Ainda estou chocado com a violência do acidente do Gualter Salles no último domingo em Buenos Aires.
O carro do carioca simplesmente se desintegrou e após ouvir essa história para boi dormir de multimarca (que de multimarca não tem nada, pois GM, VW e Mitsubishi não investem nem no parafuso para pregar seus logotipos nas bolhas) e dessa palhaçada do play-offs, vi mais um problema da Stock: O CARRO É UMA CARROÇA!
Não quero ser o dono da verdade, mas nesse final de ano estou me formando em Engenharia Mecânica e nós vemos muita coisa sobre materiais e fadiga na faculdade. Atualmente os carros de passeio, na maioria monoblocos, são construídos com uma deformação programável, onde partes mais "moles" são colocadas na frente (ou atrás) dos carros e são essas partes que absorvem a maior parte do impacto em um acidente de frente ou de traseira e assim o motorista, que fica mais protegido com partes mais "duras", não sofre tanto com o impacto.
Logicamente que a F1 utiliza bastante essa tecnologia, pois usa e abusa da fibra de carbono, um material muito mais resistente que o aço. Contudo, no caso de um carro tubular, essa história muda um pouco de prisma. Já que a Stock olha tanto para a Nascar, vamos pega-la como exemplo.
O carro da Stock americana também é feito com fibra de vidro, infinitamente menos resistente que a fibra de carbono e o aço. O que eles fizeram? Colocaram tubos de aço em todo o carro, no compartimento do motor, na gaiola do piloto e na traseira do carro, incluindo o tanque, pois na Nascar, se vê acidente muito piores e a velocidades enormes e nunca um carro se desintegrou como ontem.
Como exemplo, Elliott Sadler perdeu o controle do seu carro em Talladega (pista mais rápida da Nascar) ano passado, capotou inúmeras vezes, o carro ficou destruído, mas toda a estrutura estava perfeita e até a fibra de vidro resistiu bem. Para quem viu as fotos do acidente de ontem, o carro do Gualter estava apenas com o chão, o motor e a gaiola, e ainda assim, muito retorcida.
Esse acidente demonstrou um erro crasso de projeto, pois no carro da Stock há apenas a gaiola para proteger o piloto, sem nenhuma outra forma de absorção. Ou seja, no lugar do Reginaldo Leme, que não sei por que baba tanto para a Stock, ficar criticando o circuito, deveria olhar como os carros da Stock são mal-feitos com relação a segurança e que o único motivo do Guálter estar vivo e com poucos ferimentos é só um: DEUS!
Outro problema da Stock é a quantidade excessiva de pilotos, algumas vezes maus pilotos, tecnicamente e eticamente falando. Ontem, a corrida foi uma vergonha, com os carros se tocando e provocando safety-cars a todo momento por absoluta falta de espaço e braço.
E voltando ao acidente do Gualter, o que Guto Negrão fez foi uma tentativa de homicídio. Uma coisa é um toque em uma curva, outra é um toque irresponsável na reta a 200 km/h, quase tirando a vida de uma colega e se a Stock for séria, Negrão deveria ser suspenso por uns 6 meses e até enquadrado criminalmente.
Entre mortos e feridos, a Stock saí da Argentina com a imagem arranhada e com uma lição: ou muda, ou nem a Rede Globo dá jeito!
Que raio de desenho tinha a Brabham de Piquet (em 1981?) que não precisava de aerofólio dianteiro? Hoje, sem isso é muro na certa, basta lembrar do Nico Rosberg no GP Brasil 2006.
Outra pergunta: ouvi dizer que o centro de gravidade de um F1 hoje fica há vários centímetros do nível da pista. Confere?
Valeu
Edson Brunhara
Piquet com seu Brabham asa em Monza 81
Oi Edson
Em 81 estávamos em pleno reino dos carros asa. O downforce era tão poderoso que dispensava as asas dianteiras.
Sobre o centro de gravidade, vamos aguardar pela ajuda dos nossos leitores professores de física.
Achei uma relíquia na casa da minha mãe. Um disco compacto de 1972 com a narração de 4 das vitórias do Emerson em 72 e em especial a vitória de Monza narrada pelo pai dele.
Abraços
André
Valeu André
Os leitores Paulo Rogério Veçoso, Hugo Eduardo, Geraldo Evandro Papa deram sugestões de como capturar o áudio e o Jovino informa que a narração das corridas de 72 podem ser ouvidas também no DVD sobre os títulos do Emerson na Fórmula 1, recentemente lançado.
Quem quiser receber o arquivo de áudio enviado pelo André, dirija e-mail ao site e aguarde alguns dias. O arquivo tem quase 7 megas de tamanho.
Recentemente eu li o livro do amigo Ernesto Rodrigues, "Ayrton, O Herói Revelado" e achei uma viagem ao mundo perfeito, cheio de sonhos e muita vibração.
Adorei a narrativa e toda historia e desde já passei a admira-lo pq ele fez algo q realmente me impressionou. Li o livro em apenas quatro dias.
Roberto Pupo Moreno, o "Chaveirinho", apelido dado pelo Piquet por causa do seu tamanho (ele era muito baixinho), que também o chamava de "Baixo", era um moleque que barbarizava com uma cinqüentinha nas ruas de Brasília e estava sempre nos papos com a turma do automobilismo, nos fins de tarde na Camber, oficina do Alex Dias Ribeiro, onde o Piquet trabalhava como mecânico, para poder correr.
Os dois fizeram uma grande amizade, pois tinham a mesma têmpera. Corria gasolina nas veias deles. O Pupo Moreno foi campeão brasileiro de Kart, o primeiro de Brasília a conquistar este título.
Moreno com AGS na Austrália 87
Foi para a Europa ajudado pelo amigo Piquet e conheceu a mesma saga, de disputar uma corrida, ter que ganhar de qualquer maneira, para com o dinheiro do premio, garantir a corrida seguinte. Mesmo assim foi campeão de F3 e F3000.
Dizem que não basta ser o melhor, tem que estar no lugar certo na hora certa, foi assim com o Emerson, devido a morte do Rindt, com o Piquet na renovação da Brabham, com o Ayrton...
Mas nem tudo são flores. O Moreno nunca teve um carro competitivo, quando teve chegou em segundo para o Piquet. O Carlos Pace, era na minha opinião melhor que o Emerson, mas tinha um azar que chegava a ser cômico, como perder uma corrida na metade da última volta por soltar uma abraçadeira que prendia o tubo de combustível e, quando finalmente teve carro chegou a liderar o campeonato com dois segundos lugares, morreu num desastre de avião.
Em relação à pergunta do Rafael Carvalho sobre Prost e a chuva, o acidente com o Pironi foi realmente crucial em relação à atitude do francês em relação às corridas com chuva.
Antes disso ele era até elogiado em relação às suas performances no molhado - boa parte das corridas mais importantes do início da carreira do francês foram sob chuva - a corrida que fez ao fim de seu curso de pilotagem na qual ele se mostrou absurdamente superior aos outros participantes, garantindo seu futuro como piloto, sua primeira corrida na F-Renault (já com vitória, seriam 12 em 13) e a sua primeira vitória na F1, em Dijon-Prenoi.
Só depois do acidente, e com as inevitáveis comparações com Ayrton Senna, que era um fora-de-série nesse critério, é que Prost passou a ser considerado (em especial no Brasil) "ruim na chuva".
Três fotos do Lotus 72 com a chaminé de refrigeração dos freios dianteiros assinalada
Edu,
Lendo esta semana um texto postado pelo Willian Lopes Machado, a respeito do acidente que vitimou o Jochen Rindt em Monza (1970), lembrei de um depoimento do Emerson Fittipaldi.
O Rato contou que naquele final de semana, a equipe tinha preparado uma Lotus 72 zero km.
Três fotos do Lotus 72 com a chaminé de refrigeração dos freios dianteiros assinalada
O Colin Chapman decidiu que o carro novo seria do Jochen (por ele ser mais experiente e por estar disputando o título).
Mas o Colin pediu que nos treinos eles invertessem os carros: o Emerson amaciaria o carro novo que o Jochen usaria na corrida do domingo (motor, câmbio, suspensão - isso mesmo, amaciar o carro ! - estávamos no início dos anos 70), e o Jochen acertaria o carro do Emerson.
E o carro que o Jochen bateu e faleceu, foi justamente o do Emerson !!!
Como foi exposto, não se sabe ao certo quem decidiu pela retirada dos aerofólios para ganhar mais velocidade nas retas (em 1970 Monza ainda não tinha as 3 chicanes ).
Mas segundo o Emerson, suspeita-se que a causa do acidente tenha sido a ruptura do semi-eixo dianteiro, devido à
Três fotos do Lotus 72 com a chaminé de refrigeração dos freios dianteiros assinalada
torções provocadas na peça pelas fortes freadas da pista italiana.
Observem nas fotos, que os discos de freios da Lotus 72 eram "on board" ou seja, dentro do carro, e ligados às rodas dianteiras por semi-eixos. Esse foi um artifício encontrado pelo Colin para melhorar o rendimento da suspensão (conjuntos mais leves).
Ainda segundo o depoimento do Emerson, pelo Colin Chapman ser Engenheiro Aeronáutico, as peças da Lotus eram construídas no limite do limite (se um carro "normal" tivesse um eixo de 5.0 ou 4,0 mm de espessura, o da Lotus era 2,5 mm, e assim por diante). Daí a fama da insegurança dos carros.
Estava procurando informações na Internet sobre o GP do Brasil, e passei pelo vosso site, onde tive curiosidade de ler o vosso Especial sobre o piloto Ronnie Peterson.
Não escondo, fiquei comovido, é uma excelente matéria e trouxe-me à memória não apenas o Ronnie (que tive a honra de conhecer pessoalmente), mas também esses maravilhosos anos 70, em que eu comecei a visitar os paddocks da Formula 1, quando os pilotos ainda valiam tanto ou mais do que a tecnologia. Hoje em dia, esse espírito apenas subsiste ainda na corridas de MotoGP.
Peterson foi um dos meus ídolos e concordo totalmente com a opinião de que ele deveria ter sido um Campeão do Mundo. Grande piloto e grande homem. Isso já faz dele um campeão, não é???
(Schumacher vai passar, daqui a uns anos será apenas uma estatística, Peterson, Senna, e alguns outros - poucos - nunca serão esquecidos... porque será?)
Apesar de gostar muito de vosso site, não sou freqüentador assíduo. Venho cá vez ou outra, talvez porque já perdi daquele velho tesão com as corridas (o tempo é inexorável). Sou da época de Caetano Andreata, Chico Landi, Camilo Cristofaro, Celso Lara Barberis, etc, etc, etc, que disputavam com a nova geração de Bird Clemente, Luizinho Pereira Bueno, aquele menino do Emerson, Pace, etc, etc, etc...
Como venho aqui menos que deveria e que gostaria, o que vou pedir talvez já tenha sido reportado neste esplendido espaço de quem ama ou amou a velocidade.
Vocês têm a gravação da transmissão da Jovem Pan do Grande Premio da Itália de 1972, quando Emerson ganhou seu primeiro título, e o narrador, o Barão Wilson Fittipaldi, não contendo a emoção (ele sempre contido até então) entregou aos prantos o microfone o comentarista para o final da transmissão. Este comentarista deve ter sido Cláudio Carghusi, talvez Orlando Duarte, ou aquele fabuloso português, Domingos Piedade.
Desculpe este venho nostálgico e parabéns pelo que fazem pelo automobilismo.
Um abraço
Luiz Heitor Penteado de Almeida Bicudo
Oi Luiz Heitor
Tenho esta gravação. Veio na forma de compacto (será que tenho de explicar o que era um compacto para a moçada?) junto com uma edição da revista Manchete.
O problema é digitalizar o som do compacto... Vamos aguardar pela ajuda do algum leitor que já o tenha feito ou que nos dê uma dica para a digitalização.
Só um detalhe: o alemão não fará jogo sujo, por uma razão bem simples: a ele não interessa jogar o carro em cima do espanhol, pois a vantagem é do Alonso e não dele.
A única alternativa seria o babaca do Massa fazer o papel sujo, porém duvido que o espanhol vá disputar posições com quem quer que seja. Se ele é inteligente e já provou que é, largará na 3º fila, bem longe das Ferraris (que deverão fazer dobradinha na 1º) e ficaria assistindo de longe a corrida dos ferraristas.
essa colunista tá ficando cada vez melhor, seus textos, além de trazer muito conteúdo, de tão deliciosos de ler, nem dá pra chamá-los de COLUNA. Parecem poesia automobilística (se isto não existia ela acabou de inventar).
Concordo plenamente com suas idéias a respeito de anjos e demônios na F1.
Certamente, desde o segundo em que o motor de sua Ferrari foi pro espaço no Japão, Schumacher não pensa em outra coisa senão encontrar uma saída, uma forma de ser octa. Mas o diabo não veste somente vermelho NÃO. Parece-me que a turma de azul também é diabólica, e não vai se deixar pegar despreparada.
O melhor de tudo isso é que, independentemente de quem vença o GP ou o campeonato, quem ganha mesmo são os fãs da F1 que assistirão domingo um corridaço (espero que a decisão aconteça na pista, com uma aula de pilotagem de dois dos maiores pilotos em atividade).
Na boa, sem perseguição, não é isso! Até admito que tive bons momentos com o cara (poucos, é claro), mas a verdade mais que batida é: Barrichello TEM que pedir licença e sair.
Button à frente de Rubinho no GP do Japão
Já encheu o saco; pô, o alemão já está indo embora; no mesmo balaio tinham que ir o Rubens, o Coulthard, e mais um monte de coroas que estão ali fazendo eu não sei o que. Não concordam?
Olha só a última do Rubinho, sobre a diferença na tabela (50 x 28) entre ele e seu companheiro de equipe, Jason Button: "Ele é inglês, numa equipe inglesa".
Tenho uma dúvida e gostaria de saber o que vocês pensam ou se podem me ajudar.
Muito tem se falado nos últimos dias sobre a provável conduta de Schumacher no
Brasil, se ele vai ou não "jogar" o carro dele em cima do Alonso como fez em 94
e 97. A minha pergunta é: o que ocorre se ele fizer isso e os dois abandonarem
a corrida? Afinal, ninguém garante que tal manobra só vá prejudicar o carro de
Alonso, pois, nos dois episódios mencionados, o alemão abandonou a corrida. E aí, o que ocorre com o abandono dos dois? Quem tem a vantagem no campeonato?
Sinceramente, essa discussão parece mais para manter o interesse em levar público a Interlagos do que se traduzir em vantagem para o alemão.
Abraços,
Mário
Schumacher e Alonso "brigam" no GP do Japão
Oi Mário
A situação é clara: se Schumacher não vencer, perde o campeonato. Mas e se as condições fossem outras e, como aconteceu na Austrália 94, a saída da prova de Schumacher e de seu adversário beneficia-se o alemão? Nestes casos, as autoridades esportivas sempre ficam num beco sem saída por não poderem presumir o que o adversário faria no resto da corrida não fosse o acidente.
Quem garante que, ficando no exemplo da Austrália 94, Damon Hill terminaria a corrida conquistando os pontos que precisava para ultrapassar Schumacher e conquistar o título? Um simples pneu poderia furado e os sonhos de Hill iriam por água abaixo...
Verdade que, em pelo menos uma situação, as autoridades foram levadas a presumir um resultado, o 5o lugar de Niki Laudfa na Inglaterra 74, depois que ele foi impedido de sair dos boxes na volta final, por força de uma invasão da pista pelo público mas não lembro de outro precedente.
É uma daquelas situações que os juízes podem até punir o comportamento anti-esportivo do culpado mas não podem restabelecer a justiça da vítima.
Comentando a pergunta do leitor João Carlos Viana, de Fortaleza: amigo, o playoff da stock-car é um lixo mesmo. Mas foi importado dos EUA, e você sabe que se eles empacotarem esgoto e venderem aqui, todos vão dizer que é uma beleza.
Se essa idéia ridícula tivesse nascido na África - ou aqui mesmo - seria um contra-senso. A verdade é que os estadunidenses não gostam de automobilismo, gostam é de espetáculo - e isso sabem fazer. Pouco importa se o vencedor só ganhou porque um passarinho fez cocô na pista e veio a bandeira amarela. Eles querem ver acidentes e chegadas apertadas. É fake mesmo. Quem ganhou é o de menos, e as causa de vitória então, esquece! Já trocaram de canal há muito tempo.
Se quiser ler mais sobre o assunto, recomendo um depoimento de Ingo Hoffmann a esse respeito, publicado recentemente no grandepremio. Muito bom!
Na prática, essa é uma regra artificial, totalmente em desacordo com nossas tradições esportivas, com o único intuito de aproximar a pontuação dos pilotos na fase final do campeonato. Uma agressão às bases do esporte, que ano passado, por exemplo, resultaria num título antecipado do Losacco, funcionando como um belo tiro pela culatra.
Agora imagine se alguém de fora dos 10 tocar num piloto que esteja brigando pelo título? Eles que se preparem para muita confusão.
Enfim: mais um Frankenstein criado desde que o automobilismo, para não encolher, passou a depender da audiência de pessoas que não curtem o esporte, mas apenas espetáculo.
A entidade que organiza o Grande Prêmio do Brasil cometeu mais um deslize... Simplesmente não existe essa história de que a meia-entrada não vale porque "ele não mora no estado de SP".
A Lei nº 10.471/03, denominada Estatuto do Idoso, dispõe em seu artigo 23 que "a participação dos idosos em atividades culturais e de lazer será proporcionada mediante descontos de pelo menos 50% (cinqüenta por cento) nos ingressos para eventos artísticos, culturais, esportivos e de lazer, bem como o acesso preferencial aos respectivos locais".
Ora, considerando que a referida lei é federal, ou seja, tem plena vigência em todo o território nacional, vê-se que a organização do GP do Brasil pretende, mais uma vez, enganar os torcedores que compraram - por uma quantia considerável - um ingresso para presenciar um grande evento, porém extremamente desorganizado.
E, como não poderia deixar de ser, parabéns ao pessoal do site, que está cada vez melhor!
Eu não posso ficar fora desta, sendo assim, aí estão os meus melhores - 10 pilotos que o Brasil teve na Formula 1:
1) Nelson Piquet (também é lider entre os melhores do mundo na minha opinião)
2) Emerson Fittipaldi
3) Ayrton Senna
4) Jose Carlos Pace
5) Rubens Barrichello
6) Felipe Massa (tem tudo para superar o Rubinho na minha lista)
7) Mauricio Gulgemim
8) Alex Dias Ribeiro
9) Wilsinho Fittipaldi
10) Raul Boesel
O Vilela deve ser um brincalhão, não é mesmo?!?! Ou isso ou ele não sabe nada de automobilismo. Seu comentário sobre o Moreno deve estar baseado nas últimas corridas no automobilismo americano, quando correu por equipes de segundo nível. Acontece que a carreira do Moreno começou muitos anos antes, lá pelos anos 70.
Roberto Moreno com Benetton no Japão 90
Para mim ele foi, dentre aqueles pilotos que não tiveram grandes "oportunidades" em equipes de ponta, o melhor piloto que o Brasil já teve. Desde o início ele correu sem nenhum, ou quase nenhum, patrocínio e foi vencendo, vencendo, vencendo. Graças ao amigo Piquet foi correr na Inglaterra e, praticamente sem apoio, foi campeão inglês de F3. Lembro do comentário de que, sem equipe de apoio, treinava com um cronômetro preso ao volante para ele mesmo marcar o tempo das suas voltas. Nunca teve o melhor carro, nunca teve dinheiro à disposição e sempre precisou rebolar para conseguir correr. Mesmo assim foi um vencedor.
Na F1 correu três corridas pela Benetton, mais uma vez graças ao Piquet, e conseguiu ótimos resultados, culminando com a dobradinha brasileira no Japão. Naquela corrida tive a impressão que ele só não ultrapassou o Piquet por respeito, pois parecia estar mais rápido. A comemoração do resultado foi um dos momentos mais emocionantes que já vi na F1.
Talvez alguém possa detalhar melhor a carreira do Moreno, mas pelo que pude acompanhar, afirmo com toda convicção, que ele merece constar em qualquer relação dos 5 ou 10 melhores pilotos brasileiros de todos os tempos.
Sobre o toque entre Senna e Nanini, muita coisa equivocada tem sido escrita nesse espaço.
Senna não fechou o italiano, até porque o brasileiro vinha de trás. O toque aconteceu numa tentativa de ultrapassagem de Ayrton. Se houve precipitação ou ousadia demais, aí é a opinião de cada um.
O toque semelhante, ocorrido poucas voltas mais tarde, foi entre a McLaren de Berger e a Ferrari de Mansell. Nada de erro de Senna como escreveram aqui.
Teoricamente, é um ponto onde é possível ultrapassar, tanto que Berger seguiu o mesmo caminho. E nessa mesma corrida Mansell fez uma ultrapassagem muito mais improvável sobre Berger, por fora na segunda curva.
Erros sempre vão acontecer, mas o mínimo que se espera é que confiramos antes de sair publicando inverdades, né não?
Como eu disse anteriormente, tive a oportunidade de correr de kart com alguns excelentes pilotos. Algumas considerações gerais sobre como eles pilotam:
-Utilizam um ponto tarde de tangência (late apex), principalmente em curvas fechadas;
- São bastante agressivos disputando posição, como se dois corpos pudessem ocupar o mesmo lugar (fiquei a corrida inteira disputando com o Daniel Mahseredjian, que dirigia um L200 em rally de regularidade);
- Procuram fazer sempre exatamente o mesmo traçado, ou seja, têm um estilo muito bem definido de pilotar;
Sempre organizo corridas de kart, então se alguém de São Paulo tiver interesse pode entrar em contato comigo: eduardobenvenuti@hotmail.com
E pra finalizar falando de F1: precisamos de um artigo abordando a técnica do Senna de dirigir na chuva. Não um daqueles que diz "Senna era impressionante na chuva", mas um que explique claramente como ele regulava o carro, como ele freava, acelerava, fazia curvas, etc.
Recebi um telefonema da organização do GP do Brasil de F1, informando q a reserva de meia-entrada que fiz, em abril, para meu pai, maior de 60 anos, não tem validade uma vez que ele não mora no estado de SP, e esta é uma lei estadual. Como o Procon-RS não resolve nada, estou tentando contato com o Procon-SP, sem sucesso até então, para tirar esta dúvida, pois acho que estou sendo enganado.
Gostaria de pedir auxílio dos senhores no sentido de verificar esta informação, e quem sabe até reverter a situação, uma vez que chegar pro meu pai, e dizer que ele não vai poder ver a corrida seria um tanto doloroso.
Quando dois pilotos tão talentosos correm juntos, é natural que haja conflitos. Mas não me lembro de o Senna e o Schumacher terem sido desleais ou desrespeitosos um em relação ao outro.
Senna seguido de Schumacher, no Brasil 94
Como a matéria diz, ambos os pilotos têm uma maneira agressiva de dirigir (Senna mais que o Schumacher, pois enquanto o Ayrton era agressivo sempre o Schumacher é agressivo apenas quando necessário) e isso ocasionava disputas muito fortes, como foi o caso de Hockenheim, no qual não vejo motivos para nenhuma das partes reclamar.
Na minha opinião, o que realmente acontecia era uma rivalidade muito forte por termos dois gênios envolvidos, mas com um grande respeito mútuo, sendo que ambos os pilotos reconheciam o talento de seu adversário.
Normalmente conversas do tipo os 10 melhores, como o Adalberto propôs, dão confusão, mas como todos (pelo menos eu espero) aqui do GPTotal têm a cabeça no lugar e sabem que esses "top 10" são apenas opinião pessoal e não refletem uma verdade absoluta, aí vai minha lista:
1) Ayrton Senna
2) Nelson Piquet
3) Emerson Fittipaldi
4) Rubens Barrichelo
5) Alex Dias Ribeiro
Estou colocando apenas 5 pilotos porque não faz muito tempo que acompanho a F1, e, apesar de conhecer bastante da F1 atual, conheço pouco das décadas passadas.
Coloco o Alex em quinto na lista porque, apesar de não ter dado certo na F1 (graças ao Max Mosley), ele foi (e ainda é) um grande piloto, que quando teve carros de mesmo nível que os adversários andou na frente. E além disso o cara ganhou em Nurburgring antigo!!!
Ah, esse fim de semana vou correr de kart com o Popó Bueno e alguns outros pilotos, vou tentar dar uma bela analisada na maneira deles de dirigir e relato aqui!
ao construir a lista dos dez melhores pilotos de F1 que o Brasil já teve, você incluiu Roberto Pupo Moreno (cruz credo). Perdoe-me mas esse cara era muito ruim.
Esqueceu-se porém de relacionar o Bicampeão da Formula Mundial Gil de Ferran, Tony Kanaan e Castroneves. Se Rubens Barrichelho e Felipe Massa (que ainda não disse a que veio) podem figurar na lista dos top ten, esses três com toda certeza têm vaga garantida.
Muito legal o Especial sobre todos os GPs do Brasil.
Em especial a vitória do Senna em 91. Desde que vi a primeira vez ao vivo, tinha me perguntado se era verdade. Dá pra ver na última volta q ele não tira a mão do volante pra trocar as marchas...e depois da bandeirada, pelo rádio "I d'ont believe" e o PQP mais emocionante q eu já ouvi...
Fala Edu blz? Faz tempo que não te mando uma pergunta.
1 - É o seguinte, eu gostaria muito de saber porque o Prost tinha tanto medo de chuva?
2 - O Prost tinha algum trauma da chuva?
3 - Porque a Honda deixou a Mclaren e a Formula1 em 1992?
4 - Vc saberia me dizer se os boatos que a Formula Mundial se juntaria novamente com a Fomula Indy?
Aguardo respostas!!!!
Abraços!!!!
Rafael Carvalho
Oi Rafael
Não sei se houve um motivo especial para Prost literalmente se recusar a correr (como aconteceu algumas vezes) sob chuva mas vale lembrar que foi contra na traseira do Renault de Prost que Didier Pironi bateu nos treinos para o GP da Alemanha de 82, acidente que determinou o fim da carreira de Pironi. Naquela altura, Prost já estava em sua 3a temporada na Fórmula 1.
Piquet e os restos do carro de Pironi
Sobre o abandono da Honda, os motivos alegados à época foram: a) já vencemos todos os títulos e b) queremos nos dedicar às corridas nos Estados Unidos.
E sobre os boatos, eles existem já há mais de cinco anos. Provavelmente vai rolar em algum momento ou ambas as categorias correm o risco de desaparecer.
Nesse final de semana foi realizada a primeira etapa do famigerado play-off da Stock Car Brasileira.
Gostaria de saber a opinião do Edu, do Panda e todo pessoal, contando com os leitores, é claro, sobre essa novidade do automobilismo nacional. A minha opinião é clara: um lixo!
Do que vale o Cacá Bueno ter vencido quatro corridas para que uma ou duas quebras nas últimas quatro corridas acabem com todo o seu trabalho? Isso é no mínimo injusto.
Obrigado pela atenção!
João Carlos B. Viana, Fortaleza
Oi João Carlos
Nada sei sobre o sistema de play-off mas adianto: sou contra!
Estive usando a ferramenta de busca do site para saber mais detalhes sobre o acidente que vitimou o austríaco Jochen Rindt, o único campeão póstumo da história da F-1. Encontrei pelo menos duas versões diferentes sobre dois assuntos abordados.
A primeira se refere à retirada dos aerofólios traseiros de seu Lotus 72 na veloz pista de Monza: diz-se que Rindt decidiu retirar os aerofólios por conta própria, a fim de garantir mais velocidade nas retas. Mas há quem afirme que Colin Chapman ordenou a retirada dos aerofólios, a contragosto de Rindt.
O Lotus 72 de Rindt, sem o aerofólio traseiro, momentos antes de seu acidente em Monza
Quanto ao cinto de seis pontas, um relato dá conta que o austríaco cortou as pontas inferiores, que apertavam suas pernas, alegando que não o deixavam à vontade, preferindo ficar preso apenas pelos ombros e cintura. Mas há outra versão: Rindt, contrariado pela retirada dos aerofólios, preferiu cortá-las por que tinha medo de ficar preso ao cockpit em caso de incêndio. Assim, um eventual resgate seria facilitado.
Seja como for, o fato é que, com a ausência das pontas inferiores, o corpo de Rindt deslizou pelo carro em virtude da desaceleração da batida. Seu pescoço foi cortado pela uma das fivelas do cinto.
Eu gostaria de saber o que pode ser considerado como verdade.
Um grande abraço,
Willian Lopes Machado
Oi Willian
Não tenho respostas precisas às suas questões e não sei se alguém pode esclarece-las em definitivo pois as coisas tendem a ser confusas nessas ocasiões dramáticas.
O que sei é que as relações entre Rindt e Colin Chapman eram muito tensas, com Rindt sempre reclamando das condições de segurança dos Lotus, como Ico já lembrou aqui no site mais de uma vez.
Sei também que todos estavam impressionados com o acidente que cobrou a vida de Piers Courage, no GP da Holanda em junho, e no qual ele ficou preso no carro. O risco de incêncio naquela época era muito alto e ninguém queria estar muito amarrado ao carro.
Sobre as declarações do argentino Norberto Fontana de obedecer o recado dado pela Ferrari para atrapalhar Villeneuve na disputa final de 1997 não temos nenhuma dúvida.
Será que em Monza 2003 na disputa entre Montoya e Schumacher aconteceu o mesmo com Frentzen atrapalhando Montoya? A Sauber era equipada com motores Ferrari e pode ter acontecido o mesmo, será que em 2012 não teremos declarações do Frentzen semelhantes ao de Fontana?
Postei no YouTube já faz algum tempo um vídeo totalmente mudo do acidente de Manfred Wilkenlhock em Nurburgring. Só que esse aqui é mais legal:
Deve ser desses programas de vídeo que hoje em dia infestam as TVs. Se bem que pela impostação de voz do narrador tá com cara de ser do início ou meados dos anos 80.
Fui buscar nos meus arquivos e tenho as seguintes correções/colocações sobre o debate de 5/10:
GP da Hungria de 90: Senna não fechou Nannini. Ele vinha na frente do italiano, que conseguiu colocar de lado na pequena reta que antecede a chicane, mas sem a preferência. Senna por dentro e Nannini, com mais ação, por fora. Senna não espanou nem nada, mas o Nannini fechou pra cima. foi erro do Nannini.
Algumas voltas depois, na mesma curva, Senna se aproximou de Prost e forçou por dentro. A Ferrari fechou na tangente correta e foi tocado pra fora da pista. Erro do Senna.
Holanda 83: Prost não jogou Piquet pra fora. A Renault tinha o carro bem rápido naquela fase da corrida. Prost colocou por dentro na Curva 1 - Tarzan - e cometeu um erro na tangência, travando as rodas e indo sem controle pra cima do Brabham do Piquet. Tenho vídeo com entrevista dos dois, Prost admitindo o erro e Piquet aceitando o acidente como um erro e não como proposital.
Suzuka 90: eu já assisti por baixo umas 350 corridas de F1 na vida, fora outras categorias. Mesmo sendo piquetista convicto, dá pra ver claramente nos diversos ângulos em que foi o acidente foi filmado, que Senna foi fechado beeeeemmmmm antes da tangente. Incrível como esse assunto não morre mesmo.
Mais uma pra conferir: estava lendo o Pergunte ao GPTotal sobre o John Watson, que largou de trás nos EUA 83 e venceu. Tenho o vídeo da largada onde Rosberg dá um peão e não dois em plena reta. E pelo que percebi nas imagens, não chegou a perder a posição pro Laffite, mantendo a segunda posição.
O GP do Japão de 1987 foi realizado num domingo dia 1º de novembro, porém quando foi à pista o Nelson Piquet já era tricampeão devido ao abandono de Nigel Mansell seu companheiro na Williams (não que ele não fosse ganhar na pista), daí eu pergunto: em que dia exatamente Mansell "arregou"? Na quinta, na sexta ou no sábado antes da prova?
Grato...
Carlos Alberto Alves de Carvalho, Teresina
Oi Carlos Alberto
O acidente de Mansell, uma batida bem forte naqueles esses logo depois da primeira curva, aconteceu logo no começo do primeiro treino cronometrado da sexta-feira. Mansell, alegando fortes dores nas costas, vôo para Londres na manhã de domingo, se não me falha a memória.
não sei da sua experiência com jogos/simuladores, mas a impressão que ficou é a que você se diverte em consoles de videogame tipo PS2 ou outros.
Com todo respeito, se for esse seu caso, você ainda não viu nada em simuladores. Simulador mesmo, só para PC, o resto é joguinho. Experimente os mais recentes RFactor, GTLegends, FIA GTR e os imperdíveis GP Legends 67 e 69. O RFactor aliás, com os "mods" de inúmeros carros e pistas que podem ser baixados da net é nota 10 (notadamente o demo F1 1979). A contrapartida é que você precisa de um PC potente e placa aceleradora de vídeo (pequeno preço se comparado ao grau de imersão muito superior em ralação ao PS2, por exemplo).
Essa é minha humilde opinião. Experimente e comente.