 |
 |
|
11.08.11 - Roberto Agresti |
 |
|
|
17.05.11 - Eduardo Correa |
 |
|
|
18.09.09 - Luis Fernando Ramos |
 |
|
|
12.12.08 - Alessandra Alves |
 |
|
|
27.10.08 - Luiz Alberto Pandini |
 |
|
|
|
 |
|
29.07.11 - Carlos Chiesa |
 |
|
 |
|
|
21.09.09 - Ernesto Rodrigues |
 |
|
 |
|
|
|
|
|
 |
| » » » 08.07.09 |
 |
 |
Aumente o tamanho das letras:
12 |
16 |
20
|
| Os melhores do BD |
08.07.09 |
|
 |
|
|
|
Lucas Giavoni, do www.ULTIMAVOLTA.com
Em meados de 2008, enquanto eu trabalhava criação do www.ultimavolta.com com meu grande amigo Theófilo Tanus, perguntei-lhe da possibilidade de criar uma coluna diária de curiosidades da Fórmula 1. Ele disse que isso seria possível através da criação de um banco de dados que ordenaria todo o conteúdo pela data – o que no jargão dos engenheiros da computação é conhecido simplesmente como BD.
A delimitação do conteúdo era muito simples. Para cada dia do ano, os aniversariantes, as corridas disputadas e os falecimentos daquela data. E antecipando o badaladíssimo Twitter (que assim como gravata de crochê, vai ficar na moda por um tempo e depois cair no mais profundo esquecimento), impus a mim o desafio de fazer tudo com uma concisão dos diabos. A biografia de cada piloto - aniversariante ou morto – teria, no máximo, apenas 300 caracteres e o resumo de cada corrida, 350. Sem exceções.
Se levarmos em consideração os mais de 600 competidores e os mais de 800 GPs desde 1950, é trabalho pra c******! Só levantei uma ressalva – não faria a biografia daqueles que competiram exclusivamente nas 500 Milhas de Indianápolis entre 1950 e 1960, quando a prova valia como etapa da F1. O levantamento seria mais difícil e, afinal das contas, estes competidores norte-americanos jamais pediram para ser pilotos de F1 – e alguns, tenho certeza, nem mesmo sabiam o que era essa categoria disputada no Velho Continente...
Fontes usadas? Um jornalista comum diria que “quem tem que citar a fonte é água mineral”. Mas como estamos entre amigos, vou abrir-lhes uma exceção. A bibliografia básica de levantamento deste trabalhou é baseada em seis sites, todos em inglês e muito confiáveis. A Wikipedia, a enciclopédia automobilística do site Grand Prix, a seção ‘Motorsport’ do Silhouet.com, o Chicane F1, a seção “The World Championship drivers — Where are they now?” do Oldracingcars.com (do jornalista Richard Jenkins) e o bizarro e delicioso F1 Rejects.
Claro que foi e ainda é penoso fazer esse trabalho (que fará um ano em agosto), mas ao mesmo tempo, isso foi remexer o porão e ficar sabendo de coisas simplesmente espetaculares sobre a F1 – todos os seus pilotos e todos seus GPs. Alguns poucos blogs em português informam os nascimentos de alguns pilotos e menos ainda mencionam as provas. E nenhum se atreveu a resumir biografias ou corridas. Este é, portanto, um trabalho inédito em língua portuguesa.
Curtam agora a primeira fornada das biografias mais curiosas do BD:
• James “Hap” Sharp
Norte-americano (01/01/1928 – 07/05/1993)
Hap vem de “happy new year” – feliz ano novo, data em que nasceu. Com Jim Hall, fundou a Chaparral, vencendo várias provas nos EUA com seus carros. Na F1, fez 6 GPs entre 1961 e 1964, sem pontos. Morreu aos 65 em sua fazenda de gado na Argentina – cometeu suicídio ao saber de uma doença terminal.
• Rodger Ward
Norte-americano (10/01/1921 – 05/07/2004)
Piloto de caça na II Guerra, Ward venceu a Indy 500 de 1959 (que contava pontos na F1) e de 1962, correndo em ovais de 1951 a 1966. Na F1, participou dos GPs dos EUA em 1959 (Sebring) e 1963 (W. Glen), sem pontuar. Tornou-se freqüentador assíduo de eventos históricos nos EUA. Faleceu aos 83.
• John Riseley-Prichard
Inglês (17/01/1924 – 08/07/1993)
Corretor de seguros, Riseley-Prichard comprou um Connaught usado e correu o GP da Grã-Bretanha 1954 de F1 (sem pontuar), além de GPs extra-campeonato. Aposentou-se depois do trágico Le Mans 1955. Processado por ligação com pedofilia na Inglaterra, fugiu para a Tailândia, onde morreu de AIDS aos 69.
• Henri Louveau
Francês (25/01/1910 – 07/01/1991)
Ciclista de sucesso nos anos 30, Louveau tornou-se piloto no fim da década. Depois da II Guerra (serviu na Argélia), fez 2 GPs na F1 com um Talbot de Louis Rosier em 1950 e 1951 - ano em que parou depois de acidentar-se. Abriu uma concessionária Maserati em Paris e alugava caminhões. Morreu aos 80.
 |
| Tony Crook com Cooper na Inglaterra 53 |
|
 |
 |
 |
• Edgar Barth
Alemão (26/01/1917 – 20/05/1965)
Edgar, que ficou na Alemanha Oriental depois da guerra, correu pela EMW (ex-BMW no leste) o GP em Nürburgring de 1953. Desertou em 1957 para correr pela Porsche. Largou em mais 4 GPs de F1 – o último em 1964, 9 meses antes de morrer, aos 48, de câncer. Deixou o filho Jürgen, que venceu Le Mans 1977.
• David Purley
Inglês (26/01/1945 – 02/07/1985)
Herdeiro da Lec (empresa de refrigeração), Purley é lembrado por sua bravura no GP holandês de 1973, ao tentar resgatar Roger Williamson de seu carro em chamas. Fez 7 GPs até 1977, quando destruiu seu próprio Lec-Ford nos treinos do GP de Silverstone. Morreu aos 40, ao chocar seu avião de acrobacia.
• Tony Gaze
Australiano (03/02/1920 - )
Aviador condecorado, Gaze foi um dos únicos a pilotar e abater jatos na II Guerra Mundial. Em 1948, ajudou a criar o circuito de Goodwood, famoso pelo festival histórico anual. Também incentivou corridas na Austrália, sendo, em 1952, o 1º de seu país a correr F1 - 4 GPs com seu HWM-Alta.
• Christian Klien
Austríaco, (07/02/1983)
Ao conhecer Ayrton Senna, Klien, aos 8 anos, decidiu ser piloto de F1. Chegou lá em 2004, pela Jaguar, vindo da F3 alemã, e marcando 3 pontos. O time virou Red Bull e ele fez mais 11 pontos até 2006, quando foi dispensado. Em 2007 passou a ser test-driver da Honda, função que exerce hoje na BMW.
• Theo Fitzau
Alemão (10/02/1923 – 18/03/1982)
Piloto de expressão na Alemanha Oriental, Fitzau desertou para o lado ocidental no começo dos anos 50 para poder pilotar carros melhores e ampliar seu comércio de sabonetes. Participou na F1 do GP da Alemanha de 1953, com um AFM-BMW de seu amigo e também piloto Helmut Niedermayr. Morreu aos 59 anos.
• Jim Crawford
Escocês (13/02/1948 – 06/08/2002)
Duro, Crawford chegou a montar um F-Atlantic com peças descartadas, vencendo provas. Tornou-se test-driver da Lotus em 1975 e correu 2 GPs, mas foi mal e acabou dispensado. Nos anos 80 foi para a Indy, correndo até 1995. Tornou-se capitão de um barco pesqueiro e faleceu aos 54, por falha hepática.
• Tony Crook
Inglês (16/02/1920)
Piloto de caça na II Guerra, Crook correu 2 GPs na F1 (1952-1953) e várias provas extra-campeonato. Em Snetterton 1953, a embreagem explodiu, quebrando os pedais. Ele foi reto em uma plantação e nocauteado na cabeça por um repolho! Dono da Bristol Cars desde 1973, desligou-se da empresa em 2007.
• Mike Fisher
Norte-americano (13/03/1943 - )
Piloto amador nascido em Hollywood, Fischer disputou 2 GPs em 1967 com uma Lotus-BRM de 2ª mão, sem pontos. Tornou-se piloto de caça, inclusive na Guerra do Vietnã. Desenvolveu carreira militar, chegando a coronel. Hoje trabalha no Departamento de Defesa dos EUA, o Pentágono.
• Vic Wilson
Inglês (14/04/1931 – 14/01/2001)
Wilson correu o GP da Itália de 1960 depois de exótica proposta: Dick Gibson, dono de um Cooper, se acidentou e sugeriu a ele consertar o carro e então correr. Assim o fez, sem, no entanto, completar a prova. Tornou-se negociante de carros e morreu aos 69, em acidente de trânsito na Inglaterra.
São muitas as curiosidades. Mais biografias nas próximas colunas.
Um forte abraço a todos.
Lucas Giavoni
|
|
 |
| | |
|
|
 |