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11.08.11 - Roberto Agresti |
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17.05.11 - Eduardo Correa |
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18.09.09 - Luis Fernando Ramos |
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12.12.08 - Alessandra Alves |
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27.10.08 - Luiz Alberto Pandini |
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29.07.11 - Carlos Chiesa |
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21.09.09 - Ernesto Rodrigues |
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| » » » 14.12.09 |
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| Um esporte como poucos |
14.12.09 |
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Tiago Toricelli
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| Aqui o equipamento de segurança vai ter trabalho |
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Cada vez fico mais entusiasmado com a MotoGP, mais apaixonado mesmo por este esporte. No último mês pude desvendar a fundo, os detalhes e mistérios que envolvem esta modalidade. Após acompanhar a última etapa da temporada no circuito de Valência, na Espanha, parti em busca dos principais fabricantes que fazem o espetáculo ser possível acontecer.
Antes, dei uma rápida parada no EICMA 2009, o salão duas rodas de Milão, o principal do mundo, em sua 67ª edição. É... Dá para ver de perto porque os caras de lá, da Europa, idolatram a MotoGP. Os caras têm acesso a todas as motos velozes que habitam o imaginário de quem curte as duas rodas, pelo preço, pela variedade de escolha e mesmo pela facilidade de acesso a marcas. Por lá, 125 cc é para scotters, não tem estas streets, como CG´s e tantas outras que vemos por aqui. Lá, só tem moto de alta cilindrada.
De Milão, segui para Asolo, no nordeste da Itália. Fui conhecer como os equipamentos de segurança para motos são desenvolvidos. Na fábrica da Alpine Stars, uma das top neste setor, vi de perto o quanto cada detalhe - botas, macacões e demais aparatos – é cuidadosamente visto e revisto antes de ganhar as ruas. A MotoGP é um grande laboratório para eles, assim também como para outras tantas empresas. Na pista, o piloto carrega na “corcova” do macacão um aparelho que registro todas as oscilações de temperatura do corpo e macacão durante a corrida e nos momentos de queda. Depois, na fábrica, todas as informações são descarregadas e, através de gráficos complicadíssimos, muitos estudos de produtos são concluídos.
Um exemplo do que vai ganhar as pistas na próxima temporada será a ausência dos logotipos dos patrocinadores costurados ao macacão. Os testes deste ano provaram que se os logotipos foram impressos, ao invés de costurados (num complicado sistema de impressão no couro) há uma melhora aerodinâmica e um ganho de velocidade. O desenvolvimento é constante e, queda após queda, os pilotos passam para o departamento técnico da empresa onde mais sentiram, qual a parte do corpo mais afetada, onde é melhor diminuir a proteção e, dessa forma, os macacões são alterados ao longo do ano e evoluem para ganhar as ruas. Até mesmo as cores de pigmentação dos macacões provaram, em testes, ter diferenças. Algumas tornam o macacão mais resistente no contato ao solo, se “desmanchando” com mais dificuldade e tornando a vestimenta mais segura. É de impressionar.
A segunda parada foi próximo a Padova, onde os capacetes AGV - os da cabeça de Valentino Rossi - são feitos. Acompanhei desde o processo de início de fabricação, ou seja, das folhas soltas de fibra de vidro, até os testes finais e o desenvolvimento de futuras peças. O capacete do “Doutor” é o mais complicado de ser produzido. Seja pelas entradas de ar pedidas pelo piloto, seja pela altura da “queixeira”. Como Rossi pilota mais abaixado, próximo ao tanque, a queixeira tem de ser mais alta e a abertura do visor também, para facilitar a visão. Além disso, pelos desenhos todos (e todos tem um significado, descobri mais tarde), é o capacete mais demorado para ser finalizado: leva cerca de seis vezes mais tempo que os demais modelos, também copiados de outros pilotos da motovelocidade (como Simoncelli).
O desenvolvimento é interessantíssimo de ser visto, assim como os testes de pressão e batidas e qualquer diferença de peso fazem o capacete ser descartado e voltar a fase inicial do processo. Os técnicos da AGV tem no laboratório um busto feito à imagem e perfeição do rosto de Valentino e nele os testes dos novos recursos são feitos. Ele, segundo a empresa, ajuda em muito o desenvolvimento. O “Doutor” é conhecido, além de sua habilidade, pelas suas formas nada convencionais de comemorar uma vitória e por ter idéias malucas em como revestir seu capacete.
Para saber como essas idéias aparecem fui ao estúdio de um cara muito bacana, Aldo Drudi, o italiano amigo do brazuca Alexandre Barros, e que faz o design dos capacetes de Rossi desde o início. Drudi me contou que começou a fazer os capacetes do pai de Valentino, na época que ele era apenas um moleque mas já apaixonado pelas duas rodas. Revelou também alguns aspectos do capacete que o “Doutor” vem utilizando, chamado de cinco continentes pois olhado com atenção, revela aspectos de cada continente, além de alguns desenhos enigmáticos, como uma tartaruga. Drudi revelou que aquela é uma tatuagem que Rossi tem na barriga, por isso, quis incorporá-la no capacete.
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| Os freios de carbono em ação |
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Quando pergunto como foi a escolha da cor do número – o 46 amarelo - Drudi me diz que Rossi, muito fã de Kevin Schwantz , campeão das 500 cc em 1993, decidiu ficar com o mesmo tom de cor. Com a “mágica da TV”, Kevin estava junto conosco lá no estúdio. No encontro, Kevin me falou o quanto admira Valentino e me mostrou até mesmo o relógio que usa, com o logotipo 46 de fundo.
A seguir, parti em direção a Bergamo, onde está o Kilometro Rosso, centro de desenvolvimento de produtos, que abriga a Brembo, fornecedora de freios para a F1, MotoGP e tantas outras marcas top. Os pilotos que subiram para a MotoGP, saindo das 250 cc, como Aoyama, Simoncelli e Bautista destacaram no primeiro teste que fizeram com as motos mais potentes (e que acompanhei na pista), que o freio foi o que mais impressionou e é muito distinto da categoria de acesso. Afinal, o freio dianteiro na MotoGP é de carbono, diferente da liga de aço das 250 cc.
Os freios de carbono levam meses para serem feitos. São tiradas lascas a lascas durante períodos demarcados numa peça única. É quase um trabalho artesanal. A diferença entre os freios está na necessidade de um maior aquecimento para o uso, o que só é possível ser atingido em veículos muito potentes, como F1 e MotoGP. Os discos e matérias são testados na fábrica exaustivamente, depois levados à pista, para serem usados em condições extremas, e após os resultados voltam para a fábrica, para mais um desenvolvimento e isso acontece constantemente.
Não dá para negar o quanto a MotoGP é parelha a F1 em termos tecnológicos e no desenvolvimento de produtos. São ambos laboratórios práticos de testes, colocando o máximo da tecnologia, criatividade, esportividade e coragem em busca do futuro. Dá para não gostar de um esporte desses?
Não deixe de assistir as imagens e entrevistas sobre todos esses assuntos e muito mais, no Auto Esporte, da TV Globo. Conto com sua audiência!
Aproveito para desejar a todos um feliz natal, e um 2010 cheio de alegrias !
Tiago Toricelli
(tiagotoricelli@hotmail.com)
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