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11.08.11 - Roberto Agresti |
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17.05.11 - Eduardo Correa |
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18.09.09 - Luis Fernando Ramos |
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12.12.08 - Alessandra Alves |
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27.10.08 - Luiz Alberto Pandini |
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29.07.11 - Carlos Chiesa |
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21.09.09 - Ernesto Rodrigues |
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| » » » 05.12.08 |
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| Ouro, prata, bronze |
05.12.08 |
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Alê, Ico e Panda comentam a saída da Honda da Fórmula 1 em seus blogs.
Lucas Giavoni, do site www.ultimavolta.com
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| Bruno Senna testa o Honda em Barcelona A equipe estaria saindo da F1 |
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Ouro para o vencedor, prata para o segundo e bronze para o terceiro – e só. Isso é o que Bernie Ecclestone quer. O czar comercial da Formula 1 veio à público para afirmar que a pontuação para a próxima temporada poderá ser convertida num "sistema de medalhas" para valorizar as vitórias. Hora de mais uma análise, para saber agora o que Ecclestone pode colher semeando este vento.
Como se não bastasse a ampla quantidade de mudanças de regras previstas para 2009 – a volta dos pneus slicks, restrições aerodinâmicas, o polêmico KERS e motores para durar três corridas, batata quente suficientemente grande para as equipes segurarem – agora Ecclestone vem com esta, de mudar o sistema de pontuação.
"Vai acontecer. Todos os times estão felizes. A verdadeira razão desta regra é que eu não agüento mais ouvir pessoas falando que não há ultrapassagens. Não há ultrapassagens não por causa dos circuitos ou pessoas envolvidas, mas porque os pilotos não precisam ultrapassar. Se você está na liderança e eu em segundo, não vou arriscar sair da pista por apenas dois pontos a mais. Se eu precisar ganhar uma medalha de ouro, pois mais medalhas de ouro ganham o campeonato, então eu arriscarei", disparou Ecclestone, que espera que esta nova regra seja aprovada no próximo encontro das equipes com a FIA.
O GPTotal, assim como o Última Volta, é um veículo independente e que adora fazer análises, sobretudo em assuntos polêmicos e ruidosos. Vamos, então, esmiuçar esta declaração de Bernie, que mais parece ter sido feita de forma irônica, tamanho o disparate.
- "Vai acontecer. Todos estão felizes".
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| Bicos do Williams versões 08 e 09 |
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Felizes? Com tanta novidade que vai gerar muito trabalho e muito dinheiro gasto, remando contra a maré de contenção de gastos, bandeira cinicamente defendida pela FIA de Max Mosley, ainda teremos uma mudança no sistema de pontuação que torna as coisas ainda mais difíceis para quem está do meio do grid para trás. Se antes era difícil brigar pelos suados pontinhos, por um pódio o esforço torna-se impraticável.
Se eu fosse de uma equipe desse nível, não estaria distribuindo sorrisos. Em vez de brigar por oito posições que são classificáveis para o campeonato, será uma briga para apenas três – e que tudo mais vá pro inferno, como diria Roberto Carlos em seus tempos rebeldes. E com o aumento agudo da confiabilidade dos carros, a chance das pequenas em conseguir qualquer resultado, se motivar ou no mínimo considerar relevante sua participação no mundial, diminui consideravelmente.
Ecclestone, pelo visto, quis justificar que isso é fácil de conseguir ao olhar para a última temporada, pois as nove equipes que pontuaram conseguiram pelo menos um lugar no pódio. O problema é que ninguém pode chegar a uma conclusão com tão pouca amostragem. Não foi considerado, por exemplo, a possibilidade de acontecer como quando Michael Schumacher venceu 12 das 13 primeiras provas de 2004 com a Ferrari. Algo minimamente parecido aniquilaria o campeonato e o brio do restante do grid, que se arrastaria meses em corridas que não interessam a ninguém até uma nova temporada.
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| Mirko Botolotti, Salvatore Cicatelli e Edoardo Piscopo testaram o Ferrari no final de novembro |
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- "A verdadeira razão desta regra é que eu não agüento mais ouvir pessoas falando que não há ultrapassagens".
De "verdadeira razão" isso aparentemente não tem nada. Desde quando Ecclestone se importa com o que as pessoas falam ou ao menos dá ouvido a elas? Além do mais, Bernie não especifica quais "pessoas falantes" são estas, o que fazem e como poderiam contribuir com sugestões menos destrutivas para o esporte.
- "Não há ultrapassagens não por causa dos circuitos ou pessoas envolvidas, mas porque os pilotos não precisam ultrapassar. Se você está na liderança e eu em segundo, não vou arriscar sair da pista por apenas dois pontos a mais. Se eu precisar ganhar uma medalha de ouro, pois mais medalhas de ouro ganham o campeonato, então eu arriscarei".
Neste trecho, "Mr. E" se supera. É um primor em termos de distorção de argumento. Primeiro, comenta que não é culpa dos circuitos. Ledo engano. Basta lembrar que as pistas preferidas de sempre dos pilotos, as tradicionais Spa-Francorchamps e Suzuka, são das que mais possibilitam as ultrapassagens, com traçados excitantes, cheios de subidas e descidas e curvas em alta velocidade.
E os circuitos para os quais ele, Ecclestone, insistiu levar a F1? Bahrein, Malásia ou Xangai, entre outros, cheios de curvas enfadonhas e apenas um trecho de ultrapassagem – invariavelmente uma tremenda freada depois de uma longa reta. É "invariavelmente" porque o projeto é sempre do mesmo cara, o arquiteto Hermann Tilke, inimigo número um das curvas de alta e amigo número um das freadas fortes. Os circuitos têm culpa sim. Portanto, Bernie também é culpado.
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| Badoer com Ferrari em Barcelona Entrada suplementar de ar refresca baterias do kers |
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Ecclestone também erra ao descartar as "pessoas envolvidas". Não passa nem perto de apontar as desventuras no regulamento que Max Mosley promoveu nestes últimos anos, criando várias medidas que artificializaram o esporte supostamente em benefício do "show" e acabaram dificultando as ultrapassagens, como a volta do reabastecimento em 1994, um assunto que já foi tratado juntamente com meu amigo e colega de trabalho Márcio Madeira da Cunha no espaço de análises da Fórmula 1 do Última Volta (As vantagens do fim d _reabastecimento).
O atual sistema de pontuação, outra cria do nebuloso Mosley em 2003, visava dar mais equilíbrio na distribuição de pontos depois de um chocante ano anterior, quando Schumacher (sempre ele) exagerou e conquistou o título com seis provas de antecedência. Além do mais, o novo sistema traduzia-se em um incentivo às equipes menores para que estas chegassem à zona de pontos, agora aberta a oito carros – essa atitude sim, louvável.
Em vez de sugerir o aumento da pontuação da vitória para, por exemplo, 12 pontos, ou propor a volta do sistema antigo (10, 6, 4, 3, 2, 1), ratificando que a idéia de Mosley foi infeliz – como tantas outras -, é mais fácil botar a culpa nos covardes pilotos – sim, aqueles que arriscam o pescoço e garantem o espetáculo e ficam sujeitos a regras esdrúxulas criadas por quem não faz idéia das conseqüências de seus atos.
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| Outra visão da entrada extra de ar no Ferrari |
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A conclusão a que se chega é que Bernie quer mesmo é levantar poeira. Deixar todos de cabelos em pé, estar em evidência, nem que seja pra falar absurdos. O importante é reafirmar seu poder dentro do circo, criando desunião entre as grandes montadoras que, se devidamente afinadas em seus discursos, tornam-se uma ameaça ao seu poder – poder, sempre ele.
Os times não estão felizes, como afirma Bernie. Tiram o chapéu para ele, mas querem mesmo que o ele, aos 78 anos, saia da jogada e vá distribuir medalhas em outro lugar.
Lucas Giavoni, do site www.ultimavolta.com
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