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11.08.11 - Roberto Agresti |
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17.05.11 - Eduardo Correa |
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18.09.09 - Luis Fernando Ramos |
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12.12.08 - Alessandra Alves |
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27.10.08 - Luiz Alberto Pandini |
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29.07.11 - Carlos Chiesa |
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21.09.09 - Ernesto Rodrigues |
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| » » » 27.09.09 |
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| Acelerar até o fim |
27.09.09 |
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Lucas Giavoni
Por mais que seja muito fácil falar depois da prova, ficou evidente que Hamilton era o franco favorito assim que os pesos de largada foram divulgados. Um suposto problema no KERS, flagrado nas conversas do rádio, não foi, afinal, empecilho. O atual campeão manteve sempre o controle e conseguiu novo triunfo em circuito travado, que aparentemente melhor se adapta ao chassi da ascendente McLaren. Este é o Hamilton que conhecemos: o kamikaze que irresponsavelmente joga privada abaixo um podium na prova anterior é exatamente o mesmo cara que pilota impecavelmente na etapa seguinte, vencendo quase que de ponta a ponta...
Quando Sebastian Vettel e Nico Rosberg cometeram erros fatais em seus respectivos pits, não apenas deixaram Lewis sem adversários, mas como também possibilitaram o 2º lugar a um inspirado Timo Glock. Para aqueles que ficaram surpresos com o desempenho dele, vale lembrar que o alemão tinha feito ótima corrida em Marina Bay no ano passado, quando chegou em 4º. O cara realmente pisa muito bem neste circuito.
A corrida de Glock foi um total contraste à de Jarno Trulli, 12º, que repete fielmente seu histórico dos últimos anos: começa de modo interessante uma temporada e vai caindo de produção, degrau por degrau. Pior para ele: já é possível sentir certo cheiro de Jarno frito na Toyota.
E para aqueles que enxergaram na vitória de Fernando Alonso no ano passado apenas a falcatrua da porrada proposital de Nelsinho Piquet, o espanhol tratou de lembrar aos seus críticos que a condição básica de um bom resultado é enfiar a bota. Apenas acelerando muito, Alonso chegou ao podium e cravou a melhor volta da prova, mesmo ao volante de uma Renault abaixo da crítica – e um pouco mais pelada em termos de publicidade. Deviam pintá-la toda de amarelo de uma vez...
Sobre Vettel, o 4º, a coisa mais interessante a respeito de sua corrida é que pudemos conhecer um pouquinho mais acerca de sua personalidade. O momento da pós-punição deixou claro que o jovem Sebastian desanima quando as coisas começam a dar errado. Mas é o tipo de coisa facilmente corrigida. Bastou-lhe um clássico esporro pelo rádio para uma recuperação.
O outro errante do dia, Rosberg, apesar do escorregão na saída do pitlane, é mais um que provou andar muito bem em Cingapura, herdando do velho Keke as qualidades em circuitos de rua. Vou defendê-lo: pela onboard, ficou claríssimo que o trecho de retorno é realmente difícil de ser contornado, apertado pacas e pior, feito quando se está com pneus frios. É a velha história: quem faz a pista não bota os fundilhos no carro de corrida. Queria saber, por exemplo, se o serial-killer de circuitos Hermann Tilke, quando joga F1 no vídeo-game, prefere andar em suas crias enfadonhas ou em Spa-Francorchamps...
Ferrari e Force India continuam a ser um grande mistério – tão iguais e tão diferentes. Ambas se comportam muito bem em circuitos de alta e muito mal nos de baixa. Mas são totalmente diferentes de dirigir, como nos prova Giancarlo Fisichella, que mesmo em menor grau que o pobre Luca Badoer, está sofrendo para se adaptar ao carro.
Já com a Toro Rosso, não há qualquer mistério: é a pior, e com ‘méritos’. Está fazendo exatamente o que previa Gerhard Berger no momento em que caiu fora da sociedade, prevendo que não poderia arrumar investidores e que a Red Bull cortaria custos na equipe.
Fiquei um tanto curioso em saber o que aconteceu para os dois carros serem recolhidos praticamente ao mesmo tempo. Não foram defeitos comuns, apenas ‘sincronizados’. Sébastien Buemi teve falha de câmbio e Jaime Alguersuari parou com o freio encrencado.
Ô asfaltozinho irregular este de Marina Bay! Há tantas ondulações que algumas aletas dos carros simplesmente não agüentaram a vibração. O único ponto interessante disso é que alguns carros produziam as saudosas faíscas ao bater no chão, tão comuns até o começo dos anos 90. E ainda na sessão nostalgia, gostei de ver logos da Canon nas laterais da Brawn...
Voltando ao departamento de erros, Adrian Sutil cometeu o maior do dia simplesmente porque estava possesso, fora de si. Não bastasse passar um sem-número de voltas atrás de uma letárgica Toro Rosso, rodou por causa disso. Em sua sanha de querer voltar o mais rápido possível para a luta, esqueceu a prudência no motorhome e vitimou um infeliz Nick Heidfeld, que largou dos boxes e usou o direito (do qual deveria diplomaticamente renunciar) de chamar o conterrâneo de idiota.
O Safety Car lançado na volta 20 após esta fanfarronada certamente mudou os rumos da prova. Button, que jamais esteve à frente de Barrichello nos momentos-chave do fim de semana, conseguiu, como ponto-chave, se livrar de Kazuki Nakajima na largada e acabou como o lucky man do dia.
Barrichello foi muito valente. Fez uma belíssima largada, segurando ao mesmo tempo Robert Kubica e o freguês de sempre Heikki Kovalainen, mas desta vez foi traído pelas circunstâncias. A Brawn tentou ajudá-lo, mas acabou atrapalhando. No acidente de Mark Webber – a equipe, na iminência do lançamento de um Safety Car, chamou-o para o segundo e último pit na volta 46.
Como muitos também pensaram que a prova ficaria sob advertência, outros seis competidores entraram na mesma volta, inclusive Hamilton. Rubinho pegou tráfego no pitlane e fez a parada em 27.4s. Como referência, Glock, que tinha mais ou menos a mesma quantidade de combustível no tanque e havia parado uma volta antes, o fez em 21,7s. Este tempo perdido, além de menos voltas de tanque vazio para fazer, deixaram Barrichello em um injusto 6º.
A batida de Webber, por sinal, foi resultado da imprudência da Red Bull. Tava na cara que os freios estavam acabando – certamente um componente que você não vai gostar de saber que não funcionam direito. Mark arriscou ficar na pista e acabou na barreira, sem mais chances matemáticas pelo título.
O impasse sofrido por Rubinho nas últimas 4 voltas oferece o nome desta coluna. Ao saber que Jenson também estava com os freios a ponto de explodir, tinha dois caminhos a seguir. Ou (1) pensava nos pontos e na integridade do próprio carro, que poderia sofrer com problema semelhante - até por conta das frenagens mais agressivas em relação ao estilo de pilotagem do companheiro -, ou (2) acelerava até o fim, em uma última e valente tentativa de terminar à frente do rival pelo campeonato.
Os tempos de volta mostraram claramente que Barrichello marcou a opção 2 e enfiou o pé, e por muito pouco, não fez a ultrapassagem. Mesmo com quase impossíveis 15 pontos para descontar em apenas três provas, ele mantém intacto o espírito de luta.
Rubinho só quer acelerar até o fim. Bom para ele, bom para o campeonato, que apenas parece, mas ainda não está selado.
Um grande abraço a todos.
Lucas Giavoni
PS: Não posso deixar de comentar. Nesta segunda-feira (28), o episódio do Crashgate (ou Spingate, como preferir) completa exatamente um ano. O julgamento do Conselho Mundial da FIA no dia 21 selou o destino de praticamente todos os envolvidos, diretos e indiretos.
Em suma:
Briatore foi sumariamente fuzilado; Symonds tristemente foi para a compulsória; Nelsinho ficou tão livre quanto queimado; Nelsão deu um tiro em Flavio, que ricocheteou em si mesmo; a Renault recolhe os cacos; Alonso está se lixando; a tal ‘Testemunha X’ continua sendo X; Mack Mouse está vingado em sua despedida; e tio Bernie está às gargalhadas, com um filho cortando a garganta do outro, deixando-o com ainda mais poder político e comercial, já que se apodera em definitivo da GP2 e da World Series.
Com Briatore, Bernie só deve manter a sociedade no Queens Park Rangers, um timinho de segunda divisão do futebol inglês, longe do acesso à principal. Talvez Flavio - que tem um delicioso consolo chamado Elisabetta Gregoraci pra ficar meses trancado em casa -, agora se concentre no futebol, que é tão ou mais político que o automobilismo. Desconfio fortemente que ele vai gostar do ambiente.
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