Sei que pouco tenho opinado, mas não deixo de entrar no Gepeto todos os dias.
E fico feliz pelo GP Total estar completando 5 anos de vida da mesma forma como nasceu, mostrando o que há de melhor no automobilismo. Ou mais: a cada dia que passa o GP Total fica melhor.
Meus parabéns a todos que fazem do Gepeto, o melhor site de automobilsmo do mundo.
Parabéns pela sua coluna contando o nascimento do GPTotal. E, como você mesma disse, o site nasceu de uma polêmica que continuará sendo polêmica eternamente. Tanto que gostaria de discordar de você, quando diz que Rubens recebeu a ordem de deixar Schumacher na última volta. Na verdade, a ordem foi dada depois do segundo pitstop. Rubens tentou persuadir Ross Brawn e Todt de que não era necessário aquele procedimento, e por várias voltas ficaram discutindo no rádio se seria correto, até que Todt nas últimas voltas entrou no rádio e deu a ordem definitiva para a troca de posições.
Rubens então deliberadamente abriu para Schumacher na última curva da última volta, atitude que reputo como corretíssima por parte dele, visto que não estava de acordo, escancarou para o mundo a ordem recebida. Caso tivesse atendido a ordem na primeira comunicação recebida, no meio da corrida, seria mais um pequeno incidente esquecido na memória de todos. Da forma como foi feito, será uma marca indelével para todos.
Somente penso que Rubens deveria ter continuado com sua atitude após a corrida, na minha opinião ele deveria na entrevista ter afirmado com todas as letras que fez o que fez (abrir na última curva da última volta) para mostrar como foi obrigado a fazê-lo. E não simplesmente dizer que não ligava para o ocorrido.
Abraços e felicidades para todos.
Helder Paiva
Helder,
Você tem razão. A ordem dos fatos foi exatamente essa que você mencionou. Olhando a história em retrospectiva, acho que o intervalo entre Barrichello ter recebido a ordem e efetivamente ter deixado Schumacher passou foi o "point of no return" da carreira do brasileiro. Se tivesse cumprido a farsa assim que recebeu a ordem, simulando algum problema no carro, nenhuma polêmica teria sido criada. Se não tivesse aceitado a ordem, desafiando a equipe, provavelmente teria sido despedido na primeira oportunidade. Manteria a honra? Ganharia outro status na Fórmula 1? Quem poderá saber? Ele ficou no meio do caminho, obedecendo a equipe, mas descortinando ao mundo o que havia acontecido nos bastidores. Assumiu, naquele momento, o papel de vítima que passou a desempenhar com rara competência no universo do automobilismo.
Faz muito tempo que não escrevo ao site, (mas entro quase todos os dias).
Estou escrevendo por que preciso de uma resposta urgente. No site parceiro de vocês o "Grande premio" (outro que leio quase todo dia) li uma matéria com o seguinte titulo: Vídeos mostram Kimi supostamente "alterado. E mais esse comentário: ''Suspeita-se que nas duas cenas o piloto estava embriagado ''.
Bom, a pergunta que esta em minha mente e não quer calar é. Se o Kimi não esta bêbado,...... tá O QUE?
HAHAHAHAHAHAHAH! Por isso que anda batendo tanto! Agora sei porque "Homem de Gelo". Se esse cara pilotar sóbrio não tem Fangio nem Shumi que segure!!!
Me contaram certa vez que quando Piquet saiu da Benetton em 91 e foi correr na Indy, em 92, já estava tudo acertado para ele voltar para a F1 em 93, para correr na Ferrari e acertar o carro para que a equipe voltasse a ser vencedora. Mas, com seu acidente em 92 e sua aposentadoria forçada, o negócio não foi pra frente.
Agora, outro dia, navegando na Internet, li a mesma história, mas que a equipe que Piquet correria seria a McLaren, o que eu acho difícil, porque quem pilotava pra eles na época era o Senna.
Gostaria que vocês pudessem me esclarecer se essas histórias procedem ou são só boatos.
Obrigado,
Johann Falbo
Piquet com o ex presidente da Fia, Jean Marie Balestre
Olá, Johann
Piquet declarou em 1992, após o acidente, que estava praticamente tudo certo para ele substituir Ivan Capelli na Ferrari após a corrida de Indianápolis.
Sobre a McLaren, surgiu no final de 1993 um boato de que Piquet faria testes pela equipe. Evidentemente, não demorou mais do que dois dias para se saber que tal boato era furadíssimo.
Parabéns por mais um aniversário. O site é sensacional.
Vamos para mais uma hipótese sobre Austrália 86: vendo as imagens do estouro do pneu do Mansell, parece que o carro que ele ultrapassou, tentou aproveitar o vácuo e tocou com o bico levemente no pneu. Isto poderia danificar o pneu de tal forma a fazer com que ele estourasse daquele jeito ???
Abraços,
Carlos A. Adriano
De jeito nenhum, Carlos. Mansell havia acabado de ultrapassar um Ligier pilotado, creio eu, por René Arnoux, que continuou normalmente nba prova e seguiu vários metros antes que se desse o estouro. E você pode ver que o bico do Ligier seque íntegro na tomada da curva ao final da reta. Louve-se, por sinal, o sangue frio do piloto do Ligier que ainda se dá ao luxo de fazer a tomada para a curva cortando a frente do nesta altura descontrolado Mansell.
Ainda sobre a decisão do campeonato de 1986 (o pneu Goodyear rebentado): julgo que nessa altura para esse GP havia a confiança por parte da Goodyear que os pneus iriam agüentar a corrida toda. Lembro-me que no anterior GP (no México) vencido por Gerhard Berger, sua primeira vitória na F1 pilotando um Benetton/BMW, Berger tinha uma estratégia de corrida sem troca de pneus e graças a essa tática venceu. E a Benetton utilizava pneus... Pirelli, rivais da Goodyear. Julgo que a Goodyear terá tentado responder à Pirellli da mesma forma.
Primeiramente dou os meus parabéns pelo site, ele é ótimo. Não resisto a duas observações em relação ao Especial que celebra os 56 anos de Nelson Piquet.
Na primeira, a que se refere a corrida na Austrália, a última do campeonato de 86, em que Prost, Mansell e Piquet (o primeiro de McLaren e os outros dois de Williams) lutavam pelo título. Primeiramente, é necessário destacar que aquele campeonato foi o ano do acidente de Frank Willians, que contratou Piquet e que não tinha dúvidas de que ele era o primeiro piloto da equipe. Quando de seu afastamento das pistas, os ingleses da Williams passaram a dar mais atenção ao Mansell do que ao Piquet, inclusive copiando suas regulagens do carro e estratégias de corrida.
Pelo que me lembro (corrida de madrugada aqui no Brasil), Rosberg, parceiro de Prost na McLaren, trabalhou de coelho, puxando Piquet e Mansell num ritmo forte, enquanto Prost economizava equipamento. O baixinho, em um momento de sorte (não foram muitos em sua carreira), furou seu pneu perto dos boxes e trocou-os sem perder muito tempo. Na Williams, no momento da troca de pneus e reabastecimento, Mansell foi chamado pelo rádio para sua parada e Piquet (na malandragem) parou no seu lugar e recebeu os pneus destinados a Mansell. Me lembro até hoje do diretor da Wiliams falando e gesticulando muito para Piquet quando de sua parada.
Não sei também se foi proposital, e não me lembro se Mansell chegou a colocar os pneus destinados a Piquet, só sei que o estouro se deu em plena reta e foi pneu e fogo para todo lado. Devido a estes incidentes, Piquet foi prejudicado pela sua própria equipe, e, mais uma vez, a Wiliams provou a sua ineficiência, mesmo com o melhor carro no Grid.
No outro ano, Piquet foi campeão na boa, e, o que me aborreceu na retrospectiva foi a ultrapassagem de Mansell em Piquet. Se não me falha a memória, aquele GP foi após o acidente em que Piquet se esborrachou no muro da Tamburello (Imola), que vitimou Senna. Ele mesmo, Piquet, declarou que após aquele acidente ele nunca mais foi o mesmo piloto, ficou sem dormir por seis meses e sua velocidade diminuiu. Mesmo assim, ganhou do Mansel na moral e levou o número 1.
No último GP, no Japão, nos treinos, Mansell reclama de um distúrbio alimentar e diversas vezes é obrigado a visitar o WC, Piquet não teve dúvidas, foi ao banheiro e roubou o papel higiênico só de sacanagem! Nos treinos, bateu, e devido ao acidente alegou que não teria condições de correr. Na verdade, correu do pau e perdeu do Piquet, muito mais forte que ele psicologicamente.
Há poucos dias vi o vídeo e li os comentários de um leitor, sobre o que teria acontecido da carreira dos pilotos mortos em corridas ou treinos de Fórmula 1, quem poderia chegar lá (ser campeão ou não). Gostaria que vocês falassem um pouco da carreira, e também se possível do que acham que teria acontecido se estes dois pilotos que vou citar não tivessem falecido tão cedo.
O primeiro é o britânico (se não me engano), Tony Brise, piloto que correu na equipe de Graham Hill, e faleceu muito jovem (23 anos?) junto com o Hill, no acidente de avião. Na época, Brise era primeiro piloto de Alan Jones, que veio a ser campeão mundial, lembro de ter assistido a uma corrida de F-Atlantic ou F-5000, em Long Beach com diversos pilotos de F-1 da época em que Brise ganhou, antes de entrar na F-1.
O outro piloto é o alemão Stefan Bellof, da mesma época do Senna, que morreu em Spa na Eau Rouge em um acidente com Porsche protótipo, diga-se de passagem por excesso de arrojo.
Tom Brise estréia na F1 com um Williams na Espanha 75
Lembro-me também que naquele GP de Mônaco que Senna chegou em segundo com Toleman, Bellof fez uma grande corrida debaixo de chuva com um Tyrrell que não andava muito, e que abandonou não lembro se por acidente ou falha mecânica. Se tiverem fotos dos dois gostaria que publicassem.
Minha opinião, é a de que Brise poderia ter chegado lá pois parecia ser rápido e cabeça, já Bellof parecia mais um showman, talvez mais para Gilles, que aliás nestes anos todos mudei meu conceito sobre ele, mas fica para outra vez.
Um grande abraço,
Augusto Surian Neto (Guto)
Oi Guto
É difícil para quem acompanha, como eu, a Fórmula 1 longe das pistas opinar sobre o potencial dos pilotos jovens. Você cita dois pilotos que apareceram muito pouco. Bellof: 20 GPs, um 4o e um 6o lugares; Tom Brise: dez GPs, um 6o lugar.
Nestes casos, a gente só pode se fiar na opinião de quem os acompanhou de perto e pode abstrair a condição dos carros e motores que usaram. Dou um exemplo: Giancarlo Minardi, que acompanhou Fernando Alonso desde os primeiros testes do espanhol na Fórmula 1, sempre teve certeza de que ele seria um fora-de-série. Conhecendo bem as limitações do carro que oferecia ao espanhol e vendo o que ele era capaz de fazer, somou um e um e sabia que daquele mato sairiam muitos coelhos. Já nós, que pouco ou nada sabíamos daqueles testes...
Stefan Bellof e seu Tyrrell na Bélgica 84
Mas o fato de um piloto começar bem na categoria não significa que ele será um futuro campeão - e está aí o caso do Juan Pablo Montoya, para não ir longe.
Resumindo: Brise e Bellof podiam sim ser dois futuros campeões mundiais mas podiam também não ter passado de promessas.
Domingo passado a corrida da Copa Clio aqui em Curitiba foi uma das melhores que já vi, teve emoção do começo ao fim!
O Leitor Augusto Lage disse que o Sperafico deveria levar punição. Concordo mas ele não levou a punição por causa do sobrenome
Sperafico!! Isso mesmo! Como ele é da família Sperafico e a corrida sendo no autódromo de Pinhais, eles resolveram não punir o Sperafico.
Não assisti ao filme, mas afirmo, sim, que a F1 já correu em Le Mans, num circuito pequeno denominado Le Bugatti, foi disputado em um único ano, não recordo qual o GP da França.
recebam meus mais sinceros parabéns neste novo aniversário do site, principalmente pelo trabalho nele desenvolvido, agradecendo-lhes o carinho com o que é feito.
Obrigado e grande abraço a todos,
Manuel, Valência, Espanha
Parabéns pelo excelente material disponibilizado de fotos e vídeo no Especial Nelson Piquet, o maior piloto que já vi em ação na F-1 .
Justa homenagem para um piloto muito criticado por ser sincero, competente e não medir as palavras. Depois dele veio a geração Marqueteiros S/A. (Senna, Schumacher etc). Talvez por isto ele conte com tanto prestígio ainda hoje com o Bernie Eclestone.
Aproveito para tirar uma dúvida , como ocorreu a decisão de 86? Ao que me lembro o pneu do Mansell estourou e a equipe pediu pro Nelson reduzir (ou trocar, não me lembro), pois o pneu não iria suportar, deixando assim o titulo para o não menos competente Alain Prost.
Será que vocês poderiam fazer uma retrospectiva do ocorrida na época?
Até + e Parabéns!
Cassio Lima
Oi Cássio
A decisão no GP da Austrália 86 foi como você descreveu, com Nelson Piquet sendo chamado aos boxes pela equipe para trocar pneus depois do estouro de Mansell (confira no vídeo ***http://www.youtube.com/watch?v=Mhf7r88DN08). Prost não precisou faze-lo por um incrível golpe de sorte: teve um pneu furado logo no começo da prova.
Tachei recentemente, aqui mesmo neste espaço, O GP da Austrália como uma corrida misteriosa, posto que a explosão do pneu de Mansell é fato raríssimo no automobilismo e nunca vi um explicação mais técnica sobre o ocorrido e nem se Piquet poderia ter concluído a corrida sem trocar pneus.
Vale a pena você usar nossa ferramenta de busca e ver o que mais já escrevemos sobre esta corrida incrível - e ainda misteriosa.
O Toninho e o Kiki são esta síndrome de simplicidade e simpatia, pois, quando trabalhei, na época dourada da CART, pude conviver com eles e por estes padocks terei sempre grandes e boas lembranças, pelas piadas, pela diversão, pela camaradagem e profissionalismo e mesmo eu, como membro de equipe e fã incondicional dos dois, além de desportistas e como pessoas mesmo, sempre foram pessoas maravilhosas..
Quero muito que o Kiki saia desta e, se for o caso, não guie mais, mas que seja feliz, pois o nome dele já está gravado na história do automobilismo brasileiro e mundial. E se a F1 fez aquela sacanagem com ele - Mr Mike Gaysconye - ela e eles que perderam a sinceridade e competência numa época onde é raro encontrar isso no meio!
Li teu comentário do dia 18 a respeito do que escrevi e da resposta que me deram. Também achei interessante, e me preparava para te responder quando o "professor" Pandini o fez antes de mim, e olha que ele só falou das vitórias do alemão em corridas aquáticas, sem dar ênfase às mais espetaculares, como foi a primeira dele na Ferrari, num certo GP da Espanha.
Quanto ao Ickx, que eu só vi ao vivo no Brasil e na Argentina, sua primeira vitória na F1, por acaso também na Ferrari, foi num GP da França em que ele com chuva, mas com muita chuva mesmo, colocou volta do 3o colocado em diante, inclusive no Chris Amon, seu companheiro de Ferrari e primeiro piloto da equipe.
Outro grande espetáculo do Ickx foi em Nurburgring no traçado antigo de aproximadamente 23 km de extensão, em que ele correu de Fórmula 2 (lastreado para ficar no peso dos F1) e com motor de 4 cilindros e 1600 c.c. contra os poderosos V-8, V12 e H-16 (BRM) e assim saindo do fundo do pelotão ultrapassou e impressionou gente como Jackie Stewart, entre outros, menos votados, como Jochen Rindt, Graham Hill etc.....
Não posso encerrar sem expressar minha solidariedade aos pais do Christiano da Matta, especialmente ao meu amigo Toninho, parceiro da "casa Fiat" no brasileiro de 1983, e que sempre após os treinos tinha histórias incríveis para contar e que nós, pilotos menos vividos, nos reuníamos para ouvir.
Grande Toninho! Vai dar certo, acredite amigão.
Carlos Alberto Petry
Oi Carlos
Nada no Youtube sobre França 68, sempre descrita como uma das maiores demonstrações de habilidade sob chuva de um piloto, mas achei um belo vídeo de mais de 5 minutos sobre Holanda 71, vitória de Ickx sob chuva forte. Confira: http://www.youtube.com/watch?v=ege2qfYuAuM.
Note, ainda nos primeiros minutos do vídeo, uma cena impagável os mecânicos da Lotus "acertando" com a força dos braços o prumo do carro de Reine Wisell, como se faz com um sofá, tamanho o aperto nos boxes de Zandvoort.
Recuperando-se de um sério acidente de carro em uma estrada, Emerson Fittipaldi não correu na Holanda.
No domingo passado assisti a uma corrida muito boa, Ah, se a F1 tivesse sempre corridas assim...
Mas um fato me surpreendeu, o Sperafico, em plena reta principal, deu um chega-prá-lá no Piedade, jogando-o fora da pista e pasmem senhores! NÃO FOI PUNIDO!
Por quê? Por deixar os dois carros que vinham atrás passar? Criando uma falsa idéia que não levou vantagem? Mas ele acelerou novamente quando o Piedade iria ultrapassá-lo, fechando a porta, e partindo atrás dos líderes. Ora, por duas vezes ele agiu de má fé contra o Piedade. Acho até que devido à forçada de barra que o Piedade deu no início da corrida. Mas foi limpa, nem tocou no Sperafico. Se já começa assim, daqui a pouco vai ter neguinho entrando armado para disputar a corrida da Copa Clio. Atitudes antidesportivas DEVEM SER PUNIDAS, DOA A QUEM DOER!
Aliás qual o segredo que fazia o carro dele ser tão rápido? O cara no início caiu lá pra 11º e veio rasgando, passando todo mundo muito fácil... Quando encontrou dureza, jogou o cara fora, repito, NO MEIO DO RETÃO! Bateu na lateral e fim de papo, o Piedade foi parar na grama.
Estava lendo um anuário do Reginaldo Leme e vi uma seção onde constava quais os brasileiros que mais venceram no exterior e, em vários anos, há o nome da Sara Sanchez - de quem nunca ouvi falar.
Vcs tem alguma novidade sobre ela?
Grato
João F.Lira, Guarulhos
Não tenho, João. Vamos aguardar pela ajuda dos leitores.
Uma justa homenagem a estes dois grandes pilotos mineiros. Primeiro o Toninho, a quem tive o prazer de conhecer lá pelos anos 70, tempo das corridas no anel externo do Mineirão, talvez o único "autódromo" que os mineiros tiveram o prazer de ter. Vi "pegas" memoráveis nesta arena (não é só o mar que falta em Minas, mas um autódromo até que dá pra fazer, né?). Depois, o filho Cristiano, que aprendi a admirar apesar de nunca tê-lo conhecido pessoalmente. Simples, sincero e cativante. É bala! Espero muito que supere mais essa e volte logo ao convívio da família, dos amigos e às pistas.
Quero parabenizar o Tite pela sua ultima coluna. Belíssimo texto.
Quando você falava do Toninho da Matta e a relação de pais e filhos me levou a época em que a Quatro Rodas era revista e eu me lembro das reportagens sobre o Toninho e Cia. Não era a Stock Car de hoje. Era mais bonita e romântica. Mesmo falando de um assunto tão sério, quanto este do Cristiano (força!), não me contive em risos quando mencionou o seu Opala fervendo. Enfim, um texto cheio de emoções.
Abraços e continue nos brindando com estes belíssimos textos.
Márcio Pimenta
1) Estava lendo o depoimento de um leitor do blog do Flávio Gomes sobre a morte de Helmuth Koinigg. O GP dos Estados Unidos de 1974 ficou marcado pela morte do austríaco e pelo bi-campeonato de Emerson Fittipaldi.
O leitor diz que, após a prova, houve muita comemoração por parte dos pilotos e chefes de equipe, em virtude do encerramento da temporada. Koinigg morreu degolado ao colidir seu Surtees em um guard-rail na 10ª volta. Mas parece que ninguém se sensibilizou. Vocês sabem de alguma coisa a respeito? A história é realmente verdadeira?
2) Acessando o site da Motogp, na décadas de 60 e 70 havia uma prova chamada Tourist Trophy. Que prova era essa? Em que país era realizada? E a famosa TT na Isle of Man?
Sobre o Cristiano da Matta, acho que o pior já passou. Mas continuamos na torcida!
Um grande abraço a todos,
Willian Lopes Machado
Olá, William. Vamos às respostas:
Helmuth Koinigg com Surtees nos Estados Unidos 74
1) Há uma cena do filme "Grand Prix" em que, durante o jantar de premiação do GP de Mônaco, a personagem Louise Frederickson (Eva Marie Saint), uma jornalista recém-chegada à F 1, pergunta ao piloto Jean-Pierre Sarti (Yves Montand), vencedor da corrida: "Mas toda essa festa quando há um homem acidentado...". Ela se referia a Scott Stoddart (Brian Bedford), acidentado durante a prova. Resposta de Sarti: "Mademoiselle, se ele estivesse morto, seria a mesma coisa. Um pouco mais reprimida, mas a mesma coisa".
É isso. Relatos da época dão conta de que poucos perceberam a gravidade do acidente de Koinnig. Seja como for, o fato é que depois da bandeirada os três primeiros colocados (e mais Emerson, coroado campeão) subiram ao pódio, estouraram champanhe, sorriram. Talvez nem soubessem da morte de Koinnig.
2) Essa prova era exatamente o TT da Ilha de Man. Até 1975 ou 1976, o "Manx TT" era a etapa britânica do campeonato. Mas as últimas edições tiveram vários boicotes dos principais pilotos e em 1976 ou 1977 ela foi substituída no calendário por um GP em Silverstone. O Manx TT continuou sendo disputado como prova de caráter nacional.
No ano que Senna morreu, descobriram que a Benetton ainda usava alguns componentes eletrônicos, proibidos naquele ano e até mesmo um componente irregular na entrada de combustível para ganhar preciosos segundos no abastecimento (Será que Senna morreu tentando ganhar de um carro melhor e irregular? Pois no dia de sua morte ele estava justamente à frente da Benetton, tentando segurá-la). Depois ele ganhou o campeonato jogando seu carro contra a Williams de Damon Hill. Tentou fazer o mesmo com Villeneuve, mas se deu mal. Por ai se vê como é seu espírito esportivo, que faz tudo para vencer, mesmo que não seja honesto.
Depois vieram os anos de humilhação do Rubinho na Ferrari, tendo que se submeter a tudo para que o alemão sempre tivesse os melhores resultados. E neste ano a sua "estratégica" de parar na curva, nos treinos de Mônaco.
Tudo isso se acumulou, e muitos que gostam de F-1, hoje em dia não têm mais paciência de ver um título atrás do outro ganho por ele.
Ainda bem que você trouxe em sua coluna este fato. Que sirva para quem sempre o enaltece como "O grande" , "O gênio". Ele é um bom piloto, mas também é "Dick Vigarista". Só que o "Dick Vigarista" do desenho animado nunca ganha.
Adorei a resposta do Edu para o amigo Carlos Alberto Petry (veja em Cartas 1a quinzena de agosto) sobre a tal corrida imaginária. Me pareceu bem sensatas as ponderações sobre os competidores em questão.
Agora: sobre essa do Michael ser Miguel..... Achei super lunático. E, mesmo que seja verdade, o cara é alemão. Ok, vamos lá: teria nascido no Brasil, mas foi criado e viveu toda a sua vida na Alemanha. Portanto é alemão. Gil de Ferran nasceu na França. Nelsinho na Alemanha. Alguém me ajuda a lembrar de mais pilotos?
tive espasmos musculares na face e nas orelhas lendo sua resposta à pergunta do Carlos Alberto Petry ("Uma Prova Imaginária").
Nada contra a pergunta do amigo Carlos e muito menos quanto à sua resposta, muito pelo contrário, bem interessantes.
É uma pena estes pilotos não terem a oportunidade de ler a sua resposta. Queria ver a cara deles, principalmente a do Mansell...
Lembro-me de corridas do Ayrton na chuva (chuva a corrida toda ou parte da corrida) em que sua audácia, perícia e absoluta coragem (ou irresponsabilidade) fizeram a diferença para que se consolidasse a vitória.
...e me lembro de algumas em Montreal e na Alemanha que não me lembro o ano. E também deve ter mais algumas corridas do "pato" que não me lembro mais.
Gostaria que você refrescasse a minha memória para algumas corridas do alemão, na chuva, nas quais tenha tirado proveito para ganhar a corrida.
Se tiver com tempo de contar alguma do Ickx ou do Amon, que não vi correrem, será bem interessante.
Será que estou com memória curta? Estou velho? O alemão não ganhou corridas na chuva? Será que o Ayrton sabia dançar a dança da chuva e o alemão não? Será que não choveu mais?
E pode me chamar de viúvo que não me incomodo. De viúva, não...
Grande abraço a todos.
Luís Sérgio, Brasília-DF
Luís Sérgio,
já que você pediu para refrescar a memória quanto às grandes corridas do Schumacher na chuva, lá vai:
Espanha 1991
Espanha 1992
Bélgica 1992
Bélgica 1995
Espanha 1996
Bélgica 1996
Mônaco 1997
França 1997
Bélgica 1997
Inglaterra 1998
Europa 2000
Malásia 2001
Inglaterra 2002
Estados Unidos 2003
Estou um pouco atrasado neste comentário, mas mais uma vez leio opiniões sobre a atual situação da Formula 1. O motivo da falta de igualdade na Fórmula 1 é que a categoria se transformou numa disputa de grandes fábricas onde as verbas sem limites tornaram tudo um jogo de negócios.
Eu penso que o maior problema é a tal exclusividade. Se um fabricante de motores tivesse obrigação de fornecer motores e dar assistência a pelo menos uma segunda equipe, e que os construtores fossem também obrigados a vender chassis para uma outra equipe qualquer, aliados às já adotadas medidas de limitações nos motores, nos controles eletrônicos e unificação dos pneus, creio que fariam diminuírem os gastos astronômicos e aumentariam a competitividade.
Se um construtor fabricar alguns chassis será mais barato do que fabricar apenas um ou dois. A mesma coisa penso que vale para os motores, quatro ou cinco carros ou duas ou três equipes com o mesmo motor ou chassis baixaria os custos de manutenção de uma equipe. Talvez até algumas equipes poderiam alugar carros para pilotos que quisessem montar uma equipe por uma temporada. Por que para se ter uma equipe de Formula 1 tem-se que montar toda uma estrutura para fabricar um carro? Pode ser que alguma equipe de uma categoria inferior tenha um patrocinador disposto a bancar um piloto por uma
temporada mas não tenha verba suficiente para montar toda uma estrutura para fabricar um chassis?
Por que não podemos ter equipes particulares? Será que as equipes grandes têm medo da concorrência dos pequenos? Será que um piloto com muito talento não poderia montar uma equipe por uma temporada, ou alugar um carro e mostrar serviço? Será que é sonhar demais?
Tenho um exemplar raríssimo do Catálogo Oficial do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 de 1953, corrido no Circuito da Gávea nos primeiros dias de 1954.
Estou colocando esta raridade à venda.
Atenciosamente,
Julio Cesar (jccamilo@hotmail.com)
sobre um comentário recente seu, normalmente as equipes clientes têm motores piores do que a da "matriz' mas lembro que pelo menos na época da Lotus-Renault (85 e 86), a equipe cliente teve resultados melhores do que a equipe de fábrica.
Quanto a pergunta do leitor Rodrigo Bmikossiski, Curitiba , o processo para transformar filmes super 8 ou 8mm ( ou mesmo 16 ou 35mm) de forma profissional se chama telecinagem.
Poxa, bem legal esse boletim, especialmente a matéria dedicada a FIAK, categoria suprema do automobilismo mundial.
Eu particularmente não sou muito atraído à Stock-Car, acho que pelo excesso de carros e pilotos (tem até um Mano Rola, que deveria ser ator de filme pornô, com um nome desse, isso sim!). Mas agora, vou dar um pouco mais de atenção (ao menos aos boletins!).
Abraços e sucesso nessa nova empreitada!
João Eduardo
Embora se tenha dado destaque para a experiência da Honda em Boneville (resposta do Edu aqui neste espaço), para busca de recorde de velocidade, convém lembrar que a então BAR Honda, em novembro do ano passado, atingiu velocidades maiores.
Como havia chovido no deserto (!), levaram o carro à base aérea de Mojave, Califórnia, e o piloto Alan Van der Merwe alcançou a velocidade de 413,205 km/h. Mas como o projeto era "Boneville 400", acredito que por puro marketing pouco se comentou sobre isso e renovaram para esse ano, e o resultado foi pior.
Interessante notar que o carro teve os penduricalhos aerodinâmicos retirados, o que talvez seria uma boa sugestão para a atual questão da falta de vácuo, pois é ao menos visualmente melhor do que aquela estranha asa traseira dividida que já foi sugerida. Que tal asa só na traseira e no bico, "como antigamente"?
Eu já brinco com "pixels de corrida" desde de antes dos Ataris, quando a única possibilidade ainda era dentro do fliperama com aquele carrinho parado vencendo "curvas ambulantes"!
Porém vai um adendo: nos termos de simulação cito os antigos jogos da Papyrus (que é a fabricante do Grand Prix Legends), a série Grand Prix (vide as versões 3 e 4), F1 2000, 2002 e o Challenge 99-2002. Estes dois últimos são os campeões em MODS (alteração do jogo de F1 para GT, Porsche Cup e inclusive um sobre fórmula 1 de 74 a 78, com direito ao Copersucar e tudo mais). Estes MODS são gratuitos, basta baixá-los.
Por último, uma curiosidade: um dos melhores MODS sobre carros GT para o F1 2002 era feito pela comunidade SimBim. Atualmente eles são uma game-house e os únicos licenciados pela FIA para a manufatura do game daquela categoria (quebrando a hegemonia da SONY). Enfim, parabenizo o Luis Fernando pelo ótimo artigo!