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Opiniões e Dúvidas dos Leitores 29.01.08
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Olá pessoal,

quero me solidarizar com o colega Helder, de Niterói, RJ, que na coluna Opiniões e Dúvidas dos Leitores de 15.01.08, mandou uma mensagem solicitando à CBA que não permita a destruição do Autódromo do Rio pelos senhores Carlos Nuzman, presidente do COB, e César Maia, prefeito da cidade.

Elio de Angelis com Brabham em Jacarepaguá 86
Ao mesmo tempo, quero dizer ao Helder que o melhor que fazemos é lutar, todos, pelo autódromo. Não vejo a CBA como uma instituição muito interessada na preservação daquela praça de esportes carioca. A união tem de compreender todos, público, jornalistas (como a turma do GPTotal), autoridades e todos aqueles que não admitem que um prefeito, cargo temporário, possa acabar com uma praça de esportes que é de toda a população carioca e não dele, prefeito, sabidamente um inimigo do automobilismo.

Vamos lutar pelo autódromo do Rio!!!!

Francisco Muniz, Rio de Janeiro

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A MAIOR VITÓRIA DO BRASIL NA FÓRMULA 1

Galera,

acho que estamos esquecendo da vitória do Senna na Espanha/86, uma vitória memorável.



[]s

Rafael, Nova Odessa

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Para mim não é a maior e sim as maiores vitórias: Monza 72 despertou minha paixão pela F1 e Interlagos 75 me marcou demais, pois além de eu estar fisicamente presente, era um fã incondicional de Pace.

Outras vitórias sensacionais ocorreram mas estas duas me marcaram definitivamente como um fã da Formula 1.

Rogério Tófoli Kezerle, São Paulo

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Ola Pessoal

No video do GP Japão 89, se vocês prestarem bastante atenção, dá pra ver o Prost queimando a largada. Por isso ele pulou na frente do Senna.

Ricardo, Campinas

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Escrevo para agradecer à Alessandra pelo excelente texto "1968, o ano que terminou... em abril". Excelente não só pelo resgate da temporada de 1968; excelente também pelo resgate de fatos e personagens daquele ano singular na história do século XX.

Beatles, Stones, Hendrix, Doors, Janis, Roberto, Festival de San Remo, Jovem Guarda, Tropicália, Caetano, Gil, Costa e Silva, AI-5, Guerra do Vietnã, Primavera de Praga, James Bond com Sean Connery, Bob Kennedy, Martin Luther King, preparativos para a ida do homem à Lua, Pelé... e lógico, Jim Clark. Que provavelmente teria se sagrado tricampeão em 1968, correndo com o excelente Lotus 49.

Um pouco sobre o 49: seu chassis foi usado pela primeira vez em 1967, substituindo o fracassado Lotus 43 de 1966. Estreou com vitória (Clark, lógico), sendo também o primeiro F-1 a ser equipado com os lendários motores Ford Cosworth (que a partir daí ganharam quase todos os campeonatos: 68, 69, 70, 71, 72, 73, 74, 76, 78, 79, 80, 81 e 82 - só perdendo para a Ferrari em 75, 77 e 79 e para a BMW em 83).



O Lotus 49 de 1968 teve um modelo "B", que se não me engano foi o primeiro F-1 a ser equipado com aerofólios traseiros. Também foi o primeiro F-1 a ser "decorado" com as cores (vermelho, branco e dourado) e o nome de um patrocinador (os cigarros Gold Leaf).

Jochen Rindt com Lotus 49B na África do Sul 69
Seus sucessores imediatos foram os modelos 56 (equipado com turbina) e 63, ambos sem nenhum sucesso, o que obrigou Colin Chapman a continuar usando o já velho 49 na temporada 1970, até a estréia do revolucionário 72. O 49 foi o modelo com o qual Emerson Fittipaldi pilotou pela primeira vez um carro de Fórmula 1. E foi o modelo no qual Jochen Rindt conseguiu vitórias e colocações que lhe asseguraram a maioria dos pontos que o fizeram campeão do mundo de 1970, antes de sua morte a bordo do 72 em Monza.

Voltando a Clark, sua perda só pode mesmo ser comparada à de Senna, com todo o respeito às inúmeras outras vítimas da F-1 nos anos 70 e 80.

Príncipes coroados reis, quando mortos, deixam mais do que saudade.





Queria aproveitar e elogiar também o texto do Ivan Capelli, "Pais e Filhos". Só que, prá falar a verdade, por conta da estréia do Nelson Ângelo Piquet na F-1 este ano, eu queria mesmo é que o texto pudesse ser chamado de "Como Nossos Pais"... quem sabe não seria uma luz sobre a carreira desse moço, uma inspiração para que ele pudesse ser um pouco do que o pai, nosso eterno Piquezão, foi na F-1...

Nelsinho nos testes em Jerez, em meados de janeiro
Fatos curiosos:

a) Piquet pai estreou na F-1 em 1978, Piquet filho vai estrear em 2008... se for assim, ele será campeão pela primeira vez em 2011.

b) O carro do Piquet filho nesta temporada é o número 6, o mesmo número do Williams FW-11 que Piquet pai pilotou em 1986 (3º no campeonato) e 1987 (tricampeão), no qual o menino aparece na foto... bons fluidos ele já tem!

c) Os capacetes dos dois mantêm uma grande similaridade.

d) Os campeões brasileiros na F-1 foram: EmersON, NelsON e AyrtON. Se for mantida a escrita, o novo Nelson também é ON, por isso será campeão, ao contrário de quem se chama ou chamava José Carlos, Ingo, Alex, Chico, Raul, Roberto, Ricardo, Henrique, Pedro Paulo, Christian, Rubens, Felipe e outros que não eram ON (detalhe: Wilson Fittipaldi, apesar de ser ON, não foi campeão por que sacrificou seu talento de piloto decidindo ser empresário e chefe de equipe).

Boa sorte ao nosso novo Piquet!

Humberto Mendes, São José do Rio Preto, nascido em maio de 1968

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Respondendo ao comentário do leitor Fernando Marques, de Nitéroi, no que diz respeito ao número de temporadas de Nico Rosberg na F-1: o Ivan Capelli está certo ao afirmar que em 2008 Nico fará sua 3ª emporada na F-1.

Nico Rosberg, dia 23, nos teste de Valência
Rememorando: Em 2006 Nico formou dupla na Williams com Mark Webber; em 2007, novamente na Williams, formou dupla com Alexander Wurz, e em 2008 formará dupla com o estreante Kazuki Nakajima. Por sinal, a julgar pelo desempenho da Williams nos testes pré-temporada, Nico tem tudo ter desempenhos ainda melhores do que os apresentados em 2007, onde fez uma excelente temporada.

Victor Costa, Recife

Também o Eduardo Pugliese Benvenuti, o Gilson, de São Paulo, o Augusto Neto, de Piumhi escreveram para reparar o equívoco do leitor.

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Caros amigos,

Corrigindo a resposta do Edu, aqui neste espaço, a Alfa Romeo foi absorvida pela Fiat em 1986. Antes disso ela era completamente independente.

A saída da F1 em 1951 se deveu, basicamente, ao fato de que a equipe utilizava carros do pré-guerra e não conseguiria mais competir com a Maserati e as Mercedes.

Destruída na guerra, a Alfa Romeo não tinha estrutura na época para projetar um novo F1, e optou por se retirar.

Abraços a todos

Victor Serrão, Niterói

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Sr. Walter Vidal,

Não sabia que o Senhor era vidente!!!

Quer dizer que se o Senna não tivesse sido ultrapassado pelo Schumacker nos boxes não cometeria o erro na curva do Café? Quer dizer que ele venceria aquela corrida e chegaria em muito melhor condição para correr em Ímola?

Quel tal me dizer as dezenas da próxima mega-sena?

Saulo Caram, Brasília

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Ralf

A temporada de 2006 foi equilibradíssima entre os dois (Note que os sistemas de treinos mudaram sensivelmente de 2005 p'ra 2006, não tendo mais aquele sistema ridículo, ou melhor, tendo um menos ridículo. E o esquema de um jogo depneus por corrida também foi abolido, podendo haver trocas agora).

Em termos de performance (18 corridas):

primeiras 9 - melhor carro: Renault = 7 vitórias da Renault (6 de Alonso, 1 de Fisico) e 2 da Ferrari (ambas com Schumacher);

9 seguintes - melhor carro: Ferrari = 7 vitórias da Ferrari (5 de Michael e 2 de Massa), 1 da Honda e 1 de Alonso.

Não é muito clara essa diferença?

Isso mostra quais os carros que estavam melhores nas duas partes do campeonato: não pelo número de vitórias de Nano ou Schumy, mas pelo fato de os medíocres (me.dio.cre - s.m. - mediano, de porte médio, comum, na média, nada de anormal) Felipe Massa e Giancarlo Fisichela terem conquistado vitórias e poles nos respectivos períodos, e unicamente nos períodos referidos.

A equipe Renault comemora a vitória na Malásia 2006
Como poderíamos explicar essas diferenças de desempenho?

Quero saber desses dados de que Ferrari estava inferior a Williams e McLaren, pois p'ra mim eles não batem...

Lembremo-nos, primeiramente, que na primeira corrida do ano, Schumacher foi pole, com Massa a seu lado, e Alonso venceu. Ultrapassou ambos. Não caiu "no colo". nas duas corridas seguintes, a Renault foi muito melhor, e Alonso SOUBE usufruir dessa superioridade. Numa corrida Fisico venceu, com Alonso em segundo. Na outra, ele mesmo venceu. Schumacher foi particularmente mal em ambas. Mas o alemão reagiu bem na 4a e na 5a etapas, vencendo-as, com Alonso logo atrás. Nas outras QUATRO, porém, Alonso venceu, e Schumacher não foi ao pódio em todas elas...

O que entendemos por isso? Alonso tinha um carro melhor? Claro. Mas ele conseguiu 6 vitórias e 3 segundos lugares em 9 corridas! Simplesmente 93,3% dos pontos possíveis! Isso é um caso único na história. No mesmo período, o Alemão teve 2 vitórias, um abandono, 4 segundos lugares, um quinto e um sexto. Uma performance particularmente baixa, prejudicada na maior parte pelos erros do próprio Schumacher: bateu sozinho na Austrália e Dick Vigarista - falarei depois - em Mônaco.

Alonso marcou os já citados 84 pontos contra 59 do alemão.

Na segunda parte da temporada, vamos lembrar do fato crucial: A Renault perdeu os "amortecedores de massa". E o rendimento despencou... Nesse período, ocorreu o inverso daquilo da primeira metade: Schumacher venceu 5 corridas, tirou uma em segundo, uma em quarto, uma em oitavo e abandonou outra; Já Alonso, venceu uma, tirou quatro em segundo, duas em quinto e abandonou outras duas.

Schumacher marcou 62, Alonso marcou 50.

Podemos notar duas coisas:

1) A performance de Alonso na segunda metade do ano foi muito parecida com a de Schumacher na primeira;
2) A performance de Schumacher na segunda temporada não teve a mesma eficácia da de Alonso na primeira.

Em que pese, repito, o fato de os companheiros de equipe dos mesmos terem conquistado poles e vitórias, não podemos deixar de notar que os carros fizeram, sim, diferença. Entregar todos os louros a Schumacher pela melhora súbita é ignorar o fato de Massa, que não vencera nenhuma, ter ganho duas corridas e feito três poles. É negar também a queda acentuada da Renault, com a perda dos amortecedores.

Em resumo: Alonso foi bem com o carro pior, e inegavelmente superior com o carro melhor; enquanto que Schumacher foi regular com o carro inferior, e razoavelmente melhor com o carro superior

já que fizemos essa análise dos carros, e de como cada um se adaptou vamos notar para os fatores "extra-campo" que decidiram o campeonato.

primeiras 9 corridas

Alonso, no pódio em todas; Schumacher, fora dele em 3 ocasiões;

Schumacher bateu sozinho na Austrália, foi um erro, puro e simples; Na Malásia, tirou em sexto, numa corrida apagada, em que terminou atrás de Massa (sintomático); Em Mônaco, foi quinto. (Faz-se o parênteses: sim, Dick Vigarista; o fato de Kimi ter encalhado no mesmo lugar é apenas uma coincidência daquelas prontas para surtir teorias da conspiração; você só esqueceu de citar que, no caso de Kimi, ficou comprovado o "problema" no carro; já no de Schumacher, a telemetria nada provou; só fez mostrar que, quando ia parando, seu carro estava a 16 km/h, o que é suficiente para seguir. Fora isso, o próprio Schumacher alegou ter sido erro... que melhor de todos os tempos é esse que comete um erro que faria Satoru Nakajima rir?... E é bom que se diga que não foi "A Fia" que o julgou, que decretou ter sido intencional. Não: foi algo generalizado: 90% dos fãs - tirando você e alguns... - 95% do paddock - tirando a Ferrari... - e praticamente unanimidaded entre os 'grandes'. Não posso esquecer da frase de Jackie Stewart; "A manobra de Schumacher me causou náuseas(...) foi a coisa mais ridícula que vi em meus 40 anos de F-1". Sugiro a você também ir no site Grande Prêmio, e pesquisar no índice de colunas do Reginaldo Leme um artigo chamado "Crime com muitas pistas", de maio de 2006) .

Volto a quesioná-lo se a Ferrari era tão ruim e se foi exclusivamente o talento supremo de Schumacher que o fez estar no pódio e vencer algumas das 6 corridas 'restantes'? E Alonso teve como único mérito (?) o derrotar Fisichela, pois seu carro era absurdamente melhor que o do resto do grid?... Se Schumacher perde, é ou culpa dos pneus, ou da Ferrari, ou da FIA; se ganha, é porque é o melhor, e pronto?! Simples assim?

Volto a insistir: 93,3%. E a Renault não mandou Fisichela abrir na Malásia.

9 corridas restantes:

É bom lembrar, também, que os pilotos da Ferrari foram vice e 3o colocados no mundial de piltoos, enquanto que a Renault teve o 1o e o 4o colocados. No mundial de construtores, foi uma das menores diferenças da história, apenas 5 pontos separaram Renault e Ferrari: 207 a 202. Isso é uma demonstração clara de equilíbrio. Só não vê quem não quer.

Vejamos, pois: A partir do GP dos EUA, houve o levante da Ferrari, e o início da perda dos 25 pontos de diferença estabelecidos por Alonso no início do campeonato. Naquela corrida, ele teve um desempenho apagado, terminando em 5o. Schumacher venceu com Massa em segundo, em amplo dominio ferrarista. Na França, Alonso conquistou dois pontos importantíssimos ao se colocar na segunda posição, entre os pilotos da Ferrari (começa aqui a nossa conta virtual de 'merecimento').

Na corrida seguinte, novo domínio ABSURDO da Ferrari, com uma dobradinha e uma distância quilométrica para o terceiro colocado. Mas, na Hungria, chuva. Schumacher em 12o e Alonso em 15o. Mas o piloto espanhol deu uma arrancada incrível, passando todo mundo, inclusive o alemão, por fora, numa manobra espetcaular. Alonso caminhando para uma bela vitória e para folgar mais no campeonato - a essa altura Schumacher estava nas posições finais da zona de pontuação. Foi quando entrou nos boxes. A equipe trocou os pneus. Mas cometeu um erro CRASSO. saiu dos boxes já lento, e poucas curvas depois, viu-se uma porca se soltando e o abandono foi imediato.

Uma maré de azar do espanhol, e de sorte p'ro alemão? Mas Schumacher não soube aproveitar, e cometeu seu terceiro erro grande na temporada: ao invés de perder uma ou duas posições mas garantir 3 pontinhos, ficou brigando com de la rosa e heidfeld, se bem me lembro, e gastou excessivamente seus pneus (ele não queria voltar aos boxes, e sim bater roda, à la Hamilton, China/07). Abandonou. mas levou uma "mãozinha" quando Kubica foi desclassificado e o alemão herdou 1 ponto.

*Tudo é o motor de Suzuka, mas quantos lembram de Hungaroring? Alonso somaria 10, Schumacher 0. Acabou Schumacher 1 a 0.

Na corrida seguinte, o GP da Turquia, houve mais uma vez amplo domínio da Ferrari na pista, com Massa marcando pole e vencendo (é bom que se diga que, das 5 corrida, 4 a Ferrai dominou, excetuando a Hungria, por conta da chuva). E mais uma vez desperdício de Schumacher: quis fazer um pitstop mais tarde, e ficou estacionado atrás do Massa. Ao que Alonso conseguiu sair na sua frente. Mas não foi aí que ele ganhou pontos, e devemos destacar a forte resistência do espanhol: por umas 20 voltas, segurou os ataques do alemão, cruzando a linha de chegada apenas 0s5 à frente.

Daí, partimos para a Itália, e o que vimos? Agora sim, descaradamente, a FIA interferindo. O "Bloqueio de Alonso a Massa". Aquilo foi a maior vergonha do campeonato. Qualquer um lembra daquilo e lamenta. Mas e a corrida? Ferrari dominando, outra vez, pela 5a corrida em 6. A vitória de Schumacher era certa, como foi. Mas Alonso, que foi movido do 5o para o 10o lugar no grid, fez mais uma belíssima prova de recuperação, e andava em terceiro quando O SEU MOTOR explodiu! Era um pódio preciosíssimo. 6 pontos. A diferença estava em doze, com o abandono, virou apenas 2. TUDO o que a FIA desejava...

Para a China agora: Choveu nos treinos. Alonso em primeiro. Schumacher 6o. Choveu na corrida. Alonso com uma vantagem de mais de 20 segundos. A pista começou a secar. Schumacher diminuía. Alonso foi para os boxes, e uma reprise da Hunria: a equipe comete o erro crasso número dois. Deixa o piloto com dois tipos de pneus diferentes, dois na frente e dois atrás. Em poucas voltas, o alemão o passa, rumando à vitória. E mais uma vez, nas adversidades, Alonso demonstrou garra e técnica. Voltando em terceiro, 30 segundos atrás, terminou em segundo, 3s de distância. Braço! (Fisichella ficou a 44)

* Digam o que disserem, foi nesse dia que Alonso demonstrou ser merecedor do título.

Schumacher empatou no campeonato mas, a essa altura, tinha uma vitória a mais, ficando como líder. Depois disso, fomos para o Japão. E Ferrari dominando, p'ra variar! Masa na pole, Schumy 2o, e Alonso em 5o. Alonso passou as duas Toyotas e Massa. E ficou pisando forte o tempo todo. Quando veio a lendária "Fumada". E o resto todo mundo já sabe.

Memorizando:

O total foi de 134 a 121 para Alonso.

Schumacher perdeu, não por falha própria, 15 pontos.
Desses, Alonso se beneficou de 13.

Alonso perdeu, pelo imponderável, 18 pontos.
Desses, Schumacher se beneficiou de 3.

Porém...

Por erro próprio, Schumacher perdeu 12 pontos.
Alonso, NENHUM.

vamos calcular de novo?

18 - 13 = 5
15 - 3 = 12

Alonso 139 Schumacher 133

E a pergunta que não quer calar: Quem seria o campeão?..

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Excelente texto, amigo Lucas.

Junto com o video que mandei, creio que vá se tornar desatino uma defesa de que Schumacher foi prejudicado e merecia o caneco naquele ano...

Schumacher, momentos depois de encerrar a sua carreira, em Interlagos 2006
Eu havia mandado um texto muito grande que (pensando sob esse ponto de vista, corretamente) não foi publicado. Nele eu fiz uma grande retomada da temporada de 2006.

Vale frisar algumas coisas:

- a regra de um jogo de pneus por corrida, já bem lembrada por você, não valeu para 2006;
- houve também uma mudança substancial no sistema de treinos.
- a temporada foi, literalmente, meio a meio: nas primeiras 9 corridas, domínio da Renault, com 7 vitórias; na segunda, 7 vitórias da Ferrari;
- nessas duas metades, Fisichela e Massa venceram e fizeram poles, e isso mostra como e quando quais carros estavam melhores;
- esqueci de mencionar a "questão asa" da Ferrari - pode saber que dirão ser mentira...
- fato crucial: todo mundo "culpa" a perda do título do Schumacher única e exclusivamente por conta do motor estourado em Suzuka, como se ambos viessem sem nenhum problema durante a temporada e ali Schumacher teve azar; só que Alonso perdeu 10 pontos na Hungria por um erro da equipe, mais dois na China, por erro da equipe, e outros 6 em Monza, por um motor estourado.

Por certo p'ro Alonso isso vale e é o certo...

Abraços!

João Carlos Souza Ferreira

PS: "A manobra de Schumacher me causou náuseas (...) foi a coisa mais ridícula que vi em meus 40 anos de F1" (Jackie Stewart, Mônaco 2006)

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Caro leitor Eduardo:

Como você mesmo disse gostar de um piloto não deve ser motivo para desmerecer os demais, e esta inútil discussão de quem era melhor não leva a nada, mas você manipulou fatos que só podem ser aceitos por quem não acompanhou a F1 nos anos 80.

Senna no Canadá 86, à frente de Prost e Piquet
Vejamos: Piquet e Senna jamais disputaram campeonatos com equipamentos no mesmo nível de competitividade, contudo os campeonatos de Piquet (podemos considerar exceção 87) sempre foram intensamente disputados com mais de um piloto em mais de uma equipe sempre com equipamentos muito próximos, Piquet venceu com três motores de fabricantes diferentes e concepções diferentes, é verdade que enquanto dividiu equipe com Mansell venceu menos mas foi campeão. Aliás você está comparando um tri-campeão (como Senna) com piloto que conquistou um título pilotando uma Willians imbativel. Você esquece que Senna foi campeão sempre pilotando o melhor equipamento (exceção a segunda metade da temporada de 91) e que nos anos que dividiu a McLaren com Prost sempre marcou menos pontos (foi campeão em 88 pelo regulamento de descartes).

Talvez pessoas com visão estreita só consigam enxerga as vitórias de Senna mais a maior temporada de Senna foi exatamente aquela em que ela não levou o título a de 1993. Só à título de informação Piquet foi campeão em 81 e 83 sem ter a sua disposição o melhor equipamento, que foram Williams e Renaut respectivamente naqueles campeonatos, não lembro de Senna sendo campeão sem dispor de um equipamento majoritariamente superior concorrência. Em 1994 Schumacher estava batendo Senna mesmo tendo a seu dispor um carro ligeiramente inferior. Claro que Senna era um Gênio das pistas mais não o único sua carreira apenas o colocou no mesmo patamar de Emerson, Stuart, Piquet, Lauda, Hill pai e tantos outros maestros das pistas, todos um degral abaixo de um certo alemão chamado Schumacher.

Josenildo Henrique de Melo, Recife

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Caros amigos,

preciso saber como comprar todos os GP do meu grande ídolo Ayrton Senna.

Fico muito grato.

Helio, Rio Grande do Norte (verhelio_@hotmail.com)


Opiniões e Dúvidas dos Leitores 29.01.08
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Olá amigos!

Gostaria de saber mais sobre a equipe da Alfa Romeo na F1, principalmente sobre sua saída em 1985. Qual foi a causa? A Fiat não queria bancar duas equipes?? E o motor tinha alguma coisa a ver com o da Ferrari??

Obrigado! Abraços!

Wladimir Meizikas Ribeiro de Lima, Vinhedo






Oi Wladimir

A Alfa foi a grande dominadora dos dois primeiros anos da Fórmula 1, vencendo todas os GPs de 50 e quatro dos sete de 51, com seus modelos 158 (construído no final dos anos 30) e 159 – e depois tem gente que reclama do domínio de uma equipe nos tempos atuais...

No final de 51, a Alfa abandonou a Fórmula 1 por motivos que não sei explicar. Sei que a empresa passou por várias crises financeiras nos anos seguintes mas não sei se elas estão ligadas à decisão. Em algum momento dos anos 60, a Fiat assumiu o controle da empresa e a relançou na Fórmula 1, inicialmente como fornecedora de motores.

Em 70, a McLaren contratou Andrea de Adamich e equipou para ele com um motor Alfa um dos seus chassis. Em dez GPs, não conseguiu se classificar em sete... Em 71, o bravo de Adamich repetiu a experiência, desta vez com um chassi da March, sem resultados melhores.

Lauda com o Brabham Alfa, vencedor em Monza 78
Em 76, num esquema muito mais profissional, os motores Alfa estavam de volta empurrando os Brabham oficiais. A associação entre as marcas durou quatro anos e rendeu duas vitórias, na Suécia e em Monza 78, Niki Lauda ao volante. Na Suécia, o carro era o famoso Brabham “ventilador” de que tanto falamos aqui no site.

Em 79, a equipe Alfa foi reconstituída e voltou a fabricar o próprio chassi, durando até 85, com poucos resultados a serem comemorados. No final da temporada, a equipe encerrou as suas atividades mas manteve o fornecimento de motores por mais dois anos para equipes pequenas e sem qualquer resultado.

Bruno Giacomelli com Alfa na Bélgica 79
Nesta altura, a marca já estava se dedicando a outras categorias, inclusive Fórmula Indy, conseguindo bastante sucesso no turismo europeu.

Abraços (EC)

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Olá gepetos,

creio que o Ivan Capelli cometeu um erro em sua coluna de 28/1/2007. Niko Rosberg estará realizando este ano sua 2ª temporada na Formula 1, e não a 3ª como disse. Se valer seu primeiro ano como piloto de testes este seria o 2° ano de nelsinho. Fora isso a coluna está perfeita.

O Damon Hill merece algum crédito até por que conseguiu ganhar uma corrida pela Jordan. Mas só foi campeão pois tinha uma super Willians na mão. Foi competente. Com relação ao Christian Fittipaldi, creio que como piloto ele é uma decepção. Era pra ter a garra do pai e a calma do tio. A sorte dele foi o sobrenome com certeza ...

Fernando Marques, Niterói

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Acabei de ler o livro Ayrton, O Herói Revelado. Com certeza um dos melhores sobre o piloto, talves pelo fato de ter sido escrito por um ex-piquetista.

São histórias realmente incríveis e no final a descrição do acidente e pós morte são emocionantes.

Parabéns ao Ernesto Rodrigues pela obra de arte!!!!

Marcelo Alves de Castro, Curitiba

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Concordo com Luiz Frano: Jarier foi um piloto ultra valente e passou a maior parte de sua carreira em equipes fracas.

Me lembro do GP de Long Beach, com a fraquíssima Ligier em seu último ano na F1, fazendo arrojadas ultrapassagens até se enroscar com Alboreto. Pena que a vitória nunca sorriu para ele, chegou perto em Interlagos 75 e Montreal 78.

Cilas Galdino, Savador

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Alessandra Alves

No que se refere ao comentário que a Sra. fez sobre o que o Victor Massami escreveu, realmente acho que ele exagerou, mas a Sra. esqueceu de dizer que o Senna começou perdendo o campeonato no GP Brasil, quando não foi ultrapassado na pista pelo Schumacher e sim nos boxes por causa de uma manobra na mangueira da bomba de combustível que abasteceu o carro do alemão, que a Sra. bem sabe, acabou tendo que correr atrás dele e errou no Café. Se estivesse na frente certamente não teria errado e chegaria a Ímola numa situação melhor.

E outra: nunca ví a Sra. fazer nenhuma ressalva desse modo como fez com o Victor quando um fã do Piquet escreve algo parecido. Estranho isso, não acha?

Abraço

Walter Vidal, Salvador

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A MAIOR VITÓRIA DO BRASIL NA FÓRMULA 1

Amigos do GP Total, bem vindos ao ano 2008.

E que bela enquete prá começar: qual a maior vitória brasileira na F-1? Já foram citadas várias aqui, como Monza 72, Argentina e Brasil 73 (com Emerson), Brasil 75 (com Pace), Japão 88, Donnington 93, Brasil 91 e 93 (com Senna) Japão 90 e Hungria 86 (com Piquet), Alemanha 2000 (com Rubinho).

Acho que todas foram vitórias magníficas, assisti a todas (acompanho a F-1 desde 1972).

E justamente por isso, porque elas já foram lembradas, vou citar uma que foi e não valeu: Japão 89.

Senna corria como um demônio atrás de Prost, que o tirou da corrida. Dessa forma, o campeonato praticamente se decidia a favor do francês. Foi então que os comissários japoneses empurraram de volta o McLaren MP-4/5 n° 1 para a pista. E aí o campeão deu show!

Com o carro avariado, Senna contornou os cones, foi para os boxes, trocou o bico do carro, voltou à pista, passou sei lá quantos adversários até chegar no líder, Alessandro Nanini (Bennetton) e travar um duelo ferrenho, do qual sai vitorioso, recebendo a bandeirada em primeiro lugar.



Acho que nunca vibrei tanto com uma vitória brasileira como vibrei nessa, mesmo com a desclassificação fajuta, injusta e roubada que foi imposta ao brasileiro depois pelo presidente da FIA, Jean Marie Balestre. Alain Prost deve ter ficado perplexo e apavorado com o show que viu Senna dar, e não teve outra saída a não ser ir chorar no colo do amigo Balestre.

Com isso, conquistou seu tricampeonato. Mas Senna jurou vingança naquele dia, em meio a lágrimas de ódio, o que ele cumpriu exatamente um ano depois, novamente em Suzuka (palco dos seus três títulos), novamente contra Prost, novamente contra Balestre.

É isso, amigos.

Humberto Mendes - SJ Rio Preto

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Ola pessoal do GPTotal, tudo bem?

Desejo a vocês um 2008 cheio de paz e amor. Vamos torcer para que os brasleiros tenham uma sorte melhor na F-1 em 2008. Para mim, minha pior corrida foi desclassificação de Ayrton Senna no GP do Japão de 1989. Senna foi roubado, concordam?

Valeu um abraço.

Aurélio Rafael, Piracicaba

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Olá pessoal do GPTotal!

Pensando de uma forma emotiva, minha resposta a perguntar de um leitor sobre o "Nürburgring 57 made in Brazil" seria Donington/93. Tinha acabado de completar 11 anos e ainda me lembro que assistia a corrida no quarto onde hoje está o PC e narrava a corrida para o meu pai, que não queria ver a corrida por puro nervosismo!

Porém, a minha corrida favorita é Alemanha/2000. Explico o porquê dessa opinião, digamos, diferente das demais. Como disse, me lembro de ter assistido essa corrida em Donington, mas não me lembro dela, dos pormenosres, se tinha mais alguém se destacando fora Senna. Já há quase sete anos atrás, me lembro até o que estava fazendo antes da corrida! E o que o criticado Rubens Barrichello fez naquele dia foi digna de registro nos anais da F1.

Largar em décimo oitavo e chegar ao terceiro lugar em quinze voltas foi impressionante. Ainda mais por ter conseguido a maioria dessas posições na pista! Claro que houve o maluco no meio da pista e a chuva no meio da corrida. Mas Rubens teve coragem suficiente de permanecer na pista com pneus slicks e mesmo com todas as dificuldades de condições tão traiçoeiras, terminou em primeiro lugar, para admiração de Michael Schumacher, que foi um dos primeiros a parabenizá-lo e dos pilotos da McLaren, que o reverenciaram durante o pódio. Foi uma corrida que Rubens sempre deveria mostrar a quem o critica de forma, muitas vezes, até injusta.

E mudando um pouco de assunto. Barrichello deveria mostrar aos pilotos atuais como é pilotar debaixo de chuva sem o Controle de Tração. E com pneus slicks! Dá raiva ver Felipe Massa, por exemplo, bater o pé contra o TC, dizendo que é perigoso e etc. Acho que Massa tem medo de que seus vários erros aumentem sem a ajuda do TC. Ele deveria perguntar ao seu compatriota o que é vencer debaixo de chuva. Sem TC!

Abraços!

João Carlos B. Viana (jcspeedway.blogspot.com)

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A nossa maior vitória na Fórmula 1 na minha modesta opinião foi a do Senna no Brasil em 1991.

Tudo bem, a vitória dele em Donington foi fantástica não discordo mas a primeira vitória do Senna no Brasil confesso a vocês que chorei naquele dia...(risos) Ele venceu no peito e na raça aquela corrida com o coração (dele e o nosso) no acelerador daquele Mclaren, com direito a um Ron Dennis extasiado no final da corrida.Enfim NUNCA vi até hoje um piloto querer vencer tanto uma corrida como ele quis vencer aquele GP Brasil de 1991.



Outra vitória fabulosa que também acho que deve ser lembrada por todos os amantes da Fórmula 1, foi a vitória do mesmo Senna no GP de Mônaco em 1992, onde ele segurou o Leão Nigel Mansell no braço e quando venceu o motor V12 do McLaren dele fumou.



Abraço a todos do GPTotal !

Marco Ferrari, Caçapava

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Oi amigos do GPTotal

Estou mandando uma mensagem para comentar duas coisas sobre as corridas deste ano.

Gostaria de começar pela excelente notícia que tive acesso em outro site, que confirmou as inevitáveis negociações de fusão da IRL com a antiga CART. Para os fãs do automobilismo não poderia haver notícia mais fantástica já que eu era um grande fã da categoria antes da separação das 500 milhas Indy da Champ Car em 1995.

Outro assunto que eu queria comentar é sobre a proibição do uso do controle de tração. O problema é que os atuais Fórmula 1 atingem cerca de 19 mil giros e ficam inguiáveis em determinadas situações como por exemplo em provas de chuva. O risco de acidentes graves, principalmente em circuitos com Melborne e Montreal, que têm pouca área de escape e altas médias de velocidade em alguns trechos, pode ser um grande fator de tensão entre pilotos e equipes. Não dá para entender a FIA que historicamente pouco se lixou para o que os pilotos acham e só toma providências drásticas após ter acontecido algum sério acidente.

Um abraço e parabéns pelo site... (os vídeos são incríveis)

Iron Menezese de Santana, belo horizonte

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Vídeo meramente ilustrativo:



João Carlos Souza Ferreira

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Ao leitor Ralf Jurgen Spies:

Creio que há um equívoco na sua mensagem a respeito da temporada de 2006. Sim, é fato que em 2005 a Ferrari comeu o pão que o diabo amassou com a regra dos pneus. Mas eu li direito ou você disse que "a FIA não teve vontade de igualar as condições"? Por acaso você esqueceu que após o fiasco da Ferrari com a regra de pneus únicos para a corrida inteira (o que era péssimo negócio especialmente para Schumacher) essa regra foi abandonada em 2006?

Mesmo assim, a Ferrari não parecia que iria disputar grande coisa em 2006, pois nos testes de inverno a Renault ainda parecia ser mais rápida que todo mundo e a Ferrari não impressionou ninguém. E aí - surpresa! - eles abrem a temporada fazendo a primeira fila, para espanto geral do grid. Logo foi descoberto o motivo: a Ferrari estava utilizando asas traseiras flexíveis, e mesmo com a denúncia, nada foi feito. Repetiram a ilegalidade no GP seguinte e a FIA só resolveu tomar uma atitude quando TODAS as demais equipes exigiram em coro que algo fosse feito. E o "algo" foi apenas pedir a Ferrari que não usasse mais a asa ilegal - não se cobrou multa, não se aplicou punições, não se tirou pontos, a equipe apenas foi "condenada" a deixar de usar um carro fora do regulamento, e obviamente perdeu rendimento com isso.

Mas eles não se constrangeram com o ocorrido e, poucos GPs depois, apareceram com asas dianteiras que divergiam e convergiam dependendo do carro estar entrando ou saindo das curvas. O vídeo da trapaça foi divulgado, todo mundo que tinha acesso à internet pode verificá-la e o que aconteceu? Oh, que surpresa, não aconteceu nada.

E aí, no meio da temporada, a FIA decide intervir mais uma vez, agora em relação ao amortecedor de massa da Renault. O interessante é que, quando o amortecedor de massa estava sendo desenvolvido, a Renault consultou a FIA a respeito de sua legalidade e eles deram carta branca. Agora, falaram que se eles o utilizassem no período entre a notificação e o julgamento, a equipe perderia os pontos dessas corridas ***retroativamente***. E alguém se surpreendeu quando, de repente, a própria FIA que tinha liberado o amortecedor de massa agora o tornou ilegal? E o mais curioso foi o motivo alegado pela FIA - serem proibidos peças aerodinâmicas móveis. Isto é - a Ferrari usou asas traseiras flexíveis e asas dianteiras móveis e nada sofreu. E a Renault perderia seus pontos caso continuasse usando uma peça que fica *dentro* do bico do carro e, portanto, não exposta ao ar. Interessante como a idéia que a FIA faz de aerodinâmica é, digamos... flexível.

O resultado foi imediato - de equipe favorita, a Renault agora tinha um carro que simplesmente não conseguia acompanhar a Ferrari. Falar que foi o "Schumacher que se recuperou" não faz o menor sentido - sem as intervenções da FIA o alemão jamais teria "se recuperado".

O problema é que mesmo após a FIA ter tornado artificialmente a Ferrari o melhor carro de 2006, ainda era necessário descontar a diferença que havia entre Schumacher e Alonso. E aí entrou o célebre GP de Monza. Para quem não se lembra, vale procurar no youtube, onde há várias tomadas do famoso evento - a FIA puniu, com a perda de dez posições, o Fernando Alonso por supostamente ter "atrapalhado" Felipe Massa na classificação. Qualquer ser humano normal admitiria ser tal acusação desprovida de qualquer sentido, sendo apenas mais uma mancha nesse campeonato que, caso terminasse com um título da Ferrari, teria sido certamente o mais vergonhoso de todos os tempos.

Ah, e como cereja do bolo, Felipe Massa fez vários "brake-tests" em Fernando Alonso quando este fazia voltas de classificação para o GP de Suzuka. Eu preciso dizer se houve alguma punição ou é desnecessário?

Muito já se escreveu sobre o favorecimento à Ferrari desde meados dos anos 90. Mas, se ainda restava alguma dúvida a respeito disso, elas certamente se dissiparam na temporada de 2006. Ou pelo menos deveriam ter se dissipado - vez por outra ainda é possível ver por aí quem ainda propale a idéia de que "a FIA fez de tudo para barrar a superioridade da Ferrari", o que é provavelmente uma das maiores falácias da história da F1.

Lucas Bleicher

P.S. Em relação a Mônaco: é corajoso defender Schumacher e dar a ele "o benefício da dúvida" em relação ao ocorrido, já que nem ele próprio deu uma explicação para o que fez. E é incorreto comparar esse fato com o que aconteceu com Räikkönen em 2007. Räikkönen parou o carro porque arrebentou a suspensão uma curva antes. Schumacher tinha seu carro em perfeitas condições e parou deliberadamente.


Opiniões e Dúvidas dos Leitores 24.01.08
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Alessandra

Baseado em sua última coluna, “1968, o ano que terminou... em abril”, pode-se dizer também que o ano de 1994 para a Fórmula 1 terminou no dia 1 de Maio, na Sexta volta, no muro da curva Tamburello ?

Saudações

Victor Massami, Jundiaí






Victor,

Interessante instigação a sua. Na minha opinião, são duas situações diferentes. Em 1968, no início do campeonato, morreu o favorito ao título, Jim Clark, favoritismo reforçado pela vitória, ao final da temporada, de seu companheiro de equipe, Graham Hill. Em 1994, Ayrton Senna não morreu na liderança do campeonato. Pelo contrário, estava levando um passeio de Michael Schumacher, 20 a 0 na classificação. Aquela temporada acabou sendo levada ao equilíbrio pelo rigor da FIA em punir o alemão, que perdeu os pontos de duas corridas e ainda ficou suspenso em mais duas. Foi por essas punições que Damon Hill encostou na classificação (veja, não estou entrando no mérito das punições).

Estivesse Senna vivo o final seria outro? Quem pode saber? Fosse como fosse, o fato é que Senna teria de descontar essa desvantagem, já não ostentava a figura de favorito ao título da pré-temporada. Em 1º de maio de 1994, o "Jim Clark" da temporada era Schumacher, não Senna, no sentido de ser o favorito ao título.

Um abraço!

Alessandra Alves

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Ico

Esquecer do Jean Pierre Jarier na sua coluna Les top cinq é imperdoável. Quem o viu correr sabe disso.

Aquele UOP Shadow voava nas mãos do francês. Só para ilustrar, tinha um lugar no Rio que se chamava subida do Boreu onde disputävamos rachas e uma das curvas era a curva Jarier, não preciso dizer que era a mais rápida e técnica de todas.

Jarier fez uma legião de fans no Brasil por suas performances impossíveis quando invariavelmente o OUP quebrava sozinho lá na frente...Vamos corrigir logo tudo isso: em primeiro Jarier, depois os outros. e não se fala mais disso.

Jarier com Shadow na Espanha 75 - Clique para ampliar
Luiz Frano, Campos do Jordão

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A MAIOR VITÓRIA DO BRASIL NA FÓRMULA 1

Olá, pessoal,

Esta é minha primeira mensagem no ano e desejo a todos do GPTotal um feliz 2008.

Quanto à discussão: como valor sentimental, nossa (não sei por que me incluo nessa, mas tudo bem!) maior vitória, até por questão de idade, foi Alemanha/2000 com Rubens Barrichello.



O grande dia, Alemanha 2000
Rubens foi o piloto que mais GPs disputou até triunfar pela primeira vez. Sua vitória em Hockenheim naquele fim-de-semana, depois de ter sofrido para conseguir apenas o 18º tempo do grid de largada, parecia uma tarefa bastante improvável. E, ajudado pelo safety-car e pela repentina chuva ao final da prova, Barrichello talvez tenha tomado a decisão mais importante de sua vida: assim que começou a chover, Ross Brawn ordenou que ele trocasse os pneus para que, com sorte, pudesse brigar pela vitória com Mika Hakkinen.

Barrichello decidiu permanecer na pista, acreditando que, pelo tamanho do circuito (na época tinha 6.823m), não choveria por toda a sua extensão. Tenho certeza que a grande maioria dos pilotos colocaria o rabinho entre as pernas e obedeceria à ordem de Brawn, responsabilizando-o pela possível derrota mais tarde. As dez voltas finais foram dramáticas: não sabíamos ao certo se Hakkinen chegaria em Rubens e se o brasileiro teria o cuidado necessário de conduzir sua Ferrari na parte do Estádio e reta dos boxes, totalmente encharcados. Mas Barrichello foi absolutamente preciso, como poucas vezes o foi em sua carreira. E mais: o Brasil não comemorava uma vitória desde Austrália/93, quase sete anos antes. Para o país que mais títulos possui na F-1, esse período de "abstinência" foi angustiante.

No mais, concordo com o Panda: a vitória do Moco foi emblemática, até por ter sido em "casa" e única. E não tenho dúvidas que todos torceram muito por ela.

Um grande abraço a todos,

Willian Lopes Machado

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Para mim, a corrida que representou o auge do Brasil NA Fórmula 1 foi o feliz GP do Japão de 1990.



Neste GP, Senna conquistou seu segundo campeonato, Piquet foi o vencedor da corrida e Roberto Moreno, 2º. Para completar a alegria do ambiente, Aguri Suzuki foi pódio e Nakajima foi 6º.

Jaime Belmiro, Sumaré

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Olá amigos do Gepeto,

muito bacana cada um eleger a vitória mais espetacular de um piloto brasileiro na Fórmula 1. Inclusive quero aqui deixar meu voto também para aquela corrida no Rio vencida pelo Piquet em 82 e que depois garfaram. Eu estava lá, no setor mais pobre das arquibancadas e aquela ultrapassagem em cima do Gilles Villenueve foi bem na minha frente. É um momento inesquecivel. Boa a lembrança da 1ª vitoria do Barrichello também. O cara largou lá atrás e deu poeira em todo mundo.

Também quero elogiar a coluna do Roberto Agresti de 21/1/2008, a respeito dos Mavericks e Opalões em seus bons aureos tempos. Era muito show. Inclusive como estamos elegendo os melhores, as mais espetaculares vitorias na Formula 1 fica aqui meu voto para o mais bonito carro de turismo já feito aqui no Brasil. Falo do Maverick/Hollywood. Que carro. Que torpedo!

Abraços

Fernando Marques, Niterói

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Falando sobre a maior vitória de um brasileiro gostaria de dizer que para mim a maior delas foi Brasil-91 pois pelas lastimáveis condiçoes do carro e pela raça de Senna em dar o máximo de si para entregar a nós (brasileiros) a vitória do GP Brasil (tanto que Senna passou mal apos o GP) fez com que esse GP fosse lembrado não só como uma vitoria, mas também como uma demonstraçao do que é ser brasileiro, então certamente aquela foi a maior vitória de um brasileiro.

Jose Romulo, Teresina

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Para mim, a maior vitoria foi sem duvida Donington 1993.

Aquela volta valeu por muitas vitorias.

Ao leitor Joao Carlos:

Em 2005 e 2006 os Bridgestone estavam péssimos e a FIA dessa vez não tinha vontade de igualar as condicões; ao invés manteve as regras para 2006: em time que esta ganhando nao se meche.

Também achei ridiculos os motivos que levaram a vitoria de Shumacher em 2005 nos EUA. Apesar de a Bridgestone, com a alteraçâo do regulamento, ter sido prejudicada por toda a temporada, tendo varias vezes de fazer paradas extras e com os seus carros ficando com as ultimas posicoes em todas as corridas(quando os pneus suportavam ate la), a Michellin se viu no direito de nao participar da unica prova em que os seus pneus ficariam em desvantagem(por sua propria culpa e erro), ao inves de fazer uma parada extra e perder com dignidade.

Em 2006 a Ferrari nao era apenas pior que a Renault, estava realmente perdendo para a McLaren e Willians, vide as posicoes dos carros da Ferrari. Apesar disso Shumacher se recuperou e ao termino do campeonato tinha o mesmo numero de vitorias que Alonso. Perder aquele motor no Japao foi o que o tirou o campeonato. Nao se pode esquecer o show de pilotagem dado no gp do Brasil que ficara para a historia, apos coincidentemente ter perdido um pneu ao ultrapassar o companheiro de equipe de Alonso. Claro.

Engracado como a memoria e curta ou longa quando nos interessa. Se voce se refere a monaco 2006 como o Ressuscitar do dick vigarista entao deve ter se esquecido de monaco 2007 com o Kimi Raikonen com problemas e ficando Encalhado exatamente e repito exatamente no mesmo ponto em que Shumacher ficou. Acho que neste caso desculpas por parte da FIA eram merecidas. Os dirigentes quiseram demonstrar em Monaco 2006 que nao permitiriam mais jogadas por parte do alemao e fizeram um julgamento sem dar ao piloto o beneficio da duvida. Erro que resultou em constrangimentos em 2007.

Referente a 2008, parece que nesta temporada veremos quem serao os futuros grandes campeoes da F1.

Ralf Jurgen Spies, Belo Horizonte

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Sobre a maior vitória brasileira, coloco a minha favorita, que difere de todas as listadas pelos caros colunistas.

Apesar de ter acompanhado as de Senna em Suzuka 88 e Donington 93 e de Piquet na Hungria 86, e de ter visto em vídeo as de Moco em Interlagos 75 e Fittipaldi em Interlagos 73 e Monza 72, pra mim ficam as imagens daquele distante 24 de março de 1991, um domingo chuvoso em Interlagos, que marcou a primeira vitória de Ayrton Senna no Brasil.

Todo o enredo da corrida, com Ayrton na ponta desde o início e a chuva que caiu no final, somado à quebra das marchas da McLaren que quase faziam o carro parar no Bico de Pato (vide câmeras onboard no YouTube), e a enorme diferença para Patrese cair drasticamente nas 4 ou 5 voltas finais, fazem dessa a maior vitória brasileira na categoria, na minha opinião. Os gritos malucos de Senna no final resumem o que era o desejo dele de vencer no Brasil! Lembro até de ter ficado na beirada do sofá pra acompanhar as últimas voltas, arrepia só de lembrar...Meu voto vai para: GP do Brasil, Interlagos, 1991.

Brilhante (mais uma vez) o texto da Alessandra sobre Jim Clark, “1968, o ano que terminou... em abril”, um dos meus pilotos favoritos de todos os tempos! O curioso é que, a exemplo de Senna, também ele teve seu acidente fatal numa sétima volta. Só digo que não foi apenas 1968 que teve seu fim naquele 7 de abril; 1994 de certa forma também acabou naquele 1º de maio... Talvez a estatística da Fórmula 1 fosse outra hoje, caso Clark e Senna tivessem continuado nas pistas...

E Edu, por favor: brinde-nos com mais histórias de pilotos! Sua coluna de 14/1/2007 foi maravilhosa de ler! Muito legal mesmo!

E a temporada já tá quase começando e já temos os primeiros choros em relação à falta do controle de tração. Li essa semana que o fenômeno Hamilton reclamou que o carro está mais difícil de ser guiado, que joga muito de traseira, que isso, que aquilo... Não é de surpreender, pra quem é fera no simulador... Gostaria muito de vê-lo guiar um carro dos anos 70, tipo uma Shadow que Jean-Pierre Jarier guiou no GP do Brasil de 1975, carro que mais parecia um Transformer, ou até mesmo um bólido dos anos 80, com efeito-solo e turbão de mais de 1000 cavalões de potência, que nas saídas de curvas à direita, por exemplo, ao pisar no acelerador o carro jogava a traseira para a esquerda e o piloto tinha que segurar no muque. Isso sem falar no câmbio manual...

Pilotos de verdade, pra mim, são os que têm que lidar com três pedais e alavanca de câmbio, são os que têm sensibilidade para sentir se o mau rendimento do carro é por causa dos pneus ou problema mecânico e não depender exclusivamente da eletrônica, de sensor que existe dentro dos pneus que avisam sobre o desgaste, de botão azul pra isso, vermelho para aquilo, tanta parafernália eletrônica que existe hoje e que matou a categoria. Pena que nunca mais veremos esse tipo de piloto de verdade 1...

É esperar pra ver! Desejo um 2008 cheio de paz e alegrias aos colunistas do GPTotal e aos colegas que por aqui passam e deixam suas contribuições!

Ao colega Hélio, de Vitória:

Obrigado pela dica sobre o DVD do filme Grand Prix.
O meu também já está a caminho de casa!

Abraço a todos!

Cleiton, Poços de Caldas

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Geraldo Evandro Papa

você se engana quando diz que quem começou com a moda do preparo fisico foi o Senna. Emerson já tinha essa preocupação quando foi campeão mundial em 72. Ele pediu uma receita de preparação para o Ademildo Chirol (acho que é isso), que era o preparador da seleção brasileira. Isso eu li em várias revistas da época.

No mais, seu comentario é nota 10.

Jun Nohiro, São Paulo

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Edu,

Quando os pilotos da velha guarda, os torcedores e jornalistas criticavam o controle de tração (TC) e a eletrônica nos carros de F1, dizendo que isto nivelaria ou facilitaria a vida dos pilotos atuais, eles davam como resposta que isso na verdade não facilitava em nada, pois com a eletrônica o piloto tinha que ficar fazendo ajustes o tempo todo, tamanha eram as opções (concordo mas não aceito) e com o TC o piloto estava o tempo todo exigindo o Maximo do carro e como conseqüência do piloto, tornando a coisa mais difícil também (acho que os carros de 60, 70 e 80 eram muito fáceis de guiar, com derrapagens controladas, um chassis muito resistente, tanque de combustível que não explode, etc....exceção para os de 1980).

Agora que o TC vai ser banido (pelo menos como conhecemos hoje, porque estes engenheiros...), a maioria destes pilotos que diziam que ficou mais difícil de pilotar com o TC está reclamando que vai ficar perigoso e difícil sem o tal TC. Ora se com ele era difícil a lógica diz que sem ele será fácil, já que o limite (velocidade) de todos o pilotos terá que diminuir em uma curva, na chuva, etc (ate a engenharia resolver a equação).

Dá para me explicar????

Bom ano para você e todos do Gepeto.

Gilson, São Paulo

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Bem vindos a bordo de 2008.

Que aumente ainda mais o sucesso do GPTotal ao longo deste ano.

Um grande abraço a todos.

Ingo Hofmann, Joinville

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Quando lia o anuário de Fórmula 1 de 1993 do jornalista Francisco Santos, na coluna que falava sobre a carreira do francês Alain Prost, que venceu o campeonato e aposentou-se no fim do mesmo ano, constava que Prost foi anunciado pela McLaren para 1984 após a escuderia britânica e John Watson não chegarem a um acordo.

Caso Watson fosse anunciado como piloto para 1984, será que ele conseguiria superar Niki Lauda e vencido o campeonato, sendo que em 1982 e 1983 ele havia terminado na frente do austríaco?

Diego Wendhausen Passos, Florianópolis






Hummm

Pergunta difícil, Diego, para a qual não tenho resposta. Nunca fui sensível ao Watson. Verdade que ele teve bons desempenhos e bater Lauda com equipamento idêntico dois anos seguidos não é pouca coisa mas os resultados do inglês me parecem mais decorrentes de combinação de fatores fortuitos do que de um talento diferenciado e consistente ao longo do tempo.

Mais difícil é explicar o por quê Lauda foi batido por ele até acertar a mão em 84 e ganhar seu terceiro título pelo famoso meio ponto de vantagem sobre Prost que, naquela altura já estava em sua quinta temporada de Fórmula 1.

Abraços (EC)

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Prezados Amigos do GPTotal

Concordo e compartilho totalmente com as manifestações de admiração dos Srs. Roberto Agresti e Marcos Masiero, em relação ao nosso eterno campeão, Emerson Fittipaldi.

Cada momento na vida é único, e portanto, somente Emerson Fittipaldi poderá ter sido aquele que abriu as portas do Automobilismo Mundial para os Pilotos Brasileiros e por que não dizer, ao próprio Automobilismo Brasileiro, que passou a experimentar a sua maturidade a partir daquele momento.

Quando refiro-me ao abrir as portas do Automobilismo, busco enfatizar a perenidade de resultados positivos, que as suas conquistas trouxeram para o Automobilismo Brasileiro, seus Pilotos e a todos que de uma maneira ou outra se envolvem no contexto do Automobilismo, seja de forma muito próxima ou de forma mais indireta. Basta lembrar que se não fosse por Emerson Fittipaldi, talvez, eu não estivesse escrevendo sobre este tema, e quem sabe, nem existisse o GPTotal, bem como, tudo o mais que está relacionado com o Automobilismo de Competição.

É claro que as especulações sobre qual seria o destino de nosso Automobilismo sem a intervenção de Emerson Fittipaldi, não passam de meras ilações, entretanto, o que podemos afirmar de forma segura, é que, todo o beneficio obtido com suas campanhas em prol do Automobilismo e até mesmo, auxílios de forma individual a vários Pilotos, resultaram no respeito que o Mundo tem hoje pelos Pilotos Brasileiros e pelo Automobilismo de Competição Brasileiro.

É lógico que reconhecer Emerson Fittipaldi como um marco único dentro de Automobilismo de Competição, de forma alguma exclui os benefícios e impulsos que foram obtidos através dos Pilotos que o sucederam, mas é sempre bom lembrar, que os benefícios conquistados, não dependem necessariamente dos números absolutos somados / conquistados em sua Carreira.

Para melhor explicar este raciocínio, evoco a justa lembrança do Piloto Wilson Fittipaldi Jr., que juntamente com seu Irmão Emerson Fittipaldi, idealizaram e construíram o primeiro Fórmula 1 brasileiro, cuja equipe chamava-se Fittipaldi e que foi sempre mais lembrada pelo nome de Copersucar, devido ao fato de ter sido este, seu principal e maior Patrocinador, por muitos anos.

Wilsinho com o Cpersucar Fittipaldi na Inglaterra 75
Naturalmente, como quase sempre acontece na história da humanidade, somente agora (que perdemos), algumas pessoas reconhecem o grande e real valor que teve a Equipe Fittipaldi de Fórmula 1.

Evidentemente, também, sempre existiram àqueles que desde o principio, souberam reconhecer o valor de se ter uma Equipe de F1 Brasileira, e mais ainda, o grande idealismo da Família Fittipaldi.

Sem falsa modéstia e com toda a dignidade da qual a verdade pode revestir alguém, me incluo na pequena parcela de pessoas que souberam compreender a importância da Equipe Fittipaldi de F1; Não somente agora, mas desde o seu início.

Se por um lado, estou triste por não termos mais a Equipe Fittipaldi de F1, sinto-me relativamente recompensado por encontrar outras pessoas que, também, souberam reconhecer e admirar tão singular iniciativa dos Fittipaldi.

Por derradeiro, penso ser muito justo e oportuno, prestarmos homenagens e todo o nosso aplauso a Emerson Fittipaldi e a Wilson Fittipaldi Júnior, bem como, a todo o Clã Fittipaldi.

Forte abraço à Família GPTotal

Paulo C. Winckler, Porto Alegre

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Olá pessoal

Tenho uma dúvida: no GP da Inglaterra de 1992, houve um incidente entre Schumacher e Stéfano Modena. O que aconteceu de verdade e em que posições eles estavam na corrida na hora do acontecido.

Lucimar Jose de Faria, Dores do Indaiá




Oi Lucimar

Houve um toque entre eles, não sei precisar se na volta 40 ou 42. Nas duas tabelas que consultei, o abandono de Modena é atribuído ao motor e não à batida com Schumacher, que continuou na corrida e terminou em 4o lugar. Nas voltas 40 e 42, o alemão corria em 7o e Modena em 15o.

Abraços (EC)

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Boa tarde

Gostaria de saber onde posso comprar, se é que existe, um livro somente com fotos dos pilotos e carros referente anos 60 e 70 da formula 1

Obrigado a todos

Francisco Ludwig, São Francisco do Sul




Anote, Francisco, três livraços, todos de autoria do fotógrafo alemão Rainer W. Schlegelmilch:

- Grand Prix Fascination, 400 páginas, cobrindo o período 69 – 93.
- Portraits of the 60s Formula 1, 300 páginas.
- El Mundo de la Fórmula 1 1950 – Nuestros Dias, 390 páginas.

Abraços (EC)

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Escrevo para dizer minha opinião sobre Nelson Piquet vs Ayrton Senna, a eterna rivalidade: É preciso ser muito mente fechada pra ver que o Piquet não era melhor que o Senna, pode ser que era mais pontuador, mas não mais piloto, Piquet poderia ser até um piloto de Fórmula 1 tão bom quanto o Senna, mas na média, não em talento! Senna era claramente mais talentoso, mais arrojado, digamos que Senna se daria muito melhor que o Piquet nos anos 30, porque não existiam campeonatos e o Piquet teria de fazer o que ele não era muito bom: vencer!

Piquet com Brabham em Mônaco 79
Peraí! Piquet não era muito bom em vencer?

Não, não era, Prost, Senna e até o chamado de inútil Nigel Mansell tinham mais que ele! O Piquet não é considerado melhor que o Senna em lugar nenhum do mundo! e isso joga por terra aquele argumento ridiculo de que a Globo fez o Senna. Até onde eu sei, a Globo não tem influência na Inglaterra, Itália, Alemanha, Japão... ou será que alguém vai negar isso.

Gostar de um piloto é uma coisa! Agora, só porque gosta de x considera-lo melhor da história é falta de inteligência para separar as coisas! Piquet ultapassou Senna em 86? E daí? Isso é prova de que pra ultrapassar o Senna tinha-se que ir pro tudo ou nada! Grandes pilotos só são vencidos por grandes manobras! Ninguém venceria o Rocky Marciano com um soquinho de nada!

E outra: se Piquet era o grande melhor porque perdeu pro Mansell?

Porque a equipe favorecia o Mansell, vão dizer! Mentira, ele recebia as mesmas peças, pode ser que não recebia simpatia, mas o cara perder um título porque não recebeu simpatia é porque ele não era tão incrivel assim!

Na F1 Racing tem uma matéria sobre o Hamilton e o Alonso e cita o Piquet, lá diz que como Piquet, Alonso não admitie que o por que de Hamilton tê-lo vencido é apenas talento, ele precisa encontrar outra explicação porque não admite a verdade!

Os fãs do Piquet também! Eles não admitem que o fato de ele ter sido vencido pelo Mansell (Mansell teve mais vitorias nos dois anos e ficou a frente do campeonato em 86) é simplesmente porque o Mansell era mais rápido, eles precisam criar teorias conspiratórias para encobrir a dolorosa verdade: Mansell o venceu.

Nelson Piquet, grande piloto, melhor que o Ayrton no acumulamento de pontos por exemplo, mas nunca mais talentoso e instintivo do que este! Nunca! É preciso nublar muito a mente pra acreditar que o Piquet foi mais rápido que o Senna! Ele não foi, pode ter sido mais completo, mas mais rápido, mais arrojado, mais agressivo... NUNCA!

Feliz daquele que enxerga a verdade, e põe a razão acima do coração, o coração só é melhor que a razão na cama! no resto não serve para nada!

Minha opinião? Não! Os fatos! Minha opinião é: Gilles Villeneuve era f...! desculpe a palavra...

Obrigado!

Eduardo, Santo André

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Boa Noite!

Primeiramente quero desejar uma próspera temporada nova para todos os organizadores do site!

Depois de meses perguntando em diversos sites eu espero q este me responda a minha grande duvida, já q o principal do site é o que diz respeito ao passado certo!

Bem vc´s poderiam me responder quem é José Manoel Camacho, se possivel com fotos tambem, onde correu? Ganhou? Em que categoria? Com quem correu? É parente de quem? A unica coisa q ouvi falar é q correu de Nascar em 99 (porém os registros nada indicam) e de Fórmula 1 pela equipe de Keke Rosberg e ainda em 80?

Desde já muito obrigado pela atenção!

Thomaz Rodrigo Carvalho Ribeiro, São José dos Campos






Oi Thomaz

Não tenho as informações pedidas por você. Vamos aguardar pela ajuda dos leitores.

Abraços (EC)

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Alô Pessoal

Participo muito de corridas e arrancadas no Brasil e Uruguay. Possuo também uma oficina mecânica em Santana do Livramento / RS , onde resido.

Devido à demanda e procura de clientes em minha oficina, gostaria de participar de um curso sobre caixas automàticas tip-trônic, de preferência na Argentina. Assim, escrevo a vocês pedindo que remetam ao endereço marileimuniz@terra.com.br quaisquer informações , se possível, o quanto antes .

Desde já agradeço a atenção

Obrigado

Mário Muniz , Canguçu

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Como adquirir o livro A Arte de Dirigir, escrito por Ayrton Senna? Nunca consegui encontra-lo em nenhuma livraria.

Sem mais agradeço.

Renato Wagner Salerno Aguiar, São Paulo (renato.wa@gmail.com)


Opiniões e Dúvidas dos Leitores 17.01.08
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Roberto,

Você me fez escrever para o GPT apos alguns anos.

Sua coluna sobre a briga Maverick x Opala me levou de volta aos anos 70. Meu pai tinha um Maverick e óbvio que eu fazia parte dos pró-Maverick.

Hoje, quarentão, meu sonho é ter um V8 4 portas. Sim, 4 portas, acho mais bonito. Quem sabe um dia ...

O Maverick de Luisinho e Tite Catapani - Clique para ampliar
Aproveito para pedir uma nova coluna sobre o tema, falando da esmagadora vitória do Maverick com as cores do cigarro Hollywood, se não me falha a memória:

- com motor preparado por um argentino (Berta?)
- em Interlagos
- 1975 ou 1976
- numa corrida de longa duração

Se possível com muitas fotos desse belíssimo carro.

abs

Marcelo, Campinas

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A MAIOR VITÓRIA DO Brasil NA FÓRMULA 1

A mais espetacular vitória brasileira na F1 se deu - ainda bem - na mais espetacular corrida de F1 dos últimos 35 anos: DONINGTON 1993.

O que aconteceu ali foi a maior demonstração de genialidade da F1 moderna. Simplesmente inesquecível.

João, Rio de Janeiro

Donington 93, a obra prima de Senna


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Alô gepetos,

Começamos o ano de 2008 com uma enquête sensacional: qual é a maior vitória brasileira na Formula 1?

Eu tenho várias, como a vitória do Emerson Fittipaldi em Monza/72, que lhe valeu seu primeiro título mundial, a vitória do Pace em Interlagos 75, a vitória de Piquet no Rio em 86, com Senna em 2º lugar, e a vitória de Senna no Japão 88 como as favoritas mas prefiro eleger a 1ª vitória de Emerson Fittipaldi, em 1970 nos EUA.



Ali, na verdade, começou a saga brasileira na Formula 1. São muitas alegrias e emoções desde então, com mais de 90 vitórias e oito títulos mundiais.

Interessante os pilotos franceses favoritos do Ico (ver coluna Le Top Cinq, de 18/1/2007) que passaram pela Fórmula 1. Mas acho que François Cevert foi muito melhor que o Prost, Arnoux, Laffite e Alesi juntos. Daí a minha total discordância em relação aos favoritos do Ico.

A minha lista dos 5 seria: Cevert, Prost, Arnoux, Alesi e Laffite.

Abraços a todos

Fernando Marques, Niterói

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Voto no 2º lugar do Emerson no Rio em 78, valeu por uma vitória.

Só quem estava lá gritando para o Reutemann - QUEBRA, QUEBRA, QUEBRA - a cada passagem sua, sabe como foi.



Abraços a todos

Barba, Rio de Janeiro

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Olá pessoal

Concordo com todos vocês: as vitórias dos brasileiros foram todas até agora muito bem selecionadas pelas diversas razões já apontadas.

O Massa ainda não mostrou uma "grande" vitória. Na minha análise seria por causa da F1 pasteurizada que estamos presenciando. Talvez sem o apoio eletrônico possamos inclui-lo nesta lista.

Fico com o Chiesa: R. Barrichelo, Silverstone 2003, pela grande corrida que fez, e por vencer também o multi campeão e todas as pessoas que não acreditavam e não acreditam na sua capacidade

Espero que tenham recarregado as baterias para 2008. Edu , tome sua dose extra de paciência, porque Max e sua trupe estão retornando com mais idéias "maravilhosas".

Após ler todas as opiniões dos colunistas sobre, "a maior/melhor vitória brasileira na F1", e assistir alguns vídeos fantásticos, fiquei com a pulga ...

Lembro-me que alguém disse que pilotar um F1 hoje em dia é mais dificil do antes, mesmo tendo toda ajuda eletrônica, porque está sempre no limite máximo da velocidade, equilíbrio, aceleração, freios, curvas etc.

Pergunto aos pilotos de plantão, ex e atuais e de finais de semana:

Poxa, mas a F1 sempre foi assim, sempre no limite máximo, não importa o ano, com ou sem eletrônica, com ou sem aerodinâmica, sempre no fio da navalha. Se isto é verdadeiro, pergunto: o que seria mais difícil, pilotar um F1 atual que não derrapa, cambio semi-automático, direção hidráulica, dezenas de botões para controlar, freio que freia, aerodinâmica que cola o carro no chão, ou os antigos F1 do Rato, pouco aerodinâmica, freio sei lã do que, cambio no tempo, carro que não andava reto nem na reta, sem botões e sem informações via radio, mas as duas categorias sempre no limite.

um abraço

Ricardo, Campinas

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Achei ótimo debate sobre a maior vitória brasileira.

Mas o que senti foi que aquele não era tanto um debate sobre a vitória de maior qualidade, a mais impressionante, mas a mais marcante...

Nesse sentido, Senna tem duas vitórias que, na minha opinião, superam Donington 93: Japão/88 e Brasil/91.

Ambas por sua primazia: o primeiro título e a primeira vitória em casa.

Ambas por suas superações: a primeira, tendo problemas na largada, e fazendo uma recuperação impressionante, ultrapassando praticamente todos os pilotos; a outra, pelas dificuldades encontradas no carro e por enfrentar carros de melhor rendimento, tudo isso coroado com espasmos musculares.

Ainda anotaria como fatos marcantes (junto à primeira do Moco) a primeira vitória de Barrichello, por ter vindo depois um jejum de 7 anos, e pela forma como foi (largando em 18o!), e também uma muito especial do Piquet, no Japão em 1990, que teve lá seus contratempos (Senna e Prost fora da jogada) mas que valeu e muito pelo fato de que Nelsão não ganhava havia 3 anos e estava com um carro p'ra lá de ruim. De quebra, Moreno em 2o.

Ao leitor Ralf:

As coisas que você citou fazem todo sentido se olharmos exclusivamente para o campeonato de 2005 – falando das vezes em que Schumacher foi derrotado, pois o de 2003 teve equilíbrio também, enquanto que o de 2004 foi um passeio maior que 2002 ou 1992. Naquele ano do primeiro título de Alonso, houve uma larga vantagem dos carros de McLaren e Renault sobre o resto do grid, e a Ferrari estava apenas um pouco à frente das outras.

O que a FIA conseguiu foi destruir aquele famigerado "coelho da cartola" do alemão: ao mudar as regras para um jogo de pneus durante toda a corrida, impediu as chances de Schumacher de realizar suas lendárias "voltas rápidas", 2 ou 3 giros antes do pit-stop. E o carro estava ruim mesmo. Mas o que não me entra na cabeça é o fato de o alemão, mesmo com essas dificuldades todas, ter conquistado apenas uma vitória, e da forma mais esdrúxula possível (Indy).

Por outro lado, creio que o campeonato de 2006 – pode-se aferir do motor perdido em Suzuka – foi uma vitória maiúscula e Alonso sobre Schumacher, e nessa o alemão foi batido mesmo. Da metade da temporada em diante, a Ferrari tinha um rendimento notadamente superior ao das Renault – única vez em que se contrariou a regra foi na Hungria, devido à chuva, mas Alonso acabou sendo atrapalhado pela equipe – e Alonso conseguiu vencê-lo, sim.

Fernando teve seus motores estourados, suas porcas soltas. Mas conseguiu estar "Pushing hard" o tempo todo – vide Japão – e foi perspicaz – Turquia. Além disso, fez ressuscitar Dick Vigarista que não víamos desde Jerez/97, e isso basta. Eu acho que as mudanças de regras podem ter lá suas segundas intenções, mas o melhor sempre vence. Mudaram as coisas também no fim do 50/início dos 60... E não mudaram tudo de 90 p'ra 91 e Senna levou o caneco de novo?

Para o Juvenal, estranho citar-me dessa maneira, mas não tenho muito o que te dizer. A resposta boa que posso dar é que, se há brasileiros com dor-de-cotovelo que não querem admitir um estrangeiro "superior", por outro lado há também brasileiros que preferem simplificar demais as coisas colocando questões de um tolo patriotismo cego em meio à discussões esportivas. E olha que eu nunca torci p'ra seleção brasileira de futebol.

Essa mania de dizer que ser fã de Senna é, necessariamente, negar o talento de todos os outros é balela. Nesse sentido, gostaria de dizer ao Edu que esse vídeo que postaste do Schumi não é uma ultrapassagem, mas sim uma AULA. Obrigado pela lembrança.

Abraços!

João Carlos Souza Ferreira

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A vitória que mais me emociona foi a primeira do Piquet no GP Brasil (que depois tomaram no tapetão) em Jacarepaguá no ano de 1982.

O Nelson tava simplesmente impiedoso!



Abraço aos Gepetos e Feliz 2008.

Nilton Marcelino, Santos

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Sobre nossa maior vitória: também acho Interlagos 1973, um show do Rato e principalmente no inigualável autódromo de Interlagos, com certeza era o melhor circuito do mundo em sua antiga configuração.

Sobre o Le Top Cinq do Ico, não incluir François Cevert nesta lista, só pode ser justificada por não ter visto o mesmo correr. O francês guiava com o coração, talento, mas com uma forma suave de conduzir o carro.

Sobre o autódromo de Jacarepaguá: pra mim caso de policia, deviam mandar prender todos que se pactuaram com o assassinato do Autódromo, Lula, César Maia, presidentes da CBA e Federação de Automobilismo do RJ.

É claro que interesses financeiros imobiliários acabaram com a pista, sou morador de Jacarepaguá também e acompanho o desenvolvimento de construções ao entorno do mesmo, que cresceram muito nos últimos anos e o barulho dos carros com certeza estavam impedindo a venda dos imóveis. Se você entrar no Google Earth, vai ver que nos arredores do Autódromo existem muitos lugares com espaço mais do que suficientes para construirem 10 complexos olímpicos, por que vão fazer logo lá?

O Pan foi a morte anunciada do autódromo, o primeiro tiro, a desculpa que precisavam, ali decretaram sua sentença de morte. Que todos tenham o mesmo fim do autódromo, sejam destruídos por gente mais gananciosa do que eles.

Marco Memoria, Rio de Janeiro, Jacarepaguá

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Alô, equipe do GPTotal,

Agradeço muitíssimo a atenção ao responderem a minha pergunta sobre a maior vitória brasileira na F1... e mais ainda pelas ótimas opiniões que ela suscitou.

Apesar de ser piquetista (e justamente por ser, antes disso, um amante da F1 e dos seus heróis), entre as corridas que realmente me emocionaram não está nenhuma dele.

São elas: Brasil-91, Donington-93 e Alemanha-2000, esta arrepiante só de lembrar.

Mas tendo a concordar com o Edu (e aqui talvez volte a falar o piquetista): Hungria-86 foi um dos maiores feitos brasileiros no automobilismo. Pelo domínio avassalador de Piquet e Senna sobre o resto; pelo xis espetacular de Senna no Piquet; pela maior ultrapassagem de todos os tempos, sobrenatural, do Piquet sobre o Senna; e pela dobradinha no final.

E é preciso acrescentar outra, mesmo que fora da F1: a primeira de Emerson em Indianápolis, absolutamente fantástica até o final. Aliás, principalmente pelo final.

Uma abraço e, pela enésima vez, parabéns pelo site.

Abraço,

Marcos Abrucio, São Paulo

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Boa noite

só quero dizer que sinto muita saudade do Senna. Nunca mais assisti a uma corrida de Fórmula 1. Não tem mais graça!

Ele foi e será eternamente meu ídolo! saudade

Ricardo dos Santos Barbosa, Penedo

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Ico

Bom ano novo pra vocês todos do GPTotal. Sobre sua sua coluna Le Top Cinq, colocando Trintingnant nela, eu gostaria que Beltoise, pela sua espetacular vitória em Mônaco 1972, debaixo do maior toró, fosse também considerado forte candidato, mais que o teu escolhido, Didier Pironi. Muita gente ainda lembra dele, inclusive sua horrível porrada de Ferrari no carro de Prost, que encerrou sua carreira na Fórmula 1.

Mas de todos estes,meu favorito foi Jean Behra, que merece um artigo a parte. Desde a maneira com que foi despedido da Ferrari, nos boxes e durante uma corrida, ao parar com seu carro arruinado pelo seu pé pesado e após discutir e, pasmem, esbofetear o chefe da Ferrari na época publicamente, até suas histórias e acidentes incontáveis. Quase sempre a bordo de um Maserati 250F de fábrica Behra foi um showman.

Behra com Maserati em Mônaco 57 - Clique para ampliar
Li que, certa vez, uma revista publicou uma foto dele na capa, de corpo inteiro e com os locais em que se machucara em seus múltiplos acidentes, assinalados graficamente. Resultado: quase não se via o corpo de Behra, coberto de marcas. Ou ainda o fato, que poucos sabem, dele ter uma orelha de plástico pois perdeu a original numa porrada...

Andava sempre com algumas sobressalentes, para eventualidades. E sua morte, também sui gêneris.

Um abraço

Alexandre, São Paulo

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Sensacional!

Ontem à noite descobri o GPTotal no livro do Tite. Nota 10 é pouco.

Eu, que sou mais do que apaixonado por corridas, babei: Le Mans, Pace etc... Maravilha! Maravilha!

Parabéns.

Abraços.

Tabajara Aparecido Jorge, São Carlos

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Ao Amigo Helder do Amaral Oliveira, de Niterói

Camarada,

Relaxa. O autódromo de Jacarepaguá já era. A mais de um ano mandei um email para o Presidente da CBA e da FAERJ perguntando do porquê de deixarem as obras no autódromo em razão do PAN, Pelo que me consta a CBA não deu aval para as obras e, mesmo assim, elas foram realizadas.

Não tive resposta. Mandei na época uma copia para o Edu e o Panda, que foi publicada neste espaço.

Eles, meu Amigo, estão c....e andando pro automobilismo. Você realmente acha que eles vão acabar com o autódromo na Barra e construir um de primeiro mundo em Bangu ou Deodoro?

Infelizmente, não creio em outro autódromo no Rio tão cedo.....

Um forte abraço,

Marcelo Ferreira, Jacarepaguá

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Bem pessoal,

está na hora de iniciar as previsões para 2008 e vou fazer as honras: No ar Previsões por Pai-Edu

Bem, acredito que esse será o ano da Ferrari. Não sei de qual dos pilotos já que Raikkonen ganhou muita credibilidade com o título e o mesmo não se diz do nosso querido Felipe Massa. Vai depender mais dele, principalmente se ele, Nigel Massa, iniciar o ano com algumas vitórias, além de bons e constantes resultados. Caso contrário acredito no bi do Homem de Gelo. Vejo que McLaren e Renault, em virtude dos escândalos de 2007, farão carros mais modestos, que não chamem tanto a atenção. Luís e Fernando Rei da Galiléia vão encher muito o saco mas, desta vez vai ser como aquele ditado: cão que ladra não morde...

A vantagem da Ferrari porém, em virtude das mudanças do regulamento não será tanta assim, mas será considerável. Acredito que a grande surpresa de 2008 será a Toro Rosso, com os Sebastiões....

Acredito que a hierarquia no ano que vem será dividida em: 1º pelotão: Ferrari; 2º pelotão: McLaren, Renault e BMW; 3º pelotão: Williams, Toyota, RBR e STR e Honda; 4º pelotão: Super Aguri e Force India.

A grande decepção será uma certa equipe de japoneses cujo projetista está mais preocupado em uma mesa no escritório da Agencia Grande Prêmio....

Outra boa noticia será o Piquetzinho. O garoto vai calar a boca do Fernando Rei da Galiléia. Este ultimo, por sua vez vai sentir o peso das coisas que fez em 2007.... o inicio do declínio da carreira... em 2 ou 3 anos estará na Nascar ou na Champ Car. E o Sutil leva a Force India para o podium.

O grande barato das novidades serão os dois novos circuitos do calendário, Valencia e Cingapura. A história da Formula 1 registra grandes pegas em circuitos de rua e estradas, sendo que dois deles, Spa e Monaco, fazem parte até hoje do calendário e mais circuitos nessas condições determina o grande barato. Além disso, poderemos ter corridas onde o fator chuva será determinante (Austrália, Alemanha, Mônaco, Bélgica, Japão, Canadá e Brasil!!!!).

Acho que é isso. Abraços e Feliz 2008 a todos.

Antonio Eduardo Gomes, o Pai-Edu do GPTotal, São Paulo

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Srs.

Continuo gostando de automobilismo como sempre gostei, desde moleque, quando ficava fazendo mapa de corrida transmitida pelo rádio.

Hoje, por falta de espaço, estou me desfazendo de algumas coisas. Tenho uma coleção, creio que completa, dos dois anos de existência da revista Grand Prix. Caso haja alguém interessado, por favor me escreva. Quem comprar ainda leva de brinde algumas Auto Postal. Abraços a todos e que venha o campeonato de 2008!

Ronaldo Baptistella, Resende (ronaldo.baptistella@globo.com)

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Respondendo ao Ricardo, de Campinas, questionando um vídeo na coluna do Edu As Razões de Lole, de 17/12/2007, não me lembro de quem carregou Nelson Piquet, porém, seu problema físico foi esgotamento mesmo.

Durante o final de semana, Nelson Piquet teve um torcicolo e não conseguia mexer o pescoço. A Brabham colocou uma haste no cockpit, do lado direito, para segurar a cabeça do Piquet nas curvas (eram 13 curvas para a direita, salvo engano) e não doer tanto (na Indy os pilotos têm uma alça no capacete, para auxiliar nos circuitos ovais). Como é do conhecimento geral, os pilotos dos anos 70 e início dos anos 80, não primavam pelo preparo físico (esta preocupação começou com o Senna) e, as dores no pescoço, aliado ao forte calor, levaram Piquet a exaustão, quase a ponto de não terminar a prova.

Bandeirada recebida, título no bolso, dever cumprido e Nelson Piquet simplesmente não agüentou e desmaiou. Ele pode ser tudo mas não irresponsável à título de perder uma corrida ou título por atitudes extra-pistas, como, aliás, ocorre com muito atleta do esporte bretão ...

Geraldo Evandro Papa, Santo André


Opiniões e Dúvidas dos Leitores 17.01.08
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Salve pessoal do GPTotal,

Gostaria de saber de vocês sobre qual foi a maior vitória brasileira na F1. Qual foi a Nurburgring-57 dos brasileiros?

Grande abraço,

Marcos Abrucio






Panda mandou bem (Clique aqui e role a página para baixo para ver o voto do Panda e de outros gepetos): Pace 1975 foi legal. Boa escolha, bem embasada e coisa e tal mas... vou escolher outra!

Emerson Fittipaldi, GP Brasil de 1973.

Explico: o cara tinha sido campeão em 1972 com dois GPs de antecipação sobre ninguém menos que Jackie Stewart, dominando indiscutivelmente a temporada. No GP Brasil de 72, aquele que não valeu pontos, o Rato liderou até quebrar a suspensão no finzinho da corrida, decepcionando o público. Eu estava lá!!!

Assim, naquele 11 de fevereiro de 1973, o lotadíssimo Interlagos pulsava, todos doidos para vingar a malvada quebra no GP do ano anterior como – finalmente – exultar com o brasileiro, campeão novinho em folha, vencendo no Brasil. E valendo pontos. Assim foi.



A madrugada passada na arquibancada guardando o lugar, o banho de mangueira dos bombeiros, o coro de piadas a cada movimento dos PM, a azaração nas intermináveis horas à espera da corrida e, dulcis in fundo, a vitória de Emerson! E sobre o qualificadíssimo rival Stewart. Eu estava lá!!!

Foi a 1ª diante dos nossos olhos, a 1ª na pista em que Emerson se formou para ser o que foi, é e sempre será: um grande campeão! Ele foi o 1ª a vencer na F1, o 1º a ser campeão. Sem ele não sei se teríamos tido Piquet nem Senna, todos os outros de antes e depois desses, e nem tantos GP por aqui.

Abraços fittipaldianos...

Roberto Agresti





Acredito que a conquista de Ayrton Senna no GP do Japão de 1988 foi a maior vitória brasileira na F1.

Nunca houve uma decisão de título como aquela, um piloto que cometeu um erro grosseiro num momento crucial mas que conseguiu força suficiente para recuperar-se e transformar o que parecia um fracasso retumbante numa grande virada. Julgo a escalada de posições dele, de 14º para 1º em menos de 30 voltas, o equivalente a uma virada daquelas inacreditáveis no futebol, como a épica Batalha dos Aflitos protagonizada pelo Grêmio.



Aquela corrida representou a grande virada na carreira de Senna, o momento em que a promessa se consolidou em um campeão do mundo. E mais do que isso: um campeão do mundo que era capaz de vitórias "impossíveis". Piquet e Emerson também foram geniais, mas nessa eleição, fico com Senna no Japão.

Abraço,

Capelli





De bate-pronto, diria que foi Donington/93. Não só pela inferioridade do equipamento de Senna, equivalente à da Maserati de Fangio em Nurburgring 57, mas à superioridade da estratégia e do talento, anos-luz adiante dos concorrentes.

Os pneus Pirelli da Maserati eram mais moles e mais rápidos que os Englebert das Ferrari de Collins e Hawthorn, mas se desgastavam em menos tempo. A única chance de Fangio era andar o mais rápido que pudesse e trocar os pneus o mais rápido que seus mecânicos pudessem. Estes o sobrecarregaram com 18" a mais que o previsto.

A única chance de Senna em Donington era chover, pois em condições normais seu carro seria irremediavelmente batido pelos Williams de Prost e Damon Hill. Hawthorn e Collins estavam rodando em ritmo mais conservador, pois num circuito longo como o Nurburgring de então, na era pré-rádio, os mecânicos só podiam sinalizar uma vez por volta. Muito provavelmente ninguém imaginava que Fangio conseguiria recuperar os 48" de atraso e ele pegou a dupla da Ferrari de surpresa. Bom lembrar também que ele era um ídolo para ambos os ferraristas, que não defenderam suas posições com unhas e dentes, e não se cansaram de cumprimentá-lo por seu feito. Já Senna foi sempre hostilizado por Prost, jamais teve moleza.

Sim, me parece que Donington 93 é a que tem maior simetria com a obra-prima de Fangio. Por falar em Nurburgring, deve-se lembrar da esplêndida vitória de Jackie Stewart lá em 1968, a meu ver sua obra-prima. Só para lembrar, correndo no meio de inacreditável neblina, chegou simplesmente 4m6 à frente do segundo lugar, numa corrida em que o franco favorito era Jacky Ickx.

Vamos lembrar também de Argentina 73, o Rato em seu possível melhor momento, mostrando agressividade quando era - estritamente – necessário. Se bem que seus melhores momentos talvez sejam antes da corrida, como aquela história de aquecer os pneus, truque que consta ter sido inventado por ele. Sem dúvida um piloto cerebral, "eficiente, mas não espetacular".

Hungria 86 me parece ser mais uma ultrapassagem espetacular, talvez mesmo a melhor de todas, do que uma corrida.

Agora, sim, o Rubinho e o padre em Silverstone 2003 me parece unir estoicismo, determinação, talento e um tanto de sorte. Pensei nela como segundo ou terceiro lugar (poderíamos lembrar de Senna 88 no Japão, largando lá atrás e ultrapassando Prost também com McLaren, ou no Brasil com marchas a menos, mas ficaria tudo Senna). Como possivelmente sou o maior defensor do Rubens no GPTo, achei que ficaria muito puxa-saco, o que não é o meu caso, definitivamente, e preferi deixar pra lá.



Também podemos listar os maiores erros dos pilotos brasileiros e eu já aponto o Piquet largando com pneus de seco em Jacarepaguá, numa espécie de esperteza 360º (tentou ser tão esperto que deu a volta ao mundo para chegar no mesmo lugar).

Abraços

Carlos Chiesa





Em meio a 93 vitórias do Brasil em GP de Fórmula 1, meu coração balança entre Hungria 86 e Donington 93, ambas corridas inesquecíveis, maravilhosas, sensacionais.

Na Hungria, Piquet x Senna num dos duelos mais no limite – ou além dele - da história recente da Fórmula 1, ambos com os carros em condições perfeitas e sem cometer erros de pilotagem, exigindo uma manobra de ultrapassagem que só pode ser descrita como um sonho.

Já em Donington, Senna superou todas as deficiências do seu carro e as incríveis dificuldades para se pilotar naquelas condições lacustres, tendo como toque de gênio uma primeira volta igualmente de sonho e uma ultrapassagem sobre Karl Wendlinger que me fez nascer vários cabelos brancos.

Mesmo vitórias antológicas como a de Rubinho em Silverstone 2003 e a de Emerson na Argentina 73 ficam obrigadas a tirar o chapéu para as de Piquet e Senna. Da mesma forma, Senna no Japão 88 fica um degrau abaixo pela acachapante superioridade do McLaren do brasileiro diante da oposição, inclusive do companheiro de equipe, Alain Prost, atrasado por problemas de câmbio.

Notem que falei até aqui de corridas épicas, onde os brasileiros desafiaram os elementos e as deficiências mecânicas, em corridas de superação, de destemor, de ousadia. As opções de Panda, Ernesto e Divila pela vitória de Moco no Brasil e as de Ico e Agresti, pelas de Emerson em Monza 72 e Brasil 73, eu as coloca no plano sentimental, igualmente válido e relevante para uma escolha desse tipo. Claro que me emocionei com as corridas citadas mas volto a Hungria e Donington e, precisando escolher apenas uma delas, opto por Piquet em Hungaroring. Aquela ultrapassagem vale a corrida, inclusive pelo fato de Senna ter feito todo o possível para impedi-la. Não acredito que verei manobra mais bela, ousada, romântica até nos próximos 50 campeonatos de Fórmula 1 que pretendo assistir.



E pro Massa? Nada? Suas vitórias cinco vitórias até agora têm como característica comum terem sido de ponta-a-ponta ou quase isso mas é claro que Espanha 2007 se destaca por aquela disputa selvagem com Fernando Alonso na primeira curva, que deve ter deixado Nigel Mansell com inveja.

Abraços (EC)

NA PRÓXIMA TERÇA-FEIRA, OS VOTOS DOS LEITORES
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Prezados respectivos Presidentes,

Meu nome é Marcelo Ferreira, sou morador de Jacarepaguá e meu esporte nº 1 é o automobilismo. Quando acordei para este esporte, Nelson Piquet já era Campeão do Mundo, vi Senna estrear, virar estrela. Enfim: presenciei o auge do automobilismo brasileiro na F1 que, inegavelmente, alavancou o esporte no país.

Nós, Senhores Presidentes, somos o país que mais tem títulos na F1. Fomos, durante muitos anos, o país que mais ganhava títulos mundiais anualmente...

E tudo isso se acaba pelo fato de não termos uma base no nosso país. Uma base forte, incentivadora, que proporcione aos jovens, quase que todos ricos, a decolarem em suas carreiras.

Pois bem. O objetivo desse e-mail é questioná-los sobre o Autódromo de Jacarepaguá. Perguntas básicas, objetivas e de fácil resposta.

Vamos a elas:

# 1 - Para se fazer as obras que originaram o velódromo, a quadra poliesportiva e o Parque Aquático não se deveria ter o aval, consentimento, da CBA ? Essa aprovação ocorreu ?

# 2 - Então, seguindo a linha de raciocínio, se teoricamente não foi dada a tal "aprovação" como pode o autódromo ser lotado da forma que foi e será?

# 3 - E, teoricamente, foi dada o tal "aval" da CBA: porque foi dado? A CBA não deveria proteger a Praça Pública de seu esporte? Por que não derrubaram o Maracanã?

# 4 - Se o autódromo, que fica na Barra da Tijuca (ponto nobre do município) for destruído, vocês realmente pretendem construir um outro autódromo "de primeiro mundo" em Deodoro ou Bangu?

# 5 - Qual o planejamento existente? Quem cederia esses terrenos? Poderiam informar a localização destes? Em quanto tempo (anos) este novo autódromo ficaria pronto?

Só para lembrar, há mais de um ano mandei um e-mail semelhante para os respectivos Presidentes e até hoje não recebi qualquer retorno.

Piquet em Jacarepaguá 82
Na possibilidade de não receber um retorno deste e-mail, eu - e todos nós amantes do esporte - vamos entender que a CBA e a Federação de Automobilismo do Rio de Janeiro não estão REALMENTE interessados em dirigir o esporte a motor deste país da forma que deve ser feito.

Apenas para ficar claro: sou leitor assíduo dos sites "Grande Prêmio" e "GP Total" e autorizo a eles reproduzirem em sua totalidade este e-mail, desde que seja interessante a eles.

Atenciosamente,

Marcelo Ferreira - Jacarepaguá

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Prezados Amigos do GPTotal

Gostaria de renovar os votos de um Próspero e Feliz Ano Novo 2008, para toda a Família GPTotal. Mais uma vez, ao Eduardo Correa pela sua recente coluna "Histórias de Pilotos".

Com todo o respeito às mais diversas correntes de opiniões e preferências, creio que os temas que se tornaram prioritários de serem discutidos neste fantástico Site, são:

- O Triste "desaparecimento" dos Monopostos de nosso calendário automobilístico; Exceção á Fórmula 3 Sul-Americana, que ainda resiste bravamente!

- A não menos triste, Agressão que nós Automobilistas estamos sofrendo com a aniquilação do Autódromo de Jacarepaguá. Reservo-me o direito de não citar a cidade (em protesto), pois todos, senão a maioria dos GPetos, sabem onde se situa (ou deveria dizer, situava-se para) o referido e agredido Autódromo.

Parabenizo e junto-me ao Alerta e Protesto do Sr. Helder do Amaral Oliveira, de Niterói, no sentido de chamar a atenção de todos para o que significa para o Automobilismo de Competição o Autódromo de Jacarepaguá; Não estamos perdendo "apenas" um grande Autódromo e sua bela história, mas sim, abrindo uma perigosa prerrogativa e quem sabe, no "campo jurídico" uma , também, perigosa jurisprudência, que poderá ser muito bem (o certo seria dizer, muito mal) aproveitada por oportunistas de plantão.

Penso que se assistirmos passivos aos acontecimentos, em breve corremos o risco de discutirmos no GPTotal, não quem teria sido o "melhor" Piloto de todos os tempos, mas sim, qual o próximo Autódromo Brasileiro que seria (será) violentado. Lamento se o termo "violentado" possa parecer forte demais, mas se analisarmos a questão, veremos que ela é até mesmo amena, se comparada com as atitudes das quais somos vítimas.

Automobilistas, façamos uma corrente de Protestos para que nossa força seja manifestada!!!!!

Forte abraço,

Paulo C. Winckler, Porto Alegre

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Alessandra,

coluna belíssima, a sua “1968, o ano que terminou... em abril”. Meus parabéns à você.

Há 4 anos históricos na Fórmula 1: 1955, 1968, 1982 e 1994. Certamente nenhum dos 3 outros citados anos tem o peso de 68, mas foram crucias para a categoria.

Todos envoltos em mortes, com acidentes de grande porte e generalizados (Le Mans, 55), e outros com acidentes igualmente terríveis mas localizados (Alemanha, 68; Canadá e Bélgica, 82; San Marino, 94).

Em grau menor ou maior, assassinando pilotos que eram amados na época e promissores ou já estabelecidos gênios (Ascari - que não morreu em Le Mans, mas em 55 -, Clark, Gilles e Senna).

Todos pondo, de certa forma, a categoria em cheque; E todos deixando a cargo de outros futuros mestres o "Restabelecimento" da mesma (Fangio, Stewart, Piquet/Prost, Schumacher).

A Fórmula 1, como o mundo - fatos sabiamente lembrados por você - tem seus altos, quedas e reergue-se.

João Carlos Souza Ferreira






Ao leitor João Carlos Souza Ferreira sobre o trecho da sua carta publicada em 15/1/2008 "Às vezes acho que é o Panda que escreve com o nome dela..." (sobre recente texto da Alessandra Alves): nunca escrevi coluna usando o nome de ninguém. Não preciso disso: quando quero escrever algo, assino com meu nome e "dou a cara a tapa", como sempre fiz no GPTotal. Da mesma maneira, posso assegurar que nenhum colunista jamais usou meu nome para assinar seus próprios textos.

Panda é Panda e Alessandra é Alessandra, ainda que às vezes as nossas opiniões sejam idênticas. E, por falar em opinião, o GPTotal é justamente isso: um site de, entre outras coisas, opinião. Se você procura por "imparcialidade", o endereço, definitivamente, não é este: aqui, os colunistas são livres para manifestar claramente suas preferências. Aliás, este é um dos diferenciais do GPtotal em relação a outros sites de automobilismo. Legal?

Um abraço e obrigado (LAP)

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Em 1971, correu em Interlagos um cara chamado Esteban Ferdinando com um Mclaren M8C.

Nunca vi uma foto. E pouco se sabe desse carro e piloto. Vocês sabem algo ? Tem Foto ?

Abraços,

Ricardo






Ricardo, se não me engano o nome do piloto era Esteban Fernandino. Por ora, é tudo o que posso adiantar.

Mais informações no decorrer dos acontecimentos.

Abraços! (LAP)

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Herói de carne e osso.

Em 1972 eu tinha quatro anos de idade. Me lembro que naquele domingo a macarronada estava mais gostosa que de costume e que meu pai não parava de gritar o nome do Emerson. Ganhou! Ganhou! Ganhou! O dia estava nublado e mais tarde, quase noite, lembro de sairmos de carro pelas ruas buzinando e berrando o nome do Emerson. Era o título da Fórmula Um que acabara de conquistar.

São estas as primeiras imagens e sons que me recordo claramente daquele dia. O dia que me foi apresentado aquele que se tornaria meu herói de carne e osso. Digo de carne e osso porque dentro de minha cabeça de criança haviam Ultraman e Batman para dar as porradas contra os problemas imaginários.

Mas o Emerson era diferente. Ganhei o primeiro autorama lançado pela Estrela com as duas Lotus, preta e vermelha, e com a foto do Wilsinho e do Emerson na tampa. Até hoje consigo lembrar do cheiro da caixa e dos carrinhos.

Emerson na Argentina 73
Com os afazeres de criança eu quase nunca acompanhava as corridas pelo rádio. Mas havia uma coisa gostosa no ar quando se ouvia o nome do Emerson. As fábricas de brinquedo exploravam ao máximo a imagem do campeão. Os postos de gasolina distribuíam brindes e sorteavam macacões iguais ao dele. Eu nunca havia experimentado tamanha euforia. Brincava de empurrar os carros de autorama vestido com meu macacão azul claro e depois tomava a mamadeira com o nome dele gravado em azul.

Os anos foram passando e minha admiração por ele só crescia. Na época dos Copersucar era uma loucura tentar conseguir alguma coisa relacionada a equipe. Os amigos se reuniam para andar de bicicleta e quando surgia a idéia de uma corrida eu era sempre o Emerson.

Fiquei muito feliz com o Nelson e com o Ayrton mas sempre havia uma pontinha de ciúmes em relação ao Emerson. Pôxa vida, ele começou tudo... Ganhou em todo lugar onde se viu um motor roncar...

Hoje fico feliz de ver meu filho saber quem foi o Emerson e o quanto ele foi e é especial para mim. Foi um homem de carne e osso que nos levou a torcer como nunca por uma corrida. Foi o pioneiro na Europa, nos EUA e no sonho do F1 brasileiro. Foi, para mim, meu herói de carne e osso que nunca me abandonou. Um exemplo de vida e um exemplo de sucesso.

Vida longa e próspera Emerson!

Marcos Masiero, Jaú

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