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Opiniões e Dúvidas dos Leitores 31.07.07
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Amigos,

Leiam e comentem...

http://oglobo.globo.com/esportes/mat/2007/07/30/297038324.asp

Um forte abraço,

Marcelo Ferreira, Jacarepaguá






Hahaha, Marcelo

Não sabia disso. Vamos ver o que os fãs do Piquet e Senna vão dizer!

Abraços (EC)

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Sobre o GP em Imola em 1982, citado na coluna do Edu de 25/7/2007, vale lembrar que naquela ocasião Gilles Villeneuve declarou que a disputa com seu parceiro de equipe Didier Pironi não foi exatamente uma das grandes batalhas da sua vida, usando como argumento para isso o seu tempo no Grid naquele final de semana, cerca de 1,5 segundos mais baixo que o do piloto francês.

Acrescentou ainda que apenas reduzia o passo de corrida de acordo com a orientação das placas vindas dos boxes o que possibilitava a Didier se aproximar e ultrapassá-lo, o que realmente aconteceu algumas vezes (a troca de posições entre os dois Ferraris)

Mas se Gilles pudesse ser tão mais veloz assim, porque simplesmente não reduziu a sua velocidade após manter Pironi a uma distância segura? Se tivesse tanta vantagem assim como declarou também na corrida bastaria exigir algo entre 85% do desempenho de sua máquina para manter o outra Ferrari alguns segundos atrás e não dando a oportunidade de percorrer aquele enorme trecho de aceleração (reta dos boxes, Tamburello e a reta antes da curva Villeneuve) com o adversário à espreita em seu vácuo apenas aguardando para dar o bote.

Gilles perseguido por Pironi, em Imola 82
Ou seja, não apenas duvido que o canadense fosse tão superior (como quis que acreditassem com estas declarações) como acho muita mais infeliz a declaração de pessoas próximas a Villeneuve que argumentam que Pironi (ou sua atitude...) sejam a causa de sua morte.

Parece claro que quem matou Gilles Villeneuve foi Gilles Villeneuve; É só observar o vídeo completo do acidente para notar que :

1- Jochen Mass é inocente, pois não poderia perceber a aproximação repentina do carro vermelho;

2- Gilles com certeza sabia da presença de um carro mais lento no traçado a alguns metros a frente e mesmo assim (como era de seu costume...) se lançou na veloz curva a direita de pé embaixo sem nem sequer imaginar em qual lado da pista poderia estar o March do piloto alemão. Acredito que qualquer em seu lugar desaceleraria ao notar a falta de pista livre em um trecho bastante perigoso como aquele.

3- Carlos Reuteman fez algo parecido com Alan Jones no Gp Brasil em 1981 e nem por isso o Australiano se matou na prova de classificação seguinte...

Abraços a todos os leitores .

Antônio Luis Santos Vieira, Batatais,

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A PIZZA DA MCLAREN

Olá amigos!

Sobre o Ferrarigate, acredito que a intenção principal é gerar polêmica, discussão e principalmente muita mídia. É o velho fale mal, mas fale de nós.

Uma situação curiosa: a McLaren têm em mãos um dossiê da Ferrari, mas foi esta quem copiou recentemente em seus carros, adereços aerodinâmicos similares aos da rival inglesa, como aquelas asinhas na altura da suspensão dianteira — inventadas acredito que pela Renault — e o capuz sobre o motor (agora idêntico ao da McLaren).

Não é novidade a Ferrari se incomodar, o que é normal, quando não vence na pista. O que não é normal são algumas de suas atitudes quando isso acontece... Lembram-se quando a Williams com pneus Michelin e Montoya ameaçaram o campeonato de Schumacher? A equipe italiana foi rapidinho reclamar com a FIA sobre os compostos da equipe inglesa e acabou como sonho do colombiano. E o que aprontaram com o Alonso e a Renault em Monza no ano passado? Aquela punição ridícula para não estragar a festa de aposentadoria do alemão da Ferrari.

Luca Badoer testa o Ferrari semana passada, em Mugello
A McLaren reclamou do assoalho da Ferrari. E dai, isso quer dizer o quê? Principalmente que os caras estavam usando um artifício fora do regulamento, foram descobertos e visivelmente prejudicados em seus planos. Não acredito que seja preciso ter um dossiê para descobrir isso na F1 de hoje.

O que eu acho, em resumo, é que não existe santo nessa história (e nem na F1). A indignação de Todt, Massa e Montezemolo é história prá boi dormir. Eles não ficariam nem um pouco chateados se a McLaren fosse banida do Mundial e eles repetissem o feito de Indianápolis 2005 — correndo sozinhos — pelo resto do ano. E se a própria Ferrari armou o barraco todo fazendo chegar às mãos da McLaren o tal dossiê? E se o tal dossiê nem for auntêntico? Absurdo? Absurdo é alguém de posse de um documento dessa magnitude e tamanho (780 págs.) mandar copiar tudo numa xerox da esquina...

Pior que novela da Globo. Boa semana a todos!

Lucas

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A Mclaren não teve culpa de nada, quem tinha os documentos da Ferrari era seu engenheiro. Se ele utilizou alguma coisa foi sem o consentimento da Mclaren e de Ron Dennis.

Acompanho a Fórmula 1 há muitos anos e fico sem entender, que só porque tem um brasileiro correndo na Ferrari todos agora babam os ovos da Ferrari em tempos passados era o contrario tempos de Senna. Ja sou torcedor da McLaren desde 1982 quando descobri a Fórmula 1 e mesmo não tendo nenhum piloto brasileiro na equipe continuo sendo torcedor da Mclaren.

Agora estes coitados que torcem para equipes por causa do piloto, vão esperando a Ferrari priorizar um piloto brasileiro a um europeu.

Um abraço.

Joel, Jaraguá do Sul

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O que o Julio Cesar Oliveira de Campinas escreveu está corretíssimo.

A F1 é um jogo em que, infelizmente, quem menos joga é o piloto. E pode ter certeza: a Ferrari, se não vai levar algum agora, está pagando por algo que ficou atrás.

Cristiano Teixeira, Arapongas

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Já ouviram falar da famosa pizza de phallkathrua???

É um tipo de pizza que já foi considerada exótica, pois seu sabor (dizem) é meio ácido, provoca um certo mal estar, mas tem certas pessoas que a amam. Diz a lenda que surgiu na Corte da Guanabara, alguns séculos atrás ( alguns pesquisadores dizem que os primeiros a provar tal iguaria em terras tupiniquins, foram os índios ), mas atualmente é muito servida em um minúsculo país, num tal Planalto Central.

Lewis num evento dias antes do GP da Europa
Pois bem, e não é que essa iguaria conquistou os paladares além-mar, e acreditem o paladar de franceses e ingleses, tão críticos com o que se passa ou se faz fora de seus gelados territórios. Creio eu, que pelo andar da carruagem, logo, logo aparecerá uma franquia da marca, bem no coração de WOKING.

P.S.: A B.A.R., atual Honda/Planeta Mico/Salve-se Quem Puder, a umas temporadas atrás, não foi punida com a exclusão de duas etapas do campeonato, perda de pontos e tudo mais, por burlar o regulamento??? (o tal do tanque escondido).

Por quê agora, a regra vai ser diferente? Como a Mclaren sabia do fundo móvel???

Até mais.

Jorge Roberto Alves Pereira, Caraguatatuba

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Amigos,

Tyrrell, 1984 - gasolina adulterada, exclusão do campeonato;

Benetton, 1994 - milhões de alterações, uma desclassificação e duas suspensões (por outro motivo)

McLaren, 2007 - "plágio" descarado, e apenas uma mini-advertência?

É possível traçar um paralelo entre a força das equipes e as "Punições" recebidas?

Eu tinha certeza que a McLaren não ia receber nenhuma punição:

1) É inglesa com um inglês (liderando);

2) Schumacher não está mais "do outro lado da força";

Jean Todt dizendo que, "se fosse a Ferrari, a história seria outra", é uma grande mentira. Aquele GP de Monza do ano passado prova o contrário. Nenhuma equipe foi mais beneficiada que a Ferrai até hoje.

Abraços!

João Carlos Souza Ferreira

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Curtam o video:



Alex Jr, Fortaleza

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Boa Tarde Tite !

Fiquei muito surpresa com suas colocações à respeito do piloto brasileiro Alexandre Barros.

Ao invés de apoiá-lo e reconhecer seu imensurável talento, uma vez que ele é o único representante brasileiro no MotoGP, comenta seu pódium com críticas e ainda coloca em dúvidas sua genialidade.

Ora, ele não ficou mundialmente conhecido à toa.

Cite seus títulos ao longo da carreira, suas brilhantes conquistas em cada disputa. Fale apenas o que realmente é verdade e não somente a sua opinião. E já que você gosta de enfatizar frases célebres: Há, verdadeiramente, duas coisas diferentes: saber e crer que se sabe. A ciência consiste em saber; em crer que se sabe está a ignorância. (Hipócrates)

Atenciosamente,

Carol

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Queria dizer primeiramente que o campeonato de 2007 é o melhor de todos os tempos. São quatro pilotos brigando pelas vitórias e pelo título. Duas equipes dando-se ao máximo, para serem mais competitivas, corrida a corrida. Mas analisando as últimas corridas, algo vem me chamando a atenção, que é o crescimento do Alonso e do Kimi, sob um ponto de vista pouco abordado pela transmissão da Globo:

Os dois pilotos vem estão plenamente adaptados aos carros em que correm, face às primeiras corridas em que seus companheiros de equipe, Massa e Hamilton, tinham melhor desempenho. Me parece que será difícil para o Massa, mas estamos na torcida. O espanhol é um piloto completo, o finlandês faz a máquina da Ferrari rodar tempos incríveis, como fazia antes com a McLaren, mas este não é agressivo o suficiente para ultrapassagens, o que às vezes compromete sua corrida.

Douglas Lacerda, Patos

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Bem amigos do GPTotal

Eu vi uma história do Piquet hilariante, no programa do Marcos Mion, na MTV, e gostaria de saber se é real ou é lenda.

Ele (o Mion) disse que o Piquet, nos tempos de Brabham, toda vez que se encontrava com o Mansell nos boxes, cumprimentava-o desta forma: Hello, panaca! E o Mansell, sem saber o que significava a palavra, o cumprimentava cordialmente. Um bom tempo depois, o Mansell criou coragem e perguntou para um jornalista brasileiro o que significava panaca (acho que foi por isso que ele deixou crescer o bigode de Leoncio!!!!)....

Aproveitando, fiz uma análise drástica do incidente Massa X Alonso e cheguei as seguintes conclusões:

1) Tá na hora do Massa botar a faca no meio dos dentes e mostrar para esse mané o porque que ele está na Ferrari;

2) Tá na hora da imprensa italiana parar de encasquetar com o Massa;

3) Tá na hora do Alonso se tocar que humildade faz bem de vez em quando (se fosse o Senna no lugar do Massa, o bicho tinha pegado!!!!). E que o GP Brasil tá chegando e mais um piti desse, vamos espalhar um monte de bonecos de Alonso enforcado (tipo malhação do Judas, sabe?) nos postes de luz da Av. Interlagos.... que cara xarope esse Alonso!!!

Antonio Eduardo Gomes, São Paulo






Oi Antonio

Piquet falou muita coisa do e para o Mansell e disse aos amigos muita coisa que teria dito ao Mansell. Não sei em qual caso se enquadra a frase citada por você.

Abraços (EC)



Opiniões e Dúvidas dos Leitores 27.07.07
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Amigos

Parei de assistir a Fórmula 1. Tomei esta dura decisão agora a pouco, ao saber da decisão da FIA(sco) sobre a McLaren.

Como fã de automobilismo (em especial a Fórmula 1), que aprendi a gostar vendo Piquet e depois Senna correr, não dá pra aceitar uma decisão destas. Nos dias de Jogos Pan-Americanos aprendi a gostar de Jade Barbosa, Diego Hipólito, Diogo Silva, Yane Marques e tantos outros atletas que, sem muitos recursos mas muito treino, conseguiram resultados dignos, bonitos, convincentes etc

Isto é esporte. Vocês viram a seleção feminina de futebol fazendo a melhor campanha de uma seleção brasileira de futebol em todos os tempos? Só pra lembrar, os EUA, apesar de estar com a seleção B de seu país, tomou de 5 na final. E essas jogadoras brasileiras não têm emprego no Brasil.

Enquanto isso, do outro lado do mundo, Paris se torna uma filial de Brasília por uns instantes. Sabemos da culpa de McLaren como sabemos da culpa do Renan Calheiros. Se a McLaren usou? Não dá pra saber ao certo. Mas engraçado...

..Montreal e Indianápolis eram duas pistas onde todos apostavam as fichas nos carros da Ferrari. Não deu nem disputa. A McLaren sobrou. Mas não foi nesta época que surgiu o escândalo? Coincidência né? Será que um carro melhora tanto assim em duas ou três semanas?

Os motorhomes da McLaren e Ferrari, lado a lado em Nurburgring
Tudo bem, tudo bem, não esperava a exclusão da McLaren do campeonato, mas sim esperava uma pesada multa no mínimo. Ou a suspensão de uma ou duas provas do campeonato. Mas não! A McLaren é culpada mas não será punida. É como se, por fome, eu roubasse a padaria mas não comesse o pão. Eu não fiz uso da energia do pão pra sobreviver. Então não posso ser punido. Só culpado! Só chorando mesmo (porque rir não dá mesmo).

Concordo quando falam em Nascarização da F-1. Gosto da Nascar por causa dos inúmeros parâmetros que podem influenciar uma corrida (bandeiras amarelas, carros parecidos). Mas isso não é Fórmula 1.

E, já que o regulamento da F-1 não permite a cópia da Nascar vamos nascarizar com fatores extra-pista. Ou seja, em nome do campeonato ($$$$) não vamos punir a McLaren apesar da culpa dela. Em nome do campeonato ($$$$) vamos punir o Schumacher (1994) por duas ou três corridas pra decisão ficar para a última. Em nome do campeonato ($$$$) vamos punir o Alonso (Monza 2006) por ficar 500 metros à frente do Massa e causar uma turbulência tamanha capaz de derrubar um Boeing 747. Resultado: vitória do Schumacher e o campeonato embolado! E não tem preferidos não. Em 94, o prejudicado foi o Schumacher, que foi beneficiado em 2006 em detrimento do Alonso, que agora foi beneficiado pela decisão da FIA(sco), que ferrou a Ferrari que era do Schumacher. Campeonato embolado = milhões de dólares.

Amigos, não vou mais assistir a F-1. Um dia talvez eu leia que fulano foi campeão de F-1 e acredite que este resultado foi o resultado de um esporte digno. Mas acho sinceramente que este dia está longe.

Ao Flávio Gomes: meia calabresa sem cebola pra você, meia calabresa com cebola pra mim. E pode cobrir tudo com mozzarella.

Julio César de Oliveira, Campinas






Oi Julio César

Não deixe de assistir a Fórmula 1 por conta das suas mazelas. Elas fazem parte da vida.

Muito bem observada a coincidência (?) de datas.

Segundo AutoSprint, as informações secretas da Ferrari foram passadas por Nigel Stepney para Mike Coughlan no final de abril. Depois disso, tivemos a vitória da Ferrari na Espanha e três vitórias seguidas da McLaren, em Mônaco, Canadá e Estados Unidos, os duas últimas consideradas corridas onde a equipe italiana detinha largo favoritisimo.

Lembre-se que entre os dados surrupiados estavam medições de ajstes e calibragem de suspensão da Ferrari, que usava pneus Bridgestone, fora do alcance da McLaren, que não pode testar em nenhuma das três pistas.

Abraços (EC)

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Não faltou emoção para essa corrida na Alemanha.

Única coisa desagradável nesse fim de semana foi a narração do GB, acredito que foi a pior narração deste narrador pelo menos nesses últimos 10 anos de Fórmula 1.

Mas mudando de assunto...

Bem, pelo que estou vendo nesse ano, as duas grandes equipes da temporada (McLaren e Ferrari) não vão ter um primeiro piloto ou segundo. Afinal, o campeonato está muito disputado.

Na McLaren nada definido já que Hamilton ainda é líder do campeonato mas Alonso vem evoluindo a cada corrida. Acredito que agora o espanhol é o favorito ao título..

Na Ferrari, o Raikkonen mostrou superioridade nas duas ultimas corridas (tirando Nurburgring) e acredito que mesmo com 7 pontos atrás do Massa hoje, termine o campeonato com mais pontos que o brasileiro. Já Felipe ainda tem muito o que aprender. Principalmente no quesito pista molhada. Acredito que caso Raikkonen não tivesse quebrado poderia ter terminado a corrida em Nurburgring a frente de Massa.

E mudando de assunto novamente...

Parece que a paz que reinava na Fórmula 1 está acabando. Depois da discussão de Alonso e Massa após o GP de Nurburgring, tivemos a briga de Speed e seu chefe Franz Tost e agora tivemos o polonês Robert Kubica criticando o seu companheiro de equipe Nick Heidfeld dizendo que o alemão não poderá não ter um futuro muito longo na Fórmula 1 por ter tirado em menos de 20 voltas, dois concorrentes da pista.

Agora resta ver como vai ficar o caso da McLaren. Pode ser que esse seja mais um foco de briga, seja entre piloto x equipe (Já fala-se na Espanha de Alonso fora da Mclaren) ou até equipe x equipe.

Para o bem do campeonato esperamos que os pilotos da McLaren não percam seus pontos e que o campeonato continue disputadíssimo como está.

Abraços a todos..

Rafael Tonete Guedes, Vila Velha

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Caro Luis Carlos Barros:

se tem uma pessoa no mundo pra qual você nunca poderia dizer que baba ovo pro Schumacher, essa pessoa sou eu. Concordo com o que você disse a respeito do alemão, por sinal.

E sobre sua irritação com meus comentários a respeito de Lewis HAmilton, sugiro que leia-os novamente: eu não disse que Hamilton, para provar que é bom, teria de ser campeão numa RBR.

Eu só disse, e reafirmo, que os seus números e o seu sucesso nessa temporada DE ESTRÈIA não podem ser tão impressionantes, pois ele está com um carro perfeito.

Senna estreou numa Toleman, Alonso numa Minardi, Schumacher numa Jordan, etc. Citei o exemplo de Villenenuve, que não foi nada demais, mas que no seu início fez algo tão bom ou até melhor q Lewis - pois estava na Williams.

Abraços

Marcel Pilatti, Curitiba

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Caro amigo Jeff Reinholds

Gostei muito da sua comparação entre o Valentino Rossi e o Schumacher, publicada aqui, neste espaço. Os dois estão no lugar mais alto da lembrança dos torcedores, quando o assunto é talento. Realmente são gênios. E ambos demonstraram e demonstram uma garra e crença inabalável.

Mas as similaridades param por aí!!! Que o Schumacher é um gênio das quatro rodas, isso ninguém nega. Mas o Schumacher, ao longo de sua carreira, por diversas vezes, agiu de forma ANTI-DESPORTIVA. Muito do seu talento, da genialidade, será manchada pelas atitudes impensadas que ele tomou durante a sua longa e vitoriosa carreira.

Só lembrando, em 1994, a equipe Benetton, alterou a bomba de reabastecimento, de forma a diminuir o tempo de reabastecer os carros da equipe. Tinham uma vantagem clara nos pits stops. Só foi descoberta a maracutaia por que num destes pit stops, o carro pegou fogo, e a FIA pegou a bomba para averiguação, e foi constatada a gatunagem.

Em 1997, o Shummi jogou o carro criminosamente em cima do Villenueve, tentando não permitir a ultrapassagem, e aconquista do título por parte do Villenueve. Coisa de bandido mesmo! Em 2005, aquela parada na curva de Monte Carlo, logo após uma volta rápida, no qualifying, o Shummi simplesmete foi um tremendo cara de pau. E outras inúmeras atitudes anti-desportivas que o alemão sempre fez, que, apesar de GÊNIO, pode se duvidar do seu caráter. O Rubinho que o diga na corrida de A1, quando recebeu a ordem para deixar o Alemão passar. Muito diferente do Rossi, que é um verdadeiro LORDE das pistas, um cara que vibra mesmo quando chega em 3º. E olha que ver o Rossi longe do pódium é coisa rara. O Rossi, por inúmeras vezes, deu declarações sinceras, coisa muito difícil no meio desportivo. Existem passagens ANTOLÓGICAS do Rossi, como depois da bandeirada, ele parando a moto na pista para ir num banheiro situado na pista, como em 2004 na África do Sul, ele encostando a YAMAHA na mureta chorando e beijando a moto, das declarações que ele sempre dá nas entrevistas coletivas, tipo:

A) Hoje o Stoner esteve perfeito.(2007)
B) Hoje eu dei 110%, ganhei a corrida, mas nunca ví ninguém fazer a sequência de curvas de alta como o Alex fez. passei várias voltas tentando aprender como. (Assen - 2002)
C) Infelizmente, ERREI. (2006 - Valência)

Quer dizer, o cara além de ser uma lenda, é um grande caráter. E, cá entre nós, o caráter do Shummi pode ser posto a prova, não é verdade? Muito da estrela do talento que o Alemão demonstrou dentro das pistas será esquecida pelos atos ANTIDESPORTIVOS que ele mesmo praticou ao longo da sua carreira. O que torna a sua carreira muito controversa. Muito diferente do Valentino Rossi, que será lembrado como GÊNIO!

Abraços

Sério, São Paulo


Opiniões e Dúvidas dos Leitores 26.07.07
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Pizza! Pizza! Pizza!

Abraços

Mauro Fernando, São Paulo






Pois é, Mauro

Como por aqui quase tudo termina em pizza, nos comprazemos quando a mesma coisa acontece no exterior. Triste prazer o nosso.

É difícil entender a decisão de hoje do Conselho Mundial da Fia. Eles reconhecem a culpabilidade da McLaren – a equipe é citada nominalmente e não seus funcionários - por deter documentos sigilosos da Ferrari mas, pelo fato de não terem sido recolhidas evidências de uso das informações, a equipe escapa lisa.

Do ponto de vista estritamente jurídico, imagino que possa haver atenuantes para o fato de as informações não terem sido usada. Imagine o seguinte argumento usado por Ron Dennis: eu não pedi essas informações. Elas foram conseguidas por um funcionário à minha revelia, não foram usadas no projeto do carro e assim que tomei conhecimento das denúncias afastei todo mundo. Dou minha palavra de que isso é verdade.

Da mesma forma, pode haver limitações regulamentares para uma punição esportiva pela Fia e força-las pode levar a uma contestação fora do tribunal esportivo, o que enrolaria todo o campeonato. Nas isso é com os advogados e eles sempre arrumam um jeito de moldar as coisas segundo os interesses políticos.

Assim, vale a pena especular um pouco sobre a política por trás dos fatos.

Tenho certeza absoluta de que Bernie Ecclestone e Max Mosley aproveitaram a saia justa da McLaren para tirar proveito comercial. Como? Lembre-se de que o Pacto da Concórdia, o contrato que rege as relações comerciais na categoria, está terminando e é preciso rever as bases de remuneração das equipes a partir do ano que vem. Que tal diminuir em alguns milhões de dólares por ano a cota da McLaren em troca de uma redonda no Conselho Mundial? Ron não reclamaria, a McLaren pode agüentar o tranco e os milhões passarão a bolsos alheios. Sabe como é: siga a grana, dizem os investigadores profissionais.

O McLaren de Hamilton, depois do acidente em Nurburgring
Mais: os donos da categoria devem ter pesado prós e contras e chegado à conclusão que punições envolvendo pontuação ou suspensão de corridas (pena que, acho, não estava prevista entre as punições) não aumentariam o interesse popular em torno do campeonato. Para o bem dos negócios, é melhor deixar Hamilton e Alonso em paz, com a dupla da Ferrari, com um carro um pouco melhor do que o McLaren, lutando para alcança-los.

E assim a Fia fez Justiça. Como nos melhores tribunais brasileiros e, verdade seja dita, do resto do mundo.

Abraços (EC)


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Bom dia Edu.

Estava lendo sua coluna de 25/07/07, Inimigos, e observando na foto das Ferraris de Pironi e Villeneuve, constatei que o 27 de Villeneuve não tem aerofólio dianteiro enquanto o 28 de Pironi tem um pequeno e fino aerofólio.

Creio que o efeito solo quase fazia desnecessário o uso deste acessório. Gostaria, se possível, que detalhasse o assunto pois achei muito interessante o fato de carros da mesma equipe estarem com esta diferença de configuração.

Grande abraço.

Luís Sérgio, Brasília






Olho bom, Luis Sérgio. Não havia reparado nesse detalhe.

A explicação, você matou a charada, é mesmo o efeito solo, capaz de grudar os carros de tal forma ao chão a ponto de dispensar as asas dianteiras. Usa-las ou não tornou-se uma questão de preferência do piloto e que variava de pista para pista.

Batendo os olhos em foto de 80, vejo que Mario Andretti mandou colocar asas bem finas na frente do seu Lotus 81 no GP da Argentina mas preferiu correr sem elas na corrida seguinte, no Brasil. E nessa foto, que vai reproduzida aqui, note o McLaren que segue Andretti, pilotado por Alain Prost, com asas.

Andretti e Prost no GP do Brasil de 80
Abraços (EC)

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Olá amigos do GPTotal.

Gostaria de expressar meu apoio ao ponto de vista apresentado pelo leitor Antônio Luis Santos Vieira, de Batatais, aqui nesse espaço.

Concordo com ele que Didier Pironi é um piloto um tanto quanto injustiçado pela opinião pública; obviamente devido ao fatídico GP de Imola de 1982. Na minha opinião, Pironi fez apenas o que Rubens Barrichello não teve coragem para fazer, desrespeitar ordens de equipe para conquistar uma vitória.

Pironi e seu Ligier, na Bélgica 80, GP vencido por ele
Óbvio que as condições de contrato dos dois eram muito diferentes, e que Didier ficou mal visto por ter desrespeitado um acordo justamente em cima de Gilles Villeneuve, que sempre foi fiel aos seus companheiros e esperava de Pironi a mesma fidelidade na temporada de 1982. Porém Didier, seguramente um dos melhores pilotos do início dos anos 80, com um estilo de pilotagem muito arrojado (não tanto como o de Villeneuve, claro), era um verdadeiro competidor à moda antiga e não estava disposto a seguir nenhum acordo para obter o título naquela temporada.

Por isso digo que é compreensível a raiva de Gilles, mas também acho que deveria ser compreendida a sede de vitórias de Didier, pois muitos de nós faríamos o mesmo em seu lugar e isto não deve ser visto como questão de caráter, mas sim de sede por vitórias.

Fabio Henrique , Ribeirão Preto

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Marcel Pilatti

li sua coluna de 20/7/2007 e não entendi o seu despeito para com o Hamilton. Você entende tanto de Fórmula 1? Me responde então: você e toda a imprensa baba ovo pra um sujeito chamado Michael Schumacher, que só foi campeão quando também teve carros bons nas mãos e, como se não bastasse, com cláusulas contratuais que proibiam seus companheiros de ultrapassa-lo.

Foi assim com Irvine e com o Massa e o que dizer do Rubinho. O cara não e lá um grande piloto mas o que aquela máfia vermelha aprontava com o ele, mundo todo viu.

Senna, Prost, Mansell, Piquet, Fittipaldi, Hakkinen, Schumacher, Alonso, Fangio e outros grandes pilotos só foram campeões com grandes carros nas mãos. Por que Hamilton tem que ser campeão com uma RBR?

Luis Carlos Barros, São Paulo

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Em resposta ao leitor Tarciso, que escreveu sobre a participação de Ian Schekter no GP da Africa do Sul de 1975, quero salientar que naquela época existia um campeonato regional de F1 na África do Sul, que utilizava carros de anos anteriores que eram vendidos para as equipes. O carro da foto é um Tyrrell de 1974, embora o GP fosse o de 1975.

Ciro Manzini Junior, Valinhos


Opiniões e Dúvidas dos Leitores 19.07.07
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Mais uma vez, em resposta a um leitor, o Eduardo Correa usa a Nascar como exemplo de demonização, de tudo o que é ruim no automobilismo. Toda e qualquer mudança negativa feita na F-1 é logo rotulada como Nascarização. Mas até que ponto isso é verdade?

Apesar da minha paixão pelo automobilismo ter se iniciado com a F-1, sou um fã de automobilismo, e não apenas de Fórmula 1. Procuro conhecer e acompanhar o maior número possível de categorias, observar suas qualidades e defeitos, de forma a ter algum juízo de valor.

Entre as diversas categorias que acompanhei ou acompanho está a Nascar. É óbvio que tem defeitos e regras com as quais eu não concordo, como sistema de pontuação que não valoriza muito a vitória, e decisão de campeonato em play-off. Além disso, corridas em circuitos ovais são algo que não faz muito sucesso fora dos EUA. Mas também tem suas qualidades, como a alta competitividade.

Ninguém é obrigado a gostar de uma categoria ou concordar com suas regras. Mas para falar bem ou mal, é necessário conhecer, sob pena de se dar informações inverídicas ou fora de contexto.

O Eduardo Correa afirmou que a Nascar é o verdadeiro modelo de campeonato para Max Mosley e Bernie Ecclestone. Nada está mais longe da verdade. Duas categorias não podem ser mais diametralmente opostas do que a F-1 e a Nascar.

Primeiro, a Nascar é uma categoria que busca dar equipamento semelhante a todos os competidores, de forma a garantir a competitividade. A F-1, pelo contrário, está baseada no princípio de que cada equipe deve construir o seu carro, o que gera, por conseqüência, um baixo nível de competitividade entre as equipes, em termos de resultado.

Se por um lado algumas regras da Nascar (com as quais eu não concordo) são feitas apenas para os propósitos do espetáculo, por outro as regras da F-1 levam a categoria a não ter espetáculo nenhum. Daí a necessidade de se ficar modificando o regulamento todo ano, com soluções esdrúxulas para se ter, artificialmente, alguma emoção. Já a Nascar, como tem uma competitividade real, não tem essa necessidade de modificar o regulamento o tempo todo.

Segundo, a Nascar é muito menos sujeita a politicagens do que a F-1. Não é dirigida por alguém que se constitua praticamente num dono comercial da categoria, que impõe seus interesses financeiros à frente de tudo, como faz Bernie Ecclestone na F-1.

Ao contrário do que o EC falou, as punições da Nascar não servem apenas aos propósitos do espetáculo. Lá se aplica uma punição com o mesmo rigor tanto ao líder do campeonato quanto àquele que está na rabeira da tabela. Já na F-1, sempre vimos as punições serem aplicadas bem mais severamente às equipes pequenas.

Em mensagem anterior, o EC afirmou que o sistema de pontuação da Nascar seria complexo justamente para não se entender muito a classificação. Isso também é incorreto. A pontuação na Nascar é simples. Ocorre apenas que há um alto número de pontos pelo fato de se atribuir pontuação a todos os competidores. Se por um lado esse sistema não valoriza muito a vitória, por outro faz com que a luta por qualquer posição valha alguma coisa. Na F-1, um piloto que estiver no final da corrida lutando por uma décima primeira posição estará lutando em vão, por algo que não vale nada.

Acho que o Eduardo Correa tem todo o direito de detestar a Nascar, mas penso que deveria conhecer melhor a categoria antes de usá-la como termo de comparação, pois, sem um conhecimento devido, certas informações podem ser apresentadas fora de contexto.

Sérgio

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Olá pessoal

Fazia tempo que não escrevia. Mas apenas me coloquei na condição de leitor mesmo, sem me envolver. Nunca deixei de acompanhar esse site, que descobri por acaso em seus primeiros meses de existência. Peço para que os colunistas não deixem de escrever aqui. Sugiro que quando aparecerem cartas inflamadas de leitores sabichões, simplesmente os deixem pra lá falando sozinhos. Não vale a pena perder tempo (e fios de cabelo com eles).

Mas tenho algumas dúvidas que me corróem, hehe! Aí vão elas:

1) É sobre jackie Ickx. O Belga fez fama na Ferrari mas em 1974 fora contratado pela maior rival dela, a Lotus. Mas essas duas personalidades tão famosas nunca se entenderam. Ickx poucos pontos marcou por essa equipe. Gostaria de saber mais sobre a passagem do Belga pela equipe inglesa.

2) Ainda nessa época, queria saber porque o Lotus 76 não deu certo. Quais eram os problemas dele?

Forte Abraço a todos!

Lucas Carioli






Oi Lucas

O belga Jacky Ickx teve, de fato, uma passagem cinzenta pela Lotus, pela qual competiu em 74 e 75, tendo conseguido como melhores resultados em GPs um 2o lugar na Espanha 75 – uma corrida para sempre maldita pelo acidente com Rolf Stommelen e que causou a morte de cinco pessoas entre o público – e dois 3os lugares em 74.

Sempre tendo sido um piloto com evidentes problemas de motivação e concentração, Ickx pegou a Lotus num péssimo momento. Em 75, ele tinha nas mãos um carro construído em 1970! De se registrar que seu companheiro de equipe, Ronnie Peterson, não fez nada de notável na temporada.

Ickx acabou saindo da equipe – ou saíram com ele, não lembro bem – restando cinco provas para o final da temporada e a Lotus nem se deu ao trabalho de contratar um substituto, rifando o carro a cada prova.

Depois disso, o belga virou uma alma penada na Fórmula 1. Competiu mais vinte GPs nos quatro anos seguintes e o melhor que conseguiu foi um 5o e um 6o lugar. Continuou a brilhar, porém, nas provas de sport-protótipos.

Ickx com o Lotus 76
Quanto ao Lotus 76, foi um dos fracassos pontuais da carreira de Colin Chapman. Lançado em 74 com grande estardalhaço, o carro incorporava algumas inovações mecânicas que simplesmente não deram certo. Uma delas era um sistema de embreagem de acionamento elétrico, por meio de um botão no câmbio. Mesmo quando essas e outras novidades foram retiradas do carro, ele não se mostrou veloz, restando à equipe fazer uma meia-sola no velho Lotus 72 e arrasta-lo até o final de 75.

Abraços (EC)

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Olá Amigos GEPETOS,

Na coluna de participação dos leitores vi a seguinte passagem na carta do leitor Carlos Alberto C Cozza, Guarulhos:

”Será banido a eletrônica. Quando muito pode ter vela, platinado, condensador, dinâmo e chave geral (o Rato adorava uma dessas, vivia brincando com elas). Também não sei para que serviam, pois não venham me dizer que era para evitar incêndio em caso de acidente. É só ver o final das porradas, e ver se alguém lembrou da po... da chavinha.”

Seria possível explicar com maiores detalhes, sobre esta chave e também porque o Rato adorava elas?

abraços

Wander José, Curitiba






Oi Wander

O Carlos Alberto estava usando de ironia em sua menção. Antigamente, os carros tinham uma chave ou botão no painel para cortar a corrente elétrica em caso de pane, risco de incêndio etc.

Emerson e seu McLaren na Argentina 74
No McLaren, era uma chave bem grande, tão grande e mal posicionado que Emerson, num movimento de mão, a desligou acidentalmente durante o GP da Argentina de 74, logo em sua estréia na equipe, e – pior – não percebeu a mancada!

Creio que ele chegou até a sair do carro quando se deu conta do ocorrido. Aí, religou o carro e continuou na pista, apenas para se acostumar com o carro. Para a prova seguinte, a tal chave foi serrada.

Abraços (EC)

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Olá amigos!

Andei revendo o video do GP do Japão de 1989, e notei uma curiosidade, que vocês podem acompanhar no link:



Concordam que Alain Marie Pascal Prost queimou a largada?... E o que acontece com quem queima a largada? Punição. O mesmo Prost foi punido no GP de Mônaco de 1993, por conta da mesma infração - claro, Balestre não era mais o diretor.

Ele deveria tomar o "stop&go" e com 10 segundos parado nos boxes, essa corrida jamais teria outro resultado que não a vitória de Senna. E Balestre admitiu, em entrevista de 1996, que interferiu diretamente no resultado para favorecer seu compatriota.

Por outro lado, sem essas falcatruas todas, nunca teríamos visto uma das mais espetaculares performances do brasileiro.

abraços!

João Carlos Souza Ferreira

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Venho acompanhando os desdobramentos do caso de espionagem Ferrari x Mclaren e de uma coisa estou certo: a equipe italiana não vai deixar barato e vai querer a forra ainda nesta temporada; daí me pergunto: o que vai acontecer com a Mclaren? Ron Dennis anda chorando pelos cantos...acho que ele sabe que a chapa vai esquentar.

Me tornei fã do Hamilton. Alonso é um pilotasso mas querendo ou não eles se beneficiaram das falcatruas que aconteceram e vai sobrar para eles com certeza. Seria péssimo para a F1 a exclusão da Mclaren e de seus pilotos do campeonato desse ano, mas que solução poderia adotar-se para tamanho escândalo?

Quero só ver como esse pepino será descascado...

Cesar Pedrini, Linhares,

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TITE

Caro Tite,

muitas vezes discordo de suas opiniões. Às vezes, como dizem no nordeste, você é mais grosso que pentelho de barrão. Mas não podemos ter comentaristas que dizem apenas o que queremos ouvir.

De motociclismo e de motos, tenho certeza que você entende (eu sou só motociclista metido à entendido, mas acompanhei Tucano, Netinho e cia....), portanto não acho correto você abandonar o GPTotal por conta de alguns leitores que parecem levar para lado pessoal. Tipo sou palmeirense, o Tite é corintiano, portanto não gosto do Tite.

Esse papo de ficar comparando pilotos me irrita profundamente pois equipamento, época e concorrentes (e por que não, sorte) contam muito. Muitas vezes estar no lugar certo na hora certa vale mais do que o talento. Existem fatos que não podem ser negados. Pilotos que tiveram ótimos equipamentos e não renderam. Portanto, não podem reclamar da falta de oportunidades. Faltou talento. Ou aquele algo mais que separa os campeões dos simples vencedores esporádicos de corridas.

Sempre torci por brasileiros em qualquer categoria, mas temos que ser realistas. Barros teve sua chance. Não adianta dizer que pegou uma Yamaha para prepara-la para o Rossi. Ele foi para a Honda do Rossi e tomou pau da Yamaha. Os pilotos excepcionais (os campeõs) fazem as equipes funcionarem. É assim com Rossi, Schumacher, Alonso. Era com Senna, Piquet, Kenny Roberts, Freddie Spencer.

As vezes você exagera na aspereza das opiniões, mas se você fosse perfeito, ia ser uma chato de galocha. Polêmica faz bem !!!!

Rogério Tófoli Kezerle

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Gostaria de colher opiniões de quem pode acompanhar o piloto que certamente foi um dos mais injustiçados do seu tempo.

Creio que Didier Pironi realmente teria sido o campeão em 1982 (com ou sem Gilles Villeneuve na pista...) assim como também penso que teria lutado muito mais efetivamente pelo campeonato em 1983 que Patrick Tambay e René Arnoux.

Caso não tivesse sofrido o terrível acidente que esmagou suas pernas o piloto francês seria recordado como o primeiro campeão mundial de seu país e também como o pioneiro a levantar o título utilizando motores turbo.

Mas como nada disso ocorreu por conta dos elevados riscos de se pilotar máquinas com monocoques de alumínio (delgados como folhas de estanho se comparados aos atuais chassis de material composto) em condições de má visibilidade e aderência sempre que se busca material que recorde aquela época pouco se fala de Pironi.

Bem, na minha humilde opinião Didier era muito bom, mas e na de vcs ?

Antônio Luis Santos Vieira, Batatais

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Verifiquei a existência em 75 de uma equipe chamada Alex Blignaut, com carros da Tyrrell nº32 pilotadas pelo irmão de Jody Scheckter, Ian.

Gostaria de saber mais sobre esta equipe e sobre o próprio Ian, e se possível uma foto deste carro patrocinado pela Lexington.

Grato

Tarcisio






Oi Tarcisio

Não sei lhe dizer quase nada sobre essa equipe mas sei que, nos anos 60 e 70 não era incomum as equipes levarem para as corridas um carro extra que podia ser alugado para um piloto ou equipe local. Esse parece ser o caso de Ian na África do Sul, já que ele competiu apenas nessa prova com o Tyrrell. Certamente havia um patrocinador, a Lexington, que bancou os custos e... ficou por isso mesmo.

Ian Scheckter com o Tyrrell na África do Sul 75
Olhando para a tabela completa de participações de 75, noto que a Tyrrell inscreveu um carro para Jean Pierre Jabouille no GP da França e para Michele Leclere no GP dos Estados Unidos. Por que não fez isso em outros GPs? Porque não encontrou bons clientes, capazes de pagar os custos sem destruir o carro.

Quanto a Ian, ele fez mais dois GPs em 75, pela Williams.

Abraços (EC)


Opiniões e Dúvidas dos Leitores 05.07.07
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Olá amigos,

Recentemente em uma conversa com amigos sobre a F1, alguém lembrou um caso de algum tempo atrás sobre Moss ter dito em uma entrevista que era comum em sua época os pilotos tomarem "estimulantes" para correr, inclusive Fangio.

Gostaria de saber dos amigos do Gptotal se há fundamento em tal assunto.

Marcos Masiero






FORZA FERRARI!

Moss e seu copiloto, o jornalista Denis Jenkinson com Mercedes nas Mille Miglia de 55
Pura verdade, Marcos. Stirling Moss disse abertamente que tomou “pílulas mágicas” oferecidas por Juan Manuel Fangio nas Mille Miglia 1955, provavelmente a sua maior vitória no automobilismo. Com as tais pilulas, Moss dirigiu por mais de dez horas seguidas – sem descanso ou revezamento com outro piloto, parando apenas para reabastecimento.

Depois da corrida, ele seguiu dirigindo até a Alemanha para comemorar a vitória na sede da Mercedes. Só umas 48 horas depois, teve uma noite inteira de sono.

Explica-se: não havia proibição regulamentar ao consumo de drogas de qualquer tipo por automobilistas naquela época.

Abraços (EC)


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Caríssimos Gepetos

Sou entusiasta do automobilismo desde criança, mais especialmente da Formula 1, que acompanho há mais de trinta anos, e estou com algumas dúvidas, que gostariam que me esclarecessem, na medida do possível, em especial neste caso de espionagem, recente.

Tudo leva a crer, até o momento, que realmente houve a transferência de informações da Ferrari para a McLaren, e se torna imperativo a aplicação de alguma sanção à McLaren, e as autoridades dão pistas de que pode haver até mesmo a suspensão da McLaren do campeonato.

Ron Dennis
Como já li aqui mesmo declarações do Sr. Bernie Eclestone de que os pilotos não devem ser punidos, como fica a situação de Alonso e Hamilton, caso a McLaren seja punida e impedida de competir no resto da temporada? Poderiam eles defender seus pontos por outra equipe? Sei que era fácil trocar de equipe nos primórdios da Formula 1, mas e agora? Onde eles poderiam entrar, se é que isso poderia vir a acontecer? Hamilton na Renault e Alonso na Toro Rosso?

Abraços a todos

Rodrigo Monassa, Rio de Janeiro






É uma situação é assustadora, Rodrigo.

Não há no regulamento, pelo que sei, uma punição específica para casos de espionagem mas a McLaren certamente pode ser enquadrada em algum artigo de atitude antiesportiva, com pena a ser fixada por alguma instância da Fia totalmente sob controle de Max Mosley e Bernie Ecclestone. O grau de punição pode ir do zero ao infinito, mesmo porque do outro lado da mesa está uma poderosa força da categoria.

Imagino, porém, que ainda vá demorar alguns meses para que sejam reunidas provas suficientes para levar o caso aos tribunais esportivos e a minha opinião é que, até lá, Mosley e Bernie manobrarão o caso de forma a 1) tirar proveito em alguma negociação comercial que envolva a McLaren e 2) que sirva para alavancar o interesse em torno do campeonato. Imagine como as coisas ficariam quentes se fossem anuladas uma vitória de Lewis e outra de Alonso… E depois, claro, sempre se pode impor uma multa de alguns milhões de dólares à McLaren.

Justiça? Não é o caso. É assim que acontece na Nascar, o verdadeiro modelo de campeonato de Mosley e Bernie. As regras e punições servem apenas aos propósitos do espetáculo. Estou exagerando? O que foi, então, aquela punição a Alonso nos treinos do ano passado em Monza?

Abraços (EC)

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Grande Ernesto Rodrigues,

Parabéns pela coluna “O mundo do Lewis”.

Que bom ler colunas como a sua, de gente como você, esclarecida, inteligente e coerente, quando todos mandam o pau na Fórmula 1 atual, você consegue mostrar para nós os prós e contras da atual formula 1.

Hamilton em Silverstone
E você tem toda a razão. Hoje os aficcionados por automobilismo só enxergam os defeitos e se esquecem das qualidades dela, que ao longo dos tempos, tornou-se um esporte extremamente seguro e milimetricamente preciso, quando se investiu em pistas muito modernas e carros idem.



Jovino, Brasília

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Ernesto,

Por vezes temos até que reavaliar nossos conceitos, pois uma regra que ainda permanece imutável, é que não ha como barrar, são as próprias mudanças.

Compreendo sua busca de encontrar na nova F1, algo que estimule, naquele marasmo que mais parece procissão de carros.Sinto muito, mas não dá...

Todas as características que compunham uma prova da F1, e que permitiam que um atabalhoado Brambilla, um irresponsável Regazzoni, e um sem sorte Ickx (tudo no bom sentido), definitivamente não existe mais e não ressurgiram.

Basta ver a falta de entusiasmo reinante no meio, e principalmente nos quase deuses, pilotos de gerações anteriores, que por vezes dão sua opinião sobre o andamento (quase literal, se não fosse a velocidade) das provas de F1, de hoje.

Quem viu, viu! A verdade é que o sabor está mais para chuchu do que para filé ao molho de mostarda.

Tenho uma proposta: Vou falar com o Bernie (o da FOM), e criar uma categoria onde os carros terão chassis unicamente tubulares. Não poderão ter qualquer apêndice aerodinâmico, nem spoiler, nem asa, nem minissaia, e os fundos chatos, e se possível tambám alguns chatos (alô amigos!).

Será banido a eletrônica. Quando muito pode ter vela, platinado, condensador, dinâmo e chave geral (o Rato adorava uma dessas, vivia brincando com elas). Também não sei para que serviam, pois não venham me dizer que era para evitar incêndio em caso de acidente. É só ver o final das porradas, e ver se alguém lembrou da po... da chavinha.

Motor será 1.5 ou 3.0, com todo acionamento mecânico, nada destas maravilhas hidráulicas, pneumáticas, que são responsáveis por qualquer m... de abandono que aconteça.

Põe-se alguns pés pesados, para condução destas encrencas, e vamos ver o que vai dar....

Acho que aí teremos um campeonato de pilotos, não um desfile de motorhomes, carregado de engenheiros, que para mim, são os verdadeiros condutores de joistick da procissão.

Finalizando, uma prece: Aos nossos verdadeiros deuses Fangio, Ascari, Hill, Clark, Rindt, Peterson, Villeneve e até tu Senna, olhai por nós, por que olhar para telinha esta dificil.

Amem Nelson!

Carlos Alberto C Cozza, Guarulhos

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Olá pessoal,

lendo a boa coluna do Manuel Blanco, “Uma questão de peso”, surgiu-me uma dúvida: retirando-se o lastro dos carros, em torno de quantos quilos deve pesar uma F-1?

Abraços,

Júlio Lima, Belo Horizonte






Essa informação é confidencialíssima e varia de corrida para corrida em função de equipamentos usados pelos carros. Há quem fale que a Ferrari chegou a carregar 80 quilos de lastro.

Abraços (EC)

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QUESTÃO DE BRAÇO, DE GARRA

por Jeff Reinholds


Não consigo evitar a comparação de Valentino Rossi, italiano da MotoGP, com o hoje aposentado Michael Schumacher, ex-piloto da Ferrari na Fórmula 1. Perdoem-me aqueles que não gostam do alemão, mas o campeonato atual da Fórmula 1 e o da MotoGP mostram que, sim, o equipamento é fundamental para se obter vitórias e triturar recordes. Mas ambos também mostram que o braço ainda é fundamental.

Na categoria máxima do automobilismo mundial, 2007 está vendo o mais equilibrado campeonato dos últimos anos, ou mesmo da última década inteira. Até agora são três vitória para Kimi Raikkonen da Ferrari - que mesmo assim está apenas em terceiro no mundial -, duas para Lewis Hamilton da McLaren - o novato-sensação que surpreendentemente lidera na base da regularidade em freqüentar o pódio, duas para Fernando Alonso também da McLaren - o bicampeão que derrotou Schumacher e agora está sendo nocauteado por Hamilton - e, finalmente, Felipe Massa, o brasileiro da Ferrari que até duas provas atrás parecia ser o único nome da Ferrari para disputar o título.

Schumacher e Zidane andaram com um Ferrari em Magny Cours
Está equilibradíssimo, sim, não há dúvidas. Mas na verdade eu tenho uma dúvida: a Ferrari de 2005 em nada lembrava a de 2004, aquela com a qual Schumacher passeou durante o ano todo sobre seus adversários. Problemas com os pneus Bridgestone facilitaram a vida de Fernando Alonso e sua Renault com pneus Michelin, sem tirar aqui todo o mérito do espanhol em seu primeiro título mundial. Depois veio 2006 e Schumacher se reencontrou com as vitórias, depois de mais um começo de temporada em desvantagem de equipamento. Daí se aposentou da melhor forma possível: comunicando ao mundo sua decisão após a bela vitória em Monza, na Itália.

Itália de Valentino Rossi, hoje da equipe Fiat Yamaha, na MotoGP, a categoria máxima do motociclismo mundial. Nas 500 cilindradas Rossi tem cinco títulos mundiais, todos seguidos (de 2001 a 2005), exatamente igual ao que fez Schumacher na Fórmula 1 entre 2000 e 2004. Se contar a conquista das 125cc em 1997 e das 250cc em 1999, Rossi figura como um legítimo heptacampeão das motos. Outra vez, exatamente como Schumacher, que antes de colocar a Ferrari nos eixos e reinar absoluto a partir do ano 2000, levou a taça de campeão da F1 em 1994 e 1995, pilotando então para a equipe Benetton (hoje Renault).

Mas não se ganha nada sem equipamento bom. E de vez em quando também a sorte, que sempre está ao lado dos grandes, vai dar uma passeadinha por outras bandas. Ano passado Rossi sofreu alguns azares que comprometeram sua temporada, mais ou menos também o que aconteceu com Schumacher, quando depois de uma reação surpreendente acabou enfrentando problema mecânico e assim disse adeus à disputa do título com Fernando Alonso.

Na MotoGP deste ano a Ducati de Casey Stoner tem nitidamente mais motor que a Yamaha de Valentino Rossi. Como também os pneus Bridestone (da Ducati) vêm rendendo mais que os Michelin (da Yamaha). Então, com equipamento inferior, Rossi vem tendo que pilotar na base do braço mesmo, que é sua especialidade (por isso ele é do grupo dos gênios). Mais ou menos como fez Schumacher no ano passado, antes de se aposentar, quando mais uma vez a Renault tinha mais carro que a Ferrari.

Particularmente, eu não tenho dúvida nenhuma da questão do braço nestas disputas em altíssimas velocidades. Veja o que o moleque Hamilton da McLaren vem fazendo neste ano, botando tempo sobre tempo no seu companheiro de equipe que é bicampeão mundial (e que está longe, muito longe de ser mediano como a maioria que está lá na F1). Mas quando falo em braço, não é apenas a tocada forte, firme, agressiva e precisa. É também o que a gente chama de garra. Também é questão de garra, que trocando em miúdos, é a mesma coisa que questão de braço. Provarei nos próximos parágrafos.

De Puniet e Rossi, domingo, na Alemanha
Lembra do GP da Áustria de F1 de 2003? Ok, é difícil mesmo lembrar-se de todas as corridas, ainda mais com 17, 18, 19 provas por ano! Mas você vai lembrar: Schumacher, para variar um pouco naquele período, venceu. Rubens Barrichello, também para variar, teve problemas (desta vez no pit stop) e ficou para trás. Culpa da Ferrari, que o deixou 20 segundos parado nos boxes. Mas isso em nada se compara ao que passou Schumacher, igualmente no pit stop e também por culpa da Ferrari.

Terminado o reabastecimento, os mecânicos responsáveis pela mangueira de combustível fizeram lambança e litros de gasolina vazaram e se espalharam pela lateral direita do carro, logo atrás de Schumacher e sobre sua cabeça. Agora você vai recordar: o alemão ficou parado, esperando que os mecânicos apagassem e contivessem o verdadeiro incêndio momentâneo. Para não dizer que não fez nada, deu uma olhadinha pelo espelho para ver se estava tudo ok. Ainda deu uma limpadinha na viseira e saiu tranqüilamente para vencer mais um GP. Aí depois ainda brincou ao afirmar que o pessoal da Ferrari tentou esquentar seu desempenho com aquele fogaréu todo! Schumacher não fez nada, além de esperar que a equipe apagasse o fogo. Nem sequer esboçou qualquer sinal de medo ou desespero, nem qualquer tentativa de deixar o carro.

Aí hoje, na MotoGP (estou escrevendo logo após o GP da Alemanha da categoria), Valentino Rossi larga do meio do grid e vem buscando recuperar posições, já inevitavelmente com todo o mundo apostando em mais um final emocionante daqueles que, hoje, somente o italiano pode protagonizar. Tudo ia bem, até que Rossi, numa tentativa de ultrapassagem aonde não se é normal ultrapassar (mas ele é gênio, recorde), perdeu sua moto na curva (quando já estava inclinada a mais de 45 graus) e foi para o chão. Podem até dizer que ele foi afoito, que fez barbeiragem. Mas o que me impressionou foram sua determinação e frieza, tal como Schumacher naquele carro em chamas na Áustria.

Deixa eu pular um pouquinho mais para frente nesta corrida da MotoGP. O brasileiro Alexandre Barros, que teve acidente mais sério nos treinos da sexta-feira, se feriu, machucando a mão direita. Pouco depois de Rossi ter caído e abandonado, a TV mostrou o acidente de Barros, agora na corrida. Quando a imagem apareceu, ele já tinha se levantado e segurava o braço machucado contra o corpo. Ou por dor (muito provavelmente), ou por proteção, em função de já estar lesionado. Barros tem total razão em proteger o seu braço. Mas veja a atitude de Valentino Rossi.

Inclinado a ponto de quase estar paralelo ao chão, Rossi perdeu o controle de sua moto (que deve ter escorregado em algumas gotas de óleo) e, em vão, ainda tenta, ao levantar a perna esquerda, recompor o equilíbrio do conjunto. Não dava mais, e ele e sua Yamaha deslizam lixando o asfalto em direção à caixa de brita. Tal como na Fórmula 1, se você e seu equipamento não ficarem atolados, podem voltar à pista e prosseguir na prova. Mas, para isso, o motor não pode apagar. E aqui está a cena que Rossi protagonizou na prova.

Ao cair, a TV mostrou ele e sua moto deslizando, e dá para ver claramente que Rossi tem sua mão direita presa à moto. Mas não presa por estar enroscada! Mesmo se esfolando em alta velocidade, Rossi não tirou a mão do acelerador, para que a moto não morresse, condição essencial para que ele pudesse voltar para a prova. Não se preocupou em se proteger, mas sim em não deixar a motor morrer. Exatamente como fez Schumacher na Áustria, apenas preocupado em não deixar sua Ferrari morrer enquanto os mecânicos apagavam o fogo.

E Valentino Rossi conseguiu seu intento, só que quando entraram na brita ele foi chicoteado mais à frente, não conseguindo mais ficar com a mão no acelerador. A moto ainda ficou engrenada, mas quando italiano foi tentar levantá-la (provavelmente deixar em ponto morto primeiro), a roda traseira deu um tranco na brita e o motor apagou. Aí a TV mostra um Valentino Rossi agora realmente acabado, desconsolado, com os ombros totalmente caídos numa cena que tipifica a pura derrota. Derrota daquelas mais doídas, quando se perde para si mesmo, por culpa própria.

Na Fórmula 1 deste ano, não tenho dúvidas que Hamilton é um fenômeno. Mas ainda acho que com esta Ferrari de 2007 o alemão aposentado estaria fazendo miséria, bem mais do que Raikkonen e Massa fizeram até agora. Acho. Puro palpite. Nada mais do que isso. Também acho que Valentino Rossi deveria mesmo ter experimentado pelo menos uma temporada na Fórmula 1, mesmo que demorasse para se adaptar às quatro rodas, mesmo que não se adaptasse. Dificilmente alguém tão determinado como ele passaria em branco na categoria (veja o exemplo do Hamilton).

Valentino Rossi e Michael Schumacher são de outro planeta. E não são do Brasil, com certeza: nos jogos recém iniciados no Rio, já vi um show de brasileiros fazendo questão de mostrar que estão com dor para as câmeras e para o público. Enquanto isso, até o momento que estou terminando este texto, os rivais é que estão levando o ouro, sempre terminando as provas como cara de raiva, de garra, de conquista. E os brasileiros com cara de dor. À tarde, no jogo da Copa América, aposto que vou ver a mesma coisa: argentino com cara de raiva, de ódio, de disputa, de guerra... E brasileiros com cara de dor, do tipo “tenham dó de mim!”.

Alguém já viu o Valentino Rossi ou o Michael Schumacher com cara de dor?

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Olá, caro Eduardo Correa,

Até o ano passado, os pilotos competiam com motocicletas 990cc. Este ano, a cilindrada caiu para 800cc. Pilotos como Nicky Hayden e Loris Capirossi, que têm um estilo de pilotagem meio "vaca brava", com derrapagens controladas, de um certo modo, sobressaiam-se nas 990cc. Mas tudo mudou nas 800cc: as derrapagens desapareceram, e eles caíram de rendimento. Hayden convenceu a equipe a retirar o controle de tração de sua Honda a partir do GP da Holanda, em Assen, e curiosamente ele conquistou dois pódios nas últimas duas provas.

Loris foi muito superior a Casey Stoner no GP da Alemanha, na seguinte a da Holanda. Uma das explicações diz que, ao entrar nas curvas em velocidade excessiva, como faziam Hayden e Loris, o motor é "cortado", prejudicando o desempenho. Será que isso procede?

Um grande abraço,

Willian Lopes Machado

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Prezados GPtos:

Algumas dúvidas sobre a F-3 Sulamericana:

1. O campeão ainda é agraciado com a Super Licença para a Fórmula 1?
2. Pelo pouco que tenho acompanhado, tenho a impressão que só há brasileiros no Grid. É verdade?
3. Não há mais a classe B?

Cristiano, Londrina






Cristiano

Desculpe mas não sei responder as suas questões. Vamos aguardar pela ajuda dos leitores.

Abraços (EC)

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Poxa pessoal da Stock Car!

eu sou pobre mas o meu sonho é ser piloto. Estou mandando essa carta pra tentar ser um piloto da Stock Car. Tenho certeza que tenho muita chance de ser o melhor piloto do Brasil. Só falta vcs me darem essa chance.

Me ajudem! Tenho certeza que vcs não vão se arrepender!

Muito obrigado

Eder Max Dias, Bandeirantes, Paraná

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TITE

Não dá para acreditar!

Não me entra na cabeça, que um dos mais sinceros (não podemos esquecer do Flávio Gomes) jornalistas, colunista, teste-driver, fotógrafo, contador de história, enrolador e sei mais o quê, vai amarelar p´ra uma cambada que acha que são donos da verdade e SÓ A OPINIÃO deles é a verdadeira.

Pô Tite, tu vai pular do barco mesmo mermão???? Vai ficar de frescurinha? Vai ficar fazendo doce? Pô cara, eu também lia Motoshow (lembra da disputa com a Bípede?) Eu ainda tenho uma revista, mas não lembro o nome (ta sem capa e guardada em algum canto aqui em casa) que tem uma reportagem contando a vida, obra e desgraça daquele que PODERIA ter sido um dos maiores pilotos de motos que o LISARB veria: o doido do Jacaré.

O mais interessante é que nessa mesma revista, tem uma reportagem sobre uma prova em Interlagos histórico e verdadeiro, com as lendas do motociclismo tupiniquim: Marinho, Monsieur Bol´Dor Tucano, Casarini, Santo Feltrin e outros. Tem até uns testes com umas CB 400, hits da época.

Meu! Foi minha primeira revista de motos, onde eu comecei a gostar do esporte a motor. Hoje sou pai de família, trabalho de motoboy, sigo as dicas do mestre das motos e sou cada vez mais fanático por Fórmula 1, pouco me importando se um brasileiro é o melhor ou não. Por isso, Mestre Tite, não nos abandone, não amarele, não dê ouvidos a esses bossais, que não conhecem 10% da história do esporte a motor. Não nos abandone, ou vamos ter que pedir de joelhos?

Timing

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Tite,

não deixe que pequenos detalhes de pequenas cabeças terminem com a sua colaboração no GPTotal. Quem vai contar da loirinha que perdeu pro Prost no Rio, e ainda deu a volta por cima? Quem a gente vai gozar quando fumar uns troços esquisitos?

Você às vezes é mais estúpido (no bom sentido) que a curva de torque da Ducatti, ou que o carcereiro do cadeião de Pinheiros, mas faz uma falta danada (sabe como é, não bate que a gente apaixona).

Espero vê-lo de volta.

Victor Lagrotta

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É claro que o Barros não é um piloto excepcional. É um bom piloto. Quando discordo do Tite e de outros é pela maneira como as coisas são postas. É claro: o Alex teve chance de ganhar más na Yamaha por exemplo pegou uma moto problemática e em fase de transição, esperando a chegada do Valentino.

Más o assunto não é este a questão é compara-lo com pilotos que não chegaram lá , não adianta ficar dizendo que fulano deu canseira em tal piloto em prova que não valia nada . O Kovalainen por exemplo já ganhou do do Shumi ... As situações são diferentes, as motivações são diferentes, uns vão para se divertir, outros para aparecer, pode até ser que outros pilotos brasileiros tenham sido melhores que o Alex , más... o único que chegou lá e fez alguma coisa foi ele .

O Italianos falam que o Alex é que nem vinho: quanto mais velho melhor. Na minha visão acho um exagero mas até eles que formam e tem ótimos pilotos reconhecem o valor do Alex. Discutir se o Alex é excelente, bom, de outro mundo é a mesma situação do artigo que li quando de toda aquela polêmica de quem era melhor: SENNA ou SHUMI que contava a história de alguém que poderia ter sido melhor piloto que todo, más... se que nunca tinha dirigido um carro de corrida .

Portanto senhores na minha visão menosprezar o Alex e compara-lo a outros pilotos (que devem ter sido bons senão não haveria elogios) que se quer chegaram lá é F......

José Maria M. Tenório

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Olá Gepetos, olá Tite

só gostaria de engrossar o coro dos que pedem que voce reconsidere a decisão de não mais escrever no site. Tal tipo de decisão só deveria ocorrer se fosse por um motivo muito forte e não por desapontamento com algumas pessoas que só sabem criticar e o pior, sem fundamentação.

Sendo assim, peço para voce reconsiderar sua decisão e continue a nos brindar com seus artigos inteligentes e coerentes.

Um grande abraço a todos.

Marcos, Brasília

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Tite

Espero que reconsidere mesmo.

O mundo está ficando como gostaria gente como o Galvão Bueno: hostil a vida inteligente.

Daniel Ferreira (paulistano morando em Milão, Itália)

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