teatro para dar este titulo para a McLaren...
Ela, Ferrari, já fez este papel ridículo em 99 quando o Schumy bateu na Inglaterra, Mika Salo foi para lá, tapar o buraco e fizeram aquela memorável troca de três pneus no carro do Irvine. Não dava pra fazer um irlandês campeão já que boa parte da grana vinha da Shell e da Marlboro e elas pagavam muito para ter o Schumy e para ser campeão! Onde se viu a Ferrari fazer aquela cena patética de levar só três pneus para um pit stop de um piloto que disputava o titulo?
Agora que estavam livres para disputar títulos teve aquele caso de espionagem. Alguém viu o depósito da multa paga pela McLaren para os cofres da Fia? Então, ela, a toda poderosa e soberba Ferrari, está fazendo uma outra cena mais patética ainda.
Nunca se errou tanto para fingir que está nervosa ou atrapalhada ou com falta de sorte e acabou deixando escapar um título para quem errou menos porque quando quis mostrar competência e velocidade não deixou dúvidas que sempre teve o melhor carro e o melhor piloto (começou errando mas foi buscar e calando todos nós, dando-nos esperanças) e com tudo isso, quem pagou foi o Felipe - e duas vezes...
Ano passado deu a vitória para o Kimi em Interlagos para não perderem o título para a McLaren e de lá para cá, sabe-se lá qual foi a conversa naqueles padocks. Ok, vamos abrir mão deste ano/titulo para acertar as coisa$$$...
É o que está parecendo para mim.
Eu estou torcendo para o Felipe Massa, não para a Ferrari! Assim acaba logo este acerto de contas e tudo poderá voltar ao normal. No próximo ano quando os carros sofrerão profundas modificações, quem sabe eles todos, podem começar uma nova F1! Até os pneus slicks estarão de volta.
Quero deixar um grande abraço a todos. Sempre que posso eu passo aqui para ler os comentários. Parabéns a todos vocês, que não são jornalistas mas de alguma forma, dão alguma contribuição à este espaço!
Quando começaram discussões sobre as “qualidades” de Dumfries, Nakajima e Michael
Andretti, até achei que era brincadeira e tirei sarro. Mas como a coisa é seria, vamos lá.
Dumfries realmente foi considerado um piloto promissor pela imprensa inglesa. Ele venceu o campeonato inglês de F3 em 84 e foi contratado como pilotos de testes da Ferrari para 85. Neste ano, disputou algumas provas de F3000 com um quinto lugar como melhor resultado. Até onde sei, foi contratado pela Lotus por questões comerciais. Fez 3 pontos e saiu da F1. No resto da carreira, o maior destaque foi uma vitória nas 24 horas de Le Mans em 88.
Nakajima teve destaque na F2 japonesa. Ganhou 6 títulos (acho). Estreou na Fórmula 1 com 34 anos por imposição da Honda. Conseguiu 16 pontos em sua carreira na F1. Considerado um piloto rápido? Por quem? Pelos japoneses? Que os nipônicos me desculpem, mas eles ainda não revelaram nenhum talento para a F1, portanto, não posso levar em consideração o que eles consideram como “piloto rápido”. Eles revelam tantos pilotos para a formula 1 que existem duas equipes japonesas e nenhum piloto nipônico nas duas....
Nakajima com Lotus em Jacarepaguá 87 Clique para ampliar - Clique para ampliar
Por fim, o grande Michael Andretti. Esse é um dos casos que me levaram a acreditar que talento não é hereditário. Cristian Fittipaldi e Nelsinho Piquet são os meus maiores exemplos brasileiros.
Mario Andretti foi um dos poucos pilotos americanos que tiveram destaque na F1. Isso, aliado ao fato de ter sido o campeão da Formula Indy, levou a McLaren a contratar o fantástico Michael. Ele conseguiu dar três voltas em três corridas! Em uma entrevista ele disse o seguinte: “Quando eu freio para entrar em uma curva, todos me ultrapassam!”
Ele simplesmente não conseguia dirigir um Formula 1! Assim como a imensa maioria dos pilotos americanos fracassaram na F1, Michael também foi um fiasco. Talvez o maior deles.
Enfim, concordo quando Firmo diz que promissor, não quer dizer que vai dar certo. Dumfries foi assim. Por mais que acreditemos nas diferenças entre o carro dele e o carro do Senna, 3 pontos contra 55 é demais.
Quanto aos outros dois, Nakajima é o recordista de piadas da F1. E Michael, meu Deus! Difícil mencionar coisa pior do que ele.
Em tempo, o filho de Nakajima, Kazuki, parece ser bem menos ruim que o pai. O tempo dirá.
Hoje a F-1 tem vários pilotos em grande forma. Esta realmente é uma geração que vai ficar na história. Dos pilotos de ponta temos desde os mais experientes, como o Alonso e o Raikkonen, que não precisam provar mais nada a ninguém e já iniciam qualquer temporada como favoritos, até os novatos, como Hamilton, Kubica e Vettel, que em 2 ou 3 anos já venceram corridas mesmo estando com carros mais fracos ou como o primeiro, que já em seu primeiro ano disputou o título até a última corrida com os dois maiores pilotos da temporada.
Hoje a regra na F-1 é cada um por si, diferentemente da era Schumacher, quando eram todos contra um. O Schumacher era o homem a ser batido. Os dois únicos que conseguiram fazer frente a ele foram justamente Alonso e Raikkonen, que hoje disputam com, no mínimo 3 ou 4 pilotos o título de cada temporada.
Foi nesse sentido que eu disse que a saída do Schumacher trouxe de volta o equilíbrio à F-1.
Depois de três anos sem escrever, digo três coisas:
1) Tá cada vez mais difícil ler comentários dos leitores aqui no Gepeto. Por exemplo, os do Firmo Neto, que se auto-intitula o único conhecedor de Formula 1 aqui do site. Quanta arrogância. Dizem que quem cala consente, né?. Pois bem: consenti demais com seus
comentários, mas não mais. Que ele me desculpe por ser ignorante em F-1.
2) Quanto às viúvas do Senna, como o Paulo Vargas, nem ligo mais, são dignos apenas de pena. Como a maioria dos torcedores brasileiros de F-1. O LAP deve ter dormido no bidê de tanta preocupação. Porque esse pessoal não deixa o Senna morrer em paz?
3) Eu sinto falta daquelas colunas tipo carta endereçada, quando o Panda escrevia para o Edu e vice-versa. Claro, hoje temos o Ico e a Alessandra, mas o formato era legal.
Como sempre, Pandini, tuas matérias são interessantes e esclarecedoras. Aliás tenho acompanhado as transmissões da Race TV, com locução do extraordinário Edgard de Mello Filho, e teus não menos extraordinários comentários.
Lucas Di Grassi pilota o Renault pelas ruas de Lisboa neste final de semana
Entretanto tenho que fazer um reparo no que comentaste na série Grandes Micos do Automobilismo Brasileiro: o Campeonato Brasileiro de Marcas de 1984, com a participação oficial da GM, Ford, Fiat e VW, não foi o primeiro nem o único. Na realidade o primeiro campeonato da categoria foi em 1983, quando as marcas utilizaram a GM o Chevette, a Ford o Corcel depois substituído pelo Escort, a Fiat o 147 e a VW o Voiage. O campeonato foi vencido pelo Fiat 147, com suas 1300 cilindradas contra as 1600 das demais marcas. Tenho certeza disso pois contribui na pontuação da fábrica de Betim com um 10º lugar nas 6 Horas Noturnas de Interlagos, um 4º nas 12 Horas do Rio de Janeiro e uma vitória nas 12 Horas de Goiânia.
Um grande abraço
Carlos Alberto Petry, Taquara
Oi, Petry
Lembro perfeitamente do campeonato de 1983 e da tua vitória com o Fornari e o Hoerlle. No entanto, pelo que me lembro, a GM não montou equipe oficial nem oficiosa em 1983, tanto que praticamente nenhum Chevette andou bem naquele ano. A Ford teve duplas contratadas desde o começo do ano (como Olício dos Santos/Victor Steyer), mas só encarou o campeonato a sério a partir dos 1000 Km de Brasília (quarta das seis corridas), com a estréia do Escort.
No mais, tuas observações foram perfeitas. Bons tempos aqueles.
Excelente a coluna do Tite O bom e o bonzinho. Fiquei um pouco contrariado no início do texto, mas as considerações feitas no final deixaram o texto fantástico.
Bem, fiquei contrariado quando ele disse que fair play é coisa de esporte chique, mas depois entendi o contexto. Na minha visão, fair play é o jogo limpo, honesto, a disputa na pista, mesmo que dura, mas limpa. Fugir do fair play é querer vencer a qualquer custo, utilizando-se, se for preciso, de atitudes desonestas e sujas.
Senna seguido de Schumacher, no Brasil 94
Já vi os grandes pilotos, como Senna, Schumacher e cia, terem uma atitude mais dura na pista sem serem desonestos, assim como já vi atitudes completamente desesperadas dos mesmos pilotos.
Penso que devemos separar bem o joio do trigo, e deixar bastante claro (o que é dificílimo) o limite entre o fair play e o jogo sujo. Nesse contexto eu concordo com uma proposta feita à FIA, para que os comissários de pista sejam ex-pilotos. Ninguém melhor que eles para saber qual é esse limite.
algumas vezes somos agraciados com a leitura de uma bela coluna, raras são as vezes em que agregada a essa dita coluna está a realidade nua e crua mas, dita de uma forma que podemos digerir até mesmo com digamos... suavidade.
Tudo que você disse em “O bom e o bonzinho” é verdade. Na realidade é o jogo da vida em qualquer circunstância, apenas devemos aplicar a cotovelada em maior ou menor intensidade de acordo com a ocasião.
Ocorre que as pessoas em nosso país e notadamente em sociedades com predominância católica (pelamordedeus nada a ver com religião) por receio e principalmente por condicionamento devido a uma educação basicamente repressora preferem a hipocrisia, em maior ou menor grau pois é mais seguro e confortável acreditar que todos somos bonzinhos e devemos sempre pedir desculpas.
Sempre foi assim,pegue qualquer livro de história, pegue a Bíblia , o Alcoorão, as receitas da Cozinha Maravilhosa da Ofélia, e verá que sempre existiram opressores e oprimidos, os que se impoem e os que aceitam a opressão, e até aqueles que buscam o conforto de ter alguem ascendente.
No esporte nunca foi diferente, nunca será, principalmente em uma categoria em que alguem primeiro tem que dominar a máquina,depois o oponente, ou será ao inverso?
Sensacional sua coluna. Quem sou eu para dizer, mas... parabéns.
tenha mais respeito pelo maior piloto que a F1 já produziu. Quando fala (nos comentários do leitores do GP da China) que a saída de Michael Schumacher fez bem à F1 é uma meia verdade pois este equilíbrio que ora se apresenta vem demonstrar o quanto o grande Schumacher era superior aos seus pares.
Muito boa a coluna do Eduardo Correa Os derradeiros pregos do caixão mas eu queria ressaltar algumas discordâncias sobre as opiniões dele.
Nos anos 70 e início dos anos 80 houve uma grande hegemonia dos motores Cosworth. Quase todas as equipes usavam aquele motor e, se observarmos a seqüência dos campeões no final dos anos 70, perceberemos o grande número de pilotos e equipes que se consagraram. Na verdade o público quer, isso sim, é espetáculo e não um F1 que parece mais um evento automobilístico parecido com as feiras de automóveis, onde o que interessa é o mero exibicionismo tecnológico.
Sobre a IRL e a CART (que vocês não gostam) elas sofreram a concorrência política do sr. Ecclestone e da NASCAR e por isso os monopostos americanos naufragaram. Para mim um verdadeiro campeonato mundial de pilotos e equipes deveria estabelecer regras rigorosas para que os pilotos, que são as principais estrelas, tenham mais chances de vitórias. Era assim no passado e poderia ser assim no futuro.
Gostaria de saber se em algum ano da década de 70, todas as equipes correram com o motor Ford Cosworth (exceto a Ferrari, claro!).
Se não, qual equipe correu com que motor?
Desde já, agradeço.
Luiz Gonzaga, São Paulo
Oi Luiz
É verdade que os motores Ford Cosworth foram largamente dominantes na década de 70, só não empurrando os carros dos campeões mundiais em 75, 77 e 79. Em 144 GPs disputados, foram 99 vitórias.
Tal predominância deriva da combinação de baixo custo, grande potência e confiabilidade e facilidades excepcionais de manutenção. Mas ninguém foi impelido a adotá-lo a não ser pelas qualidades mencionadas.
James Hunt e seu McLaren, campeão em 76, com motor Cosworth
Além dos Ford Cosworth e Ferrari, entre 70 e 79 competiram na Fórmula 1 os motores BRM. Alfa Romeo, Matra, Renault e Tecno, se é que não esqueci de nada. Note que se houvesse limitações de regulamento, a Renault não teria embarcado na insana mas maravilhosa aventura turbo, uma aventura que acabou por envolver toda a categoria e mudar a sua face para sempre.
Gostaria de saber como um colunista que se diz respeitado, consegue escrever tanta asneira do tipo: "a midia consegue fazer o que quer", a respeito de um dos maiores, se não o maior piloto de todos os tempos!
Qual seu problema LAP? Se você é um Piquetista, pelo que parece, me diz qual piloto fez mais corridas brilhantes do que nosso Ayrton Senna? Schumacher? (patético com suas conquistas sem brilho) Piquet? (conquistou 2 título por azar de seus adversários)
Prost? (pragmático, frio, incapaz de arriscar uma bolha na mão pra conseguir uma vitória).
Senna conquistou três títulos por absoluta superioridade contra seus adversários! E claro que sempre houve brigas e bate-bocas na F1, mas você parece que vive enfatizando esses episódios apenas com Senna! E só pra finalizar: Senna competiu com uma linha de gênios na F1 e muitas vezes teve que lutar contra os cartolas! Ou você acha que o campeonato de 89 não sacaram dele? É claro, pela raiva que você demonstra sobre Senna, vai dizer que o Sr. Balestre agiu corretamente!
Eu nunca fui fã de Piquet e Schumacher, mas reconheço que foram ótimos pilotos! Todo mundo sabe! Por que você não pára de falar mal do melhor de todos (mesmo que sua opinião seja diferente).
1.ª - a menor diferença entre o primeiro e o segundo colocados foi aquela mancada (há controvérsias...) do Schumacher em Indianapolis/2002, que fez com que o Rubinho cruzasse a linha de chegada 11 milésimos à frente - desconsiderando a de Monza/1971 (Gethin/Peterson, 1 centésimo de diferença), já que a cronometragem da época só marcava até centésimos de segundo;
Schumacher em Indy 2002
2.ª - Quanto às pré-classificações entre 1988 e 1992, vai aqui a relação dos inscritos para cada prova desse período:
1988 - 16 GPs, 31 pilotos inscritos em todos;
1989 - 16 GPs, 39 pilotos inscritos em treze corridas, e 38 nas outras três: Brasil (Philippe Streiff se arrebentou nos testes de pré-temporada, ficando tetraplégico, e deixando a AGS com apenas um carro naquele GP), Mônaco (Gerhard Berger ficou de fora, se recuperando do acidente de Imola) e Espanha (Nigel Mansell foi suspenso da prova por conta da batida com Senna no Estoril). Na verdade, seriam 40, mas a First Racing, que teria o italiano Gabriele Tarquini com o n.º 42, foi excluída do Campeonato por não ter passado no crash-test (essa foi a desculpa oficial, mas parece que foi grana mesmo...);
1990 - 16 GPs, 35 inscritos nos 10 primeiros GPs, 33 nos 4 seguintes (Bélgica, Itália, Portugal e Espanha, por conta da falência da Onyx) e 30 nos dois últimos (Japão e Austrália, devido às quebras de Eurobrun e Life);
1991 - 16 GPs, 34 inscritos nos 14 primeiros GPs, 32 nos dois últimos (Japão e Austrália, a AGS faliu);
1992 - 16 GPs, 32 inscritos nos 11 primeiros GPs, 30 no GP da Bélgica (a Brabham fechou...), 28 no GP da Itália (a Andrea Moda quebrou), 26 nos três últimos (Portugal, Japão e Austrália, a Fondmetal fechou).
No GP de Indianápolis de 2002, a diferença entre o primeiro colocado, Rubens Barrichello, e o segundo, Michael Schumacher, foi de 0.011s
Portanto, a menor diferença da Fórmula 1 nos últimos 36 anos, isso dando margem à possibilidade de que Gethin X Peterson foi de 0.010s - pode, muito bem, ter sido 0.019s...
Claro, comparar Indy-2002 com Espanha-1986, é uma das maiores infâmias, mas hoje em dia, o que vale é a estatística...
E uma curiosidade: os 4 minutos impostos por Stewart em Nurburgring-68, representaria o quê, numa pista "normal"? 1, 2 ,3 voltas?
Por curiosidade, somei os tempos de volta na Austrália-95, e as duas voltas que Panis teria de recuperar, dariam uma distância total de, em torno, 2min42s.
Já Espanha-69, o total, chegaria a mais ou menos 3min5s...
posso estar enganado, mas a maior diferença entre o primeiro e o segundo colocado em tempo, não em voltas, foi em uma corrida em Nurburgring. Não vou consultar o Marlboro ou a NET, portanto se estiver errado me corrijam. Foi em uma corrida que o Stewart ganhou com mais de quatro minutos de vantagem sobre o segundo colocado, um tal de Graham Hill. Isso foi em 1968.
Como é feita a medição da extensão dos circuitos? Seguindo o meio exato da pista, ou baseando-se no traçado dos carros de corrida? Existe uma máquina para essa função?
Obrigado.
Carlos Ganhadeiro, Vassouras
Oi Carlos
a medição é feita por uma linha imaginária que percorre o centro da pista.
Obrigado pelo apoio e por compartilharem do mesmo pensamento que eu.
Precisamos iniciar uma campanha para elevar o nível dos comentários e conseqüentemente dos comentaristas do GPTotal.
Edu e Panda, vocês sabem o que aconteceu com o pessoal da velha guarda? Vamos abrir uma seção por onde anda... o que vocês acham? Podíamos começar, por exemplo, com um por onde anda o Claudio Habara?
Venho sendo perseguido aqui no fabuloso site GPTotal, por um dos escritores desse honrado espaço, por ter falado que - Liquidificador é liquidificador. Não foi outra coisa.
Críticas pessoais e infundadas foram feitas. Peço aos companheiros que escrevem aqui que procurem ler o que aconteceu e tomem uma posição por favor. Falei que o Johnny Dunfries, companheiro do Senna em 1986 na Lotus era um piloto promissor. A partir daí recebi críticas com doses de piada sem nenhum merecimento. Em primeiro lugar por que é uma opinião. Em segundo lugar por ele ser mesmo um dos pilotos mais promissores para parte dos analistas britânicos da época.
Depois do inigualável Jim Clark, a Escócia esperou alguns anos para ter Jackie Stewart e o Dumfries como o piloto capaz de bater o Senna. Ou seja: uma grande esperança. Tenho umas 4 ou 5 revista britânicas da época que tratam do assunto. O histórico do lorde era impressionante mesmo. Ou seja, ele era a grande promessa, que apareceu novamente, com o surgimento do David Coulthard. Posso até receber críticas por ter chamado o Clark de Inigualável, afinal de contas, as críticas desse companheiro vêm do nada, de forma infundada e desinformada.
Dumfries com Lotus no Brasil 86
Quanto ao Satoru Nakajiima; outra polêmica causada por esse desinformado companheiro. Disse que em 1987 a Lotus tinha contratado o rapidíssimo japonês. Ele zombou do meu termo (rapidíssimo). Ora... o que me resta dizer? A escola do Ukyo Katayama, do Takuma Sato e do Aguri Suzuki não pode ser tão desprezada assim. O Nakajima surgiu ganhando tudo. Em todas as competições japonesas que participou, se tinha alguém com fama de rápido era ele. Tem quase todos os recordes de voltas mais rápidas, poles e vitórias em seu currículo. É rápido ou não?
Quero dizer aos leitores, em especial ao crítico pessoal desinformado e atabalhoado, que ser promissor ou ser rápido, não significa sucesso na Fórmula 1. Assim eles surgiram. Dumfries como uma das grandes promessas que poderia inclusive bater o Senna e o Nakajima como o mais rápido piloto que apareceu na Azia. Assim foi o surgimento desses citados pilotos. Sucesso na Fórmula 1, nem o espetacular Elio de Angelis chegou a ter. Morreu sufocado e não foi reconhecido o quanto deveria.
Peço então a todos os leitores como eu, que se posicionem, de forma a não admitir que incrédulos assim tentem estragar um honrado site como esse. O pior é que tem outros, que entende de formula 1 menos do que ele, que acaba indo atrás, pode?
“O esporte não comporta este tipo de pensamento, até porque, o vento que venta lá venta cá. Imagine só o Kovalainen dando uma porrada no carro Massa pra garantir o titulo do Hamilton! O que seria comentado?
Pedro Henrique Neto, Porto Alegre”
Caro Pedro Henrique,
me desculpa mas o esporte comporta este tipo de pensamento sim. A única chance do Massa sair campeão da Formula 1 é o Hamilton não terminar a prova. Isto por que é impossível em condições normais de temperatura o inglês não chegar pelo menos em 5º lugar, posição que lhe garante o titulo não importando se Massa vença a corrida. Sendo assim só vejo duas hipóteses do inglês não terminar a corrida:
1) Tendo uma pane no seu carro.
2) Ele batendo na corrida. Neste caso ele pode rodar e bater sozinho ou alguém pode bater nele. O Raikkonen porrando o inglês seria a melhor retribuição do finlandês com Massa, face ao que aconteceu ano passado. Mas pode ser outro porrando o inglês que não tem problema.
O que não comporta para mim é exatamente o Kovalainen porrando o Massa. Talvez sim para você que deixa claro que quer ver o inglês campeão. No meu caso, se você não entendeu a minha torcida é pelo Massa.
SRN (se não sabe o que significa vai aqui o significado: saudações rubro negras)
O torcedor brasileiro me assusta. A Ferrari então "sacaneou" o Massa
não lhe dando um carro para poder brigar de igual para igual com o
Hamilton? Meu deus, o que a Ferrari ganharia em dar o pior carro para
o piloto que está disputando o título?
Como se não bastasse, ainda se sugere que "O Räikkönen dê uma porrada no Hamilton" o que seria "uma justa retribuição" ao que o Massa teria feito ano passado. Caso isolado? Não, em diversos blogs por aí vejo dezenas de pessoas que acham sim, totalmente justo que tal coisa aconteça. Assustador.
Kimi de volta aos boxes nos treinos na China
Mas falemos do Räikkönen. Ano passado, ele demorou a pegar o jeito do carro. Kimi era considerado o piloto mais rápido do grid por muita
gente antes mesmo de ir pra McLaren, o que de fato se confirmou por
muitas vezes (tem várias corridas espetaculares no currículo, em
especial a obra-prima no Japão em 2005, e em número de voltas mais
rápidas só perde pra Schumacher e Prost - e é bem provável que
ultrapasse este no ano que vem), mas tem o defeito de não ser muito
bom em se adaptar a novos carros, acertá-los ou desenvolvê-los. A
mudança para pneus Bridgestone e chegada numa equipe cujo carro era
mais apropriado para o estilo de pilotagem do seu companheiro de
equipe fez com que todo mundo se perguntasse o que tinha acontecido
com ele, já que no começo de 2007 fez corridas burocráticas que nem de longe lembravam o Räikkönen dos anos anteriores (lembre-se que mesmo com a McLaren sofrível de 2006, ainda foi capaz de marcar três voltas mais rápidas ao longo da temporada). Até que finalmente achou-se um acerto apropriado ao seu estilo de pilotagem, e deu no que deu – Kimi campeão em 2007. Se tivessem achado esse acerto antes, 2007 seria um campeonato chatíssimo, já que a Ferrari era superior à McLaren na esmagadora maioria das pistas - McLaren só era melhor mesmo nas pistas de altíssima pressão aerodinâmica e naquelas em que havia necessidade de uso excessivo das zebras.
Na temporada atual, após uma quantidade imensa de problemas (na
maioria dos quais não teve culpa), já trataram de dar Kimi Räikkönen
como morto. Os "pachecos" mais empolgados chegaram até a cunhar que Felipe Massa "aposentaria" o Räikkönen. Até que a Ferrari cometeu a "burrice" de renovar o contrato com Kimi. Ué, pra que renovar com um
piloto tão ruim? E ainda por cima, depois anunciou-se que Räikkönen ia
andar 9000 quilômetros na pré-temporada de 2009. Mais uma vez, a turma que julga F1 pelos comentários de nosso comentarista globeleza já foi dizendo que "é castigo, por ter feito uma temporada tão ruim".
Considerando a fortuna que se gasta por quilômetro de teste, sairia
caro um castigo desses, não? Não seria mais fácil proibi-lo de tomar
vodka? Acontece que o motivo é outro - a Ferrari sabe, e muito bem,
que pode contar com o Räikkönen. Sabe que se Massa perder o campeonato desse ano não vai ser só "por causa da mangueira", como acham seus torcedores. É também porque Massa bateu tolamente na Austrália, porque rodou sozinho na Malásia, porque deu um show de horrores no GP de Silverstone rodando nada menos que cinco vezes, porque foi muitíssimo mal toda vez que foi parar no meio do grid e teve
dificuldades até pra ultrapassar Fisichella em uma Force India, porque
jogou o carro em cima de Hamilton e Vettel (mas ainda saiu no lucro
nessa ocasião graças a mais uma ajuda dos fiscais de prova punindo de
forma estapafúrdia o Vettel e não ele próprio), etc. Massa pode ter
"mudado", como disse a Alessandra, mas continua mantendo os mesmos defeitos de sua estréia em 2002: tem grandes dificuldades em fazer ultrapassagens limpas, é lamentável em pista molhada (lembram do GP de Silverstone em pista molhada ainda na Sauber? Ao que parece não mudou muita coisa) e só anda bem de fato quando está com pista livre. Com esses defeitos, só se ganha campeonato quando se tem um carro muito superior à concorrência e o companheiro de equipe enfrenta sérios problemas. O que de certa forma acontece na temporada atual, mas ainda assim o favorito é o Hamilton.
Já o problema do Kimi é muito mais fácil de resolver. A única coisa da
qual ele precisa é de um carro apropriado para seu estilo de
pilotagem. Dê isso a ele e o branquelo faz miséria. Sendo assim, faz
total sentido que a Ferrari queira essa quantidade enorme de testes
para Räikkönen. O que ele precisa é de um acerto apropriado a seu
estilo já no início da temporada. A Ferrari sabe mais que ninguém que,
caso isso aconteça, pode depositar sua confiança nele, piloto que além
de cometer muito menos erros que Massa, não tem as enormes
dificuldades do brasileiro quando se está no meio do grid ou em pista
molhada - e isso sempre acontece de quando em vez. A Ferrari passa
pelo mesmo problema que a Bennetton e ela própria tiveram quando
tinham como pilotos Gerhard Berger e Jean Alesi, que também tinham
estilos de pilotagem diametralmente opostos - é praticamente
impossível fazer um carro que agrade simultaneamente aos dois pilotos.
Em 2007, os engenheiros de Räikkönen acharam um acerto que deu certo. Este ano, pelo que se divulgou há um tempo, perceberam que Räikkönen andava muito melhor com a suspensão dianteira antiga que com a nova (e nas últimas corridas ele têm sido freqüentemente mais rápido que o Massa). Não duvido que pra 2009 a Ferrari tente um carro já mais próximo do que seria ideal pro Räikkönen. Se isso se confirmar, me arrisco a dizer que o campeonato do ano que vem já tem favorito.
Lucas
P.S.: E permitam-me discordar do Júlio Rissa, que afirma que a
aposentadoria de Schumacher "trouxe de volta o equilíbrio entre
pilotos e equipes". Há um enorme desequilíbrio entre os pilotos atuais
- a diferença é que quem poderia estar desequilibrando o campeonato
está num carro fraco. Refiro-me obviamente ao Alonso, que, é bom que
se lembre, mostrou ser o melhor do grid já em 2006, quando Schumacher ainda estava na ativa.
Resolvi escrever um negócio aqui só pra saber se alguém concorda com minha opinião.
Quero ver se consigo dar um basta na comparação de épocas de pilotos e carros da F1 com uma má e singela comparação:
Pensando nos pilotos de avião de hoje em dia e nos pilotos do começo da aviação...Quem é melhor? Os de antigamente que voavam em máquinas que desafiavam as leis da física e pilotavam sem nada de instrumentos, sem radar, sem auto - rudder, sem nada, ou os de hoje que tem toda uma parafernália eletrônica? Já repararam na cabine dos aviões modernos? é tanto botão que eu fico tonto só de pensar...
Levando pro campo da F1, agora: Como saber quem era melhor, quem tinha mais colhões? Os malucos do começo da F1, que pilotavam carros a 250km/h, que saiam de traseira até na reta, os evoluídos da meia geração, que andavam de carro turbo a 350 km/h, sem controle de tração, sem aquecer pneus (ave Piquet!!), ou os moleques de hoje que além de colhões tem que ter uma concentração e rapidez de raciocínio absurda pra pilotar, e apertar botões dos mais diversos?
Dá pra imaginar a cena? Imagina só: Tá lá o Massa, por exemplo, perseguindo o Hamilton. De repente, um mecânico vira pra ele e fala:
-- Felipe, senta o dedo nessa p***! (traduzido do inglês pro favelês, só pra dar uma graça na situação).
Aí, o Felipe entra na curva, fazendo punta-taco, virando o volante, reduzindo marchas, pegando o vácuo do Hamilton, aí ele tira do vácuo do inglês maluco, toma uma cacetada do vento nas idéia, acelera, marcha pra cima, acerta a mistura de combustível pra aumentar a potência do motor, depois começa a reduzir e freiar, depois ainda aperta o botão do rádio e manda pro mecânico (com aquela vozinha anasalada e infantíl de paulistinha playboy que ele tem):
-- Meu, deixa comigo... Vou ultrapassá-lo, fica tranquilo!
E 1 segundo depois, com a ultrapassagem já consolidada, aperta o botão de novo e fala, desta vez com voz de macho:
-- Agora vê se não f*** me pit stop, hein , c******!!!
Hehehe...
E aí?
Qual época teve os melhores pilotos?
Dá pra imaginar o Fangio nesta situação? Ou o Clark? E o Senna?
Olhando o Hamilton eu até imagino o Senna...mas aí logo depois lembro que ele é inglês e lembro do Mansell...
Mais uma temporada vai chegando ao seu final. Erros, acertos, cacas, atuações brilhantes, azares...Tivemos de tudo um pouco e pra todo mundo!
Largada na China, com Hamilton à frente
Depois do insosso GP da China, onde Hamilton passeou e deu uma lavada no resto da turma, resta-nos agora o GP do Brasil em Interlagos. Pela primeira vez teremos um brazuca na briga pelo título dentro de casa. Mas, sejamos honestos: a julgar pelo script da última corrida, as chances de Massa ser campeão são bem pequenas! Ainda mais que a Ferrari não consegue se acertar...
Às vésperas dos 20 anos do primeiro título mundial de Ayrton Senna, ocorrido naquele inesquecível 30/10/1988 (vale um especial, Edu?) acredito ser difícil vermos o nosso 9º título mundial de pilotos. Até acredito numa vitória do Massa, mas se Hamilton manter o foco, o equilíbrio e a cabeça no lugar não sai de Interlagos sem a taça de campeão.
Se analisarmos as circunstâncias do campeonato, poderemos ver que, SE muita coisa tivesse acontecido, ou não acontecido, a tabela estaria diferente hoje.
SE Massa não tivesse ido mal nas 2 primeiras corridas;
SE Hamilton não tivesse sido punido na Bélgica;
SE Hamilton não tivesse feito barbeiragem nos boxes do Canadá;
SE Massa não tivesse quebrado na Hungria;
SE o pirulito eletrônico da Ferrari não tivesse falhado em Cingapura;
SE Hamilton e Massa não tivessem sido punidos no Japão;
SE, se, se....
Como sabemos, o SE não interessa. O que vale são os fatos. E o fato mais contundente é que Hamilton parece ter encontrado o equilíbrio que um piloto deve ter e aprender a correr com o regulamento dentro do macacão. Apesar de torcer contra, acredito que Hamilton está muito perto do seu primeiro título mundial, e também de quebrar um recorde até recente, pertencente ao seu maior rival: Alonso!
Mesmo achando que Felipe Massa não seja um grande piloto, torço pelo título dele. Mas que não vai ser fácil, não vai não....
Apenas a título de comentário, em relação ao GP do Japão e suas punições, na minha opinião foram TODAS injustas.
É isso aí, meus caros colegas. Aguardemos até o dia 2 de novembro, depois das 16 horas, para saber quem figurará no livro da história da categoria como o campeão de 2008!
Bem, difícil imaginar algum assunto relacionado ao Senna que ainda não tenha sido discutido até a última gota. Mas um deles, pelo menos pra min, ainda parece um tanto distante: A visita de Schumacher ao túmulo de Senna, sem a presença de qualquer meio da imprensa.
Me recordo que vi em alguma coluna, artigo, que Schumacher, poucos anos depois daquele 1° de maio de 1994, em semana do GP Brasil, pegou um táxi e foi até o cemitério, onde passou instantes diante do túmulo do eterno Senna e depois foi embora, sem isso ter tido divulgação alguma. Foi verdade mesmo?
Grande abraço a todos que formam o GPTotal
Ricardo Sarmento, Maceió
Oi Ricardo
Nunca ouvi falar desta visita. Vamos aguardar pela ajuda dos leitores.
vi no site a seguinte pergunta: “Na edição de 4 de maio, a Folha publicou com destaque a notícia sobre a extrema-unção de Senna. No texto aparece escrito que Leonardo, seu irmão, teria pedido a extrema-unção porque o piloto era “um grande católico”. No mesmo dia, as emissoras de TV mostraram no velório de Senna um culto evangélico. Quem errou: a imprensa ou o irmão do piloto? (Luiz Antonio Galhardi, Santo André, SP).
Segundo o livro Ayrton Senna, o herói revelado, Ayrton foi convertido a religião evangélica instruído pelo também evangélico Alex Dias Ribeiro, com apoio de sua irmã. Curioso que na primeira corrida em que o Alex resolveu benzer o carro de Senna, ele quebrou, o gesto nunca mais se repetiu.
Quanto a extrema-unção, ela realmente foi dada por um padre Italiano, mas não a pedido do Leonardo, também seguindo a informação constada no livro de Ernesto Rodrigues. O padre aliás, não foi nem um pouco discreto, saiu pelo saguão do hospital dizendo que a cabeça de Senna estava do tamanho de uma bola de basquete, e foi contido por Berger se a minha memória não está falhando agora.
Hoje, na aula de inglês, um dos colegas escrevia a data no quadro, e só então me dei conta que hoje é 22 de outubro. Dezenove anos atrás, em 89, foi realizada em Suzuka a prova mais espetacular e, ao mesmo tempo, mais controversa da história da F-1. Na minha opinião, simplesmente a maior corrida de todos os tempos.
Em breve, prometo escrever algo sobre Monza/2008. Só por tudo que fez naquela prova, para mim, Vettel já é o melhor!