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Alonso na Ferrari? 04.05.09
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Uma das grandes críticas feitas a Rubens Barrichello ao longo de sua carreira é a de que o piloto perde oportunidades de ficar quieto, e que muitas vezes fala mais do que deve. Pois na última semana Rubinho deu duas demonstrações de que estão corretos os que fazem essa afirmação.

Enquanto Josep Guardiola (grande craque e atual técnico do Barcelona) afirmou que o time catalão não vencera o Chelsea “por detalhes” Barrichello também diz que as quatro primeiras corridas foram decididas nos pormenores e até insinuou que seu companheiro Button teve “sorte”.

O Barcelona empatou por 0 a 0 tendo 70 % de posse de bola e chutando seis vezes mais a gol; Barrichello, conseguiu apenas um pódio em 4 corridas, enquanto que Button obteve três vitórias e um terceiro lugar.

E a segunda bela oportunidade de se calar que Barrichello teve foi numa entrevista recente, quando disse que “ainda crê em suas chances de título”. Mas o auge foi a revelação de que “nunca teve amizade com Michael Schumacher” e que, na verdade, estava apenas “fazendo média” [sic] quando afirmava isso, em seus tempos de Ferrari.







A Ferrari conseguiu! Conseguiu ter o pior início de temporada em todos os tempos. No último GP Kimi Räikkonen conseguiu uma sexta colocação, marcando os primeiros três pontos da equipe italiana no Mundial, após a 4ª etapa. Muito se comentou que nas temporadas de 1969, 70, 80 e 81 a Scuderia havia passado por vexame semelhante, pois tal qual 2009 só viria a pontuar na quarta etapa do mundial. Porém, um exame mais cauteloso mostra que os índices de 2009 foram os piores.

- Em 69, a Ferrari conquistou uma terceira colocação em seu quarto GP, com Chris Amon;
- em 70, Ignazio Giunti conquistou uma quarta posição depois de não ter pontuado nas primeiras três;
- Em 80, Jody Scheckter foi o quinto colocado na quarta etapa;
- Em 81, Didier Pironi foi o quinto colocado após três corridas "em branco".

E Felipe Massa também superou marcas históricas: dos 6 brasileiros que venceram corridas na F-1, apenas Nelson Piquet (em 1979), José Carlos Pace (em 1973) e Rubens Barrichello (em 1993, 95, 2007, 08) ficaram mais que quatro corridas sem pontuar no início da temporada.







Alonso assinou com a Ferrari?
E com a situação acachapante que a Ferrari vem enfrentando, o velho boato surge: Fernando Alonso na Ferrari.

Um fato que chamou atenção, foi a notícia de que o presidente do Banco Santander, Emílio Botin, foi fotografado passeando pelos boxes da Ferrari. Bernie Ecclestone, porém, não vê nada de errado: “se contratarem Fernando é porque querem que seja campeão, e não por conta do patrocínio”.

Depois de David Coulthard ter afirmado que “a Ferrari precisa muito mais de Alonso do que de Raikkonen”, Gerhard Berger, ex-piloto da equipe italiana por seis temporadas, elevou a polêmica ao dizer que “Fernando estará na Ferrari em 2010”.

Vale citar um trecho do livro “Na reta de Chegada”, de autoria do piloto austríaco:

"Todt fechara um acordo preliminar com Schumacher em Mônaco (1995) e a Ferrari tinha direito de mantê-lo em segredo pelo tempo que lhe conviesse. Entretanto, toda vez que um segredo escapa da Ferrari, eles sempre se apavoram e, por algum reflexo automático, negam a informação. À medida que a história se espalha, mais se sentem atingidos..." (BERGER, Gerhard. 'Na Reta de Chegada'. 1999: Berger Motorsport, Austria).





E, agora, abrimos aqui a “Sessão Ataulfo Alves” (“A maldade dessa gente é uma arte”), que mostrará algumas notícias da última semana que trouxeram, propositalmente ou não, manchetes um tanto quanto suspeitas.

- Schumacher é pego em exame anti-dopping. O ciclista alemão Stefan Schumacher é o mais novo caso de dopping da última Olimpíada.

- Felipe Massa afirma sentir mais dor do que prazer. O piloto brasileiro Felipe Massa diz que ultimamente as corridas tem causado mais sofrimento do que alegrias.

- Rubens Barrichello vai pro espaço. O piloto brasileiro Rubens Barrichello confirmou o pagamento de 200 mil dólares para realizar o sonho de viajar ao espaço.

- Jenson Button queimou a nádega no Bahrein. O piloto inglês Jenson Button sofreu queimaduras na nádega esquerda em virtude de um problema elétrico em seu carro.





Curtinhas, sobre a FIA:

- a história da McLaren terminou em pizza, mais uma vez; Mas, como mãe falando com criança de 5 anos, decretaram: “se acontecer de novo, serão suspensos por três GPs”. E, como menininho que está chorando e pede desculpas, Martin Whitmarsh agradeceu a decisão.

- Ecclestone quer 13 equipes (26 carros) para o ano que vem: além da USF1 que promete estrear, a antiga Lola afirmou interesse no retorno e também a iSport (equipe de Bruno Senna na GP2) mostra inclinação para início na categoria máxima.

- Foram anunciadas diversas mudanças para o ano que vem: teto orçamentário, aumento do peso mínimo carro-piloto, campeão sendo decidido pelo número de vitórias e a principal e melhor delas, o fim do reabastecimento.







E 15 anos se passaram. Como diria Roberto Carlos, “Jovens Tardes [manhãs] de Domingo, tantas alegrias... Velhos tempos, belos dias”. 1º de maio de 1994 (e 30, 29 de abril) representa o fim-de-semana mais horroroso da Fórmula 1 moderna. Uma verdadeira tragédia, sob todos os aspectos.

Mas a memória de Senna parece cada vez mais viva, evento esse que é comprovado a cada GP de Mônaco, por exemplo. E a indústria cultural absorve e entende esse fenômeno cada vez mais vivo:

Carta da FIA: uma das raridades do livro de Senna - Clique para ampliar
Foi anunciado para esse mês o início de um documentário sobre a vida do piloto, diferente de tudo que já havia sido realizado. Nesse ano também foi lançado um novo livro sobre a carreira de Senna, de autoria de Christopher Hilton, famoso pela biografia “A Face do Gênio”, lançada em 1991. O enfoque do material é diferente, valorizando muito mais imagens e curiosidades da vida de Ayrton.

E, também, está aberta em São Paulo uma exposição em homenagem ao piloto, que traz, entre outras coisas, o carro utilizado pelo tricampeão na temporada de 1987 (a Lotus-Honda). A exposição segue até o dia 30 de maio, no Conjunto Nacional – Avenida Paulista, 2073. Quem puder, não perca.

Marcel Pilatti

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