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Cinematográfico 02.03.09
Escreva pra gente
Marcel Pilatti

A última notícia sobre a nova Honda é a de que Barrichello e Button devem seguir na equipe, assim como Ross Brawn. Tudo igual. Na segunda-feira, sites especializados disseram o mesmo. Acho que o amigo leitor já deve estar se cansando de ver, seja nessa coluna ou em qualquer site relacionado à Fórmula 1, notícias sobre a eventual compra da Honda, sobre a eventual dupla de pilotos, sobre o eventual nome, sobre o eventual chefe.

Como bem disse a colega Alessandra Alves em seu blog, “Que neste instante, todos os editores, de todos os veículos de comunicação dedicados ao automobilismo, no mundo, unam-se em prece de agradecimento à montadora japonesa, repetindo: "Obrigada, Honda, por alimentar nossos noticiários por todos esses meses”.

Chega de eventualidades.





Toda essa novela da Honda (acho que já virou seriado) tem uma base fundamental: a famigerada crise financeira internacional. E os sintomas já estão sendo observados na equipe-fantasma: cerca de 300 funcionários serão demitidos, e o piloto principal (who?) Jenson Button terá seu salário reduzido.

Outros efeitos colaterais:

a) A FIA diz “não queremos ver mais nenhum time ser forçado a sair”e anuncia uma série de medidas de corte de gastos, que entrarão em vigor a partir de 2010.
b) A Williams avisa que precisará de novos patrocinadores para poder continuar na categoria a partir de 2011. Isso acontecerá porque o Banco Real da Escócia deixará de financiar o time inglês, a exemplo do que aconteceu com a Renault e o holandês ING.
c) o “F1-X”, parque temático de Fórmula 1 em Dubai (onde acontecerá a última etapa do mundial desse ano), está cancelado: falta dinheiro.





Em contrapartida, o novo chefe da equipe McLaren, Martin Whitmarsh, diz que a “F-1 atravessará a crise global sem abalos”.

É interessante ver o vídeo em Tributo à McLaren apresentado por Murray Walker:







O aguardado Force India
Alheia a tudo isso, a Force India apresentou seu novo carro, dia primeiro. Com o novo motor Mercedes-Benz (em substituição aos Ferrari) Com cores baseadas na bandeira indiana (laranja, branco e verde), os pilotos e dirigentes se mostram bastante animados em suas expectativas.

O Chefão, Vijay Mallya, falou que espera brigar por pontos em 2009 e até vitórias a partir de 2010. Ao mesmo tempo, voltou à realidade e afirmou não haver mais desculpas para fracassos. Já Adrian Sutil adotou uma postura humilde e falou no condicional: “Depende do carro. Se tudo estiver ok, por que não ficarmos no meio do pelotão?” Já Giancarlo Fisichella, foi mais audacioso, e sugeriu: “Nosso principal objetivo é chegar no pódio. Por que não?”

Lembra muito o discurso da Toyota, mas não nesse ano: desde 2002, quando a equipe japonesa desembarcou na F-1.





Na coluna passada, comentamos sobre a nova equipe USF1, que foi oficialmente apresentada semana passada. E a equipe de Ken Anderson e Peter Windsor revelou alguns de seus planos. Inclusive, Rubens Barrichello foi citado pelos chefes da equipe.

Segundo Windsor (o diretor esportivo), “Rubens Barrichello seria bom, porque passou dois anos ruins na Honda e isso poderia ser um referencial muito útil para nossas operações. Mas ele é quase um exemplo único dos pilotos que potencialmente preencheriam esse papel de piloto experiente”

Aproveito para dizer ao leitor Renato Bruno Corga, de Barra Mansa, que em nenhum momento faltei o respeito com Barrichello, e que inclusive o considero um dos melhores pilotos da história do Brasil. Minha brincadeira com o golfe foi, na verdade, uma opinião de quem não gostaria de ver um piloto desse porte minguando por uma vaga em categoria qual Stock Car.





Danica Patrick
Se os chefes citaram Rubinho, a imprensa continua aguçando os boatos de Danica Patrick correr na categoria. E, dessa vez, a piloto norte-americana se pronunciou. “Não fui procurada por ninguém, tudo o que ouvi é o que saiu na imprensa”, disse ela. Na entrevista, a norte-americana manifestou certo receio com relação à sua entrada na F-1.

O que nos faz lembrar de Giovana Amatti, a única mulher a efetivamente estar presente em Grandes Prêmios, porém, sem muito brilho:

Amatti apareceu nos primeiros três GPs de 1992 (África do Sul, México e Brasil), sem conseguir, porém, se classificar em nenhum deles – na época havia as famosas pré-classificações.











O carro de Massa nos testes desta semana
E a minissérie “Pilotos X Super-licença” acabou resultando em pizza também, e não haverá mais greve. Primeiro, foi a Williams a anunciar que sua dupla principal e o piloto de testes já haviam pago pelo documento e, agora, a AutoSport revela que todos já pagaram.





Falando em pizza, o caso de espionagem de 2007 (Nigel Stepney-Michael Coughlan, Ferrari-McLaren) terminou ao estilo Renan Calheiros.





Kimi, citado no álbum do Guns
Para finalizar, uma notícia que denota perfeitamente a famosa “Silly Season”, mas que de certa forma tem relevância para o mundo da F-1: Kimi Räikkonen foi citado na lista de agradecimentos do disco “Chinese Democracy”, da banda Guns N'Roses.

Kimi disse não saber o motivo para ter sido incluído na lista, mas revelou ser companheiro de noitadas do rockstar americano. A entrevista foi concedida ao jornal italiano Corriere de la Serra. O piloto e o roqueiro se conheceram no GP da Inglaterra de 2006, e desde então mantêm um relacionamento próximo, regado a não se sabe o quê, mas se imagina.

Talvez Axl e Kimi tenham se identificado devido a irreverência do finlandês:

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