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11.08.11 - Roberto Agresti |
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17.05.11 - Eduardo Correa |
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18.09.09 - Luis Fernando Ramos |
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12.12.08 - Alessandra Alves |
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27.10.08 - Luiz Alberto Pandini |
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29.07.11 - Carlos Chiesa |
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21.09.09 - Ernesto Rodrigues |
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| » » » 08.05.09 |
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Acho que se conseguisse chegar a uma soma de quantas vezes em minha vida profissional pronunciei o nome da cidade espanhola de Jerez de la Frontera, com certeza colocaria alguns zeros ao lado direito de algum algarismo de maior número - 100, 200, 300, 1000, 2000, quem sabe? O que sei, é que pela primeira vez, num desses rumos doidos que a vida nos faz tomar, estive em Jerez de la Frontera apenas agora em 2009.
Foi estranho... Não que a cidade seja estranha, mas foi curioso estar em um lugar que parecia que eu conhecia tão bem. A verdade é que não conhecia nada de Jerez. Logo de cara matei uma curiosidade que tinha há tempos, de onde vem a bebida Xerez (ou sherry). pois bem, Xerez vem de Jerez (parece-me óbvio - agora!). É uma bebida extraída da uva com suas variações do seco, meio amargo, ao doce quase intragável, assim como o vinho do Porto - não faltam ofertas de excursões guiadas ao redor da cidade em busca da melhor vinícola de Xerez.
Saindo do lado etílico da questão (que por sinal me abre o apetite – se é que “apetite” se encaixa aqui), a cidade tem como seu outro grande ponto turístico a pista de Jerez, onde a maioria dos testes – seja de Fórmula 1 ou de MotoGP acontecem.
Por essa razão, achei que o aeroporto seria incrível, grande, moderno... Pasmem! Não chega a nenhum desses adjetivos. É pequeno, modesto, nada incrível. Pensar que alguns dos maiores nomes da motovelocidade e automobilismo mundial passam por lá. Tudo bem: vão me achar ingênuo, vão achar que eles seguem com seus jatos particulares coisa e tal, mas um outro dia conto como não é bem assim para a grande maioria.
Jerez fica ao sul da Espanha, na Andaluzia, próxima a Cadiz, perto de Sevilha. De lá dá até para ir para Marrocos de barco, numa travessia tão curta, que do lado de cá, o europeu, se enxerga o lado de lá, africano.
Estive em Jerez para acompanhar os testes da MotoGP, os últimos da pré-temporada, visando 2009. Cheguei numa sexta-feira à tarde, os treinos aconteceriam no final de semana. Logo de cara, quase obrigatoriamente, foi necessário fazer um reconhecimento do local, imagens de localização, onde estava afinal. A cidade estava como se sedada, parada, com uma leve brisa, algo nem quente, nem frio. Mal sabia que a movimentação existia – não naquele momento – mas lá estava ela, era apenas a hora da “siesta” – quanta inveja!
As primeiras pessoas com quem conversei, moradores de lá, foram umas crianças que estavam brincando em uma praça (bonita, com chafariz e tudo). Quis saber o que gostavam mais - de carros de F-1 ou de motos. A resposta foi clara, objetiva e sem titubeios – moto! Com aquilo na lembrança, no dia seguinte comecei a acompanhar os treinos. Afinal, o que é mais legal? Não sei a resposta, acho que gosto de ambos. MotoGP para mim está sendo como uma nova paixão, alimentada desde o ano passado quando acompanhei algumas provas na Europa, como a clássica de Assen, na Holanda (a mais antiga do calendário). Depois de tantos anos apaixonado pela F-1, olha a MotoGP chegando sem pedir licença e já descobrindo seu espaço entre minhas predileções.
Enxergando de perto, ouvindo o ruído daquelas máquinas e os seus pilotos quase deitados na curva dá para entender porque a paixão por esse esporte é despertada. O que faz lamentar muito a falta que faz um brasileiro na categoria. Falando com os pilotos sobre o Brasil, seja Loris Capirossi, Sete Gibernau ou Valentino Rossi, todos se recordam com carinho do Brasil, da época das provas no Rio, de Alexandre Barros (o grande porta-bandeira brasileiro na Série). E tenho certeza, que o Brasil também sente falta dessa emoção. Excluindo o autódromo carioca (pelas péssimas condições), já ouvi dizer que Interlagos não conseguiria receber uma prova mundial de motos, depois ouvi dizer que o circuito teria de ser feito em outro sentido, contrário ao da F-1, mas falando recentemente com Alexandre Barros ele disse que tudo isso faz parte de uma política, e Interlagos está pronto para receber uma prova de MotoGP.
O quanto isso seria bacana! Mas quem correria? Bom, saiba que três carinhas estão batalhando lá fora para isso. Eric Granado, Lucas Barros (filho de Alexandre) e Toninho Chiari. Eles correram em 2008 em um campeonato monomarca – com oitentinhas. São 20 cavalos para essa garotada, de 12 anos, em média, soltar a mão no acelerador. A disputa acontece em toda a Espanha e no ano passado assisti a penúltima prova da temporada, em Valência (Eric foi o segundo colocado). No final do ano, Eric foi o campeão. Acho que a garotada vem aí, mas tomara que não façamos desses brasileiros ídolos distantes, rostos desconhecidos. Apoio é o que precisam, torcida. E isso tudo pode ser despertado ainda com mais força se houver proximidade.
Que venha a MotoGP !
Tiago Toricelli
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