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11.08.11 - Roberto Agresti |
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17.05.11 - Eduardo Correa |
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18.09.09 - Luis Fernando Ramos |
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12.12.08 - Alessandra Alves |
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27.10.08 - Luiz Alberto Pandini |
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29.07.11 - Carlos Chiesa |
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21.09.09 - Ernesto Rodrigues |
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| » » » 15.08.05 |
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| Opiniões e Dúvidas dos Leitores |
15.08.05 |
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Caro Eduardo Correia,
Barra Limpa. Vejo também uma ousada aposta política de Luca de Montezemolo, presidente da Ferrari. Não é segredo que ele sonha em se tornar o primeiro-ministro italiano. Vocês já imaginaram a febre que tomará conta do país a partir do momento em que Valentino for confirmado ao volante de um Ferrari? Imaginaram a quantos graus chegará esta febre se ele repetir na Fórmula 1, como é perfeitamente possível que repita, as extraordinárias manobras e vitórias da MotoGP? Imaginaram os benefícios políticos para o homem que articulou tudo isso?
As suas próprias palavras acima vêm reforçar a minha opinião a respeito da saída do Barrichello da Ferrari, pois se o Rossi for mesmo para a equipe italiana e, particularmente, acredito que sim, haverá uma verdadeira febre em torno do piloto, pois equipe italiana, piloto italiano e arrepiando, Barrichello seria um mero coadjuvante na equipe, sendo ainda mais relegado do que foi em relação ao Schumacher.
Parabéns pela ótima coluna.
Jovino, Brasília/ DF
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Caro Edu,
Há algumas coisas que precisamos analisar, pois burro Barrichello não é:
1) Eu não tenho tanta certeza de que a Ferrari será em 2006 a equipe que foi até o ano passado porque simplesmente falta a ela um projetista experiente, e Rory Byrne, como você sabe, está de saída da equipe.
2) A Honda tem experiência com os motores V8 (por causa da IRL), e a Ferrari, não.
3) Pelo que li no grandepremio, apenas na semana passada a Ferrari levou os V8 à pista com Marc Gené. A Honda já está em seu 3º estágio de desenvolvimento dos motores.
4) Como eu mesmo disse algum tempo atrás, a Fiat está reduzindo o orçamento da Ferrari a cada ano e a Honda está fazendo exatamente o contrário.
5) Dizer que a Ferrari tem uma equipe técnica infinitamente mais competente é um equívoco. Onde está a competência este ano? Você não se lembrou também de que a Ferrari é a equipe que mais faz testes ao ano, mas nem assim está obtendo resultados minimamente convincentes.
6) A BAR tem, hoje, um dos melhores projetistas da F-1: Geoff Willys.
Edu, dei a você seis motivos para justificar a saída de Barrichello da Ferrari sem usar argumentos como na Bar, ele será mais feliz, livre das pressões e protegido pela amizade de Gil de Ferran, como você mesmo escreveu. Barrichello não deixou a Ferrari apenas porque encontrará a felicidade longe dela. Ele vê reais chances de ser campeão na BAR, coisa que dificilmente conseguiria na Ferrari.
Mas acho que o mais estranho é o seguinte: nós, brasileiros, criticamos duramente Barrichello durante anos por aceitar passivamente as imposições da Ferrari. Chegou um belo dia em que ele resolveu tomar uma atitude e abandonar a equipe de Maranello e ainda há pessoas que acham que ele fez mal e deveria permanecer onde estava, mesmo com todo o ambiente ruim que havia na equipe. Agora me responda com toda a sinceridade: você acha que a Ferrari continuaria, após a aposentadoria de Schumacher, investindo em Rubens Barrichello? Seria melhor então investir em um piloto jovem como o Massa.
Durante algum tempo, eu estava aborrecido com Barrichello porque todos sabiam que, para o futuro, ele era carta fora do baralho dentro da Ferrari. E ele parecia ser a única pessoa do universo que não sabia disso. Felizmente, antes que fosse rifado, ele tratou de procurar uma nova equipe competitiva, na qual poderá encerrar sua carreira com mais alguns troféus, euros na conta bancária e, quem sabe, um título, mesmo que seja um apenas.
Mudando de assunto, para o bem de Valentino Rossi e da MotoGp, pela qual sou apaixonado, é bom que ele permaneça onde está. Com todo o respeito que a F-1 merece, ela, hoje, não merece ter um personagem tão carismático como ele.
Um abraço,
Willian Lopes Machado, Brasília/ DF
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Como sempre brilhantes as observações do Edu, apenas trocou o ano do título do G. Hill. Ele tornou-se BI em 1968. Sucesso!
Jacks Santos, Vitória/ ES
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Amigos,
Gostaria de registrar a minha admiração pelo grande Ricardo Divila. Confesso que pouco conhecia do seu trabalho e do respeito que goza junto ao mundo do automobilismo, mas depois que li o perfil publicado na Quatro Rodas fiquei impressionado! Parabéns a este grande engenheiro e agora espero ansioso pela sua próxima coluna aqui no GPTOTAL.
Quanto ao assunto das últimas semanas, entendo que Barrichello fez as escolhas corretas desde quando entrou na Ferrari. Quando seu 1º contrato terminou todo mundo dizia para ele sair, mas ele lá permaneceu. Foi uma atitude correta pois as outras equipes estavam em baixa e não dariam um carro competitivo para ele (expressei minha opinião na época aqui neste espaço).
Agora é o momento certo para sair, pois a BAR não é uma promessa, mas sim uma realidade, pois há pessoas competentes dirigindo o time e uma grande montadora fornecendo motor e injetando dinheiro, dando todo suporte e apoio para todos terem um bom desempenho. Acho também que a Ferrari não será superior ano que vem, pois todo seu staff está de saída, e o Massa é muito jovem e nunca correu sob pressão em um grande time.
Rubens só tem que parar de dar desculpas ridículas, acertar e acelerar a nova BAR, pois velocidade ele já provou que tem. Abraços a todos.
Adriano Oliveira, São Paulo/ SP
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Caros,
Obrigado pelos amáveis comentários a respeito do Friends sobre a Matra.
À nota do Paulo sobre os motores H16 da BRM, devo dizer que, segundo as informações encontradas, a BRM equipou este motor nos anos 1966 a 1968, mas também produzia um motor V12 que era fornecido a outras equipes (um chamado custom engine).
O McLaren M5A e Cooper T86B usavam o BRM V12 naqueles anos, enquanto a intenção da própria BRM era ficar com o H16. Contudo o H16 também foi usado no Lotus 43 em alguns Gps em 1966 e começo de 1967. De fato, a única vitória deste motor foi conseguida por Jim Clark no GP USA de 1966. Como o Paulo disse, era um motor complicado, que não rendeu tanto quanto se esperava e, no fim de 68, foi tomada a decisão de não equipar mais esse motor, passando a usar o V12 a partir de 1969 no modelo P126.
Ainda em 1968, o BRM P115 com o motor H16, foi cedido à equipe Reg Parnell Racing no fim da temporada.
Mesmo que não foi mencionado no texto, a Ferrari, também equipava motores V12 60 graus desde 1966 a 1969
Abraços,
Manuel Blanco, Valencia – Espanha
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Lindíssima a coluna do LFR sobre os alemães. Quanta coincidência: 2 alemães mortos no mesmo ano e no mesmo carro (alemão por sinal), em questão de dias. O texto é belíssimo, parabéns.
Rubergil Jr, Campinas/ SP
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Luiz Fernando, muito obrigado pela lembrança dos dois brilhantes pilotos alemães tragicamente mortos há 20 anos.
Lembro de comprar revistas importadas na época, único modo de acompanhar o Grupo C, e a tristeza que a morte do Beloff me causou. Era um piloto extraordinário! O Grupo C era a maior categoria da época, na minha opinião, e o jovem alemão já dava trabalho ao maior nome dos protótipos de todos os tempos: Jacky Ickx. Uma pena que o seu comentário a respeito do belga tenha sido tão desrespeitoso. Ainda que pudesse ter havido a fechada, fica difícil imaginar que um piloto da categoria de Ickx pudesse propositalmente, na curva mais perigosa do mundo, agir de forma imprudente e matar seu adversário, impedindo investigações posteriores, como seu texto pressupõe...
Sinceramente, o Ickx merece mais respeito. De todo modo, obrigado pela lembrança. Se puder fazer uma sugestão: um especial sobre o Grupo C, a categoria que assustou a F1 nos anos 80 e 90...
Antonio Torquato, Florianópolis/ SC
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É... a Alessandra tem razão.
Eu tinha 15 anos quando, em 1973, em Interlagos, estava ao lado de um garoto que observava atentamente um senhor gordo ajustar o 11º carburador do motor V12 de sua BRM (não existiam computadores, centralina, etc, naquela época), enquanto seu companheiro de equipe, Clay Regazonni, mandava isso e aquilo.
Os olhos do garoto brilhavam, com um brilho diferente. Ao meu lado estava o Barão, pai de Emerson, vigiando também aquele garoto. Ele sabia das coisas...
A BRM Marlboro não de nada perto das Lotus 72D e Tyrrell 003 de Emerson, Peterson, Stewart e Cevert. Peterson fez a curva 1 com o pé embaixo, loucura. O garoto também fez... Ele era um de meus botões.
Ele tinha um brilho de campeão nos olhos, a garra e vontade de correr e vencer. Seu nome: Andreas Nikolaus Lauda, dois anos depois campeão pela Ferrari. O Rubinho, infelizmente, nunca me foi um bom botão...
Romero Guimarães, São José dos Campos/ SP
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Não consigo entender por que ainda existem tantas pessoas que defendem o desempenho de Barrichello. Tentam de todas as maneiras elogiar o seu alto desempenho, que, na verdade verdadeira, que grande desempenho? Ficou durante seis anos na melhor equipe da Fórmula 1, mesmo como segundo piloto, teria que pelo menos vencer mais corridas e mostrar para o mundo que pelo menos era pelo menos o segundo melhor piloto da atualidade. Acho ótimo o Barrichello ir para a BAR, pelo menos vocês verão o idiota continuar reclamando, reclamando, chorando e tartarugando. Quer apostar?
Nailton Sampaio dos Santos, Salvador/ BA
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Amigos,
Acabo de ler em outro site que Barrichello só vai dar entrevista anunciando a mudança para a BAR exclusivo à Globo. Sinceramente, acho um desrespeito à imprensa brasileira, muita gente faz chacota da carreira dele, mas tem muita gente séria que fala bem da carreira dele. Isso acabou deixando em mim a impressão que a única motivação que ele teve ao longo da carreira desde que chegou a F1 foi grana, e que nós, torcedores, somos um bando de tolos ao ficar discutindo isso ou aquilo sobre ele.
Não acho essa uma atitude digna, é desrespeitosa contra uma classe de profissionais. Analisando a retrospectiva da carreira de nossos três campeões (Emerson, Piquet e Senna), não houve entre eles esse precedente, para mim mais uma vergonha na carreira de Barrichello, sinceramente ele pode ficar milionário (já o é), mas, a partir de hoje, torço abertamente para que ele nunca seja campeão, vai manchar a história de nossos campeões. Abraços
Mário Salustiano Costa Filho, Recife/ PE
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Sobre matéria do Pandini, O real valor de Barrichello, não concordo quando você diz que Barrichello está saindo da Ferrari, mas obteve 9 vitórias e 2 vice-campeonatos.
Ele fez pouco, mesmo tolhido pela equipe.
Honestamente eu acho que ele poderia ter feito mais, pois a Ferrari só está levando ferro este ano. A Ferrari vinha mandando sozinha desde 2000. Está certo que o Michael tem todas as preferências e tudo mais. Só que cansei de ver provas em que, por exemplo, uma em que o Barrichello passou umas 15 voltas tentando ultrapassar uma Jordan, se não me engano do Trulli. Ele deve ter decorado o número de parafusos da caixa de câmbio da Jordan.
Honestamente, sempre achei ele fraco. Um grande abraço,
Luiz Carlos, Rio de Janeiro/ RJ
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Já houve alguma corrida de Fórmula1 na pista de Laguna Seca, onde a fórmula mundial corre? Quem foi o vencedor?
Andre Leandro Scheffel, Novo Hamburgo/ RS
Não rolou, André. As sedes dos GPs dos EUA até hoje: Sebring, Riverside, Watkins Glen, Long Beach, Las vegas, Detroit, Dallas, Phoenix e Indy.
Abraços (EC)
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LAP,
O Alan Jones também é australiano. Ele, deu sorte, participou ativamente do reerguimento da Williams com a grana dos árabes.
Abraço
A.C. Coutinho, Rio/ RJ
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Gostaria de saber: qual a finalidade de se testar um motor de 10 cilindros, desligando-se 2? Motivo da pergunta: li há pouco tempo, não me lembro se no F1 na Web ou no WarmUp, que a Ferrari, antes do teste do seu motor de 8 cilindro,s havia testado um motor de 10 cilindros desligando-se 2. Alguém poderia me informar, por favor?
Obrigado
Marcos, Campinas/ SP
| Opiniões e Dúvidas dos Leitores |
12.08.05 |
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Pandini, Geraldo, Alessandra e todos do GP Total,
Cada vez mais as matérias estão envolventes e reais. Gostei muito de “O que você vai ser quando crescer”. Parabenizo Alessandra e equipe e me coloco à disposição.
Darcio dos Santos, PROP CAR RACING
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Edu, Panda, Ico, Tite, Alê, Divila, Ducarouge, Lula, Dirceu, enfim... Companheiros,
Estou revoltado da vida. Aí, vocês podem pensar: por que este camarada está revoltado? Por causa do PT, da vergonha que se apresenta? Digo-lhes: também.
Um dos meus hobbies é colecionar fotos de corridas de todos os tempos (especialmente F1) e, agora com conexão banda larga, vídeos. Hoje consegui uma com o título: 1973, Nurburgring — Highlight (GP Alemão 73: melhores momentos). Pensei: “Pô, 200 Mb de arquivo. Deve ser bom”. E é. Mas o vídeo se trata de uma transmissão do treino classificatório (não sei se do ano passado ou desse ano) do GP EUA, em Indianápolis. Na transmissão, o Galvão Bueno deles está com um tal Sir Jackie Stewart, e a emissora passa 21 minutos dos melhores momentos do GP Alemão de 1973.
Agora a pergunta para os profissionais do site: por que a Globo não faz o mesmo? Ok, ok... 21 minutos é muita coisa? Que passem 5 minutinhos. Isso envolve alguma coisa relacionada com direito de imagem? Temos transmissão de merda...
Atenciosamente,
Marcelo Ferreira, Jacarepaguá/ RJ
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Analisando a última época de 1985, ano em que Alain Prost foi campeão pela primeira vez tendo lutado durante quase todo ano com Alboreto, verifico que o seu companheiro de equipe, Niki Lauda, campeão de 1984, teve problemas todo esse ano de 1985, ficando sem possibilidades de defender o titulo, ao invés de Alain Prost, que poucos problemas teve.
Como explicar que, sendo da mesma equipe, com o mesmo material, Prost não tenha tido muitos problemas com o seu carro e Lauda tenha tido carros que por vezes durava só metade da corrida?
Quando obteve um carro sem problemas, venceu o GP da Holanda desse ano. Não seria de esperar que o seu rival nesse ano também fosse Lauda, seu colega de equipe? Tal como tinha acontecido no ano anterior. Como é possível explicar tal diferença de comportamento dos carros?
Saudações Desportivas
José Ferreira
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Sou favorável ao número de 3 pilotos titulares por equipe (todas competitivas). Com base nisso, que tal permitirmos que nossas mentes viajem e visualizem um grid para 2006, com base nas alterações já processadas, tanto de pilotos como de motores (incluindo os boatos):
Renault (Alonso, Webber e Montagny)
Mc Laren (Raikkonen, Montoya e Larosa)
Ferrari (M. Schumacher, Massa e Gene)
Toyota (Trulli, R. Schumacher e Zonta)
Williams (Button, Fisichella e Pizzonia)*com motores Honda
BAR (Barrichello, Sato e Davidson)
RedBull (Coulthard, Klien e Liuzzi)*com motores Ferrari
BMW (Heidfeld, Villeneuve e Kovalainen)
Assim, teríamos um grid de 24 pilotos. Deveriam marcar pontos os 10 primeiros, alterando ainda a pontuação, sendo 10 para o primeiro, nove para o segundo, oito para o terceiro..e um ponto para o décimo; Quanto à pontuação para as equipes, só valeriam os pontos obtidos pelos 2 melhores colocados de cada time, evitando, assim, um disparate maior de uma equipe em relação à outra. O que acham da idéia?
Ailton Vasconcellos, Goiânia/ GO
| Opiniões e Dúvidas dos Leitores |
11.08.05 |
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Olá, pessoal do GpTotal.
Mais uma vez a Alessandra escreve um primor de coluna. Mas o que quero dizer mesmo é uma outra coisa, menos, digamos, nobre. Vamos lá:
Será que alguém mais reparou que o Ralf Schumacher, quando criança, já parecia uma menina?
Desculpem-me, mas não poderia deixar isso passar. Abraço a todos.
Herik Nelson, Belo Horizonte/ MG
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Caraca, Alessandra. Você mandou muitíssimo bem nessa sua coluna e falou coisas que pouca gente sabe. Eu acho o Rubinho incrivelmente bem-sucedido. Ayrton sempre foi considerado um gênio, mas gênios também precisam ser aperfeiçoados, e ele o fez, usando muito dinheiro dos pais nos intermináveis treinos de Kart em Interlagos.
É diferente do Rubinho, que já teve de passar por privações para chegar lá, como seu pai ter de vender o carro que tinha, um Fiat 147, para continuar financiando o filho no automobilismo. E, ainda assim, conseguiram ajudar o Tony Kanaan, que havia perdido o pai. O Rubens é um verdadeiro Working Class Hero, como naquela musica do John Lennon. Pena que o brasileiro só veja suas atitudes como motivo de piada, e ele mesmo seja tão reclamão.
Mas volto a aplaudir sua coluna, ficou fantástica! Abraços.
Carlos Bragatto, Americana/ SP
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Olá, pessoal do Gp Total.
Além do vitorioso Jack Brabham, teve algum outro australiano com destaque no automobilismo mundial? Gostaria de saber como foi a atuação dos pilotos australianos na F-1.
Um abraço a todos
Ely-Sandro de Oliveira Sandes, Brasília/ DF
Ely, a Austrália teve outro campeão mundial: Alan Jones, em 1980. Além deles, atuaram com menor destaque Tim Schenken, Vern Schuppan e, agora, Mark Webber. Sem nenhum destaque, tivemos dois filhos de Jack Brabham, David e Gary. Outro filho de Jack, Geoff, conseguiu sucesso no automobilismo americano. Devo estar esquecendo alguns nomes, mas de imediato são estes os que me vêm à cabeça. Abraços. (LAP)
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Com certeza, na época dessa equipe, os carros e a equipe seriam completamente odiados no Brasil por causa da morte do Ayrton. Lembro que essa equipe fez uma parceria com a Lotus em 95, isso é verdade? Obrigado.
Rafael José Chicati, Maringá/ PR
Olá, Rafael. Na verdade, tudo o que a Pacific fez em 1995 foi correr com o nome Lotus no bico (quase escondido) e incorporar o nome "Pacific Team Lotus" mediante autorização da família de Colin Chapman. A intenção era tentar "agregar valor" (como diriam os piores comunicadores corporativos) à Pacific por meio da associação (meramente nominal) com a Lotus, que havia fechado as portas em janeiro daquele ano. Mas não deu muito certo... Abraços. (LAP)
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Amigos, lendo os comentários dos nobres colegas internautas, deparei-me com a afirmação do xará Ricardo, Campinas/ SP onde ele diz a frase: “IRL, odeio cada vez mais”.
Concordo plenamente com ele. Desde que surgiu, a IRL não me agradou. Só gostei do primeiro ano que assisti, no longínquo 1996. Naquele ano Buddy Lazier ganhou a Indy 500 com a equipe Hemelgarn, e ainda utilizavam motores turbo.
Com a transição para os aspirados e para os chassis Dallara e G-Force , a IRL ficou estranha. Os carros são feios, as corridas parecem meio pasteurizadas. Mesmo corridas como a que Tony Kanaan ganhou, por milésimos de segundo, não me empolgam. E o som dos motores não agrada. Não gosto de carros com motores aspirados. O turbo, mais encorpado, tem um som mais bonito. Quem lembra do som do inesquecível Buick V8, utilizado por Piquet na equipe Menards, lembra do que estou falando. Mas o carro das últimas temporadas é horrível. Acho que grande parte da atração de corridas deriva do design dos carros. Os carros Reynard, da época pré-IRL, eram muito bonitos. Os Lola, os Eagle. O Swift tinha um design diferente, mas também era bonito.
Outra bronca é não ver feras como Al Unser Jr, Michael Andretti, Bobby Rahal, Arie Luyendyck, o velho A.J. Foyt, correndo já sessentão. Loucos como o falecido Greg Moore, ou o Zanardi, o Montoya, ou pilotos equilibrados como o Vasser. É difícil assistir corridas insossas, que passam nos horários mortos da Band, com pilotos inexpressivos como Sam Hornish, Ryan Briscoe, Dan Wheldon, o cagão do Larry Foyt, que só corre porque vovô Foyt coloca carro pra ele, ou o péssimo Ed Carpenter, que só corre porque a equipe é de ninguém menos do que o Dono da IRL, dono do autódromo de Indianápolis, o Tony George. Tá ruim.
Torço pelo renascimento da F-Mundial, e a posterior reunificação com a IRL. Teríamos 33 ou 35 carros em praticamente todas as corridas, em pistas ovais, mistas, citadinas ou de autódromo. Enquanto a unificação não vem, a Indy corre com 17 ou no máximo dos máximos, 22 carros. a F-mundial corre com 18 carros. na pior das hipóteses, teríamos 35 carros. Tomara que a reunificação venha. Do jeito que está, a Indy está muito sem graça. Cheguei a cochilar na Indy 500 desse ano.
Abraço,
Ricardo, Recife/ PE
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Prezados Amigos do GpTotal. Novamente, parabéns, pelo excelente site!
Ok! Sei que sou repetitivo, em sempre elogiar o GpTotal, mas o que é ótimo, deve ser sempre enaltecido.
Como de costume, ótima a coluna do Sr. Manuel Blanco, mas ao ler o texto, fiquei em dúvida, quanto à afirmação de ser o motor da BRM, um V12; Pelo que li em antigas publicações, seria o dito Motor (da BRM), um complicado, porém eficiente H16 .
Lembro, também, que no clássico e ótimo filme Grand Prix pode-se ver claramente, duas bancadas de cilindros, com quatro cilindros cada - uma acima da outra, sendo duas bancadas de cilindros de cada lado, formando assim, o H na arquitetura construtiva do motor.
Vi também, em várias revistas da época (quando aumentaram a capacidade Cúbica dos motores de 1.500 c.c. para 3.000 c. c.) o motor H 16 da BRM. Por favor, quem souber a exata informação, informem até que ano a BRM utilizou os motores na configuração H 16.
Espero ter podido contribuir com esta pequena informação. Abraços a toda a família GpTotal.
Atenciosamente,
Paulo C. Winckler, Porto Alegre/ RS.
| Opiniões e Dúvidas dos Leitores |
10.08.05 |
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Caros,
Somente uma correção no texto sobre a Matra: o motor era um V12 com os cilindros dispostos formando um angulo de 60 graus; 56 graus era o ângulo em que estavam dispostas as válvulas.
Abraços.
Manuel Blanco, Valencia – Espanha
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Belíssima a coluna do Manoel Blanco sobre os Matra. A foto do MS 120 número 20 é linda, devendo este carro ser considerado um dos mais belos F1 de todos os tempos.
E só um gancho no comentário do colega Willian Lopes Machado:
Dizem que o motor V8 da Ferrari para o ano que vem ainda nem saiu do papel. Como uma equipe que quer ser competitiva, sai tão atrás assim de seus concorrentes? Ela pode estar correndo o mesmo risco que cometeu neste ano em começar o ano usando o carro do ano passado. Como você também sempre achei que Rory Byrne fez muita falta neste carro.
Mas não podemos nos esquecer que a Ferrari não é burra. Ela testa com 4 pilotos em duas pistas diferentes e coloca até o Valentino Rossi para dar umas voltas. Será que algum destes carros já não está testando o motor V8 do ano que vem? Talvez até Rossi tenha sido escalado para dar uma amaciada no motor.
Outra coisa: será que se Rubinho tivesse ido para a McLaren em 1995 ele não teria acabado como Wurz acabou, ficando anos a fio somente como piloto de testes?
Falando nisso, eu acho que o Bernie deveria encontrar urgente uma maneira de aumentar os carros no grid. É uma sacanagem termos que engolir Tiago Monteiro, Karthikeyan, Friesacher, Albers e Doorbos, enquanto temos Pizzonia, Wuz, de la Rosa e até o Zonta que mereciam estar em um cocpit como pilotos titulares. Pagar e ainda andar lá tras, só para quem não pretende ficar por muito tempo na Fórmula 1 mesmo.
Luiz Eduard, Pará de Minas/ MG
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Muchas gracias, Don Manuel Blanco!
Seu presente deve ter despertado saudades nos leitores e certamente matou minha curiosidade. Há algum tempo estava curioso sobre o tão falado ronco do matra V-12.
Para um amante do automobilismo é a mais bela das melodias. Saber que este propulsor deu a Graham Hill vitórias memoráveis em Le Mans (uma das últimas pistas para pilotos de verdade ainda em uso) e alavancou o notável desempenho da equipe Ligier em sua primeira temporada completa (1976): 20 pontos, uma pole e alguns podiuns com Jacques Laffitte; é como voltar no tempo e morrer de felicidade. Só lamento que a equipe de fábrica não conseguiu nenhuma vitória na F-1 com o pacote completo.
Aos amigos do Gp Total: respeito suas opiniões sobre o Rubens e uma possível virada em sua carreira, mas vou esperar até 2006 para ter certeza que ele deixou de ser um boneco sem vontades, um capacho, um servo obediente e tudo mais que se tornou desde que entrou na Ferrari. Nunca duvidei de suas habilidades como piloto, apenas questiono sua atitude. Nas poucas vezes que quase venceu o alemão foi impedido por obrigações contratuais que deveria ter contestado. Na maioria das corridas só fez agir como um cãozinho tentando agradar ao dono, dando um péssimo exemplo como piloto e como brasileiro, pois, graças a isso, muitos brasileiros acham que o país não sai do atraso em que está sem a permissão das potências estrangeiras.
Lembro-me da homenagem feita ao neozelandês Dennis Hulme devido ao seu falecimento na década de 90 que enquanto corria na equipe de Jack Brabham em 1967 encarou o desafio de vencer o patrão que também era piloto do time e conseguiu, nem por isso prejudicou a equipe que ganhou outros dois títulos. Atualmente na F-1 o tratamento para os pilotos em outras equipes é igual, só a Ferrari fica com essa palhaçada de tudo gira em torno do alemão e sempre consegue pilotos que aceitam o contrato leonino sem questionar. Esperemos 2006 com Barrichello na BAR e os novos motores V-8.
Wladimir Duarte Sales, Duque de Caxias/ RJ
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Olá, pessoal. Acho que essa pergunta é mais dirigida ao Ico, mas se os outros quiserem comentar, fiquem à vontade.
Refere-se à notícia veiculada no início do ano, de que a empresa que controla a Peugeot e a Citroen irá abandonar o WRC ao final deste ano. Isto está confirmado? Se sim, qual deverá ser o destino dos pilotos que correm com estas marcas? No WRC as equipes são de fábrica ou apenas recebem o apoio destas fábricas? Há previsão de entrada de alguma outra marca?
Abraços,
Julio Lima, Belo Horizonte/ MG
Olá, Julio.
As marcas participam do WRC com o mesmo engajamento que na Fórmula 1, através de departamentos de competição ligados diretamente à cúpula da empresa. Peugeot e Citroën devem mesmo sair de cena no final do ano, em virtude tanto das políticas desencontradas da FIA em relação à categoria como para conter custos também. A entrada de uma nova marca não foi confirmada, mas rumores apontam que Hyunday, Renault e Suzuki poderiam se arriscar no WRC. Como já estamos no segundo semestre e um novo carro já deveria estar sendo largamente desenvolvido, acho difícil que esta entrada se dê já no ano que vem. Os pilotos das duas marcas francesas devem encontrar abrigo nas equipes que restam (Subaru, Ford, Mitsubishi e Skoda), mas há quem aposte que Sébastien Loeb posso correr de protótipos ou GT, após sua bem-sucedida experiência em Le Mans neste ano. (LFR)
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Notinha De Despedida
Marcelo Jardim
O site GPTotal teve acesso exclusivo à notinha de despedida que a Ferrari, através de seu principal representante, o baixinho Jean Todt, redigiu ao piloto brasileirinho Rubenzinho Barrichello.
Na verdade, esta notinha foi escrita a seis mãos. Além do pequenino francês, ajudou também o chefe da cozinha da scuderia, Paolo Tardelli e o porteiro de Maranelo, Seu Dino, que vai sentir muito a falta do sempre educado e sorridente Barrichello.
O que causou estranheza foi que o alemão não quis escrever. Alegou que não gosta de despedidas e disse estar com receio da reação dos brasileiros. Ross Brawn também não ajudou porque justo naquele momento estava almoçando. Luca di Montezemolo..., bem o presidente, até aquela hora, imaginava que Barrichello era piloto de testes.
Carregada de emoção, muitas vezes triste, a notinha reflete exatamente esses seis anos inesquecíveis que o brasileirinho passou no seio da equipe, que, diga-se de passagem, foram todos eles vitoriosos e cheios de alegria... Tudo bem que raramente para o Rubenzinho, mas aí é outra história...
A versão em português da nota de despedida, surpreendentemente pequena para o tempo em que o brasileirinho passou por lá, é mais ou menos assim:
“Caro Rubens Barrichello,
Foi bom estar com você, brincar com você.
Deixar você correr solto como a gente quiser.
Qualquer faz de conta (mentira, etc, etc ) a gente apronta.
É bom ser moleque enquanto puder.
Ser super humano, menino que realmente sabe o que quer,
E que tudo o que é para ser livre bem que podia ser super incrível.
Pois é. Doce, doce, doce, sua vida era um doce como mel,
Mas escorreu pela sua boca feito um doce,
Caiu o pedaço de seu céu.
Pena Rubens, mas não deu. Quem sabe numa próxima.
Vê se desta vez não chora.
Ciao,
Jean Todt e todos aqui na Ferrari que sempre acreditaram em você e viram o quanto você amadureceu e progrediu como piloto”.
Emocionante. De partir o coração...
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Olá.
Eu gostaria de discordar da opinião do Eduardo Correia na sua coluna “Coragem ou Bobagem?”, do dia 2 de agosto. Na coluna se diz que Rubens está desrespeitando a regra de sempre lutar pelo melhor equipamento.
Discordo. Acredito que melhor equipamento é aquele que é mais competitivo.
E competitivo para mim significa equipamento que se pode competir. Obviamente, como foi provado nos anos de bonança da Ferrari, o Rubens podia até ganhar alguma corrida, fazer alguns pódios, desde que não competisse com Schumacher. Ou seja, ele tinha o equipamento bem pouco competitivo..
Na BAR, sendo rápido ou não, ele poderá competir, e terá seus principais defeitos fora-pista diminuídos por um amigo muito bom nisso, o Gil.
É isso, obrigado e parabéns a todos pelo excelente site.
Pedro Jungbluth, Curitiba/ PR
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Gostaria de saber por que Jacques Villeneuve foi desclassificado do GP do
Japão de 1997.
João, Itaára/ RS
Oi, João. Jacques terminou o GP do Japão de 1997 em quinto lugar, mas foi desclassificado poucos dias depois por ser reincidente em ocorrência de desrespeito à bandeira amarela em treinos. Os comissários desportivos, baseados no regulamento da FIA, pretendiam aplicar nele a pena correspondente de suspensão de um GP - ou seja, aquele mesmo, a ser disputado no dia seguinte. Mas, como ele estava disputando o título ponto a ponto com Michael Schumacher, a Williams entrou com uma apelação para que o canadense pudesse correr. O recurso foi aceito e a punição (no caso, a do desrespeito à bandeira amarela nos treinos de Suzuka) seria analisada depois da corrida. Como o resultado do julgamento apontou a culpa de Jacques, a FIA decidiu desclassificá-lo daquela corrida. Com isso, ele caiu de 79 pontos para 77, ficando um ponto atrás de Schumacher. Em compensação, Jacques pôde correr normalmente na última prova do campeonato, em Jerez, onde se sagrou campeão depois de sair ileso da batida causada por Schumacher. Abraços. (LAP)
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Alessandra, cada coluna sua é uma aula de como escrever e argumentar corretamente, sem espaço qualquer para contestação. Com sua permissão, gostaria de usar sua última coluna em uma aula de redação no colégio onde leciono para os alunos, quiçá de forma definitiva, saberem como argumentar, expor fatos e situações e poderem enxergar em um texto bem-escrito a arte de escrever bem.
Parabéns novamente e não me canso de escrever: você é o sopro de novidade desse site! Um abraço e parabéns!
Daniel, Brasília/ DF
Daniel,
Muito obrigada por suas palavras. É claro que a permissão está dada, embora isso carregue meus ombros de uma responsabilidade jamais imaginada. Um grande abraço, Alessandra
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Não posso concordar com os argumentos do Eduardo Correa sobre a decisão de Rubinho de ir para a BAR e o interesse sobre Massa por parte da Ferrari. Longe de achar a BAR grande coisa, creio que Rubinho conseguiria somente isto mesmo. Um cockpit de segunda. Isso porque a Ferrari não o queria mais. Já desde o ano passado. E, dizem, por um punhado de dólares, para quem já ganhou mais de 20 milhões, ele deixou de ir para a equipe de Grove. Não sei se é verdade.
Muitos, hoje, podem dizer que a equipe do velho Frank está uma caca mesmo e foi melhor. Mas não era o que todos pensavam em 2003. Sem espaço junto ao Ron Dennins, com quem teve pré-contrato e não teria cumprido em 1996, sem vaga Renault, para aonde ele iria? Acho que ele fez bem.
Já Massa, não chega a encher os olhos, mas quem enche? Webber, incapaz de andar rápido mais de 3 voltas. O Físico, cada dia mais nervosinho e lá atrás. Montoya, com seus ataques de fúria? Não, é Massa mesmo. O fato do Todt Filho cuidar da sua carreira foi apenas uma saída que a Ferrari encontrou na longínqua temporada de F-3000 italiana em 2002. Para evitar sustos como o de Button e para não virar manager, como Frank e Briatore, coisa feia demais para a Casa de Maranello. Tiveram como saída passar uma procuração para o filho do francês. Na prática, só uma pessoa de confiança para a Ferrari. Não chega a ser nepotismo, é desfaçatez mesmo.
Já no que Eduardo diz sobre a capacidade de Massa de não saber acertar carros, não transferindo conhecimento de pista para a equipe, não sei de onde Eduardo tirou. Também ouvi a mesma história sobre o Senna e não sei se era certa e não sei de onde tiraram.
Um abraço a todos.
Flávio Leal, Santos/ SP
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Amigos do GPTotal,
Em relação ao Barrichello, não há mais nada o que dizer, pois tudo foi devidamente falado e comentado, desde 1999, quando Sir. Jackie Stewart, de modo lógico e prudente previa o que a Ferrari reservava para até então seu piloto.
O grande erro do Rubinho, ao se transferir para a Ferrari, foi não assumir imediatamente o posto de segundo piloto, como havia feito o seu antecessor de cockipt Irvine. E ainda de forma errônea comentou que o Eddie foi segundo, ele seria o 1B, tentando espetar o irlandês, que havia comentado em sua saída da Ferrari que lá toda a atenção é para Michael Schumacher e a equipe não mudaria esse critério, nem com a sua permanência e nem com a contratação de qualquer outro piloto.
Dito e feito. Foram 6 temporadas completas de teatro, sempre alegando em cada início de campeonato que sua hora havia chegado.
Bom, vamos ver na BAR, acho que agora sim, é o local mais adequado para mostrar se ele é diferenciado ou um simples piloto, mesmo que tardiamente.
Em relação ao Felipe, com certeza enquanto o Michael estiver lá, o papel dele será igual ao do Rubinho. Só uma duvida, qual é a duração do contrato do Felipe, uma temporada ou mais?
Forte abraço a todos.
Bellissimo, São Paulo/ SP
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Livre das algemas!
BARrichello! BARrichello! BARrichello! BARrichello! BARrichello! BARrichello! BARrichello! BARrichello! BARrichello! BARrichello! BARrichello! BARrichello! BARrichello! BARrichello! BARrichello! BARrichello! BARrichello! BARrichello! BARrichello! BARrichello! BARrichello! BARrichello! BARrichello! BARrichello! BARrichello! BARrichello! BARrichello! BARrichello! BARrichello! BARrichello! BARrichello! BARrichello!
Luís Sérgio, Brasília/ DF
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Tite, cara, eu já gostava das suas colunas, mas a última do Mala Bueno foi boa. Eu às vezes achava que era implicância minha, mas o cara é repetitivo, perde lances memoráveis falando besteiras e só sabe ficar falando nas transmissões que ele tem 30 anos de Fórmula 1, que ele conhece todo mundo e que quando ele esquece a escova de dente ele pede a do Schumacher emprestada. Agora, o mais irritante é quando ele exercita o lado mãe Dináh, com as previsões futurológicas mais estapafúrdias aos gritos “eu sabia”, “eu sabia”. É, Tite, Deus dá nozes a quem não tem dentes. Aproveito para perguntar sobre as Kawasaki e Suzuki pois eram no passado marcas vencedoras e agora só fazem figuração na motogp, é falta de grana, competência ou os dois? Um abraço.
Filipe W., Rio de Janeiro/ RJ
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Olá, amigos,
Estou sentindo falta dos especiais do site. Aliás, tenho uma sugestão para vocês: que tal especiais sobre pilotos de moto que deixaram seus nomes na história? Seria bom se os leitores pudessem conhecer lendas como Giacomo Agostini, Michael Doohan, Kevin Schwantz, Eddie Lawson, Carlo Ubbiali, Geoff Duke, Barry Sheene, Freddie Spencer, Angel Nieto, Kenny Roberts, Wayne Rainey, Phil Read, John Surtees, Mike Hailwood, Anton Mang, entre outros que eu não lembro agora. Claro que é quase impossível fazer Especiais sobre todos, mas espero que vocês escolham alguns para nos brindar com excelentes histórias. Um grande abraço a todos e obrigado.
Willian Lopes Machado, Brasília/ DF
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Só espero que o Massa não faça promessas, e não chore tanto quanto o Rubinho na Ferrari em 2006.
Andre Leandro Scheffel, Novo Hamburgo/ RS
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Também gostaria que vocês falassem sobre os pilotos argentinos que correram na F-1 desde os anos 80 que não chegaram nem aos pés de Froilan Gonzales e Fangio!
Abraços,
Bruno Vicaria, São Paulo/ SP
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Caros amigos:
Acho que não deveria ser tão cruel com Reginaldo Leme, simplesmente pelo fato de que acompanho a F1 desde 1981 e devo acrescentar que aprendi muito com ele principalmente nas questões técnicas relacionadas a tão apaixonante esporte.
Acontece que o Sr. Reginaldo, mesmo tendo grande experiência e sobretudo grande capacidade de relatar fatos da atualidade, bem como dos primórdios da F1, parece demonstrar todo desinteresse de sua emissora em vincular fatos de real importância e veracidade para uma melhoria da cultura e conhecimento de seus milhares de telespectadores (inclusive esse pequeno e ávido telespectador sempre em busca de crescimento que no momento lhes escreve).
O Sr. Galvão Bueno infelizmente e cada vez mais se une ao descartável, precisamente visualizado em uma postura de adulação a celebridades esportivas e figuras carimbadas tão presentes e massificadas na tal emissora global, que em cada transmissão esportiva ancorada pelo rotundo narrador tenho mais vontade de tomar uma gelada aqui na praia de Camburi (e lógico visualizando as inúmeras beldades que desfilam no calçadão).
É de se lamentar, portanto, que Reginaldo Leme com toda sua capacidade e experiência, tenha cada vez mais entrado no círculo de desconhecimento proposto por sua emissora e tão explicitamente demonstrado nos últimos tempos pelo Sr Galvão. Se por acaso ler o que relato aqui peço que por favor se recicle em seus conhecimentos, pois queremos que mostre toda essa capacidade para o aprimoramento intelectual dos novos apaixonados pela F1 como também eu e demais leitores do GP Total, sobretudo aqueles que o acompanham em cada transmissão.
Para terminar, humildemente acredito que a Ferrari 158 (aquela azul e branca que correu nos EUA em 64 campeã com John Surtees) utilizava, sim, um motor V8 de 1500 cm cúbicos de capacidade volumétrica. Portanto, Reginaldo, a Ferrari já construiu motores V8 sendo inclusive campeã com um deles. Repito que lhe devo muito do que aprendi sobre a F1, mas dizer coisas como vencer em Mônaco vale como três vitórias em outras pistas ou a Ferrari jamais construiu um motor V8 (Hungria 2005), cá entre nos é falta de reciclagem.
José Everson de Abreu, Vitória/ ES
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Caro Panda;
Concordo em gênero, número e grau em relação a sua coluna da praga do politicamente correto. Você já reparou que não existem mais miniaturas com decalques de cigarros? Como é que você vai comprar, por exemplo, uma McLaren M23 do Emerson sem aquele Marlboro gigante pintado no aerofólio? Ou a Lotus do Senna sem o John Player, ou mesmo a Williams do Coulthard sem a Rothmans?
Meu, queira ou não, o cigarro faz parte da história da F1. Daqui a pouco, vão acabar dando um jeito de remasterizar aquela cena do filme Grand Prix em que o Sartí acaba a corrida de Mônaco, tira um maço do bolso do macacão e acende tranqüilamente um cigarro.
Stalin deve estar pulando de alegria na cova (era só o que faltava - ainda bem que pelo menos minha cópia do filme eu já garanti).
Grande abraço
Fabio Marghieri, Itu/ SP
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Prezado Pandini, boa tarde.
Agradeço imensamente sua matéria referente ao Rubinho de teor correto, equilibrado e profissionalmente tratada.
Você tocou em um ponto chave que sempre influenciou a carreira do Rubens: a maneira de administrar a carreira fora das pistas que é algo muito pouco abordado pela imprensa.
Na minha humilde opinião, durante estes anos observei que ele nem sempre foi bem assessorado fora do cockpit e isto, claro, refletiu em decisões erradas, que envolvem desde perda de vagas em equipes melhores (entenda-se na época em que ainda estava na Jordan) até a negociação de patrocínio, onde foi muito bem lembrado o caso da Arisco.
O Rubens nunca foi uma raposa (e isto não é uma critica) na arte de negociar contratos e patrocínios habilmente como o Senna e Piquet tratavam, especialmente o Senna. Alguém se esquece o ano que o Ayrton correu na McLaren sem contrato? Ele fazia o que queria com Ron Dennis (claro que fez por merecer).
Desde aquela época em que o Rubens estava na Jordan, a Formula 1 vivia a febre dos managers ou empresários dos pilotos mais jovens, ou seja, todo piloto mais jovem levava um destes a tiracolo, para cuidar de patrocínio, contrato, etc., e obviamente ficavam a mercê destes brilhantes executivos.
Comentou-se em 1996 (não sei se é verdade), que até a Mclaren foi recusada por Rubinho, por não ter-se chegado a um montante $$$ satisfatório para o mesmo. Bem, o que ele tinha vencido na Formula 1 até então para exigir algo?
Se isto realmente ocorreu, ilustra bem como é conduzida a carreira dos jovens pilotos, o que acaba por literalmente queimar jovens promessas do automobilismo.
Outro ponto na minha opinião e talvez este gere vários e-mails de reclamação dos amigos leitores do GP Total, mas... este é um mundo livre:
O Rubens, na minha opinião, ainda é um daqueles pilotos, digamos, à moda antiga, onde está acessível, conversa com os fãs, dá autografo, fala à imprensa o que acontece de fato com o carro (bem, não depois que entrou na Ferrari) e deixa a emoção falar mais alto e influenciar até um certo ponto em seu desempenho, seja para melhor ou pior, mesclando corridas memoráveis com outras medíocres e algumas frases celebres, do tipo “sou um brasileirinho...”.
Não é uma critica, muito pelo contrário, admiro muito que ele ainda não tenha se tornado mais um dos vários pilotos que só faltam cobrar cachê para falar com a imprensa ainda que por alguns segundos, ou que façam cara de arvore quando um fã humildemente pede um autografo; sem deixar de citar os que dão declarações humildes bem ao estilo Mark Weber ou Button; Sou o melhor da F1, entre outras pérolas.
O que falta ao Rubens é equacionar melhor a parte emocional X acelerador.
O Rubens pode ser talvez, o ultimo piloto da safra dos bons acertadores de carro como Piquet, Emerson, Senna. Embora não saiba sempre optar por boas estratégias de corrida, ele ainda é daqueles pilotos que senta o traseiro no carro e depois de 10 voltas fala o que está acontecendo e onde tem de mexer.
Pergunte a vários outros pilotos do circo atual: como eles sentem o carro?? Aceleram uma barbaridade, se o carro estiver bom claro. O que aconteceu com a Jordan depois que o Rubinho saiu? O que aconteceu com a Stwart então?
Não desmerecendo em absoluto o Michel Schumacher, ainda porque ele estava desenvolvendo a Ferrari antes do Rubens entrar na equipe, mas, quando a Ferrari começou a ganhar títulos novamente? Foi após o Rubinho chegar, né?
Alguém tem dúvida que ele vai fazer a BAR andar? Eu não. Um abraço,
Ricardo Bifulco, São Paulo/ SP
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Acho que Rubens acertou em mudar pra BAR, talvez tenha demorado um pouco ou não tinha uma equipe forte o suficiente para se mudar nos anos anteriores. Espero que ele acelere mais e reclame menos.
Eu no lugar do Piquet teria feito o mesmo, ninguém pediu segredo a ele, e um pouco de holofotes pro tricampeão de vez em quando faz bem.
IRL, odeio cada vez mais. Aquilo não é esporte, parece mais Demolition car. Assisti as 15 ultimas voltas e os caras ficam empurrando o outro carro pro muro. Isso é tentativa de assassinato.
Um abraço.
Ricardo, Campinas/ SP
| Opiniões e Dúvidas dos Leitores |
08.08.05 |
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Tite, você simplesmente conseguiu dizer tudo aquilo que a maioria daqueles que acompanham F1 pela Globo sente. O tal Galvão Bueno já deveria ter parado de narrar F1 há tempos. E o pior que ele é apenas um dos aspectos que revelam o desrespeito com a qual a emissora brasileira trata os telespectadores. Basta lembrar sobre o ocorrido quando do Gp dos Eua desse ano. O Pandini que estava certo ao descer a lenha na Globo.
Ainda bem que temos a internet e, principalmente, o GpTotal para nos informar.
Abração a todos.
Herik Nelson, Belo Horizonte/ MG
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Numa reportagem intitulada de “O possível e o inverossímil”, Geraldo Tite Simões fala o seguinte:
”Para falar a língua chula que só aquele idiota global conhece, o Kimi fez algo comparável a um gol a 50 metros de distância das traves, faltando dois segundos para acabar o jogo e meteu a bola na gaveta. A TV alemã reprisou três vezes a cena e eu nem consegui respirar. De lado, amiguinhos, quando foi a última vez que você viu um F1 de lado que não terminou em rodada. Aliás, o gordito Montoya foi tentar imitar e comeu brita”.
À pergunta posso simplesmente responder dizendo o seguinte: GP da Áustria 2003, Michael Schumacher, F2003-GA, é só dar uma olhada no vídeo do treino na parte final, quando Schumacher crava a pole de forma sublime.
De qualquer modo, tenho a salientar que gostei da sua matéria sobre a pole, e lamentar a existência também em Portugal de um relator de corridas que só diz bobagem, chegando a ver um Minardi a ser dobrado por Schumacher e dizer que Schumacher está ultrapassando Raikkonen de forma fácil. Parabéns ao site.
João Mendes, Funchal, Portugal
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Olá, Tite.
Gostei muito da coluna q você fez sobre o Senna e também sobre o comentário da curva perfeita do Kimi. Só que eu não vi o q ele fez, e fiquei com água na boca de ver.
Coloca aqui no site o trecho daquela volta para q possamos baixar e sempre ver.
Parabéns por sua coerência e observação técnica.
Cristiano Aurelio, Goiânia
Oi, Cristiano.
Muita gente tem escrito ao GPTotal pedindo as imagens da volta de Kimi. Infelizmente não as temos mas fica o pedido aos leitores que se dispuserem a digitalizá-las e enviar para a gente, e aí as repassamos aos leitores por e-mail (disponibilizá-las aqui no site não dá pé; tio Bernie Ecclestone não deixa...)
Abraços (EC)
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Olá, Tite, tudo bem?
A manobra do Kimi Raikkonen no GP da Alemanha foi realmente espetacular. Quando eu vi, não acreditei e comentei com alguns amigos no dia seguinte, mas poucos haviam visto o treino. Fiquei chateado pelo fato de não ter gravado. Normalmente gravo todos os treinos e corridas, pois nem sempre posso assistir... estou no Japão e meus horários são malucos. No dia do treino estava em casa e não gravei os treinos. Você não imagina a minha tristeza, pois repetiram algumas vezes aqui e eu estava tão maravilhado com a perícia da manobra que em nenhum momento lembrei de gravar. Coloca esta manobra aqui no GP Total para que eu possa copiá-la e guardá-la em meu HD. Não apenas eu, mas para todo mundo ver que ainda existem raros momentos de genialidade mesmo em treinos chatos!
Abraços!
Celso Okubaro
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Olá a todos, gostaria de sugerir que, se fosse possível, que o Geraldo Tite Simões disponibilizasse esse trecho das imagens dos treinos do GP da Hungria para a felicidade geral de todos que amamos a F1. Fica a sugestão. Um grande abraço.
Marcelo, Rio Branco/ AC
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Olá Geraldo Tite Simões,
Acabei de ler sua coluna “O possível e o inverossímil”. Infelizmente, não pude ver o treino de sábado, onde você diz que o Kimi fez a manobra. Gostaria muito de poder vê-la e queria saber se você pode disponibilizar no site, ou mandar por e-mail???
Valeu!!!
Vinícius.
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Edu, Panda, Amigos...
Não tenho o menor cacoete para ser Mãe Dinah (que por sinal acertou, no finalzinho de 1986, que o Piquet seria campeão em 87, mas daria uma bela porrada durante o ano), mas quando Gil foi para a BAR me deu um estalo (parecido com o do Tite no final da reta) e vislumbrei que Barrichello poderia ir para a Anglo-Nipônica. Gil e Barrichello são super amigos e era apenas uma questão de tempo Rubens sair da Ferrari. Se não fosse no final de 2005 seria no máximo uns anos depois. Button indo para a Williams deixaria uma vaga em aberto e assim será. Mas realmente não contava que o Taku seria excluído da equipe. Imaginem: Button e Barrichello. Boa disputa...
Sempre fiquei, e fico, p... da vida quando, pessoas que se dizem entendidas de automobilismo, falam mal de Rubens e Piquet. Barrichello não é, não foi e nem será um novo seja lá quem for. Como já disseram aqui no site, vocês (nós) deveríamos ter orgulho dos pilotos que tivemos, inclusive Rubens. Piquet, que leva porrada por todos os lados da maioria aqui no site e não está nem aí, dessa vez pisou feio na bola. Se fosse um outro piloto a colocar a boca no trombone em 85 e espalhar q Nelson assinou por dois anos com a Williams? O narigudo tupiniquim certamente ia querer tomar satisfações. Repudio, infelizmente, a atitude de Nelson Piquet em relação a Barrichello.
E tem mais: não achei nada demais o comentário do Barrichello sobre o Nelsinho. Simplesmente Rubens não falou nenhuma mentira.
PS 1: Isso não quer dizer q o Nelsinho seja ruim. Fases são fases.
PS 2: Button precisa saber que em 87 a Williams era a equipe da vez. Em 88, usou motores Judd (URGHH!!!). Em 89 começou a parceria com a Renault e deu no que deu.
PS 3: Não esqueçam: pela primeira vez Rubens será um 1º piloto numa equipe decente. Não podemos considerar os anos de Jordan e os de Stewart (com exceção de 1999).
PS 4: Se a Renault cresceu o que cresceu de um ano para o outro, a BAR (leia-se Honda) pode fazer isso também. Estou enviando para a Inglaterra um pé-de-coelho e um patuá para o Sr. Geoff Willys...
Marcelo Ferreira, Rio de Janeiro/ RJ
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Pandini, valeu pelo seu relato sobre Barrichello na sua coluna. Eu, como assíduo torcedor do piloto brasileiro, fico satisfeito porque ali sim está o real retrato da carreira de um dos grandes pilotos de F1.
O problema é que virou moda e é engraçado falar mal do Rubinho. Vamos ver o que os outros que irão fazer, pago pra ver o Nelsinho... Um grande abraço.
Cristiano Moreira, Belo Horizonte/ MG
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Sobre labaredas no escapamento de motores turbo:
Os motores turbo soltavam labaredas quando em desaceleração devido à estratégia de gerenciamento eletrônica. Ocorre que quando o piloto tirava o pé, o volume de ar caía, reduzindo a energia transferida para a turbina (a turbina é o lado quente , dos gases de escape; o compressor é o lado frio, o de admissão), causando a demora (conhecida como turbo lag) na retomada de aceleração.
Para contornar este problema, os sistemas de gerenciamento faziam um enriquecimento brutal da mistura, despejando gasolina de barde, de forma que o volume reduzido do ar de escape fosse aquecido a temperaturas mais altas, mantendo a carga sobre a turbina, de forma a manter a sua rotação quando o piloto retomasse a aceleração. Esta mistura rica também ajudava a resfriar a cabeça do pistão, que sem ela superaquecia (devido à redução do volume de ar admitido na câmara de combustão, quando o piloto tirava o pé) e tricava. Para evitar todo este Chernobyl atômico, o ponto de ignição era atrasado, de forma que a explosão ocorresse depois do ponto superior do ciclo de compressão, daí as labaredas, só comparáveis às do Saturno 5 da Apollo (tô véio; as minhas referências são desconhecidas por metade dos leitores; a outra já esqueceu) .
Em conjunto, um par de válvulas no lado da carcaça do compressor, conhecido como wastegate integral, recirculavam o ar na admissão, de forma que a pressão da admissão fosse mantida, sem que o piloto tivesse que esperar o motor encher o cano. Quem já teve carro turbo sabe o que eu estou falando.
Pela característica de aceleração e retomada, os motores turbo são binários, tipo on-off , aliás parecidos com os Dois Tempos. Veja descrição do processo no texto do Tite sobre motores de kart . E, sem alimentar mitos, esta característica é que favoreceu a adaptação do Ayrton na F-1.
Precisando é só chamar. Abraços.
Victor Lagrotta, São Paulo / SP
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É, a semana está boa em comentários aqui no site, pois com a confirmação do Massa na Ferrari e com a saída do Barrichello para BAR temos bastante opiniões, porém tem algumas coisas que não entendo:
Como pode alguém dizer que Barrichello é um piloto apenas mediano, que dele não se pode esperar mais nada de bom na F-1, ou o que é pior, dizer que quando ele sair não fará falta alguma a nós torcedores?
Pois se é mesmo um piloto apenas mediano como se manteve na categoria por tanto anos (já está na 13ª temporada), sendo que em 6 delas como piloto da melhor equipe? Será que ele possui tanta influência ou leva pra suas equipes tantos patrocínios? Tenho certeza que não. Como chamar de medíocre um piloto que já possui 9 vitórias, várias poles e voltas mais rápidas, que já está entre os 10 maiores pontuadores da história deste esporte e 2 vice-campeonatos? Tudo bem, nunca foi campeão, mas como companheiro do alemão isso é algo bem difícil, já que ele (Schummy) quer sempre mais atenção que os companheiros de equipe e dá razão pra isso ocorrer. Porém não devemos nos esquecer dá grande quantidade de pilotos brasileiros que chegaram à F-1 desde 94, alguns como promessas de novos Sennas ou Piquets e que não se mantiveram na categoria.
É muito fácil criticar, meter o pau, falar mal deste piloto, chamá-lo de mercenário, capacho e outras coisas, porém nós não fazemos idéia do que ele realmente passou para chegar onde chegou, ou o que tem de suportar para continuar a fazer o que mais gosta.
Agora me pergunto: será que após a aposentadoria de Barrichello essas pessoas que o criticam não sentiram saudades caso não apareça outro piloto brasileiro que venha a obter sucesso na F-1? Já imaginaram se porventura o Massa não tenha sucesso, que o Pizzonia não consiga uma outra chance ou que o Nelson Ângelo Piquet não passe apenas de uma promessa, vejam bem isto é apenas uma suposição - volto a dizer que não desejo que isto aconteça com nenhum deles - , será que essas pessoas não irão dizer que falta faz o Barrchello, pelo menos ele as vezes conseguia algo de bom ou então esses pilotos de hoje não são de nada, se fosse o Barrichello isso não aconteceria?
Eu penso que se não fosse o Barrichello, hoje talvez não tivéssemos mais sequer a transmissão em TV aberta, pois sem ele nesses 11 anos de F-1 talvez a Globo já tivesse perdido o interesse de exibir essas corridas. Por isso desejo toda sorte do mundo pro Barrichello e pro Massa na próxima temporada, para que nós possamos continuar a acompanhar esse esporte que tanto gostamos.
Até a próxima, e uma abraço a todos!
Manoel Nunes, São Luís/ MA
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Panda,
Absolutamente correta sua coluna “O real valor de Barrichello”. Muita gente não se dá conta que a França só teve um campeão mundial, a Itália não tem há décadas e a Alemanha tem apenas o atual. Mas duvido que o público aficcionado desses países menosprezem e ridicularizem seus pilotos que não conseguiram chegar lá.
Basta assistir ao Correndo no tempo (The History Channel, sextas às 22:00) para ver como os ingleses dão importância a pilotos como Reggie Parnell, por exemplo, entre outros que a maioria de nós jamais ouviu falar.
Só o fato do Barrichello ter superado o chefe, como ele chamava Michael Schumacher mesmo antes de ir para a Ferrari, em diversas provas, já o credencia como um piloto extremamente competitivo.
É bom lembrar que ele chegou mesmo a dar goleadas, fazendo pole, primeiro lugar e melhor volta, não dando a mínima chance ao primeiro piloto e praticamente vice-dono da equipe, junto com a Fiat.
As diferenças entre os F1 hoje se medem exclusivamente por instrumentos; sem eles é praticamente impossível perceber a diferença de milésimos de segundo numa tentativa de pole, e é essa a diferença habitual entre Michael e Rubens sendo que, obvia e clamorosamente, o primeiro é o piloto designado para foco das melhores atenções da equipe. Os carros são iguais? Sim, mas são essas atenções que proporcionam os milésimos que fazem a diferença.
Finalmente, convém ressaltar que Gil de Ferran foi um excelente piloto, técnico e combativo, que gosta de vencer. Duvido e faço pouco de que ele contrataria um piloto qualquer. Acho que o Gil está lá para ser campeão do mundo. Já que não teve oportunidade de alcançar isso como piloto, vai tentar como chefe de equipe.
Carlos, S. Paulo/ SP
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Gepetos,
Fala-se muito sobre as atitudes nobres dos pilotos quando algum piloto se acidentava, nas décadas passadas, os pilotos ajudavam uns aos outros...
Então eu pergunto: por que os pilotos não ajudaram o desconhecido (!?) David Purley a socorrer o piloto Roger Williamson, que estava preso dentro do carro em chamas depois de acidentar-se em Zandvoort-73? Roger estava bem, consciente, mas preso ao carro.
Desesperado, Purley parou o seu carro e foi ajudar Roger. Mas não teve apoio algum, tanto dos fiscais de pista (voluntários destreinados) quanto dos outros pilotos que passavam pelo local. Depois de tentar desvirar o carro sozinho, Purley tomou o extintor da mão de um dos fiscais e tentou apagar o fogo.
Depois de tentar em vão apagar o fogo, Purley é puxado por um fiscal e se irrita. No fim, vendo que não tinha mais o que fazer, Purley voltou cabisbaixo para os boxes.
Por que os outros pilotos não ajudaram? Por que o socorro demorou tanto para chegar? Que fim levou o corajoso David Purley? Em que curva foi o acidente do Williamson? O que causou o acidente?
Elton da Costa dos Santos, Passo Fundo/ RS
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Elton, em breve vamos descrever detalhadamente o acidente de Williamson. Quanto a David Purley, ele continuou correndo até 1977, quando sofreu um acidente nos treinos para o GP da Inglaterra e fraturou as duas pernas. Purley morreu em 1985, em um acidente aéreo. (LAP)
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As declarações de Barrichello justificando que seu mal resultado na Hungria foram por causa do vazamento da notícia de sua transferência para a BAR são ridículas. Ainda mais quando ataca Nelson Piquet, responsabilizando-o pela notícia.
Vários motivos me levam a pensar que Piquet tem toda a autoridade no que diz. Primeiro, pelo próprio furo jornalístico, notícia essa que a mídia do mundo inteiro aguardava com ansiedade, já que se tratava de uma vaga que iria vagar na melhor equipe da fórmula 1.
Depois, a notícia ser vazada por Piquet em agosto nada mais foi do que uma antecipação do que, ainda esse mês, seria publicamente divulgado pelas próprias equipes.
Além disso, como sabemos agora, o acordo Barrichello-BAR estava fechado desde o GP de Mônaco.
Assim, não vejo mal nenhum em ter sido revelado. O fato do Piquet ter sido a fonte é apenas um detalhe, pois poderia ser qualquer pessoa. E fosse quem fosse essa pessoa, teria tido o mesmo impacto no meio.
Já outra questão foi o fato das afirmações de Barrichello sobre o ocorrido. Nesse caso, agiu errado, mais uma vez, o ex-piloto da Ferrari.
Primeiro porque, culpar esse vazamento de notícia para o seu mal desempenho no GP da Hungria, afirmando que os mecânicos ficaram chateados e tal foi uma das desculpas mais esfarrapadas que ele já deu para seu mal desempenho na Ferrari. Afinal, nas duas últimas corridas ele também teve desempenhos pífios e não havia nenhuma notícia vazada.
Barrichello, em 6 temporadas na melhor equipe do mundo teve resultados abaixo do esperado, isso ninguém questiona. Se realmente ele fosse o piloto que acha que é (substituto do amigo e ídolo Ayrton Senna) teria, ao menos, em um desses 6 anos disputado o título. Nem isso.
As desculpas de Barrichello para o seu mal desempenho deveriam ser guardadas para outros momentos, como quando assinou um contrato em que se comprometia a ser segundo piloto da Ferrari e sempre dar passagem a Schumacher quando a equipe mandasse, não ultrapassasse o alemão nem quando estivesse com um carro melhor atrás dele, não reclamar publicamente quando o heptacampeão o ultrapassasse etc.
Não me passa pela cabeça que um piloto mediano como o Barrichello critique um tricampeão como o Piquet. A história de Piquet o coloca junto aos grandes pilotos da Fórmula 1. Stewart, Lauda, Clark, Prost, Senna, Brabham, Fangio... enquanto Barrichelo está no grupo dos Bergers, Boutsens, Couthards e Patreses.
O que vejo nesse episódio, e me incluo nele, é o permanente debate quem foi melhor: Senna ou Piquet?. Eu tenho minha opinião formada. Para mim, o melhor piloto foi Senna, mas o meu ídolo é Piquet. Algo que não vejo problema, pois no futebol eu não questiono que Pelé foi o maior jogador do mundo, mas eu tenho como ídolo Zico.
Meu ídolo é Piquet porque, de fato, das três vezes que foi campeão mundial, em duas não tinha o melhor carro (em 81 as Williams eram melhores e em 83 a Renault e a Ferrari) e na terceira brigou contra a sua própria equipe. Já Senna, de talento inigualável, foi campeão duas vezes com o melhor carro (88 e 90, tendo que lutar apenas em 88 contra o companheiro de equipe, mas não com a equipe como Piquet em 87) e em 91 teve o melhor carro até o meio da temporada, quando já havia disparado na pontuação.
Se Senna tivesse sido campeão pilotando a Lotus, contra McLaren e Williams, tiraria o chapéu para ele. Mas com a McLaren em 88 e 90...
Não discuto a simpatia de Piquet, apenas os seus resultados como piloto. Na minha opinião, Piquet pode falar, sim, de Barrichello, mas esse não pode do tricampeão. Apenas quando Rubens for tricampeão mundial de fórmula 1 poderá falar de Piquet. Aliás, pela sua limitação técnica, aceito ele falar quando tiver apenas um título. Se é que isso vai acontecer.
Reclamar Barrichello sempre reclamou, de uma situação que ele mesmo criou dentro da Ferrari, por suas atitudes sempre subservientes. Mas usar o vazamento da notícia da sua ida para a BAR como justificativa para o seu péssimo resultado na Hungria foi mais umas de suas pérolas.
Além disso, como o acordo com a BAR estava fechado desde o GP de Mônaco, porque Barrichello teve a cara de pau de, no programa linha de chegada do Sportv após o GP dos EUA, dizer, com a cara mais limpa do mundo, que o seu contrato com a Ferrari era até 2006 e que não havia nenhuma hipótese dele, ano q vem, mudar de equipe? Falta em Barrichello o que ele cobra dos outros, ainda mais do que cobra de Piquet, que está a milhares de quilômetros a sua frente.
Eu torço para que no ano que vem tanto ele quanto Felipe Massa andem em carros que lhes dê condições de vencer corridas, que o Brasil volte a ter pilotos de ponta e disputando o título mundial. Torço para q a BAR possibilite isso ao Barrichello e que Massa não cometa na Ferrari os erros que Barrichello cometeu. Mas, alheio a isso tudo, deixem Piquet falar o que quiser. Afinal, por tudo o que ele fez na fórmula 1 e que muitos sempre tentam diminuir, ele pode.
André Martins, Brasília/ DF
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Sobre a Carta do Eduardo Correa, a respeito da decisão do Rubinho em deixar a Ferrari e assinar com a BAR, peço permissão para discordar por alguns motivos:
1- Ele não consegue mais nada alem do que ele faz na Ferrari
2- O clima dele com a Equipe, desde muito tempo, tem sido turbulento, e creio que deve ser ruim trabalhar assim.
3- Duvido que ele se tornaria o piloto principal da Ferrari, numa eventual aposentadoria do Schumacher, ate por que, ele também já esta perto da dele.
4- Talvez Rubinho tenha enxergado que ele, já com sua experiência de 12 anos e rodado em um time de ponta, possa ajudar a desenvolver um trabalho dentro de uma equipe reconhecidamente com potencial e uma grande montadora vitoriosa por trás, que é o caso da Honda. Sendo que exemplos recentes podem ser vistos como a Toyota, com Know-How de dois pilotos experientes e considerados de ponta fizeram com que a equipe desse um salto de qualidade considerável este ano.
5- Com todos especulando sua possível demissão e dado como certa sua não renovação de contrato, por que não aproveitar uma oportunidade boa, sim boa, de poder assinar este contrato com a BAR. Fingir que não existe nada e ir carregando a pressão, engolir o próprio orgulho sabendo que não terá futuro ali na Ferrari?
Até concordo com a máxima citada por ele de que todo piloto deve garantir para si o melhor equipamento, mas me pergunto até quando e em que condições.
Não diria que foi um gesto de coragem, mas de inteligência. Imagine se a namorada de um cidadão maltratasse e nem olhasse para cara dele, e ele resistisse em cair fora por que gosta dela, mesmo sabendo que não está dando certo. Esse talvez é o mesmo caso, pra que permanecer num lugar onde não tem mais nenhum futuro, mesmo que seja na Ferrari.
Até gostaria, se pudesse que respondesse! Valeu, Obrigado!
Bruno Pagiola, Salvador/ BA
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A coluna do Eduardo Correia é péssima, de um pessimismo extremo e muito infeliz. Massa já é piloto da Ferrari, e a Honda meu caro idiota! Correia, é uma potência e com uma vasta experiência em motores V8! E a IRL, ou a Fórmula Mundial, são o que? Brincadeira? Não meu caro! São duas categorias disputadas no maior mercado consumidor do planeta,os EUA! A Honda não contratou o Barrichello por brincadeirinha não, viu nele junto com o Gil de Ferran, profissionais capacitados de desenvolverem um V Oitão! E os conhecimentos que o Barrichello tem nesses 6 anos de Ferrari, sua estrutura, seu método de gestão, quanto vale? Quanto custa o conhecimento do Barrichello?
Caro Eduardo Correia, suas justificativas são comparáveis a uma Minardi com o motor batido! Me desculpe não é nada pessoal! Nos faça um favor, se informe melhor antes de escrever essas besteiras.
Luis Ricardo Ferreira dos Santos Filho, Recife/ PE
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Caros amigos,
Primeiramente, gostaria de dizer que não concordo com absolutamente nada do que o Edu escreveu em sua coluna.
Escreveu o Edu: “Um piloto deve garantir para si o melhor equipamento disponível”. Me desculpe, mas, se o raciocínio for esse, então não estamos assistindo ao mesmo campeonato de F-1. A Ferrari conseguiu apenas uma vitória em Indianápolis, etapa na qual as concorrentes sequer disputaram. Até onde eu saiba, Renault e Mclaren são as únicas equipes em condições de vencer em 2005. As outras, com sorte, podem herdar vitórias.
Segue o Edu: “pergunto se Rubinho terá condições reais de encabeçar o desenvolvimento de um projeto de carro e motor (lembrando que no ano que vem teremos motores V8, totalmente novos) junto a uma equipe técnica que está anos–luz atrás da Ferrari em competência, meios e capacidade de reação?”
Há algumas coisas em questão:
1) Como disse o Ico, a Honda foi a primeira fabricante a testar motores V8 para 2006 e ela já possui experiência em anos anteriores, ao contrário da Ferrari. Aliás, a italiana ainda nem levou os motores V8 para a pista.
2) O projetista-chefe da Ferrari, Rory Byrne, está se afastando da equipe-técnica para cuidar de sua escola de mergulho na Tailândia. Para quem não sabe, Byrne foi levado da Bennetton para a Ferrari junto com Schumacher e Ross Brawn. A F-2005 foi projetada por Aldo Costa e apenas supervisionada pelo sul-africano. Talvez a falta de experiência de Costa explique o fracasso da equipe este ano. Outra coisa: capacidade de reação!? Onde está, depois de 13 corridas!? Realmente, Edu, não estamos assistindo ao mesmo campeonato.
É verdade que a BAR não está tão bem quanto 2004, mas ano passado que fracassou foram Renault e McLaren, que este ano lideram o mundial de construtores. E a Ferrari, que barbarizou em 2004, hoje é uma caricatura de equipe. E é bom lembrar que a cada ano a Fiat está diminuindo o orçamento da Ferrari, o que está comprometendo o desenvolvimento dos carros. Nada garante que as coisas não serão diferentes em 2006. Na BAR, ele encontrará um ambiente muito mais agradável e amistoso.
Sobre Felipe Massa na Ferrari, discordando mais uma vez do Edu, acho que foi uma boa notícia para a Ferrari e para o Massa. Ou o Edu acha que seria melhor a Ferrari chamar David Coulthard para o lugar de Barrichello? Faça-me o favor!
Que outro piloto poderia chegar à Ferrari sem despertar desconfiança de ninguém, além de Alonso e Raikkonen? Fora os dois, qualquer outro que fosse contratado pela equipe enfrentaria resistência das pessoas e seria contestado. Se a Ferrari não pode ter Raikkonen ou Alonso, por que não contratar Massa, um piloto jovem e rápido? É verdade que Massa ainda não se firmou como piloto de ponta, mas ele nunca guiou mais lento do que deveria e, enquanto Schumacher estiver por lá, aprenderá bastante sobre aspectos técnicos.
Concordo com quase tudo que o Panda escreveu em sua última coluna. Só contesto quando se refere ao Nélson Piquet. Lendo o texto do André Jung sobre Nélson, achei interessantes as seguintes afirmações:
"Essa atitude do eu falo merrmo, muitas vezes entendida como sinceridade e franqueza, de fato não deixa de sê-las. Entretanto, nem sinceridade, nem franqueza são virtudes quando movidas por má intenção".
Se do ponto de vista jornalístico o furo é uma vitória do repórter, em vista de modus operandi de Piquet sou levado a crer que foi por pura maldade que, atropelando todo a estratégia montada, ele, deliberadamente, revelou o que um amigo (a essa altura possível ex-amigo) da Honda lhe contou sobre a contratação de Rubens pela BAR.
Seria inveja por ver aquele a quem ele costuma afirmar ser um piloto qualquer continuar a ser disputado entre os times que contam, enquanto seu filho encontra dificuldades às portas da F-1? Nelsinho é um piloto, segundo seu pai, ainda melhor que ele, mas parece que a influência do tricampeão tem limites.
Interessante notar que, depois de passar anos menosprezando Senna por ser, segundo ele, um filhinho de papai que sempre teve o melhor equipamento e sempre treinou mais, Piquet trata seu filho com os mesmos privilégios que seu Milton punha à disposição de seu rebento.
Em vista da sacanagem que lhe aprontaram, Rubens foi até comedido.
Na verdade, o que aconteceu foi o seguinte: Piquet procurou a Honda para ver se conseguia uma vaga para seu filho na BAR ano que vem, ainda que fosse como piloto de testes. Mas como foi informado de que Barrichello já havia sido contratado, ele resolveu disparar contra seu desafeto revelando a novidade até então desconhecida. Com a divulgação da notícia, o maior prejudicado não foi Rubens Barrichello, como imaginava Piquet. A BAR possui um programa de desenvolvimento de pilotos, principalmente com alguns da F-3 Inglesa, e Nelsinho estava entre eles. Depois do ocorrido, por represália, a Honda pode desistir de Nelsinho. E os seus resultados na GP2, que não são nada convincentes, poderiam ser mais um motivo para a Honda desistir de vez do negócio.
Para mim, Piquet foi o melhor piloto brasileiro que já existiu na F-1 disparado. Mas há uma coisa que me incomoda bastante: ele não perde a oportunidade de criticar seus desafetos. Eu nunca vi, por exemplo, Barrichello mandar recados para Piquet através da mídia. É sempre Piquet quem provoca primeiro. E mesmo raciocínio se segue quando ele fala sobre Nico Rosberg: faz sempre questão de afirmar que seu filho é muito melhor e que faturou todos os títulos nas categorias de acesso contra o rival. Será que ele não percebe que tais declarações apenas prejudicam a imagem e a carreira de seu filho? Só pode ser inveja por ver Nico um dos líderes da GP2 e um dos pilotos de testes da Williams e por ver Barrichello sendo disputado por algumas equipes enquanto seu filho nem tem seu nome cogitado para uma vaga de piloto de testes.
Só para reforçar os comentários do Panda, Barrichello errou muito ao trocar a Arisco pela Pepsi, mas acho que o maior erro de sua vida foi ter apostado em um projeto da Jordan com a Peugeot e recusado a proposta da Mclaren para 1995. Na verdade, ele chegou a assinar contrato com Ron Dennis, mas, ao ver que o contrato não lhe dava garantias quanto a ser um dos titulares da equipe, ele simplesmente desfez o que havia assinado. Mas basta lembrar que naquele ano de 1995 a Mclaren teve quatro pilotos durante o ano (Blundell, Hakkinen, Mansell e Magnussen) para contestar a instabilidade de seus pilotos e mais uma oportunidade desperdiçada por Barrichello.
Um grande abraço,
Willian Lopes Machado, Brasília/ DF
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Gostaria de perguntar ao Eduardo Correa o que ele acha que o Felipe Massa deveria ter feito ao receber a proposta da maior escuderia do mundo. Deveria ter recusado? Dizendo ainda não sou capaz de pilotar um carro desse nível! Porque na coluna coragem ou bobagem deu entender que é melhor ter qualquer piloto lá, menos o Massa, no qual eu discordo, mesmo sabendo que ele vai ser o segundo piloto com as mesmas características do Barrichello, prefiro vê-lo na Ferrari do que na Sauber, mesmo porquê, o Schumacher não vai correr a vida toda e acredito que em 2007 ou no máximo em 2008 se aposentará!
Grato! Aguardo sua resposta!
Wendell de Souza Amin, Belo Horizonte/ MG
Grande Eduardo Correia,
Desculpe a franqueza, gosto muito das suas colunas, mas para quem disse que um de seus ídolos era o Damon Hill, não sei se você foi feliz ao analisar a capacidade e tecer considerações a respeito de pilotos, como o Massa, que todos sabem, acelera muito e mesmo o Barrichello, com todos os seus equívocos ao administrar a sua carreira.
Barrichello já deveria ter dado um pé na bunda da Ferrari há muito tempo e aceitado ir para a BAR desde o ano passado ou mesmo a Williams, que também, o assediou. Não dá para ficar na melhor equipe sabendo que tudo de melhor vai para o alemão, de ficar sobre cavaletes numa largada de prova; da equipe segurá-lo por alguns segundos no pit para poder dar tempo ao Schumacher passar à sua frente, entre tantas outras coisas extraterrenas que só aconteceram com ele na Ferrari.
Ele pode até se dar mal, mas foi a coisa mais lógica e inteligente que fez em toda a sua carreira na formula 1. Para mim, até que enfim, mostrou maturidade, coragem de enfrentar desafios de ir para uma equipe em ascensão e lutar para crescer junto à equipe, como fez o próprio Schumacher, quando pegou uma Ferrari, por baixo, que não ganhava títulos a não sei quantas décadas.
Mas com toda franqueza, acredito que a BAR crescerá muito e ele terá condições de até lutar pelo título, talvez não no próximo ano, mas em 2007, acredito que sim.
Acho que quem está em processo de declínio é a própria Ferrari com todo o dinheiro que tem a sua disposição (os cigarros estão deixando a formula 1) e me arrisco a dizer aqui no GPtotal que o Schumacher abandona a Ferrari (aposenta) ano que vem se a equipe não conseguir se encontrar, pois não creio que com tantos títulos, ele esteja com mais saco de continuar batalhando para fazer um carro que, por ventura, nasça errado, e torná-lo competitivo novamente.
Você tem dúvidas em relação à capacidade do Massa na Ferrari? Mas outros pilotos que entraram na fórmula 1 por imposição de fábricas de motores, da grana de seus patrocinadores e tantos outros condicionantes que existem na politicagem da formula 1 e acabaram se consagrando por estarem em uma grande equipe (no lugar certo na hora certa, que não foi o caso do Barrichello na Ferrari).
Todos mandavam o pau no Barrichello por ser tão passivo e não ter atitudes e agora que ele toma uma, vamos cobrar justamente o contrário, que ele continuasse aceitando tudo e não tentasse nada? Não dá para entender isto.
Eu, particularmente, torço pelo esporte, pela fórmula 1 que é a minha grande paixão, por boas provas e a competitividade, mas se tiver um brasileiro bom de braço e que não seja nenhuma falcatrua esportiva, continuo torcendo muito pelos pilotos brasileiros, pois apesar de ter que conviver com tantos brasileiros malandros que comandam o destino do país, é no esporte e na música que mais nos destacamos.
Abraços.
Jovino, Brasilia/ DF
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Permitam-me discordar um pouco da opinião do Fernando, de Niterói. A meu ver, tirando o título de 1993, a vida do Prost nunca foi muito fácil. Em 1984 perdeu por uma miséria (meio ponto, pra ser exato) o título pro Niki Lauda, mas deu uma senhora surra no tricampeão no ano seguinte, levando o primeiro campeonato. O título de 86 foi contra duas Williams provavelmente melhores que sua McLaren, pilotadas pelo então bi-campeão Nelson Piquet e pelo casca-dura Nigel Mansell.
Teve em 88 e 89 um carro quase imbatível, é verdade, mas um companheiro de equipe bem razoável, pra dizer o mínimo. Em 90 conseguiu o vice-campeonato numa Ferrari, e aqui cabe um parêntese — todo mundo fala do milagre que o Schumacher fez na scuderia, que transformou um time há anos na fila de espera em vencedor e coisa e tal, mas ninguém lembra (talvez por causa da antipatia generalizada pelo francês) que Alain Prost chegou na mesma Ferrari que há anos não ganhava título e quase foi campeão logo no seu ano de estréia na equipe italiana. Depois da temporada de 91, o francês tirou seu ano sabático - em que Nigel Mansell ganhou seu único título, com *aquela* Williams - será que não seria mais justo que o tal rótulo fosse para o leão? E em 93, Prost voltaria com a Williams ainda no topo e se aposentaria depois de ganhar o título que, a meu ver, foi o único tranqüilo de sua carreira.
Lucas Bleicher, São Carlos/ SP
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Concordo com o Luiz Carlos Silva (Aracaju/SE). Demorou e muito a sair. Não da Ferrari, e sim de ser o segundo.
Mario Pires, Belo Horizonte/ MG
| Opiniões e Dúvidas dos Leitores |
04.08.05 |
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Pandini,
Assino embaixo do que você escreveu em sua coluna a respeito do Barrichello, você foi muito lúcido e esclarecedor.
Parabéns, o torcedor brasileiro tem que aprender a respeitar mais os seus representantes em diversas categorias do esporte, pois nem sempre dá para ser o primeiro. Abraços.
Jovino, Brasília/ DF
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Pandini,
Sua coluna sobre o Barrichello é sensacional, simplesmente a melhor que já ví desde que tive a honra de conhecer este site.
Disse tudo, realmente o problema do Barichello não está dentro das pistas, mas fora delas, quando todo o início de ano cria expectativas que se tornam frustrações durante a temporada.
Todo o ano é a mesma coisa: “...certamente estou mais maduro profissionalmente, o que me faz acreditar na possibilidade de lutar pelo título nesta temporada... blábláblá”.
Se você perguntar ao Barrichello se ele é capaz de bater o Schumacher, ele continuará dizendo que sim, mesmo tendo pedido as contas na Ferrari. Mas ele não disse que só sairia da Ferrari quando não fosse mais capaz de bater o alemão!?
Preview da 1ª declaração do Barrichello na BAR em 2006: “A equipe tem um carro bom, e agora que estou mais maduro, poderei lutar pela 1ª vitória da equipe e quem sabe pelo título”.
Podem esperar, afinal, todo o ano ele diz a mesma coisa! Abraços!
Elton da Costa dos Santos, Passo Fundo/ RS
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Pandini,
Simplesmente corretíssima a sua coluna sobre o real valor de Barrichello. Você sintetizou, em poucas linhas, os 13 anos de carreira do Rubinho.
Com relação a ele ter ficado na Jaguar, eu nunca tinha pensado nisso. Talvez tivesse acabado do mesmo jeito que o Irvine acabou...
Luiz Eduard, Pará de Minas/ MG
Luiz, vou aproveitar a deixa para responder a uma pergunta sua enviada há tempos, embora o assunto não tenha nada a ver. É sobre a diferença entre os carros das quatro classes que correm atualmente em Le Mans. Anote aí:
LMP1: reservada a esporte-protótipos (cockpit aberto ou fechado). Peso mínimo: 900 kg. Motor 6,0 litros aspirado ou 4,0 litros turbo.
LMP2: esporte-protótipos (cockpit aberto ou fechado). Peso mínimo: 750 kg. Motor: 3,4 litros aspirado ou 2,0 litros turbo.
GT1: carros esporte com motores de 4,0 a 8,0 litros. Peso mínimo: 600 kg.
GT2: carros esporte com motores de 4,0 a 8,0 litros. Peso mínimo: 1.100 kg.
Por medida de segurança, os carros das categorias LMP1 e LMP2 devem usar faróis brancos, enquanto os das classes GT1 e GT2 devem ter faróis amarelos. Dessa maneira, os pilotos dos carros menos potentes sabem, com uma olhada no retrovisor, se devem dar passagem ao carro mais rápido durante a noite.
Abraços. (LAP)
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Olá, xará Eduardo!
Sobre o Rubinho, acho que o que ele fez agora não foi um ato de coragem, nem de bobagem. Ele fez a única coisa que podia fazer, que era procurar outro lugar para correr. A BAR estava querendo seus serviços, então acho que foi acertada a decisão de partir para esses lados.
A grande bobagem de Rubinho começou a ser feita ainda em 1999, quando assinou com a Ferrari. Já era sabido naquela época que qualquer piloto que tentasse disputar em igualdade de condições com Schumacher, teria que suar muito a camisa pra sair por cima. Se for brigar enquanto sendo piloto número 2, vira missão quase impossível. E ele devia estar ciente de tudo isso quanto assinou o contratinho dele.
Agora ele parte pra BAR, uma equipe que em desempenho lembra a Stewart de 1999. Um podiumzinho aqui e ali, mas no fim das contas, não ameaça. Se o Rubinho tiver status de primeiro piloto e o kamikaze de companheiro, acredito que pode fazer um bom trabalho ali. Agora, se for o Button, o furo é mais embaixo, e ele estaria correndo o risco de encerrar a carreira de forma melancólica.
Na minha opinião, falta ao Barrichello a postura de se impor dentro da equipe. Quando assinou com a Ferrari, já sabia que ficaria em segundo plano. Se achava que ia chegar lá como segundo piloto e bater o alemão, então sua ingenuidade é infinita. Depois que caiu a ficha e percebeu que não ia conseguir isso, passou a botar a boca no mundo, talvez buscando maximizar a ira dos dirigentes da Scuderia por algum motivo. Talvez para ser liberado antes? É ridícula essa idéia, eu sei, mas também achava ridícula a idéia de ver ele reclamando tanto de uma ultrapassagem completamente natural no GP de Mônaco, como se fosse a pior coisa do mundo. E ele parecia se esforçar bastante para dar declarações equivocadas sobre seu time.
Do passado para o futuro: Felipe Massa. Mais um brasileiro promissor, como as dezenas de brasileiros promissores que tivemos no passado. Porém, ele agora tem nas mãos um dos carros mais cobiçados do grid, que (teoricamente) permite aos seus pilotos disputarem corridas e títulos. É só perguntar ao alemão.
Pessoalmente, passei a acompanhar de perto a carreira do Felipe depois da sua grande temporada na F-Renault em 2000, e vibrei com sua contratação pela Sauber em 2002. O que pude observar naquele ano foi um Felipe meio afoito, que cometia muitos erros, e tinha um estilo de pilotagem espetacular, porém um pouco nervosinho demais. Era um talento que precisava ser lapidado. Daí então seu ano de testes com a Ferrari em 2003, que parece ter feito um bem muito grande para ele.
Em 2004, começou mal, sendo destruído pelo Fisichella, mas virou a mesa na segunda metade da temporada, com ótimos GPs na Bélgica e no Brasil, onde podia ter tido o melhor resultado da carreira se não fosse um erro de estratégia da equipe, para que pudessem sentir o gostinho de liderar um GP. Foi bonito enquanto durou, e certamente chamou a atenção. Em 2005, pegou um decadente Villeneuve, e como era de se esperar, invariavelmente leva vantagem sobre o companheiro. Mais do que isso, passou a mostrar mais solidez na condução, não comete mais os erros que cometia, e mostra sinais de ser um piloto mais completo. Mas nada que tenha me impressionado demais. Ele está fazendo um bom trabalho, só.
Agora ele ganha a oportunidade de sua vida, de ser titular da Ferrari por uma temporada. Por mais que eu seja fã do Massa, eu estou muito cético sobre o que está por vir, por diversos motivos:
1) Teoricamente, ele entra como segundo piloto. E a gente sabe o que acontece com segundo piloto na Ferrari.
2) Ele vai ter Schumacher como companheiro. E a gente sabe o que acontece com os companheiros do alemão.
3) A Ferrari teve uma temporada abaixo das expectativas esse ano, e receio que isso continue no próximo ano.
O Felipe é um ótimo piloto, mas eu tenho medo que isso não seja o suficiente para ele ter sucesso na Scuderia. A não ser que ele tenha alguma carta na manga, algo a mais que ele possa extrair, algo que os dirigentes da Ferrari saibam sobre ele que a gente não sabe. Torço muito pelo Massa e que ele consiga fazer um bom trabalho na Ferrari. É sempre espetacular ver o baixinho guiando. Boa sorte pra ele.
Eduardo Parise, Garibaldi/ RS
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Caro Pandini,
Acabo de ler sua coluna “O real valor de Barrichello” e confesso que você tem 99,9% de razão. Sou fã/admirador do Rubens. Digo isso pois, no meu ponto de vista, ele não criticou o alvo errado (Nelsinho Piquet), mas, sim, o pai.
Explico: para o Piquet saber da existência deste contrato, ele possivelmente foi tentar arrumar uma vaga para seu filho já no ano que vem, pois, segundo li anteriormente em sites especializados em F1, o nome dele e do filho do Rosberg estão ligados a possíveis cokpits para 2006, entre eles a BAR. Então, para o Piquet saber da existência do contrato, ninguém deve ter chegado pra ele e simplesmente dito “Piquet, o Rubens assinou com a Honda por dois anos...”. No meu ponto de vista, ele deve ter descoberto através do que acabo de escrever. Com o comentário de Rubens, ele não quis acertar o Nelsinho, mas sim o pai. Lembro-me de ter visto algumas corridas da F3 do Nelsinho e vi que ele tem potencial, sim, mas ainda é imaturo para F1. Ele não é um gênio, apenas um bom piloto.
Segundo motivo: Outro motivo aparente é que Piquet fala demais (não é novidade) e tomou uma cutucada de Rubens, afinal, ele não está conseguindo entregar um carro competitivo para o filho, e o mesmo não consegue tirar leite de pedra.
Mudando de assunto, gostaria de saber uma coisa: estes dias eu estava vendo um antigo vídeo de F1 e notei que ao reduzirem marcha,s saíam faíscas do escape, e o mesmo era na parte de baixo do carro. Hoje em dia não vejo mais isso. Por quê? E outra, qual o motivo de colocarem o escape na parte de cima? Um grande abraço.
Eric Corradini, São Bernardo do Campo/ SP
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Eric, o que saía do escapamento dos F 1 nos anos 80 eram línguas de fogo no momento em que o piloto tirava o pé do acelerador para trocar de marcha. Esse fenômeno era bem mais acentuado nos carros com motor turbo, devido a uma série de fatores ligados principalmente às altas temperaturas internas e ao fato de o turbo trabalhar com gases expelidos do próprio motor. Também se pode ver pequenas chamas saindo do escapamento de motores aspirados de alto desempenho, mas normalmente elas são bem menos intensas. Com a saída do cano de escape apontada para cima (devido à compactação de componentes para melhor efeito aerodinâmico), ficou mais difícil reparar nelas.
Você mencionou faíscas. Elas eram bastante comuns na década de 80, e ocorriam principalmente no começo das corridas, quando os carros estavam com os tanques cheios e facilmente raspavam o fundo no piso em freadas, ao passar por ondulações e em trechos de variação de relevo da própria pista (principalmente começo de subida ou final de descida). Com a adoção da placa de madeira no fundo dos carros, em 1994, o espetáculo das faíscas acabou. Abraços. (LAP)
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Acredito que Rubinho tenha tido talvez na primeira vez de sua vida uma decisão acertada, porém um pouco tardia. Agora, só pra servir de comentário, imagine o Massa fazendo parceria junto a Rubinho e Gil de Ferran na BAR. Assim, teríamos um piloto técnico e com muita bagagem (Rubinho), e um piloto rápido porém incostante (Felipe Massa), que poderiam juntos dar o melhor desenvolvimento em menos prazo.
Não posso deixar de comentar a grande evolução técnica do Felipe que acredito que já faz umas quatro corridas na qual não cometeu erros, com muita velocidade. Será possível que o Ralf Schumacher e o Villeneuve não terão problema para renovar?
Gean, São José/ SC
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Sobre a coluna do Edu, eu concordo em alguns pontos no que diz respeito à saída do Barrichello, mas temos que analisar que o Rubinho já deu o que tinha q dar. Agora ele vai para uma nova equipe com outro ambiente, mas não podemos esquecer que ele corre riscos, assim como toda decisão importante.
Com relação ao Massa, a escolha da Ferrari não é mal-pensada, pois, como todos sabem, ele já foi piloto de testes da casa e com certeza o time já conhece seu potencial. Mesmo sendo inexperiente, ele pode surpreender, assim como fizeram tantos jovens pilotos. Um deles que pode surgir como exemplo é Kimi Raikkonen. Um piloto que não passou nem pelas categorias de acesso que normalmente são cumpridas e só passou um ano em uma equipe média e logo em seguida já se transferiu para a poderosa Mclaren. Tudo bem q ele comete erros às vezes, mas mostra q é um excelente piloto e está na briga pelo título.
Outro exemplo é Fernando Alonso, que vai deixando pilotos experientes como o próprio companheiro Giancarlo Fisichella para trás. Só nos resta torcer por nossos pilotos e acreditar que eles são talentosos e que podem superar os obstáculos que irão surgir daqui para frente.
Obrigado e parabéns pelo excelente site!
Felipe Portela, Fortaleza/ CE
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Edu,
Devido ao seu comentário na última coluna (Agosto), de que Massa não está vencendo Jacques de forma brilhante, resolvi ir atrás das estatísticas dos dois em treino e corrida.
De treze provas, os dois disputaram doze (descontando o GP dos EUA). Levando em conta apenas os tempos obtidos na pista, a disputas na classificação está (ao meu ver) 8 x 4, para o brasileiro (explico abaixo). E na corrida o placar é ainda maior em favor de Massa, 9 x 3.
Em treinos nos números oficiais, Massa tem uma vantagem menor, que é de 7 x 5 (e não 8 x 4, como sugiro). É utilizado, para este número, em favor de Jacques o grid de Imola, mas o brasileiro foi mais rápido que ele (Oitavo, e Jacques em décimo segundo), só que Massa recebeu uma punição com a perda de dez posições, devido à troca de um motor. Lembrando ainda que, na Austrália, Massa não entrou pra tomada de tempo da classificação, devido a forte chuva, mas mesmo assim vou contar como ponto para Jacques, ainda que nos treinos anteriores Massa teve um desempenho muito melhor que o canadense.
Apenas em Mônaco, Canadá, Inglaterra e Austrália, Jacques foi mais rápido que Massa na classificação, mas na corrida ficou atrás nas quatro corridas. Em todas as outras corridas Massa foi melhor no treino que definiu o grid.
Já na corrida, apenas em Nurburgring, Imola e na França Jacques conseguiu um resultado melhor.
Acho que com estes dados podemos dizer que o Felipe está sim, dando um show em Jacques, pois no meu ver, Massa está ainda mais superior ao companheiro do que os números estão dizendo. Acho que um, ou dois anos em uma equipe como a Ferrari e tendo como companheiro o melhor piloto da F1. Vai trazer a Felipe um crescimento muito bom. Agora é só aguardar e ver como ele vai se sair. Lembrando que Schumacher não é uma máquina (apesar de às vezes parecer), e um dia a motivação dele vai diminuir. Quem sabe não é com Massa como companheiro?
Abraços!
Rivaldo Fernandes, São Luis do Maranhão/ MA
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Caríssimos,
Fiquei feliz com a escolha de Rubinho. Acho que ele demorou muito a tomar uma atitude dessas: afinal, ele sempre soube que seria 2º piloto da Ferrari, seja por causa do contrato (como muitos acreditam), seja por causa do braço (estou entre os que pensam assim).
Agora, sem querer ser crítico demais, acho que ele tem que torcer para o Button não ficar na equipe. Porque tenho lá minhas dúvidas se Rubinho conseguirá ser 1º piloto de verdade, de fato e de direito! E o que será de suas desculpas e da torcida brasileira se ele não o conseguir?
Quanto ao Massa, ele tem uma grande chance para mostrar serviço. E muita sorte! Sorte porque, sem dúvida, as possibilidades em sua carreira são mais promissoras do que as de Rubinho quando este se transferiu para a Ferrari. Afinal, Schumacher há de se aposentar até o ano que vem e, mostrando bons resultados, o Massa poderá permanecer na equipe sem a sombra do alemão, sombra essa (terá sido só ela?) que tanto atrapalhou Rubinho!
Até mais.
Márcio Silva, Taguatinga/ DF
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Gostaria de saber a opinião de vocês sobre a contratação de Felipe Massa pela Ferrari. Na minha, pelo menos, uniu a arrogância de Massa com a da equipe Ferrari. Acho o Massa um piloto fabricado pela Rede Globo, mas é um dos mais medíocres brasileiros que entraram na F1, ele vai entrar no jogo da Ferrari, tem tudo para ser mais arrogante ainda que Schumacher, e talvez conseguir algumas vitórias, isso se a Ferrari não descer ainda mais.
Não podemos nos enganar com os pilotos que temos na atual F1, para quem viu a F1 nos anos 80 e 90, nunca vai se conformar com o que acontece hoje. Barrichelo conseguiu jogar no lixo tudo o que Emerson, Piquet e Senna lutaram tanto para conquistar, chegar numa equipe nova e bater seus companheiros que sempre eram primeiros pilotos até suas chegadas.
Obrigado. Abraço a todos.
Alisson Fernando Cardoso, Curitiba/ PR
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Gosto muito do site de vocês, mas achei as duas colunas ruins por não apoiarem nenhum dos dois pilotos brasileiros na F1. Às vezes parece que nada está bom, nada é bastante. Quando um toma a decisão de levar a vida de outra forma, não gostam, dizem que não deveria ter deixado a melhor equipe da F1. Quando é contratado pela equipe, dizem que não gostam, acham que a equipe fez burrada. Putz, está cada vez mais difícil entender as coisas. Parece que vocês não querem brasileiros na F1, então teremos que ver corridas sem nem poder torcer um pouco pelos nossos.
Obrigado pelo canal de comunicação. Um abraço, gosto muito mesmo do site, assim como gosto do F1 na web e do Grande Prêmio. Acho show de bola, mas vocês poderiam ser um pouco mais positivos, não dizendo que o RB vai ser campeão pela BAR ou que FM vai ser pela Ferrari, mas, ficar menos pessimista seria bom.
Fabiano Estigarribia, Porto Alegre/ RS
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As pessoas que acompanham Formula-1 parecem não ter memória. Quando estavam juntos na Ferrari em 1990, Mansel foi sistematicamente batido por Prost; Decidiu, então, voltar a Williams, foi vice em 1991 e campeão em 1992.
O que quero dizer com isso? O fato de todos saberem que Michael é melhor que Rubens não é preponderante para que ele venha a ser ou não campeão no futuro; vai depender de quanto competente ele é para desenvolver (agora para ele) o carro e motor da BAR, que sai na frente das demais escuderias por causa do V8. Aí, com um carro superior, bater Michael e quem mais vier pela frente, afinal, estou com Frank Williams quando ele diz “já estou nesse negócio a tempo pra saber que mais importante é o carro do que o piloto”, caso contrário não veríamos Senna ser batido em 92/93 (não lembram?) e provavelmente Schumacher ser batido esse ano (afinal, quem ousa discutir que o alemão é o melhor da atualidade e provavelmente um dos 3 melhores da história?). Vamos aguardar a próxima temporada e confirmar a decisão acertada de Rubens Barrichello.
Vinicius dos Reis, Rio de Janeiro/ RJ
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Amigos, a ida do Barrichello para a BAR deixa tudo certo. Explico: na BAR ele estará no papel que a F1 sempre reservou a ele — piloto mediano, coadjuvante, que de vez em quando faz algum brilharete e ganha uma corrida.
Barrichello é o novo Berger. Vive à sombra de um gênio, e não vai fazer falta quando sair da F1. Berger vivia à sombra de Senna, grande gênio. Barrica viveu à sombra de Schumacher, outro gênio. Pena que é alemão.
Espero que ele tenha mais sorte na BAR. Torço para que ele prove que estou errado. Quem sabe a BAR vira o jogo, como a Renault fez?
Quanto ao Massa: a sorte é que ninguém espera nada dele. Por isso não vive sob a pressão que o Barrica se impôs. Vamos ver no que vai dar.
A propósito: se puderem, mandem Piquet calar a boca. O Barrica errou a mira, mas acertou o que disse: o filho do Piquet não está com essa bola toda não. Sobrenome não é tudo.
Abraço.
Ricardo, Recife/ PE
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Olá Panda
Sensacional a sua coluna sobre Barrichello! Você não é o dono da verdade, mas tudo que você falou eu concordo plenamente! Parabéns!
Rubens, com certeza, será mais feliz na BAR, mas esqueça chances de título e uma vitória já seria um milagre...
Sobre essa história entre Barrichello e Piquet, ouvi falar que o Galvão Bueno estava por trás dessa nova briga...
João Carlos Benício Viana, Fortaleza/ CE
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No último domingo, houve prova de Motogp em Sachsering, Alemanha. Durante os treinos, Valentino Rossi parecia não encontrar o equilíbrio ideal para sua Yamaha e a pole ficou com o norte-americano Nicky Hayden, da Repsol-Honda. Alexandre Barros partiu na 3ª posição, com Gibernau em 2º e Rossi em 4º.
A corrida foi dividida em duas partes: a primeira durou 5 voltas e a segunda, as 25 restantes. A disputa pela ponta da prova estava acirradíssima, até que John Hopkins, da Suzuki, levou um tombo espetacular na 5ª volta e a corrida foi paralisada. Depois da segunda largada, ao grupo formado por Hayden, Gibernau, Rossi e Barros, juntou-se Mad Max, o Max Biaggi. Marco Melandri e Colin Edwards foram apenas discretos e, em nenhum momento, sequer brigaram com a Kawasaki de Shinya Nakano.
As mudanças de posições entre os primeiros aconteceram até o final da prova, onde Gibernau, Rossi e Hayden se afastaram de Biaggi e Alex. Mas ficou claro que a vitória ficaria com o espanhol ou o italiano. E chegou a última volta: quando todos imaginavam que Rossi partiria para cima de Gibernau e tentaria ultrapassá-lo mesmo que fosse na marra, como em Jerez, o espanhol da Movistar-Honda tratou de antecipar as coisas e errou logo na primeira curva do circuito, presenteando Rossi, que, apesar dos maus treinos, faturou mais um troféu de 1º lugar sem muito esforço. E, na volta de desaceleração, dois torcedor cercaram Rossi e lhe deram um faixa com os dizeres: “76 Rossi. 76 Hailwood. I’m sorry, Mike”. A faixa se referia, claro, à lenda Mike Hailwood, 9 vezes campeão mundial: 2 vezes nas 350cc, que nem existe mais (66 e 67), 3 nas 250cc (61, 66 e 67) e 4 nas 500cc (62, 63, 64 e 65). A foto está no Grande Premio.
Rossi ainda tem pela frente Angel Nieto, com 90 vitórias, e maior de todos, Giacomo Agostini, com 122. The doctor tem apenas 26 anos. Caso não decida se aventurar na F-1, alcançará Agostini facilmente. Vamos aguardar!
Willian Lopes Machado, Brasília/ DF
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Edu,
Devido ao seu comentário na última coluna (Agosto). De que Massa não está vencendo Jacques de forma brilhante, resolvi ir atrás das estatísticas dos dois em treino e corrida.
De treze provas, os dois disputaram doze (descontando o GP dos EUA). Levando em conta apenas os tempos obtidos na pista, a disputas na classificação está (ao meu ver) 8 x 4, para o brasileiro (Explico a baixo). E na corrida o placar é ainda maior em favor de Massa, 9 x 3.
Em treinos nos números oficiais, Massa tem uma vantagem menor, que é de 7 x 5 (e não 8 x 4, como sugiro). É utilizado, para este número, em favor de Jacques o grid de Imola, mas o brasileiro foi mais rápido que ele (Oitavo, e Jacques em décimo segundo), só que Massa recebeu uma punição com a perda de dez posições, devido à troca de um motor.. Lembrando ainda que na Austrália, Massa não entrou pra tomada de tempo da classificação, devido a forte chuva, mas mesmo assim vou contar como ponto para Jacques, ainda que nos treinos anteriores Massa teve um desempenho muito melhor que o Canadense. Apenas em Mônaco, Canadá, Inglaterra e Austrália, Jacques foi mais rápido que Massa na classificação, mas na corrida ficou atrás nas quatros corridas. Todas as outras corridas Massa foi melhor no treino que definiu o grid.
Já na corrida, apenas em Nurburgring, Imola e na França Jacques conseguiu um resultado melhor.
Acho que com estes dados podemos dizer que o Felipe está sim, dando um show em Jacques, pois no meu ver, Massa está ainda mais superior ao companheiro do que os números estão dizendo. Acho que um, ou dois anos em uma equipe como a Ferrari e tendo como companheiro o melhor piloto da F1. Vai trazer a Felipe um crescimento muito bom. Agora é só aguardar e ver como ele vai se sair. Lembrando que Schumacher não é uma máquina (apesar de às vezes parecer), e um dia a motivação dele vai diminuir. Quem sabe não é com Massa como companheiro?
Abraços!
Rivaldo Fernandes, São Luis do Maranhão/ MA
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Caro amigo Fernando (meu xará),
O F. Cevert foi para mim o melhor francês que vi na Formula 1 pelo seguinte motivo: ele tinha um estilo de pilotagem a lá Ronnie Perterson. Se não fosse o acidente fatal, sinceramente creio que seria ele o primeiro francês a ganhar o mundial de pilotos da Formula 1.
Os resultados alcançados pelo Prost, ou mesmo o citado R. Arnoux, foram mais expressivos, não resta duvidas. Apenas acho que, se ele tivesse um carro como Prost teve, por exemplo, Senna teria um adversário mais duro de se bater. Se ele tivesse uma Renault turbo como o Arnoux tinha, não perderia aquele duelo com G. Villenueve.
Infelizmente naqueles bons tempos, pilotos tidos como rápidos e mais malucos, como ele, Perterson, J. Ickx, Regazzoni, Pace, Gilles Villenueve, não conseguiram títulos mundiais. Ficaram na historia apenas as suas performances. O Alain Prost era um cagão em todos os sentidos. Medroso, principalmente em pistas molhadas e sortudo por ter tido excelentes carros para guiar. Se Prost surgisse naqueles bons tempos, seria um piloto qualquer, não teria espaço na Formula 1, pois naqueles bons tempos exigia-se coragem, e isso o Prsot nunca teve. Mas tudo bem, cada época foi sua época e Prost ganhou 4 títulos, e o Cevert, nada, pelo contrário, morreu nas pistas.
Para história, os resultados apontam certamente o Prost como o melhor. Só que penso ao contrário e ninguém hoje em dia, por exemplo, se iguala aos pilotos dos anos 60, 70 e 80. Naquele tempo, os pilotos tinham mais peso no conjunto carro/piloto, tinham mais braço, mais coragem. Por isso mantenho a minha opinião, logicamente, respeitando, mas não concordando, com seu ponto de vista.
Fernando Eduardo Macedo Marques, Niterói/ RJ
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Senna tinha a capacidade de se adaptar rapidamente a seus carros e torná-los competitivos imediatamente marcando poles e vencendo corridas “no braço”.
Schumacher raramente marca poles ou vence se seu carro não for competitivo. Se analisarmos só o piloto, na concepção da palavra, assumindo que quando queremos definir quem é mais piloto, analisamos quem tem mais habilidade no controle do carro, embreando, brecando, passando marchas, pilotando sob pressão etc., e esquecermos os aspectos fulano apostar em um projeto em longo prazo e sicrano não (aí teríamos que colocar grande diretores administrativos de multinacionais como melhores pilotos de todos os tempos).
E também analisando um piloto bom excluindo sua habilidade de organizar uma equipe inteira desde o cara que serve café ao engenheiro chefe trabalhar só pra ele (Senna se tivesse tido a chance de fazer isso, também faria, eu sei). Pensamos então só no acelerar, embrear, reduzir, marchas pra baixo, re-aceleração e marchas pra cima,
analisando a concepção da palavra piloto, poderíamos afirmar que Senna foi melhor do que Schumacher?
Faço essa analise por diversos motivo. Um deles é o fato de que, em 92, Senna tinha três títulos mundiais, mas cometia varias erros, quebrava o carro direto, e apesar de não ser competitivo ainda era o melhor de todos de forma quase 100% de unanimidade, não fosse a presença de Prost que tinha outros três títulos e uns 10 anos de F1.
Hoje, Schumacher, com sete títulos e atual campeão, 15 anos na categoria, quase uma centena de vitórias, está longe de ser uma unanimidade, e pelo que se vê em reportagens, entrevistas de tv pelo mundo afora, já perderia uma pesquisa estilo “melhor piloto” para Raikonem, e provavelmente Alonso.
Humberto Dutra, Itajaí/ SC
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Hola Juan Alejandro,
Bienvenido al GPtotal! No te preocupes por tu portuñol, este no es un site de literatura. Si lo fuera, yo mismo no osaria enviar mis modestas contribuciones. Se te entiende perfectamente.
Enhorabuena por tu gran coleccion de fotos, que espero tengas a bien compartir con nosotros. Saludos.
Manuel Blanco, Valencia – Espanha
| Opiniões e Dúvidas dos Leitores |
02.08.05 |
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Caro Edu,
Sobre a sua última coluna, tenho também algumas considerações. Entendo a tua linha de raciocínio sobre a decisão de Rubens. No entanto, não podemos esquecer que ser o segundo de Schumacher é ir a lugar nenhum, como todos os seus companheiros perceberam.
Ficar na Ferrari só se justificaria se o alemão se aposentasse ainda este ano, porque é evidente que Rubens não tem como se igualar a um verdadeiro gênio do automobilismo. E nem poderia, se tivesse condições, porque a Ferrari aposta acertadamente no seu maior vencedor. Mais um ano ao lado de Schumacher não traria garantia alguma de disputa pelo título, pelo contrário, ao final do ano ele seria dispensado pela escuderia após mais um ano de baixas performances face ao alemão, e teria seu passe ainda mais desvalorizado.
O que restaria? Talvez uma equipe abaixo do padrão da BAR. Como parece que Schumacher não vai pendurar o capacete, o Rubens tem que procurar ares novos (mesmo que mais rarefeitos) e acelerar com vontade para tentar reconstruir (de novo) um futuro já tardio.
Quanto às considerações sobre o Massa, concordo plenamente. Abraços.
Gustavo
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A notícia mais comentada no momento é a transferência de Rubinho para a BAR. A questão é, será que é negócio trocar a Ferrari pela BAR?
Rubinho fez uma aposta, só o tempo dirá se ela foi boa ou ruim. É verdade que a Ferrari é melhor do que a BAR, mas sabemos também que na F1 as equipes sobem e descem numa velocidade incrível. A Ferrari ganhou os últimos 6 campeonatos, mas devemos lembrar que ela ficou 21 anos na fila para ganhar o mundial de pilotos e nesse período, era respeitada mas não era temida.
A BAR, se compararmos com a Ferrari, é uma recém-nascida e, como o Edu falou, a única coisa que ela fez foi conquistar o vice-campeonato do ano passado devido à insuficiência das rivais. O que temos que analisar é que o campeonato de 2006 será com motores V8 e nesse quesito, creio que a BAR terá uma pequena vantagem porque a Honda já tem experiência com essa especificação de motores, não é a toa que a BAR foi a primeira equipe a testar os motores pro próximo campeonato. Já a Ferrari, nunca trabalhou com motores V8 na vida, e terá que partir do zero.
Se alguém falar que a BAR poderá ser campeã no ano que vem, certamente terá aqueles que simplesmente irão rir de tal afirmação. O mesmo ocorreria se alguém falasse no ano passado que a Renault seria a equipe a ser batida em 2005, uma equipe que terminou o campeonato de 2004 atrás inclusive da própria BAR. A diferença é que a Renault chegou lá e hoje é a equipe a ser batida. O que devemos fazer é esperar o campeonato de 2006, só assim saberemos quem é que vai rir por último.
Ariel Moreira Sales Vieira, Jequié/ BA
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Não sei se o Barrichello fará alguma coisa de relevante no ano que vem na BAR (provavelmente, tanto quanto o Coulthard tem feito na Red Bull), mas pelo menos uma vantagem essa troca de equipe tem: seremos poupados de expectativas ufanistas, explicações ridículas e queixas sem sentido. Pelo menos por parte dele. O duro vai ser agüentar o Galvão torcendo para o Massa.
Renato, São Paulo/ SP
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Olá, Eduardo.
Lamento, mas devo discordar de sua última coluna. O problema não é o Rubinho perder para fulano ou sicrano numa disputa de pista. O grande problema de Rubens com a Ferrari é o fato de abdicar, voluntaria e sistematicamente, da vitória em benefício do alemão.
Em 2004, com um carro imensamente superior, a Ferrari fez de tudo para evitar o confronto entre os dois, estabelecendo invariavelmente estratégias diferentes, sempre mais lentas para o Rubens, para evitar a cena que vivenciamos na Áustria. A Ferrari trabalha única e exclusivamente em benefício do alemão. Continuar na equipe é dizer que não irá vencer corridas (ou seja a posição que for, não pode chegar na frente dele) enquanto ele estiver na pista.
Sinceramente, sempre fui grande fã da Ferrari, mas desde que o Schummi foi para lá passei a detestar a equipe. Nada relacionado com o brasileiro, pois este asco vem desde a época do Irvine. Tudo isto por conta da política ridícula adotada pela equipe. Muito diferente de McLaren e Willians, estas sim, com postura de competidores, que jamais determinaram quem seria o vencedor das corridas, salvo em situações extremas.
Basta ver os títulos conquistados pelo Hakinem e os demais campeões da Mclaren. Ele teve que vencer o Schummi e o Coulthard ao mesmo tempo. A equipe só o privilegiou após o Coulthard estar sem chances de disputar o título. Lembre-se das disputas do Piquet com o Mansell, que resultou no título do Prost, mas não houve privilégio a nenhum dos competidores.
Nas épocas em que estas equipes tiveram grandes carros, a briga pelo título sempre começou dentro da própria equipe. Alguns segundos pilotos realmente não tinham capacidade para vencer seus companheiros (Berger, por exemplo), mas a equipe nunca adotou a política de deixar um ou outro piloto vencer.
Vejo algumas pessoas falando um monte coisas a respeito da Willians e da McLaren (especialmente sobre seus dirigentes), mas o posicionamento deles sempre foi mais ético, no que tange a disputa.
A Ferrari, desde a chegada do Schummi, enterrou tudo isto. Acabou, não existe mais. E deixei de ser fã da equipe. Nunca mais irei sonhar com o boné vermelho nem o usarei mais, pois tenho vergonha da postura medíocre adotada neste período.
Por conta disto, chegamos ao ridículo de ter um campeonato mono piloto. Só havia um piloto em condições de ser campeão. Foi o fundo do poço que a competição poderia ter chegado.
O Rubens, na verdade, é um imbecil. Deveria ter mudado de equipe antes. Agora já é tarde. Sua carreira já foi pela latrina abaixo. Passou cinco anos lambendo a bota do alemão. Duvido muito que o Piquet, Senna, Emerson, Clark, Stewart, Villeneuve (pai e filho), Prost se sujeitariam a cumprir tal papel. Na primeira corrida teriam dividido a curva e mandado o cara pro mato.
Desculpe, mas a decepção com a minha Ferrari nestes últimos dez anos é algo dolorido. Cresci amando as cores vermelhas, relembrando as inigualáveis disputas do velho Gilles, Lauda, etc... Vê-la reduzida a estas atitudes medíocres, onde um piloto tem, por força de contrato, que frear na reta de chegada em beneficio de outro, é realmente decepcionante e triste.
Meu coração sangra. Mas não é mais em vermelho.
Elieser Fagundes, Florianópolis/ SC
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Edu, na sua coluna você lança a pergunta sobre a decisão de Barrichello: Bobagem ou coragem?
Sinceramente, acredito que nem uma nem outra. Apenas o brasileiro se antecipou aos fatos e teve a sorte de encontrar uma situação na qual poderia unir o útil ao agradável.
Basta ver pelo prisma da Ferrari. Com certeza a equipe italiana já viu que em Barrichello não se pode esperar nada além de um ótimo piloto que cumpre seu papel de segundo piloto. Não viu no brasileiro qualquer traço de um campeão do mundo. Junto a isso contribuiu o comportamento muitas vezes instável que você mesmo descreveu em sua coluna. Dar a Rubens a incumbência de assumir a responsabilidade de manter a Ferrari no topo seria um tiro n’água. Para essa tarefa os mais indicados seriam os novos Kimi e Alonso.
Por outro lado, Rubens deve ter visto que na Ferrari, além do clima já desgastado pelos anos, a mudança na estrutura da equipe poderá acarretar um período, ainda que curto, de vacas magras. Sem Rory Byrne, Jean Todt, Ross Brawn e Schumacher a Ferrari certamente não será o que é hoje. E vendo o pepino que teria o brasileiro que descascar, provavelmente ele achou melhor pular fora do barco também.
Acho que foi o melhor para as duas partes. A Ferrari fica livre de um piloto que já mostrou que não é um campeão nato e que não teria a capacidade de conduzir (moralmente e tecnicamente) uma equipe de primeira linha em um momento de transição. Já Barrichello muda de ares, vai para uma equipe na qual encontrará menos pressão e que fatalmente atingirá um melhor nível que o atual.
Agora se o brasileiro levar pau do companheiro de equipe, seja ele quem for... é melhor fechar a conta e passar a régua.
Quanto ao Massa, também não vejo nada demais nele. Aliás, o que ele tem feito de melhor do que pilotos como Webber, Ralf e outras figurinhas? Sinceramente, Felipe está devendo. Abração a todos.
Herik Nelson, Belo Horizonte/ MG
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Caro Eduardo,
Perfeita sua coluna “Coragem ou Bobagem?”. Clara, objetiva e ponderada. Veja, por favor, uma forma de chegar esta coluna ao Rubenzinho. Abraço.
Marcelo Jardim
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Olá, amigos do GPTotal!!
Rubens Barrichello sai da Ferrari. Esta é uma noticia que todos nós queríamos ouvir faz tempo.
Todos nós sabíamos que o limite do desempenho sempre foi até onde não incomodava o Schumacher. Antes ele não reclamava. Mas nesta temporada ele chutou o pau da barraca e acho que a Ferrari deve ter proposto a sua saída da equipe.
Agora ele tem a faca e o queijo na mão. Ir para a BAR quando ela vai ter 100% de atenção da Honda, e ainda mais com um motor novo (em sua arquitetura) bem testado, vai dar uma grande oportunidade dele ter um futuro promissor. Outro fator é que no mínimo ele vai ter o mesmo status que o companheiro. No mínimo porque, se o Jenson Button ficar (o que vai ser excelente pra BAR) o tratamento dos dois vai ser igual, não sendo assim limitado pelos desejos de seu companheiro. Agora se Button se for, Barrichello não deve ter um grande piloto como companheiro ao seu lado, tendo assim uma maior atenção da equipe.
O que ele precisa saber agora é como cortar o queijo. Ele tem nas suas mãos a oportunidade de apagar toda a má impressão que foi passada aos torcedores brasileiros nestes anos em que ele ficou na Ferrari.
Com relação ao Massa, só vai ser vantajoso para ele se ele tiver que ser companheiro de Schumacher somente por um ano. Quanto mais tempo ele ficar ao lado do Alemão, mais tempo ele vai ficar igual ao Rubinho, tendo que ficar submisso aos desejos da equipe.
A Ferrari mostrou uma pequena evolução na ultima corrida, pena que novamente somente com o Alemão. Mas a tendência é que, principalmente em 2007 quando todo este staf que está hoje ai vai embora, é que ela volte a ser aquilo que era antes deste mesmo staf chegar. Então, se o Massa quiser um futuro melhor, seria mais seguro para ele ficar na BWM.
Vamos ver o que acontece. A Fórmula 1 é uma caixinha de surpresas. Creio também que no ano que vem veremos Antonio Pizzonia na Williams. No lugar de quem, é difícil saber. Mas torce que seja no lugar do Webber! Abraços.
Luiz Eduard, Pará de Minas/ MG
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Fala, galera! Obrigado por todos os elogios ao meu texto do Cevert! É muito gratificante ler isso e incentiva cada vez mais a escrever mais. Só gostaria de acrescentar algo: o texto que foi publicado aqui foi resumido, para caber melhor aqui no site. O texto completo, com muito mais dados e fotos está disponível em http://www.forummotorhome.com.br/index.php?showtopic=167&st=0 Muito obrigado e abraços a todos, especial à equipe do GPTotal por me ceder o espaço!
Thomas Visani
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Oi, Gustavo,
Como disse o Panda, o verdadeiro calcanhar de Aquiles do Brabham BT48 era seu peso. Tanto é assim, que lembro ter lido naquela época, que Gordon Murray tinha verdadeira obsessão por poupar peso e ficava louco da vida quando Piquet insistia em correr com o seu relógio. Dizia-se até, que Murray pedia aos pilotos que procurassem comer o menos possível na véspera das corridas.
Manuel Blanco, Valencia – Espanha
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Olá, amigos do GP Total!
Tenho a impressão de que o amigo Fernando Eduardo disse uma heresia no momento em que dissertava sobre os pilotos franceses na Fórmula 1.
Ele afirmou que François Cévert seria o melhor francês da Fórmula 1, superior até mesmo que o genial tetracampeão Alain Prost. Respeito todas as opiniões, mas penso que neste caso o Fernando sonhou um pouco alto demais, talvez confundindo o mito de Cévert com suas reais habilidades no volante.
François Cévert foi um bom piloto, mas estava longe de ser um gênio das pistas. Se analisarmos os resultados (tanto das tomadas de tempo quanto das corridas) das temporadas de 1971, 1972 e 1973, constataremos que Cévert era um assíduo freguês de caderneta de feras como Fittipaldi, Peterson, Ickx, Revson e Regazzoni. Isso sem falar do mais óbvio, que era o fato inconteste de Cévert ter sido um muito bem comportado segundo piloto de Jackie Stewart, com uma postura muito parecida com a de Stephan Johansson em relação ao genial Prost, na temporada de 1987.
O que Cévert tinha de mais brilhante era o seu magnetismo pessoal. Ele era um homem culto, refinado e mais bonito que Alain Delon. Seu sucesso entre as mulheres era incontestável, sendo que até mesmo a diva Brigitte Bardot teria tido um caso com ele.
Mas, no que se refere estritamente à arte de conduzir um carro de corrida, penso que Cévert não se encaixa nem mesmo entre os quatro melhores franceses da Fórmula 1. Muito acima dele está o genial Alain Prost (que junto com Senna é o melhor piloto de todos os tempos), assim como os extremamente talentosos René Arnoux, Didier Pironi e Jacques Laffite.
Creio que, depois do genial Prost, o melhor francês de todos os tempos foi o impetuoso e rapidíssimo René Arnoux. Arnoux, para aqueles que porventura já tenham esquecido, foi companheiro de Prost na equipe Renault, nas temporadas de 1981 e 1982. Nessas duas temporadas, Arnoux andou sempre de igual pra igual com Prost, tendo sempre dado o maior trabalho para o genial tetracampeão.
Arnoux era um piloto que ia até as últimas conseqüências na luta por uma vitória (como atesta sua antológica luta com Villeneuve no GP da França de 79, onde ambos infelizmente acabaram perdendo para Jabouille), ao passo que Cévert contentava-se com um segundo lugar.
Arnoux fez sua estrela na pista, disputando de igual pra igual com feras como Prost e Villeneuve. Cévert fez sua estrela nos bastidores (encantando com seus olhos azuis as mulheres do mundo inteiro), mas na pista era sempre freguês de feras como Stewart, Fittipaldi e Ickx.
Arnoux foi um verdadeiro automobilista (um potencial campeão, como ficou provado em 1983) , ao passo que Cévert foi muito mais um modelo fotográfico do que um piloto de Fórmula 1.
Um grande abraço a todos!
Fernando Becker, Porto Alegre/ RS
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GePeToS,
Na minha visão, esses são os circuitos que poderiam ser completamente substituídos:
MagnyCourse por Paul Ricard
Montmelót por Jerez de la Frontera
Indianapolis por Waktins Glen
Melbourne por Adelaide
Ps: O GP da Hungria deveria ser substituído pelo GP da Argentina e o GP de San Marino, deveria ser substituído pelo GP da África do Sul-Kyalami.
A FIA deveria parar que colocar no calendário circuitos chatos, parar de fazer reformas em circuitos para baixar a velocidade de certos pontos. Sinceramente falando, o dia que inventarem de mexer na Blanchimont em Spa, eu vou começar a assistir corrida de carrinhos de rolimã.
Ímola ficou uma porcaria depois que assassinaram a Taburello e a Villeneuve. Por que simplesmente não afastaram a curvas de seus respectivos muros?! Mas não, colocaram aquelas chicanes que destruíram o circuito de Ímola.
Elton da Costa dos Santos, Passo Fundo/ RS
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Amigos, eu sou Alejandro de 44 anos de idade moro na cidade de Buenos Aires, Argentina, y gosto muito da formula 1 de los anos 1970 a 1984 e coleciono fotografias de ela misma tenho uma coleccion muito importante mais de 30000 fotos de muito boa cualidade y esta a sua dispocision pelo mail envio con tempo lo que voce procuren
jadb60@yahoo.com.ar
Também estou procurando algumas fotos do Alex Diaz Ribeiro en la Formula 2 Europea y en el Copersucar del ano 1979 tenho solo 5 fotos dele. Tambem de la temporada de F-2 del ano 1972 corridas en Interlagos eso es muito importante para mim.
Desde ya muitas gracias y disculapas pelo mi portuñol! Saludos desde Buenois Aires
Juan Alejandro de Brito, Buenos Aires
| Opiniões e Dúvidas dos Leitores |
01.08.05 |
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Saudações a todos do GpTotal.
Muitas vezes é lembrada a ocasião em que Nelson Piquet ganhou importantes posições na qualificação após retirar três marchas do seu carro. Pergunto: creio que as engrenagens foram retiradas. Então... elas representavam tanta massa assim? E o limite de peso? Parece então que eles não conseguiam emagrecer o carro e piloto até o limite mínimo. Hoje, sabemos que os carros para atingir o peso permitido, precisam de lastro que serão distribuídos para tornar o bólido mais equilibrado. Naquela época, já se utilizava tal recurso? Em caso negativo, é surpreendente percebermos o avanço tecnológico por este parâmetro através dos anos.
Abraços
Gustavo, Bento Gonçalves/ RS
Olá, Gustavo. Piquet teria pedido para tirar as engrenagens de três marchas (primeira, segunda e terceira) nos treinos para p GP da Inglaterra de 1979, em Silverstone. Isso, porém, foi possível porque Silverstone, na época, tinha um traçado diferente do atual, com muitas retas e curvas velozes, e somente um trecho de baixa velocidade (a chicane Woodcote). Como as três primeiras marchas não eram usadas no traçado (a não ser no momento da largada), Piquet intuiu que poderia retirar as engrenagens e diminuir o peso do carro. Sobre o limite de peso, o Brabham BT 48-Alfa Romeo tinha problemas sérios justamente por ser mais pesado que outros carros. Portanto, a retirada das três engrenagens não tornaria o carro mais leve que o permitido. Piquet fez o terceiro melhor tempo (repetindo sua melhor posição de largada até então, já que ele havia saído nessa mesma colocação no GP da Bélgica), mas na corrida rodou na segunda volta e abandonou. Abraços. (LAP)
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Simplesmente excepcional a coluna escrita por Thomas Visani a respeito do François Cevert. Um grande piloto, talvez um dos mais injustiçados pelo destino, pois tinha muito mais a conquistar, um dos meus grandes ídolos. Colunas assim que enriquecem cada vez mais e tornam o GPTotal o melhor site sobre automobilismo.
Fabio Henrique, São Paulo/ SP
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François Cevert foi o melhor piloto francês que a Formula 1 conheceu. Prost ganhou 4 títulos, mas não chegava aos pés de Cevert. Seu acidente fatal, a reação de Jose Carlos Pace, tudo isso me chocou na época. Eu era fã de Emerson, mas era fã do Cevert também. Lembrar grandes nomes sempre foi uma boa pedida do GP Total, a lembrança de François Cevert foi mais que oportuna.
Fernando Eduardo Macedo Marques, Niterói/ RJ
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Caro Thomas,
Seu friends sobre o Cevert só pode ser descrito de uma forma: MAGNIFIQUE !
Abraços,
Manuel Blanco, Valencia – Espanha
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Grande Tite, (o macaco Simões do GP Total).
Mais uma vez brilhante o seu texto sobre o GP Brasil versão Rio de Janeiro (20/7).
Mesmo eu sendo taxado por você de leitor abilolado e psicopata em suas colunas, já o considero meu ídolo e não pude deixar de mais uma vez me divertir com essa sua aventura pornô-erótica-esportiva-automobilistica vivida no RJ nos anos 80. Realmente, só quem esteve lá curtindo os GPs realizados em Jacarepaguá, sabe o que era aquilo.
Sem contar a constatação de que le professeur Prost, quando vinha ao Brasil fazia bem mais do que barba e cabelo. Minha avó já dizia: o bom-bocado não é para quem o faz, e sim para quem o come...
Esse seu texto é para ser lido e relido tantas vezes quantas forem necessárias para nos fazer esquecer o que temos lido ultimamente nesses tempos bicudos, de Genoínos, Dirceus, Valérios, Delubios & cia.
Parabéns mais uma vez, desde já fico aguardando com ansiedade a próxima aventura.
Grande abraço.
Romeu Nardini, São Paulo/ SP
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Caro Marcelo Jardim,
Tenho uma enorme admiração pelas suas colunas no Friends, mas desta vez tenho que discordar com você.
Achei a coluna da Alessandra muito boa, o que a Alessandra descreveu realmente é o que está acontecendo no circo da F1 a muito tempo.
Elton da Costa dos Santos, Passo Fundo/ RS
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Oi, Pandini.
Você tem razão. Eu interpretei seu texto de forma errada e peço desculpas. 2003 tinha tudo para ser um ano de ascensão de Alexandre Barros na MotoGp, mas, infelizmente, as coisas não deram certo. Só para não me estender muito, daqui a 20, 30 anos, os brasileiros reconhecerão que Barros e Rubens Barrichello fizeram coisas boas pelo Brasil. Não foram super-campeões e não têm a estante de casa repleta de troféus, mas, com suas poles, pódios e vitórias, cravaram seus nomes na história. E isso, ninguém pode apagar.
Willian Lopes Machado, Brasília/ DF
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Olá, amigos do GP Total.
Alguém sabe onde posso encontrar para download os vídeos com os acidentes de Pironi em 82, nos gps do Canadá e da Alemanha? Um abraço a todos!
Emil Muniz, emilmuniz@yahoo.com.br
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Gostaria que alguém pudesse me disponibilizar a ultrapassagem do Mika Hakkinen em cima do Michael Schumacher, na Bélgica, em 2000. Uma das mais bonitas que vi na F1. Queria saber de algum site que contenha essa ultrapassagem, de um cara que nunca foi reconhecido pela opinião pública, mas que é um excelente piloto. Abraços.
Marcos Renato, marcosrenato@hotmail.com
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Olá, pessoal. Eu me chamo Adriana e sou uma grande fã apaixonada pelo japonês Takuma Sato. Mas, infelizmente, não tenho nada dele, a não ser algumas fotos que peguei na Internet e gostaria de saber como eu poderia conseguir algo dele, uma foto, pôster, qualquer coisa serve. Vocês poderiam me dar uma dica de onde posso conseguir alguma coisa dele?
Adriana, drynoda@yahoo.com.br
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