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Le Mans, 1965 13.06.08
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Sando Alexandre & Sérgio Marchi

Um Friends um pouco diferente hoje: histórias curtas enviadas pelo Sando Alexandre com fotos da Fórmula 1 do passado coletadas pelo Sérgio Marchi

Abraços (EC)






24 Horas de Le Mans, 1965

Nos treinos, um dos carros não oficiais da Ferrari, o 250LM da NART, da dupla Jochen Rindt/Masten Gregory, parece ter problemas insolúveis e tudo indica que aquele carro não deveria aguentar muito tempo na prova. Isto posto, os pilotos, sem outra alternativa, resolvem correr por pura diversão ou seja: vão abaixar a bota enquanto a barata aguentar.

Durante a prova, os Ferrari de fábrica vão se retirando e a dupla ali na LM mandando ver... Depois de algumas horas, o carro aguentando, vão galgando posições e para espanto geral vencem a prova!

Foi a última vez que um Ferrari venceu em Le Mans. Em segundo chegou outra LM, da equipeDumay, em terceiro uma Ferrari 275GTB, na verdade um carro GT!, da Ecurie Francorchamps, em sexto, outra LM, da Escuderie Filipinetti, e, em sétimo, uma 365P, da NART.

E assim foi...

(Leia mais sobre esta corrida na coluna do Edu Um piloto fantasma em Le Mans 65)





Targa Flório, 1959.

A Ferrari despacha para a ilha da Sicilia uma equipe fortíssima com quatro Testa Rossa 59 3.0 litros com o objetivo único de ganhar a prova.

Para combater a equipe Ferrari, os principais oponentes são Porsches de todos os quilates. Os carros da equipe oficial, na verdade, são apenas três, sendo um deles o carro-reserva para treinos. Este carro, entretanto, não resiste aos pilotos da equipe, que o destroem numa série de incidentes. Carros de rua são alugados para os treinos...

Dia da prova e após algum tempo, o primeiro Ferrari está fora com transmissão partida. Assim ocorre também com o segundo carro. O que sobra, da dupla Tony Brooks/Jean Behra, está sendo pilotado pelo francês... que chega aos boxes com o carro em frangalhos. Correria, alvoroço! Behra informa com toda calma que capotou com o carro e com a ajuda de locais conseguiu desvira-lo e, vendo que ainda funcionava, o trouxe até os boxes.

Uma rápida inspeção demonstra que o carro pode prosseguir e seu parceiro sai em disparada com o Testa Rossa meio desfeito. Behra se senta e tira seu capacete. Está suando e quer beber algo. Um dos mecânicos o olha espantado e diz: “voce está sem uma orelha!” Behra verifica que está mesmo e não se importa em nada com isso. Ele havia perdido sua orelha em 1955 e tinha uma substituta de plástico. A que usava nesta prova, na capotagem havia sido perdida. Tirou uma delas de sua maleta, a colocou no lugar e de novo estava composto.

Não era dia da Ferrari. O carro capotado não durou muito mais e um Porsche venceu aquela Targa Florio.







Mike Hawthorn, campeão mundial de Fórmula 1 em 1958 pela Ferrari, corria na época usando gravata borboleta.

Seus carros sempre tinham que ter volantes de direção com 4 raios ao invés dos 3 que todos os outros pilotos usavam. Ele achava que assim ficavam mais resisitentes em caso de um acidente.

Mike, que ganhou seu único campeonato vencendo apenas um GP, anunciou a sua aposentadoria logo ao final daquela temporada mas veio a falecer pouco tempo depois, num racha que disputava contra um amigo, numa estrada perto de Londres, ao volante de seu Jaguar 3.4.





Tourist Trophy,1960.

Nessa importante corrida da época, o famoso chefe de equipe Rob Walker inscreve um Ferrari 250 GT berlinetta, zero km, para seu piloto Stirling Moss. Este pede a seu patrão um equipamento extra no carro: um rádio! para (segundo ele) se distrair durante as três horas de duração da corrida.

Ao final da prova naturalmente vencida por Moss, Walker pergunta:

_ Como é, ouviu o rádio?
_ Claro, disse Moss
_ E o que ouviu nesse rádio? Britânicamente,Moss responde
_ A BBC!

Ao final do ano, Walker põe a venda os carros usados em 1960 para adquirir novos modelos. Um deles é o Ferrari da históoria pilotado por Moss. Entretanto seu comprador não podia acreditar que aquele carro era de corrida, com rádio e antena inatalados. Só após ver fotos do carro na prova, onde aparecia sua antena e sua placa, convenceu-se e fechou negócio, muito feliz, por conseguir realmente uma raridade.

Essa é impagável os vencedores do GP Brasil de 76 são levados ao pódio - Clique para ampliar


Gunnar Nilsson comemora a vitória na Bélgica 77


Equipe Matra no seu paddock


Alan Jones à vontade nos boxes de Zolder, 78 - Clique para ampliar


Riccardo Paletti, 1982


O box da ATS na Holanda 82 - Clique para ampliar
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