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Opiniões e Dúvidas dos Leitores 25.05.06
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Caros Edu e Panda

Pessoas como Manuel Blanco e Marcio Madeira deveriam ser mais lidos e/ou comentados pelos "escribas" do site assim, creio, nos poupariam de tantas idiotices, sandices, falta de conhecimento e prática sobre o que se discute, excesso de paixões, passionalidades, agressões enfim, aqueles que persistem em discutir quem foi o melhor de todos os tempos e, em especial, quanto a números e, como traduziu bem Madeira: "...Tomar recordes - sobretudo os absolutos - como referência para eleger os melhores em cada quesito, consiste em expedientes tão inconsistentes quanto eleger um destes quesitos como o mais importante entre todos, na busca pelo o "melhor de todos os tempos"..." e, ainda, segundo eu, parafraseado Blanco: _ Viva o valor do mérito, embora fosse fatal, mas era o que fascinava (em minha modesta opinião é claro!). E de resto: "o recorde é o recorde, e importa apenas como tal" (Marcio Madeira).

"Simples assim". Respeitosamente, Três Abraços
José Ilídio, Uberlândia

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Olá, Panda e Edu.

Não sei se esse é o lugar para falar isso e nem o assunto é relativo a automobilismo, mas de repente percebi isso. Talvez (e infelizmente) vocês concordem comigo.

Descobri o Gepeto ainda em 2001, pouco depois de sua "estréia" e, como adorei, li todas as cartas e colunas que já haviam sido publicadas. Pois bem. Durante muitos anos fui leitor assíduo de cada letra publicada. E o Gepeto foi crescendo (como não poderia deixar de ser), crescendo, crescendo... e ao mesmo tempo em que foi melhorando, ele foi piorando.

É triste ler todas as besteiras que são escritas hoje. Se por um lado o que mais me agrada no Gepeto é a total liberdade de todos (sim, pois nunca vi site algum que publicasse todas as cartas e opiniões dos leitores) por outro isso tornou possível a enxurrada de baboseiras que hoje lotam as páginas do site. Adoro as respostas do Panda e tenho certeza que são muito coerentes. Talvez por isso concorde com praticamente todas.

Mas, infelizmente, o Gepeto deixou de ser leitura obrigatória para mim. Tudo aquilo que me dava prazer ao ler textos, cartas e comentários das corridas, hoje me entedia. Apenas pelo fato de que para "achar" algo interessante, sou obrigado a "garimpar" em meio a tanta asneira!

Peço desculpas a todos que fazem o Gepeto, principalmente ao Edu e ao Panda, que foram os precursores, por estas críticas. Mas o site está pagando o preço de ser tão democrático. A liberdade é um grande mal quando não se tem limites.

Grande abraço a vocês! Suas colunas, garanto que continuarei prestigiando.
José Angelo Petit Neto

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Caros Amigos do GPTotal,

Estou achando bacana a "polêmica" do melhor de todos os tempos. Para os que são novos no site, houve discussão semelhante há uns dois ou três anos atrás (Panda e Edu, corrijam-me), só que com um nível incomparavelmente baixo se comparado a atual. Apenas manifestações de viúvas, apaixonados ferrenhos e lamentáveis agressões (por email, vejam só como é ridículo chamar os humanos de Homo "Sapiens").

A atual está bacana, surgindo fatos e estatísticas "do bolso do colete". Adorei a manifestação do leitor Ubaldir, de Goiânia. Realmente, todos nós, inclusive eu, só usamos o Prost de Judas. Ele sempre é o parâmetro a ser comparado por baixo. No meu último email eu mesmo lasquei algo do tipo "sempre comparamos Senna a Prost, mas nunca Piquet a Prost, porque Piquet sempre foi superior a este". Ou seja, usamos o genial francês narigudo para provar (???) que Piquet era superior a Senna.

Prost e Senna em Imola 89
Mas o francês de fato foi espetacular. Eu tinha raiva da eficiência do Prost. Poderíamos calibrar um cronômetro com a sua precisão. Só que humanos não se comportam como as leis das Ciências Exatas, portanto A=B, A=C não necessariamente implica que B=C.

Justamente por isto, temos um campo da ciência apenas para este tipo de comportamento, as Ciências Humanas.
Sigo lendo as cartas. Outro leitor reclama do reabastecimento. Ele tem razão, mas eu talvez seja saudosista demais. Acontece que sempre devemos jogar de acordo com as regras do jogo. Em linguagem futebolística, isto equivale ao "jogar com o regulamento na mão". Ultrapassar dos boxes, em um campeonato de pistas que, em sua maioria, são sub-dimensionadas para o esporte (Hungaroring, Ímola, Interlagos novo...) é muito menos arriscado do que garantir a passagem nas pistas. É fato. Podemos argumentar que no pelotão final podemos ver várias vezes Klien (quem?) sendo ultrapassado por Webber (vocês devem estar brincando...), mas acho que isto se deve muito mais a inapetência dos mesmos.

Em pilotagem de altíssimo nível, Alonso, Schumacher, Raikkonen, etc, comentem poucos erros, sabem antever manobras e aproveitando-se de pistas já citadas, tornam ultrapassagens impossíveis com o domínio da aerodinâmica atual.

Ora! Podemos argumentar que, na época de Senna, Prost, Mansell, Piquet, etc, etc, as ultrapassagens eram fartas! Havia mais espetáculo! Só que eram outros tempos. Estamos errados nós ou os pilotos? Estão errados os dirigentes, que tornaram o esporte desta maneira. Todt, Brawn e outros apenas tentam ser o mais rápido possível dentro das regras do jogo (isso foi força de expressão).

Só que nós todos queremos espetáculo. Recuso-me a achar emocionante a tomada já tradicional de TV, focalizando simultaneamente a saída dos boxes e a reta de chegada e o porta-voz da RG narrando: "vai saindo Schumacher, lá vem Alonso, será que dá, será que dá?". Fui criado na época de ultrapassagens espetaculares, derrapagens controladas. Todos somos unânimes em enaltecer os anos 70 e 80, que é onde nossa memória chega. Os pilotos de hoje não são bons o suficiente? Duvido. Assim como alguns candidatos a Zico e Romário podem ter perecido em algum timeco de segunda divisão, alguns Prosts e Sennas podem ter sumido pelo caminho. Isso é fato. As regras atuais talvez sejam injustas com o talento de Alonso e Raikkonen, para ficarmos em casos mais recentes. Mas o povo quer ver espetáculo. E espetáculo é termos ultrapassagens, aquela saudosa guerra do vácuo, quem trava a roda por último, sai pra lá que a zebra é minha!

Para quem acha que os pilotos antigos eram necessariamente melhores, deixo a palavra com o indiscutivelmente melhor, Chico Buarque. É um trecho de uma crônica sobre futebol, mas cabe a comparação, lida pelo próprio no DVD "As Cidades":

"Desde já discordo de quem, concordando comigo, sustenta que o futebol era muito mais bonito no passado. Ao contrário de nós mortais, que éramos todos mais bonitos no passado, os craques do passado são ainda melhores hoje. Penduraram as chuteiras, mas na permanente edição da nossa memória vão produzindo novos lances memoráveis. Posso vê-los sempre de uniforme, uniformes diferentes uns dos outros, num vestiário com o teto cheio de chuteiras penduradas. Reúnem-se em torno do técnico, ouvem a preleção em silêncio, mas não prestam muita atenção. Dispensam alongamentos, entram em campo e já começam a jogar. Não dão entrevistas. Não fazem cera, não atrasam a bola, não cobram lateral, não ficam na barreira, faz cada qual o que lhe dá na telha. E no entanto exibem um belo conjunto, mantendo-se invictos há anos e anos, mesmo porque contra eles não há quem se atreva a jogar".

Se eu escrever mais qualquer coisa, cometo um sacrilégio.

Grande abraço,
Nestor Saavedra, Curitiba

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Muito legal a interpretação do Ubaldir Jr. sobre a carreira do Prost.

Interessante que tenho baixado, via emule, vários resumos das temporadas dos anos 70 e 80, e nota-se como os títulos de Piquet, Rosberg, Lauda e Senna agregam valor simplesmente por ter Prost na disputa.

É interessante em toda aquela "guerra do vácuo", que os F1 se deparavam em cada GP (Brasil 82, por exemplo), que você notava as características de pilotagem de cada um, e certamente o francês era craque.

Sobre a carta do Paulo Henrique, creio que há uns dois anos, na vitória do Montoya com a Williams, foi feita outra enquete sobre "o grid de largada de todos os tempos". Pilotos e jornalistas deram seus pitacos, mas o mais curioso foi o Piquet: não se colocou na lista dos seis do grid de largada imaginário e ainda disse que largaria dos boxes. Na lista final ele ficou na quinta posição do grid.

Abraços,
José Everson

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Bom ler a opinião do Ubaldir Jr.

Impressionante como o Prost é solenemente ignorado aqui no Brasil. Também faço coro com os que consideram inúteis as tentativas de escolher um "melhor piloto de todos os tempos", o que acho factível é apontar pilotos para os quais é possível encontrar todas aquelas qualidades que os tornam fora-de-série - a certo ponto em que fica difícil fazer maiores comparações.

Poucos são aqueles para os quais conseguem se encontrar todas essas qualidades, e há uma que merece ser ressaltada: a de conseguir mostrar superioridade com equipamento inferior. Senna é muito lembrado por isso graças aos seus desempenhos na chuva, em que sua qualidade saltava aos olhos mesmo com os carros mais vagabundos (vide Mônaco em 1984), mas poucos se lembram que o único ano "fácil" de Alain Prost foi 1993 e que ele chegou mesmo a ganhar um campeonato contra um carro nitidamente superior (caso de 1986), coisa que nem o próprio Senna fez.

(Antes que algum fã exaltado reclame, isso não significa que Senna, também, não fosse capaz de demonstrar sua superioridade em relação à grande maioria de seus contemporâneos quando tinha carros inferiores - basta se lembrar da temporada de 1993 ou de várias de suas corridas com chuva e poles conseguidas sem ter à disposição com uma McLaren imbatível).

Digo o mesmo de Nelson Piquet. A classificação de Piquet em relação aos seus companheiros de equipe e a da Brabham em relação às demais equipes em 1981 e 1983 atestam isso. Uma curiosidade interessante é o fato de que, em 1983, Piquet foi campeão de Brabham deixando seu companheiro em nono - o mesmo sujeito que em 1992 foi vice-campeão à frente de Senna e Schumacher.

Refiro-me ao RicCardo Patrese, piloto que nunca obteve destaque nenhum e cujos resultados nesses anos para mim dão o exemplo arquétipo de quando a diferença está no carro e quando está no piloto.

Lucas

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DEIXA O CARA SER FELIZ!

Marcelo Jardim

Quando é que a turma vai parar com essa mania de querer aposentar o Schumacher? Caramba! Entra ano e sai ano e é sempre a mesma chamada, sempre a mesma infeliz ladainha.

Se me recordo bem, esta história começou no final de 2000, quando Michael tirou a Ferrari daquele jejum miserável. Diziam que se ele fosse tetra, parava. Parava porque não ia ter mais motivação para correr, ia estar velho demais para categoria, a família ia reclamar sua presença, era melhor parar por cima, etc...

Pois é. Ele foi penta, e, como não tinha ninguém para estragar a festa, ele foi ficando, ficando e... chegou ao hepta. Sobrando na turma, nos números, na alegria, na vibração e, principalmente, sobrando na motivação.

Nesse meio tempo, pipocavam bobagens na imprensa do tipo: "Depois que Schumy for campeão aumentam as chances do Barrichello", "Montoya já acertou com a Ferrari, mas espera decisão do alemão", "Schumacher não é mais o mesmo depois de sofrer uma volta de Alonso na Hungria", "Depois de rodar na China, italianos não acreditam mais em Schumacher", "Michael se inclina diante dos talentos de Alonso e Kimi", e por aí vai.

Realmente, não sei de onde vem esta vontade de aposentá-lo. De achar que um simples erro seu é sinal de decadência. De supor que duas ou três corridas sem pódio indicam uma desmotivação incurável. De questionar seu talento por causa do Alonso. De desdenhar sete títulos porque o espanhol conseguiu apenas um. De onde vem esta vontade de vê-lo parar?

Agora, o pior são os devaneios sobre a decisão do Schumacher. Se ele decide continuar, apostam que Kimi vai para a Renault fazer marola; que seria ótimo para o Massa; que o Valentino desistiria da F1; que Montoya iria chafurdar na Red Bull; que Monteiro ia... E se Michael parar? Bem, aí todas as besteiras se misturam e todos descobrem que fizeram papel de palhaço.

E isto não é privilégio dos brasileiros, que nunca engoliram o alemão. Imagina ver um único sujeito ter a mesma quantidade de títulos que todos os nossos heróis? Mas me surpreende é ver os ingleses, franceses, alemães e até italianos esperando sua derrocada. Vai entender. Até enquetes com todos os campeões vivos (que coisinha...) já fizeram a respeito de sua aposentadoria.

Bem, mas como ele não corre para esses, ele vai tocando a vida. Enquanto sentir alegria com a velocidade, enquanto estiver disputando posições nos boxes ou nas curvas, ele vai levando. Sim, porque Alonso encara a F1 como trabalho, quase um fardo. Já Schumacher a encara com prazer. Então, por que tirar isto dele?

E no mais, vendo-o ganhando na Itália e na Alemanha, com aquele sorriso de criança no pódio, com aquela emoção nos olhos, seria bacana ele continuar nas pistas...



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Respondendo ao desafio proposto por João Carlos B. Viana, o piloto que está ao lado de Senna e Brundle é o canadense Allen Berg, que depois teve passagem obscura na Fórmula 1 em 1986, quando substituiu o alemão Christian Danner na Osella.

Danner, por sua vez, entrou no lugar do acidentado Marc Surer na Arrows. Berg foi notável por sempre ocupar a última posição nos grids de largada. Claro que seu carro era disparado o pior da categoria, mas na sua prova de estréia, em Detroit (EUA), ficou a dez segundos da pole de Ayrton Senna, o que mostra que o problema não era só o carro... No fim de 1986, deixou a F-1 e perambulou por outras categorias, sem destaque, que eu me lembre.

Abraços,
Fred Sabino, Rio de Janeiro

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Prezado João Carlos,

Me parece que o piloto a que você se refere é o canadense Allen Berg. Chuto, não em função da minha memória (que está mais para 256 do que para Pentium), mas do patrocinador (a saudosa revista Grand Prix International, lembram, Panda e Edu?) e da ajuda valiosa da Internet (dê uma olhada no famoso site f1rejects.com). Esse foi mais um cheque sem fundo no automobilismo: grande promessa nas categorias de acesso, chegou à F1 em 1986 ao que parece apenas para entrar na galeria dos "rejeitados".

Abraços
Salvador Costa (sem autódromo...), Rio de Janeiro

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Allen Berg com Osella no Canadá 86
O cara de vermelho ao lado do Senna e do Brundle é o Allen Berg, piloto canadense que chegou a correr na Fórmula-1 em 1986 pela equipe Osella, e vive atualmente no México.

Abraço!
Rodrigo Bernardes



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Respondendo ao leitor João Carlos B. Viana.

O piloto de vermelho é o canadense Allen Berg, que foi um dos melhores classificados da temporada de F3 inglesa em 1983.

Berg foi pra F1 em 1986 pilotar a Osella. Depois, foi pro automobilismo mexicano (!!) e hoje, se não me engano, é chefe de equipe de alguma coisa por aí.

Só isso. Abraços.
Leandro Seiji Kojima, Campinas

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O piloto da foto do livro do Ernesto Rodrigues é o canadense Allen Berg, que tentou, em 85, correr no GP do Canadá com um Spirit, mas parece que faltou grana e o cara nem correu. Já em 86, fez 9 corridas pela Osella, conseguindo como melhor resultado, um 12º lugar. É isso.

Um abraço a todos do Gepeto

Jaime Belmiro dos Santos, Sumaré

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Piquet e seu Benetton no Japão 90
Gostaria de agradecer ao amigo Walter (não disse de onde é) sobre o comentário sobre minha opinião anterior. Porém, ele diz que o Piquet se aposentou quando foi, ou tentou, acertar o Lotus "carro-bomba".

Só que ao ler o comentário do amigo, lembrei da temporada de 1990, a primeira na Benetton. Nelson, ao final do campeonato, foi o terceiro colocado, atrás apenas do campeão Senna (Mclaren Honda MP 4/5b), com 78 pontos, e Prost (Ferrari 641), com 71 pontos válidos (73 sem o descarte).

É bom ressaltar que Piquet, na verdade, terminou empatado com Berger, em 43 pontos. Só que Berger não teve nenhum ponto descartado, enquanto Piquet teve apenas 1 ponto - e duas belas vitórias com seu Benetton Ford B190. Essas duas vitórias foram históricas. A primeira, no Japão, marcou a última dobradinha do Brasil até hoje, obtida junto com Roberto Pupo Moreno. E, de quebra, foi o primeiro - e único - pódio do Aguri Suzuki (Lola Lamborghini), hoje dono da Super Aguri.

A segunda vitória do ano foi na corrida seguinte, na Austrália, e marcou o GP de nº 500 da F1.

Aí você vai me perguntar: "E 1991?". Eu te respondo: com a sacanagem que fizeram com o Moreno e sem perspectiva de um carro competitivo para 1992, ele mandou todo mundo pro inferno e foi embora. Cansou.

Detalhes: nesse ano, de 1990, Piquet foi o piloto que mais andou em GPs, com um total de 4373 Km. Depois dele vieram Berger (4264 Km), Patrese (4148) e Senna (3996). Piquet e Prost foram os pilotos que por mais vezes pontuaram nesta temporada, em 12 GPs. Depois deles vieram Senna e Berger (11 cada) e Boutsen (10).

Marcelo Ferreira, Jacarepaguá


Opiniões e Dúvidas dos Leitores 23.05.06
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Olá, pessoal do GPTotal!

Lançarei um desafio a todos os leitores e aos escribas do site!

Na ilustração do texto de Ernesto Rodrigues, há uma foto de um pódio na F3 Inglesa de 1983 em que se pode indentificar o Senna de vermelho e o Brundle de azul, mas será que alguém será capaz de adivinhar quem é o terceiro piloto ao lado deles. O de vermelho? Sinceramente não tenho a menor idéia de quem seja, mas alguém deve saber. Vamos ver se alguém descobre.

Abraços
João Carlos B. Viana, Fortaleza

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Resolvi dar mais um palpitezinho aqui depois de muito acompanhar a discussão dos últimos dias (e de sempre, a bem da verdade...rs).

Pois bem, inicio dizendo que achei interessante um aspecto no especial sobre Gilles Villeneuve. Me chamou a atenção a descrição do Panda sobre como é que ele se iniciou no mundo da F1. Foi exatamente quando eu comecei a acompanhar as corridas de forma quase "religiosa": após aquela corrida de Monza-78, quando se foi Peterson.

Aquele acontecimento me chocou tanto, e ao mesmo tempo me fascinou de uma forma que fez com que eu nunca mais deixasse de acompanhar a categoria. Bem, a diferença entre eu e o Panda é que eu tinha só 7 anos na época. Finalizando o tópico, me identifiquei muito com a história.

Bom, passando ao que interessa, essa discussão entre uma hipotética rivalidade Senna x Schumy realmente é ineficaz e boba, sendo que as conclusões nunca vão sair do terreno do hipotético, da paixão.

Pois bem, acho que nessa discussão toda, um nome em especial é sempre esquecido.

Alain Prost com seu Williams em Mônaco 93
O nome de um francês que, injustamente, poucas vezes figura entre os que a maioria dos torcedores costuma citar como as maiores estrelas de todos os tempos. Como todos sabem, falo de Alain Prost.

Falar a verdade, por motivos de torcida mesmo, na época em que o nanico narigudo dividia as pistas com Senna e Piquet, confesso que tinha uma antipatia quase ferrenha por ele. Mas com o passar dos anos, analisando as coisas de forma mais fria e racional, me despindo da irracionalidade que costuma acompanhar a tal "paixão de torcedor", enxergo o quão grande foi o francês no mundo da F-1.

Prost era um piloto de estilo único. Não era incrivelmente espetacular, muito menos dotado do arrojo quase suicida de alguns outros dos maiores representantes da alta estirpe da categoria máxima do automobilismo, mas sem dúvida era dono de uma eficiência assustadora. O francesinho andava em um ritmo alucinante de uma forma que parecia que ele estava fazendo um passeio dominical no lugar de estar pilotando um dos carros mais velozes do planeta. Quem via a tranqüilidade e a leveza de Prost no volante de um F-1 quase não acreditava nos tempos que saltavam do cronômetro volta após volta durante suas corridas.

Digo isso porque alguns amigos nossos que deixam suas opiniões aqui no site se preocupam tanto em ficar buscando meios de diminuir os pilotos atuais como forma de denegrir feitos de Michael Schumacher que se esquecem da missão mais óbvia que seria comparar Senna com Prost.

Nenhuma comparação é mais justa que essa no mundo da F-1. Pilotos que dividiram de forma praticamente simultânea as pistas pelo mundo (Prost estreou na categoria uns três anos e pouco antes de Senna e encerrou sua carreira apenas três provas antes do fatídico 01 de maio, tendo ficado um ano de fora do circo em 92), pilotaram máquinas idênticas durante dois anos, e foram talvez os maiores rivais que o circo já teve.

E é aí que entra um fato curioso. Não tenho dúvidas que Senna era um piloto mais "espetacular" que Prost. Mas em uma corrida dos dois na McLaren nunca fui capaz de apostar minhas fichas em um deles. Não havia favorito naquela disputa. Os estilos eram totalmente diferentes, mas o resultado de ambas as formas de pilotar era sensacional. Daí eu concluo com a forma com que encaro essa briga boba de alguns que querem provar que Senna é ou não melhor que Schumacher: se eu nunca fui capaz de descobrir qual era o melhor entre Senna e Prost, como eu seria capaz de dizer qual o melhor entre Senna e Schumacher? A resposta é óbvia: nunca.

Que fique claro que considero como "o melhor" aquele que vence a disputa em termos de campeonato. Não me venham com esse negócio de poles, quem chegou mais na frente quando os dois ficaram na pista até o fim da prova, blábláblá."O importante é bola no barbante", como já dizia um saudoso locutor esportivo aqui da minha terra.

Quanto a este fato, me lembro bem de uma crônica interessante publicada na revista 4Rodas do início dos anos 90, na qual se descrevia uma conversa de bar entre um torcedor de Nelson Piquet, um de Senna e um de Prost. Entre diversas argumentações, discussões de conjecturas, análise de resultados dos três pilotos, os três tentavam chegar a uma conclusão lógica sobre qual dos três havia sido o maior piloto dos anos 80 (81 - 90). Ao final da crônica, não houve dúvidas: os três brindaram a Alain Prost. A análise era simples: o francês havia ganhado três títulos (mesmo número de Piquet), tinha sido vice outra quatro vezes (em 84 chegou a ser uma maldade a forma como perdeu o título para Lauda) e tinha um número de vitórias maior que todos os pilotos da categoria até ali (só foi superado por Schumacher, muitos anos depois). Portanto, a conclusão ao final da discussão não poderia ter sido outra: o autor em sua criação cita que os três, mesmo que a contragosto dos dois brasileiros, fazem um brinde dizendo "vive lá Prost!". Confesso que fiquei contrariado na época. Mas parando pra pensar, vi que a conclusão era isenta e dotada de uma lógica irresistível: a lógica dos resultados.

Portanto, deixo minha opinião sobre tudo o que escrevem por aqui ultimamente. Uma opinião com uma abordagem diferente, que exclui Schumacher de qualquer comparação utilizando-se de lógicas estapafúrdias frente a Ayrton Senna. Pensem bem e, por favor, não me interpretem mal. É minha opinião e nada mais. Nada de respostas passionais e desaforadas, ok?

Abraços a todos
Ubaldir Jr. - Goiânia

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Bem, primeiro acho melhor dizer que não sou nostálgico, gosto de controle de tração, de câmbio eletrônico, de bomba de combustível inteligente e etc. Mas, a princípio gosto mesmo é de F1.

Também acho bom frisar, e bem, que não sou sennista, nem prostista, em viúva do Mansell e nem do Piquet, por isto a questão que vou propor é meramente especulação.

O que seriam destes pilotos, ídolos de hoje, se não houvesse estas inovações eletrônicas nos carros? Se os câmbios ainda fossem em alavancas presas no assoalho dos carros? Será que seriam tão competitivos? Ou será quer seriam um monte de Dedés Santana?

Relutei muito em escrever ao site, adoro ler, me informar mas, nunca quis me colocar na posição de opinar (embora eu adore fazer isto). E se eu gostar de fazer? Posso continuar fazendo?

Ronaldo Araujo.

Ps: Alessandra Alves, vivemos num país em que a princípio temos liberdade de expressão. Ah… e que também diz-se que não há racismo. Olha, eu tenho a lhe dizer que a liberdade de expressão é marrom: você pode se expressar, desde de que não contrarie ninguém (ai, ai) e o tal racismo realmente não existe, já que não é expressado por lei como no caso do Apartheid, mas que há um preconceito enorme, imenso, gigantesco e velado, ah! Isto existe sim. E no caso de sua coluna não há nem um, nem outro. Nem preconceito e nem liberdade...triste. Fico solidário com você.

Ronaldo Donizete de Araújo





Olá, Ronaldo

Minha humilde análise indica que sua pergunta é irrespondível. Cada um tem sua fase áurea no que quer que seja, e para isso é preciso ser competente com os meios à disposição.

Mas, para não te deixar no escuro total, vamos rememorar alguns fatos interessantes. Sempre que um piloto "atual" anda em um carro de GP histórico, ouvimos/ lemos declarações parecidas: "É incrível o que eles faziam com essas máquinas" (Michael Schumacher, após andar com uma Ferrari da década de 50); "Isto é inguiável: não faz curva, não tem apoio aerodinâmico, não tem freios, não tem nada" (Damon Hill, após andar em um carro dos anos 60).

Declarações de Emerson Fittipaldi após andar com a Ferrari 2001 de Schumacher: "É possível extrair o máximo do carro se houver capacidade de todos estes botões várias vezes por volta. O Michael faz isso de maneira fantástica". Declarações do mesmo Emerson após andar com o Mercedes de Fangio, em 1977: "O que mais assusta são os pneus: fininhos, não transmitem nenhuma segurança".

Em 2002, Niki Lauda, então chefe da equipe Jaguar, afirmou que até mesmo "um macaco" poderia pilotar os F1 dos anos 2000. Foi para a pista provar - e deu vexame: rodou tanto quanto o Ide nos treinos de Melbourne. Depois, culpou Pedro de la Rosa, que teria passado "pontos de frenagem errados".

Conclusão possível: cada grande campeão tem sua época. Discutir o que Alonso faria nos anos 50 ou se Fangio seria tão bom nos dias atuais pode parecer divertido para alguns, mas é mera especulação. Eu acho aborrecido, e os pilotos também. Voltemos a Lauda, logo após ele conquistar o título de 1984 com o McLaren-TAG Porsche turbo: "Provavelmente nem Stewart soubesse pilotar um carro com motor turbo. Ou talvez soubesse... Não sei. Não me interessa perder tempo fazendo comparações com o passado".

Agora vamos transportar o "saudosismo" dos que acham que "os de antigamente é que eram bons" para algumas coisas mais próximas à nossa realidade. Para essas pessoas, nossos pais e avós eram muito melhores motoristas do que nós: guiavam carros sem direção hidráulica, ar condicionado, espelhos retrovisores e câmbio sincronizado em ruas e estadas de terra ou paralelepípedos. Os jornalistas "de antigamente" eram muito melhores que os atuais: faziam seus textos em máquinas de escrever, sem ajuda de computadores, e tinham que enviá-los por correio ou telex. As donas-de-casa dos anos 30 e 40 também eram muito melhores que as atuais: tinham que caçar o frango no quintal, matá-lo, depená-lo e parti-lo, em vez de comprar pedaços fresquinhos, prontos para o preparo, no supermercado da esquina. Idem os engenheiros que faziam seus cálculos na mão, sem ajuda de calculadoras. Ou os médicos...

Parece ridículo, não é? Pois é assim que eu vejo essa discussão sobre a "F 1 com ou sem ajuda tecnológica".

Abraços (LAP)

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Caros companheiros do "Gepeto".

Prefiro ficar alheio a estas discussões imbecis de "quem foi o melhor piloto" ou "isto só acontece porque é um pobre brasileirinho contra este mundo todo", na qual concordo com o Panda que cada um tem seu piloto e equipe preferidos por vários motivos, e isto não lhe dá o direito de achar que os outros piloto e equipes não falem nada ou não fizeram nada de relevante.

Jack Brabham em sua despedida da F1, no México 70
Eu, por exemplo, acho os feitos de Jack Brabham mais espetaculares que os de Fangio, Fittipaldi, Lauda, Piquet, Senna ou Schumacher entre outros, pois, o cara construiu um carro e foi campeão do mundo no carro que ele construiu.

Porém, acho que aqueles nomes acima contribuíram e muito para a evolução e a popularização da F1, e todos tiveram seu mérito em algum aspecto.

Porém, gostaria que vocês ai do Gepeto e os leitores dessem sua opinião de qual a obra prima (corrida mais espetacular) dos grandes pilotos da F1, e nesse rol podem tranqüilamente entrar pilotos que não foram campeões mas foram em algum momento foram espetaculares. Pois acredito que números e estatísticas provam muito pouco, ou quase nada sobre os seres humanos.

Abraços
Paulo Henrique Vicente, Jundiaí

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Onde o leitor Hugo Becker viu de emocionante no gp da Espanha? O que eu vi foi o suficiente para mudar o meu conceito de "piloto competente".

Atualmente piloto competente faz a pole, abre, abre e abre do segundo colocado, entra no box e sai na frente do segundo colocado e abre, abre e abre.

Sem erros, surreal, perfeito. A culpa é de quem pelo espetáculo sonífero? Da pista? Do regulamento? Das restrições aerodinâmicas?

Não espero mais corridas como a da Austrália. Ao meu ver a melhor da temporada com antecipação.

Não sei onde piloto vê motivação de disputar a F-1 atual. É tudo perfeito e pouco desafiador, a meu ver. Se eu fosse, Schumacher deixaria a F-1 e iria barbarizar nos EUA em seus circuitos ovais.

Eloi de Abreu/RJ

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Eu acho que o Marcelo Ferreira equivocou-se, Piquet aposentou-se quando foi "acertar" o carro da Lotus.

Quanto às opiniões por ele apresentadas, concordo em parte. Realmente, Senna estava iluminado em 93 e, além disso, teve uma grande ajuda dos céus (chuva). E lembremo-nos que esta discussão sobre o melhor não vai levar a nada, pois um não corre mais e o outro já morreu.

Deveríamos estar discutindo que modificações enviar para o pessoal que organiza a F1 pois não agüento mais estas procissões domingueiras.

Por mais que Galvão tente me convencer que Schumi ganha por que é o mais rápido na pista, o que eu tenho de concreto é que ele só ultrapassa no box e um esporte que é feito de riscos (e acho que a ultrapassagem é o mais emocionante) transforma-se em um ritual de estratégia (assim é melhor ir jogar ou assistir xadrez). Não agüento mais, acabem com a porcaria do reabastecimento!

Abraços
Walter

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Heitor Cardoso,

Como toda boa viúva você para defender seu ponto de vista achincalha com um grande piloto e o "argumento" que você utilizou volta-se contra seu ídolo.

Você veio dizer que o Piquet era especialista em burlar os regulamentos técnicos. Pois bem, na última prova do Senna na Lotus ele foi desclassificado perdendo o segundo lugar (que daria o vice-campeonato para ele) após os comissários descobrirem que o sistema de freios que o carro dele utilizou era ilegal. Isso não é burlar os regulamentos técnicos? Quem garante que ele não correu a temporada toda com o carro irregular? O "mais audacioso" era tão trapaceiro quanto o resto em sua própria avaliação.

Eduardo Andrade, Goiânia

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Viúvas do meu Brasil,

Não carreguem esse pesado fardo pro resto da vida. Deixem o Senna descansar em paz! A vida segue e é bela!!!

Adriano, Mafra

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Tenho verificado que até hoje existe dúvida de quem é o melhor, Schumacher ou Senna. Acredito que não se deve comparar maçã com banana, são coisas distintas. Os números estatísticos de ambos são bastante diferentes, mas os dados a seguir, ainda não ouvi e nem li a respeito.

O Senna obteve 65 poles e 41 vitórias, sendo que em 24 vezes saiu na frente e não conseguiu se manter. O Schumacher obteve 66 poles e 86 vitórias, sendo que 20 vezes saiu atrás e conseguiu superar os adversários.

Penso que estes dados desequilibram a favor da maçã!

Abraços,
Ricardo Peres - São Gonçalo

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Ontem assisti ao GP de Kyalami de 1993. Ele é ótimo para mostrar que o Schumacher é muito bom, bom o suficiente para competir com o Prost e Senna. Nesse GP vemos os três pilotos que citei dispararem, com Senna segurando o Prost por um bom tempo e o alemão logo atrás dos dois.

Realmente vale a pena ver esse GP. Ele pode ser encontrado no Emule.

Abraços!
Eduardo Benvenuti

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Acho este tipo de discussão algo tão desnecessário...

Sou Sennista assumido, mas tenho um tremendo orgulho de tudo que Piquet fez e ainda faz pelo automobilismo. A paixão dele por tudo isso foi sempre algo tremendo. O seu jeito mecânico e super acertador de carros considerados normais para outros e que se tornaram imbatíveis com ele é algo que todos nós Sennistas deveria sentir um orgulho danado assim como vice-versa.

Outra coisa é que tanto Sennistas quanto Piquetistas fazem e isso às vezes me deixa muito triste é que, sem querem, acabam desmerecendo os títulos e conquistas históricas de nosso embaixador. Emerson Fittipaldi. Somos um celeiro de campeões. A nossa atual preocupação deveria ser lembrar sempre destes campeões, mas sem desmerecer os outros. São 8 títulos mundiais!

Um grande abraço
Fabio Hyder Azevedo, Rio de Janeiro

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Peterson com March na Inglaterra 72
Já vi este site da Tyrrell e é fantástico mesmo. Pra quem sabe que existiram outros pilotos além de Senna, Schumacher, Piquet, Mansell e Piquet também quero recomendar um site. Acessem o site de Ronnie Peterson: www.ronniepeterson.se

Tem muitas informações, fotos bacanas e vídeos dele na F1 e nas categorias de acesso (!!) na Suécia. Imperdível! Com versão em inglês.

Panda, recomendo que simplesmente delete qualquer carta das viúvas do Senna. Não merecem qualquer respeito.

Também queria aproveitar mais a carta para pedir pro Ico falar mais de Rally! Como por exemplo contar a trajetória do grande piloto finlandês Henry Toivoinen morto no Rally da Córsega de 1986.

Forte abraço a todos!
Lucas

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Bem, após acompanhar o site por tanto tempo e ver discussões ridículas a respeito de números, gostaria de expressar minha humilde opinião.

Caro LAP, certa vez, acompanhando a F1 pela "toda poderosa" o marqueteiro Galvão (acho que era GP de 1999), acompanhado de Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet, Caio (na época jogador do Flamengo) e seu fiel escudeiro Reginaldo Leme (o "especialista"), o Galvão fez a seguinte enquete: Os cinco maiores pilotos da F1 de todos os tempos!

Foi perguntado aos convidados e também a algumas "lendas":

Jackie Stewart: Jim Clark (nacionalista), Fangio, Prost, Lauda (não tenho certeza se foi esse) e Senna;

Schummy: Fangio, Stewart, Lauda, Prost, Senna;

Reginaldo Leme perguntou isso a bordo de uma Ferrari, com Schummy na direção, e emendou: E você?
E ele prontamente respondeu: -Eu estou aí ainda.

Galvão disse umas besteiras, mas colocou: Senna, Fittipaldi, Piquet, Schummy e, se não me engano, Prost;

Reginaldo disse que tinha seis pilotos: o trio brasileiro, Schummy e outros (faz tempo então não lembro);

Prost: esse disse que não saberia responder por que cada um que ele dissesse foi o melhor da sua geração (uma opinião no mínimo sensata);

Lauda: esse sim teve uma opinião que me deixou bobo na época: só existiu um piloto o melhor de todos seu nome Ayrton Senna.

Bem, eu, claro, concordo com Lauda de coração, na razão acho que o Prost teve a melhor resposta, pois comparar pilotos é que nem comparar políticos, é muito difícil. Pra mim, Senna foi o melhor, mas admiro Piquet e Fittipaldi demais, torço pelo Schummy, que ainda vai nos brindar com muitas corridas.

Portanto, caros amigos, essa história de comparação já deu pra bola. Vamos admirar esses pilotos que já saíram, que estão aí e os que estão por vir!

Um forte abraço a todos,
Paulo Henrique Leite Lopes


Opiniões e Dúvidas dos Leitores 18.05.06
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Companheiros do GPtotal:

Os Tyrrell de seis rodas na velha Curva do Sol, no velho Interlagos
Deixem esse tal de Mário Lúcio Franco sei lá de que de lado, e entrem na página www.project34.co.uk, site que conta a história de um dos mais fantásticos modelos de carro que passaram pela F1.

De lambuja, você encontrará diversos vídeos para baixar inteiramente "de grátis", contendo câmeras on board em pistas como Jacarepaguá (essa em 78, com Patrick Depailler com um Tyrrell 008 na inauguração do circuito ), Zolder, na Bélgica (Niki Lauda, com o Brabham BT 46), o grande Jackie Stewart, guiando e narrando uma volta durante os treinos para o GP da Inglaterra de 78, em Brands, Hatch, com um Tyrrell 008, mais Patrick Tambay na Holanda com o Mclaren M26, Didier Pironi em Watkins Glen com o Tyrrell, dentre outros. Já coloquei todos em meu Desktop.

Abraços,

José Everson

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Eu li a coluna da Alessandra Alves e não achei o comentário racista que o leitor descreve no seu e-mail. Falar que ele é negro é racismo? Yuge Ide é o quê? Branco?

Não vejo como racismo. A Fórmula 1 nunca teve um piloto negro na sua história, quem sabe ele não abra as portas?

Obrigado e até mais

Carlos

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Amigos,

Estaremos aqui nos próximos 20, 30, 50 anos debatendo quem é, ou foi, o melhor?

Confesso que não li a pergunta "senadoresca" do amigo Mario Lucio F. E. Duarte, mas li a resposta do Panda. Eu gosto das respostas do Panda. Pena que não tem áudio, seria divertido.

Vocês, viúvas*, parecem da turma do sadô/masô - gostam de apanhar. Caramba: admitam que Ayrton não foi o melhor sempre. Para mim, ele passou a ser o melhor apenas em 1991**. Lembremos que o carro de 1992 já não era lá essas coisas e o de 1993 nem se fala. Mas em 1993 ele arrancou o vice na marra. Ele estava iluminado.

Enfim: continuem a provocar o Edu e Panda. É um pedido. Adoro as respostas deles e, por tabela, os "foras" que esses torcedores de futebol tomam.

OBS1: *VIÚVAS= torcedores de Ayrton Senna fanáticos que apenas o enxergam, ou vislumbram, como o melhor sempre, eterno, sem falhas, sempre, sempre, sempre...

OBS2: **1991= coincidência, ou não, ano de despedida do Piquet.

Atenciosamente,

Marcelo Ferreira - Jacarepaguá

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Grande Pandini!

Senna testando um Fórmula Indy
Sutilmente, ao diferenciar viúvas de sennistas, confirmou o que eu testemunho há vários anos: você, mesmo discordando, respeita uma boa argumentação.

Assim como respeita fãs de Senna e qualquer outro piloto, que saibam defender seus pontos de vista com respeito e argumentos sensatos.

Forte abraço,

Márcio Madeira da Cunha

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Bem feito pra você, Mário Lucio Franco Estrela Duarte. Quem escreve o que quer, lê o que não quer não é mesmo. Escreveu um monte de bobagens, foi mexer com quem conhece, tomou na cabeça.

Gente, chega de ficar medindo pilotos. Vamos parar com isso, já encheu, principalmente as viuvinhas. Olhem mais dos lados. Quem venceu, venceu. Vamos fazer apostas para o futuro. Vocês vivem do passado!

É por isso que eu digo que vocês NUNCA gostaram de Fórmula 1, não sabem de nada pois vivem do passado. Eu gostava demais das Brabham, do Piquet, das Renaults amarelas e brancas, do Gilles. Todos se passaram, e nem por isso deixei de ver, curtir, gostar da F1. Ontem fui fã do Nelson, hoje do Alemão. Amanhã será o Raikkonen, Alonso, Massa e até mesmo do Rosberguinho.

Parabéns, Luiz Alberto!!! Atitudes como a do Sr. Mário merecem respostas a altura.

André de Oliveira

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Schumacher testando seu Ferrari
Sou leitor do site há quase um ano, e nos últimos meses tenho me deparado com um assunto no mínimo desagradável: a discussão de quem foi o melhor Senna ou Piquet, Senna ou Schumacher.

Com todo o respeito aos leitores que defendem o Ayrton Senna, eu considero exagero menosprezar os feitos dos demais pilotos, visto que também são grandes pilotos que merecem todo o respeito.

A Formula 1 não é apenas Senna, mas todo o conjunto dos 28 campeões mundiais, pilotos históricos (Peterson, Giles, Laffite, Watson, Moss, ...), pilotos que existem apenas no anonimato, engenheiros, mecânicos, chefes de equipes, patrocinadores, aficionados , enfim, todo mundo que gosta de velocidade.

Por último, peço apenas que se não destrua todo esse mundo em virtude de um único piloto, mas sim, que sejam enaltecidos todos esses heróis que, de alguma forma, fazem a nossa vida melhor a cada quinze dias.

Rafael Macedo, Itapevi - SP

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Primeiramente, gostaria de dizer que não vou responder a nenhuma ofensa, nem xingar ninguém, como fez o Sr. Rubergil Jr, de Campinas, pois, ao contrário dele, tenho educação.

O que pretendi com minha mensagem foi fazer um desafio aos pilotos Senna, Piquet e Schummy, mas vou esclarecer melhor, pois talvez não tenha sido claro. Na minha opinião dois, três, quatro pilotos só devem ser comparados se correram na mesma época, por exemplo Senna e Piquet, Senna e Mansel. Não vou comparar Prost com Fangio, uma vez que são pilotos de gerações bem diferentes.

Pois bem. O LAP, por não possuir argumentos contra minhas perguntas, tentou me desqualificar, aliás, expediente muito utilizado pelos políticos. Dentro da minha lógica de comparar pilotos que foram companheiros de equipe, ou que possuíram carros de desempenho semelhantes em uma mesma época, responderei aos leitores algumas perguntas que fiz ao LAP, mas ele não quis responder:

1) Piquet e Schummi foram companheiros de equipe por 5 corridas, no final de 1991, razão pela qual comparo os dois. Pois bem, o placar foi 4 x 1 para o alemão, no quesito quem largou na frente. E, se não me falha a memória, o placar foi o mesmo no quesito quem chegou na frente entre os dois.

2) Senna e Schumacher possuíram carros de desempenho muito semelhantes nos anos de 1992 a 1993. Vamos lá, como bem lembrou o LAP, em 1992 o alemão terminou o campeonato 3 pontos na frente do Senna. O LAP só esqueceu de dizer que no ano seguinte, o Senna ficou na frente do alemão, e não foi por apenas 3 pontos, não, e sim 27. Isto mesmo 27 pontos. Nem o Prost, com seu carro de outro mundo, abriu tanto para o Senna; foram "apenas" 20 pontos. Neste período, Senna largou mais vezes na frente do alemão, inclusive fazendo poles, e chegou mais vezes na frente do alemão, ou seja, ganhou em tudo. O LAP não respondeu quantas poles o alemão fez enquanto Senna estava vivo, mas vou responder: nenhuma. Isto mesmo, zero.

Coincidência ou não, a primeira pole do alemão foi em Mônaco de 1994, a primeira corrida após a morte de Senna. Como Senna e Schumacher não foram pilotos de uma mesma geração, pois só correram 2 temporadas completas, é difícil compará-los em outras situações. Até porque Senna teve ótimos adversários em sua época, como Prost, Piquet (podem acreditar, acho Piquet um ótimo piloto, só não foi, na minha opinião, melhor que Senna), o irregular, mas rápido Mansell e teria um osso duro de roer pela frente, que seria Bellof, caso não tivesse morrido. Pois bem, os adversários mais fortes do alemão foram Hill, Vileneve, Irvine, Patrese, Rubinho, Massa; só fera! Mika foi o melhor deles. Em 2003, 2005 e este ano, quando não teve disparado o melhor carro teve que brigar com o medíocre Montoya e o excelente Kimi e o fantástico Alonso. Aliás este rapaz tem uma maturidade incrível, é inteligente e rápido. Moral da história: em 1992 e 1993 o alemão levou, literalmente, uma surra do Ayrton.

3) Senna e Piquet foram pilotos de uma mesma era durante muitos anos, mais precisamente entre 1984 a 1991. Neste período Senna ganhou muito mais vezes, fez muito mais poles. Aliás, se compararmos a carreira dos dois, que, como já disse, foram de uma mesma época, o Senna, apesar de muito menos corridas - 161, contra mais de 200 do Nelson - ganhou quase o dobro de corridas, acho que foram 23 x 41. Poles então, foi mais que o dobro, certamente.

Desta forma, como muitos não entenderam, inclusive o LAP, comparações como quem ganhou mais corridas, mais título, poles, na minha opinião, só são válidas quando pilotos correram na mesma equipe ou são da mesma geração.

Um abraço a todos!
Mário Lucio Franco Estrela Duarte





Pobre Ayrton Senna. Pelo piloto que foi, ele certamente merecia torcedores de melhor nível.

É o que eu sempre digo aqui: os "argumentos" das viúvas são tão inconsistentes e erguidos sobre uma base tão gelatinosa que acabam se voltando contra elas mesmas e contra o piloto que elas pretendem defender.

Para dar apenas um exemplo, o sr. Mário será obrigado a, usando seus próprios e peculiares critérios, reconhecer que Ayrton Senna foi derrotado por Alain Prost nos dois anos em que ambos correram pela McLaren, em 1988 e 1989. Senna foi campeão de 1988 com 90 pontos contra 87 de Prost. No ano seguinte, Prost foi campeão com 76 pontos contra 60 de Senna. Se considerarmos a pontuação real de cada um, sem os descartes regulamentares, a "lavada" do francês é ainda maior: 105 x 94 em 1988 e 81 a 60 em 1989, nos dois casos a favor de Prost.

Antes que as viúvas venham dizer que é inútil querer comparar como seriam as pontuações se o regulamento fosse diferente, digo que elas devem pelo menos seguir suas próprias regras. As viúvas são sempre as primeiras a regurgitar falação e texto sobre o que aconteceria "se" Senna não tivesse morrido, "se" ele não batesse em tal corrida, "se" as coisas fossem assim ou assado. O interessante é que as suposições só valem se forem a favor de Senna.

Devo dizer que achei engraçadíssima a nova modalidade de comparação criada pelo sr. Mário: a do "campeonato de dois anos seguidos". Em breve, as viúvas mais criativas (são bem poucas, por sinal) poderão criar campeonatos de "três corridas seguidas", "meio campeonato" e "56 campeonatos".

Sr. Mário, repito ao sr. o que eu digo a todas as viúvas: gostas de Senna? Ótimo, perfeito. Quer ter sua opinião respeitada? Respeite a dos outros primeiro. Eu poderia ter feito, com todos os seus "argumentos", o que fiz com apenas dois deles. Mas tenho coisas muito mais interessantes para fazer do que perder meu tempo com estações repetidoras de mantras do "Manual das Viúvas de Ayrton Senna".

Abraços (LAP)

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Caro leitor Lúcio,

Alex Dias Ribeiro foi o primeiro brasileiro a vencer no traçado antigo de Nurburgring, mas não o único. Em 1981, a dupla Nelson Piquet/Hans Stuck venceu os 1000 Km realizados naquela pista. O carro era um BMW M1. Abraços.



Nelson Velho, São Paulo

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Recentemente tomei conhecimento deste site sobre Fórmula 1 e passei a freqüentá-lo. Gostaria de dizer que não conheço muito sobre a história da categoria, portanto, meu conhecimento é apenas empírico.

Quanto à discussão que vocês estão abordando sobre o melhor piloto de todos, eu gostaria de colocar mais um detalhe a ser pensado no momento e que mereceria atenção.

Vejo a Fórmula 1 atual com carros que dificilmente quebram (pelo menos os que andam na frente), impossibilitando que o piloto perca pontos referentes à inoperância do seu equipamento. Querer comparar carros antigos com os atuais é uma hipocrisia. Que tal compararmos um Fusca com um Uno? Para ser, sincero não sei quanto tempo duraria um motor de um fusca novo (na época), mas sei que o Uno que eu tinha, vendi com quase 350 mil km e ainda não tinha aberto o motor. Sem falar que até os 100 mil km não me deu quase nenhuma manutenção. Onde quero chegar com isso? Simples...

As situações evoluem rapidamente e, nesse exemplo, não quer dizer que o meu Uno é infinitamente superior ao Fusca, mas, sim, que cada carro tem a sua época. Na Fórmula 1, podem estar acontecendo os mesmos fatores. Atualmente, nós vemos carros fumando, com motores próximos a explodir e deixar óleo na pista para que os outros pilotos que continuam a corrida possam vencer mais este obstáculo? Respondam vocês.

Os circuitos estão cada vez mais seguros, os carros também. Como querer comparar aquelas pessoas que corriam naqueles carros, sem segurança alguma com os pilotos atuais? O pára-choque do carro era a testa do motorista? Confesso que jamais teria coragem de pegar um fusquinha 69 e andar a 130, 140 por hora. Já com o Uno, sem problemas... pelo fator segurança que ele me dá. Não quero discutir quem é melhor ou pior em determinada situação. Só quero que vocês concordem que é muito complicado definir isto por causa da quantidades de fatores analisados e que muitas vezes se distinguem dos apenas racionais e partem para os psicológicos.

Ver quem é o melhor ou o pior pouco importa. Eu, pelo menos, prefiro os equipamentos atuais em relação aos antigos.

Abraços,

Alexandre

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Não estou aqui para defender ou criticar ninguém, até porque, não acho que a RG seja nenhum exemplo de transmissão, mas faço-lhes algumas perguntas:

Você assina algum canal pago de transmissão de corridas de F1? Se não assina, quanto você gasta para assistir às corridas na RG?

Pergunto isso porque, se você não assina um outro canal que transmita a F1 (bem como outros milhões de pessoas) e não paga nada na RG, acho que é meio incoerente tecer comentários como: "Não bastasse ter que ouvir aqueles comentários idiotas do GB, temos que nos contentar apenas com as informações que eles desejam nos passar?"



O que você quer, afinal? Ter uma transmissão de graça e, ainda por cima, criticá-la? E, ainda por cima, quer que ela seja nos moldes que você quer?

Você não tem que ouvir os comentários (que realmente, às vezes, até irritam) do GB, e não tem que se "contentar com as informações que eles nos desejam passar". Simplesmente, não assista às corridas na RG e assine um canal que transmita a F1 à sua maneira.

Isso é típico da grande maioria do povo brasileiro: Reclamar, reclamar, reclamar... Reclamam porque o Piquet foi bom e tentam tirar-lhe os méritos. Reclamam porque o Senna foi bom e tentam tirar-lhe os méritos. Reclamam porque o Schumacher ainda é bom e tentam tirar-lhe os méritos...

Reclamam da corrupção e vão lá e votam. Reclamam da violência, mas não se sujeitam a certas normas que trariam paz, por as considerarem "antiquadas". Reclamam de uma emissora de TV, mas dão audiência suficiente para que tal emissora se mantenha há anos como "líder de audiência".

Pra encerrar, voltando à F1: ao invés de reclamarem e criticarem a F1 e todo o sistema que a cerca, por que não buscam outro esporte para acompanhar?

João Eduardo

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Sem dúvida, é um pé no saco abrir o site e encontrar leitores que perdem o seu tempo e o nosso por tabela ao fazerem comparações entre pilotos de épocas diferentes, em condições mais do que diferentes. É impossível efetuar estas comparações, as condições de contorno (motores, pneus, pontuação, formato dos treinos, etc) se modificam ano a ano.

Façamos um acordo: não fiquemos preocupados com estas baboseiras passemos a dar a importância que estas comparações têm. Ou seja, nenhuma.

O automobilismo é muito mais interessante e divertido do que tais comparações, as nuances técnicas e humanas são muito ricas, os casos divertidos são os mais diversos, procuremos, nós, leitores, termos a obrigação de enriquecer este site e ajudar a estes colunistas, que são verdadeiros heróis, a torná-lo cada vez mais interessante.

Não leremos e nem comentaremos mais comparações. Abaixo as comparações.

Agora, só de sacanagem, como acompanho automobilismo desde 1964, não comparo, mas afirmo, o melhor piloto para mim é o Luis Pereira Bueno. Quem o viu correr, seguiu a sua carreira e conversou com ele no velho Jacarepaguá em 1968, depois daquelas voltas magistrais ao volante de uma BMW 2002 Schnitzer, com injeção direta mecânica, com pneus Pirelli Cinturato nacionais, contra as Alfas GTAs da Jolly Gancia calçadas com Goodyear importados, sabe do que estou falando.

Obrigado pelo espaço e abraços a todos.

A. Carlos Smith Coutinho

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Eu lembro que há algum tempo, aqui no Gp Total, falou-se que o GP Brasil seria o mais rentável para o Bernie Ecclestone e que ele faturava mais neste GP do que nas etapas européias. Aí fica uma pergunta: ao invés de ter 2 grandes prêmios na Alemanha, 2 na Itália, ou, como em outros tempos onde já se chegou a ter 3 etapas nos Estados Unidos, em 1982, nunca se aventou a possibilidade de fazer mais de uma etapa no Brasil? Se já o que faltou? Apenas dinheiro ou questões de ordem técnica?

A pior vergonha que um ídolo pode passar, é ver seus fãs desmerecerem os outros em prol da supremacia do seu ídolo. Daqui a pouco vão usar até o critério de quem foi o mais bonito pra discutir quem foi o melhor piloto, ou quem tinha menos caspa, ou quem estourava champanhe melhor.

Cada um tem sua opinião e todos aqui respeitam, o f... é fazer terrorismo em cima de cada comentário positivo de algum piloto. Se fulano ganha a corrida, fulano ganhou porque tem melhor carro. Se cicrano estivesse no lugar de fulano, teria feito a ultrapassagem. Fulano foi melhor que cicrano por que fez 2 poles em uma semana enquanto outro fez só uma. Mas democracia é isso...

Abraços a todos!

Bruno Pagiola

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Eu tenho lido muito blábláblá aqui sobre quem é o "Melhor Piloto de Formula de Todos os Tempos" . Não vi Juan Manoel Fangio correr, mas sei que na época corriam poucas provas por ano e os carros não eram tão iguais como hoje, mas que existia técnica para guiar aqueles carros e que também tinha que ter muita coragem para acelerar naquele tempo os carros daquela época.

Mas sei que, na época do Emerson Fittipaldi, o piloto tinha que ter mais conhecimento técnico por parte do piloto do que hoje, não existia a tecnologia de materiais e nem de eletrônica que temos hoje .

Depois de 1980 e poucos, os carros de F1 não têm mais suspensão, o câmbio é acionado eletronicamente, os freios, nem se fala, e pneus, então...

Hoje se anda em cima de pneus, aerodinâmica e motor, não passa de um Kart carenado com muitos cavalos. O piloto, além de cumprir a sua função de guiar o carro o mais rápido possível, só precisa dizer para a equipe se o carro escorrega mais de frente ou de traseira. O Michael Schumacher é bom, mais muito mais político do que piloto.

Falar do Nelson Piquet é lembrar de alguém especialista em burlar os regulamentos técnicos. Agora, se pensarmos seriamente no que significa pilotar um carro de corridas, sentar num carro e andar o mais rápido que ele permitir, do que a pista permitir e que a habilidade do piloto permitir, não tenho dúvidas, Ayrton Senna sempre foi o mais rápido, o mais audacioso. O resto é o resto!

Heitor Cardoso


Opiniões e Dúvidas dos Leitores 16.02.06
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Olá, pessoal.

Para mim ficou claro que a Alessandra não é racista.

Pelo contrário, ela tocou no fato do piloto ser negro justamente por não ser racista.

Saudações

Ricardo Francisco

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Caro Luiz Fernando,

Alex e seu March de F2
Lendo sua coluna do dia 03/05/2006, Der Ring, notei que você esqueceu de mencionar o único brasileiro que venceu no antigo e desafiador circuito de 22 km, numa corrida que entrou prá história e deu ao vencedor o Anel de Ouro de Nürburg, honraria que poucos pilotos receberam (se não me falha a memória o Jackie Stewart foi um deles).

Estou me referindo à histórica corrida de F 2 de 1978 que teve vários líderes e foi ganha na última curva antes da chegada pelo Alex Dias Ribeiro com uma diferença de alguns décimos de segundo de Keke Rosberg e colado no câmbio de Rosberg, Eddie Cheever.

Rosberg era piloto da equipe oficial da March-BMW, tida como imbatível naquela temporada e Alex usava um March-Hart particular. Espero ter colaborado um pouco.

Abraço,

Lúcio

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Caros amigos do GPTotal

A Fórmula 1 teve ao longo de todos os seus anos de existência diferentes pilotos, com diferentes carros, em diferentes pistas e com condições diferentes de pilotagem. Sem falar na tecnologia que vem influenciando demasiadamente este esporte nos últimos tempos. Por essas diferenças ao longo das décadas, costumamos atribuir a expressão ERA na Fórmula 1.

Fangio, Clark, Lauda, G. Villeneuve, Piquet, Senna, Prost e Schumacher costumam ser os pilotos mais nomeados, e os que têm os seus nomes empregados nas "eras".

Atualmente vivemos a era Schumacher, que predomina desde 1994, quando acabou outra era, a era Senna. Cada era teve um piloto como expoente máximo, mas como a Fórmula 1 não é um esporte que para no tempo, é uma verdadeira baboseira comparar pilotos de eras diferentes.

Assim, comparar Senna com Schumacher não é correto, pois podemos afirmar (e todos nós temos que concordar) que durante o curto período que correram juntos o Schumacher estava no inicio da carreira e tinha um estilo de pilotagem completamente diferente do atual, e o Senna já era um piloto experiente. Isso não quer dizer quem é o melhor. Uns preferem Senna, outros preferem Schumacher, ou outro piloto, usam argumentos chulos, ou às vezes são rudes em seus comentários ao defender o piloto preferido.

Se quiséssemos fazer uma comparação justa entre esses dois pilotos, não deveríamos levar em conta números, pois números variam de época pra época. O que dizer do numero de vitórias do Fangio e do Mansell, e agora se compararmos o numero de títulos dos dois?

Para comparar esses pilotos devemos levar em consideração o talento, e precisamos relembrar alguns pontos, como Mônaco 1984. Será que o Schumacher faria o que o Senna fez debaixo daquela tempestade, naquele circuito e com o carro que tinha nas mãos? Fica suspensa no ar a resposta, cada um tem uma diferente, nosso querido LAP como uma pessoa que conviveu nesse meio poderá ter alguma idéia a respeito.

Outro ponto em questão poderá ser a concorrência. A concorrência que o Senna sofreu no ápice de sua carreira foi muito diferente da que Schumacher sofreu. Em ambos os casos devem olhar para os anos dos títulos de ambos pilotos. Em 1988 e 1990 Senna teve Prost, e em 1991 teve Mansell e sua Williams. Schumacher em 1994 e 1995 teve Hill, e de 2000 a 2004 foi quem? Barrichello, Montoya, Raikkonen, Alonso? Quem?

Concluindo na questão talento, se olharmos o que Senna fez na época da Toleman e da Lótus entre 1984 à 1987 com tantas feras na pista, como Lauda, Prost, Piquet, Mansell e um dos grids mais competentes da Fórmula 1 e depois olharmos o que Schumacher fez quando teve nas mãos a boa Benetton de 1992 e 1993, dá para mostrar o nível e o Talento do brasileiro. Não desmerecendo o alemão, mas sem levar em conta números e somente desempenho Senna tem vantagem.

O Schumacher sem dúvida é fantástico, é "o" piloto, olhando para os números. Mas no quesito talento, nunca mais ocorrerá outro Ayrton Senna.

Thiago Gomes Manso da Cunha, Taubaté






Olá, Thiago. Sobre a opinião que você pediu (se Schumacher faria em Mônaco/1984 o que fez Senna), é a mesma coisa que perguntar se Senna faria o que Fangio fez em qualquer ocasião escolhida a dedo. Ou seja: mera conjectura. Em todo caso, já que você perguntou, acho lícito pensar que sim, faria: o alemão tem talento, capacidade de fazer um carro médio andar na frente e habilidade na chuva suficientes para isso. No mais, e sem querer criar polêmica nem iniciar discussões inúteis, limito-me a registrar minha discordância com alguns de seus pontos de vista. Abraços e escreva sempre. (LAP)
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Senna seguido de Schumacher, no Brasil 94
Caro Mario Lucio Estrela Duarte,

Você talvez nunca tenha lido minhas opiniões aqui no GEPETO, pois desde 16 de junho passado não escrevo para o site, embora o leia todos os dias. Resolvi escrever para esta coluna de opinião dos leitores para elucidar a você a sua duvida: eu fui a primeira pessoa que chamou os torcedores "só do Senna de viúvas". Você poderá constatar isso usando a ferramenta de busca nas colunas desde 2003/4.

O termo Viúva sempre foi e será utilizado por mim para qualificar aqueles que acham que só existiu o Senna na F1. Eu, como acompanho a F1 desde 1965, vendo filmes e lendo revistas; e desde 1972 ao vivo (aqui e fora do Brasil), vi nestes torcedores a mesma raiva que sentimos dos argentinos quando dizem que o Pelé foi inferior ao Maradona, sendo que essa opinião é valida apenas para os argentinos com até 40 anos e para a garotada que não viu o Negão jogar, porque até para os argentinos da minha idade o Pelé foi e será incomparável.

Agora, quando falamos de Automobilismo, se os comparados não correram pela mesma equipe, no mesmo ano e com o mesmo carro, fica impossível esta comparação, principalmente se falarmos de Senna, Fangio, Schumacher, Clark, etc, etc, todos foram excepcionais, só que se não se admite isso, vira-se um fanático, pois são carros, autódromos, regulamentos e épocas completamente diferentes (podemos comparar por exemplo o Alemão com o Barrichello, o Alonso com o Fisichella, o Montoya com o Raikonnen, aí dá).

O Panda, durante mais de um ano, para não causar maior raiva nas Viúvas, não usou este termo, só que o fanatismo às vezes beira o irracional e ele, com justa razão, passou a utilizar "viúvas" para os chatos de plantão que começaram a ofendê-lo porque achavam que ele estava transgredindo as normas de patriotismo apenas por dar sua opinião.

Se você ler o texto indicado por outro leitor do GEPETO, verá que o Panda sempre achou o Senna um dos melhores. Agora, ser o melhor dos melhores em Automobilismo desde 1950... só um fanático...só uma viúva. E, olhe, existem viúvas do Senna, do Fangio, do Pace, do Stewart, do Lauda, existem viúvas para todos os gostos. Eu, por exemplo, sou viúva do Emerson, para mim o melhor piloto brasileiro que vi correr (escrevi isto em mais de dez opiniões e já foi feito aqui no GEPETO um comparativo entre o Schumacher, o Senna e o Emerson no período em que ele esteve na Lotus e na McLaren; sabe o resultado? O Senna poderia carregar as malas do Rato [veja as colunas]).

É isso Lucio, se você é uma viúva, não fique triste, não estarás só, todos somos de alguma coisa ou de alguém, só que os do Senna são chatíssimos.

Caíque Pereira

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Schumacher testa seu Ferrari
Cada vez mais me impressiono com as abobrinhas que falam do Schumacher. O cara é bom e não sei por que discutem tanto.

O cara é bom, o cara é fantástico. Assim como também o é o Alonso, o Kimi, o Montoya.

Quando se tem uma equipe que monta estratégias especiais, aliado à competência do piloto, isso produz uma mistura vencedora, e Schumacher é capaz e sortudo.

Atualmente está bem claro que não há, em verdade, um campeonato de pilotos, mas sim um campeonato de equipes somente, senão, vejamos: Schummy venceu duas, apenas na estratégia; não precisou (ou não conseguiu) ultrapassar o Alonso para vencê-lo.

E assim foi por quase toda sua vida na F1, sempre a equipe o ajudando. Não acho isso um demérito, apenas tira o brilho de discutirmos sua extrema capacidade na pilotagem de F1, mas por isso ele também não tem culpa.

Seria fantástico se pudéssemos ter visto Senna e Shummy disputando palmo a palmo, como fizeram Senna e Prost.

É bem verdade que chegaram a disputar cerca de 40 GPs e Senna foi amplamente vitorioso tanto em vitórias, poles como voltas na frente um do outro, mas compreendo que seria injusto não destacar que, embora os carros fossem bem parecidos (até com uma pequena vantagem para a Benneton do Schummy), Senna já era um piloto bem mais experiente e estava na flor da idade. Naqueles 40 GPs, Senna venceu amplamente, mas nós não tivemos uma disputa verdadeira com os dois em sua melhor forma.

Todavia, como Schummy sempre foi tratado como filho criado pela avó, correndo pela Ferrari e considerando ter sido necessários que doze anos se passassem (com ausência do Senna) para que Schummy alcançasse o número de poles de Senna, torno a revelar que, embora não seja um critério absolutamente justo, Senna seria um virtual vencedor em uma disputa como esta.

Abraços.
Vilela

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Este tal de Mario Lucio Franco Estrela Duarte sabe olhar algo alem do próprio umbigo?

Fala sério, que comparações mais malucas. Parece coisa de criança.

Um abraço
João Luiz Gomes, Campo Grande-MS

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Ao leitor Mario Lucio Franco Estrela Duarte,

Você é ignorante. Leia isto aqui: http://www.gptotal.com.br/pergunteedu/pergunte_1quin_ago04.htm#ref20060428

Não, não sou schumaquista, sennista, ou qualquer ista. Apenas pense um pouco antes de escrever porcarias que doem o ouvido.

Deixe o Senna morrer em paz! Ele foi um campeão grande demais para ter fãs como você! Deixa quem quiser gostar do Schumacher e do Piquet em paz. Se for para continuar escrevendo isso, por favor: vá ler outro site, ok?

LAP, você é um santo pela paciência de responder edudacamente a este distinto.

Abraços,
Rubergil Jr., Campinas

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Olá amigos,

Em primeiro lugar, quero parabenizá-los pelo excelente site. Mas a razão pela qual escrevo é que li uma reportagem e mais uma vez fiquei indignado com a qualidade da transmissão das corridas pela RG.

Não bastasse ter que ouvir aqueles comentários idiotas do GB, temos que nos contentar apenas com as informações que eles desejam nos passar? Acho que a qualidade das transmissões das corridas apenas reflete o baixo nível dos programas e do jornalismo daquela emissora, que, ao contrário do que ela própria proclama, traz muito mais prejuízos do que benefícios para a educação dos brasileiros.

Estamos mais uma vez às vésperas de uma copa do mundo, que é o melhor instrumento para manipular a população em nome do amor do brasileiro ao seu país. Pois bem, aonde está esse mesmo patriotismo quando um feito como o da Petrobrás, longe de ser um feito do governo Lula, pode ameaçar, ainda que da forma mais leve possível os interesses financeiros do nosso "Cidadão Kane"? Para quem quiser conferir a reportagem eis o link: http://www.cartacapital.com.br/index.php?funcao=exibirMateria&id_materia=4551

Abraços,
Diego de Andrade Soares

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