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Opiniões e Dúvidas dos Leitores 29.04.05
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Eu ainda acrescentaria algumas lembranças deixadas por 1986. No GP da Espanha, Mansell fez uma troca de pneus a menos de 10 voltas do final da corrida e voltou voando para a pista, vinte segundos atrás de Senna. Descontou em poucas voltas o tempo perdido, ultrapassou Prost e partiu decidido para tentar a vitória. Tivemos uma das mais emocionantes chegadas e menores diferenças entre 1º e 2º colocados em corridas de F1 (as marmeladas de Rubinho e Schumacher, francamente, não contam. Eles estavam brincando apenas, talvez tentando chegar emparelhadinhos e colocar duas Ferraris em 1º lugar). 

O GP de Detroit aconteceu no dia seguinte à dramática eliminação do Brasil pela França na Copa do México. Senna venceu, recuperando-se após ter um pneu furado e chegou à frente dos franceses Laffite e Prost e pela primeira vez fez a volta da vitória levando a bandeira brasileira. Inventou o equivalente automobilístico de marcar o gol e correr para a galera. 

O GP da Inglaterra foi outro que ficou na história. Afinal, até hoje parece que há divergências entre considerar ou não esse GP no total de Laffite, o que o colocaria ao lado acho que de Graham Hill em números de GPs disputados. O que eu me lembro bem é que o locutor ficou furioso com o que aconteceu: como pode Mansell pegar o carro reserva de Piquet e vencer a corrida? No fim, para que o locutor e a torcida brasileira se sentissem vingados, uma viga do autódromo serviu de instrumento de nossa revanche. 

Mas o sr. Humberto escreveu em seus comentários, sobre o GP da Hungria: com essa manobra, Piquet mostrou que era o melhor piloto daquele ano e mostrava que o título, por direito, tinha que ser dele. Porque Piquet teria mais direito ao título do que o sempre regular Prost ou do que o determinado Mansell? Aí falou mais alto o coração do torcedor. E eu volto à minha veeelha teoria: na nossa visão, o título era de Piquet por direito e Mansell atrapalhou. 

Eu fico com o texto de Eduardo Correia, vai ver que Piquet (e seus advogados) não tiveram a preocupação de colocar lá no papel escrito com todas as letras (mesmo que daquelas pequenininhas de bula de remédio): Nelson Piquet exercerá a função de primeiro piloto e deixando claros todos os privilégios que teria em relação ao segundo. Mas a Williams nunca foi muito disso. O filme de 1986 já tinha tido um trailer em 1981 envolvendo Reutemann e Alan Jones.

Carlos, São Paulo (SP)


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Caros Paulo e Herik, obrigado pela correção. Eu realmente não me lembrava da Benetton correndo com motores BMW. Um abraço. 

Humberto


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Ao Rafael José Chicati, 

Deus morreu? Então tudo é permitido? Me vê um caracu com ovo! Olha só, quando tudo é permitido, um Chevette crava 23º num grid de 180 carros cronometrados. Com 159 km/h de média através do circuito de 24,333 km de Nurburg, ficou a frente de Porsches, BMW e outras tranqueiras mais que não sustentam seu marketing fajuto diante da superioridade técnica de um carro popular da década de 70. 

Nessa pista, aquele Porsche GT-Carrera, carro de meio milhão, levou 14s dum Donkervoort, que é uma réplica de Lotus 7 com motor Audi Turbo de 4 cilindros. (http://www.langstreckenpokal.de/ergebnisse/2005-04-23t.pdf — grid, Opel Kadett C, o nosso Chevette, em 23º —http://img252.echo.cx/my.php?image=chevettaopapaporsche5xt.jpg — Chevettão engole o asfalto, rumo a desmascarar as grandes farsas automotivas modernas!) 

Esse negócio de tudo livre é mais legal, tô rindo à toa desde ontem ao ver esse grid. No Brasil temos a Classic, categoria de autos antigos, de preparação livre. Em 2, 3 anos, tornou-se uma das categorias de maior tecnologia das pistas brasileiras. Baixaram em mais de 10s o tempo de volta, e cravaram tempos próximos a Stock-Car Light. É um motor de 4 cilindros e 2 litros versus um V8 de 5,7 L, Rodas de 13 contra rodas de 18, um monobloco de mais de 30 anos contra um chassi de competição, e tempo de volta bem próximos. 

Dá para tirar algumas conclusões: a categoria caminhou para autodestruição. Os carros tornaram-se difíceis de guiar e quebram muito, o grid se esvaziou. Em compensação, gostaram tanto da brincadeira que criaram nada menos do que três outras categorias, inspirados e motivados pela Classic. A Historic Racing Car, que são carros menos preparados, onde o Flávio Gomes corre com seu DKW. A Porsche CUP Paulista, que corre com aqueles carros mais lentos que o Chevette, e ano que vem a New Old Cars, organizada pelo Chico Lameirão, em que se deve manter apenas a aparência original, e por baixo da bolha pode-se construir qualquer chassi, mantendo apenas algumas características do veículo original, como posição do motor e tração, distância entre-eixos. 

A Classic era uma guerra, e como toda guerra ajuda no desenvolvimento econômico e tecnológico. É claro que é uma violência ver um Chevette bater um Porsche, mas é de violência que a gente gosta. Violência do tempo que um Porsche cruzou a Mulsannes a assombrosa velocidade de 370 Km/h. Mas aí, em nome da segurança, da competitividade, dos custos, de manter a prova existindo, picaram a Mulsannes, estrangularam os carros, modificaram o regulamento ao ponto de um Mercedes decolar a uns 330 Km/h onde o Porsche o atropelava a 370 Km/h (carregando o estepe e sem água no radiador). É de chorar, ao ver como a raça humana vem se inferiorizando nos últimos anos. 

Ah, sim, o F1, livre, na minha opinião, teria um motor 600 cc à 800 cc, turbo, uns 400 cv, 300 kg com piloto. Custaria um décimo do que custa hoje e viraria praticamente o mesmo tempo.

Eduardo Cabral, São Paulo (SP)


Opiniões e Dúvidas dos Leitores 28.04.05
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Gosto muito da McLaren dos anos 80, principalmente pelo desenho de seus carros e tenho algumas dúvidas a respeito dessa década, em que ela dominou mais, principalmente em 88 e 89. 

Por que John Watson teve menos reconhecimento? Ele fez mais que Niki Lauda! Em 82, ficou em 3º, lugar, empatado com Pironi em pontuação, e Lauda ficou em 5º lugar. Tudo bem, Lauda estava voltando à ativa. Mas em 83, tomou uma surra de Watson, que conseguiu o dobro dos pontos! Esse Watson era um cara bacana, estou certo? Ele sempre falou bem dos nossos pilotos. Porque ele não recebeu mais reconhecimento, assim como Lauda? Competência não lhe faltava! 

Por que aquele aloprado do De Cesaris teve tantas chances na F1 se ele destruía tantos carros? O cara participou de 208GPs! Mais que Piquet! E só completou 74. Quebrou 11 McLaren em 81! Caracas! Com esse currículo estrelar O Demolidor! 

Quanto à McLaren de Prost em 86, a McLaren dele era mesmo melhor que a de Rosberg? E será que só perdia para a Williams em competitividade no ano do surgimento do Quarteto Fantástico dos anos 80? 

Em 87, porque Johansson foi considerado abaixo da média, se ele conseguiu 5º lugar 30 pontos, e Prost conseguiu ser 4º lugar com 46? Ele abandonaria no ano seguinte! 

E porque a McLaren estreitou o bico em 88, e abandonou o formato de cunha dos formatos dos carros? 

Não repare minha insistência, agradeço a paciência desde já! Se puderem me tirar essas dúvidas, fico muito feliz. Esse site é duca, Panda e Edu! 

Carlos Alberto Chamone de Freitas, Belo Horizonte (MG)




Oi, Carlos Alberto.

Você faz várias perguntas interessantes, mas de respostas quase impossível pois demandam o conhecimento de certos segredos na relação humana entre chefes de equipe, patrocinadores e pilotos.

Lauda x Watson me parece um caso típico. Ninguém alinha Watson entre os grandes de todos os tempos, mas era um piloto competente, que poderia ter sido campeão em 82. Acontece que, em algum momento da carreira, ele falhou em dar aquele salto decisivo como aconteceu, por exemplo, com o Nigel Mansell ao longo de 85. Resultado: Watson provavelmente não conseguiu o respeito da equipe para dizer: deixa comigo que eu ganho as corridas e vocês não vão precisar de Niki Lauda.

De forma diferente, o mesmo se aplica a Rosberg em 86 — ele simplesmente aceitou a condição de segundo piloto da McLaren — e Johansson que, creio eu, foi superestimado em seu começo de carreira.

Já o caso de Andrea de Cesaris, piloto por quem eu, vai saber porque, nutria certas simpatias, é um pouco diferente. Ele é filho de uma dos maiores distribuidores da Phillip Morris na Europa e isso fez com que ele sempre tivesse apoio da marca. É claro que também tinha as suas virtudes como piloto — não muitas, mas as tinha — e certamente devia ser uma pessoa fácil de se lidar, que exigia pouco etc. E assim, ele foi ficando, ficando e se tornou um dos líderes no ranking de GP disputados, apesar de todos os carros que quebrou.

Quanto ao McLaren de 88, era um projeto totalmente novo, inclusive de outro desenhista. O modelo anterior da McLaren era de 84 e vinha sendo apenas atualizado nas temporadas seguintes.

Abraços (EC)
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A Jordan a partir do ano de 2006 será Midland. Se eles ganharem uma corrida, qual bandeira será hasteada, pois eles serão uma equipe canadense, dono russo, chassi italiano (dallara)? Grato e parabéns.

João Fernandes Lira




Olá, João. O hino a ser tocado vai depender da nacionalidade que vier a ser adotada por Alex Shnaider, o dono da Midland. A atual equipe Renault é registrada como francesa e o hino executado quando ela vence é o francês, mas sua sede fica na Inglaterra — a mesma onde funcionava a Benetton, que entre 1986 e 1995 competiu como inglesa e de 1997 em diante foi registrada junto à FIA como italiana. Voltando um pouco mais no tempo, a equipe Fittipaldi era registrada na FIA como brasileira, mas em suas últimas temporadas tinha toda a estrutura técnica na Inglaterra. Portanto, se ela tivesse vencido alguma corrida, seria tocado o hino brasileiro. Abraços. (LAP)
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Caro Humberto, 

Em seu texto sobre a temporada de 86, tenho um pequeno reparo a fazer. A vitória de Berger no Gp do México foi conquistada com uma Benetton equipada com motor BMW turbo, a última vitória da marca alemã com este propulsor na F1. 

Aliás, isto demonstra uma das razões que justificaram a escolha do Berger para a condução do programa de motores dos alemães quando do retorno destes à Fórmula 1. Abração.

Herik Nelson, Belo Horizonte (MG)
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Saudações a Todos! 

Caro Humberto F. S. Spolador. Em 1986, a Benetton utilizava os motores BMW. Os motores Ford foram utilizados a partir de 1987. Em 1988 eram motores aspirados com uma parceria com a Yamaha. O Nigel Mansell tirou o Senna da corrida de Portugal e não da Espanha, no ano de 1989. 

Outro assunto: - Já ouvi muitas coisas sobre a Benetton de 1994, mas poucas pessoas sabem que naquele ano, justamente no GP de San Marino foram encontrados softwares de controle de tração nos carros da Ferrari e McLaren, então por que apenas crucificar a Benetton? Outra coisa, se o Schumacher fosse brasileiro pegariam tanto no seu pé, desqualificando seus feitos? Aposto que teria um busto na entrada da Rede Globo e ainda por cima ficaríamos tirando o sarro dos argentinos por ter desbancado o Fangio!

Paulo C. Cicarello, Birigui (SP)
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Salve, mestres. 

Só para corrigir um pequeno comentário do Manuel Carvalho: embora também seja grande fã do grandíssimo Moco, a melhor volta de Nurburgring de todos os tempos é do também grande Stefan Bellof, que em 1983 girou em 611130 com um Porsche. Abraços.

Fabio Marghieri, Itu (SP)
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Edu, 

Em relação à sua resposta à carta do Rodrigo, de Tubarão, onde você fala dos vários motivos para o fim da era turbo na f1, poderíamos acrescentar a segurança. 

Ela foi citada por Nélson Piquet em uma entrevista há alguns anos onde ele dizia que a batida do Elio de Angelis em Paul Ricard em 1986 foi a razão para o fim do turbo. O italiano não foi salvo porque o fogo sempre retornava mesmo depois de debelado (devido à altíssima temperatura do turbo). Um grande abraço a você e ao Panda. 

Alfredo, Águas de São Pedro (SP)
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Quanto à manifestação do Manuel Carvalho, de Santos, não há muito o que comentar: ridícula, lamentável, síndrome de viuvez, desconhecimento total de F1, dor de cotovelo, etc, etc.

Rodolffo Gardini Fagundes

Opiniões e Dúvidas dos Leitores 27.04.05
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Nos Embalos de 1986
Humberto F. S. Spolador

O campeonato mundial de F-1 de 1986 é considerado um dos mais disputados da história. Afinal de contas, não é todo ano em que o campeão é definido na última corrida do ano, onde de tudo um pouco aconteceu.

Resumidamente, podemos dizer que, em 1986, a temporada foi marcada pelo domínio de um carro (o Williams) e pela disputa intensa entre quatro pilotos que, juntos, somam 11 títulos mundiais (Prost – 4, Senna – 3, Piquet – 3 e Mansell – 1).

Em uma temporada de 16 corridas a Williams venceu nove (5 com Mansell e 4 com Piquet), Prost ganhou 4 provas para a Mclaren, Senna venceu 2 vezes com a Lotus e Berger, a surpresa do ano, conquistou a primeira vitória da até então coadjuvante Benetton.

As pole postions ficaram, em sua maioria, com Senna (8) enquanto que três pilotos (Mansell, Piquet e Teo Fabi) marcaram 2 poles cada. Prost e Rosberg largaram na primeira posição apenas uma vez cada ao longo do campeonato.

O campeonato teve início em 23 de março no Rio de Janeiro. Piquet foi logo mostrando que seu Williams era o melhor carro daquele ano, e o brasileiro, um dos principais candidatos ao título. Senna terminaria a corrida em segundo.

Na segunda prova, em Jerez na Espanha, uma corrida para entrar na história do automobilismo. Depois de inúmeros pegas entre Senna e Mansell, Piquet e Mansell, Prost e Senna na disputa pelas primeiras posições, houve uma chegada emocionante. Por apenas 14 milésimos Senna venceu Mansell e conquistou sua terceira vitória na categoria. Piquet abandonou com problemas no motor Honda e Prost completou o pódio.

Em Ímola e Monte Carlo, Alain Prost foi o melhor, e soube tirar proveito da divisão interna que começava a ocorrer na Williams e da superioridade do carro da Mclaren, carro campeão do ano anterior, sobre o Lotus de Senna.

Spa-Francorchamps e Montreal representaram a recuperação de Mansell. As duas vitórias seguidas do Leão mostraram que ele seria um adversário duríssimo para Piquet e Prost. Àquela altura, Senna era apenas um franco atirador, que dependeria de muita sorte para chegar ao título.

Nas ruas de Detroit, onde os carros eram nivelados por baixo, Senna equilibrou o jogo a seu favor. Venceu a corrida e, melhor, permanecia na briga pelo título, cujo dono era impossível prever naquele momento.

A partir de Paul Ricard, a Williams se mostrou muito superior aos rivais e venceu quatro corridas seguidas. Mansell foi o primeiro na França e na Inglaterra (Brands Hatch), enquanto Piquet voltou a sonhar com o título depois das vitórias na Alemanha (Hockenheim) e Hungria (Hungaroring). 

Aqui tenho que fazer um comentário, apesar dos belos textos do Panda e do Márcio Madeira da Cunha. A ultrapassagem do Nelson sobre o Ayrton foi um espetáculo à parte que deu um brilho maior àquela temporada. Com essa manobra Piquet mostrou que era o melhor piloto daquele ano e mostrava que o título, por direito, tinha que ser dele. Mas o Professor não pensava assim...

Quando tudo parecia apontar para um duelo entre os pilotos da Williams, Prost voltou a esquentar a disputa ao vencer na Áustria (Osterreichring). Na Itália (Monza) e em Portugal (Estoril) as vitórias ficaram com Piquet e Mansell, respectivamente.

Ao chegar no México o campeonato continuava imprevisível e, quando todos esperavam por mais um domínio de Mclaren e Williams, motores e pneus sucumbiram ao calor mexicano. Gerhard Berger, pilotando uma Benetton equipada com motor Ford e pneus Pirelli (naquele ano muito menos competitivos que os pneus da Goodyear), venceu sua primeira corrida, que também foi o primeiro triunfo da escuderia pela qual Schumacher conquistou seus dois primeiros títulos mundiais. A decisão estava adiada para a Austrália.

Foi no circuito de rua de Adelaide que o campeonato de 1986 teve o seu final espetacular. Mansell chegava à Austrália com 72 pontos, contra 65 pontos de Prost e 63 de Nelson Piquet. Senna, já fora da disputa pelo título, somava 55 pontos. Portanto, como a vitória valia 9 pontos, bastava que o Leão somasse 2 pontos (um 5º lugar no sistema de pontuação daquela época), pois, no máximo, Piquet ou Prost empatariam em pontos e número de vitórias, mas Mansell venceria pelos demais critérios de desempate.

A pole position foi conquistada por Nigel Mansell, uma tremenda vantagem moral naquelas circunstâncias. Piquet largaria em segundo e Prost ocuparia a quarta posição no grid de largada.

No começo de prova, destacaram-se Senna e Rosberg, que nada tinham a perder, na disputa pela liderança. Prost teve um pneu furado e foi obrigado a fazer uma parada não programada nos boxes. Tudo indicava que o francês havia abandonado a briga pela vitória e pelo campeonato.

Quando Senna e Rosberg abandonaram a prova, Mansell assumiu a ponta e tinha tudo para faturar o título com chave de ouro: pole, vitória e o campeonato. Depois de 15 corridas disputadíssimas, a última do ano não poderia ser tão tranqüila assim, e não foi mesmo. Depois de ter o pneu estourado o Leão ainda teve tempo de controlar o carro, proporcionando uma bela imagem, antes de abandonar a corrida e suas pretensões de se tornar campeão.

Agora era Piquet quem liderava a prova, e era o virtual campeão. O Professor já estava em segundo e vinha descontando a diferença para o brasileiro, afinal de contas tinha pneus mais novos. Devido ao problema com Mansell, Piquet tinha uma séria decisão a tomar: seguir em frente e correr o risco de ficar sem pneus, ou fazer um pit stop, que custaria a liderança, e se garantir para o final da prova. O brasileiro optou pela troca de pneus e Prost, sempre ele, assumiu a primeira posição.

Embora tentasse de todas as formas encostar em Prost, Piquet não teve mais tempo para reagir. Com sorte, precisão e, principalmente, muita categoria Alain Prost conduziu seu Mclaren à bandeirada com uma vantagem de 4,2 segundos sobre Nelson Piquet.

Com 74 pontos Alain Prost tornou-se bicampeão mundial de F-1. Mansell foi o vice-campeão com 72 pontos, Piquet o terceiro colocado com 69 pontos, e Senna o quarto com 55. 

Assim, portanto, terminava de forma inesquecível a eletrizante temporada de F-1 em 1986 que, para muitos, foi uma das mais emocionantes de todos os tempos.
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Olá, grandes amigos do Gptotal.

Não poderia deixar passar em branco o falecimento do piloto John Love, o pioneiro da arte do patrocínio, exibindo as cores dos cigarros Gunston em sua Brabham no GP de sua terra natal. 

Aliás, sei que todos os 9 GPs disputados por ele foram em Kyalami, na África do Sul, e obteve um respeitável segundo lugar com um Cooper Maserati nesse mesmo GP em 1967, chegando até a liderar a corrida. 

Apenas uma homenagem a mais um dos tantos heróis obscurecidos pelo tempo, que partiu para acelerar lá em cima. Obrigado. Abraços a todos.

Fabio Henrique de Oliveira Rodrigues, São Paulo (SP)

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Caro Sérgio, 

Lendo sua opinião, gostaria de me manifestar, pois acredito serem referentes às colocações que antes houvera feito. Antes disse que não havia nada provado sobre irregularidades nos Benettons B194 e você acaba por confirmar o que disse. Se a FIA é a responsável por fiscalizar os carros nada prova sobre possíveis irregularidades é porque os mesmos estão dentro do regulamento. 

Se não há provas, tais ilações não passam de meras especulações, nada mais. Mero achismo. Talvez pense assim mais em razão da minha profissão. Também acho que os tais se isso ou se aquilo não contam nas análises, mas acredito que Senna ganharia aquele campeonato por ser um ótimo piloto, ser mais experiente que Schumacher e, ao contrário que a maioria pensa, ter sim um melhor carro que a Benetton. Um abraço.

Herik Nelson, Belo Horizonte (MG)
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Sérgio e amigos do GP TOTAL: 

Sob todos os aspectos, a punição dada a Schumacher no ano de 1994, onde ele foi suspenso por duas corridas ao desrespeitar uma bandeira preta, foi tendenciosa, pois, se analisarmos antecedentes na F1 veremos que, em 1989, Mansel fez o mesmo no GP da Espanha e de lambuja tirou Senna da corrida e não foram aplicadas ao inglês maiores punições do que a suspenção na referida prova e talvez uma multa irrisória ou correr sob observação nas corridas subseqüentes. O que realmente a FIA estava fazendo era impor competitividade ao campeonato de 1994 da forma mais abjeta possível, punindo o melhor piloto como fez no GP da Bélgica, onde desclassificou o alemão após o mesmo ter vencido a corrida, usando argumentos no mínimo questionáveis. 

Quando às irregularidades da Benneton, surge uma dúvida: se todos sabiam, por que as demais equipes não denunciaram a Benneton? Ou talvez elas também tivessem algo a esconder?

Josenildo Henrique de Melo, Recife (PE)
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Tenho 2 perguntas cabeludas. Um verdadeiro desafio (dois na verdade). Ao longo destes mais de 50 anos de F1, quantos modelos diferentes disputaram provas? E quantos pilotos? Quem se prontifica a pesquisar e responder?

Cesar Matiuzzi Pedrini, Linhares (ES)
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Olá, Gepetos. 

Um aviso de utilidade pública: eu tenho fitas vhs de gps da Fórmula 1 atual, a partir do gp da Bélgica de 2001 (entre eles a primeira vitória de Alonso, Raikkonen, Fisichella, Trulli, a última vitória de Hakkinen, as últimas corridas de Alesi, além da conquista do penta, hexa e heptacampeonato de Michael Schumacher) para venda ou para troca (gps mais antigos). Se alguém se interessar, o meu e-mail é: eltoncs4@hotmail.com Valeu!

Elton da Costa dos Santos, Passo Fundo (RS)
 
Opiniões e Dúvidas dos Leitores 26.04.05
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Gostaria de corrigir a resposta dada pelo querido Edu Correa à pergunta do Andrei Carlos Rachadel, de Curitiba, acerca dos motores Lamborghini. 

Os motores Lamborghini — que, naquela época, pertenciam a Chrysler — tiveram uma passagem pra lá de discreta na F-1, durante o período de 89 até 93. Em 89 equipou a Larrousse e obteve seus primeiros pontos com Phillipe Aliot. O motor V12 era potente, porém bastante pesado. 

O melhor ano da Lamborghini foi em 1990, quando equipou a Lola e a Lotus. Era com a vitoriosa equipe inglesa que eles esperavam alavancar o sucesso na categoria, porém o carro daquele ano mostrou-se muito ruim e a Lotus-Lamborghini só marcou 3 pontos e o carro era extremamente perigoso de se guiar que acabou com a carreira promissora de Martin Donelly e antes Warwick já havia sofrido um acidente feio em Monza. Porém, com a Lola, a equipe teve alguns resultados animadores como o pódio obtido por Aguri Suzuki no inesquecível GP do Japão em 1990. 

Em 1991 a Lamborghini foi equipar a Ligier e construir sua própria equipe e passou o ano em branco. Em 1992 equipou a Minardi e a Larrousse e obteve 1 ponto com cada equipe. Em 1993, dedicou-se exclusivamente a Larrousse e conseguiu mais uns punhados de pontos. 

Mesmo assim a potência daquele V12 equipado em chassis pouco competitivos chamou a atenção da McLaren, que fazia parte dos MSMO (Movimento dos Sem-Motores Oficiais) desde a saída da Honda e estava atrás de um bom motor. Foi feito um acordo entre McLaren e Lamborghini para se fazer alguns testes e os resultados foram positivos, só que a McLaren optou por uma parceria (que também não durou muito) com a Peugeot. Flávio Briatore ainda chegou a procurar a Chrysler para que esta fornecesse seus V12 para a Benetton, mas a empresa norte-americana recusou o convite e desistiu da F-1. Só depois a Benetton renovou com a Ford por mais uma temporada. 

Bem a correção está feita. Abraços 

Gustavo Lucena, Natal (RN)





Obrigado pelo toque, Gustavo. Fui traído pela pressa ao consultar o capítulo Motores do Marlboro Guide. Não percebi que, lá, eles só apontam poles e vitórias de cada usina e não as colocações intermediárias.

Abraços (EC)
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Acerca do campeonato de 1994, comentou-se que nada teria sido provado a respeito de mecanismos ilícitos nos Benettons, e teria sido apenas uma suspeita que gerou uma especulação. 

No anuário Automotor 1994, Flávio Gomes registra que a FIA encontrou, sim, mecanismos proibidos na Benetton: controle de tração (encontrado também na McLaren) e até mesmo um sistema automático de largada (similar ao que hoje tem a Renault). Mas não puniu as equipes, pois não pode provar que os dispositivos tinham sido utilizados. Pode parecer um argumento ridículo, mas foi o que aconteceu. 

Sobre a punição de Schumacher, a suspensão de duas corridas não ocorreu somente por ele ter ultrapassado Damon Hill na volta de apresentação. Esta manobra foi punida com um stop and go. Como Schumacher não parou no prazo de voltas permitidas, tomou uma bandeira preta. Como não parou depois de tomar a bandeira preta, é que levou a suspensão. Lógico que a suspensão de Schumacher caiu como uma luva para a FIA dar mais interesse ao campeonato. Mas ignorar uma bandeira preta é motivo mais do que justo para uma suspensão. 

Por fim, em relação ao GP Brasil daquele ano, a falta do filtro da mangueira na Benetton não pode ser considerada a responsável pela vitória de Schumacher, apesar de tornar o reabastecimento mais rápido. Outro motivo para os pits-stops da Benetton terem sido mais rápidos estava no menor consumo do motor Ford. Schumacher teve méritos para ganhar, aproveitando-se de um carro que naquele momento era mais equilibrado que a Williams. A Williams estava perdida no começo da temporada, sem poder contar mais com a suspensão eletrônica. 

No mesmo anuário, Flávio Gomes registrou a impressão de Senna ao testar o carro pela primeira vez: Bem na minha vez cagaram no carro. Mas apesar do erro, é de notar que Senna não fez uma boa corrida. Nos treinos, fez a pole com um tempo 1,6 s melhor que o de Damon Hill. Na corrida, sua melhor volta foi 1,5 s melhor que a de Hill. Ao rodar, Senna estava a cerca 9 s de Schumacher. Hill terminou em 2º, uma volta atrás! No final do ano, Hill estava andando no mesmo ritmo de Schumacher. Claro que se Schumacher não tivesse sido punido, dificilmente Hill teria levado a decisão até a última corrida. Mas se formos pensar na base do se, se Senna não tivesse morrido, a temporada de 94 teria sido bem diferente.

Sérgio
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Ao Sr. Eduardo Correa,

Lendo a sua resposta a respeito da Ligier, me veio uma duvida. Jean Pierre Jarier foi piloto da Ligier? Se não me engano ele faleceu num GP da Africa do Sul, quando atropelou um fiscal com um extintor (que atingiu a sua cabeça). Se não me engano também ele pilotava para a Shadow, inclusive liderou por um bom tempo, até quebrar, o GP do Brasil de 75, vencido pelo Pace com o Rato em 2º. Creio que seu acidente foi ao fim da década de 70. Com relação à coluna da Alessandra, esta Bia Figueiredo parece ser mesmo uma fera, um caso raro, e por isso mesmo fadado a meu ver ao sucesso. Ser mulher, no caso dela, parece não interferir no seu desempenho. Ela tem habilidade e faro de campeã.

Fernando Eduardo Macedo Marques, Niterói (RJ)






Olá, Fernando. Jarier está vivo e ainda corre de vez em quando em provas de carros esporte. Quem morreu na África do Sul ao atropelar um bandeirinha e ter a cabeça esmagada pelo extintor de incêndio foi Tom Pryce, em 1977. Jarier guiou pela Ligier em 1983 e havia feito uma corrida pela equipe, em caráter excepcional, no Japão, em 1977. Esse GP foi o primeiro em que a Ligier competiu com dois carros - Laffite pilotou o 26 e Jarier, o 27. Abraços. (LAP)

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Olá, Gepetos. 

Gostaria de ajudar em algumas questões. Ao Marcelo Arruda de Sobradinho: o Gonzalo Rodrigues, segundo informações da época, simplesmente errou a freada e entrou na área de escape rápido batendo o bico na caixa de brita, o carro saltou e bateu com o bico na barreira de pneus. Não havia, ao contrário do que você digitou, tela de proteção e os 700 kg do carro caíram diretamente sobre a sua cabeça, numa cena chocante. O carro não sofreu nenhuma avaria de estrutura, nem mesmo o santantonio. Mas a inclinação do morro foi decisivo. Lembrando que Rodriguez era considerado a esperança esportiva do Uruguai, em crise política e esportiva, e vinha de uma geração com Montoya, Zonta, Heidfeld, Alonso na extinta F3000. 

Ao Josenildo: a Honda havia anunciado que sairia da F1 no final de 1992 e com isso o desenvolvimento do já ultrapassado V12 da equipe foi definhando durante a temporada com Ayrton vencendo apenas nos circuitos travados de Monaco (aquela famosa prova da McLaren Larga) e Hungaroring, e no veloz e perfeito para o V12 Monza e Berger em Montreal depois do acidente entre Ayrton e Mansell. 

O carro Mp4/7 só estreou no Brasil, numa prova de total desespero da equipe que trouxe nada menos que sete (!) carros inteiros para São Paulo. Treinou com o MP 4/6 de 1991, com o chassi novo, lembro me até de Senna e Berger trocando de chassi aos olhos do público, ou até de um estar na pista com o 4/7 e outro com o 4/6 sem baixar de um segundo ou mais a distancia dos Williams Renault. 

Com isso, a Ford e a Benetton, acertadinhos, deixados pelo Piquet no ano anterior, cresciam de forma qualificada. A Benetton sempre teve bons chassis, e aliados ao levissimo V8 da Ford, faziam com que o seu desempenho fosse satisfatório. 

Para Panda e seus comparsas: Imaginem a seguinte situação: Nelson não consegue controlar o carro em Hungaroring, vai para a caixa de brita e Ayrton vence a prova. Os fãs não iriam dizer que Nelson perdeu o título por ter sido arrojado demais para passar Ayrton? 

Sobre ultrapassagens: há duas que não me saem da memória: uma do Alessandro Naninni sobe o Nelson Piquet em Spa, mais exatamente na La Source, em 1988, e outra do Al Unser Jr. sobre o Jacques Villeneuve em Portland, em 1995. As duas foram basicamente iguais: os pilotos que defendiam as posições por dentro foram enganados pelos pilotos que vinham por fora, que travaram as rodas um pouco antes do ponto fazendo com que os de dentro pensassem que haviam errado o ponto de freada e desequilibrassem os seus carros, passando reto na curva o tomando o xis. Enfim, outros tempos.

Roberto Taborda, Uruguaiana (ES)

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Caros amigos, 

Gostaria de usar, mais uma vez, o espaço do Gptotal para transmitir a quem não viu o Gp de Portugal de Motogp uma das provas mais perfeitas que já vi um piloto de moto realizar. 

É comum um piloto de Fórmula 1 dominar todos os treinos e arrasar na corrida, não dando chances a ninguém. Mas, quando o assunto é moto, as coisas tornam-se bem mais difíceis. Ainda assim, Alexandre Barros viveu um fim-de-semana à la Giacomo Agostini (espero não estar exagerando) no Estoril. Barros fez o melhor tempo em todos os quatro treinos, dando a entender que, desde de Valência-02, a vitória viria até com certa tranqüilidade. No treino classificatório que lhe rendeu a pole position, Barros só foi à pista nos últimos 20 minutos, mas conquistou a posição de honra na largada. A moto estava perfeita. 

No domingo, o clima em Portugal estava bastante instável. Logo, lembrei-me do Gp do Brasil de F-1 do ano passado. Tudo estava tranqüilo para Barrichello, mas um chuvisco na hora da largada o impossibilitou de lutar pela vitória. Fiquei temeroso. Eu já estava lamentado antes mesmo da largada. E o pior: assim como em Jerez, Alexandre largou mal e cai para a sexta posição. Mas sua recuperação começou ainda na primeira volta. Barros cruzou a linha de chegada embutido em Max Biaggi, então segundo colocado, e o passou na forte freada no fim da reta. A partir de então, a corrida era somente dele e de Sete Gibernau. O brasileiro fez, seguidamente, a volta mais rápida da prova. Rossi e Biaggi foram ficando para trás. A chuva aos poucos foi aumentando, os fiscais de pista mostravam bandeira branca para os pilotos (bandeira branca significa pista escorregadia) e eles viviam num dilema: não sabiam se deviam ir aos boxes trocar de moto ou se continuavam batalhando contra o piso molhado do Estoril. Barros passou a usar Gbernau como referência, principalmente nas frenagens. Mas o duelo nem chegou a acontecer por uma queda do espanhol no momento mais crítico da pista. A chuva estava mais intensa, mas Barros não teve problemas para administrar sua vantagem de mais de 10 segundos para Rossi. Bastou tocar a moto com cuidado até a bandeirada. Uma corrida perfeita! 

Alexandre, em Portugal, conquistou mostrou que é capaz de fazer corridas inesquecíveis (pelo menos para quem assistiu, é claro, já que a Globo...). A reverência de Rossi no pódio a ele fala por si só. Mas assim como Barrichello na F-1, o que falta a ele é regularidade. Caso os dois corrijam isso, talvez tenham muito o que comemorar pela frente. Força, rapazes! Um grande abraço a todos.

Willian Lopes Machado, Brasília (DF)

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Parabéns a todo o pessoal do site. Quanto ao acidente do Ricardo Paletti, quero lembrar que naquele domingo era dia do seu aniversário e sua mãe estava presente no autódromo. E digo ainda para quem puder rever as imagens, ele, quando bate, não pega fogo imediatamente. Pelas imagens podemos ver a gasolina toda espalhada em volta de seu carro por alguns instantes e eis que surge um bombeiro que chega correndo e ao colocar o seu extintor no chão para destravá-lo, provoca uma faisca talvez pelo atrito e aí sim começa o fogo totalmente incontrolável. 

Antonio Carlos S. Silva, São Paulo (SP)

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Caro Edu, 

Muito boa a sua matéria sobre o pior ano da Ligier, só me atentei a um detalhe quando você menciona que após o acidente de 86, o Laffite não voltou a pilotar um Formula 1, há um engano, pois ele testou um Williams Renault de 89, e também um Ligier, se não estou errado de 88 ou 89. Um grande abraço. 

Alessandro Ribeiro, São Paulo (SP)

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Panda,

Muito bem! Publicaram uma nota sobre a Bia, mas ainda acho que o site merece mais movimento. Eu insisto no meu pedido de entrevistas. Tenho certeza que todo aquele do metier que for convidado a dar uma (boa e longa) entrevista, poderá acrescentar conhecimento aos leitores. Velhas ou novas histórias, coisas que, quem sabe, agora poderão ser reveladas. Acho que vocês deviam mesmo investir no assunto. Afinal, o GPTotal já é quase uma enciclopédia de automobilismo, há assuntos aqui no site que foram esmiuçados, mas a parte de depoimentos poderia ser muito expandida. Depois a gente se queixa que brasileiro não tem memória. Tá certo (e esse pedido é também para o Edu e demais colunistas)? Um abraço. 

Alexandre, São Paulo (SP)

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Prezados amigos do GpTotal, 

Sou assíduo leitor deste excelente site, e de vez em quando, envio algumas de minhas modestas opiniões. Li com muita satisfação a mensagem do Sr. Kleber Wedemann, onde ele enaltece as atuações dos pilotos brasileiros mundo afora, lembrando com muita lucidez o esforço hercúleo para a obtenção de bons resultados e, até mesmo, se manterem competindo (quem já foi piloto ou ama de verdade o esporte a motor sabe bem o que estou dizendo), pois, de certa forma, chegar e se manter no fechadíssimo clube da velocidade já é uma vitória! Conseguir a tão sonhada vitória em competições, então, nem se fala Principalmente se a origem do herói for um país do terceiro mundo. Isto vale tanto para 2 quanto para 4 rodas! 

Penso que devemos dirigir nossa atenção, também, para a Moto GP, Fórmula Mundial, Fórmula Indy, Kart,Turismo e onde quer mais que se tenham pilotos brasileiros competindo. É para o bem do automobilismo de competição e o esporte a motor em geral! 

Do mesmo modo, parabenizo também, o leitor Luiz Franco, que, com muita lucidez, lembra da importância do grande Emerson Fittipaldi, assim como o também excelente Nelson Piquet, e especula os motivos da falta de reconhecimento da mídia em geral em relação a estes expoentes do automobilismo. Atribui ainda o colega Luiz a interesses contrários à Rede Globo em divulgar tais personalidades, devido ao fato de que as transmissões à época, não eram da referida emissora. Concordo plenamente com estas opiniões! E por derradeiro, esta constatação, me leva a crer, que estas ponderações sobre a necessidade de apoio geral e irrestrito aos pilotos brasileiros, nas mais diversas categorias do esporte a motor em geral, refletem a maturidade, de modo especial, dos já citados ilustres colegas e da Famíla GpTotal de um modo geral. 

União é o que precisamos para tornar sólido nosso Esporte a Motor, de modo especial o automobilismo e o motociclismo de competição. Avante família GpTotal! Cordiais abraços a todos. 

Paulo C. Winckler, Porto Alegre (RS)

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Prezados Colegas, 

Inicialmente parabéns pelo site, de tempos em tempos sempre dou uma olhada nas colunas, e tento, não consigo evitar sempre infelizmente, não ler os comentários dos leitores, pois alguns são lamentáveis, querendo dizer que fulano ou beltrano foi melhor. 

Deveríamos, na verdade, dependendo da faixa etária, reconhecer que presenciamos o melhor de toda história da F-1; no meu caso, vi o final de Emerson, que só foi bi porque quis tentar criar uma equipe brasileira, vi o final da carreira de Lauda, vi o auge de Prost e Piquet, ambos com estilos conservadores e inteligentes, vi Senna, que fez dos treinos de sábado ser um atrativo, só que em corridas não tinha a mesma estabilidade, vi Mansel, que encantava com suas loucuras e hoje vejo Shumacher, que, por sorte ou azar, não teve um confronto maior com os nomes citados, mas que com sua competência derreteu praticamente todos os recordes da F-1. S

Se analisarmos os nomes citados, e olha que nem coloquei Berger, Villeneuve, etc, poderemos dizer que presenciamos 70% ou 80% dos melhores pilotos de todos os tempos, e isso é impagável. É simplesmente presenciar a história e desfrutá-la para sempre, relembrando: “ah, aquele campeonato de 86 foi maravilhoso”, “ah, aquela ultrapassagem do Piquet sobre o Senna foi genial”, “ah, aquela pole do Senna foi incrível”, “ah, cinco títulos seguidos só o Shumacher conseguiu”, etc. Viva a F-1, viva a história. Abraços. 

Alexandre Oliveira, São Paulo (SP)


Opiniões e Dúvidas dos Leitores 25.04.05
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Olá a toda equipe do GPTotal

Sou um grande admirador dos carros de rua da Lamborghini, embora a performance da marca competindo na F1 não tenha sido das melhores. Quais foram os melhores resultados e quais equipes foram equipados com motores Lamborghini na F1? 

Andrei Carlos Rachadel, Curitiba




Oi, Andrei.

Os motores Lamborghini disputaram 80 GPs entre 89 e 93, sem conseguir nenhum ponto. Neste período, eles equiparam os Lola da equipe Larrousse (89 a 93), Lotus (90), Lambo (91) e Minardi (92)

Abraço (EC)
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Uma passagem de Piquet que acho que poucos conhecem. Em 1982, corrida de Hockenheim, Piquet liderava a corrida e se envolveu em um acidente com o piloto Eliseo Salazar. A parte que os dois brigam acho que todos conhecem, mas o que aconteceu um pouco depois, não. Logo após, Piquet voltava a pé para os boxes quando uma van da organização da corrida encostou e o motorista perguntou se Piquet queria uma carona. Ao chegar na van, Piquet viu Salazar dentro e começou uma discussão dizendo que com ele dentro não iria e coisa tal. 

O motorista saiu da van e tentou resolver a situação, Piquet saiu correndo, entrou na van e deixou para trás tanto Salazar quanto o desnorteado motorista. Dez anos depois, conversando com um técnico da BMW que trabalhou com ele naquele ano, soube que o acidente foi a melhor coisa que poderia ter acontecido para a BMW naquela corrida, pois ao abrir o motor após o acidente a BMW constatou que mais duas voltas o motor explodiria, o que seria um embaraço para BMW correndo em casa. Piquet imediatamente correu ao telefone e tentou localizar Salazar, contar-lhe a história e agradecê-lo.

Marcio Fadel, Brasília (DF)
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Caro Marcelo Jardim, segue meu comentário, um tanto desconjuntado, é verdade, à sua carta de 20 de abril. 

Ficará claro, é uma reação às suas observações naquela carta: apesar de reconhecer a importância do Reginaldo Leme, inegável (ele sim alguém que poderia afirmar do alto de meus trinta e poucos anos de F1, e nunca o fez publicamente), meu lugar como espectador é um de quem sempre nutriu enorme curiosidade pelas corridas através de vários meios de informação, e a tal retransmissora nacional nunca foi o principal deles, estes sendo os de mídia impressa (texto e fotos), estrangeiros ou nacionais, desde sempre. A chance de assistirmos aos GPs poderia ter sido proporcionada por quaisquer outras emissoras, é indiferente dado que a contribuição destas ao espetáculo sempre pareceu irrelevante, como também é notório o descaso no aproveitamento, nas transmissões, das possibilidades que uma competição tão excitante e rica sensorialmente oferece ao público. 

Eu me lembro muito bem da única vez que presenciei o afamado locutor ficar em silencio e deixar-nos ouvir por longos 40 segundos ou mais, um piloto fazendo uma volta de classificação, quase inteira, com o som da camera onboard (Spa 1990, Roberto Moreno numa Benetton-Ford). Muito mais importante, para nós fãs brasileiros, parece-me o fato dos dirigentes supremos insistirem em manter o GP Brasil acontecendo de forma ininterrupta todos esses anos. 

Quanto ao gosto (palavra minha) em afirmar e reafirmar termos estado em Interlagos muitas vezes, nos últimos trinta anos ou mais, não só para ver F1, é sim para atestar, em alto e bom som (por que não?) que adoramos assistir competições motorizadas — na ótima definição dada a esse esporte pelo Tite — e que temos muito orgulho disso, orgulho de termos testemunhado pequenos momentos da história de uma atividade que todos amamos, aqui sendo óbvio e sincero; não apenas para torcer pelos preferidos, mas também para observar detalhes que ficarão por muito tempo na memória e que apenas recentemente podem ser registrados e repartidos pelos leitores num meio como o GPtotal. 

Eu sempre sinto grande satisfação ao ver minhas cartas publicadas aqui, e mais ainda quando produzem algum retorno (em verdade raramente acontece) seja complemento, cumprimento ou crítica — é óbvio que a criação deste site serviu para desaguar um Itaipu de sentimentos e informações acumuladas por parte da absoluta maioria desses leitores, usuais ou não, e que por isso mesmo passaram a sentir-se parte de uma agremiação, na falta de palavra melhor. Os tais gepetistas. 

E penso que a edição (significando também a escolha do que será publicado ou não) das cartas pelo Edu e o Pandini é suficiente, e portanto competente, para manter um bom nível de interesse à curiosidade de todos os leitores; seja qual for o modo ou o tom adotado sobre os assuntos. Não concordo com a afirmação “falta-nos visão”, como também “o título o problema está na gente” — que de fato foi o que estimulou-me a escrever este comentário — e não acredito em imparcialidade, como os leitores às vezes demandam de quem se atreve a escrever críticas por aqui: é uma idéia por demais abstrata para ser considerada neste contexto, e para mim inexistente em qualquer fato de comunicação entre humanos. 

Está claro sempre que, por aqui, mostramos nossas preferências, embora às vezes não tão claramente!. Não vejo problema nisso, e aliás, não vejo como separar a montagem de certas explanações negativas, da vontade de criticar algum personagem do meio F1 de que não simpatizamos, por exemplo. De minha parte já acostumei-me a uma leitura rápida das cartas e colunas, e quando não me atiçam a curiosidade (ela, sempre) seja pela informação nova, seja pelo humor, ou até a falta dele, apenas pulo e sigo adiante. Já nos basta continuar dispensando um bom tempo da vida a observar passivamente todo (ou quase todo) o campeonato mundial (cada vez mais longo!), o que pode ser considerado um sacrilégio por qualquer pessoa dotada de curiosidade (e do tal bom senso) por alguns dos múltiplos aspectos da vida contemporânea. 

E para não terminar sem uma dose de bom humor (aqui quero agradecê-lo pelo gancho que me permite contar essa história), aqui vai a única piada de F1 que já ouvi e nunca esqueci. Foi contada na escolinha do prof. Raimundo, do Chico Anysio, lá por volta de 1990, quando Senna estava no seu auge, parecendo invencível. O professor chama o aluno interpretado pelo impagável Walter D’Ávila, cujo personagem não lembro mais o nome: Sr. Fulano, uma pergunta de História para o senhor. — Pois não, professor. — Por que é que D.Pedro foi primeiro no Brasil e quarto em Portugal? E então o Walter D’Ávila se aproxima da mesa do mestre, com o olhar mais sério do que nunca, e, chacoalhando tensa, mas discretamente as bochechas, no modo que só ele sabia fazer, timing perfeito, responde com aquela sua voz profunda, transbordando de seriedade: — Aah professor, só pode ter sido o motor. — (…e o salário, ó). 

Fernando Amaral, São Paulo (SP)
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Os textos de Marcelo Jardim sempre são bons e nem me acho a altura de meter o bedelho. Mas em seu comentário de 20/04 ele cita as palavras “acompanho Fórmula 1 desde 1972”. 

Caso isso tenha sido referência a um comentário escrito por mim há alguns dias, gostaria de completar o trecho para que ele não fique com significado oposto ao que eu pretendia. Também acompanho F1 desde 1972. Ainda assim não me considero com autoridade para emitir parecer definitivo sobre nada. Escrevi isso para contrastar com as palavras “com a autoridade de quem acompanha Fórmula desde 1971”, escritas no comentário enviado por outro leitor. 

No mais, quero dizer que abrir a boca para reconhecer algum mérito em Nigel Mansell parece ter afrontado algum tabu ou dogma religioso no qual algumas pessoas parecem crer piamente. “Ele só ganhou porque tinha o melhor carro”. A acusação tantas vezes feita a Schumacher foi dirigida também ao inglês. Portanto, o Leão está em ótima companhia. Para quem não gostou da brincadeira “De Volta Para O Futuro”, vou reescrever minha opinião de outra forma: Quantas vezes vimos, pelo menos na F1, um piloto chegar à última corrida do ano com 7 e 6 pontos de vantagem sobre os dois perseguidores mais próximos (apenas Prost e Piquet) e perder o título a vinte voltas do final da prova porque o pneu (que o fabricante garantiu que resistiria a prova inteira sem necessitar substituição) estourou?

Carlos, São Paulo (SP)
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Oi, Alessandra. 

Sobre a sua coluna Mão à palmatória, gostaria de dizer que eu acho que homens e mulheres têm a mesma capacidade de pilotagem. Quanto à condição física, eu acho que, em situação de corrida, a coisa se nivela também. Eu vou fazer um paralelo muito louco aqui: você se lembra do filme “Aliens - O Resgate” (espero que tenha visto, caso contrário estarei te contando o filme)? 

Na estória existe um grande robô-operário que as pessoas usam se colocando nele, para carregar e transportar cargas que pesam toneladas. No final, aquele alien gigante contra um ser humano — seja homem ou mulher — não seria nada justo. Então, o que a personagem Ripley faz? Usa um daqueles robôs-operários para lutar com o alien. 

Eu posso estar viajando demais, mas é exatamente assim que eu vejo. Dentro de um carro de corrida, todo mundo fica em pé de igualdade. Somando isso às características da Bia Figueiredo, não é por acaso que no ano passado os pilotos sofrerem com ela. Sofreram mesmo. Uma vez que eu escrevi sobre ela da maneira como eu fiz, na época em que você escreveu a coluna Mulher ao Volante, não é surpresa dizer que a primeira vitória dela na Fórmula Renault me deixou nas nuvens. PS: eu não tive oportunidade de gravar. Se alguém gravou, entre em contato: leonardodp@taskmail.com.br

Leonardo
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Sobre o comentário que os pilotos brasileiros sempre pastaram em Paul Ricard, gostaria de lembrar que não é bem assim. Em 1985, o Piquet largou em quinto com uma Brabham-BMW de pneus Pirelli e deu poeira em todo mundo. Foi uma vitória de campeão com direito a uma ultrapassagem dupla na reta do mistral. Parabéns pelo site! 

Rogério Silva Nacif, Belo Horizonte (MG)
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Sobre o comentário que os pilotos brasileiros sempre pastaram em Paul Ricard, gostaria de lembrar que não é bem assim. Em 1985, o Piquet largou em quinto com uma Brabham-BMW de pneus Pirelli e deu poeira em todo mundo. Foi uma vitória de campeão com direito a uma ultrapassagem dupla na reta do mistral. Parabéns pelo site! 

Rogério Silva Nacif, Belo Horizonte (MG)
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Olá colunistas e leitores do GP Total, 

Quero falar sobre dois assuntos. Expresso a minha opinião de que a Fórmula 1 de hoje vale menos que nada. Para mudar esse quadro, todas a pessoas que estão na F1 hoje devem sair fora. A começar pelo atual presidente da FIA, Max Mosley. Na Ferrari tem que sair todo mundo, menos Schumacher: Barrichello, Jean Todd, Ross Brown, e até o atual presidente da escuderia italiana, Luca sei lá de quê. 

Além disso, teria que sair ao menos dois pilotos de uma ou duas equipes. Assim sobrariam, incluindo a vaga de Barrichello, três vagas no total, que só poderiam ser preenchidas por pilotos que tivessem, no mínimo, dois terços do talento de Schumacher. Só assim o automobilismo poderia ter uma categoria máxima da qual se orgulhar. 

O segundo assunto é que, ultimamente estou muito interessado em vários temas que vêem sendo abordados nas últimas semanas. Um deles é sobre ultrapassagens famosas. Seria interessante fazer um levantamento das melhores ultrapassagens e disponibilizar um vídeo para download, como vocês já fizeram antes. Um dos internautas deu a idéia da ultrapassagem de Nigel Mansell em Nelson Piquet no GP da Inglaterra, em 1987. Eu fiquei curioso. Porque vocês não começam daí? Um abraço a todos.

Bernado Silveira, Ouro Preto (MG)
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Dizem que a F-1 está mais segura, não morrem pilotos desde aquele trágico 1º de maio de 94. Os crash tests são obrigatórios em todos os carros, as equipes gastam milhões em nome da segurança. Pergunto: como os atuais carros absorvem os impactos? Não vejo os carros se despedaçarem com os impactos como acontecia. Não sou físico nem técnico mais acho que a carenagem deveria se despedaçar mais e deixar a célula de sobrevivência e os pilotos intactos.

Carlos Alberto de M. Ribeiro
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Aos colunistas do GpTotal, vai aqui uma dúvida: vamos viajar um pouco na imaginação, como seria se existisse uma categoria (poderia ser a própria F1) em que nada fosse proibido, não existisse nenhuma regra no aspecto de diminuição de velocidade, nem em limitação em potência dos motores, etc, etc, mas os orçamentos fossem ilimitados, pois os gastos seriam calculados em zilhões, como seriam os tempos das voltas por exemplo em Monza, ou Spa? Gostaria de ter uma idéia de saber como seria essa categoria vale-tudo. 

Rafael José Chicati, Maringá (PR)
Opiniões e Dúvidas dos Leitores 20.04.05
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Se começou sem vencer, provavelmente termina da mesma forma

Marcos Staskoviak


Se Michael Schumacher vencer o campeonato deste ano, o que é bem possível, terá feito algo único na história da Fórmula 1. Não falo de seu zilhonésimo título, mas que ninguém conseguiu ser campeão começando tão mal uma temporada, com somente um sétimo lugar na Malásia e dois pontos na tabela, o que em outros tempos, numa galáxia bem próxima, não valeria nada.

Em 55 temporadas completas da categoria apenas dez vezes o campeão não venceu nenhuma das três primeiras provas do ano, incluindo o próprio Schumacher em 2003. A estatística se reduz a sete pilotos se observarmos as quatro primeiras corridas, e isso nem o alemão fez. Outra coisa, entre esses pilotos vencedores, apenas um defendia o título conquistado no ano anterior: Jack Brabham em 1960.

Alguns detalhes ilustram melhor as dificuldades de Schumacher pela falta de precedentes. Antes de 2003, quando o piloto da Ferrari venceu apenas na quarta prova, foi Alain Prost que venceu a temporada de 1989 sem nenhuma vitória nas quatro provas iniciais, porém, o francês conseguiu três segundos lugares seguidos e um quinto, o que não se pode considerar começar mal. Isso faz de Nelson Piquet a última referência se Michael não vencer em Ímola. O piloto da Williams começou 1987 com um segundo na prova de abertura e outro segundo no quarto GP.

Quem tem um histórico mais parecido com a situação atual de Schumacher é Niki Lauda e Brabham. Este segundo não conquistou ponto algum nas três primeiras corridas e venceu a quarta de 1960, porém, a terceira corrida era as 500 Milhas de Indianápolis, e nenhum piloto da fase européia da F-1 disputou essa prova, o mesmo acontecendo com Mike Hawthorn em 1958, quando a Indy 500 foi considerada a corrida número quatro daquele ano. Assim, fica com Lauda o pior início de campeonato para um campeão, com dois sextos e um quinto lugares nos quatro primeiros GPs. Todos os outros subiram pelo menos uma vez no pódio nesse mesmo período.

A favor de Schumy temos fatores mais subjetivos, mas nem por isso menos importantes. Ele ainda é o melhor piloto do grid, corre ainda pela melhor equipe e tem uma temporada inteira para reagir, e em temperaturas bem mais amenas.
Porém, o que interessa mesmo é que a emoção deste campeonato de 2005 está garantida, já que mesmo que Schumacher desande a vencer, vai levar um bom tempo para assumir a ponta na tabela, e ninguém acredita que Fernando Alonso vai deixar de subir ao pódio e marcar seus pontos com uma certa regularidade a partir de agora, na fase européia.

Campeões que não venceram nas 3 primeiras provas da temporada

 

 

Posição de chegada

pontos até 3º GP

pontos até 4º GP

piloto

ano

1º GP

2º GP

3º GP

4º GP

PE

PA

PE

PA

Michael Schumacher **

2005

-

-

?

2

2

?

?

Michael Schumacher **

2003

-

8

8

18

18

Alain Prost

1989

18

24

20

28

Nelson Piquet

1987

-

-

6

8

12

16

Keke Rosberg

1982

-

-

8

12

8

12

Jody Scheckter

1979

-

7

11

13

19

James Hunt

1976

-

-

6

8

15

18

Niki Lauda

1975

-

4

10

4

10

John Surtees

1964

-

-

-

6

8

6

8

Jack Brabham **

1960

-

-

- (*)

0

0

8

10

Mike Hawthorn

1958

-

- (*)

6

10

6

10

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

* não participou da Indy 500

 

 

 

 

 

 

 

 

** defende título conquistado no ano anterior

 

 

 

 

 

 

PE - na pontuação da época

 

 

 

 

 

 

 

 

PA - na pontuação atual

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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O problema está na gente!

Marcelo Jardim

Tenho percebido já há algum tempo que não são as incontáveis vitórias da dupla Ferrari-Schumacher, ou a falta de competitividade da categoria, ou mesmo o regulamento estapafúrdio da FIA que tem feito a Fórmula 1 um negócio meio chato de se assistir. É mais do que isso. Na verdade, o problema está na gente, com esta nossa falta de bom senso, de leveza de espírito e, por que não, de um pouco mais de humor.

Tem nos faltado mais maturidade para acabar de vez com essas discussões infantis de quem foi o melhor piloto, se Senna, Piquet ou Schumacher (como senão existisse na história da F1 outros pilotos campeões além desses três), ou mais ainda, aquele papinho de que eu prefiro o Piquet, pois o Senna foi isso ou aquilo, ou vice versa, etc, etc.

É como escreveu o outro: deveríamos parar com esse disse-me-disse infeliz, pelo simples fato de que Senna e Piquet são brasileiros e que isto deveria ser motivo de orgulho para nós e não para discussões passionais.

Mais um pouco, e seremos iguais àqueles que se dizem torcedores do Palmeiras ou Corinthians, ou Flamengo ou Vasco, que brigam dentro dos estádios ou fora deles por nada e para nada. Uma verdadeira sandice.

Falta-nos um pouco mais de humildade em aceitarmos as opiniões dos outros e não acharmos que temos sempre a razão, que somos melhores ou que conhecemos mais de F1, simplesmente porque “acompanho a F1 desde 1972...”, ou que “assisti ao vivo (??!) aquela ultrapassagem na Hungria em 1986...”, ou que “vou a Interlagos desde que Emerson corria na Fórmula V...”, e coisas do gênero.

Falta-nos visão quando achamos que a Fórmula 1 é um formidável mundo à parte, que está acima do bem e do mal, quando nada mais é que um esporte metido a besta, gerenciado por pessoas bestas, cuidando somente de seus interesses, como na verdade, acontece na maioria dos esportes. 

Falta sermos menos pretensiosos em querer julgar os dirigentes da F1, como se nós tivéssemos mais competência do que Bernie Eclestone ou Max Mosley, que estão no ramo a mais tempo do que muitos de nós temos de vida. Nós com essa mania arrogante de querer ditar regras e regulamentos sobre F1... 

Falta-nos também mais inteligência, quando criticamos tão agressivamente os jornalistas Galvão Bueno e Reginaldo Leme, como se mais de 20 anos de transmissão in loco não merecesse pelo menos respeito de nossa parte. Nós devemos muito a eles, e no fundo, deveríamos agradecer todo domingo da Globo insistir em transmitir a F1, mesmo quando somos há anos meros coadjuvantes.

Falta-nos ainda um pouco mais de serenidade quando criticamos tanto os pilotos brasileiros. Deixemos Barrichello, Massa, da Matta, Pizzonia, etc, etc, etc correrem em paz. Quem somos nós para criticá-los?! Não entendemos nada de Fórmula 1, de sua técnica, de sua velocidade, de sua política, etc, diante desses caras, que são acima de tudo vitoriosos, todos eles. Merecem nosso respeito e não nossos comentários pequenos e desprezíveis.

Falta pararmos com essa mania de viver do passado e sermos incapazes de reconhecer o presente. Guardemos para sempre na nossa memória as genialidades de Emerson, Piquet e Senna, sem dúvida fantásticos pilotos. Mas vamos reconhecer e curtir o que o Schumacher está fazendo nesses últimos 10 anos, sem preconceito e outras bobagens. Vamos apenas curtir.

E principalmente, acho que está faltando um pouco mais de senso de humor, ver a Fórmula 1 apenas como um entretenimento, uma diversão, levar tudo isso menos a sério. É como uma vez eu li: “Prefiro ser feliz a ter sempre razão.”.
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Olá, pessoal. 

É a primeira vez que mando uma questão aqui, mas é bem simples. Na F1 atual, muitos dos equipamentos eletrônicos foram banidos, mas ainda tenho dúvidas sobre o sistema de freios. Os carros da temporada usam freios ABS? Porque, mesmo usando estes equipamentos, as rodas travam com freqüência nesta temporada. 

Ainda falando em freios, o que os carros atuais estão usando em suas pinças, pois elas não se parecem mais com as pinças de freios de 10 anos atrás e sim com tambores. Ao que parece, isso foi introduzido pela Ferrari em 2000? 

Obrigado e abraços a todos do GP total. 

Carlos William 




Oi, Carlos

Os carros da F1 não usam e nunca usaram o sistema ABS. Acho que alguns testes chegaram a ser feitos nos anos áureos da eletrônica, mas parece que os engenheiros não conseguiram calibrar o sistema: as freadas são simplesmente violentas demais. Pelos mesmos motivos, pesquisas envolvendo airbags nunca foram adiante. Um piloto de F1 experimenta na maioria das curvas desacelerações que fariam disparar os airbags dos nossos carros.

Nos últimos anos, as equipes, puxadas pela Ferrari, investiram muito tempo em pesquisas de carenagens para os sistemas de freios que resultassem em vantagens aerodinâmicas e de refrigeração. São essas carenagens que não deixam você ver os discos de freio.

Abraços (EC)
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Sobre a coluna do Luiz Fernando Ramos. 

Ele descreveu os motivos pelos quais eu torço tanto e chego a amar a Minardi. Eles são os verdadeiros heróis da resistência, pois fazem verdadeiros milagres para se manterem na categoria. Espero que essa nova PS05 consiga alguns pontos nessa temporada.

Rodrigo Nunes Yoshihara
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Ótima coluna sobre os últimos de Luis Fernando. Como sempre sabe como ninguém juntar fatos novos a acontecimentos passados, fazendo uma mesclagem 100% original. Muito bom mesmo!

José Carlos Medeiros Junior, Recife (PE)
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Amigo Luciano, 

Realmente existem muitos parâmetros para se analisar o desempenho de um conjunto carro-piloto. Eu fiz as colocações anteriormente editadas em função da maneira tendenciosa pela qual muitos torcedores de Senna encaram suas vitórias e derrotas, pois em todos os insucessos do brasileiro o carro dele era inferior e o equipamento vencedor era irregular e nos seus triunfos, apesar de tudo, Senna superou a todos no braço quando as coisas não são bem assim. 

Claro que os Bennetos eram bem nascidos e foram projetados para aproveitar o máximo a leveza e baixo consumo dos motores Ford, mas havia méritos no piloto, pois não se chega a um título mundial de F1 sem méritos (raras exceções) e não esqueçam que o alemão estreou na F1 na Bélgica sem experiência anterior e cravou um sétimo tempo com mediano Jordan. 

E, para finalizar, acredito que nunca existiu na F1 um carro totalmente dentro do regulamento, incluindo aí os que Senna pilotou, o grande mérito dos gênios da prancheta era projetar carros rápidos, resistentes e com artimanhas capazes de passar desapercebidas pelos fiscais de pistas. Podia-se até suspeitar, mas provar eram outros quinhentos. Os Bhabhans de Piquet projetados pelo mesmo Gordon, que projetou os McLaren da era Senna/Prost, eram o maior exemplo disto, eficientes rápidos e ilegais. 

Não se iludam, não existem crianças na F1, mesmo os Willians de 1994 deveriam ter alguma coisa ilegal, contudo, menos eficiente que os Benneton. O resto é história da carochinha ou revanchismo saudosista.

Josenildo Henrique de Melo, Recife (PE)
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Sobre Paul Ricard, o retão do Mistral continua lá, só que para a F1 ele encolheu. Dos 1500 m (acho que era esse o tamanho), baixou para menos de 800 m (algo próximo a 700 e alguma coisa). O circuito tem alternativas para todos os gostos. Visite o site oficial do circuito (www.circuitpaulricard.com), que tem todas as informações, inclusive contém as várias alternativas para traçados no circuito, desde curtos, até o mais longo. Abraços. 

Geraldo Evandro Papa, Santo André (SP)
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Caro Allan Guimarães, 

Também concordo em relação à necessidade de imparcialidade nos comentários. Por isso, quando mencionar a temporada de 94 e a disputa final entre Schumacher e Hill, aproveite para destacar também os quatro GPs em que o alemão ficou de fora (desclassificação na Inglaterra — por ultrapassar momentaneamente um carro na volta de apresentação, suspensão por 2 GPs e desclassificação na Bélgica, por uma diferença de 0,8 mm na placa de madeira no fundo do carro). Ou seja, o que Hill conseguiu em 16 corridas, o alemão conseguiu em 12. Está aí a razão do equilíbrio final. Abraços.

Fabio Marghieri, Itu (SP)
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Amigos Castilho, Daniel Grillo e Caíque, desculpem o lapso. 

O acidente de Orly com o avião da Varig se deu mesmo em 1973 e não em 1970 como escrevi. Realmente foi um erRomeu. Abraços. 

Romeu Nardini, São Paulo (SP)
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Olá, amigos do GpTotal! 

Gostaria de saber a opinião de vocês sobre o presente e futuro da Champ Car (Ex-Cart), pois, na primeira etapa da temporada, em Long Beach, o canadense Paul Tracy pulverizou o recorde da pista, que, se não me engano, pertencia ao Gil de Ferran e havia sido estabelecido em 2000. 

Isso mostra a competência dos dirigentes da nova Champ Car, também atuais donos da Cosworth, pois além de trazerem o motor Cosworth de volta à briga na F1,c om os carros da Red Bull freqüentemente na zona de pontuação, conseguiram melhorar tecnicamente os Lolas-Cosworth de sua categoria, pois é sabido que nos últimos três anos a categoria não teve avanços técnicos, e, pelo que foi demonstrado em Long Beach, iremos voltar aos tempos dos records. 

O nível de pilotos também está muito bom, apesar de 50% do grid ser composto por novatos, todos eles possuem bom currículo em categorias de base. Só espero que, além de a categoria voltar ao topo, o Cristiano da Matta consiga bons resultados para que ano que vem possa entrar em um time de ponta, pois pelo que parece a sua equipe PKV não tem muitos recursos de desenvolvimento. 
Gostaria de saber a opinião de vocês, o que pensam sobre o futuro da categoria? 

Queria também deixar registrada minha indignação com o ponto de vista colocado pelo leitor Carlos Alberto de M. Ribeiro, na passagem onde ele diz algo como talvez com restrições nos freios dos F1 voltaremos a ter uma categoria emocionante, com ultrapassagens, acidentes e mortes. Não entendi essa relação de categoria emocionante com acidentes e mortes, espero ter interpretado mal o ponto de vista deste cidadão. Obrigado e abraços.

Fabio Henrique de Oliveira Rodrigues, São Paulo (SP)

Opiniões e Dúvidas dos Leitores 19.04.05
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Linda a coluna de Luís Fernando Ramos, nunca vou esquecer o comentário de Lito Cavalcanti ao final do gp da Austrália de 2002, uma equipe que corre por amor ao automobilismo. Isso tudo resume, podem ter certeza, todos os caras que estão lá são guerreiros e merecem respeito, um dia eles se dão bem, tomara que surpreenda com esse novo carro (PS05) e um motor com 60cv a mais. Há um ano, Paul Sttodart tirava um sarro na cara da Mclaren por ter andado mais quilômetros do que a equipe prateada dizendo que se tivesse um orçamento parecido com o deles estaria disputando com a Ferrari. Alguém duvida disso?

Rafael José Chicati, Maringá (PR)
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Caros Gepetos,

As várias coisas legais por aqui não preciso repetir, mas algumas coisas incomodam e são motivo desse e-mail. Em primeiro lugar, acho que a periodicidade do site não é suficiente. Afinal, desde o dia 14 que não tem atualização. Ontem foi domingo, teve corrida, e a primeira página do site continua igual à de sexta. Posso dizer que procurei por novas colunas todos os dias. 

Tudo bem, tem a seção de cartas, talvez uma delas pudesse ter ganhado destaque, com fotos e comentários editados pelos gepetos oficiais. Ou aquele outro formato legal, os especiais, eles poderiam ser mais constantes, e os leitores poderiam contribuir com informações e sugestões de pauta das mais diversas para estes especiais, como as histórias da ensign ou da toleman. Um setor de estatísticas também seria um grande serviço prestado à comunidade.

Já em relação ao visual e a organização do site, posso dizer que acho as novas tipologias bem feias e aquelas letras em versalete são do tempo do 386. Já os carrinhos de f1 antigos que vocês usam são nota 1000, devia haver uma forma da gente poder ampliar cada um, saber quem o pilotou, uma fichinha técnica. Mas não gostei da marca no meio e menos ainda daquela barra laranja embaixo dela, daí repete a entrada pra leitores e colunistas convidados... sem dúvida podia melhorar mais isso. Ok, só opiniões, e na verdade no que importa mesmo, que é o conteúdo, esse é sem dúvida o lugar mais legal pra se ler sobre automobilismo.

Um pedido, tem um cara que vende dvds de corridas de f1 antigas, sabem o e-mail dele? E obrigado pelas leituras quase diárias.

Pierre Xavier, Salvador (BA)




Pierre, agradecemos as sugestões e os elogios. Gostaria de explicar a periodicidade de atualização do site. O GPtotal não é um site noticioso e sim de opinião, história e curiosidades. Por isso, nossa atualização e nosso conteúdo não estão necessariamente "amarrados" a eventos. Mesmo assim, de segunda a sexta há atualização diária do conteúdo (ou seja, todo dia tem uma coluna nova e novas cartas de leitores). Nos finais de semana só há atualização nos domingos em que são realizados Grandes Prêmios de Fórmula 1. Eventualmente e por razões diversas, a atualização diária pode ir ao ar em horários mais avançados (no meio da tarde, por exemplo) e a atualização de domingo pode ir ao ar somente na segunda-feira pela manhã. 

O e-mail que você procura é joseluizlysandro@bol.com.br.
Abraços e escreva sempre. (LAP)
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Caro Allan, 

Lendo a carta escrita por você e publicada dia 18/04, resolvi fazer um comentário. Quando você insinua que o Damon Hill conseguiu equilibrar o campeonato de 94, você desconsidera um fato. Esse equilíbrio ao final do campeonato só se deu em razão de Schumacher ter sido desclassificado, creio eu, de três corridas. Se isso não tivesse ocorrido, o alemão teria ganhado o campeonato de forma bem tranqüila. 

E, cá entre nós, ele só foi desclassificado por causa de uma tentativa desesperada da FIA em dar uma falsa competitividade a uma temporada que tinha sido trágica. Além do mais, acredito, nada foi provado a respeito de mecanismos ilícitos nos Benettons. Apenas se suspeitou e especulou a respeito, nada mais. Já quanto o fato de Schumacher ter ganhado no Brasil só por causa da ausência de filtro na mangueira de reabastecimento, acho que é desmerecer demais a vitória do alemão. Ele venceu por ter um carro então mais equilibrado e ser muito talentoso, além de contar com o erro de Senna. Duvido que um simples filtro seria de tal maneira decisivo para a vitória do alemão. 

Ah, ia me esquecendo. Concordo com você, caro Alessandro Ribeiro. Também acho um saco essa história de politicamente correto, nada de poder fazer brincadeiras. Só me preocupa o fato de se fazer a brincadeira com quem, pois sabemos bem como são os fãs ardorosos e descompensados do Senna. Não é à toa que os mesmos são chamados de viúvas, não é!? Finalmente, mando um abraço a todos. Inté.

Herik Nelson, Belo Horizonte (MG)
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Pro Neverson e pro EC: quem bateu foi o Palleti na traseira da Ferrari do Pironi, que largava na pole.

Pro Marcelo: o Gonzalo Rodrigues morreu no saca-rolha. Por alguma falha passou reto na curva, batendo de bico nos pneus e incrivelmente o carro decolou de traseira, passando por cima da grade de proteção e caindo de cabeça pra baixo do outro lado, numa altura de pelo menos uns 5 metros. Parece que morreu dessa queda e não da batida frontal.

João (RS)
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Não pude deixar de notar o comentário do sr. Josenildo, segundo o qual Schumacher terminou o campeonato de 1992 à frente de Senna com um motor com 100 cv a menos.

Ora, tal análise é simplista demais, pois não leva em conta que o carro da McLaren em 92 era péssimo, apesar de contar ainda com o motor Honda. Nesse ano (o último da Honda), o carro não tinha confiabilidade e não se pode afirmar necessariamente que um motor V12 é melhor que um V8, pois há outras implicações (tamanho e peso maiores, maior consumo que por sua vez implica em levar mais gasolina, etc). Provavelmente, a própria Mclaren do ano seguinte (93) com motor Ford era melhor que a de 92. 

Em suma, acredito que tanto em 92 quanto em 93 a Benetton tinha um carro provavelmente superior à McLaren. Lembrem-se que nessa época as Benetton eram projetadas por Rory Byrne, o mesmo que depois fez as Ferrari de Schumacher (já que o alemão que não é bobo levou o projetista quando foi para a equipe italiana). 

Sobre a temporada de 1994, parece bastante evidente que Briatore e Schumacher ocultavam dispositivos ilegais naquele carro. Gostaria de citar um treino do qual poucos devem se lembrar, realizado na sexta-feira da corrida de Interlagos, sob chuva forte. Não podendo melhorar seus tempos, muitos pilotos deixaram os boxes a fim de acertar os carros para o molhado, na hipótese de chover durante a prova. Pois bem, nesse treino era nítida a presença de controle de tração na Benetton de Schumacher. Era só notar a aceleração gradual e progressiva do carro. Bem, o resultado foi que sob chuva Schumacher estava quase cinco segundos mais veloz que o segundo colocado (Ayrton). Será que mesmo o Schumaquista mais fanático é inocente de acreditar que essa diferença monstruosa foi conseguida no braço? Será que se Ayrton foi capaz de derrotar Schumacher e a mesma Benetton em 93 por larga margem mesmo contando com motor e talvez chassis inferiores não o conseguiria em 94 de Williams, mesmo sem a suspensão ativa? Ou a Benetton teria virado um foguete de uma hora para outra sem nenhuma causa aparente? 

Francamente, o desempenho do alemão no começo de 94 cheirava mal à distância.

Luciano, São Paulo (SP)
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Olá, galera do GpTotal. 

Não podemos esquecer do piloto Piercalo Ginzani como um dos piores da F1. Esse era ruim! Abraço a todos. 

W.V., Salvador (BA)
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Olá, gepetistas. 

Parabéns ao Luis Fernando Ramos pelo texto sobre a Minardi. 

Marcilio, São Paulo (SP)
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Concordo que esse papo de túnel do Senna é meio frescura, mas achei na Internet os tempos da pole em 1988: 1) Senna - 123998; 2) Prost - 125425; 3) Bergher – 126685. O cara era o rei das poles mesmo, um segundo e meio na frente do Prost, que ainda é o terceiro maior em poles de todos os tempos! PQP! 

Marcelo

Opiniões e Dúvidas dos Leitores 18.04.05
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Na coluna sobre jornalistas pioneiros na cobertura de Fórmula 1, deixei nomes de fora como o Antonio Carlos Scavone, o Claudio Carsughi e, certamente, outros. 

A explicação é simples. Procurei, como critério, retratar os que me marcaram mais no início da carreira. Tive o prazer de conhecer pessoalmente o Antonio Carlos Scavone e o entrevistei seguidas vezes na época da chegada da Fórmula 1 a São Paulo, no começo da década de 70. Ele foi o responsável - ao lado de Mario Pati e de Luis Eduardo Borgheti, então na Rede Globo - pelas primeiras corridas em Interlagos. 

Nessa época, o Scavone já era um promotor e não mais um jornalista esportivo. Morreu no acidente da Varig em Orly, em 1973, o mesmo que matou o cantor Agostinho do Santos e o velejador Joerg Bruder. 

O Carsughi, que também conheço há muito tempo, costumava ouvi-lo falando de futebol italiano, da sua Fiorentina, mas só depois passei a prestar a atenção nos seus comentários sobre automobilismo. 

Quanto ao apelido do Luis Fernando Silva Pinto, Gripargil, achei ótimo. Só não sei se ele detesta tanto quanto Paquinha, como ficou conhecido na velha redação do Jornal da Tarde.

Castilho de Andrade, São Paulo
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Caro leitor Romeu Nardini

Permita-me fazer uma correção em sua carta. Antonio Carlos Scavone faleceu, de fato, em um acidente aéreo nos arredores do aeroporto de Orly, só que isto se deu em 1973 e não em 1970. Um abraço, 

Daniel Grillo, Rio de Janeiro
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Romeu

O Scavonne foi um dos realizadores do primeiro Gp de F 1 no Brasil, o de 1972, que aconteceu em março de 72, não válido para o Mundial. 

De qualquer modo, devemos muito a ele. 

Caíque, Rio de Janeiro
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Carlos Antonio Assoni, 

muito fera a sua coluna de 15/04. Parabéns cara ! 

E você me deu uma grande idéia... 

Grande abraço

Luís Sérgio, Brasília
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Gostaria de parabenizar Cláudio Habara em seu With a Little Help de 13/4, a respeito de minha coluna. 

Com completo conhecimento de causa e sempre muito respeitoso, conseguiu ser de uma lucidez formidável. Valeu !! 

Marcelo Jardim, Rio de Janeiro
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Será que o Tite assistiu a vitória do Alexandre Barros neste domingo?

Será que ele é cego, tem desvio do septo ou tem algo pessoal contra o Alexandre? Foi a melhor pilotagem que já acompanhei na minha vida, digna de um Randy Mamolla ou Michael Spencer!!! GENIAL

Tite: pára de pegar no pé dos brasileiros. Ok, Schumacher é um gênio, concordo, Rossi é um gênio, Gibernau é talentoso e corajoso mas o Alex é muito bom também, o Rubinho então tem o mesmo nível de pilotagem do Schumacher - talvez perca muito na parte psicológica mas sentado na barata enfia a bota igual!

Vamos fazer essa galera jovem, que de automobilismo só fala de Sennismo, dar valor aos grandes esportistas nacionais, que têm tanto valor quanto qualquer gringo ou do martir deles, o menino dos olhos da Rede Globo e de um certo locutor!

Caro Tite, vamos apoiar o Alex Barros, o Rubens Barrichello, o Massa, o Tony Kanaan, o Helinho, enfim todos aqueles que levam o nome de nosso país por esse mundão afora! Pára de descer a lenha na moçada! Por favor

Um grande abraço e viva o Alexandre Barros, que mostrou que não deixou de ir, como você disse mas está indo, brigando, lutando temporada após temporada nesse meio tão difícil e político que é o mundo da velocidade.

Kleber Wedemann, Tatui
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Em primeiro lugar gostaria de parabenizá-los pelo site, de ótima qualidade. 

Sou um apreciador contumaz de Fórmula 1, principalmente a dos velhos tempos, anos 70, 80 e início dos 90, ou seja, sou um saudosista. Minha dúvida é a seguinte: ao ler o livro de Ernesto Rodrigues, “Ayrton, o Héroi Revelado”, detectei uma passagem em que Flávio Briatore liga para a casa de Senna em Portugal procurando por ele, dizendo que não era para Senna assinar qualquer contrato sem antes conversar com ele. 

Pois bem, que proposta seria essa? O que levou Senna a sequer ouvi-la? Senna em todos os contratos anteriores buscou informações preliminares sobre os carros das equipes antes de ratificar seus contratos, por quê com a Willians não foi dessa forma ou ele imaginou que o carro seria tão bom? 

Um abraço

Frankllyn Mello, Belo Horizonte



Oi Frankllyn
 
Também li esta passagem no livro do Ernesto. 

Não sei muitos detalhes mais mas posso presumir que Briatore estava apenas brincando de chefe de equipe. 

A “proposta” teria sido feita em meados de 93, quando Senna só tinha olhos para a Williams ou, mais apropriadamente, para os motores Renault. Dirigida por Briatore, a Benetton era, nessa altura, na melhor das hipóteses, uma equipe média, que contava sete vitórias na Fórmula 1 – desde a sua fundação. E nem tinha tanto dinheiro assim a ponto de poder convencer Senna a afastar-se do seu sonho de ganhar mais um campeonato.

Abraços (EC)
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Edu, 

Vamos comentar sobre a maior lástima para o esporte nacional que é o Galvão Bueno e a Rede Globo. 

O Alexandre Barros fez barba e cabelo em Portugal e ninguém viu. A Globo detém os direitos da MotoGP, mas não põe no ar. A Globo detém os direitos do boxe, mas não vemos nada, e assim somos obrigados a ver aquilo que o Galvão quer (inclusive ouvir RBR...). Na verdade se os senamaníacos se dessem conta que não se fala nada sobre Emerson e Piquet, é apenas porque a voz daquela época era do Luciano do Vale, e isso é coisa que o Galvão não quer!

Luiz Franco, Campos do Jordão
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Olá pessoal do GPTotal! 

assisti a um vídeo do GP do Canadá 82 e, logo no início, um carro pega fogo. Não consegui verificar (pois era narrado em inglês) se o piloto conseguiu escapar ileso. 

Gostaria de saber quem era o piloto e como aconteceu o incêndio? 

Grande abraço

Neverson Antonazzi Caliatto, Valinhos



Era o italiano Ricardo Paletti, Neverson, que infelizmente não conseguiu escapar com vida do acidente. O Osella dele apagou na largada e foi atingido por trás pelo Ferrari de Didier Pironi.

O Osella explodiu em chamas e os bombeiros simplesmente não tinham extintores capazes de domar o fogo de mais de 200 litros de combustível.

Temos mais informações sobre este terrível acidente aqui no site. Por favor, use nossa ferramenta de busca.

Abraços (EC)
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Parabens, 

o site tá legal mas não dá para abrir os especiais, só aparece o 1º brasileiro em Le Mans. E o restante dos especiais? Vocês têm algum vídeo antigo além do da ultrapassagem do Piquet disponível?

Abraços

Antonio Manoel Cardoso Ribeiro, Assis



Oi Antonio Manoel

Todos os especiais do GPTotal voltarão ao ar nos próximos meses, revistos e atualizados.

Quanto aos vídeos, estamos estudando disponibilizar outros clássicos da Fórmula 1 no futuro próximo.

Abraços (EC)
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Li um comentário de fevereiro, escrito por José Angelo Petit Neto, em que ele sugeria que Senna teria, vamos dizer assim, traído e usado a Lotus, como forma de favorecer a ida da Honda para a McLaren...

Não sou torcedor fanático do Senna, mas peraí, traído?

O acordo dele com a Lotus terminou no final de 87, e ele cumpriu o contrato se entende que não foi melhor pra ele continuar na Lotus, não tem nada a ver com traição. Se a gana dele fosse tanta assim, ele não teria o pudor nenhum de pular pra outra equipe e rescindir o contrato. 

Usar a Lotus do jeito que foi usada, muita equipe tá afim de ser usada deste jeito. A Lotus tinha um dos melhores pilotos do grid e o melhor motor. Se não fez um carro competitivo a ponto de brigar diretamente pelo Campeonato, só lamento. 

Além do mais, Senna teria todas as condições de ficar na Lotus, pois tinha a equipe toda em volta dele e tinha a Honda, se a Lotus fizesse seu dever de casa... Tanto não fez que em 88 com Piquet conseguiu ser pior ainda. Sobre o resto da carta, concordo plenamente. 

E sobre a carta de Rafael, com relação ao carro da Life (Pergunte ao GPTotal), fico imaginando o que seria a beleza do carro, se a teoria do Enzo Ferrari fosse verdade. 

Se bonito é o carro que vence corridas, o que dizer de um que não passou nenhuma vez da pré-qualificação... Eeheheheh. Pelo menos ficou famoso.

Valeu

Bruno Pagiola, Salvador
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Edu e Panda 

já acompanho o site de vocês há um tempo (além de ter lido o livro Pela Glória e pela Pátria, escrito pelo Edu), mas essa é a primeira vez que escrevo. 

Apesar de relativamente novo (tenho 15 anos), assisti a todas as etapas da Fórmula Mundial no Autódromo de Jacarepaguá, entre 1996 e 2000, e a cinco corridas de Fórmula 1 desde 1999 (excluindo o ano de 2001 quando não fui). 

Minha dúvida é simples: apesar de ter contrato até 2009 em Interlagos, o G.P. Brasil de Fórmula 1 não poderia se realizar em Jacarepaguá? Por experiência pessoal acredito que em termos de organização a corrida aqui no Rio seria muito melhor, pois nos anos de Formula Cart (também chamavam-na assim, né) nunca houve confusão nem grandes problemas de trânsito após as corridas. 

Hoje ainda vou nas corridas de Stock Car aqui e nunca tive nenhum tipo de problemas (é claro que devemos lembrar que organizar uma etapa do Bernie é bem mais difícil, mas de qualquer jeito...), enquanto que a saída da arquibancada em SP é sempre um caos. 

A corrida de 2003, em que caiu um dilúvio, foi a mais divertida, mas também a mais dura e complicada para nós que estávamos nas descobertas e ainda quase fomos atingidos por pedaços dos carros do Webber e do Alonso... 

Além disso, a pista aqui não tem ondulações e com certeza poderia sediar uma corrida desse porte. Estou também realmente preocupado com o Pan-2007, que ameaça destruir metade do autódromo e transformá-lo numa ridícula pistinha de 3 km. Tudo bem que a Fórmula 1 pode ser sonhar demais, mas pergunto a vocês : será que esse autódromo merece isso?

Guilherme Villar, Rio de Janeiro



Oi Guilherme

Acredito que na troca de Jacarepaguá por Interlagos, o que menos pesou foi a qualidade das pistas e a organização das corridas. 

Abraços (EC)
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Nos últimos anos, a FIA tem se interessado muito pelos freios da F1. 

Seu objetivo é limitar a força frenante para facilitar as ultrapassagens nas curvas. Atualmente, apenas duas pastilhas e uma pinça podem ser usadas em cada roda – e cada pinça deve ter até seis pistões. A espessura máxima e o diâmetro dos discos são de 280 mm e 278 mm, respectivamente. O regulamento também especifica a rigidez dos metais empregados. Estão banidos os sistemas antitravamento, resfriados a água ou servo-assistidos. 

De outro lado, os carros devem ter dois sistemas hidráulicos independentes, mas ativados pelo mesmo pedal. Eles devem ser projetados de forma que, no caso de vazamento ou falha, a ação do pedal seja exercida em pelo menos duas rodas. 

Agora lhe pergunto: Com essa nova “onda”, de dificultar a estabilidade dos carros no fim das retas, para supostamente favorecer as ultrapassagens, será que a FIA vai limitar o uso dos freios? Isso vai deixar a nova F-1 mais emocionante, com mais acidentes ultrapassagens e mortes?

Carlos Alberto de M.Ribeiro, João Pessoa



Oi Carlos Alberto

Falou-se bastante no ano passado em homogeneizar via regulamento os sistemas de freios dos carros, obrigando todas as equipes a elegerem um único fornecedor mas acabou ficando por isso mesmo e, em momento algum, se falou em acabar com os discos de carbono, incrivelmente mais eficientes do que os de aço.

Pode ser que surja alguma novidade a este respeito em 2008. vamos aguardar.

Abraços (EC)
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Olá pessoal do GPTotal

Gostaria de perguntar a respeito da Mclaren em 1988. 

Quem era o primeiro piloto, Prost ou Senna? Já havia acontecido algo parecido de 2 pilotos tão competitivos na mesma equipe? Outra pergunta: o número dos carros eram 11 e 12, respectivamente. Por que o carro do Senna passou a levar o número 27 no ano seguinte ao invés de 1 como é costume quando o piloto é campeão mundial? 

Obrigado e parabéns pelo site!

Darcio Gianelli, São Paulo



Oi Darcio

Não havia primeiro piloto designado pela McLaren nos tempos de Senna e relembrando a numeração dos carros da McLaren:

88 – Prost 11 e Senna, 12 
89 – Senna 1 e Prost 2
90 – Senna 27 e Berger 28

Com campeão em 89, Prost levou os números 1 e 2 para a Ferrari e a McLaren assumiu a numeração da equipe italiana.

Abraços (EC)
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Olá galera! 

Sobre o acidente do Heidfeld em Paul Ricard semana passada, parece que as coisas podem melhorar para o Pizzônia (que ao que parece pode ser o eterno substituto oficial da equipe Williams). 

Falando no Heidfeld, quero dizer que ele está dando um banho de pilotagem no Webber, e seria ruim para ele se não pudesse correr em San Marino. Mas a minha pergunta é sobre o circuito de Paul Ricard. Por que o Mad Max e o tio Bernie não o usam como circuito oficial do GP da França? Bernie Eclestone é ou não é o dono de Paul Ricard? O circuito ainda tem a reta Mistral? 

Devo confessar que nunca gostei muito de Magny-Cours, um circuito situado no meio do nada, que só entrou na F1 porque Balestre atendeu ao pedido de Miterrand (presidente francês na época), já que a região cresceria muito com a chegada da Fórmula 1. O mesmo Miterrand, proibiu a Renault de fornecer motores à Mclaren em 1993, quando Ron Dennis e Senna procuravam por um motor mais potente que o Ford HB, a justificativa: a Renault não terá condições de fornecer motor à três equipes em uma mesma temporada (já fornecia para a Williams e Ligier), mas essa é outra história... 

Encerro perguntando: na opinião de vocês, qual dos dois circuitos é o melhor (em todos os aspectos)?

Elton da Costa dos Santos, Passo Fundo



Oi Elton

Bernie Ecclestone é sempre descrito como dono de Paul Ricard mas não sei dizer se ele tem sócios. Por definição, e não me pergunte por que, o autódromo só é usado para treinos e nenhuma competição oficial apesar de ser descrito como modelo de segurança e conforto para pilotos e público.

Pelo que sei, seu traçado não foi alterado - a Mistral continua lá.

Nunca gostei de Paul Ricard, talvez porque os pilotos brasileiros sempre pastaram por lá, mas perto de Magny-Cours, sou Paul Ricard desde criancinha.

Abraços (EC)
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Olá! 

É muito legal poder trocar idéias sobre F1 de uma forma democrática. Parabéns pelo site! 

Uma pergunta: Por que Michael Schumacher foi desclassificado do GP da Inglaterra de 1994? Foi justa a punição de 2 GP´s? Realmente não me lembro muito da temporada de 94, pois fiquei revoltado com a morte de Senna naquela época. 

Abraços, obrigado 

Emerson, Porto Alegre



Oi Emerson

Schumacher foi desclassificado da corrida por não haver obedecido a uma bandeira preta que lhe foi dada por ter desrespeitado um procedimento de largada – ele ultrapassou, na volta de apresentação, o piloto que estava à sua frente no grid.

Foi, de fato, uma punição bastante severa para uma falta comparativamente leve mas acontece que as autoridades esportivas estavam convictas de que o carro de Schumacher continha irregularidades de natureza eletrônica que elas simplesmente não conseguiam identificar. Assim, resolveram perseguir a equipe implacavelmente ao longo do campeonato, o suspendendo por duas corridas e também o desclassificando do GP da Bélgica, por uma divergência na medição do carro.

Abraços (EC)
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Nossa... Essa foi demais!

Falar da temporada de 1994 não é tão simples, Sr. Josenildo. Se você puxar na memória, ou buscar comentários de especialistas daquele ano, verá que a Benetton foi acusada n vezes de usar controle de tração, além de ter retirado uma peça no bocal do tanque para facilitar a entrada de combustível. 

Isso explicaria o porquê do Miguel ter voltado a frente do Senna em Interlargos. A bem da verdade, acredito mais em outra teoria que li aqui mesmo, nesse site. Os carros de Adrian Newey sempre foram otimizados para andar em um asfalto perfeito. Com o advento da suspensão eletrônica, tal otimização chegou a perfeição, porque qualquer asfalto ficava plano. Que o digam Mansell e Prost. 

Em 1994, sem tal recurso, é fato que a Williams se perdeu bem mais que as outras equipes. Como Interlagos tem asfalto de Paris-Dakar, é indiscutível que Senna poderia ter 1500 cv a disposição, que nada conseguiria fazer naquele dia. E, concordo nisso, errou feio na rodada, mas errou buscando o primeiro lugar. 

Mas, nas outras duas provas, não teve culpa do que aconteceu. No GP do Pacífico, foi vitima de um strike onde o Mika era a bola. Em Ímola, bem... Mas ele estava na frente, certo? 

Voltando as irregularidades da Benetton, é bom lembrar também que, após as denúncias, aparentemente o campeonato ficou mais equilibrado (Hill guiou melhor? duvido...). A ponto de ter chegado a Austrália e os dois terem disputado palmo a palmo uma vitória que seria certa do alemão... 

Assim, é de bom tom ser mais imparcial nos comentários, ok?

Allan Guimaraes
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A VELOCIDADE NO DETALHE!

Por que voltarei a torcer pela Scuderia de Maranello nessa temporada?
 
Parece que possa estar sendo incoerente, mas as criticas feitas a Ferrari nesse inicio de temporada estão num nível tão baixo que me obrigo a voltar a torcer pela Scuderia, coisa que não faço desde o titulo de Michael em 2000.

Há vários locais da imprensa, principalmente na TV, que não separam chassi, motor e pneu. Se Michael e Barrichello andam lá atrás, o carro é ruim, a era acabou, é o fim de carreira de Michael, etc. É incrível, pois vejo que é pessoal capacitado e com muita experiência no circo. Claro que há o outro lado, daqueles que afirmam o óbvio que o problema é a borracha. Talvez aí esteja a minha critica a Ferrari: Essa questão já foi vivida em 1997 e 1998 com a Goodyear, onde apenas a Ferrari andava com os compostos americanos. Porque, raios, repetir a mesma receita que custou no mínimo dois títulos à equipe? Fidelidade não é. Euros talvez, mas, isso já é outra história...

Torço também por causa de Michael e Rubens. Adoraria ver Fernando Alonso em pressão na temporada européia. Imola, Barcelona, Monte Carlo, Inglaterra, etc. Onde se cheira automóvel, onde é realmente a casa da F1. Aliás, retiro Monte Carlo, pois lá estou sentindo cheiro de Toyota, não sei explicar porque, mas, enfim é um palpite.

Michael e Rubens já andam esbanjando confiança nos testes. Obvio que isso pode ser apenas blefe, mas não considero isso. O carro é competitivo sim, rápido e estável. Andará muito, aguardem, em Barcelona e Magny Cours, onde o asfalto é liso. Mas tenho certeza que quem fará diferença nessa questão serão os pilotos. Aguardem um Michael mordido e um Rubens com a direção correta como sempre. Enfim, a temporada da Ferrari terá 16 provas, como era antigamente.

Recebo com alegria e esperança a noticia da chegada de Gil de Ferran à F1. O piloto brasileiro merecia esse reconhecimento... Ou melhor, ele ratificou a grande importância que ele tem para a Reynard e para a Honda. A casa inglesa estava tão desarrumada que a Honda, vendo sua equipe indo ladeira abaixo, chamou alguém de sua confiança. 

Não esquecendo que Gil é engenheiro formado e tem ótimas relações no automobilismo (Jackie Stewart e Roger Penske são exemplos), mas a principal noticia é para nós brasileiros. Apesar de relutar e dizer que não, a porta para Nelson Ângelo Piquet se escancarou. Apenas dependo de Jovem piloto uma boa temporada na Gp2. Com Piquet pai fazendo Lobby na Honda, com Gil lá dentro, não será difícil essa situação.

Alias, creio que uma das primeiras atitudes de Gil será convencer a Honda a fornecer motores para a Red Bull para 2006. Pensem: poderá efetivar o queridinho Antony Davidson, poderá se livrar de Takuma Sato, não terá Jenson Button, de saída para a Williams (se bem que acho que isso não é perda...), pois é por aí o caminho da BAR para tentar o título. Não será nem Button nem Sato que irão levar a equipe. 

Por falar em RedBull. A equipe começa a bater cabeça de forma jaguariana. Invés de apoiar a equipe depois desse inicio de temporada convincente, não garante Coulthard para 2006, troca Klien por Liuzzi, enfim, faz coisas que só a Jaguar tinha direito. Tomara que entrem em acordo senão irão descer morro abaixo. 

Abraços a todos

Roberto Taborda, Uruguaiana
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Gosto muito deste site e posso estar meio fora do contexto, mas lendo as cartas, às vezes me deparo com alguém que põe em dúvida a fantástica capacidade de um Senna ou de um Schumacher. Ou mesmo o talento do Rubinho ou do Mansell, p.ex. 

Isto me enche o saco. Uns são melhores que os outros, evidente. Mas duvido que tenha alguém no mundo capaz de afirmar e provar que o Senna seria melhor que o Schummy, ou vice-versa. Quanto a pilotos do tipo Mansell e Rubinho, está claro que por uma razão ou outra, não estão no mesmo nível daqueles. Estas razões podem ser uma técnica menos apurada, compensada por um extremo arrojo(Mansell) ou uma falta de carisma que dificulta a vida do lado de fora do carro (Rubinho). 

Isto não diminui o valor destes e de muitos outros pilotos que passaram pela F1 sem um sucesso estrondoso, mas que ajudaram a fazer a história do automobilismo e da categoria. Nos meus muitos anos de fanático torcedor vi, li ou ouvi centenas de corridas de F1, artigos e comentários sobre, e sempre admirei pilotos como Reutemann, Andretti, Pace, os espetaculares Peterson e Villeneuve, além de muitos outros que poderiam ser citados e que não alcançaram tanto sucesso talvez por não estarem no lugar certo, na hora certa. 

Na minha opinião a F1 é feita de muitos bons pilotos e alguns muito bons, caso de Senna, Schummy, Clark, Fangio e outros como Prost, Piquet, Lauda, Stewart, Moss, Brabham, Emerson, Peterson, etc. Uns com mais, outros com menos sucesso, pelas mais diversas razões, julgo ser impossível estabelecer uma ordem ou dizer qual foi o melhor, pois cada um deles teve uma condição diferente em suas carreiras e é muito mais fácil e agradável admirá-los pelo que fizeram dentro das pistas, do que tentar julgá-los ou comentar suas deficiências que, aliás, todos tem. 

Luiz, Curitiba
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Foi citado algo sobre fazer corridas em Laguna Seca. As chances, acho, são poucas, pois penso (e me corrijam se estiver errado), que não está dentro do Padrão FIA qualidade (?). 
 
Aproveito para perguntar um pouco sobe a história deste circuito. Tanto detalhes de construção do saca rolha quanto, e me desculpem por isso, detalhes mórbidos como os acidentes fatais (me lembro que houve um do Gonzalo Rodriguez, durante os treinos da corrida da formula-que-era-indy-mas-agoa-não-sabe-o-que-é em 99) 
 
Marcelo Arruda, Sobradinho



Oi Marcelo
 
sobre a questão da "qualidade" de Laguna Seca, creio que suas dúvidas foram dirimidas pela coluna "O Melhor e o Pior", de Claudio Habara, no Friends de 13/4. 
 
Sobre a história da pista, fico devendo e apelo para a ajuda dos amigos leitores.
 
Abraços (EC)
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Caro Herik Nelson

Não sou candidato a vaga de apresentador de programa algum, o que eu não entendo e não aceito é que tanta gente trate e se envolva com um esporte de tal forma que não se possa nem tirar um sarro.

Oras, tudo bem que a gente goste de Fórmula1, assim como outras pessoas gostem de outros esportes, seja lá qual forem, mas muitos perdem tempo discutindo, e até brigando por pilotos o outros figurões da F1 que nem sequer sabem que nós existimos, e aí quando queremos fazer uma brincadeira, parece que se está mexendo com coisa confidencial, coisa intocável, etc. 

Ah! Pura bobagem, pois se idolatram os caras de um jeito que parece até que devemos defendê-los com unhas e dentes pois se eles soubessem que estão sendo ofendidos, deixariam imediatamente de pagar nossas contas! 

Pra mim não passa de pura infantilidade. Bons tempos quando um time perdia e o cara que torce para o outro que ganhou podia tirar sarro, e não brigar e correr o risco de acabar preso ou até mesmo matando o outro. Tudo bem, não brinco mais, pode ter doido as assaduras dos Fãs do falecido piloto brasileiro... mas que o cara fez uma corridinha bunda depois do Johansson ter atropelado ele, ah isso fez, 

Um grande abraço, 

Alessandro Ribeiro, São Paulo
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Bem lembrado, pelo leitor Ricardo de Sto. André, o fato do Ensign 173 (da temporada de 1973) ter sido o primeiro F1 com motor totalmente carenado. 

As fotos que conheço (do excepcional fotógrafo alemão Rainer Schlegelmilch) mostram a traseira, com um belo desenho feito pelo Mo Nunn (presumo: ele projetou todo o carro sozinho, pelo que sei) e a lateral do carro, esta última numa curva em Silverstone, e o que me chama a atenção é a absurdamente grande distancia entre o fundo do chassi e o chão, de ponta a ponta do carro (acho que isso é o ride height, em ingles). 

Não poderia haver refinamento aerodinâmico que resistisse a tal característica, quero dizer, toda aquela altura estragaria a vantagem obtida com a fluidez da carenagem - aqui vale lembrar que o vencedor daquele GP em Silverstone 1973 foi um Mclaren M23 (Peter Revson ao volante), um dos primeiros carros (os outros sendo os Brabhams de Gordon Murray) a explorar com mais eficiência a aerodinâmica no espaço entre o chassi e o chão. 

Aprendi aqui no GPTotal que o primeiro Copersucar, o todo carenado e de perfil muito baixo, deixava o piloto também em posição muito baixa, e o Wilsinho teve dificuldades para ver a pista (e o cara é bem alto), por isso teriam elevado a posição do piloto já para a segunda corrida, em Interlagos. 

O que acho interessante é que, a partir dos anos 90, os carros passaram a ter perfis muito baixos, como o FD-01 original, os pilotos passam a ficar praticamente deitados no cockpit, e não se vê mais nada à frente além do painel no volante: a pista é olhada só pelos lados, em direção às rodas dianteiras. O carro brasileiro tinha um desenho ousado e que, em retrospecto, parecia estar trilhando e antecipando parte dos caminhos certos quanto à aerodinâmica. 

Fernando Amaral, São Paulo, SP
Opiniões e Dúvidas dos Leitores 15.04.05
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Castilho, 

Já que estamos falando de pioneiros, não podemos esquecer de Antonio Carlos Scavone, piloto e jornalista que nos anos sessenta tinha um programa (Alta Velocidade) transmitido pela TV Cultura e depois pela TV Paulista (hoje TV Globo), que falava de F1 quando ninguém por aqui sabia direito o que era aquilo. 

Ele conseguia trazer alguns filmes (filmes mesmo, não havia VT) de qualidade duvidosa e defasados às vezes em alguns meses, com trechos dos GPs realizados na Europa. Esses filmes não tinham narração e eram apresentados sempre tendo ao fundo a musica Take Five, do David Brubeck, que era o máximo (pelo menos para mim). 

Me lembro de ter visto um filme do GP em que Grahan Hill se tornou campeão de 1.962. Isso nunca mais me saiu da cabeça. Scavone foi um dos principais responsáveis pela vinda da Fórmula 1 para o Brasil, já tinha participado da organização de provas de F3 e F2. Porém, faleceu em 1.970, antes de ver o seu sonho realizado, vítima de acidente aéreo com um avião da Varig quando se aproximava em pane, do aeroporto de Orly. 

Bem, fico por aqui. As teias de aranha me impedem de continuar teclando. Grande abraço. 

Romeu Nardini, São Paulo (SP)

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Caro Ernesto, 

Sempre leio suas colunas no GpTotal, como leio todas as outras. Também gosto de ler cartas dos leitores, quando dá tempo. No meio delas, vi uma troca de mensagens entre você e o Ângelo Melo, que te colocou na posição de viúva. 

Gostaria de dizer que comprei o seu livro no lançamento e, pelo menos entre as que li, é a melhor biografia de Ayrton Senna, não parei de ler enquanto não acabou. Muito bom. O caso é o seguinte: as suas colunas não são colunas! São todas transcrições do seu livro. Ora, se as suas colunas serão todas assim, avise o pessoal que o livro está nas melhores livrarias com todas as suas colunas futuras, e em ordem cronológica. 

]Em relação ao conteúdo de suas colunas (do livro), talvez as pessoas achem que é muita viuvez exatamente porque é extraído do livro, um livro biográfico e não de colunas, o que pode gerar uma outra interpretação, quando separada uma parte do resto. 

Quanto a acreditar ou não nas palavras do iluminado Ayrton, o que você escreve no seu livro foi o que aconteceu (supostamente, segundo as palavras do piloto). Ron Dennis, Galvão, e etc, ouviram a versão que todos ouvimos, pois não tinha ninguém lá no cockpit com ele pra confirmar se foi verdade ou não. Particularmente, acho meio duvidoso que isto tivesse acontecido como o descrito por ele. Acho mais fácil que tivesse sido uma alucinação ou algo parecido. Talvez tivesse andado com o Tite na noite anterior. Mas vá lá, acho que cada um acredita na superstição que quer. 

Finalmente, gostaria de deixar o comentário sobre o livro, que pode se estender às colunas: primeiro, acho que a vida sexual do Ayrton foi muito destacada, um garanhão, talvez com o intuito de limpar a imagem dele em relação ao que até hoje se comenta. Foi a minha impressão e de alguns amigos que leram. De qualquer forma, se ele era ou não homossexual, isso não tiraria nenhuma vitória ou campeonato da carreira dele. 

Acho demasiada a importância dada pela sexualidade de qualquer um, pois tem até muita gente que arruma namorada de fachada para tentar esconder uma possível homossexualidade. Até o Gugu e o Michael Jackson são (ou foram) casados... 

Ernesto, por fim, concordo com o leitor que, exageradamente ou não, colocou que você trata Ayrton Senna como se ele tivesse sido um rei e os outros seus súditos. Que ele fosse um 10 e Prost, Mansell, Piquet e tantos outros na história fossem 5. Não sei se isso é marketing para vender mais. Só sei que você entrou muito na onda do Galvão Bueno que endeusou um piloto que, apesar de fora de série, não pode ser tratado como um Deus. Até porque Deus é um só. Fora isso, parabéns pelo livro. Como já disse, a melhor biografia do Senna que li. 

PS: Pensando bem, até que se lerem a sua depois da do Lemyr Martins, acho que vão até achar que você tem um pouco de raiva do Senna...

Um abraço, 

Ricardo, Araçatuba (SP)
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Ângelo Mello, 

Você está de parabéns. Na sua segunda mensagem ao Tite, você mostrou ser uma pessoa ponderada. Não queira entender estas coisas de campineiro. Nós somos assim, nos entregamos de corpo e alma. Um abraço.


Ricardo, Campinas (SP)
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Marcelo Jardim, 

Cara, vou te dizer que sou apaixonado por automobilismo. E que a Fórmula 1 é disparada a minha preferida, mas disparada mesmo. Mas tenho que te dizer também que sua análise sobre as pistas da IRL foi muito infeliz. Não vamos entrar no detalhe do gosto não se discute. E o seu comentário foi baseado exclusivamente nisso. E aí é que está o seu erro, cara. Por você não gostar e não acompanhar a IRL, não tem noção do que falou. 

Só pra você ter uma idéia do que digo, é que você citou Indianápolis e Milwalkee como pistas similares, com duas grandes retas e as outras com retas-curvas. Tenho certeza que você disse isso pois nunca parou pra ver uma corrida nestas pistas. Indianápolis é muito mais parecida com Michigan do que com Milwalkee. Apesar de ainda assim serem muito diferentes. Indianápolis e Michigan são Superspeedys enquanto Milwalkee é um oval curto. 

O problema de sua análise, é que ela foi simplista demais. Não é tão simples quanto parece ajustar e pilotar em circuitos ovais. E qualquer diferença, por menor que ela seja, provocará grandes alterações em ajustes e pilotagem. Então, sugiro a você, na boa véio, que antes de fazer análise de alguma coisa, tenha certeza de que vai ser totalmente imparcial. Do contrário, você estará apenas demonstrando sua opinião. E creio que não foi essa a sua intenção. Grande abraço!

José Angelo Petit Neto, Florianópolis (SC)
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Caros amigos, 

Lendo esta coluna, deparei-me com uma opinião bastante interessante escrita por Álvaro Roschel, que sintetiza como fatos podem ser deturpados ao se omitir todos os ângulos de uma análise ou mesmo manipulados a fim de se obter conclusões equivocadas. 

Vejamos: Senna realmente terminou o campeonato de 93 na frente de Schumacher pilotando um carro equipado com uma versão anterior do motor usado pelo alemão, mas também é igualmente verdade que em 92, pilotando um McLaren Honda com pelo menos 100 CV a mais que o Benneton Ford do alemão, terminou o campeonato atrás na classificação. 

Schumacher foi campeão em 94 tirando Hill da pista, mas naquele ano a FIA havia literalmente tomado três corridas do alemão, e, puxando um pouco mais pela memória, Senna também foi campeão em 90 tirando Prost da pista. Vale ainda Lembrar que durante os anos em que dividiu a McLaren com o francês sempre ficou atrás na classificação geral, sendo campeão pelo regulamento do descarte que vigorava na época. 

Em 94, realmente Schumacher não ultrapassou Senna na pista, mas vale lembrar que ganhou todas as corridas em que disputou com o brasileiro naquele ano. Senna errou, infantilmente, durante o GP do Brasil e rodou sozinho. Lembro ainda que o motor Ford da Benneton daquele ano era pelo menos 60CV mais fraco que o Renault do Willians de Senna, que pelo menos na classificação dos três primeiros GPs do ano não me pareceu tão desequilibrado, pois Senna fez as três poles. Talvez Senna estivesse sofrendo do Mal de Prost culpando o carro pelo seu mau início de temporada. 

Não consigo entender porque para certas pessoas é tão difícil encarar que a F1 é dinâmica e que ao longo de sua história sempre sugiram grandes gênios, e Senna foi um deles, contudo não foi o único nem está num patamar acima dos demais gênios das pistas. Talvez se Schumacher fosse brasileiro e Senna fosse vivo ele não seria tão idolatrado e Galvão Bueno estaria dizendo durante a transmissão dos GPs que o Brasil era um celeiro inesgotável de talento e que cada novo piloto que surgia representava a síntese plena dos anteriores, pois vemos hoje o brasileiro Schumacher reunir ao mesmo tempo as estratégias e esperteza de Emerson, a malandragem e capacidade de acertar carros de Piquet junto com a determinação e arrojo de Senna é nosso piloto mais perfeito e talvez você, Álvaro Roschel, estivesse escrevendo para elogia e declamar as façanhas na pista deste novo gênio e maior gênio do automobilismo de todos os tempos: Michael Schumacher.

Josenildo Henrique de Melo, Recife (PE)
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Ao Sr Álvaro Roschel. 

Tive o desprazer de ler seu comentário sobre essa coisa saturada que hora ou outra, tenho que tristemente detectar num site tão legal como o é o gptotal. Essa coisa de Senna X Schumacher, o maior de todos os tempos, etc. Barbaridade! É um chute no meu ovo esquerdo, com bota de ponteira de aço, como teria dito meu finado avô. 

Caramba, seu Álvaro. Se por um lado aparecem textos com dúvidas legais como aquela do limpa-trilhos, dos carros dos anos 70 e várias outras que me ajudam a melhorar meus parcos conhecimentos, seu comentário vem como um anti-climax total. Acredito que tanto o Edu como o Panda, educados que são, jamais cercearão um ponto de vista medíocre como o seu. Se não acrescentar nada ao site, tomo a liberdade de pedir a sua pessoa para não encher o saco com mensagens xaroposas e tendenciosas igual a sua última enviada. 

A propósito: os companheiros de Senna (grande piloto) em 93 foram: Michael Andretti e Mika Hakkinen, e o de Schumacher (outro grande piloto) foi Ricardo Patrese (se não me engano).

José Everson de Abreu, Vitória (ES)
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Olá, amigos. 

Com respeito à carta do leitor Wladimir Duarte Sales, em que ele — refutando a minha afirmação de que Mansell era uma besta (mas, que era, era!) — em certo trecho afirma que a única maneira da Benetton de Schumacher andar na frente da Williams de Hill era devido às armações dele (?), junto com Brown, Byrne e Cia. (sic), já que aquela era impulsionada por um motor Cosworth V-8, e o segundo por um motor Renault V-10, não resiste à análise lógica mais elementar. Senão vejamos (ignorando, por medida de brevidade, a sandice de querer acusar o alemão de co-autoria em questões técnicas: o Schummi não é engenheiro. Ele só senta a bunda no carro e aperta o pedal da direita, for God sake!): 

Não há nada que diga que um motor de 10 cilindros deva desenvolver obrigatoriamente mais potência que outro de 8 cilindros. Isso é bobagem, e da grossa! As fórmulas que especificam as características dos motores no esporte automotor usualmente delimitam a cilindrada total máxima, não interessando se o motor tem 1, 2, 3 ou 500 cilindros (a F1 de hoje exige que seja um V-10, mas à época essa restrição não havia). A única vantagem de fracionar mais o motor, gerando cilindradas unitárias menores ( 3000cc/8 = 375cc; 3000cc/10 = 300 cc ) é permitir um curso dos pistões menor e ganhar em rotação ( limitando a VMP a cerca de 24 m/s, + ou -). 

Mas isto nem sempre se traduz em maior potência. A história da F1 é rica em exemplos em que motores com menos cilindros (mas igual cilindrada!) prevaleceram sobre outros com maior número de cilindros : o DFW V-8 reinou absoluto, por anos a fio sobre inúmeros V-10, V-12 e B-12 (boxer). O motor BMW da era turbo, tinha apenas 4 cilindros, mas dava pau nos seus congêneres de6 e 8 cilindros ( também 1500 cc, claro ), etc.,etc. No último domingo, assistimos a Yamaha do Valentino Rossi, com 4 cilindros, dar uma surra de criar bicho numa chusma de Honda V-5. É interessante notar que é a mesma relação: 4/5 = 8/10. 

A performance de um carro de F1 não depende só da potência absoluta do motor. Depende muito da maneira como essa potência se manifesta, e, mais ainda, da aerodinâmica e do equilíbrio do chassis. E todos sabem que Rory Byrne faz os melhores chassis (Ron Dennis pensava que era o Newey. Não é, deu com os burros n’água!). 

Mas, acima de tudo, a performance do carro depende daquela peça humana, que fica entre o volante e o encosto do banco. E, depois que nosso querido Ayrton foi promovido à glória, a melhor dessas peças passou a ser o alemão. 

PS: Quanto ao Down Hill quase ter vencido uma corrida com uma Arrows... Eu mesmo também quase venci uma, por um triz!.. Era só eu ter me tornado piloto deF1 e ter chegado na frente dos outros 23 pilotos numa corrida. Easy like that. 

Abraços. 

Nuno, Porto Alegre (RS)
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Realmente, estas duas ultrapassagens foram fantásticas, sendo a ultrapassagem do Mika em cima do sapateiro digna de nota, pois algumas voltas antes o Mika havia pisado em uma poça e rodado na pista e o brilhante, fenomenal, Galvão Bueno havia comentado, em SPA, que o piloto tem que ser bom, principalmente em dia de chuva. Gostaria de acrescentar uma ultrapassagem que, em minha opinião, foi digna de nota. No Gp da Áustria de 1984, no circuito antigo e mais bonito que o atual, a ultrapassagem de Niki Lauda, na Mc Laren Porsche, em cima do Nelson Piquet, no final da reta dos boxes. Um abraço a todos.

Edmur Lopes, São Paulo (SP)
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Saudações a todos do site Gp Total! 

A temporada 2005 tem sido interessante em alguns quesitos como a volta, ainda que tímida, de um ingrediente que estava em falta na F1: ultrapassagens. Porém, muitas delas estão acontecendo por causa do desgaste excessivo de pneus como os Bridgestone, que comprometeram a Ferrari na Malásia e no Bahrein, enquanto outras acontecem por desconcentração ou mérito do piloto, o que torna a corrida interessante. 

Esse novo formato de treino tornou a Fórmula 1 menos atraente aos sábados, onde víamos pilotos fazendo flying laps como Ayrton Senna, e hoje essa fusão de dois treinos deixou o foco voltado unicamente para a corrida. Pena que a Formula 1 não decidiu em dar ponto de bonificação para o pole e/ou para o piloto que liderar o maior número de voltas como ocorre em outras categorias. Creio que assim a luta pra ficar na frente seria muito mais intensa. Outro detalhe que tornaria a F1 mais disputada seria um equilíbrio maior entre as equipes grandes, médias e pequenas. Antigamente era possível ver carros de equipes médias e/ou pequenas vencerem corridas. E no meio das temporadas era possível 3, 4 ou até mesmo 5 pilotos lutando pelo título. Até um passado não muito distante, em 2003, tínhamos Raikkonem, Montoya e Shumacher lutando pelo título, que foi muito bacana de ver. Pena não ter um brasileiro no meio dessa briga. 

Com relação ao Barrichello, creio que será uma luta muito difícil pra ele neste ano, ainda mais com o alemão insatisfeito com sua performance, o Alonso que está andando muito bem, e o uso do até então péssimo pneu Bridgestone. Mas ainda assim acredito que, se ele obtiver superação, garra e fazer a diferença, além de regularidade chegando nas primeiras posições, quem sabe? Apesar de difícil não é impossível. Que comece a busca do Rubinho por este título com uma vitória em Imola! Acelera Rubinho! Um abraço a todos. 

Evandro Silva, Betim (MG)
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Sem querer esquentar de novo a discussão, mas novamente lendo os comentários dos últimos meses, não acho certo malhar o Senna pela manobra dele em Suzuka 90, ele deveria estar mordido naquela temporada com a sacanagem (realmente foi) de 89. 

Mas, pra mim, ele perdeu a chance de sair dali com a moral alta, e fez muita gente que defendeu ele durante o ano queimar a língua, ou seja, ele se igualou ao Prost. Se ganhasse na pista (tinha condições para isto, carro e vá la braço), venceria, colaboraria com o espetáculo (ninguém fica acordado até de madrugada para ver uma batida e desligar a TV) e depois pra desabafar acharia uma primeira câmera e falava Prost, Balestre, vão tomar no... Sairia com muito mais moral e seria um argumento a mais que poderíamos estar debatendo a favor do Senna.

Bruno Pagiola, Salvador (BA)
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Eu vi essa e foi show de bola! O mané pipoqueiro da BAR era o Zonta. Lembro a câmera pegando o carro do Zonta de frente. A princípio parecia apenas um carro e de repente viraram três. Hakkinen vinha pegando o vácuo de Schumacher que vinha pegando o vácuo do Zonta, só que este último lógico que ia levar uma volta. Não tenho certeza, mas se me lembro bem Schumacher sai por dentro e Hakkinen por fora, só que a McLaren estava mais rápida e Hakkinen consegue a ultrapassagem no final da reta. Com certeza das melhores ultrapassagens que eu vi, esta está em Top 5, mas com certeza a de Piquet sobre Senna é mais bonita. Tempos de boas brigas !

Joe, São Paulo (SP)
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Pessoal, ontem eu li uma declaração do Cristiano Da Matta sobre o Schumacher que é no mínimo irônica. Disse o Cristiano que não gosta do jeito que o Schumacher conduz as coisas. E que se ele fosse um verdadeiro campeão, não choraria tanto. 

Oras, como Schumacher conduz as coisas? O que tem de errado? Querer ser o primeiro piloto? Que me lembre os 4 fantásticos, Senna, Piquet, Prost e Mansell, sempre quiseram ser os primeiros pilotos de suas equipes e quando isso não acontecia, as brigas eram inevitáveis, como entre Piquet e Mansell, Prost e Senna, Prost e Mansell. 

E quando que o Schumacher chorou tanto? Muito pelo contrário, sempre que a Ferrari tem problemas ou dificuldades, quem mais trabalha é ele sem nunca culpar ninguém da equipe. Muito pelo contrário de seu companheiro Barrichello que cansou de levar bronca da Ferrari por falar demais. 

E, por último, pergunto: quem é Cristiano Da Matta para falar mal de Schumacher? Um cara que foi campeão numa categoria decadente depois que saíram muitos dos bons pilotos que lá corriam quando a categoria ainda era boa. Um cara que a Globo idolatrava por falar o que pensa. E que na maioria das vezes, aí sim o verdadeiro chorão, criticava o carro, a pista, os retardatários, os líderes... mas que nunca foi capaz de fazer a Toyota andar nem metade do que está andando agora. 

Só pra completar, conto aqui o motivo pelo qual deixei de torcer pelo Cristiano. (sim, eu torcia por ele!). Alguns devem saber, mas isso aconteceu na corrida de Milwalkee se não me falha a memória, no ano de 2000. Cristiano corria pela Newmann-Haas e, àquela altura, o campeonato era disputado entre Kenny Brack e Hélio Castro Neves. Naquela corrida, logo na largada, Kenny Brack e Helinho disputavam a ponta e Hélio acabou tocando em Da Matta que largava em terceiro. Ambos abandonaram a corrida naquele momento, e o repórter da emissora que transmitia a corrida foi perguntar ao Cristiano o que havia acontecido. Como de praxe Cristiano destilou seu veneno sem antes raciocinar e disse que estava desapontado e que agora o jeito é torcer pra todo mundo quebrar! A partir daquele momento passei a torcer contra Cristiano. Um piloto de verdade não pode jamais falar uma besteira dessas, principalmente por ter acontecido com um compatriota seu. 

Por isso, acho que o motivo deste comentário sobre o Schumacher está escondido sobre o problema crônico que Cristiano tem nos braços. Aquele problema em que a pessoa tem dificuldades para se apoiar na mesa, sabem qual? Dor de cotovelo! Falow!

José Angelo Petit Neto, Florianópolis (SC)
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Acabei de assistir ao programa Supermotor do Bandsports com a participação de Bia Figueiredo. Além de ser muito bonita, a garota guia muito! E isso não é uma provocação ao Perrone. É uma constatação. Parabéns, Bia, e boa sorte! 

A coluna do Cláudio Habara está espetacular! É muito fácil criticar os atuais circuitos da F-1 só porque os antigos eram mais desafiadores. Dizer que áreas de escape enormes são próprias para pilotos de merda é uma piada. Foi por causa da falta delas que perdemos, por exemplo, Ayrton Senna e Roland Ratzenberger num único fim de semana. Pelo menos o primeiro não era nenhum merda. Stefan Bellof chocou-se com Jack Ickyx na Eau Rouge em 1985 e morreu carbonizado (acho). Não havia espaço suficiente para que ele pudesse segurar o carro. 

As pessoas precisam entender que o tempo muda e faz com que tudo mude também. Assim é a vida! A tecnologia não é a mesma de 10 anos atrás, assim como a medicina, a física, o esporte, as pessoas. Eu, por exemplo, não sou o mesmo de dois anos atrás. Já pensou se a FIA impusesse que os carros, em pleno século XXI, voltassem a ser como eram na década de 60, 70? 

Qualquer carro de passeio deste século é muito mais sofisticado do que qualquer F-1 de décadas atrás. Os carros hoje alcançam velocidades absurdas, e a segurança dos circuitos precisa acompanhar essa evolução. Me desculpem os que têm opinião diferente, mas é impossível imaginar que um piloto morra em pista (ainda que ele saiba dos riscos de sua profissão) por mera negligência de quem gerencia o negócio. Todos eles têm uma família para criar e podem exigir as melhores condições de trabalho. E isso inclui as condições da pista. 

O Panda contou a história do GP da Bélgica de 85, que foi cancelado ainda nos treinos por más condições do asfalto, que simplesmente se desfazia cada vez que um piloto passava. Já pensou se algum gênio pensasse: “Os pilotos têm de ser profissionais. Não há como o GP ser cancelado. Há muito dinheiro envolvido”. Seria patético, além de arriscado. Assim como nós exigimos as melhores condições no trabalho, na escola, em casa, por que os pilotos não podem fazer o mesmo em relação às pistas? Eles não dizem nada, mas, se quiserem, podem até cancelar as atividades de uma corrida, afinal são eles os donos do espetáculo. 

Só uma informação: a amputação de Hockenheim não veio da mente de Hermman Tilke e muito menos da FIA. Ambientalistas alemães, a fim de preservar animais e vegetação, pediram que o traçado do circuito fosse modificado. Nada mais justo, até porque, no antigo Hockenheim, por falta de segurança, morreram Jim Clark e Patrick Depailler. Ayrton Senna também sofreu um acidente gravíssimo num teste em virtude de um pneu furado, que quase encerrou sua carreira por ali mesmo. É uma pena que as pessoas achem que o melhor é sempre o que é antigo. Eu também já reclamei de muitas coisas da F-1, principalmente dos regulamentos, mas estou entendendo que os pilotos, os carros, as normas, o marketing, tudo que hoje habita o mundo da F-1, são esses que estão aí. É melhor todos nós curtirmos antes que acabe!

Willian Lopes Machado, Brasília (DF)
Opiniões e Dúvidas dos Leitores 14.04.05
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Qual será o novo motor da Williams, já que BMW está partindo?

Juliano Andrade, Lavras (MG)





Oi, Juliano.

A história tem um ligeiro cheiro de 1º de abril mas, em todo o caso, foi o que li na imprensa européia recentemente: Jackie Stewart, que se tornou responsável pelo patrocínio do RBS, um banco escocês, para a Williams, estaria articulando a compra da Cosworth pelo banco e o fornecimento dos motores para a equipe.

Abraços (EC)
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Sempre muito boa a coluna do Castilho de Andrade. Como curiosidade, o apelido do Luiz Fernando Silva Pinto na época do curso colegial era Gripargil. Quem tem mais de 40 anos sabe o significado.

José Luiz, Salto (SP)
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Caro Castilho, 

Muito bom seu texto, voltei no tempo, porém (acredito que por um lapso) não notei nenhuma citação ao grande Claudio Carsughi. Seus comentários e textos cheios de fina ironia me deliciavam. Abraços. 

Sergio Luiz Arduin, São Paulo (SP)
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Eu concordo com o Geraldo que o pior brasileiro na F1 foi o Ricardo Rosset. Tanto concordo que o segundo pior (na minha opinião) foi o Cristiano da Mata. Eu confesso que não entendo esse cara e nunca vi potencial para ele ser piloto da F1. Além de andar atrás do Panis na maioria das vezes, agora fora da F1 fica falando um monte de besteiras (como a de que o Schumacher não é um grande campeão. Pode não ser o mais correto, mas desmerecer os títulos dele...).

João E. S. Del Grossi, São Paulo (SP)
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Não sei por que o Eduardo Correa ficou tão assustado com a contratação de Gil de Ferran pela BAR. Há mais de uma década, o Luciano Benetton contratou o Flávio Briatore para comandar sua equipe e em dois ou três anos se sagrava campeã em cima de Williams, McLaren e Ferrari. Está certo que entre o volante e o banco tinha um tal Michael Schumacher, mas, em contrapartida tinha um motorzinho Ford de oito cilindros apenas (1994).

Antonio Carlos S. Silva, São Paulo (SP)
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Schumacher OCTA! É, fala sério! Alguém aí tem alguma dúvida de que o alemão vai ganhar todas? Alguém é inocente o suficiente pra acreditar que ele vai ficar andando atrás? Schumacher só anda na frente, não faz outra coisa. Só aceita o primeiro posto. Enquanto ele correr vai ser assim. Só vai parar quando sua performance diminuir por causa da idade. Voltou tudo ao estado normal, na última corrida no Bahrein. Infelizmente vamos ter outro ano chato. Tomara que eu esteja totalmente enganado! Para a nossa felicidade.

José Cury Filho, Uruguaiana (RS)
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Cláudio Habara, meu veio, tua coluna foi o bicho! Não sei o que todos (ou quase todos) têm contra o Tilke. Talvez pensem que é fácil projetar um autódromo dentro das especificações que a FIA impõe. Pior ainda é culpar as pistas pela falta de ultrapassagens... ridículo. 

PS.: Vou tentar achar um esboço que apareceu numa Quatro Rodas acho que de 1989 onde aparecia o desenho da pista que substituiria o traçado original de Interlagos, com a chicane estilo Bus Stop citada por você. Abraço.

José Angelo Petit Neto, Florianópolis (SC)
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Olá, amigos. 

Gostaria de comentar alguns pontos do texto do Cláudio Harbara, O melhor e o pior. Não odeio o Hermann Tilke. Mas também acho desagradável que ele projete n pistas em que a Fórmula 1 corre. Desse jeito, todos os GPs ao redor do mundo serão GPs da Alemanha. Além disso, quase todos os GPs nas pistas dele que assisti foram uma merda. É claro, existiram alguns emocionantes, mas não mais, eu acho, que a média de GPs emocionantes que acontecem o tempo todo. 

Alguns comentários sobre circuitos também me deixaram indignado. Dizer que Mônaco não difere os melhores dos piores? Hoje se pode contestar, mas na época da alavanca de câmbio não devia ser muito fácil correr por lá. Outra coisa: Interlagos tem sido muito criticado neste espaço. Se as críticas se referirem a categorias mais lentas, como Stock Car, Esprons da vida, tudo bem, aquele traçado é uma merda mesmo. Mas ele ainda faz muita diferença no circo da Fórmula 1, basicamente porque é anti-horário. Ah, mas Imola e Istambul também são... sim. Mas nada é tão simples em Interlagos. Uma vez li uma entrevista do Mark Blundell dizendo que a força G em algumas curvas para a esquerda era tão forte que ele não conseguia apertar o acelerador até o fundo. Isso quer dizer que, para a F1, ainda faz sentido atravessar o Atlântico. 

E Hockenheim ficou legal? Desculpe, eu acho que não vi as mesmas corridas que outros colegas do site. O Ring costumava ser um circuito dos poucos diferentes do resto, que precisava de mais motor (o que fazia com que, fora situações inusitadas como chuva e desempregados da Mercedes, as corridas fossem jogo de cartas marcadas) do que de tração (eletrônica). E não me lembro de nenhuma reclamação sobre segurança ser feita depois que projetaram corretamente as zebras. 

Concordo no ponto em que se diz que os pilotos não precisam ser suicidas. Pelo que sei, o problema começou depois da morte do Senna (sempre ele). A comissão de segurança da FIA (encabeçada pelo prof. Sid Watkins) planejou a total extinção do circo da Fórmula 1 de qualquer curva feita a mais de 250 km/h, tenham elas área de escape ou não. Por isso as chicanes proliferaram. Por isso Estoril saiu do circo (no caso, não tinham áreas de escape, e a FIA teria exigido reformas na Parabólica). Gosto de relembrar mais ou menos o que o Edu disse uma vez aqui no GP Total: que se dane que os caras façam o Loews a incríveis 60 km/h, a minha avó faz uma curva a 60. Eu queria mesmo era ver eles a 200 dividindo uma curva, isso pra mim é emoção. Abraços.

Daniel Médici, São Paulo (SP)
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Olá Edu e Pandini, 

Venho novamente elogiar o site, pois me sinto estimulado e recompensado pela leitura das idéias que se publicam aqui, seja pelos colunistas, seja pelos leitores mesmo. Desta vez foi o friendly help do Claudio Habara. 

Brilhantes os comentários à carta do Marcelo Jardim, que, a bem da verdade, não li toda. Aliás, este comete alguns erros em suas análises sobre automobilismo por incorreto conhecimento (ou falta de) dos assuntos escolhidos, como acontecido na carta sobre os piores pilotos de todos os tempos (essa eu li), devidamente replicada pelo Divila. 

Mas quero lançar alguns comentários à carta do Habara: concordo sobre Hockenheim, foi um bom resultado a adaptação conseguida pelo engenheiro alemão, vejam-se as disputas no GP do ano passado. Posso estar equivocado, mas foi a 1ª pista onde se construiu o obrigatório, pelo regulamento da FIA, cotovelo em seguida à largada. Eu não gostava muito de assistir os gps do Hockenheim antigo, mas, como li nalgum lugar que foi originalmente construído para provas de motocicletas, talvez isso tivesse uma influencia em minha opinião — curiosamente, o traçado antigo alemão tinha alguma semelhança com o de Goiânia, que eu saiba também construído para corridas de moto. 

Não concordo que o engenheiro alemão tenha conseguido realizar um bom trabalho no circuito do Bahrein, ao contrário de Malásia e china. Parece-me que ele abusou das retas seguidas de curvas fechadas, com apenas um longo,aberto e veloz S no meio da volta — é um ritmo que não me agrada assistir. E foi lá o lugar onde mais ele teve liberdade para desenhar o traçado, pela disponibilidade de espaço, segundo li numa entrevista do próprio. 

Quanto a estar no meio do deserto, acho fundamental a F1 ir a lugares em que a geografia e a natureza afetem sobremaneira a competição, é parte dos desafios e do caráter planetário do campeonato. Por mim, deveriam fazer grandes prêmios até nos pólos — coitado do Flávio Gomes! — até porque o mais importante é serem assistidos pela televisão, e não in loco. Isto é fato. Interlagos ainda é privilegiadíssimo por fornecer uma visão panorâmica (porém não total) à maior parte dos espectadores de arquibancadas; ao menos sempre é possível ver um dos dois principais pontos de ultrapassagem. 

Estive duas vezes em Zandvoort, fotografando corridas de F3. Acho que o problema principal é a pista ser muito estreita (mesmo para os F3, imaginem então para F1), com o adicional da constante areia na pista (não poeira, lá é beira-mar) deixando apenas um ponto possível de ultrapassagem, a curva tarzan, a primeira depois da largada — e, quanto a este aspecto, tenho a impressão que sempre foi assim, desde o início nos anos 50. O que acontece é que, por influencias geográficas, a platéia podia espalhar-se pelas dunas ao redor da pista (e pelo interior, através de túneis) e assistir de camarote ao espetáculo de fina pilotagem em belas curvas velozes, proporcionado pelos melhores pilotos de todos os tempos. Nisso estava a beleza do Zandvoort original, não nas disputas acirradas lado a lado (uma das quais, aliás, levou a vida do piers courage). 

Claudio, o Hugenholtz era piloto amador (não sei se de moto ou carros, talvez ambos) e participava do grupo de pessoas que retomaram as corridas na Holanda após a II Guerra Mundial. O traçado de Zandvoort foi feito a partir das trilhas abertas pelos alemães, que interligavam baterias antiaéreas e casamatas naquela área à beira da praia. Segundo me disse o press officer do circuito, Hugenholtz não desenhou o traçado, houve mais gente nisso, mas supervisionou toda a sua construção — por essa experiência teria sido chamado ao Japão para fazer o mesmo em Suzuka (não sei dizer se este traçado foi dele). 

A outra pista atribuída ao holandês é Zolder, aquela mesma, a insossa… para finalizar, faltou lembrarem de Watkins Glen, uma pista cujo traçado sempre me pareceu interessante, pelas características das curvas e boa velocidade nas médias horárias, mas de que tenho parcas lembranças pois quase nunca eram televisionados no Brasil os GPs lá realizados (só lembro-me do de 74, o do 2º título do Émerson). 

Um grande abraço a todos gepetistas. 

Fernando Amaral, São Paulo (SP)
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Caro Ernesto, 

Primeiramente, gostaria de dizer que fiquei muito feliz com a sua resposta. Ao contrário do amigo campineiro, não tive nenhum êxtase de conotação sexual com ela, mas sempre é bom manter um debate de nível. 

1) Eu leio a sua coluna porque tenho uma compulsão patológica por F-1. Não questionei a qualidade de seus textos, apenas a sua postura perante o mito criado em torno de Senna. E sobre a falta de senso crítico, me referia àquele episódio especificamente. 

2) Fico sinceramente feliz em saber que você seja “viúvo” de outros grandes pilotos da história da F-1. Pena que você não dedique o seu “luto” por eles com o mesmo afinco que o faz pelo AS. Os fãs de F-1 no Brasil têm uma grande carência de bons livros sobre o assunto, e dedicar um pouco do seu conhecimento para produzir biografias destes pilotos que você citou seria uma ótima idéia. 

3) Realmente o Piquet tem uma compulsão quase patológica por se manter afastado da imprensa e do grande público, o que é uma pena. Mas, não sei se lhe contaram, inventaram algo chamado biografia não autorizada. Ah, e, me corrija se eu estiver errado, o seu livro sobre o Senna foi produzido após o falecimento do mesmo. A não ser que tenhas recorrido ao espiritismo, acho que foi difícil contar com a colaboração dele... 

4) Eu nunca gostei do Senna, mas não nego que ele foi um dos gênios do esporte. O que me mais irrita é que boa parte da imprensa nacional contribui pra criar uma lenda que não faz jus à carreira do piloto (porque a supervaloriza sobremaneira) e, pior, relega o legado do Emmo e do Piquet ao limbo do esquecimento. Os três foram igualmente geniais, cada um dentro do seu estilo e do momento que viveram na F1 (nota: considerando que o auge do Senna começou no início da decadência do Piquet). 

5) Acredito que com um pouco de boa vontade de ambas as partes, você e o Eduardo Correa chegariam a um acordo para que você variasse um pouco a sua pauta dentro do site. Tenho certeza que você deve ter ótimas histórias pra contar sobre outros grandes do esporte. 

6) Por fim, gostaria de me desculpar se fiz um julgamento errado sobre a sua pessoa. Mas, convenhamos, errei em muito por culpa da sua postura. 

PS: A opinião do Galvão Bueno, sobre qualquer assunto que seja, não me interessa nem um pouco. Atenciosamente.

Ângelo Mello, Goiânia (GO)
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Olá, amigos do GP Total! 

Na recente polêmica sobre o Nigel Mansell, defendo totalmente os argumentos de Nuno: o inglês é um piloto super valorizado (o que não significa que seja um mau piloto), e é uma enorme injustiça querer colocá-lo ao lado de Senna, Prost, Piquet ou Lauda. As pessoas que fazem isso em geral têm um conhecimento muito restrito da história da Fórmula 1. 

Senna, Prost, Piquet e Lauda (para ficarmos nos campeões que foram contemporâneos de Mansell, mesmo levando-se em conta o fato de Lauda ser remanescente dos anos 70) eram pilotos completos, que dominavam estratégias de corrida, sabiam acertar seus carros, e ainda por cima, eram extremamente rápidos na pista. Em outras palavras, eles eram verdadeiros gênios. 

Mansell era simplesmente um piloto rápido e combativo, mas que não entendia absolutamente nada a respeito de estratégias de corrida ou acerto de carros. Ele simplesmente sentava no cockpit e acelerava, e a sorte dele é que os carros que pilotou eram simplesmente fantásticos (especialmente os Williams-Honda e os Williams-Renault ). A sorte de Mansell foi ter pilotado a Williams em dois períodos em que essa equipe foi francamente dominante no circo da Fórmula 1, e também o fato de ser protegido pelos seus conterrâneos do Team. 

Esse último fato não é só defendido pelos brasileiros, mas também por boa parte da imprensa especializada italiana e francesa. Se lermos atentamente os artigos publicados no primeiro período (1986-1987) por publicações como Autosprint e L’Équipe, veremos que tanto os italianos quanto os franceses defendiam a superioridade natural de Nelson Piquet, deixando clara a posição de que Mansell estaria sendo protegido por sua equipe. E não eram só os jornalistas. Pilotos como Gerhard Berger e Ayrton Senna (acreditem!) também defendiam a superioridade de Piquet. 

Em entrevista para a revista inglesa Formula One News (acho que lá por volta de 1998), Berger emitiu sua opinião a respeito dos pilotos contra os quais competiu, e deixou claro que Piquet tinha um talento fenomenal, com um domínio da máquina comparável a Keke Rosberg, ao passo que Mansell até tinha um certo talento, mas se notabilizou principalmente por ser esforçado e lutador. Já Ayrton Senna, em janeiro de 1987, foi indagado (em uma entrevista para a revista Quatro Rodas, sobre as perspectivas para a temporada de 1987) sobre o porquê dos freqüentes ataques que vinha recebendo por parte de Piquet e Mansell. Eis aqui sua resposta: “O Mansell me ataca porque sabe que em uma disputa na pista vai perder, e sua única arma passa a ser os ataques verbais. Já Piquet é reconhecidamente um bom piloto, e não sei por que fica querendo provar isso com ataques verbais”. Essas palavras valem mais do que todos os artigos de todos os jornalistas especializados do mundo. 

Muitos pilotos com mais talento que Mansell (tais como Keke Rosberg e René Arnoux) simplesmente não tiveram a sorte de pilotar carros praticamente imbatíveis, assim como não tiveram o privilégio de serem protegidos e beneficiados pelos membros de suas equipes. Rosberg e Arnoux para mim são os melhores exemplos de pilotos mais dotados de talento que Mansell, mas que não tiveram os mesmos favorecimentos dentro da Fórmula 1. René Arnoux (para quem já esqueceu) foi companheiro de equipe de Alain Prost na equipe Renault, nas temporadas de 1981 e 1982. 

Nesse período, Le Petit Arnoux (que tinha um estilo tão arrojado e espetacular quanto o de Mansell) rivalizou de igual pra igual com o genial Alain Prost, sendo que em 1982 ambos obtiveram o mesmo número de vitórias e poles: 2 vitórias e 5 poles. Arnoux foi uma parada dura para Prost, muito ao contrário de Mansell, que não fez absolutamente nada quando esteve ao lado do genial tetracampeão na Ferrari, em 1990. Já Keke Rosberg foi companheiro de Mansell na Williams em 1985, e nesse período sempre carregou Mansell no bolso, demonstrando na pista um estilo exuberante e genial (e recebendo vários elogios de admiração por parte de colegas como Senna, Prost e Alboreto), ao passo que Mansell andava sempre muito atrás. 

Os números vão sugerir que Mansell era melhor piloto do que Arnoux, mas se perguntarmos isso a Alain Prost, a resposta certamente será outra. Basta olharmos os resultados das temporadas de 1982 e 1990. Um grande abraço a todos.

Fernando Becker, Porto Alegre (RS)
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Esse carro da Life pelo que vi na foto era bonito, gostaria de votar nele como um dos mais belos F1 quando existia votação, como se fosse um gol de honra para os coitados. Lindo carro!

Rafael José Chicati, Maringá (PR)




O Rafael discorda totalmente de Enzo Ferrari, que dizia: "Carro bonito é aquele que vence corridas". Está registrado seu voto. Abraços. (LAP)
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Caro Joe, 

Compartilho plenamente os seus desejos de uma competição mais competida. Porém, temo que isso, pelo menos por agora, não seja possível. Você diz que os pneus causam uma disparidade muito grande no desempenho dos carros mas, na minha opinião, a maior disparidade se deriva dos orçamentos das equipes e nunca nada é feito para remediar a situação, nem creio que jamais seja feito. 

Instaurar controles do tipo que seja imediatamente gera a eterna pergunta de: quem controla o controlador? Sortear os pneus entre as equipes me parece algo até lógico, porém me resulta de concepção ingênua e inaplicável. Não acredito que as grandes equipes — especialmente a Ferrari — aceitem receber o mesmo trato que a Minardi ou Jordan. Além do mais, isso significaria que todos os pneus seriam exatamente iguais, o que equivale à minha proposta da formulação pública dos compostos. Portanto, não tem sentido que haja um só fornecedor. 

Se o que você quer é que haja igualdade entre as chances dos pilotos, então por que se limitar a sortear os pneus? Por que não sortear os carros entre os pilotos antes de cada GP? Enquanto isto não seja feito, sempre haverá pilotos mais favorecidos que outros, pois não devemos esquecer que o automobilismo é uma competição de carros. Se o que você espera é algo justo e honesto... então creio que será melhor que o procure em outro lugar, pois na Fórmula 1 temo que não o vai a encontrar. Se por ventura você encontra isso em algum lugar, pelo amor de Deus não deixe de me avisar, por favor! Grande abraço.

Manuel Blanco, Valência (Espanha)
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Amigos do Gepeto, 

Na boa, falar que viu dois túneis em Mônaco foi apenas mais uma daquelas declarações místicas de Senna. Lembro até de uma frase cômica de Prost a respeito disso: Ele acha que só por que acredita em Deus não vai se machucar. É um engano, principalmente comigo na pista. 

Outra coisa: naquele dia em especial, Senna cometeu o mais bisonho erro já visto nas ruas do principado. Um erro de novato, de um piloto que mal consegue entrar num carro sozinho. Dizer que Prost o estava pressionando é pura besteira (ele estava quase um minuto atrás e já fora alertado a diminuir o ritmo por Ron Deus, digo Dennis). 

Sou fã de Senna mas não sou cego e nem sou advogado dele como muitos fãs que escrevem aqui, criticando aqueles que apontam que seus ídolos também erravam. Apenas espero que não venham depois comentários desses advogados do (Genial) Piloto Brasileiro. Abraços.

Arlindo Silva, Mauá (SP)
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Caro Manuel Blanco, 

Quero lhe dar os parabéns por essa importante nota do Quid pro Quo. Também acho que apenas um fornecedor de pneus na F1 seria algo horrível, principalmente, para a competitividade. Como algumas pessoas já sabem, a ChampCar (ou Fórmula Mundial) utiliza pacotes da montadora Ford (o que eu acho uma tremenda palhaçada!): o motor de todas as equipes são Ford-Cosworth; chassi Lola e pneus Brigstone (se eu não me engano. Caso eu esteja errado, me corrijam, por favor!). 

Imaginem só: todos os carros correndo com as mesmas configurações de chassi, motor e pneus?! Seria e é um monopólio, pois, se espera, com esses fatores, que todas as equipes andem em ritmos praticamente iguais, o que, na realidade não acontece na ChampCar. 

E, para piorar, a Ford renovou contrato com ChampCar por mais alguns anos. Lembrando que a Ford está na categoria há 14 anos e que, desde 2003, é a única fornecedora de motores. Ou seja, no caso da ChampCar, a Ford tem um domínio quase que total sobre a categoria. Imagine na F1 como seria se isso acontecesse também?! 

Claro que, o exemplo dos motores da Champ não chega a ser comparativo com o caso dos pneus da F1. Mas, todavia, contudo, porém, pode sim existir uma possibilidade de fabricantes de pneus ou até mesmo equipes da própria categoria terem um domínio sobre a F1, o que eu, sinceramente, acho que não acontecerá.

João Luiz, São José dos Campos (SP)
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Em matéria lida no site F1 na Web: “O brasileiro Cristiano da Matta, que passou dois anos na equipe Toyota da Fórmula 1 e hoje está na F-Mundial, criticou o heptacampeão Michael Schumacher. “Eu nunca gostei da maneira que o Michael (Schumacher) leva as coisas. Se ele fosse realmente um campeão mundial, não reclamaria tanto das coisas. Ele gasta mais tempo tentando deixar as coisas fáceis do que tentando superar os adversários”, criticou o brasileiro. Da Matta voltou às pistas da F-Mundial no último final de semana, em Long Beach. Em 2002, o piloto foi campeão da categoria. “É bom voltar à F-Mundial. É interessante competir sabendo que tem chances de vencer”, completou”. 

Sinceramente, quem vê o Michael S. reclamar tanto assim? Nunca vi um piloto tão alinhado com os interesses de sua equipe, sempre apostando num melhor futuro em vez de reclamar do passado. Acredito que Rubens tenha seus motivos, mas sempre, sempre reclama de algo. O que vocês acham da crítica do Cristiano?

André, Campinas (SP)
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Caros Edu e Panda: 

Mais uma vez tenho o prazer de poder me comunicar com ambos, e demais leitores do site. Nesse fim de semana, me vieram à cabeça dois fatos que poderiam, num passado não tão distante, terem ocorrido mas que infelizmente, por motivos que só Enzo Ferrari e a prefeitura de São Paulo sabem, deixaram de acontecer: 

1 - Em 1973, José Carlos Pace disputava simultaneamente a temporada de F1, pela limitada Surtees, e o mundial de marcas pela Ferrari utilizando a lendária 312-P, campeã do ano anterior. Enquanto na F1, Moco literalmente tirava "leite de pedra", num carro bem inferior aos melhores daquele ano, inclusive conseguindo um 3º lugar na Áustria; no mundial de marcas mesmo tendo um carro à princípio favorito ao título, Pace e sua equipe sucumbiram à melhor performance da Matra-Simca que havia evoluído muito em relação a 1972. Mesmo assim, o brasileiro junto de Arturo Merzário conseguiu o 2º lugar em Le Mans naquele ano, a melhor colocação de um brasileiro naquela prova até hoje ( já passou da hora de quebrar esse tabu ). Os outros pilotos, Ickx, Peterson, Merzário e Redman, tirando uma ou outra vitória da equipe, não demonstraram estar num nível muito acima do brasileiro dentro da equipe. 

O que houve então para que o comendador escolhesse Niki Lauda, que fez uma temporada bem fraca com a BRM em 73, e não o brasileiro? Será que foi a já citada "síndrome de fidelidade", que Moco tinha pela Surtees, que acabou melando um futuro acordo? Vale lembrar que Pace trocou a Surtees pela Brabham a partir do GP da Alemanha de 74, e que sobre essa mudança, certos jornalistas italianos comentaram na época: "Infeliz para um piloto que constava nos planos do comendador Enzo Ferrari". 

2 - Quando o autódromo de Interlagos foi remodelado (final de 89, início de 90), lembro-me que anteriormente se discutiu a melhor forma de efetuar o encurtamento da pista para receber de novo a F1. Tenho guardado alguns desenhos possíveis, naquela época, de serem realizados (um deles: uma variante que uniria o retão a reta oposta, excluindo então a curva 3, a ferradura e a subida do lago; diminuindo assim boa parte da distância original do circuito ). Para minha surpresa, e creio que a de muitas outras pessoas, no final das contas foi feita " A Coisa ", isso mesmo, conseguiram desfigurar uma das pistas mais legais de toda a história do automobilismo mundial. Vejam bem: Qual outro circuito do mundo tinha em sua concepção curvas: de baixa, de alta, de raio longo, de raio curto, à esquerda, à direita, em S, ou seja, de quase todo jeito possível. Sem contar que possuía também uma reta longa (retão - 900m), uma curta (reta oposta), e outro 
ponto de boa velocidade compatível para ultrapassagens (reta "meio curva" dos boxes). 

Hoje, passados quinze anos, me veio a cabeça (peço a ajuda de vocês, pois jamais fui a Interlagos e talvez haja alguma inviabilidade técnica na solução possível que encontrei ): o circuito seria mantido intacto. Como? Seriam construídos novos boxes na reta oposta, sendo a partir daquele ponto, a formação do grid de largada (obs: não sei a distância da reta, portanto não faço idéia se seria viável ou não). Os carros seguiriam então o traçado tradicional da época: curva do sol, sargento, laranja, pinherinho, bico de pato. Chegando na Junção aconteceria uma inversão: ao invés de subir à esquerda em direção aos boxes tradicionais, os carros desceriam por parte do anel externo até o final da curva 3, retornariam então ao circuito original fazendo a ferradura, a subida do lago, desembocando outra vez na nova reta dos boxes. Teríamos, portanto, um circuito mais curto, compatível com a F1, e mantido o traçado original da pista para outras categorias ou provas (Mil Milhas, Stock Car, etc.). 

José Everson de Abreu 




Olá, Everson. A primeira pergunta eu deixo para o Edu responder, pois ele tem mais informações sobre o assunto do que eu.

Sobre a proposta de traçado para Interlagos, a partir da pista original: a sua proposta consiste em usar somente o miolo do traçado original, usando a junção do anel externo para completar a volta. A idéia é interessante, mas inviável porque não é possível construir nada na reta oposta. A faixa que separa a Reta Oposta do antigo Retão é muito estreita (tanto que as arquibancadas dos GPs atuais são montadas sobre o asfalto do Retão) e no outro lado existe uma área de manancial em que é proibido mexer.

Mas esse traçado foi usado em 1968 e 1969. Nesses anos, o autódromo estava em reformas e não podia ser usado para corridas. No começo, as obras aconteceram somente nas instalações do anel externo. Por isso, pilotos e equipes realizavam testes somente no miolo. Isso só parou quando a reforma atingiu também este trecho. 

Muitos anos depois, em dezembro de 1983 (ou janeiro de 1984), a equipe francesa Pernod, que competia no Mundial de Motovelocidade na categoria 250 cm³, também usou somente o miolo durante testes de pneus feitos em Interlagos. Os pilotos Jean-François Baldé e Jacques Bolle saíam dos boxes, percorriam o trecho que ia até a curva 4 e só então "abriam a volta". Em seguida, faziam exatamente como sugerido por você: percorriam todo o miolo e, ao chegar na Curva da Junção, viravam à direita para pegar a Junção do Anel Externo - e não à esquerda para a Subida dos Boxes, como no traçado normal. Aliás, o pequeno trecho que formava a Junção do Anel Externo era plano - a Subida dos Boxes começava exatamente depois nela. 

Sobre esse teste, os técnicos da fabricante (creio que era a Michelin) explicaram a uma revista da época que usar o traçado todo desgastaria inutilmente a mecânica (o anel externo tinha cerca de 3,2 km de extensão) e não traria referências importantes, já que Interlagos não fazia parte do calendário e o objetivo era testar unicamente pneus e não a parte mecânica. Esse mesmo técnico explicou que o miolo era o melhor do mundo para testes de pneus devido à variedade de curvas.
Abraços. (LAP)
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Olá Tite! 

Cara se você tiver mais histórias iguais a essas do corno e do Rosset, está perdendo tempo em escrever um livro também para lançá-lo na mesma pizzaria do Flávio. Sucesso garantido. Abraço.

Robson Luis E. Santo, São Paulo (SP)




Oi Robinho

Rapaz, sua idéia é muito boa, mas como seu precavido, vou esperar o
estrondoso sucesso do Flávio amainar para preparar o terreno para o furacão
Tite em uma biografia não autorizada de um jornalista à solta.

Além disso, depois que meu xará fez tamanha c**** no meu amado Corínthians,
acho melhor esperar para anunciar o livro como "Uma amostra de um Tite que
deu certo!"

Falando em Flávio Gomes, como será que ele está reagindo ao rebaixamento da
Lusa? Já se afogou em uma bacalhoada com batatas?

Abração. (Tite)


Opiniões e Dúvidas dos Leitores 13.04.05
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PREFIRO MEU AUTORAMA
Marcelo Jardim

Dando continuidade aquele assunto sobre pistinhas de merda, estava folheando semana passada uma revista sobre automobilismo que tinha entre outras coisas uma matéria sobre a Indy Racing League, ou IRL como preferirem.

Esta reportagem, diga-se de passagem, fraca, genérica e muito da mais ou menos, tinha um só ponto interessante: pequenos e simplórios croquis de todas as pistas da IRL que compõe o campeonato de 2005. Para mim foi o bastante.

Tudo bem que a maioria sabe que a IRL é marcada basicamente por ovais, mas não sabia (aí, desculpe a minha ignorância) que das 17 etapas, 14, isto mesmo, 14 são realizadas em circuito ovais. E o que é pior, destes 14, existem somente dois tipos diferentes de ovais.

Aqueles que possuem duas longas retas, tipo Indianápolis, Miami, Montegi e Milwaukee, que convenhamos, tirando um detalhe ou outro de angulação das curvas ou comprimento, são todas iguais; e aqueles onde no lugar de uma longa reta têm-se uma longa reta-curva, tipo Phoenix, Texas, Richmond, Kansas, Nashville, Michigan, Kentucky, Pikes Peak, Chicagoland (?) e ufa, Califórnia. Estas dez pistas são todas uma variação do mesmo tema, tão iguais que até o sentido das voltas é para o mesmo lado. Formidável.

Honestamente, nem quando brincava com meu autorama da Estrela, eu era tão simplório e sem criatividade. Respeito àqueles que gostam e que acompanham, respeito inclusive a história da categoria, mas decididamente não consigo ver graça ou emoção num amontoado de carros girando, girando, girando, girando e girando por não sei quantas voltas, esperando que algum infeliz bata sua cara no muro mais próximo. 

Não consigo ver genialidade em pilotos que ficam naquelas infinitas voltas sempre com o pé enfiado no acelerador e com o volante sempre na mesma posição, durante a corrida inteira. Não consigo ver genialidade ou lucidez em pilotos que passam o campeonato inteiro disputando posição contra o muro e não contra outros pilotos. E sendo "meio" radical, desconfio de uma categoria quando Nigel Mansell em seu primeiro ano consegue ser campeão, algo que demorou a vida para conquistar na F1.

Não consigo ver ainda genialidade nos estrategistas, se é que existe esta profissão na categoria. O que é que eles definem ?! Se faz o pit stop na volta 197 ou 198 ?! Se entra nos boxes quando a bandeira amarela aparecer pela enésima vez ?! Se calcula o consumo quando o carro está dando 48 voltas com o safety car ?! Ou se simplesmente contam quantas voltas das 250 ainda faltam para acabar a corrida ?!

Não consigo ver também genialidade nos acertos dos carros, uma vez que as pistas têm sempre as mesmas características. Ok, muda um ângulo ou uma declividade de uma curva ali, outro lá. Muda um pouquinho o comprimento de uma pista para a outra, mas, sei não... Desculpe novamente minha ignorância, mas estes carros precisam realmente de freios ?! Precisam de marchas ?! Ou mesmo de pilotos ?!

E principalmente não consigo ver graça nos americanos gordos e pachorrentos que lotam, ou quase lotam, os autódromos com seus bonés e cervejas, assistirem Scott Dixon ou A. J. Foyt IV (?) ganhar uma corrida sobre bandeira amarela. E pior, acharem isto o maior evento, a maior festa, a maior celebração do mundo. Bobagem. Prefiro nossa Stock Car. 

E para completar ainda tem esta história de bandeira de tudo o que é cor, a toda hora e o tempo todo. Deve ser para ver se desencava alguma emoção no evento. Porque se deixar rolar a corrida por si só, ninguém nunca vai saber quem está na frente ou quem é o retardatário. Nunca vai saber em qual posição está seu piloto. Periga até o telespectador dormir durante boa parte da corrida. Imagina a combinação: carros correndo em círculos e barulhinho de motor ao fundo, num domingo depois do almoço...

É por isso que eu escrevo, parafraseando o jornalista Flavio Gomes: muito embora a gente não canse de falar mal da Fórmula 1, dos seus regulamentos, dos seus pilotos medianos, da sua soberba, da monotonia ítala-germânica, etc, etc, "...há os americanos, que sempre servem para mostrar ao mundo que dá para ser pior".

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Pelo amor de Deus, 

Efetivem, contratem ou façam qualquer outro acordo com o Claudio Habara! O que é isso? O cara entende muito de F1. Não estou dizendo que concordo com tudo que escreveu, afinal, este é um site de opiniões, mas ele entende do negócio e botou a cara a tapa com muitos argumentos e conhecimento técnico e histórico. Parabéns Cláudio e parabéns a todos do site por permitirem e publicarem com tamanho destaque textos desta qualidade.

Jefferson Reinholds, Curitiba (PR)
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Excelente o With a Little Help do Claudio Habara, o grande expert em circuitos. 

Não devemos esquecer que os carros evoluem, portanto, as pistas devem evoluir também. As tecnologias evoluem, a ciência evolui. O que não tem a mesma velocidade de evolução é a raça humana, daí a saudade dos tempos menos evoluídos. Não estou nos chamando de macacos (é isso que quis dizer mesmo), mas de conservadores. 

Como disse Churchill (mais uma das suas milhares de frases), o homem é um revolucionário aos vinte anos e conservador aos quarenta. Tem toda a lógica de ser, quem tem 20 anos não tem as lembranças que um de 40 tem, e aí os de 40 acharem que as suas lembranças serem melhores que a realidade em que está vivendo, e então começar a achar que tudo está ficando uma porcaria (para não usar o termo merda, porque é muito feio escrever merda, eu nunca escreveria merda publicamente, ih fodeu acabei escrevendo palavrão). Entrando só um pouquinho na política, vide o ex-revolucionário PT e o hoje conservador PT (eu, com 20 anos, fui militante). 

Eu pessoalmente gosto muito das corridas em circuitos projetados pelo Tilke, são os que melhor proporcionam disputas, aquelas curvas redemoinhos de Shangai são dignas do parque Shangai (só p/ os muito conservadores), mas falta um pouquinho de sal (e sangue), aquele thrill que uma curva 1 e 2 de Interlagos ou uma Eau Rouge proporciona(va)m. É muito melhor ver estas corridas com possibilidade de haver disputas, do que as sonolentas manhãs húngaras. Sangue, bom sangue já tive a dose esta semana vendo a filha da dona do décimo andar apanhando do namorado com a testa enfeitada. 

[]s anti-filosóficos e anti-escatológicos 

Olavo, São Paulo (SP)
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Simplesmente brilhante! Gostei muito de todo o desabafo do Claudio Habara, ele colocou o dedo na ferida e fez críticas construtivas e não a crítica por crítica! 

Que sirva de exemplo para alguns especialistas de automobilismo da nossa imprensa esportiva. Vocês deveriam contratá-lo como colaborador ou comentarista! Ele foi direto ao assunto, sem demagogia, sem bla-bla-bla, sem patriotada. Separou o certo do errado e o bom do ruim. E ponto final. 

E, Claudio Habara, muito obrigado pela menção do grande Stefan Bellof, que se não fosse pelo desastre na Eau Rouge, teria sido campeão mundial de F-1 também e (pelo menos na minha crença) um piloto tão grande e vitorioso como foi o Ayrton Senna. Acho até que se ele tivesse tido a oportunidade de ter corrido a temporada inteira de 1985 e a Ferrari não tivesse feito a burrada de contratar o Stefan Johansson, a carreira do Senna não teria sido o que foi, pois ele teria encontrado em Bellof o seu maior adversário na F-1. 

Aliás, se o Bellof não fosse um grande piloto, ele não teria o seu busto colocado ao lado do legendário Jim Clark em área de destaque no museu de Hockeimring. Abraços e aguardo mais contribuições suas! Parabéns! 

Humberto Teles, Rio de Janeiro (RJ)
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Pela primeira vez estou comentando uma coluna, justamente por ter ido de encontro a tudo que penso. Em relação a algumas pistas citadas eu já tinha a mesma opinião, quanto a outras, eu não conhecia tantos detalhes e aprendi bastante. Parabéns pelo texto, Cláudio.

Eliezer Santiago, Salvador (BA)
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Clap! Clap! Clap! Habara, se você tiver mais um espaço no papel em que escreveu a coluna, permita-me assinar como anuente. Realmente expressou tudo o que eu penso sobre todos esses assuntos. 

Realmente as novas pistas permitem mais ultrapassagens que 80% das pistas que já eram usadas na F1 anteriormente. Em relação à área de escape, por já ter competido no automobilismo (claro que não na F1), acredito que não é o fato da área de escape ser maior ou menor relevante no peso do pé do peão durante a curva. O piloto simplesmente desconhece área de escape, ele sempre está procurando o limite do asfalto, nunca pensa na grama antes de fazer a curva. Portanto, não é o culhão do piloto que determina a velocidade em curva, e sim a habilidade que ele tem de contornar a curva sem achar que vai sair dela (escapar). 

Outra coisa, pra ser bem sincero... Acho que o problema todo da chatice na F1 não são as regras, nem as curvas. São os carros. Itens de auxílio ao piloto são ridículos. Controle de tração é coisa de marica, vamos ser sinceros. Acho que deve ser mais difícil tocar um kart na chuva do que um F1 com controle de tração. Entucha o pé no fundo e deixa a eletrônica fazer o serviço. Aquele cambiozinho ridículo é outra coisa besta. Acho que as montadoras podem muito bem mostrar sua tecnologia, mas tudo tem limite. Mostre, desde que com limites. O câmbio da F-Mundial (nomezinho besta) seria uma coisa legal. Com embreagem. Nada de eletrônica no câmbio. Ouvi o Burti dizer que nada mudou no controle de largada, eles só disfarçaram para adequá-lo à nova regra. 

Olha, não sei quanto a vocês, mas eu gosto de ver a F1 pelo espetáculo dos (teoricamente) melhores pilotos do mundo. Mas, quer saber? Acharia muito mais interessante se, ao invés de pilotarem esses autoramas, fizessem uma prova com todos eles pilotando karts. Daí sim, queria ver o Schumacher suar pra ganhar do resto. O meu slogan para a F1 moderna é: Abaixo o controle-remoto!

Ricardo Vicentin de Oliveira, Araçatuba (SP)
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Amigos, 

Agora que o assunto já esfriou, gostaria de dar meu pitaco sobre ultrapassagens. Concordo com o Panda sobre a mais bela ultrapassagem da F1, mas a mais bonita ultrapassagem que eu já vi (inclusive comentei com o V. Lagrotta e com o Olavo Ito que também a viram) aconteceu em 1971, outubro, Interlagos antigo, Torneio Internacional de F2. 

Vinham descendo o retão o piloto Giu Ferreira (já falecido), que era retardatário, o Reuteman liderando, Ronnie Peterson com March em segundo e o Emerson com Lotus em terceiro. Da metade para o final da reta o Reuteman colocou por dentro e levou o Giu, o Peterson colocou por fora e levou os dois (igual ao acontecido na Bélgica com o Schumy), aí veio o Emerson e colocou mais por fora ainda e passou os três (amigos, na freiada da Três). 

A arquibancada veio abaixo. Quem viu não esqueceu. Panda, esta foi a maior ultrapassagem que eu já vi em qualquer categoria. Pergunte ao Divila que estava lá, pois a Lotus do Emerson tinha uma frente toda modificada por ele, inclusive com o mesmo artifício que foi utilizado na primeira corrida que o Emerson fez na Copersucar: Nariz Largo com Spoiler à frente do mesmo. 

Abraços, 

PS: Concordo com tudo que o C. Habara escreveu.

Caíque, Rio de Janeiro (RJ)
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É uma pena que a Rede Globo resolva por não transmitir as provas da Motogp. Quem não tem tv a cabo está perdendo a chance de assistir a um outro homem fazer história em esporte a motor: o maluco beleza Valentino Rossi. 

Tudo bem, não posso exigir que todos tenham tv por assinatura apenas para acompanhá-lo. Reconheço a situação do Brasil. Mas bem que nós poderíamos implorar que a Globo transmitisse as provas. Não custa nada, são pouco menos de 50 minutos de muita emoção e adrenalina. Já a Fórmula-1... bem ou mal, com brasileiro ou não, continua firme e forte.

A capacidade com que Rossi toca sua motocicleta é impressionante. A última corrida em Jerez foi fantástica! Por um erro na curva Dry Sack (a mesma onde Schumacher jogou o carro em Villenuve em 97), o italiano quase perdeu a prova para Sete Gibernau na última volta. Retomou a liderança na Ayrton Senna (onde Martin Donnely se espatifou em 90), mas a perdeu em seguida. Só restava uma única chance pela frente, só mais uma curva: a Ducados, que antecede a reta dos boxes. Rossi apontou para fazer a manobra por dentro, mas Gibernau não se entregou e tentou intimidar Valentino fechando-o. O toque foi inevitável e o espanhol foi parar na brita, chegando em segundo logo atrás de Rossi (Não posso deixar de comentar: se essa manobra ocorresse na F-1, aparecia aquela tarja dizendo que o incidente envolvendo os carros x e y será investigado após a prova.). 

Que corrida fantástica! É uma pena que a maioria das pessoas não encarem as motos como algo mais desafiador que os carros. É preciso ser muito inconseqüente e irresponsável para encarar retas a mais de 300 km/h sobre duas rodas. E Rossi o faz com perfeição, magia e até mesmo irresponsabilidade. 

Rapidamente, lembro-me de três vitórias brilhantes: República Tcheca/03, em Brno (uma luta feroz com Gibernau decidida por míseros 42 milésimos a favor de Rossi), África do Sul/04, em Welkon (no seu gp de estréia na Yamaha, após um tri-campeonato pela Honda) e Austrália/04, em Phillip Island (ele e Gibernau se revezaram na liderança na última volta por várias vezes). Além de ser um piloto excepcional, Rossi ainda se preocupa em agradar aos fãs. 

Schumacher tem muitas vitórias, mas a maioria delas foi para lá de sem graça. Rossi e motociclismo não podem se separar. Felizmente, todos aqueles boatos de que ele poderia guiar um dos carros da Ferrari está, aos poucos, indo para a sepultura. O Falcão, excelente jogador de futebol de salão, é um exemplo. Foi para o São Paulo e ainda não se acertou no campo. Quase todos os jogadores de vôlei de quadra não obtêm o mesmo êxito na praia. Pode até ser que eu seja a única voz solitária que implore que Valentino permaneça nas motos, mas continuarei insistindo: — Valentino, por favor, não vá!

Willian Lopes Machado, Brasília (DF) 




William, eu acrescentaria mais uma frase: "Valentino, não vá! A Fórmula 1, hoje, não merece ter um cara como você". Abraços. (LAP)
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Se em 1980 o engenheiro chefe da Brabham tivesse trocado o motor do carro reserva de Piquet, talvez hoje o Piquet fosse tetra e não tri. Se em 1989 o Prost não tivesse jogado o carro em cima do Senna talvez hoje o Senna fosse tetra. Se em 1990 o Senna não tivesse jogado o carro em cima do Prost talvez hoje o Prost fosse penta. Se em 1999 o Schumacher não tivesse quebrado a perna talvez hoje ele fosse octacampeão. Se em 2003 o carro de Raikkonen não tivesse quebrado tanto, talvez hoje ele fosse campeão. Se minhas avós tivessem bigode, eu teria 4 avôs! Não são somente as vitórias que valem, o piloto tem que ser constante. O Piquet teve um comportamento muito mais regular em 1987 e por isso foi campeão, enquanto o Mansell ou foi 8 ou 80, sem meio termo!

Joe, São Paulo (SP)
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Fico imaginando aquele vídeo sobre Senna, que está num barco, como se estivesse num carro de F1, mandando os mecânicos darem a partida, e ele imitando o barulho do motor com a própria voz, imaginando uma alavanca de câmbio nas mãos e uma embreagem nos pés, é emocionante, não? 

Agora prestem atenção, vamos colocar o Schumacher, maior piloto de todos os tempos, no lugar do Senna se imaginando pilotando um F1. Tudo nos dedos, nos botões, pedindo aos boxes: Mande o Rubens me deixar passar e guiando apenas liso, sem segurar no braço como o Senna encena no vídeo,m se fizermos uma comparação, vamos chegar à conclusão: nossa o Schumacher é piloto de F1 ou vídeo game? Não, é hepta mundial (risos).

Rafael José Chicati, Maringá (PR)
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Ernesto,

Primeiramente gostaria de dizer q discordo totalmente do amigo mal-educado — e aí, Zé, beleza? — que te chama pejorativamente de viúva.

Viúva somos nós de não termos mais 4 , 5 pilotos disputando o título. Viúva somos nós que não podemos mais apreciar 4 pilotos sentados na mureta dos boxes se abraçando.

Atenciosamente,

Marcelo Ferreira, Jacarepaguá (RJ)
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Olá, pessoal. 

Ando lendo muita coisa aqui no GPTotal e estou realmente desapontado. Sou um fã incondicional de Ayrton Senna. Mas antes de eu acessar o GPTotal, eu ainda não tinha conhecimento da obra de Nelson Piquet na Formula 1. 

Podemos falar que o Piquet era f.... como o Senna era f...., Gilles Villeneuve, Mansell, Prost e até o Schumacher. Acredito que o Senna, apesar de para mim ter sido um dos maiores, não era perfeito. Vide o GP de Suzuka de 90, onde ele revidou 89. Não seria mais bonito ele ter vencido na pista? 

E sobre a coluna “Os Dois Túneis”. Todos sabem que Senna tinha uma capacidade pra de concentração altíssima. Defino que o acontecimento que ocorreu na classificação do GP de Mônaco de 88 foi nada mais que um nível de concentração que Senna ainda não havia alcançado. Bom, e sobre a ultrapassagem de Piquet sobre Senna em 86 na Hungria, convenhamos, não é qualquer um que faz isso. Um abraço. 

Rafael, Nova Odessa (SP)
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Olá, amigos, tudo bem? 

Bem, mais uma vez quero parabenizá-los pelo site e lançar uma seguinte questão. De maneira geral, nós procuramos encontrar aquele cidadão que foi o pior piloto da Fórmula 1. Mas, há de se lembrar também de uma pessoa que conseguiu, na minha opinião, ser o pior piloto da Fórmula Indy-Cart. Sua competência ao volante é muito pior do que comparada ao do brasileiro Ricardo Rosset na F-1. Ele é o norte-americano Dennis Vitolo. Lembram dele? Ô piloto ruim esse sô.. Um grande abraço a todos vocês!

Raphael Lucca Chaves, Belo Horizonte (MG)
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Michelin, Bridgestone e suas eleitas. A virada do século ficou marcada na F-1 pela ascensão e domínio absoluto da Ferrari. A equipe italiana planejou ao longo prazo sua reestruturação a partir de 1996 e vem obtendo sucesso progressivo desde então. No final dos anos 90 já poderia ter sido campeã, com o então bicampeão Michael Schumacher, mas a equipe sofria com o desempenho inferior dos pneus Goodyear da época. 

O primeiro título veio em 2000, em Suzuka, celebrando a união Ferrari-Bridgestone. No ano seguinte, a Michelin que havia deixado a categoria no final de 1984, voltou a F-1 com a equipe Williams e desde então vem conquistando a parceria de várias outras equipes, porém sem sucesso, pois a Ferrari continuou vencendo até 2004. Após tantos anos de sucesso da fabricante japonesa de pneus e da equipe de Maranello, a FIA resolveu adotar um pacote de mudanças para 2005. Eis que a Michelin sugere a mudança da regra dos pneus: ao invés de durar cerca de 15 voltas, os pneus deverão durar a corrida inteira. A FIA após algum tempo concordou. Aqui fica uma pergunta: será que a Michelin já havia testado compostos mais duráveis? Será que tinham informação privilegiada de que a FIA adotaria a sugestão deles? 

Pelo início da temporada 2005, há fortes indícios que essas hipóteses podem não ser tão fantasiosas. A Ferrari, que vinha dominando a categoria, começou dando vexame na Malásia, e Rubens ficou sem pneus no final da corrida do Bahrein. Tomando como base o desempenho de 2004, a queda da equipe italiana foi vertiginosa. É improvável se pensar que algumas alterações aerodinâmicas tornaram o carro tão inferior. Inicialmente pensou-se que o carro de 2004 modificado (adotado nas duas primeiras corridas de 2005) estivesse causando o desgaste prematuro dos pneus. Com a estréia do F2005 e o desempenho de Barrichello no final da prova, ficou evidente que o carro não é o principal culpado. A Ferrari até então vinha adotando um discurso de cautela, preservando sua parceira japonesa. Porém, Barrichello, após o fracasso no Bahrein, “soltou o verbo” após esta corrida no microfone da Rádio Bandeirantes, culpando os pneus. A Bridgestone admitiu a culpa. 

Uma das justificativas dadas pelas equipes adversárias da Ferrari sobre o fracasso em obter o campeonato mundial de pilotos era que a Ferrari podia contar com pneus sob medida para seus carros. Após o início da temporada 2005, a Renault, uma das equipes parceiras da Michelin, começou a se destacar no campeonato, com 3 vitórias em 3 corridas. Logo começaram a surgir os boatos de que a Michelin estaria adequando os compostos deles à equipe de Briatone (afinal de contas, tanto a fábrica de pneus como a equipe de F-1 são francesas). Nas regras atuais da F-1, os pneus têm que conseguir um equilíbrio delicado entre velocidade e durabilidade. Dependendo do carro que usa determinado pneu, o conjunto chassis-suspensão, pode demandar maior ou menor gasto de borracha. Especulou-se que o equilíbrio ideal poderia ocorrer nos carros da Renault. Tudo não passava de boato, mas já começam a aparecer vestígios de um fundo de verdade na história. 

A McLaren vem se queixando que o carro deles é muito “gentil” com os pneus. Nota-se nas corridas iniciais da temporada um desempenho fraco dos carros de Ron Dennis nas voltas lançadas (onde conta muito conseguir alcançar rapidamente a temperatura ideal) contrastando com um desempenho muito bom no final das corridas. Dennis já pediu publicamente à Michelin para que fabriquem compostos mais suaves para eles. Talvez as duas fábricas de pneus já elegeram suas candidatas ao título.

Kleber Ramos Marques, Curitiba (PR)
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Como brasileiro é invejoso. Eu vejo isso em todo lugar, mas nesse site é demais. Os caras de fora sempre metem pau em Interlagos, mas, caramba, eu conheço autódromos em todo o país e nenhum chega aos pés de Interlagos (tá bom, Jacarépagua é muito loco também, mas os otários dos políticos... era o único fora Interlagos que poderia receber a F1, Brasília num dá não, apesar de ser um autódromo lindo). 

E meter o pau no Senna e do Piquet, poxa parem com isso. Temos 3 pilotos campeões e 5 vencedores de GP, todos devem ser aplaudidos de pé. Abraços.

Vantoil Lima Jr., São Paulo (SP)
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Amigos do GP Total. 

Achei legal a vinda de Gil de Ferran para a F1, apesar que vai ser uma batata quente danada, pois o carro é fraco, e os pilotos, cômicos, porque Button está desestimulado e o Sato, convenhamos, é muito fraco. Agora, sobre o teste que Gil fez na F1 em 92: li em algum lugar que ele testou e teve proposta séria da Arrows, mas não aceitou porque o carro era uma droga e ele preferiu ir para os EUA ou esperar alguma outra proposta, que não veio. A cabeçada seria apenas uma desculpa para cair fora logo. Isso procede? Abraços.

Pedro Sartorio Junior, Cachoeiro de Itapemirim (SP)
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Olá a todos, 

Um dia eu vi na Globo, naqueles especiais sobre os 10 anos sem Ayrton Senna, que o episódio do túnel imaginário teria acontecido no ano da primeira vitória dele em Mônaco, ou seja, em 1987. Aquela informação pode muito bem estar errada, já que foi uma matéria do Sr. João Pedro Paes Leme. Mas eu realmente gostaria de esclarecer isso. E já que estou falando do ano de 87, quero dizer que sensacional mesmo não foi a ultrapassagem que o Piquet fez no ano anterior na Hungria, mas sim a ultrapassagem que o próprio Piquet levou naquele ano em Silverstone, do Nigel Mansell. Sem falar na performance superior do inglês (que tinha um carro igual) antes e depois da ultrapassagem. Deixo aqui a minha sugestão para disponibilizar o vídeo daquela ultrapassagem.

Leonardo
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Creio que o motivo de não ter ocorrido testes de Senna na Williams se deveu ao fato dele ser piloto Marlboro e a Williams ser patrocinada por concorrentes.

Cleber, São Paulo 
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Olá, pessoal do gptotal e em especial ao Pandini.

Escrevo neste espaço para dizer que a partir de agora minhas corridas de fórmula 1 estão disponíveis também em DVD. Possuo corridas de F1 desde 1976. Abração. 

José Luiz (joseluizlysandro@bol.com.br)


Opiniões e Dúvidas dos Leitores 12.04.05
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Bom dia, Eduardo! 

Na sua coluna “O Pior Bernie”, na parte ferrarista do texto, você fala da Ferrari, do Schumacher, dos japoneses, dos pneus Bridgestone, da próxima corrida em San Marino... mas em momento algum você fala de Rubens Barrichello. O Barrichello está a frente do queixudo no campeonato, coisa que nunca aconteceu anteriormente (pouca coisa, mas está!). 

Se não me engano este é o primeiro ano que a Ferrari fornece o carro novo para os dois pilotos na mesma corrida (o comedor de chucrute sempre recebe o carro antes). Se não me engano, este ano o Barrichello fez o mesmo número de testes que o Alho e Óleo (a quilometragem de testes do Boquinha é sempre muito maior que a do RB). Se não me engano, também, o Barrichello e o Luca Badoer testaram o carro antes do Azedume. 

Enfim, as perguntas: Será que alguma coisa está mudando dentro da equipe em relação ao brasileiro? Será que esta pequena vantagem de Barrichello sobre MS, no campeonato, poderá deixar as coisas melhores para o Rubens? (Será que a fatia do bolo será maior para o Rubens?) Será que a Ferrari não decidiu, ainda, em quem apostar? Será que a falta do nome de Rubens Barrichello na sua coluna é a mera normalidade e eu não me conformo com o fato do cara ser dispensável dentro da F1? (vi isto escrito em algum canto, ok?) 

Resumindo tudo...quero saber qual a sua opinião em relação ao Rubens Barrichello. Qual é a posição que ele ocupa atualmente dentro da equipe? Será que as condições são as mesmas e eu é que estou me iludindo novamente como brasileiro e torcedor? Grande abraço a todos.

Luís Sérgio, Brasília (DF)







Oi Luís Sérgio

não acredito que o peso de Rubinho dentro da Ferrari tenha mudado pelo fato de ele ter seis pontos a mais do que Schumacher depois de três corridas. Ele continua sendo o segundo piloto da equipe.

Abraço (EC)
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Os limpa-trilhos e a aerodinâmica. Em resposta a uma pergunta, o Edu disse praticamente não haver regulagens aerodinâmicas nos carros do tipo limpa-trilhos já que praticamente não havia peças móveis. Só fiquei em dúvida: o próprio formato da frente do carro ajudaria a gerar a perseguida down-force, colaborando com a aderência das rodas dianteiras? 

Sei que aqueles eram outros tempos, em que os estudos aerodinâmicos ainda eram muito limitados e o regulamento bem mais liberal, o que gerou algumas esquisitices e também os mais belos carros da história, como a Ferrari T312. O apuro destes estudos e algumas brechas nos regulamentos técnicos também criaram a época dos carros mais estranhos da F-1 moderna, lá por 83-84, em que os carros ganharam uma série de apêndices aerodinâmicos, principalmente na parte traseira onde os aerofólios duplos e cheios de asas auxiliares tornaram-se comum, com claro prejuízo estético. A Toleman-84 é um dos exemplos disso, bem como a Ligier vermelha e azul de 84 (terrível) e a Ligier-83 — esta eu ainda não conhecia, mas merece lugar de destaque nas esquisitives com seu formato quase de míssil, copiando alguns conceitos da Brabham do Murray. 

Mas pelo menos ainda havia espaço para ousadias. Os mesmos estudos e o regulamento cada vez mais restritivo levaram à F-1 de alguns anos atrás, em que sem a pintura os carros seriam praticamente iguais — felizmente desde o ano passado alguns apêndices, ranhuras e curvas voltaram a diferenciar os carros, deixando alguns mais feios e outros próximos à perfeição estética. Grande abraço as gepetos.

Luciano Balarotti, Curitiba (PR)







Oi, Luciano.

Esclarecendo: claro que o limpa-trilhos reforçava o downforce dianteiro dos carros. Ela apenas não podia ser regulada.

Certamente foi por isso que, com a maior sofisticação das pesquisas em aerodinâmica, terminou abandonado.

Abraços (EC) 
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Ao Alessandro Ribeiro, de São Paulo. Putz! Cara, você é aspirante a apresentador de programas do tipo João Kleber? Vai gostar de uma confusão assim lá longe. Não bastasse o que ocorreu nos últimos dias quando da discussão e dos ânimos exaltados sobre a coluna que o Pandini escreveu a respeito da ultrapassagem na Hungria`86 você me vem apagar o fogo com... gasolina!! Não vamos começar discussões desse tipo, não é? 

Edu, mais uma vez a sua coluna está ótima. Apenas de não concordar com você quanto a considerar a diferença de pontos entre Schumacher e Alonso ser muito grande. Acredito ser a diferença bem pequena, ainda mais se considerarmos os personagens envolvidos na disputa. Até o presente momento a Renault não teve qualquer adversário nas primeiras corridas do ano. Portanto, Briatore e seus meninos estão nadando de braçada em uma maré de absoluta calmaria. Nada de pressão. Agora, quando os franceses se depararem com a maré vermelha pela frente a situação fatalmente mudará. Então veremos quem tem garrafa vazia para vender. 

Basta imaginar a situação: Renault disparada na frente, em uma situação com a qual não está acostumada. Afinal de contas sempre ocuparam o papel de desafiantes. E com dois pilotos também não habituados em andar na frente. Tida e havida como campeã certa. Então aparece a Ferrari começa a vencer, a diminuir a diferença. Uma equipe que tem o melhor corpo técnico da categoria e o melhor piloto. Sem falar que conviver com a pressão não é situação desconhecida para eles, tanto que foram 21 anos sem faturar um caneco. Aí baterá o desespero na Renault e em seus pilotos, pois não saberão como se comportarem no papel de caça. Então a vaca vai para o brejo. 

Resumindo: Ainda acho que vai dar Ferrari. Colocadas as cartas na mesa, acredito ser a Ferrari a mais capacitada das equipes, ainda que o começo de temporada diga o contrário. Só falta a Ferrari encontrar o caminho, o que deve acontecer já em Imola. Um grande abraço.

Herik Nelson, São Paulo (SP)
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Sou totalmente a favor de existir apenas um fornecedor de pneus e deixar a competição apenas nas mãos das equipes e pilotos. Os pneus causam uma disparidade muito grande no desempenho dos carros, que muitas vezes podem ser equivalentes em sua aerodinâmica e mecânica. Quero ver um piloto andando na bota do outro e acho que restringindo a competição à [(piloto + mecânica + aerodinâmica) – pneus], talvez tenhamos um pouco mais disso. 

Gosto de pensar que quem vence é quem tem o melhor conjunto, mas quando um dos itens se sobressai muito mais do que os outros e não é o piloto, aí acho que a coisa fica, não injusta, mas um pouco fora do que o público espera ver. Como espectador espero ver a disputa primeiramente entre pilotos, depois equipes e sinceramente os pneus não me interessam muito. No final das contas quem ganha é o piloto e a equipe, mas a sacanagem é saber que um grande percentual disso se deve aos pneus. Saber que existe a possibilidade de Alonso ganhar de Schumacher porque os Michelin estão destruindo os Bridgestone é demais da conta. Não desmerecendo Alonso nem a Renault, que parecem ser muito bons mesmo, e nem puxando o saco do Schumacher, que por enquanto ainda é o melhor, mas não torço pra ele e sim pra McLaren + Kimi Raikkonen, que como piloto acho que tem braço pra brigar e até bater o Schumacher. Acho que fica um resultado distorcido dando a impressão que Alonso foi melhor que Schumacher, o que sinceramente eu duvido, pelo menos por enquanto. 

Quanto ao fato de poder ocorrer sacanagem mesmo tendo um único fornecedor de pneus, acho que isso poderia ser resolvido facilmente fazendo com que o borracheiro escolhido entregasse os pneus à FIA e ela sorteia os jogos de pneus entre as equipes. Agora se mesmo assim você me disser que pode haver sacanagem da FIA para favorecer a equipe que lhe pagar a maior bola, aí acho melhor você parar de comentar F1 e se eu acreditar também, paro de assistir.

Joe, São Paulo (SP)
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Gostaria apenas de dar os parabéns a toda a equipe que elabora e mantém esse site, para mim um dos melhores que eu já vi sobre Fórmula 1. E foi uma delicia ver aquele vídeo da ultrapassagem do Piquet sobre o Senna em 1986. Que saudade dos tempos em que para ser piloto de Fórmula 1 era preciso, antes de mais nada, ser entre louco e heróico. É por isso que eu já comentei varias vezes entre amigos, o Schumacher já foi campeão 7 vezes, ninguém chega nesse nível à toa, mas, em cima de quem, mesmo, que o Fittipaldi foi campeão duas vezes? Quem eram os adversários? 

Por isso que eu também digo, meio serio e meio brincando, que devemos pedir licença para falar de gente como Fittipaldi, Lauda, Regazzoni, Stewart, Pace, entre outros. Um abraço a todos vocês e por favor continuem sempre assim. 

Cláudio, São Bernardo do Campo (SP)
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Olá, amigos do GPTOTAL. 

Comentando a carta do Nuno de Porto Alegre: Nigel Mansell de fato era uma besta e não tinha a mínima vocação e vontade para desenvolver um carro de corrida e torná-lo vencedor, mas não devemos ignorar sua habilidade como piloto e todas as dificuldades que superou para chegar à F-1, tipo correr na F-3 inglesa usando colete por causa de um acidente que quase o deixou paraplégico, hipotecar a própria casa... 

Em 1981, ainda novato, conseguiu um impressionante terceiro lugar em Zolder, na Bélgica, com o Lotus 81 (um carro já defasado tecnologicamente). Ninguém leva uma Williams com motor Judd a dois segundos lugares em 1988 sendo um engodo. Damon Hill, medíocre? Ele era tão medíocre que a única coisa que o impediu de vencer na Hungria em 1997, e com uma Arrows de motor Yamaha, foi um problema mecânico (se não estou enganado, acelerador preso). 

Em 1994, Schumacher ainda teve sorte porque dez anos antes a equipe Tyrrel teve todos os pontos confiscados e não fez nem a metade das armações dele junto com Byrne, Brown e cia. 

Couthard, medíocre? Só podemos acusá-lo de não ter estofo de campeão, pois em três corridas com a equipe Red Bull (em franca ascensão após comprar o espólio da Jaguar) provou estar bem acima da mediocridade, e voltou a exibir sua capacidade de largar bem (propiciada pelo daltonismo, segundo a Quatro Rodas). Algum tempo atrás eu estava tão cego pela admiração que tinha por Senna que também achava que ele devia ter batido em Prost (1990) para revidar o que o francês fez em 1989, mas graças às minhas visitas ao site percebi que não devemos ignorar atitudes sujas e imorais mesmo vindas de nossos ídolos do esporte. 

Se você apoiou a atitude do alemão quando este bateu em Hill só porque não gosta de britânicos, é melhor rever seus conceitos e valores. Em 1994, Schumacher correu com eletrônica embarcada no carro (proibida no ano anterior, mas de algum modo a FIA fez vista grossa), pois em condições normais um motor ford V-8 não seria páreo para o Renault V-10 das Williams. 

Quanto ao Patrese, no início de carreira ele era uma estrela em ascensão juntamente com Villeneuve e Pironi, mas sua motivação começou a estagnar quando foi injustamente acusado de provocar o acidente em Monza-1978 que causou a morte do fantástico Ronnie Peterson, que você deve ter visto em ação várias vezes. Além do acidente, as acusações dos colegas certamente o abalaram psicologicamente. Em 1989, quando a Williams estreou o motor Renault o italiano conseguiu bons resultados e duelos interessantes com o marroquino Michele Alboreto (Tyrrel), chegando a ser apontado como candidato ao título de 1990; porém não confirmou as expectativas e encerrou a carreira como segundo piloto de Mansell e depois de Schummy, seu único consolo é o recorde de participações na F-1: 256 gps entre 1977 e 1993.

Wladimir Duarte Sales, Duque de Caxias (RJ)
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Ainda sobre o Mansell: que a história não muda, não muda mesmo. Mas nossa interpretação dos fatos pode ser ampliada e até revista. 

Por anos achei que Mansell era uma besta-quadrada. Como tanta gente, aliás. Um dia me dei conta de suas 31 vitórias (quarto maior vencedor na categoria), 32 poles, 1 título, 3 vice-campeonatos na F1, 1 título na Indy. E ele mudou de categoria e venceu a primeira corrida que disputou, saiu-se bem da sua primeira participação em 500 Milhas, acho que até venceu uma dessas corridas em ovais grandes. E o Emerson que um dia disse que ele seria um empurrador de muros assistiu ao Mansell conquistar o título em sua primeira e única temporada americana. 

Recoloquei a porca, desestourei um pneu e vi quão perto de mais dois títulos ele esteve. Se um idiota é capaz de apresentar um retrospecto tão positivo, então a Fórmula 1 deve ser uma marmelada muito maior do que a Luta Livre e é melhor parar de perder tempo com isso. Um cabeça-de-bagre motorizado ganhar algumas poucas corridas por sorte é uma coisa. Mas 31? Até que ponto locutores, comentaristas e jornalistas ressentidos com o fato de Mansell ter sido um tremendo obstáculo para a manifestação de seu ufanismo delirante contribuíram para a formação e fixação da imagem do Mansell totalmente tapado? 

Esculhambar o inglês acabava por agradar a nós, que torcíamos pelo tricampeonato de Piquet e víamos a dificuldade encontrada. Preferimos atribuir tudo a uma armação da equipe a reconhecer que havia um adversário que era um osso duro de roer. Esse é meu ponto de vista: nem gênio, nem idiota. A pontuação, as vitórias nada disso pode ser mudado. Mas a opinião sobre os fatos, personagens e a imagem que ficou deles pode muito bem ser reavaliada. 

Também acompanho F1 desde aquele famoso 1972. Ainda assim não me considero autoridade para emitir parecer definitivo sobre nada. Sobre os carros pilotados por Mansell, observo: a Lotus venceu apenas uma prova entre 1979 e 1984 e o melhor que conseguiu foi um terceiro lugar no campeonato de construtores, com 47 pontos marcados contra os 120 e tantos da Mclaren. Foi apenas coadjuvante de luxo. A Williams-Judd de 1988 também estava longe de se enquadrar na categoria foguete bem como a Mclaren de 1995. Restam as temporadas de 1985/86/87 e 1989/90/91/92. Nessas, Mansell teve carro competitivo. 

No período Williams-Honda o piloto venceu 13 corridas contra 12 de Prost, 8 de Piquet e 6 de Senna. No período Williams-Renault foram 14 vitórias contra 10 de Senna e 1 de Piquet. Foi-lhe desfavorável o período Ferrari, em que venceu 3 vezes contra 12 de Senna, 9 de Prost e 2 de Piquet. Somando as sete temporadas em que pilotou foguetes, Mansell obteve 30 vitórias contra 28 de Senna, 21 de Prost e 11 de Piquet. Será que isso é ser invariavelmente batido pelos adversários? 

As estatísticas de Nigel Mansell na F1: 185 corridas, 31 vitórias, 32 poles, 30 voltas mais rápidas, 480 pontos, 1 título e 3 vice-campeonatos. Resultado pode não ser tudo, mas se não vale nada é melhor não divulgarem mais a classificação no final das corridas e abolir o sistema de pontuação. A gente fica só vendo os carros correndo sem se importar em saber quem está na frente de quem... O cara pode não ter sido um gênio, mas um sujeito com esse retrospecto pode não ser um idiota tão grande como tanta gente alardeia. É preciso separar o piloto e a pessoa. 

Não sou fã ardoroso e nem defendo a canonização do Leão. Estou propondo apenas uma reflexão. Já se passou muito tempo. Acho que já deu para a cabeça esfriar daqueles 1986-1987.

Carlos, São Paulo (SP)
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Ernesto Rodrigues, tive imenso prazer em ler a sua resposta, foi quase sexual. Parabéns pela sua coluna. Ainda não li o seu livro, mesmo porque não gosto muito de leitura, mas certamente foi muito bem escrito.

Ricardo, Campinas (SP)
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Que mensagem ridícula. Quando é que vão parar de ficar escrevendo besteira sobre dois dos cinco maiores pilotos da F1 de todos os tempos, Ayrton Senna e Nelson Piquet? Temos é que ficar satisfeitos de ter visto duelos de dois pilotos muito bons, duelos de pilotos do mesmo país, com talento, audácia e também resultados. Que país teve essa honra? 

Sempre fui fã de Nelson Piquet, mas nunca pude tapar os olhos e ver que Ayrton era um piloto do quilate de outras feras como o próprio Nelson Piquet, Prost, Lauda. 

E mais: o GPTotal é democrático demais. santos Pandini, Edu, Tite, e demais companheiros, que agora, além de nos passar colunas e textos formidáveis, têm que ficar dando respostas para leitores que se sentem ofendidos. Não gostou? Azar o seu, sai fora e não torra mais a paciência!

Luiz Otavio Monteiro, Rio de Janeiro (RJ)
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Alô, Panda! Gostou de ver a Bia Figueiredo ganhar ontem na fórmula Renault? É a primeira mulher que ganha uma corrida de monoposto no Brasil, se não estou enganado. Portanto, volto a lhe cobrar uma entrevista com ela, e aquelas outras entrevistas, que você me disse que ia fazer no ano passado. Está lembrando, meu filho? 

E a F1, hein? Para mim é cada vez mais um campeonato de construtores e não de pilotos — e isso já faz muito tempo. Uma vez Jochen Rindt disse sobre o Lotus 72 que até um macaco ganharia uma corrida a bordo de um deles, o que prova que lá o que conta e sempre contou é o carro, sendo o piloto um mero detalhe.

Aliás, o campeonato de pilotos deveria ser disputado com carros iguais, única maneira de avaliar quem anda mais e acabou. Para mim o lance da F1 se reduz à capacidade de se construírem carros sensacionais, e de eventualmente vermos algum alucinado extrair da barata tudo que ela pode dar. Mas nunca um comparativo entre os caras, visto que cada um acelera um carro diverso dos outros, inclusive os ditos companheiros de equipe. Mas a gente gosta e vai aturando. Inclusive as palhaçadas do regulamento. Um abraço procê e pro Edu.

Alexandre, São Paulo (SP)
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A partir da notícia da reforma do Copersucar FD-01 venho acompanhando tudo que envolve este assunto, já que minha distração, em termos de coleção, é colecionar fotos de equipes garagistas de F1, em especial da equipe Copersucar ou Fittipaldi. Meu acervo atual é de 534 fotos diferentes, só desta equipe. 

Em função disso, acho que falo com conhecimento de causa, sobre uma afirmação dada, tanto pelo pessoal da Dana, como por jornalistas (muitos de pouca idade) de que o Copersucar FD-01 foi o primeiro carro totalmente carenado, está errada. Isto não corresponde à verdade, pois o primeiro foi o Ensign N-173, pilotado por Rikki von Opel. Além disso, o carro nesta concepção, ou seja totalmente carenado, correu mais de uma corrida. Aliás, a semelhança entre as duas equipes é muito maior do que apenas este fato, mas isto é outra história, que depois eu conto. Tenho as fotos e posso comprovar.

O objetivo de minha afirmação não é de denegrir o trabalho executado, apenas lembrar o fato correto, pois poucos torceram pelos Fittipaldi mais do que eu. Abraços. 

Ricardo, Santo André (SP)
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Olá a todos no gepeto.

Venho adicionar algumas informações a temas e fatos apresentados por aqui já há semanas, portanto com o devido atraso, como me é típico, mas creio serem interessantes o suficiente para considerá-las ainda 'dentro da validade'. Pois então:

Referente à Hungria 86, li o seguinte — não lembro mais onde, achava que tivesse lido numa edição da motorsport, mas fucei todas edições que tenho e não encontrei; talvez tenha sido nalguma autosport ou f1 racing, lido na banca mesmo — o fato é que era em inglês pois nunca esqueci a frase "piquet and his different
diff": Nelson teria usado em seu carro um diferencial diferente do de Mansell, este teria ficado fulo, ou por não entender o porquê do parceiro-rival ser tão
mais rápido todo fim de semana, ou por não haver disponibilidade da peça (ou sistema) para seu carro. Não entendo nada de mecânica, mas deduzo que Nelson
tivesse uma vantagem no equilíbrio em seu carro por causa desse diferencial, particularmente num asfalto então novo, num lugar que acumula muita poeira (pelo clima seco) e muito pouco aderente (característica permanente do hungaroring) — alô, bob sharp, caso esteja acessível, gostaria de te pedir uma especulação, mais do q explicação, sobre essa hipótese. 

Na procura por essa história encontrei outra, sobre os mesmos rivais, mesmo ano: em Monza, Nelson, que havia sido superado por Mansell na classificação, ordena a
mudança do setting de sua asa traseira pouco antes da largada, em verdade já no grid. Como é sabido, Nelson venceu aquele gp (não sei o resultado de Mansell).
Nesse caso o que imagino é Piquet decidindo a mudança antes do grid (talvez no warmup domingo pela manhã - ah que saudades.) e escondendo-a de toda a equipe até o momento da largada. Em ambos os casos, fica evidente a perspicácia do brasileiro contra a pura velocidade do inglês.

Gostaria de acrescentar uma do Gilles Villeneuve ao hall (ui!) das mais belas ultrapassagens na F1: gp Holanda 79, Gilles toma a dianteira de Alan Jones na
Tarzan - ok, o usual ponto de ultrapassagem naquela pista, até hoje, uma curva de 180 graus após a reta principal; seria banal não fosse o fato do canadense
fazer a manobra por fora, enquanto o carro sabidamente mais estável do australiano toma toda a linha ideal da curva — sem esse papo de 'dar o X'. É fantástico como ele conserva a trajetória da curva e a velocidade enquanto
progressivamente ia corrigindo o balanço (volante+acelerador) da ferrari boxer dodici cilindri. Uma sutileza mágica que falta à sem dúvida bela manobra na Hungria 86.

Ao Pandini: antes de mais nada, todo meu apoio a você na quase celeuma com o leitor de Niterói; eu pretendia escrever a respeito mas a mensagem lapidar do Celso Vedovato mostrou exatamente os meus sentimentos – ao Celso um forte abraço.

Portanto, voltemos ao q mais nos interessa por aqui: Panda, na coluna "De porsche e longe da Austrália", você fala do desinteresse (não lembro se foi bem essa a palavra) pela F1 a partir de 2002, por conta do início das esdrúxulas mudanças de regulamento — e me fez pensar na ocasião em que eu senti meu entusiasmo dar uma balangada, o q foi no Gp Brasil de 2000 (o ano de
estréia de Barrichello na Ferrari, certo?): cinco horas de espera na fila (que às 7 da matina estava para além da ponte da av. Interlagos) para entrar no setor A (o
da caixa d'água) e daí colocar-me em meio a um mar de manés em vermelho. Os ferraristas que me perdoem, mas torcida uniformizada em autódromo, em pleno grand prix, é simplesmente inconcebível para quem alguma vez pode assistir algum gp antes desta época em que merchandising e relações públicas são parte estrutural das equipes de F1.

Ao Tite: para mim sua coluna sobre o rally do Brasil 1981 merece a palavra com que a autosprint denominou a vitória de Senna em Monaco 92: il capolavoro — como você já dá a entender que outras mais virão, talvez eu deva mudar para uno capolavoro. E um beijão para sua mãe por ter resgatado as fotos daquela época. Quanto à noiva hiponga, se eu por acaso a descobrir, imediatamente comunico a você o paradeiro, ok?

Grande abraço a todos.

Fernando Amaral, São Paulo (SP)

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E aí pessoal do GPTotal, tudo bom? 

Tenho uma dúvida técnica com relação aos carros dos anos 70. Naquela época, havia carros com a frente em forma de cunha, como a Lotus 72, a Shadow DN3 e DN5, entre outros. Também havia aqueles com a frente limpa trilho, como o Tyrrell 005 ou o Brabham BT44. Minha dúvida é a seguinte: os limpa trilhos não tinham aerofólios dianteiros (por causa da posição do radiador), então como eles conseguiam aderência na parte da frente do carro, como os Lotus ou os Shadow? 

Um grande abraço e até mais! 

Rafael Meira Pinatti Sanchis Sola, Sorocaba (SP)





Oi, Rafael

Não havia regulagem aerodinâmica nos limpa-trilhos ou ela era muito limitada, por meio de pequenas aletas. Impressionado com tamanha falta de sofisticação? Pois apenas alguns anos antes, os carros corriam sem nenhum apêndice aerodinâmico, com toda a sua aderência dependendo apenas dos pneus.

Abraços (EC)
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Sobre a coluna do Tite, só uma coisa: não troquei Salvador por Goiânia à toa. As mulheres daqui são um espetáculo e a farra come solta na cidade! Excelente texto sob todos os aspectos! 

Mas, infelizmente, sou obrigado a ler também aqui no GPTotal os textos do Sr. Ernesto Rodrigues. Digo infelizmente, porque ele tem a postura típica das viúvas: não escreve sobre F-1, escreve sobre Ayrton Senna e sem nenhum senso crítico. Ora, convenhamos, a declaração megalômana de Ayrton Senna sobre aquele treino relatado na última coluna (Os Dois Túneis – 7 de abril) é uma das piores manchas de sua carreira e deveria ser esquecida pelo bem da memória do piloto. Mas o colunista prefere dar um “ar de verdade” e alimentar o mito sobre Senna ser um fenômeno, um verdadeiro escolhido por Deus. Aliás, Deus esse que ele afirma ter visto durante uma corrida. 

Eu acho que esse tipo de experiência (a do túnel, porque sobre ter visto Deus eu me recuso a comentar), quando verdadeira, é algo muito pessoal pra ser utilizada como ferramenta de marketing. Todos nós, em situações extremas, sentimos algo que não sabemos explicar. Outros pilotos devem ter passado por algo parecido. Mas o Senna, e isso era que me irritava mais nele, tinha uma compulsão patológica por fazer cena. Achava uma explicação, quase sempre mitológica, pra tudo. 

E outra, o Senna errou de maneira bisonha no GP de Mônaco/88 e ponto. Não existe explicação para aquele erro, porque se trata, simplesmente, de um erro que qualquer grande piloto é passível de cometer. E o Senna, embora muitos não enxerguem, era “apenas” isso: mais um dos grandes pilotos da história da F-1, cheio de qualidades e defeitos, dentro e fora das pistas.

Ângelo Mello, Goiânia (GO)






Ângelo,

Lamento que você, cheio de tristeza, se sinta "obrigado" a ler os meus textos, ainda que me intrigue muito pensar no que estaria te levando, em inexplicável gesto de autopunição, a lê-los. Por que simplesmente não clicar na minha coluna? 

Aceito a acusação de ser "viúvo" (se você não se importa, prefiro no masculino), desde que você inclua, na minha viuvez, a saudade extrema que sinto de Nélson Piquet, Alain Prost, Gilles Villeneuve, Ronnie Peterson, Jackie Stewart e Emerson Fittipaldi, entre outros que me fizeram um apaixonado por automobilismo. 

Em relação à acusação de falta de "senso crítico", prometo levar sua queixa a Ron Dennis, Creighton Brown, Galvão Bueno, Reginaldo Leme, Christopher Hilton e Mônica Bergamo pela irresponsabilidade que estas pessoas, como fontes do meu livro, me levaram a cometer, enganando o leitor com meu "ar de verdade".

Quanto ao fato de eu "só escrever sobre o Senna", cabe esclarecer que só tenho a honra de fazer parte da equipe de colaboradores deste GPTotal porque foi exatamente por este motivo que fui convidado pelo generoso amigo Eduardo Correa: porque escrevi uma biografia de Ayrton Senna.

O trato, caso você não saiba, é o de publicar trechos do meu livro. Se eu tivesse feito a biografia de Piquet - empreitada à qual me lancei antes, bem antes, de escrever "Ayrton, o herói revelado" - talvez eu estivesse aqui escrevendo "só sobre o Nélson". Mas acredite: o Nélson não quis, infelizmente.

Lamento, mais uma vez, o infortúnio que lhe causei. E não vá dizer que não avisei: minha coluna, infelizmente, vai ter que continuar tratando desse assunto que, eu sei, provoca uma espécie compulsão patológica em muita gente boa. (Ernesto Rodrigues) 
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Manuel, 

Parabéns pelo seu Quid Pro Quo. Achei perfeitas as suas análises, e são minhas também as suas preocupações. O fornecimento de pneus por um único fabricante fatalmente vai trazer à F1 as situações que você previu. 

Por que não se fazer ao contrário? Liberar a concorrência, estendendo o convite a 3, 4 ou mais fabricantes para participarem das pesquisas e desenvolvimento das borrachas, que dão o equilíbrio para essas máquinas já tão limitadas por exigências, limites, regulamentos esdrúxulos de classificação e comportamento de pilotos em pista. Abaixo a padronização e ao monopólio na Fórmula 1! Grande abraço. 

Romeu Nardini, São Paulo (SP)

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Olá amigos! 

Gostaria de lembrar o quanto foi pitoresco o grande premio da Áustria de 1987. Que ano maravilhoso foi aquele, e que surpreendente foi esse grande prêmio! 

Lembro-me da notícia que o sueco Stefan Johansson havia atropelado Ayrton Senna num dos treinos para a corrida, acho que o piloto da Mc Laren já sentia que perderia a vaga na equipe, e, justamente para o ser que ele, propositalmente ou não, atropelou na pista naquele fim-de-semana,(acho que não, pois sempre ouvi dizer que o Johansson era um cara muito legal). 

Muitos dos que estão lendo esse comentário já devem ter se lembrado do episódio, e não podem negar que, depois do acidente, o piloto brasileiro demonstrou na corrida as seqüelas, se classificou mal para a largada, e, fez uma corrida muito apagada. Só que o santo de Senna era muito forte, pois, não que ele fosse vingativo, o pobre Stefan Johansson até que escapou ileso do primeiro acidente na largada da prova, mas não escapou ileso do acidente na segunda largada. Conclusão, o sueco teve dois carros destruídos no fim-de-semana, perdeu a vaga na McLaren, e iniciou uma descendência na carreira. 

Já Ayrton Senna assinou com a equipe vermelho e branca, foi tricampeão, e virou ídolo. Mas, esperem, estão me dizendo que estou enganado... não foi o Senna que foi atropelado. Era... um cervo que cruzou a pista?!?! Puxa, nunca tinha notado a diferença!

Alessandro Ribeiro, São Paulo (SP)

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Olá gepetistas. 

Tenho a mesma visão do Nuno sobre Mansell, mas confesso que assistir às corridas em que ele estava presente era bem mais divertido que essas corridas de hoje. 

Marcilio, São Paulo (SP)

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Caros amigos, 

Simplesmente fantástica a primeira prova da Moto GP de 2005. Acho que os pilotos da F1 deveriam ser obrigados a assistir a estas provas para entenderem o que é competição. O show de Valentino Rossi, indo para o tudo ou nada, ainda na primeira prova da temporada me fez levantar do sofá de casa e agradecer a Rossi por ter valido a pena, mesmo tendo chegado em casa de madrugada, acordar cedo para assistir ao show. 

Uma pergunta agora não quer calar: será que Michael, Rubens, Montoya e cia não prefeririam se conformar com o segundo lugar e adotar o discurso do tipo o campeonato é longo e tentar uma ultrapassagem seria uma atitude muito arriscada? Obrigado Ayrton, Piquet, Gilles e cia por nos mostrar de que tipo de piloto vocês eram feitos. Que spettacolo!!! Saudações.

Márcio Pimenta, Salvador (BA)

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Olá, amigos do Gepeto. 

Sobre os dois túneis na reportagem sobre Ayrton Senna, devo dizer que, em aviação, a altíssimas velocidades e voando próximo ao solo (condições extremamente perigosas), tem-se a visão de túnel, conforme descrito por Ayrton, mas isto, em Mônaco e a bordo de um F1, parece-me meio exagerado. 

Por favor, estejam à vontade para comentar. Obrigado pela atenção, um abraço a todos e fiquem na Paz. 

Marcos, Brasília (DF)

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Amigos do GpTotal, 

Declaração do Barrichello: “É interessante ver a diferença que alguns meses pode fazer. No ano passado, muitas pessoas queriam ver a Ferrari ser superada, porque eles achavam que estávamos deixando a F-1 chata e, agora eles estão mudando de opinião, querendo que melhoremos para acabarmos com o domínio da Renault”. 

Acho que o Rubinho viajou literalmente, pois os torcedores e os que acompanham a F-1 querem ver disputas, mesmo que seja restrita a dois pilotos, até da mesma equipe, mas que haja disputa. Infelizmente, a Ferrari não permitia isso. Garanto que se isso acontecesse, como aconteceu na Mclaren entre Senna e Prost, ninguém iria desejar que uma outra equipe acabasse com o domínio da Ferrari.

Bellissimo, São Paulo (SP)

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Seguindo a risca o seu princípio de que o último dos brasileiros é melhor que o primeiro dos estrangeiros (vejam como ele levanta a bola de Felipe Massa e derruba Jacques Villeneuve), a partir da próxima corrida veremos o Galvão berrando que a BAR é a equipe mais profissional da F1 depois da contratação de Gil de Ferran. 

Estou preocupado com as transmissões da Globo, pois ultimamente o Reginaldo Leme tem errado muito e é ele quem segura a onda. Luciano Burti? O cara tem o carisma de uma lesma.

Isidoro, Fortaleza (CE)

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Somente pessoas com falta de visão podem torcer para o Sapateiro e esperar que o Rubens (chello) venha ser alguma coisa na F-1. 

Somente pessoas com falta de visão, podem torcer para uma equipe que ficou 21 anos sem ganhar um título de construtores ou de pilotos e acharem que ela é a melhor equipe do mundo. Espero que um dia a Ferrari se vá da F-1, e todo o mundo verá que a F-1 sobreviverá sem ela. 
Aliás, diga-se de passagem que se a Ferrari abandonar a F-1, não será nenhuma novidade, pois quando ela perdeu a sua soberania no mundial de marcas, o que ela fez? Abandonou a categoria. Quando ela perdeu as 24 horas de Le Mans, para a Ford (GT 40), o que ela fez? Abandonou. Quando ela não conseguiu fazer um carro competitivo para disputar a antiga F-Indy (ficou somente no protótipo), nem deu as caras. Grande Ferrari (grande comédia).

Edmur Lopes, São Paulo (SP)

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Sr Manuel Blanco, 

Penso que seu receio quanto ao favorecimento de equipes é fundamentado, porém penso que sistemas podem ser criados para que isto não ocorra. 

Por exemplo, a FIA poderia numerar os pneus e sortear lotes para cada equipe antes de cada corrida. Poderia se limitar a quilometragem de teste de cada equipe, diminuindo assim a possibilidade de se adaptar um pneu à características que privilegiassem carro A ou B. 

Bom, estas e outras medidas poderiam ser tomadas para evitar as malandragens, mas será que as pessoas que controlam o esportáculo (mistura de esporte com espetáculo) querem que isto realmente ocorra? Eu acho que não. Ah! Será que vocês do GPTotal poderia contar algumas histórias destas marmeladas que ocorreram na F1 e que foram descobertas mais tarde, como a dos pneu Michelin que terminavam a corrida mais largos do que o regulamento permitia ou daqueles carros que corriam com equipamentos eletrônicos proibidos? Um abraço!

Fabiano, Itajaí (SC)

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O que dá pra entender na coluna “Os Dois Túneis”, é sim a genialidade de dois titãs da Fórmula 1. Naquele momento, as ondas de choque fizeram a diferença e mostraram que Prost, ao seu modo, foi mais genial que Senna e que os mais de 30 segundos de diferença que tinha antes de Senna bater se evaporaram simplesmente em um estalo psicológico. Coisa que Senna, anos mais tarde, fez com Mansell no Japão em 91, provocando seu erro. Estalo psicológico que Piquet fez com Mansell em 1987 inteiro. Em Mônaco, Prost mostrou que, uma corrida se ganha chegando mesmo que com ondas de choque.

Guilherme Henrique Salviano, São Paulo (SP)

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Senna X Schumacher. Eu gostaria de saber por que a mídia reluta em dizer que essa comparação é difícil de se fazer, pois no meu ponto de vista , quando ambos tinham carros semelhantes nos anos de 1993 e 1994 deu muito bem para saber quem era o melhor, pois: 

1) Em 1993, as Willians-Renault com Prost E D. Hill tinham 100 cv a mais que as McLarens-Ford de Senna e Berger e 50 cv a mais que as Benetton-Ford (com propulsores mais evoluídos que os das McLarens) de Schumacher e K. Wendlinger. Senna assim mesmo liderou o campeonato até a metade e foi vice-campeão e Schumacher ficou em quarto. Além disso deu um show em Donington Park. Largou em quinto, atrás de Prost, Hill, Schumacher e Wendlinger, passou por todos eles na primeira volta e ganhou a corrida. 

2) Em 1994, ambos fizeram três corridas juntos. As três Senna largou na frente. Schumacher não conseguia passá-lo mesmo com um carro muito mais equilibrado que o de Senna, onde nesse mesmo ano foi banida a suspensão ativa. Schumi só passava o Senna nos pits, pois o bocal do tanque da Benetton tinha uma vazão muito maior que a de seus concorrentes (isto era proibido pela FIA). Schumacher foi campeão esse ano depois que errou numa curva danificando a suspensão do carro e aí só restou a ele esperar o Hill chegar para Schumi jogar o carro para cima do carro do Hill. 

3) Em 1997, foi a vez de Villeneuve, só que o tiro de Schumacher saiu pela culatra, pois seu carro é que ficou danificado. 

4) De 2000 a 2005, só deu Schumacher, jamais tirando o mérito de ser um ótimo piloto, mas ele tinha um carro muito bom e seus adversários foram bem fraquinhos em relação aos anos anteriores, como: Prost, Piquet, Mansell, Mika Haiknein e o maior de todos os tempos, que foi Senna.

Álvaro Roschel, São Paulo (SP)
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Por que a Fórmula 1 tem um público tão pequeno comparado ou futebol? Dizem que a F-1 é uma categoria “morta”, sem emoção, dizem que não há disputas, que faltam ultrapassagem, que falta alguém com peito pra disputar com Schumacher e falta mais um monte de coisa.

Na verdade, a F1 é uma categoria que vende marketing, um mundo rancoroso onde o que falta mesmo é pessoas, sim a F-1 não tem pessoas. Só um monte de rodos que não demonstram nem uma exceção, que nada falam e têm comportamento reservado. 

Pessoas torcem por pessoas, pessoa torcem por espelhos, pessoas semelhantes a elas torcem por alguém como elas, alguém que é determinado, corajoso. Isso faz a F1 não ter publico. A idéia do espelho de fazer mesmo algum sentido. 

Sinceramente, não lembro muito de como era o torcedor brasileiro de F-1, acabei de completar dezoito anos. Acho que devia ser coisa de louco, Senna no auge, mostrando que ser um bom mocinho e trabalhar muito são a receita para o sucesso. Devia ser um show, de audiência, não é à toa que monte de gente invadiu o autódromo de Interlagos no fim da corrida de 93 e simplesmente colocaram Senna nos braços. E ainda com sua morte, fazer um país inteiro chorar, como se perdêssemos um herói, um mito, um exemplo.

Vi o Maracanã lotado gritar: “Olé, olé, olé, olá... Senna, Senna!!!” A F-1 tinha o que mostrar. O povo tinha motivo para torcer, vibrar, comemorar, tínhamos um herói, um exemplo. Um homem determinado que luta e vence. E agora o que temos? Uns caras que não olham, não falam, não riem, não comemoram. Alguém vence e é como se, simplesmente, nada tivesse acontecido. O espelho de F-1 é alguém frio e arrogante. Mesmo assim a F1 apaixona, tem um certo chame, Fórmula 1 é um jeito de ser...Ser arrogante. 

Não é com o futebol você torce, grita, berra, sacaneia no outro dia, e na F-1, você discute em alto nível, com pessoas de alto nível. Ou você acha que qualquer um pé-rapado é capaz de entender 30% do que se passa em uma corrida de F1? 

Ontem estava no centro da cidade de João Pessoa, onde moro.Três palhaços perseguiam as pessoas provocando risos da “platéia”. Percebi que eles vieram em minha direção, o publico começou a rir, tive a certeza que estava sendo seguido, pensei imediatamente em um piloto de F-1, simplesmente, os ignorei, não movi uma sobrancelha, até que os três desistiram. Depois achei esse fato muito engraçado e decidi escrever alguma coisa sobre a F-1, espero tenham gostado. Abraços! 

Carlos Alberto de M. Ribeiro, João Pessoa (PB)

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O que vocês acham das três pequenas abas colocadas na parte interna do aerofólio da Ferrari F-2005, logo acima da asa principal? Elas claramente desviam o fluxo de ar para cima, antes do ar chegar ao plano vertical da asa. Como existe um limite no número de elementos que podem compor um aerofólio, não estaria esse aerofólio da Ferrari fora do regulamento? Só para lembrar, essa solução é parecida com o que a BAR quis correr no ano passado e acabou impedida pelo veto da Sauber e da ... Ferrari.

W. Svitras, São Paulo (SP)

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Só gostaria de saber se alguém do GpTotal poderia me responder a seguinte pergunta: por que na F1 nunca, nenhum dos pilotos da zerinhos ao ganhar uma corrida, como fazia o Zanardi na Cart, e alguns fazem na Irl, é alguma coisa contra o regulamento, danificaria demais os pneus, forçaria demais o motor? E se fosse num final de temporada, poderia? Na sábia opinião de vocês, qual dos pilotos atuais seria homem capaz de comemorar uma vitória com zerinhos e cavalos de pau? Obrigado pelas atenções.

Rafael José Chicati, Maringá (PR)

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Olá, pessoal do GP total! 

A cada temporada de F1, as equipes devem decidir qual piloto deve se destacar para luta do título. Este ano porém o Rubinho não começou bem, mas começou melhor do que seu companheiro, pergunto: A Ferrari colocaria o Rubinho para disputar o título em vez do Schumi? Ou estou muito afobado, pois o campeonato esta apenas começando? Grande abraço.

Neverson Antonazzi Caliatto, Valinhos (SP)

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Impecável sua coluna sobre o fornecedor único de pneus! É até difícil comentá-la. Parabéns. 

Max, Salvador (BA)

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Caro Colega, 

Concordo com boa parte de sua opinião (acho também que foi um ótimo teste pra Ferrari), mas também acho que seus elogios para Barrichelo passaram um pouco da conta. Não existe mérito por se ultrapassar aquele monte de barangas que estavam na frente de uma Ferrari. Abraços.

Antonio Falcão, Natal (RN)

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Ângelo, meu filho, presta atenção! O livro do Ernesto Rodrigues se intitula “Senna, o herói revelado”. Isso significa, dentre outras coisas, que o livro é sobre Senna e não sobre a F1, viu?! 

Quanto à maneira que ele tinha de se expressar, abusando de recursos gramaticais, como a metáfora e a sinestesia (não sei onde você encontrou ligação com a mitologia!), pode significar duas coisas: ou Senna era muuito bom em se auto-promover (além de pilotar), ou talvez ele tivesse coragem e sensibilidade de descrever as coisas da maneira como ele percebia, ou sentia. Quanto a isso, nunca vamos ter certeza. Como ele não está mais entre nós, não pode se defender. Fica muito fácil atacá-lo, né?! Um abraço!

Luiz Carlos Silva, Aracaju (SE)

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Amigos do Gepeto. 

Nota-se que há um movimento dentro da comunidade automobilística sobre Interlagos. A minha opinião é a mesma de todos, de que o atual traçado é ruim, lento, inseguro (tenho muito medo a cada tentativa de ultrapassagem na reta dos boxes, tipo roda com roda), mas ações mesmo nenhuma. O automobilismo mundial tem por ordem que petrolíferas despejem dinheiro nas categorias e em pilotos. A pergunta é: já que a nossa Petrolífera tem posses em toda a América do Sul, inclusive aonde eu moro, fronteira direta com a Argentina, nota-se nos adesivos dos carros portenhos que a empresa toma conta do país vizinho. Então! Espaço há. Por que não se arma um projeto? Abraços!

Roberto Taborda, Uruguaiana (RS)

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Dia 10 de abril, 19 horas, termina a 1º prova da F-Mundial. Numa prova totalmente esquisita com Cristiano da Matta em 10º depois de Alex Tagliani, no final dos finais (como esse cara consegue, dio santo?!), levar uma bandeira preta. Bruno Junqueira termina em 3º atrás de Paul Tracy e, em 1º (como se isso fosse novidade!), Sebastian Bourdais. Não estou comentando mais pois, sem a transmissão pela TV aberta da RedeTv!, tive que acompanhar a corrida pelo Ao Vivo do site F1 na Web. E aqui está uma questão: será que Bourdais irá ganhar mais uma temporada?

João Luiz, São José dos Campos (SP)

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Gostaria de responder ao leitor Max, de Salvador. 

Caro Max, você afirma com muita convicção que o chassis da Lotus era o melhor dentre as equipes para 1986, e que o motor Renault era o mais forte de todos. Assim, Senna tinha a obrigação de ser sempre o pole. Eu, sinceramente, não teria tanta certeza. Em 1984 A Mclaren constrói um carro espetacular, que se manteria (bastante) competitivo ainda por mais dois anos. É óbvio que muitas mudanças são invisíveis ao espectador, mas o chassis era fundamentalmente o mesmo ao longo deste tempo. 

Basta que se compare uma foto de Prost em 84 com outra feita em 86. O desempenho dos carros vermelho e branco gera uma sensação de que todo o resto era obsoleto. Brabham, Williams, Lotus e Ferrari buscam novos caminhos para 1985, bem como cada um de seus fornecedores. Os maiores saltos de desempenho se notam nos motores Honda e no chassis da Lotus. O desempenho de De Angelis não deixa dúvidas de que o Lotus era tão aerodinâmico e podia gerar tanto downforce quanto o Mclaren. No entanto, o último continuava a ser sensivelmente mais equilibrado. Senna, por ser novo na equipe e um piloto com tantas virtudes, não seria um parâmetro tão bom. 

Para 1986 Mclaren e Lotus optam por trabalhar sobre as mesmas bases do ano anterior, ao passo que a Williams muda radicalmente seu chassis. Este se revela imediatamente competitivo, ao vencer com facilidade no Brasil pelas mãos de Piquet. Some-se ao bom projeto às festejadas virtudes de Nélson como preparador de carros. 

Em 1986, a Williams era, das três, a única a utilizar um chassis verdadeiramente novo. Era um carro elegante, visivelmente bem projetado. Tinha o entreeixos longo e o centro de gravidade baixo. O casamento entre o novo carro e os motores Honda revelou-se o melhor pacote da temporada. Acontece, isso sim, que pistas como Mônaco, Jerez e Hungaroring são ricas em cotovelos e curvas de baixa. E isto minimiza as vantegens aerodinâmicas da Williams, bem como premia o carro com menor distância entreeixos. 

Se você me disser, portanto, que o chassis da Lotus se adaptava bem a tais pistas, a coisa parece um pouco mais justa. Afinal, se você tem — como eu tenho — as corridas desta época gravadas, sabe que não se pode comparar o desempenho de Williams e Lotus de 1986 em pistas como Monza ou Hockenheim. E o problema não era apenas o consumo dos Renault. Basta lembrar que em 87 ambas as equipes mantiveram as plataformas de 86 e passaram a utilizar os mesmos motores. Inevitavelmente o Lotus precisava utilizar mais aerofólio (para compensar a deficiência de equilíbrio), o que piorava ainda mais a penetração aerodinâmica e aumentava o consumo de combustível. 

Resultado deste ciclo? A Lotus, apesar de ter motores iguais aos da Williams, tinha de trabalhar com uma pressão do turbo menor para ter combustível até o fim da prova. Aliás, falando dos motores, é verdade que os propulsores franceses eram capazes de debitar uma potência infame nas qualificações. Mas era necessário muito braço para manter aquele turbo cheio em pistas às vezes tão travadas, sem com isso ultrapassar os limites da aderência. E não podemos nos esquecer que Porsche, Honda e sobretudo BMW não ficavam atrás, absolutamente. As 9 poles de Piquet em 84 que o digam. Ele também tinha a obrigação de ser o pole? Não acredito. Prefiro apostar minhas fichas na vontade do Nélson. 

Portanto, Max, discordo da maneira um tanto simples que você resumiu a questão. O Lotus era bom de treinos? Era, claro. Mas negar a velocidade de Senna nas qualificações é algo fora de propósito, que nem os críticos mais ferozes têm coragem de fazer. Sincero abraço. 

Márcio Madeira da Cunha, Nova Friburgo (RJ)
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Salve, moçada. Essa é direta pro Tite: andei fuçando umas revistas antigas
de motociclismo e li sobre o Freddie Spencer — o cara foi campeão das 250 e
500 no mesmo ano com 23 anos só! Pelo que li, parece que ele parou de
correr em 1989. O que aconteceu pra carreira dele acabar tão rápido assim? Respeitados os parâmetros de cada época, daria pra dizer que o cara tinha
mais potencial que o Rossi tem hoje? Grande abraço.

Fabio Marghieri, São Paulo (SP)



Oi, Fábio

Obrigado pela ótima oportunidade para falar de um grande e injustiçado
piloto: Freddie Spencer. De fato, ele matou a pau a concorrência em 1985.
Descia da 250, pegava a 500 e ganhava nas duas categorias. Um fenômeno! A
Honda permitiu essa dupla jornada de trabalho porque vinha tomando pau da
Yamaha na 250 e precisava de alguém bão para desenvolver a 250 nova. Spencer
aceitou o desafio e foi campeão nas duas categorias! E já havia sido campeão na 500 em 1983.

Acredito que esta overdose de trabalho cobrou um preço alto. Freddie sofria
com uma tendinite no punho direito, justamente o do acelerador e freio. A
situação foi se agravando e ele começou a tomar remédios que colateralmente
provocaram um aumento de peso. De Fast Freddie (Freddie Veloz) ele passou a
ser chamado de Fat Freddie (Gordo Freddie), uma maldade típica dos europeus
que criam e matam ídolos a granel. Para piorar, sofreu várias quedas que
agravaram seu estado físico.

Sim, acho que Valentino Rossi é o mais legítimo sucessor desta categoria de
super-homens e só não disputou o mundial na 500 e 250 porque certamente a
Honda não queria repetir o mesmo erro de 1985. Mas não creio que Freddie era
mais piloto que Rossi. Diria que estavam na mesma categoria de super
dotados.

É isso aí, abraços. (Tite)
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Prezados amigos, 

Concordo plenamente com a opinião do Ângelo Mello sobre determinadas questões envolvendo a pessoa — e não o piloto, ressalto — Ayrton Senna. Embora incomentável, não resisto a registrar minha opinião de que, se algum dia Deus fosse dar a benção de aparecer para algum ser humano, certamente o primeiro abençoado não seria um piloto de F1, em plena pista de corridas. Abraços a todos.

Salvador Costa, Rio de Janeiro (RJ)
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Olá Pessoal, 

Com a autoridade de quem acompanha a F1 desde 1971 (está legal, eu sei que sou velho), posso dizer: o Mansel foi o maior embuste que já houve na categoria máxima do automobilismo mundial! Meninos, eu vi! O homem era um trapalhão muito burro, cujo único mérito (lá prás negas deles), era ser britânico! 

Numa época em que muito mais do que hoje, a F1 era dominada pelos brits, quem tivesse nascido na Ilha, já tinha meio caminho andado no esporte! Que o digam outras mediocridades alçadas ao estrelato por essa mesma razão, como Damon Hill, David Coulthard e caterva... O próprio Schumacher sentiu na pele em 1994, quando Mad Max e sua turma lhe impuseram uma série de suspensões e punições de forma a fazer com que, artificialmente, o Damon, aquela besta, tivesse chance de ser campeão para glória da Rainha. Ainda bem que o alemão, na Austrália tocou-lhe a Benetton em cima. Fez pouco. Devia, além disso, ter-lhe partido a cara. 

Como estes, o canastrão Mansel só colocou a bunda gorda em foguetes: Lotus, Williams. McLaren, Ferrari — carros com os quais seus adversários (Prost, Piquet, Senna) , que invariávelmente o batiam na pista, conquistaram 10 campeonatos mundiais. Mansel só veio a ser campeão at last, a bordo da incrível Williams de suspensão ativa — com a qual até a minha tia... 

Isso sem falar que nesse ano o companheiro de equipe do inglês, Patrese, foi escandalosamente prejudicado pela turma chefiada pelo Patrick Head (como o Piquet já tinha sido). 

Nuno, Porto Alegre (RS)
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É com grande satisfação que estou escrevendo este texto. Finalmente estou conseguindo escrever, ufa! Acompanho F1 desde 1980 (campeão — Alan Jones) e tenho uma dúvida que faz algum tempo que me persegue: no Campeonato de 1994, no GP de Spa, o carro de Michael Schumacher foi desclassificado (uma prancha de madeira estava milímetros fora da medida padrão) e em seguida o alemão ficou 2 provas sem poder competir. 

Eu pergunto: essas duas provas que Schumacher não pôde correr foi por causa deste problema na prancha de madeira ou foi encontrado alguma irregularidade na Benetton?

Outra pergunta: não vou entrar no mérito se Schumacher ou Senna era melhor, até porque nunca os dois correram com carros iguais, mas gostaria de saber na opinião de vocês, se caso não houvesse a Tamburello, vocês acreditam que Senna teria alcançado primeiro o recorde de títulos de Fangio, ou Schumacher teria ganhado todos estes títulos com ou sem Senna?

Obrigado pelo espaço e um abraço a todos!

Emerson, Porto Alegre (RS)



Olá, Emerson. Schumacher deixou de competir nas duas corridas seguintes por estar cumprindo suspensão determinada pela FIA após a desclassificação no GP da Inglaterra. Sua ausência não teve nada a ver com a desclassificação na Bélgica.

Sobre a pergunta final: "se" não ganha nada. Pode ser que Senna tivesse vencido mais dois ou três títulos. Pode ser que ele nunca mais ganhasse nenhum e saísse da F1 por baixo. Quem pode saber o que aconteceria? É uma discussão inútil e maçante. Abraços. (LAP)
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Olá Gepetos, tudo certo? 

Tite, você é demais! Rolei de rir com suas peripécias goianas e devo dizer que estas coisas devem ser comuns aos forasteiros, porque comigo aconteceu algo mais ou menos similar. Procurava um casamento (para o qual não tinha sido convidado), num endereço que alguém que estava comigo sabia muito vagamente e, qual não foi nossa surpresa ao cruzar (na contramão) uma rua próxima ao Hotel Umuarama, quase atropelei o noivo! Daí, foi só partir para os comes e bebes (com direito à cara feia do futuro corno) e depois para o agito total, a praça E. Alguém esgoelava Galopeira em algum lugar (diziam que era o próprio Donizete, ainda moleque, mas não sei) e só sei dizer que era uma voz muito, muito estridente. 

Grande Goiânia ! E teve mais, mas depois eu conto! Um grande abraço, muita luz e paz para todos. 

Marcos, Brasília (DF)
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Esse Tite não existe, só ele mesmo pra misturar drogas e sexo com injeção na bunda! 

Falando nisso, e lembrei de um carro que eu tive: uma Chevy 500, o carro era um fenômeno, e duvido que algum outro carro possa oferecer tanto prazer. Entre outras coisas que me deixavam com sorriso de orelha a orelha naquele carro, no trânsito a temperatura caía e a marcha lenta começava a falhar. Aí era só usar uma cueca bem folgada para as bolas ficarem balançando. Uma hora de trânsito pesado era extremamente revigorante, e ninguém entendia como podia sobreviver aquele inferno, sorrindo, sem nem um rádio.

Eduardo Cabral, São Paulo (SP) 
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Amigos do Gepeto, 

Enquanto vejo os demais colegas se perdendo em obtusas divagações sobre Piquet versus Senna, ninguém, simplesmente ninguém, resolve falar sobre a surpreendente contratação de Gil de Ferran para trabalhar com a BAR na F-1. 

Então ta, deixa que eu falo. Acho que o Gil teve finalmente o reconhecimento (tardio, porém merecido) de que ele tinha que estar na categoria máxima um dia. Lembro que a imprensa deu um tremendo destaque para a cabeçada que o Gil deu no portal do caminhão da então equipe Footwork, sem se dar ao luxo de dizer que ele não teve, depois daquilo, nenhuma chance de mostrar o que valia. E o Jos Verstappen, que hoje não consegue nem lugar na Champ Car, foi muito rápido com o mesmíssimo carro que seria de Gil de Ferran naquele dia a ponto de iludir Flavio Briatore, como Jan Magnussen fez com Ron Dennis depois de sua magnífica campanha na Fórmula 3 inglesa. 

Vamos em frente. Se analisarmos friamente o currículo do Gil, veremos que ele trabalhou com gente que conhece muito do riscado: na F-Opel, F-3 e F-3000, com Paul e Jackie Stewart; na CART, com Jim Hall (aquele mesmo que começou a pesquisa do efeito solo com o Chaparral, muito antes de Colin Chapman) e Derrick Walker; e por fim na CART e na IRL com Roger Penske. E quem acompanha automobilismo com atenção sabe que, dentre as equipes que mais investem na F-1, a BAR era a única que não tinha um estrategista, uma cabeça para pensar como as coisas podem se definir numa corrida. 

Vejamos: Craig Pollock, ex-amiguinho pessoal e ex-empresário de Jacques Villeneuve, era um homem de business; David Richards era sim um homem de corridas, mas o negócio dele é a Prodrive. No primeiro sinal de que a Honda tomaria parte das rédeas da equipe, não agüentou e pediu o boné; Nick Fry, de quem sinceramente eu nunca tinha ouvido falar antes, mostrou que não é do ramo. A BAR está perdidinha. É o oposto da Toyota, que em 2004 deu vexame atrás de vexame e hoje, graças a Trulli, é a segunda melhor equipe do campeonato. 

Não sei se Gil de Ferran vai salvar a pátria da equipe do tabaco. Mas a chegada de um homem inteligente como ele pode mudar os rumos de uma escuderia desencontrada e buscando, como a Ferrari, a recuperação no Mundial de Construtores. Cordiais saudações a todos.

Rodrigo Mattar, Rio de Janeiro (RJ)
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Eduardo, demais integrantes do GPTotal e leitores. 

Acabei de ler o livro do Ernesto Rodrigues, “Ayrton o Herói Revelado”. Muitas coisas me deixaram surpreso no livro, dentre elas a forma como o autor escreve, mostrando não somente o fantástico piloto de Fórmula 1, que pouco conhecemos pela televisão, mas também o ser humano como um todo, com qualidades, que muitos de nós conhecemos, mas também mostrando muitos defeitos da pessoa Ayrton. 

Uma frase da Adriane Galisteu me marcou: “O Ayrton era ótimo, mas o Senna era um saco!” Esta frase e muitas outras mostram a imparcialidade do autor ao escrever o livro. Fiz questão de contar a quantidade de entrevistados na lista das páginas 620 e 621: são 204 entrevistados. Grande livro ! Provavelmente o lerei novamente. Abraços a todos.

Luís Sérgio, Brasília (DF)
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Implodir Interlaqos só porque os vizinhos são feios? Você já desceu a Avenida José Carlos Pace? Já passeou pela Rua Virgil Grissom? Já caminhou até a represa, a 400 metros do circuito? Ou é daqueles que pagam ingresso de R$10 para ficar na arquibancada daquela empresa de petróleo, na Reta Oposta, e acha favela um cúmulo? Tinham era que implodir a cabeça de quem permitiu erguerem casas em áreas de manancial perto da represa!

W. Svitras, São Paulo (SP)
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Engraçado, o Senna foi o meu piloto preferido e, ao contrário desse pessoal aí, achei a coluna do Panda perfeitamente normal, e muito boa por sinal. Piquet fez uma ultrapassagem incrível, mas tem gente que prefere dar méritos a Senna, por ter se defendido bem. Abraços.

Thiago Martins, Belo Horizonte (MG)
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Sobre a coluna do Tite, só uma coisa: não troquei Salvador por Goiânia à toa. As mulheres daqui são um espetáculo e a farra come solta na cidade! Excelente texto sob todos os aspectos! 

Mas, infelizmente, sou obrigado a ler também aqui no GPTotal os textos do Sr. Ernesto Rodrigues. Digo infelizmente, porque ele tem a postura típica das viúvas: não escreve sobre F-1, escreve sobre Ayrton Senna e sem nenhum senso crítico. Ora, convenhamos, a declaração megalômana de Ayrton Senna sobre aquele treino relatado na última coluna (Os Dois Túneis – 7 de abril) é uma das piores manchas de sua carreira e deveria ser esquecida pelo bem da memória do piloto. Mas o colunista prefere dar um “ar de verdade” e alimentar o mito sobre Senna ser um fenômeno, um verdadeiro escolhido por Deus. Aliás, Deus esse que ele afirma ter visto durante uma corrida. 

Eu acho que esse tipo de experiência (a do túnel, porque sobre ter visto Deus eu me recuso a comentar), quando verdadeira, é algo muito pessoal pra ser utilizada como ferramenta de marketing. Todos nós, em situações extremas, sentimos algo que não sabemos explicar. Outros pilotos devem ter passado por algo parecido. Mas o Senna, e isso era que me irritava mais nele, tinha uma compulsão patológica por fazer cena. Achava uma explicação, quase sempre mitológica, pra tudo. 

E outra, o Senna errou de maneira bisonha no GP de Mônaco/88 e ponto. Não existe explicação para aquele erro, porque se trata, simplesmente, de um erro que qualquer grande piloto é passível de cometer. E o Senna, embora muitos não enxerguem, era “apenas” isso: mais um dos grandes pilotos da história da F-1, cheio de qualidades e defeitos, dentro e fora das pistas.

Ângelo Mello, Goiânia (GO)
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Ernesto, 

Parabéns pela coluna “Os dois túneis”, realmente mostra que até mesmo Senna cometeu alguns erros, apesar de ter feito um trabalho excepcional antes da corrida e ponto também para Prost, que conseguiu fazer nosso campeão perder a concentração Abraços. 

Luiz Henrique, Uberaba (MG)
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Olá Amigos do GPTotal:

Lendo uma carta enviada há algumas semanas, onde foi explicado o porquê de Senna não ter testado a Williams antes de janeiro de 1994 por supostamente força de contrato com a Mclaren até o final de 1993, vai a minha pergunta:

Naquele ano de 1993, se não me engano, Senna havia feito contrato com a Mclaren por corrida. Se é verdade, por que ao final da temporada ele não pôde fazer testes com a Williams? Abraço e aguardo resposta.

Cristiano Augusto Silva, Uberaba (MG)



Olá, Cristiano. O contrato "por corrida" de Senna foi, na verdade, uma encenação combinada entre ele e Ron Dennis para tentar obter mais vantagens junto à Ford, que tinha a Benetton como equipe preferencial. Conseguiram alguma coisa, mas não tudo o que queriam. Antes do GP da França, Senna assinou um contrato com a McLaren até o final da temporada (a data precisa nunca foi divulgada). De qualquer maneira, reforço o que escrevi naquela resposta: a Williams não fez qualquer atividade promocional ou de pista no final de 1993, muito provavelmente devido ao fato de o rompimento com seus patrocinadores principais (Camel e Canon) não ter sido dos mais amigáveis e o contrato com ambos lhes garantir direito até o dia 31 de dezembro. Abraços. (LAP)
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Concordo com muita gente que os circuitos da F-1 atual estão nivelados por baixo em relação aos circuitos da categoria no princípio dos anos 80. Saudades de Brands Hatch, Zolder, Jacarepaguá (por que não?). Quanto ao circuito original de Interlagos eu tive uma idéia: que tal reconstruí-lo em outro lugar? E com um nome bem irônico: Nova Interlagos. Um grande abraço. 

Eloi, Volta Redonda (RJ)
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Tem um detalhe sobre o autódromo de Interlagos também: para piorar a já amputada pista, o autódromo fica incrustado num lugar feio de dar dó! É favela pra todo lado. Claro que aí já é um problema social e tudo mais, não se discute, mas a solução para Interlagos seria apenas uma: implosão! Deveriam destruir tudo, fazer casas populares e construir um outro autódromo um pouco mais distante da cidade de São Paulo, numa região mais bonita, e com acesso menos caótico em dia de provas importantes. 

Em compensação, o belíssimo autódromo de Jacarepaguá vai ser mutilado. O mesmo destino deveria ser dado ao Maracanã, e suas péssimas acomodações, onde quem está na arquibancada pensa estar assistindo jogo de formigas. Sobre Jacarepaguá tem só um detalhe: César Maia (criador de Factóides) já lançou sua pré-candidatura a presidência. Já pensaram?! Abraços.

Pedro Sartorio Jr., Cachoeiro de Itapemirim (ES)
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Saudações, moçada. O pessoal anda colocando algumas críticas aos autódromos atuais, principalmente após a carta do Marcelo. Mas, vejam se vocês não concordam comigo neste ponto: as exceções que são sempre lembradas resumem-se a Spa, Nurburgring, Interlagos, Silverstone e, talvez, Monza. E, com base nestas pistas lendárias, parece que o passado é sempre melhor do que o hoje. 

Só que a F1 já correu em lugares estapafúrdios antes: vide, por exemplo, Nivelles (circuitinho bem sem sal), Dijon, Mosport (pior que Mosport, só Mosport com chuva), Watkins Glen, Brands Hatch, Zolder, e os especiais circuitos de rua americanos — Detroit e Dallas (o campeão: F1 no estacionamento do hotel !!).

Agora, me digam uma coisa: naqueles tempos, o povo reclamava das pistas como se reclama hoje? Ou seria um pouco de saudade dos tempos que não vivemos? Grande abraço.

Fabio Marghieri, Itu (SP)



Olá, Fábio. É claro que a saudade dos tempos que não vivemos (ou que vivemos há muito tempo, quando éramos crianças ou adolescentes e nossas percepções e preocupações eram outras) podem deturpar certos julgamentos. Mas acho que você incluiu pelo menos duas pistas indevidamente: Mosport e Brands Hatch. A frase "pior que Mosport, só Mosport com chuva" era devida às péssimas instalações do circuito (boxes, sala de imprensa e etc) e não à pista em si, que os pilotos até gostavam. Brands Hatch, por sua vez, era adorada por todos (definição de Nelson Piquet: "Adoro, é perigoso e fascinante de pilotar"). E uma última correção quanto aos estapafúrdios circuitos de rua americanos, dos quais - na minha opinião - só Long Beach se salvava: o circuito construído no estacionamento de um hotel (mais precisamente o Ceasars Palace) ficava em Las Vegas e não em Dallas.

Circuitos detestados por pilotos sempre existiram. Acredite ou não, Spa-Francorchamps, na época com 14 km de extensão, era uma pista detestada por Juan Manuel Fangio - o que não o impediu de vencer três GPs ali. O traçado original de Nurburgring, com 22,8 km, também não era apreciado por alguns pilotos, embora ninguém negasse o desafio que ele proporcionava. E também nos anos 60 e 70 havia determinados traçados que eram considerados monótonos. Abraços. (LAP)

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Escrevo pela segunda vez ao site e aproveito novamente para dar os parabéns pela cobertura, reportagens e relatos sobre a Fórmula 1. 

Aproveito apenas para contar duas curiosidades sobre os irmãos Schumacher. A primeira sobre o Michael. Não me recordo aonde, mas ouvi uma discussão sobre como ele preferia ser chamado, se seria [ Maicou] ou [ Micheu]. Resolvi perguntar a uma colega minha que fala alemão como seria a pronúncia correta e ela disse que seria algo como [Mír-rrael Schúmarrer] onde o “l” tem o mesmo som de “el” em espanhol e o “r” é bem carregado. Se fica difícil explicar imagina como fica a pronúncia. 

A segunda diz respeito ao Ralf. Uma colega minha que fazia um curso de relações exteriores (hoje mora em Paris), relacionada ao turismo internacional, estava no hotel onde ficaram os pilotos para a prova de Interlagos no ano de 2002. Ela trabalhava como recepcionista/intérprete. No primeiro dia, chega o um sujeito loiro e pergunta a ela se o irmão dele já tinha chegado. Ela sem a menor cerimônia perguntou quem era ele para ela saber se ela conhecia o irmão dele. O sujeito teve um petit formidável e esbravejando e gritando como ela não o conhecia e simplesmente não sabia quem era ele. Após a reclamação com a gerência e vários gritos depois, ela veio a descobrir que ele era o Ralf, irmão do [Mír-rrael ]. Caí na risada ao ouvir esta história e fiquei lembrando que deve ter sido semelhante aos gritos nos boxes da Willians ano passado durante a corrida de Shanghai, após o retorno do acidente de Indy. 

Bem finalizo por aqui e muito obrigado pelo espaço. Abraços. 

Wander José, Piracicaba (SP)
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Falando sobre ultrapassagens na F1. Guardo duas ultrapassagens que para mim marcaram mais do que a ultrapassagem de Piquet em cima de Senna, na Hungria-86, ou de Senna sobre Hill no Brasil-93. Na minha opinião a ultrapassagem de Piquet em cima de Prost em Detroit-87 e ultrapassagem de Hakkinen sobre Schumacher em Spa-2000 foram as melhores.

Em Detroit-87. Piquet furou o pneu na primeira volta e voltou alucinado, ultrapassou quase todo mundo, menos Senna, que ganhou a prova. Quando Piquet chegou em Prost para ultrapassar, fez que ia ultrapassar pelo lado direito, e Prost fechou a porta, mas em questão de milésimo de segundo, Senna jogou para a esquerda e ultrapassou Prost! Simplesmente fantástico!! 

Agora a ultrapassagem de Hakkinen sobre Schumacher, foi melhor ainda! Os dois chegaram colocados na reta oposta, logo depois da curva Leau Rouge e encontraram Ricardo Zonta como retardatário! Schumacher ultrapassou Zonta por dentro e Hakkinen ultrapassou Zonta e Schumacher por fora. Simplesmente lindo! Na minha opinião, a melhor ultrapassagem que eu vi na F1 desde 1980. 

Vale lembrar a frase de Ricardo Zonta após a corrida: estes dois caras são loucos! Obrigado e abraço a todos! 

Emerson, Porto Alegre (RS)
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Olá pessoal, 

É a primeira vez que escrevo ao GPTotal. Antes de tudo, queria parabenizar pelo lançamento do selo do GPtotal (estou no aguardo de mais lançamentos) e do livro do Flávio, estive na noite de autógrafos e estava ótimo, somente não tive oportunidade de conhecer vocês dois e a Alessandra, mas fiquei super feliz só de conhecer o Edgar de Mello Filho. O Flávio já conhecia, não sei por que fiquei tão nervoso que na hora de dar parabéns disse prazer em conhecê-lo e ele tirou maior sarro de mim.

Bom, mas o que me leva a escrever é a disputa Senna x Piquet. Tenho 23 anos e comecei a acompanhar a F1 de fato por volta de 1988, com 7 anos. No momento era o Senna que estava em alta e com forte presença na mídia, então é lógica a tendência de ser mais apreciador do Senna do que do Piquet. Acontece que com o passar do tempo meu olhar foi melhorando (com a ajuda de vocês) e percebi o quão bom é o Nelson (sem deixar de ter minha preferência pelo Senna), sendo que hoje, apesar de ser fã do Senna, não sei dizer quem foi melhor. Eles têm diferenças, em alguns quesitos um é melhor que o outro, mas são tão bons, tão bons, que deveríamos é deixar de lado essas rixas de m... (não é só o regulamento). Resumindo, os dois são ótimos! Sorte nossa! Sei que a cada dia que passa admiro mais o Nelson, sem deixar de admirar o Ayrton. E ainda tem o Emerson, o Pace.

Agora, duas perguntas: por que a Prefeitura de SP não arrenda Interlagos? Poxa, todo ano sempre aparece coisa para fazer e lá se vão por volta de 20 milhões pro buraco. Quero ver como vai ser esse ano com esse aperto todo. Se eu tivesse dinheiro, arrendaria o autódromo e reconstruía a pista antiga. As curvas 1 e 2 dão um banho no S. Qual a preferência de vocês? Parabéns pelo site! Abraços.

Eduardo Coimbra, Ribeirão Pires (SP)



Olá, Eduardo. Eu também prefiro (de lavada) a pista antiga. Mas infelizmente as chances de ela voltar a operar são extremamente remotas, tanto por questões de segurança (em alguns lugares, simplesmente não há espaço para abrir áreas de escape) quanto pelo fato de que parte dela foi destruída. O trecho final da curva do Sargento, por exemplo, virou uma quadra esportiva; a Curva do Sol virou estacionamento. É uma pena, mas o mal já atingiu proporções que tornam uma eventual reconstrução do traçado original (nas condições de segurança contemporâneas) uma obra absurdamente cara, que demandaria até mesmo desapropriação de terrenos em volta. Ou seja: traçado antigo, só se o autódromo for arrendado por um "trilhardário" excêntrico e maluco, louco para torrar algumas dezenas de milhões de dólares. 
Ah, você quer saber por que a prefeitura não arrenda o autódromo, não é? Então, vou reproduzir um trecho da sua própria carta: "Todo ano sempre aparece coisa prá fazer e lá se vão por volta de 20 milhões pro buraco". A resposta está aí mesmo... Me fiz entender?
Abração! (LAP)

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Informação para o Marcelo Jardim: em primeiro lugar, quero dizer que concordo com o seu comentário de que as pistas atuais são uma merda, parecem mistura de kartodromo com autobhan. Ocorre que, como o Cláudio Habara já disse aqui no site, o Tilken tem que obedecer a rígidas determinações da FIA no que concerne ao projeto da pista. Acho até que ele faz milagre com as limitações que tem Caso algum leitor queira ler (em inglês) as normas, é só entrar no site da CBA - www.cba.org.br - procurar autódromos. 

Pistas e curvas desafiadoras como Spa, Interlagos, Monza, nunca mais, superadas por uma mentalidade esquizofrênica do politicamente correto, tentando eliminar o risco onde ele é inerente à atividade (se acha automobilismo perigoso, que vá jogar bola de gude). Ninguém quer ver os pilotos se matando, mas o risco do praticante deve ser equivalente ao do público, não promover a segurança a ponto de distorcer a realidade do esporte. Por isso, sem parecer nostálgico, digo que os pilotos de antigamente eram melhores que os de hoje, devido à qualidade dos recursos que tinham. Ou era fácil controlar um four-wheel drift com um W-156 com 625 cavalos e pneus mais estreitos que a palma da sua mão? 

Esta polemica Piquet X Senna está enchendo (de novo) ! O texto do Marcelo é perfeito porque coloca o que vimos : uma manobra fantástica em cima de um piloto maravilhoso. Para realizá-la, Piquet deve ter enchido a veia do pescoço e os testículos vieram parar no lugar das amigdálas . Em nenhum momento diminuiu ou questionou a capacidade de Senna. Haja visto Donnigton 93 . Foi uma luta de titãs que só valorizou quem participou. Ninguém tem nada mais interessante para discutir? 

Esta é para o Tite: 

1- Ex- é f..., sempre quer apagar o seu passado. Deveríamos criar uma seção eu odeio a minha ex-mulher. Conheço um cara que separou e a nova fez ele vender uma Dino. Desculpa, mas nenhuma mulher no mundo vale este sacrifício (e olha que o carro só é bonito, mas fraquinho de usina). Se ela não gosta do seu passado, troque o futuro dela, bem longe de você. 

2- Tenho umas fotos bem legais do GP de 82, que o panaca do Panda está segurando para colocar no site. Fiz uma seqüência completa da porrada do Boesel. 

3- O seu texto fica mais engraçado quando você toma o Prozac. Abraços.

Victor Lagrotta, São Paulo (SP)



É verdade. Pode deixar que o panaca vai colocar as fotos no site. Abraços.
(LAP)
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Prezado Marcelo, 

Concordo com você, em certa parte. Hungaroring não é tão ruim assim, só é um pouco chata comparada a Spa, Monza entre outras. Só tenho 15 anos, mas acompanho sempre o circo da F1 na internet, aqui pelo GpTotal e outros sites, e digo uma coisa, Adelaide seria bem melhor que Albert Park ou Melbourne. Já vi algumas fotos do traçado da pista e acho bem mais agressivo do que Melbourne. Indianápolis é uma chatice mesmo e não tem conversa. Laguna Seca tem um traçado bem mais ofensivo e desafiador do que aquela metade oval e o misto de Indianápolis. Bahrein, Shangai e Sepang são, no mínimo, diferentes, mas nada de muito interessante.

João Luiz, São José dos Campos (SP)
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Concordo com quase tudo o que foi dito. Os circuitos andam uma bela merda. Discordo apenas do fato de Interlagos ser bom. Não, é hora de sinceridade: Interlagos foi assassinado de 1989 pra 1990. Literalmente: e aquele amontoado de asfalto que outrora era pista e, agora, apodrece? Não poderia ser no mínimo reformado e utilizado em corridas de outras categorias? Não, tudo para a F1. 

Chega daquele circuitinho de 4 km, de S do Senna! Pela volta das curvas 1, 2, 3, do Retão. Chega de nos dobrarmos à F1! Se não nos quiserem, pomos a IRL ou a CART, e pronto! Traçado pior que Interlagos, só Magny-Cours. Os sepangs têm mais de 5 km e umas retinhas longas. Os circuitos não andam favorecendo o desafio. Não há pistas de alta velocidade extrema e constante, que desafie a resistência do equipamento e a concentração dos pilotos. Não existe guerra de vácuo. Tudo circuito de média velocidade, tipo 215 km/h, e tome os carros andando rápido em curva. Quem se preocupa com isso fora dos laboratórios? A gente quer ver ultrapassagem, fechada, disputa, desafio, tudo que não requer conhecimento técnico. E até as pistas de rua, que apareciam mais nos anos 80, andam sumindo... exceto Mônaco, claro. 

Vai chegar uma hora em que circuito de rua vai ser legal, de tão mal que andamos. Que a indústria tabagista seja proibida de anunciar, que as montadoras não segurem os custos e a F1 como hoje vire pó, para que tudo seja reconstruído de uma forma melhor.

Alexei, Belo Horizonte (MG)
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Boas, Victor! 

Foi uma noite extremamente agradável a do lançamento do livro do Flávio Gomes. Aliás, recomendo o livro, que é muito legal. 

O nome do filme da volta de classificação do Derek Bell, que você citou no texto, é 956 in board. O filme é da motorbooks. Altamente aconselhável, o filme mostra somente tomadas In board do Porsche Rothmans de Derek Bell, companheiro de Jack Ickyx na equipe. O ponto alto do filme é quando Bell acelera seu 956, em plena volta de classificação, para as 24 horas de Le Mans de 1982, voando perto dos 400Km/h na reta Hunaudieres, conhecida também como Mulssane, ainda quando essa não possuía as duas chicanes que dividem a mesma em 3 retas nos dias de hoje. O limite de giro do motor na última marcha do Porsche de Bell é atingido antes da metade da reta. Alucinante! Abraços a todos os amigos. E parabéns ao GPtotal, cada vez melhor!

Carlos Malfitani, São Paulo (SP)
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Olá, pessoal do GPTotal.

Já que o atual comentário dos internautas que visitam o site é sobre a ultrapassagem do Piquet sobre Senna, que por sinal foi de arrepiar, gostaria que vocês do GPTotal recordassem uma ultrapassagem feita pelo Mika Hakkinem sobre Michael Schumacher. Não tenho uma memória tão privilegiada como a do Pandini e do Edu, portanto não sei dizer qual foi a ano e nem qual foi o grande prêmio disputado, só me lembro que foi uma ultrapassagem fantástica, com Mika perseguindo Schumacher e que em determinado momento da corrida, encontraram pela frente o Ricardo Zonta da BAR, que era retardatário. 

Schumacher fez a ultrapassagem pela esquerda sobre o Zonta, provavelmente na intenção que Zonta manobrasse para a direita, bloqueando assim a passagem de Mika. Só que o Zonta permaneceu no meio da pista, deixando o lado direito da pista livre e Mika não hesitou, ultrapassou Ricardo Zonta pelo lado direito e como já vinha com mais ação realizou a ultrapassagem também em Schumacher tendo a BAR como coadjuvante desta linda manobra, pelo menos para mim. Abraços a todos.

Márcio, Campinas (SP)




Olá, Márcio. Essa ultrapassagem aconteceu no GP da Bélgica de 2000. Abraços. (LAP)
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Acabei de ler a carta do Sr. (ou seria Dr. já que o mesmo se intitula advogado) Luiz Fernando, de Niterói. O Pandini deve ter se borrado nas calças com as ameaças do nobre causídico. Que meda!

Antonio Jr.
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Concordo totalmente com o sr. Marcelo, de Maringá (PR). Acho lamentável que certos leitores usem o democrático espaço do GpTotal para iniciarem (sim, porque são sempre os leitores que começam) as agressões gratuitas contra quem ousa pensar e se manifestar de forma diferente do predominante senso comum. 

De minha parte, convido os leitores que sempre torceram e idolatram o Senna a se despirem de paixões e passarem a enxergar o automobilismo de forma mais aberta. Talvez assim vocês possam ver a genialidade há em outros pilotos (em atividade ou não). Justamente por causa dessa visão estreita sobre a F1 que muitos jamais foram capazes de reconhecer em Schumacher o brilho de um dos maiores de todos os tempos e assim, conseqüentemente, desperdiçam a oportunidade de, a cada corrida, aproveitar de um momento ímpar que vivemos na Fórmula 1. 

Recado aos leitores: Vamos curtir mais e agredir menos, certo!? Um grande abraço a todos, em especial para o Pandini, Edu e demais colunistas do site. Parabéns pela qualidade do site.

Herik Nelson, Belo Horizonte (MG)
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Pandini,

Quero parabenizá-lo pela matéria sobre a ultrapassagem de Piquet sobre Senna na Hungria-86, mas tenho que discordar de uma coisa. Pelo que já li sobre o assunto (nasci em 1985, portanto não vi a ultrapassagem naquela época), havia uma diferença de potência entre os motores Honda e os motores Renault (o motor francês, ainda era beberrão, esse foi um dos motivos pelo qual Senna e a Lotus foram à luta pelos motores japoneses para a temporada seguinte) e Piquet aproveitou-se disso para passar por Senna. Mas tenho que lembrar que o circuito de Hungaroring é Mônaco com área de escape, por isso o mérito de Piquet nessa ultrapassagem.

Sobre sua resposta para o José Ciro, apenas um comentário, em 1991 Senna não tinha o melhor carro, pelo menos após a metade da temporada (quando Mansell finalmente se achou dentro da equipe). Pandini, você é um excelente colunista, e este... esse tal de José Ciro deve ser mais um entre as viúvas de Senna. Valeu, um abraço.

Elton da Costa dos Santos, Passo Fundo (RS)




Obrigado pelos elogios, Elton. Sobre os motores Honda e Renault, a potência de ambos era praticamente a mesma, tanto que Senna fez várias pole positions naquele ano, inclusive em circuitos de alta velocidade ou com trechos que exigem cavalaria bruta (Jacarepaguá, Imola e Cidade do México, por exemplo).
Abraços. (LAP)
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E por falar em ultrapassagens espetaculares, eu queria comentar algumas. Fora esta de Piquet sobre Senna na Hungria em 1986: a ultrapassagem de Mansell sobre o mesmo Senna na mesma Hungria (acredito que em 1989) quando Senna foi ultrapassar um retardatário com Mansell em sua cola ele abriu e Mansell abriu junto com ele realizando uma dupla ultrapassagem. Algo semelhante ao que o Hakkinen fez em Schumacher em 2000 na Bélgica. Perguntado sobre a manobra me lembro que Mansell disse: Eu fiz de olhos fechados. 

Ultrapassagem de Prost sobre Senna em Paul Riccard em 1988 onde Senna se enrolou ao negociar uma ultrapassagem sobre retardatários. Prost veio por trás, colocou o carro por dentro do curvão e passou Senna e outros dois. Ultrapassagem de Senna sobre Prost no retão de Suzuka 1988. Prost tentou espremer Senna no muro mas não adiantou nada (e Senna ainda pegou sujeira na pista). 

A re-ultrapassagem de Alesi sobre Senna em 1990 em Phoenix. Coisa de gênio. Seria interessante a elaboração de um ranking das melhores ultrapassagens na F-1 em todos os tempos. Um abraço a todos.

Eloi de Abreu Jr., Volta Redonda (RJ)
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Para Jose Ciro, 

“Não sei qual a sua formação jornalística, mas tendo em vista nunca ter ouvido falar no seu nome, chego à conclusão de você não ser uma pessoa de muita expressão”.

1) Você conhece todos os jornalistas do Brasil? Se sim, parabéns. Se não, primeiro peça um CV e depois critique. 

“O que me incomodou foi chamar o Tri-Campeão Mundial Ayrton Senna, de ‘um tal de Ayrton Senna”.

2) Eu sou péssimo na língua portuguesa, mas você conseguiu ser ainda pior. “Um tal de” diz muito bem que não é qualquer um e sim O Ayrton Senna da Silva. Este O quer dizer um piloto maravilhoso na sua época. 

“Tenho a impressão que a única vez que você ligou a televisão para assistir a uma corrida de F1 foi nesse dia, em que um tal de Nelson Piquet fez uma ultrapassagem, no melhor piloto do mundo”.

3) Voce usou muito bem a expressão um tal de Nelson Piquet. Pude entender que é um piloto maravilhosos para a sua época. O melhor piloto do mundo é sua opinião, que eu não concordo mas respeito, e não vou te ofender por causa disto. 

“Além do mais, para escrever em uma coluna de F1, você deveria informar também aos incautos a diferença que existia entre os dois carros, principalmente no que se refere à potência do motor”.

4) Isto faz bastante sentido, mas de qualquer forma o Nelson teve um controle fantástico sobre o seu carro, e raros são os pilotos deste nível. 

“Realmente, seu comentário foi infeliz, e me leva a crer que você não entende nada de F1 e, se entende, tem um mau gosto de proporções astronômicas”.

5) Um comentário pode ser infeliz para uns e ótimo para outros, isto fica a critério de cada leitor. Se você crê que o Panda não entende nada de F1, sugiro que você dialogue com o Panda para avaliar o conhecimento dele sobre F1, já que o seu deve ser estupendo.

6) Em relação a mau gosto, prefiro não opinar, cada um tem o seu. Passar bem!

Ricardo, Campinas (SP)
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Sr. Luiz Fernando, 

Estamos caminhando para palavras do tipo “Sabe com quem está falando?” . Por favor, nos favoreça com a sua ausência. Abraço a todos.

Celso Vedovato, Salvador (BA)
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É curioso que muitas viúvas do Senna afirmem que o Piquet tinha melhor equipamento na Hungria. Esquecem que o Senna fez a Pole! 

Texto extraído não me lembro de onde: Foi a segunda dobradinha verde-amarela seguida, com Senna e Piquet (Williams-Honda) dominando todas as ações do grande prêmio. Um show brasileiro. Ayrton foi pole e liderou 32 voltas. Piquet dominou as outras 44 e ganhou a corrida, desta vez no travado circuito de Budapeste. Foi tão destacado o domínio da dupla que a revista italiana Autosprint indagou, assustada: Será que teremos uma decisão de título mundial de Fórmula 1 entre os brasileiros?. Quase acertou.

Raymundo Barretto, Rio de Janeiro (RJ)
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Pistinhas de Merda
Marcelo Jardim

Acho que este assunto já foi abordado algumas vezes. Não é inclusive nenhuma novidade o que eu vou dizer aqui. Por isso, perdoe-me a insistência, mas com esse início de temporada com corridas lá no caixa prego, eu não tenho como me furtar em dizer que estes circuitos que temos hoje são umas verdadeiras pistinhas de merda.

A FIA, juntamente com o projetista e dublê de piloto Hermann Tilke, estão acabando literalmente com as pistas de F1. Acho até que está sendo dada bola demais para este alemão. Sim, porque a título desta busca esquizofrênica e fresca por segurança, interesses da TV e maiores confortos e facilidades nos autódromos, os circuitos não passam hoje de meras pistinhas de kart.

Tirando certamente Spa-Francorchamps, Suzuka, Interlagos, Monza, Mônaco e, vá lá, Silverstone e Imola, o resto pouco presta. Desculpe-me a franqueza, mas eu no fundo gosto de pistas onde se respira tradição, onde se tenha história, seja ela boa ou ruim. Esse negócio de pistas em Xangri-Lá, Tonga na mironga e lugares a fins, soa oportunismo efêmero, atitude mercenária pura que pouco tem a acrescentar ao esporte.

Um exemplo típico são estas pistas novas do Bahrain, de Shangai e até mesmo de Sepang, que convenhamos, parecem todas iguais. A única diferença entre elas são aquelas edificações modernosas, tipo um olho futurista ou uma taça que, mas parece pinos que se coloca quando se quebra um braço ou uma perna. Se algumas delas saírem do calendário alguém realmente vai sentir saudades?!

A de Sepang, naquele calor insuportável, com umidade a quase 100% parece uma autopista alemã, de tão larga que é. Os carros parecem que se perdem nela. Fora aquela onipresente “neblina” que algumas vezes você não consegue nem identificar uma Ferrari de uma McLaren. E ainda tem as arquibancadas, que vivem a meia bomba, jogando por água aquele papinho de renovação de público e prospecção de novos patrocinadores. Uma patetada.

E a de Bahrain, consegue ser pior. No meio do nada e sem nada para acrescentar. Parece corrida na Lua, com aquelas áreas de escape enormes, próprias para pilotos de merda. Esta história de corridas em lugares exóticos, me desculpem, mas se querem ver corridas em deserto que assistam disputas de camelos. A F1 não merece isso.

A da China, bem... deixa para lá... É igual as de cima.

Mas o pior, e isso reflete a mentalidade da turma que está aí no comando, foi o que fizeram com Hockenheim. O “inspirado” projetista alemão, alegando que as árvores daquele maravilhoso bosque eram perigosas demais para corridas de F1, simplesmente assassinou a pista, tirando sua alma, seu caráter. Fez uma típica pistinha de kart, com uma tal curva parabólica (?). Um verdadeiro desastre, ruim para piloto, ruim para o torcedor e ruim para a TV. 

Ainda temos pistas do tipo Magny Cours, ótimas para eventos monótonos e para quem gosta de procissão. Ou mesmo Hungaroring, que depois daquela ultrapassagem de Piquet sobre o Senna, em 86, deveria ser colocada uma placa em homenagem e fechada. Fora também aquela pista de Indianápolis, se é que podemos chamar aquilo de pista. Se a única coisa que eles podiam fazer no meio daquele oval americano era aquilo, então era melhor não ter feito nada. Detalhe, dá para levar a sério um miolo que é chamado de “Mickey Mouse track”?!

Tem que avisar para esta turma que dirige a F1, que corrida é coisa para que tem culh..., que o risco faz parte do negócio. Tem que parar com essa mania de colocar chicane em tudo que é reta, tipo Imola ou Monza. Daqui a pouco, se não segurarem este pessoal, eles vão colocar uma dessas no meio da Eau Rouge ou no meio do retão de Interlagos, ou o que seria o máximo, no meio do túnel de Mônaco.

Com tudo isso, eu me pergunto será que não teria espaço para a volta de Kyalami, uma pista que todo piloto gostava, ou mesmo Zandvoort ? Se é para correr nos EUA, será que não poderíamos substituir a ridícula Indianápolis pela interessante Laguna Seca, com uma pseudo Eua Rouge, a chamada Corkscrew ?! Ou se é para inovar por que não a Brno na República Tcheca, conhecida por ser um misto de Spa com Suzuka ?!
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Prezado Sr. Pandini.

Freqüento este site há pouco tempo, e gostaria de saber o motivo das opiniões nem sempre favoráveis ao piloto Ayrton Senna. Acredito que todos os pilotos brasileiros deram uma contribuição enorme para a imagem do Brasil, cada um a sua maneira, sendo que Ayrton Senna não é só adorado pelos brasileiros, mas pelo mundo inteiro, como é o caso do Japão. 

Otacílio, Brasília (DF)



Obrigado pela sua pergunta, sr. Otacílio. Concordo plenamente com o sr.: todos os pilotos brasileiros, sem exceção, têm importância na bela história do automobilismo brasileiro. Nem por isso, entretanto, sou obrigado a me eximir de fazer observações desfavoráveis a eles (e a pilotos estrangeiros também).

O problema é que existem torcedores que consideram um crime hediondo fazer observações desfavoráveis quando se trata de Senna. E aí eles escrevem não por discordar de mim, mas por se sentirem incomodados com a existência de pessoas que pensam diferente deles. Este tipo de torcedor adora desmerecer outros pilotos, mas não suporta que se falem algumas verdades a respeito de Senna.

Pior ainda: existem pessoas incapazes de perceber que não coloco em dúvida a habilidade de Senna e que muitas vezes o que aponto são as contradições e exageros mencionados pelos louvaminheiros de plantão. Essas pessoas acham que tudo o que Senna fez foi bom, e que tudo o que os outros fizeram (ou fazem) foi (ou é) ruim.

Não sei há quanto tempo o sr. lê o GPtotal. Caso tenha oportunidade de consultar as diversas colunas e respostas de cartas escritas ao longo dos quase quatro anos de existência do site, lerá críticas minhas a pilotos que são assumidamente meus preferidos. Também lerá muitas referências elogiosas de minha parte ao piloto Ayrton Senna. Nesse aspecto, sugiro especial atenção ao especial sobre os dez anos da morte do piloto, na parte "A obra-prima de Senna". 

Abraços e escreva sempre. (LAP)
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Valorizo cada vez mais a linha editorial seguida pelo Gepeto, onde todos (todos mesmo) têm direito a emitir suas opiniões e mais que isso seus sentimentos à respeito da F-1. E, nessa mesma linha editorial, temos por vezes pilotos que em função de seus feitos (maiores ou menores) ficam em evidência (falou-se de Clark, Ickx, Peterson, Senna, Pace, Fittipaldi e agora Piquet). 

Infelizmente, alguns leitores ainda não perceberam ou não foram condicionados a esta liberdade de expressão, que demanda necessariamente respeito a opiniões ou até mesmo as críticas que porventura surjam. Sinto também (disse sinto) que a falta deste condicionamento gera um grande ciúme por parte de certos leitores quando seus ídolos ficam em segundo plano, desmerecendo feitos ou acontecimentos da F-1 e até mesmo a capacidade de alguém que possua uma opinião diferente. 

Exemplos do tipo o carro era infinitamente melhor, coloque-se a porca de volta e calculem os pontos do campeonato, determinado piloto matou a pau, jornalista sem expressão. Amigos, história é história, fato consumado, nela não podemos adicionar o “se” e, sim, o foi, aconteceu, ultrapassou. Entretanto, paixões à parte, o respeito é fundamental e este é um preceito fundamental nas ditas sociedades civilizadas. Abaixo à ditadura da meia-informação e da paixão irracional que cega vicia e corrompe! 

O Panda é um senhor jornalista e conhecedor da F-1 (assim como os demais colunistas e boa parte dos leitores), que junto ao Edu criaram essa seara de democracia e livre-expressão que adoramos e chamamos carinhosamente de Gepeto!! 

Ps: desculpem, mas este foi um desabafo de quem gosta muito desse site, desses colunistas e amigos leitores e está de saco cheio com a falta de respeito e bom senso de alguns torcedores-leitores. Abraços.

Marcelo Chichanoski, Maringá (PR)
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Panda,

Que a temporada de 86 é top-3 é evidente. Mas por que seu apreço pelas de 74 e 81? Em 74 eu tinha só 1 ano e guardo a de 81 com carinho. Mas achei a de 83 melhor, com as diabruras da dupla Piquet-Murray. E a de 88, pela briga de foice no escuro que foi, apesar do domínio das McLaren-Honda. 

Quanto ao vídeo, eu já o tinha. Aliás, uma das versões tem uma narração hilariante, com o locutor inglês dizendo que é assim que os taxistas dirigem no Rio. Esse vídeo mostra o belíssimo X do Senna e depois a manobra do século. A questão é que eu o assisti ao vivo pela TV. Pode ser delírio de memória de fã, mas lembro-me do áudio da transmissão ter captado nitidamente a cantada dos pneus do Willians. Peço sua ajuda e a do pessoal mais velho do site para confirmar isso. Abraços

Alexandre Matelli, Florianópolis (SC)



Olá, Alexandre. A temporada de 1974 eu só conheci por leitura e por imagens em vídeos, mas para mim é o suficiente para que eu a considere uma das melhores de todos os tempos. Senão, vejamos: sete pilotos vencendo GPs por cinco equipes diferentes, três pilotos (Emerson, Regazzoni e Scheckter) disputando o título na última corrida, outro se mantendo na luta até a penúltima corrida (Lauda) e um quinto (Peterson) que ao longo do ano ameaçou se juntar a esse grupo. E nem estou lembrando dos outros pilotos que andaram bem ao longo do ano.

De 1981, porque tenho várias lembranças muito agradáveis. Entre elas, a de ter visto, pela primeira vez, um brasileiro ser campeão mundial de F 1 (eu só comecei a acompanhar corridas em 1978). E também porque foi outro campeonato com sete pilotos de cinco equipes ganhando corridas. Mais ainda: cinco pilotos chegaram à penúltima corrida do ano com chances de chegar ao título (Piquet, Reutemann, Laffite, Jones e Prost) e os três primeiros decidiram a parada na última corrida em Las Vegas. Além disso, você consegue imaginar um campeonato cuja classificação final mostra os cinco primeiros colocados separados por sete pontos? Parece sonho hoje em dia - mas já aconteceu. E mais: foi essa a última temporada completa de Gilles Villeneuve na F 1, ainda por cima com as belíssimas vitórias em Mônaco e na Espanha. 

Sobre a cantada de pneus do Williams de Piquet na Hungria em 1986, fico no aguardo de alguém que tenha a fita de vídeo com a transmissão original para confirmar. De todo modo, não acho impossível. No GP de Mônaco de 1981, uma rodada do Tyrrell de Eddie Cheever na curva Mirabeau foi mostrada ao vivo, e eu ouvi direitinho o cantar dos pneus no asfalto. Abraços. (LAP)
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Caros Amigos, 

Pensar que Piquet humilhou Senna é pensar pequeno. Senna era um piloto, um ser humano. Piquet humilhou a Física, venceu todas as leis da dinâmica. Não interessa o ultrapassado, Piquet simplesmente humilhou a todos, ponto!

Nilton Lopes, São Paulo (SP)
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Carissimos Edu e Panda.(que puxada de saco)

Sei que a teoria é uma e a prática é outra, mas gostaria da opinião/sugestão do GPTotal sobre como transformar um regulamento de m... em uma F1 de verdade.

O que vocês mudariam? Eletrônica, pneus, motor, aerodinâmica, peso, combustível, pit-stop, testes, pontuação, punições, etc?

Panda: KCT, este cara está louco, ele quer que façamos um regulamento novo da F1. PQP.

Edu: Calma Panda, ele sabe que nós somos capazes disto.

Não precisam ter pressa até a terceira prova do mundial está bom.

Um grande abraço. (Entendeu por que a puxada de saco?)

Ricardo, Campinas



Ricardo, eis (resumidamente) o que eu mudaria no regulamento da F 1:

1) Fim do depósito de US$ 48 milhões para as novas equipes (diminuiria para algo entre US$ 5 e 10 milhões) e da limitação a 12 equipes por temporada

2) Fim dessa frescura de as equipes não poderem pintar os carros com cores diferentes ou de não poder mudar de cor durante o ano. 

3) Daria possibilidade de escolha quanto ao número de carros (um, dois ou três). Largariam em cada GP até 26 carros, desde que fizessem tempos de classificação de no máximo 110% da pole position.

4) Voltaria à pontuação que vigorou entre 1991 e 2002 (10, 6, 4, 3, 2 e 1 ponto), sem descartes

5) Treinos classificatórios de uma hora, com 12 voltas como máximo permitido para cada piloto (como foi entre 1993 e 2002). Poderia ser somente aos sábados (como foi entre 1996 e 2004) ou sexta e sábado, valendo o melhor tempo de cada piloto para definir o grid (como era até 1995).

6) Manteria a proibição dos turbos, mas daria liberdade de escolha quanto a número e disposição dos cilindros. A cilindrada máxima é o de menos;

7) Deixaria de ameaçar os pilotos com o famoso "incidentes serão investigados"

8) Manteria os reabastecimentos e as trocas de pneus

Medidas para conter custos? Deixa para lá, não funcionam mesmo...

Abraços,

LAP
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Olá, amigos do GP Total. 

Apesar de novo, acompanho a Fórmula 1 há longos anos e posso dizer que, pelo que vi, Senna e Piquet eram pilotos nivelados. Acima do normal, mas nivelados. A ultrapassagem do GP da Hungria de 86 eu não me recordava (talvez por ainda estar nas fraldas), mas me impressionou o arrojo do Piquet, pilotando sua Willians como se fosse um kart na brincadeirinha da Granja Viana. 

No entanto, posso ressaltar outras ultrapassagens que vi durante o tempo em que acompanho a Fórmula 1: a do Senna no Damon Hill no GP Brasil de 93; a do Hakkinen no Schumacher no final da temporada de 2000; a do Montoya no S do Senna no GP Brasil (não lembro se o de 2002 ou o de 2003), etc. 

E, falando em Schumacher, muitos dizem que o alemão é muito piloto com um carro bom na mão. E o que dizer do início da sua carreira (quando digo início, falo da Benetton de 93)? Ele conseguiu fazer algo incrível com aquele carro (que pra mim era uma bomba): brigar pela 3ª posição do campeonato com o Senna (já que todos sabiam quem seriam os dois primeiros: Prost e Hill), e em algumas corridas, largar a frente do Senna. Por isso, por tentar batalhar de igual para igual com pilotos extras-classes (Prost, Senna, Mansell — apesar do Mansell ser bastante irracional) no início de carreira, o considero como um dos grandes pilotos da Fórmula 1. Se bem que, tenho minhas dúvidas se o Schumacher tivesse aparecido para a Fórmula 1 no início da década de 80 e tivesse que encarar ao mesmo tempo Piquet, Senna, Mansell, Prost, Rosberg. Abraços.

Diedro Barros, Duque de Caxias (RJ)


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Sr. Luis Pandini,

Uma coisa é jornalismo opinativo, dar as suas opiniões, marcar os seus pontos de vista. Outra é ofender quem participa no vosso site só porque é adepto de outro piloto que não o seu. Só ofende quem pode não quem quer, comigo já foi incorreto, quem fica a perder são vocês. Há milhares de sites de f1, mas pode crer que isso não justifica a agressividade que tem com alguns leitores. Espero que retenha do que digo o essencial e espero não ouvir mais nenhuma resposta mal educada a quem apenas dá a sua opinião num site de F1.

Por outro lado, tentar minimizar Ayrton Senna no automobilismo mundial é negar uma evidência forte demais, tanto que aqui na Europa nem os sites alemães da especialidade se atrevem a fazer. Quanto a saber de Fórmula 1. Não sei... há os que ouviram e viram e há os que viveram os acontecimentos nos grandes palcos da Europa como SPA , Monza , Imola , Nurburgring, nunca se deve ter a pretensão de pensar que sabemos mais do que os outros em áreas tão complexas como a F1. 

Só lhe peço menos agressividade por leitores que tenham outras opiniões e peço-lhe educadamente, é uma questão de pluralismo de idéias e respeito pelo outro. Bom site o vosso, em particular nas Análises Históricas.

António Barbosa, Lisboa (Portugal)




Sr. António, o GPtotal é absolutamente pluralista. Quem não respeita as opiniões de outros são determinados leitores que acham que a função deste site é falar bem de certos pilotos e mal de outros. Tais leitores não escrevem para comentar nem para ponderar, mas para criticar a quem pensa diferente deles. Não tenho a menor obrigação de ser delicado com essas pessoas.

Quanto a "minimizar feitos", ninguém aqui faz isso. Só entendem assim as pessoas que acham que todo mundo tem que pensar igual a elas. É bastante curioso: já fiz comentários críticos a Piquet e Schumacher, por exemplo. Mas só os fãs de Senna se ofendem. Por que será que eles são tão sensíveis? Um abraço. (LAP)
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Olá, pessoal. 

Parabéns novamente pelo excelente site. Sobre o ótimo texto de Luis Fernando Ramos, concordo com o fato de achar Montoya um novo Alesi. Na verdade, até acho ele (Montoya) mais competente, mas até agora não fez nada que justificasse tanta badalação e tanta esperança depositada por parte de quem o tem ou deseja ter em sua equipe. Lembro de ter lido alguma coisa sobre a própria Ferrari ter cogitado (não sei se é verdade) colocá-lo no lugar de Schumacher quando este se aposentar. Acho que ele já teve tempo e carro suficientes para mostrar que não consegue fazer parte do alto escalão, como Schumy (que mesmo quando a Ferrari estava em baixa sempre mostrava serviço). Abraços.

Jefferson Reinholds, Curitiba (PR)
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O texto do Márcio Madeira mostra uma visão que nós, brasileiros, deveríamos ter sobre a Fórmula 1 e os pilotos campeões que temos: todos merecem respeito e valorização pelo que fizeram. 

Os três pilotos deram duro (como os que chegaram e não foram campeões mundiais, que também merecem respeito) para chegar à categoria e depois vencer nela, e dividiram suas vitórias com seu país. Um deles, o pioneiro, abriu também o caminho dos Estados Unidos, até então ignorado pelo Brasil e onde, hoje, há pilotos conquistando títulos e não vitórias esparsas, na condição de segundo piloto. 

Por isso, não é justo que um, exatamente o que morreu na pista, seja visto às vezes como santo, como alguém sobrenatural, e tenha mais respeito e valorização da nossa parte do que os outros. Quero dizer com isso que não dá pra criar duas categorias distintas de campeões mundiais brasileiros de F1. Campeão é campeão, oras. 

Quanto à questão da humilhação ou não, isso depende do ponto de vista de quem se sente humilhado. Concordo com o Márcio de que o Senna não deve ser considerado, naquela situação, como vítima de humilhação. Mas, considerando o retrato que se faz dele como obcecado pela vitória, incapaz de aceitar derrotas e meio que com o Piquet atravessado na garganta, desde o momento em que, ainda correndo de F-Ford, foi se apresentar a ele e voltou raivoso dizendo que fora esnobado (será que foi isso mesmo?). É possível que o Senna tenha se sentido, sim, humilhado, e sentido muito essa ultrapassagem. Além disso, nunca ficou muito claro o papel da mídia, e, principalmente, dos principais formadores de opinião sobre F1 no Brasil na divinização do Senna (sendo que um deles, muito importante até hoje, era sócio do piloto em negócios), e na aparente desvalorização do Piquet, principalmente nos episódios de 1988.

Alexei, Belo Horizonte (MG)
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Pessoal, faça-me o favor! O comentário “Um certo Ayrton Senna” foi escrito exatamente com o sentido de exaltar o tri-campeão falecido! Não vejo isso como um demérito. 

Estou certo que todos conhecem a excelente obra de Erico Veríssimo chamada “O Tempo e o Vento”. Um dos livros que compõem a obra se chama “Um Certo Capitão Rodrigo”, justamente no sentido de mostrar que este personagem era “O” Cara. Tenho certeza que o termo foi colocado com o sentido de “ninguém menos que Ayrton Senna”! 

Achei a coluna do Panda de um nível excelente. Em nenhum momento ele denegriu a imagem de Senna como tantas viúvas parecem querer acreditar. Sugiro que leiam a coluna com menos passionalidade e mais bom senso e observem que ela é uma exaltação aos dois campeões. Abraços a todos e parabéns Panda!

Marcelo Marchiori, Cascavel (PR)
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A disputa entre Piquet e Senna na Hungria 86 talvez seja um dos maiores momentos da história da F-1. E os privilegiados que acompanharam essa corrida pela TV, como muitos de nós leitores do Gepeto, sabiam naquele momento que estavam vendo algo histórico. Não sei se eram os efeitos da adolescência (tudo parece mais intenso), mas quando terminou aquela corrida sabia que havia visto algo muito especial. Quem viu pela primeira vez no site há de concordar: bons tempos aqueles! Grande abraço.

Renato Müller, São Paulo (SP)
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Olá, amigos do GP Total! 

Li a carta do amigo Carlos, exaltando Nigel Mansell em detrimento de Piquet, e só pude constatar uma coisa: Mansell continua sendo super valorizado. Muita gente exalta o arrojo e o espírito de combate de Mansell, mas esquecem (ou não sabem) que Mansell foi um verdadeiro freguês de caderneta de um piloto injustamente esquecido, mas que tinha o verdadeiro dom do arrojo e da arte de fazer acrobacias em quatro rodas : Keke Rosberg. 

Keke Rosberg sempre carregou Mansell no bolso, e isso fica claro para todos aqueles que acompanharam a temporada de 1985. Naquele ano, Rosberg esbanjou talento e arrojo, vencendo de forma magistral duas provas disputadas em difíceis circuitos de rua (Detroit e Austrália), e sob um calor infernal. Mansell, por sua vez, também venceu dois GPs (Europa e África do Sul), mas foi em momentos onde Rosberg enfrentou problemas no seu carro (na África do Sul, Rosberg rodou em uma mancha de óleo, no exato momento em que havia acabado de ultrapassar Mansell), bastando lembrar que Rosberg foi o autor da melhor volta nestas duas corridas. 

Rosberg era muito mais espetacular do que Mansell. No ano seguinte, em 1986, pudemos ver outra demonstração de superioridade por parte de Rosberg sobre Mansell. Foi no GP do Canadá (aliás, vencido por Mansell). Nessa corrida, Rosberg — com um Mclaren muito inferiorizado perante o Williams de Mansell — deu um verdadeiro baile no inglês, ultrapassando-o de forma magistral e mantendo a liderança até o Mclaren apresentar problemas de consumo. Mansell acabou vencendo — pois tinha um carro melhor —, mas, enquanto seu Mclaren colaborou, Rosberg manteve-se na frente de Mansell, de maneira inconteste. 

As pessoas continuam invocando o nome de Mansell e parecem já ter esquecido de Keke Rosberg. Isso é uma injustiça e uma tristeza. Sugiro a todos que busquem assistir aos GPs de 1985, assim como ao GP do Canadá de 1986. Assistindo a estas corridas, todos poderão ver que Rosberg era um verdadeiro artista da velocidade, ao passo que Mansell era apenas um coitadinho super esforçado. Em 1985, na Williams, Mansell tinha apenas uma serventia: engraxar os sapatos de Rosberg. Um grande abraço a todos!

Fernando Becker, Porto Alegre (RS)
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Olá, pessoal do GPTOTAL. 

Sou um visitante deste site aqui no Japão e gostaria de saber se o motor BMW dos tempos de Piquet sempre foram de 4 cilindros, se usavam 2 turbinas e o porquê da queda de rendimento da equipe Brabham a partir de 1984. Fico grato pela atenção! 

Mauricio Okumura, Chiryu (Japão)



Oi, Maurício

Os motores BMW tinham sim quatro cilindros mas eram equipados até onde sei com uma única turbina. Em 1985, em configuração de treino, este motor atingiu 1 270 cavalos de potência!

A queda de rendimento da equipe Brabham a partir de 1984 normalmente é associada ao uso dos pneus Pirelli, que voltavam às competições, obrigando Piquet a testa-los interminavelmente ao longo dos dois anos seguintes.

Abraços (EC)
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Olá! Gostaria de saber de que ano é um lótus verde amarelo de número 6 pilotado por Sir Graham Hill. Qual é o modelo deste carro (é o 49)? Obrigado.

Alexandre Ribeiro



Oi Alexandre,

Graham Hill correu com um Lotus pintado em verde com uma faixa amarela a temporada de 67 e a primeira corrida de 68, usando o número 6 em pelo menos 4 GPs de 67, sempre com o modelo 49: Holanda (estréia do Lotus 49), Inglaterra, Estados Unidos e México. 

Eu disse "pelo menos" porque não sei com que número Hill correu o GP da Bélgica de 67.

Abraços (EC)
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Edu, Panda e demais gepetos do Brasil varonil (quase esqueço o Manuel Blanco): 

Já que o assunto são ultrapassagens maravilhosas, lembrei de uma das mais loucas e arrojadas que já vi, a do Zanardi — brincando de Villeneuve — no saca-rolha de Laguna Seca (acho que foi em cima do Brian Herta, mas a memória não é tão límpida assim). Não lembro o ano, só que foi na última volta (talvez penúltima) e com duas rodas na areia do deserto (já pensou alguém fazendo isso no Bahrein?). Abraços e que manobras como essa inspirem os pilotos atuais.

Luciano Balarotti, Curitiba (PR)
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Eu gostaria de fazer um comentário para o autor Márcio Madeira da Cunha sobre sua matéria “Hungria, 86. Um olhar diferente”. 

Eu não concordo que Piquet tenha humilhado todos os pilotos, incluindo Senna, após ter ganho o GP da Hungria em 1986. Geralmente, a ultrapassagem na F-1 é feita por dentro da curva, raramente é feita por fora, mas, além disso, o correto é contornar uma curva aumentando o mínimo possível o raio do carro, ou seja, sem jogar a traseira, porque desse modo o carro perde mais velocidade do que reduzir e contorná-la do modo normal (adequado). 

E, como Senna tinha um carro inferior ao de Piquet, repare que Piquet já começou o ultrapassar Senna na reta, e a completou na curva. A conclusão que temos a partir desse princípio é que, se Ayrton Senna e Nelson Piquet tivessem o mesmo carro, não teria como ocorrer aquela ultrapassagem, pois até mesmo se Piquet fizesse a curva à frente de Senna daquele modo, Senna o ultrapassaria por dentro, porque Piquet iria perder velocidade por fazê-la daquela maneira. E o que podemos dizer é que a ultrapassagem de Piquet em Senna só ocorreu porque Senna tinha um carro inferior ao de Piquet.

Se a vitória de Nelson Piquet, foi humilhante aos demais pilotos daquela corrida, o que é então um novato na F-1 (Ayrton Senna da Silva) chegar em segundo lugar, vencendo e ultrapassando vários campeões daquela época em carro inferior num GP de Mônaco, também quando Ayrton Senna ganhou o GP de Mônaco de 1993, dando uma volta no Professor Prost, sendo que naquela época as imbatíveis Willams, que realmente eram imbatíveis (melhor que a McLaren de Senna), estavam sob o comando de Alain Prost e Damon Hill. Também em 1993, no GP da Europa, quando Ayrton largou em 4º lugar, caiu para 5º, e após isso já retornou a 4º posição, e em seguida ultrapassou os próximos 3 adversários, até chegar em 1º lugar, e isso tudo antes de terminar a primeira volta, depois deu uma volta em todos na pista, até que, na penúltima volta, perdeu esse crédito para alguns pilotos, mas venceu a corrida, e isso tudo sendo que seu carro era na época inferior aos Willams. 

Entre muitas outras esplêndidas vitórias de Ayrton Senna, eu não as chamo de humilhantes aos outros pilotos, porque, na minha opinião, nós devemos elogiar de maneira adequada as nossas qualidades e méritos (dos outros também), e não abaixar o nível da capacidade de cada um, porque tudo também está ligado com momentos e aspectos a serem considerados. Não estou desmerecendo a vitória de Piquet naquele GP da Hungria de 1986, e nem de sua pessoa como piloto, pois ele era um bom piloto e tem vários méritos como piloto. Obrigado pela atenção. 

Állan Vargas Ganz, Belo Horizonte (MG)
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Ao Pandini, 

Excelentes as respostas que deste aos dois tacanhos, desinformados e arrogantes leitores sobre as matérias do episódio Piquet-Senna na Hungria 86. São respostas assim que demonstram o nível profissional dos responsáveis deste site. Parabéns.

Bruno Wenson, Florianópolis (SC)
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Muitas vezes sou criticado e até debochado porque digo que para mim o Piquet foi muito melhor que o Senna. Se o Piquet não fosse de dizer aquilo que pensa sem se importar com a opinião dos outros, certamente que a opinião sobre ele seria totalmente diferente. Sempre digo o Senna foi um bom piloto com um carro excelente, já o Piquet, na minha opinião, foi espetacular.

Walter Limiro, Goiânia (GO)
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Por favor, né, Márcio, ponha os pingos nos is corretos! Você está totalmente enganado quando diz que: “Com sua velocidade natural, o brasileiro conseguiu aproveitar toda a potência do motor de treinos da Renault e compensar a deficiência de chassis de seu Lotus, numa pista travada e sem muita aderência”. Todos nós sabemos que o chassis da Lotus de 1986 era reconhecidamente o melhor chassis da Fórmula 1 e que o motor Renault de classificação era o melhor também. 

O problema daquele carro de Senna era o consumo elevadíssimo de combustível, que obrigava a Renault a ter um motor meia-boca para as corridas, prejudicando assim os GPs de Senna. Mas, quando tratava-se da qualificação, era obrigação de Senna fazer as poles, pois tinha o melhor carro para isso. Abraço. 

Max, Salvador (BA)
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Além de tudo, o Sr. Luiz Pandini é mal-educado e desrespeitoso com seus leitores. 

Em nenhum momento o ofendi com adjetivos com os quais nos brinda, como sujeitos obtusos e tacanhos, ou louco ciclotímico, expressões que espero que não tenha aprendido na disciplina chamada jornalismo opinativo (ou será que tal locução significa jornalismo mal-educado?). 

De fato não tenho formação jornalística (embora tenha imensa admiração por essa honrada profissão), mas minha formação jurídica (também cursada no que o ilustre jornalista chama de uma das mais tradicionais e conceituadas do País, e que me proporcionou a presente ocupação de relevante cargo público) sabe bem avaliar o que ofensas como essas podem causar. Nunca pretendi trazer o nível de nossas divergências para esse patamar, que em nada contribui para o desenvolvimento dos debates. 

Tenho sérias diferenças sobre suas posições (e fico de certa forma feliz por perceber que muitos leitores compartilham da minha opinião), mas não posso admitir ser desrespeitado em veiculo como esse. Repito, em nenhum momento o desconsiderei como pessoa, e creia, não tolero esse tipo de tratamento (por formação humana, familiar e profissional). 

Luiz Fernando



Apenas para informar aos demais leitores: a carta do sr. Luiz Fernando foi lida e publicada com a minha concordância — uma bondosa concessão de minha parte, apesar das ameaças nela contidas. (LAP)
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Oi pessoal! É a primeira vez que escrevo para o GP Total. Neste caso, para comentar a tão comentada (desculpem a redundância) ultrapassagem de Piquet sobre Senna na Hungria, em 86. Antes de mais nada, devo dizer que sou admirador incondicional de Senna. Mas já aviso que não tenho nada contra Piquet, muito pelo contrário, também o admiro, embora não chegue às raias da adoração, como em relação ao primeiro. 

Nunca tinha visto a tal ultrapassagem até agora (comecei a acompanhar de forma assídua a F1 a partir de 96/97), quando o GP Total disponibilizou a imagem no site. É simplesmente fantástica! Baixei o vídeo em meu computador e fico vendo e revendo, sem acreditar. Felizes os que estavam lá e viram acontecer. Nunca imaginei que alguém pudesse fazer aquilo com um carro de Fórmula 1. 

No entanto, discordo veementemente dos que afirmam que Senna foi humilhado por Piquet naquele dia. Tal afirmação só pode partir de quem tem aversão a Senna por algum motivo. A manobra que ele fez é, sem possibilidade de contestação, inacreditável em si mesma, mas em nada diminui o talento de Senna, o que aliás, foi muito bem analisado, de forma desapaixonada, por Márcio Madeira da Cunha. 

Se Piquet estivesse no carro de Senna, naquela situação, e, ao mesmo tempo, estivesse no carro que ultrapassava, ele não poderia fazer nada, ninguém poderia, porque a manobra foi indefensável, inesperada e irreal. Só o que se poderia fazer era enfiar o carro em cima de Piquet e saírem os dois da prova. Quem faria isso? O alemão? 

Por outro lado, vi um comentário de um jornalista do próprio GP Total, na coluna onde estava disponibilizado o vídeo, cujo nome não me lembro agora, dizendo que, curiosamente, os editores dos vídeos de Senna cortaram a imagem da ultrapassagem e que, por isso, talvez tivessem medo de que o mito não resistisse. Bom, sabemos que resistiu. A ultrapassagem só é usada como instrumento para colocar em dúvida o mito por quem detesta Senna, enfim, por comentaristas movidos por cegas paixões. Ademais, se os vídeos são confeccionados para enaltecer a imagem de Senna, porque versam sobre a vida dele, sobre a carreira dele, sobre os feitos dele, parece lógico que os feitos de Piquet apareçam nos vídeos de Piquet, que versem sobre a vida de Piquet, sobre a carreira de Piquet, sobre os feitos de Piquet. Então, façam um vídeo para Piquet, ora! Um abraço. 

Luiz Carlos, Aracaju (SE)
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Carlos, concordo com você. Continuo achando o Piquet o melhor piloto, o mais completo, mas corroborando uma das citações do Piquet, o Mansel era o “Idiota Veloz”. Sempre interpretei essa frase como um reconhecimento por parte do Piquet de que o Masnel era o cara mais rápido que ele já tinha enfrentado (e perdido). 

Lembro que o Mansel passava e sumia, ficava uma volta na frente do segundo colocado, mas não aliviava, continuava sentando a bota, até errar ou quebrar. Por isso era idiota! 

Eu tenho o arquivo com as fantásticas ultrapassagens na Hungria, sim, porque foram duas, na primeira o Piquet passou o Senna por dentro da curva, mas tomou um X, na segunda o Piquet botou por fora mesmo e mandou ver bonito. Quem quiser é só pedir para raybarretto@terra.com.br. Abraços.

Raymundo Barretto, Rio de Janeiro (RJ)
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Eduardo,

Obrigado por me premiar com a ultrapassagem do Nelson. Quem sabe ele aprendeu num superVe Polar. Grato.

Ricardo
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Amigo, você foi muito feliz nas suas colocações. Foi um grande privilégio para os amantes da velocidade verem dois fabulosos pilotos como foram Piquet e Senna. Pena que a mídia não saiba reconhecer e separar as diferenças entre ambos e constatar que seria sempre impossível traçar graus de comparação para distintos pilotos como tais foram. 

Tive o privilégio de, a partir dos anos 80, despertar para a Fórmula 1 e ver nela um espetáculo esportivo muito atraente. Aos meus olhos aqueles homens e seus bólidos eram como se viessem de outro planeta! O tempo passou e eu não me desvinculei do prazer de ver aos domingos esse excitante espetáculo da velocidade. Pena que as novas gerações, não tenha tido a oportunidade de ver nossos heróis em ação. Abraços. 

Valério, Recife (PE)
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Muito legal o texto do Márcio Madeira. Realmente o Senna jamais deve levar o estigma de humilhado naquela disputa da Hungria, por tudo que representou para a F1 da época e nos anos subseqüentes. 

Ao ler a matéria, me veio a lembrança daquele primeiro GP da Espanha disputado em Jerez naquele mesmo ano de 86. Mansell, nas últimas quinze voltas, manteve um ritmo de corrida muito superior aos adversários em virtude de ser o único piloto a trocar de pneus dentre os líderes daquela prova já no seu último terço. 

Consegui ver na metade do ano passado as voltas finais desse GP, registradas em VHS, e pude notar toda essa superioridade da Williams do inglês, que passou por Alain Prost com facilidade surpreendente. Mas aí só faltava Airton Senna. Mansell se aproximou progressivamente fazendo seguidamente a melhor volta da prova. Senna teve de utilizar todo seu talento para com um carro limitado devido à falta de aderência se manter na pista com um ritmo que lhe pudesse sustentar a liderança. Na última volta, Mansell encosta de vez no brasileiro. O duelo se estende por toda extensão da pista. Ambos fazem a última curva à esquerda e entram pela reta dos boxes com Mansell despejando toda a pressão do turbo. De nada adianta. Senna cruza em primeiro com menos de meio carro à frente do Inglês. 

Sempre torci por Nelson Piquet, mas renegar o talento de Senna e tudo que ele representou para a F1 e o automobilismo nunca me passou pela cabeça. Abraços.

José Everson de Abreu, Vitória (ES)
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Prezado Márcio, seu comentário é mais do que perfeito: é definitivo. 

Alexandre Salvador, Curitiba (PR)
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Marcio, assim não vale. Você tirou a tese de dentro da minha cabeça. Mas com certeza a perfeição do seu artigo não há como superar. Em um momento do meu devaneio a respeito eu tinha me esquecido do detalhe: eram dois brazucas. A palavra humilhar não serve. Aquilo foi um duelo de banjos, concorda? 

Gondo, Ribeirão Preto (SP)
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Comparando, acho que o texto do Márcio Madeira da Cunha foi sim uma bela ultrapassagem, agradando a maioria.

Carlos
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Acesso este site desde de 2001, ou seja, praticamente desde a criação. E o acho, junto com o Warmup, o melhor dentre os sites sobre automobilismo. Sei que minha opinião não vale absolutamente nada. Mas, mesmo assim, insisto em colocá-la aqui (esta é apenas minha opinião): Já encheu o saco este “debate”, “Senna é melhor. Não, Não é o Piquet...”. Já se vai mais de um ano desde que começou isto, e não tem a menor previsão, e aparentemente, intenção de se chegar ao fim. Só da pra se tirar uma coisa disto tudo, opinião é igual a c.. cada um tem a sua. E pronto. Ninguém vai mudar. 

É obvio que com este debate também serve para levantar ibope do site. Mas, analisando um pouco mais fundo, podemos ver que algumas perguntas ou comentários de outros assuntos podem deixar de ser respondidos ou comentados por vocês, para que sejam respondidas ou comentadas estas cartas de leitores que não acrescentam em nada o bom conteúdo do site. 

Sei que seria inviável comentar ou responder a todos os leitores devido a grande quantidade de cartas que recebem. E que há assuntos que não são tão interessantes para a maioria das pessoas, mas vejam que se uma pessoa “perde” algum tempo escrevendo algo a vocês, isto no mínimo deve ter alguma importância para quem escreveu. Sendo uma enorme satisfação ser respondido por vocês. Logo, vocês sempre dizem que este assunto não acaba porque os leitores mandam cartas desaforadas sobre o mesmo. E como ninguém vai mudar, e sempre vai aparecer alguém para dizer que Senna isto, Piquet aquilo. Se o GPTotal quiser mesmo acabar (ou diminuir) os debates sobre Pique X Senna poderiam para de respondê-las por algum tempo, talvez os leitores parem de escrever sobre isso. E todo este tempo desprendido por vocês poderia ser utilizado para responder sobre estatísticas, histórias... Que vem ha ser muito mais interessante e que impulsionou a popularidade do GPTotal. 

E ainda aproveito para pedir aos leitores que parem de tentar diminuir este ou aquele piloto nacional, quando deveríamos mesmo era somá-los.

Rivaldo Fernandes, São Luís (MA)
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Panda, 

Acho que devemos ter educação para tudo, ainda mais no trato com pessoas que (mal, muito mal) conhecemos. Portanto, te digo: muito boa a tua resposta para o mal-educado José Ciro, de SP. 

Zé: presta atenção. O que você tem a ver se o cara se expressa ou não? Levando em consideração a qualidade do site, que mais parece uma sala de bate-papo com notícias — isto é elogio, não uma critica — qual a importância se o cara se formou na esquina ou em alguma PUC ? Fala sério, manô! Zé, se eu fosse você estaria puto da vida com a resposta que ele te deu. Mas quem fala o que quer... 

Creio que não é esse tipo de leitor que precisamos no site. Falo em nome dos educados, freqüentadores assíduos do site e amantes de qualquer coisa que tenha 4 rodas e motor (ok, ok: duas rodas também). Para finalizar, uma curiosidade. 

Lendo o Grande Prêmio, freqüentador de todos os dias junto com o Gp Total, me vem o Sr. David Coulthard e declara: “A luz que informa quando deveria mudar não acendia, reclamou. Na última curva entrei rápido demais e isso me custou também algum tempo”. Pergunta: Como faziam os pilotos para trocarem de marcha até a década de 80? Eram os deuses pilotos? Zé! Vê se te orienta!

Marcelo Ferreira, Jacarepaguá (RJ)
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Colegas do Gepeto, 

Falando em ultrapassagens, aliás a do Piquet sobre Senna na Hungria foi a mais bonita que já vi (e acompanho a F1 desde 80), somente me vem à memória uma ultrapassagem depois dessa, que classifico como muito bonita, foi a de Hakkinnen sobre o Schumacher, acho que em 2000, provavelmente na Alemanha. 

Só me lembro dos detalhes, na reta antes do estádio Mika colou em Schummi e pouco antes da curva passaram por um retardatário (um brasileiro, não lembro qual, acho que numa BAR), com Mika por fora e Schummi por dentro. Lembro-me de ter segurado os braços da poltrona e pensado Nao vai dar..... Deu!!!!! Mika por fora, nao foi isso ? Voces se lembram dessa ? Alias, voces nao falam muito sobre o Mika, mas na minha opiniao, o cara era bom pacas, o melhor depois do Schummi, alias o unico que podia vencer o Schummi na pista, com equipamento em mesmas condicoes. Uma vez ouvi dizer que o proprio Schumacher deu uma declaração, que o Mika seria o unico piloto que teria condiões de disputar uma vitória com ele, o único piloto que o preocupava, vocês sabem algo sobre isso ? Concordo com ele, Mika era fantastico, muito embora poucos comentem ou elogiem o Finlandes!!!!! Se vcs tiverem o video da ultrapassagem que citei e puderem enviar ficarei muito feliz!!! Abraços a todos e parabéns pelo excelente trabalho! Kleber

Está de parabéns, nota 10 o texto! Altamente imparcial, demonstra a verdade sobre a ultrapassagem e faz uma análise crítica da situação! Sensacional.

José Carlos Medeiros Junior, Recife (PE)
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Expressões como louco ciclotímico e sujeitos obtusos e tacanhos é que me fazem ser ainda mais seu fã, Panda. Parabéns pela coluna espetacular sobre Hungria 86 e parabéns pelo site, o de melhor nível da internet. Um abraço.

Ralf Jürgen Spies, Belo Horizonte (MG)
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Queria primeiro dar os parabéns ao site pela oportunidade de saber um pouco mais de automobilismo, pena que quase só Fórmula 1. 

Em segundo lugar, queria dizer que sou Sennista fanático e nem por isso o acho o maior de todos os tempos, pra mim o Prost era melhor, apesar de odiá-lo. 

Em terceiro, deixo algumas conclusões: 1- A Fórmula 1 hoje está tão chata que os comentários dos internautas quase se resumem a coisas que aconteceram há mais de 20 anos; 2 - Esse negócio de quem era melhor Senna ou Piquet é um saco. Por que ninguém fala do Emerson, um puta piloto? 3 - A ultrapassagem na Hungria foi a mais bonita que já vi; 4 - O Senna do GP da Hungria não era ainda o tricampeão mundial e sim uma jovem promessa com 26 anos e no 41º Gp da carreira e o Piquet era bicampeão mundial, no 121º GP e nada mais justo que ele humilhasse o “colega” com sua genial forma de pilotar; 5- Ô Panda, você precisa sim dos seus leitores, até os que não concordam com sua opinião; 6- O Rubinho dizer que vai lutar pelo título a cada abertura de temporada é a maior piada. Ele na frente do Shummy e a equipe deixou seu carro sem peças de reposição. Abraços a todos!

Sergio Pazzolli, Campina Grande (PB)



Olá, Sérgio. Eu não ia responder, mas estou fazendo-o porque você se dirigiu diretamente a mim.

Em primeiro lugar, parabéns pela ponderação com que você trata do assunto. Gostaria que mais sennistas como você se manifestassem, a fim de eliminar a má imagem que as "viúvas" (o termo não é meu, apenas estou reproduzindo) fazem colar em todo e qualquer torcedor de Ayrton Senna. Não é à toa que escrevo isso. Outro dia, um primo meu me convidou para almoçar com um amigo dele e me alertou: "Ele é viúva do Senna". Imaginei que seria outro daqueles que você conhece bem, mas felizmente não é. Trata-se de um grande conhecedor de automobilismo (não só de F 1) que tem Senna como piloto preferido. Depois do almoço, fiz questão de dizer a meu primo que o amigo dele estava longe de poder ser chamado de "viúva". 

Indo às suas perguntas e colocações:
1) É verdade que a F 1 está chata. Mas creio que mesmo que estivesse em uma ótima fase estaríamos falando de coisas antigas. Afinal, todos gostamos de corridas, certo?
2) Realmente essas discussões são chatíssimas. Resumir as discussões a "quem foi o melhor" mostra claramente a falta de conhecimento dessas pessoas a respeito do automobilismo e de sua história;
3 e 4) Nada a comentar;
5) Respeito plenamente os leitores que não concordam com a minha opinião e gosto muito de dialogar com eles. Só não posso ter respeito por leitores que não respeitam a minha opinião, e que escrevem não para expor suas preferências, mas para criticar a quem pensa diferente deles.
Abração! (LAP) 
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Fantástico. A visão do Márcio é exatamente o que se espera de alguém que não tenha um olhar tendencioso. Dizer que o Piquet humilhou o Senna é no mínimo exagero. Fosse o contrário, se o Senna com o Williams do Piquet e este com o Lotus, e o Humilhador (Piquet) ultrapassasse o Senna tudo bem. O cara com melhor carro foi ultrapassado por um carro inferior, puxa que humilhação. Mas, sendo bem honesto, Piquet fez a sua obrigação por ter um carro melhor. É claro, a manobra foi lindíssima. Um controle fenomenal de um carro de F-1. Com certeza é uma das mais belas das manobras do automobilismo, mas seguindo este raciocínio deveríamos dizer então que Villeneuve (Pai), humilhou Rene Anoux em Dijon? Diríamos então que o mesmo Senna humilhou Schumacher, Damon Hill e Alain Prost em Donington 93? Então por que Piquet humilhou Senna? Porque Senna se defendeu? Então seria menos humilhante não colocar o seu talento à prova freiando nos últimos milímetros da reta não dificultando a ultrapassagem alheia? Deixando o para o outro de bandeja a vitória? (Sim o Rubinho faz isso!) 

Então, eu acho que as pessoas (principalmente os brasileiros) deveriam parar de diminuir o que é do seu país e visualizar as coisas como elas realmente são. Dois pilotos brasileiros, de forma brilhante, duelaram num dos confrontos mais bonitos da história da F-1 pela vitória no GP da Hungria de 1986 e isso só o Brasil tem. Um abraço para todos do Site.

Fabrício de Vasconcelos, São Paulo (SP)
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Olá, gepetistas. 

Eu sempre torci o nariz para a historinha para boi dormir que tenta me fazer acreditar que o Senna deu várias voltas só com a sexta marcha em Interlagos. Agora um leitor aventa a possibilidade de o Schumi ter feito a mesma coisa. Qualquer dia o Frank Williams faz um melhor tempo em cadeira de rodas. Saúde e Paz! 

Marcilio, São Paulo (SP)
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Gostaria de perguntar a vocês: é mais fácil um piloto ruim em carro bom ganhar do que piloto bom em carro ruim ganhar? Em caso afirmativo, por que se fala tanto em Schumacher, quando deveríamos falar no carro que ele pilota? Porque coloca ele na Minardi que eu quero ver ele ganhar campeonato com orçamento reduzido, sem os melhores engenheiros e treinando pouco. É muito fácil ganhar dessa forma, tem o maior orçamento, tem a maior quantidade de empregados (cerca de 500), conta com 3 ou 4 pilotos reservas, possui um diretor técnico, um estrategista de pista somente para ele, possui um segundo piloto declarado (embora o único que não reconheça seja ele mesmo), possui um fornecedor de pneus exclusivo entre as equipes grandes, e me responda por que, se ele é tão bom assim, por que quando ele foi para Ferrari, em 95, já não ganhou aquele campeonato, foi ganhar apenas cinco anos depois? 

Marcos Renato Cesar do Nascimento, Tubarão (SC)
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Caro Marcio, 

A sua tese a respeito da mais bela ultrapassagem jamais vista na Fórmula 1 deveria fazer parte da autobiografia do Senna. Ele jamais aceitou viver aquela situação e quis o destino não ter lhe dado chance de uma revanche. Piquet parou antes que ele pudesse dar o troco. Ele com certeza não aceitou, exatamente porque se viu de certa forma humilhado pela manobra do Piquet, que, aliás, deve ter sacaneado ele muito após a prova, logicamente em off. 

Piquet sempre foi assim, sacana e brincalhão com todo mundo. Como Senna era diferente, com certeza também deve ter ficado p... com a sacanagem de Piquet. Daí talvez o fato dele (Senna) jamais ter comentado algo a respeito daquilo que dificilmente poderemos ver novamente na Fórmula 1. Pelo seu ponto de vista, ele deveria se sentir orgulhoso e ter participado, mesmo sendo o derrotado naquela manobra. Mas isso jamais se esperaria de Senna, que trilhou seu caminho na Fórmula 1 sem dar importância para aquilo que ocorreu no GP da Hungria em 1986. 

Resumindo, achou prudente deixar esta glória toda para Piquet, o que não deixa de ser uma bela atitude também. Agora, pela própria mística que ele (Senna) criou em volta de si, perante seus fãs que se consideram melhores também como fãs porque torciam pelo Senna, aquilo foi, e sempre será, uma humilhação imposta pelo Piquet ao Senna. E como eles também sempre tentam minimizar a ultrapassagem, com desculpas às vezes até esfarrapadas, digo apenas o que sempre achei: para mim Piquet foi muito melhor que Senna, e este é apenas um de muitos motivos por pensar assim.

Fernando Eduardo Macedo Marques, Niterói (RJ)
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Magnífico o texto do Madeira! Assim como foram também os textos do Eduardo e do Pandini sobre a mais bela manobra de ultrapassagem da história da F1! Que saudades daqueles tempos! Um Abraço a todos.

Guilherme Avelar Rosa, Nashua (EUA)
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Olá, amigos. 

Estou escrevendo pela primeira vez ao GP Total, apesar de já acompanhar por algum tempo diariamente as suas colunas comentários e especiais. Gostaria de dizer que esta minha primeira mensagem tem uma única motivação: dar aos parabéns ao Márcio Madeira da Cunha por seu texto sobre o GP da Hungria de 1986. Márcio, você descreveu com maestria não apenas a ultrapassagem de Piquet, mas também toda o ambiente vivido naquele ano na Fórmula 1. Achei simplesmente brilhante o parágrafo onde você descreve a diferença entre os equipamentos, os estilos dos pilotos e a rivalidade existente entre Piquet e Senna, sendo ambos brasileiros. E gostei principalmente da forma isenta que você descreve as características de cada um deles, sem pender para uma posição “sennista” ou “anti-sennista” (odeio esta palavra...). 

Nós, como brasileiros, tivemos a sorte de ter, nesta década de 80, dois dos pilotos mais espetaculares que o mundo já viu, competindo um contra o outro, e contra alguns outros que também são considerados espetaculares. Devemos apenas agradecer a oportunidade de ter podido assistir e podermos relembrar estas disputas, reverenciando todos os seus participantes, sem distinção. Abraços a todos. 

Marcelo Andreas Meyer, Joinville (SC)
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Olá, pessoal do Gepeto. 

Considero irretocável a coluna do Márcio Madeira da Cunha sobre a ultrapassagem do Piquet no Senna no GP da Hungria. Sensata e brilhante a análise da maior ultrapassagem da F1 de todos os tempos. Tive o privilégio de acompanhá-la ao vivo e vibrei como se fosse um gol do Timão. Que saudades da F1 de outrora. 

Saulo Caram, Brasília (DF)
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Gostei do comentário do Márcio Madeira sobre a ultrapassagem do Piquet na Hungria. Na verdade, concordo com tudo o que disse, mas acho que os comentários do Panda se encaixam melhor no assunto. Não que sejam melhores ou mais reais, apenas enquadram melhor. Digo isso porque, como disse o Márcio, Senna sempre foi um cara difícil de ser ultrapassado. O que quase ninguém admite é que Senna era assim por ser muitas vezes desleal. Vocês já perceberam a forma que Schumacher é criticado pela forma como se defende? E quantas vezes o Senna fez coisa pior na pista? 

Essa ultrapassagem mesmo, se acontecesse hoje, podem ter certeza que o incidente envolvendo os carros de números 12 e 6 estaria sob investigação. E logo em seguida veríamos no vídeo a informação de que o piloto do carro número 12 deverá cumprir punição. O grande problema de hoje é que, além da grande dificuldade de se fazer uma ultrapassagem, o piloto tem que ter certeza que a fará sem correr riscos de assustar o piloto ultrapassado, pois se isso acontecer levará punição. Mas voltando à ultrapassagem de Piquet, dizia que Senna era desleal ao ser ultrapassado. E isso explica o fato de ter sido humilhado por Piquet. Você muito bem disse que da forma como tudo aconteceu, gostaria de ser humilhado também. Entendo o que você quis dizer, mas dizer que Senna foi humilhado resume-se à ultrapassagem e não à corrida em si. Claro que o contexto ajudou a transformar a ultrapassagem num resumo do que foi a rivalidade de Senna e Piquet, disso não há dúvidas. Mas o fato de Senna, mesmo utilizando todos os artifícios possíveis para defender sua posição (inclusive os desleais), não ter conseguido se manter à frente foi o verdadeiro fator da humilhação. 

Piquet mostrou com a ultrapassagem que, independente dos fatores, era superior a Senna, sendo isso verdade ou não. A humilhação resume-se exclusivamente o fato de Senna não ter conseguido de forma alguma segurar Piquet, como se Piquet naquele dia fosse imbatível. Como de fato foi. Mesmo assim gostei muito do seu texto. Parabéns! Grande abraço.

José Angelo Petit Neto, Florianópolis (SC)
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Ao Márcio Madeira da Cunha (With A Little Help From Our Friends de 31/3/2005) 

Parabéns, Márcio! Magistral sua coluna. Perfeita! Você ilustrou, com clareza ímpar, uma das mais belas cenas que tive o prazer de ver. Nunca tinha encarado aquela manobra pelo seu prisma. Você tem toda razão, não fosse o Senna naquela curva e jamais aquela pintura seria possível. O que é um artista sem a luz, as cores, e a inspiração? Sinto inveja de você por dispor destas corridas em vídeo. Eu tinha diversos campeonatos gravados, mas as fitas se perderam num sinistro (e ponha sinistro nisso). Aproveitando o ensejo, é possível se obter gravações de corridas antigas, digamos, da Era Turbo para cá? Não que eu seja saudosista a este extremo, mas é preferível assistir a estas corridas na entressafra que esperar algo da A1-GP. Um forte abraço, 

Mike The Spike, Sete Lagoas (MG)
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Genial... só me resta definir assim as colocações neste artigo. E, apesar de estarmos num lugar democrático, é bom pessoas definidas como piquetistas ou sennistas pararem de defender ou criticar de maneira fanática. Até colunistas deste site que criticam atitudes de pilotos (como a batida de Senna em Prost).

Sejam Schumacher, Senna, Piquet (todos gênios dentro de seus estilos) são humanos, e se estão lá correndo é para correr riscos, e para tomar todas as atitudes que tomaram, mesmo parecendo desleais (usar a equipe para si, bater no rival, etc), mas fazem parte do esporte e é competência de todos eles. Sou fanático pelo Senna, comecei a gostar de automobilismo vendo ele, mais pela idade do q por outra razão, mas nem por isso deixo de admirar o Schumacher e creditá-lo com méritos por todos seus números, e ao Piquet nem se fala, com tudo que ele representa pelo que fez na F1. 

Enfim, é isso. É bom todos (inclusive colunistas e todos nós leitores e fanáticos do site) deixarmos de criticar de maneira fanática.

Pedro Chudyk Huberuk, Curitiba (PR)
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Márcio, Parabéns! Fantástico comentário. Eu também sempre achei a palavra humilhação muito forte para a manobra ocorrida Hungaroring/86, protagonizada por 2 dos maiores gênios das 4 rodas em todos os tempos (e brasileiros, o que é melhor). No dicionário, o significante humilhar tem diversos significados: abater, oprimir, rebaixar, vexar, referir-se com desdém a, tratar com menosprezo. Você conseguiu demonstrar que nenhum dos significados acima apresentados se aplicam à belíssima ultrapassagem de Piquet sobre Senna. 

Isso seria até desmerecer a manobra, que seria humilhante se tivesse sido muito fácil, o que, todos sabemos, não foi. Fazendo uma analogia, vejamos a forma que o termo humilhar é utilizado no futebol, por exemplo. Um time é humilhado por outro quando toma uma goleada de 5x0, quando é atropelado pelo adversário. Agora, quando é um 2x1 com um gol suado, no fim do jogo (como foi a ultrapassagem do Piquet) com ambos tendo jogado bem, o time derrotado não é acusado de ter sido humilhado nos jornais de segunda-feira. Assim como acho que Senna não deve ser. Abraços a todos!

Daniel Aquino Schneider, Brasília (DF)
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Realmente, a ultrapassagem do Piquet sobre o Senna foi algo de espetacular. Mas existe uma no Gilles Villeneuve (Ferrari) sobre o Rene Arnoux (Renault Turbo), na França, não me lembro a data. Sou brasileiro, mas essas 3 últimas voltas foram maravilhosas. Também me lembro de uma com o Mário Andretti em que ele chega a andar com duas rodas no ar. Um abraço. 

Claudio Cagni, Brasília (DF)
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Luiz Alberto Pandini,

Não sei qual a sua formação jornalística, mas tendo em vista nunca ter ouvido falar no seu nome, chego à conclusão de você não ser uma pessoa de muita expressão. O que me incomodou foi chamar o Tri-Campeão Mundial Ayrton Senna, de “um tal de Ayrton Senna”. Tenho a impressão que a única vez que você ligou a televisão para assistir a uma corrida de F1 foi nesse dia, em que um tal de Nelson Piquet fez uma ultrapassagem, no melhor piloto do mundo. 

Além do mais, para escrever em uma coluna de F1, você deveria informar também aos incautos a diferença que existia entre os dois carros, principalmente no que se refere à potência do motor. Realmente, seu comentário foi infeliz, e me leva a crer que você não entende nada de F1 e, se entende, tem um mau gosto de proporções astronômicas. Passar bem!

José Ciro, São Paulo (SP)




Prezado José Ciro: graças a Deus, eu também nunca havia ouvido falar do senhor. Quanto à minha formação jornalística, informo que me formei em uma das mais renomadas faculdades de jornalismo deste país, trabalhei em algumas das maiores empresas jornalísticas do Brasil e tenho hoje uma muito bem-sucedida editora, razões que me dão a certeza de que ter "muita expressão" não é fator decisivo para eu estar feliz comigo mesmo.

Lendo sua carta, cheguei a algumas conclusões: 

1) O sr. não entende nada de automobilismo. No máximo, entende de "torcer para o Ayrton Senna", o que é bem diferente; 

2) Informo que a coluna foi minha, mas os dizeres no vídeo foram providenciados por outro colunista; 

3) Ao sr. e a todos os que apregoam a "superioridade do carro de Piquet": por que não fazem o mesmo quanto à superioridade do carro de Senna nas temporadas de 1988 a 1991? 

4) Meu conhecimento, vivência e experiência a respeito de automobilismo é reconhecido por muitos outros leitores deste site. Mas, se o sr. não gosta do que escrevo, o problema é seu. Não tenho a menor preocupação em agradar a leitores como você.

Em suma, o sr. não passa de um daqueles típicos sujeitos obtusos e tacanhos que outros leitores chamam de "viúvas" de Ayrton Senna: acha que pode criticar tudo em outros pilotos, mas não suporta que façam o mesmo com o ídolo falecido. Cordiais saudações. (LAP)
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Olha, Márcio, simplesmente espetacular seu comentário sobre a Hungria 86. Valorizando ambos com justiça, mostrou o quanto poderíamos ser mais felizes não fôssemos obrigados a ler a baboseira Piquet x Senna a cada vez que entramos em qualquer fórum de discussão sobre automobilismo no Brasil. Parabéns mesmo!

Rafael Rangel Giovanini, Belo Horizonte (MG)
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Quando pensei que seria minha última vez nesse bom site (já que não estou gostando do modo como as coisas estão sendo abordadas pelo Sr. Luiz Pandini), tenho uma grata surpresa ao ler o artigo intitulado Hungria 86. Um olhar diferente, da autoria do Sr. Márcio Madeira da Cunha. 

Fica óbvia a diferença: elogios pela genial ultrapassagem feita pelo grande Nelson Piquet e reconhecimento pela tenacidade mostrada por Ayrton Senna (que, afinal, conseguiu segurar Piquet com um equipamento tão inferior que viu, após a ultrapassagem, o piloto da Williams abrir 5 segundos em 3 voltas). 

É isso que eu procuro de jornalistas: imparcialidade. Vez por outra encontro. É, Sr. Pandini, acho que você terá que me aturar um pouco mais. A culpa é do Sr. Márcio Madeira da Cunha, reclame com ele. Abraços a todos,

Luiz Fernando, Niterói (RJ) 




Este sr. Luiz Fernando é um louco ciclotímico. Fez umas três ameaças de não mais acessar o GPtotal e nunca cumpriu a palavra. Agora, diz que vai continuar. Parece aquelas pessoas que sobem ao alto de um prédio apenas para chamar a atenção e não para se matar.

Quanto à "imparcialidade", sr. Luiz Fernando, o sr. tenta mostrar conhecimentos sobre jornalismo e tudo o que consegue é escancarar (de maneira constrangedora) sua ignorância sobre o assunto. Para começar, este é um site, também, de opinião, e opiniões não são necessariamente imparciais. Segundo, na faculdade de jornalismo que cursei (uma das mais tradicionais e conceituadas do País), existe até hoje uma disciplina chamada JORNALISMO OPINATIVO. Portanto, o sr. não tem nenhuma razão ao reclamar da minha "parcialidade". E, mais uma vez: se o sr. não gosta da maneira como "abordo as coisas", o problema é seu. Não faço questão de ser lido por leitores como o sr. 

Cordiais saudações. (LAP)
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Os textos do Panda e do Márcio Madeira da Cunha mostram o quanto Piquet foi brilhante naquela corrida. O que os sennistas cegos não conseguem entender é que tudo isso em nada diminui o imenso talento do Ayrton. De minha parte, apenas agradeço aos dois por nos proporcionar dois belos textos sobre uma das grandes corridas que já vi e, certamente, a maior ultrapassagem registrada de todos os tempos.

Humberto Spolador, Piracicaba (SP)
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Perfeito! Nada mais a acrescentar, ou retirar. Os dois eram mestres, cada um mais que outro em um aspecto, exatamente como o descrito no artigo.

Gilberto Hingel, Petrópolis (RJ)
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Caro Márcio. 

Vim por meio do Gp total parabenizá-lo pela excepcional coluna que escreveste. Não é qualquer um que consegue escrever com tanta capacidade argumentativa e paixão, não por um piloto, equipe ou pneu ou seja o que for, e sim, total amor pela Fórmula 1. 

Concordo com tudo o que escreveste. O Gp da Hungria de 1986 foi, sem dúvida, uma das melhores demonstrações de disputa feroz protagonizadas por esses dois gênios do volante chamados Ayrton Senna e Nelson Piquet. O que me entristece é que poucas pessoas têm a capacidade de admirar, como nós, o conjunto da obra, ficando cegas na preferência entre esse ou aquele piloto, sem reconhecer o valor de ambos. 

Eu era muito novo na época e só vi a manobra em teipe, mas, se estivesse vendo-a ao vivo, o sentimento que sentiria passaria longe de humilhação. Pelo contrário, me sentiria, o maior dos privilegiados. Abraços a todos que amam a Formula 1.

Lucas Ochoa Carioli, Taquari (RS)
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Pode ter sido muito bonita a ultrapassagem do Piquet, e eu também acho, mas nada se compara a Dijon 79, Gilles era tudo de bom, talvez o piloto mais rápido que já vi, e se Piquet fez mágica em controlar o carro, o que fez Villeneuve em controlar a Ferrari com pneus na lona? Nada contra Piquet nem o Senna, mas Gilles foi o maior showman da história. Só faltou o Título pra ele ser ainda mais admirado.

João
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Grande amigo Panda, 

Sou do fórum Downforce e lá estamos discutindo o assunto sobre o GP Brasil de F1, inclusive dentro de uma pasta que o Perrone criou para homenagear os 12 anos do GP Brasil de 93. Você tem algum relato, ou o próprio vídeo, o que seria o que eu procuro, com a volta em que o Senna não tira as mãos do volante durante toda a volta? 

Outra questão é, alguém por aí tem conhecimento do GP da Espanha de 94 onde dizem que o Schumacher ficou somente com uma marcha e também venceu? Agradeço desde já. 

Cassiano Gimenez, São Caetano do Sul (SP)




Olá, Cassiano. A imagem "on board" de Senna correndo em Interlagos sem tirar as mãos do volante é do GP do Brasil de 1991, quando ele enfrentou o problema no câmbio. Na de 1993, o carro funcionou perfeitamente durante toda a corrida. Ela realmente existe, mas não conheço nenhuma versão convertida para computador.

Sobre Schumacher no GP da Espanha de 1994, ele terminou em segundo lugar. Seu problema, porém, foi outro: ele ficou "apenas" sem a sexta marcha (ao contrário de Senna em 1991, que ficou somente com a sexta — ou somente com primeira e sexta, já não lembro bem). Com isso, o alemão podia usar normalmente o câmbio até a quinta, mas não tinha a marcha superior para aproveitar toda a potência do motor. Por causa disso, tinha que "esgoelar" o carro em quinta na reta de Barcelona (justamente a mais longa da F 1 atual). Respondido? Abraços (LAP)
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Olá a todos do Gp Total. Bom, vocês devem estar de saco cheio de ouvir que suas colunas são boas ou ruins, mas o que eu tenho a dizer é que em mais de 15 anos de F1 no coração, eu nunca tive a oportunidade de ler comentários com um nível de profissionalismo tão e alto e que sempre me deixam ansioso em saber se há algo novo no site, ao ponto, de toda vez que ligo o computador a primeira página que entro é essa de vocês. 

Tenho que parabenizar essa série de reportagens sobre a ultrapassagem do Piquet sobre o Senna, foram demais, elas tiveram de tudo um pouco: saudade desses caras que fazem falta na F1, emoção ao ver o que faz da F1 um dos maiores eventos esportivos e ver como um mesmo fato pode ser visto de formas diferentes. 

Tenho que parabenizar a Alessandra Alves, as colunas dela me empolgam da forma como ela escreve, pois ela coloca a sua subjetividade sem comprometer o seu texto. Mas a todos do Gp Total um grande abraço e parabéns por realizar um trabalho tão interessante em um país como esse nosso, que é, de certa forma, dominado pelo futebol, mas que ainda há caras como eu, que amam a F1 acima de qualquer outro esporte. Um forte abraço. 

Cristiano Aurélio, Goiânia (GO)
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Parabéns Alessandra, mais uma vez você demonstrou muito equilíbrio e isenção para analisar o acabado e o interminável. E outra vez nos mostrou os vários lados de um problema. O lado comercial, o profissional, o psicológico, entre outros, que acompanham Jacques e sua falta de motivação, seu desinteresse e sua displicência nas últimas provas. Ele realmente está dominado por um visível tédio. 

E como você, também acredito na nova Ferrari e no velho Shummy, que vem aí. Se não vêm para o oitavo título, vêm para brigar e colocar mais tempero nessa insípida receita que é a Formula 1 atual. Que a cada dia tem uma surpresa (quase sempre desagradável) como essa da grande esperança da McLaren. O colombiano que deu o golpe do Juan sem braço na equipe vai ficar de molho e provavelmente perder três etapas do mundial. Segundo boatos, a sua contusão não foi causada por uma partida de tênis e sim por uma brincadeirinha de motocross. O alto grau de profissionalismo atingido hoje pela F1, não permite mais esse tipo de deslize. 

Valeu Alessandra já estou aguardando a sua próxima coluna. Beijo. 

Romeu Nardini, São Paulo (SP)
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Lembro-me do Reginaldo Leme fazendo uma reportagem, em 1985, ao lado dos caminhões da Williams e Brabham comparando a inversão dos caminhos de Moco e Piquet. 

A Williams-Honda venceu as 3 últimas corridas de 1985 e já despontava como favorita para 86. E a nossa querida rede plim-plim passou a vender o tricampeonato de Piquet como favas contadas. Só que se esqueceram de combinar isso com o Mansell. Quando as coisas engrossaram, a política interna da Williams foi tratada como Intriga Internacional, O Império Contra-Ataca, em que Patrick Head fazia o papel do Imperador e Nigel Mansell era o Darth Vader a seu serviço. 

E pareceram não perceber algumas coisas: com o mesmo carro em 86 e 87, Mansell venceu 11 corridas, e, Piquet, 8. Em 86, Mansell estava com a mão na taça quando seu pneu estourou porque o fornecedor de pneus havia informado que não seria necessário trocar pneus naquela corrida. Em 87, Mansell liderava um GP (Hungria) com Piquet em segundo, quando a porca de sua roda soltou-se. Recoloquem essa porca no lugar e refaçam as contas de 1987. 

Por muitos anos, acreditei na Teoria da Conspiração tão alardeada nas transmissões das corridas. Tempos atrás resolvi dar um check-up na situação. Já defendi Piquet na história das apenas 3 vitórias nas temporadas de 81 e 83. Mas não dá para tapar os sol com a peneira: Mansell matou a pau em 86 e 87. A fama de tapado, atrapalhado, braço duro, etc, que lhe impingiram não passa de uma espécie de vingancinha mesquinha (instigada pela mídia) pelas temporadas de 86-87. 

Está na hora de deixar de lado a Teoria da Conspiração e recolocar as coisas em suas devidas proporções em relação às temporadas de 86 e 87. Inclusive lembrar que Mansell e Rosberg já haviam vencido corridas com a Williams-Honda e que o finlandês trabalhou durante os anos de 84 e 85 naquele carro que veio a se tornar o favorito de 86 e 87. Mansell era um inglês promissor pilotando um carro da mais inglesa das equipes. Criticamos o excesso de profissionalismo no esporte, mas quando a Williams agiu por paixão, tentando fazer seu campeão inglês, descemos o sarrafo nos caras.

Carlos, São Paulo (SP)
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Prezados Panda, Edu e Alessandra. 

Aproveitando a onda Nelson Piquet no Gepeto, gostaria de registrar um causo ocorrido comigo no final de 1993. Sempre admirei muito o Nelson por ser, além de um grande piloto, uma pessoa diferente no mundo da Fórmula 1 (lembram da reação dele no primeiro título, em Long Beach?). Pois é, em novembro de 1993, Nelson estava em plena decolagem de seus negócios com a firma de rastreamento por satélite que possui até hoje (acho). Eis que, de repente, ele e alguns diretores vão fazer uma palestra sobre o sistema na empresa em que trabalho, ligada ao seguro de cargas. Caraca! Nelson Piquet em pessoa! Não deu outra: na hora marcada, eu e meia dúzia de amigos estávamos lá, em um prédio anexo, distante cerca de uma quadra da sede do meu trabalho. Máquinas fotográficas em punho, livros debaixo do braço, fotos, pôsteres, o escambau (tudo devidamente autografado no final). E a reação do Nelson com nossa tietagem foi exatamente aquela que esperávamos... Quanto mais a gente ficava olhando para ele com aquela cara embasbacada (caramba, é o Nelson Piquet!), mais ele ficava sem jeito, se fechava e se concentrava em falar de satélites e coisas afins. E a gente doido para conversar sobre Brabham, Gordon Murray, suspensão ativa, Nigel Mansel, etc. Ele lá, profissional como sempre, enchendo nosso saco com explicações sobre métodos de rastreamento! 

No final de tudo, ficou uma imagem que nunca esquecerei. Retornando à nossa sede, estava eu na janela quando o vejo passar pela calçada oposta da Av. Marechal Câmara, indo a pé para o aeroporto Santos Dumont, com seus diretores, carregando sua mala com rodinhas pela rua e ainda mancando bastante por causa do acidente de Indianápolis. Na calçada, as pessoas passando por ele como nós passamos todos os dias por uma multidão de brasileiros anônimos. Nelson Piquet, tricampeão mundial de Fórmula 1. Só ele mesmo. Nesse momento tive certeza da razão de minha admiração não apenas pelo piloto, mas pelo homem Nelson Piquet. Abraços a todos

Salvador Costa, Rio de Janeiro (RJ)
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Revi o vídeo da ultrapassagem do Piquet sobre o Senna no crystal player, que tem a função de ampliar a imagem dos frames vendo quadro a quadro. Dá pra perceber nitidamente ao braço do Piquet levantado e sua cabeça virada para trás olhando pro Senna e ele ainda nem tinha posto o carro desesterçado (se é que essa palavra existe). Para quem quiser ver também, barra de espaço pra dar pause, tecla N para ir quadro a quadro e sinal de mais (+) para ampliar a imagem. Às vezes a lenda se torna realidade

Marcio Fadel, Brasília (DF)
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Realmente, foi uma das melhores ultrapassagens da F1, mas sempre levando em consideração que a Willians do Piquet era infinitamente melhor que a Lotus do Senna.

Dante Palombo, São Paulo (SP)
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