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11.08.11 - Roberto Agresti |
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17.05.11 - Eduardo Correa |
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18.09.09 - Luis Fernando Ramos |
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12.12.08 - Alessandra Alves |
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27.10.08 - Luiz Alberto Pandini |
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29.07.11 - Carlos Chiesa |
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21.09.09 - Ernesto Rodrigues |
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| » » » 27.10.05 |
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| Opiniões e Dúvidas dos Leitores |
27.10.05 |
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Olá, pessoal do Gp Total. Já escrevi algumas vezes para vocês e, felizmente, tive algumas perguntas minhas respondidas no site, o que me deixou muito feliz. Parabéns pelo trabalho de vocês, não consigo deixar de entrar pelo menos uma vez por dia no site.
Estava aqui lendo uma notícia no site parceiro de vocês, o F1 na Web, sobre as mudanças nas regras da F1 ano que vem. Eu, nesses anos todos de regras malucas, confesso pra vocês que não achei tão "merda" assim esses regulamentos. Apesar de a regra de não poder trocar pneus, por exemplo, não ter dado certo em seu objetivo de aumentar a competitividade (pintou a Ferrari de Azul, como dizia certo narrador esportivo de competência duvidosa), achei legal o nariz extremamente empinado de Jean Todt e Cia. ter tomado uma injeção de humildade depois de 5 temporadas ganhando tudo.
Teve também, só para citar mais um exemplo, a regra de apenas uma volta lançada, achei até legal poder ver as cores de cada carro passando na pista, cada um com sua hora pra entrar (ao contrário da temporada 2000 por exemplo, se me perguntar não sei dizer qual era a cor dos carros da Minardi!!)
Acho que me estendi demais já, mas o que eu queria dizer pra vocês é que
se o regulamento pra mim ainda não era uma "merda" de certeza que o
ano que vem vai ser. Tudo bem que vai poder trocar de pneu de novo
(um pedaço da merda pelo menos será corrigido) Mas tem uma coisa na
nova regra que não estou conseguindo engolir. Leiam mais atentamente este fragmento da notícia do site F1 na web:
"Todos que participarem da última fase da classificação (que define a pole position), terão que sair à pista com a quantidade de combustível que vai ser utilizado no momento da largada. Tudo o que o carro gastar durante essa última fase do treino PODERÁ SER REPOSTO antes da largada no domingo"
Esta é parte da explicação do novo formato de treino, aquele que vai eliminar 5 carros nos primeiros 15 minutos, eliminar mais 5 em mais 15 minutos, aí nos 20 minutos teremos a disputa da pole. Pensem bem na merda que vai virar esses 20 minutos. A FIA transformou a disputa pela pole em um campeonato de quem gasta mais combustível nesses 20 minutos! Nesses 20 minutos dará pra fazer mais ou menos de 10 a 15 voltas dependendo do circuito. Pois bem. O que vai impedir os pilotos de saírem com combustível pra 1/3 de corrida por exemplo (umas 20 voltas), o cara vai para a pista, anda umas 10, 12 voltas ininterruptas, entra no box, literalmente faz um pit stop só pra botar pneu novo (o regulamento vai
permitir isso) volta à pista com o tanque quase vazio e dá uma volta
voadora!! Na hora da corrida, o tanque é cheio com tudo o que foi
gasto na classificação e teremos um incrível campeonato onde o pole
será não o carro mais rápido, e sim o carro com o motor mais
beberrão!
Agora, sim, acredito em vocês! O regulamento é uma merda mesmo! Um abraço.
Diego Dal-Toé Ramos, Florianópolis/ SC
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Para o Robson Luis E. Santo,
Veja que, no meu critério, o genial alemão ficou em segundo, a frente
da FIA que foi o pior dos piores. Então eu não fui tão cruel assim com ele,
por isto, não levo muito a sério a atual fórmula 1.
Para mim seria difícil eleger o pior piloto um Cristian Alberts da Minardi por exemplo, pois todos sabemos que aquilo não é carro, então o alemão que muitos colocam como um verdadeiro "gênio" (para mim um grande piloto nada mais do que isto) teria que, com um carro ruim (que não é uma Minardi e sim uma Ferrari) ter ganhado o campeonato deixando aflorar toda a sua genialidade.
Ninguém é genial, faz milagres com equipamento ruim e o alemão mostrou ser um piloto comum, como todos. Da mesma forma como não curto as chamadas "viúvas do Senna" super-endeusarem o rapaz não aceito as pseudas-namoradas do alemão colocá-lo como um verdadeiro gênio. Gênio, que amarra através de contrato o único adversário que poderia ter e se aproveita de privilégios que todo mundo dentro da fórmula 1 está cansado de saber para poder tirar proveito disto. Para mim isto não é gênio, e sim malandro, esperto e por que não dizer também, vigarista, pois usou dos mesmos subterfúgios que o Senna, Prost, Piquet, entre outros, usaram.
Quanto ao Kimi, realmente, o regulamento (apesar de ser para todos), na minha opinião, acabou com o campeonato dele, principalmente na questão dos motores, pois para mim e isto é uma questão de princípios, o melhor é aquele que acelera mais forte e é mais competitivo e ele foi impedido de fazer isto em função das várias punições que teve ao perder 10 posições no gride por quebra nos treinos, apesar de ter um grande carro.
Só que na questão do alemão, pelos meus critérios, você está equivocado, pois o Kimi foi derrotado por um regulamento mal feito e o alemão ganhou com um contrato bem feito que o privilegiou dentro da equipe.
Saudações Arianas.
Jovino, Brasília/ DF
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Fiquei muito feliz quando noticiaram que Barrichello iria para a BAR HONDA,
mas depois fiquei temeroso quando finalmente Button conseguiu ficar, o cara
é britânico e a equipe era britânica.
Graças às orações de muitos brasileiros, a HONDA comprou 100% das ações da
BAR e com certeza veremos um duelo acirrado entre Jason e Rubens. Vai ser
bonito de se ver!
Denner de Oliveria, Goiânia/ GO
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É, Edu…
Você perde o leitor, mas não perde a oportunidade de alfinetar os pilotos brasileiros com seus comentários nada construtivos, né? Fui!
Silvestre.
| Opiniões e Dúvidas dos Leitores |
26.10.05 |
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POIS É, ACABOU!!
Marcelo Jardim
1. Pois é, a temporada de 2005 acabou. E não há como negar, ela foi muito bacana. Tivemos corridas como há muito não tínhamos, como no pega de tirar o fôlego entre Alonso e o Schumacher em Imola, com a quebra da suspensão do Kimi na última volta em Nurburgring, com a vitória do finlandês em Spa, pista que sempre gera boas corridas, a corrida no Brasil, que mesmo não sendo aquilo tudo, pelo menos nos permitiu entregar a faixa ao espanhol e, claro, a fantástica corrida em Suzuka, uma das grandes de todos os tempos.
2. Tivemos é claro aquelas “corridinhas” de sempre, naquelas pistinhas de sempre, desenhadas pelo arquiteto (?!) de sempre, tipo Malásia, Bahrein e China. É aquele negócio: podem juntar todas estas pistinhas ultra-modernas, ultra-seguras e ultra-insossas, que mesmo assim ainda prefiro a tão criticada Mônaco.
3. Tivemos, numa inédita desfaçatez, aquela corrida que não existiu. Em Indianápolis, faltou tudo de todos. Faltou bom senso, diálogo, hombridade, mas principalmente, respeito e consideração com o público. Mas como eles não estão muito preocupados com isso...
4. E tivemos aquelas sacanagens de sempre, como a da BAR e outras equipes grandes usando artimanhas escusas para levar alguma vantagem; o total desrespeito com contratos, através de dublês de piloto como Button e Heidfeld; o Acordão da FIA, Bernie e a Ferrari para neste ano, não dar tanto assim na pinta, etc, etc.
5. Mas, além de grandes corridas, tivemos a certeza de que há na F1 vida após Coulthard, Villeneuve, Ralf e Rubenzinho. Ela responde pelo talento e verve de campeão de Alonso e Kimi. E aproveitando... Schumacher, dá um tempo para você e para nós; deixa os moleques se divertirem!
6. Por falar no Rubenzinho, vocês deram uma olhadinha na tabela final? Pois é, ele ficou em oitavo, isto mesmo, em oitavo, atrás até do Trulli e caramba, do Ralf. Ah, mas vão dizer alguns que a Ferrari este ano não tinha um bom carro, que ele estava desmotivado, sentia-se preterido na escuderia, já tinha assinado com outra equipe, etc, etc... Desculpas, desculpas e mais desculpas...
7. Não entendo esse negócio dos jornalistas falarem que o português Tiago Monteiro foi a grande sensação do ano, ou mesmo a revelação por ter completado o maior número de voltas da temporada ou coisa que o valha. Esquecem somente de dizer que a maioria das corridas ele terminou a três voltas do líder, quando não a quatro. Assim, até o Pizzonia!!
8. Para terminar, duas pequenas colocações:
- Por favor, Ron Dennis, deixa o Kimi encher a cara de vez em quando ...
- Piquet, vê se aparece mais nas corridas, para destilar aquelas novidades...
9. Pois é, acabou!!! O duro vai ser agüentar mais de 4 meses sem corrida.
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Ao estimado leitor Paulo C. Cicarello,
Deixe o Ernesto Rodrigues em paz! Ele escreveu uma biografia completíssima sobre Ayrton Senna, com muitas e muitas histórias, e você quer que ele fale sobre quem? Sobre o Papa? Se você não quer ler sobre Senna, não leia as colunas dele. E, na minha opinião, nessa aí ele não exaltou tanto assim. No GPTotal têm que haver colunas sobre diversos assuntos, e as colunas dele só enriquecem o site.
Agora, o outro lado: eu concordo em gênero, número e grau com suas opiniões sobre as disputas Senna X Prost. Quem acusar o Schummy de vigarista tem que atirar pedras primeiro nesses dois ("en passant": somem os títulos deles e teremos o número de títulos do alemão).
E a F1 não morreu em 1994, morreu em 2002!!
Abraços,
Rubergil Jr, Campinas/ SP
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Caro Sr. Paulo C. Cicarello, de Birigui, SP,
A sua análise sobre o nefasto comportamento do "Professor" e do "Herói Nacional" nos anos de 89 a 93 foi perfeita. Tenho a mesmíssima opinião que você expressou tão bem em sua mensagem. Mais uma vez vou lamentar que muitas pessoas façam vistas grossas aos defeitos de seus ídolos, preferindo adotar uma postura de adoração messiânica. Aliás, messianismo incentivado pelo Senna, que sempre que podia se vendia como "O Escolhido", com a devida "assessoria de imprensa" do Sr. Galvão Bueno.
Ah, e boa sorte com as mensagens coléricas e interpretações absurdas com que as "viúvas" costumam presentear aqueles que não compartilham da mesma fé - afinal Senna viu Cristo. Ele era o novo Messias!
Ângelo Luis Lopes Mello
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Acabada a temporada de F1 de 2005, estava a me indagar: como Raikkonen
consegue reunir tanto azar e concentrar tudo atrás do volante? Através de
árdua pesquisa e noites e mais noites de estudo, eu consegui descobrir por que de tanto azar.
Seguindo um raciocínio lógico, cheguei à conclusão que nosso amigo Raikkonen é azarado porque ele é o homem de gelo da fórmula 1. Ora, todo homem de gelo possui pé frio. E ele é um tremendo pé frio.
Abraços.
Josemilson Melo
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Olá, pessoal.
Apenas ajudando e corrigindo a pergunta do leitor Eric Corradini de São Bernardo do Campo/ SP, Schumacher foi campeão em 1994 com um Benetton B-194 de motor Ford-Zetec V8, ao contrário de um V10 como chegou a ser falado. A Ford deixou a Benetton ao fim da temporada juntando-se à Sauber em 1995. Se bem me recordo, o primeiro V10 da montadora só apareceu em 1997 nos Stewart SF-01 de Rubens Barrichello e Jan Magnussen.
Lucas Carioli
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Minha humilde sugestão para o regulamento da F1:
1) Classificação: Todos na pista ao mesmo tempo. Um número X de voltas, com cada piloto devendo percorrer 50% delas nos primeiros 30 minutos e o restante na meia hora final de treino. Combustível e pneus liberados (se quiserem complicar um pouco, aplica-se a soma dos melhores tempos obtidas nas duas metades da hora para obter o resultado final de cada piloto para a formação do Grid).
2) Prova: reabastecimento único, permitida após percorrida a metade da prova (mesmo que aconteça o a entrada do pace car antes de completados os 50% do percurso).
3) Troca de pneus livre, inclusive no reabastecimento.
Gostariam que os leitores comentassem os prós e contras dessas idéias. E mais uma vez parabéns pelo site, que é nota 10!
Martinho, Belo Horizonte/MG
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Estou lendo alguns textos dos melhores e piores e acabo vendo cada falta de critério que me deixou intrigado.
Vejam só, o leitor Jovino, Brasília/ DF, que escreve que o pior foi o Schumacher pois: "mostrou que sabe ganhar com uma máquina do outro mundo e se torna mortal como todos como ficou provado nas duas últimas provas".
Aí logo abaixo ele diz que o melhor foi o Raikonen: "mostrou que sabe acelerar forte e andar na frente quando o carro ou o motor ajuda um pouco". Ué, mas então o melhor de todos os tempos por essa análise é o Schumacher, pois sempre "que ele teve um carro e motor que lhe ajudasse" ele acabou com a concorrência.
Abraço a todos do Gepeto.
Robson Luis E. Santo
| Opiniões e Dúvidas dos Leitores |
18.10.05 |
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Pergunta pro Panda.
Devido a seu vasto conhecimento de F-1, gostaria que me esclarecesse algo.
Há alguns dias estava em uma festa onde estávamos conversando sobre F1, como pilotos, situação do campeonato, etc... Um amigo meu me disse algo sobre o Piquet que fiquei sem saber, afinal o episódio ocorrera quando não me interessava tanto por F-1 e apenas via as corridas na TV sem procurar mais informações.
Quando o Piquet saiu da Benneton, foi por causa dos motores V8 da Ford? Ele brigara com o pessoal da Ford para motores V10, mas a Ford insistia em manter os V8...
Acho que tem um quê de verdade nesta história. Em 94, portanto após dois anos da saída de Piquet da Benneton, o Schummy conquistava o primeiro campeonato, com o famoso motor Zetec V-10 (Ford). Então esta pode ter sido uma das causas da saída de Piquet da F-1, certo?
Valeu,
Eric Corradini, São Bernardo do Campo/ SP
Olá, Eric. Obrigado pela deferência, mas meu VASTO conhecimento não é tão vasto assim... Sinceramente, não lembro direito desta história. O que posso dizer é que houve, certamente, uma tensão entre ele e a Benetton, gerada por diversos fatores: gerência técnica da equipe, falta de ousadia nos investimentos, etc. Sobre briga com a Ford, especificamente, minha memória me trai. Abraços. (LAP)
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E aí, Edu e pessoal, tudo ok?!
Bom, comentando com amigos sobre a recente declaração do grande Jackie Stewart (esse soube parar na hora certa, coisa que o "nosso" atual ‘clezepta’ campeão, não) sobre os novos pilotos da Honda dizendo que Rubens, em sua opinião, é melhor piloto que o Jenson me veio a lembrança de Sir Jackie, dizer no passado que para ele Alain Prost era mais piloto que o Ayrton.
Não quero entrar nesse mérito, apenas gostaria de saber se vocês têm essa informação...
O escocês voador (apelido herdado do verdadeiro voador: Clark) deixou parecer que acreditava ser Prost mais completo e mais piloto que o Ayrton?
Obrigado e continuem valorizando a história desse nosso esporte
Carlos Eduardo "Dado" Zanin, Aldeia da Serra/ SP
Oi, Dado. Não lembro exatamente a opinião de Stewart sobre Senna e Prost, mas lembro bem de uma "acusação" feita por Senna ao escocês: "Todo mundo sabe que o Stewart é Prost roxo". O julgamento desta frase e das motivações dela, deixo a critério dos leitores. Abraços. (LAP)
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Quanto ao GP da China, um coisa que notei assistindo o compacto da TV a cabo: o profissinalismo da organização e dos fiscais. Primeiro, demora para limpar a pista (tirar a tal tampa do bueiro), depois os fiscais chutando os cacos da Jordan acidentada. Somada à comentada distribuição gratuita de ingressos que ocorreu pela falta de interesse (local e estrangeiro), por que realizar um GP na China? Só Mr. Bernie mesmo...
Cristiano Buratto, Londrina/ PR
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Pronto! Começou de novo!
Não sou jornalista, acompanho a F-1 desde 78, tenho 34 anos completados em abril último e vivi a época de Emerson (este em final de carreira), Piquet e Senna.
O que escrevo é minha opinião pessoal:
Outra coluna deste Ernesto Rodrigues, a quem manifesto meu respeito, que não faz outra coisa a não ser "exaltar" o Sr. Ayrton Senna. Embora não faça um juízo de valores, a última coluna nos remete a um dos episódios mais tristes e deprimentes da história da F-1.
O que estes senhores, Prost e Senna, fizeram entre 89 e 93 foi uma vergonha para quem aprecia a F-1. Nunca vi ou soube de atitudes parecidas de outros campeões mundiais.
O Sr. Ayrton Senna reclama que foi roubado em 89, mas roubado de que? Do GP do Japão? Roubado no campeonato?
Tenha dó, Senna foi muito cara-de-pau em dizer isso, basta lembrarmos da situação do campeonato e verificar que o referido piloto teria que vencer as 3 últimas corridas (Espanha, Japão e Austrália) para ser campeão.
Mesmo que sua vitória fosse devolvida no GP do Japão, o ilustre, o rei da chuva, não seria campeão pois o encheu a traseira de uma Brabham na corrida da Austrália causando seu abandono e conseqüentemente impossibilitando de qualquer chance de ganhar o título.
O mais interessante é que a imprensa brasileira embarca nestas histórias vendendo-as como verdadeiras, dignas teorias da conspiração. Li várias notas e colunas referindo-se ao fato ocorrido no campeonato de 1989 como sendo roubo, sacanagem, perseguição contra o Senna.
Tenham dó. Por que o Sr. Galvão Bueno, vulgo vendedor de anúncios, não disse que era sócio do Sr. Senna, ou revele os fatos do famoso jantar de Monza?
E mais, parece que a mídia e o Rubinho embarca na mesma onda quando disse que "era apenas mais um brasileirinho"....
E em 1990, o que dizer? Vingança, beicinho porque queria a mudança de posição do grid... Vá catar coquinho Sr. Senna, tenha dó... Mostrasse na pista, correndo que era melhor que o francês.
Aquilo foi uma vergonha, se houvesse dirigentes sérios na FIA Prost e Senna deveriam ser banidos do automobilismo pelas atiudes de 89 e 90. Milhões de pessoas foram feitas de palhaço pela dupla. Naquele dia fiquei acordado até altas horas da madrugada para ver uma disputa digna, limpa, esportiva e o que vi foi uma picaretagem. Dick Vigarista ainda nos fazia rir, mas neste dia deu vontade de chorar....
O Sr. Prost tomou o troco, mas se fosse eliminado da F-1 em 89 certamente ninguém ousaria jogar o carro contra outro piloto na F-1. Nem Schumacher
se atreveria a fazer o que fez com Hill e Villeneuve, haveria um importante precedente.
Senna e Prost com aquelas manobras sujas e irresponsáveis inaugurou um novo padrão de disputas, uma espécie de "vale-tudo". Aquilo seria parâmetro para novas disputas? Onde estaria a esportividade? Será que estes dois senhores não viram o que fizeram Arnoux e Villeneuve? Que influência aquelas manobras teriam sobre os novos pilotos?
Parece que a influência foi negativa, basta lembrarmos o que disse Schumacher após a disputa com Villeneuve. Ao menos o alemão admitiu que se arrependeu da besteira que fez. Senna e Prost, nem isso.
E houve mais coisas como guiar para a Williams de graça, dizer que o francês tinha medo de correr com ele em 1994, "demitir" jornalista que ousaram fazer críticas a ambos (Prost fez isso na França e Senna aqui no Brasil), entre outras pérolas.
Senna e Prost foram feitos um para o outro, dois canalhas, picaretas e péssimos desportistas. Por essas e outras é que não tenho a menor saudade dos dois nem daqueles anos de 89, 90, 91, 92 e 93.
Quanto as manifestações de "apreço" que receberei das viúvas, deixarei um aviso a elas: a F1 não começou em 84 e nem terminou em 94.
Paulo C. Cicarello, Birigui/ SP
| Opiniões e Dúvidas dos Leitores |
18.10.05 |
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2005 - A temporada que não começou
Márcio Madeira da Cunha
Olá, amigos. Acabo de ler a coluna do Ico, e vejo que ele compartilha de minha opinião sobre a temporada que terminou. Todos conhecem o famoso título do livro de Zuenir Ventura: 1968, O Ano que Não Acabou. Fazendo a transposição, diria que 2005 foi a temporada que não começou. Este ano tinha tudo, tudo mesmo para ser inesquecível. Mas ficou sempre no quase, na ameaça.
Desde 2001 e até este ano, apenas uma vez a F-1 teve dois ou mais conjuntos em condição de disputar o título entre si. O volume de investimentos da Ferrari, o time de pessoas competentes que se reuniu em perfeita sintonia interna e Michael numa fase da carreira na qual era capaz de transformar favoritismo em vitórias praticamente sem nenhuma perda no processo - sem falar na maré de desorganização que atingiu a concorrência - deram a receita de campeonatos decididos muito antes do que gostaríamos. Exceção óbvia a 2003, um ano até hoje meio difícil de entender, no qual o campeão venceu 6 corridas e fez apenas dois pontos a mais que o vice, Raikkonen, com apenas uma vitória. Uma distorção flagrante, acentuada pelo novo sistema de pontuação elaborado justamente com este intuito.
Schumacher arrasou a concorrência em 2002. Sequer houve uma disputa entre os pilotos Ferrari, como a guerra Senna X Prost que animou 1988. A FIA decide não esperar que as coisas retornem a um equilíbrio natural, e inicia uma sofrível série de mudanças no regulamento com vistas a promover emoções falsas, aumentando cada vez mais o peso da componente casual nos resultados.
É uma desmoralização. Qualificações deixam de representar a realidade, a vitória é drasticamente desvalorizada e a coisa não pararia por aí em anos seguintes. Agora um motor deveria durar uma, e depois duas corridas. Em caso de quebra, perder-se-iam 10 posições no Grid. Conjunto mais veloz atrás de conjunto mais lento = ultrapassagens, elementar. Drásticas alterações aerodinâmicas e pneus que não podem ser trocados. Ah, um ridículo formato de qualificação onde os tempos de sábado são somados aos de domingo pela manhã. Assim começou 2005.
Lembram-se daquele papo da borboleta que bate as asas em Pequim ter relação com o furacão que arrasa as Bahamas? Pois é, a disputa pelo oitavo lugar em Interlagos 2004 definiu o resultado da corrida na Austrália em 2005. Se Fisichella tivesse chegado à frente de Massa no Brasil, Rubens teria enormes chances de ter saído vencedor de Melbourne, com o próprio Massa muito bem colocado também. Era demais pra mim.
E por falar em Fisichella, hein, o que houve com ele? Sua vitória na Austrália, como já disse, teve raízes sobrenaturais, mas foi o suficiente para alimentar expectativas de que um bom duelo com Alonso se anunciava. Bem, aqui não ficamos nem no "quase". Resta saber se foi o piloto que não se adaptou ao carro, ou se o equipamento/ tratamento que ambos receberam tinha diferenças.
Montoya versus Kimi era outro combate esperado. O finlandês levava a vantagem de ter o carro projetado para atender às suas características de pilotagem, mas a disputa nem mesmo chegou a existir. Montoya tratou de afastar-se dela logo no início.
As primeiras corridas do ano são dominadas por Alonso, que dispara na pontuação. Então chegamos ao GP de San Marino, a corrida síntese da temporada. Kimi domina o início da prova, pela primeira vez mostrando-se ao volante do McLaren como o conjunto a ser batido. Então era isso: Kimi lá na frente, Alonso tranqüilo em segundo, e... Schumacher quem?
O campeonato mostra suas cartas: Kimi é vítima da fragilidade dos engenheiros da Mercedes e perde a primeira de uma série de vitórias certas. Alonso segue tranqüilo para o triunfo, demonstrando precoce e inegável amadurecimento, como se já não precisasse mais se esforçar para ser o vencedor. Atrás, muito atrás dele, Schumacher remava para se livrar de carros mais lentos após ter errado na segunda volta classificatória.
Quando finalmente consegue, está a 30 segundos do líder, com Jenson Button perdido entre os dois. O alemão inicia então uma perseguição épica, que arrepiou mesmo aos mais céticos quanto às suas festejadas virtudes ao volante. Eu me levantei do sofá, prendi a respiração, pela primeira vez me peguei torcendo por ele. Se Michael vencesse a corrida eu teria a mesma sensação que tive ao ver o GP de Donington, 12 anos antes. Ultrapassar naquelas circunstâncias seria quase um milagre, e não se pode culpá-lo por não ter conseguido. Mas a perseguição era tão implacável que nos fez lembrar que Fangio fez milagres na Alemanha em 57 e Clark fez em Monza em 67, na França em 63 e 65, ou em Indy no mesmo ano. Senna fez milagres em Donington, no Brasil em 91 e na Espanha em 86, e o maior milagre de todos foi realizado por Nuvolari em 35, no mais sagrado dos palcos. Confesso que esperei um milagre por parte do alemão. Afinal ele é Michael Schumacher.
Não houve milagre, todos sabem. Quase, mais uma vez o "quase".
Alonso sai da Itália 26 pontos à frente do piloto tedesco, com Raikkonen 3 pontos atrás deste. A distância era grande, sem dúvida, mas restavam ainda 15 provas. Tudo poderia acontecer.
Poderia, tempo verbal errado. Com uma pontuação elaborada para evitar que um piloto escape na liderança, Kimi pouco tem a fazer para reduzir esta diferença. Alonso, isto é quase inacreditável, começa a administrar o campeonato a partir da quinta corrida de um total de 19.
Nada de novo nas corridas seguintes, a não ser o colapso da suspensão de Raikkonen em Nurburgring, na última volta. A regra imbecil fazia sua vítima, embora não devamos negar que o piloto tratou de abusar da resistência de sua borracha. Num só lance, dois "quases" extremamente bem-vindos: a roda danificada quase atinge a cabeça do piloto, e o carro desgovernado quase atropela um BAR pelo caminho.
E então Indianápolis. Seis carros na pista e a Globo nos privando de ver Barrichello tomando fechada e se dizendo um "brasileirinho contra toda essa gente". Não seria tão mal se o Brasil não tivesse perdido para o México no futebol.
Existem razões para pensar que Indy seria a única corrida do ano que a Ferrari teria reais chances de vencer. Isso quase acontece na pista. Porém, em sua maior chance, os outros decidiram abandonar. Fica para a próxima. Mas espere, será que vai ter próxima? O GP dos EUA em 2005 encerra um episódio grotesco, que pode vir a determinar, imediatamente, ou a longo prazo, o fim do flerte entre Estados Unidos e Fórmula 1. E justamente em Indianápolis...
Conhecemos a árvore pelos seus frutos: regras falsas só podem produzir emoções falsas. Ficaria logo claro que a nova proporção na pontuação serve muito bem para situações de falsa competitividade, onde um conjunto vence e não se distancia dos demais, mas se revela um transtorno quando, de fato, existe competição na pista. Cada vitória obtida por Kimi Raikkonen significava muito pouco quando o espanhol podia sempre lhe sorrir, lado a lado no pódio.
Por sua vez, a regra dos motores pode ter garantido muitas corridas de recuperação, mas tratou de abreviar a disputa que verdadeiramente interessa: a do título. Nada a se estranhar, porém, quando lembramos que a categoria vem buscando resultados de tal modo imediatistas que não se permite repetir um mesmo regulamento por dois anos ou sequer manter um mesmo formato de treinos ao longo de uma mesma temporada.
O título se decide formalmente no Brasil, mas apenas isso. Cinco corridas antes, tudo já não passava de mera especulação sobre onde seria batido o recorde de Fittipaldi.
E, sim, o recorde finalmente caiu. E por alguma ironia do destino foi "em casa", como se Alonso o tivesse vindo buscar. Por longos 33 anos, Emerson permaneceu como o homem mais jovem a sagrar-se campeão mundial, seu recorde resistindo a gerações cada vez mais precoces. Não deixa de ser notável imaginar que um filho de radialista, nascido num país sem qualquer tradição que pudesse lhe valer na categoria, e que não tenha se planejado desde o maternal para este objetivo de vida tenha ido tão longe, e tão depressa. Fica aqui minha mais sincera homenagem ao fabuloso Fittipaldi.
Termina a disputa, começa a festa. O GP do Japão é uma corrida daquelas para se guardar. Teria sido eletrizante ver tamanha batalha num contexto de disputa de mundial. Novamente, se as regras propiciaram algumas emoções, também souberam privar-nos de outras.
Alonso e, de modo especial, Kimi Raikkonen fazem uma exibição de gala. Saem do fim do grid e pilotam o tempo todo com a faca entre os dentes. Palmas para a ultrapassagem do espanhol sobre Webber, colocando a roda na grama sem tirar o pé do fundo. Ultrapassagem de macho.
Estranho, no entanto, que tantos elogios tenham sido dirigidos a Schumacher por sua atuação. Na minha opinião ele falhou várias vezes ao defender a posição, cedendo sempre a linha externa diante de curvas de raio longo. Foram ao menos três ultrapassagens por fora. Dois anos antes, Cristiano da Matta segurou um Schumacher muito mais veloz ao optar por outro tipo de traçado. Analisando friamente, a manobra de Alonso superando o alemão por fora na 130R foi plástica, mas presumível. O mais sensato para Schumacher teria sido manter uma distância de cerca de um metro e meio do limite externo da pista, a fim de obrigar o espanhol a tomar uma trajetória interna, a mais fechada possível. Numa provável disputa pela curva a vantagem teria sido toda de Schumacher, que ainda estaria por dentro na abordagem da chicane.
E falando em Schumacher, o que dizer sobre seu fim de temporada na China? Melhor não dizer nada e guardar sua bela manobra sobre Fisichella no Brasil, assim como prefiro não comentar a sonolência de Barrichello ao longo do ano. Por fim, vale lembrar apenas mais um "quase" envolvendo o alemão: ainda não foi neste ano que ele quebrou o recorde das poles de Ayrton Senna. Termina o ano com apenas uma a menos.
Gostando ou não do resultado final, não encampo a corrente que admite a existência de um campeão moral. Seria, na minha opinião, abrir precedente perigoso e duvidoso demais. Alonso venceu com as regras, como fez Senna em 88 e Piquet um ano antes. Pilotou como Prost em 89, pois, tal como o francês naquele ano, dispunha de vantagem demais para precisar se arriscar. Fico com Edu: a McLaren falhou muito ao converter favoritismo em vitória e não mereceu ser campeã. Kimi com certeza fez a parte dele, e foi mesmo mais espetacular ao longo do ano. Pilotou como um leão, mas provavelmente não se arriscaria tanto caso estivesse na condição do espanhol.
Torço para que 2006 nos brinde com uma temporada de verdade, mas já começo a me arrepiar diante de espetáculos como o novo formato dos treinos, e da ausência de um calendário definido. É esperar pra ver...
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Saudações, pessoal do GP Total.
Lembro que continuam abertas as inscrições para a 39ª edição do GP da Poli, dia 29/10! E, acompanhando a febre das equipes Jr, vamos tê-las também no GP deste ano.
A minha equipe, a tradicional e conceituada DHF Racing, por exemplo, alinhará dois modelos DHF992B, semi-finalistas na edição passada. A equipe principal correrá com o novíssimo modelo 0061, além dos tradicionais 991D e 992C.
Abraços!
Claudio Habara, São Paulo/ SP
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