Sessão Leitores
11.08.11 - Roberto Agresti
Talvez sim, talvez não
17.05.11 - Eduardo Correa
Mauro
18.09.09 - Luis Fernando Ramos
O melhor Rubinho, o Rubinho de sempre
12.12.08 - Alessandra Alves
Carta ao editor
27.10.08 - Luiz Alberto Pandini
Micos brasileiros III
mais
29.07.11 - Carlos Chiesa
O Eclipse
E o toureiro não apareceu
21.09.09 - Ernesto Rodrigues
O parasita fanfarrão
Rubens, o relativo
mais
12.03.06
Confira a classificação
12.03.06
Pilotos e Equipes
mais
Home » Leitores » Indy em SP: e se... » 25.02.10
Aumente o tamanho das letras:
12 | 16 | 20
Indy em SP: e se... 25.02.10
Escreva pra gente
Tiago Toricelli

Tony Kanaan usando o capacete de Rubinho em Indy 2006 - Clique para ampliar
Confesso: eu entendo muito pouco de Indy, pouco mesmo, devia até entender mais, por ser esta uma modalidade englobada pelo esporte que decidi seguir dentro da minha carreira jornalística. Mas a Fórmula 1 me ocupou por anos, depois os rallys, a Nascar e agora, mais recentemente, a MotoGP. Aprendi a entender e a amar cada uma dessas categorias dentro de suas peculiaridades, mas a Indy sempre esteve distante, pelo menos tenho essa sensação. Cada uma dessas modalidades tem seus segredos, seus fatos históricos que nos fazem entender muito mais o presente do esporte, suas manhas, seus ícones, suas pistas. Mas - que pena! - da Indy, sei muito pouco. Falha minha, devo admitir. Afinal, com a enorme opção de informações e canais por onde consegui-las é até difícil aceitar o fato de saber tão pouco sobre a Indy, mas sigo Nietzsche... “humano, demasiado humano”, portanto tenho minhas falhas.

Resolvi abordar esse assunto, porque vem aí a SP Indy 300, a prova da Fórmula Indy que será disputada no “circuito” do Anhembi na capital paulista. Uma oportunidade da Indy estar mais próxima e ganhar fãs - tenho a ideia de que só gostamos do que conhecemos. Até os esportes de neve estão ganhando fãs, com as transmissões das olimpíadas de inverno!

Já ouvi muitas opiniões distintas sobre a Indy em SP, eu mesmo já mudei de opinião algumas vezes a respeito do assunto. Afinal, é uma boa? Vai dar tempo? São Paulo está pronta? Respostas com cem por cento de certeza, acho que poucos podem afirmar que as tem. Eu não tenho.

Já fui contra, achei um absurdo, achava que não daria certo, ainda tenho minhas dúvidas. Mas, pensando mais calmamente e com o passar dos dias, tracei uma metáfora com um assunto particular. No ano passado, minha filha, Gabriela, com então 5 anos, foi convidada a ir com o tio e filhos para a Disney. Ela nunca tinha viajado de avião, ido para fora do País e muito menos para a Disney! Bom, eu nunca fui pra Disney, nem tenho certeza se era isso que queria quando criança, lembro que sempre quis conhecer as pirâmides no Egito, mas a Disney não me lembro não. No entanto, vivemos na época do Disney Channel e as meninas amam as princesas. Portanto, a Disney para ela representa o que foram as pirâmides para mim. Quando o convite foi feito, minha primeira resposta foi negativa. Como que vou deixar minha filha ir sozinha? E se passar mal no avião? E se assustar com a língua estrangeira? E se temer o Mickey?!!? E se... E se... E se... Foram vários “ses”.

Até que dias após as seguintes negativas, uma luz me fez pensar melhor. Será que esses “ses” realmente existem ou é mais um egoísmo positivo, de querer que ela conheça essas coisas com o pai dela. Afinal, são imagens que para sempre ficarão guardadas.

Foi então que descobri que, sim, era egoísmo. O que eu estava tentando fazer era encontrar desculpas para não deixa-la ir, porque no fundo, o que eu queria é que ela fosse comigo. No final das contas, ela foi. E adorou. E eu adorei ter deixado ela ir.





Sei que a história que contei não tem rodas, motor e nem circuito mas esse fato serviu, pelo menos para mim, entender melhor e começar a buscar o lado positivo de algumas iniciativas, mesmo que existam (ou eu coloque) tantos “ses” pelo caminho. Se as obras no Anhembi começassem antes, não seria melhor para a Indy? Se o anúncio da corrida fosse feito antes, São Paulo não teria tido mais tempo para se preparar?



Se a corrida fosse para o meio do ano não seria melhor? Se esperassem pela época sem chuvas não seria a melhor alternativa? Se o carro derrapar no asfalto do sambódromo, o que fazer? Se não der tempo de terminar as reformas o que vai acontecer?

Mas... E se ninguém tivesse a iniciativa, a ousadia, de trazer uma prova dessas para cá, quando iríamos ver essa ideia maluca (mas que pode ser muito boa) de colocar um monoposto acelerando num sambódromo? Se a corrida não viesse para cá, quando iríamos ver de perto Helinho, Tony e tantas feras acelerando de perto? E se der tudo certo, não vai ser muito bom, não vai ser muito legal passar a ter a Indy mais próxima e passar a entender essa paixão?

É isso! Pensando bem, acho que todo “se” tem realmente dois lados. Boa sorte para a Indy 300, que “Benza Deus” dê tudo certo! Oxalá!

Tiago Toricelli
tiagotoricelli@hotmail.com

 Leia mais colunas de Help | Envie a coluna para um amigo | Voltar
anuncie | quem somos Apoio: Interactive Fan  |  Red Cube Tecnologia e Comunicação