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Ele voltou? 03.04.09
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Marcel Pilatti

A segunda etapa, pelo menos nas sessões iniciais de treino, parece menos “do avesso” que a primeira...

Kimi vem buscando o bicampeonato
No primeiro treino, o alemão Nico Rosberg foi o mais rápido, com 1min36s260, apenas 45 milésimos à frente de Nakajima. Logo em seguida, vieram as duas Brawn, com Button e Barrichello, respectivamente, e na terceira fila, apareceram as duas Ferrari, também respeitando a “numeração dos carros”, com Felipe à frente de Kimi. Lewis foi sétimo, e na 8ª e 9ª colocações apareceram as Red Bull.

Já na segunda parte, as equipes com os 9 melhores tempos permaeceram, mas o domínio foi invertido: as Ferraris fizeram o 1-2, desta vez com Kimi [que cravou 1min35s707, melhor tempo do dia] à frente de Massa; Sebastian Vettel foi terceiro, e em seguida apareceu Nico Rosberg, uma posição à frente de Mark Webber. Rubens Barrichello foi o sexto, seguido de Button, Nakajima e Lewis Hamilton.

Confira aqui os tempos combinados dos treinos livres (I e II) da última madrugada.





Lucca di Montezemolo, presidente da Ferrari, acredita numa recuperação dos carros italianos na etapa malaia:“estou convencido de que apresentaremos uma forte reação”, disse. Segundo Montezemolo, a razão das dificuldades apresentadas na Austrália está em 2008: “tivemos de desenvolver o carro até o fim do ano, enquanto que os outros times inciaram seus projetos mais cedo”, afirmou.





O site ManipeF1.com publicou, nessa semana, uma entrevista de Hirohide Hamashima (representante da parte esportiva da Bridgestone). Segundo o diretor, “Sepang é uma pista muito severa com os pneus pois tem muitas curvas diferentes e duas freadas muito fortes após longas retas”.

Hamashima ainda apontou possíveis problemas oriundos das mudanças climáticas da Malásia: “As altas temperaturas sempre são um problema na Malásia e a hora [marcada para o início] da corrida é quando normalmente chove então haverá vários desafios”. A propósito, segundo a meteorologia, o indicativo de chuva é de 60%.





Fernando Alonso afirmou: “caso nada seja feito [isto é, a Brawn não perca os difusores] podem vencer todas as provas”. É curioso ver Alonso apoiando esse tipo de medida, justamente ele que teve a conquista de seu bicampeonato [2006] dificultada única e simplesmente por conta de medidas desse tipo por parte da FIA, quando a entidade decidiu, da noite pro dia, que os amortecedores usados pela equipe francesa (desde 2005) eram ilegais.





Por falar medidas e regras estranhas – como o Edu perguntou na última coluna, alguém entende a regra do Safety Car? – um fato que ficou muito, mas muito, esquisito foi a punição recebida por Jarno Trulli: terceiro colocado no GP, horas mais tarde o piloto sofreria um acréscimo de 25 segundos ao seu tempo final, perdendo os pontos conquistados.

O inexplicável foi que Lewis Hamilton declarou que “a Mclaren o havia avisado para deixar Trulli ultrapassá-lo novamente”, a fim de que ele, Hamilton, não fosse punido. A Toyota havia entrado com um recurso para reaver os seis pontos, mas na última quarta resolveu desistir da apelação por entender que “o artigo 152, parágrafo 5 do Código Esportivo da FIA expressa claramente que punições de driving through não são suscetíveis a apelações”.

Mas a publicação AutoSport afirmou, no mesmo dia, que a FIA iria rever o caso por haver alguma ambigüidade na declaração de Lewis. Na manhã de ontem (02), a conclusão da entidade foi que houve “mentira” por parte da McLaren e o resultado foi a desclassificação de Hamilton do GP da Austrália. Quem gostou da decisão, lógico, foi Jarno Trulli, que assim pode reaver seu terceiro lugar e os merecidos seis pontos.

A McLaren aproveitou o embalo e suspendeu Dave Ryan, aquele que, segundo a equipe, foi o responsável pelo “Hamiltongate”.

Sem questionar a “justiça” (?) ou não da punição dada a Lewis, fica, mais uma vez, a impressão de que tem “algo de podre no reino da Dinamarca”.







Se a punição ao italiano é questionável, o mesmo não se pode dizer da imposta a Vettel. O próprio piloto da Red Bull admitiu ter sido “estúpido”, o choque. No entanto, um ilustre defensor: Michael Schumacher. “Vettel não podia fazer seu carro desaparecer”, disse o heptacampeão.

Ninguém com mais propriedade para comentar um choque na pista!





Da série “seria cômico se não fosse trágico”

Flavio Briatore dizendo que Ross Brawn “deveria ter sido justo”. O italiano não pára de reclamar do diretor da Brawn GP. Segundo Briatore, “Brawn deveria ter dito para nós há três meses que havia duas interpretações sobre a questão dos difusores”.

O chefe da Renault ainda deu explicações técnicas para sua revolta: “Já testamos peças semelhantes em nossos túneis de vento, e elas dão cerca de 14% de apoio aerodinâmico. Esse não é o espírito dos regulamentos”, desabafou.

Quem se lembra da temporada de 1994 (quando Briatore e Ross Brawn, juntos na Benetton, deitaram e rolaram em infrações) só pode rir de tal situação.







Da série “você sabe com quem tá falando?!”

Parte 1

Sebastien Buemi está contente com seu resultado
Sébastien Buemi avisa: “quem me critica, não entende nada de corridas”. Segundo o piloto suíço, seu desempenho foi além das expectativas: “Fizemos o possível em Melbourne, pois terminar nos pontos é mais que a equipe esperava”.

Parte 2

Lewis Hamilton [antes da punição, claro] afirmou: “Sou um lutador” . O inglês está impressionado consigo mesmo: “Briguei feito um louco em cada uma das voltas e conquistei um resultado fantástico para mim e para a equipe”. Por fim, manda um recado ás outras equipes: “Não esquecemos como vencer”







a Brawn GP demitiu 270 funcionários
Ultimamente, temos ouvido notícias variadas sobre grandes cortes empregatícios em fábricas/companhias no mundo todo, certo? Coloque mais uma na lista: A Brawn GP. A equipe de Brackley anunciou demissão maciça no dia seguinte à lendária dobradinha.

Conforme já havíamos anunciado na coluna “O Piloto e o Roqueiro”, cerca de 270 funcionários serão demitidos. Trata-se do primeiro caso de uma empresa com as “cotações” em alta ter reduzir os custos. A equipe irá voltar ao tamanho que era em 2004. A razão é simples: “Agora somos um time particular”, revelou Nick Fry.





Dois fatos que foram pouco comentados na histórica dobradinha da Brawn GP:

- Button não pontuava havia 11 meses ou 15 GPs [desde Espanha, 2008];

- Com o segundo lugar, Barrichello desempatou com Coulthard nas estatísticas de pódios (o brasileiro agora é 4º que mais subiu ao pódio na história da F-1), e com Raikkonen/Coulthard em pontos (agora é o 5º maior pontuador);





Felipe quer recuperar-se na Malasia
Felipe Massa andou consultando a Mãe Dinah? Três semanas antes da corrida em Melbourne, já dizia aos quatro cantos: “Sempre tenho problema na Austrália”. Dito e feito. O piloto jamais venceu na pista. Na verdade, o retrospecto vai muito além disso: em sete participações, Massa completou apenas duas, sendo uma em décimo (2005) e outra em sexto (2007).

Dessa vez, o(s) vilão(es), além do volante, foram os pneus.

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