 |
 |
|
11.08.11 - Roberto Agresti |
 |
|
|
17.05.11 - Eduardo Correa |
 |
|
|
18.09.09 - Luis Fernando Ramos |
 |
|
|
12.12.08 - Alessandra Alves |
 |
|
|
27.10.08 - Luiz Alberto Pandini |
 |
|
|
|
 |
|
29.07.11 - Carlos Chiesa |
 |
|
 |
|
|
21.09.09 - Ernesto Rodrigues |
 |
|
 |
|
|
|
|
|
 |
| » » » 19.03.10 |
 |
 |
Aumente o tamanho das letras:
12 |
16 |
20
|
| Ah... a primeira vez! |
19.03.10 |
|
 |
|
|
|
Tiago Toricelli
Foi bom... por ter sido a primeira vez!
Sim, é sobre a Fórmula Indy em São Paulo que estou comentando. Acompanhei no “circuito do Anhembi” a corrida do dia 14 e já que na última coluna falei da expectativa, agora vou contar o que achei. Moro bem próximo do local onde a corrida foi disputada e como pensei que a região estaria superlotada e o trânsito pesado demais, decidi ir a pé. Podia ter ido de carro. Estava tudo muito bem organizado. Gostei de como o tráfego na região foi tratado, das baias criadas para o transporte público, com grandes bolsões para os ônibus. Claro, guardada as devidas proporções com a Fórmula 1 e a enorme quantidade de pessoas que ela tem o poder de chamar, achei até a prova, no quesito bagunça no trânsito, bem melhor que a corrida de Interlagos. A região também ajuda muito, tem largas avenidas nos flancos, diferentes das estreitas ruas que circundam Interlagos. Já na ida, atentei aos comentários de parte do público, dizendo da maior facilidade de locomoção em relação ao circuito da zona sul.
O policiamento reforçado, o sol brilhando e as entradas muito amplas, com grandes acessos, bem especificados, sem filas enormes, também foram ótimas. Esses foram alguns pontos positivos, daqui a pouco voltaremos a eles, mas vamos falar agora dos negativos.
 |
| Os carros, guardados dentro do pavilhão de exposições |
|
 |
 |
 |
Por que não havia indicação da sala se imprensa em locais com bastante destaque? Não encontrava a sala de forma alguma. De longe avistei duas pessoas que portavam coletes com a inscrição “Posso ajudar?” - pensei que meus problemas estavam resolvidos. Que nada, nem a dupla, nem a da frente, nem a outra que encontrei após a passarela do outro lado da pista sabiam me dizer onde ficava a bendita sala. Na verdade, não sabiam nem o que eu estava tentando dizer com “imprensa”. “É vip, é?”, me perguntou uma das duplas. Resolvi procurar sozinho e através de telefonemas de amigos consegui encontrar. Entendo as dificuldades de se montar uma estrutura em um circuito de rua, tal é a confusão que fica Mônaco, na ocasião da F1, já presenciei muito isso de perto. Mas, se vale aqui uma crítica construtiva, acho que dá para indicar melhor o local, lembrando que a imprensa estrangeira também cobre o evento, e se estava difícil para mim, imagine...
Após rápida passagem pela bem organizada sala de imprensa, continuei minha peregrinação. Decidi assistir a corrida da arquibancada do setor preto, que julguei ser a que mais ação veria. Estava ansioso para ver a reação dos carros. Afinal, no dia anterior, um samba de lá e de cá fez o sambódromo reviver o carnaval. Este é outro ponto que não consegui entender; era totalmente previsível que isso aconteceria. Totalmente. E se tinha um remédio (que era arranhar a pista), por que não fazê-lo antes?
Bom, o lugar escolhido por mim respondeu às expectativas. Logo após a largada, um carro em cima do outro, ainda na primeira curva, e bem na minha frente. O brasileiro Mario Moraes ficou pendurado no carro de Marco Andretti Um pouco mais ao lado outro carro parava, Takuma Sato (aquele mesmo). Pronto, três carros abandonando. E que demora! Que demora para retirarem os carros. Demorou muito mesmo para o primeiro guincho chegar. Depois chegou o outro, e o terceiro então... muito tempo! Tempo demais! Há de se repensar o posicionamento dos mesmos, ou ainda a locação de mais guinchos. Também não era difícil prever que ali, naquele ponto, haveria acidente.
A disputa na pista me surpreendeu, estava gostando muito da corrida e vi que o público, participativo, também estava. Até que a chuva caiu. Achei ótimo. Afinal, as coisas ficariam ainda mais bacanas de acompanhar. Só que a chuva veio em grande quantidade e quando os carros começaram a rodar, já imaginava a paralisação que se seguiu. Não preciso nem dizer que a demora em retirar por guinchos os carros rodados permaneceu e - pasmem - no mesmo ponto do acidente da primeira curva. Por que não tinha um guincho mais próximo? Pior que isso foi acompanhar a cena cômica que se seguiu: um trabalhador sozinho tentando “varrer” a quantidade enorme de água de chuva que formava poças no meio da pista. Foi cômico, a galera da arquibancada se divertiu a beça. Parecia cena dos “Trapalhões”: varria a água e ela voltava. Após tentativas frustradas um dos carros da organização americana da prova chegou e com rápidas instruções e um novo direcionamento, com o posicionamento de mais pessoas no local e uma sincronicidade, a água pode ser levada para fora da pista e a corrida ser reiniciada.
A parte tudo isso, gostei da prova. Gostei muito. Foi muito bom ver de perto os brazucas e os estrangeiros se virando em um circuito novo e muito desafiador. Repito aqui o que escrevi na coluna anterior: acho a idéia brilhante. A maluquice, ótima! E estou ansioso para acompanhar a prova mais uma vez no ano que vem. Sei que as críticas foram muitas, mas também critico muito meu cachorro, mas adoro ele.
Tiago Toricelli
(tiagotoricelli@hotmail.com)
|
|
 |
| | |
|
|
 |