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Jenson Schumacher? 24.05.09
Escreva pra gente
Barrichello seguido por Raikkonen
Corrida a corrida, fazemos uma espécie de eleição: “essa foi a mais chata do ano”. Mas Mônaco é Mônaco, e de antemão já sabemos o que esperar: pouquíssimas ultrapassagens e uma verdadeira procissão. E a corrida de hoje, não fugiu à regra.

Com a exceção de Barrichello, que passou Kimi na largada, e de Mark Webber, que adotou uma estratégia diferente partindo de oitavo e terminando em quinto, as posições só tiveram modificações devido a acidentes (Vettel, Kovalainen, Buémi/Nelsinho, Nakajima) ou algum problema no carro (Kubica). A única ultrapassagem pra valer em pista foi a de Lewis Hamilton sobre Jarno Trulli mas na primeira volta e disputando a 18ª posição!





Mika Hakkinen esteve acompanhando a corrida
Para quem achava que a saída de Schumacher encerraria os domínios entediantes e traria mais competitividade à Fórmula 1, Jenson Button é a prova contrária.

Presente no pódio em todos os GPs até o momento, marcando a pole em 4 deles, e vencendo 5, estamos diante de um fenômeno que chega ao seu ápice e aproveita tudo que não aproveitara nas 9 temporadas anteriores? É bom lembrar também que, na Turquia, Jenson Button vai superar o número de GPs de Ayrton Senna e igualar o de Mika Häkkinen.

Aliás, Button quebrou uma espécie de escrita ao vencer sua 5ª corrida em 6 etapas no GP de Mônaco: nessa mesma pista, os outros dois autores de 5 vitórias sequenciais no início da temporada (Mansell-92, e Schumacher-04) acabaram interrompendo suas séries: Mansell foi surpreendido por Ayrton Senna, enquanto que Schumacher abandonou após um “acidente” no mínimo estranho.







Jenson Schumacher ou Michael Button?
A corrida de Button foi ganha em dois momentos: o primeiro, no sábado, quando conquistou a pole. E o segundo, ainda antes da primeira parada, quando abriu larga vantagem para Barrichello ambos usando pneus macios: nas primeiras voltas, Rubens aparentava manter o mesmo ritmo do companheiro, mas na volta 14 a diferença já era de 10.9 segundos, e na 23ª chegava a 16.6s.

Após a segunda parada, nenhuma mudança: Na altura da volta 34, a diferença era de 14.5s e na 45 de 15.2s. Veio a segunda parada, e na volta 57 Button liderava com diferença de 13.2s para Barrichello e na volta 68 a distância era de 11.9. Rubens cruzou a linha de chegada 7.6 segundos após o companheiro, muito em virtude de uma diminuição de ritmo por parte do inglês.





Os ferraristas já podem se animar?

Räikkonen fez uma boa prova, até onde é possível: por muito pouco não conquistou a pole-position, mas acabou conseguindo o primeiro pódio do ano para a equipe. Porém, o desemepnho dos carros italianos ainda está longe de ser uma ameaça verdadeira ao título da Brawn. A próxima prova é em Istambul, corrida que Felipe Massa vem dominando nos últimos anos – ao lado de Interlagos, é a prova “anti-horária” do calendário –, mas não sei se podemos acreditar em uma “virada histórica”.

De bom para Felipe fica o registro da volta mais rápida – a primeira da Ferrari no ano. Mas a persona Nigel Massa (tão comentada por aqui) teve uma aparição hoje, nas suas tentativas de ultrapassagem sobre Sebastian Vettel no início da corrida. Na primeira vez (6ª volta), teve de aliviar o pé antes de contornar a chicane; na segunda (volta de número 7), arriscou por fora, e acabou perdendo o traçado. Como não devolvesse a posição seria punido, Felipe teve de reduzir sua velocidade, e nisso Nico Rosberg aproveitou e também superou Massa. As expectativas de pódio do brasileiro terminaram ali.





Fernando Alonso fez uma corrida (bastante) discreta, optando por largar mais pesado, e acabou marcando dois pontos importantes. Já Nelsinho segue em sua sina. é a 24ª vez em 24 treinos classificatórios que o brasileiro se prostra atrás do espanhol.

E uma das coisas curiosas desse GP foi a batida entre Nelsinho e Buémi. Ainda que não tivesse qualquer culpa, a declaração de Piquet à repórter foi cômica: “Você viu, mas eu senti” e “é isso que dá colocar piloto jovem na F-1” são frases para a posteridade. Mas o curioso mesmo dessa batida foi a semelhança com a corrida de Monte Carlo em 2002: no mesmo local houve uma batida idêntica; à frente, também havia um piloto brasileiro que também estava em sua segunda temporada na F-1. Atrás, também havia um estreante...







Fisichella e Force India seguem na busca do ponto perdido
Confesso uma pontinha de torcida por Fisichella na corrida de hoje, menos pelo italiano e mais pela equipe, que ainda não pontuou desde que entrou na Fórmula 1 em 2008. No entanto, a nona posição já pode ser considerada uma conquista. Mas acredito que em 2009 virá o primeiro ponto.





O que aconteceu com a Toyota? No começo do ano, parecia ter chance de fazer frente às Brawn, mas em Mônaco amargou a última fila nos treinos e os dois pilotos ficaram fora dos pontos pela segunda prova seguida.





E já que citamos a matriz, vamos falar da filial: conseguirá Nakajima, o Samurai, pontuar nesse mundial? E conseguirá Nico, o rei da sexta-feira, algo melhor que uma sexta posição nas corridas?





O alemão Sebastian Vettel, que chegou a ser apontado como um candidato potencial ao título, obteve um desempenho muito aquém do esperado hoje. Se teve algum mérito ao segurar a posição de Massa nas primeiras voltas, logo em seguida seria ultrapassado não só pelo brasileiro mas também por Nico Rosberg e Heikki Kovalainen, indo aos boxes logo em seguida.

Quando Vettel estava á frente dos três pilotos, a diferença de ritmo para os líderes era assustadora: enquanto Button, Barrichello e Räikkonen giravam em torno de 1min17s, Vettel e os que vinham a seguir giravam na casa de 1min20s.





Mas a maior decepção de Mônaco foi a prova de Hamilton: o atual campeão acabou errando nos treinos, teve de trocar a caixa de câmbio – partindo em penúltimo – e fez uma corrida pavorosa, terminando em décimo-segundo muito mais por sorte do que juízo (basta lembrar os abandonos citados no início da coluna). Durante a semana, o inglês afirmou que “tem de ser macho pra vencer em Mônaco”, mais uma de suas frases antológicas da série “humildade é o que há!”.







Boa semana a todos.

Marcel Pilatti

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