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11.08.11 - Roberto Agresti |
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17.05.11 - Eduardo Correa |
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18.09.09 - Luis Fernando Ramos |
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12.12.08 - Alessandra Alves |
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27.10.08 - Luiz Alberto Pandini |
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29.07.11 - Carlos Chiesa |
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21.09.09 - Ernesto Rodrigues |
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| » » » 21.06.09 |
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| Ele faz parecer fácil |
21.06.09 |
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Um cara de 22 anos (incompletos) chega, domina desde os primeiros treinos, faz um tremendo Hat Trick (só não foi o supremo Grand Slam porque não liderou algumas voltas após o segundo pit stop), coloca 15s de vantagem em cima do companheiro de equipe e acachapantes 41s para o terceiro colocado. Depois de tudo isso, abre a coletiva dizendo “você sabe, nunca é fácil”.
Pode isso? O que é fácil então? Correr com a Millenium Falcon?
Não adianta bancar o humilde. Sebastian Vettel arrasou, foi perfeito. A verdade é que ele conjuga talento natural de um autêntico virtuoso com a precisão e consistência de quem, mesmo tão precocemente, já amadureceu e tende a ficar melhor e melhor a cada prova com a aquisição da experiência. E continua a passar essa “horrorosa” impressão de que pilotar esses nervosos e diabolicamente rápidos carros é realmente uma tremenda moleza.
Lembro-me que, ao fim da temporada de 2008, fizemos no ULTIMAVOLTA.com a lista dos dez mais. Vettel foi o segundo da lista, logo após Fernando Alonso, que havia feito uma bela campanha na segunda metade do ano. Para o jovem alemão, que fez aquele milagre com a Toro Rosso num atípico dilúvio em Monza, depositávamos “a certeza de um futuro brilhante, com uma convicção como há muito não se tinha”.
Se hoje, o único milagre que Alonso consegue operar é colocar para todo santo domingo de corrida a impraticável Renault R29 na Q3 dos treinos, Vettel vem para cumprir as nossas escritas. O garoto tem estirpe de campeão. Parece ser só uma questão de tempo.
A Red Bull era, de longe, o carro do fim de semana. Adrian Newey caprichou no pacote de upgrade e fez do carro, que já era apontado por muitos como dotado de grande potencial de desenvolvimento, uma máquina que sobrepujou a Brawn com facilidade em Silverstone.
E uma coisa é certa: a Brawn não tem esse mesmo potencial para promover mais desempenho para o BGP 001. Com isso, a segunda metade da temporada parece prometer uma briga acirrada entre as duas equipes, cada uma andando melhor de acordo com as características de cada circuito.
A chance de Mark Webber em disputar a vitória ficou presa atrás de Rubens Barrichello no primeiro stint da prova. Neste período, mesmo com 6 kg a mais de combustível, Vettel imprimiu um ritmo absurdamente rápido e liquidou a fatura já naquele momento. Após a primeira rodada de pits, quando Webber finalmente se livrou de Rubinho, se viu com “intiráveis” 21s atrás do líder. No restante da corrida, Vettel só precisou administrar a vantagem e chegar 15s à frente, andando num ritmo ligeiramente um pouco pior que do colega australiano.
O terceiro lugar de Rubens Barrichello pode ser traduzido como o máximo que ele poderia fazer. Ter segurado Webber no começo não era, de forma alguma, esperança de conseguir manter a posição. O grande mérito foi a boa posição de largada, que teve um peso fundamental para que conseguisse o podium, na primeira vez que conseguiu terminar à frente de Jenson Button.
E por falar em Button, parece que a nova pintura do capacete, que fazia o infame trocadilho com o sobrenome do inglês, “Press the Button” (aperte o botão), previa que ele seria realmente “apertado” e ficaria sob extrema pressão ao correr em casa após mostrar um retrospecto tão bom durante a temporada. Errou nos treinos (atrapalhou-se com seu engenheiro na Q3 dos treinos), fez uma largada ruim, caindo para nono, e fechou em sexto. Todo mundo tem seus dias de “não” – até o piloto-sensação de 2009.
Felipe Massa, o quarto, novamente mostrou-se um piloto hiper-motivado, mesmo com uma Ferrari que está longe de ser vencedora. Décimo primeiro do grid e nono nas primeiras voltas, Felipe fez uma queda de braço estratégica contra Nico Rosberg e terminou à frente dele, e a apenas 3.8s de Rubinho. E notem que essa diferença entre os brasileiros foi de quase 11s nas primeiras voltas. Kimi Räikkönen, que fez a largada dragster do dia (de 9º para 4º) faria um 2º pit muito cedo, para terminar em um insosso oitavo.
Apenas para comentar todos os pontuaram, Jarno Trulli se opôs a Kimi e fazer má largada. Caiu para sétimo, mesma posição que chegaria. A Toyota está perdendo terreno.
McLaren, BMW e Renault continuam apanhando. Apenas como comparação, Giancarlo Fisichella obteve o expressivo 10º lugar com a Force India... Ao menos, esses times proporcionaram ao público bons pegas, ainda que por posições que nem mesmo ficavam perto da pontuação. Entre esse grupo, o “vencedor” foi Nelsinho Piquet, o 12º com apenas 1 pit e duas posições à frente de Fernando Alonso, que confessou que estava mais correndo por diversão que qualquer outra coisa.
A perseguição onboard de Fernando a um combalido Heidfeld de bico quebrado expôs o principal problema da Renault: deficiência crônica de tração em saída de curva. O espanhol parecia um mestre-sala, de tanto que gingava. A BMW, que apostou todas as suas fichas no KERS, chegou à conclusão de que o sistema é uma bomba e deu um tiro no pé. Abandonou o componente em definitivo e agora corre atrás - literalmente. A McLaren, bem, nem precisa de muito esforço pra analisar: o chassi é ruim – não há pacote aerodinâmico que faça melhorar.
A entrevista de Max Mosley para a reportagem da Globo, exibida pouco antes da largada, foi um tanto reveladora, não deixando dúvidas quando ao seu caráter (na verdade, falta de). Não adiantou ele fazer beicinho de vítima, querendo passar a imagem de cachorrinho de vitrine, acuado pelas “equipes más que querem dar um golpe” e que diz não entender o porquê de tudo isso estar acontecendo com ele. Oh, pobrezinho...
Max quer fazer de um velho expediente norte-americano usado há não muito por George W. Bush como seu plano maligno e perpetuar-se no poder da FIA: quando há guerra, não se muda o presidente. Nos States, sempre foi assim, com exceção de quando Truman assumiu porque Roosevelt morreu durante a II Guerra.
Bush inventou em 2003 armas de destruição no Iraque para invadir (com outros muitos motivos que todos sabem quais são, mas não vem ao caso debater) e nesse contexto de caça ao Sadam e ao terrorismo, angariou motivos para ser eleito em mais um mandato, rumo a uma impopularidade que bateu todos os recordes.
“Diante de uma situação tão tempestuosa, não me resta alternativa senão concorrer nas próximas eleições”, disse Max. O mandato de tal figura nefasta acaba em outubro, e por enquanto, não há movimentação de bastidores quando ao processo sucessório – nem o apontamento de possíveis candidatos. (Serra? Dilma? Ciro? Aécio? Heloisa? Ah, não, esses são pra outra presidência...)
Depois que foi flagrado naquela suruba pseudo-hitleriana, Max ficou politicamente a um passo da guilhotina, com muitos pedindo que a lâmina caísse de uma vez. Mas tio Bernie Ecclestone (que fez de Mosley um cartola e o colocou aos seus serviços) coordenou, por baixo dos panos, um daqueles acordões políticos (pois é, isso não é privilégio do Brasil...) que resumidamente foi: Max, a gente não degola você, mas se mande após o mandado e nem pense em concorrer a re-eleição.
Mas espere! Agora estamos em guerra! MAX a criou! E MAX quer ter a oportunidade de salvar o mundo e trazer a paz! (Para nós, que somos os verdadeiros apaixonados pelo esporte a motor, está mais para o “você fez a c*****, agora limpe”).
Teatral ao extremo e abusando da sua lábia de advogado, Mosley está fazendo de tudo para não largar o osso. Ele tem patologia pelo poder – e já deixou claro que sente prazer em fazer pessoas sofrerem. E ele não está nem aí para as consequências de seus atos, que levaram a F1 ser esportivamente um desastre durante a sua gestão.
O povo iraquiano jamais esquecerá o que Bush fez. Nem as viúvas dos soldados norte-americanos mortos durante a ocupação. E, se houver mesmo um racha na F1, que fará o circo só ficar mesmo com a lona e mais nada, nenhum de nós, os amantes do esporte a motor, vai esquecer o que Max está fazendo.
Meu sonho? Que Max peça as contas e se junte a Bush num longínquo rancho no Texas. E que Jackie Stewart, o mais novo setentão da praça, homem que é tão grande quanto foi dentro das pistas, assuma a cadeira da FIA. Pois é... Só em sonho...
Lucas Giavoni
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