Se me permite, em um primeiro momento, discordar um pouco dizendo que o que me tem feito ver corridas atualmente é justamente a imprevisibilidade do resultado. Se houvesse uma hegemonia, este campeonato seria um saco visto que, se não chover ou alguém se acidentar, o resultado da primeira curva quase sempre é o resultado final. Não sou a favor de medidas artificiais para dar uma animada nas corridas, mas esses imprevistos colocam em prova os melhores pilotos e, é claro, mudam o resultado final.
Comemorei como se fosse uma vitória o terceiro lugar de Barrichello e o segundo de Piquet Jr. São brasileiros (é bom ver um Alonso pilotar mas nada como um brasileiro na frente) e pilotaram como gente grande. Foram casos de sorte mas também de aproveitar o momento certo na hora certa. Piquet fez a melhor volta dele na prova no penúltimo giro e conseguiu manter uma vantagem para os demais. Nada como uma certa imprevisibilidade.
Em outras épocas, a hegemonia poderia ser bacana. Mas era melhor ainda quando alguém incomodava essa hegemonia como Senna em 93 (pra mim o melhor ano dele na F-1), ou ainda, a hegemonia de um carro estar dividida entre dois pilotos rápidos. Melhor ainda se estes dois pilotos tiverem características diferentes como Piquet (pai), mais cerebral, e Mansell, muito rápido, como aconteceu em 1986 e 1987. Nada como uma certa competição entre os melhores carros-pilotos.
Mas no final das 18 provas acaba prevalecendo a hegemonia do melhor conjunto carro-piloto. Afinal de contas, se a imprevisibilidade tomar conta de todas as corridas... fica previsível.
Bom, vou na lotérica fazer uma fezinha. Afinal, vai que dá o improvável nesta semana.
Eu como um apaixonado por velocidade que sou venho lhes dizer que até que enfim estamos tendo um ano muito interessante no que diz respeito à velocidade na F1. Falo isso porque hoje a FIA vai ao contrário do propósito de corrida, que é diminuir velocidade a cada ano que passa. Não faz sentido uma corrida ir devagar, vocês não concordam?
Em relação ao campeonato, como é bom ver o Hamilton andar nas flechas de prata. O cara anda forte e quem anda forte está sempre sobre o fio da navalha. Mas traz boas recordações de um tal Ayrton que por lá acelerou também. E era como ele mesmo dizia ¨Todo piloto tem o seu limite, mas o meu é um pouco acima do dos outros¨. E é este sentimento que eu tenho quando saio para acelerar também já que sou piloto de carros e aviões agrícolas (profissão que escolhi).
Em relação a Felipe Massa, melhorou muito sua pilotagem, tanto é que seguidamente vem colocando tempo em seu companheiro de equipe, mas ainda falta sangue nos olhos para almejar o que todo piloto de ponta quer. E o Schumacher: o cara mais sortudo da história da F1. Talvez o que se aproximou mais do Senna, em minha opinião, porém em relação a sorte eu nunca vi outro igual. De todas as suas vitórias pelo menos umas trinta caíram no colo dele de mão beijada. Depois, correu sozinho mais uns 5 anos e quando achou alguém a altura para competir com ele, ele perdeu. De resto foi aquilo que vocês viram nesses últimos anos, além do que ele me lembra em muito o Dick Vigarista.
Obrigado pela possibilidade de poder esboçar a minha opinião no site. Falaremos em breve. Fui
Pegando o gancho da Aline, de Porto Feliz, aqui neste espaço, gostaria de perguntar aos leitores deste Portal como faço para trabalhar na Stock Car ou GT3.
Trabalho com tecnologias móveis, web, banco de dados, enfim, um entusiasta da tecnologia. Melhor dizendo, um entusiasta de como aplicar nossa tecnologia no dia a dia...
Meu e-mail para contato é rolemberg.filho@gmail.com.
Ao Paulo Wincler e Rubem Rodriguez Gonzalez, gostaria de manter um contato com vocês por mail. Há um grupo animado aqui em Sampa de discussão de F1, com direito a churrasco e tudo o mais, só que é apenas discussões, não uma aplicação mais a fundo...
Enfim.... estou animado em participar deste site, e gostaria de que alguém desse mais desafios nesta parte de aerodinâmica, motores, tecnologia e por aí vai!
A sensação aerodinâmica da temporada 2008 tem sido a tampa de motor “bigorna”, introduzida pela Red Bull nos testes de inverno, e copiada por quase todo o grid ao longo do ano, inclusive por Ferrari e McLaren. Porém, o que poucos sabem é que uma versão primitiva da bigorna já havia sido utilizada pela McLaren em 1995, no modelo MP4/10.
O McLaren de 95
No fim de 1994, mudanças de regulamento restringiram enormemente a aerodinâmica dos carros, que ficaram bastante instáveis. Procurando solucionar a falta de estabilidade, a McLaren propôs uma tampa de motor mais alta e comprida, bastante semelhante às existentes hoje, exceto pelo apêndice aerodinâmico presente na bigorna da McLaren.
Esta versão, impulsionada pelos novos motores Mercedes, foi utilizada nas quatro primeiras corridas da temporada: Brasil, Argentina, Imola e Espanha. A melhor colocação foi um 4º lugar no Brasil, com Mika Hakkinen.
Ainda em Imola, a nova versão do carro (MP4/10B) foi pilotada por ninguém menos que Nigel Mansell. O inglês estava tentando voltar à F1 após 1 ano na F-Indy, mas a idade pesou e o GP da Espanha foi o último de sua carreira.
Que o brasileiro é passional, todos já estão cansados de saber. Que todo tipo de torcedor também o é, idem.
Não seria diferente com os brasileiros torcedores de Fórmula 1. Vejo discussões acaloradas e infindáveis sobre quem foi o melhor de todos os tempos, ou se os atuais são feras ou meros cabeças de bagres ou, pasmem, se tal piloto de categorias de base será ou não um fracasso na categoria máxima (acho que aí já é caso para bola de cristal, búzios, borra de café, etc.)
Claro que tenho minhas preferências e os de quem não gosto. Mas a análise de um GP e do resultado obtido tem que deixar um pouco a paixão de lado. Nelson Piquet, o pai, definiu bem o resultado do filho para Reginaldo Leme: “Nelsinho deu uma sorte daquelas”. Tenho certeza absoluta que as palavras não foram bem essas, mas Reginaldo não iria escrever palavrões no site. Claro que Nelsinho andou bem, mas tachar o seu desempenho como fantástico é um exagero sem tamanho. Se não fosse o Pace Car, nas projeções do próprio Reginaldo, Nelsinho chegaria lá pelo décimo primeiro lugar. Uma corrida sem nenhuma ultrapassagem ser fantástica? Como já havia escrito, nunca vi isso na F1. Um piloto largar em décimo sétimo, perder uma posição, não ultrapassar ninguém e chegar em segundo em uma corrida onde apenas três não chegaram ao seu final.
A sorte ajuda os vencedores? Sem duvida que sim. Mas na minha humilde opinião, Nelson Angelo ainda não mostrou a que veio!
Simples e tocante a pequena mensagem postada pelo colega Adão Luiz, do Rio de Janeiro.
Caro colega, isso nada mais é do que o reflexo de uma categoria que deixou de ser humanizada há muito tempo, para ser mais mecanizada do que linha de produção da Ford ou da Volkswagen.
Nem foi preciso muito esforço de busca na minha memória. Além dos casos que você citou, lembrei-me de imediato de Graham Hill e Emerson Fittipaldi tentando socorrer Peter
Revson em Kyalami 74 (fato narrado pelo próprio Emerson no DVD especial sobre seu bicampeonato lançado pela Editora Abril em 2002), Mike Hailwood retirando Clay Reggazzoni das chamas na África do Sul 73, James Hunt e o mesmo Reggazzoni retirando Ronnie Peterson da Lotus destruída e incendiada após a largada de Monza 78 e ainda Didier Pironi tentando fazer alguma coisa pra salvar a vida do italiano Riccardo Paletti, já morto e envolvido em fogo após o acidente na largada de Montreal 82.
Isso que eu lembrei de imediato, talvez outros colegas aqui mais bem informados que eu possam até se lembrar de outros casos. E sem falar nas imagens dos boxes das décadas de 60 e 70, onde pilotos rivais conversavam, vestindo só uma bermudona ou mesmo encostados em seus carros e conversando com algum curioso apaixonado que estava por ali nos boxes. Você consegue imaginar uma cena dessas envolvendo Kimi Raikkonen e Fernando Alonso, por exemplo? Não dá, né?
Ao ver o vídeo da trombada do Raikkonen na garotinha e a postura totalmente fria do finlandês (será que isso é mal dos nórdicos?) senti o mesmo que você. E me pergunto: a atitude seria a mesma se estivesse caído uma garrafa de Moet Chandon?
E continuo sentindo saudades da Fórmula 1 pela qual me apaixonei há mais de 25 anos, mesmo sabendo que ela nunca mais voltará.
Não tenho tido tempo de ler as colunas e comentários dos colegas do GPTotal mas li outro dia um que trouxe contentamento: foi sobre o piloto Alesi.
Gostei do comentário, ficou muito bom. Gostava da forma com que Alesi pilotava e até falava com tranqüilidade. Acredito que seu melhor desempenho na chuva foi em 1992, na Espanha, Mansell conquistando essa vitória, igualando-se a Jim Clark e, por ser a quarta consecutiva, também ao recorde de Senna; ele guiou por 65 voltas sem cometer erros e com inteligência que não lhe era peculiar. Nesta prova, treze pilotos abandonaram inclusive o maior mestre das pistas molhadas. Lembrando que a suspensão ativa fazia muita diferença em pisos irregulares, nesta, igualada a uma mesa, a vantagem de tal suspensão não se fazia muito distinta. Avantagem das Willians era grande em todas as áreas, o motor Renault era fantástico e elas dominaram a prova. Patrese em segundo, cola no retardatário e perde pressão aerodinâmica e roda, batendo, deixando Schumacher em segundo com o seu B192.
Mas Alesi nesta prova foi fantástico, largando em oitavo, pulando para terceiro na primeira curva (largou debaixo da ponte, o seu lugar estava seco...). Ouvi boatos que Alesi contava as mudanças de luzes como quando crianças contamos os segundos, impondo ritmo, e que Regazzoni também fazia isto.
Alesi rodou duas vezes na pista. Senna, ainda que tenha se esforçado para colocar o seu McLaren a 1,5s de Berger e a 1,2s de Mansell, a duas voltas do final, acossado pela ameaça de Alesi que encostava, rodou e preferiu deixar os três pontos do quarto lugar na caixa de brita.
O novato Wendlinger era muito talentoso e conseguiu colocar sua carroça entre os 10 melhores. Com o tempo muito instável no início, houve muita indecisão quanto aos pneus slick ou biscoito. Na largada, Alesi toca roda com Senna na chegada da curva Elf, mantendo a posição até o final da primeira volta seguido de Schumacher, Senna, Brundle, Berger, Capelli e Comas.
A pista secava formando trilhos e nestes que muitos chegaram à sua volta mais rápida como Cesaris, Brundle, Boutsen, Herbert, Patrese,Gugelmin, Morbidelli, Grouillard, Gachot, Comas, Capelli, Schumacher e Mansell (exceto os quatro últimos, os demais abandonaram antes de completar a metade da prova), com o tanque cheio, pouco apoio aerodinâmico, suspensão não muito dura, com pista por demais lisa, os pilotos estavam forçando bastante no início causando rápida deteriorização dos pneus, mas Mansell desde o início demonstra cautela, buscando as partes molhadas das retas para conservar os pneus biscoitos.
Mesmo assim, surpreendentemente rápido, na oitava volta já ultrapassa o retardatário Chiesa. Schumacher, na volta anterior ultrapassa Alesi na freada da Elf. Alesi fora a única exceção por apostar em regulagens para pista seca. O aumento da garoa o faz baixar o ritmo e à décima terceira volta colide com Berger disputando posição. É a sua primeira rodada, com habilidade que só vi pronunciada em Mansell. Dá uma rápida pirueta e volta à trajetória. Todos balançam, Senna e Berger aproximam-se de Schumacher. À vigésima volta, em segundo Patrese roda e Schumacher está em segundo a 16s de Mansell, Senna está em terceiro com Berger à tiracolo.
À trigésima segunda volta, Alesi troca os pneus e chuva e à quadragésima primeira, ao tocar roda com Hakkinem disputando posição, acontece a sua segunda rodada, ambas por causa de toques em disputas de posições. De garoa a chuva se faz pronunciada, Alesi recupera as posições e Mansell diminui a vantagem, administrando-ª No entanto, Schumacher diminui sua diferença de Mansell em pouco menos de dez voltas a diferença de 20s para 4,5s à 50ª volta, nesse instante, Schumacher e Sena são mais rápidos que Alesi e Mansel, com Schumacher aumentando em seu retrovisor.
Alesi voa sobre a outra Ferrari, de Capeli, e aproxima-se de Berger a mais de 4s por volta passando-o com facilidade e já está no encalço de Senna, que sabendo, acaba de passar o arado nas britas a poucas voltas do final. Alesi já tinha lhe tirado 14s de vantagens em duas voltas, a duas voltas do final, quando viu o tricampeão e rei das chuvas dar uma bela errada. Mais feia ainda foi a sua desculpa: estava cansado, com problemas no ombro direito e meio lento de reação, desta vez não reagi rápido...a batida foi por minha culpa.
Neste instante, Alesi está a 20s de Schumacher, na seguinte 11,6s e na bandeirada a 2,5s. Alesi foi fantástico, Schumacher foi arrasador desde o início, Senna foi decepcionante. Mansell fez sua melhor volta em 1.42,503 na 10ª volta, Schumacher 1.42,989 na 11ª, Senna só fez a 9ª melhor volta, 1.43,176 na 38ª volta. Pela telemetria da evolução da prova que consegui, Alesi acompanha em desempenho Senna, Berger, Mansell e Schumacher até a 35ª volta. A partir desta, os quatro rendem bastante, parece-me algo mais de 2s por volta, até a 50ª quando vertiginosamente decaem. Alesi mantém sua linha de evolução praticamente retilínea, principalmente onde os quatro citados demonstraram força, o que indica que enquanto estes estavam limitados ao rendimento dos acertos/pneus e as condições provocadas pela chuva, mesmo de Ferrari, e Capelli junto destes, foram os únicos que apresentaram evolução. No entanto, foi Alesi quem fez no molhado aquilo que Schumacher fez no seco, incrivelmente constante e rápido do início ao fim.
Espero ter errado menos e não ter ofendido ninguém desta vez, nem mesmo a matemática que me foi tão certa. Sempre quando posso venho ler, é gratificante encontrar bons comentários, tem bastante gente talentosa neste País assistindo a F1, ainda que raramente encontremos alguns fanáticos que tentam fazer da memória da F1 uma religião, adicionando até Teorias de Conspirações em suas despóticas opiniões. O GPTotal é fantástico.
Maravilhoso participar de debates como este. Só tenho a dizer: Parabéns ao GPTotal. O princípio da democracia se inicia com a liberdade e os debates francos e abertos. Adoro a forma como se debate Fórmula 1 aqui.
Aos amigos: Diego Wendhausen, tenho a dizer apenas que você não entendeu nada. Estava falando de 1982, em relação a um comentário que fiz dizendo que o Felipe Massa tinha perdido na Salber para seu companheiro de equipe, antes de ser dispensado pela equipe suíça.
Caro Christian de São José;
Estou mesmo preocupado com o futuro de Bruno Senna na Formula 1. Na minha opinião (com sua licença), ele será uma decepção, quase tão grande quanto foi o Nelsinho.
Caro amigo Carlos Eduardo Modesti;
Você acha mesmo que o Nelson Piquet (filho) está fazendo história na Formula 1? Se o Nelsinho está fazendo história na Formula 1, então o Hamilton é Jesus Cristo.... abraços.
Caro amigo Carlos Alberto Petry;
Faz alguma diferença presenciar o Nelsinho pilotar? Tenho um amigo de Brasília que disputou várias baterias com ele no Kart. Segundo informações nas três que meu amigo participou com ele, em duas ele deixou para traz o brasileiro/alemão, filho do tri-campeão. Em outra o Nelsinho desistiu da corrida. Ele tava cansadinho. Abraços e quero dizer que gosto de ler seus comentários.
À todos os amigos juntos;
A realidade é uma só. Nelsinho caminha para terminar o ano de 2008, tomando tempo do companheiro de equipe em todos os trinos oficiais e livres. Piquet ganhou do Alonso apenas em um teste e em treinos que o espanhol não participou. Em todos os treinos oficiais, em todas as qualificações e em todos os trinos livres ele perdeu e convenhamos, perdeu por muitos décimos. Isso é uma realidade.
O que quero dizer é que isso nunca aconteceu com nenhum brasileiro. O Moreno perdeu para o Piquet (pai) em 1991 em 8 GPs seguidos, mas ganhou em alguns treinos livres e em muitos testes. O problema é que: se Nelsinho conseguir a façanha de perder o ano inteiro (18 GPs) será um recorde vergonhoso. Não consigo ver um brasileiro tomando tanto tempo assim.
Gosto dele, sou patriota e quero vê-los no lugar mais alto, mas é humilhante. Nunca havia tido um brasileiro vivendo tantos rumores de “demissão”. O segundo lugar foi pura sorte. Alguns dizem que mistura sorte e competência. Eu discordo. Foi apenas Sorte. Também se ele não terminar nenhuma corrida, como ele poderia justificar que essa é a profissão dele? Ele foi, bem devagar, não passou ninguém, (vale salientar), e terminou em 2º com um golpe de sorte do tamanho de sua incapacidade. Não digo aqui que ele não é um bom piloto. É claro que ele é. Não chaga à Formula 1 sem ser dos melhores. Apenas estou nivelando por cima. Entre os bons, ele é o pior. É só isso. É difícil entender.
O fato do Schumacher não ter tido nas categorias antecessoras da Formula 1 um desempenho fantástico não é verdadeiro. Ele sempre ficou na frente dos seus companheiros ou pelo menos disputou de igual para igual. Perdeu para o Frentzen em algumas corridas e foi privilegiado na carreira. Ele é sim um dos 10 melhores da história da Formula 1. Acho que facilmente eu poderia figura-lo em 9º lugar, entre os maiores de todos os tempos da história da formula 1.
essa é para O Firmo Neto, o critico e fanático do Senna,que não respeita o talento de um piloto que chega a categoria top e no seu 1º ano, com todas as dificuldades de seu carro, consegue um pódio que seria improvável.
Digamos que foi sorte mas a sorte acompanha os que tem talento e pare de dizer que o Nelsinho não é brasileiro.
Também sou um grande fã dos pilotos brasileiros. Senna (incomparável), Piquet (mestre em acerto de carros) e Emerson (sensacional). Também fico muito chateado em observar os desempenhos dos brasileiros e perceber que aquela época que em tinhamos aqueles sensacionais pilotos não existe mais. Porém apesar de decepcionado, sempre torço e acredito que voltaremos a ver aqueles circuitos dominados pelos brazucas novamente.
O que eu não concordo é com o fato de você menosprezar o feito dos nossos pilotos atuais. Não é pelo fato do Nelsinho ter conseguido um excelente resultado no último GP que eu já o considero um fora de série. Também acho horrível o fato dele tomar tempo do Alonso em todos os treinos, espero que ele melhore seu desempenho nas qualificações, mas, o Alonso falhou também e até agora não conseguiu um resultado tão expressivo quanto ao do Nelsinho.
Pode-se dizer que foi sorte e tudo mais, mas o que é um esportista sem sorte? O Kimi que o diga... Sorte ou não o importante é que o resultado está lá. É como ficar reclamando que o seu time foi campeão pq o atacante fez um gol sem querer, como se isto diminuísse o valor do título.
Temos que parar com esta síndrome de Hamilton. Ficar achando que todo brasileiro deve ter um ano de estréia como o Hamilton teve. Temos que observar que ele tem um carro que se não é o melhor do grid, é um dos melhores. E isto ele já teve no ano que se passou e soube utilizar muito bem, tirando o fim de temporada que deixou um título fácil escorregar pelas curvas... É muito fácil ficar elogiando o Hamilton, sim, realmente ele é um piloto que tem tudo para ser um fora de série, mas será que ele conseguiria resultados tão expressivos como os do ano passado e deste ano se ele estivesse pilotando um Renault ? Ou um Spyker, atual Force India? Ou um Red Bul? Ou um Honda? Com certeza os resultados dele seriam bem modestos, chamariam a atenção mas, seriam modestos.
Pode-se cobrar do Felipe Massa também, mas, depois do ano irregular que ele teve, está temporada ele está bem mais calmo e está correndo com a cabeça no lugar. Com certeza ele está concentrado em não permitir que o Hamilton escape, mas tenha certeza que o principal foco dele está em deixar o Kimi para trás, para ter todo o privilégio da equipe Ferrari, equipe esta que por sinal vem dando uma pisada na bola, atrás da outra.
Quanto ao Rubinho, ele está fazendo o que pode com uma carroça. Realmente é como se ele estivesse com um Honda Fit 1.0 movido à gás, com os 4 pneus murchos. Realmente, ele tem que ficar bem íntimo de São Pedro, pra ver se ele arranca mais um bom resultado.
Quanto ao Bruno Senna, também acho que a STR pode ser um tremenda roubada.
Então meu caro Firmo Neto, sei que você é entendido, sei que você torce pelos brasileiros, sei que você também acompanhou uma época de ouro para nós brasileiros, mas temos que ser realistas e torcer para que estes poucos bons resultados, se acumulem e com o tempo se tornem grandes alegrias para nós. Deixe de ser azedo.
deixa de ser patético, cara. Engraçado que vez ou outra aparece um chato de galocha nesse espaço, como sua pessoa. Cidadão, você já queimou teu filme de cara ao literalmente puxar o saco do Galvão Bueno, explicitamente um dos sujeitos mais desentendidos no que se refere a automobilismo, principalmente F1. Um narrador que se gaba por ter trocentos anos de transmissão mas em cada GP nos presenteia com as mais ridículas afirmações que um pobre espectador é obrigado a ouvir. Agora vem você dizendo que de corridas entende. Cá entre nós, tenha santa paciência. Se for por influência do Galvão você provavelmente tá entendendo do jeito errado. Só falta dizer que é fã confesso do Luciano do Valle, que consegue ser pior que o pai do Cacá.
Na verdade, penso que você quer mesmo é aparecer, mas com esses seus argumentos de botequim, tá literalmente é pagando mico. Outra coisa: Há quanto tempo você acompanha corridas mesmo? Só te digo uma coisa cidadão. Acompanho corridas desde 1981, tendo absoluta paixão por isso e não sei 10% do que gostaria de saber.
Sabe o que faço então? Pesquiso, baixo corridas e documentários, procuro sempre ler sobre; etc. Então, cidadão, vê se para com essas suas análises furadas e tenha um pouco mais de humildade, beleza?
Pequena reflexão: Graham Hill venceu 14 GPs e foi duas vezes campeão mundial. Desses 14, venceu no Nurburgring Nordschleife (com seus quase 23 Km de extensão, e considerado por muita gente o circuito mais desafiador de todos). Ganhou uma 500 milhas de Indianápolis e uma 24 de Le Mans (já beirando os cinquenta anos de idade). Talvez se tivesse a chance de disputar um Paris-Dakar, poderia ter levado esse também. Na modesta opinião desse, foi o melhor piloto de todos (em termos qualitativos). Fittipaldi, Stewart, Lauda, Piquet, Senna, Prost, Schumacher; nenhum deles conseguiu tudo isso. Apenas dois títulos mundiais e 14 vitórias.
Ainda que escreva colunas, parece bastante obsceno. Ou então só almeja a mídia que eu, ora, estou lhe dando. Não o farei mais. Mas gostaria de deixar registrado que bobos não deveriam escrever. Calar-se condiz mais com a condição.
Sei que a censura não é o melhor caminho e que nunca fez parte do esquema do Gepeto mas eu sugiro censurar alguns comentários feitos por leitores... Alguns são de tão baixo nível, demonstram tanto oportunismo e vontade de provocar, que acabam recebendo respostas de nível tão ou mais baixo... Infelizmente!
O nível do site sempre foi muito alto, vamos mantê-lo assim! É melhor ter poucos, mas bons comentários!
Se liberar geral, isso aqui vai ficar parecido com comunidades do Orkut, onde salvo raras e boas excessões, o nível é muito baixo.
É isso, abraços a todos e obrigado pelas colunas fantásticas!
Após ver e rever o GP da Alemanha (acho que só assim pra avaliar com consciência) e depois de ter feito o mesmo em quase todas as corridas desta temporada, acredito que Fernando Alonso está corroendo as unhas.
Se por um lado a mídia (imprensa, critica, etc) é mestre em ver o que está de errado com Nelsinho Piquet, ela tampouco vê o que o próprio fez de certo. Tenho nojo dela e é por isso que venho aqui ver suas opiniões! Somos torcedores analistas de boas corridas da categoria, afinal de contas, não é mesmo?
Desde o GP do Canadá, em corridas, Piquet vem mostrando um ritmo superior ao de Alonso. Isso é fato. Naquela corrida ele abandonou por problemas no freio (se bem me lembro) e Alonso, logo depois, também, com o mesmo problema. Naquela ocasião, Nelsinho estava fazendo uma ótima corrida e lembro-me agora de duas ultrapassagens excelentes em Glock e Trulli, que comprovam sua competitividade.
No Canadá ele era sério candidato à 4ª posição ao fim da prova. À frente de Alonso.
Na França, segurou duas McLarens com uma frieza e um foco monstruoso, sem tremer e de modo experiente. Saiu do pit à frente de Kovalainen e por um vacilo, o Limitador não foi desligado. Perdeu um tempo precioso e mesmo assim, foi capaz de ter um ritmo mais forte que Alonso. Chegou na frente, inclusive, passando na pista, após um erro numa tentativa de ultrapassagem do espanhol.
Na Inglaterra, quando rodou e parou na brita, estava em 4º com uma performance muito forte, na chuva. Não tinha cometido erros e era sério candidato ao pódio. Lembro-lhes que quase todos (se não todos) rodaram, inclusive Alonso (2x). Era chance de pódio e a maneira pelo que ele vinha pilotando não pode nem deve ser ignorada. Na chuva.
Na Alemanha fez o que fez. Teve sorte certamente. Mas teve competência e um estilo de pilotagem frio, focado, rápido e constante. De novo! E digno do clã Piquet.
É certo que não vem tendo boas classificações. Assim como Heidfeld em relação a Kubica. Mas é certo que a Renault está vendo e analisando sua forma de pilotar. Está vendo também que é um piloto promissor e de alguma forma, diferenciado. Ela sabe que ele começou este ano sem ritmo de corrida e sem experiência nas pistas da primeira parte do campeonato. Isso simplesmente não pode ser ignorado. Soma-se isso ao fato de ter o sobrenome do pai e correr ao lado do único bi-campeão do grid... olha o tamanho da pressão!?
Mesmo assim, no começo do campeonato, duelando no meio do pelotão, quem parou pra analisar, viu que é um piloto muito talentoso principalmente em duelos, em pegas. Duas brigas me vem a cabeça agora, Bourdais e Button na Malásia se não me engano: foram dois olés LINDOS. Especialmente em Button, em uma sequencia de três curvas, antes do retão.
É um piloto que foi campeão (se não foi, foi vice) por onde passou e corre desde que nasceu. Perdeu a GP2 pra um LH com uma vitória de diferença.
Particularmente, de cara e desde que vi suas performances na A1GP e na GP2, considero um piloto diferenciado SIM. Teremos de ver com o tempo e torcer para que dê certo na F1.
O líder do campeonato visitou o autódromo na manhça de hoje
Agora voltemos às Ferraris...
Não entendi porque o Massa entregou com tanta facilidade a 2ª posição a Hamilton no fim da corrida! Ele fechou a porta e simplesmente abriu pro inglês passar. Já é a segunda vez que Massa abre as pernas pro inglês e fiquei absolutamente indignado com essa atitude. Fazer o Hamilton forçar ainda mais, significa mais chances do inglês errar, já que é ele quem tá atacando e forçando o equipamento: não tem como atacar durante 10 voltas sem sofrer desgaste. Mesmo com carro mais lento, havia possibilidade de defender a posição pelo menos mais um pouco. Heidfeld estava atrás, é verdade, mas eram 4 segundos de distância.
Não gostei nem um pouco. Mas reconheço que eram poucos pontos em questão e tem que pensar no campeonato. Bem... eu não torço mais para ele. Torço por ele e para os que torcem para ele.
Dizem que Raikkonen fez uma má corrida. Eu não concordo nem de longe! A única coisa que atrapalhou ele, além de sua classificação, foi a própria equipe, na hora da parada dos boxes. A situação da corrida e o tempo perdido ali, foram determinantes para sua colocação no fim do GP. Estava em 4º antes de parar e voltou em 11º. Mesmo assim passou vários carros e terminou em 6º.
Ora... correu mal onde!? É certo que estava em um ritmo mais rápido que Massa! Fez belíssimas ultrapassagens e merecia um lugar melhor no fim. Não concordo com 99% da internet que diz que ele fez uma corrida pífia. Pelo contrário... se eu fosse Luca di Montezemolo, certamente já o teria deixado como primeiro piloto de minha equipe.
Minha opinião pessoal... desculpem-me se ofendi alguém!
O Lewis Hamilton foi quase perfeito no GP da Alemanha, parabéns (apesar de eu não ir muito com a cara dele). O terceiro foi nosso Massa, pra mim fez o que pôde, mais poderia ter lutado pelo menos contra o Piquet pela segunda posição, Heidfeld, largou em 12º e trouxe sua BMW para cruzar a linha de chegada em 4º, sorte um pouco claro pela estratégia e pelo acidente de Glock, mas ultimamente vem fazendo mais que o Kubica, está aos poucos encostando no polonês nos pontos.
Atrás do alemão chegou o finlandês que trouxe paz para a McLaren segundo Mika Hakkinen, mas por estar na McLaren e ter os poucos pontos que têm, na minha opinião, o Kova deve e deve muito, continuo com a frase: Cova para o Kovalainen na McLaren. Em 6º o apagado e sempre gelaaaaado Kimi Raikkonen. Começo a ter dúvidas quanto ao favoritismo dele, não só por achar que a Ferrari está andando pra trás em relação a McLaren, mais por ver que o Massa por sua vez, pelo menos mostra estar tentando fazer algo.
O que se vê do Kimi é que pra ele tanto faz como tanto fez, o que acontecer aconteceu. Atrás do Iceman veio o homem que começa a me decepcionar, não em relação ao campeonato, mas acho que o companheiro de equipe dele começa a me parecer melhor nas últimas corridas, mas vamos aguardar. Em 8º o também alemão e muito bom piloto Sebastian Vettel que ano que vem sentasse no lugar do passado David Coulthard, que por coincidência, pode estar abrindo as portas para Bruno Senna com sua aposentadoria, coincidência por que, quando o Ayrton morreu, o piloto a substituir Senna foi David Coulthard. Agora, Coulthard pode estar devolvendo seu posto ao nome Senna, uma vez que se aposentando Vettel vai para seu lugar e Bruna entraria no lugar de Vettel.
Em segundo lugar ficou o brilhante Nelson Piquet Jr., claro que com sorte, mais dizer o que se ele estava na terra do senhor-sorte Michael Schumacher? Piquet foi brilhante, ótimo desempenho tanto com o carro com o tanque cheio quanto com o tanque vazio, a equipe sem querer chamou o brasileiro na hora certa, Piquet acertou até na hora de ceder a posição de honra, só o que encheu o saco foi ler a coluna do Nelsão no jornal Lance na segunda-feira, do início ao fim elogio ao filho, mais tudo bem, deixemos ele curtir, é a hora dele, parabéns aos Piquets.
Jenson Button
Olhando agora para o campeonato, ainda vejo um Mansell no Hamilton e acho que a qualquer momento ele fará alguma besteira, no Massa ainda vejo que algo falta a ele (não apenas eu, mais quase todos), o Raikkonen ainda é pra mim o favorito pêlo poder de reação que mostrou na temporada passada, e nessa a situação dele é bem melhor (mais se tiver mais uma má atuação, posso até mudar de opinião), o Kubica é como o Senna de 86 e 87, falta-lhe carro, o Heidfeld começa a chegar no Kubica e mostra que num é tão fácil assim superar o alemão, o Kovalainen prefiro não comentar, o Trulli tem surpreendentes 20 pontos, Webber 18, Alonso tem 13 e está morrendo de medo de ser superado pelo Piquet que tem 10 pontos e só tem Rubens Barrichello com 11 e entre os pilotos da Renault, os pilotos da Williams te 8 pontos cada, esperava mais do Rosberg e menos do Nakajima, o Button depois que o Hamilton chegou a Fórmula 1 e é o novo queridinho da rainha só vem caindo e acho que está num processo de decadência que só cessará quando ele se mandar da F1, os pilotos da Force Indian são os únicos sem pontos no ano, acho que o Fisico não merece isso, mais quando teve a oportunidade não agarrou, então sofre as consequências de seus atos.
O que esperar:
-Que a Ferrari reaja, já que seus pilotos estão ali para o que der e vier;
-Que o Piquet continue a pontuar e que o Alonso sofra o mesmo pesadelo do ano passado, o de apanhar de um estreiante;
-Que o Coulthard vá logo, já deu;
-Que o #$@%$¨ Mosley vá embora logo;
-Que descubram logo o que há de errado com o carro da McLaren, pois não é possível, tem que ter algo ilegal;
-Que venham logo Bruno Senna, Pastor Maldonado, Lucas DiGrassi, Danica Patrick e Roldán Rodríguez;
-E pra fechar, que aqui no Brasil possamos ter uma festa digna de nossa história na Fórmula 1, que possamos comemorar a vitória e o título do Felipe Massa e sermos de vez e sem contestação o maior vencedor da história da F1.
amo assistir corrida e queria muuito ser um piloto, poder participar das corridas e chegar a ser uma campeã.
Mas nessa minha vida, tudo o que eu sonhei sempre teve alguém que me dizia que eu não tinha capacidade e hoje estou aqui, vivendo uma vidinha completamente fracassada por não ter tido força para lutar pelos meus objetivos.
Mas hoje resolvi tentar correr atrás e ver se existe alguém que acredite em mim, que me ajude e me apóie.
E ai? O que tenho que fazer? Moro em uma cidade pequena, sem recurso algum. Moro no fundo da fábrica onde meu marido trabalha. Não sei o que fazer nem como começar. Podem me ajudar, alguém ai desse lado?
Ficarei esperando respostas, bjuus
Aline, Porto Feliz
Se eu fosse você, Aline, tentaria arranjar um emprego numa equipe de Stock Car. As equipes já são empresas de algum porte e certamente têm vagas para pessoas sem experiência prévia.
Bico testado pela McLaren, semana passada, em Jerez
Em imagens antigas, podemos ver Graham Hill ajudando no resgate de Jim Clark, David Purley no de Roger Willianson, Senna no de Comas e hoje vemos Kimi derrubando uma criança e saindo fora sem ao menos ver se ela havia se machucado! Tempos bons os de antigamente, ou hoje se eleva a ídolos quem não merece o status. Creio que antigamente o ser humano ficava em primeiro plano! Que saudades!
Incrível, mas perdi a melhor corrida da moto GP do ano. Sábias as palavras do Agresti em sua última coluna. Um duelo como o de domingo não é para qualquer um.
Remonta aos memoráveis duelos Roberts x Spencer, mas com um ingrediente a mais, que é a disputa Davi X Golias. A quase artesanal Ducati contra a poderosa Yamaha. Ficaria muito mais interessante se os pilotos invertessem o assento.
Depois de muitos e muitos anos os italianos voltaram a ter um campeão na categoria máxima (se não me engano o ultimo foi o Franco Uncini), mas não em uma moto italiana (acho que o ultimo casal italiano campeão foi Ago/MV Agusta).
Adoraria ver Il Doctore em uma macchina rossa.....
É com muita satisfação que venho, pela primeira vez, postar a minha opinião sobre as corridas de F1. Estou gostando muito da “F1 da nova geração” esta bastante competitiva, com uma grande alternância de vencedores nas corridas e lideres no campeonato, sem esquecer das zebras como o pódio do Nelsinho e do Barrichello e da vitória do Kubica.
O GP da Alemanha, bem como o inglês, ao meu ver, mostram um avanço da McLaren e um passo atrás da Ferrari. É nítida a diferença em favor da equipe inglesa, não sei se o único fator é o novo controle de tração manual, mas, uma coisa eu posso dizer, a Ferrari parou no tempo. Mais umas duas corridas e vai tomar tempo da BMW; se bem que a BMW também não esta evoluindo como se esperava. No mais o destaque vai para o Hamilton, foi o nome da corrida e esta sendo o do campeonato, somente ele consegue ultrapassar!
Sobre o Hamilton, nem necessita falar muito, o cara vem andando muito rápido e errando cada vez menos, se não houver uma reviravolta no desenvolvimento dos carros acho difícil alguém tirar o titulo das mãos do inglês!
Raikonnen, grande piloto, campeão mundial, contratado a peso de ouro pela escuderia italiana, esta cada dia mais lento e irregular, fez uma corrida horrível, desde sexta-feira manteve um desempenho fraco o que se repetiu na corrida, quem sabe pode ser o carro que estava pior que o do Massa. Acho que ele esta desanimando de tanto tomar tempo do Massa na qualificação. Deve ser o maior salário da F1 mas não conseguiu corresponder nas pistas. Face a isso, para economia do time, ao final do contrato deve cair fora dando lugar ao Alonso que vai ganhar muito menos.
Kovalainen é o segundo piloto, faz o papel de segundo piloto e tem um desempenho de piloto de testes. Deveria pelo menos andar próximo do Hamilton e fazer algumas dobradinhas na
segunda fila. É outro que em breve estará na Force Índia!
Nelsinho, muito distante de um bom desempenho, vem melhorando a cada corrida, quando ele melhorar a qualificação acredito que poderá ficar próximo do Alonso. Agora, o pódio foi sensacional, totalmente inesperado e todos ficamos felizes, mesmo sabendo que a realidade é outra! Aliás, todo campeão conta com a sorte (somada com competência, é claro), o único que eu conheci que não tinha sorte era o Mansell, foi campeão porque era muito rápido e tinha um carro perfeito! Grande piloto, até hoje a Indy se arrepia ao ouvir o rugido do leão!
Barrichello, com um Honda que mais parece um Fit 1.6 com dois pneus furados, não tem o que fazer, se as condições climáticas ajudarem ele pode, ainda, ganhar mais uns pontinhos. Se eu fosse da BMW, contrataria o Rubinho para ajudar a desenvolver o carro e consagrar o Kubica campeão. Rubinho sabe fazer muito bem - ajustar o carro e consagrar seu companheiro de equipe.
Alonso, piloto bom em um carro ruim. Andou metendo o pau no seu companheiro de equipe e se não se deu bem! Em boca fechada não entra mosquito!
Massa, pressionado pelas rodadas no GP inglês e contando com um carro inferior ao principal rival, pensava somente em somar pontos, se manter na briga pelo titulo e, principalmente, se manter a frente de seu companheiro de equipe, para, quando a Ferrari resolver, receber o tratamento de primeiro piloto! Na corrida poderia, pelo menos dar um calor no Nelsinho mas..., quem sabe ele não esta certo!
Embora esteja escrevendo pela primeira vez, sou leitor a muito tempo e gostaria de manifestar a minha insatisfação com as brigas e grosserias publicadas. Cada um tem uma opinião, uma visão diferente sobre o mundo do automobilismo e é por isso que devemos respeitar as outras idéias e discordar de forma elegante e urbana. Se o Senna foi melhor que o Piquet ou vice-versa não importa, o importante é que os dois foram gênios, bem como foram também o Prost, Shumi, Fittipaldi, Lauda, Fangio, entre outros. Também falar que os pilotos de antigamente eram melhores que os atuais e vice-versa, é muito fácil, mas, não passa de suposição, cada um no seu tempo, seria o mesmo que dizer que o João do Pulo jamais participaria de uma olimpíada porque o melhor resultado que atingiu em sua carreira é inferior ao índice olímpico e o Jardel Gregório seria o principal atleta do mundo, naquela época!
Assim encerro minha “dissertação”, emocionado pela vestibular participação no site, já pensando na corrida de domingo, Afirmando que este site é sensacional e super democrático ao permitir a manifestação dos leitores, que por sua vez, são as pessoas que mais entendem de F1 no Brasil.
E vamos nós, aguardando o primeiro titulo mundial pós era Senna! (num tá fácil!). Um abraço a equipe do GPTotal e a todos os participantes e leitores.
Caro colega Roller, sinto-me honrado por suas perguntas, entretanto, creio que frustrarei suas expectativas, pois não sei responde-las por completo, mas podemos fazer um pequeno exercício de lógica.
1 - Riscos de morte estão essencialmente presentes na Fórmula 1 e fatos recentes envolvendo, se não me engano a Bmw-Sauber e a Red Bull, parecem corroborar essa preocupação, posto que, se tem notícia de que pelo menos um mecânico tenha sofrido uma descarga elétrica, provavelmente oriunda do sistema Kers.
2 - Quanto aos riscos de descargas elétricas de origem eletrostática, estas estão sempre potencialmente presentes, pois a formação de eletricidade eletrostática independe do sistema Kers, podendo, e veja que estou fazendo apenas uma suposição, ser tal risco aumentado pela utilização do Kers. Não me parece que o Ilustre colega tenha "viajado", pois sua duvida neste caso, me parece muito pertinente. Pelo que li no site www.grandepremio.com.br, a Red Bull teria sofrido um pequeno incêndio durante a montagem do Kers.
3 - Em princípio, podemos considerar que o Piloto esteja a salvo de descargas elétricas quando dentro do carro, mas me parece muito viável que, do mesmo modo que no caso do mecânico acidentado, o Piloto também possa vir a ser atingido por choques elétricos ao sair do carro.
Caro Roller, faço questão frisar que, tudo o que digo agora não passam de suposições e de um exercício de lógica com base na física e somente com dados mais específicos é que se pode concluir algo. Por exemplo, não sabemos quais os vetores elétricos envolvidos (tensão , corrente...) para podermos tirar maiores conclusões.
Para concluir, quero lembrar a própria BMW-Sauber encerrou os testes com o Kers após o choque elétrico sofrido por seu mecânico, para tentar compreender melhor o que aconteceu e entender melhor os princípios de funcionamento do Kers. Veja que irônico: a Fórmula 1 que representa um dos maiores conglomerados de conhecimento tecnológico disponíveis no Planeta, ao que tudo indica, ainda não sabe com o funciona o Kers! Entretanto demonstrou grandeza em admitir dúvidas sobre o Kers e a necessidade de aprimorar os conhecimentos a respeito do referido sistema.
Creio que o melhor seja esperarmos conclusões das próprias equipes de F1 para que possamos ,também, entendermos melhor o Kers. Aproveito para agradecer ao também ilustre colega Rubem Rodriguez Gonzalez, de Itaboraí, por seu precioso auxílio e acréscimos de informações.
O piloto brasileiro, debutante em 2008, poderá começar a carreira na Fórmula 1 com um recorde. Pena que ele será negativo.
Nelsinho poderá, lembro que isso nunca aconteceu com um brasileiro, passar todo o ano, ou seja, 18 GPs, perdendo em todos os treinos oficiais e em todos os treinos livres para seu companheiro de equipe, Fernando Alonso. Gostaria até de pedir ajuda para algum companheiro que escreve no GPTotal, que me informe que estou enganado. Algum brasileiro já passou 18 GPs tomando tempo?
A expectativa em 1988 era parecida. Senna chegava na McLaren para ser companheiro de Prost, que era a bola da vez na época. As manchetes, inclusive em revistas brasileiras, previam um massacre de Prost. O que se viu foi: 16 corridas e 13 poles para Senna. Não vou nem falar do Senna, pois ele era mágico, ou de outro planeta, como se dizia. Os outros, Gugelmim, Moreno, Da Mata, Diniz, Pace, Wilson, e outros que passaram pela F-1, nunca conseguiram um recorde desses. Alguém pode me ajudar em relação à isso?
Só não me venham os sábios me dizer que tô torcendo para isso acontecer. Nunca. Sou brasileiro, Nordestino bem alimentado. Jamais faria torcida contra o Brasil na F-1. Tive muitas alegrias com brasileiros na F-1. Gostaria de continuar tendo. Está complicado.
Resposta aos analistas de F1.
Muitos companheiros estão me escrevendo e eu fico feliz com isso. O site, GPTotal oferece um lugar de livre debate e é por isso que sou fã deste lugar. Aos companheiros que dizem que ofendi o Nelsinho Piquet eu responderia. Li todos os meus comentários e nenhum deles é ofende o brasileiro. Vamos lá...
Eu disse que o Nelsinho perdeu em todos os treinos de classificação para o Alonso e em todos (exceto um) os testes e treinos livres. Isso é mentira? Qual a ofensa? Eu disse que o Nelsinho teve sorte e que isso só acontece uma, duas ou no máximo três vezes na vida. Isso é mentira? Qual a ofensa? Eu disse que o Nelsinho, ou melhor, eu disse não, quem disse foi o piloto da Red Bull, que o Nelsinho foi segundo sem passar ninguém. É mentira isso? Qual a ofensa?
Bom, se tudo que eu disse é verdade, cala a boca meu irmão e vê se você não me ofende. Fica na tua que eu conheço esse negócio. Posso te garantir que de Fórmula 1, eu entendo.
O outro, Alex Cristiano de Sá, disse que não gosto de brasileiros na Fórmula 1. Caro amigo, fique sabendo que sou fã dos brasileiros. São 8 títulos mundiais do Brasil na F-1. Na verdade o que eu tenho é vergonha dos pilotos brasileiros que estão aí. Não me acostumo com o título que o Massa perdeu para o Raikkonen no ano passado. É complicado ver um brasileiro com o carro nº 2. Entenda. E o Nelsinho é uma decepção, admita. Pelo amor de Deus. Acordem.
Caro Alex Cristiano de Sá, de Santo André.
Você deve ter ficado louco. Eu sou fá dos brasileiros. Acontece que sou fã do Senna e do Piquet (pai). Daí acho que dá para entender que é complicado se acostumar com o que Nelsinho vem fazendo.
Não acho que os brasileiros tenham sempre que ser campeões, mas acho que é obrigação ser melhor que o companheiro de equipe. Se você acompanhar as carreiras do Senna e do Piquet, você verá que, principalmente o Senna, dificilmente perdia para o companheiro de equipe. Até quando foi companheiro do Prost, das 16 corridas do ano de 1988, Senna fez 13 poles. Olha entenda o que tô dizendo.
É verdade ou não que o Nelsinho não venceu o Alonso sequer uma vez nos treinos e testes? O Nelsinho está sempre atrás.
E para o caro amigo Saulo Caram, de Brasília, tenho que dizer que ele me deixou mais triste ainda. Eu alimentava e esperança de que o Nelsinho tava perdendo sempre para o Alonso, sempre tomando muito tempo, por causa do carro. Agora vem você e me deixa muito triste. Quer dizer que o Alonso tá botando quase um segundo no Piquet com os carros idênticos? E ainda foi o Piquet que acertou o carro?
Nossa, dessa vez você não poderia achar uma forma mais romântica de chamar o Brasileiro/Alemão de incompetente..
Abraços;
Viva Senna, Viva Piquet (o pai)
Nelsinho é uma vergonha
Espero que o Bruno Senna fique na GP2. Seria frustrante ver um Senna tomando um segundo do companheiro de equipe.
Corrigindo a informação do leitor Firmo Neto: em 1981 John Watson somou 27 pontos e correu ao lado do italiano Andrea de Cesaris, que marcou 1 ponto. Niki Lauda correu ao lado de John Watson durante 3 anos, em 1978, pela Brabham, onde o austríaco superou o britânico, e em 1982 e 1983, pela McLaren, com vantagem de Watson nos 2 anos. A pontuação citada foi em 1982.
Sobre Jean Alesi, sempre gostei bastante do piloto francês, e lembro-me bem desta corrida do Japão em 1995. Alesi deu um show, tinha bons desempenhos na chuva. Pena que o motor Ferrari deixou ele a pé. Era uma época em que a Ferrari não tinha um carro muioto confiável,
tanto que Schumacher teve diversas quebras no ano seguinte.
Você já deve ter ouvido estas frases: Carreras son carreras. A corrida só termina na bandeira quadriculada. E tem outras mais...
O Nelsinho Piquet chegou em uma carrera muito particular mas chegou e pontuou e já está fazendo pare da história da F1, com Km na liderança, pódios e pontos em um campeonato.
O resto é onanismo.
2º) Sou ferrarista sim, desde 1952 quando na rossa corria um cara de quem talvez nunca tenhas ouvido falar, que chamava-se Francisco Landi.
3º)Nunca reclamei de ter sido chamado de comadre do Massa, apenas reclamei do expediente do anonimato de quem me chamou dessa forma.
4º) Se rotulei e ofendi alguém fique aqui meu pedido de desculpas, aos ofendidos, não foi esta minha intenção.
5º) Quanto ao João Carlos Ferreira, o que me incomodou foi ele ter atribuído ao Michael Schumacher o atributo de assassino na forma tentada, no incidente havido entre ele e o Frentzen no Canadá, onde o alemão não teve culpa nenhuma. Já a pole do Hakkinen, foi linda e os ante Schumacher, regozijaram-se com ela, o que foi o teu caso, o que refuto absolutamente normal.
6º) Quanto ao Senna, afora ser um dos maiores pilotos de todos os tempos, há que dizer sim que tinha dois defeitos crassos, quando perdia a traseira do carro, invariavelmente não conseguia trazê-la de volta, e tome caixa de brita, o outro era sua inconstância em provas, justo ele que era magnífico em qualis, sendo um dos poucos grandes que tem mais poles que vitórias e voltas mais rápidas em provas.
7º) Já quanto ao Rubinho, torci muito para ele sim, principalmente quando ele, e só ele não admitia que era o nº 2 da Ferrari. De quebra eu e o pai dele, chamado de Rubão, dividimos um boxe, no Kartódromo de Juiz de Fora, ambos como chefes de equipes, de kartistas participantes, e travamos um excelente relacionamento, comemos gostosos churrascos e vibramos muito com a vitória do Rubinho naquela ocasião na Fórmula Opel.
8º) Quanto a ter ofendido a memória do Senna, desafio a me apresentarem tal fato, pois nunca fiz qualquer afirmação nesse sentido.
9º)Quanto ao que eu disse do Patrick Tambay, é que o mesmo era um piloto rapidíssimo, andando sozinho, mas que tinha invencíveis dificuldades para ultrapassar inclusive retardatários, o que me fez desejar sua saída da Ferrari a cada corrida, que ele fez pela equipe pela qual torço. Jamais o coloquei entre os grandes.
AO FIRMO NETO
1º)Não tive a intenção de ser grosseiro contigo, apenas disse que o Nelsinho te deu um cala
boca, e que o próximo poderia do Bruno Senna.
2º)Embora eu preferisse não referir, acho que tuas avaliações do Nelsinho e do Senninha, são bobagens sim, e creio, que nunca viste nenhum dos dois pilotar, me refiro ao vivo. Eu infelizmente não vi o Bruno guiar, mas o Nelsinho eu vi sim, e afirmo com todas as letras, tem tudo para reeditar o grande Nelson Piquet Souto Mayor.
3º)Estás enganado, não são todos os brasileiros a achar que o Ayrton Senna tenha sido o melhor piloto que já surgiu na F1 em todos os tempos.
4º)Já que achas que o retrospecto é fundamental para se ter um bom piloto de F1, me diz, tu que és tão estudioso da F1, qual é o retrospecto do Schumacher nas categorias menores. A não ser que não consideres este alemão um dos maiores da F1.
5º) Me desculpe Firmo, não é que eu não alcance as tuas opiniões, o fato é, que as tuas opiniões eu não quero alcançar, como também não quero alcançar as opiniões do Reginaldo Leme nem as do Galvão Bueno, teus ídolos aliás, que tu com certeza classifica de analistas sérios, opinião da qual me permito discordar.
Peço desculpas a todos, por ter me estendido, o que não é do meu agrado.
Antes de mais nada, agradeço muito, tanto aos idealizadores do site como também ao público que o acompanha, todos são importantíssimas fontes de conhecimento e opiniões, dividindo o mesmo espaço democraticamente, e isso que faz do GPTotal ser o que é, um espaço aberto a todos que amam esse esporte, não só pilotos brasileiros, ao contrário.
O que tenho a dizer hoje é um comentário sobre o leitor Nevair Mangolin Molero, de Osvaldo Cruz (SP), concordo com ele em número, gênero e grau, já assistimos a grandes campeões na F-1 e acho o fim ter que torcer para que alguém que merecidamente conquistou as primeiras posições quebrar ou ter algum azar para que O rapazinho da equipe vermelha seja campeão, falemos sério, fazer uma pole e lá permanecer durante toda a uma corrida também é merecimento, mas qual a emoção disso quando sabemos que, o mérito maior é conquistar a frente tendo disputado na pista esse lugar.
O que vejo é que, se o rapazinho da equipe vermelha (a quem quiser, posso explicar por que me recuso até a escrever o nome tanto da equipe quanto do piloto), larga na frente e nada de extraordinário acontece, assunto liquidado, é vitória na certa mas, se ao contrário, algo acontece e ele não está na frente, só por sorte chega lá porque não sabe disputar e ganhar posições, a não ser contra carros eminentemente inferiores que o seu. Quem viu as disputas do Senna, a primeira vitória do Barrichelo, O GP de Donington Park, em 1994, sente uma saudade imensa de ter, alem de uma corrida para assistir, que é o principal fator a todos aqui, também ver um brasileiro vencendo, mas não por sorte e sim por mérito.
Bem, sou um saudosista sim, mas não desse ou daquele piloto, mas sim de fortes emoções numa corrida de automóveis, grandes disputas, ultrapassagens, enfim, do esporte em sua plenitude.
é o seguinte: A F1 atual só tem um piloto genial: Fernando Alonso.
Os outros são os outros, bons pilotos e tal mas nada além disso.
Desde que o cara que disse que viu Jesus na curva morreu, só o Schumacher e o Alonso mostraram categoria o suficiente para serem lembrados como outros gênios da história da F1.
E vai ser assim, a hora que o Alonso voltar a ter um carro bom (e uma equipe menos idiota que a McLaren), ele vai ganhar tudo que disputar e os outros todos vão comer poeira.
Este ano espero que o Massa seja campeão, apesar de achar que o Hamilton pilote mais que
ele.
É com surpresa que acabo de ler algumas declarações do Schumacher, dizendo que se aposentou para não deixar o Massa desempregado. Interpreto de 2 maneiras estas declarações :
1- O cara é muito dissimulado. Quando corriam juntos sempre elogiava o Massa, viviam se abraçando e demonstrava (pelas atitudes e palavras) que o brasileiro era o mais indicado para sucedê-lo na equipe. Parece que não era bem assim... Porque será ? Ele não via (ou não vê) qualidades no brasileiro para ser piloto de ponta ?
2- Faz sentido esta boataria que rola solta desde 2006 sobre a substituição do Massa. A Ferrari não o considera um grande piloto, estando com Felipe por falta de opção no mercado. Pobre Felipe !
E aí Edu ? O que você acha ? Estas duas opções são coerentes ?
Abraços
Adriano Oliveira, São Paulo
Oi Adriano
Em relação a Schumacher, me parecem declarações descuidadas, coisas que às vezes se fala num determinado contexto ou só por falar mesmo.
Sobre a posição de Massa na Ferrari, é forçoso admitir que ele entrou na equipe num momento de transição, como uma aposta ousada, um jovem talentoso mas que precisava crescer. Massa cresceu, não se discute mas, às vezes, anda para trás. Natural, portanto, que pressões mais ou menos verdadeiras orbitem em torno dele.
Grandes atuações na chuva (ver coluna do Chiesa, Rain Men).
Tenho afirmado com constância que o maior piloto que vi guiar em pista molhada foi o belga Jaki Ickx, os outros vêm um tanto longe dele. Mas quando se fala em pilotos bons de água, tem dois nomes que não podem ser postos de lado: Gilles Villeneuve e Jean Alesi.
Nunca vi Alesi citado como um dos grandes nestas condições, mas sua penúltima corrida pela Ferrari, no Japão 1995, onde todos largaram com pneus de chuva face a pista molhada, bem molhada aliás, embora já não chovesse. Alesi, assim como Berger, ambos pilotos da Ferrari, foram penalizados com um stop in go por terem queimado a largada. Só aí o Alesi perdeu 10 segundos, fora o que perdeu com entrada e saída dos boxes, enquanto Schumacher ia disparado na frente com a Beneton.
Na décima volta, Alesi pára nos boxes, reabastece e coloca pneus de seco, valendo mais um bom tempo de atraso em relação ao pelotão. Aí inicia o espetáculo! Ele vem fazendo volta mais rápida sobre volta mais rápida, apesar da pista ainda molhada, quando chega no português Pedro Lamy. Após a chicane, coloca por fora e o Lamy, quero acreditar que involuntariamente, o jogou para fora da pista, onde ele faz um duplo giro na grama (720 graus), volta pra pista e passa quase todos, ficando a aproximadamente dois segundo do Schumacher que liderava. Mas então o seu motor quebra!
Além do excelente texto as últimas fotos do grande piloto me deixaram arrepiado! A expressão do piloto me leva a 1994, será que eles sabiam de alguma coisa? Fica um alerta aos fotógrafos, da próxima vez que fotografarem pilotos com aquele olhar, proíbam de entrar em seus carros.
Não entendi o “segurem o Bruno Senna”, aqui neste espaço.
Vamos analisar a coisa com muita calma. Nos últimos anos, ou até mesmo décadas, tivemos vários “fenômenos” brasileiros nas categorias de base do automobilismo. Pilotos que ganharam tudo que disputaram. Na categoria máxima, foram uma grande decepção. Não importam os motivos pelos quais foram um sucesso e fracassaram. O que importa é que fracassaram no momento da pressão máxima. Bruno não está tendo um destaque fenomenal como piloto. Seu desempenho é muito bom, talvez ótimo, mas não espetacular.
Mas me parece um cara com a cabeça no lugar. Ele deve sofrer pressões desde que resolveu ser piloto. Pelos torcedores, repórteres e outros especialistas para ser o “novo” Senna. Pela família, para abandonar.
Bruno deve ser cobrado para ser um “novo” Senna? Não concordo. Acho que dele, devem ser cobrados resultados, assim como atualmente cobra-se do Nelsinho. Lógico que existe uma cobrança, uma pressão pelo sobrenome. Mas se Bruno, ou mesmo o Nelsinho, souberem lidar com elas, podem ter sucesso.
Não acho que os dois sejam piores do que Damon Hill ou Jacques Villeneuve. Pelo contrario. E os dois foram campeões do mundo!
Vejamos um caso brasileiro, em outra área, mas que acho que cai bem. Maria Rita sofreu com a comparação com a mãe Elis Regina, mas soube lidar com isso. A mãe, na minha opinião, foi a maior cantora que já existiu no Brasil e arrisco-me a coloca-la como uma das maiores do mundo. Maria Rita é tão boa quanto ela? Não, mas soube construir uma carreira vencedora, mesmo com a imensa cobrança e com criticas muitas vezes, extremamente injustas.
Chegar ao nível de Senna, Piquet e Emerson não é para qualquer um. Nós tivemos a imensa benção de Deus de termos três gênios. Qual outro país que teve isto? Esquecemos que nem sempre vencedores precisam ser gênios. Massa, por exemplo. Não acho que seja genial, mas pode vir a ser um vencedor.
Acredito mesmo que Bruno pode vir a se tornar um vencedor na formula 1.
OK pessoal do GPTotal: podem confessar, o Firmo Neto, do Recife, é um factóide inventado por vocês para tacar fogo no canavial né não?
Por favor digam que sim, porque se a resposta for negativa será um baque proporcional a quando descobri que Papai Noel não existia. Ou seja, um pra mim foi um trauma da infância pois descobri que o mesmo nunca existiu e este vai ser um trauma exatamente pelo contrário.
É uma capacidade quase infinita de proferir bobagens que não pode ser obra de uma mente só, beirando a escatologia.
Um espaço nobre como este cercado de conhecedoras e amantes do automobilismo termos que nos deparar com um desfile sem fim de argumentos sem fundamento algum, comparações sem ponto de referência plausível e uma enxurrada desmedida de fogo amigo. Acho pouco provável que ele exista, mas na remota hipótese dessa possibilidade, deve ser aquele tipo de torcedor que acha que a F1 começou com o Senna e terminou no dia da sua morte (e olha que eu sou fã do Senna, que pra mim só não foi maior que Clark, mas isso é opinião minha)
Provavelmente com a morte do Senna o Firmo Neto ficou aqui na terra com a missão de assombrar todos os pilotos brasileiros que ousassem correr numa categoria que já tinha sido fechada com a morte do mesmo.
Bem essa é minha opinião caso ele exista, mas no fundo, no fundo continuo achando que é um factóide... Esse conselho para segurar o Bruno Senna para o mesmo não chegar a F1 foi hilária. Depois da maldição de Montezuma, a maldição de Firmo Neto. É uma pena. Cada um tem a maldição que merece.
Seguindo a teoria do Firmo Neto, o Raikkonen não é um bom piloto pois ele também terminou atrás (pontos no campeonato) do Heidfeld nos tempos de Sauber quando tinham o mesmo carro.
Amigo, prazer falar com você e quero te dizer que entendi sua análise ao meu comentário sobre o Massa.
Bom, entendi sua comparação. O que quero dizer que é o Massa fez em 2002, 4 pontos contra 7 de Heidfeld. Não é simplesmente por isso que Heidfeld é melhor que o Massa não. É por toda uma temporada. Sempre obteve melhores resultados que ele.
O Lauda em 1979 fez 4 pontos contra 3 do Piquet. A diferença é muito pequena. Não quer dizer que é melhor. Assista todo campeonato e verá que o Piquet teve em grande parte um melhor desempenho. Em 1981, Lauda fez 30 pontos e Watson 39. A diferença também é pequena, levando em conta que os dois tiveram 2 vitórias e o Lauda teve mais poles que o Inglês. Lauda também obteve mais melhores voltas que ele. As coisas se equilibram. Pense nisso.
Sou extremamente patriota, mas amo esse esporte e não tô acostumado a ver brasileiro perdendo o título para o companheiro de equipe e ainda ficar em 4º na classificação geral. Entenda-me amigo. Abraços e parabéns pelos textos.
Parabéns. Aquilo não é um artigo, é um especial. É um estudo profundo e muito bem escrito, digno de um grande escritor. Não sei em quantos idiomas esse seu estudo foi traduzido, nem em quantas revistas especializadas ele foi publicado, mas ele é perfeito. Parabéns, parabéns, parabéns. Não há nada mais a dizer, apenas PERFEITO!
Sobre a pergunta do Felipe Freire, podem me corrigir se estiver errado, mas acredito que a última equipe a utilizar o câmbio manual foi a Forti Corsi em 1995 (1996 também?).
Vitor, Recife
Oi Vitor
E exatamente esta a informação que o Arlindo Silva, de Mauá, nos envia. Já o Odjar Firme, de Vitória, disse achar que a Prost também usava câmbio manual..
Caro Edu
Corrigindo uma informação sua passada ao Guilherme Maciel de Curitiba, neste espaço. Em 1993 Alain Prost ganhou 7 corridas: África do Sul, San Marino, Espanha, Canadá, França, Inglaterra e Alemanha. As corridas em Mônaco e Japão foram ganhas por Ayrton Senna e as corridas na Hungria e Bélgica foram ganhas por Damon Hill.
Curiosidade: Prost ganhou as suas 7 corridas nas 10 primeiras provas do campeonato. As outras três foram de Senna: Brasil, Europa (Donington) e Mônaco. Depois disso foram três vitórias seguidas de Hill, 1 de Schumacher e 2 de Senna. Prost passou em branco quase toda a segunda metade do campeonato, só administrando as vitórias conseguidas no começo.
Abraços
Julio Oliveira, Campinas
Tenham paciência com velho aqui! Pra responder a pergunta, ele foi direto na ficha do Prost no Marlboro Guide – mas acabou copiando as melhores voltas do francês. Hahaha!
Márcio, de Nova Friburgo, Josilmar, de Paraíso do Norte, Rafael Batista, de São Paulo, Diego Wendhausen Passos, de Florianópolis, Marcel, de Curitiba e Arlindo Silva, Mauá também me corrigiram. Obrigado a todos
Esperei uma semana de propósito para deixar a poeira baixar - ou, numa imagem mais apropriada, o spray de água desanuviar - para comentar o show de horrores representado pela corrida de Felipe Massa - e muitos outros - em Silverstone.
De lá para cá, Felipe já foi chamado de lixo por Anthony Davidson, já foi posto mais uma vez para fora da Ferrari, que em 2009 deve contar com a dupla Kimi-Alonso, e até mesmo uma versão fantasiosa, tortuosamente explicativa, publicada num jornal carioca aponta o dedo para o (ultimamente patético, risível) esquema de previsão meteorológica de baixo custo adotado pelas equipes para justificar o mico pago por Massa, Piquet, Kubica e Cia. Ltda.
É todo mundo comendo pelas bordas. Ninguém se atreve a questionar os métodos da Fórmula 1 moderna, onde o piloto, na maior parte do tempo, se vê reduzido ao papel de privilegiado apertador de botões numa corrida - na maior parte do tempo - de autorama, onde se forma uma fila indiana depois da largada que só é alterada em função de eventuais acidentes ou estimulantes estratégias de paradas nos boxes.
Por mais que os carros tenham se complicado, tecnologicamente falando, e por mais que se despeje dinheiro na categoria, o público quer mesmo é ver a atuação de uma equipe onde o piloto é o ponto principal, ainda que este seja um esporte de equipe. E isso é fácil de entender: o objetivo final da Fórmula 1 é testar novas tecnologias e torná-las viáveis para que eu e você, pilotos de nossos carros no dia-a-dia, possamos sentir ainda mais prazer ao dirigir.
Uma vez que concordemos que o piloto é o ponto principal de uma equipe de F1, podemos então compará-lo a um chefe que reúne seus assessores (a telemetria, a previsão meteorológica, a troca de idéias com os boxes via rádio, etc), avalia cada opinião mas tem a palavra final sobre que rumo dar àquele país, àquela empresa, àquele carro na pista. É preciso se modernizar sem abandonar certas tradições, e especialmente não se esquecer de que numa democracia ou num trabalho em equipe alguém precisa ter a palavra final - senão, todo o esforço descamba para o assembleísmo inconseqüente. Na F1, especialmente em circunstâncias como as registradas em Silverstone, essa palavra final tem que ser do piloto - o herói do jogo.
Em Silverstone, o diálogo que as tevês deveriam ter reproduzido entre Felipe Massa (ou qualquer outro pobre diabo que se viu rodopiando sem rumo, naquela tarde) e os boxes deveria ter sido o seguinte: (piloto): Estou entrando nos boxes na próxima volta. Quero pneus para chuva pesada”. (boxes): Mas a previsão do tempo está dizendo. (piloto): Não interessa. Eu estou pilotando dentro de uma piscina, e isso aqui vai demorar pra secar! (boxes): Ok, então. Estamos prontos”.
A tecnologização da F1 fez com que a maior parte das pessoas (pilotos, inclusive) se esquecessem de que, mais do que qualquer telemetria, é o piloto quem tem a palavra final sobre o desempenho do carro. É ele que está na pista lutando com (e às vezes contra) o equipamento para chegar à bandeira quadriculada. É o piloto - e não a telemetria, nem o chefe da equipe nos boxes - quem sabe se o pneu a ser usado é o extreme ou o intermediário.
Resta saber se o poder do dinheiro vai manter os principais atores desse esporte como carneirinhos submissos ou se, em algum momento, alguém vai se insurgir e incorporar o papel que verdadeiramente lhe cabe dentro do cockpit.
Kimi, após o GP do Canadá, teve uma avaria em seu carro no GP da França, mas foi capaz de levar seu carro ao final da corrida com um heróico 2º lugar. Da mesma forma, no GP da Inglaterra, o finlandês penou após um erro de julgamento no primeiro pit, mas ainda concluiu a prova na 4º posição, deixando o circuito britânico empatado na liderança do campeonato.
Após esses problemas, problemas que se arrastam desde o GP de Mônaco, ele conseguiu
empatar na liderança do campeonato. Seria isso azar ou pura sorte?