Dia 23 de agosto marca o 20º aniversário da morte de Didier Pironi. Aquele que poderia ter sido o primeiro francês campeão mundial da Fórmula 1 em 1982, só não o foi devido a um acidente nos treinos para o GP da Alemanha daquele ano, que acabou incapacitando-o definitivamente para as corridas.
Pironi e seu Ferrari, na Inglaterra 82
O acidente aconteceu após a terceira chicane, próximo ao trecho do Estádio, com Pironi batendo na Renault de Prost, num acidente muito parecido com o que matou Villeneuve alguns meses antes, estou correto?
Já tentei localizar algum vídeo, ou mesmo fotos do momento do acidente, mas não consegui encontrar em lugar algum. Vocês saberiam me dizer se existe algo nesse sentido em algum lugar?
Li também por aí que o Dr. Sid Watkis realizou até mesmo uma pequena cirurgia, ainda na pista, para salvar a vida do Pironi, que teve as pernas esmagadas. Essa informação procede? Vocês sabem me dizer também se existe algum livro do Dr. Sid Watkins em português, onde ele conta esta e outras histórias da sua trajetória na Fórmula 1?
E onde foi o acidente fatal do Pironi? Sei que foi numa corrida de lanchas, mas era algum campeonato ou uma corrida sem importância?
E é verdade também que, quando faleceu, Pironi deixou a mulher grávida de gêmeos, sendo que, ao nascer, eles receberam os nomes de Didier e... Gilles (!!!), sendo que esses nomes foram escolhidos pelo próprio Didier, em homenagem ao ex-companheiro de equipe???
Abraço a todos!
Cleiton, Poços de Caldas
Oi Cleiton
Penso que sua descrição do acidente de Pironi está correta, acrescentando que chovia forte sobre o autódromo no momento da batida. As fotos que vi são todas do atendimento ao francês. Algumas delas já foram publicadas aqui no site.
Sid Watkis tem um livro em português lançado há alguns anos pela Editora Talento/Edipromo, sob o título “Viver nos limites”. Lá ele conta em detalhes o atendimento a Pironi na pista mas nada parecido a uma cirurgia. Pironi estava lúcido, ainda que muito ferido nas pernas. O trabalho dos médicos foi estabiliza-los, seda-lo e depois imobiliza-lo para transporte por helicóptero
Não sei lhe dizer onde foi o acidente de lancha que cobrou a vida de Pironi e não tenho certeza absoluta sobre como foram batizados os gêmeos. Experimente pesquisar mais sobre a vida do piloto francês aqui mesmo no GPTotal, usando nossa ferramenta de busca.
quem sabe, não só sabe mas ensina também. Fica aqui o meu apelo para que continue a bela coluna de 22/8/2007 no With Little Help From Friends;
Muito bom mesmo
Eduardo Correa
o seu texto Volante Reto sobre como e por que as derrapagens controladas foram extintas da Formula 1 está quase perfeito.
Faltou você chamar a atenção que o avanço da tecnologia na Fórmula 1 nunca visou ganhar mais velocidades em retas e sim nas curvas e hoje não há reflexo humano possível que se permita controlar derrapagens na categoria, que hoje são mais solavancos bruscos e incontroláveis.
Exemplo: a ultrapassagem de Piquet sobre Senna na Hungria. Piquet segurou a Williams no braço, mesmo tendo um motor mais potente mas não tão eficiente principalmente nas retomadas como os de hoje, isto também sem falar na eficácia dos pneus.
Falando um pouco da sua coluna de 20.08.07, quanto mais reto o volante melhor mesmo. Não apenas ao acelerar mas na hora de dar a pancada no freio é a mesma coisa. Aquela pancada inicial, controlada, no início da frenagem, é mais eficiente quando o volante está reto.
No kart é bem notório este ponto pois como o eixo traseiro é rígido, sem diferencial, qualquer movimento de volante coloca a traseira do equipamento no sentido inverso. É claro que em certas situações isto é desejável, mas para uma frenagem em menor espaço é necessário que se deixe o volante reto mesmo.
O Senna fazia isto claramente e o Hamilton também o faz com perfeição. Ambos viravam muito pouco o volante na frenagem, no meio da curva e na saída.
A Fórmula 1 ainda tem blocante para aceleração e blocante para frenagem com múltiplos acertos. Mesmo assim, creio que ano que vem, sem o controle de tração, a molecada terá que aprender a ficar com o volante reto ou voltar para o kartódromo. Vai ter muito pneu traseiro esbagaçado no fim da corrida...e eu acho é bom !
Quando sou chamado de viúva, de modo geral, não me incomodo, porque normalmente surge em brincadeiras, como chamar os santistas de "Viúvas do Pelé", porque isso se refere a uma espécie de saudosismo, apego ao passado, comum em qualquer um que tenha vivido nos anos 80 p'ra trás.
Mas quando isso vem a servir de xingamento de fato, do tipo "não entende nada de Fórmula 1, apenas gosta do cara", tentando, com isso, imputar uma certa "alienação", a brincadeira acaba.
Chamar de viúva é muito fácil: é uma espécie de saída para qualquer coisa: "Fulano só diz isso porque gosta de cicrano". "Você não conhece os fatos de verdade, pois está preso em sua paixão". "Não adianta discutir com quem não enxerga o óbvio".
Foi isso que fez o Sr. Raphael Souza na última coluna dos leitores. Eu rebaterei isso de maneira tranqüila, sem ter de apelar para a história de "mas o outro fez igual", ou "ele é pior" (até porque, se fôssemos ficar citando as canalhices de Schumacher, isso ocuparia o espaço de umas duas colunas inteiras).
Vamos lá:
1 - Treinos de classificação para o GP de Mônaco de 1985: anda lentamente pela pista para assegurar a pole position da prova.
Senna de fato esteve na pista lá, mas ele estava em sua volta de desaceleração. Engraçado é que isso aconteceu centenas de vezes na Fórmula 1, centenas mesmo, e com a maioria dos pilotos a tendência é chamar isso de "inteligência". O curioso é que essa história foi miraculosamente ressuscitada ano passado, quando do "erro" cometido por Michael Schumacher. Não vem ao caso comparar as situações, pois são estratosfericamente diferentes entre si. Enfim, isso tudo me parece aquele jogo de dizer que "o mensalão já existia: começou em 1998, na campanha de Eduardo Azeredo para o governo de Minas".
2 - Treinos para o GP da África do Sul de 1985: Tira covardemente seu companheiro de equipe (Elio de Angelis) da pista e ainda tem a cara de pau de culpar o italiano.
Concordo que a responsabilidade do acidente possa ter sido maior de Ayrton, e que ele poderia tê-lo evitado, bastava frear. Mas não se pode confundir um "Não frear" com uma "fechada", daquele tipo "olhando pelo retrovisor" (lembra de alguma coisa ou não?). Só há uma coisa a se dizer: Se Senna tivesse de fato jogado o carro p'ra cima de De Angelis, (se a Fia não punisse antes), a Lotus teria tomado alguma atitude com relação à isso pois, até então, Elio era o primeiro piloto da equipe: corria lá desde 1978. P'ra você, basta dizer que Senna foi "cara de pau" ao culpar italiano.
3 - Veta de forma clara e covarde o inglês Derrick Warwick na Lotus .
De fato houve o veto. Mas, claro, há uma tendência de aumentar e distorcer os fatos e razões. Não vou me ocupar de falar sobre isso. Sugiro apenas que leia esse excerto do livro "Ayrton – O Herói Revelado", de Ernesto Rodrigues, publicado aqui nesse site:
http://www.gptotal.com.br/2005/Convidados/Ernesto/20050202.asp
Warwick pilotou para a Renault em 85
Já sei! Você vai dizer "Ah, mas o livro é sobre o Senna! Não vale!"...
4 - Tira o Nigel Mansell da pista de forma proposital no GP da Bélgica de 1987 fazendo o leão tirar satisfações ao final da prova.
Você já viu bem esse vídeo? Tem certeza? Senna não joga o carro em Mansell em momento nenhum. Há um toque entre ambos, tanto que Ayrton também cai fora. Aliás, o Mansell voltou á pista. Além disso, o próprio Mansell, de cabeça fria, reconheceria mais tarde que Senna não fez aquilo de propósito, e se desculpou pela atitude nos boxes.
Comentário de Reginaldo Leme na fita da Quatro Rodas – Temporada de 1987: "vendo as imagens, todos concordam que a curva era mesmo mais de Senna". Mansell tentara uma ultrapassagem suicida. Inda que Senna estacionasse o carro, não teria como evitar o choque. Como você disse, não sei porque esqueces esse fato.
5 - Provoca de forma proposital Nélson Piquet ao final da temporada, posteriormente Piquet (com toda razão) retruca insinuando que o Senna fosse gay.
Em primeiro lugar, esse seu "com toda razão" tira qualquer crédito que você poderia ter no que escreveu. Segundo, você lembra bem do que Senna falou? "Andei sumido p'ro Piquet poder aparecer". E ele ainda coloca "eu estava brincando". Como você pode comparar uma coisa com a outra? O que Piquet fez (a exemplo do que fazia com Mansell) foi muito mais grave, pois passou a caluniar e difamar Senna.
Ele poderia ter dito coisas como "Senna tem que limpar meu capacete", "eu sou tri e ele nunca foi campeão", "eu destruí ele na Hungria", qualquer coisa. Mas ele partiu para ofensa mesmo. Não só nesse caso, mas Senna também seria ridicularizado pelos ótimos colegas Piquet e Prost por falar sobre Deus abertamente...Concluindo, você citar esse caso me sôa muito mais à Piquetista ranzinza.
6 - Fecha criminosamente Alain Prost no GP de Portugal de 1988.
Isso é verdade. No entanto, o próprio Senna traz de volta o carro, diante da iminente ultrapassagem de Prost, evitando o choque; Depois da prova eles conversaram, e Senna se desculpou com o francês. E, ao final do GP, Senna foi "convidado" a depor pelos comissários da FIA, e foi absolvido. Isso você elegantemente não citou.
7 - Não cumpre acordo com o Prost no GP de San Marino de 1989 passando o francês na primeira volta.
Aqui, me ponho em dúvida: ou você é um camarada muito desinformado, ou então sabe das coisas mas, por odiar Senna, cita esse caso ridículo. Não sei qual a sua opção, mas isso foi (mais) uma grande farsa armada por Alain Marie Pascal Prost. Primeiramente, o acordo não era sobre "a primeira volta", e sim sobre a "primeira curva".
Leia isso: "(...)Senna cumpriu o acordo em Ímola e é estranho que ninguém o tenha notado. A primeira curva do autódromo é a Tamburello, e Senna estava atrás de Prost na saída da Tamburello(...)De qualquer forma, a reação do francês era desproporcional e tudo se transforma num teatro. O nível de descaramento era profundo, enorme, abissal, mas o francês foi em frente.(...) Sua atitude, de aceitar a acomodação com Senna [Ron Dennis realizou um apaziguamento entre ambos, que Prost aceitou] na Inglaterra e depois voltar atrás tão covardemente, lhe tira, a luz da lógica, toda e qualquer razão que poderia ter" (CORREA, Eduardo. "Fórmula 1 – Pela Glória e Pela Pátria" – São Paulo: Globo, 1994)
8 - Joga o Nannini de forma criminosa para fora da pista no GP da Hungria de 1990.
Culpar Senna nesse caso, isto é, atribuir-lhe intenção, é o mesmo que declarar que a batida na Austrália em 1994 foi erro/culpa/intenção de Damon Hill. São idênticos. O problema é que Senna, diferentemente do Damon Hill (que teve a suspensão entortada e não pôde voltar à pista), Senna continuou e terminou em segundo. Aí é só reclamar, reclamar, reclamar. Trata-se de uma busca incessante de "ah, ele também fez" dos fãs de Schumacher. Não sei se é infantilidade ou simples descaramento.
Não encontrei nenhum vídeo, mas vai em anexo uma foto.
O acidente Senna Nannini na Hungria 90
9 - Tentativa de assassinato contra Alain Prost no GP do Japão de 1990 (não sei porque mas as viúvas esquecem esse episódio).
[Não sei porquê, mas você esquece de citar esse episódio:] No GP do Japão do ano anterior, Prost jogou o carro p'ra cima de Senna descaradamente. Não há nenhuma possibilidade de contestar isso.
Depois disso, Senna ainda voltou a pista e venceu a corrida, mas foi desclassificado de forma muito irônica: o motivo pelo qual Senna foi desclassificado é incabível porque, primeiro, ele tinha de cortar o caminho pela chicane, pois os carros estavam em situação perigosa, e segundo e principal, o que pouca gente sabe, Prost, em San Marino, e Mansell, na Bélgica, cometeram a MESMA "infração", e sequer foram penalizados. Mas Senna foi desclassificado;
Depois disso, houve uma intensa disputa política, com Senna sendo ameaçado de perder a super-licença, entre outras coisas. Antes desse GP do Japão, antes mesmo de começar a classificação, houve um acordo de que o pole position largaria do lado direito. Senna fez a pole. Balestre, de uma cama de hospital em paris, ordenou que as coisas não fossem mudadas.
E, por fim, você poderá ver nesse vídeo, na conferência dos pilotos e dirigentes, antes de iniciar os GPs, Piquet reclama que, se um piloto tiver uma batida ou algo semelhante na chicane final, ele deve ter o direito de "cortar" caminho pelo atalho. Dirigentes e pilotos, todos, concordam. É muita ironia. [Não sei porquê, mas você esquece de citar esses episódios].
10 - Briga com Jackie Stewart pois esse critica o Senna pela tentativa de assassinato contra o Prost.
Foi uma entrevista feita por Jackie com Senna, depois da decisão do Japão. Stewart passou a fazer perguntas firmes e mui críticas. Senna teve uma irritação natural. Jackie diria: "Dá p'ra perceber que ele realmente acredita no que diz". Mas... espera aí: onde diabos isso se enquadra em "manobras sujas e antiéticas"? Será que irritação é falta de esportividade e inconformismo é sujeirada? Eu não sabia disso.
11 - Ganha o GP de San Marino de 1991 com ordens da McLaren.
Mais um trunfo, outra bandeira, carregada pelos fãs de Schumacher. O detalhe que você esquece, meu caro, é que em MOMENTO NENHUM Berger chegou a ameaçar Senna. Sempre esteve atrás, muita vez atrás inclusive de outros pilotos. Ayrton estava liderando a corrida desde o início, e teve problemas com a pressão do óleo no final. Nada mais natural do que avisar a Berger p'ra não forçar a barra.
Esse tipo de "ordem de equipe", é a coisa mais natural. É o que aconteceu, por exemplo, em Mônaco, com Hamilton reclamando e todo mundo criticando o Alonso. Aposto que você foi um desses. Mas é, também, EXATAMENTE A MESMA COISA que ocorreu em Indianápolis! Só que ninguém reclamou! Aposto que você foi um desses.
Agora, aí vai um fato: No Grande Prêmio do Japão daquele ano, Senna assegurou seu tri-campeonato e marcou a volta mais rápida da prova. Na última curva, ele deixa Berger passar. Não há nenhum caso na carreira do Senna de o companheiro de equipe abrir-lhe passagem. Como você disse, "não sei porque mas esquece desse fato". O que é absolutamente compreensível.
12 - Joga de forma proposital Alain Prost para fora da pista no GP da Alemanha de 1991.
Mais uma vez, recorro ao livro de Eduardo Corrêa: "Prost se desespera e seu carro não é tão superior a ponto de deixar Senna para trás com facilidade. O francês tenta, tenta, e inevitavelmente acaba errando uma frenagem e sai para a variante". Senna diria: "Ainda não vi as imagens, mas deve estar claro que ele abusou dos freios, que arriscou muito, e que podia ter causado um acidente". Está claro. Só não está para o Sr. Raphael Souza.
13 - Critica o cartola Jean Marie Balestre e depois volta atrás nas críticas após o final da temporada de 1991.
Idem 10. isso não tem absolutamente nada que ver com manobra suja e falta de ética. Mas, além disso, acho que você está vendo (outras) coisas. No entanto, pela confusão e raiva de suas palavras, não consigo perceber o seguinte: as "manobras sujas e antiéticas" de Senna, nesse caso, são o fato de ele ter criticado ou de, supostamente, ter voltado atrás nas críticas?
Senna nunca pediu desculpas para Balestre, jamais. Bem, veja esse vídeo:
14 - Corre o GP do Canadá de 1993 com carro ilegal.
15 - Corre o GP do Brasil de 1994 com carro ilegal.
Bem, não esqueça de avisar a FIA logo, porque eles nunca souberam disso... AH, já sei, ninguém falou nada porque o Senna abandonou ambas corridas, né? Talvez você esteja chamando de "ilegais" os carros porque eles não eram nem um pouco agradáveis, de fato. Um era um cavalinho de pau, com um motorzinho alugado, e o outro um "foguete sem asas", "um acidente esperando p'ra acontecer"
O GP do Canadá de 1993 seria talvez a melhor corrida da carreira de Senna caso ele não tivesse uma pane elétrica (será que foi aí que o carro estava adulterado? Vai que a trambicagem deu problema e acabou dando errado, né...). Ele largou em oitavo e passou para terceiro na primeira volta, realizando ultrapassagens no hairpin, inclusive – onde dizem ser impossível. Um pouco mais tarde, passaria Damon Hill, e ficaria em segundo. Daí o carro quebrou.
No Brasil/94, por favor. Acho que é forçar muito a barra chamar aquele carro de ilegal. O único carro ilegal lá, amigo, era o de Schumacher (praticamente na temporada inteira). Senna conquistou a pole "No braço". Schumy usava controle de tração, mas não conseguiu baixar o tempo de Senna. Tudo isso sem contar aquele pit-stop sem vergonha, com a bomba de gasolina adulterada (lembra do Verstappen em Hockenhein?). É lógico, isso não é conveniente lembrar.
Só posso concluir com um recado para você, caro Raphael : cheque melhor suas fontes.
O pior é que na maioria delas você distorceu completamemte os fatos. Aliás, que história é essa de carro ilegal?... Podia esclarecer?
Os únicos erros "de fato" da carreira de Senna, foram Portugal 88 e Japão 90; mas em ambos ele admitiu isso, e no primeiro até se desculpou. No segundo, há uma série de fatores que você simplesmente ignorou;
Há, também, várias situações, como a batida com Mansell, De Angelis, Prost – 91 - (que nem bateram) e Nannini, que foram acidentes normais ou mesmo culpa do outro (Mansell, 87). Só falta você culpar o Senna por Portugal 89 com o Mansell ou Monza 88 com Schlesser.
E o veto a Warwick, foi só p'ra evitar que essas coisas que estão acontecendo atualmente na McLaren (e na Williams em 86) ocorressem. Warwick não tinha chance nem de ficar perto do Ayrton: seria estraçalhado impiedosamente. Senna poupou-o.
Mas, agora, Vamos brincar de "quem fez mais"?
Alain Prost:
- vitória ridícula em Mônaco, 1984, manobra política;
- fechada insofismável em Ayrton Senna no GP do Japão daquele ano, para ganhar o título;
- queimou a largada do mesmo GP em questão e não foi penalizado;
- manobras políticas (tapetão) para desclassificar Senna;
- mesmas manobras para, no ano seguinte, fazer com que Senna largue do lado correto;
- veta Senna (e o Mansell também!!!) na Williams em 1993, única e exclusivamente temendo tomar um banho;
Veja uma declaração de Senna a esse respeito:
Acho que "só" isso já basta, pelo tanto que beneficiou o francês...
Mas agora, vamos falar do mestre dos mestres, o recordista em falcatruas Michael Schumacher:
- Na Alemanha, nos anos 80, só era permitido a "Licença" para pilotar karts a pilotos com mais de 14 anos. Schumacher tinha 12. O que fez? Foi a Luxemburgo, país vizinho, retirar sua habilitação.
- Em entrevista recente, Peter Sauber contou como foi que Michael Schumacher pôde assumir a vaga do belga Bertrand Gachot (que havia sido preso dias antes) na Jordan. Sauber, patrão de Schumacher no DTM (fórmula de protótipos da Mercedes), pagou pessoalmente à Eddie Jordan 150 mil dólares.
- Depois disso, Flavio Briatore (o mestre!) demite Pupo Moreno sem justificativas, e Schumacher assume misteriosamente sua vaga. A verdade: foram pagos 500 mil dólares para Roberto se calar.
- Em testes realizados em Hockenhein, no ano de 1992, Schumacher vê Senna em seu retrovisor. O resultado? Bloqueia o piloto brasileiro seguidamente, até que, mais de 30 voltas depois, causa um acidente entre ambos.
- A Benetton proíbe a McLaren - e Senna - de usar a mesma versão do motor Ford que eles usavam. em San Marino Senna chegou até mesmo a ser ameaçado.
- No GP da Europa de 1993, aperta Senna rudemente na primeira curva, fazendo o brasileiro colocar duas rodas fora da pista - não preciso nem falar sobre o que aconteceu nesse dia.
- Brasil/1994: ganha a posição de Senna nos boxes, graças a uma bomba de gasolina adulterada; Além disso, usava controle de tração - problema é que só a Jordan reclamou, e ninguém deu bola;
- No Grande Prêmio de San Marino de 1994 (onde não apenas Senna, mas também Roland Ratzemberger vieram a falecer, onde dezenas de pessoas entre mecânicos, e torcedores ficaram feridos, onde Barrichello sofreu um acidente gravíssimo, e onde Pedro Lamy e JJ Lehto tiveram uma batida terrível na largada), Schumacher comemorou a vitória e era só sorrisos no pódio.
- Inglaterra/1994: ignora seguidamente as penalidades que lhe foram impostas;
- França/1994: com o tanque cheio, pula de 3o para 1o em menos de 20 metros: usava o controle automático de largada
- Bélgica/1994: O "assoalho" do carro dele estava com um desgaste maior do que o permitido, que ultrapassava também a "margem de tolerância", indicada pelo desgaste natural após uma corrida completa.
(pausa: essas 4 infrações são apenas as corridas mais notórias. 1994 inteiro foi uma festa de falcatrus de Schumy/Briatore)
- Austrália de 1994. Schumacher disputava o título contra Damon Hill. Quem chegasse na frente (margem de pontos) entre os dois, se sagraria campeão. O alemão, após ir para a brita e bater no muro (!), volta à pista com o único intuito de acertar o carro de Damon Hill. Bate propositadamente no carro do britânico, ficando então com o título por diferença de 1 ponto.
- No Grande Prêmio da Inglaterra de 1995 faz uma besteira e vai lá dar de dedo no Hill;
- GP de Mônaco de 1996: fica jogando o carro p'ra cima do berger sem parar, recebe bandeiras e as ignora; (já deu 14 também, opa! calma que tem mais...)
- Jerez/1997: tentou repetir Austrália 94 em , ao atirar seu carro sobre Jacques Villeneuve, mas acabou caindo na armadilha da caixa de brita. Ao fim da corrida, seria excluído do campeonato e o canadense foi o campeão. (recorde de Schumy: piloto que mais provocou acidentes na última corrida do ano)
- Canadá/98: sai dos Boxes a 120 km/h e bloqueia Frentzen que vinha a 260: Frentzen sai da pista, lógico.
- Argentina/98: enfia o carro no meio de David Coulthard;
- Malásia/99: joga o carro p'ra cima de Mika Häkkinen;
- Japão/99: por inveja de ver o irlandês ganhar o campeonato depois de 20 anos, finge que não tem nada com isso e não ajuda o companheiro;
- Austrália/2000: ninguém sabe explicar porque Barrichello teve de voltar aos boxes quando liderava;
- França/2000: dá uma fechada grosseira em Coulthard, tangenciando a curva numa entidão impressionante;
- Áustria/2001: herda a segunda posição de Barrichello na última curva da última volta;
- Áustria/2002: idem o anterior, só que dessa vez foi vitória (e ainda faria uma encenação ridícula no pódio)
- Áustria/2003: fecha rudemente Juan pablo montoya;
(três seguidas!)
- Indy/2005: vence uma corrida com seis carros (a sua única no ano), e repete, com Barrichello, o que fez com Frentzen em 98.
- Mõnaco/2005: rompe acordo de não realizar ultrapassagem na última volta - foi aí que Rubens "Chutou o pau da barraca" e rescindiu seu contrato que iria até 2006;
- Mônaco/2006: dá adeus a categoria com a manobra mais ridícula de todos os tempos;
- Monza/2006: na politicagem, tira o segundo lugar de Alonso;
Veja bem, sem o meno esforço, coloquei o DOBRO de situações que você colocara (sem contar os erros que você cometeu). Em suma, n ão tem parâmetros para Schumacher, caro raphael. É humanamente impossível.
Olha, freqüento esse site há anos e já li muitas bobagens de gente que não entende porcaria nenhuma de Fórmula 1. Mas o sr. Raphael Souza conseguiu superar todos. Sua mensagem a respeito das supostas sujeiras de Senna beira a infantilidade ou a debilidade mental. Seria fácil para qualquer pessoa com um pouco de bom senso responder uma por uma as suas (imbecis) colocações. Mas todos sabemos que comentários de pessoas assim, recalcadas e com dificuldades, merecem apenas uma palavra: desprezo.
alguns pontos de Michael Schumacher na Fórmula 1 para as viuvas do Alemão:
1- entra na Fórmula 1 no lugar de Moreno, que fez a melhor volta no GP da Belgica de 1991 e na corrida seguinte eh dispensado para entrada do alemão
2- GP da Australia de 1994. Schumacher ao ver o titulo escapar após uma escapada de pista, joga o carro pra cima de Hill, o resto todo mundo conhece.
3- GP da Europa de 1997, novamente Schumaher joga o carro pra cima de um rival, dessa vez, Villeneuve, a qual o queixudo levou a pior parado na caixa de brita.
4- GP da Australia de 2000 - tem como companheiro de equipe Rubens Barrichello, na qual jah na primeira prova mostra todo seu taltento a qual fica ofuscado por 2 pit stop´s, sendo quase em sequencia para nao deixa-lo vencer
5 - GP do Canada de 2000 - com chuva no fim da prova e tb por problemas de freio a equipe ferrari ordena ao brasileiro q não passe o alemão para o bem do campeonato do alemão.
6- GP da França de 2000 - Schumcher trava uma briga com Coulthard da Mclaren , na qual fechou o escoces na curva adelaide, na qual rendeu um gesto obsceno por parte do numero 2 da equipe inglesa.
7- GP da Austria 2001 e 2002 - no comment´s
Eai se alguem lembrar de algo mais, ficaria agradecido
fiquei admirado como você é conhecedor da carreira do Ayrton. Saber como você sabe, com riqueza de detalhes, a bibliografia deste piloto, é porque deve achá-lo muito importante para a história do automobilismo. Parabéns pelo seu trabalho.
Figuras como Barrichelo, Massa, Luciano Burti, com certeza, não serão citadas por você, pois muito pouco acrescentarão ao mundo fantástico da Fórmula 1.
sei que por volta de 1989..algo assim...o Senna fez um vôo com a FAB num Mirage. Isto gerou uma pintura diferenciada do capacete dele com um desenho de 2 caças percorrendo todo capacete.
Voces tem algum foto deste capacete?
Abraços
Andre, São Paulo
Não tenho não, André. Vamos aguardar pela ajuda dos leitores.
Vocês poderiam alimentar a sede de saber dos mais jovens que infelizmente não nasceram um pouquinho mais cedo. Fica registrada a sugestão. Muito obrigado mais uma vez pela oportunidade.
OBS: mais uma sugestão: volta Pandini!
Kleber Moro Sampaio, Marília
Oi Kleber
A história dramática dos irmãos Ricardo e Pedro Rodriguez merece mesmo mais atenção nossa. Vamos
programar para os próximos meses.
Agradeço ao Edu e ao Panda por terem publicado a minha preocupação sobre o Autódromo de Jacarepaguá, aqui neste espaço. Só para esclarecer, esse mesmo texto, além de cópia para
este site, foi enviado para o Presidente da CBA e da FAERJ.
Na verdade enviei a eles este email, que até hoje (19/08) não me foi respondido...
Porém escrevo esta para divulgar este maravilhoso blog do ex-piloto Mario Bauer, radicado na Alemanha.
Lá existem alguma histórias interessantes como essa do Zanardi - na época piloto de testes da Benetton - bem ao estilo Nelson Piquet. É desses causos e lendas que gostamos....
Aqui um clipe interessante do Robbie Williams que retrata a F1 nos anos 70. Bem legal, levando-se em conta que a maioria dos atuais clipes estão devendo em qualidade.
Os quatro grandes, em Portugal 86 Piquet, como sempre, está sacaneando
Gostaria de saber quando foi tirada a foto que mostra Senna, Prost, Mansell e Piquet, quando pilotavam para a Lotus, McLaren e Williams.
Obrigado
Anderson Marcos Coelho Ferreira
Oi Anderson
A foto que vai aqui reproduzida foi tirada na manhã de 21 de setembro de 1986, pouco antes da largada para o GP de Portugal, antepenúltima etapa do campeonato, com os quatro com chances de chegar ao título. Tentaram repetir a foto na Hungria mas a Ferrari não concordou em fazer seus pilotos pousarem abraçados aos da McLaren.
1) é impressão minha, ou a largada do GP da Itália de 76, que pudemos ver no youtube na coluna do Edu de 20/8/2007, como em 78, foi dada sem os pilotos pararem totalmente no grid?
2) É impressão minha ou a March usava cores extremamente parecidas que a Penske?
3) por fim, é bom saber que não sou o único cara que de vez em quando lê Roberto Schwarz e que gosta de automobilismo...
Marcelo Arruda, Sobradinho
Oi Marcelo
John Watson com o Penske na Áustria 76
Os procedimentos de largada nos anos 70 mudavam com freqüência. Naquela altura, a ordem era os carros alinharem num pré-grid, metros antes da posição definitiva de largada, moverem-se vagarosamente rumo às suas posições definitivas e, segundo depois, serem autorizados a largar. O pré-grid era uma tentativa de deixar para trás os carros com motor apagado mas todos deveriam estar parados quando da largada.
Quanto às cores do March não estranhe não: é que os patrocinadores de Peterson naquele ano e do Penske era o mesmo.
Primeiramente parabenizo o site pela excelente qualidade nas informações, sempre colocadas de maneira fácil e gostosa de se ler... é com certeza meu site preferido quando o assunto é Fórmula 1.
Minha dúvida é a respeito do final da temporada 93 e início da 94. Durante os testes de inverno diz a lenda (não sei direito) que mesmo tendo acertado com a Williams, Ron Denis convidou Senna para testar a McLaren da temporada 94 com motores Peugeot.
Além disso li uma vez que Senna testou a McLaren 94 com motores Lamborghini V12. Vocês sabem de alguma história a respeito e se houve realmente esse teste, e como Senna se saiu nos tempos com essa McLaren 94....
Pergunta 2: Senna chegou a andar e testar a Willians FW15, usada pelo Prost???
Obrigado e grande abraco!!
Arnaldo Suzigan Neto, Mogi-Guaçu
Obrigado pelos elogios, Arnaldo.
Desconheço que tenha havido negociações sérias entre Senna e a McLaren para 94 e isso estava bem claro para Ron Dennis desde 92, quando os motores Honda deixaram de ser competitivos e Senna disse que, pela Williams, correria até de graça.
Isso não deve ter impedido Ron de algumas tentativas mais ou menos sérias. Ficou famosa, por exemplo uma brincadeira dele com Senna, no momento em que este saia do carro após vencer o GP da Austrália de 93, sua última corrida pela equipe. Ron imediatamente convidou-o a permanecer na McLaren. Minutos depois, fez convite semelhante a Alain Prost, que já anunciara a sua aposentadoria da Fórmula 1 e terminou o GP em 2o lugar.
Pelo que me lembro, Senna não chegou a testar o carro com motor Peugeot, que só foi apresentado depois do seu afastamento da equipe.
Quanto ao teste com o McLaren Lamborghini, ele aconteceu em 93, se não me falha a memória, quando a equipe procurava desesperadamente um motor para substituir os Ford. Não rolou...
Já falamos algumas vezes sobre esse teste aqui no site. Use a nossa ferramenta de busca para localizar nossos comentários e foto do carro, totalmente branco.
Estou pasmo com a quantidade de viúvas do Senna que freqüentam esse espaço. Viúvas essas que não entendem nada de F1 e só sabem criticar os rivais do piloto citado. Mas esquecem que o Senna foi o responsável pelas manobras mais sujas e antiéticas da história da F1. Vamos a algumas delas:
1 - Treinos de classificação para o GP de Mônaco de 1985: anda lentamente pela pista para assegurar a pole position da prova.
2 - Treinos para o GP da África do Sul de 1985: Tira covardemente seu companheiro de equipe (Elio de Angelis) da pista e ainda tem a cara de pau de culpar o italiano.
3 - Veta de forma clara e covarde o inglês Derrick Warwick na Lotus.
4 - Tira o Nigel Mansell da pista de forma proposital no GP da Bélgica de 1987 fazendo o leão tirar satisfações ao final da prova.
5 - Provoca de forma proposital Nélson Piquet ao final da temporada, posteriormente Piquet (com toda razão) retruca insinuando que o Senna fosse gay.
6 - Fecha criminosamente Alain Prost no GP de Portugal de 1988.
7 - Não cumpre acordo com o Prost no GP de San Marino de 1989 passando o francês na primeira volta.
8 - Joga o Nannini de forma criminosa para fora da pista no GP da Hungria de 1990.
9 - Tentativa de assassinato contra Alain Prost no GP do Japão de 1990 (não sei porque mas as viúvas esquecem esse episódio).
10 - Briga com Jackie Stewart pois esse critica o Senna pela tentativa de assassinato contra o Prost.
11 - Ganha o GP de San Marino de 1991 com ordens da Mclaren.
12 - Joga de forma proposital Alain Prost para fora da pista no GP da Alemanha de 1991.
12 - Critica o cartola Jean Marie Balestre e depois volta atrás nas críticas após o final da temporada de 1991.
13 - Corre o GP do Canadá de 1993 com carro ilegal.
14 - Corre o GP do Brasil de 1994 com carro ilegal.
Esse é o verdadeiro Ayrton Senna. Depois as viúvas falam que o Schumacher e o Prost são sujos e o Piquet invejoso.
No auge da Fórmula Indy-Cart (atual ChampCar) em 1999 a 2001, a categoria era tida como a mais veloz do planeta. Prova disso foi que Gil de Ferran conseguiu incrível 409 km/h nos treinos das 500 milhas de Fontana de 2000.
Agora, tendo em vista as condições dos carros, principalmente levando-se em conta a utilização do chassi Panoz, se a ChampCar ainda corresse em Super Ovais, ela ainda poderia ser a categoria mais veloz do planeta?
Um Abraço a todos.
Alexander Van Waters, Brasília
Sinceramente não sei lhe dizer, Alexander. A impressão que tenho é que a categoria está preocupada apenas em sobreviver.
em primeiro lugar agradecendo ao internauta Olavo pelo belo comentário sobre o clipe Faster do George Harrison. Agora mais perguntas:
1-nunca tinha visto uma corrida no circuito de Watkins Glen e vendo um GP da F Indy fiquei encantado. Gostaria de saber se não há um projeto para a volta da Fórmula 1 nesse belo circuito que fica próximo da Big Apple;
Alan Jones, vencedor do último GP disputado em Watkins Glen, em 80
2 - acho ridícula essa idéia do Bernie Ecclestone realizar provas em paises sem nenhuma expressão. Daqui a pouco teremos corridas na Venezuela, Bolívia e ate em Cuba. Mas voltando ao passado, quando foram realizados os últimos GPs na Holanda, Argentina, África do Sul, Suécia, México e Brands Hatch e seus respectivos ganhadores?;
3 - e aproveitando, já que a Fifa está fazendo um rodízio das Copas do Mundo e acho que faremos mesmo a de 2014, por que não se realiza também provas na África ou será que o continente africano não tem condições de receber provas do calendário da Fórmula 1?
4 - como estão as etapas da GP Master e GP1?
Glaucio Fonseca, Manaus
Oi Gláucio
GPs só acontecem se os organizadores pagarem as quantias pedidas por Bernie Ecclestone. Sem pagamento não tem corrida – pra ninguém -, nem França, nem Inglaterra, nem Itália, escapam desta verdade terminante, muito menos Watkins Glen ou qualquer país africano.
Quanto custa um GP? Depende do bolso de quem quer promove-lo. Sendo um país com tradição na Fórmula 1, custa menos. Um país dito emergente terá de pagar algo entre US$ 30 e 40 milhões limpos na mão de Bernie, que repassa parte desse dinheiro para as equipes.
Claro que, além de pagar o preço pedido pelo homem, é preciso oferecer condições de conforto e segurança para equipes e público. A China gastou, dizem, US$ 500 milhões na sua pista. Se os proprietários de Watkins Glen ou um organizador africano preencher essas exigências, pode ter certeza de que veremos um GP por lá.
Quanto aos GPs mencionados por você, anote: Holanda – 85, Niki Lauda; Argentina - 98, Michael Schumacher; África do Sul - 93, Alain Prost; Suécia - 78, Lauda; México – 92, Nigel Mansell e Brands Hatch – 86, Mansell.
Sobre GP Master e GP 1, não tenho nenhuma informação. Sequer sei se serão disputados este ano.
Li o texto de Danilo Rischiteli Bragança Silva, Uberlândia, no site e me perguntei: se existiria a mínima possibilidade de voltarem os câmbios manuais a F1....
Vinícius Arten, Lins
Vinícius
Você se refere aos câmbios com alavanca ao lado do piloto, certo? Acho difícil um retorno tão radical ao passado, já que as caixas de câmbio têm, hoje, acionamento hidráulico, incompatível com alavancas tradicionais.
Muito tem sido dito que as corridas de F-1 estão cada vez mais desinteressantes e que o espetáculo oferecido está cada vez mais pobre.
Devido a isso, muitos especialistas e mesmo o público leigo amante da Fórmula 1 aguarda mudanças na categoria na esperança de termos corridas mais emocionantes. No entanto, esquecem que a Fórmula 1 é um negócio como qualquer outro, assim como o McDonalds, ou seja o que importa no final das contas é o lucro.
Dessa forma gostaria de saber se os senhores do site GPTotal têm acesso a algum tipo de estatística que mostre se nos últimos 10 anos houve perda de audiência, diminuição de público nos autódromos, diminuição de faturamento com patrocínios, etc. Comparativamente a outras categorias muito mais interessantes (como a MotoGP), tem havido perda de campo da Fórmula 1 ou não? A categoria tinha mais faturamento proporcionalmente em 1988 ou atualmente? Caso a F-1 continue com os mesmos índices de audiência e lucro, provavelmente teremos que assistir Nascar ou MotoGP para termos corridas emocionantes para vibrar.
Muito Obrigado. Parabéns ao site!
Anderson Rech Lazzaron, Resende
Oi Anderson
A Fórmula 1 edita um anuário com as audiências mundiais da categoria. Já tive alguns deles em mãos mas nunca prestei atenção aos dados pois uma consolidação desse tipo é bem difícil de ser feita pois audiência de TV não pode ser vista fora de vários contextos – horário, época do ano, nível de cobertura de cada emissora etc., sem falar se a transmissão é ao vivo, por TV aberta, e assim por diante.
De qualquer forma, não acredito que a audiência da categoria tenha caído de forma notável nestes anos todos, principalmente pela falta de concorrentes e pela grande promoção que a cerca.
O mesmo vale para o público nos autódromos. Como avaliar flutuação de público de um ano para outro sem considerar preço e facilidades de aquisição do ingresso, época do ano, condições do clima etc.? De novo, não me parece que o público médio tenha variado muito nos autódromos.
Já quanto ao dinheiro que gira em torno da categoria, não tenho a menor dúvida de que ele é muito maior hoje do que foi em qualquer momento do passado.
como admirador da Fórmula 1 e principalmente dos grandes tempos da categoria, possuo um grande acervo de videos desde 1965. Estou, aos poucos compartilhando com vcs para que nossa historia na F-1 não se apague. Seria de extremo prazer compartilhar com os colegas: dêem uma olhadinha em alguns trechos no Youtube em minha conta (FAVETTA25).