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11.08.11 - Roberto Agresti |
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17.05.11 - Eduardo Correa |
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18.09.09 - Luis Fernando Ramos |
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12.12.08 - Alessandra Alves |
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27.10.08 - Luiz Alberto Pandini |
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29.07.11 - Carlos Chiesa |
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21.09.09 - Ernesto Rodrigues |
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| » » » 02.08.10 |
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| Vai cair o queixo |
02.08.10 |
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Aquela minha teoria de que a Red Bull não consegue ganhar quando algo sai do normal (descrita na coluna Previsível versus imprevisível de 14/06) quase se concretizou mais uma vez em Hungaroring. Com carros obscenamente melhores que o restante do grid, os touros quase tocaram mais uma corrida privada abaixo, com o atraso inicial de Webber patinando na largada e a presepada de Vettel no período de Safety Car. Em um determinado período de prova, era perfeitamente possível imaginar que a prova cairia no colo de Alonso.
Desta vez, dois fatores barraram essa bizarra constatação estatística, disparada pela punição ao favorito Vettel. O RB5 (1) era superior demais e Webber (2) apostou que conseguia cobrir mais da metade da prova calçando pneus supermacios. Apostou e ganhou. Foi a equilátera combinação entre possibilidade, sorte e mérito. Foi a quarta vitória de Mark, duas a mais que Hamilton, Vettel, Button e Alonso – os outros vencedores do ano, que o seguem na tabela de pontos.
Por mais que a conquista de Jenson Button com a Brawn em 2009 tenha sido um pouco chocante, dada a precocidade dos acontecimentos, o time mostrou uma força sobrenatural na pré-temporada e, quando o campeonato começou, foi apenas a confirmação de que eles não estavam blefando. Um hipotético título para Mark Webber seria ainda mais chocante, pois as quatro corridas iniciais dele foram pífias, muito aquém do desempenho de Vettel e seu virtuosismo latente. E então, nas oito últimas provas, ele embolsou metade. Ele cresceu muito e agora está ganhando também quando as coisas parecem que vão dar errado.
Se, ao fim do ano, Alan Jones deixar de ser o último australiano a levantar o caneco da F1, ah, certamente vai cair meu queixo.
Fiquei sem saber o que realmente aconteceu para que Vettel tomasse o drive-thru e deixasse de ganhar a prova. Ele disse que “dormiu no ponto” e que não reparou que o Safety Car já havia saído e que a relargada seria dada. Mas é forte o indício de que o alemão acatou ordens da Red Bull para segurar os carros atrás de si a fim de liberar Webber para acelerar e diminuir o prejuízo da troca obrigatória para pneus duros que teria de fazer – reitero: ô regrinha idiota essa dos pneus!
Parece um típico caso de subestimar as circunstâncias que podem arruinar uma vitória. Sebastian provavelmente aceitou a ordem da equipe numa boa porque achou que isso não iria interferir no seu caminho. Deve ter pensado que a borracha do companheiro jamais aguentaria mais de uma dúzia de voltas em push hard e ele ficaria para trás, junto com sua aposta de permanecer na pista. Então, Vettel deve ter feito todo o possível para parecer, aos olhos da Red Bull, disposto a ajudar seu “amigão”, mas exagerou e estourou a distância de dez carros estipulada pelas regras.
Na verdade, há um terceiro fator que não foi computado no contexto da conquista de Mark na prova magiar: a decaída da McLaren. Sim, aquela mesma que ganhava as corridas “imprevisíveis” que a Red Bull desperdiçava. Agora, o time dos ingleses é a terceira força, atrás da Ferrari e teve na Hungria o pior desempenho do ano em termos de pontos. Hamilton e Button, separados por apenas 10 pontos, estão bem no campeonato. Mas uma reação precisa acontecer imediatamente, ou a disputa na reta final ficará apenas com Mark e Sebastian, que também estão separados por 10 pontos.
A Mercedes de Ross Brawn também caiu. Começou se intrometendo, ainda que timidamente, na briga das três primeiras e nas últimas cinco provas não conseguiu somar mais pontos que a Renault, a quinta força. Exemplo parecido acontece com a Force India, que incomodava a Renault e hoje faz menos pontos que a Williams. A Sauber também deixou Toro Rosso para trás há duas rodadas. Só na “Categoria B”, entre Lotus, Virgin e Hispania, a situação permanece o mesmo atoleiro de sempre.
Sobre o assunto Safety Car, a F1 continua batendo cabeça há muito tempo, pois nunca conseguiu deixar de interferir no resultado da prova, promovendo a estratégia de uns e ferrando a corrida de outros. Em categorias dos Estados Unidos, bandeiras amarelas sempre fizeram parte do show; são como um patrimônio pétreo, vital. Eles estão se lixando para quem perdeu a vantagem construída na frente ou teve a estratégia arruinada. O importante é que todos estejam juntos na pista na hora da bandeira verde, uma tremenda “emoção”.
Deixo aqui minha sugestão. Se a principal preocupação da direção de prova é diminuir a velocidade dos carros, que eles instalem um limitador de velocidade acionado por telemetria. Este agiria de modo a fazer os carros andarem a, por exemplo, numa máxima de 100 km/h, seja pelo travamento de marchas mais altas ou por simplesmente cortar o motor até que esse entrasse na velocidade estipulada. Todos andariam a uma velocidade média muito parecida até que toda a sujeira fosse limpa e o reinício seria geral, avisado com antecedência pelo rádio.
O projeto de um dispositivo com essa descrição é perfeitamente viável e sua instalação é ainda mais fácil se levarmos em conta que as centrais eletrônicas dos carros são padronizadas. Sabe quando você está em uma corrida de videogame e quer cortar caminho, mas perde tempo porque o jogo limita a sua velocidade? É por aí a ideia.
O único entrave de instalação que eu posso ver é comercial-publicitário. Com esse limitador, não haveria sequer a necessidade da entrada do carro de segurança. E daí a Mercedes-Benz, que paga para ser a marca dos carros usados na F1, não poderia mostrar seus modelos prateados maravilhosos. Tio Bernie teria que abrir mão de um caixinha, coisa que não é do feitio dele...
Foi linda a ultrapassagem de Hamilton em um competitivo Petrov por fora, na curva 2, quando ambos abriram a 2ª volta. Mas o passão de Rubinho no Schumacher, a cinco voltas do fim, foi espetacular. Um misto de força, precisão e sangue frio. Por mais que ele tivesse, naquele momento, uma Williams dois segundos mais rápida, a execução de qualquer ultrapassagem em Hungaroring sempre é complicada – ainda mais no sufoco que passou.
Sobre Schumacher, é melancólico vê-lo. No começo do ano, eu tinha comigo uma grande empolgação ao ver o velho campeão retornar, bem como a mítica Flecha de Prata. Caramba, era uma combinação e tanto – o senhor dos números junto da marca que fez o carro mais famoso da história da F1. A temporada veio revelar que a tal aliança só ficou no nome. A Mercedes não herdou o desempenho vencedor da Brawn. E do Schumacher que tínhamos na lembrança, só ficou de herança o homem que sempre apela quando está a ponto de perder terreno.
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| Rubinho em sua ultrapassagem espetacular |
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Em seu depoimento pós-prova, Barrichello disse que deixaria os outros julgarem a manobra de Michael. E julgaram: 10 posições perdidas na próxima etapa, na Bélgica.
Opa! Que beleza! A próxima é em Spa! Na última edição, Kimi Räikkönen teve que segurar a Force India de Giancarlo Fisichella – duas cartas fora do baralho de 2010. Provas chatas por lá são exceção da exceção.
Estou ansioso desde já. Acho que os amigos leitores também.
Aquele abraço!
Lucas Giavoni
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